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Dilma, mercado, especulação e o duplo twist carpado do Infomoney pra ser coerente e não perder dinheiro

quinta-feira, outubro 2nd, 2014
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Antes de começar este post, vou agradecer e mandar milhões de beijinhos pro Felipe Spencer, que fez rapidex pra mim essa imagem que eu vou usar pra desenhar a história por trás do post que originou este post:

setasletz-01

Queisso, bruxa?

Isso é um resumo da reta final do primeiro turno, o que está acontecendo entre Marina Silva e Aécio Neves na disputa pelo segundo lugar. Marina está em franca queda, e Aécio em franca ascensão. Aécio pode ultrapassar Marina a qualquer momento.

E eu não pus de propósito a seta-resumo de Dilma Rousseff, porque essa tá bem acima, e divando pra cima (late mais alto que daqui eu não te escuto, diria Valesca Popozuda…)

Enfim. Com essa imagem na cabeça, e pensando que Dilma pode passar a régua ainda no primeiro turno (se não fechar, vai ser por muito pouco mesmo), vamos analisar o texto cometido de maneira tonitruantemente gloriosa pelo Infomoney.

Esse texto me chamou a atenção porque o supracitado site (considerado um verdadeiro pai-de-santo pelos comunistas do bunker clandestino  do Muda Mais) passou o ano INTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIROOOOOO falando que se Dilma vencesse seria um desastre para o mercado, porque o mercado iria implodir, daí viria o apocalipse zumbi, Marte nos invadiria, os santos nos abandonariam e seria o fim dos tempos pereré pão duro. Aí eles resolvem dizer, a esta altura do campeonato (e das pesquisas), que Dilma talvez não seja tão ruim assim.

Claro que eu me interessei pelo twist carpado redacional. Pipocas e guaraná acompanham, senhores!

2015 vem aí: Dilma reeleita vai ser tão ruim para os mercados assim? 

corrida continua acirrada e tudo pode mudar, mas [Chegou o vírgula-mas! vamos ver a adeversatividade qual é!] alerta com reeleição de Dilma se acendeu mais uma vez para investidores[ela é presidenta, e comanda o Brasil há quatro anos. Mas representa risco pros investidores. Não, eu não consigo entender essa lógica]: há motivo para tanta preocupação?[eis a introdução do imbroglio. Agora vamos ver como se dá a concatenação dazidéia do Pai Infomoney]

SÃO PAULO – Após a divulgação da pesquisa Datafolha na última sexta-feira onde a candidata Dilma Rousseff aparece 13 pontos na frente de Marina Silva e também numericamente na frente no segundo turno, apesar de tecnicamente empatada com a margem de erro, a bolsa desabou e o dólar disparou. E a percepção foi corroborada pelas pesquisas Datafolha e Ibope de ontem.

mercado

Ay, señores! Ustedes me matan de verguenza!

[lá em cima foi só a introdução. Aqui é que começa a diversão e as loucas aventuras. Acompanhem:] Conforme aponta Raphael Juan, gestor da BBT Asset, o que o investidor pode esperar até o fim das eleições é muita volatilidade [se eu tivesse ações na Bolsa, ficaria quietinha encolhidinha sem me mexer, porque a montanha russa vai ser braba!], já que a candidata do PSB ainda tem um bom potencial de crescimento [agora olhe pras setinhas lá de cima, entenda a seta verde como da Marina, solte uma gargalhada e vlte logo!] e no segundo-turno o tempo de televisão é igual para ambos os candidatos. “Além disso, o PSB tende a receber o apoio de Aécio Neves, algo que é impossível de ser contabilizado nas atuais pesquisas. Portanto, cenário totalmente indefinido”.[O texto se propõe a dizer que Dilma reeleita não vai ser tão ruim assim, mas esse parágrafo reza por Marina. Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!]

Por outro lado[esse "por outro lado" pode ser praticamente considerado um alomorfe do vírgula-mas. Mas deixem essa observação pra lá, pq isso não é uma poção de morfologia], a forte queda na Bolsa e alta do dólar acontece porque o mercado já dava como certa a eleição de Marina Silva[aí veio a Dilma, subiu, e embaralhou ascoisatudo de novo!]. Agora, o investidor precisa começar a se preparar para uma eventual permanência de Dilma no Planalto. 

“O investidor já sabe como o mercado deverá reagir com Marina[tá. deixa eu entender, então. Marina nunca antes na história deste país foi leita presidenta, mas o mercado já sabe como reagir a um governo dela? Ah, é verdade! "Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!"], porém, [é tanto vírgula-mas que o redator teve que lançar mão de um "vírgula-porém] ainda é uma incógnita como se comportará com Dilma[vou repetir o raciocínio da observação lá de cima: Dilma é presidenta há quatro anos, e o mercado sabe o que esperar dela e como ela se comporta. Mas o comportamento do mercado será uma incognita com Dilma?Ah, é verdade! "Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!"] . (…)

De acordo com o diretor de mercados emergentes da corretora japonesa Nomura, Tony Volpon, o Datafolha de sexta acabou sendo um divisor de águas para os mercados, que parecem ter abandonado a esperança de que esta eleição representaria o fim do ciclo do PT. [abandonado a esperança. Fim do ciclo do PT. Imparcialidade? Não, senhora! somos especuladores! Quer imparcialidade vá ler a previsão do tempo - e mesmo assim procure um site de informes meteorológicos!]

“A reação do mercado, em nossa opinião, não é atribuível tanto à diferença entre os dois principais candidatos, mas a tendência dos dados eleitorais. Projetando esta tendência para a frente, poderia-se imaginar uma reeleição de Dilma já no primeiro turno”, afirma. 

Para Volpon, todos os resultados são possíveis e a corrida continua muito acirrada, com Marina podendo compensar o terreno perdido em um segundo turno. Porém, tendo como base um cenário de maior possibilidade de Dilma vencer, o especialista também destacou o que pode mudar no próximo ano

[Mas espere! Você acha que o melhor do texto á apareceu aí? Pare de comer pipocas pra não se engasgar!]

E depois de 1 de janeiro de 2015?
O que aconteceria depois do dia 01 de janeiro de 2015? Para Juan, com a mudança do Ministro da Fazenda, um grande passo já será dado, principalmente se for um nome que inspire confiança do mercado, como Henrique Meirelles. [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA O INFOMONEY QUER EMPLACAR MEIRELLES NA FAZENDA! QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Devemos avisar que eles estão fazendo isso muito, muito errado? Melhor, não, né?]

“Principalmente os investidores internacionais, que movimentam a nossa economia, enxergam Guido Mantega como uma fórmula esgotada para retomar o crescimento[puxa, que coisa, não? Isto significa que eles estão tudo indo embora do Brasil? Não, não significa!] . A troca do ministro, dependendo do nome, será bem vista pelo mercado”[Ah, cejura? Puxa, que coisa, não?]. [Aí você pensa que o texto vai navegar pelos mares do pessimismo e...] Além disso, o cenário de modo geral não deverá ser tão catastrófico como muitos pregam.[e ele vem e concorda com o título do post!] “A bolsa deverá voltar aos 60 mil pontos, dólar ficará entre R$ 2,40 e R$ 2,45 e taxa de juros convergindo para 11%. Não acredito em desastre, como muitos pregam”, acredita o gestor da BBT.[Tá. Aí eu lhe convido a voltar cinco parágrafos pra reler o trecho em que o texto diz que com Dilma mercado será incógnita: olha a cognição aparecendo aqui! O_o] 

Já para Volpon, é difícil saber se Dilma tirará lições de seus anos de mandato e de quando esteve perto de perder a reeleição [Porque, né? O mercado quer ensinar lições a Dilma. E eles devem estar todos lá, sentadinhos, ao lado da Cláudia...] Ele destaca dois cenários opostos: [aqui você para de novo de comer pipoca pra não se engasgar]  há quem acredite que Dilma reeleita vai manter a retórica política esquerdista da campanha e construir pontes com o setor privado e os mercados financeiros[calma que não é isso, é agora que começa!]. Os pessimistas acreditam que ela vai ver a sua reeleição como mais quatro anos “para lutar pelo povo contra o mercado e os interesses financeiros que quase a derrotou”. [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA aviso: não tenho forças pra destacar o erro de concordância dos interesses financeiros que a derrotOU. Vamos ignorar, vamos?]

Para Volpon, a verdade está em “algum lugar do meio” [Fox Mulder curtiu isso]. “Nós acreditamos fortemente que ela dará sinalizações iniciais mais pró-mercado e a nomeação de um novo ministro da Fazenda será um sinal muito importante para saber se há substância em um discurso mais pró-mercado”.

A Nomura acredita que, devido às suas visões ideológicas, haverá ajustes pequenos nas políticas atuais. “Em declarações recentes, Dilma defendeu seu ponto de vista que o que prejudica a economia brasileira é a crise global; que suas políticas têm sido bem sucedidos em proteger o trabalhador brasileiro da crise; e que suas políticas serão revertidas quando a economia global se recuperar”. [MAZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Eles são capazes de entender o que a Dilma fala!!! Não precisa desenhar!!!! Que boooooooooom!!!!]

“Esta ‘visão de mundo’ levanta a questão óbvia: se a economia global não vem para o resgate, Dilma continuará ‘protegendo o trabalhador brasileiro’, mesmo à custa da contínua deterioração fiscal?”

A Nomura avalia que sim, não havendo nenhuma decisão autônoma para ajustar a economia. Por outro lado, haverá restrições: uma é política e outra é sobre os índices voláteis de aprovação do governo. A popularidade do governo aumentou “por causa do bombardeio constante da campanha eleitoral” mas, para a Nomura, estes índices mais altos não devem se manter, funcionando assim como uma restrição poderosa contra as políticas impopulares de ajuste. 

“Um governo se recusar a ajustar as políticas não significa que a economia não se ajusta. Significa apenas que os mercados têm de fazer o trabalho que governos se recusam a fazer.[masmeufiiiiiiiiiiilho.... Adam Smith, já ouviu falar nele? Laissez-faire, laisez-passer, manja? Intâo...] Como é típico em um ambiente de mercado emergente, o principal mecanismo de ajuste será a taxa de câmbio”, ressalta Volpon.

(…) [eu poderia aqui falar de uma tentativa de previsão mercadológica do tipo bola de cristal, mas deu gastura]

Olha, como já disseram no Twitter, esta eleição tá tão enlouquecida que até domingo pode rolar apocalipse zumbi e invasão alien. E muito, muito texto mal escrito e mal concatenado.

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Pra entender o nível da imprensa brasileira nos atualmentes

quarta-feira, setembro 24th, 2014
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Amanhã este post completa um ano de publicado. Mas ele está atualíssimo, aliás, ele conseguiu a proeza de estar mais atual agora do que há um ano.

Eu aproveitei as manchetes de vários jornais mundo afora versus manchete do site da Veja para dar uma amostra do comportamento vil e asqueroso da imprensa nacional.

Como Dilma Vana tá voltando hoje a Nova Iorque pra abrir o boteco da ONU, republico-o.

(E querem apostar como a imagem que ilustra este post também vai ser atualizada? Valendo!)

***************************************

Eu venho desenvolvendo essa tese há algum tempo aqui nos meus miolos. Hoje acabei de vê-la desenhada. Então, já que tenho ilustração, vou discorrer sobre. Não sem antes agradecer à dileta amiga Lucianna Carvalho, por me dar o lindo passe que resultou nesse gol.

Para que todos entendam de linhas editorias deste ou daquele veículo jornalístico, vamos fazer um exerciciozinho técnico de “encontre a notícia”.

Para isso, vamos usar como exemplo uma passagem bíblica:  Jesus caminha por sobre as águas do lago. Copio a citada aqui http://www.bibliaon.com/joao_6/ (Jo 6, 16-24 ou Evangelho Segundo São João, capítulo 6, versículos 16 a 24):

16 Ao anoitecer seus discípulos desceram para o mar,
17 entraram num barco e começaram a travessia para Cafarnaum. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha ido até onde eles estavam.
18 Soprava um vento forte, e as águas estavam agitadas.
19 Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros, viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados.
20 Mas ele lhes disse: “Sou eu! Não tenham medo!”
21 Então resolveram recebê-lo no barco, e logo chegaram à praia para a qual se dirigiam.
22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.
24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus

 

Agora me ajudem. Vamos fazer de conta que:

– Jesus existiu (pra você que não acredita nele)

– Há fotos de Jesus caminhando por sobre as águas. Portanto, devemos todos partir do princípio de que esstrem aconteceu de fato – e você acredita nisso.

– A imprensa inteira noticiou o feito

– Jesus é do PT (calma, calma, calma! Deixa eu defender minha tese!)

Então, com essas premissas aí todas pacificadas, vamos analisar a coisa: qual é a notícia, o grande fato que transforma essa travessia de barco da história diferente de todas as outras? Ou, como gostam de dizer os editores (ô, raça!), qual o inusitado  da história?

Acertou quem respondeu Jesus andou por sobre as águas do mar de Tiberíades (sim, o texto fala em mar. Mas dá um desconto. A Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_da_Galileia  – chama esstrem de Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré  – além de ele ser também o mar da Galileia. Considerando o nível de confusão praquelas bandas, não saber se um monte d’água é mar ou lago é o menor dos problemas deles. E isso nem vem ao caso!)

Mas enfim. Deixamos Jesus andando por sobre as águas. Então, como deveria ser a manchete neutra, que traz a informação livre deste ou daquele viés político?

Jesus caminha por sobre as águas do mar de Tiberíades

É a notícia, ele fez isso mesmo (você me prometeu lá em cima que iria acreditar na história! Num estressa!) e lembrem-se: a manchete é uma frase única, de preferência com uma única oração, que traz uma unica ideia. Tem que ser uma linha sintética, simples, pá-pum.

Mas não é bem assim que a banda toca por estas bandas de cá, né? Vamos ver como os vários veículos de comunicação que pululam por este Brasil dariam a notícia.

Primeiro, aqueles que ficaram conhecidos como os blogprog. Há quem diga que esse povo recebe do governo pra fazer o que fazem. Eu duvido – não porque o governo não seja capaz de uma coisa dessas, mas porque eu me recuso a acreditar que o governo, qualquer que seja ele, consiga remunerar um troço tão mal feito! Porque, se eles tivessem que dar essa notícia, sairia marromeno assim:

Jesus Inácio Lula da Silva realiza feito histórico e caminha por sobre as águas do mar da Galileia
“Nunca antes na história deste país alguém ousou caminhar por sobre essas águas revoltas, mas nosso país está mudando”, Declarou Jesus Inácio

Vou evitar discorrer sobre o ridículo da frase acima pois creio que ele seja autoexplicativo. E eu não estou aqui para redundâncias. Então, vamos ver como a imensa maioria da imprensa brasileira daria a manchete:

Jesus caminha por sobre as águas, mas expõe apóstolos a possíveis afogamentos

Reparem na construção da frase acima. Observem que há duas orações coordenativas adversativas. Traduzindo pra quem não se lembra mais das aulas de sintaxe: são duas orações coordenadas, ou seja, duas orações que são independentes uma da outra – cada uma, sozinha, faz sentido, se  basta. Mas elas se ligaram por coordenação. E essa ligação se deu com uma conjunção que imprime uma adversidade  aos dois enunciados:

Jesus caminha por sobre as águas = legal, positivo, maneiro;
Jesus expõe os apóstolos a possíveis afogamentos = mau, negativo, feio, isso não se faz.

Daí que a regra básica da manchete (uma frase, uma ideia, uma oração) foi quebrada. Entraram em campo duas orações – a primeira positiva; a segunda (que vai permanecer mais tempo nazideia), negativa. Pode reparar que esse é o tipo de manchete usada por Folha, Globo e Estadão. <– observe o ponto, por favor. Citei apenas esses três, fazfavô!

Agora pensem na quantidade incomum de manchetes compostas de “vírgula-mas” (http://www.meionorte.com/noticias/geral/brasileiro-vive-mais-mas-em-condicoes-precarias-58595.html) que vocês leram nos últimos dez anos (http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/privatizacao/o-brasileiro-esta-vivendo-mais-e-isso-e-otimo-mas-e-a-previdencia-social/) – principalmente as referentes às melhorias de qualidade de vida dos brasileiros.)

Eu poderia (e pretendo) discorrer sobre esse tema com mais ponderações e orientações. O fato é que é possível analisar esse tipo de manchete tanto pelo lado negativo, como eu acabei de fazer, como pelo lado positivo: apesar de imprimir um viés editorial à notícia, que abandonou menina isenção e deixou Jesus Cristo meio antipático, a manchete informou o fato em si. quem leu esse título ficou sabendo que Jesus caminhou por sobre as águas – ponto. (mas o gostinho do fel ficou na boca.)

Mas a coisa pode ficar pior. O viés ideológico e a opinião rasteira, daquela que destrói todos os princípios do bom jornalismo, podem se fazer presentes de forma ainda mais grotesca. Imagine se, após o feito do trecho bíblico, alguns veículos estampassem em suas manchetes:

“Jesus não sabe nadar”        ?

Antes de tachá-lo de ridículo, cabe avisar aqui que o título acima não satisfaz o pré-requisito de informar sobre o fato em si. (Pronto, agora podemos chamar de ridículo. Ou, ainda, de recalque. Mas essa análise recalque é muito 2013, quero deixá-la atemporal).

Ah, Bruxa, ninguém faz isso, não! Fica muito ridículo!

Pois eu digo que o grupo Cisneros, na Venezuela, fazia isso direto com o ex-presidente Hugo Chávez; o grupo Clarín faz isso direto com a presidenta Cristina Kirchner; e aqui no Brasil, que é useira e vezeira nesse tipo de construção é a Veja.

Querem ver?

porraveja

Infográfico roubartilhado do Facebook do Laerte Gurgel

Vamos analisar o fato em si:

Dilma foi à ONU fazer o discurso de abertura da Sessão deste ano da entidade internacional. O trem que tá pegando: a espionagem escancarada dos Estados Unidos em cima do pré-sal e das comunicações do altíssimo escalão do governo federal.

O que que Dilma fez no discurso? Condenou o ato.

Como a imprensa internacional noticiou?

- The Guardian: [espionagem é] uma brecha ao Direito Internacional

- Le Monde: espionagem é afronta

- El País: Rousseff condena práticas de espionagem

- Veja: Dilma critica EUA

E eu paro por aqui. Não vou falar das fotos, não vou falar de 2014, não vou falar de mais nada.

Só peço que vocês reparem que a manchete da Veja é composta por duas orações coordenadas. Observem também que essas orações são ADITIVAS. Ou seja: uma é negativa, a outra também.

Em resumo: você assina Veja? Troque por Chico Bento. Leitura de altíssima qualidade, leve e estimulante. e, se bobear, tem mais informação que o hebdomadário abriliano.

(E este post foi incluído na categoria “PORRA, FOLHA!” por osmose.)

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A figura de linguagem não compreendida pelo estagiário do EGO frilando pro Globo Política

segunda-feira, setembro 8th, 2014
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[Suspiro]

Este post foi produzido após uma cerveja, porque tá puxado, viu?

Situation: Dilma Vana, em entrevista ao Estadão, diz que a Petrobrás possui 200 milhões de acionistas.

