À medida que outubro se aproxima, aumenta a quantidade de notícias políticas mal-escritas. Desta vez (Minto. Não foi desta vez. Isso já vem ocorrendo de há muuuuuuito tempo! Desta vez eu resolvi reproduzir aqui no caldeirão, só isso) foi a revista Veja.
É lamentável o que aconteceu com essa publicação. Já foi uma das maiores – e melhores – do mundo, e contou com nomes brilhantes em seus quadros, como Mino Carta e Luis Fernando Verissimo. Tinha um texto delicioso, bem escrito, que fazia carinho enquanto era lido por você.
Agora ela é escrita por um conjunto de ogros sutis feito um Scania, com um estilo grosso, estúpido e extremamente torpe, que agride a inteligência de quem lê o texto. e eu não esotu falando desta ou daquela tendência política. Estou falando de leveza de estilo!
E na coluna Radar desta semana, temos um exemplo de como a Veja é torpe na hora de manipular informações. Acompanhe o texto do subprojeto de jardineiro. Repare em como ele fornece os números:
Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C. Com a marolinha, 0,5% deles retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.
Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer [Muito bem. Vamos aos números!]. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C [Número absoluto - revelou a quantidade total de brasileiros que subiram. Próximo]. Com a marolinha [Pronto! olha o texto tendencioso! Se ele soubesse ser mais elegante pouquinha coisa, teria posto um itálico nesse marolinha, que ficaria até simpático. Mas não. Enfim, sigamos!], 0,5% deles [Como assim, 0,5% deles? De repente, virou percentual? E o que aconteceu com o valor absoluto fornecido lá em cima? Por que não calcular quanto é 0,5% de 31 milhões e fornecer esse número também?] retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.[Putz! Voltamos aos números absolutos!!!! Por que cargas d'água só aquele valorzinho lá de cima foi apresentado em percentual?]
Calculadora do lado, vamos ver quanto vale 0,5% de 31.000.000: (31000000 * 0,5 / 100 = 155.000) Resultado: 155 mil brasileiros. Ele poderia até mesmo ter comparado esse valor com o tamanho desta ou daquela cidade. Se tivesse jogado no Google, saberia que Itu (SP) cabe direitinho nesse valor! Tem 155 mil habitantes! Mas ele nem precisa disso, basta tocar no vizinho de redação, o Almanaque Abril, que ele consegue os valores perfeitinhos!
Agora, vamos brincar de novo de números absolutos e números relativos: quantos somos nós? qual é a população brasileira? Resposta no site do IBGE: Somos 183.987.291 brasileiros, na contagem de 2007. Se esse valor equivale a 100% da população, então temos que 31 milhões equivale a (31000000*100 / 183987291 = 16,84898 que arredondado chega a) 16,85% da população brasileira. Como diria a @poalli, “regra de três é para sempre”!
Custa apresentar números absolutos e relativos devidamente relacionados, custa?
(Se você quiser entender o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. É o último item. Mas volte logo, sim?)
Eu já disse milhões de vezes aqui que não vou partidarizar este blog. Outros milhões de vezes tive que me justificar, porque os coleguinhas não colaboram. Desta vez foi o Estadão. Nesta tetéia daqui, tentou mostrar que o atual governo só faz bosta no campo internacional, mas o texto tropeça tanto nos argumentos que chega a dar pena. Em três parágrafos, assassina sua própria reputação. Confiram só que coisa:
Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato.
Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero avalia que, no terreno internacional, Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida. Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente no caso de eleição de José Serra (PSDB) ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos considerados mais tocadores de obras que Lula e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo que o atual presidente.
Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor[Ok. Atritos diplomáticos. Vamos ver.]
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato. [OK de novo. Essa é a tese do Estadão. E agora, quem vai corroborar essa teoria? Alguém? Alguém? Já sei, Batman! Vamos falar com Rubens Ricúpero! Temos alguém!]
[O-oh, Batman! Temos um problema! Como apresentar Ricúpero sem mencionar a frase da antena parabólica? Não se preocupe, Robin! Eu tenho a solução:] Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero [e pronto! Observador atento da política externa é o novo aspone! Foi só eu que senti Vergonha Alheia pelo Ricúpero?] avalia que, no terreno internacional [Ah, sim! Esse texto tem um mérito! Do ponto de vista ortográfico e de estilo, ele está muito bem redigido! e é por isso mesmo que a argumentação vai num crescendo de non-sense que você chega ao fim dele com a sensação de ter lido uma esquete do Zorra Total! Vamos acompanhar a inevolução:], Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida [Santo bom-mocismo, Batman! Temos que reconhecer que Lizinácio é bom de público, ou então esse texto fica descaradamente contra o governo! Precisamos disfarçar e deixá-lo com ares neutros!! Mas como fazer para depreciar Lizinácio de forma pretensamente imparcial? Calma, Robin! Acho que eu tenho novamente uma saída para nossa sinuca de bico:] . Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.... (Peraí que eu ainda não acabei de rir) QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Pronto. Quer dizer, Barack Obama nem tchuns, né? Ah, impossível esse texto ficar melhor, né? Claro que não! Para Batman e Robin, não existe missão impossível! Bisservem só:]. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente [Sentiram o drama desse pobrezinho desse advérbio de modo? Tadinho desse especialmente, gente! Ele tem a função de destacar um ponto muito - eu disse muito - importante logo a seguir nesse texto, que é...] no caso de eleição de José Serra (PSDB) [vocês já sentiram vergonha alheia de um advérbio de modo? Eu já. Meus sentimentos para com o especialmente dessa frase! Oremos...] ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos [Pronto! Enfia a Dilma aí que é pra disfarçar a bagaça!] considerados mais tocadores de obras que Lula [Será que eu devo pedir pro texto ser mais específico no conceito de mais tocadores de obras que Lula? Não, né? Xapralá...] e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo [Traduzindo: ambos não são dados a falar pelos cotovelos, e são apagaaados que dá dó! Mas vamos combinar que menos dotados do gosto retóricosoou bem às pampas, né? Cer-te-za que o Robin-redator foi ironiquinho aqui, cer-te-za...] que o atual presidente.
[Mas o próximo parágrafo tripudia e pisa em cima do Ricúpero. Senti mais Vergonha alheia agora. Eles abriram umas aspas safadas por causa da necessidade de citação e talz, padrão do manual de redação do Estadão, blablabla whiskas sachê. Reparem só:]
“Sem desconhecer seu mérito pessoal, Lula tem jogado sozinho. Todos os atores da cena internacional, inclusive no Oriente Médio, são meia-tinta” [Tá. Isso já foi dito no parágrafo acima. Mas olha só como nego identificou o pobre infeliz do Ricúpero:], afirma Ricupero, que atuou como embaixador do Brasil em Washington e Genebra e hoje dirige a Faap[Quer dizer: um dia ele foi alguém na noite. Hoje, ele só dirige a Faap (não é nem a Usp, coitado! É a Faap! Faap!). E o tripúdio não acabou, gente! Nem pra canetar a fala do Ricúpero o Robin-redator se prestou!:] . “Qualquer que seja seu sucessor, o pêndulo voltará a pender [Podia escrever o pêndulo irá se voltar paraque ficaria liindo. Mas não. Deixou tripudiado. Pisou em cima. Tadinho, o único mané entrevistado disponível e o Estadão trata desse jeito! Infortúnio...] para uma política externa [E o final da declaração do Ricúpero evidencia por que ele não é membro da USP:] mais normal. Ou seja, menos ativista” [Mediocridade? Sim, trabalhamos! O senhor vai estar querendo quantos quilos? ] , completou.
[A seguir, a reportagem reproduz entrevista com o José Botafogo Gonçalves, outro diplomata vedete (pra usar uma expressão bem Eliane Catanhêde) dos anos de ouro de FHC e que agora tá encostado aqui. E eu não consegui conter o meu riso diante do trocadilho (acidental? Não creio.) inserido pelo Robin-redator. Aparentemente, foi o Botafogo Gonçalves quem disse a frase a seguir. Mas não parece... espiem só!] “Nesse sentido, a herança deste governo é ruim. Mas não é catastrófica nem irrecuperável.”
E foi assim que, em três parágrafos, o Estadão sabotou dois entrevistados e algumas teses. O texto continua por muitos e muitos parágrafos, mas não vou reproduzi-los aqui, não. Por um motivo muito simples: a partir daqui, é impossível respeitar o texto. Ficou patético!
Né por nada não, mas independentemente desta ou daquela posição política, nunca antes na história deste país (miacaaaaabo com essa frase!) jornalista foi uma raça tão incapaz de defender teses e argumentos de forma crível, viu?
Putz! Há não sei quanto tempo eu ameacei criar outra categoria neste caldeirão, intitulada justamente Mamãe, eu tenho tradutor automático. Ela iria cair como uma luva para este texto que pode ser encontrado aqui, e que me foi enviado via Twitter pela Lizandra Silva (@maopequena), a quem agradeço pelo link.
Mas vejamos o estilo robô caminhando que impregna o texto.
Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.
Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.
A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.
Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.
No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.
Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.
Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.
Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.
A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.
Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.
No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.
Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.
Vamos retrabalhar o estilo?
Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Um pesquisador de segurança de redes de computadores descobriu uma falha no site do Twitter que torna as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers. Ele já informou o problema à empresa que administra o microblog, e pediu que ele seja corrigido.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, contou que a falha em questão explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe. Ele disse ter informado a falha ao Twitter, e acredita serem necessárias apenas algumas horas para a correção do problema.
A tal vulnerabilidade da linguagem flash foi descoberta pela Adobe em 2006, e informada aos programadores. Mas muitos sites não haviam respondido aos alertas.
Com o aumento de sua popularidade, o Twitter torna-se alvo cada vez mais cobiçado de hackers com planos de distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do microblog.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar o caso.
No mês passado, um hacker “sequestrou” o controle do site do Twitter por um curto período. O tráfego do microblog foi redirecionado a um site que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstraou que ele talvez estivesse vulnerável a ataques há pelo menos um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha da linguagem Flash.
A análise da falha de segurança do Twitter feita por Bailey serão apresentados na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.
Ainda assim, tá uma bosta. Perdão, mas pau que nasce torto é difícil de endireitar….
Notícia da Agência EFE, que baixou em meu inbóquis graças a uma querida ectoplasma suína:
Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem
Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.
O primeiro-ministro, Gordon Brown, compareceu na Câmara dos Comuns para informar as medidas, um mês depois da suposta tentativa de atentado do jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um avião em pleno voo da companhia aérea Delta quando estava prestes a aterrissar em Detroit, nos Estados Unidos.
Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem
Puxa vida! Infelizmente eu não tenho como auxiliar as autoridades londrinas! Nessa eu passo! Tenho estudos apenas para excorcizar amebas escreventes! Meus feitiços são todos voltados para o bom uso da Língua Portuguesa, não sei como fazer pra evitar que terroristas saiam voando por aí! Aliás, nem sei como os terroristas alaram-se, assim, do nada!
Mas, ó: ainda bem que a história se passou na Inglaterra, a terra dos cientistas britânicos! Esses seres quase mitológicos, que fazem pesquisas escalafobéticas para concluírem Deus sabe o quê (se sapos nascidos na lua cheia têm mais incidência de verrugas no lado esquerdo do queixo, por exemplo), são o tipo de entidade perfeita pra descobrir como listar os “supostos terroristas alados”…
Daí, você lê o primeiro parágrafo e descobre que a notícia em questão nada mais é do que o governo britânico estar preparando uma listinha negra pras companhias aéreas evitarem certas pessoas em seus vôos.
Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.
Santo duplo sentido, Batman! Em breve, os terroristas terão asas próprias!
e pensa que o curativo resolveu grudar melhor na sua pele, né? Mas eis que você se anima e lê o resto do e-mail (que o seu Outlook, sabiamente, taxou como “spam”), que diz:
Agora, o Band-Aid® que o consumidor compra na farmácia ou nos supermercados é mais sustentável. As embalagens do produto foram reduzidas em 18%, sem alteração no volume de tiras, consumindo menos matéria-prima, diminuindo o volume de resíduos sólidos e aumentando a capacidade de transporte. Além disso, 30% de material reciclado pós-consumo foi adicionadoblablabla whiskas sachê blablabla
MORTE AO POLITICAMENTE CORRETOOOOOOOOO!!!!
E MORTE DUPLA QUANDO ELE VIER ACOMPANHADO DE ENCOSTO GERUNDOL!!!!
Estou paaaasma com Deus! Carinha batuta Ele, viu? Botou um de Seus para falar comigo de forma inteligente, fina, educada e ortograficamente correta! E ainda me ensinou coisas que eu não sabia! Tuuuudo de bom!!!
Lembram daquela igreja perto da casa da minha sogra, que eu pensei que tivesse mensagens subliminares fálicas (a igreja, não a sogra)? Então, o moço me explicou o que é Peniel! Tá na Bíblia!
Infezlimente o Profeta não deixou o nome. Mas vou copiar aqui procês:
(…) Tenho que concordar com vocês, mesmo sendo evangélico, tive dificuldade de entender o que estava escrito no desenho.
Mas se a questão é de onde veio a palavra Peniel acredito que posso ajudar:
Bíblia Sagrada Gênesis 32.30
“E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.”
e desse verso foi extraído o ultimo parágrafo:
“O ministério Peniel está face a face com Deus…”
Meu caro Profeta, Deus lhe pague pela informação! e volte sempre, viu?
(Quem dera todos os evangélicos fossem assim! Amém!!)
Gente, só de curiosidade resolvi digitar www.cnt.com.br, até pra ver se esse troço ainda tá no ar. E não é que a CNT ainda existe?
Não só existe como transmite novela! Novela, não: novelaSSSSS!
Agora, vê se dá pra aguentar com uma página dessas, gente! Miacaaaaaaaaaaaaabo!
Reparem no detalhe meigo do burrico! A-mey! Agora vejam que coisa de paixão que é a sinopse da novela:
Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com
direção geral de Nicandro Diaz.
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo
final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções.
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e
Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo
é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo,
apesar das diferenças de classes sociais.
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e, sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente,
a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco.
Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal.
Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente.
Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto
é enviado para um internato na cidade.
As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e
ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer.
Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada.
Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica.
Posteriormente, Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa.
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar.
Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e, com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá.
Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado
nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue
entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por
ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser
vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é
quando se descobre o grande segredo da trama.
Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com direção geral de Nicandro Diaz.[tipos, vamos dar um desconto, né, gente? TV pobrezinha, com falta de recursos... o cabra resolveu economizar nas vírgulas!]
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue [foi só eu que senti um arrepio de excitação me percorrer toda a coluna?] e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções. [arf, arf, arf... e vamo que vamo! Já tão vendo que vai ser difícil chegar ao fim desse texto sem desfalecer por falta de ar antes, né?]
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo, apesar das diferenças de classes sociais. [Deixa eu adivinhar: eles vão crescer, se apaixonar, mas os pais serão contra o relacionamento porque pobre não póóóóde.]
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e [pô! Tava rolando um padrão de falta de vírgula! Aqui começou a aparecer vírgula fora do lugar?], sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente, a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco. Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal. Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente. Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto é enviado para um internato na cidade. [Cara! Do nada, o texto começou a ficar compassado, bem escrito, claro, bem redigido... qq houve? o primeiro redator pediu as contas e o chefe foi acabar o trabalho?]As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles[é isso que dá elogiar texto da CNT. Crase antes de palavra masculina...]. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer. Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada. Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica. [cara, eu tô perdendo essa novela? isso é pra se assistir comendo pipocas!!!]
Posteriormente [Das duas, uma: ou o redator desse texto é muuuuuuuuuuuito fodão ou o texto foi traduzido direto do espanhol. Só assim para esse posteriormente surgir do nada], Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa [junta diretiva? Traduzido do espanhol. Esquece.].
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar. Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e [Pronto! Voltou pro redator que põe vírgula no lugar errado...] , com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá ["com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá". Minhanossassenhora, que frasezinhadebosta, credo! Mais mexicanamente dramático - ou dramaticamente mexicano, o que vc preferir - impossível] . Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício [suplício? Texto mexicano!] que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis[Setor de cobranças, em que posso ajudar?] de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é quando se descobre o grande segredo da trama.
Neste janeiro estou a viver intensamente meu lado trash, viu? É BBB de um lado, CNT de outro… mas sabem que é divertido? Tô morrendo de curiosidade de acompanhar essa novela!
Sério, gente. Tô que é só amores por essa novela… vou acompanhar!
Imagine a situação: um americano ixxperto, cansado de ser mal-compreendido pelas American amoebas (leia-se amíbas, as amebas estadunidenses…), teve um estalo (não sei por que, mas acho que isso ocorreu no banho):
Eu deveria ganhar dois dólares por cada idiota que não entende o meu sarcas… mas espere! Por que eu não posso ganhar dois dólares em cima de cada idiota incapaz de compreender meu sarcasmo? Até porque, todo idiota tem potencial para ser otário!
Daí, esse americano ixxperto sentou-se em frente ao computador e fez um desenho qualquer. Batizou esse desenho de Sarcmark, ou ponto de sarcasmo. Deu-se ao luxo de registrar a coisa, o que lhe rendeu o direito de enfiar um símbolo ® de marca registrada ao lado, e está vendendo o caractere do sarcasmo por duas doletas pra qualquer otário pessoa com acesso à Internet.
Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)
Duvidam? A notícia saiu ontem no Daily Telegraph, mais precisamente aqui.
Deixa eu traduzir a coisa:
Now a US firm has come up with an ingenious solution to this very real problem – a new item of punctuation.
The SarcMark, as it has been named, is designed to be used in the same way as an exclamation or question mark.
Anyone concerned that the irony of their email or text message might not be appreciated by its recipient can use the symbol to close their sentence, thereby avoiding awkward misunderstandings.
The symbol – a dot inside a single spiral line – can be installed onto any PC running Windows 7, XP or Vista, as well as Macs and Blackberry mobile devices.
It can then be used in Word documents, instant messenger conversations, Outlook email and other programmes, just by pressing Ctrl and the full stop button.
The Michigan company behind the SarcMark have applied for a patent to protection their invention.
They have even published a sample list of sentences that would benefit from a SarcMark, including the words of British woman who was awarded only half of her National Lottery jackpot by a court after the winning ticket fell from her pocket and was claimed by someone else.
It appears that the irony of her statement – “It’s jolly decent of them to let me have a half share of my win” – was lost on some readers.
Paul Sak of the firm said that the new punctuation mark was not a gimmick and had serious potential applications, such as allowing deaf people to pick up sarcasm in subtitles.
The symbol currently costs $1.99 to download – a price that many may think deserves a SarcMark of its own.
Uma empresa americana surgiu com uma solução bem bolada para um problema bem real – um novo símbolo de pontuação.
O ponto de sarcasmo (em inglês the SarcMark), como foi batizado, foi criado para ser usado como um ponto de exclamação ou de interrogação.
Quem se preocupa com o fato de a ironia de sua mensagem não ser devidamente compreendida por seus interlocutores pode usar o ponto de sarcasmo para concluir sua frase, e assim evitar maiores equívocos.
O símbolo – um ponto dentro de uma linha em espiral – pode ser instalado em qualquer PC que rode Windows 7, XP ou Vista, Macs ou aparelhos Blackberry.
Esse ponto pode ser usado em em documentos Word, mensagens instantâneas, e-mails do Outlook e outros programas, com o atalho CTRL + ponto (CTRL+.)
