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O processo de LadiDianificação de Fernando Haddad

segunda-feira, abril 15th, 2013

Zifio, vá estourar muitas pipocas, porque esse texto vai ser longo. Mas eu prometo que você vai saborear cada palavra dele! :P

Vejinha São Paulo causou muito ontem. E se você pensava que o must do domingo foi Sophia Alckmin com a declaração

sophia

você se enganou rotundamente! Isso daí é pinto perto da reportagem cometida por Maurício Xavier (que eu já suspeito ser Lucas Celebridade disfarçado!)

Com o título “O que mudou na rotina da rua onde mora Fernando Haddad” e o subtítulo “Depois da eleição, moradores da Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, recorrem com frequência a vizinho ilustre”, a coisa (permitam-me o uso desse substantivo genérico. Grata.) abre com essa montagem medonha, que prenuncia algo entre o brega e o inacreditável. O texto se concretiza ora como um post de Lucas Celebridade, ora como pauta de tabloide britânico que vai escarafunchar todos os microdetalhes da vida de um anônimo recém-alçado à fama. Mais ou menos como fizeram com Lady Diana Spencer.

abrehaddad

De fato, esse texto me consumiu muito ontem. A princípio, achei q foi obra de hacker petralha pra acabar de vez com a reputação da Veja. Sua leitura foi quase sadomasoquista. eu me revezava entre a gargalhada histérica e inúmeros facepalms de profunda vergonha alheia do texto cometido. Mas depois de superar o sofrimento e os julgamentos morais, descobri um grande prazer proibido nessa reportagem. É que o texto tá que nem a novela Salve Jorge: tá tão ruim, mas tão ruim, que ficou ótimo! E o lance é multimídia, porque as foteenhas também são de um primor que nos leva quase ao Nirvana.

Daí que eu decidi não mais sofrer de vergonha alheia com esse texto, me entreguei à sua alma e venho aqui partilhar com todos vocês os prazeres proibidos de um texto ruim. E Não, não sofram com manipulação política! Isso é coisa tão pequena diante da grandeza desse texto, que não vale a pena mesmo! Venham comigo que eu lhes guio por esse mundo novo de prazer pelos caminhos de satanás ah, deixa prá lá.

Então, pegue um guaraná pra acompanhar sua pipoca e vamos lá:

O que mudou na rotina da rua onde mora Fernando Haddad

Depois da eleição, moradores da Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, recorrem com frequência a vizinho ilustre [esse subtítulo foi uma tentativa de transformar o prefeito de São Paulo numa espécie de Grande Síndico da Afonso de Freitas. Vamos acompanhar, porque o texto não consegue provar sua tese]

12.abr.2013 por Mauricio Xavier [é você, Lucas Celebridade? Beijo na alma, seu lindo!]

Na noite de 27 de janeiro, uma bomba movida a óleo diesel instalada pela Sabesp trabalhava em velocidade máxima para drenar um vazamento na Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, na altura do número 687. Sem conseguir dormir por causa do barulho ensurdecedor, um grupo de vizinhos apelou para as autoridades: tocou o interfone de um apartamento no 11º andar do Edifício Panorama, que fica ali nas redondezas.[Nossa, que primeiro parágrafo cheio de loucas aventuras e emoção! Mas quem será o morador do 11º andar do Edifício Panorama? Super-homem? Batman? Homem Aranha?]

O endereço não abriga o escritório da companhia de água e esgoto do estado, mas a residência do prefeito Fernando Haddad. [aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, meu herooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii desculpem, esse texto é puro êxtase.] Alertado, ele deixou o prédio por volta das 6 da manhã e desceu um quarteirão para constatar a balbúrdia provocada pela máquina [Primeira falha do texto: não descreveu os trajes do prefeito nesse momento. Ele trocou de roupa? Foi de pijama mesmo, ou ao menos pôs um roupão por cima? Ou às seis da matina ele já estava acordado, lépido, fagueiro e sempre alerta a zelar pela cidade de Metrópolis Gotham City Nova Iorque São Paulo?] . “Em poucas horas apareceu uma tropa de funcionários e, no fim do dia, tudo estava resolvido”[...e todos viveram felizes para sempre!], lembra o autônomo Ricardo Rosales, que teve sua casa alagada.[... menos o zifio em questão, que teve a casa toda alagada. Ah, Haddad, que coisa feia, seu culpado!]

O episódio mostra como mudou a rotina da pacata via da Zona Sul [A frase definiu uma rua de são Paulo como pacata. Daí dá pra tirar o que nos aguarda...] desde 1º de janeiro, quando um de seus moradores assumiu o comando da cidade. O vizinho ilustre é assunto recorrente nos bate-papos de padarias, salões de beleza e pontos de táxi[Mas é claro! Se a rua é pacata, funciona como uma pequena cidade do interior, onde todos se conhecem e tomam conta da vida uns dos outros. Mas será que eles serão bem-sucedidos na tarefa de tomar conta da vida do prefeito? Vamos acompanhar!] . Durante a campanha eleitoral, a presença constante de fotógrafos e jornalistas por ali já indicava que a vida naquele lugar não seria mais a mesma. E foi o que aconteceu.

Pouco mais de dois meses depois da posse do prefeito, dezenas de ciclistas se reuniram na frente do seu prédio para um ruidoso protesto por mais segurança. Na ocasião, Haddad não estava presente. Seu filho, Frederico, de 20 anos, acalmou a multidão com a promessa de que o pai os ouviria em breve[EXTRA! EXTRA! Temos uma notícia (oi?) aqui: o filho de Haddad, o Sucessor do pai, também tem vocação em liderar multidões! E isso é tudo o que ele faz na rua onde mora...] “Se querem reclamar, por que não vão até a prefeitura?”, diz Lígia Chedid, do apartamento 32 do Panorama. [Guarde esse nome: Lígia Chedid. Vai ser necessário mais adiante...]

O edifício transformou-se no epicentro desse frisson [o epicentro do frisson. Uau, que tudo!] . Os moradores ainda ficam impressionados ao cruzar com algumas figuras conhecidas no corredor[Gemt, o edifício Panorama está a-con-te-cen-do socialmente!] . “Há poucos dias vi a ex-prefeita Luiza Erundina entrando pelo saguão”, conta a síndica Roseli Rodrigues. O próprio Haddad é abordado com sugestões para a gestão — a maioria de envergadura similar a “arrumar a calçada da frente”.[a envergadura de arrumar a calçada da frente. SIm, eles escreveram isso...]

[Agora concentre-se, pois vou exigir muito de sua imaginação. Pare de comer suas pipocas e leia o próximo parágrafo com muita atenção] Não raro, há quem exagere nos pedidos. No mês passado, por exemplo, uma reunião de condomínio debatia animadamente a possibilidade de solicitar ao prefeito a antecipação do horário de recolhimento do lixo no bairro, mudando a regra que vale para toda a cidade. Motivo? Otimizar a escala de trabalho de um funcionário. [Agora respire fundo, bem lentamente. Depois, expire fundo mais lentamente ainda. Repita esse processo mais duas vezes, e bem calmamente tente imaginar a cena descrita acima: dez ou quinze pessoas discutindo o que fazer com os cestos de lixo do prédio, e o tamanho da responsabilidade do prefeito acerca do assunto. Imaginemos que a aposentada do terceiro andar, aquela dos gatos, foi quem sugeriu a troca de horários, e a ideia foi acatada por todos os desocupados do prédio. Agora imagine o gerente de vendas que mora no sétimo andar (e que age como se fosse CEO da empresa) afirmando categoricamente que não tem nada a ver esse lance de regra, já que o prefeito é vizinho, e ele tem poderes especiais. Vou assumir que nenhum dos moradores do 11º andar estava presente, caso contrário já teriam feito a sugestão diretamente pra mulher do Haddad]

“Eu expliquei que era inviável e, mesmo assim, sugeriram que ele poderia abonar a multa”, diz Roseli Rodrigues. Nada disso aconteceu.[aí chega a síndica e chama todos de volta à razão, e o seu transe acabou. Essa síndica tem noção de mundo, muito racional. quase um peixe fora d'água nessa história. Num curti ela, não!]

 Morador do prédio há vinte anos, Haddad era síndico em 2002, quando tentou, sem sucesso, comprar o terreno ao lado para ampliar as vagas da garagem[PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARA O MUNDOOOOOO!!! HADDAD FOI SÍNDICO! E o repórter não arranjou UMA VIV'ALMA SEQUER pra acusá-lo de ser ladrão! (porque, né? Reunião de condomínio é um evento cármico-cósmico cuja conexão holística com o universo se dá no momento em que um dos condôminos chama o síndico de ladrão!)] . Sua “obra de vulto” à época envolveu a implantação de uma academia de ginástica [OK, dou um tempo pra você gargalhar com o "obra de vulto". Não, não se irrite com isso, não vale o fígado. Ria, mas ria muito. E guarde essa informação da acadimia assim como você guardou a informação de dona Lígia.] . A proximidade com o paulistano famoso também serviu para criar uma fervorosa base eleitoral. No segundo turno da disputa para a prefeitura, Haddad teve apenas 28% dos votos no distrito da Vila Mariana, que engloba o bairro do Paraíso, tradicional reduto do PSDB.[Agora vocês tentam me explicar essas duas últimas frases. ele conquistou eleitorado ou obteve pífios 28% dos votos na Vila Mariana?]

Agora, vamos reunir as informações Dona Lígia + Acadimia do sindicão e deixo com vocês a foteenha abaixo pra vocês se deliciarem. Não se apressem em passar por ela.

Dona Lígia causando na acadimia

Dona Lígia causando na acadimia

CALMA, DEVAGAR! Não se apresse em definir o melhor dessa foto. Faz assim: eleja um detalhe de cada vez como seu preferido, e siga em frente. E, se você mora em são Paulo, vá logo rezar um padre nosso e uma ave-maria pela alma da vice-prefeita Nádia Campeão, porque dona Lígia era uma espécie de Nádia Campeão do Edifício Panorama. A legenda original da foto diz que:

Síndico em 2002, o hoje prefeito deixou seu legado para o prédio onde mora:  [Atenção para o legado de Fernando Haddad no edifício Panorama:] uma academia de ginástica, o principal orgulho de seus vizinhos [O point onde dona Lígia acontece socialmente. Oi, cabô suas pipocas? Vai estourar mais, porque não cheguei nem à metade!] . “Ele ainda planejava construir um jardim na entrada, mas aqui só mora idoso, ninguém quer aprovar nada”[A oposição do Edifício Panorama é muito passivona! ninguém aqui aprova nada! Nem minha roupitcha de ginástica!, reclama Lígia Chedid, que ocupa o apartamento 32 desde 1979 e atuou como conselheira (são três, segundo o estatuto) durante a “gestão Haddad” no Edifício Panorama. (Foto: Lucas Lima) [aí Lucas, tá de parabéns essa foto! Não sei se você sugeriu à Dona Lígia a pose e ela aceitou fazê-la prontamente, ou se foi dona Lígia que lhe sugeriu a pose e você aceitou a ideia prontamente. Imaginei ambas as situações e senti o mesmo medo.]

[Mas voltemos ao texto! Temos mais fotos, mas vamos beeem devagar! Prá quê pressa?] O cenário [de medo, pavor, classemédiasofrismo e um vizinho querendo aparecer mais que outrono Panorama, onde vive com sua mulher, Ana Estela, e os dois filhos, foi diferente.[detalhe: o texto volta a falar da votação de Haddad no microcosmo Panorama] “Achava que nunca apoiaria o PT, mas mudei de ideia com o Fernando”, afirma a aposentada Maria Aparecida Sallum. “Votei no partido pela primeira vez na vida”, diz Lígia Chedid[Mas cejuuuuuuuuuura, dona Lígia? Olha, num tem quem diga, viu?] . No comércio local, o prefeito é figura carimbada[Opa! A vizinharada já se exibiu até não poder mais à Veja, hora de estender a Vergonha Alheia à rua! E nada melhor pra mudar de ares do que usar um clichezão básico, né?]. Na Padaria Cecilia, costuma sentar-se ao balcão para traçar um sanduíche de queijo com mortadela e uma xícara de café. “Ele é simpático, conversa, mas o acho um pouco tímido”, conta o gerente Gerenaldo Lima. [Momento nhóim: Haddad é simpático, mas tímido. Uma verdadeira Lady Diana da Vila Mariana, gente! E pelamordedeus, ignorem o nome do gerente.] 

Esse é o sanduíche de mortadela que o Haddad come sempre. Mas já prometeu casar NÃO PERA

Esse é o sanduíche de mortadela que o Haddad come sempre. Mas já prometeu casar NÃO PERA O must da foto é a cara de orgulho com que os dois exibem a noiva digo o sanduíche. De novo, Lucas Lima: tá de parabéns a foteenha! (O Gerenaldo é o da esquerda, antes que perguntem. O da direita é o dono da padaria)

A poucos metros dali, a Sapataria Veneza ostenta calçados da família pelas prateleiras[esse é um dos meus trechos preferidos! Acompanhemos] . No último dia 2, uma das botas da primeira-dama estava na fila do serviço [E ZÁS! TEMOS OUTRA INFORMAÇÃO RELEVANTE! O Filho contém multidões e a mulher leva botas para serem consertadas na esquina! Gente, como a família Haddad é um manancial de notícias relevantes, não?]. “Os sapatos dele são engraxados a cada três semanas”[num disse? num disse? Já imagino as manchetes: "Haddad engraxa os sapatos a cada três semanas e come de forma tímida um sanduíche de mortadela" <-- ó a perfeição da manchete!!!], diz o sapateiro Edson Silva. Outro ponto já requisitado foi a Oficina Mecatron. “No ano passado, eles deixaram um Toyota Fielder para trocar a bateria, por 200 reais”, lembra o dono Cesar Parra.[TERCEIRA INFORMAÇÃO RELEVANTE DO TEXTO! O prefeito teve que trocar a bateria do carro! E aqui o repórter falha fragorosamente na comparação de preços! Quanto custaria a troca de uma bateria na Zona Leste, reduto petista? Essa bateria do carro do Haddad equivale a quantos quilos de tomate? Tá, parei].