Considerando que 200 milhões é o número total da população brasileira (pelas últimas contas), temos uma figura de linguagem (metáfora? Metonímia? Não sei, tenho que checar) que passa a seguinte informação: “A Petrobrás pertence ao povo brasileiro”.

Aparentemente não é difícil entender que Dilma usou uma figura de linguagem. Mas não foi isso o que aconteceu com o responsável pelo blog preto no branco que, ironia das ironias, é responsável por atestar a veracidade das informações ditas pelos candidatos à presidência da república. Ó o que o estagiário do Ego cedido à editoria de Política do Globo aprontou:

pretonobranco1

Ainda incrédula com o acontecido, mandei um tweet para eles EX-PLI-CAN-DO o que Dilma quis dizer:

bruxaexplica

E o estagiário do EGO… ME. A. GRA. DE. CEU.

globoresponde

O resultado final foi:

pretonobrancofinal

POSSÍVEL.

METÁFORA.

POR MEIO DA UNIÃO.

Lição do dia: você é burro? Ah, então você consegue facinho um emprego no Globo! O_o

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Exame #xatiadíssima com a ONU

domingo, setembro 7th, 2014
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Antes de tergiversar, deixem eu explicar o que é Análise do Discurso. Em linguagem de game, é algo como uma interpretação de texto na última fase do jogo.

Peguemos como exemplo a singela frase Ivo viu a uva. A interpretação de texto apenas pede que você saiba o que é uma uva, no que consiste o ato de ver e entender que Ivo é uma pessoa do sexo masculino. Você associa essas informações e ainda se dá ao luxo de fazer substituições: o garoto observou o fruto.

Na Análise do discurso, você começa a reparar informações que estão tão escondidas que você recebe sem questionar, até porque não percebe que tal informação lhe foi enfiada goela abaixo. Na frase em questão, o chato analista do discurso vai dizer: “que garantias eu tenho de que Ivo não é cego?”

Isto posto, tava eu outro dia na cantina da UnB trocando ideias com o professor Dioney, que vai orientar meu mestrado e doutorado. Tava encafifada sobre como um texto nasce na cabeça de um jornalista. E ele batendo sempre na tecla: “não tenha dúvidas de que cada palavra é milimetricamente projetada na cabeça de quem compõe um texto! Quando a Bruxa diz “é um sintagma nominal incompleto, mas poderia se chamar putaria“, ela tem a exata noção do impacto que essa fraese vai causar na cabeça do leitor!

Mas, pôxa, eu tava só fazendo uma brincadeirinha lúdica porém didática…

E eu fui pra casa não muito bem convencida do que o Dioney me falou, e estava matutando esstrem até hoje.

Sim, até hoje. Porque hoje a Exame chegou me enfiando uma chapuletada na cara que diz: “para de babaquice que o Dioney tá coberto de razão! A gente faz isso o tempo todo!”

Enfim. A história, bem tatibitati, pode ser resumida de forma bem simples: Bolsa-família, inclusão social, transferência de renda: ÊÊÊÊÊÊÊÊ! Brasil tá de parabéns – diz a ONU.

Mas o duplo twist carpado que o texto dá pra falar mal tendo que falar bem do governo brasileiro é tão ridículo que me fez soltar umas boas gargalhadas. Vamos lá:

Esse relatório da ONU tá ótimo!

Esse relatório da ONU tá ótimo!

 

ONU é só elogios ao Brasil em relatório internacional; veja

Sobram elogios ao país no relatório da ONU sobre desenvolvimento humano. Brasil virou sinônimo de combate bem sucedido à pobreza[Aí aqui você dá aquela paradinha clássica: mas como assim, a Exame tá elogiando o governo?], mostram trechos selecionados[Aí o texto corre pra te dizer que é só em trechos selecionados, e não no texto todo. Claro que ele não diz que o texto todo não fala o tempo todo do Brasil, mas quando ele fala do Brasil só fala elogiando. Mas isso você só percebe depois que lê o relatório todo.]

[O que você está fazendo parado aí que ainda não trouxe pipocas? Ah, você já pegou? Então para de comer pra não se engasgar! Ó só por quê:] São Paulo – Não é de hoje que a Organização das Nações Unidas tem a mania [MANIA!!! A ONU TEM A MANIA!!! Caso você não tenha entendido: mania é uma palavra de carga pejorativa, negativa. Se o texto quisesse ser mais neutro, teria escrito "A ONU tem por costume / tem por háito. Mas não: pra Exame, a ONU tem manias....] de enfocar o lado positivo e os bons exemplos [e que mania negativa é essa? Ah, é de enfocar bons exemplos e o lado positivo! Pera que eu tenho que ilustrar essa texto] dos países que aparecem em seus relatórios de análises globais, principalmente quando se trata do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado hoje (veja na íntegra ao final).

Desta vez, porém[esse porém deve indicar algo que se oponha à informação anterior, certo?], fica explícito que o Brasil virou, aos olhos dos organismos internacionais[mas é só aos olhos dos organismos internaiconais, viu, gente? Não fiquem aí pensando que a gente concorda com isso, não...], sinônimo de país que combate a pobreza e mira as desigualdades sociais[... e o porém não indicou nada contrário. Mas o autor deste texto está, como se diz no Twitter, #xatiadíssimo...].

O destaque é mesmo [é mesmo = por falta de coisa melhor] o programa Bolsa Família, citado sete vezes ao longo do relatório como exemplo bem sucedido de transferência de renda. Mas[UEPAAAAA! Desta vez não foi vírgula-mas! Foi ponto-mas! É pra mostrar que a coisa é mais pesada! Vamos ver do que se trata?] há um debate interno na ONU sobre suas qualidades.[aí você clica no link fornecido no texto original, e cai em outro post em que o escritório nacional da ONU discute com o internacional critérios e metodologias de cálculo. Ou seja: põe mais guaraná aqui pra acompanhar as pipocas, por favor!]

Não só isso[Pensa que é pouco???!!? Nããããããããoooo, tem mais!]: também a política de cotas nas universidades e a evolução do acesso à educação ganham linhas elogiosas [Se eu fosse dos ministérios sociais do governo Dilma eu estaria a dar beijinhos no meu ombro pra evitar o mau-olhado, porque OLHA...] - e por vezes pouco críticas, vale destacar.[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Eles só elogiam, não criticam nada! O que o texto não fala é que os programas e os números foram criteriosamente analisados e ponderados para que o relatório fosse escrito. Mas, né? Deixa isso pra lá, quem precisa saber desse detalhe?]

Tendo como fonte principal estudos e trabalhos acadêmicos[ou seja: textos POUCO CRÍTICOS - só que não] , o relatório produzido pelos analistas da ONU pode parecer, aos olhos nacionais[olhos nacionais = olhos da redação da editora Abril], pouco realista em alguns momentos.[ = não condiz com a realidade que A GENTE quer destacar]

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), por exemplo, aparece como uma associação civil autônoma de partidos políticos [aquela gentalha que há anos a gente se esforça pra mostrar como bolchevique, comunista, cubana, asquersa, fedorenta e comedora de criancinhas é mostrada como uma Ong social, imaginem vocês!] com peso educacional na luta do Brasil para ensinar crianças a ler e escrever (conferir 9º item desta lista).[aqui eles estão passando o recibo de que não correram atrás pra apurar se o troço é verdade. Ou seja: a Exame passa o recibo de que escreve o que lhe vem à telha, sem se dar ao trabalho de ouvir o outro lado. o MST tem que ser traçado como grupo terrorista, e não grupo capaz de educar e alfabetizar seus membros!]

A finalidade do “Human Development Report 2014”, segundo a ONU, é mostrar como países podem se fortalecer para estarem prontos diante de crises inesperadas, principalmente do ponto de vista social.[Segundo a ONU a finalidade é essa; mas pra gente a finalidade é fazer propaganda bolchevique...]

Neste ano, o Índice de Desenvolvimento Humano trouxe uma leve melhora do Brasil, que subiu uma posição e ficou em 79º lugar dentre 187 nações.[Aqui eles aproveitam pra dar uma cotovelada, porque o IDH subiu só um ponto.]

O texto continua, citando trechos do panfleto comunista Relatório da ONU que corroboram a ideia de que o Brasil é um exemplo pra combater a pobreza.

Mas, ô textinho contrariado esse, hein?

E Professor Dioney, por favor, me perdoe por duvidar de suas palavras. Eu tava erradíssima….

 

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Marina e a guinada de 360 graus na política brasileira

sábado, agosto 30th, 2014
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Adoro essa expressão: guinada de 360 graus. Você dá uma volta inteira e volta pro lugar de onde começou. Ou seja, melhor ter ficado parada, quieta, sem fazer nada.

Pois a candidata-viúva Marina Silva conseguiu a proeza de dar uma guinada de 360 graus em apenas 24 horas. Ontem a comunidádji LGBTSPFCdesculpem, mas eu adoro essa piadinha! :P  estava toda feliz e serelepe com as propostas da candidata para esse segmento da sociedade – uma galera sofrida, fudida, que tem direitos civis básicos negados por motivos escrotos, baixos, vis. Mas não vou entrar nessa questão.

Vim aqui só pra mostrar a teteia que é a carta-360-desmentido dizendo que não era bem aquilo que a gente tava dizendo etc e tal. Vamos acompanhar. Já estouraram as pipocas?

(Aviso: vai ter muita caixa alta de minha parte. PORQUE EU ESTOU POSSESSA DA VIDAAAAAAAAAAA)

 

[respire fundo porque o trecho a seguir contém cinco linhas e NE-NHUM ponto. Vmaos lá]O texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).[não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão. Maneira tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER]

Em razão de falha processual na editoração[FALHA. PROCESSUAL. NA EDITORAÇÃO. enfiarama culpa no pobre infeliz do tio webmaster que tava quieto lá no canto dele!], a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos [outra maneira ainda mais tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER!] de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.

Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável[CONTRATEMPO INDESEJÁVEL. Defender a causa LGBT é um CONTRATEMPO INDESEJÁVEL!] , tanto no texto com alguns equívocos [TEXTO COM ALGUNS EQUÍVOCOS! ALGUNS EQUÍVOCOS!] como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.[Traduzindo: Aê, galhéra, tô pisando pra caralho em ovos pra dizer que vocês que ontem tavam morrendo de amores por mim hoje têm motivos de sobra pra comer o meu fígado, mas eu preciso do voto de vocês trouxas, então por favor continuem comigo, sim?]

Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.[a gente fez um livrinho bonitinho! Aceita um exemplar?]

(…)

E vcs que se virem, porque eu não vu dar palanque pra essa sonserina.

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Cuba, o aplicativo lançado e o cacófato anunciado

sexta-feira, agosto 22nd, 2014
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Guardem esta data. 21 de agosto de 2014.

Esse cacófato estava mais que anunciado e avisado. Na verdade, ele é tão velho quanto a Cuba Libre. Mar de meio século balança (uy!) as partes desse cacófato.

Daí que, mesmo com todo o aviso do mundo, mesmo com toda a Guerra Fria, o cacófato foi cometido. Pela agência Efe, que fique registrado. Que arrastou um bando de distraído web afora.

Aí geral orou aos deuses do print-screen só ao ver a manchete do G1. Gente parcial…

Eu fui ao Google. E encontrei mais. Vamos contar?

cubalanca1

Um

 

cubalanca2

Dois

 

cubalanca3

Três

 

cubalanca4

Quatro

 

cubalanca5

Cinco

 

cubalanca6

Seis

 

cubalanca7

Sete E VAI MELHORAR!

 

 

cubalanca8

oitoooo! U-OL! \o/ \o/ \o/

 

Mas aí geral se deu conta do ridículo e correu pra mexer no verbo lançar. Que pena…

 

Primeiro foi o

cubalanca9

 

E, finalmente, aquele sacaneado por todos, o G1:

cubalanca10

 

De resto, ninguém sabe exatamente qual é a desse lançamento, porque tá todo mundo cantando

 

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Folha, a queda da alta e a estratégia do caos

segunda-feira, agosto 11th, 2014
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É sempre assim. Minha relação com a Folha de SPaulo é de quase simbiose, saca?

Eu começo a achar que o caldeirão tá muito parado e lá vem a Folha me dar motivo pra mexer de novo no caldeirão. Vejamos a teteia que o jornal dos Frias aprontou hoje.

O texto “Mercado reduz previsão para crescimento da economia pela 11ª vez” já prenuncia o caos, desgraça e infortúnios. Abre com a redução da projeção do crescimento da economia blablabla wiskas sachê blablabla. E eu só consigo pensar no Paulo Ricardo cantando “antecipando a estratégia do caos.. há no ar num ato qualquer um certo temor / num segundo passa por nós, talvez o amor / feito o pôr-de-sol em mim, feito a vida chegando ao fim / há um fim?” Aí eu penso que esperar que o Brasil tenha o PIB da China é comparar a bunda do Hulk com a bunda do William Bonner (eu já vi, é murcha que só, uma decepção!)

Tá. Deixa o Paulo Ricardo pra lá. Voltemos ao texto. Ele fica legal mesmo quando fala de IPCA, o índice de inflação, que deve ficar em até 6,5%. Previa-se que ele ficaria em 6,39%, e agora a previsão é de 6,26%. Olha o malabarismo da redação da Folha:

 

A projeção para a alta do IPCA (a inflação oficial do país) [Pronto. Projeção para a alta. Você fica esperando um número caótico] neste ano caiu [Aí vem a realidade dos números e joga a alta pra baixo. Agora me conta: há a necessidade desse "alta" antes de IPCA no início do parágrafo, ou eu devo voltar a cantar a "estratégia do caos" do Paulo Ricardo?] para 6,26%, contra 6,39% anteriormente [Mas gemt, a coisa já tava baixa antes, de onde saiu essa alta?] , afastando mais a possibilidade de o indicador estourar o teto da meta [... e zás. Acabamos de ver a Folha passar o recibo de ridículo. Véi, brinca com número, não...] de 6,5%.

Foi a quarta semana consecutiva em que a estimativa é revista para baixo [Ah, porra, faz quatro semanas que esse número está CAINDO?!?!?!?!]. No caso de 2015, o IPCA deve aumentar 6,25%, acima da taxa estimada anteriormente, de 6,24%.

(…)

[E se você pensa que o melhor do texto é a queda da previsão de alta, espera quem tem mais!]

Com o recuo da inflação [É, não tem como , a gente tem que reconhecer aqui que a inflação caiu], o governo saiu na defesa [mas a gente tem que dar a entender que o governo está se defendendo dos constanes ataques, e que o gverno está sob intenso bombardeio com relação à política econômica!]de sua política econômica e afirmou que a meta do ano será cumprida.

Márcio Holland, secretário de Polícia Econômica do Ministério da Fazenda, afirmou que a inflação está sob controle, vem caindo nos últimos quatro meses e deve continuar a trajetória no próximo semestre.

“O resultado só reforça a nossa avaliação de que a inflação está sob controle e teremos um índice dentro das metas anunciadas esse ano, dentro do intervalo de tolerância.”

“Trata-se de resultado da política econômica posta em prática pelo governo federal desde meados do ano passado para controlar a inflação”, afirmou Holland.[ou seja: tiramos desta notícia q a inflação está totalmente sob controle, e que o governo sabe muito bem do que está fazendo, e está fazendo tudo certinho - ainda que o certo seja errado, sob a perspectiva da Folha.]

Sobre desempenho da economia brasileira, a avaliação de Holland é de que de que o Brasil não é “exceção é regra” e está “em linha com o comportamento das economias mundiais”, com taxas de crescimento perdendo fôlego. [Algo me diz que holland não estava pensando na bunda do Bonner ao fazr tal avaliação, mas deixa pra lá]

(…)

Então, só pra eu não perder o hábito, lá vai:

PORRA, FOLHA! NUM TEM VERGONHA DE ESCREVER UMA MERDA DESSAS, NÃO?!?!?! JÁ ENFIOU A CREDIBILIDADE NA PRIVADA E DEU DESCARGA, É?

Mazó: deu saudade de Estratégia do Caos. A letra tem tudo a ver com os dias de hoje:

A Estratégia Do Caos

RPM

A superfície aparente do olhar

Esconde um mar de lágrimas e estórias

De onde sereias parecem chamar

Há no ar, num ato qualquer

Um certo temor

Num segundo passa por nós talvez o amor

No pensamento em cavernas sem luz

Morcegos vêm e voam entre gritos

Antecipando a estratégia do caos

Há no ar, um ato qualquer um certo te…mor

Num segundo passa por nós talvez, o amor

Feito um pôr de sol em mim
Feito a vida chegando ao fim

Há um fim?

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Aluno: Rolando Lero / Tema da Redação: Programa de Governo do PSDB

domingo, julho 6th, 2014
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rolandoleroEu ameacei fazer isso em 2012 com os programas de governo dos candidatos à prefeitura de São Paulo, mas me enrolei e desisti.

Ontem eu abri o site do TSE e resolvi que não podia deixar de analisar o programa de governo dos PSDB. (clique no link  Aécio Neves da Cunha e na aba Propostas de Governo).

Antes que você prossiga: esta é uma análise de uma simpatizante do PT. Obviamente, a análise será parcial. Teje avisado e não me encha o saco, se continuar a ler estarás por tua conta e risco.

 

Enfim. Sabe quando você tem (tinha) que caprichar no trabalho final da escola pra passar de ano, mas você tá(va) pouco se lixando pra matéria, daí você faz(ia) um trabalho nas coxas, dando pouca atenção ao assunto?

Qualquer estudante conhece a receita: você copia(va) um monte de troço legal de tudo quanto é canto, mas não dá(va) a liga final no texto. O professor, óbvio, percebe(ia) suas intenções, mas ele tá(va) doido pra se ver livre de você, então te dá(va) uma nota qualquer pra você passar de ano?

Pois é. Cabei de descrever o plano de governo do PSDB, disponível no site do TSE. Sim, eu li tudo. De cabo a rabo. Não, não estou passando mal. O texto é bacana. Mal redigido, mas bacana. O problema é que o troço é um arrazoado de boas e teóricas intenções, que por vezes se tornam risíveis quando a gente pensa na prática dos governos do PSDB.

Como eu já disse, o texto é bem bacana. Tem um monte de propostas lindas e vagas. Mas metas, métodos, formas e maneiras de implementação de propostas? Virei, fucei, revirei, botei de cabeça pra baixo e sacudi. Encontrei nada.

Voltando pra metáfora do aluno ixperrto. Imagine que, além de querer se safar da matéria, o aluno em questão resolveu copiar o que o melhor aluno da sala está fazendo pra ver se consegue fazer que o professor lhe dê nota mais alta. Não entendeu a alusão? Traduzo:

– a expressão nos moldes aparece duas vezes, em alusão ao Minha Casa Minha Vida e ao Pronatec. No meio do texto, encontramos a sugestão de ampliação do programa Ciência sem Fronteiras
– A palavra aprimoramento surge em dois momentos, em ambos com complementos nominais diferentes: do modelo do Pronatec e do Enem.
– a expressão Manutenção e aprimoramento surge junto de Prouni e Fies.
– PSDB se garrô de amor pela expressão marco regulatório. Somando singular e plural, a bicha é citada sete vezes. No singular, são quatro vezes, para cuidar das regulações de Terceiro Setor, mineração, administração (no ponto de macroeconomia) e setor sucroalcoleiro. No plural, aparece em três momentos: regularização de imóveis ocupados por sem-teto, de maneira genérica no quesito empreendedorismo (Simplificação dos marcos regulatórios que impactam as atividades acadêmicas e empresariais de inovar e empreender.) e para regular o trânsito em pequenas cidades.

