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Depois de ler a legenda dessa foto…

sexta-feira, maio 3rd, 2013

… você vai poder dizer: “já li de tudo nessa vida”.

bonecotesticulo

 

… que por onde passou chamou a atenção de todos.  Tô achando que o repórti da Veja São Paulo anda frilando pros jornais de Viçosa…

De nada. (ou “Queira me desculpar pelo inconveniente”, o que você achar mais apropriado)

O processo de LadiDianificação de Fernando Haddad

segunda-feira, abril 15th, 2013

Zifio, vá estourar muitas pipocas, porque esse texto vai ser longo. Mas eu prometo que você vai saborear cada palavra dele! :P

Vejinha São Paulo causou muito ontem. E se você pensava que o must do domingo foi Sophia Alckmin com a declaração

sophia

você se enganou rotundamente! Isso daí é pinto perto da reportagem cometida por Maurício Xavier (que eu já suspeito ser Lucas Celebridade disfarçado!)

Com o título “O que mudou na rotina da rua onde mora Fernando Haddad” e o subtítulo “Depois da eleição, moradores da Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, recorrem com frequência a vizinho ilustre”, a coisa (permitam-me o uso desse substantivo genérico. Grata.) abre com essa montagem medonha, que prenuncia algo entre o brega e o inacreditável. O texto se concretiza ora como um post de Lucas Celebridade, ora como pauta de tabloide britânico que vai escarafunchar todos os microdetalhes da vida de um anônimo recém-alçado à fama. Mais ou menos como fizeram com Lady Diana Spencer.

abrehaddad

De fato, esse texto me consumiu muito ontem. A princípio, achei q foi obra de hacker petralha pra acabar de vez com a reputação da Veja. Sua leitura foi quase sadomasoquista. eu me revezava entre a gargalhada histérica e inúmeros facepalms de profunda vergonha alheia do texto cometido. Mas depois de superar o sofrimento e os julgamentos morais, descobri um grande prazer proibido nessa reportagem. É que o texto tá que nem a novela Salve Jorge: tá tão ruim, mas tão ruim, que ficou ótimo! E o lance é multimídia, porque as foteenhas também são de um primor que nos leva quase ao Nirvana.

Daí que eu decidi não mais sofrer de vergonha alheia com esse texto, me entreguei à sua alma e venho aqui partilhar com todos vocês os prazeres proibidos de um texto ruim. E Não, não sofram com manipulação política! Isso é coisa tão pequena diante da grandeza desse texto, que não vale a pena mesmo! Venham comigo que eu lhes guio por esse mundo novo de prazer pelos caminhos de satanás ah, deixa prá lá.

Então, pegue um guaraná pra acompanhar sua pipoca e vamos lá:

O que mudou na rotina da rua onde mora Fernando Haddad

Depois da eleição, moradores da Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, recorrem com frequência a vizinho ilustre [esse subtítulo foi uma tentativa de transformar o prefeito de São Paulo numa espécie de Grande Síndico da Afonso de Freitas. Vamos acompanhar, porque o texto não consegue provar sua tese]

12.abr.2013 por Mauricio Xavier [é você, Lucas Celebridade? Beijo na alma, seu lindo!]

Na noite de 27 de janeiro, uma bomba movida a óleo diesel instalada pela Sabesp trabalhava em velocidade máxima para drenar um vazamento na Rua Afonso de Freitas, no Paraíso, na altura do número 687. Sem conseguir dormir por causa do barulho ensurdecedor, um grupo de vizinhos apelou para as autoridades: tocou o interfone de um apartamento no 11º andar do Edifício Panorama, que fica ali nas redondezas.[Nossa, que primeiro parágrafo cheio de loucas aventuras e emoção! Mas quem será o morador do 11º andar do Edifício Panorama? Super-homem? Batman? Homem Aranha?]

O endereço não abriga o escritório da companhia de água e esgoto do estado, mas a residência do prefeito Fernando Haddad. [aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, meu herooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii desculpem, esse texto é puro êxtase.] Alertado, ele deixou o prédio por volta das 6 da manhã e desceu um quarteirão para constatar a balbúrdia provocada pela máquina [Primeira falha do texto: não descreveu os trajes do prefeito nesse momento. Ele trocou de roupa? Foi de pijama mesmo, ou ao menos pôs um roupão por cima? Ou às seis da matina ele já estava acordado, lépido, fagueiro e sempre alerta a zelar pela cidade de Metrópolis Gotham City Nova Iorque São Paulo?] . “Em poucas horas apareceu uma tropa de funcionários e, no fim do dia, tudo estava resolvido”[...e todos viveram felizes para sempre!], lembra o autônomo Ricardo Rosales, que teve sua casa alagada.[... menos o zifio em questão, que teve a casa toda alagada. Ah, Haddad, que coisa feia, seu culpado!]