Momento foteenha: o sapateiro e a bota de Dona Estela.

Observe a foto acima e procure o chicote. Tá, parei.

Observe a foto acima e procure o chicote. Tá, parei.

[Aí você deve estar pensando assim: como é que esse texto vai acabar? Eu também pensei nisso. Sofri com isso, até. Tá faltando algum ingrediente nesse troço, né? Senão, vejamos: temos tomação de conta da vida alheia, vizinho babando ovo, vizinho querendo aparecer mais que outro... tá faltando intriga e fofoca, né?

Pois então eu te conto que esse texto concluiu-se de forma tão épica que só me resta chorar de emoção:]

Mas nenhum estabelecimento da área tem mais recordações que o Salão Primus, onde o prefeito cortou o cabelo por dezenove anos. Na campanha eleitoral, entretanto, o então candidato passou a frequentar o badalado Celso Kamura, na Rua da Consolação. A decepção pela perda do cliente é grande. Tanto que a data da última visita está na ponta da língua: 3 de janeiro de 2012. “Espero que ele volte um dia”, suspira o dono André Ribeiro. “Notei pela televisão que Haddad perdeu cabelo nos últimos tempos, está com entradas. É bom ficar atento.”

[barbeiro recalcado por perder o cliente para Celso Kamura denuncia: Haddad tá ficando careca! É-PI-CO! SIMPLESMENTE É-PI-CO! Mal posso esperar pelo comentário de Celso Kamura a respeito. E olha que desde o blazer rosa chiclete Ping Pong que o Kamura tá calado, vem bomba por aí...]

 

Moral da história: o prefeito, que começou a ser apresentado como um síndico da rua Afonso de Freitas, acabou traçado como uma pobre e indefesa criatura, tímida às vezes, mas que é o herói dos vizinhos (à exceção de seu André da Barbearia, mas deixa pra lá, né?).

O texto não foi bem sucedido em outras duas frentes: falar sobre a Carolina e Sticky, respectivamente filha e cachorro de Haddad. E olha, faltou um cachorrinho cuticuti nesse texto! O Lucas Lima bem que podia ficar à espreita pra ver se os donos do Sticky catam o cocô da rua ou deixam na calçada pros outros pisarem! Uma pauta e tanto, lamentavelmente perdida!

E lembrem-se, moradores da rua Afonso de Freitas:

Com Veja [pausa dramática de cinco segundos] VOCÊ ACONTECE EM SÃO PAULO!

 

Anônima só que não

quinta-feira, novembro 22nd, 2012

Antes de mais nada, peço milhões de desculpas à pessoa que me enviou esta teteia. Eu fiquei empolgadíssima pra postar, mas estava enrolada, copiei a imagem no meu desktop e simplesmente me esqueci… E me esqueci de tudo: não só de fazer o post como quem foi o dileto ectoplasma suíno que me enviou a imagem!

Então, meu caro / minha cara: se foi você, manifeste-se, por favor! Autorizo-lhe, inclusive, a me dar algumas chibatadas… :D

Mas vamos ao que interessa:

Impossível não amar a imprensa brasileira, gente!

Essa coisa maravilhosa (por favor, refiro-me ao texto! A notícia é tenebrosa, credo-cruz!) que eu vou mostrar pra vocês veio da cidade de Viana, no Espírito Santo.

Acompanhem o drama:

A tia, Luciana Batista Moreira, de 32 anos, teve a identidade preservada. Só que não…

Parabéns aos envolvidos! \o/

E o ânus sempre acaba (mal) usado, coitado…

terça-feira, outubro 30th, 2012

Vergonha alheia. Mau gosto alheio. Falta de noção alheia. Tudo alheio. Inclusive a boa imagem do queridocliente. [suspiro]

 

Vou republicar este post de 2009. Só pra atualização.

Primeiro, fiquemos com o texto original de 2009:

 

Isto chegou-me no Twitter via Flávia Durante.

Não me canso de dizer aqui que amebice publicitária é sempre obra coletiva. O primeiro jênio tem a ideia, daí vem outro pra executar, outro pra apresentar ao queridocliente e duas ou três amebas-cliente para aprovarem a bagaça. Formação de quadrilha, portanto.

Não sei se  é o caso de compadecimento ou de vergonha alheia das amebas que inventaram essa coisa em forma de publicidade. Aliás, me digam se o queridocliente pagou para ter uma imagem positiva ou negativa nesse reclame(/expressãovelha), porque nem isso ficou claro. O que ficou claro, aliás, claríssimo, nessa obra, foi o palavrão. Que não seria de bom tom nem se a peça em questão tivesse como público-alvo a parada gay. Como se homossexual gostasse de agressão gratuita e de palavras de baixo calão só por ser homossexual…

[suspiro...]

E agora, a atualização tonitruante, com igual probleminha de separação inadequada de palavras, via João Márcio no Faceboook:

 

Conclusão:

Berra a cabra, berra o bode, sempre acaba sobrando para a região retrofuricular, como diriam os cassetas…

Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012

Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem um troço desses

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…)

Por que me ufano de Merval Pereira

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

Aqui neste blog ninguém fala mal de Merval Pereira!!! Eu não deixo!!!

Um cara que me garante média máxima em Linguística não deve ser blasfemado!

Tudo começou no ano passado, com o quiproquó do livro do Mec, lembram?

Resumo da ópera, em uma frase e uma imagem: Oposição (mais Merval e Sardenberg) chiaram com a publicação do conteúdo da imagem abaixo porque nos microneurônios deles isso aqui é ensinar o aluno a falar errado:
(só mais uma informaçãozinha: esse livro é destinado ao ensino de Jovens Adultos)

Daí que Carlos Alberto Sardenberg resolveu pedir a Merval que tecesse seu sábio comentário a respeito desse livro.

E foi esse comentário que eu e minhas colhégas apresentamos como trabalho final do curso de Linguística. Tiramos dez.

Mas o que que você fez, Bruxa?

Eeeeeeuuu? Ah, fiz nada de mais, não!  Só editei um videozinho… :D

 

Ou seja: NÃO FALE MAL DE MERVAL PEREIRA AQUI NESTE CALDEIRÃO!!!

Cada blog tem a Nicole Bahls que merece, néam? ;)

(Se você quiser saber um cadim mais a respeito de língua padrão e língua não-padrão, dê uma passad’olhos neste texto aqui.)

Adivinha…

quinta-feira, setembro 6th, 2012

… que jornal escreveu essa pérola aí de baixo:

Diquinha básica: começa com F, é de São Paulo, e tem uma catiguria exclusiva aqui no Caldeirão…

Pra quem não sabe onde está o erro, o verbo correto é apropRiar.

 

PORRA, FOLHA!

#prontofalei

Subjuntivo, esse modo ignorado no prédio da Barão de Limeira

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Enviado pelo dileto ectoplasma Luis Alacarini via Fêicebúque.

Mais um daqueles posts no qual eu sei nem por onde começar. Vou tentar começar explicando alguns modos verbais.

Porque, né? Quando você quer contar uma ação que não avente dúvidas ou questionamentos, seu modo é o indicativo.

Como o próprio nome dá a dica, ele indica a coisa que rola/vai rolar/já rolou:

Eu sou

Fulano nasceu

Beltrana morrerá de curiosidade.

Mas se a sua praia for a dúvida, ou o exercício da probabilidade/adivinhação, o modo que se adequa às suas necessidades é o subjuntivo. Ele não denota certeza nem indica coisa nenhuma, apenas fala de possibilidades e devaneios:

Que ele nasça bonito (ele ainda não nasceu, nem se sabe se ele vai nascer. Mas, quando isso acontecer, que seja assim)

Se eu estivesse em Paris agora (não estou em Paris, mas bem que essa possibilidade podia rolar, né?)

Quando eu tiver uma Ferrari (no remoto ou improvável dia em que isso acontecer -feat. senta lá Cláudia)

 

Isto posto,

ALGUÉM EXPLICA ESTA MANCHETE DA FOLHA DE SÃO PAULO, CACETE?!?!?

 

Não é certeza que o servidor vá manter a greve. Ele pode manter ou não.

Quedizê: o servidor que MANTIVER a porra da greve vai ficar sem a bosta do reajuste.

 

NÉ, FOLHA?!?!?!

PORRA, FOLHA!!!

 

Vou mandar o subjuntivo invadir o prédio da Barão de Limeira pra detonar uma bomba gramatical lá dentro.

Ele vai entrar de sussa, pois ninguém dentro daquele prédio é capaz de reconhecê-lo, mesmo…

 

Da importância do acento agudo na leitura da Bíblia, ou: Senhor, não permitais que energúmenos leiam a Vossa Palavra!

segunda-feira, agosto 27th, 2012

 

E eis que o Pastor não sabe a diferença entre adultera e adúltera.

E se acha o fodão pra interpretar texto da Bíblia…

 

Por que ninguém me falou deste vídeo antes?

Só mesmo a Cíntia Nunes pra me enviar esta pérola…

 

O_o

Dorinha de mal com o verbo haver

quinta-feira, julho 12th, 2012

[suspiro]

Nada como uma bela escorregadela no Manoel (português) pra me fazer reabrir o caldeirão em grande estilo, néam?

Então, vamos analisar a tetéia (com acento, porque eu me apego muito aos acentos) recém-produzida pela Dora Kramer no twitter:

[outro longo suspiro]

Acho que vou fazer um postão que vai virar página especial, só com o verbo haver! Mas enquanto isso não acontece, vou contar um segredinho aqui:

Titicamente, quando o português ainda era um jovem e garboso mancebo e ainda tinha altas relações com o Latim, não tinha evoluído a ponto de criar um futuro do presente para seus verbos. (sabe como é, ele tentava passar de fase do game, mas morria antes, tinha que começar do zero, um saco….)

Daí que as pessoas usavam meique uma ameaça pra se referirem a um tempo que ainda estava por chegar. Mas pra isso, o verbo haver no presente do indicativo (antes que você pergunte: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão. Agradeça a  Tio Antônio!) frequentava geral as altas e baixas rodas da sociedade.

Então, como eu dizia, lá em priscas eras, nego dizia

Eu hei de chegar em sua casa amanhã / ele há de chegar em sua casa amanhã

Essa locução “haver + preposição de + [enfie aqui o verbo principal de sua preferência]  acabou trocando de ordem, e ficou assim:

eu [enfie aqui o verbo de sua preferência] +verbo haver, ou seja:  

eu chegar hei / ele chegar há  

daí pro

chegarei  / chegará

foi um pulo e um beijinho, beijinho, tchau, tchau pro agá.

O resto é história. E futuro do presente do modo indicativo.

Isto posto, a expressão a ser combinada com  [verbo enfiado de sua preferência] que terá valor similar ao da locução verbal ir+verbo no infinitivo (vou falar / vou fazer / vou acontecer) é a expressão haver de.

Isso, é claro, se você quiser deixar seu texto metido a besta – no que contarás com meu total apoio! Atoron! \o/

Então, Dorinha, sua linda, ou você cria rapidão um trocadilho com o verbo haver e esse verbo dar mal enfiado no seu tuíte ou você deleta seu post.

Mas eu já orei pros deuses do print-screen!

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 ATUALIZAÇÃO ÉPICA:

Observação tão maravilhosa do Flávio aí embaixo nos comentários que eu tive que subir o que ele escreveu:

Pode ter sido erro de pontuação:
1. Reclamar de Kassab? Quem? A Dê? (pode ser alguma conhecida da Dorinha que gosta de reclamar)
2. Reclamar de Kassab, quem? A Dê.
3. coloque aqui a “aversão” de sua escolha…

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#Bjomeliga

Tem coisas que só a Folha consegue fazer

quarta-feira, abril 11th, 2012

Sei nem por onde começar. Bom, deixa eu começar agradecendo ao Loyola que, além de produzir esse avatar fófis de Cudi Ampola que eu uso, ainda me manda coisas como a que estampará este post.

Gente, verdade seja dita: a capacidade da Folha de gerar posts para este blog tende ao infinito. E tenho que dar o braço a torcer: o jornal da Barão de Limeira tem todo um estilo próprio, intransferível e inconfundível pra fazer merda. E uma folhice é eterna, não prescreve.

Esta daqui, por exemplo, tem praticamente dois anos. Vamos acompanhar:

Homem que esfaqueou três em mercado de SP foi contido meia hora após ataque

AFONSO BENITES [faço questão de manter o nome do autor da teteia.]
DE SÃO PAULO

“Quem quer morrer?”, dizia o auxiliar de pedreiro que matou uma pessoa e feriu duas com uma faca de churrasco anteontem à noite num hipermercado de Guarulhos, na Grande São Paulo.[Tá. O texto até que começou legal. Eu distribuiria uns pontinhos no lugar das vírgulas que é pra dar pra respirar direito, mas isso realmente não vem ao caso. Próxima frase, por favor!]