A receita da redação do texto é a seguinte:
1- um grande chavão que transmite uma verdade verdadeira e inquestionável
2- uma ou mais soluções vagas e inconsistentes para a questão.
Exemplo? Página 31, quando o texto fala de Ciência e Tecnologia:

A inovação é o grande agente que transforma conhecimento em riqueza. [1- chavão] Estabeleceremos programas que incentivem a pesquisa e a inovação nas empresas públicas e privadas, [2a- proposta vaga e inconsistente 1] e promoveremos a modernização e a celeridade no sistema de registro de patentes do País, via revitalização do INPI [2b- proposta vaga e inconsistente]. Apresentaremos proposta articulada no que virá a ser o Sistema Brasileiro de Inovação. [2c proposta vaga e inconsistente, que ainda cita a palavra-chave incluída no chavão que abre o parágrafo].

Então, faça o favor de estourar umas pipocas e pegar um guaranazinho, porque agora eu vou destacar alguns pontos das 76 páginas (é, eu li tudo isso. De nada.) do programa do PSDB.
A principal diferença entre o programa do PSDB e do PT está no seguinte trecho das respectivas redações:

(PT) – [o seguinte prograa de governo foi consolidado após um] processo de ampla consulta aos movimentos sociais e aos partidos aliados

Versus

(PSDB) – A elaboração deste documento decorreu do trabalho e da interlocução de inúmeros especialistas nas mais diversas áreas das políticas públicas

Eu tô até vendo a situação: a equipe do Aécio correndo atrás de especialista de tudo quanto é canto, pedindo propostas legais e bonitinhas para melhorar o Brasil na sua área de conhecimento. Conseguiram. É o tal do catadão de conteúdo maneiro em tudo quanto é canto que eu citei lá em cima.

Voltando ao nosso hipotético aluno ixperrto, ele está de posse de um conteúdo muito interessante, mas não sabe dar liga. Não sabe interconectar as informações. E isso fica bem claro no começo do texto, que não consegue se priorizar. Daí, o plano é dividido em diretrizes, e princípios, e políticas, e processos, e objetivos, e reformas…

E, como muitas sugestões se interligam, o aluno ixperto deixou bem claro que não conseguiu nem arrumar o texto de maneira complementar. Ficou tão perdido com tanta sugestão interconexa que organizou as diretrizes do governo em oito áreas, relacionadas em ordem alfabética.

ORDEM. ALFABÉTICA.

OK, houve um critério eleito. Mas é um critério que criou o seguinte mafuá:
1. Cidadania
2. Economia
3. Educação
4. Estado Eficiente [porque, né? Pra quê estado eficiente ficar dentro de economia?]
5. Relações Exteriores e Defesa Nacional
6. Saúde [depois de falar de exército e soberania nacional, vamos falar de dengue e genéricos...]
7. Segurança Pública [… pra logo a seguir voltar a falar de polícia. Superlógico! Só não percebe quem não quer!]
8. Sustentabilidade

Mais uma vez, o aluno não sabe dar liga, nem interconectar as ligações. Percebe a própria incompetência redacional. E aí, como proceder? Ah, a solução é facinha:

Estas áreas devem se integrar de forma holística, de maneira a se apresentar, ao final, um Plano de Governo que represente uma soma positiva de ações governamentais que se aliam na consecução do bem comum, e não um simples elenco de programas que não se conectam entre si [E antes de você se recuperar da gargalhada, o texto entabla a seguinte observação:] Deste modo, muitos dos temas tratados são repetidos em várias áreas, o que revela a sua prioridade e relevância. [Mas também revela ausência total de foco e capacidade de interconexão de trabalhos, né?]

Ah, deixa eu falar desse ponto da página 4! Propõe-se, especialmente, que haja ampla participação popular, através, inclusive, de mecanismos virtuais de participação, afirmou o candidato que quis censurar o Google.

 

Página 7 Assistência Social

neste tópico são aludidas as diretrizes relativas a diversas políticas públicas fundamentais para a
nação. Lindo, isso! O moço fez uma alusão! Corrida rápida no dicionário, para constatar que alusão = “referência vaga, de maneira indireta / avaliação indireta de uma pessoa ou um fato, pela citação de algo que possa lembrá-lo”.
Então, tá.

 

Página 9, Combate à pobreza e desigualdade social

A pobreza vai muito além da ausência de renda Véi, se pobreza = resultado de desigualdade social, ela será sempre ausência de renda. Pobreza que vai além da ausência de renda é pobreza de espírito, cultural ou mesmo a pobreza da redação de um texto medíocre. #ficadica

[a pobreza é] um problema que mata todos os dias os sonhos e as esperanças de uma imensa parcela da população no Brasil” Nesse trecho, o aluno ixperto perdeu ponto no trabalho. Agarrou-se dicumforça no chavão a pobreza atinge grande parcela da população no Brasil e esqueceu-se de apertar o F5, pra descobrir o percentual atualizado. E ó: precisa nem de pedir ajuda aos órgãos governamentais. O PDF disponível neste link do insttuto IPC Marketing, dá conta de que pouco mais de 7 milhões de lares brasileiros pertencem às classes D e E. Num universo de 200 milhões de habitantes, considerando em média 4 moradores por domicílio, temos pouco mais de 10% da população em situação de pobreza. Imenso é um adjetivo pouco recomendado numa situação dessas, né?

 

Cultura, págs 10 a 13
Trecho mais vidaloka do texto. É um festival de robustecimento de protagonismo e fortalecimento de diálogo com as raízes que eu fui trocar o guaraná por cerveja pra poder acompanhar. Só pra vocês terem uma ideia:

Adoção do conceito de policentrismo, por meio da valorização de manifestações culturais regionais, no plano interno e, no plano externo, com robustecimento do protagonismo do Brasil, divulgando nossa cultura em suas diversas formas, como produto simbólico caracterizador de nossa singularidade.

 

Pág. 18 – Esporte e Lazer
Apoio a que os Jogos Olímpicos Rio 2016 sejam realizados em condições ideais de organização, mobilidade, sustentabilidade, hospitalidade e segurança e incentivo às equipes olímpicas e paraolímpicas
Aí eu me lembrei do “não vai ter copa” e melhor deixar pra lá, né?

 

Pág. 22 – juventude
Prioridade na redução da vulnerabilidade juvenil, mediante critérios objetivos e políticas integradas Aqui o moço abusou do direito de ser genérico no texto. O que diabos é uma vulnerabilidade juvenil? Em relação a quê? Por quê, onde, quando e como? Véi, explica melhor!!!

 

Pág. 23 – Mulheres
A questão das mulheres não é das mulheres, é dos homens também
Vou lembrar só da polhêmica do Tucanafro. Cerejinha do bolo: saber que a frase entre aspas é de dona Ruth Cardoso. [suspiro]. Logo abaixo, o texto fala da Transformação em realidade do Plano Nacional de Políticas para as
Mulheres [porque, né? Pra quê escrever aplicação, ou colocação em prática? Transformação em realidade é tão mais onírico, né?] garante a transversalidade de gênero entre ministérios. E mais uma vez a gente corre rapidinho ao dicionário pra descobrir que transversalidade = que cruza, atravessa, passa por determinado referente, não necessariamente na oblíqua em relação a ela. Ou seja: algo que não vai direto ao ponto, fica dando voltinhas.

 

Pág. 28 – Segurança alimentar e nutricional sustentável

Universalização do acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo da população e para a produção de alimentos da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais e da pesca e aquicultura, com prioridade para as famílias em situação de insegurança hídrica Você quer mandar beijinho pra quem? Ah, um beijo pra Sabesp, outro pro Sistema Cantareira e outro pro Aécio!

 

Pág. 34: Desburocratização – Simplificação

O capítulo de Desburocratização e simplificação é de uma contradição inacreditável. O texto diz que as pessoas têm que ter a vida simplificada, sem burocracias. E diz isso de forma repetitiva e burocrática, fazendo as pessoas lerem frases inúteis para a compreensão do texto:

Transformação do conceito de simplificação num valor permanente, observando sempre a possibilidade de melhorias contínuas. [OK, entende-se que a proposta é ficar o tempo todo em alerta para novas alterações] Trata-se de um processo de mudança contínua e, como tal, terá princípio e não terá fim. [e na frase seguinte eles repetem a mensagem da primeira frase.] Descomplicar o dia a dia das pessoas e das organizações reduz o desperdício de tempo e, consequentemente, os custos. [prefiro creditar esta última frase à zoeira. Melhor, né?]

(…)

Aumentaremos a confiança nas pessoas e nas instituições, valorizando e reconhecendo que a maioria das pessoas age corretamente, e responsabilizando claramente a minoria que age fora da lei[Percebe-se que o moço se perdeu bonito nessa hora, né? O_o]

 

No capítulo economia (assim como em todos os outros capítulos, diga-se a verdade) prometo não contar pra ninguém que o PSDB propõe fazer tudo o que o PT já faz (e bem), mas a imprensa diz que não faz ou faz mal. Oops, contei! /o\

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Chegamos à pág. 51 – Educação
Fortalecimento da Capes e de seu importante papel no apoio à pós- graduação e à qualificação de nosso sistema de ensino como um todo. [Por quê, onde e como vai se dar esse fortalecimento? Com quais objetivos? Quais as metas? Essas respostas, você NÃO VÊ no programa do PSDB].

 

Pág. 54 – Estado eficiente
Administração governamental:

Transformação das administrações governamentais, tornando-as mais leves, simples, transparentes e operantes, com foco e prioridade nas ações finalísticas e com eficiente coordenação intergovernamental. [OK, imaginei a administração governamental vestida com sapatilhas e um saiote de tule, lépida e fagueira, dançando a coreografia do Lago dos Cisnes. Mas parei nas ações finalísticas. Entendi BULHUFAS do que isso significa, mas parece ser um troço bem legal, porque leva a uma eficiente coordenação intergovernamental, um troço tão cheio de sílaba que parece ser importante.]

 

Pág. 55 – Defesa Nacional
Ampliação da coordenação entre o Ministério da Defesa, o Itamaraty e os órgãos de planejamento e gestão do governo federal em todas as dimensões de segurança, na construção de mecanismos de alerta e prevenção de conflitos, construção de medidas de confiança mutua, de cooperação com as nações amigas, de atualização tecnológica, de participação em organizações internacionais e de apoio a missões de paz em cumprimento a resoluções e iniciativas da ONU. [Mas véi, eles fazem isso desde que eles existem, caramba! E se eles não fizerem o trabalho empaca! O moço perdeu outro pontinho na redação!]

 

Pág. 55, Política externa
A política externa será conduzida com base nos princípios da moderação e da independência, que sempre nos serviram bem [Ah, isso aqui tá de bom tamanho! Não conseguimos nos desapegar... Vamos continuar usando, vai....]

 

Pág. 57
Revalorização do Itamaraty na formulação de nossa política externa, subsidiando as decisões presidenciais. É algo como dizer: O Hulk é atacante da seleção, sua função é pegar a bola no meio-de-campo e levar, em ataque, para o gol adversário. Queremos uma revalorização do Hulk, na função de atacante, de maneira que sua função, reavaliada, seja pegar a bola no meio-de-campo e levar, em ataque, para o gol adversário. Ou: não escreve seis, escreve meia dúzia! O_o

 

Pág. 60, Saúde:
Redução das grandes reclamações da população usuária dos planos de saúde, que representa 25% da população brasileira, com elevado número de insatisfações e com uma grande desigualdade no acesso e qualidade dos planos. Legal, isso. Eles propõem “redução da reclamação”. Olha, das duas uma: ou você vai ser proibido de reclamar, ou sua reclamação vai ser nem registrada. Aposto na segunda opção.

 

E chegamos aos últimos pontos da análise da redação do programs de governo do PSDB.

Pág. 64, segurança pública
Trataremos da Impunidade, através da proposição de uma série de reformas legislativas Lindo, não? Como vai se resolver a impunidade? Ah, a gente vai lá no congreço e propõe umas lei lá, e tá tudo resolvido… ainda bem que eles se autodenominam competentões, né? Magina se não fossem… O_o

Estabelecimento de políticas eficazes de combate à violência e à impunidade, com especial ênfase aos crimes violentos. De novo: Que políticas? Por que elas serão eficazes? Quais as metas?

Estímulo ao policiamento em áreas de intensa criminalidade Como assim, estimular? O fato de a área ser de intensa criminalidade já não se constitui um estímulo pro policiamento?

Isto posto, só me resta dizer que: no caso do hipotético trabalho de escola, o hipotético aluno pode ser aprovado pelo professor que quer se ver livre dele. Mas, no caso da real escolha do eleitor, cabe a este escolher quem de fato não entrou em campo pra enrolar na análise da situação e das propostas de governo. Fica a dica pros tucanos.
E ó, próxima vez procurem levantar direitinho o que o PT vem fazendo e o que não vem fazendo, sim? A maioria das propostas do programa dee vocês já vem sendo praticada pelo PT há 12 anos.

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Adversários e adversativos

sexta-feira, junho 6th, 2014
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Depois de ler o texto da Folha de SPaulo sobre o índice de inflação de maio, eu me dei conta de mais uma coisinha para além da questão do vírgula-mas: as palavras adversativo e adversário têm a mesma origem: contrário, adverso. Com o sentido dessas duas palavrinhas em mente, vamos ver o texto que a Folha cometeu sobre a informação:

  • inflação de maio 0,46% X 0,67% inflação de abril.

Então vamos começar a pensar: qual seria a melhor manchete para essa reportagem? Vamos listar algumas possibilidades aqui:

– Inflação cai em maio

– Inflação tem queda em maio

– Inflação tem menor índice desde setembro de 2013?

Er… não. O que a Folha fez foi

Alta de alimentos desacelera, e inflação recua para 0,46% em maio

Percebeu a canalhice? Então eu mostro. Deixa eu copiar a frase aqui pra destrinchar: Alta [A PRIMEIRA palavra do título é ALTA. Seu cérebro começou a subir escada ao ler essa palavra.] de alimentos desacelera [houve uma desaceleração da alta, ou seja, o negócio tá indo lá pra cima. Mais devagar, mas tá subindo.], e inflação recua [Na nossa caminhada escada acima, agora você começou a descer. Mas nem percebeu, porque recuar não tem a mesma força de cair ou descer, né? Além do quê, recuar pode ser dar uns passinhos pra trás para a seguir continuar no caminho pra frente] para 0,46% em maio [e voilà! Temos uma manchete que diz que a inflação caiu sem dizer que a inflação caiu. Lindo isso, não? NÃO, NÃO É!]

PEDRO SOARES [resolvi deixar o nome do cabra culpado por cometer esse texto]

Uma menor pressão dos preços dos alimentos [Se os preços estão fazendo menos pressão, eles estão menos pesados. Se eles não pesaram, ELES FICARAM MAIS LEVES? ORA, ENTÃO HOUVE QUEDA DE PREÇOS? o_O] assegurou uma freada [continuamos a medir o índice de putaria manipulação do texto: frear não é parar, é reduzir velocidade]  da inflação em maio.

O IPCA, índice oficial do país, ficou em 0,46%, abaixo do 0,67% de abril [CAIU, BRAZEEEWWWWW, A INFLAÇÃO CAIIIIIIIIIIUUUUUUUUU!!!], segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (6) [tá. agora me veio uma dúvida em relação á informação: já vi que os preços caíram. Mas por que houve essa queda? Isso é bom ou ruim? E o que vai acontecer daqui pra frente?]

É a taxa mais baixa para um mês desde setembro de 2013, quando esteve em 0,35% [oba! Então isso é bom! A inflação caiu! Vamos comemorar?], mas acima do esperado pelo mercado [não, porque o vírgula-mas ferrou com a sua felicidade]. O índice já vinha em tendência de declínio desde março[Mas isso é uma belezura! Temos uma informação que foi adversativada no vírgula mas, para em seguida ser desadversativizada na frase SEGUINTE!], quando bateu na taxa recorde para o mês –a mais elevada desde 2003.[e readversativizou-se em seguida! Isso é praticamente uma virada de 360 graus!]

Passada a pior fase da estiagem que marcou o verão o começo do outubro [esqueceram de revisar esse trechinho aqui. vou relevar], os preços dos alimentos cederam[OK, temos aqui que começou a chover, a produção agrícola de alimentos aumentou e o preço deles caiu], ajudados ainda pelo enfraquecimento do consumo diante do custo elevado da alimentação [e o texto ainda nos diz que o brasileiro comeu menos] e de uma renda que já mostra sinais de desaceleração.[e que a renda está caindo e oh, dia, oh, via, oh, azar, Lippy, isto não vai dar certo....]

O IPCA acumulado em 12 meses, porém, [É tanta conjunção adversativa que daquia pouco Folha vai se gramaticalizar e virar conjunção adversativa! A construção "ele é bonito, FOLHA está velho" vai substituir a construção "ele é mobito, MAS está velho!"] persiste em patamar alto. Analistas não descartam o estouro do teto da meta do governo (6,5% neste ano).[estouro do teto da meta: nego quer que vc suba as escadas, abra a porta do terraço e pule do alto do prédio].

(…)

Em ascensão desde janeiro[.... e pronto! Você voltou a subir a escada!], a taxa em 12 meses é a mais alta desde junho de 2013, quando bateu os 6,7%, e tende a manter uma trajetória de aceleração[vamos, vamos! Trate de acelerar o passo! Tem que subir mais rápido!], já que em meados do ano passado a inflação foi muito baixa, o que não deve se repetir neste ano.[A inflação foi muito baixa = só eu senti um certo nojo/desprezo por essa informação?]

[Agora observe a magnitude de uma construção adversativa de raiz: até a vírgula, a informação é positiva. Depois da vírgula, ela fica bipolarmente negativa. Acompanhe:] Há uma declínio previsto, mas não na mesma intensidade.[Agora pense: a inflação caiu em maio, os preços dos alimentos caíram, ano passado a inflação ficou muito baixa (por isso geral na imprensa resolveu atacar o pibinho) e este ano ela não deve crescer tanto VÍRGULA MAS mesmo assim deve ficar acima da meta. Gente, isso é torcer contra. Isso é ser adversário. E trabalhar o texto só com adversatividade.]

Oi? Jornalismo? Não, a Folha não trabalha com isso há muito tempo.

E ó: o Muda Mais também atinou pras mesmas coisas que eu…

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Sintagma nominal incompleto? Trabalhamos! O_o

quarta-feira, maio 14th, 2014
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Tá, eu sei que você não faz a menor ideia do que seja um sintagma nominal – embora use o bichinho inúmeras vezes por dia. Mas calma que eu explico.

Sintagma é a mínima unidade de compreensão dentro de uma estrutura oracional. Tá bom, tá bom, eu sei que você continua boiando. Vem cá que eu te resgato:

Vou te jogar duas palavras:

Bolo             café

As duas fazem sentido? Quase, né? E se eu fizer assim:

Bolo DE café / bolo PARA O café

Brinquei com preposição e estabeleci uma conexão entre bolo e café. No primeiro caso, disse que um dos ingredientes que compõem o bolo em questão é café; no outro, disse que o bolo foi feito com a finalidade de ser comido com o café. E tudo isso eu fiz com duas palavrinhas xumbregas. Mas deixa isso prá lá. O fato é que eu apresentei a vocês dois sintagmas nominais (compostos por nomes, a quem você conhece como substantivos).