A empresa que desenvolveu o símbolo tem sede em Michigan, e já solicitou patente para proteger sua invenção. Também aproveitou para publicar uma série de frases que se beneficiariam do ponto de sarcasmo, como as palavras de uma britânica que foi brigar na justiça pelo prêmio do bilhete de loteria que caiu do bolso dela e foi resgatado por outra pessoa, e acabou por ganhar do tribunal metade do prêmio.
Aparentemente, a ironia de sua declaração (ah, que bom que eles tiveram a decência de me permitir ter metade do que eu ganhei) não foi compreendida por alguns leitores.
O funcionário da empresa proprietária do ponto do sarcasmo, Paul Sak, afirmou que o novo caractere não é factóide, e que tem uma série de aplicações potenciais, como ajudar deficientes auditivos a compreenderem o sarcasmo das legendas.
O símbolo está disponível para download a U$1.99 – valor que muitos crêem merecer um ponto de sarcasmo.
Cara, o que que houve com o senso de noção do mundo? Quando eu era pequena, havia a expressão ler nas entrelinhas. E todo mundo sabia ler nas entrelinhas! Quando o Veríssimo escrevia um texto em tom de ironia, por exemplo, todo mundo entendia. Agora, vira e mexe ele se vê obrigado a pedir desculpas aos que não entenderam a ironia de seus textos, e ainda tem a elegância de dizer que se um texto não é bem compreendido, é porque não está bem escrito.
Oh, querido Luis Fernando, isso não é verdade! Muitos textos bem escritos caem em mãos de amebas que não sabem ler entrelinhas. E é esse tipo de gente que começa a estragar a compreensão do mundo num tanto que nego se sente à vontade pra criar um troço como o ponto de sarcasmo – e cobrar por isso!
Uma sugestão à Microsoft: faça com que, nas próximas versões do Windows, a instalação do ponto de sarcasmo seja artigo opcional, disponível a partir da tela de acessibilidade (comandos especialmente desenvolvidos para os menos capacitados). Pra quem não entendeu, essa frase foi sarcástica!
Pensando bem, o americano que teve essa idéia é um gênio. Gênio. Vai faturar horrores às custas dos idiotas. Porque todo idiota tem potencial para ser otário a ponto de pagar dois dólares por um troço desses.
(E nego ainda vem me falar da relevância e do senso de oportunidade da Twittess…)
Se alguém achar que eu preciso de um ponto de sarcasmo, vou mandar fazer um curso de interpretação de textos! Volta pra escola e aprende a ler entrelinhas, ameba!
(Em julho de 2009, Luiz Guilherme Megale disse ao vivo na Rádio Band News FM que, se o Fluminense não caísse para a segunda divisão, ele passaria a se chamar Margarete. Acabou o campeonato Brasileiro, o Fluminense não caiu, e tudo o que ele pediu foi que sua nova alcunha terminasse com te, e não com th. Atendido, pois!)
Esse aviso leeendo está coladinho na máquina de café espresso da empresa onde a supracitada ectoplasma trabalha.
Vamos sorvê-lo aos poucos, como se um delicioso expresso fosse:
Aí eu fico pensando: será que tem gente que acredita que, ainda que se use o aparelho de forma inadequada, ele vai funcionar direito? Tenho medo de pensar que tem gente que acredita nisso, viu?
Até porque, a correta utilização de QUALQUER aparelho leva a seu bom funcionamento (à exceção dos computadores, mas deixa isso prá lá).
Segundo que a expressão espresso é correta em italiano, mas não o é em português.
A palavra expresso (ex + presso) também pode significar retirado sob pressão. Querem ver só?
Falaí, tio Antônio:
Ex-
1) da prep.lat. ex/e ‘movimento para fora, tirado de’, (…);
2) do pref.prep.gr. eks- ‘fora de’ (conexo com ec-): exantema;
Daí que eu quero ver algum dicionário aceitar o espresso. Se aceitar eu chamo no braço!!!
E vai logo tomar seu café antes que esfrie, oras!!!
Lembram quando a Fátima Bernardes perguntou pro César Cielo como era atingir o alto do topo, e eu resolvi creditar essa na cateogria trocadilhos acidentais?
Pois tem mais uma notícia que se enquadra nessa categoria. Pô, sacanagem que o eme tá lá do ladim do ene… olha só o que Senhor Redator aprontou aqui:
Mais lá pra baixo, eu falava das amebas acorrejentes que cismam em corrigir os corrão, leião e vejão. E expliquei como identificar um texto em que esses verbos são usados de forma irônica, certo?
Pois bem, hoje a aula é inversa. Vou mostrar um caso em que o verbo foi conjugado errado, mesmo. E não tem ironia, não, tem inguinhorânça, mesmo! Pode ser conferido neste link aqui. E olha que eu elogiei horrores esses dois meninos há alguns meses. Mas não retiro uma linha do que disse. Deus e eu no sertão é a coisa marlinda do mundo. O assessor de imprensa deles é que precisa tomar vergonha na cara…
Mas vamos ao texto-tetéia:
Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu o ano com o show da famosa dupla, Victor e Leo, no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.
Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14[Repararam o recebeu, né? Pretérito perfeito. Claro, uma vez que hoje é dia 15 e o feito ocorreu dia 14, o verbo está correto.]
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu [Outro verbo no pertérito. Perfeito.] o ano com o show da famosa dupla, [aaaaaaaaahhhhhhhh!!! Virgula aqui NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! ]Victor e Leo, [aqui também nããããããããoooooooooooo] no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam [de novo. pretérito. perfeito.] presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão [AQUIIIIIIII!!!!!! AQUIIIIIIIIIIII! AQUIIIIIIIIIII! NÃO TEM IRONIA NO TEXTOOOOO!!! A ameba deveria ter escrito tocaram, mas equivocou-se, coitada!] hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.
Entenderam, crianças, como é fácil identificar um erro autêntico?
Corrão!, Vejão!, Leião! e coisas do gênero já se tornaram uma espécie de gíria na Internet.
Quem usa essas expressões sabe, de cara, que está errado. O correto é vejam, leiam, corram etc, etc, etc…
Além disso, quem usa essas expressões o faz com cinismo e ironia. Como eu, o Cardoso ou as meninas do Vende na Farmácia?, que sabemos escrever direitinho, graças a Deus.
Se você for uma pessoa com meio neurônio funcionando bem, percebe que um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, no qual o português flui que é uma beleza, e que se conclui com um “CORRÃO!” está sendo irônico nessa última palavrinha.
Mas esse tipo de ironia sempre (eu disse SEMPRE, ésse, é, ême, pê, érre, é – sou carioca, meu e tem som de é) atrai um sujeito que, além de não perceber a ironia contida na expressão, ainda faz questão de se mostrar douto, e corrigir o seu texto nos comentários do blog.
Confirão o que a Loo do VNF? me enviou via Twitter. A tchutchuca pode ser conferida neste link aqui.
Doravante, esses seres serão por mim denominados as amebas acorrejentes.
Imagino que o subcitado colhéga do CAT estivesse a se referir ao prepúcio, né?
Bom, crepúsculo e prepúcio são duas palavras que têm em comum… apenas o pú. E não dá nem pra dizer que é apenas um a sílaba, porque em crepúsculo as duas letrinhas ainda são acompanhadas de um ésse, o que não ocorre no prepúcio (sem trocadilhos, sem trocadilhos…).
Tio Antônio, faz favor:
Crepúsculo
substantivo masculino
1claridade no céu entre a noite e o nascer do Sol ou entre seu ocaso e a noite, devido à dispersão da luz solar na atmosfera e em suas impurezas
2Derivação: por metonímia.
o tempo de duração dessa claridade, antes de se firmar o dia ou a noite
3Derivação: sentido figurado.
período que antecede o fim de algo, momento em que se percebe este fim; declínio, decadência
Ex.: c. de uma civilização
Prepúcio
n substantivo masculino
Rubrica: anatomia geral.
prega cutânea que recobre a glande do pênis; acropóstia
Crepúsculo
substantivo masculino
1claridade no céu entre a noite e o nascer do Sol ou entre seu ocaso e a noite, devido à dispersão da luz solar na atmosfera e em suas impurezas
2Derivação: por metonímia.
o tempo de duração dessa claridade, antes de se firmar o dia ou a noite
3Derivação: sentido figurado.
período que antecede o fim de algo, momento em que se percebe este fim; declínio, decadência
Ex.: c. de uma civilização
Prepúcio
n substantivo masculino
Rubrica: anatomia geral.
prega cutânea que recobre a glande do pênis; acropóstia
Esta pérola foi piada agora há pouco pelo Carlos Alberto Teixeira, o CAT (@cattwitter). Ele citou a dúvida de um colega durante curso de gestante na maternidade Perinatal, no Rio de Janeiro:
Pra lavar o piruzinho do neném tem que puxar o crepúsculo?
Primeiro deixa eu ver como eu faço pra colar a enquete aqui. (Não cola, Bruxa, tem um zigfrido pra adicionar enquetes no menu direito do blog! Pronto, enquete adicionada! Mas bah! Eu também consigo enfiar a benedita dentro do post! enfiatum est!)
Mas o assunto é o seguinte: estava eu a ler os pios do Noblat, quando me chamou atenção um que diz que a “Dilma mimetiza até mesmo os discursos de Lula. Claro, matéria da Folha de SPaulo.
Daí que eu cliquei no link pra matéria. Se você não conseguir abrir esse link por não ser assinante UOL, clicaqui que tem um resuminho no blog do Noblat.
Na matéria, o repórter conversou com linguistas que analisaram as mudanças no tom do discurso da presidenciável do PT para conquistar simpatizantes blablabla whiskas sache blablabla.
O que me fez criar este post aqui foi justamente a última frase no resumo do Noblat que me remeteu à matéria completa:
“Quando se tem um interlocutor real, isso desencadeia elementos que ajudam a acessar uma fala mais popular”
Mas o que diabos quer dizer isso, meudeusdocéu? Como assim, interlocutor real? Se o interlocutor não é real, ele é o quê?
Então, eu resolvi parar de bater cabeça com texto de bosta da folha de SPaulo e vim aqui pedir sua humilde ajuda.
Você pode, por favor, votar na enquete de dona Bruxa?
Eu juro que eu sou inocente. Estava aqui, no aconchego de meu computador, respirando e lendo a correção da prova de português da Fuvest, realizada ontem, domingo.
Ainda estou meio passada com o fato de nego considerar o tema da redação difícil. Eu faria umas vinte redações com esse tema proposto. Mas não vou me tomar como base, e não é nem por soberba, não, é porque eu sou tagarela, falo (e, por tabela) escrevo mais do que deveria, e…
Viram só? Já comecei a falar da redação, mas deixa a redação prá lá.
Espiem só o estilo-quiabo do cidadão que respondeu à questão. Na boua, se eu sou da banca de correção da Fuvest, mando um cabra desses ir ofender a vovozinha dele…
Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....
Aí, os alunos desses caras saem do cursinho e começam a escrever objetivando disponibilizar um novo conceito em figurativização das funcionalidades, crentes que estão abalando Bangu, e a gente é obrigado a ler essas bostas…
Tio Antônio nem sabe me dizer o que significa figurativizar…. quase me botou de castigo, porque pensou que eu estivesse a xingar sua pessoa dele…
Bom, deixa eu ajudar o senhor professor do anglo a responder de forma menos ivizante à questão da Fuvest:
O trecho em destaque pode ser entendido em seu sentido literal, mas ao fazer isso o leitor deixará de perceber o charme do estilo de Luis Fernando Verissimo. Ao saborear com prazer o texto proposto, o leitor sente que meiase água-de-colônia barata adquiriram uma conotação diferente. Tornaram-se itens reles, sem importância, com os quais se presenteia aqueles a quem se tem pouca estima. As expressões, portanto, adquiriram nova extensão de sentido, além do literal.
Se alguém conseguir decifrar o que quer dizer essa placa adicionada acima dos elevadores de um determinado prédio no centro antigo de São Paulo, fique à vontade para me esclarecer. Mas que não pairem dúvidas: o bendito trabalha, viu?
Já dizia o Barão de Itararé que é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo, ainda mais se o mentiroso em questão for manco. Pois eu acho que recebi um belo exemplo de mentiroso coxo, manco e maneta.
As intenções são as melhores possíveis. Desejar um feliz ano novo. Mas pobrezinha da Língua Portuguesa. E ainda mais pobrezinho do Carlos Drummond de Andrade que, no anonimto da Internet, é obrigado a assinar cada bosta que vou te contar, viu?
Vejam como é fácil provar que Carlito não escreveria uma bosta como esta aqui, ó:
FELIZ OLHAR NOVO
O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da nossa história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo queima, o pneu fura, chove demais.
Mas… Pensa só: tem graça viver sem rir, sem gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei.
Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem.
2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões… Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas… Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou…Normal.
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,
a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí?
Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora,
não deveria ser a melhor coisa pra esse momento.
Me lembro sempre de uma frase que adoro:
‘Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade’.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso.
Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade,
as coisas ficam diferentes ……
Desejo pra todo mundo esse olhar especial……
2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial… Pode ser puro orgulho.
Depende de mim! De você!
Pode ser. E que seja!!!
Que a virada do ano não seja somente uma data,
mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos,
afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!
Autor: Carlos Drumond de Andrade
FELIZ OLHAR NOVO [Olhar novo? Olha pra onde? De onde? Como? Quando? Por quê? Ou seria esse olhar novo aquele galicismo apontado pelo Ruy Castro na Rádio Band News FM e esse título, em francês, ficaria un nouveau regard? Seja lá como for, o Carlos Drummond de Andrade autêntico, aquele de Itabira do Mato Dentro (MG), não escreveria isso jamais. Ou porque ele teria idéia melhor ou porque ele teria mais o que fazer...]
Autor: Carlos Drumond de Andrade [É umDlumonzenélico, né? Made in China total! Aceita Bladesco, como diria o José Simão?]
O grande barato da vida [Drummond escreveria O grande barato da vida? Acho que não, hein?] é olhar pra trás [Hummm... Drummond não mandaria ninguém olhar pra trás. Ou seria sacaneado na ABL. coitado! Todos os imortais diriam pra ele olhar pro derrière dele...] e sentir orgulho da nossa história.
O grande lance [Um grande lance logo após um grande barato? Hein? Isso lá é estilo de Drummond, meu Deus?] é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA! [Hummm... receitas de felicidade típicas de livros de auto-ajuda? Não, não é Drummond.]
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo queima, o pneu fura, chove demais.
Mas… Pensa só[Pensa só? Pensa só? Grunf!] : tem graça viver sem rir, sem gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?[NAONDE que Drummond iria se preocupar com uma discussão na ida pro trabalho? Ah, ameba, me economize, pelamor!]
Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei.[e ainda por cima é ameba feminina! Porque, por mais intelectual que seja, se algum homem já leu Polyanna, não vai admitir em público. E jamais, eu disse JAMAIS que um poeta iria usar a vida de uma hiena pra ilustrar um texto seu, né? Vamos combinar!].
Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem.
2009 foi um ano cheio [Olha o coxo manco! Carlos Drummond de Andrade morreu em 1987. VINTE E DOIS ANOS ANTES DE 2009 ACONTECER!!!!!!!!!! NAONDE que ele sabia que 2009 foi um ano cheio?]. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões… Normal. [Cristorreimesalva! Quelugarzinhocomumdebosta, credo! Cheio de coisas boas e realizações? Quinze em cada oito textos (sim, eu sei que a conta tá errada. Foi de propósito!) de avaliação de anos findados têm essa construção! Nunca que Drummond iria escrever uma bosta destas!]
Às vezes se espera demais das pessoas… Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou…Normal.
2010 não vai ser diferente [A não ser, é claro, que a ameba seja psicógrafa de Drummond, e ele esteja fazendo essas previsões. Ainda assim, ameba, lamento informar mas você recebeu um espírito fake! Ele disse que é Drummond mas, no máximo, é um ex-gerente de marketing de filial brasileira de multinacional, cujos escritórios ficam na Av. Berrini, em São Paulo (meuameba locatortem conexões com o Google maps, por isso eu chuto essas coisas...) ] . Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,
a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? [E aí? E aí? Definitivamente, não é Drummond.]
Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! [Espírito desencarnado de gerente de marketing que trabalhava na Berrini. Cer-te-za!]
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.[Mais precisamente umA gerente de marketing. Que desencarnou após viver (ou, como ela deveria dizer, experiencializar) uma grande desilusão amorosa.]
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza [Beleza? Só um Dlumon zenélico seria capaz de escrever isso...] , não tava [Não tava? Tava? O Poeta não comeria um ES do verbo estar, não, senhor...]na hora,
(…)
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. [Viu? É mulher!]
Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade,
as coisas ficam diferentes ……[Se olhar o outro com generosidade as coisas ficam diferentes? Mas bota zenélico nisso, hein? Aliás, que frasezinha mais generalista de bosta, credo!]
Desejo pra todo mundo esse olhar especial…… [Pé de pato, mangalô três vezes! Eu não quero isso pra mim, não!]
2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o bicho[eu tava me segurando pra não gritar, mas dá licença que não agüento mais: GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! O BICHO? O BICHO?!?!?!?!!?!? PREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENDAM ESSA AMEBA ZENÉLICAAAAAAAAAAA!], o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial… Pode ser puro orgulho.
(…)
E não, eu não vou consertar essa bosta. Só espero que, da próxima vez, o espírito de meia-luz e meia-boca que escreveu isso identifique-se adequadamente, e não macule em vão a obra e a memória de Carlos Drummond de Andrade.
Sinceramente, desejo que o nosso 2010 seja genial, maravilhoso e cheio de saúde. Isso basta, né?
Presentinho de Natal atrasado pros leitores do caldeirão. Do grupo Os Melhores do Mundo, o esquete Assalto. Não sei o nome da peça.
Agora vejam vocês. Eu poderia ser assim, viu? Eu poderia estar roubando. Eu poderia estar sequestrando. Eu poderia estar fazendo reféns. Eu poderia matar um refém para cada erro de português cometido nesta Terra. Mas não. Limito-me a exorcizar as amebas neste caldeirão. Carrego muita bondade dentro de meu coração, viu?
Resumo da ópera: um ladrão faz um grupo de reféns e, na negociação com a polícia, a cada erro de português um refém é morto. Muito bom para se ver durante a TPM.
Ah, sim! Se a gente não se encontrar mais, Feliz Ano Novo – sem focar em nada, pelamordedeus!!!
Jura que esse negócio vermelho é um pê maiúsculo? Não tem nada de mais aí, não?
Cara, tem coisas que só acontecem comigo. Acho que eu atraio ameba, só pode ser!
Cá estou eu no litoral de São Paulo, a visitar a sogra. Na esquina da casa dela, coitada, tem uma igreja evangélica. Até aí tudo bem, a Constituição Brasileira garante que todos os cidadãos deste país têm o livre direito de professar a religião que quiserem [sabiamente corrigido pelo Sr. Anônimo Covarde. Muito obrigada, sim?].
Mas religião passa a ser problema deste Caldeirão a partir do momento em que a igreja em questão chama-se Igreja Peniel. Atentem para o pê maiúsculo do logotipo da igreja.