José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro[Epa! Citou o nome do estabelecimento! Na boa, não havia necessidade. E, se o autor realmente fizesse questão de citar o local, que o fizesse de maneira mais formal, tipos: "o hipermercado Extra da avenida tal, no centro de Guarulhos], ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90) [.... e zás! Chegamos à nossa folhice em questão! Só tenho uma dúvida: isso aqui foi excesso de apuração ou jabá?].

Era dia de promoção –a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes)[RE-PI-TO: ISSO É EXCESSO DE APURAÇÃO OU JABÁ?!?!?!?!?!] . A loja estava cheia.

A primeira vítima foi o comerciante chinês Ding Yu Chi, 60, esfaqueado próximo à banca de tomates, ao lado da mulher. Sem motivo aparente, Araújo deu-lhe duas facadas na barriga. Afastou-se e voltou a esfaqueá-lo. Ao todo, desferiu oito golpes.

Ding andou por 30 metros e pediu ajuda. Seguranças disseram para ele se deitar no chão e esperar o socorro. Gemendo, no colo da mulher, dizia: “Não aguento mais”.

Uma poça de sangue se formou debaixo de seu corpo. Clientes começaram a gritar que um “maluco” tinha esfaqueado um homem. Seis mulheres desmaiaram.

A segunda vítima foi outro comerciante. Ele se deparou com Araújo, tentou fugir, mas foi ferido nas costas. Antes de fazer a terceira vítima (um fiscal do Extra atingido no abdômen), Araújo tentou esfaquear outro cliente, que jogou um carrinho de compras contra ele.

Pânico e correria duraram quase meia hora. “Quando começou a confusão, eu tinha acabado de passar minha primeira compra no caixa, às 20h41 [E ao chegar aqui nós percebemos que o zifio repórti peca por excesso, mesmo! O texto está muito bem escrito, com excesso de riqueza de detalhes!]. Quando acabou, eu terminei [Cejura que você terminou quando acabou? Que maravilha, isso, não? A conclusão que coincide com o término! Que grande revolução! Nego num pode elogiar muito um texto da Folha que eles vêm e pimba de novo, cacete!]. Eram 21h13″, disse a dona de casa Karina Marques, 31, exibindo o cupom fiscal com horários.

Um policial disparou dois tiros no meio da loja –mais gritos, mais pânico. Não o atingiram o agressor, que acabou detido pela PM.

A família de Ding estuda processar o Extra por omissão de socorro. Testemunhas dizem que ele sangrou sem parar na loja e só foi removido ao fim da confusão. Morreu ao entrar no hospital.

O Extra não divulgou cenas de câmeras internas. Em nota, informou ter “tomado todas as medidas cabíveis”. Também disse que acionou a PM, “lamenta profundamente o ocorrido” e se mantém “à disposição das autoridades”.

Preso, Araújo afirmou que era perseguido desde sua casa, em Guararema, a 40 km de Guarulhos, mas não disse quem o seguia. Segundo a polícia, ele não conhecia as vítimas. Na delegacia, disse não se lembrar de nada. Não parecia estar sob efeito de drogas nem alcoolizado.

A polícia ainda tem poucos dados dele. Só sabe que nasceu em São Bento do Una (PE) e nunca foi condenado. As outras duas vítimas passaram por cirurgias e não correm risco de morte.

 

O texto está realmente muito bem escrito. Tão bem escrito que eu aposto que o zifio era novo na Folha. Deve ter aprendido as manhas da redação e perdido toda a capacidade de escrever direito que Nossa Senhora da Boa ortografia lhe deu.

Mas aí eu fico pensando se esse jabá (Proposital? Inocente?) já não era um prenúncio ou, sem querer, uma compensação para o que aconteceria pouco mais de um mês depois

Enfim: PORRA, FOLHA!!!! SEU ESTILO DE FAZER MERDA É INIMITÁVEL, CACETE!!!!

Sarney, Millôr, a ordem invertida e a trolada épica – quando ainda não existia o termo “trolada”

segunda-feira, abril 9th, 2012

Deu na coluna do Jorge Bastos Moreno do último sábado, no Globo:

Túnel do tempo

O ano é 1985.

Morto Tancredo, Sarney assume definitivamente o governo.

Beletrista, o novo presidente da República reúne seu sacro colégio de ghost-writers, Josué Montello e Joaquim Campello à frente.

Cada palavra, cada frase, cada parágrafo, milimetricamente medidos, examinados com lupas.

Enfim, uma obra-prima, uma obra de arte.

O primeiro discurso do presidente acadêmico.

Sucesso total.

Como um parnasiano, Sarney, depois, lambe as suas palavras como a vaca lambe a cria, principalmente o ápice: “O destino não me trouxe de tão longe para ser o síndico da catástrofe“.

Dia seguinte, lá, no seu cantinho, como se fosse um mineirinho, Millôr, silenciosamente corrige:

A catástrofe não me trouxe de tão longe para ter o destino de síndico“.

Sarney quis matá-lo!

Deu pena do Demóstenes. Sério. (mas isso passa, não se preocupem! :D )

segunda-feira, abril 9th, 2012

Da série “texto bom é pra ser compartilhado”.

Ruy Castro de hoje, na Folha de SPaulo.

Se o Demóstenes Torres está (dizem) morrendo de vergonha, depois desse texto ele se mata, coitado…

 

Muito antes

No fim de seu reinado, que coincidiu com o fim do século 19, a rainha Vitória, da Inglaterra, foi apresentada ao projeto do submarino, um navio que viajava debaixo d”água e, de lá, disparava contra o inimigo. Vitória ficou chocada: “Quer dizer que o inimigo não verá nossa bandeira?”. Era um golpe baixo e ela não quis saber. Mas isso, claro, foi muito antes dos aviões-robôs.

No Campeonato Carioca de 1913, Belfort Duarte, jogador do América, pôs a mão na bola dentro da própria área e impediu um gol do adversário. O juiz não percebeu. Belfort se acusou e exigiu que ele marcasse o pênalti contra sua equipe. E ele marcou, para desespero dos meninos Vicente Celestino, Lamartine Babo e Mario Reis, que já eram torcedores do América. Mas isso, claro, foi antes de Maradona, Messi e outros que acham normal fazer gols com a mão.

Até 1950, as rádios americanas não admitiam tocar a mesma gravação mais de uma vez a cada 24 horas. “Imagine o ouvinte perceber que já ouviu aquele disco há poucas horas!”, eles alegavam. Mas isso, claro, foi antes do Top 40, da “payola” (jabá) e do roquenrol.

Nos anos 70, os clubes brasileiros não admitiam corromper seus uniformes com marcas comerciais. O que os torcedores diriam ao ver seus craques reduzidos a homens-sanduíche anunciando pneu, refrigerante ou óleo de carro? Mas isso, claro, foi antes de começarem a oferecer até o fundilho dos calções para imprimir marca de gilete ou de camisinha.

Em outros tempos, políticos e contraventores se mantinham a certa distância, sabendo que aquela intimidade era perigosa. Mas isso, claro, foi antes de o senador Demóstenes Torres (GO) e o empresário de caça-níqueis Carlinhos Cachoeira frequentarem as mesmas contas bancárias -e de, antes deles, muitos outros já terem feito o mesmo sem ser apanhados.

UOL: criança não é humano

terça-feira, março 13th, 2012

Basta ver este título aqui:

A manchete

Crianças começam a testar remédio para combate à aids desenvolvido pela Fiocruz

foi dispensada porque, obviamente, criança é uma coisa, e humano, outra.

Sem mais.

Detetivões 2 – Identifique a fonte anônima

domingo, março 11th, 2012

Atooooooooooooron a imprensa brasileira, gente! A capacidade que nossos queridos (cof, cof) jornalistas têm de manter suas fontes no anonimato é espantosa!  Tô observando essa tendência, viu?

Primeiro foi o Estadão, que entrevistou *duas* fontes durante a renião do BIS na Basileia. Agora é a Istoé desta semana. Resolveu listar um *ex-ministro* de Dilmavana que teve contato direto com Jérome Valcke, aquele secretário-geral da Fifa que fala merda em inglês e pede desculpas por ser mal-interpretado em francês, saca?

Enfim, vamos acompanhar o texto lheando da Istoé:

O trapalhão da FIFA

 A bola fora do secretário-geral Jérôme Valcke é mais uma em seu currículo recheado de polêmicas e confusões

Um chute mal dado embolou o meio de campo dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 nos últimos dias. A disputa entre a Fifa, a entidade que comanda o futebol no mundo, e o governo brasileiro se acirrou na sexta-feira 2. Em um evento na Inglaterra, o francês Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade, afirmou que o Brasil deveria levar “um chute no traseiro” para apressar as obras prometidas para o Mundial e a aprovação da Lei-Geral da Copa, espécie de cartilha de regras da Fifa para o evento. De imediato, o País partiu para o contra-ataque. O articulador da jogada foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que no dia seguinte disse – em público e por carta enviada à Fifa – que o governo não aceitava mais o francês, número dois na hierarquia da entidade, como interlocutor. Isso sem contar as reações de repúdio dos presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, além de outros políticos da base governista e da oposição.

A Fifa acusou o golpe ao ver seu homem forte, responsável pelo evento que faz lucrar bilhões de dólares, jogado para escanteio no país-sede do Mundial. E pediu desculpas. A começar pelo próprio Valcke, 51 anos, que encaminhou uma carta ao ministro. Joseph Blatter, presidente da entidade, repetiu o gesto e o reforçou com uma ligação a Rebelo. Mais do que o mundo ter visto a poderosa Fifa perder uma queda de braço – o jornal espanhol “Marca” publicou que o Brasil “baixou a bola” da organização –, o episódio se revelou como mais uma trapalhada no currículo do controverso dirigente francês. “Ele é boquirroto, fala mais do que deve”, diz um ex-ministro que conhece de perto o secretário-geral. Segundo essa pessoa, que prefere não se identificar, Valcke queimou uma ponte que tinha com a presidenta Dilma Rousseff, construída em Bruxelas, na Bélgica. Na ocasião, Dilma recusou uma reunião com Blatter para tratar do Mundial com o número dois da entidade. “Se bem a conheço, acho impossível a presidenta voltar a recebê-lo.”

(…)

Na opinião do ex-ministro brasileiro, o dirigente francês e a Fifa têm uma visão eurocêntrica e veem países como o Brasil e a África do Sul tais quais periferias com menos capacidade de realização. “Dessa forma, cobram muito mais da gente”, diz. O destempero verbal de Valcke foi rechaçado por Rebelo em carta enviada à Fifa no mesmo dia em que o francês se desculpou. “A forma e o conteúdo das declarações escapam aos padrões aceitáveis de convivência harmônica entre um país soberano como o Brasil e uma organização internacional centenária como a Fifa”, escreveu. Infelizmente, a polidez do ministro não foi regra entre seus colegas. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, deu ares de briga de botequim ao episódio. “Esse cara é um vagabundo! Já está riscado”, disse. Na Câmara, o presidente da Casa, Marco Maia, afirmou que Valcke merecia um chute de volta.

(…)

No Brasil, o francês é muito benquisto pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que se licenciou do cargo na semana passada. Valcke e a família estiveram hospedados na casa do dirigente brasileiro em Angra dos Reis no Réveillon de 2010. “Ele adora praia e, especialmente, Angra”, diz um assessor da CBF. “De fato, ele é afável, brincalhão, mas não se constrangeu em oferecer a cabeça do amigo Ricardo Teixeira numa reunião com Dilma em Bruxelas, em outubro passado”, conta o ex-ministro. Segundo ele, ao perceber que Teixeira não mantinha boas relações com a presidenta – e, portanto, era uma peça inconveniente na ligação entre a Fifa e o governo –, Valcke pediu que Dilma indicasse um substituto ao posto de chefe do Comitê Organizador Local do Mundial de 2014 (COL) no lugar de Teixeira. “A presidenta disse que respondia pelas questões ligadas ao governo, não por Teixeira.”

(…)

Agora, vamos descobrir quem é o ex-ministro de Dilma? De acordo com o diletíssimo Antonio Luiz Costa, que me enviou este link, nossa lista se restringe a 12 nomes, que são:

Antonio Palocci - Casa Civil; Nelson Jobim - Defesa; Wagner Rossi - Agricultura; Alfredo Nascimento - Transportes; Carlos Lupi - Trabalho; Fernando Haddad - Educação; Pedro Novais - Turismo; Mário Negromonte - Cidades; Iriny Lopes - Secretaria para Política de Mulheres; Afonso Florence – Desenvolvimento Agrário; Luiz Sérgio – Pesca; Orlando Silva - Esportes.