Mas, Bruxa, por que você tá falando de sintagma nominal? E quem deixou o sintagma nominal incompleto?
Para explicar isso, eu vou te dar duas frases:mantega

“A economia passa por recuperação lenta e dolorosa da crise”

E

“A economia INTERNACIONAL passa por recuperação lenta e dolorosa da crise”

Não creio, Bruxa! Quem fez um troço desses?

A frase de baixo foi proferida por Guido Mantega. E a frase de cima foi o que a Folha disse que o Mantega disse.

Sintagma nominal incompleto é o nome sintático dessa coisa. Canalhice, falta de vergonha na cara e manipulação de dados é o nome político que ela recebe ainda que a melhor classificação seja putaria.

Espero que a aula de hoje tenha ficado clara.

Pela atenção, gracta.

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TV Folha e a Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, ou o facepalm na cara da sociedade inteligente

terça-feira, março 18th, 2014
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(Pra quem não sabe, facepalm é o nome daquele tapa que você dá na sua cara com a parte de dentro da mão, quando pensa “Ai, meu Deus, que burrice!”

Véi, sei nem por onde começar. Apenas digo pra você estourar umas pipocas porque o papo vai ser longo (traz um guaraná pra acompanhar, também, por favor…)

 

(CLique por sua conta e risco. Não aceitamos reclamações.)

A TV Folha fez um vídeo sobre os líderes da Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, edição 2014 (que doravante chamarei MFDCC, tá? Quero colocar essa marcha em pé de igualdade com eventos tipo Fashion Week). Daí que tem muita gente que não consegue ver o vídeo até o final por sentir repugnância. Então, eu resolvi ser bem legalzinha com vocês e descrever o vídeo. Porque o conteúdo é tão ruim, mas tão ruim, que beira a tragicomédia. batman-facepalm

Mas ó: total apoio a quem não conseguiu ver o vídeo até o fim. Nunca minha vergonha alheia atingiu níveis tão altos. A primeira vez que eu vi o vídeo acabei horrorizada, embaixo da mesa, com um saco de papel na cara porque OLHA… vamos contar o número de facepalms que eu fiz em cinco minutos de vídeo?

#Facepalm nº 1: Aos dezoito SEGUNDOS, com o primeiro personagem do vídeo, o Historiador Equivocado. O moço diz que “o povo foi às ruas” no dia 19 de março de 1964.

Aí, fera, fala uma coisa dessas não que pega supermal pra você… pra começo de conversa, vamos definir “povo” na frase do tio aí de cima. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, as Marchas de 1964 foram “organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas”. Então, pra ficarmos dentro dos parâmetros de honestidade, devemos dizer que a Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade foi organizada por setores da sociedade. Povo, não. Povo, povão, mesmo é a parte da sociedade que ou tá ocupada demais ralando o dia inteiro, ou tá enfrentando trânsito no transporte público a caminho de casa/trabalho ou tá fazendo faculdade à noite.

che-facepalm#Facepalm nº 2- Aos 32 segundos ele fala em contrarrevolução. Porque, né? Eles estavam se pelando de medo de um (favor ler com voz fantasmagórica) goooooolpe comuniiiiiiiistaaa…

Cara, em 1964, por mais insólita que a sugestão já parecesse (Jango Goulart, fazendeiro E comunista? Não rola, é contradição entre termos…), ainda fazia algum sentido no contexto do fla X flu da Guerra Fria, disputado a ferro e fogo entre Estados Unidos e União Soviética.

Mas em 2014?!?!?! Golpe comunista em andamento? Naonde que tem golpe comunista? Vivemos a mais capitalista das eras do Brasil, estamos a pleno consumo e a pleno emprego! Tá em dúvida? Pergunte a um banqueiro o que ele acha de golpe comunista em 2014…

#Facepalm nº 3: Entra em cena o segundo personagem do vídeo, o Esclarecido do Agronegócio. Fala em “setores esclarecidos da sociedade”. Tá. São esclarecidos. Mas me digam, por favor: que tipo de esclarecimento eles têm? A respeito de quê? O que eles sabem que a gente não sabe? Conta tudo pra gente, por favor…. (e até o fim do vídeo ele conta tudo, uma coisa….)

Aí, mais adiante, o Esclarecido do Agronegócio vai e diz que “A sociedade vem sendo imbecilizada há 50 anos, por todos os governos do crime repetidos” #facepalm nº 4: mas meu tio, pelo amor de Santa Genoveva, juntou tudo no mesmo balaio? Militar, não-militar, PT, PSDB… esclarecidão o senhor, hein?

Mas espere… se o governo militar há 40, 50 anos era um “governo do crime”, como o senhor mesmo disse, por que o senhor quer voltar com os militares? Então o senhor apoia o crime? Cejura? Mas cejura mesmo? É impressão minha ou o senhor, do alto do seu esclarecimento, caiu em contradição?dog_facepalm

E a Mãezona de Família, preocupada em educar a filha de 17 anos, é a nossa terceira personagem. Gente, alguém avisa que a filha dela não terá problemas com os estudos, pelo contrário? Ela pode se valer do Ciência sem Fronteiras para ir estudar no exterior, e ainda volta doutora! Fique à vontade pra confiar na Dilma, dona Mãezona! Tá, parei.

A Mãezona de Família nos traz o #facepalm nº 5: o Brasil vai virar uma Venezuela e uma Cuba, e teremos quilômetros de filas pra comprar papel higiênico ou frango. Mas minha tia, com tanto empresário de comércio varejista salivando porque as vendas estão em franca expansão, onde já se viu esperar desabastecimento, falta de comida?

Quarto personagem do vídeo, batizado por um amigo do Facebook de “o Politizado em Download”. Que diz que é politizado a 85%. (O download falhou, coitado, cês tão vendo como é importante votar logo o Marco Civil da Internet, gente?) Só essa do politizado a 85% já renderia o sexto facepalm, mas minha cara tá doendo de tanto tapa que eu tô me dando. Vou dar um desconto.

Voltamos ao Esclarecido do Agronegócio, que nos diz agora que “os anseios da presidenta das república não representam os anseios da maioria da sociedade”. OK, aqui não dá pra economizar. #facepalm nº 6.

dilma-rousseff-facepalm[suspiro] Tio, é assim: de-mo-cra-ci-a. Aquele lance que diz que todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Esse lance é corroborado por um troço chamado e-lei-ção. Um megaevento, com megacobertura da imprensa, onde as pessoas vão e contam pra um troço chamado urna quem elas querem que seja o representante delas. Daí, ao final do dia, a urna é aberta e descobre-se quem teve mais votos. Esse carinha mais votado é o eleito. No caso, Dilma Rousseff foi escolhida em 2010 como a pessoa que a maioria da sociedade quer que seja a representante máxima do país.

Em democracia não rola esse lance de “setor esclarecido o voto vale mais; setor menos esclarecido o voto vale menos”. É tudo um para um. E se ela não corresponde aos anseios da sociedade mais esclarecida, corresponde aos anseios de todo o restante da sociedade. “Ah, Dilma Rousseff não me representa!” Ótimo! Direito democrático seu achar isso! Vamos pras urnas, escolher um candidato que te represente? Daí , fale com os seus e peça que eles também votem nesse candidato. Quem tiver mais votos, leva. Combinado?

Voltamos à Mãezona que diz que morre de vergonha dos políticos. Tia, aceite umas pipoquinhas aqui do meu balde, e vamos conversar. O que tem de mané que não me representa não tá no gibi. Mas o que fazer se eles representam outros setores da sociedade? Pedir divórcio do resto da sociedade? Num rola, né?scully_facepalm

Eis que retorna à telinha o Historiador Equivocado, dizendo que “não votaria num candidato com menos preparo do que eu!”. Ele, por exemplo, não teria problemas em achar um candidato em quem votar, porque eu listo vários com mais preparo do que ele. A começar pelos professores de história que sabem o que realmente significou a marcha das famílias em 1964. Aí ele diz que não vota em quem fala português errado. Querido, se for assim, você vai limar todo mundo! Pode começar com os que se dizem os “melhor(es) preparados”, porque o superlativo de locuções adjetivas é feito com mais. Então, o superlativo de “bem preparado” é “o mais bem preparado”. Mas isso aqui não é aula de português, e sim exercício de masoquismo. Voltemos aos facepalms.

O #facepalm nº 7 é um oferecimento do Politizado a 85%, que nos fala em “intervenção militar provisória”. Bom, eu vou evitar o caminho mais fácil de mandar o tio acabar o download de politização dele. Também vou evitar chamar a atenção de vocês pro tanto que o sujeito gaguejou antes de falar esse troço. Vamos lá. [longo suspiro].

Zuckerberg_FacepalmExiste um calhamaço de texto chamado Constituição da República Federativa do Brasil. Troço mó legal, levou um bom tempo pra ser feito, e foi resultado de muito esforço e muito consenso de vários setores da sociedade, representados por Parlamentares Constituintes.

Daí que essa Constituição prevê intervenções militares. Em casos extremíssimos. Falha no download do seu app iPolitizado 2.0 não é um deles, OK? E por provisório, entende-se um troço com prazo final. Quem, como e por quê vai determinar o fim desse prazo? Da última vez, imaginava-se que seriam alguns meses, e foram 21 anos. Ou seja: não rola, esquece.

Voltamos ao Esclarecidão do Agronegócio que nos diz que o grupo dele almeja seis objetivos nacionais permanentes. Bora conferir?

1- Democracia – check

2- Progresso – check

3- paz social e ordem pública – ah, tem sempre uns doidos que querem a volta da ditadura, mas nada que seja a transubstanciação do caos, né? Oops!

4- Soberania – check

5- Integração nacional – check

6- Integridade nacional – check

Isto posto, qual é mesmo o motivo da sua manif?

E mais uma vez a Mãezona dizendo que acha um absurdo não poder andar armada. Olha, gente, mó alívio saber que as famílias de Deus adoram andar armadas. É uma forma doce e singela de espalhar a mensagem de amor de Deus, né? Certeza que Deus tá jesus-facepalmmorrendo de orgulho da tradicional família armada brasileira.

Mas espere! O #facepalm nº 8 traz o Historiador Equivocado com a grave denúncia de que estão tentando implantar um bloco socialista na América Latina! Gente, alguém aperta o F5 desse pessoal, pelamor? Avisem que quem nasceu quando acabou a Guerra Fria já completou meio quarto de século? E que a Agenda Mundial já virou um bocado de página?

Não existe mais isso de “implantar o socialismo” ou “implantar o bolchevismo”, fazfavor! O que todos temos, salvo esta ou aquela nação, são regimes 100% democráticos com políticas de governo mais à esquerda ou mais à direita. Noves fora, os direitos individuais das pessoas permanecem I-NAL-TE-RA-DOS!

E se você pensa que o #facepalm nº8 foi o auge do vídeo, você ainda não viu o #facepalm nº9: o Teorema das Ferraris. Foi o Equivocadão quem desenvolveu o conceito (pára de rir, coisa! Tô falando sério!): “Imagina eu tendo uma Ferrari, tu tendo (o Godzilla-FacepalmEquivocadão não vota em si mesmo, isso é fato!) uma Ferrari, todos aqui tendo uma Ferrari. Imagine todo mundo tendo condições de viver num mundo igualitário. Não existe isso!” Aí não agrega mais valor ao camarote, tem que ver issaê! Traz a bebida que pisca! No que a Mãezona completa: “Isso é uma coisa nítida! Só quem mora no Morumbi já sabe!”

Ou seja: se você ralou pra caramba pra fazer a sua faculdade, se trabalhou até não poder mais pra comprar um carro, ou a casa própria, isso não pode! Você é pobre e tem que saber do seu lugar e se contentar com seu reles papel de serviçal na sociedade! Tudo isso explicado com o Teorema da Igualdade das Ferraris.

Não foi à toa que esse moço recebeu a alcunha de Equivocadão…

(Ah, sim: só pra lembrar, o #facepalm nº 1 foi o Equivocadão falando em povo, tá? Volta lá em cima pra conferir que eu espero…)

Chegamos àquele que é o meu #facepalm preferido, o #facepalm nº10. O Esclarecidão e o Equivocadão chegaram nos Illuminatti! Gente, agora tudo faz sentido! “Quem manda no Brasil não mora no Brasil, quem governa o Brasil é o Dono do Mundo”, diz o Equivocadão. Não sei se penso em Antônio Fagundes como protagonista daquela novela de mesmo nome do Gilberto Braga, ou se me lembro daquela música infantil dos anos 1980: “Vê qual é o nome do dono da terra, inventor do céu e do mar”. Acho que fico com o Fagundes…

Mas o melhor mesmo é quando o Equivocadão diz que o nome do Dono do Mundo é o Barão de Rotixíude.

Geeemt… Rothschild (lê-se róts-tcháudi) mudou pronúncia e ninguém me contou? Afff… (voltando lá no meio do vídeo, o mesmo cara que diz que não vota em quem não fala português direito tenta pagar de sabido e não sabe pronunciar Rothschild corretame… melhor eu parar, daqui a pouco vão dizer que eu tenho parte com os Iluminati!terceirizado_facepalm

Neste momento você vai dizer: “Ai, você é muito implicante! Ele não tem obrigação de falar inglês fluentemente!”, e eu serei obrigada a concordar contigo. Então, me empreste seu rosto para o #facepalm nº 11: Equivocadão dizendo que o Collor foi impitimado.

O Esclarecidão do Agronegócio convida a todos a entrarem no Google pra procurar se informar a respeito (Já dizia o ET Bilu: Busque conhecimento !). Olha, tio, devo confessar que eu joguei “Rothschild iluminati” e… ah, puxa! Acabaram-se as pipocas!

Deixemos de lado o Google só um pouquinho, e voltemos à Mãezona contando que o que tá acontecendo agora é o mesmo que aconteceu em 1964, e que, naquela época, “dentro do contexto, era o que melhor podia ter acontecido”. Nessa hora eu tive a impressão de que o Historiador Equivocado tinha ido ao banheiro e deixou a Mãezona dando entrevista, mas ele entrou em seguida pra fechar o vídeo de maneira brilhante: com um nariz de palhaço.

sextuplo_facepalmEscuta… Vai ter transmissão da Marcha na TV? Com narração de locutor de futebol? Ah, eu quero ver… Cadê meu balde de pipocas?

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A clichetaria aeciana no Lugar Comum momesco dos substantivos abstratos

quarta-feira, março 5th, 2014
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1450939_775317525827909_1244250478_nAi, gente, quanta emossaum!!!

Devo confessar a vocês que esta ectoplasma suína que vos fala toda segunda-feira de carnaval, desde 2012, faz questão de ler a coluna de Aecim na Folha de São Paulo. Virei fã quando o garboso senador mineiro-carioca cometeu este texto aqui, que eu tive que exorcizar (reza a lenda que, por causa do meu exorcismo, o sujeito que escreveu esse texto só não foi demitido das hordas de comunicação de Aecinho porque tem o rabo preso com o mensalão tucano. Mas essa história carece de confirmação, deixa prá lá…)

E não é que em 2014 eu fui brindada com mais uma clichetaria aeciana, minha gente? Esse texto está royalmente maravilhoso. Ele conseguiu misturar carnaval com Plano Real! Vamos acompanhar/exorcizar:

[Antes do início do exorcismo, deixa eu falar de uma coisa que eu acho que você deve ter aprendido. Você sabe me dizer o que é um substantivo abstrato? Explico: 

Substantivo é a classe de palavras que as pessoas usam para dar nomes às coisas. E essas coisas podem ser concretas, palpáveis (cadeira, mesa, caneta, computador, estojo, homem, mulher, criança), ou podem ser abstratas, e servem pra nomear ideias e conceitos (ordem, progresso, beleza, feiúra, comunismo, capitalismo, islamismo, etcetcetc.). Com isso, temos os substantivos concretos e os substantivos abstratos. Vou marcar em roxo todos os substantivos abstratos do texto de aecim pra vocês verem que se um dia essa subclasse de palavras for proibida, cabô discurso do PSDB!)

O país está em festa. Milhares de brasileiros estão nas ruas e passarelas do samba, [vocês tão vendo que nem a suposta ameaça de demissão evitou que o sujeito caísse novamente em tentação clichetária, né? Brasileiros estão nas ruas e passarelas do samba... cara, num dá pra ser menos escorreito, não?] protagonizando uma das maiores e mais bonitas celebrações populares do mundo e a nossa excepcional diversidade cultural [vou convidar cientistas britânicos para encontrarem alguma conexão entre o uso do verbo protagonizar e a capacidade de enrolação das pessoas. Mas antes eu grito BINGO! BINGO! BINGO! Cara, como tem lugar-comum isso aqui! E olha que estamos apenas no primeiro parágrafo!].

Neste momento, suspendemos as tensões e eventuais diferenças e idiossincrasias [Acho que o zifio que escreveu esse texto anotou um monte de palavras bonitas que ele poderia usar num texto sobre carnaval. Idiossincrasias ficou de fora da versão 2012, e ele tratou de enfiar uma idiossincrasia na versão 2014!] para ocupar as avenidas, sob o signo da alegria. Poucos fenômenos são capazes de construir uma convergência assim, tão ampla e verdadeira.[ai, que lindo! Esse desfile de clichês ao menos ficou mais positivo do que o de 2012!]

Pensando nela, lembrei-me de um outro momento da vida nacional que uniu os brasileiros, em um fevereiro como este, 20 anos atrás: depois de vários planos econômicos fracassados, o Plano Real acabou com a hiperinflação [BAZINGA! Lá vai o querido candidato falar da única coisa que presta do partido dele. Vamos acompanhar - atentem para o fato de que fevereiro é o elo entre carnaval e plano real!].

As novas gerações nem sequer podem imaginar o que significou uma era de descontrole inflacionário que dizimava a renda das famílias, aumentava a desigualdade social e impedia o país de crescer.

Sem pirotecnia, demagogia e quebra do ordenamento jurídico[ai, deixa eu me recuperar dessa metralhadora tucanamente abstrata para concluir que: puxa, acho que tem alguma mensagem cifrada aqui! O que será? hum? hum?] , instaurou-se uma agenda que contemplava os fundamentos da estabilização e do desenvolvimento, na mais importante reforma econômica do Brasil contemporâneo.

Outros avanços estruturais moldaram o país moderno e respeitado que somos hoje.