O episódio mostra como mudou a rotina da pacata via da Zona Sul [A frase definiu uma rua de são Paulo como pacata. Daí dá pra tirar o que nos aguarda...] desde 1º de janeiro, quando um de seus moradores assumiu o comando da cidade. O vizinho ilustre é assunto recorrente nos bate-papos de padarias, salões de beleza e pontos de táxi[Mas é claro! Se a rua é pacata, funciona como uma pequena cidade do interior, onde todos se conhecem e tomam conta da vida uns dos outros. Mas será que eles serão bem-sucedidos na tarefa de tomar conta da vida do prefeito? Vamos acompanhar!] . Durante a campanha eleitoral, a presença constante de fotógrafos e jornalistas por ali já indicava que a vida naquele lugar não seria mais a mesma. E foi o que aconteceu.

Pouco mais de dois meses depois da posse do prefeito, dezenas de ciclistas se reuniram na frente do seu prédio para um ruidoso protesto por mais segurança. Na ocasião, Haddad não estava presente. Seu filho, Frederico, de 20 anos, acalmou a multidão com a promessa de que o pai os ouviria em breve[EXTRA! EXTRA! Temos uma notícia (oi?) aqui: o filho de Haddad, o Sucessor do pai, também tem vocação em liderar multidões! E isso é tudo o que ele faz na rua onde mora...] “Se querem reclamar, por que não vão até a prefeitura?”, diz Lígia Chedid, do apartamento 32 do Panorama. [Guarde esse nome: Lígia Chedid. Vai ser necessário mais adiante...]

O edifício transformou-se no epicentro desse frisson [o epicentro do frisson. Uau, que tudo!] . Os moradores ainda ficam impressionados ao cruzar com algumas figuras conhecidas no corredor[Gemt, o edifício Panorama está a-con-te-cen-do socialmente!] . “Há poucos dias vi a ex-prefeita Luiza Erundina entrando pelo saguão”, conta a síndica Roseli Rodrigues. O próprio Haddad é abordado com sugestões para a gestão — a maioria de envergadura similar a “arrumar a calçada da frente”.[a envergadura de arrumar a calçada da frente. SIm, eles escreveram isso...]

[Agora concentre-se, pois vou exigir muito de sua imaginação. Pare de comer suas pipocas e leia o próximo parágrafo com muita atenção] Não raro, há quem exagere nos pedidos. No mês passado, por exemplo, uma reunião de condomínio debatia animadamente a possibilidade de solicitar ao prefeito a antecipação do horário de recolhimento do lixo no bairro, mudando a regra que vale para toda a cidade. Motivo? Otimizar a escala de trabalho de um funcionário. [Agora respire fundo, bem lentamente. Depois, expire fundo mais lentamente ainda. Repita esse processo mais duas vezes, e bem calmamente tente imaginar a cena descrita acima: dez ou quinze pessoas discutindo o que fazer com os cestos de lixo do prédio, e o tamanho da responsabilidade do prefeito acerca do assunto. Imaginemos que a aposentada do terceiro andar, aquela dos gatos, foi quem sugeriu a troca de horários, e a ideia foi acatada por todos os desocupados do prédio. Agora imagine o gerente de vendas que mora no sétimo andar (e que age como se fosse CEO da empresa) afirmando categoricamente que não tem nada a ver esse lance de regra, já que o prefeito é vizinho, e ele tem poderes especiais. Vou assumir que nenhum dos moradores do 11º andar estava presente, caso contrário já teriam feito a sugestão diretamente pra mulher do Haddad]

“Eu expliquei que era inviável e, mesmo assim, sugeriram que ele poderia abonar a multa”, diz Roseli Rodrigues. Nada disso aconteceu.[aí chega a síndica e chama todos de volta à razão, e o seu transe acabou. Essa síndica tem noção de mundo, muito racional. quase um peixe fora d'água nessa história. Num curti ela, não!]