Dentre os listados acima, aponte um, e apenas um, cuja atribuição principal, quase única, tenha sido lidar diretamente com a Fifa com o objetivo de organizar a Copa do Mundo. Dica: a Copa do Mundo da Fifa é um evento de ES-POR-TES…

Se você ainda não descobriu de quem eu desconfio, longe de mim ficar aqui com dedo de seta. Prezo horrores pelo sigilo de fontes! :D

O máximo que eu posso fazer é cantarolar um pouquinho pra você…

#beijomeliga2

(P.S.: Querida Istoé: ex-integrante é mais genérico que ex-ministro, e queima menos o filme das fontes, viu? #ficadica)

Ecad, beijo na alma! ♥

sábado, março 10th, 2012

Depois desse quiproquó todo do Ecad de querer mas não poder e não entender o porquê de não poder cobrar direitos autorais de blog que enfia iutúbio em seus posts, eu só posso me manifestar com um post contendo um vídeo do iutúbio, néam? #numpresto #valhonada

Mas qual a música que melhor ilustraria esse quiproquó todo?

do lado dos blogueiros, acho que eu encontrei uma teteia que cai direitinho!

Vê se vocês concordam comigo: :D

Vou deitar e rolar

(composição: Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

Não venha querer se consolar
Que agora não dá mais pé
Nem nunca mais vai dar
Também, quem mandou se levantar?
Quem levantou pra sair
Perde o lugar

E agora, cadê teu novo amor?
Cadê, que ele nunca funcionou?
Cadê, que ele nada resolveu?

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Ainda sou mais eu

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Que deu no pira
E ficou sem nada ter de seu
Ela não quis levar fé
Na virada da maré

Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher?
Vou deitar e rolar

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Te dou um dado?

terça-feira, março 6th, 2012

O Te dou um dado? é um dos meus blogs preferidos. Primeiro, porque descobriu uma utilidade pras subcelebridades – transformou todas em motivo de diversão para todos nós mortais – e segundo porque eles são tão bonzinhos como eu, sabe? ;) Curto muito quando eles brincam de detetivões e buscam, no Google, respostas para notícias dadas pela metade em sites outros de fofocas.

Pois foi justamente a série os detetivões que esta notícia de hoje do Estadão me fez lembrar. Eis que o correspondente do Estadão na Basileia (é, fica horrível, mas não tem mais acento!) foi correr atrás de fofoca pauta na reunião do Banco de Compensações Internacionais, o BIS, que, longe de ser um chocolate gostoso, tá mais pra um colegiado de bancos centrais.

Mas eu falava da matéria do Estadão. A tal da reunião do BIS foi cercada de mistério e de mordaças. Os participantes foram convidados a ficarem calados, porque a reunião era de economistas, e o que fosse dito poderia mexer nas bolsas, e no câmbio, e nas marés e na rotação da Terra etcetcetc. E não é que o Jamil Chade conseguiu uma fonte pra abrir a boca e contar fofoca o que estava acontecendo na reunião do BIS?

Aí você lê a matéria e descobre que o Jamil Chade falou com *duas* fontes. Uma, desconhecida, e outra, o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini. Mas vamos tentar descobrir quem é a fonte anônima de Jamil Chade?

Primeiro, vamos ler o texto todo. Vou destacar em negrito as citações das fontes.

Bernanke e Draghi trocam acusações

Críticas foram motivadas pela injeção de liquidez

JAMIL CHADE, ENVIADO ESPECIAL / BASILEIA – O Estado de S.Paulo

A guerra cambial desembarca nos países ricos e escancara a incapacidade dos xerifes das finanças internacionais em gerenciar a crise. Estados Unidos, Europa e Japão se acusam de injetar liquidez em seus mercados e, assim, manipular suas moedas. Ontem, os maiores bancos centrais do mundo se reuniram na Basileia, em encontro fechado. Cada participante foi orientado a não vazar nenhum detalhe do debate.

Ao Estado, porém, um representante de um mercado emergente revelou que a troca de acusações, ainda que diplomáticas, escancarou a inexistência de uma estratégia comum para lidar com a crise. “Hoje, está claro que é cada um por si e que as esperanças de uma coordenação são cada vez mais apenas promessas políticas”, disse a autoridade monetária. “Hoje, existe uma crise da gestão da crise. Isso é ainda pior que só uma recessão. Não há um caminho para superá-la de forma coordenada.”

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também esteve nos debates na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Mas não aceitou falar com a imprensa, sob o argumento de que a ordem de mordaça era da cúpula do BIS [Ah! ele não falou? Ah, então, tá!].

Ben Bernanke e Mario Draghi, que comandam respectivamente o Federal Reserve e o Banco Central Europeu, foram os protagonistas do desentendimento.

Em 2010, o governo americano havia liberado mais de US$ 1 trilhão, e foi acusado de de promover uma desvalorização competitiva, auxiliando nos esforços de ampliar as exportações e reduzir o déficit. O Fed, na época, recusou a acusação e insistiu que apenas estava garantindo que os empréstimos de seus bancos à economia real relançassem a economia do país, dizendo que isso seria positivo para todos.

Agora, é Bernanke quem critica o BCE por ter, em apenas dois meses, injetado 1 trilhão, afetando o mercado de câmbio. A acusação foi rejeitada por Draghi, que defendeu a ação apontando que a perspectiva de recessão na Europa em 2012 exigiria novo incentivo. Draghi recebeu críticas também do Banco do Japão, temendo ver sua moeda afetada tanto pela ação dos europeus quanto dos EUA. “Ficou claro que o que existe é uma corrida de cada um para resguardar suas economias e interesses”, disse a fonte.

Aí, vamos acrescentar os seguintes dados à nossa análise:

- Tá um frio do caramba na Suíça. Ficar do lado de fora esperando declaraçãozinha reme-reme não é o que um jornalista está propenso a fazer;

- O Brasil é um país emergente

- Alexandre Tombini falou ao Estadão

 

Isto posto, o que devemos inferir?

1- Ben Bernanke é a fonte misteriosa do Estadão

2- Mario Draghi é a fonte misteriosa do Estadão

3- Alexandre Tombini é a fonte misteriosa do Estadão,

 

Certa de que sigilo de fonte é algo sagrado para o moderno jornalismo, e mais certa ainda de que o Estadão preza horrores por suas queridas fontes anônimas, recuso-me a dar meu pitaco aqui. :D

#Beijomeliga

Tragédia, homofobia ou redação de merda mesmo?

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012

Aí você lê um troço desses e começa a elucubrar o que realmente aconteceu:

1- Quem morreu no Hopi Hari foi um travesti

2- Quem causou a morte no Hopi Hari foi um travesti

3- @ culpad@ pela morte no Hopi Hari foi um@ travesti

4- A morte do Hopi Hari foi encomendada a um travesti, que falhou na missão

5- A morte se fantasiou de travesti e foi passearno Hopi Hari

6- Um travesti tentou acertar a Morte no Hopi Hari

7- Uol refere-se a travestis de forma politicamente incorreta

8- O redator das chamadas do Uol falhou vergonhosamente na redação desse texto

 

Nessas horas eu sempre me lembro desse trechinho do Pica-Pau:

Oi? quem disse?

Abram alas para a clichetaria aeciana!

segunda-feira, fevereiro 20th, 2012

Primeiro eu me deparei com um tuíte que comparava Aécio Neves a Odorico Paraguassu.

Bocejei.

Que saco, nego num segura as pontas mas nem no carnaval?

Aí eu achei este texto. Li até o quarto parágrafo e comecei a bradar a plenos pulmões: EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOOOOOOO! EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOO!

E achei. O zifio minêro escreve às segundas-feiras para a (adivinha? Adivinha?) Folha de SPaulo (aêêêêêêêêê!!! Acertooooouuuu!!!!) e hoje, excepcionalmente, não escreveu sobre política, mas sobre carnaval. Ainda bem. Vou poder sacanear sem que nego me acuse de ser petista.

Antes de começar a exorcizar o texto aeciano, vou aqui celebrar o fato de Aécio tentar fugir da mesmice e aproveitar a coluna da segunda-feira de carnaval para escrever sobre… ah, tá. Carnaval. Vamos lá:

Carnaval

Segunda-feira de Carnaval. Escrevo na sexta anterior [Cejura? E nóis aqui tudo pensando que o texto é escrito assim, na hora em que a gente lê! Nossa, estou espantada em saber que textos impressos em jornais são escritos assim, com tanta antecedência!]  , antevendo [oração que começa com antever não se prenuncia boa coisa. Vamos acompanhar?] que o manto democrático da festa já terá descido sobre as ruas [GAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! CRISTORREIMEGUARDEEPROTEJAAAAAA!!! QUANTA CLICHETARIA!!!! E vamos combinar que manto democrático é de uma breguice sem par, né? Nada contra a democracia, mas imagens de mau gosto a ela atreladas deveriam ser proibiddas, por mais paradoxal que isto possa soar!].

[Agora vamos acompanhar a gênese de uma frase repleta de clichês que não traz nada de novo, nem informação, nem imagem, nada nada. Ó só:] Em uma mágica que nós, brasileiros, conhecemos bem, as asperezas do cotidiano [As asperezas do cotidiano! Cotidiano virou Bombril, Gemt!] terão sido colocadas em suspenso [terão sido colocadas! Subiu até o futuro e estagnou no particípio passado! (Ficou uma merda, mas não vamos chocar o douto senadô, né?] , ao ritmo contagiante [ritmo contagiante. Prá quê um texto sobre carnaval fala sobre Ritmo contagiante? é pra gente gritar BINGO!!! ?] da irreverência [irreverência é uma palavra useira e vezeira na mídia tradicional que quer dizer o seguinte: você se acha engraçadão, mas nego te acha um babaca e ridículo. Aí ele te chama de irreverente. Cuidado!].

Toda a alegria é bem-vinda [Cejura? Ah, olha que eu acho que não, viu? Alegria não é bem-vinda, não! Eu quero mais é saber de tristeza! Tudo a ver com carnaval! Num tô dizendo que esta coisa aqui é um desfile de clichês e lugares-comuns? Mas o que eu ainda não consegui entender foi por que o zifio gastou o espaço dele na Folha pra discorrer acerca do lugar-comum? Alguém me explica?], embora devam ser respeitados os que preferem utilizar esse momento para os ritos de recolhimento ou introspecção [<-- típica frasezinha de político que não pode ficar mal com ninguém, aí joga beijinhos pro bloco da alegria contagiante e pro abre-alas do recolhimento ou introspecção! Mas ele ainda não disse a que veio, por Momo!!!].

A verdade é que, por uma razão ou por outra, esses são dias que se descolam da realidade [Meu Deus! O que é isso?!?!?!?!!?] . Por isso, não serei eu hoje a insistir em falar dela, com seus abismos e contradições [O_O].

Muitos já se dedicaram a estudar o caráter simbólico do Carnaval[Olha, até agora só consegui perceber neste texto uma perfeita fonte para se brincar de bingo-clichê com o tema carnaval. A gente escreve num papel uma série de palavras tipicamente usadas em textos mal-escritos sobre o tema, e quem riscar toda a lista primeiro enquanto lê o texto tem que gritar BINGO!]. Lembro aqui o mineiro de Montes Claros, Darcy Ribeiro[Santos partidarismos, Batman! como fazemos para mencionar o pedetista e brizolista histórico Darcy ribeiro! Ora, Robin, não se desespere! Darcy ribeiro era mineiro que nem Aécio!], antropólogo e educador, militante incondicional da vida e do humor[e de bons intelectos também, não se esqueça]. Não por acaso um visionário [visionário = genérico pra elogiar alguém]  que, com a ajuda do traço do gênio Niemeyer, implantou no coração do Rio o palco do Carnaval que encanta o mundo -o Sambódromo, também pensado como um “escolódromo” para os demais dias do ano[Só eu que imaginei a cena de Aecinho no Sambódromo olhando pros derrière tudo das zifia sambadeira?].

Pois é, Darcy tinha o senso agudo da brasilidade[Senso agudo da brasilidade, é? Darcy tinha isso, é? E isso é bom ou mau? ] e perscrutou [pootaquepareeoo!!! Prá quê esse perscrutar, cacete?!?!?!, no Carnaval [Perscrutar no carnaval! Se tem uma coisa que nego não faz no carnaval é perscrutar! Que tudo seja bem superficial e acabe na quarta-feira de cinzas!], a ambiguidade dos desiguais provisoriamente iguais[E neste momento concretiza-se em palav ras e ideias o motivo do texto de Aécio Neves: jogar na vala do lugar-comum todo e qualquer estudo sociológico sobre o carnaval!], hiato ecumênico, porém insuficiente para todos os que lutam pelo sonho de um país justo [E neste segundo momento Aécio se torna um pungente exemplar do político lugar-comum que se vale dos clichês do carnaval para lembrar,  de forma ainda mais clichê, das mazelas do país pereré pão duro blablabla].

Ao toque do tamborim [queridos leitores: "ao toque do tamborim" é motivo para eu me retirar do local e de parar de ler qualquer texto. Mas como gosto muito de vocês, vou continuar por aqui!], acredito que ele [ele? Ele quem? Ah! O darcy? Coitado, cê continua a falar dele? Ah, então vamos ver...] era um dos que tratavam de trocar a reflexão pela festa. Mas, lá no fundo da alma de folião[O parágrafo começa com "ao toque do tamborim" e lá pelas tantas traz um "no fundo da alma de folião". De novo, leitores: só tô lendo por causa de vocês, hein?!?!!?] , devia permanecer doendo-lhe a clamorosa consciência [doendo-lhe a clamorosa consciência! Clamorosa consciência, gente!!!! O que é isso?!?!?!?!e esse troço ainda dói!!! paporra!!!!] acerca de [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Aécio é daqueles que acreditam com todas as forças que um texto elegante é aquele no qual todos os "sobre" são substituídos por "acerca de"? Ó, alguém avisa pro Aécio que "acerca de" cria um terrível cacófato que, no caso dele, beira a piada pronta?] uma sociedade partida ao meio[é com a alma lavada e enxaguada no mais limpo sabão em pó...], da desassistida solidão dos mais pobres [Desassistida solidão dos mais pobres! Mas é claro! Odorico Paraguassu feelings! , dos resquícios de uma exclusão herdada da escravatura.