Mas a data de 27 de fevereiro é emblemática como ponto de ruptura com o passado de equívocos e o advento de uma nova ordem. Foi, acima de tudo, uma construção [E antes que você me diga que construção é uma coisa concreta, nessa frase foi usada com sentido metafórico, abstrato! Idem com a ruptura do início do parágrafo!] política, nascida na democracia e em diálogo aberto com a sociedade. Um exemplo de como a coragem e a responsabilidade podem ser instrumentos transformadores da nossa realidade[Agora imagine você, meu querido leitor, uma diretoria de uma empresa aguardando resultados em números, e o presidente vira pra todos e diz: "coragem e responsabilidade podem ser instrumentos transformadores de nossa realidade" A reunião vai acabar em pancadaria, porque os diretores vão concluir na hora: "FECHAMOS MAIS UMA VEZ NO VERMELHO, SEU BEÓCIO?" Tá, parei. Vamos voltar ao texto]

Mas nem o unânime reconhecimento que o Plano Real conquistou nesses anos foi suficiente para uma autocrítica daqueles [Daqueles, viu? Da-que-les... porque ele não é macho pra falar em PT e Dilma, né? Se falar, perde voto... então, vira aqueles...] que, apesar de terem se beneficiado dele, o combateram com ferocidade, pautados, como sempre, pelos seus interesses eleitorais.[Não há nada mais fascinante do que um partido político, inserido num sistema eleitoral, com claros interesses eleitorais, acusar OS OUTROS de terem interesses eleitorais. O PSDB não tem interesse eleitoral NENHUM, né? Bando de desprendidos....]

Todos sabemos que nenhum dos avanços obtidos nos últimos 20 anos teria sido possível se a inflação não tivesse sido derrotada. Esta é a verdadeira herança deixada pelo PSDB para os brasileiros, já incorporada ao patrimônio do país.[Muito bem! Bom menino! Mas e aí, depois que acabou a inflação, vamos todos ficar olhando uns pras caras dos outros comemorando o fim da inflação, ou temos mais o que fazer?]

Não podemos permitir que essa conquista se perca.[Novamente: pense na reunião do presidente com a diretoria...]

O país vive um momento delicado, de baixo crescimento [Baixo = terceiro maior PIB do mundo.] , inflação rediviva [nas páginas da Folha de SPaulo, né?] e credibilidade em risco [MA CHE CAZZO? Naonde que a credibilidade tá em risco? Quem faz pouco caso da nossa credibilidade, caramba? Gente, quem informa o PSDB, por Tutátis?!?!?! Nessas horas me dá uma vontade louca de me filiar aos tucanos só pra ver se eu ajudo com um pouquinho de workshop de oposição....] . A infraestrutura compromete nossa competitividade; a educação demanda uma gestão inovadora para cumprir o seu papel transformador; as instituições públicas, reféns de grave aparelhamento e pactos de conveniência, precisam ser resgatadas e devolvidas ao interesse público.[Eu adoro essa parte de sofrimento gerencial dos discursos do PSDB! eles falam tudo o que tem que ser feito. e nessa listagem do tudo tem que entrar mesmo esse rosário de substantivos abstratos. Mas pra explicar COMO tem que ser feito exige um cadim mais de neurônio, e de planejamento.  Algo que a nossa hipotética diretoria cobra desse suposto presidente de empresa e NUNCA consegue uma resposta....]

Crises graves, como a desassistência à saúde pública [Masgeeeemt... bando de cubano atendendo pobre ferrado nos cafundós do país é desassistência à saúde pública? afff...] e a violência endêmica [RÁ! Explicar, contextualizar e quantificar a ideia de violência endêmica é tarefa complexa pacas, né? Sair do mundo abstrato e ir pro mundo concreto das quantificações é difíiiiicil....] , merecem uma nova mobilização de todos os brasileiros, para fazer o país avançar mais.[De novo: cadê o macho pra dizer: "Não vote no PT, vote no PSDB, porque nós somos melhores!" Não, ele fica nesse reme-reme abstrato e conclamador de insurgências oníricas!]

Convergência. Coragem. Responsabilidade.[AAAAAAAAAAHHHHH, OUTRA  METRALHADORA TUCANA ABSTRATAAAAAAAAAA. Adoro! Isso não quer dizer absolutamente nada, mas eles falam mesmo assim!]  No país que é também do Carnaval [E zás! Nosso herói voltou ao carnaval! Ai, que lindo!], todo dia é dia de construir o Brasil que podemos ser [… e encerra no melhor estilo Humberto Gessinger! (“somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter…”)

E vocês têm medo dissaí? Véi, na boa, bora esoturar pipocas?

(Mas eu não posso encerrar esse post sem antes agradecer ao dileto ectoplasma suíno – mineiro Luis Carlos, que me enviou o link pro evento momesco de Aecinho. Valeu, zifio! \o/)

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Oi? Quem disse? Eu disse! Quem disse eu? Eu disse eu!

segunda-feira, fevereiro 10th, 2014
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vanzo

Quando uma manchete precisa de cinco bonequinhos Playmobil (Vanzo, você é um lindo! Roubei seu infográfico! Muack!) para ser compreendida é porque:

1- cabô menino jornalismo

2- cabô menina compreensão de texto

3- cabô vergonha na cara

4- cabô bom senso

5- cabô noção de mundo

 

No mais, acho que o Pica-pau também ajuda a explicar esse título do G1:

 

(E como faz pra controlar a vontade de gritar #PORRAFOLHA? A pobrezinha é inocente desta vez….)

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De matemáticas, probabilidades e de PORRA, FOLHA!

segunda-feira, fevereiro 3rd, 2014
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Mais um post em que eu sou obrigada a falar de matemática. Vamos lá, amebas. Vamos fazer uma continha pequenininha aqui.

Joãozinho tem 100 laranjas. Desse total 25 estão podres. Quantas laranjas boas Joãozinho tem?

A tia Maricota do primário te ensinou que a conta a se fazer é: 100-25 = 75. Portanto, Joãozinho tem em seu poder 75 laranjas de qualidade.

Essa mesma conta pode ser transformada em fração, né?

4/4 – 1/4 = 3/4

O que nos leva aos percentuais de 100%, 25% e 75%.

Isto posto, imagine que {insira aqui o nome daquela pessoa com quem vc vive sonhando em transar] ligue pra você agora e diga: “Oi, delícia! Hoje há 25% de chance de eu não trepar com você.” (agradeço ao @cardoso pela analogia concedida ;) )

Me diga, por favor: você vai pensar no 1/4 de possibilidade de não trepar ou nos 3/4 de probabilidade de trepada?

 

O que nos leva à manchete da Folha. POOTAQUEPAREEO, ALGUEM CONSEGUE EXPLICAR ESSA MERDA?!?!?!?!

Porque, pelas NOSSAS contas daí de cima, um programa com 25% de fracasso é também um programa com 75% DE EXITO, CARALHO!!! PORRA, FOLHA!!! UMA MANCHETE DO CARALHO QUE VOCE PERDEU PRA FAZER PICUINHA, FOLHA?!?!?! PORRA, PORRA, PORRA!!!

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Mortos amestrados urgente

quarta-feira, janeiro 29th, 2014
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Os mortos amestrados voltaram a trabalhar. Pra Folha, claro! <3

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O primo do vírgula-mas, a Folha e o desemprego no Brasil

quinta-feira, dezembro 19th, 2013
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Hoje não vou apenas exorcizar o texto da (adivinha?) Folha (RÀ!). Começo a treinar pro meu mestrado, então vou me concentrar na análise semântica da coisa.

Vamos começar com a frase João é bonito, mas tá velho. Se João ouve isso, certamente vai começar a pensar em botox. E essa frase é tão canalha que eu ainda posso, cinicamente, dizer: “Mas eu disse que ele é bonito!” O problema é que a última mensagem, que contradisse a primeira, foi a que ficou retumbando nos neurônios dos ouvintes. Pois o vírgula-mas tem um primo tão canalha quanto ele, o apesar. Olha só o que tio Antônio diz dele:
Apesar

advérbio ( sXIII)indica, na oração ou sintagma a que dá entrada, uma ideia oposta àquela expressa na outra parte do enunciado, contrariando uma provável expectativa

Locuções

a. de
não obstante, a despeito de, pesar de

‹ a. da idade avançada, trabalhava diariamente › ‹ a. de ser jovem, era bastante responsável ›

Isto posto, acho que já dá pra gente começar a ler o texto épico (pra não dizer outra coisa) da Folha de São Paulo de hoje.

A notícia é simples: desemprego foi medido hoje. O índice é o menor desde que a medição começou a ser feita.

Aí a Folha me apronta isso:

19/12/2013 – 09h10

Taxa de desemprego cai para 4,6% e retoma mínima histórica [ou seja: a maioria dos brasileiros está empregada]

PEDRO SOARES

DO RIO

Apesar [olha quem abriu o texto! O primo canalha do vírgula-mas! Vamos acompanhar o raciocínio do repórter pedro:] do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito [uau,a economia vai mal, hein?], as empresas não lançaram mão ainda de demissões [Ainda, gente! Ainda! Quer dizer, não houve demissões, mas nós tamos aqui tudo na torcida pra que haja! O_o] e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.[O desemprego tá baixo, mas a sensação dessa frase é que repórter pedro quer que isso seja negativo!]

[Agora vamos pensar aqui nesse primeiro parágrafo como um todo: ele abre com um apesar, que enumera uma série de supostos fatos negativos (permito-me esse supostos daí. Ao chegar ao fim da leitura deste post, vocês terão entendido o motivo) e termina com uma mísera oração (nem frase é, coitada) positiva e que, no frigir dos ovos, traz a notícia em si. Outra coisa: como muito bem lembrou o Pedro Alexandre no Twitter, esse parágrafo tá com todo o jeitão de ter sido "feito" pelo bípede (viram como eu sou boazinha? Parto do princípio que esse texto não foi editado de quatro!) que editou a matéria, e não pelo repórter.

Então, um lead (primeiro parágrafo de uma notícia, que resume a informação respondendo às perguntas Quem? O quê? Onde? quando? como? Por quê?)  que tecnicamente deveria ser "O IBGE divulgou nesta quinta-feira o índice de desemprego nacional, de 4,6%, igual ao registrado em dezembro de 2012, o menor índice da série desde que o IBGE iniciou a medição, em 2001." , virou esse mafuá de mau humor e de mau agouro daí de cima, que de notícia, mesmo, só teve a última oração ("e a taxa de desemprego segue a níveis baixos"). voltando à tese de que o 1º parágrafo foi "montado" pelo editor, digo mais: o texto original do repórter começava com o que terminou sendo a última oração do primeiro parágrafo. E foi a única coisa do lead do repórter que o editor manteve. Isto posto, vamos ver o que mais nos aguarda. Mas, antes, deixa eu postar aqui uma imagem pra combinar com o tom do texto, pera.] 

1463720_608587872510287_1907597210_nEm novembro, o índice ficou em 4,6%, abaixo dos 5,2% de outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira(19). O resultado é o mais baixo para o mês e iguala a taxa de dezembro de 2012, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2001[ou seja, o que tecnicamente deveria ter sido escrito lá em cima, no primeiro parágrafo, veio pra cá. Quer dizer: esse segundo parágrafo tem tudo pra ser o resto do primeiro parágrafo original do repórter, que o bípede da edição preferiu jogar pra baixo. Vai entender....]

Tradicionalmente, a taxa de desemprego declina nos últimos meses do ano, com a injeção de recursos na economia –vindos, por exemplo, do 13º terceiro salário–e a contratação de trabalhadores temporários no comércio e em alguns ramos de serviços e da indústria [Isso aqui é de fato uma informação relevante. Com a proximidade das festas de fim de ano, o comércio se aquece e começa a catar trabalhadores temporários. Por esse motivo, o mês de dezembro é o que registra os menores índices de desemprego].

O emprego, porém, [terceiro primo da raça adversativa, o porém. Irmão do mas. O último parágrafo disse que dezembro registra índices baixos de desemprego. Isso é uma informação positiva. O porém nos introduz uma ponderação negativa. Vamos acompanhar.]  já não mostra o mesmo vigor de meses e anos anteriores [puxa, que coisa! Isto significa que ele começa a declinar, é isso?] e cresce [não, ele cresce! Licença, eu tenho que rir aqui QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA pronto, voltemos à análise semântica] numa intensidade mais moderada. De outubro para novembro, houve alta de apenas 0,1% no total de pessoas ocupadas nas seis maiores regiões metropolitanas do país, número que atingiu 23,293 milhões. Já em relação a novembro de 2012, o IBGE registrou recuo de 0,7%.[aqui eu saio da análise semântica e entro na análise jornalística da coisa. Não vou me dar ao trabalho de abrir sáites e googlar informações para desmentir o que está dito aqui, porque não precisa. Digo apenas que:

1- Para se ter o real espectro do crescimento de outubro para novembro, o texto deveria ter falado da evolução do índice de janeiro até novembro de 2013. Isso ambientaria melhor o comportamento e as oscilações da economia brasileira num intervalo razoável de tempo.

2- O texto ficou tão mal redigido que esse 23 e quebrados milhões ficou solto e perdido. Refere-se ao número de pessoas desempregadas nas seis principais regiões metropolitanas do país [atualização das 20:00: reli o texto mal escrito bagarai e me dei conta de que esses 23 milhões são os EMPREGADOS, ao passo que o milhão lá de baixo são os DESEMPREGADOS. Texto mal-escrito tem dessas coisas: engana até editor-revisor! O_o #PORRAFOLHA!]. Ficou faltando informar quais são essas regiões metropolitanas, e qual o número total de pessoas economicamente ativas (portanto, aptas a trabalhar).

1450845_601867599848981_498426824_n3- Tradicionalmente, a comparação de índices é feita entre o período imediatamente anterior e igual período do ano anterior. Portanto, o índice de desemprego de dezembro de 2013 deve ser comparado com novembro de 2013 e dezembro de 2012. Comparações outras são permitidas, claro – desde que explicado o motivo. Se o único motivo que a Folha tinha para fazer essa comparação era mostrar um recuo de 0,7%, eu começo mentira, já comecei lá na primeira linha a me perguntar sobre a boa-fé das informações contidas nesse texto. Mas voltemos à nutiça:]

O total de pessoas em situação de desemprego (a procura [prometi análise semântica, então vou abstrair esse erro de crase. O certo é à procura de] de um trabalho) recuou 10,9% ante outubro e caiu 6,4% na comparação com novembro, atingindo um contingente de 1,131 milhão de pessoas. [ó só a informação que eu cobrei no item 3 da minha 

observação! Esse parágrafo diz que nas regiões analisadas, há um total de 1,131 milhão de pessoas desempregadas. Mas não informa o total de economicamente ativas. O que o texto diz - de maneira péssima - é que o número de desempregados é menor quando comparado com outubro e novembro deste ano! Mas meu Deus, isso é quase um cenário de pleno emprego! Cadê entrevista com economista pra falar sobre esses índices? Cadê entrevista com geral no IBGE pra falar sobre isso? Ah, peraí que eu vou pôr outra foteenha pra ilustrar esse texto] 

O mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes [masgemt! Como pode? O desemprego lá embaixo do pé, reduzindo-se mês a mês, mas o mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes? E que antes é esse? Qual o período a que o texto se refere?] diante de um cenário de juros mais altos[minha preguiça homérica de googlar Selic me impede de comentar isso aqui. Aumentou a Selic, gemt? Por que eu desconfio de que não aumentou? Ah, já sei: É PORQUE ESSE TEXTO TÁ UMA MERDA!] , confiança de empresários combalida e menor disposição de consumidores em gastar [Aposto um doce como em janeiro teremos o maior consumo evar em épocas natalinas, e empresários felizes da vida com tudo isso que está].

 

 

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Agora tentem me convencer de que acabamos de ler um texto jornalístico de qualidade. Não está fáceo, viu?

PORRA, FOLHA!

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Paulo Henrique Amorim e a perca [suspiro] do IPTU

segunda-feira, dezembro 16th, 2013
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Foi com este post daqui. Lá pelas tantas, o texto declara que

“A situação de não poder aumentar o IPTU acarreta em uma perca de 1 bilhão”

Perca, gente. Perca. PERCAAAAAAAAA

Duvidam?

Alá a imagem! Tá destacada….

Captura de Tela 2013-12-16 às 21.46.04

Ticontá, viu?

Oi? Você não entendeu o erro?

Tio Antônio, socorre aqui, por favor?

Perda \ê\ [/ê/ e D, cacete! é com D, cacete!!!!]

substantivo feminino ( sXIII)

1 ação ou efeito de perder

E antes que você me pergunte sobre a perCa, eu te aviso que perca é presente do subjuntivo do verbo perder. (que eu perca, que tu percas, que ele perca, que nós percamos, que vós percais, que eles percam. De nada.)

Quer dizer: O IPTU de São Paulo tá tão zicado, mas tão zicado, que até erro de português tá sendo cometido em nome dele, coitado!

Haddad, seu lindo, vá tomar um bom banho de descarrego, porque não está fácil procê, viu, zifio?

Mas eu não posso perder o foco: PORRA, PAULO HENRIQUE! QUER GANHAR TROFÉU #PORRAFOLHA, É?

E PORRA, FOLHA! Cê num tem culpa, mas merece ser culpada mesmo assim!

Atualização de 19/12: APRENDEU, HEIN, PAPUDO?

 atualizacaopha

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Já que a ordem é fazer merda, vamos fazer bem feita? PORRA, FOLHA!

sexta-feira, novembro 8th, 2013
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Tanto já foi dito por tantos a respeito desta manchete vergonhosa

folha

que eu só vou falar mais uma coisinha que ninguém falou, de tão escandalizado:

PORRA, FOLHA!!! A VONTADE DE FAZER MERDA ERA TÃO GRANDE QUE VOCÊ ENFIOU VÍRGULA ONDE NÃO EXISTE, É?

EXPLICA DIREITINHO ESSA VÍRGULA DEPOIS DE PRESO, EXPLICA?

(OK, eu explico: sem a vírgula, a manchete diria que o fiscal ficou preso em uma gravação. E, COMO DEVE TER SIDO PROIBIDO MEXER NA MERDA DO TEXTO ANTES DESSA PARTE, nego achou melhor botar uma vírgula pra ao menos tentar deixar a coisa menos pior.)

MAS PUTAQUEPARIU, QUE MERDA DE MANCHETE, CACETE!!!

QUER FAZER MERDA, AO MENOS FAZ BEM FEITO, PORRA!

Bom, então vamos fazer uma manchete pra Folha.

Permitam-me manter a indecência e a falta de vergonha do texto original:

Primeiro, vamos contar os caracteres das duas linhas da manchete:

Prefeito sabia de tudo, diz = 27 caracteres

fiscal preso, em gravação = 26 caracteres (mais um espacinho sobrando depois do o de gravação, vamos contar 27 caracteres.

Que tal se trocarmos para

Fiscal acusa em gravação:

prefeito estava a par de tudo

Fiscal acusa em gravação: – (25 caracteres, com uma letra m fica mais recheadinho)

Prefeito estava a par de tudo – (29 caracteres, mas como não tem a letra m, dá pra espremer

PRONTO, FOLHA! QUER FAZER MERDA, FAZ BEM FEITO, PORRA!

Aliás,

PORRA, FOLHA!

PORRA, PORRA, PORRA!

(Eu até diria que o subtítulo termina com “Kassab diz que não sabia de nada” é a cerejinha do bolo da putaria, mas acho que já disseram isso. Não vou gastar teoria de análise do discurso com uma manchete tão torpe, tão vil, tão vergonhosa).