Abespinhada com a possibilidade de neopastores criarem umnovoconceito em Deus (não sei se os digníssimos transformaram Deus num grande e exuberante falo – nossa, isso é até pecado, cruzes!), fui em busca de explicações para o nome Peniel. Vai que sou eu que estou pensando besteira e não é nada disso, né?
Mas o texto do Quem somos não ajudou muito a iluminar meu Caminho em Busca da Verdade, não… Pelo contrário, o Caminho Deles Para a Verdade percorre esburacadas estradas de Língua Portuguesa.
Confiramos, pois, o texto peniano peniel:
O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regado sempre pela oração e proporcionando muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.
O Ministério Peniel tem na sua liderança , pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.
Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP ,onde ficam o presidente do ministério pr. Newton Gloria Lobato Filho e sua esposa Maura Braga Lobato .
A igreja Peniel tem por objetivo desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como: AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel) , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a participação dos adolescentes) , S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério, que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.
O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta na rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.
O ministério Peniel está face a face com DEUS e esperando a sua visita para abençoar a sua vida .
O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem [olha, seu pastor, o senhor vai me desculpar, mas o Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa estabelece em um de seus Mandamentos que o verbo Ter, quando conjugado nas primeira, segunda e terceira pessoas do plural, ganha um acento circunflexo indicativo de plural, OK? Amém!] por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística [Temo muito visões evangelísticas. Mas tio Antônio já me disse que não preciso temer, não, porque evangelístico é uma palavra à qual ele dá fé.]de adoração e louvor a Deus, regado [temo ainda mais quando A visão evangelística em questão é regadO. A Língua Portuguesa costuma ser meio homossexual nessas horas, sabe? É menina com menina e menino com menino. então, A visão é regadA, e O olhar é regadO. Agora e sempre. Amém.] sempre pela oração e proporcionando [Eles levaram duas linhas pra enfiarem um encosto gerundol aqui. Nem posso reclamar muito, não...] muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.[E essa tão bela família tem como padrinho Sigmund Freud? Hein? Quem? Esquece.]
O Ministério Peniel tem na sua liderança , [O Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa professa em seus primeiros mandamentos que é EXPRESSAMENTE PROIBIDO O USO DE VÍRGULAS para separar sujeitos de predicados. Agora e sempre. Amém.] pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado [são dois tipos de liderança, como vocês podem perceber. A liderança física e a liderança de caráter. Não sei qual delas manda mais. Nem vou tentar saber, OK?] que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização. [Mas ambas tomam contas das vidas e das famílias. Na minha terra isso se chama fo-fo-ca. Mas não vou polemizar].
Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP[Globalização é isso. O resto é pecado.],onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.
A igreja Peniel tem por objetivo [Lá em cima era a finalidade. Cá embaixo é o objetivo. Sei, sei...] desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo [curto muito os filhos de Deus que desenvolvem desenvolvendo. É uma atitude de extrema redundância, saca?] vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como: AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel) , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a participação dos adolescentes) , S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério [Se as células é o ponto forte do ministério, cer-te-za que o ponto fraco é a Língua Portuguesa. Cer-te-za.] , que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.
O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sextana rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas [Tem coisa que vai pra rede TV que não vai pra VTV, e tem coisa que vai pra VTV que não vai ao ar em Botucatu, por exemplo. Só não sei qual é qual. Senhor Pastor não explicou direito]. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) [Não sei quanto a vocês, mas eu ge-lei e prendi a respiração aqui. Por um instante cheguei a pensar que o Senhor Pastor fosse dono da Rede Mundial de Comunicação] através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.[curto muito os sites que ficam no ar 24 horas por dia. Lembro da professora Ju que, certa feita, prometeu a um queridocliente que queria seu site no ar de segunda a sexta, no horário comercial, que ela faria uma promoção especial pra ele: site no ar de domingo a domingo por preço de horário comercial. O queridocliente assinou contrato na-ho-ra... o maior negócio da vida dele, né?]
O ministério Peniel está face a face com DEUS [Mas será que eles encaram Deus assim, olho no olho, mesmo depois de tanto erro de português junto? Ah, sei lá, eu ficaria envergonhada...] e esperando a sua visita para abençoar a sua vida . [O senhor me desculpe, Senhor Pastor, mas eu não posso visitar o senhor. Minha religião não permite que eu me misture com pessoas que usam tão mal a Língua Portuguesa. Fique em paz e que o Senhor vos acompanhe - Graças a Deus!]
Ó, Senhor Pastor, permite que eu pavimente teu Caminho da Verdade com impecável e impoluto asfalto gramatical que, com as bênçãos da Língua Portuguesa, ajudar-te-á a evangelizar teu rebanho. Agora e sempre. Amém.
Impoluto e impecável, ó Senhor Pastor, teu texto fica assim, ó:
O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que têm por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regadasempre pela oração e que proporcionamuita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.
O Ministério Peniel tem na sua liderança sem vírgula ,pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.
Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP,onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.
A igreja Peniel tem por objetivo criar múltiplos ministérios na área de ensino, que por sua vez desenvolvem vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como: AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel) , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a participação dos adolescentes) , S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que são o ponto forte do ministério-ponto. Elas visam ao pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.
O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sextaàs 9 da manhã pela rede Santa Cecília-ponto e vírgula; aos sábados às 13:30 pela VTV; e aos domingos, às 8 da manhã, o programa vao ao ar para todo o litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação (Internet), no site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.
O ministério Peniel está face a face com DEUS e esperando a sua visita para abençoar a sua vida.
E eu não consegui descobrir qual a origem e o destino da palavra Peniel. Acho melhor desencanar…
Lancôme - Ofertas exclusivas especialmente para você...(Como vocês podem perceber, meu inbóquis é chique, bem! )
Eparrê-iansã! Não sei se quem surtou fui eu ou as amebas!
Essa, pra variar, chegou a mim via e-mail.
Curto muito pleonasmo.
Pleonasmo é aquela figura de linguagem que entra pra dentro, sai pra fora, sobe pra cima e desce pra baixo. Como uma promoção exclusiva especialmente pra você. Ou como um pleonasmo redundante.
Por enquanto, essa é a única coisa que eu posso fazer com os e-mails que recebo da Lancôme.
Clicar e comprar que é bom, necas de pitibiribuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…
Pra vocês terem idéia de quanto tempo faz que eu estou pra postar este troço aqui, só conto que esse áudio foi originalmente ao ar no dia 29 de setembro, na rádio Band News FM. Quase que encomendei ao Ruy Castro um texto para este caldeirão, mas achei muito abuso.
Mas, enfim. O Ruy Castro é cabra (e cobra ) escrevente de há muito. E sabe como fazer seu trabalho direitinho.
Como vocês poderão ouvir no link aí em cima, eu não sou a única a ter ojeriza do foco.
E se a Band News FM não gostar de eu ter postado aqui o áudio da programação deles, me avise que eu tiro na hora! Só me dêem um tempinho pra transcrever a bagaça, OK?
Clica aí em cima no link pra ouvir a coluna do Ruy Castro de 29 de setembro na Band News FM
Espero que, com esse título, eu seja bem clara ao Submarino.
Este link aqui me foi enviado pelo Daniel Penasio via Twitter, com o evidente objetivo de encher o meu saco. Tava aqui pensando em como sugerir esse livro como presente de inimigo oculto (O poder do Foco Pessoal, se não for direcionado a fotógrafos, é o Evangelho Segundo as Amebas, só pode ser!) quando fui ler o texto com a descrição do produto:
Nesta obra o leitor irá identificar fatos que ocorreram na cidade de São Paulo e em seus arredores desde a década de 50, época em que crescia aceleradamente, mas ainda mantinha a tradição e os laços sociais capturados naqueles registros fotográficos. Nessa sociedade em transição, nada era fácil. Basta lembrar que ainda prevalecia a forte repressão dos meios rurais em um período em que a revolução sexual batia às portas.
O autor retrata muito bem um tempo em que as pessoas envolvidas em seu relato, pensavam e acreditavam no crescimento de nosso país de forma igualitária e lutavam por seus direitos.
Vemos que, infelizmente, nos dias de hoje, muitos desses ideais se transformaram e aqueles que sempre lutaram por uma sociedade mais justa, já se foram, enquanto que os remanescentes, já não são tão idealistas quanto eram no passado.
Acompanhe a trajetória do personagem Nilson e entenda como isso se processou na visão de um migrante nordestino. Ele aprendeu muito, mas também se mostrou aberto para o novo e buscou o crescimento em todos os sentidos. Muitos Nilsons estão à nossa volta todos os dias. Cada um deles carrega consigo suas aventuras, desventuras e frustrações. Porém, não deixam de ser brasileiros lutando pela sobrevivência por gerações
Nesta obra o leitor irá identificar fatos que ocorreram na cidade de São Paulo e em seus arredores desde a década de 50, época em que crescia aceleradamente, mas ainda mantinha a tradição e os laços sociais capturados naqueles registros fotográficos. Nessa sociedade em transição, nada era fácil. Basta lembrar que ainda prevalecia a forte repressão dos meios rurais em um período em que a revolução sexual batia às portas.
O autor retrata muito bem um tempo em que as pessoas envolvidas em seu relato, [mania estúpida de enfiar vírgula entre sujeito e predicado! Pô, eu queria passar batida por esse texto sem ter que corrigir o benedito, bosta! nº 1] pensavam e acreditavam no crescimento de nosso país de forma igualitária e lutavam por seus direitos.
Vemos que, infelizmente, nos dias de hoje, muitos desses ideais se transformaram e aqueles que sempre lutaram por uma sociedade mais justa, [mania estúpida de enfiar vírgula entre sujeito e predicado! Pô, eu queria passar batida por esse texto sem ter que corrigir o benedito, bosta! nº 2] já se foram, enquanto que os remanescentes, [mania estúpida de enfiar vírgula entre sujeito e predicado! Pô, eu queria passar batida por esse texto sem ter que corrigir o benedito, bosta! nº 3] já não são tão idealistas quanto eram no passado.
Acompanhe a trajetória do personagem Nilson e entenda como isso se processou na visão de um migrante nordestino. Ele aprendeu muito, mas também se mostrou aberto para o novo e buscou o crescimento em todos os sentidos. Muitos Nilsons estão à nossa volta todos os dias. Cada um deles carrega consigo suas aventuras, desventuras e frustrações. Porém, não deixam de ser brasileiros lutando pela sobrevivência por gerações
Sem atentar muito para o fato de Nilson se mostrar aberto para o novo e no que queira que isto venha a significar, como diria o outro, digo só mais uma coisa, Submarino:
Mais uma dica do Daniel Penasio. Sujeitim que escreve um troço destes e ainda acha que escreve bem está, no mínimo, precisando de férias. Porque de férias já saíram uma série de pontos e vírgulas desse texto. Ó só que coisahorrorosa:
Dilma abandona peruca e aparece de cabelos curtos em evento em Brasília
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Após sete meses recorrendo a uma peruca durante as aparições públicas para evitar mostrar as falhas no cabelo provocadas pelo tratamento contra o câncer, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) exibiu nesta segunda-feira, pela primeira vez, um visual de cabelos curtos, em tom castanho escuro.
A aparição foi durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty, de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009.
Dilma Rousseff chora ao lembrar de uma amiga da época da ditadura militar
A ministra adiantou em novembro que pretendia aposentar a peruca, quando o penteado ficasse mais uniforme. Ela assumiu que usava peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, Dilma disse que recorreu a uma “peruquinha básica”.
Os fios de cabelo começaram a cair por causa do tratamento contra um linfoma. Em setembro, a equipe médica que acompanhava a ministra anunciou que o tratamento estava encerrado.
A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalho na Casa Civil para mostrar que tinha condições de ser o nome do PT na disputa eleitoral.
Dilma anunciou em 25 de abril a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. Em meados de maio, ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com fortes dores nas pernas.
Na ocasião, foi diagnosticada com miopatia, uma inflamação muscular provocada pelo tratamento contra o câncer.
Em setembro, a ministra disse que o tratamento lhe fez dar mais valor à vida e que o momento mais difícil foi receber a notícia da doença.
“Em tudo na vida a gente tira uma coisa de bom. Eu acho que o que eu tirei de bom da doença é essa valorização da vida e essa certeza da imensa solidariedade que no Brasil as pessoas têm uma com as outras. O momento mais difícil é quando a gente recebe a notícia, porque cada um de nós lá no fundo acha que nunca vai ter nada. Então, quando recebe a notícia, está despreparada para ela, porque ela é inesperada. E aí eu tive muita sorte que é o fato de você fazer exames, se cuidar e tentar descobrir a doença o mais cedo possível, porque aí ela é uma doença necessariamente mais fácil de tratar e na grande maioria ela é curável”, disse.
Dilma abandona peruca e aparece de cabelos curtos em evento em Brasília
Após sete meses recorrendo a uma peruca durante as aparições públicas para evitar mostrar as falhas no cabelo provocadas pelo tratamento contra o câncer [arf, arf, arf, arf... peraí! Deixa eurrespirar... arf, arf, arf...] , a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) exibiu nesta segunda-feira, pela primeira vez, um visual de cabelos curtos [mas aqui você pôs vírgula, né, ameba? Eu dispensaria!], em tom castanho escuro.
A aparição foi durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty, de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009.[não fosse o Itamaraty famoso e conhecido, eu poderia jurar que a função do palácio é o lançamento do tal programa lá e da entrega do prêmio acolá.]
A ministra adiantou em novembro que pretendia aposentar a peruca [ritmo zero. Pontuação zero. Cadência zero. Não deixem esse redator sair no carnaval, porque ele vai atravessar o samba!], quando o penteado ficasse mais uniforme. Ela assumiu que usava peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, Dilma disse que recorreu a uma “peruquinha básica”.
(…)
A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalho [OK, foi erro de dedo. Vou relevar.] na Casa Civil para mostrar que tinha condições de ser o nome do PT na disputa eleitoral.
[momento hipocondríaco:] Dilma anunciou em 25 de abril a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. Em meados de maio, ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com fortes dores nas pernas.
Na ocasião, foi diagnosticada com miopatia, uma inflamação muscular provocada pelo tratamento contra o câncer. [fim do momento hipocondríaco]
(…)
Vejam vocês como estou boazinha. E vejam como é simples tornar um texto claro. Basta concatenar as idéias, escrever frases curtas e bem organizadas e, finalmente, sair distribuindo pontos a rodo. Acompanhem:
A Ministra Dilma Roussef (Casa Civil) exibiu hoje, pela primeira vez, seus cabelos curtos em tom castanho escuro. Nos últimos sete meses, Dilma vinha se valendo de uma peruca para esconder as falhas causadas pelo tratamento contra um câncer. A peruca era usada durante as aparições públicas da ministra.
A ocasião escolhida por Dilma para exibir os cabelos curtos foi durante cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009, realizada no Palácio do Itamaraty,
A ministra havia assumido o uso da peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, ela confessou ter recorrido a uma “peruquinha básica”. Em novembro, Dilma prometeu que iria aposentar o acessório assim que seu penteado ficasse mais uniforme. (…)
A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalhoSna Casa Civil bla bla bla bla….
Engraçado descobrir que fim de ano só muda mesmo o número do ano que está acabando e do que está começando. O resto fica igualzinho. É Simone, Ivan Lins e John Lennon tocando nos alto-falantes dos shoppings e supermercados, você doida pra esfolar vivos os dois primeiros e ressuscitar o terceiro pra esfolar vivo também, de tão irritantes que soam essas musiquinhas batidas de natal…
E nas publicações? Putz! As revistas femininas publicam aquelas reportagens sobre a ceia dos seus sonhos, ou como decorar sua casa para o Natal (e você fica fula da vida quando descobre na prática da decoração mal-feita que você é um ser humano normal, e não produtora de fotografias), ou o lugar-comum dos lugares-comuns: metas para o ano que vem.
Jamais caí na esparrela de estabelecer metas pro ano que vem. Sei que não vou cumprir mesmo, então chego ao mês de dezembro do ano seguinte com alguns pesos a menos na consciência. E nem me sinto tão imperfeita.
Mas isso não vem ao caso. Vamos falar aqui de mais uma historinha tchutchuca de metas pro ano que vem. Esta pode ser encontrada aqui, no Terra.
De acordo com essa reportagem, pra você ter um bom plano de metas para o ano seguinte, você precisa ter…. FOCO!! GAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! Espiem só a obra:
1)Revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar [e que em 2010 você abra mão de ser mulher e se torne uma lente teleobjetiva!] e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar)[porque você vai ter um lado teleobjetiva e um lado lixeira, claro!] por ordem de importância. Reflita sobre os cinco primeiros itens e detalhe um plano de ação em sua agenda.
2) Organize uma agenda, onde possa centralizar todos os seus planos[e que se dane sua vida pessoal, sua casa, sua família, seu emprego.... o importante são seus planos no centro da sua agenda. Pensando bem, deixe os planos no centro da agenda, e não da vida. Pronto! Resolvido!]. Assim, não tem como se esquecer do que pretende conquistar em 2010.
3) Não tenha muitas metas. É melhor focar em poucos objetivos[hummm... se vai focar em poucos objetivos, então você pode realmente ser uma teleobjetiva, sem crises existenciais! Nada de tentar ser uma grande angular, hein?], sempre relevantes e viáveis.
4) Crie pontos de controle da seguinte maneira: a cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo[Vai fundo! Agende a reunião! Mas não se esqueça de remarcar a reunião porque você não poderá estar consigo mesma no momento marcado... taqueopa!]com o intuito de revisar suas metas e o que deve descartar. Isso diminui o risco de que as promessas sejam deixadas de lado.
5) Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança, que o ajude a manter a motivação. Questione a pessoa escolhida sobre seus planos.[Per-fei-to! Questione a pessoa escolhida sobre os seusplanos! Fulano, por que eu não emagreci? Fulano, por que eu ainda não entrei pra academia? Excelente idéia pra manter sua consciência livre e tranquila!]
6) Dedique tempo a você em 2010, o que colabora na tarefa de ter energias para executar suas metas. Portanto, inclua atividades de lazer em sua rotina com uma periodicidade ao menos quinzenal.
Então, queridos, que em 2010 o ato de focar seja ação exclusiva das lentes! Concentre-se, dedique-se, preste atenção, mas não foque jamais! Tenham o trabalho de adquirir máquinas fotográficas com foco automático e sejam felizes!
Que em 2010 vocês dêem um passo de cada vez, sempre com a Língua Portuguesa a seu favor.
A primeira aula vai pro Fantástico, que de há muito vem errando a mão na edição, o que lhe custa mais e mais espectadores.
Na edição de hoje, a global revista levou ao ar esta (cof, cof) reportagem (cof, cof) aqui.
Aí, você acaba de ler a matéria e diz: tá bom. Mas que eu faço com o Lulu? Assassino a facadas ou deixo ele morrer aos poucos de inanição?
Mas a fantástica revista global não tem coragem de dizer isso a você, claro. O infeliz do editor que teve a estúpida ideia (sem acento) de levar essa história ridícula ao ar sugere nesta linda linha que você tem que dar o seu totó ou bichano: E se alguém disser para você que para preservar o planeta você vai ter que dar o seu cãozinho?