Como já disse, não é hora de ficar resmungando sobre a realidade [Cejura? Ah, mas tava tão bom! só que ao contrário!] , nesses dias e noites em que o exercício de racionalidade [Exercício da racionalidade!!!!] abre alas para os adereços [Bingo! bingo! Bingo!!] da paixão e da euforia.

Rompida a alvorada da quarta-feira de cinzas[ Rompida a alvorada!!! Quedizê, ele não só usa e abusa dos clichês como ainda aplica os de mais mau gosto, é isso?], os nobres fictícios de tantas passarelas, sobre as quais escoam hoje país afora[Sério que ele escreveu isso? Sério que ele acha que isso é bonito? Sério que ele se acha sério?] , os cordões do Carnaval, irão, com justiça e razão, continuar reivindicando a construção de avenidas mais amplas e generosas, por onde passará um país mais digno e mais próximo daquele que os brasileiros merecem.[2012: antes do fim do mundo - mais que bem-vindo, diga-se de passagem- temos eleições municipais! Aê, candidatos, vamos alargar as avenida tudo, hein?]

Concordo com os que pensam que o Carnaval é um evento mais complexo do que parece. Acredito que sua diversidade e sua irreverência tantas vezes crítica não entorpecem, não iludem -pelo contrário, iluminam, revelam e expõem fantasias que não amortecem, mas desafiam a realidade[agora quem pergunta osu eu: o que pensa Aécio Neves sobre o carnaval? Ele já se decidiu?].

Esteja você onde estiver, bom Carnaval! E que depois dele possamos nos reencontrar com a nossa realidade mais alegres, mais solidários, mais dispostos a ousar e a sonhar [Tipos:ele tá deprê, mas respeita o seu direito de curtir o feriado. e avisa que, quando acabar o seu feriado, ele vai continuar a te despejar depressões. Vamos fugir, vamos?] . Porque disso também é feito um país: de solidariedade, de ousadia e de sonho[Cejura? Cejura? Cejura?]

A Aécio Neves, tenho um duplo recado multimídia.

O primeiro, uma aula de como fugir dos clichês e falar de carnaval e de mazelas históricas dos brasileiros. De um tal de Chico Buarque, não sei se você já ouviu falar. Presidente de honra do clube dos pegadores de mulé…

 

E a segunda, a ressurreição de Odorico Paraguassu, o exú que baixou nocê e te ajudou a parir esse texto.

Enfim, zifio, feliz carnaval procê também!

(E, como esse texto foi publicado na Folha, vai entrar na categoria PORRA, FOLHA! – por honra ao mérito!)

(P.S.: Num espalha, mas meu maior medo é descobrir que o Haddad também escreve assim)

 

Globo ponto com e a piada do… (pode falar judeu?)

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

A Cecília me mandou por e-mail um exemplo que me fez lembrar uma piadinha velha.

Diz que o judeu uia! Pode falar judeu? Sionista – não. Hierosolimita – não, isso é gente que nasce em Jerusalém enfim, o marciano Jacob liga pro jornal pra pôr um anúncio fúnebre:

- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.

- Pois não, quais são os dizeres?

- Sara morreu!

- Só isso? espanta-se o rapaz.

- Sim, Jacob não quer gastar muito.

- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.

- Então coloca: “Sara morreu. Vendo Monza 94.”

 

Por esse mesmo raciocínio, a Globo ponto com (lá embaixo, sob entretenimento) resolveu aproveitar ao máximo o espaço na chamada de capa pra uma reportagem do Ego (vocês sabem que eu amo o Ego, né? Esse site é um exemplo pra mim – só que ao contrário!) falar da Ana Furtado (quem? Sei lá! Só sei que usa botox, então deve ser subcelebridade!) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Tava falando desta chamadinha da home da globo ponto com:

Imagino o diálogo entre os autores da obra:

- Taca uma chamada da Ana Furtado na home! – diz o editor.

- Pô, e diz o quê? – retruca o estagiário Ih! Acho que é a primeira vez que eu consigo usar retrucar num texto meu, me deixa!

- Ah, diz que ela não comprou a vaga de rainha de bateria e diz mais alguma coisa qualquer aê! – Editores, esses seres amados ao contrário…

Ai lá vai o estagiário, dá uma passad’olhos no texto do Ego (porque nem estagiário consegue ler aquele troço inteiro) e taca:

- Pô, sobrou espaço pra mais de 10 caracteres, que que eu faço? – pensa (é, o MEU estagiário pensa. Só de vez em quando, mas pensa!) o estagiário.

Aí lá vai o infeliz, lê mais um pouquinho aquele texto sobre as “Operárias do Carnaval” (conjunto da obra é pouco pra definir a falta de tudo dessa…. SÉRIE?!?!?!?! É UMA SÉRIE?!?!?!?!!? GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH) e encontra a palavra “preconceito” logo na segunda pergunta. E pensa:

- Putz, perfeito! Preconceito tem 11 caracteres! E eu ainda aproveito o verbo! (é, o MEU estagiário sabe o que é verbo….)

E manda ver:

Rainha magrinha, Furtado afasta boato de que ‘comprou posto’ e preconceito

Aí, ele não sabe dizer se ela afasta o preconceito e os boatos, ou se os boatos SÃO fruto de preconceito (o “e” antes do preconceito pode ser um é sem acento, vai saber….), ou, ainda, que o posto e o preconceito foram adquiridos mediante pagamento. E o coitadinho do estagiário nem conseguiu vender seu Monza 84!

Se o estagiário apostasse no genérico infalível

E se diz feliz 

Teria completado a lacuna sem dar ao leitor a chance de múltiplas interpretações…

Enfim, evoé pra todo mundo!

 

Presidenta metafísica

sábado, fevereiro 11th, 2012

Diante desta manchete do Estadão,

(o título prossegue, mas eu nem me dei ao trabalho de ler. Pô, a zifia é leão-de-chácara de ectoplasma, gente! Pensa que isso é pouco?)

Tenho MAR-NA-DA a declarar. (Mentira, né? Vocês já se acostumaram ao fato de que eu não digo mais nada mas sempre digo mais alguma coisa? Então…) Só digo duas coisas:

1) Dilma, não quero briga contigo, zifia!

2) Só eu que me lembrei dessa música daí de baixo?

 

G1, sempre inovando, apresenta um novo conceito em psicografia

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

Fui alertada desta coisa aqui pelo Ednaldo Macedo no Twitter.

Agora me diga o que você pensa ao ler este título:

 

 

1) O bombeiro ficou preso na gravação

2) O deputado é paranormal

3) O deputado é médium

4) O deputado invadiu a gravação pra falar com o bombeiro

 

 

Não sei quanto a vocês, mas textos assim sempre me remetem a esse trechinho do Pica-pau:

Porque, né?

Aí você começa a ler o texto sem se saber se trata de casos de paranormalidade ou de incêndios ou de sei lá o quê. E se depara com este primeiro parágrafo:

O cabo Benevenuto Daciolo foi preso no fim da noite desta quarta-feira (8) [Hummm... ele foi preso, do tipo detido e levado em cana? Não ficou aprisionado em nenhuma gravação em virtude de algum mirabolante feitiço legislativo do deputado em questão? Ah ,então tá!] ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Daciolo estava em Salvador, onde participava das negociações sobre a greve na Bahia. A prisão administrativa foi decretada por 72 horas. 

Tá. Mas a gravação entra naonde na história?

Só o terceiro parágrafo esclarece:

O cabo foi flagrado em conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça

Então tá. Mas cadê o deputado do título, por Tutátis?!?!? Temos que chegar ao SEXTO PARÁGRAFO da matéria pra entender quem é o zifio deputado. Espiem:

Hoje o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), de São Paulo, informou ao jornal O Globo que era ele o interlocutor de Daciolo na gravação

Tipos: o sujeito é citado no TÍTULO e só vai reaparecer na matéria SEIS PARÁGRAFOS DEPOIS?!?!?!!?!?

O lead saiu de moda e ninguém me avisou? O que o substituiu? Talvez o vô enfiá o que eu quiser na ordem em que eu bem entender style?

E NAONDE que lead fora de moda permite a criação de títulos desinformativos?!?!

Aê. G1, o que vocês têm contra o título

Arnaldo Faria de Sá (PTB) é quem conversa com cabo Daciolo em gravação 

Cadê jornalismo?

Cadê clareza?

Cadê concisão?

Cadê texto esmiuçado?

Oi? Quem disse? Eu disse!

Da série “calo-me”

quarta-feira, fevereiro 8th, 2012

Preciso dizer marnada.

OK, digo sim: peguei essa tetéia no Facebook do Fernando Andreazi Neto. Kibada portuguesa: copio, colo cito a fonte e dou o link pro original!

Falar o quê mais?

segunda-feira, fevereiro 6th, 2012

Daí que eu encontro no twitter link pro blog do Lino Bocchini, aquele terrorista difamador de jornal impresso ;) , falando do rebolê de números no texto da Folha de SPaulo de hoje. Lino contava que a Folha deu um duplo twist carpado numérico pra não dizer que perdeu mercado prum jornal popular de minas etcetcetc pereré pão duro. Li o texto do Lino, e (claro) corri pro site da Folha pra ler a reportagem (sic) com os próprios olhos.

E olha, eu até ia mencionar a rebolança com números e o desprezo infantil pelo jornal mineiro, coisa e tal, mas fui surpreendida por um ectoplasma suíno dos bons nos comentários da Folha.

Depois desse comentário, nada mais que eu ou qualquer outro crítico da Folha diga, com ou sem embasamento, fará sentido. Portanto, aplausos para o zifio daqui de baixo. A observação foi épica! \o/

 

Continue assim, Zifio! E que Nossa Senhora da Coerência Textual lhe ilumine os caminhos de forma magistral!

Eu poderia terminar com um PORRA, FOLHA! Mas carece, não. Só quero um cafezinho agora… :D

Ortografia da Folha é reprovada por 100% das normas ortográficas

domingo, janeiro 29th, 2012

Tava eu aqui superpreocupada por não encontrar mais assunto pra atualizar o blog e tals, daí vem sempre ela pra me salvar.

Na foto abaixo, o erro crasso. A seta indica a explicação do erro.

Agradeço à dileta amiga Cynara Menezes por indicar a teteia no Twitter.

 

 

 

E claro, vou encerrar o post com o clássico

 

PORRA, FOLHA!

Objetivando disponibilizar posts terceirizados – literalmente

terça-feira, janeiro 10th, 2012

Hoje não tem post novo.

Carece, não!

É só clicar aqui e, literalmente, vocês encontram o tumblr do dia.

Divirtam-se!

Voltamos mais tarde com nossa post-gramação :D normal!

Aveia Quaaaaa, ou Por que eu não conhecia isso?

sábado, janeiro 7th, 2012

Do Facebook do Leandro Fortes, mais precisamente aqui.

Nossa Senhora da Boa Ortografia, rogai por nós que recorremos a vós….

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

[suspiro]

[suspiro mais profundo]

Calma que eu vou começar. Tô juntando forças pra não me dispersar em indignâncias e me emputecer. Então vamos bem devagar.

Sabe aquele lance de não passar o ano novo de salmão pra evitar hortografia pobremática? Poi zé.

Não, não vou direto na jugular, não! Desta vez vou começar com Tio Antônio, que vai nos dar duas importantes definições. A primeira é a definição de laZer, com zê de zebra:

Lazer:
tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas 
2 Derivação: por metonímia. 
atividade que se pratica nesse tempo 
3 Derivação: por extensão de sentido. 
cessação de uma atividade; descanso, repouso

Pronto! Agora, tio Antônio vai nos dar a definição de laSer, com ésse de sapo:

Laser
substantivo masculino 
Rubrica: informática, óptica. 
qualquer aparelho que produza radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visível, infravermelha ou ultravioleta, possuindo inúmeras aplicações que vão da soldagem à cirurgia 
Obs.: cf. maser
Etimologia
ing. laser (1960), acr. do snt. ing. light amplification by stimulated emission of radiation (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação); cp. maser

Observem bem que lazer com zê se lê lazer, mesmo; e laser, como é originalmente um acrônimo em inglês, lê-se lêizer.

Isto posto, vamos começar o post propriamente dito.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTAQUEPAREEEEEEEEOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

CALHAU DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

OLHA A MERDA QUE OS DIÁRIOS ASSOCIADOS APRONTARAM, CACETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

E nao querem que eu tenha um ataque histérico ao ver um troço desses NUM JORNAL IMPRESSO, CACETE?!!?!?!?!?

Ou eu devo ser Poliana, e acreditar mesmo que os DA tão é desejando um raio laser a todos os seus leitores, porque substituíram o lazer por “entretenimento”?

Com agradecimentos à Carolina Longo por postar a tetéia (ME LARGA! EU VOU USAR ESSE ACENTO E PRONTO!) no Facebook.