 

Atualização do domingo, com  o texto ÉPICO da Ombudsman (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/138267-sujeito-oculto.shtml) a respeito da manchete. Claro, vou comentar:

A manchete de sexta-feira passada da Folha –“Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação”– induzia o leitor a erro[AH, CEJURA? Mas por que você afirma isso? Manchete tão honesta....]. O prefeito de São Paulo é Fernando Haddad, mas a referência no grampo era a seu antecessor, Gilberto Kassab. [ah, puxa, que bom que cê sabe disso, né? Fico feliz mesmo! O_o]

O título partiu da transcrição de um telefonema em que o auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues dizia que deveriam ser convocados para depor “o secretário e o prefeito com quem trabalhei” [AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH então O PREFEITO COM QUEM ELE TRABALHOU é específico? Tem nome, partido?] , porque “eles tinham ciência de tudo”.

Ronilson foi subsecretário da Receita no governo Kassab e, na atual gestão, foi diretor na SPTrans de fevereiro até junho.[aaaaaaaaaaahhhhhhhhh, então a Folha de SPaulo SABE com quem ele trabalhou?]

O fiscal não cita nominalmente o ex-prefeito, mas é fácil deduzir de quem ele está falando[Cejura? Então, se é fácil deduzir, por que a manchete não "deduziu"?]. Foi na gestão anterior que Ronilson ocupou o cargo de zelar pela arrecadação de impostos, o que lhe teria possibilitado atuar na “máfia do ISS” –esquema de cobrança de propina que pode ter causado um prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres da cidade.

“A Folha optou por transcrever a declaração do fiscal de forma literal, já que ele não citou nenhum nome e exerceu funções de confiança tanto na gestão atual como na anterior”[então deixa eu ver se eu entendi: a gestão atual instalou uma corregedoria e tá catando focos de corrupção; demitiu o sujeito assim que descobriu que ele tava mais sujo que pau de galinheiro; a gestão anterior... pera... vamos voltar ao que você, ombudsman, falou lá em cima: "é fácil deduzir de quem ele está falando"] , diz a Secretaria de Redação.

O excesso de zelo [Kirida, excesso de zelo é passar protetor solar no rabo. O que a Folha de SPaulo fez não é excesso de zelo, é canalhice, é abrir mão do jornalismo objetivo e preciso e direto para investir em subentendidos, e duplos entendidos. TOME TENTO!] ficou só na manchete, já que a hipótese de que a frase do fiscal pudesse ser uma referência a Haddad não foi explorada na reportagem [OU SEJA: o duplo entendido - que é bem diferente de duplo sentido - ficou restrito à parte do texto que é lida pelos transeuntes, no meio da rua, ou pros leitores de home page, que não clicam no resto da notícia pra ler, né?]]. O “outro lado” foi apenas com Kassab, que classificou as declarações de falsas, mas não cogitou que o fiscal estivesse falando de outra pessoa.[ou seja: NEM O KASSAB TEM CULHÃO DE INSINUAR QUE O FISCAL PODE ESTAR FALANDO DO HADDAD.]

(…)

Lindo, SÓ QUE NÃO!

 

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Sempre ela, sempre ela… ♥ ♥ ♥

sábado, novembro 2nd, 2013
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Parece ciúme, viu?

Eu falo da minha tese de mestrado, falo do CNMP, aí ela percebe que eu estou há muito tempo sem falar dela, e ZÁS! Ela vem e apronta das suas (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/136731-teste-evita-biopsia-de-prostata-desnecessaria.shtml)!

folha

Ai, gente, é impossível não amar a Folha de São Paulo!

Aí o movimento radical machista vai dizer que trata-se de uma feminazi extremista que quer exterminar de vez as próstatas masculinas (porque, né? Vai que existe próstata feminina e eu não tô sabendo?) e etc. e tal e…

A alternativa seria simplesmente inferir que a autora do texto deveria ter escrito biópsia desnecessária de próstata, e trocou a ordem dos tratores das palavras.

Eu tenho medo de perguntar o que é uma próstata desnecessária. Mas vou um pouco na tese dos hipotéticos mascus: a autora do texto é mulher, então para ela próstata são todas desnecessárias.

Mas, ó, Folha: já tava morrendo de saudades de você por estas bandas. quero nem saber da Cynara Menezes que já deixou de te ler porque você contratou o Reinaldo Azevedo e você vai ficar reacionária e isso e aquilo. Você, Folha, tem um lugar especial no meu ♥.  Porque seus erros só você sabe cometer, né?

#PORRA, FOLHA!

(E um beijo bem estalado pra Karla Lima e pra Pia Pêra que me enviaram esse teteia deliciosa daí de cima)

 

 

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Vamos todos morrer mesmo versão estilos artísticos

terça-feira, setembro 24th, 2013
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Depois do Grande Gatsby sombril da Folha, é a vez de o Destak (aquele jornalzinho – foco no inho- distribuído nos sinais das grandes cidades brasileiras) dar sua derrapada na revisão:

Barroco, barraco, qual é a vogal que vai duas vezes, mesmo, hein?

Beijo pra Hillé do Manual Prático de Bons Modos em Livrarias, de quem eu adquiri a fotenha.

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Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse

domingo, maio 19th, 2013
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É assim:

Este, esta e isto são pronomes demonstrativos referentes à própria pessoa que está falando, ou a coisas de propriedade da pessoa que enuncia a frase. Exemplo:

Você aponta para o seu filho e diz: “Este é o meu filho”. 

Esse, essa e isso são pronomes demonstrativos referentes à pessoa a quem o enunciador da frase está falando. Exemplo:

Você aponta para o filho do seu amigo e diz: “Esse é o seu filho”.

(Tá, eu sei que existem várias outras hipóteses corretas a serem empregadas na frase acima com esse e este, mas atenhamo-nos por enquanto a essa observação genérica daí de cima.)

Ainda tá difícil? Complicado? OK, concordo contigo. Vamos pegar um exemplo mais prático.

Imagine que você é um advogado. E recebeu uma acusação contra a empresa que você defende. O texto, redigido pelo advogado de outra empresa, diz:

Esta empresa não cumpre com seus contratos! Esta empresa é corrupta! Esta empresa está inadimplente! etcetcetc.

Você redige sua defesa pura e simplesmente:

Sr. Juiz, nada temos a fazer se o  digníssimo advogado da outra empresa resolveu acusar a própria empresa para a qual ele trabalha.  Não tenho nem como encerrar minha defesa, posto que não foi necessário iniciá-la.

O que é mais ou menos o que aconteceu ontem com o digníssimo (cof, cof) governador goiano (que me perdoem os goianos se esse adjetivo soou pejorativo) Marconi Perillo.

perillo

Prezado governador Perillo: devemos convocar CPI pra apurar a sua denúncia contra seu próprio governo?

Por que o senhor se considera um canalha? Sua mãe concorda com o senhor?

Por que o senhor fala de si na terceira pessoa? O Sr. também vive a dicotomia Edson/Pelé? 

Enfim, não vou me dar ao trabalho de ofendê-lo. O senhor sabe fazer isso sozinho.

E você, ameba: traumatizou? Ah, vá! Mais um trauma didático! :D \o/

Então, lembre-se da cara do Perillo na hora de usar S ou T e falar/escrever este/esse de forma adequada.

De nada. (mas agradeço ao Luis Carlos pela imagem oferecida no fêice! :D )

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O advento do último dia de abril

sexta-feira, março 1st, 2013
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Queridos encostos,

Vou ensinar um feitiço pra ninguém nunca mais errar a quantidade de dias de cada mês.

 

Façam assim:

1- Fechem a mão direita como se fossem dar um soco em alguém.

2- Agora reparem o “nó” de osso que liga os dedos à mão. e repare que entre dois “nós” de osso tem um “vale”.

3- Comece a contar janeiro a partir do nó do dedo fura-bolo, e fevereiro será contado no “vale” à direita.

4- O “nó” do mindinho é o mês de julho.

5- E agora, Madrasta, cabô a mão, o que eu faço? – volte pro nó do fura-bolo e conte de agosto até dezembro.

6- Todos os meses contados nos nós dos dedos têm 31 dias. Os meses dos vales têm menos de 31 dias (30 ou, no caso de fevereiro, 28 ou 29).

 

Agora, vamos todos fazer esse feitiço juntos pra exorcizarmos o 31 de abril do Correio Braziliense!

(Mas antes eu agradeço ao Constâncio Viana Coutinho, que compartilhou a teteia (sem acento) no Facebook)

abrilCB

Vambora, conta com a ajuda de todos! /o\

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Querido Fantástico….

segunda-feira, fevereiro 4th, 2013
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Você está fazendo isso MUITO errado…

(Via Maristela Alves, no Facebook)

fantastico

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Anônima só que não

quinta-feira, novembro 22nd, 2012
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Antes de mais nada, peço milhões de desculpas à pessoa que me enviou esta teteia. Eu fiquei empolgadíssima pra postar, mas estava enrolada, copiei a imagem no meu desktop e simplesmente me esqueci… E me esqueci de tudo: não só de fazer o post como quem foi o dileto ectoplasma suíno que me enviou a imagem!

Então, meu caro / minha cara: se foi você, manifeste-se, por favor! Autorizo-lhe, inclusive, a me dar algumas chibatadas… :D

Mas vamos ao que interessa:

Impossível não amar a imprensa brasileira, gente!

Essa coisa maravilhosa (por favor, refiro-me ao texto! A notícia é tenebrosa, credo-cruz!) que eu vou mostrar pra vocês veio da cidade de Viana, no Espírito Santo.

Acompanhem o drama:

A tia, Luciana Batista Moreira, de 32 anos, teve a identidade preservada. Só que não…

Parabéns aos envolvidos! \o/

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A Essência do preconceito 2 – a missão

domingo, novembro 11th, 2012
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A Veja desta semana superou-se no quesito vamos escrever bosta

O artigo de JR Guzzo tá… OK, vou me abster de comentar a qualidade desse troço. Vou PROVAR.

A Lele do Te dou um dado? atinou para um detalhe do texto:

 

Eu já havia feito isso com um discurso da Miriam Rios, há mais de ano, lembram?

Então, faço novamente. Vou substituir homossexual por negro; homofobia por racismo, e por aí vai. Todas as substituições estarão destacadas em negrito e vermelho.

Vou colar o texto original e o “adaptado” pra você poder comparar. E vou marcar como cortado partes do texto que citam casos factuais, nas quais a mera substituição não faz muito sentido, ainda que não perca de todo o valor (por exemplo: o texto fala do kit gay, e cita Oscar Wilde como homossexual, na substituição ele virou negro. A coisa não faz sentido, mas ainda assim ajuda a ilustrar. Nesses casos, cortei sem eliminar o texto. E olha que eu cortei pouco, viu?

Mas se você quiser desmerecer o texto pelo caminho mais fácil, faça como o Cardoso, e jogue a história da panela Tefal no Google.

Vamos lá?

Primeiro, o texto original, com os devidos destaques:

*****************

Parada gay, cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser homossexual era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o homossexualismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao homossexualismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit gay” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa gay” no país) fez insinuações agressivas quanto à masculinidade do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é gay, ou apenas pró-gay, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o homossexualismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas gay é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do homossexualismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida gay, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os homossexuais devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa gay tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade gay” é que a “comunidade gay” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento gay” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os homossexuais, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Tem opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas preferências sexuais – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade heterossexual” para agrupar os indivíduos que preferem se unir a pessoas do sexo oposto. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os gays como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os homossexuais, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “homofobia”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do homossexualismo, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa gay”. Ainda no mês de junho, na última Parada Gay de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “homofóbica”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os gays, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento gay serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Homossexuais podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “homofobia” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos gays, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da homofobia” é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a homofobia? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o homossexualismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os gays já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser homossexual; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, homossexuais iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas gays ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os homossexuais não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos gays, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de sexo.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

*******

Agora, o texto “adaptado”:

 

Parada negra , cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser negro era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o racismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao racismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit racial” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que gente de cor negra  é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa negra” no país) fez insinuações agressivas quanto à raça do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é negro, ou apenas pró-negro, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 [Obs.: Esse é o crime citado no texto original, referente à injúria. O crime de racismo é a  lei 7.716/1989, também conhecida como lei Caó, que tornou o racismo crime inafiançável]  do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o racismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas negros é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do racismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida negro, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit racial, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao racismo , e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os negros devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa negra tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade negra” é que a “comunidade negra” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento negro” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os negros, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Têm opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são sua raça – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade branca” para agrupar os indivíduos que não são negros. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os negros como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 negros foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os negros; é a violência contra todos. Os negros são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os brancos; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra negros? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os negros, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra racismo”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do racismo , como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa negra”.Ainda no mês de junho, na última Parada Negra de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de racista”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o racismo é considerado preconceituoso”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de negros, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de negros, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Negros se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas de duas raças diferentes podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os negros, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento inter-racial serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Negros podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar o racismo em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra negros que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos negros, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização do racismo é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com o racismo? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o racismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os negros já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser negro ; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, negros iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas negras ou projetos de lei contra o racismo, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os negros não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos negros, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de raça.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

 

Enfim. AVALIEM.

(Começo a sentir falta de uma categoria “Cejura?” aqui no blog. Da última vez que isso aconteceu, nasceu a “PORRA, FOLHA!” que, coitada, desta vez tem nada a ver c’a parada…)

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E o ânus sempre acaba (mal) usado, coitado…

terça-feira, outubro 30th, 2012
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Vergonha alheia. Mau gosto alheio. Falta de noção alheia. Tudo alheio. Inclusive a boa imagem do queridocliente. [suspiro]

Vou republicar este post de 2009. Só pra atualização.

Primeiro, fiquemos com o texto original de 2009:

 

Isto chegou-me no Twitter via Flávia Durante.

Não me canso de dizer aqui que amebice publicitária é sempre obra coletiva. O primeiro jênio tem a ideia, daí vem outro pra executar, outro pra apresentar ao queridocliente e duas ou três amebas-cliente para aprovarem a bagaça. Formação de quadrilha, portanto.

Não sei se  é o caso de compadecimento ou de vergonha alheia das amebas que inventaram essa coisa em forma de publicidade. Aliás, me digam se o queridocliente pagou para ter uma imagem positiva ou negativa nesse reclame(/expressãovelha), porque nem isso ficou claro. O que ficou claro, aliás, claríssimo, nessa obra, foi o palavrão. Que não seria de bom tom nem se a peça em questão tivesse como público-alvo a parada gay. Como se homossexual gostasse de agressão gratuita e de palavras de baixo calão só por ser homossexual…

[suspiro...]

E agora, a atualização tonitruante, com igual probleminha de separação inadequada de palavras, via João Márcio no Faceboook:

 

Conclusão:

Berra a cabra, berra o bode, sempre acaba sobrando para a região retrofuricular, como diriam os cassetas…

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Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012
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Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem um troço desses

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…)

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Acuma?

segunda-feira, outubro 22nd, 2012
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Nessas horas só repetindo Didi Mocó, viu?

Olha aqui o que encontrei Facebook afora. Descrição de uma empresa:

 

Empresa oferece soluções inteligentes para a tomada de decisões na gestão de negócios e disponibiliza informações relevantes com dados atualizados que auxiliem na otimização dos resultados de negócios.

Não é vegetal, não é mineral, não é animal. É informática. Mas não sei se isso faz bem ou mal.

Também não sei se com essa descrição estapafúrdia consegue vender o borogodó dela.

Alguém tem ideia do que seja isso? (Eu chuto Data Warehouse. Um trem que poucos conseguem dizer pra que serve. Pior que o mineirinho da piada – quemcossô? oncotô? Proncovô?)

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Aleluia!!!! \o/

quarta-feira, outubro 17th, 2012
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Mais um milagre das redações! Conseguiu deixar viva uma sobrevivente!!!

E ó: ainda bem, viu?

Grávidas sobreviventes mortas, quando existem, costumam ser insuportáveis….

 

Um beijo pro jornal de Teófilo Otoni que nos brindou com tão maravilhosa pérola!

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Ah, essa regência verbal…

segunda-feira, outubro 15th, 2012
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Droga!

Tava indo dormir! Adivinha quem não me deixa? Ela mesma, a Rainha da Barão de Limeira!

Ó só essa manchete magnífica só que não:

Depois de me refazer do impacto de um folhacóptero (se helicóptero é um objeto que tem asas em forma de hélices, então um folhacóptero é um objeto que tem asas em forma de folhacó, é isso mesmo produção?) na minha vida, dediquei-me a decifrar o enigma da manchete em questã.

Porque, né? Se você vai atrás, você vai atrás DE algo. Preposição, por favor!!!

Serra e Haddad vão atrás DE votos no segundo turno.

Então, Folhacóptero, você deveria mostrar onde estão os votos DE que Serra e Haddad vão atrás no 2º turno, ou:

Folhacóptero mostra onde estão os votos DE
que Serra e Haddad vão atrás no 2º turno 

Mas, enfim… você é novinho lá pelas bandas da Barão de Limeira, né?  Tão novinho e tão inserido no contexto…

Dá licença que eu vou ter que encerrar o post com o já clássico

 

PORRA, FOLHA!!!

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PUTA. QUE. PARIU.

terça-feira, outubro 2nd, 2012
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Imagine a situação:

Você é professor de português. Toca o seu celular. É um repórter de um jornal querendo dicas para os vestibulandos estudarem pereré pão duro blablablá whiskas sachê aquela história toda.

Você para tudo o que está fazendo e, solícito, atende o repórti e diz a ele tudo o que ele quer ouvir.

No dia seguinte, você abre o jornal e encontra issaqui:

 

Comcorda? O_o

Qual a sua reação?

esta!

(A minha foi a exclamação que intitula o post).

 

PORRA, TRIBUNA!!!

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Adivinha…

quinta-feira, setembro 6th, 2012
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… que jornal escreveu essa pérola aí de baixo:

Diquinha básica: começa com F, é de São Paulo, e tem uma catiguria exclusiva aqui no Caldeirão…

Pra quem não sabe onde está o erro, o verbo correto é apropRiar.

 

PORRA, FOLHA!

#prontofalei

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Subjuntivo, esse modo ignorado no prédio da Barão de Limeira

segunda-feira, agosto 27th, 2012
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Enviado pelo dileto ectoplasma Luis Alacarini via Fêicebúque.

Mais um daqueles posts no qual eu sei nem por onde começar. Vou tentar começar explicando alguns modos verbais.

Porque, né? Quando você quer contar uma ação que não avente dúvidas ou questionamentos, seu modo é o indicativo.

Como o próprio nome dá a dica, ele indica a coisa que rola/vai rolar/já rolou:

Eu sou

Fulano nasceu

Beltrana morrerá de curiosidade.

Mas se a sua praia for a dúvida, ou o exercício da probabilidade/adivinhação, o modo que se adequa às suas necessidades é o subjuntivo. Ele não denota certeza nem indica coisa nenhuma, apenas fala de possibilidades e devaneios:

Que ele nasça bonito (ele ainda não nasceu, nem se sabe se ele vai nascer. Mas, quando isso acontecer, que seja assim)

Se eu estivesse em Paris agora (não estou em Paris, mas bem que essa possibilidade podia rolar, né?)

Quando eu tiver uma Ferrari (no remoto ou improvável dia em que isso acontecer -feat. senta lá Cláudia)

 

Isto posto,

ALGUÉM EXPLICA ESTA MANCHETE DA FOLHA DE SÃO PAULO, CACETE?!?!?

 

Não é certeza que o servidor vá manter a greve. Ele pode manter ou não.