Daí, eu junto Cher e Daniel, meus dois neurônios (Daniel ficou sozinho após a morte de João Paulo, e Cher se sente abandonada após o passamento de Sonny Bono, então os dois se juntaram e… ah, deixa isso prá lá!), que pensaram o seguinte: oras, bolas, se nós dermos o Lulu, ele vai deixar de viver com a gente, mas vai viver em outro lugar. Vai consumir carne e adotar atitudes flatulentas (/peido tucano) ainda dentro do planeta Terra. Uai, então o Lulu vai continuar sendo nocivo à camada de ozônio!
Santa Vergonha Alheia, Fantástico! Que são Francisco de Assis perdoe a ameba que teve a infeliz ideia (sem acento, porque vocês merecem) de levar essa história mal contada ao ar!
Os queridos coleguinhas jornalistas há muito que me causam engulhos. Como se eles já não fossem autosuficientes em detonar pessoalmente a reputação secular (cof, cof) que seus veículos tinham, ainda têm que aprender a lidar com a concorrência da Internet como meio de veiculação de informação e conteúdo que acaba de vez com qualquer tentativa de manipulação de opinião / informação / conteúdo etc.
E o que é pior: a imprensa brasileira está há praticamente uma década sem saber o que fazer com o fenômeno Lizinacio nunca-antes-na-história-desse-país Lula da Silva. Porque uma cobertura jornalística séria, isenta e interessante teria material suficiente para criticar o governo de forma honesta e inteligente, e não com essa fabricação de notícia enguiçada que é a editoria política dos grandes jornais deste país, ou com esse festival de vírgula-mas que se tornou a editoria econômica.
Cara, não tem coisa mais chata e modorrenta do que ler jornal – qualquer jornal – hoje em dia. Sabe aquela vizinha fofoqueira que aproveita toda ocasião em que encontra contigo no elevador pra falar mal da liora boazuda, e você tá pouco se lixando pro fato de que a boazuda fez lipoaspiração pra acabar com a celulite? É esse o papel dos jornais e revistas deste país. Nunca antes na história desse país o jornalismo foi tão mal-feito, viu?
Mas eu ainda tenho alguma piedade dos jornalistas, sabe? Eu tenho um lado jornalista (com deproma e tudo! Precisa ver só, é chique no úrtimo!) que sente muita VA da cobertura dos coleguinhas, dos textos deles…
Por conta disso, eu vou criar uma nova catiguria no Objetivando Disponibilizar: ___ aulas de jornalismo para a ___ imprensa. É uma catiguria totalmente inovadora, sabe? Porque ela é interativa. As lacunas você preenche a seu gosto e critério, com os adjetivos grande e pequeno, devidamente concordados em gênero e número. se você preferir, pode ser Pequenas aulas de jornalismo para a grande imprensa. Ou pode se tornar Grandes aulas de jornalismo para a pequena imprensa.
E para me manter na promessa de que este caldeirão será politicamente isento, eu me comprometo a manter o contexto de crítica que a notícia original tentou imputar a assunto.
Cara, tava frustrada! O R7 estreou faz alguns meses e eu aqui babando pra pegar algum deslize deles. Tava difícil.
Até agora.
Curto muito (/mentira) quando o título tá incompleto. A passagem de ônibus vai aumentar pra 2,70 em 4 de janeiro. Tá bom, isso eu entendi. O que não foi dito é NAONDE (Viu, Jussara? É assim que se usa! ) isso vai acontecer!
Mas aí você clica e é direcionado pra editoria São Paulo.
Ah, tá bom. Concordo com você. Foi forçação de barra (sério que forçação se escreve com duas cedilhas?) da minha parte. Um trocinho de nada não é motivo pra um post com uma imagem des’tamanho.
Mas eles tinham que estrear por aqui, de uma forma ou de outra!
Bem-vindo, R7! Mas da próxima vez, capricha, viu? Me dá algum erro mais crasso, por favor! O UOL me dá muito mais alegrias do que vocês…
Você sabe a diferença entre as palavras onde e aonde? Ou você nunca notou o azinho lá na frente do aonde? Pensou que o azinho fosse decoração, é?
Olha, eu até poderia discorrer aqui sobre as diferenças sobre onde e aonde. Mas a Jussara já fez isso aqui. Então, clica no link e vê se aprende, viu, ameba?
" A redundância está para a comunicação assim como o bife está para a bisteca" - Aluízio Trinta
O Jairo fez o seguinte comentário neste post daqui:
Minha cara, aqui vai uma legenda de conhecido matutino da alameda Barão de Limeira
que, se até hoje não foi publicada, algum dia certamente será:
Pelé (à esquerda), Xuxa (no centro, de óculos escuros) e Jô Soares (à direita, de paletó
e gravata borboleta), durante ato público realizado ontem à tarde na Praça da Sé (zona
central de São Paulo).
Minha cara, aqui vai uma legenda de conhecido matutino da alameda Barão de Limeira
que, se até hoje não foi publicada, algum dia certamente será:
Pelé (à esquerda), Xuxa (no centro, de óculos escuros) e Jô Soares (à direita, de paletó
e gravata borboleta), durante ato público realizado ontem à tarde na Praça da Sé (zona
central de São Paulo).
Não à toa, o UOL nasceu em berços da Barão de Limeira…
Mas essa legenda ululantemente óbvia me lembrou de duas célebres frases. A primeira já está na legenda da foto acima. É de autoria do professor Aluízio Trinta, da Escola de Comunicação da UFRJ, que me deu aulas de Teoria da Comunicação.
A segunda é uma de autoria do Senhor Meu Pai (não, não é @ocriador). Às vezes, dependendo do seu interlocutor, você tem que ser redundante até não poder mais para ser bem claro. Não adianta pedir cocada, por exemplo. Tem que pedir cocada de coco do coqueiro do coqueiral do seu Manoel.
Aqui em casa há até pouco tempo trabalhou uma entidade com quem eu precisava me comunicar nesses termos. E o que é pior: eu pedia a tal da cocada do coco do coqueiro do coqueiral e ganhava pudim de leite:
- Fulana, faz um purê de batata, prepara uma carne moída refogada e bota a carne por cima do purê, numa tigela, pra dar um saborzinho a mais ao purê!
- Ah, sim, dona Bruxa, eu entendi perfeitamente (ele entendia tudo perfeitamente, e isso me estressava sobremaneira)! Boto a carne e depois o purê, certo?
- Não, Fulana, bota primeiro o purê, e a carne por cima!
- Ah, certo… então, no caso, o purê vai por cima?
Levei uns dez minutos pra que ela entendesse o esquema de montagem do prato…
Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei
Resolvi acabar com a sua noite também. Ou, então, lhe proporcionar algumas gargalhadas. Ou ainda, quem sabe, lhe trazer aquele momento de incredulidade, ao lhe fazer pensar: Meu Deus do céu! Sério que nego escreve um troço desses e acha que tá abafando?
Acompanhe mais alguns trechinhos do e-mail que eu recebi e que disse ter deletado (desculpa, menti!). Agora sim, devidamente apagado. Vejam a quantidade de alinhavos incluídos no texto. Ô mania que esse povo tem de alinhar as coisas, credo!!
Criar valor é estratégico e faz parte do intangível da organização. As empresas de consultoria atuam como facilitadoras na criação de valor para as organizações por meio da transformação do conhecimento tácito em explícito. O conhecimento tácito é aquele intrínseco ao ser humano, de difícil transmissão e o conhecimento explicito é o que está mais visível, de fácil recuperação.
O segredo para o sucesso está em oportunizar um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível
As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.
(…)
O segredo para o sucesso está em oportunizar [o que queira que isto venha a significar, como diria o outro...]um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada[1]a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível [é pra fazer o quê, mesmo, hein?]
(…)
As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada[2] ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.
Isso aqui chegou agora no meu e-mail. Calma, que só vou copiar o primeiro parágrafo:
O Balanced ScoreCard é considerado um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos operacionais que direcionam comportamentos e performance.
Resolvi não me aporrinhar. Adivinha qual botãozinho do meu teclado eu apertei?
Era uma vez uma pobre jornalista que pagava seus pecados pré-editando uma revista sobre operações industriais de corte de metal. Não, não é heavy metal. É ferro fundido, aço inoxidável, aço carbono (uma toba que nem Deus sabe se tem ou não hífen)… assuntos deveras excitantes, e tão técnicos e específicos quanto…. sei lá, mecânica de supersônico?
Mas, enfim. Voltemos à nossa pobre jornalista. O momento mais excitante do mês (u-huuu) era quando ela tinha que editar os artigos de pauta (aqueles que saíam publicados custasse o que tivesse que custar). Ah, os artigos de pauta. Chegam a brotar lágrimas dos olhos de nossa amiguinha jornalista só por ela se lembrar da temática.
Os artigos eram originalmente mal escritos em alemão. Língua que, desconfio eu, não segue uma lógica racional. Para se escrever qualquer palavra em alemão, basta pegar um monte de consoantes, jogar tudo pra cima e arrumar as letrinhas do jeito e na ordem que elas caíram em cima do papel.
Mas eu falava que os artigos eram escritos em alemão. Depois, eram (cof, cof) traduzidos (cof, cof) para o português por um nativo do país europeu que, por falar alemão desde pequenino, já não era lá muito certo das idéias. A seguir, a tradução sofria uma revisão técnica. Na verdade, a voz do verbo precisa de um pouquinho de adaptação aqui: a tradução impingia sofrimento profundo ao revisor técnico. Os textos do tradutor eram tão escalafobéticos que, quando um parágrafo inteiro fazia sentido, havia certa comemoração do igualmente pobre revisor técnico. Naquela redação todos eram muito pobres.
Eis que eu dizia que os artigos eram mal escritos no original. Certa feita, o parágrafo não fazia sentido nem em alemão – se é que alguma coisa faz sentido em alemão. Daí que, na (cof, cof) tradução (cof, cof) para o português, o conjunto de frases desconjuntadas foram lançadas a esmo, e agrupadas em forma de parágrafo que concluía-se com a pérola: o que queira que isto venha a significar.
Nossa pobre jornalista tinha um truque na manga: ela copiava o texto original do alemão, colava nesta página do Google* e traduzia do alemão para o inglês E do alemão para o francês. E tentava captar algum sentido no texto, nem que fosse na base do cheiro. O processo beirava a psicografia, mas às vezes funcionava.
Daí que nossa pobre jornalista copiou o parágrafo original que, em português, terminava em o que queira (…) para o Google. Traduziu para o inglês. Não fez sentido. Traduziu para o francês. Chongas. Mas uma coisa chamou a atenção de nossa amiga: não havia nem cheiro da frase o que queira que isto venha a significar. Ou seja: nem o tradutor alemão, que já não era lá muito certo das idéias, conseguiu se conter diante de texto tão mal escrito!!!!
Sabem o que aconteceu com nossa pobre jornalista? Virou bruxa, e exorciza ameba que escreve texto ruim!
Prazer, Madrasta do Texto Ruim!
E o parágrafo que terminava em o que queira que isto venha a significar foi sumariamente limado do texto. Pelo bem de todos e felicidade geral da redação.
(*) Amiguinhos, não tentem fazer isto em casa, ou vocês podem se machucar: além de ser um péssimo tradutor, os textos gerados por essa ferramenta do Google, por serem traduzidos por uma máquina, não costumam primar pelo sentido lógico do raciocínio humano. Eu fazia isso por puro e simples desespero – o desespero de ter um Google Translator humano trabalhando para a revista.
Meu irmão que detectou essa. Repare que toda vez que um corretor de móveis vai te mostrar um produto dele, aponta pro local que obviamente é a sala e diz: Esta é a sala; mais adiante, num cômodo com pia e espaço para um fogão, vaticina: aqui é a cozinha - como se pudesse ser outra coisa. E por aí vai.
Mais ou menos o que o UOL fez com a Madonna nessa legenda aqui:
Segundona de ressaca de Campeonato Brasileiro, o hino do Flamengo executado a cada cinco minutos no rádio e na TV, não posso me furtar a me lembrar de um detalhe que diz respeito a este caldeirão. Os hinos dos clubes cariocas têm um ponto em comum: foram todos compostos pelo saudoso Lamartine Babo, o Lalá, um dos mais importantes compositores brasileiros do século XX.
Eu sabia de algumas historinhas meio que por alto, então, fui atrás de dona Viquipídia, que me contou o causo: em 1949, Lalá compôs os hinos dos 11 participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, que lançou LPs (joga no Google, joga no Google!) de cada um dos clubes.
Em um só dia, ele compôs os famosos hinos dos considerados seis maiores e mais tradicionais times de futebol do Rio de Janeiro. O primeiríssimo a ser composto, e o mais bonito de todos, foi o do time de seu coração, o América FC (Lalá era tão fanático que, quando o América foi campeão carioca em 1960, ele desfilou pelas ruas do Rio em carro aberto, fantasiado de diabo). Depois, compôs os hinos do Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu.
Triste é pensar que letras desse naipe dificilmente seriam compostas hoje em dia…
O Hino do América é tão gostoso que você tem vontade de aprender a letra rapidinho pra sair cantarolando por aí. Há quem diga que a melodia do hino é plágio de uma das canções do show da Broadway Zigfield follies of 1912, de James V. Monaco e Willilam Jerome. Se isso é verdade, dona métrica trabalhou lindinha ao lado de Lalá. Confiram, na voz de Tim Maia:
Hino do América Futebol Clube RJ (Popular)
Hinos
Composição: Lamartine Babo
Hei de torcer, torcer, torcer
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão
É a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda a torcida cantará esta canção
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
Surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes aos dez
Nós ainda queremos muito mais
América unido vencerás
Hino do América Futebol Clube RJ
Hei de torcer, torcer, torcer
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão
É a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda a torcida cantará esta canção
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
Surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes aos dez
Nós ainda queremos muito mais
América unido vencerás
Agora, o hino do meu Fluzão:
Hino do Fluminense
Sou tricolor de coração.
Sou do clube tantas vezes campeão.
Fascina pela sua disciplina,
O Fluminense me domina.
Eu tenho amor ao tricolor!
Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição:
A paz, a esperança e o vigor.
Unido e forte pelo esporte,
Eu sou é tricolor!
Vence o fluminense
Com o verde da esperança,
Pois quem espera sempre alcança.
Clube que orgulha o brasil,
Retumbante de glórias e vitórias mil!
Vence o fluminense
Com sangue do encarnado,
Com amor e com vigor.
Faz a torcida querida
Vibrar com a emoção do tricampeão!
Vence o fluminense,
Usando a fidalguia.
Branco é paz e harmonia.
Brilha com o sol da manhã,
Qual luz de um refletor.
Salve o tricolor!!!
O hino do campeão Brasileiro de 2009, um tal de Flamengo:
Hino do Flamengo
Uma Vez Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer, vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer
Na regata ele me mata,
me maltrata,
me arrebata de emoção no coração
Consagrado no gramado
Sempre amado
Mais cotado nos Fla-Flus
É o ai Jesus
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse
O Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra, muita libra,
já pesou
Flamengo até morrer, eu sou.
O Hino do Vasco da Gama, campeão brasileiro da série B de 2009:
(Obs.: conheci primeiro a versão alternativa da letra, que diz assim: Tens o nome de um viado português, Vasco da Gama tua fama é ser freguês… ;o)
Hino do Vasco
Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o teu pendão
Tens o nome do heróico português
Vasco da Gama… tua fama assim se fez
Tua imensa torcida é bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste Brasil
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar
No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal
E, por fim, o hino do Botafogo que, assim como o Fluminense, escapou heroicamente (e palmeirensemente) do rebaixamento ontem à tarde:
(Essa letra deu uma confusãozinha: Há quem diga que a letra original dizia Campeão de 1910. Os botafoguenses reclamaram, e Lalá se defendeu: “não, vocês entenderam errado! É Campeão desde 1910!” Um pândego, esse Lalá, um pândego!)
Hino do Botafogo
Botafogo, Botafogo,
campeão desde 1910
És herói em cada jogo,
Botafogo, por isso que tu és
e hás de ser nosso imenso prazer
Tradições aos milhões tens também
Tu és o glorioso,
não podes perder,
perder para ninguém!
Em outros esportes,
tua fibra está presente,
honrando as cores do Brasil e da nossa gente
Na estrada dos louros, um facho de luz
Tua estrela solitária te conduz!
Esse daqui já veio com o aviso [SPAM] do meu Autilúquio.
Um festival de lugar-comum e falta de estilo tão gritante que chega a dar pena. De tão redundante, o texto quase que entra em loop. Vou tentar melhorar:
Uma nova profissão que acompanha as necessidades da vida moderna
A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.
Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge uma luz no fim do túnel: Divas Escritório de Organização.
Divas é uma empresa nova que oferece um conceito em serviços de organização que proporciona, através de metodologias específicas para cada caso, uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos. Composta por uma equipe de experientes organizadoras pessoais, a Divas soluciona problemas de espaço (ou falta dele), otimizando melhorar a vida de cada um.
Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, tempo é dinheiro. Pensando nisso, a Divas atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável.
E a empresa não trabalha somente com o serviço de organização. A Divas oferece pacotes de manutenção do trabalho executado, assim como serviços para fins específicos, como assessoria de mudança, orientação de empregados domésticos, organização de pequenos eventos e os pacotes especiais para noivos e futuras mamães.
Como se vê, as Divas são a solução para a desorganização da sua vida, pois têm as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina.
Uma nova profissão que acompanha as necessidades da vida moderna[o que seria dessas pessoas se a palavra necessidade, junto com seu plural, fosse banida, execrada, limada da Língua Portuguesa? Eles saberiam se virar pra escrever um texto claro?]
[Já começo por convocar minha cara de interessada pra ler o texto] A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.[hum-hum, sei... interessante o texto, não? Não!]
Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge uma luz no fim do túnel: Escritório de Organização Tal.[Típico caso de texto que começa no segundo parágrafo!]
A Tal é uma empresa nova que oferece um conceito [AAAAAAAHHHHHHHH!!!! Por que oferece conceito? por que não oferecer produtos, serviços, trabalhos? Como se mede um conceito? Em pencas? Quilos? Isos 9001?] em serviços de organização que proporciona, através [ai... ele proporciona através...] de metodologias específicas para cada caso[taí! A tchuca não disse que atende às necessidades específicas de cada cliente, mas falou igual! Gostei!] , uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos [a generalização aqui foi tão ampla que beirou o infinito... me senti num seriado de ficção científica agora!]. Composta por uma equipe de experientes organizadoras pessoais, a Tal soluciona problemas de espaço (ou falta dele), otimizando melhorar [a carência de estilo aqui é tão gritante que o encosto gerundol recaiu sobre o verbo errado!] a vida de cada um.
Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, [que rufem os tambores! Sabemos o quê?] tempo é dinheiro [GAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!! LUGARCOMUUUUUUUUUUUUUUUUMMMM!!!]. Pensando nisso, a Tal atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável. [aimeudeus! A reincidência do lugar-comum é tão insistente que eu acho que eu vou vomitar!]
(…)
Como se vê, a empresa Tal é a solução para a desorganização da sua vida, pois tem as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina. [tudo aquilo que você sempre abominou na sua mãe, você paga para ter!]
‘Bora melhorar a bagaça:
Um novo serviço para a atribulada vida moderna
A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.
Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge a empresa Tal.
Trata-se de uma empresa nova que oferece um amplo portifolio de serviços de organização que, depois de executados e concluídos, conferem uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos.
A empresa Tal resolve problemas de excesso ou falta de espaço, para melhorar e otimizar a vida de seus clientes.
Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, tempo é dinheiro. Pensando nisso, a Divas atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável.
(…)
Como se vê, as Divas são a solução para a desorganização da sua vida, pois têm as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina.
E vai já tirar os sapatos que você largou espalhados na sala, menino!
Esse troço daí invadiu minha caixa postal. Foi uma assessoria de imprensa que mandou, juro Purdeus! Se você não entende por que o novoconceito me irrita sobremaneira, clicaqui.
Eu costumo ocultar o nome do queridocliente, mas desta vez nem isso dá pra poupar. Ou você compraria óculos escuros da marca Fuckwear? É um novoconceito em óculos escuros, djenti. Espia só a obra:
FUCKWEAR: UM NOVO CONCEITO EM ÓCULOS ESCUROS [Suspiro. profundo.]
Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, não é nada fácil. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros, a FuckWear, que traz muitas opções aos seus clientes.
Com modelos modernos e muito alternativos, a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”, afirma o empresário Alessandro Damasceno.
A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos: depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.
A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará, também, via internet por ‘e-commerce’, além de um departamento comercial integrado para lojistas. Seus produtos variam de R$ 55,00 a R$ 75,00, são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan: ‘Made with love in China’.
Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem [Ainda bem que própria tetéia tem noção de que começou o texto com um monumento ao lugar-comum]. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, [péim! Essa vírgula aqui tá errada!] não é nada fácil [no meu caso foi facinho, facinho: na loja da Dior da Rodeo Drive, em Beverly Hills (joga no Google!), todos os modelos que eu provei ficaram di-vi-nos no meu rosto. Só não trouxe uns três ou quatro por um único motivo: são caros que só!]. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros[Ok, vamos por partes: o que é um novo conceito em óculos escuros? São óculos escuros com lentes claras? Óculos escuros sem lentes? Óculos escuros que não são óculos? Onde entra o conceito do novoconceito aí? Alguém, pelamordedeus, mixplica qual o sentido de se ilustrar uma frase com um novo conceito em?], a FuckWear[quero saber que tipo de bosta passou pela cabeça do cidadão que teve a idéia de jênio de batizar seu empreendimento de FuckWear. Se for o Oscar Maroni, OK, tá perdoado. Ecompreendidíssimo. Mas avisa, né? Ou será que o novoconceito dos tais óculos escuros reside justamente no fato de os óculos escuros serem fuckwear? Aliás, fuckwear poderia ser traduzido por modelito motel?] , que traz muitas opções aos seus clientes.[Ah, eu fico tão feliz com isso! Um novo conceito que traz muitas opções aos clientes! Faltou dizer que os óculos atendem às necessidades específicas de cada cliente!]
Com modelos modernos e muito alternativos[tá vendo? Tô dizendo que esse troço é modelito motel... alternativo define!], a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado [aiopingolimqueeunãotenho! O conceito é novo e já se descolou? Então, é um conceito de qualidade duvidosa, é isso?] para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ [aaaaaaaahhhhhhhhhh, entendi! É um conceito perdido! Ele não sabe quemcossô, oncotô, proncovô... por isso é um out-sider! "O que queira que isto venha a significar", como diria um tradutor maluco alemão-português que um dia cruzou o meu destino.] e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”[U-au! Se você reside no lugar-comum da moda mundial, seu óculos é fuckwear! se você tem estilo e está antenado às novas tendências, você... é uma vítima do consumismo enlouquecido! (Aimeudeus... onde é que eu fui amarrar a minha égua?)] , afirma o empresário [por motivos de Vergonha Alheia omito aqui o nome do culpado pela coisa. Mas garanto que não é o Maroni!]
A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos[Sei, sei... Acho que vou convocar minha cara de interessada pra continuar a ler este texto!] : depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, [hummm... ou a tchutchuca tira o depois do começo da frase, ou acrescenta um objeto direto aqui, senão o texto fica sem... estilo, sem personalidade, saca? Tá bom, fica sem sentido, mesmo!] garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.
A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará[Eu sa-bi-a que iria pulular um disponibilizar no meio desse texto! O cheiro da ameba ja me anunciava isso!], também, via internet por ‘e-commerce’[Ai, que beleza! Via Internet os produtos serão vendidos por.... e-commerce! Parafraseando Stanislaw Ponte Preta, queremos crer que tal inovação revolucionará o conceito de mercado de e-commerce via internet!] [Mas o melhor vem agora:] (…) Seus produtos (…) são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan:‘Made with love in China’.[Eu fui a única a ver a cara do cidadão que fabrica os óculos com amor chinês?]
Então, ficamos combinadíssimos assim: se você é descolado e se amarra num lugar-comum, você usa o modelito motel, certo?
Permitam que eu me abstenha a tentar melhorar esse texto. Redação sobre a marca FuckWear já está fadada à vergonha alheia antes mesmo de ser pensada!
Estava com uma das pastas de meu autilúquio re-ple-ta de e-mails de assessorias de imprensa. Fui limpar a caixa, e encontrei algumas tchutchucas que vou compartilhar com vocês a seguir…
Senhor Gúgol Ed Sênsio leu tudim o que eu escrevi no meu último post (Quem não se comunica, se trumbica) e concluiu que o anunciante que mais combina comigo é… Nextel!
Por mais incomparáveis que sejam, a rádio Saara dá de mil no boletim radiofônico da Price Waterhouse Coopers. E eu provo!
Vou ousar comparar alhos com bugalhos neste texto. Espero que vocês compreendam o que eu quero dizer. Pra começar, já aviso que entendo perfeitamente que são duas realidades diferentes, de mundos diferentes, enfim, comunicações diferentes pensadas, feitas e executadas para públicos absurdamente diferentes. Mas ainda assim, se compararmos cada uma delas dentro de seu mundinho, veremos que uma é infinitamente mais eficaz que a outra.
Sim, crianças. Eu vou comparar o boletim de rádio da Price Waterhouse Coopers com a Rádio Saara, do Rio de Janeiro. O primeiro fala com a classe AAAAAAAA (insira quantos As você quiser aí). A segunda, com as classes C, D, E, F (…), W, X, Y e Z. Mas no quesito “vamos vender o peixe”, a banquinha da Saara é bem melhor, viu?
Explico: ouço toda manhã o ” Boletim Price Waterhouse Coopers” na Rádio Bandnews FM (na verdade, eu quero é ouvir o José Simão, mas o boletim da PWC é marromeno junto). É, junto com o jingle da Santil (Vamos cantar o jingle da Santil? é assim: ***-***, material elétrico é na Santil!”, repetido ad nauseum. Os asteriscos referem-se ao número do telefone dessa loja que eu ME RECUSO A FORNECEEEERRRRR!!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!), as duas coisas que muito me irritam na programação da rádio. Mas como isso é culpa do departamento comercial deles, e não do jornalismo, relevo.
O boletim PWC é um conjunto diário de erros que não compensam seu conteúdo. É um texto que, muitas vezes, não deveria nem ser lido com os olhos, quanto mais escutado. Ele é narrado por um conssultô que, invariavelmente, não tem voz para fazer locução, muito menos dicção para falar um texto no rádio.
Infelizmente, não tenho exemplos desses áudios disponíveis web afora. Mas o texto lido pela voz xôxa, com entonação zero e empolgação menos vinte, é mais ou menos assim:
As empresas qsprens fazer fusões e aqsções encontram um patamarfavrável nos próxmossmestres. é o que indicam estdos eftados pelasmprsas qstão diznvolvendo etc, etc, etc, etc…
Chato, enfadonho, irritante, praticamente moribundo. Não seduz a sua atenção e, se você por um acaso estiver prestando atenção, vai se irritar por não conseguir entender a dicção do sujeito. Em outras palavras: é um trabalho feito com quase nenhum profissionalismo.
Se fosse um troço bem feito, a PWC teria contratado um redator que transformaria o conjunto de abobrinhas consulto-econômicas em português falável mais um locutor decente que saberia dar a ênfase certa a cada palavra, de forma a melhorar a compreensão do texto. A redação do sinhô conssultô adquiriria um aspecto no mínimo mais interessante.
Mas eu até imagino o sujeitinho de terno e gravata impecáveis justificando o…. formato atual do boletim PWC, me dizendo que trata-se de um produto cost-effective. Que, em bom português, significa: ah, a gente paga um troquinho lá, e fica um troço qualquer feito de qualquer jeito (de qualquer jeito = sem profissionalismo). Parece que nunca ouviram os sábios conselhos do senhor Abelardo Barbosa, que dizia, lá no alvorecer (credo, que figura de estilo horrorooooooooooooosa!) início do século XX: Quem não se comunica, se trumbica.
Ponto parágrafo.
Daí, você vai ao Rio de Janeiro e resolve visitar o mafuá que é a região da Saara. Olha aí em cima na foto (que eu peguei aqui) que você vai entender o que eu estou falando. Trata-se de uma região repleta de lojas que vendem produtos a preços acessíveis (ou, como diria o sinhô conssultô, cost-effective…), sempre repletas de gente indo e vindo e voltando e, o que é pior ainda, parando no meio do caminho pra ver as promoções. Com gerúndio e tudo! O barulho é de ensandecer.
Mas na Saara, região que compreende as ruas da Alfândega, Senhor dos Passos, Conceição, Buenos Aires e adjacências, existem altos-falantes espalhados no alto por cima das cabeças dos transeuntes. Que só propagam comerciais locais.
(Pausa para os créditos. Baixei os comerciais abaixo lincados neste blog aqui, na categoria som das ruas).
E aí, como fazer para se destacar auditivamente nesse mafuá, e ainda falar diretamente com seu público-alvo?
Bom, se o que você quer é comprar cristais Svarowski, por exemplo, não pode perder este spot aqui. Ou este.
Imagine, então, você a andar pelas ruas da Saara e ouvir uma cidadã berrar o quanto ela ama Svarowski, ou mesmo Lizinacio a anunciar o maravilhoso cardápio do Montana Grill. Sua atenção é conquistada, você entende tudo o que é dito (por mais horrorosa que seja a voz da locução) e, no mínimo, fica curioso pra conhecer a loja. Nem que seja pra ver a cara do cidadão que contratou um comercial desse naipe. E, se estiver de bom humor como eu, ainda cai na gargalhada ao ouvir que a moça quer uma canga indiana (desculpem, mas esse spot eu não encontrei).
E aí, quem vende melhor? O sinhô conssultô ou o pessoal da Rádio Saara?
Sabe quanto custa um comercial na rádio Saara? Clique aqui e descubra. Sabe quanto custa uma consultoria da Price Waterhouse Coopers? Melhor nem saber… E então, quem se trumbicou?
E pelamordedeus, não me clique aí nos comentários pra me dizer que são produtos para públicos diferentes, por que EU-SEI-DISSO! Comecei esse texto falando justamente isso! E eu ainda ressalvei que, guardadas as respectivas diferenças de públicos, um se comunica bem melhor com seu alvo do que o outro… (entendeu ou preciso desenhar?)
Tadinho do feiticeirinho! Tão novinho e já sente Vergonha Alheia! Também, olha o texto que ele foi obrigado a ler!!!
Pobrezinho do meu feiticeirinho… ficou chocado!
O blog “Não Salvo” postou aqui o desafio de decifrar o troço escrito em caracteres a esmo (não, isso não pode ser classificado nem como tentativa de português!) que eu copiei aí em cima.
Dispenso o tal do Polystation, meu caro.
Vamos primeiro para a tradução básica, do miguxês para o português meia-boca. Porque, antes de mais nada, é preciso entender o que a ameba escreveu, né?
Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas
seja quem for que fez este tema, você é o cara. Este é o melhor tema que eu já vi. Não [tem, existe] tema melhor do que este. é tudo o que eu queria para um tema para o meu [windows] XP, porque eu já baixei quase todos no [site] ‘baixaki” [www.baixaki.com.br] e [ou mesmo em] outros sites, mas este foi o melhor que eu já vi. Quem for baixar, chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o temaque você está usando no seu XP. Há, moleque!
Agora, do português meia-boca pro português minimamente culto. Agora, sim, sinto-me à vontade para imprimir um mínimo de estilo e normas ortográficas e gramaticais na joça. Vamos lá:
Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas
Quem quer que seja o autor deste tema[de decoração do windows XP], você é o cara. Trata-se do melhor tema que eu já vi. Não existe tema melhor do que este. É tudo o que eu queria em se tratando de um tema para o meu [windows] XP. Já baixei quase todos os temas de XP no site www.baixaki.com.br, ou mesmo em outros sites. Mas este foi o melhor que eu já vi. A quem for baixar este tema, um conselho: chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o tema que você está usando no seu XP. Ah, moleque!
E, para que não pairem dúvidas a respeito do assunto, o cidadão curtiu muito o tema do windows que ele baixou, OK?
Esse é um post de um ectoplasma suíno (/espírito de porco) de raiz. E calma, Bonner, que eu vou te defender e, no final (espero) que você se sinta homenageado! Ah, é do fundo do meu coração suíno! )
Tudo começou com este artigo aqui. Deu uma confusão danada. (Mas jura que esse artigo é de quatro anos atrás? Puxa, parece que foi ontem!)
O porquê da confusão eu nunca entendi. Na verdade, entendi sim: o dito professor da USP vive num mundo perfeitamente intelectual (ou intelectualmente perfeito, vai saber) e quer que o público do Jornal Nacional seja igual aos estudantes da USP. Rá, rá, rá. Pronto. Não, deixa eu rir mais um pouquinho: rá, rá, rá.
Não são estudantes nem professores da USP que alimentam o material deste caldeirão, por exemplo (pelo menos não até agora). O que o lindo profess… (ah, perdão, mas lindo mesmo é o Bonner) enfim, o que o professor em questão não considera é que existem vários níveis de saberes e conhecimentos sociedade brasileira afora.
O que mais me abespinha nessa heterogeneidade toda não é o pobreinfelizdequixeramobim que não teve oportunidade de estudar. Dele eu tenho pena e me compadeço. Quem me irrita é o fulaninho que estudou e não sabe escrever, muito menos concatenar idéias (esse acento ainda serve d’alguma cousa…).
É esse fulaninho, a quem eu chamo de Ameba (e o Cardoso, por exemplo, chama de salsinha), que recheia este caldeirão. É esse fulaninho quem escreve mal, errado, não se expressa direito e ainda quer ser bem compreendido. E isso pra ficar só no âmbito da linha editorial do Objetivando Disponibilizar.
Mas se eu exorcizo essas amebas e o Cardoso dá block nas salsinhas, o pobre (pobre? Ah, eu quero é o salário dele!) infeliz do Bonner não só tem que cativar como sua missão diária é manter essas salso-amebas, a quem ele carinhosamente chamou de Homer Simpson, atentas e ligadonas no Jornal Nacional.
Ao Bonner, que faz aniversário hoje, eu desejo meus parabéns, toda a felicidade do mundo etc e tal. E ao queridoprofessor da USP, eu desejo dois dias de atendimento telefônico na Central de Atendimento ao Telespectador da Rede Globo. Pra que ele, por exemplo, tenha que explicar vinte e sete vezes pra mesma ameba que o cinto que a Patrícia Poeta usou na edição de ontem do Fantástico não está à venda por aquele telefone.
Mas, enfim. Quando eu li o artigo lincado lá no início desse texto, a primeira coisa que eu pensei foi o que eu escrevi aí em cima. E a primeira coisa que o meu lado ectoplasma suíno (/espírito de porco) pensou foi: cara, quando é o aniversário do Bonner, hein? Acabo de ter algumas idéias ma-ra-vi-lho-sas para presente de aniversário!!!
Pra começar: nada de bolo ou guaraná! Aniversário de William Homer, digo, Bonner, tem que ser regado a donuts e cerveja! Mas olha que cuti-cuti que eu encontrei no google, gente!
Não é a-ca-ra do Homer, digo, Bonner?
O de cima é o presente do Homer, digo, Bonner. Os de baixo são para a festinha... ;o)
Isso tudo pra desejar meus parabéns ao Bonner pelo dia de hoje. E, por favor, convidem o tal do professor pra atender o telefone da Central de Atendimento. Ele tem que aplicar a teoria dele em algum lugar (ai, malcriados! Pensaram nesse local de aplicação também, é?)
Mais um dicionário está disponível online – e com puxadinho no UOL, que é pro pessoal daquele portal se matar ainda mais de vergonha quando cometer algum erro imperdoável.
O compadre Aulete está no endereço http://aulete.uol.com.br
E não se preocupem, que já, já tem link pro compadre no cantinho direito do caldeirão, sob o chapéu “isto é útil”.
É, meu amigo… agora você está ao ladinho do Alvaro Moreyra e do Fernando Pessoa… desfrute dessa companhia!
Quando passar minha tristeza pela sua perda, prometo fazer alguma piadinha com sua insubordinação em morrer sem me pedir autorização. Por enquanto, eu ainda estou triste demais pra essas gracinhas… Hoje vou postar dois textos seus. Um poema e um conto. Amei os dois.
O poema. Só não sei quando foi escrito. Mas agora ele soa irônico…
O conto. Postado originalmente no blog Os mortos estão no living, homônimo do livro de contos e poemas que Miguel Marvilla lançou e que foi adotado nos vestibulares de 2007 a 2009 da Ufes.
Júlia D.: o banho
Já tinha perdido a escova de dentes e agora era o sabonete quem afluía neve sobre o corpo. A neve cheirava a algo assim como pitanga.
— Me dá um pedaço do teu sorriso?
Poderia. Não queria uma resposta sincera mesmo, queria?
— Deus criou o mundo… o mundo… o mundo…
O padre tinha uma voz tão bonita de sotaque castelhano…
— Doutor, eu queria ver Deus. Ia falar pra Ele das minhas visões. Sabe, sonhei com meu canário pardo, que morreu. Tinha uma esperança de liberdade apregoada em cada pena. Doutor, eu queria ser Deus!
O telefone. Se ao menos tivesse um, tocaria agora. Traria notícias?
— A esperança é sempre natal. Tão-somente haja, esperança é sempre fatal. Já ouviu falar de Cristo? Era um grande sujeito. Morreu de esperança.
— E o padre, doutor, é também um suicida?
Uma lágrima imitou o brilhar da lâmpada, descreveu um arco em torno da narina e trouxe-lhe um sabor de sal. Tudo doía. A mão, adormecida na torneira, esquecia-se de mover-se.
Um punhado de neve desabou de sobre o seio esquerdo.
Tinha todos os sintomas do belo. Não precisava de uma estrela nos cabelos. Não conseguia sequer precisar o momento exato de acionar a vida.
Ela, feto:
— Mamãe, é inadiável que se nasça? É mesmo preciso nascer, mamãe?
— Não sei. A solução apenas homologa a situação.
Outra lágrima tentou trafegar no mesmo sentido que a anterior, mas não chegou a completar a trajetória, por causa de um acidente qualquer da geografia do rosto. Havia uma taruíra no banheiro, porém esqueceu o grito antes mesmo que o forjasse. Era melhor não ter memória. Talvez fosse melhor nem existir.
Via pela janela um pedaço do céu, que era um pedaço do mundo. Toda ela era um pedaço da vida.
— Doutor, o padre…
— A vida…
— … não …
— … não …
— … é …
— … corresponde…
— … um louco!
— … à realidade.
— Doutor, eu quero saber de mim.
— É justo. Todas as crianças têm o dever da credulidade.