 

 

Jogo dos erros

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

Analise a foto e a legenda abaixo e destaque alguns erros mais gritantes (sei que vocês são todos uns lindos e encontram mais erros do que eu encontrei, mas sejamos modestos só desta vez, sim?)

 

1- Fala-se em gravidez acidental, mas o sujeito da foto é um homem. Preciso perguntar “como assim explica”?

2- Fala-se em gravidez e o sujeito do sexo masculino da foto é identificado com nome de ave – e aves não engravidam, põem ovos. É acúmulo de contradições?

3- Olha a cara de kontentchy do zifio, coitado….

(Aí a autora do blog pensa num desfecho pro post, porque sabe que tá implicando e tals, mas o que se quer provar aqui é que não se pode presumir sempre que seus leitores entenderão imediatamente todas as informações implícitas na manchete pereré pão duro blablabla. Eis que a autora do blog resolve clicar no link da foto que está na home do Uol [claro!] e encontra a seguinte pérola em forma de legenda:)

Oi? Deixamos de ser um país machista e ninguém me avisou? Que ano é hoje? Que que houve?

Enfim, tô aceitando explicações sóciopsicológicas pra essa notícia do Uol. Fiquem à vonts.

Acaba, não, 2011! Tem um morto atrasado chegando…

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

Quero dormir mas um jornal online não me deixa. Adivinha qual é? Esse mesmo!

A Giovana Valenza que me fofocou a história. A Folha de SPaulo criou um morto roteirista pra eu incluir correndo aqui no caldeirão, só pode! (sou megalomaníaca, me deixa!)

Acompanhe as idas e vindas do texto. E repare que o que fode tudo aqui é o preconceito contra a vírgula antes da conjunção e:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto [Tá. então ele não era mais roterista quando morreu, certo?]

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista [certo!] do programa “Saturday Night Live” [agora vamos acompanhar o lumiar da bosta. Repare que o texto começa falando de um corpo, e que aqui deveria ter uma vírgula que faltou ao encontro do texto...]  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World” [... e pronto! Fez-se a bosta! O corpo foi quem escreveu o primeiro rascunho de Wayne's World!] , foi encontrado morto [bosta número dois: o corpo foi encontrado morto! Queremos crer que corpos encontrados mortos são uma inovação no conceito de corpo....]  em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio[pensa que acabou? nananinanão! O corpo cometeu suicídio! Harekrishna....]. Ele tinha 63 anos [Agora imagine você, ectoplasma suíno de meu coração, um corpo de 63 anos que aparentemente comete suicídio! Assombração perde, né?] . As informações são do site TMZ.

Agora vamos remendar a merda com uma vírgula e um Bolodai no lugar certo. Ponham reparo:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista do programa “Saturday Night Live”-vírgula,  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World”, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio. Ele Bolodai tinha 63 anos. As informações são do site TMZ.

Então, tá, né?

Mas eu tenho pra mim que a Folha fez isso de propósito, só pra aparecer aqui mais uma vez… tavam com saudades de serem exorcizados… já que bateu saudadinha, dá licença:

PORRA, FOLHA!!!!

Previsão da bruxa pra 2012: salmão faz mal à ortografia

terça-feira, dezembro 27th, 2011

Queridos encostos leitores e frequentadores do caldeirão,

Minha previsão pra 2012 é muito simples. Fuja da cor salmão. Como assim, dona Bruxa?, dirá você.

E eu respondo com essa imagem que tá circulando no Facebook:

 

Como você pode perceber, salmão lhe trará muita hortografia pobremática  em 2012.

Fuja do salmão em 31 de dezembro com todas as forças e poderes do seu ser.

E procure sempre viver em harmonia com agá. A única verdadeira harmonia da língua portuguesa. Não confie em zenélicos.

Feliz 2012!

O forró da PUC

quinta-feira, dezembro 22nd, 2011

Deu saudade desse post aqui, originalmente publicado em 2009. Republico-o-o-o… :D

 

Eu me lembrei agora dessa historinha que aconteceu entre uma conhecida minha e a irmã dela, doravante denominadas Dorinha e Dorabela (só pra aliterar com o doravante). Miacaaaabo de rir toda vez que essa historieta me volta à memória. Mas deixem que eu a compartilhe com os frequentadores deste caldeirão.

Pois Dorinha e Dorabela moram em Niterói (Rio de Janeiro). Um belo dia, Dorabela chega em casa e conta para Dorinha:

- Ih, parece que vai ter forró na PUC.
– Como assim, forró na PUC? Onde você viu isso?
– Ah, tava passando de ônibus na esquina das ruas tal e tal, e tinha um cartaz esticado lá avisando…

Dorinha ficou bolada com a história. Primeiro porque a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro não fica em Niterói, mas na própria cidade do Rio de Janeiro; segundo, porque forró não é exatamente o perfil dos estudantes daquela universidade elitista até a alma.

Alguns dias depois, está Dorinha  a passar de ônibus pela esquina onde o tal do cartaz anunciava o curioso evento. Mas o que ela leu no tal do cartaz era um pouquinho diferente do que Dorabela havia lido dias antes. Voltou para a casa, e deu um esporro em Dorabela:

- SUA ANALFABETA! O CARTAZ NÃO DIZ FORRÓ DA PUC! É FORRO DE PVC!!! FORRO DE PVC, SUA ANTAAAAAAAAAAAA!!!

****

Atualização:

Recebi este comentário e chorei tanto de rir que resolvi incluir a tetéia aqui nosencima. Veio da Isabel Ferreira (Feliz 2012, procê tumém, zifia!!! :D )

Esse seu “causo” me lembrou meu comecinho de carreira na construção civil. Na época, dois “colaboradores” vieram comentar comigo, completamente empolgados, que já sabiam onde ir no final de semana, já que estavam em São Paulo ha pouco tempo e não tinham amigos. A balada? Forró do Gerson… Só depois de muito pensar onde é que eles tinham visto a “propaganda” foi que a minha ficha caiu. O forró do Gerson na verdade era o forro de gesso… rs

Feliz Natal e um ótimo 2012 pra você!

O lugar-comum da solidariedade de uma típica socialite (ou: numpresto!)

quarta-feira, dezembro 21st, 2011

Vocês sabem que eu não presto e não valho nada. Por isso mesmo tava lendo a nota de pesar do PC do B pelo falecimento do camarada King Jong pai e não pude me furtar a imaginar como seria uma carta de solidariedade escrita por uma socialite, por exemplo.

Vou brincar com os chavões clássicos de cada universo (o dos comunistas e das socialites) pra tentar provar a vocês de uma vez por todas que o uso excessivo do lugar-comum cai no ridículo. À esquerda, por questão de coerência, o texto comunista; à direita, a versão socialite pesarosa. Divirtam-se! :D

Estimado camarada Kim Jong Un 
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia  Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. 

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. 

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricardo Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

19 de dezembro de 2011

 

Querido Kim jong Un
Queridos e Exclusivos integrantes de família da Alta Sociedade da CoréiaFiquei passada com a notícia de que seu querido pai, o tradicional membro da sociedade Kim Jong Il, orgulhoso pai de importante família da alta sociedade da Coréia, faleceu há alguns dias. Espero que sua alma esteja bem entregue nos braços de Deus.


Durante toda a sua vida de destacado membro da sociedade, o querido Kim Jong Il manteve bem altos os padrões de classe, sofisticação e elegância da alta sociedade coreana, assim como o discernimento e valores morais e éticos típicos de um membro da alta sociedade, incapaz de se misturar com quem não é do nosso meio.

 

Seu adorável pai, que na juventude foi um grand vivant, namorou as moças das famílias exclusivas da alta sociedade coreana, mas se casou anos mais tarde com sua mãe, uma discreta e sofisticada jovem oriunda da mais tradicional sociedade coreana, foi um perfeito exemplo de homem de valor e de princípios morais.


Em nome de nossa igualmente tradicional família, venho expressar minhas mais sentidas condolências à memória de Kim Jong Il, e aproveito para perguntar onde será rezada a missa de Sétimo Dia.

Tenho a confiança de que sua família saberá, pelos caminhos de Deus, superar esse momento de dor e conseguirá se manter unida para defender os valores da tradicional família coreana. Sei que você saberá conduzir sua família de forma a não se misturar com gente que não faz parte do nosso meio.

 

Com meu cordial abraço à sua mãe e a todos os seus parentes,

[insira aqui o sobrenome de uma tradicional família coreana]

19 de dezembro de 2011

 

Dá vontade de continuar com a brincadeira, mas vou parar por aqui… :D

 

O lugar-comum da solidariedade comunista

quarta-feira, dezembro 21st, 2011

Xô, poeira!

Desculpem, mas tava viajando arrumando mala e corre pra dirigir e volta e paga aluguel e arruma mala mas a roupa não secou leva na lavanderia pra secar e arruma mala e pega avião e tudo sem vírgula porque não dá tempo nem de pontuar a frase e ufa! Cheguei!

Vamos voltar a postar, né?

Enfim, tava aqui crente que o melhor da semana seriam as imagens dos norte-coreanos chorando pela morte do líder deles lá, o King-Jong pai. Aquela falsidade que você não sabe dizer se é mentira patológica oficial do governo ou se geral na Coreia do norte tá mesmo curtindo fazer de conta que tá triste.

Mas aí tem sempre como piorar – ou melhorar, dependendo do seu ponto de vista. E o responsável por destronar o choro trash dos coreanos foi justo o nosso querido e phopho PC do B. Os companhêro camarada resolveram mandar uma nota oficial de solidariedade ao povo coreano pela morte de King Jong pai. A prova da coisa tá aqui.

A diversão começa porque você acha que uma nota de solidariedade ao povo pela morte do carinha vai dizer algo na linha  Até que enfim o mala do King Jong bateu as botas! Vamos abrir o champagne e comemorar a vida nova, galera?

Mas aí você começa a ler a teteia (se Coreia ficou sem acento, por questão de coerência teteia também vai ficar desacentuada. Malzaê…) e se pergunta que ano é hoje. A quantidade de chavões é tamanha que me deu vontade de montar cartela de bingo com as palavras tipicamente comunistas. Acompanhem que delícia de texto (não convidei ninguém a ficar julgando o texto, apenas a curtir as palavras delicadamente escolhidas pra ocasião):

Estimado camarada [Desnecessário dizer que foi um comunistão das boas que escreveu a coisa, né? Que ano é hoje? Mil novecentos e sessenta e quanto?] Kim Jong Un 
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia [Seja lá que ano for, ainda não estamos com a nova ortografia em vigor no PC do B. Mas quem sou eu pra falar de nova ortografia? Avante, companheiros! Próximo parágrafo, por favor!]

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada [não é presidente, não é líder, não é ditador, não é rei, não é dono. Ele é apenas camarada. Ah, os comunistas tradicionais.... tô me garrando numa paixonite por esse texto que cês num calculam!] Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia [o que é isso, companheiros camaradas? Dona Ortografia Nova é bem-vinda no PC do B  ou não? Coerência, cadê? Cala a boca, bruxa! Vai pedir coerência pra comunista que se solidariza com norte-coreano? Que mais você quer? Que a mulher maçã saiba crasear? Senta lá, Cláudia!], presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. [Tá certo, ele era só camarada. Mas é um camarada purdimais de atarefado, né não?]

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário [Demorou pra aparecer um revolucionário no texto, hein?], o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista [Aviso da bruxa: esse anti-imperialista está de acordo com a Nova Ortografia, sim?] , da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.[Deixei você falar mal dessas observações? Deixei? Eles podem pensar o que eles quiserem do governo King Jong pai, oras! Só convidei você a curtir o estilo único e incomparável! Avante, camaradas! Próximo parágrafo, fazfavô!]

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana[Karl Marx não poderia se orgulhar mais desse trechinho, gente! Continuidade ao desenvolvimento da revolução é tuuuuuuuuuuuuuuudo de comunista, né não?] , inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung [e eu começo a desconfiar que camarada é uma espécie de monarca diferenciado... OK, passou!], defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria [continuidade do desenvolvimento da revolução defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria é a versão comunista para o corporativíssimo Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa Tal, sempre inovando, (...)]. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.[Outra que demorou a aparecer foi a fórmula de texto de marketing direto que funciona mais que Bombril, e pode se aplicar tanto ao Papa como a Hitler. Essa última frase serve pra qualificar qualquer um, repara só...]

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências [condolência? Mas não era solidariedade?] e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. 

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano [De novo! Para de rir, que coisa! Deixa eles pensarem o que eles quiserem, oras!!! Eu só te convidei a se deliciar com o estilo do texto....]
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricardo Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

19 de dezembro de 2011 [2011? Cejura que esse texto foi escrito ANTEONTEM?!?!?!?! Alguém avisou aos comunas que o mundo apertou legal o F5 nas últimas décadas?]

Folhice crônica atinge Dilmavana

domingo, novembro 13th, 2011

Ô MEU QUERIDO, ESSE TEXTO FICOU RIDÍCULO!

Ah, as folhices da Folha… tava dando saudades viu? (Melhor não usar mais essa expressão por aqui. Da última vez que eu disse que tava com saudades de mortos amestrados, foi quase um mês de assombração no caldeirão…)

Enfim, a Folha de SPaulo tem umas idiossincrasias em forma de manual de estilo que ajudam muito a desopilar o fígado, sabe?