Quedizê: o servidor que MANTIVER a porra da greve vai ficar sem a bosta do reajuste.

 

NÉ, FOLHA?!?!?!

PORRA, FOLHA!!!

 

Vou mandar o subjuntivo invadir o prédio da Barão de Limeira pra detonar uma bomba gramatical lá dentro.

Ele vai entrar de sussa, pois ninguém dentro daquele prédio é capaz de reconhecê-lo, mesmo…

 

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Da importância do acento agudo na leitura da Bíblia, ou: Senhor, não permitais que energúmenos leiam a Vossa Palavra!

segunda-feira, agosto 27th, 2012
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E eis que o Pastor não sabe a diferença entre adultera e adúltera.

E se acha o fodão pra interpretar texto da Bíblia…

 

Por que ninguém me falou deste vídeo antes?

Só mesmo a Cíntia Nunes pra me enviar esta pérola…

 

O_o

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Mombaça, uma cidade do… oi?

segunda-feira, agosto 27th, 2012
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Queridas Folha de São Paulo e France Presse,

 

A cidade do Quênia em questão é MombaSa, com um ésse mesmo.

MombaÇa, com cedilha, fica no Ceará:

 

 

E, pelo que Tio Google me contou, Mombasa (A) fica um cadim longe de Mombaça (B)

#Bjomeliga

 

 

 

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Sem café X com café

terça-feira, julho 24th, 2012
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Imagino até o que aconteceu.

Redação do Poder online, do IG, lá pelas sete e meia da manhã:

– Entra no site e bota no ar aquela matéria das cestas básicas que eu vou passar o café! – disse o editor

– OK – retrucou o estagiário. (Segunda vez que eu uso o verbo retrucar, me deixa, tô feliz!)

Aí lá vai o estagiário dizem que ele trabalhou no Ego, mas essa informação carece de confirmação morto de sono abrir a edição do site para postar a notícia que já tinha sido apurada, só faltava ser redigida:

 

Pouco depois, o estagiário levanta-se e vai tomar café. Volta para a mesa cheidi café nazidéia, já devidamente acordado, e dá aquela bisoiada básica no site.

E grita:

– POOTAQUEPAREEOO, COMO EU PUDE ESCREVER UMA MERDA DESSAS, CACETE?

Aí ele clica no botão “editar matéria’ e remenda a merda:

 

Com os devidos agradecimentos ao César Cardoso por ter orado aos deuses do print-screen a tempo! \o/

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Dorinha de mal com o verbo haver

quinta-feira, julho 12th, 2012
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[suspiro]

Nada como uma bela escorregadela no Manoel (português) pra me fazer reabrir o caldeirão em grande estilo, néam?

Então, vamos analisar a tetéia (com acento, porque eu me apego muito aos acentos) recém-produzida pela Dora Kramer no twitter:

[outro longo suspiro]

Acho que vou fazer um postão que vai virar página especial, só com o verbo haver! Mas enquanto isso não acontece, vou contar um segredinho aqui:

Titicamente, quando o português ainda era um jovem e garboso mancebo e ainda tinha altas relações com o Latim, não tinha evoluído a ponto de criar um futuro do presente para seus verbos. (sabe como é, ele tentava passar de fase do game, mas morria antes, tinha que começar do zero, um saco….)

Daí que as pessoas usavam meique uma ameaça pra se referirem a um tempo que ainda estava por chegar. Mas pra isso, o verbo haver no presente do indicativo (antes que você pergunte: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão. Agradeça a  Tio Antônio!) frequentava geral as altas e baixas rodas da sociedade.

Então, como eu dizia, lá em priscas eras, nego dizia

Eu hei de chegar em sua casa amanhã / ele há de chegar em sua casa amanhã

Essa locução “haver + preposição de + [enfie aqui o verbo principal de sua preferência]  acabou trocando de ordem, e ficou assim:

eu [enfie aqui o verbo de sua preferência] +verbo haver, ou seja:  

eu chegar hei / ele chegar há  

daí pro

chegarei  / chegará

foi um pulo e um beijinho, beijinho, tchau, tchau pro agá.

O resto é história. E futuro do presente do modo indicativo.

Isto posto, a expressão a ser combinada com  [verbo enfiado de sua preferência] que terá valor similar ao da locução verbal ir+verbo no infinitivo (vou falar / vou fazer / vou acontecer) é a expressão haver de.

Isso, é claro, se você quiser deixar seu texto metido a besta – no que contarás com meu total apoio! Atoron! \o/

Então, Dorinha, sua linda, ou você cria rapidão um trocadilho com o verbo haver e esse verbo dar mal enfiado no seu tuíte ou você deleta seu post.

Mas eu já orei pros deuses do print-screen!

*******************

 ATUALIZAÇÃO ÉPICA:

Observação tão maravilhosa do Flávio aí embaixo nos comentários que eu tive que subir o que ele escreveu:

Pode ter sido erro de pontuação:
1. Reclamar de Kassab? Quem? A Dê? (pode ser alguma conhecida da Dorinha que gosta de reclamar)
2. Reclamar de Kassab, quem? A Dê.
3. coloque aqui a “aversão” de sua escolha…

*************

#Bjomeliga

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Ah, Folha… ♥♥♥

terça-feira, junho 12th, 2012
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É sempre assim, gente!

eu começo a me condoer que estou há muito tempo sem atualizar o caldeirão, e vem a Folha me brindar com suas folhices…

 

Desta vez, ela apresentou sem mais delongas seu verdadeiro eleito para o Banco Central.

Reparem:

♥♥♥ Fernando Henrique Cardoso, presidente do BC segundo a Folha. ♥♥♥

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Tem coisas que só a Folha consegue fazer

quarta-feira, abril 11th, 2012
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Sei nem por onde começar. Bom, deixa eu começar agradecendo ao Loyola que, além de produzir esse avatar fófis de Cudi Ampola que eu uso, ainda me manda coisas como a que estampará este post.

Gente, verdade seja dita: a capacidade da Folha de gerar posts para este blog tende ao infinito. E tenho que dar o braço a torcer: o jornal da Barão de Limeira tem todo um estilo próprio, intransferível e inconfundível pra fazer merda. E uma folhice é eterna, não prescreve.

Esta daqui, por exemplo, tem praticamente dois anos. Vamos acompanhar:

Homem que esfaqueou três em mercado de SP foi contido meia hora após ataque

AFONSO BENITES [faço questão de manter o nome do autor da teteia.]
DE SÃO PAULO

“Quem quer morrer?”, dizia o auxiliar de pedreiro que matou uma pessoa e feriu duas com uma faca de churrasco anteontem à noite num hipermercado de Guarulhos, na Grande São Paulo.[Tá. O texto até que começou legal. Eu distribuiria uns pontinhos no lugar das vírgulas que é pra dar pra respirar direito, mas isso realmente não vem ao caso. Próxima frase, por favor!]

José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro[Epa! Citou o nome do estabelecimento! Na boa, não havia necessidade. E, se o autor realmente fizesse questão de citar o local, que o fizesse de maneira mais formal, tipos: "o hipermercado Extra da avenida tal, no centro de Guarulhos], ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90) [.... e zás! Chegamos à nossa folhice em questão! Só tenho uma dúvida: isso aqui foi excesso de apuração ou jabá?].

Era dia de promoção –a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes)[RE-PI-TO: ISSO É EXCESSO DE APURAÇÃO OU JABÁ?!?!?!?!?!] . A loja estava cheia.

A primeira vítima foi o comerciante chinês Ding Yu Chi, 60, esfaqueado próximo à banca de tomates, ao lado da mulher. Sem motivo aparente, Araújo deu-lhe duas facadas na barriga. Afastou-se e voltou a esfaqueá-lo. Ao todo, desferiu oito golpes.

Ding andou por 30 metros e pediu ajuda. Seguranças disseram para ele se deitar no chão e esperar o socorro. Gemendo, no colo da mulher, dizia: “Não aguento mais”.

Uma poça de sangue se formou debaixo de seu corpo. Clientes começaram a gritar que um “maluco” tinha esfaqueado um homem. Seis mulheres desmaiaram.

A segunda vítima foi outro comerciante. Ele se deparou com Araújo, tentou fugir, mas foi ferido nas costas. Antes de fazer a terceira vítima (um fiscal do Extra atingido no abdômen), Araújo tentou esfaquear outro cliente, que jogou um carrinho de compras contra ele.

Pânico e correria duraram quase meia hora. “Quando começou a confusão, eu tinha acabado de passar minha primeira compra no caixa, às 20h41 [E ao chegar aqui nós percebemos que o zifio repórti peca por excesso, mesmo! O texto está muito bem escrito, com excesso de riqueza de detalhes!]. Quando acabou, eu terminei [Cejura que você terminou quando acabou? Que maravilha, isso, não? A conclusão que coincide com o término! Que grande revolução! Nego num pode elogiar muito um texto da Folha que eles vêm e pimba de novo, cacete!]. Eram 21h13″, disse a dona de casa Karina Marques, 31, exibindo o cupom fiscal com horários.

Um policial disparou dois tiros no meio da loja –mais gritos, mais pânico. Não o atingiram o agressor, que acabou detido pela PM.

A família de Ding estuda processar o Extra por omissão de socorro. Testemunhas dizem que ele sangrou sem parar na loja e só foi removido ao fim da confusão. Morreu ao entrar no hospital.

O Extra não divulgou cenas de câmeras internas. Em nota, informou ter “tomado todas as medidas cabíveis”. Também disse que acionou a PM, “lamenta profundamente o ocorrido” e se mantém “à disposição das autoridades”.

Preso, Araújo afirmou que era perseguido desde sua casa, em Guararema, a 40 km de Guarulhos, mas não disse quem o seguia. Segundo a polícia, ele não conhecia as vítimas. Na delegacia, disse não se lembrar de nada. Não parecia estar sob efeito de drogas nem alcoolizado.

A polícia ainda tem poucos dados dele. Só sabe que nasceu em São Bento do Una (PE) e nunca foi condenado. As outras duas vítimas passaram por cirurgias e não correm risco de morte.

 

O texto está realmente muito bem escrito. Tão bem escrito que eu aposto que o zifio era novo na Folha. Deve ter aprendido as manhas da redação e perdido toda a capacidade de escrever direito que Nossa Senhora da Boa ortografia lhe deu.

Mas aí eu fico pensando se esse jabá (Proposital? Inocente?) já não era um prenúncio ou, sem querer, uma compensação para o que aconteceria pouco mais de um mês depois

Enfim: PORRA, FOLHA!!!! SEU ESTILO DE FAZER MERDA É INIMITÁVEL, CACETE!!!!

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Sarney, Millôr, a ordem invertida e a trolada épica – quando ainda não existia o termo “trolada”

segunda-feira, abril 9th, 2012
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Deu na coluna do Jorge Bastos Moreno do último sábado, no Globo:

Túnel do tempo

O ano é 1985.

Morto Tancredo, Sarney assume definitivamente o governo.

Beletrista, o novo presidente da República reúne seu sacro colégio de ghost-writers, Josué Montello e Joaquim Campello à frente.

Cada palavra, cada frase, cada parágrafo, milimetricamente medidos, examinados com lupas.

Enfim, uma obra-prima, uma obra de arte.

O primeiro discurso do presidente acadêmico.

Sucesso total.

Como um parnasiano, Sarney, depois, lambe as suas palavras como a vaca lambe a cria, principalmente o ápice: “O destino não me trouxe de tão longe para ser o síndico da catástrofe“.

Dia seguinte, lá, no seu cantinho, como se fosse um mineirinho, Millôr, silenciosamente corrige:

A catástrofe não me trouxe de tão longe para ter o destino de síndico“.

Sarney quis matá-lo!

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UOL: criança não é humano

terça-feira, março 13th, 2012
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Basta ver este título aqui:

A manchete

Crianças começam a testar remédio para combate à aids desenvolvido pela Fiocruz

foi dispensada porque, obviamente, criança é uma coisa, e humano, outra.

Sem mais.

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Detetivões 2 – Identifique a fonte anônima

domingo, março 11th, 2012
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Atooooooooooooron a imprensa brasileira, gente! A capacidade que nossos queridos (cof, cof) jornalistas têm de manter suas fontes no anonimato é espantosa!  Tô observando essa tendência, viu?

Primeiro foi o Estadão, que entrevistou *duas* fontes durante a renião do BIS na Basileia. Agora é a Istoé desta semana. Resolveu listar um *ex-ministro* de Dilmavana que teve contato direto com Jérome Valcke, aquele secretário-geral da Fifa que fala merda em inglês e pede desculpas por ser mal-interpretado em francês, saca?

Enfim, vamos acompanhar o texto lheando da Istoé:

O trapalhão da FIFA

 A bola fora do secretário-geral Jérôme Valcke é mais uma em seu currículo recheado de polêmicas e confusões

Um chute mal dado embolou o meio de campo dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 nos últimos dias. A disputa entre a Fifa, a entidade que comanda o futebol no mundo, e o governo brasileiro se acirrou na sexta-feira 2. Em um evento na Inglaterra, o francês Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade, afirmou que o Brasil deveria levar “um chute no traseiro” para apressar as obras prometidas para o Mundial e a aprovação da Lei-Geral da Copa, espécie de cartilha de regras da Fifa para o evento. De imediato, o País partiu para o contra-ataque. O articulador da jogada foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que no dia seguinte disse – em público e por carta enviada à Fifa – que o governo não aceitava mais o francês, número dois na hierarquia da entidade, como interlocutor. Isso sem contar as reações de repúdio dos presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, além de outros políticos da base governista e da oposição.

A Fifa acusou o golpe ao ver seu homem forte, responsável pelo evento que faz lucrar bilhões de dólares, jogado para escanteio no país-sede do Mundial. E pediu desculpas. A começar pelo próprio Valcke, 51 anos, que encaminhou uma carta ao ministro. Joseph Blatter, presidente da entidade, repetiu o gesto e o reforçou com uma ligação a Rebelo. Mais do que o mundo ter visto a poderosa Fifa perder uma queda de braço – o jornal espanhol “Marca” publicou que o Brasil “baixou a bola” da organização –, o episódio se revelou como mais uma trapalhada no currículo do controverso dirigente francês. “Ele é boquirroto, fala mais do que deve”, diz um ex-ministro que conhece de perto o secretário-geral. Segundo essa pessoa, que prefere não se identificar, Valcke queimou uma ponte que tinha com a presidenta Dilma Rousseff, construída em Bruxelas, na Bélgica. Na ocasião, Dilma recusou uma reunião com Blatter para tratar do Mundial com o número dois da entidade. “Se bem a conheço, acho impossível a presidenta voltar a recebê-lo.”

(…)

Na opinião do ex-ministro brasileiro, o dirigente francês e a Fifa têm uma visão eurocêntrica e veem países como o Brasil e a África do Sul tais quais periferias com menos capacidade de realização. “Dessa forma, cobram muito mais da gente”, diz. O destempero verbal de Valcke foi rechaçado por Rebelo em carta enviada à Fifa no mesmo dia em que o francês se desculpou. “A forma e o conteúdo das declarações escapam aos padrões aceitáveis de convivência harmônica entre um país soberano como o Brasil e uma organização internacional centenária como a Fifa”, escreveu. Infelizmente, a polidez do ministro não foi regra entre seus colegas. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, deu ares de briga de botequim ao episódio. “Esse cara é um vagabundo! Já está riscado”, disse. Na Câmara, o presidente da Casa, Marco Maia, afirmou que Valcke merecia um chute de volta.

(…)

No Brasil, o francês é muito benquisto pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que se licenciou do cargo na semana passada. Valcke e a família estiveram hospedados na casa do dirigente brasileiro em Angra dos Reis no Réveillon de 2010. “Ele adora praia e, especialmente, Angra”, diz um assessor da CBF. “De fato, ele é afável, brincalhão, mas não se constrangeu em oferecer a cabeça do amigo Ricardo Teixeira numa reunião com Dilma em Bruxelas, em outubro passado”, conta o ex-ministro. Segundo ele, ao perceber que Teixeira não mantinha boas relações com a presidenta – e, portanto, era uma peça inconveniente na ligação entre a Fifa e o governo –, Valcke pediu que Dilma indicasse um substituto ao posto de chefe do Comitê Organizador Local do Mundial de 2014 (COL) no lugar de Teixeira. “A presidenta disse que respondia pelas questões ligadas ao governo, não por Teixeira.”

(…)

Agora, vamos descobrir quem é o ex-ministro de Dilma? De acordo com o diletíssimo Antonio Luiz Costa, que me enviou este link, nossa lista se restringe a 12 nomes, que são:

Antonio Palocci – Casa Civil; Nelson Jobim – Defesa; Wagner Rossi – Agricultura; Alfredo Nascimento – Transportes; Carlos Lupi – Trabalho; Fernando Haddad – Educação; Pedro Novais – Turismo; Mário Negromonte – Cidades; Iriny Lopes – Secretaria para Política de Mulheres; Afonso Florence – Desenvolvimento Agrário; Luiz Sérgio – Pesca; Orlando Silva – Esportes.

Dentre os listados acima, aponte um, e apenas um, cuja atribuição principal, quase única, tenha sido lidar diretamente com a Fifa com o objetivo de organizar a Copa do Mundo. Dica: a Copa do Mundo da Fifa é um evento de ES-POR-TES…

Se você ainda não descobriu de quem eu desconfio, longe de mim ficar aqui com dedo de seta. Prezo horrores pelo sigilo de fontes! :D

O máximo que eu posso fazer é cantarolar um pouquinho pra você…

#beijomeliga2

(P.S.: Querida Istoé: ex-integrante é mais genérico que ex-ministro, e queima menos o filme das fontes, viu? #ficadica)

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Tragédia, homofobia ou redação de merda mesmo?

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012
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Aí você lê um troço desses e começa a elucubrar o que realmente aconteceu:

1- Quem morreu no Hopi Hari foi um travesti

2- Quem causou a morte no Hopi Hari foi um travesti

3- @ culpad@ pela morte no Hopi Hari foi um@ travesti

4- A morte do Hopi Hari foi encomendada a um travesti, que falhou na missão

5- A morte se fantasiou de travesti e foi passearno Hopi Hari

6- Um travesti tentou acertar a Morte no Hopi Hari

7- Uol refere-se a travestis de forma politicamente incorreta

8- O redator das chamadas do Uol falhou vergonhosamente na redação desse texto

 

Nessas horas eu sempre me lembro desse trechinho do Pica-Pau:

Oi? quem disse?

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Abram alas para a clichetaria aeciana!

segunda-feira, fevereiro 20th, 2012
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Primeiro eu me deparei com um tuíte que comparava Aécio Neves a Odorico Paraguassu.

Bocejei.

Que saco, nego num segura as pontas mas nem no carnaval?

Aí eu achei este texto. Li até o quarto parágrafo e comecei a bradar a plenos pulmões: EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOOOOOOO! EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOO!

E achei. O zifio minêro escreve às segundas-feiras para a (adivinha? Adivinha?) Folha de SPaulo (aêêêêêêêêê!!! Acertooooouuuu!!!!) e hoje, excepcionalmente, não escreveu sobre política, mas sobre carnaval. Ainda bem. Vou poder sacanear sem que nego me acuse de ser petista.