— Mas, crendo, adulteram o sentido primário da realidade: passam a ter desejos.
— Está bem. Resta-lhe uma saída: não creia em nada.
Black-out.
Black-out. Esperou a luz voltar e pensou em Deus criando o universo: era só apertar o interruptor.
Subitamente, percebeu que estava coberta de neve recendendo a pitanga e suicidou-se de frio.
Um toca-discos manchava o ar com uma valsa de Strauss.
Ninguém deu pela falta da morta. Então, ela se levantou e lavou toda neve do corpo.
Enquanto isso, foi vista pelo espelho, Deixou-se admirar. De fato, possuía belos seios, belos olhos, bela imaginação. Havia pouco de que se queixar, mas, agora, a vida lhe pesava nos ombros. Quanto tempo ainda de silêncio?
— Doutor, sou grávida por hierarquia. Porque minha mãe, minha avó, minha bisavó, todas as mulheres da minha família eram grávidas.
— A gravidez é um estado masculino de desprezo. Nascer, fazer nascer, são maneiras cômodas de não apresentar razões.
— Mas eu jamais quis ter este ser dentro da minha virgindade!
— Não tenha medo. Nem todas as mulheres geram Cristo. Algumas geram Marx. Quer me fazer crer que o orgasmo não substitui essa frustrada tentativa de não-existir? Então, ancore-se, pare de voar.
Já tinha perdido a escova de dentes e agora era o sabonete quem afluía neve sobre o corpo. A neve cheirava a algo assim como pitanga.
— Me dá um pedaço do teu sorriso?
Poderia. Não queria uma resposta sincera mesmo, queria?
— Deus criou o mundo… o mundo… o mundo…
O padre tinha uma voz tão bonita de sotaque castelhano…
— Doutor, eu queria ver Deus. Ia falar pra Ele das minhas visões. Sabe, sonhei com meu canário pardo, que morreu. Tinha uma esperança de liberdade apregoada em cada pena. Doutor, eu queria ser Deus!
O telefone. Se ao menos tivesse um, tocaria agora. Traria notícias?
— A esperança é sempre natal. Tão-somente haja, esperança é sempre fatal. Já ouviu falar de Cristo? Era um grande sujeito. Morreu de esperança.
— E o padre, doutor, é também um suicida?
Uma lágrima imitou o brilhar da lâmpada, descreveu um arco em torno da narina e trouxe-lhe um sabor de sal. Tudo doía. A mão, adormecida na torneira, esquecia-se de mover-se.
Um punhado de neve desabou de sobre o seio esquerdo.
Tinha todos os sintomas do belo. Não precisava de uma estrela nos cabelos. Não conseguia sequer precisar o momento exato de acionar a vida.
Ela, feto:
— Mamãe, é inadiável que se nasça? É mesmo preciso nascer, mamãe?
— Não sei. A solução apenas homologa a situação.
Outra lágrima tentou trafegar no mesmo sentido que a anterior, mas não chegou a completar a trajetória, por causa de um acidente qualquer da geografia do rosto. Havia uma taruíra no banheiro, porém esqueceu o grito antes mesmo que o forjasse. Era melhor não ter memória. Talvez fosse melhor nem existir.
Via pela janela um pedaço do céu, que era um pedaço do mundo. Toda ela era um pedaço da vida.
— Doutor, o padre…
— A vida…
— … não …
— … não …
— … é …
— … corresponde…
— … um louco!
— … à realidade.
— Doutor, eu quero saber de mim.
— É justo. Todas as crianças têm o dever da credulidade.
— Mas, crendo, adulteram o sentido primário da realidade: passam a ter desejos.
— Está bem. Resta-lhe uma saída: não creia em nada.
Black-out.
Black-out. Esperou a luz voltar e pensou em Deus criando o universo: era só apertar o interruptor.
Subitamente, percebeu que estava coberta de neve recendendo a pitanga e suicidou-se de frio.
Um toca-discos manchava o ar com uma valsa de Strauss.
Ninguém deu pela falta da morta. Então, ela se levantou e lavou toda neve do corpo.
Enquanto isso, foi vista pelo espelho, Deixou-se admirar. De fato, possuía belos seios, belos olhos, bela imaginação. Havia pouco de que se queixar, mas, agora, a vida lhe pesava nos ombros. Quanto tempo ainda de silêncio?
— Doutor, sou grávida por hierarquia. Porque minha mãe, minha avó, minha bisavó, todas as mulheres da minha família eram grávidas.
— A gravidez é um estado masculino de desprezo. Nascer, fazer nascer, são maneiras cômodas de não apresentar razões.
— Mas eu jamais quis ter este ser dentro da minha virgindade!
— Não tenha medo. Nem todas as mulheres geram Cristo. Algumas geram Marx. Quer me fazer crer que o orgasmo não substitui essa frustrada tentativa de não-existir? Então, ancore-se, pare de voar.
Engraçado o que acontece comigo, seja com o meu lado bruxa ou com meu eu verdadeiro. Sempre me dei bem na Internet. Por aqui conheci gente legal, inteligente e agradável. Um dos que eu conheci neste mafuá digital de conhecimento e besteira mais tarde veio a se tornar meu marido, o Fernando. E, dentre as várias outras pessoas reais que conheci aqui neste campo virtual, o Miguel foi estranhamente especial. Passou feito um rojão, e me marcou de forma agridoce.
Tomei conhecimento dele exatamente no dia 29 de julho, quando ele comentou este post. Já chegou descendo o sarrafo, mas pegou o espírito destas bandas: uma vez que o estrago já tá feito e não vai ser um comentário de blog que vai consertar um texto ruim lá na sua origem, então que se leve tudo na base da brincadeira. Até mesmo o fato de eu me apresentar como uma bruxa. Nesse mesmo post do Pasto bão, ele virou o anjo faxineiro. Botei ele pra espanar toda a sujeira da casa!
Ele gostou da alcunha, e passou a se divertir a rodo (com trocadilho, por favor! ) com o cargo conquistado. Desde então, não me deixava em paz. E eu me amarrava nos comentários dele – sim, porque ele fazia questão de comentar T-O-D-O-S os meus posts – e, após apertar o botão publicar do meu wordpress, ficava imaginando: que será que o Arcanjo vai comentar dessa vez?
Sabia que ele era rapaz do Espírito Santo, chegado a esta ou aquela poesia, porque já havia comentado comigo. Mas não sabia exatamente qual a verdadeira identidade do meu angelical e preferido faxineiro. E já estava estranhando o silêncio dele. Tudo bem que eu estava sem postar há algum tempo, mas até isso ele me cobrava.
Foi quando eu recebi este comentário aqui, da Priscila:
Enviado em 20/10/2009 às 23:03
Olá, moça.
Aqui é a esposa do Miguel. Não se ele te contou, mas ele era um escritor muito famoso aqui no nosso estado. Infelizmente ele faleceu no dia 10 de outubro e não teve tempo de te responder.
Ele gostava muito das suas críticas no blog. Passei por aqui para te avisar.
Abraços,
Olá, moça.
Aqui é a esposa do Miguel. Não sei se ele te contou, mas ele era um escritor muito famoso aqui no nosso estado. Infelizmente ele faleceu no dia 10 de outubro e não teve tempo de te responder.
Ele gostava muito das suas críticas no blog. Passei por aqui para te avisar.
Abraços,
Fiquei arrasada. E joguei no oráculo, que era como ele se referia ao Google. Descobri quem era meu faxineiro preferido, e o que aconteceu com ele neste link aqui:
Morreu na madrugada deste sábado (10) o escritor Miguel Marvilla de Oliveira, de 50 anos. Poeta, contista e membro da Academia Espírito-santense de Letras, Miguel estava internado desde a última segunda-feira, quando começou a apresentar sintomas de meningite, o que, segundo os médicos, o levou a uma infecção generalizada. Durante o velório, na manhã deste sábado, amigos do escritor fizeram homenagens com leituras de poemas dele. Marvilla foi sepultado às 11h, no Cemitério Cruzeiro do Sul, em Cariacica
Lembro muito bem de quando a minha mãe estava aqui, antes de meu filho nascer. Nós nos divertimos a rodo com os comentários do Miguel. Ela chegou inclusive a cogitar que o Miguel fosse um amigo de juventude (mas não era).
Poderia ter intitulado este post com algo como …e o anjo foi pro céu. Mas me recuso a sujar tão brilhante memória com o mais reles do lugar-comum.
Daí eu reparei que no dia 12 de agosto ele passou por aqui, recitou Alberto Caeiro (um dos vários codinomes de Fernando Pessoa) e concluiu com esta observação:
O último verso é lapidar. E é o meu mote. Tá no meu brasão: “Nossa única riqueza é ver”…
Então, Miguel, esta será a primeira das minhas homenagens a você, querido amigo. O título deste post é o mote do seu brasão.
À família do Miguel ficam aqui meus sinceros sentimentos. Compartilho com vocês a esperança de que, a esta altura do campeonato, ele esteja cercado de almas da melhor estirpe: Fernando Pessoa, Álvaro Moreyra, Érico Veríssimo… cer-te-za de que está todo mundo tomando um chopinho celestial com os anjos lá em cima!
Ao longo desta semana, vou publicar por aqui alguns dos poemas lindíssimos do Miguel, que descobri web afora. E vou relembrar alguns comentários deliciosos que ele deixou por aqui pelo caldeirão.
A capa do disquinho em questão. Clicaqui que você ouve a cantiga!
Pra deixar vocês todos beges e passados: descobri um MP3 da Coleção Disquinho com cantigas de roda. Pelo jeitão, deve ter sido gravado no início da década de 1960.
Eis que o MP3 com a música Atirei o pau no gato traz uma segunda estrofe da cantiga de rodaaaaaa!!!
Tô begeeeeeeee!!!
Vamos à letra da musiquinha:
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to não morreu-rreu-rreu
Dona Chica-ca
(A)dimirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Dona Chica foi à policia-cia
E a polícia-cia não prendeu-deu-deu
Dona Chica-ca
(A)dimirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Em tempo: a grafia correta não é adimirar, mas admirar.
Considerando-se que tampouco é possível encontrar nos dicionários da Língua Portuguesa registros do verbete berrô, ficamos assim, né?
Daí que estava eu a navegar pelo (sempre ele!) UOL, e me deparei com uma manchete sobre um tal de colisor de hádrons ficar mais gelado que o espaço profundo, e resolvi clicar.
Claro, sexta-feira à noite, quando você vê alguma coisa relacionada a gelado, pensa logo na geladeira de cerveja (isso se você não for Sheldon Cooper). Por isso, resolvi ler a bagaça.
Não estou exatamente interessada em saber que diabos é um hádron (oras, essa informação não me será muito útil, a não ser que eu participe do Show do Milhão), mas vamos combinar que a legenda daí de cima não tem nada a ver com a foto, né?
Tá, ainda não é esse o post que eu tava preparando. Mas ele vai sair, aguardem. Quer dizer, a minha parte tá pronta, só falta a Letícia preparar a parte dela. Texto a quatro mãos, sabe como é, né?
Mas vamos ao que interessa (??) neste post aqui.
Daí que o marido acompanhava o jogo do Palmeiras pelo iPhone, por esse aplicativo fornecido por uma marca de cerveja (não vou dizer qual é, dãããã…).
E eu gostaria, sinceramente, de saber se sou só eu que vejo que o texto daí de cima, ainda que ínfimo, foi de uma infelicidade dupla, ou se textos desse naipe são o padrão em se tratando de futebol.
Quer dizer então que o Obina ganhou uma enfiada pela direita, não se sabe de quem, e o Vagner Love ganhou a enfiada do Cleiton, é isso? Devo perguntar se doeu ou se alguém gostou da enfiada? A manobra foi aprovada?Os moços pretendem repetir a enfiada? E, principalmente, pegaram o número do telefone de quem enfiou, meudeusdocéu?
Olha, eu estou aqui na maior torcida para que tudo dê certo, viu?
Qualquer maneira de amor vale a pena, já dizia sei lá quem…
O último post foi deletado na caradura mesmo. Na pressa que estava para postá-lo (culpa do feiticeirinho), não li direito o texto original.
O Arcanjo Faxineiro, que não dorme no ponto, me baixou um esporro muito bem dado e disse que o texto tava uma bosta. Ele fez comentário quilométrico e tudo, que eu deveria ter aprovado há algumas semanas, mas não fiz por falta de tempo. Para remendar o irremendável, optei pelo estilo papel higiênico: passa na bosta até a bosta sair toda (ou, no caso dos posts de um blog, tecla “excluir” é a serventia da casa).
Miguel, se você quiser que eu coloque seu comentário quilométrico aqui, é só pedir! Ele tá guardadinho no aconchego do meu agadê. Mas vamos ao que interessa. Tenho um post quilométrico pra botar pra fora antes que morra intoxicada aqui de tanto pensar nele. Vamos lá.
Aê, vota em mim! É só clicar aí nessa galinha simpática...
Este post não é pago, não senhores. Mas podem considerá-lo comprado.
Trata-se de minha tentativa de ganhar uma passagem para Porto de Galinhas e participar do Porto Cai na Rede, um evento que vai reunir blogueiros e tuiteiros (OK, eu chamo de piadores) em Porto de Galinhas, balneário a 40 minutos de Recife que qualquer pessoa que esteja dentro de suas faculdades mentais adoraria conhecer.
Só pra não perder o meu hábito de canetar os textos de outrem (e perigar a desclassificação, mas fazer o quê? Meu vício é mexer com o texto dos outros) nem desvirtuar muito os princípios deste blog, entrei no site do evento, encontrei o texto explicativo sobre o dito e… resolvi canetar! Eu não presto!!
Para isso 40 blogueiros foram convidados para passarem 4 dias de sonho no balneário que foi escolhido pela 8ª vez consecutiva o melhor do Brasil pelos leitores da Viagem e Turismo.
Eles foram selecionados entre diversos perfis, fazendo com que mix de visitantes pudesse cobrir as mais variadas áreas de interesse. Temos blogs que cobrem gastronomia, estilo, informática, ciência, blogs de opinião, de humor e que falam sobre o universo feminino. Gente de todas as idades, de todos os tipos, com interesses variados. Casados, solteiros, noivos, enfim, de modo com que você pudesse se identificar com algum deles. Eles vão viver Porto de Galinhas, curtindo uma extensa lista de atividades, e relatar o que acharam para vocês, leitores, registrando tudo da maneira como desejarem.
(…) Para isso 40 blogueiros foram convidados para passarem 4 dias de sonho no balneário que foi escolhido pela 8ª vez consecutiva o melhor do Brasil pelos leitores da Viagem e Turismo.
Eles foram selecionados entre diversos perfis, fazendo [aaaahhhh!! Tinha que ter esse gerúndio aqui? Foi de propósito pra eu implicar, não foi?] com que mix [e por que não mistura? e cadê o artigo que deveria estar antes desse... mix? Pronto! Tô desclassificada!] de visitantes pudesse cobrir as mais variadas áreas de interesse [não tinha como ser mais vago, não? "As mais variadas áreas de interesse?" OK, deixa eu ficar na minha, senão me mandam pra Sibéria!] . Temos blogs que cobrem gastronomia, estilo, informática, ciência, blogs de opinião, de humor e que falam sobre o universo feminino. Gente de todas as idades, de todos os tipos, com interesses variados [quer dizer então que gente das mais variadas áreas de interesse têm... interesses variados? Bom, não posso reclamar de falta de coerência, né?] . Casados, solteiros, noivos, enfim, de modo com que você pudesse se identificar com algum deles. Eles vão viver Porto de Galinhas, curtindo [mais um encosto gerundol!] uma extensa lista de atividades, e relatar o que acharam para vocês, leitores, registrando [de novoooooooooooo!!! De novoooooooooooooooo!!!] tudo da maneira como desejarem.
É… se eu for classificada pela direção do evento depois dessa malcriação que eu fiz com o texto da própria organização, serei obrigada a concordar que Porto de Galinhas faz muito bem pro humor de qualquer pessoa. E a direção do evento também há de concordar que eu preciso de umas doses de bom humor, né?
Então, meus caros, pra que vocês não fiquem muito chateados, esta Madrasta boazinha vai canetar o texto de vocês de graça! Promoção relâmpago! ‘Bora reescrever o texto:
(…)Para isso 40 blogueiros foram convidados para passarem 4 dias de sonho no balneário que foi escolhido pela 8ª vez consecutiva o melhor do Brasil pelos leitores da Viagem e Turismo.
Eles foram selecionados entre diversos perfis. Com isso, a inusitada combinação de visitantes consegue cobrir muitas áreas de interesse. De blogs que cobrem gastronomia, estilo, informática, ciência, até blogs de opinião, de humor e que falam sobre o universo feminino. Gente de todas as idades, de todos os tipos, com interesses variados. Casados, solteiros, noivos, enfim, com algum deles você tem que se identificar. Esses blogueiros vão viver Porto de Galinhas, vão curtir um sem-número de atividades, e relatar o que acharam para vocês, leitores. Tudo isso, claro, será registrado por eles como eles bem entenderem.
Se vocês quiserem, eu prometo participar do Porto Cai na Rede e ainda escrever todos os textos do evento de-gra-ça!
Acho que o assessor de imprensa da Guerrilheira do Funk me adicionou ao mailing list dele!!!
Reparem que falta de estilo inconfundível:
SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO
Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo, promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra Cheerleaders Brasil e convidadas entre estas Cléo Cadillac, cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada” declara Cacau Oliver organizador do evento.
SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO [com ou sem trocadilho?]
Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo, promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra Cheerleaders Brasil e convidadas entre estas Cléo Cadillac, cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada” declara Cacau Oliver organizador do evento. [arf, arf, arf, arf, arf... a ausência de ponto é característica marcante da ameba escrevente em questão! Tô aqui quase me matando por não respirar direito!]
Ah, fiquei tão feliz de ser incluída no mailing list que vou consertar o texto:
SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO
Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo-ponto. Promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra o time Cheerleaders Brasil e convidadas-vírgula, dentre elas Cléo Cadillac e a cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada”-vírgula, declara Cacau Oliver-vírgula organizador do evento.
Cacau não gosta de pontos. Provavelmente, deve achá-los mui dramáticos. Mas acredite, Cacau: eles funcionam! E eles te amam viu? Que nem eu! )
Tô pra postar isso aqui desde a manhã do dia 11, mas o feiticeirinho entrou em modo bezerro, só queria saber de mamar. Finalmente consegui tempo pra acabar esse texto aqui!
Eu jurei pra mim mesma que não iria emitir opinião política ou ideológica neste blog. Mas a mediocracia jornalística brasileira está fazendo tanta estripulia que eu não posso evitar jogar alguns deles aqui neste caldeirão. Então, que se danem! Tenho mais é que sacanear o texto deles!
Pra começar, é bom avisar aqui que eu não leio Míriam Leitão pra não ter ganas de suicídio. Penso nela como a irmã depressiva da Funérea. Por isso que corri pra ler o link que o Cris Dias (a quem agradeço horrores) piou hoje de manhã:
Sujeito e predicado não combinam, né?
Daí que eu me decepcionei. O link dá prum texto tipicamente miriamleitonês. Trata-se de uma notinha no blog em que ela diz que o país saiu da recessão mas a conjunção administrativa das autarquias trimestrais da indústria decrescente associadas à quarta lua cheia de um ano bissexto levam a crer não sei bem o quê. Ainda assim, o título da nota nos faz crer que o remedinho antidepressão da mais suína das amebas jornalísticas tá começando a fazer efeito. Mas ainda tem muito do feitiço fez-se a bosta! nesse textinho, viu?