Em algum canto daquele desconjurado Manual de Redação (que Deus proteja aqueles que ousarem tomar esse manual por verdade suprema), deve estar escrito que é legal fazer uns boxes com explicações – barra – conselhos em forma de didáticos textos ilustrativo-mastigatório-explicacional. A coisa beira os limites da patologia. E quando fica crônica, é melhor fugir pras montanhas. Ou ficar pra se escangalhar de tanto rir, você que escolhe…

Desta vez, a vítima é Dilmavana. A líder máxima do país (e eu sou obrigada a tirar o chapéu pra dilmavana, viu? ela conseguiu transformar o feminino de presidente em opção política! E eu sou obrigada a dar o braço a torcer e confessar que, por mais que odeie o verbete presidenta, acho muito estranho quando a chamam de presidente. Mas onde eu tava mesmo? Ah, sim, no meio de uma folhice…) teve seu perfil traçado pelo impresso da Barão de Limeira. Novidade zero, informação mínima. OK, eu ri ao imaginar a cena da presidenta brava porque teria que molhar o cabelo e dizendo pô, general!.

Mas o ápice do texto non-sense se dá neste link-tchutchuca aqui. Licença, vou copiar tudo pra lhe poupar o trabalho:

Como os ministros podem evitar problemas

1) Nunca vá a uma reunião com ela sem ler sobre o tema que será tratado. Ela lê tudo antes e vai certamente sabatiná-lo
2) Caso tenha cometido a temeridade de não ler, não tente enrolar. Ela vai perceber e pode ser bem pior
3) Nunca interrompa a presidente no meio de um raciocínio. Ela será ríspida e vai mandá-lo se calar
4) Não tente sugerir uma ação contrária ao que ela acaba de propor. O melhor é tentar convencê-la com jeitinho. Comece assim: “Não seria melhor…”
5) Não contrarie uma ordem argumentando que a repercussão na imprensa será ruim para o governo. É explosão na certa
6) Não dê declarações à imprensa sobre temas delicados do governo e que não tenham relação estrita com a sua pasta. Você será gravemente advertido por Dilma
7) Nunca, jamais, em hipótese alguma discuta alguma determinação comentando que “no governo Lula era assim”. Poucas coisas deixam a presidente mais irritada

Não é uma tetéia, jemt? A Folha virou conselheira espiritual-político-pessoal-sentimental-existencial-ministerial!

Claro que esse momento Ask Alice da Folha de SPaulo em nada se compara à Folhice das Folhices. Pensa que Dilmavana é vítima porque é a-presidenta-popular-que-ajuda-a-população-e-está-fazendo-um-bom-governo-apesar-de-o-pig-insistir-em-dizer-que-não-e (OK, parei.)? Claro que não! Dilma é apenas mais uma. Se eu te contar que anões também foram vítimas das Folhices crônicas vocês acreditam? Ah, então cliquem aqui. Aviso: não bebam nada ao ler o texto lincado, sob o risco de sérios engasgos.

Licença, mas eu vou encerrar este texto com um megalcichê deste caldeirão:

 

PORRA, FOLHA!!!

(P.S.: Curto muito o estilo de Dilmavana. Mal posso esperar pra ela começar a agir assim com a bancada evangélica. #prontofalei)

Como diria a Katylene: é soorooba?

sexta-feira, novembro 11th, 2011

Diante de uma chamada dessas

E de uma reportagem dessas,

só me resta perguntar, à la Katylene: é soorooba?

Agradeço ao dileto ectoplasma Rodrigo Nunes pela mente poluída pelo link enviado. :D

****

Atualização das 19h.

O Rodrigo me avisou que o site trocou o título da matéria. Ficou assim:

er… alguém avisa que não deu pra melhorar a coisa, por favor? /o\

O neologismo malafaiense

sexta-feira, novembro 11th, 2011

Daí que Silas Malafaia, uma entidade cujas credenciais me recuso a propalar por aqui (joga no Google por sua conta e risco!), disse em entrevista à revista Época que ia funicar Toni Reis, líder da comunidade LGBT pereré pão duro whiskas sachê blablablá.

Claro, lógico, óbvio e evidente que o repórter entendeu o verbo como fornicar. É um verbo muito usado por salsinhas em cristo evangélicos para referir-se a práticas por eles consideradas tipicamente do público gay. Não vou entrar no mérito dessa questão.

Mas Silas resolveu soltar as plumas dizer que ele jamais disse fornicar:

geral eu e o repórter da revista Época fomos ver que diabos significa funicar. E não encontramos essa palavra no dicionário. E ainda temos que ler esta belezura no site do Malafaia (não, não vou lincar. Me recuso. Jogue a frase em vermelho no google que você encontra o texto completo. E se você quiser ler esse texto completo, problema seu. Pronto, avisei.):

“Ele não pode supor que o entendimento da palavra funicar signifique fornicar, se ele mesmo confessa ter pesquisado em quatro dicionários e não ter achado a palavra funicar. E não vai achar em dicionário algum, pois é uma gíria, um linguajar popular e não formal”, declarou Silas.

Portanto, temos que:

1- PAPORRA! Dicionários listam todas as palaras de um idioma, sejam elas regionalismos, palavrões e outras expressões chulas, gírias, paravras oficiais, palavras extraoficiais etcetcetc.

2- Se o repórter da Época não pode supor o que ele supôs, então o que ele pode supor? Oi? Quem disse?

3- Se essa palavra não se acha em dicionário nenhum, então o dileto pastor inventou esse verbete?

4- Se o pastor inventou esse verbete, coisa que a meu ver lhe é permitida (pensem no que ele faz com a Bíblia, e vocês perceberão que o que ele faz com a  Língua Portuguesa é pinto…), ele que explicasse o significado. Chamar o interlocutor de ignorante por desconhecer uma expressão usada no seu meio é forçar a barra.

Não me canso de dizer isso aqui: se você diz bolinhas vermelhas e seu interlocutor entende listras azuis, repita sua idéia de forma diferente até que o seu interlocutor entenda exatamente o que você quis dizer. Isso dá certo em 99% das vezes (o 1% restante dá conta de seres incapazes de raciocinar).

Isto posto, e como nenhum dicionário lista a palavra malafaiense, este blog-caldeirão só aceita uma possibilidade de uso da palavra funicar:

Pode passar a régua.

 

 

Chana muda de nome

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Tava fazendo um post sobre a importância do cujo na vida dos lusofalantes, mas encontrei essa notícia que, se por um lado é triste, por outro é delicioso ver como o moço redatô se esforça pra fugir do palavrão.

A história é a seguinte: era uma vez uma montadora chinesa chamada Changan. Em 2006, ela resolveu vir para o Brasil e – não me pergunte por que – decidiu que aqui seria conhecida como Chana. A coisa ficou ainda mais errada se você observar aqui que o logotipo da Chana era meique contraditório. Eu sei que muitos de vocês podem não estar acreditando no que estão vendo, mas a Chana foi tão real no Brasil que até jingle (não ria! É sério!) teve! E, por só vender miniutilitários, caminhõezinhos e quetais, seu primeiro slogan foi: ” … um grande mercado esperando de portas abertas pra você entrar… ” (para de rir, que coisa! Tô falando sério!!! Clica aí no vídeo abaixo que você vai ver!!!)

Mas depois de cinco anos no Brasil, Chana mudou de nome. Provavelmente não suportou o bullying.

Enfim, vejam como o site da Auto Esporte se esforçou pra não dar destaque ao palavrão – vale até mudar o gênero da Chana:

Em 2006, a Changan foi a primeira marca chinesa a chegar ao Brasil. Mas decidiu adaptar seu nome ao mercado local, e virou Chana [Eu também não entendi qual a lógica de adaptar o nome ao mercado local e batizar a empresa de Chana. Aceito teorias - pouco viajantes, por favor)]. Agora, cinco anos depois daquele [Só eu percebi o sarcasmo sob esse daquele enfiado no texto?] Salão do Automóvel de São Paulo, a montadora decidiu adotar o nome original da companhia. A importadora [peraê! Foi a importadora ou a montadora? A montadora decidiu e a montadora acatou? é isso?] não informou o motivo da mudança [Cejura? Por que será, néam?], mas muitos especulam [Muitos = o autor desse texto, eu, você e todos os que lerem o nome Chana associado a uma montadora de automóveis] se não seria pelo trocadilho infeliz [trocadilho OK, tudo bem. Mas acho que infeliz não é um bom adjetivo não, viu? Divertido fica melhor, né não?] que o nome tem aqui no Brasil.

O presidente da Tricos Districar, no entanto, [Traduzindo: a montadora é legal com nóis, e nóis num pode ficar mal na fita. Vamos melhorar o tom do texto e elogiar a empresa?] defendeu que a marca foi bem aceita no país [aêêêêê!!! Muito bem!!!]“Ao contrário dos comentários iniciais sobre o nome [iniciais, finais, de meio, de cima, de baixo.... seja qual for a posição dos comentários, os comentários serão os mesmos], à época de sua apresentação no Salão do Automóvel de 2006[eu trocaria esse a craseado, viu? Em vez de à época, escreveria "desde a época". Tipos: mais realidade, saca?] , entendemos que o consumidor brasileiro aceitou muito bem os veículos do Chana[O Chana? Pra disfarçar o palavrão o negócio é trocar o gênero da... perseguida Chana? Então, tá!]   ”, explica Abdual Ibraimo. “Mas é chegado o momento da mudança[Leia-se: as piadinhas tavam ficando insuportáveis] , até porque, ao adotar Changan, vamos utilizar o fato desta montadora ser a 1ª da China em miniutilitários e a quarta entre os construtores de veículos daquele país”, completou o presidente.[Aí você arremata com uma numeraiada corporativa, fica bem na fita da empresa e desconversa o trocadilho]

Além do nome, [Sentiu que o nome é a coisa mais importante a ser apresentado na feira, né? Geral usa feira pra lançar produto novo, relançar produto velho e dizer que é novo e tals, mas o mais importante dessa empresa é anunciar NOME novo!] a Tricos Districar apresentará também na 18º edição da Fenatran (Feira Internacional do Transporte) as linhas de miniutilitários, [ e aqui começa o blablabla whiskas sachê pereré pão duro].

Enfim, eu achei por bem compartilhar isso aqui com vocês. Um cadim de diversão faz mal a ninguém, né?

E pra encerrar, uma foto da Chana:

(P.S.: Pensando num trocadilho com Chana? Acho que alguém já teve essa idéia….)

Quem fumou o quê?

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Aí você lê um troço desses publicado aqui (que me foi enviado pela dileta e ravissante professora Ju Sampaio, a Dora Avante deste caldeirão :D ) e fica pensando quem fumou o quê, por exemplo?

Ou, melhor: o que realmente faz mal aos neurônios?

 

Perfume para pessoas ou Pessoas? Terráqueo pode usar?

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Cabei de receber este spam e-mail marketing troço no meu e-mail.

Tive um troço só de ler as primeiras linhas. Claro, fiz questão de compartilhar aqui cocêis:

Perfume que deixa as Pessoa  sexo oposto atraida por você [Entenderam o porquê agora? Primeiro quero conhecer esse zifio chamado Pessoa. Fernando é que não deve ser, cer-te-za! Se for, ele está assobiando em seu túmulo, pra que ninguém pense nele neste momento tão delicado... Enfim, para que este perfume realize as promessas, precisamos encontrar uma pessoa de nome Pessoa. Alguém tem idéia de onde encontrá-la? Será Pessoa homem ou mulher? Apenas uma certeza tenho: trata-se de só um (porque um só pode dar a impressão de que é um solitário mas deixa prá lá não vou divagar agora). Porque, né? As Pessoa só pode ser um. Ou não? Ih! Me perdi todinha! E olha que estamos no título!]

Este perfume existe

Acaba de chegar no Brasil Eros Magnifique Essence [pra quê vírgula, né mesmo? Só porque aqui é necessário separar duas orações...]  um afrodisíaco aprovado cientificamente [Por britânicos, né?]  para atrair pessoa do sexo oposto [Hummmm.... aqui Pessoa não é mais uma pessoa especial, apenas uma pessoa qualquer.... mas é do sexo oposto! Trata-se de relacionamentos heterossexuais, devo entender isso?]
O nosso [nosso? é meu também? Cejura? afff...] perfume Eros Magnifique Essence de Androstenona é exatamente isso![Uau! Que tudo, né? Ferormônio pra atrair o sexo oposto! Nossa, quanta inovação! Pensando bem, que ano é hoje? Aliás, que século é hoje?]

As Pessoas [ó! Aqui Pessoa voltou a ser um nome de pessoa, e tornou-se plural! Já temos mais pistas, gente! Trata-se de várias pessoas de nome Pessoa! (Mas que mãe batizaria um filho de Pessoa? pré-nome, não nome de família....] subconscientemente detectam este cheiro e sentem-se instantaneamente atraídas por você! [são os feromônios que [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo]]

Agora você vai atrair qualquer Pessoa [Pronto! Voltamos à confusão! Com esse milagroso perfume, se você quiser atrair Maria ou José, você NÃO CON-SE-GUE! Só vai atrair Pessoa, mesmo... desiste, zifio!] sem mudar absolutamente nada em você. Terá mais pessoa fazendo contatos visuais[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Pessoa é um extraterrestre que faz contatos visuais com terráqueos? Isso é perigoso? Esse perfume atrai ETs?!?!?!? ômopai....], admirando e conversando com você [ETs que fazem contaot visual, contato conversacional, contato admiral.... ai, que perfume perigoso!!!!!]
O Eros Magnifique Essence vai ajudar você a atrair novas pessoas [quer dizer, você vai conseguir atrair novas pessoas, independentemente do nome delas! Mas elas são todas ETs! Ai, que confusão....] ou a melhorar a sua vida amorosa.