 Morador do prédio há vinte anos, Haddad era síndico em 2002, quando tentou, sem sucesso, comprar o terreno ao lado para ampliar as vagas da garagem[PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARA O MUNDOOOOOO!!! HADDAD FOI SÍNDICO! E o repórter não arranjou UMA VIV'ALMA SEQUER pra acusá-lo de ser ladrão! (porque, né? Reunião de condomínio é um evento cármico-cósmico cuja conexão holística com o universo se dá no momento em que um dos condôminos chama o síndico de ladrão!)] . Sua “obra de vulto” à época envolveu a implantação de uma academia de ginástica [OK, dou um tempo pra você gargalhar com o "obra de vulto". Não, não se irrite com isso, não vale o fígado. Ria, mas ria muito. E guarde essa informação da acadimia assim como você guardou a informação de dona Lígia.] . A proximidade com o paulistano famoso também serviu para criar uma fervorosa base eleitoral. No segundo turno da disputa para a prefeitura, Haddad teve apenas 28% dos votos no distrito da Vila Mariana, que engloba o bairro do Paraíso, tradicional reduto do PSDB.[Agora vocês tentam me explicar essas duas últimas frases. ele conquistou eleitorado ou obteve pífios 28% dos votos na Vila Mariana?]

Agora, vamos reunir as informações Dona Lígia + Acadimia do sindicão e deixo com vocês a foteenha abaixo pra vocês se deliciarem. Não se apressem em passar por ela.

Dona Lígia causando na acadimia

Dona Lígia causando na acadimia

CALMA, DEVAGAR! Não se apresse em definir o melhor dessa foto. Faz assim: eleja um detalhe de cada vez como seu preferido, e siga em frente. E, se você mora em são Paulo, vá logo rezar um padre nosso e uma ave-maria pela alma da vice-prefeita Nádia Campeão, porque dona Lígia era uma espécie de Nádia Campeão do Edifício Panorama. A legenda original da foto diz que:

Síndico em 2002, o hoje prefeito deixou seu legado para o prédio onde mora:  [Atenção para o legado de Fernando Haddad no edifício Panorama:] uma academia de ginástica, o principal orgulho de seus vizinhos [O point onde dona Lígia acontece socialmente. Oi, cabô suas pipocas? Vai estourar mais, porque não cheguei nem à metade!] . “Ele ainda planejava construir um jardim na entrada, mas aqui só mora idoso, ninguém quer aprovar nada”[A oposição do Edifício Panorama é muito passivona! ninguém aqui aprova nada! Nem minha roupitcha de ginástica!, reclama Lígia Chedid, que ocupa o apartamento 32 desde 1979 e atuou como conselheira (são três, segundo o estatuto) durante a “gestão Haddad” no Edifício Panorama. (Foto: Lucas Lima) [aí Lucas, tá de parabéns essa foto! Não sei se você sugeriu à Dona Lígia a pose e ela aceitou fazê-la prontamente, ou se foi dona Lígia que lhe sugeriu a pose e você aceitou a ideia prontamente. Imaginei ambas as situações e senti o mesmo medo.]

[Mas voltemos ao texto! Temos mais fotos, mas vamos beeem devagar! Prá quê pressa?] O cenário [de medo, pavor, classemédiasofrismo e um vizinho querendo aparecer mais que outrono Panorama, onde vive com sua mulher, Ana Estela, e os dois filhos, foi diferente.[detalhe: o texto volta a falar da votação de Haddad no microcosmo Panorama] “Achava que nunca apoiaria o PT, mas mudei de ideia com o Fernando”, afirma a aposentada Maria Aparecida Sallum. “Votei no partido pela primeira vez na vida”, diz Lígia Chedid[Mas cejuuuuuuuuuura, dona Lígia? Olha, num tem quem diga, viu?] . No comércio local, o prefeito é figura carimbada[Opa! A vizinharada já se exibiu até não poder mais à Veja, hora de estender a Vergonha Alheia à rua! E nada melhor pra mudar de ares do que usar um clichezão básico, né?]. Na Padaria Cecilia, costuma sentar-se ao balcão para traçar um sanduíche de queijo com mortadela e uma xícara de café. “Ele é simpático, conversa, mas o acho um pouco tímido”, conta o gerente Gerenaldo Lima. [Momento nhóim: Haddad é simpático, mas tímido. Uma verdadeira Lady Diana da Vila Mariana, gente! E pelamordedeus, ignorem o nome do gerente.] 