Lizinácio pode até não ter reparado, mas nunca antes na história deste país (atooooron essa frase!) os (cof, cof) jornalistas (cof, cof) usaram tanto vírgula-mas pra redigir seus textos: Fulana está linda-vírgula-mas tem meleca no nariz; a economia do país vai bem-vírgula-mas os números indicam o contrário; morri-vírgula-mas posso ressuscitar. E uma das que mais usam os quatro supracitados caracteres é dona Leitoa. Mas não é só isso que se sobressai no amebístico texto em questão. Espiem só:
(…) Em outras palavras: o país produziu mais no segundo trimestre do que no primeiro, mas quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado [não é ectoplasma mesmítico (o mesmo que encontra-se parado no andar enquanto você espera o elevador) mas é primo dele. A jornalistaiada adora escrever mesmo como sinônimo de igual - o que não procede. Uma coisa é você dizer os gêmeos usavam roupas iguais; outra é você dizer os gêmeos usavam a mesma roupa. Na primeira frase, ficou claro que os irmãos idênticos usavam dois exemplares de um mesmo modelo de roupa; no segundo caso, o que se deu a entender é que os irmãos dividiam o mesmo exemplar de vestimenta. Portanto, o correto aí em cima seria dizer igual período do ano passado. Mas sigamos, que esse texto ainda nos reserva deliciosas surpresas...] ainda está negativo em 1,2%. O primeiro semestre deste ano cresceu menos 1,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado. [GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!! OS SEMESTRES DE DONA LEITOA SÃO PASSÍVEIS DE CRESCIMENTO E ENCOLHIMENTOOOOOOOOOOOOO!!!! Imaginem vocês, portanto, que os semestres de dona Leitoa não totalizam seis meses - devem estar algo em torno de 5,914 meses. Acho que dona Leitoa aplica o cálculo diferencial aqui pra descobrir o quão diferenciados são os semestres da economia brasileira, né? Além do quê, começo a desconfiar que os semestres crescidos de dona Leitoa tenham chegado ao planeta Terra na mesma (e não em igual) espaçonave que chegaram os dias informados que o ectoplasma suíno me mostrou lá em abril. Caso de investigação científica, sem sombra de dúvidas... mas a bipolaridade deste texto de dona Leitoa chega a ser excitante. Dois vírgula-mas e dois parágrafos repletos de números depressivos depois, nossa estupefante jornalista brinca de Ying-yang. Ó só:]
(…)
Já que não foi possível evitar a recessão, pelo menos é bom saber que o Brasil está entre os primeiros que saem. O consumo das famílias continua crescendo. Aliás está assim há 23 trimestres. Excelente número. [Bipolaridade define. Os dois parágrafos anteriores foram re-ple-tos de números tão lamentáveis sobre a indústria nacional que você tem quase vontade de dar um trocadinho pro queridoempresáriobrasileiro. Mas aí ela resolve contar que, há 23 trimestres (vamos combinar aqui que eu não vou ousar perguntar pra dona Leitoa quanto tempo duram 23 trimestres no planeta dela, OK?) a família brasileira está consumindo mais e mais. Ying-yang, preto-branco, números de-Míriam Leitão). Mas espere! A coisa ainda não acabou!Compare a última frase deste parágrafo com a primeira frase do parágrafo seguinte:]
A queda foi forte. [Na boa, como é que alguém ainda leva a sério uma pessoa capaz de escrever um texto desses? Ela simplesmente não sabe dizer se a coisa vai bem ou se vai mal!] No terceiro trimestre do ano passado quando se comparavam os ultimos quatro trimestres contra os quatro trimestres anteriores, o país estava crescendo a 6,3%. [Pega o teu trimestre, junta com o trimestre do vizinho, soma com o da professora, totaliza com o do empresário e divide pelo das famílias. Aí, pega o primeiro, passa pra frente, joga o último pra trás arrematando com o do meio. O que foi? Ah, me desculpem! Estou ajudando dona Leitoa a dar um nó na cabeça de seus queridosleitores... Mas eu também tô perdida aqui nessa trimestrança toda.] Agora a mesma conta[Iiiiihhhhh!! Pronto! A conta é a mesma ou é igual? Não me perguntem, tô mais perdida que aluno que não gosta de matemática sem uma calculadora pra ajudar os neurônios! E quando você pensa que dona lógica não poderia ficar mais perturbada com as explanações Porcínicas, dona Leitoa vaticina:] (…) O Brasil encolheu dois trimestres e agora voltou a crescer.[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!! NAONDE QUE O BRASIL ENCOLHEU?!?!!?!?!?!? Primeiro que, quando eu aprendi na escola, o Brasil tinha 8.511.965 km quadrados. Agora, o site do IBGE diz que o território brasileiro aumentou para 8.514.876,599 km quadrados. E dona Leitoa me chega e diz que o Brasil encolheu dois trimestres? Ma che!! Agora, o ano brasileiro dura só seis meses? E quanto valem esses seis meses que ainda tão valendo? Quem disse eu?] Vai crescer também nos proximos dois trimestres [Ufa! Se vai crescer mais dois trimestres, então teremos um ano inteiro! Ou não? Começo a achar que essa histornha do Tutty Vasques, de que "vai haver outubro", não é exagero não, viu?] apesar de o ano terminar com um número que é na melhor das hipóteses estagnação [Ai, não! O ano vai acabar em 31 de dezembro? E depois, vai haver primeiro de janeiro de 2010, ou o ano que vem já começa em 19 de julho?]. O Brasil sentiu o baque da recessão global e esse baque chegou aqui há exatamente um ano quando quebrou o Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008. [Hummm... então foi isso! O Lehmann Brothers ficou com os trimestres brasileiros e, como faliu, não tem como devolver?]
Me recuso a remendar essa toba daí de cima!Pra fazer isso, vou ter que consertar as lamparinas do juízo de dna Leitoa – e essa capacidade eu não tenho! Não, senhor!
Já que não foi possível evitar a recessão, pelo menos é bom saber que o Brasil está entre os primeiros que saem. O consumo das familias continua crescendo. Aliás está assim há 23 trimestres. Excelente número.
A queda foi forte. No terceiro trimestre do ano passado quando se comparavam os ultimos quatro trimestres contra os quatro trimestres anteriores, o país estava crescendo a 6,3%. Agora a mesma conta mostra um número de apenas 1,3%. Mas é bom saber que o pior ficou para trás. O Brasil encolheu dois trimestres e agora voltou a crescer. Vai crescer também nos proximos dois trimestres apesar de o ano terminar com um número que é na melhor das hipóteses estagnação. O Brasil sentiu o baque da recessão global e esse baque chegou aqui há exatamente um ano quando quebrou o Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008.
Não sei quem é Conrado Adolpho. Pra mim, isso é nome de personagem do Chico Anysio. Só acho que um sujeito que ainda usa o ph no lugar do f não tem exatamente moral pra falar de últimas tendências de Internet. Pior ainda se você levar em conta o fato de que este troço daqui foi encontrado em meu e-scaninho (aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!! Miacaaaaaaaaaaaabo com trocadilhoooooossss!!) de lixo eletrônico. Meu programa de e-mail sabe das coisas, viu? O cara se vale de spam pra dar aulas de marketing digital!!!!
Prá quê tudo isso? O cabra usa spam pra divulgar um festival universal de lugares-comuns deste naipe (Duvida que o texto exista? Táqui! A piada pronta já começa no link, que chama 40 anos de Internet de novidades! Fujam para as montanhas!) aqui:
Em 40 anos de existência a internet se renova a cada dia. Em tempos de redes sociais e comércio eletrônico, há um ápice na construção de conhecimento.
1969 – o ano que mudou a história da humanidade – teve sua presença marcante nos mais variados campos do conhecimento. Neil Armstrong dá um “grande passo para humanidade”, Joplin canta e encanta em Woodstock e, em 2 de setembro de 1969, dois computadores da UCLA trocam dados pela primeira vez em um experimento da criação da Arpanet, embrião do que seria a internet.
Nesse ano, até o Pelé teve sua participação com seu milésimo gol.
A lua há muito já se tornou lugar comum da humanidade, Woodstock só vive na lembrança dos sessentões, mas mudou a história do rock e, quarenta anos depois, a Internet está mais atual e moderna do que nunca – virou revolução social.
Em tempos de redes sociais, comércio eletrônico e processos por pirataria, a rede se mostra como o ápice da construção de conhecimento desde a invenção da escrita e faz com que o consumidor tenha, pela primeira vez, voz ativa. As novas tecnologias vieram para ficar e mudar as regras do mercado.
Nesses 40 anos, o mundo mudou mais do que nos últimos 400. Tal constatação fica fácil quando consultamos os acontecimentos na Wikipedia dos últimos séculos. Quer saber como foi o próprio Woodstock? Entre no YouTube e veja por si só. A Lua? Google Moon.
Sempre afirmo que a Internet não é uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas. Foram as próprias pessoas que construíram o que vemos hoje. Que tomaram as rédeas do mercado e fizeram todo o trabalho.
Empresas se viram com suas regras viradas de pernas para o ar e tentam entender a tal da geração Y – os nascidos entre os anos 80 e 90 – e como gerar receita com as famosas “redes sociais”.
O marketing ganha novos sobrenomes como “digital”, “viral”, “de busca”, “de permissão” e outros. Surgem os anunciantes “do it yourself”, que fazem sua própria propaganda em ferramentas como Adwords.
O Google prevê a crise do final de 2008 quando percebe uma maior busca pela palavra “ouro” em meados de agosto, sinal de que os consumidores procuravam investimentos mais seguros.
Se o Facebook fosse um país, seria a 4ª nação mais populosa do mundo e acha que se tornará lucrativo “já” em 2010 (!).
Nesses 40 anos de internet, a própria internet é um retrato de tais mudanças. Uma testemunha ocular de tais transformações, ao mesmo tempo em que se torna dia a dia a protagonista de muitas delas.
Enfim, um brinde à Internet, nossa quarentona que se renova a cada dia. Um brinde àquela que para cada um de nós parece ter apenas 15 anos – uma eterna e rebelde adolescente.
Em 40 anos de existência a internet se renova a cada dia [Imagine você, meu caro internauta, ter que pagar prum cabra te dizer uma ululância deste jaez!]. Em tempos de redes sociais e comércio eletrônico, há um ápice na construção de conhecimento [Acho que ele escreveu essa frase só pra usar a palavra ápice!].
1969 – o ano que mudou a história da humanidade – teve sua presença marcante nos mais variados [quem escreve "mais variados" ou "e muitos outros" não tem muito o que dizer. Eu já deveria ter parado de ler esta bosta lá no primeiro parágrafo, mas gosto de sofrer, fazer o quê?] campos do conhecimento. Neil Armstrong dá um “grande passo para humanidade”, Joplin canta e encanta em Woodstock e, em 2 de setembro de 1969, dois computadores da UCLA trocam dados pela primeira vez em um experimento da criação da Arpanet, embrião do que seria a internet. [de novo: esse texto está identificado como "Novidades"! Retrospectiva de 1969 é novidade NAONDE, MEUDEUSDOCÉU?!?!!?!? ]
Nesse ano, até o Pelé teve sua participação com seu milésimo gol.
A lua há muito já se tornou lugar comum da humanidade [pausa para gargalhar. Perdoem, mas é que tenho que gargalhar com cuidado, porque me doem os pontos da cesárea do feiticeirinho... lugar-comum da humanidade é a sua existência, ameba!], Woodstock só vive na lembrança dos sessentões, mas mudou a história do rock e, quarenta anos depois, a Internet está mais atual e moderna do que nunca – virou revolução social.[Agora, ameba, explica se isso acontece nas atualidades dos dias de hoje (escrevi de propósito) ou se já aconteceu no relato das novidades de 1969!]
Em tempos de redes sociais, comércio eletrônico e processos por pirataria, a rede se mostra como o ápice da construção de conhecimento desde a invenção da escrita e faz com que o consumidor tenha, pela primeira vez, voz ativa. As novas tecnologias vieram para ficar e mudar as regras do mercado. [blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla]
Nesses 40 anos, o mundo mudou mais do que nos últimos 400 [por falar em comida para gatos, confiram minha cara de atenção e apreço para com este texto]. Tal constatação fica fácil quando consultamos os acontecimentos na Wikipedia dos últimos séculos. Quer saber como foi o próprio Woodstock? Entre no YouTube e veja por si só. A Lua? Google Moon. [Mais uma vez, confiram minha cara.]
Sempre afirmo que a Internet não é uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas [/filosofia barata com ideias idem]. Foram as próprias pessoas que construíram o que vemos hoje [Ah, não foi Papai do céu? Puxa, magoei agora! Vou chorar...] . Que tomaram as rédeas do mercado e fizeram todo o trabalho.
Empresas se viram com suas regras viradas de pernas para o ar e tentam entender a tal da geração Y – os nascidos entre os anos 80 e 90 – e como gerar receita com as famosas “redes sociais”.
O marketing ganha novos sobrenomes como “digital”, “viral”, “de busca”, “de permissão” e outros. Surgem os anunciantes “do it yourself”, que fazem sua própria propaganda em ferramentas como Adwords. [E isso é novidade! O cabra postou isso tudo sob o título No-vi-da-de!!!]
O Google prevê a crise do final de 2008 quando percebe uma maior busca pela palavra “ouro” em meados de agosto, sinal de que os consumidores procuravam investimentos mais seguros. [oooohhh...]
Se o Facebook fosse um país, seria a 4ª nação mais populosa do mundo e acha que se tornará lucrativo “já” em 2010 (!).[Por que eu não parei de ler essa toba lá em cima, meudeusdocéu?]
Nesses 40 anos de internet, a própria internet é um retrato de tais mudanças[Quem disse eu? Eu disse eu!]. Uma testemunha ocular de tais transformações[GAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! A Internet é o Seu Repórter Esso!!!!], ao mesmo tempo em que se torna dia a dia a protagonista de muitas delas. [Nãããããoo!! A Internet é estrela da novela das oitoooooooooo!!!! Fujam para as montanhaaaaaaaaaaasssssssssss!!!!!!]
Enfim, um brinde à Internet, nossa quarentona que se renova a cada dia[Aaaiii.. não sei se choro ou se tomo um Dramin!]. Um brinde àquela que para cada um de nós parece ter apenas 15 anos – uma eterna e rebelde adolescente.[Dramin, definitivamente! E uma lâmina, por favor! Vou cortar os pulsos!!!]
Não vou me dar ao trabalho de reescrever essa bosta daí de cima. Prá quê refazer um texto que fala sobre a tergiversação acerca do óbvio ululante? O Mané daí de cima que refaça um texto menos óbvio e mais rico em informações úteis para os leitores, oras! E que não envie essas coisas a outrem por spam! Spam de bêbado não tem dono, viu?
Diquinha básica: aprenda a escrever sobre tecnologia com João Bonnassis. (Miacaaaabo com o Boninha!!)
Sabe quando você se depara com um texto e tem cer-te-za de que é um copy-paste mal-feito e mal-lavado? Foi o que aconteceu com este texto do blog do Fernando Rodrigues. Parece copy-paste de press-release mal-escrito ops, press-release mal escrito é quase redundância do TSE, espia só:
TSE oferece urnas a hackers para testar segurança
O Tribunal Superior Eleitoral fará amanhã (11.set.2009) uma audiência pública para testar a segurança das urnas eletrônicas usadas em eleições no Brasil. Segundo informação divulgada hoje, a ideia é fazer um teste de stress nos equipamentos e nos softwares usados, permitindo aos participantes atuarem como verdadeiros hackers –demonstrando se há ou não segurança no modelo brasileiro.
Só poderá participar quem se inscrever antecipadamente. Quem tiver interesse, precisa enviar um e-mail para testeseguranca@tse.gov.br e aguardar instruções. Mas, atenção: O prazo para inscrições se encerra hoje, às 18h.
Aqui, a íntegra do edital convocando para a audiência de amanhã. No post abaixo, o comunicado do TSE.
Trata-se de uma iniciativa positiva do TSE. Há sempre muitas dúvidas sobre a segurança completa das urnas brasileiras. Volta e meia alguém no Congresso reclama que falta transparência e propõe a volta de algum tipo de voto impresso.
O problema da recontagem, por exemplo, é algo aparentemente insolúvel. Como se trata de um arquivo digital, não há propriamente recontagem dos votos digitados em uma urna. Quando há um erro de programa, a possibilidade de recontagem inexiste. Essa é uma das razões pelas quais países como os Estados Unidos relutam em adotar urnas eletrônicas de maneira generalizada.
O Tribunal Superior Eleitoral fará amanhã (11.set.2009) uma audiência pública para testar a segurança das urnas eletrônicas usadas em eleições no Brasil. Segundo informação divulgada hoje, a ideia é fazer um teste de stress nos equipamentos e nos softwares usados, permitindo aos participantes atuarem como verdadeiros hackers –demonstrando se há ou não segurança no modelo brasileiro.
Brrrrrrrrr!!! Coisahorrorosaaaaaaaaaa!!! Foi-se o tempo em que “caminhando e cantando e seguindo a canção” não soava mal. Hoje em dia, esse encosto gerundol já deu nos nervos!
‘Bora reescrever a bagaça:
O Tribunal Superior Eleitoral fará amanhã (11.set.2009) uma audiência pública para testar a segurança das urnas eletrônicas usadas em eleições no Brasil. De acordo com a informação divulgada hoje, a ideia é fazer um teste de stress nos equipamentos e nos softwares usados. Quem participar desse teste irá agir como hackers, para demonstrar se há ou não segurança no modelo brasileiro de urna eletrônica.
(Teste com hackers? 11 de setembro? Avaliação de segurança? Cadê a Al-Qaeda, meudeusdocéu? Quanto ao Fernando Rodrigues, deixa prá lá. Depois do micoorangotangoking kong que ele pagou com o Protógenes no Roda Viva, eu tenho é pena dele…)
A noite esdrúxula rendeu, viu? A Deborah Leão passou nos comentários pra dizer que tem outra poesia esdrúxula perambulando por aí.
Gosto deste caldeirão por causa disso. Troco informação e conhecimento, e ainda me divirto com os frequentadores destas bandas (com duplo sentido, por favor! )
Mas, Débora, eu concedo a licença poética ao Samuel Rosa, viu? Depois dessa letra toda bem estruturada, deixa o menino falar rúbrica, uai?
Sinceramente, não sei por que tanto oba-oba em torno de dona Tessália. qualquer coisa que ela diga vira um tsunami no Twitter.
Eu não sabia do que se tratava; após inteirar-me do assunto, percebi a falta de o conteúdo da moça, e resolvi ignorar. Simples e pacificamente.
Mas a Folha de SPaulo eu não ignoro, não! Como se não bastasse o conteúdo de odor questionável, a redação adicionou mais bosta ao caldo. Nesta página aqui está a história completa sobre a polêmica* (?!?!?!) do uso de scripts no Twitter (blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla). Mas vamos acompanhar a sopa de bosta:
* Minha tia tem uma teoria muito boa pra esses casos: “Isso é falta de louça! Se esse pessoal tivesse louça pra lavar em casa, não ficaria se preocupando com inutilidades!” Miacaaaaaaaaaaaabo com a tia Iná (Não, ela não é dicionário…)!!!