Antes de começar a exorcizar o texto aeciano, vou aqui celebrar o fato de Aécio tentar fugir da mesmice e aproveitar a coluna da segunda-feira de carnaval para escrever sobre… ah, tá. Carnaval. Vamos lá:

Carnaval

Segunda-feira de Carnaval. Escrevo na sexta anterior [Cejura? E nóis aqui tudo pensando que o texto é escrito assim, na hora em que a gente lê! Nossa, estou espantada em saber que textos impressos em jornais são escritos assim, com tanta antecedência!]  , antevendo [oração que começa com antever não se prenuncia boa coisa. Vamos acompanhar?] que o manto democrático da festa já terá descido sobre as ruas [GAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! CRISTORREIMEGUARDEEPROTEJAAAAAA!!! QUANTA CLICHETARIA!!!! E vamos combinar que manto democrático é de uma breguice sem par, né? Nada contra a democracia, mas imagens de mau gosto a ela atreladas deveriam ser proibiddas, por mais paradoxal que isto possa soar!].

[Agora vamos acompanhar a gênese de uma frase repleta de clichês que não traz nada de novo, nem informação, nem imagem, nada nada. Ó só:] Em uma mágica que nós, brasileiros, conhecemos bem, as asperezas do cotidiano [As asperezas do cotidiano! Cotidiano virou Bombril, Gemt!] terão sido colocadas em suspenso [terão sido colocadas! Subiu até o futuro e estagnou no particípio passado! (Ficou uma merda, mas não vamos chocar o douto senadô, né?] , ao ritmo contagiante [ritmo contagiante. Prá quê um texto sobre carnaval fala sobre Ritmo contagiante? é pra gente gritar BINGO!!! ?] da irreverência [irreverência é uma palavra useira e vezeira na mídia tradicional que quer dizer o seguinte: você se acha engraçadão, mas nego te acha um babaca e ridículo. Aí ele te chama de irreverente. Cuidado!].

Toda a alegria é bem-vinda [Cejura? Ah, olha que eu acho que não, viu? Alegria não é bem-vinda, não! Eu quero mais é saber de tristeza! Tudo a ver com carnaval! Num tô dizendo que esta coisa aqui é um desfile de clichês e lugares-comuns? Mas o que eu ainda não consegui entender foi por que o zifio gastou o espaço dele na Folha pra discorrer acerca do lugar-comum? Alguém me explica?], embora devam ser respeitados os que preferem utilizar esse momento para os ritos de recolhimento ou introspecção [<-- típica frasezinha de político que não pode ficar mal com ninguém, aí joga beijinhos pro bloco da alegria contagiante e pro abre-alas do recolhimento ou introspecção! Mas ele ainda não disse a que veio, por Momo!!!].

A verdade é que, por uma razão ou por outra, esses são dias que se descolam da realidade [Meu Deus! O que é isso?!?!?!?!!?] . Por isso, não serei eu hoje a insistir em falar dela, com seus abismos e contradições [O_O].

Muitos já se dedicaram a estudar o caráter simbólico do Carnaval[Olha, até agora só consegui perceber neste texto uma perfeita fonte para se brincar de bingo-clichê com o tema carnaval. A gente escreve num papel uma série de palavras tipicamente usadas em textos mal-escritos sobre o tema, e quem riscar toda a lista primeiro enquanto lê o texto tem que gritar BINGO!]. Lembro aqui o mineiro de Montes Claros, Darcy Ribeiro[Santos partidarismos, Batman! como fazemos para mencionar o pedetista e brizolista histórico Darcy ribeiro! Ora, Robin, não se desespere! Darcy ribeiro era mineiro que nem Aécio!], antropólogo e educador, militante incondicional da vida e do humor[e de bons intelectos também, não se esqueça]. Não por acaso um visionário [visionário = genérico pra elogiar alguém]  que, com a ajuda do traço do gênio Niemeyer, implantou no coração do Rio o palco do Carnaval que encanta o mundo -o Sambódromo, também pensado como um “escolódromo” para os demais dias do ano[Só eu que imaginei a cena de Aecinho no Sambódromo olhando pros derrière tudo das zifia sambadeira?].

Pois é, Darcy tinha o senso agudo da brasilidade[Senso agudo da brasilidade, é? Darcy tinha isso, é? E isso é bom ou mau? ] e perscrutou [pootaquepareeoo!!! Prá quê esse perscrutar, cacete?!?!?!, no Carnaval [Perscrutar no carnaval! Se tem uma coisa que nego não faz no carnaval é perscrutar! Que tudo seja bem superficial e acabe na quarta-feira de cinzas!], a ambiguidade dos desiguais provisoriamente iguais[E neste momento concretiza-se em palav ras e ideias o motivo do texto de Aécio Neves: jogar na vala do lugar-comum todo e qualquer estudo sociológico sobre o carnaval!], hiato ecumênico, porém insuficiente para todos os que lutam pelo sonho de um país justo [E neste segundo momento Aécio se torna um pungente exemplar do político lugar-comum que se vale dos clichês do carnaval para lembrar,  de forma ainda mais clichê, das mazelas do país pereré pão duro blablabla].

Ao toque do tamborim [queridos leitores: "ao toque do tamborim" é motivo para eu me retirar do local e de parar de ler qualquer texto. Mas como gosto muito de vocês, vou continuar por aqui!], acredito que ele [ele? Ele quem? Ah! O darcy? Coitado, cê continua a falar dele? Ah, então vamos ver...] era um dos que tratavam de trocar a reflexão pela festa. Mas, lá no fundo da alma de folião[O parágrafo começa com "ao toque do tamborim" e lá pelas tantas traz um "no fundo da alma de folião". De novo, leitores: só tô lendo por causa de vocês, hein?!?!!?] , devia permanecer doendo-lhe a clamorosa consciência [doendo-lhe a clamorosa consciência! Clamorosa consciência, gente!!!! O que é isso?!?!?!?!e esse troço ainda dói!!! paporra!!!!] acerca de [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Aécio é daqueles que acreditam com todas as forças que um texto elegante é aquele no qual todos os "sobre" são substituídos por "acerca de"? Ó, alguém avisa pro Aécio que "acerca de" cria um terrível cacófato que, no caso dele, beira a piada pronta?] uma sociedade partida ao meio[é com a alma lavada e enxaguada no mais limpo sabão em pó...], da desassistida solidão dos mais pobres [Desassistida solidão dos mais pobres! Mas é claro! Odorico Paraguassu feelings! , dos resquícios de uma exclusão herdada da escravatura.

Como já disse, não é hora de ficar resmungando sobre a realidade [Cejura? Ah, mas tava tão bom! só que ao contrário!] , nesses dias e noites em que o exercício de racionalidade [Exercício da racionalidade!!!!] abre alas para os adereços [Bingo! bingo! Bingo!!] da paixão e da euforia.

Rompida a alvorada da quarta-feira de cinzas[ Rompida a alvorada!!! Quedizê, ele não só usa e abusa dos clichês como ainda aplica os de mais mau gosto, é isso?], os nobres fictícios de tantas passarelas, sobre as quais escoam hoje país afora[Sério que ele escreveu isso? Sério que ele acha que isso é bonito? Sério que ele se acha sério?] , os cordões do Carnaval, irão, com justiça e razão, continuar reivindicando a construção de avenidas mais amplas e generosas, por onde passará um país mais digno e mais próximo daquele que os brasileiros merecem.[2012: antes do fim do mundo - mais que bem-vindo, diga-se de passagem- temos eleições municipais! Aê, candidatos, vamos alargar as avenida tudo, hein?]

Concordo com os que pensam que o Carnaval é um evento mais complexo do que parece. Acredito que sua diversidade e sua irreverência tantas vezes crítica não entorpecem, não iludem -pelo contrário, iluminam, revelam e expõem fantasias que não amortecem, mas desafiam a realidade[agora quem pergunta osu eu: o que pensa Aécio Neves sobre o carnaval? Ele já se decidiu?].

Esteja você onde estiver, bom Carnaval! E que depois dele possamos nos reencontrar com a nossa realidade mais alegres, mais solidários, mais dispostos a ousar e a sonhar [Tipos:ele tá deprê, mas respeita o seu direito de curtir o feriado. e avisa que, quando acabar o seu feriado, ele vai continuar a te despejar depressões. Vamos fugir, vamos?] . Porque disso também é feito um país: de solidariedade, de ousadia e de sonho[Cejura? Cejura? Cejura?]

A Aécio Neves, tenho um duplo recado multimídia.

O primeiro, uma aula de como fugir dos clichês e falar de carnaval e de mazelas históricas dos brasileiros. De um tal de Chico Buarque, não sei se você já ouviu falar. Presidente de honra do clube dos pegadores de mulé…

 

E a segunda, a ressurreição de Odorico Paraguassu, o exú que baixou nocê e te ajudou a parir esse texto.

Enfim, zifio, feliz carnaval procê também!

(E, como esse texto foi publicado na Folha, vai entrar na categoria PORRA, FOLHA! – por honra ao mérito!)

(P.S.: Num espalha, mas meu maior medo é descobrir que o Haddad também escreve assim)

 

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Globo ponto com e a piada do… (pode falar judeu?)

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012
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A Cecília me mandou por e-mail um exemplo que me fez lembrar uma piadinha velha.

Diz que o judeu uia! Pode falar judeu? Sionista – não. Hierosolimita – não, isso é gente que nasce em Jerusalém enfim, o marciano Jacob liga pro jornal pra pôr um anúncio fúnebre:

- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.

- Pois não, quais são os dizeres?

- Sara morreu!

- Só isso? espanta-se o rapaz.

- Sim, Jacob não quer gastar muito.

- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.

- Então coloca: “Sara morreu. Vendo Monza 94.”

 

Por esse mesmo raciocínio, a Globo ponto com (lá embaixo, sob entretenimento) resolveu aproveitar ao máximo o espaço na chamada de capa pra uma reportagem do Ego (vocês sabem que eu amo o Ego, né? Esse site é um exemplo pra mim – só que ao contrário!) falar da Ana Furtado (quem? Sei lá! Só sei que usa botox, então deve ser subcelebridade!) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Tava falando desta chamadinha da home da globo ponto com:

Imagino o diálogo entre os autores da obra:

– Taca uma chamada da Ana Furtado na home! – diz o editor.

– Pô, e diz o quê? – retruca o estagiário Ih! Acho que é a primeira vez que eu consigo usar retrucar num texto meu, me deixa!

– Ah, diz que ela não comprou a vaga de rainha de bateria e diz mais alguma coisa qualquer aê! – Editores, esses seres amados ao contrário…

Ai lá vai o estagiário, dá uma passad’olhos no texto do Ego (porque nem estagiário consegue ler aquele troço inteiro) e taca:

– Pô, sobrou espaço pra mais de 10 caracteres, que que eu faço? – pensa (é, o MEU estagiário pensa. Só de vez em quando, mas pensa!) o estagiário.

Aí lá vai o infeliz, lê mais um pouquinho aquele texto sobre as “Operárias do Carnaval” (conjunto da obra é pouco pra definir a falta de tudo dessa…. SÉRIE?!?!?!?! É UMA SÉRIE?!?!?!?!!? GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH) e encontra a palavra “preconceito” logo na segunda pergunta. E pensa:

– Putz, perfeito! Preconceito tem 11 caracteres! E eu ainda aproveito o verbo! (é, o MEU estagiário sabe o que é verbo….)

E manda ver:

Rainha magrinha, Furtado afasta boato de que ‘comprou posto’ e preconceito

Aí, ele não sabe dizer se ela afasta o preconceito e os boatos, ou se os boatos SÃO fruto de preconceito (o “e” antes do preconceito pode ser um é sem acento, vai saber….), ou, ainda, que o posto e o preconceito foram adquiridos mediante pagamento. E o coitadinho do estagiário nem conseguiu vender seu Monza 84!

Se o estagiário apostasse no genérico infalível

E se diz feliz 

Teria completado a lacuna sem dar ao leitor a chance de múltiplas interpretações…

Enfim, evoé pra todo mundo!

 

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Contradição entre termos

quarta-feira, fevereiro 15th, 2012
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Tá puxado, viu?

Abro minhas redes sociais e dou de cara com uma aberração em forma de twitter que vai ser difícil ser superada (muito embora em ano de eleição eu não duvide de nada).

Antes de mais nada, deixem eu trazer aqui alguns exemplos de contradição entre termos:

  • Descida ascendente – ou a coisa desce ou a coisa sobe. Os dois juntos não dá – a não ser que você esteja subindo numa escada rolante que vai pra baixo, mas isso não vem ao caso…
  • Naso-judaico – ou você é nazista ou você é judeu. Os dois juntos ao mesmo tempo não dá pra ser. Por quê? Bom, porque se você for nazista você vai querer matar judeu, e se você for judeu você vai querer dizimar as ideias do nazismo da face da Terra. Só por isso.

 

Enfim, foram só alguns exemplos de expressões que não podem andar juntas porque se anulam.

Mas calma que eu ainda não cheguei ao ponto que eu queria chegar, peraí.

Então, vamos a mais uma definição de expressões da língua portuguesa. com a palavra, Tio antônio. O que é laico?

Laico

1 que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa; leigo

Exs.: um membro l. da congregação

 um l. no meio do clero

2 que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos

Exs.: é próprio de um espírito l. reverenciar o conhecimento científico

 os l. se opõem ao ensino religioso nas escolas públicas

 n adjetivo

3 que é independente em face do clero e da Igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa

Ex.: educação l.  

 

Agora sim, podemos começar o post propriamente dito:

Alguém explica?

Ah, não, Bruxa! É mentira! Ele não disse isso! Disse sim, ó….

Tudo isso pra dizer que laico-cristão é uma contradição entre termos. Assim como são contradições entre termos laico-islâmico, laico-judaico (essa ao menos rima!), laico-umbandístico, laico-Sagrada Igreja do Pônei Rosa de Santa Cher ou laico-[insira aqui a religião de sua preferência].

Acho que por enquanto a melhor explicação foi a do Ednaldo Macedo: “É o famoso duplo twist carpado hermenêutico

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Presidenta metafísica

sábado, fevereiro 11th, 2012
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Diante desta manchete do Estadão,

(o título prossegue, mas eu nem me dei ao trabalho de ler. Pô, a zifia é leão-de-chácara de ectoplasma, gente! Pensa que isso é pouco?)

Tenho MAR-NA-DA a declarar. (Mentira, né? Vocês já se acostumaram ao fato de que eu não digo mais nada mas sempre digo mais alguma coisa? Então…) Só digo duas coisas:

1) Dilma, não quero briga contigo, zifia!

2) Só eu que me lembrei dessa música daí de baixo?

 

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G1, sempre inovando, apresenta um novo conceito em psicografia

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012
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Fui alertada desta coisa aqui pelo Ednaldo Macedo no Twitter.

Agora me diga o que você pensa ao ler este título:

 

 

1) O bombeiro ficou preso na gravação

2) O deputado é paranormal

3) O deputado é médium

4) O deputado invadiu a gravação pra falar com o bombeiro

 

 

Não sei quanto a vocês, mas textos assim sempre me remetem a esse trechinho do Pica-pau:

Porque, né?

Aí você começa a ler o texto sem se saber se trata de casos de paranormalidade ou de incêndios ou de sei lá o quê. E se depara com este primeiro parágrafo:

O cabo Benevenuto Daciolo foi preso no fim da noite desta quarta-feira (8) [Hummm... ele foi preso, do tipo detido e levado em cana? Não ficou aprisionado em nenhuma gravação em virtude de algum mirabolante feitiço legislativo do deputado em questão? Ah ,então tá!] ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Daciolo estava em Salvador, onde participava das negociações sobre a greve na Bahia. A prisão administrativa foi decretada por 72 horas. 

Tá. Mas a gravação entra naonde na história?

Só o terceiro parágrafo esclarece:

O cabo foi flagrado em conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça

Então tá. Mas cadê o deputado do título, por Tutátis?!?!? Temos que chegar ao SEXTO PARÁGRAFO da matéria pra entender quem é o zifio deputado. Espiem:

Hoje o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), de São Paulo, informou ao jornal O Globo que era ele o interlocutor de Daciolo na gravação

Tipos: o sujeito é citado no TÍTULO e só vai reaparecer na matéria SEIS PARÁGRAFOS DEPOIS?!?!?!!?!?

O lead saiu de moda e ninguém me avisou? O que o substituiu? Talvez o vô enfiá o que eu quiser na ordem em que eu bem entender style?

E NAONDE que lead fora de moda permite a criação de títulos desinformativos?!?!

Aê. G1, o que vocês têm contra o título

Arnaldo Faria de Sá (PTB) é quem conversa com cabo Daciolo em gravação 

Cadê jornalismo?

Cadê clareza?

Cadê concisão?

Cadê texto esmiuçado?

Oi? Quem disse? Eu disse!

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Ortografia da Folha é reprovada por 100% das normas ortográficas

domingo, janeiro 29th, 2012
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Tava eu aqui superpreocupada por não encontrar mais assunto pra atualizar o blog e tals, daí vem sempre ela pra me salvar.

Na foto abaixo, o erro crasso. A seta indica a explicação do erro.

Agradeço à dileta amiga Cynara Menezes por indicar a teteia no Twitter.

 

 

 

E claro, vou encerrar o post com o clássico

 

PORRA, FOLHA!

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Nossa Senhora da Boa Ortografia, rogai por nós que recorremos a vós….

quarta-feira, janeiro 4th, 2012
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[suspiro]

[suspiro mais profundo]

Calma que eu vou começar. Tô juntando forças pra não me dispersar em indignâncias e me emputecer. Então vamos bem devagar.

Sabe aquele lance de não passar o ano novo de salmão pra evitar hortografia pobremática? Poi zé.

Não, não vou direto na jugular, não! Desta vez vou começar com Tio Antônio, que vai nos dar duas importantes definições. A primeira é a definição de laZer, com zê de zebra:

Lazer:
tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas 
2 Derivação: por metonímia. 
atividade que se pratica nesse tempo 
3 Derivação: por extensão de sentido. 
cessação de uma atividade; descanso, repouso

Pronto! Agora, tio Antônio vai nos dar a definição de laSer, com ésse de sapo:

Laser
substantivo masculino 
Rubrica: informática, óptica. 
qualquer aparelho que produza radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visível, infravermelha ou ultravioleta, possuindo inúmeras aplicações que vão da soldagem à cirurgia 
Obs.: cf. maser
Etimologia
ing. laser (1960), acr. do snt. ing. light amplification by stimulated emission of radiation (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação); cp. maser

Observem bem que lazer com zê se lê lazer, mesmo; e laser, como é originalmente um acrônimo em inglês, lê-se lêizer.

Isto posto, vamos começar o post propriamente dito.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTAQUEPAREEEEEEEEOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

CALHAU DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

OLHA A MERDA QUE OS DIÁRIOS ASSOCIADOS APRONTARAM, CACETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

E nao querem que eu tenha um ataque histérico ao ver um troço desses NUM JORNAL IMPRESSO, CACETE?!!?!?!?!?

Ou eu devo ser Poliana, e acreditar mesmo que os DA tão é desejando um raio laser a todos os seus leitores, porque substituíram o lazer por “entretenimento”?

Com agradecimentos à Carolina Longo por postar a tetéia (ME LARGA! EU VOU USAR ESSE ACENTO E PRONTO!) no Facebook.

 

 

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