Esse é o sanduíche de mortadela que o Haddad come sempre. Mas já prometeu casar NÃO PERA

Esse é o sanduíche de mortadela que o Haddad come sempre. Mas já prometeu casar NÃO PERA O must da foto é a cara de orgulho com que os dois exibem a noiva digo o sanduíche. De novo, Lucas Lima: tá de parabéns a foteenha! (O Gerenaldo é o da esquerda, antes que perguntem. O da direita é o dono da padaria)

A poucos metros dali, a Sapataria Veneza ostenta calçados da família pelas prateleiras[esse é um dos meus trechos preferidos! Acompanhemos] . No último dia 2, uma das botas da primeira-dama estava na fila do serviço [E ZÁS! TEMOS OUTRA INFORMAÇÃO RELEVANTE! O Filho contém multidões e a mulher leva botas para serem consertadas na esquina! Gente, como a família Haddad é um manancial de notícias relevantes, não?]. “Os sapatos dele são engraxados a cada três semanas”[num disse? num disse? Já imagino as manchetes: "Haddad engraxa os sapatos a cada três semanas e come de forma tímida um sanduíche de mortadela" <-- ó a perfeição da manchete!!!], diz o sapateiro Edson Silva. Outro ponto já requisitado foi a Oficina Mecatron. “No ano passado, eles deixaram um Toyota Fielder para trocar a bateria, por 200 reais”, lembra o dono Cesar Parra.[TERCEIRA INFORMAÇÃO RELEVANTE DO TEXTO! O prefeito teve que trocar a bateria do carro! E aqui o repórter falha fragorosamente na comparação de preços! Quanto custaria a troca de uma bateria na Zona Leste, reduto petista? Essa bateria do carro do Haddad equivale a quantos quilos de tomate? Tá, parei].

Momento foteenha: o sapateiro e a bota de Dona Estela.

Observe a foto acima e procure o chicote. Tá, parei.

Observe a foto acima e procure o chicote. Tá, parei.

[Aí você deve estar pensando assim: como é que esse texto vai acabar? Eu também pensei nisso. Sofri com isso, até. Tá faltando algum ingrediente nesse troço, né? Senão, vejamos: temos tomação de conta da vida alheia, vizinho babando ovo, vizinho querendo aparecer mais que outro... tá faltando intriga e fofoca, né?

Pois então eu te conto que esse texto concluiu-se de forma tão épica que só me resta chorar de emoção:]

Mas nenhum estabelecimento da área tem mais recordações que o Salão Primus, onde o prefeito cortou o cabelo por dezenove anos. Na campanha eleitoral, entretanto, o então candidato passou a frequentar o badalado Celso Kamura, na Rua da Consolação. A decepção pela perda do cliente é grande. Tanto que a data da última visita está na ponta da língua: 3 de janeiro de 2012. “Espero que ele volte um dia”, suspira o dono André Ribeiro. “Notei pela televisão que Haddad perdeu cabelo nos últimos tempos, está com entradas. É bom ficar atento.”

[barbeiro recalcado por perder o cliente para Celso Kamura denuncia: Haddad tá ficando careca! É-PI-CO! SIMPLESMENTE É-PI-CO! Mal posso esperar pelo comentário de Celso Kamura a respeito. E olha que desde o blazer rosa chiclete Ping Pong que o Kamura tá calado, vem bomba por aí...]

 

Moral da história: o prefeito, que começou a ser apresentado como um síndico da rua Afonso de Freitas, acabou traçado como uma pobre e indefesa criatura, tímida às vezes, mas que é o herói dos vizinhos (à exceção de seu André da Barbearia, mas deixa pra lá, né?).

O texto não foi bem sucedido em outras duas frentes: falar sobre a Carolina e Sticky, respectivamente filha e cachorro de Haddad. E olha, faltou um cachorrinho cuticuti nesse texto! O Lucas Lima bem que podia ficar à espreita pra ver se os donos do Sticky catam o cocô da rua ou deixam na calçada pros outros pisarem! Uma pauta e tanto, lamentavelmente perdida!

E lembrem-se, moradores da rua Afonso de Freitas:

Com Veja [pausa dramática de cinco segundos] VOCÊ ACONTECE EM SÃO PAULO!

 

O advento do último dia de abril

sexta-feira, março 1st, 2013

Queridos encostos,

Vou ensinar um feitiço pra ninguém nunca mais errar a quantidade de dias de cada mês.

 

Façam assim:

1- Fechem a mão direita como se fossem dar um soco em alguém.

2- Agora reparem o “nó” de osso que liga os dedos à mão. e repare que entre dois “nós” de osso tem um “vale”.

3- Comece a contar janeiro a partir do nó do dedo fura-bolo, e fevereiro será contado no “vale” à direita.

4- O “nó” do mindinho é o mês de julho.

5- E agora, Madrasta, cabô a mão, o que eu faço? – volte pro nó do fura-bolo e conte de agosto até dezembro.

6- Todos os meses contados nos nós dos dedos têm 31 dias. Os meses dos vales têm menos de 31 dias (30 ou, no caso de fevereiro, 28 ou 29).

 

Agora, vamos todos fazer esse feitiço juntos pra exorcizarmos o 31 de abril do Correio Braziliense!