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.
Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço de tempo –esperando que os internauta retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”
“Silicone”
“Sou contra [o uso de 'script']. A melhor definição provém do [apresentador] Marcelo Tas: é um silicone do Twitter. Você sabe que é falso, que não nasceu ‘peituda’. É como misturar massa com banana. Um milhão de seguidores com script não equivalem a um milhão de seguidores obtidos naturalmente”, observa o blogueiro Cris Dias, 36. A analogia, entretanto, é de autoria da blogueira e apresentadora Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net).
De acordo com ele, no caso de Tessalia, alguns usuários pensam que se trata de “uma ’siliconada’ que se acha naturalmente gostosa”. “Ela fala como especialista em mídias sociais, e isso irrita algumas pessoas”, observa. “Eu não tenho opinião própria sobre o caso dela, vamos ver o que ela vai trazer de novo”. O blogueiro tem mais de 12 mil seguidores no seu perfil.
Mesmo assim, ele não acha que deva existir uma ferramenta que “monitore” o uso de scripts que inflam os seguidores. “Se eu te sigo no Twitter, não estou preocupado no seguidores, estou preocupado com o seu conteúdo”, analisa.
Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o 'script']. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.
(…)
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz. [é o tipo de frase que quem sabe escrever pouquinha coisa melhor vai tentar reescrever até ficar, no mínimo, menos dúbia. A tchutchuca que escreveu essa toba (Twitess ou autora da reportagem? Quem dá mais? A-rrá!) tava crente que tava abafando no àqueles com crase, mas crase não se aprende com scripts.]
Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço [Harebaba!! Harebaba!! Tempo não se mede como superfície! Não existe espaço de tempo, o que existe é período! Pe-río-do! E não há necessidade de dizer período de tempo, viu? Isso já é pleonasmo!] de tempo –esperando que os internauta [Taí uma forma de fazer com que eu não implique com um gerúndio desnecessário. É SÓ ERRAR NA CONCORDÂNCIA, PORRAAAAAAAAAAA!!!]retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue [Aiomeusaco!!! Perfil segue, é? Serve cafezinho, também?]mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script [Né por nada não, mas aquele àqueles lá de cima tá me cheirando a Twitess. Se ela craseou aqui embaixo, deve ter craseado lá em cima porque... sei lá, simetria? Beleza plástica? Mas essa crase daqui tá certa. Lá nos imrriba é que mora o problema!], digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts [Se considerarmos que script é uma entidade que segue, faz cafezinho, lava, passa, cozinha e chuleia, por que ele não haveria de se tornar consumidor numa sociedade capitalista, né?] . E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar” [hummm... crítica construtiva, né? que bom que ela aprende assim... ENTÃO APRENDE A ESCREVER, AMEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!] , afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter [é uma forma de ensinar aos scripts as prendas do lar, né?] . E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais. [Genteeeeeeeeeee!!! A twitess é uma moça booooouuuuuuuuaaaaaa!! Ela testa as coisas para outrem! Ah, quérida, eu tenho aqui um chazinho que não sei se tem arsênico ou não. Testa pra mim, por favor?]“
(…)
Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o 'script']. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’[Taí um caso de simetria de bosta! o texto tá mal-escrito lá em cima e encerra com chave de ouro pratabronzeGalvão Bueno latão! e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual".
'Bora reescrever a bagaça:
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. "Acredito que os que entendem o real uso do Twitter me vêem como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula", diz.
Ela usou o método do "script"-vírgula, que adiciona muitas pessoas em pouco tempo na esperança de que os internautaS retribuam o ato. Hoje, ela segue, em seu perfil, mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
"Aos que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar", afirma. "Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais."
(...)
Já Tessalia vê problemas em "pessoas que não sabem usar [o 'script']. Mas-sem vírgula com o tempo-sem vírgula e com o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa não mais serão tidas como ‘monstros’-vírgula, e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.
Mais uma carta da professora Ju, a Dora Avante deste Caldeirão. Eis que nossa amada mestra adotou um gatinho que lhe entrou pelo cano da casa (se não me engano, foi pela calha). Francisca (/amante e protetora dos bichinhos indefesos) que é, Ju adotou o bichano, a quem mui apropriadamente batizou de Chico.
Pois agora Chico divide o doce lar da Ju com Lara Maria, Rebecca Cristina, Nani e Caco – os dois últimos espécimes dotados de duas patas e advindos da barriga da Ju; já as duas primeiras tratam-se de autênticas representantes da raça canina.
Mas, enfim, Ju foi comprar comida pro Chico. Não é lá muito íntima de cuidados com felídeos, e correu pra primeira opção de ração para gatos que encontrou na frente. Olha que a opção aparentemente não era pouca coisa: Whiskas Sachê.
Influenciados que somos pelo universo da propaganda, acreditamos todos que Whiskas Sachê é uma boa opção de alimentação para os bichaninhos, né? Mas Dona Ortografia discorda um pouco disso.
Vou abstrair a relação de 13 benefícios, pois para isso precisaria de um pós-doutorado em numerologia, e eu não estudei inutilidades. Atentarei apenas para os pedaçinhos suculentos.
Pensando bem, é melhor enviar amostras do produto pra Vigilância Sanitária. É que é fácil tentar imaginar o que contém um pedacinho de ração. Mas eu tenho muito medo do conteúdo dos pedaçinhos de ração…
Tá. Esse vídeo não tem lá muito porquê de estar aqui. Deixa eu arranjar uma desculpa que não seja tão malcriada quanto O caldeirão é meu e aqui eu publico o que eu quiser, seu mala!
Hummm… Ah! Já sei! O cabra daí de cima dá bons exemplos de forma pouco ortodoxa, que nem esta bruxa que vos fala! O quê? Não gostou da desculpa do parágrafo anterior? Então, sirva-se do conteúdo do primeiro parágrafo, faz favor!
Na verdade, o motivo de eu publicar esse vídeo daí de cima aqui é pra poder prestar uma homenagem ao meu lindo avatar adaptado pelo Paulo de Loyola, a professora Cudi Ampola, da Turma do Fudêncio.
Essas coisas me tiram tanto as forças que eu nem consigo encontrar a barra de espaços no teclado…
A ameba em questão resolveu comentar este post aqui. Deu, como endereço de site, o “goolge”. Ok, erro de dedo. Não vou encher o saco. Mas se ele tivesse parado por ali, estaria tudo bem. O negócio é que ele não parou…
A ameba resolveu me pedir requezas de detalhes. Requezas, gente, ele me pediu requezas! Com E !!!!!!!!!!!!!!!
Mas ainda que seja a madrasta do texto ruim, eu sou uma mulher boa, muito boa. Ele quer exemplos? Pois lh’os dou!
Como muito bem gostava de explicar o Ronald Golias, em português nós temos o mas, mais e más (no vídeo aí acima, aos 50 segundos. Miacabaaaaava com o Golias!). E ele ainda dava exemplos: Eu ia lá mas não vou mais; elas são más.
O mas é conjunção adversativa. Indica que suas idéias iam prum lado e resolveram tomar outro rumo: Ele é bonito, mas tem uma verruga no nariz. É o mas que deveria ter entrado aí na sua frase, viu, ameba?!?!?
O mais indica adição: Golias tinha uma esposa e mais duas namoradas.
E quanto às requezas de detalhes que você pediu, não vou nem me dar ao trabalho de acordar tio antônio de seu cochilo gostoso, viu? Tome tendência e vá fazer ditado pra aprender a escrever direito, oras!
(É cada um que me aparece por aqui, que francamente…)
Taí uma coisa que a gente acaba aprendendo com esse caldeirão: cada morto é um morto diferente.
Temos os mortos catarinenses, que contraem doenças mesmo após o decesso; os mortos argentinos, que se deslocam da Suíça até o Rio Grande do Sul 23 anos depois de seu desfecho fatal para dar uma palestrinha, e temos os mortos cariocas, que morrem duas vezes – né, jornal O Globo?
Antes de apresentar os mortos em questão, vamos aos créditos: esse link me chegou pela @lelezinga, que por sua vez o recebeu da @gabgalvao, que piou a hitória aqui. E, finalmente, os deuses do printscreen baixaram primeiro neste blog aqui, de onde eu copiei a imagem tchutchuca daí de cima.
É claro que isso foi obra da correria, e já foi consertado. E é justamente nessas horas que os ectoplasmas suínos apelam aos deuses do printscreen.
Mas aí eu fico pensando: os cabras da notícia já tavam mortos quando foram (re-)vitimados pelo tiroteio de Jacarepaguá? Ou será que eles estavam vivinhos da silva quando foram… er… mortos? Pô, o título dá margem a essas interpretações! E, no que depender da precisão das notícias d’O Globo, a violência no Rio de Janeiro é tanta que lá é capaz de as pessoas morrerem duas vezes, mesmo! Vítimas de balas perdidas diferentes, ainda por cima!
E, ao se ampliar a análise pra imprensa brasileira, os mortos são capazes de muitas coisas, né?
Ah, acho que vou ficar com essa… qualidade dos mortos cariocas: a de morrer duas vezes!
E o jornal O Globo que se entenda com o Chuck Norris depois! Que eu saiba, só Chuck Norris tem esse poder de matar duas vezes… e com Chuck Norris não se brinca!
Alguém, pelamordedeus, controle essas amebas escreventes! Pô, não é fácil cuidar do feiticeirinho e ver um monte de ameba pululando na sua frente! Vou ter que andar com borrifador de vinagre fervente preso na cintura pra ver se adianta alguma coisa!!!
Vejam vocês a pérola de Deus-sabe-o-quê que a Professora Ju (que muito bem se assinou ectoplasma de plantão) mandou pro meu e-mail. É um texto com sérios problemas psicológicos de personalidade e de sexualidade, muito ameaçador e mal-assombrado. Fala de uma toba, só definida no quarto parágrafo, que será inaugurada em Campinas (SP) em setembro. Segundo o texto, é uma Cubo. Mas vamos acompanhar o primor de redação:
Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado [Pronto! Começou bem! Nego tá tão acostumado com lugar-comum pra tapar buraco em texto, que trata os negócios que nem pedaço de pão pra calafetar dente cariado! Bosta, se o empreendimento é único, me digam prá quê ele precisa se diferenciar dos outros? Se ele é "diferenciado" (quanto deu o resultado do cálculo diferencial?), é porque ele nasceu igual aos outros e foi... er... diferenciado a posteriori - ou eu estou errada?] . Baseado nos conceitos de música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão, o local reúne esses quatro elementos [Eparrê-iansã! Que reza braba, sô! O Conceito transubstanciou-se em elemento? Isso sim é que é milagre do Espírito Santo! Fazer uma virgem conceber sem pecado não é nada diante da transformação de QUATROOOOO conceitos em QUATROOOOO elementos!!!] em uma atmosfera sofisticada e inovadora [taí outra palavrinha que de tão mal-empregada tornou-se extremamente vulgar. Cara, uma inovação é um troço sério à beça! Considero uma inovação digna do título, por exemplo, a telefonia celular. Se antes você não tinha como se deslocar enquanto falava ao telefone, a tecnolgia celular lhe conferiu esse poder. Aí, sim, tivemos um novo conceito em telefone: você não só pode transmitir sons à distância (daí o nome tele-fone), como também pode fazê-lo enquanto estiver em movimento. Mas qual é a inovação do Cubo em questão? Aliás, de que se trata esta toba, meudeusdocéu?] jamais vista na cidade. [É fácil saber quando o texto tá uma bosta. É só comparar a quantidade de texto em vermelho e a quantidade de texto em azul. Se tem mais azul que vermelho, é porque a redação me dá margem de sobra pra desancar... mas vamos ao parágrafo seguinte. Soframos:]
Tecnologia digital mesclam as cores dos leds em forma de cubos, sistema de VU nas paredes que interagem junto com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários.
Com capacidade para 350 pessoas, a casa possui uma localização estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente uma interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.
Reforçando estas características, a Cubo será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.
A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.
Em breve!
Tecnologia digital mesclam[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!! A tecnologia digital mesclam? Dona concordância nominal continua de férias? E volta quando, meu Deus?] as cores dos leds em forma de cubos[bom, até agora conseguimos descobrir que os cubos do local serão formados por luzinhas projetadas graças às manobras propiciadas por dona tecnologia digital. Mas onde, quando e por que ainda não sabemos... paciência, pois] ,sistema de VU[não sei o que é VU. Mas esse texto causa uma grande VA (vergonha alheia) nos leitores]nas paredes que interagem junto[FUJAAAAAAAAAMMMMMMMMM!!!!! É ASSOMBRAÇÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!! As paredes interagem junto? Isso é assombração pleonástica! Só pode ser! Pleonasmo, se você não está ligando o nome à pessoa, é aquela figura de linguagem que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como uma interação junto, por exemplo. Estou para conhecer a interação em separado...]com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários.[Muito medo dessesound systemque dispensa comentários. Gostaria de saber mais detalhes sobre o sistema de som, mas acho que as assombrações pleonásticas não permitiram sua versão para o português fluente, né mesmo?]
Com capacidade para 350 pessoas [Bom, se a casa tem capacidade pra 350 pessoas, presume-se que seja um local de festa, ou boate, ou danceteria...], a casa possui uma localização [outro caso de verbo mal casado com o substantivo. Quer dizer, então, que entre as suas posses você pode incluir uma localização? Localização é uma coisa que você compra? Que eu saiba, fica mais bonito trocar ou ter uma localização... mas vamos deixar isso prá lá. Dos males o menor.] estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente [gosto muito dessas amebas que deixam suas ganas de controle total nas entrelinhas. Elas são tão legais que até permitem que o queridocliente faça isso ou aquilo. Mais que isso, elas não permitem, não! E quem tentar vai pro castigo por desobediência! Oras... cliente bom é cliente obediente e controlado!] uma interação total [Mas aqui não dá pra relevar! Alguém pode, por favor, me explicar como é que os ambientes reservados interagem de forma total?] com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público. [Pronto! Tá vendo só? Ôestilozinhodemerda, sô! "Satisfazendo com perfeição" é um "atendendo às necessidades" mais pernóstico, né não? Ou um papel higiênico com folha dupla e macia!]
Reforçando [NÃÃÃÃÃÃOOOOO!! Gerúndio NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!] estas características, a Cubo [o local em questão já nasceu hermafrodita. Tem dois sexos, o... empreendimento (taqueopa...). Bem melhor ficaria se tivesse um complementinho pra dar uma liga, como "a boite Cubo", ou "a danceteria Cubo". Faria mais sentido, né? Do jeito que tá denuncia hermafroditismo! A não ser que isso seja apenas um golpe de marketing para trazer a Lady Gaga pro Brasil! OK, desculpem, piadinha péssima essa...] será o responsável [viram só? Fica difícil saber se o tal do Cubo é menino ou menina!] por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube [Táqui! Táqui! Táqui!!! É um clubeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! No QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARTO PARÁGRAFOOOOOOOOO a gente descobre que a toba é um clube! Então, 'bora chamar de "Cubo Clube"? Assim fica lindinho!] abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.
A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.[Temor das noites campineira. Nessas noite, as paredes interagem junto em ambientes inovadores, diferenciados e mal-assombrados! Fujam para as montanhas!!]
Em breve! [E eles ainda ameaçam você! Se você não fugir a tempo, a Cubo chega e bota as paredes pra interagir junto! Cuidado!!!]
´Bora reescrever a toba:
Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado. O clube reúne música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão em uma atmosfera sofisticada e inovadora [vamos combinar que esse inovadora é dispensável] jamais vista na cidade.
Graças à tecnologia digital, as cores dos leds são projetadas em forma de cubos na pista. Além disso, o sistema de VU nas paredes faz com que elas interajam juntocom a equalização das músicas. O local ainda conta com um aquário iluminado por leds, que fica no bar, e um sistema de som bem poderoso.
Com capacidade para 350 pessoas, a localização da casa é estratégica e de fácil acesso-ponto. O clube também dispõe de ambientes que, embora reservados-vírgula,conferem ao cliente interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.
E para reforçar tais características, o Cubo Clube será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.
O Cubo Clube inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineiraS.
Em breve!
E que fique registrado que o texto foi reescrito com uma das mãos ocupadas (o feticeirinho tava no meu colo cochilando depois de mamar…). Ou seja: não é nem um pouco difícil escrever direito, viu?
Miguel não gostou da música do Victor e Léo pela qual estou a me desmanchar, e ainda me acusou de estar melosa demais com a chegada do feiticeirinho. Por cometer tamanho insulto contra esta bruxa que vos fala, eu mandei ele lustrar todas as pratas da casa. Ele fez tudo – tá uma beleza a prataria, precisa ver só.
O problema é que ele executou o trabalho-castigo resmungando o tempo todo que gostava mesmo era de coisa esdrúxula, como Alvarenga e Ranchinho. E toca a falar do drama da Angélica.
Abespinhada com o sofrimento da esposa de Luciano, corri ao Te dou um dado? para ver o que exatamente havia acontecido com a família do narigudo que não sabe crasear. E nada descobri. Que drama de Angélica era esse, afinal?
Foi então que tio Antônio veio em meu socorro, ao lembrar do significado primeiro de esdrúxulo (não sei se aí acontece disso, mas aqui de vez em quando a gente tem que correr pra decifrar as palavras dos serviçais, sabe?):
n adjetivo e substantivo masculino
1Rubrica: gramática. Diacronismo: obsoleto.
m.q. proparoxítono
2Rubrica: versificação.
diz-se de ou verso que termina em palavra proparoxítona
n adjetivo
Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.
3fora dos padrões comuns e que causa espanto ou riso; esquisito, extravagante, excêntrico
Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh…. então todos os versos terminados em proparoxítonas são esdrúxulos?!?!!? Ora, o primeiro poema esdrúxulo que me vem à cabeça é a boa e velha Construção, do Franscisquinho.
Em segundo lugar, vem outra letra de música que, a meu ver, é genial. E ainda mais genial ficou para mim quando eu descobri que ela foi composta em questão de minutos, dentro de um fusquinha, a caminho de um show da banda que mais tarde veio a interpretá-la. (E ai do meu faxineiro se ele resolver discordar de mim e achar que essa letra é uma bosta! Transformo ele em sapo pra ficar coaxando ao lado de Victor e Léo!)
Mas eu não sabia que havia uma terceira canção esdrúxula. Que revelou-se a primeira no quesito. Descobri a benedita ao jogar no Google, por recomendação de meu resmungante faxineiro, o Drama de Angélica.
Miacabeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei com o dama da pobre moça. E a bosta da música não me sai da cabeça! Acompanhem a seguir o Drama de Angélica, Construção e Robocop Gay, três esdrúxulos deliciosos. Com direito a youtube e tudio!
Esse post pode até acabar por aqui. Mas ele não se encerra, não senhor. Acompanhem o desenrolar dessa noite esdrúxula…
n adjetivo e substantivo masculino
1Rubrica: gramática. Diacronismo: obsoleto.
m.q. proparoxítono
2Rubrica: versificação.
diz-se de ou verso que termina em palavra proparoxítona
n adjetivo
Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.
3fora dos padrões comuns e que causa espanto ou riso; esquisito, extravagante, excêntri