Usando Eros Magnifique Essence, Você [Eparrê-iansã! Entrou mais um sujeito na parada. Um tal de Você. Não se sabe ao certo se é homem ou mulher. Porque se o texto estivesse a se referir a você, leitor, o faria em letras minúsculas, né? NÉ, CACETE? Aguardo mais detalhes!]  sentira [A se tomar por referência o nível do português do zifio, muito mais fácil entender que este verbo é o verbo sentir no futuro do presente sem o acento devido do que o verbo sentir no pretérito mais que perfeito..] o grande poder [Me lembrou que certa feita Paulo Henrique Amorim disse no blog dele que "o poder pode tudo". Mas deixa isso prá lá.] da atração ! Agora, nenhum pessoa [... e voltamos à estaca zero! No caso, a pessoa em questão pode ou não se chamar Pessoa, mas não se sabe ao certo se é singular, plural, masculino ou feminino- quiçá terráqueo! Aqui, aparentemente, só estamos falando de seres do sexo masculino (existe ET macho e ET fêmea? Ai, a coisa só piora!). Entendi isso pelo nenhum. Tô certa?] estará fora do seu alcance! 
Você terá romance e sexo de uma maneira que ja mais pensou que fosse possível![Sei, não... tô achando que a parada envolve extraterrestres....]

Esse texto deu medo. Só espero que ele seja uma piada de rélouim meique atrasada….

Exercícios da Bruxa

domingo, novembro 6th, 2011

Queridos ectoplasmas suínos:

Inauguro com pompa e circunstância uma nova modalidade de post neste caldeirão. Exercícios da Bruxa.

Como vocês são muito espertalhões e sabem identificar os herros de hortografia melhor do que eu, identifiquem abaixo as aberrações produzidas pelas amebas fornecedoras de conteúdo da Peugeot do Brasil.

Eu encontrei pelo menos três (colinha básica: o erro mais gritante tem outro embutido, mais sutil. O terceiro é um verbo fidamãe conjugado que nem a cara da mãe do sujeito que escreveu essa excrescência em forma de texto).

Não pensem vocês que o primeiro a responder esta maravilhosa enquete irá ganhar um maravilhoso [insira aqui o seu brinde preferido] porque estas são épocas de vacas magras no caldeirão. Se alguma lhynda empresa resolver me patrocinar, aí a gente brinca feito gente grande (Brincar? Feito gente grande? Oi?)

Mas por enquanto, vale entrar na página do Facebook da Peugeot e  torrar a paciência das amebas fornecedoras de conteúdo do sáitchy em questão….

E se você não aguenta de curiosidade, selecione com o mouse o trecho abaixo para ver a resposta deste intrigante (ah, deixa eu valorizar o meu texto, dá licença?) e excitante (ah, me erra, sô!) quiz (ok, aqui vocês podem me xingar! Deixa eu trocar a palavra) concurso! \o/

Erro nº1: Verbo prever, 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo:

Muitos prevIram, com iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii caceteeeeeeeeee!!!

Erro nº2 – e o mais gritante de todos, por Tutátis!

CampEão se escreve com E, E de Energúmeno!!!

Erro nº3, que tá junto do erro nº2: todos os prefixos que indicam multiplicação de números juntam-se à palavra sem hífen, e formam um novo vocábulo. Mais explicações aqui. Portanto, Cacá Bueno é tetracampeão.

Olha o dedo, Ego!!!

quinta-feira, novembro 3rd, 2011

Todos vocês estão carecas de saber que eu relevo erro de digitação. Se eu escrevo esotu ao invés de estou, por que haveria de cobrar correção etc e tal whiskas sachê pereré pão duro.

Mas desta vez não dá, viu? Alertada pelo post da Polly do Te dou um dado?, fui ver se a tetéia ainda tava lá no Ego. E não é que tava?

A intenção do moço redatô era escrever “seUs”. Esbarrou no I na hora de digitar o U, posto que I e U estão ali do ladinho no teclado. Não viu que esbarrou errado e publicou do jeito que estava.

Mas seis seios é um cadim demais, né não, Ego?

(vou nem entrar no mérito de que zona sul se escreve com minúsculas. É assunto assaz avançado pro Ego, deixa prá lá…)

“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

terça-feira, novembro 1st, 2011

O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?

Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)

Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:

Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!

Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?

OK, parei.

PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!

PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada

A “hortografia pobremática” e a identificação da Folha

sábado, outubro 29th, 2011

Seguinte, Folha:

Eu poderia gastar aqui horas de pesquisa e mostrar a origem etimológica da palavra identificar pereré pão duro blablablá whiskas sachê. Mas diante desta tetéia,

 

serei breve e brava:

PORRA, FOLHA! BANDO DE ANALFABETOS!

VAI, PROCESSA O PRIMEIRO QUE FIZER UMA TROCADILHO COM O SEU NOME E TE CHAMAR DE FALHA DE SÃO PAULO!!!

(Oh, wait!)

(com agradecimentos aos queridos ectoplasmas suínos que frequentam o caldeirão :D )

P.S.: Se identificado sai desse jeito, imagine as exceções

 

Reinaldo Azevedo e a obsessão em ficar de um lado só

domingo, outubro 23rd, 2011

Eu não deveria estar aqui postando. Deveria estar fazendo zilhões de outras coisas. Mas não resisto.

Eis que Reinaldo Azevedo, em sua obsessão para ficar de um lado só da situação, sem nem se dar ao trabalho de considerar as ponderações do outro lado, escorregou no quiabo. Sério. Foi um autêntico Ectoplasma Suíno que me contou.

Olha só o que ele publicou:

Ah, dona Bruxa, não tem nada de mais aí em cima, dirá você. e eu sou obrigada a concordar. Agora tá certinho – ele já corrigiu.

Mas o dileto ectoplasma suíno que me enviou o link rezou aos deuses do print-screen:

Quer dizer: em seu erro de digitação, seu inconsciente deixou bem claro que Reinaldo Azevedo é homem de um lado só (um destiladeiro, por assim dizer). Ou, então, ele tava na mó manguaça, pensando em destilar cachaça (ou destilar veneno, vai saber)…

Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um spam e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que spam e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu spam e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:

Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades [Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de necessidades, e não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu a partir das necessidades de alguém, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto...er... satisfaz as necessidades. Papel higiênico acompanha, claro!] que eram encontradas [Agora que eu já deturpei sua imagem de a partir das necessidades, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra necessidades a esmo.] por aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional [o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer aprender a produzir textos com finalidades profissionais, ou coisa do tipo, né?]   ou necessitavam [Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] analisar adequadamente produções textuais diversas [uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.], encontrando-se [BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de fez-se a bosta. Vamos acompanhar?] atualizado [E voilà! O sujeito desta frase é aqueles. Todos os verbos anteriores - desejavam e necessitavam - estavam no plural. O atualizado escapuliu! com as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesa"[Deu medo nocê também, né?]

Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

 

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?!

Homem morto até a morte

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Como disse muito bem a Marlena nos comentários deste blog, ao me passar o link pra tetéia que eu compartilho com todos, ” a praga é mundial”.

Traduzam do jeito que quiserem. O fato é que o Zifio foi morto até a morte. A MINHA tradução para a frase da legenda do noticiário de TV está no título deste post.

Enfim, mortos mortos até a morte à parte, eu só consigo pensar numa outra coisa: quem foi que disse pro zifio daí de cima que a gravata e a camisa combinaram bonito?

(P.S.: vamos dar o desconto que o sujeito que escreveu esse troço daí de cima tava trabalhando às 4:30 da matina. Devia estar podre de sono…)

Morto acreano dá depoimento a jornal

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Olha, eu desisto de deixar de falar de morto amestrado. Esses mortos estão aprontando mil e uma confusões, como diria texto de programação da TV Globo. Então, acho que até 2 de novembro, dia de finados, tá valendo.

Essa foi enviada pela querida AcrEana (que se recusa a virar acrIana em janeiro, no que conta com meu total apoio) Fernanda Ramalho. Na verdade, essa tetéia (cujo acento eu também vou me recusar a cortar a partir de janeiro) está disponível neste blog aqui.

Não é lindo, gente? O Zifio tropeça, cai, a motosserra passa pelo pescoço dele e ele ainda conta a história todinha pro moço repórti?

Esse morto só perde Pra Jorge Luis Borges, que baixou no Rio Grande do Sul pruma palestra 23 anos depois de desnascer, como diriam os espíritas.

E se você levar em consideração que o Acre não existe, aí sim é que a coisa fica ainda mais legal e o trabalhador braçal degolado fica ainda mais interessante por ser um morto que não existe! QUAAAAAAAAAAAAAA

(Ah, sim! Aprendam com a Fernanda Ramalho: “é EM Rio Branco, NO Acre”.)

 

 

Presídio para cavalos

terça-feira, outubro 18th, 2011

Para que não haja dúvidas a respeito, vamos pedir a ajuda de tio Antônio.

Tio Antônio, o que é uma cela, com cê?

Cela

1  diminuto quarto de dormir; alcova, recâmara

2  nos conventos, aposento de um religioso

3  nas penitenciárias e estabelecimentos afins, compartimento de prisioneiro(s)

4  Derivação: por extensão de sentido. qualquer cômodo de reduzidas dimensões

5  Derivação: por extensão de sentido. pequena casa; casinhola

Tá. E sela, com ésse, o que é?

Sela

peça de couro posta sobre o lombo da cavalgadura, sobre a qual senta o cavaleiro e na qual são presos outros apetrechos dos arreios

Então, se o jornal Folha Popular, de Poços de Caldas, diz isso aqui:

Posso entender que o presídio abriga cavalos?

(Beijos pra querida amiga Ju Sampaio, que me enviou a tetéia em questã)

Momento irmã Selma

sábado, setembro 24th, 2011

Tô bege, gente. Essa irmã Selma que vive em mim, que pensa numa coisa – e ela acontece – é muito sinistra!

Vocês leram meu post da queda do satélite da Nasa?

Lembram que eu sugeri que jogassem no carneiro, porque 26 ( = número de pedaços sinistros do satélite) no Jogo do Bicho é carneiro?

Ó só o bicho que deu hoje, sábado, dia da queda do satélite, às 14h. Peguei neste site aqui, com os resultados do Rio de Janeiro:

Se lhe servir de consolo, eu também não joguei.

Vamos dormir?

A Nasa e os objetos sobreviventes

quinta-feira, setembro 22nd, 2011

É oficial: setembro é o mês dos mortos aqui no caldeirão!

Hoje ainda é dia 22, e eu não aguento mais falar de mortos vivos por aqui. Até objeto resolveu adquirir vida!

Qué dizê, eu poderia estar estudano, eu poderia estar trabalhano, mas não, estou aqui exorcizano texto ruim. Dá licença, mas agora eu TENHO que exorcizar esta tetéia ininglix.

Daí que um tal satélite da Nasa vai cair na Terra. E a Agência Espacial Americana (=Nasa) publicou em seu site um estudo (!!!) que analisa o potencial perigo de esse satélite ingressar de volta na atmosfera terrrestre.  A página 4 da tal publicação deixa bem claro que a margem de erro das previsões é de 12.000 quilômetros – para mais ou para menos,(o que queira que isto venha a significar, como diria o outro).

Mas o legal mesmo tá na página 8 do documento.

Lá, a Nasa explica que existem cerca de 26 componentes maiores no tal do satélite que podem não se desmantelar quando entrarem na atmosfera, e… bem… cair na sua cabeça (isso num tá dito, tá só subentendido). Mas a maneira como a Nasa se refere a esses componentes é que é o motivo principal da criação deste post. Ó só:

“Objects expected to survive” = Objetos que podem sobreviver 

Human casualty = acidentes com humanos*

****

Atualização: Alertada pelo Igor Senna, fui ver uma tradução mais precisa para casualty. Essa palavra pode ser traduzida como 

acidente
baixa
sinistro
perdas
desastre
infortúnio
Em outras palavras: não tucanaram as mortes humanas. Malzaê!
****

quer dizer, os objetos podem sobreviver, mas o que acontecer com seres humanos (ou quaisquer outros seres… como dizer? Vivos? é, acho que é essa a palavra! Vivos!) será apenas um acidentchy.

Acho bom que você tome as devidas providências:

1- Não saia de casa sem um  guarda-chuva. Pode ajudar.

2- Procure uma banca de jogo do bicho e jogue no carneiro (26 = carneiro)

3- Se você for acertado por um pedaço de satélite, arranje um jeito de processar a Nasa. Pode lhe render uns bons trocadinhos! :D

 

P.S.: segundo esse documento da Nasa, todos os cálculos foram realizados por um software específico pra analisar queda de objetos na Terra (não pergunte, por favor), chamado de Ferramenta de Análise de Sobrevivência de Reentada de Objetos (UEPAAA! Do inglês Object Reentry Survival Analysys Tool), ou Orsat – quase Tarso lido de trás pra frente. enfim, eu tinha que dividir essa abobrinha aqui com cêistudo. Pronto, passou!)

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