(Mas antes eu agradeço ao Constâncio Viana Coutinho, que compartilhou a teteia (sem acento) no Facebook)

abrilCB

Vambora, conta com a ajuda de todos! /o\

Querido Fantástico….

segunda-feira, fevereiro 4th, 2013

Você está fazendo isso MUITO errado…

(Via Maristela Alves, no Facebook)

fantastico

Anônima só que não

quinta-feira, novembro 22nd, 2012

Antes de mais nada, peço milhões de desculpas à pessoa que me enviou esta teteia. Eu fiquei empolgadíssima pra postar, mas estava enrolada, copiei a imagem no meu desktop e simplesmente me esqueci… E me esqueci de tudo: não só de fazer o post como quem foi o dileto ectoplasma suíno que me enviou a imagem!

Então, meu caro / minha cara: se foi você, manifeste-se, por favor! Autorizo-lhe, inclusive, a me dar algumas chibatadas… :D

Mas vamos ao que interessa:

Impossível não amar a imprensa brasileira, gente!

Essa coisa maravilhosa (por favor, refiro-me ao texto! A notícia é tenebrosa, credo-cruz!) que eu vou mostrar pra vocês veio da cidade de Viana, no Espírito Santo.

Acompanhem o drama:

A tia, Luciana Batista Moreira, de 32 anos, teve a identidade preservada. Só que não…

Parabéns aos envolvidos! \o/

Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012

Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem um troço desses

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…)

Por que me ufano de Merval Pereira

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

Aqui neste blog ninguém fala mal de Merval Pereira!!! Eu não deixo!!!

Um cara que me garante média máxima em Linguística não deve ser blasfemado!

Tudo começou no ano passado, com o quiproquó do livro do Mec, lembram?

Resumo da ópera, em uma frase e uma imagem: Oposição (mais Merval e Sardenberg) chiaram com a publicação do conteúdo da imagem abaixo porque nos microneurônios deles isso aqui é ensinar o aluno a falar errado:
(só mais uma informaçãozinha: esse livro é destinado ao ensino de Jovens Adultos)

Daí que Carlos Alberto Sardenberg resolveu pedir a Merval que tecesse seu sábio comentário a respeito desse livro.

E foi esse comentário que eu e minhas colhégas apresentamos como trabalho final do curso de Linguística. Tiramos dez.

Mas o que que você fez, Bruxa?

Eeeeeeuuu? Ah, fiz nada de mais, não!  Só editei um videozinho… :D

 

Ou seja: NÃO FALE MAL DE MERVAL PEREIRA AQUI NESTE CALDEIRÃO!!!

Cada blog tem a Nicole Bahls que merece, néam? ;)

(Se você quiser saber um cadim mais a respeito de língua padrão e língua não-padrão, dê uma passad’olhos neste texto aqui.)

Aleluia!!!! \o/

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Mais um milagre das redações! Conseguiu deixar viva uma sobrevivente!!!

E ó: ainda bem, viu?

Grávidas sobreviventes mortas, quando existem, costumam ser insuportáveis….

 

Um beijo pro jornal de Teófilo Otoni que nos brindou com tão maravilhosa pérola!

Ah, essa regência verbal…

segunda-feira, outubro 15th, 2012

Droga!

Tava indo dormir! Adivinha quem não me deixa? Ela mesma, a Rainha da Barão de Limeira!

Ó só essa manchete magnífica só que não:

Depois de me refazer do impacto de um folhacóptero (se helicóptero é um objeto que tem asas em forma de hélices, então um folhacóptero é um objeto que tem asas em forma de folhacó, é isso mesmo produção?) na minha vida, dediquei-me a decifrar o enigma da manchete em questã.

Porque, né? Se você vai atrás, você vai atrás DE algo. Preposição, por favor!!!

Serra e Haddad vão atrás DE votos no segundo turno.

Então, Folhacóptero, você deveria mostrar onde estão os votos DE que Serra e Haddad vão atrás no 2º turno, ou:

Folhacóptero mostra onde estão os votos DE
que Serra e Haddad vão atrás no 2º turno 

Mas, enfim… você é novinho lá pelas bandas da Barão de Limeira, né?  Tão novinho e tão inserido no contexto…

Dá licença que eu vou ter que encerrar o post com o já clássico

 

PORRA, FOLHA!!!

PUTA. QUE. PARIU.

terça-feira, outubro 2nd, 2012

Imagine a situação:

Você é professor de português. Toca o seu celular. É um repórter de um jornal querendo dicas para os vestibulandos estudarem pereré pão duro blablablá whiskas sachê aquela história toda.

Você para tudo o que está fazendo e, solícito, atende o repórti e diz a ele tudo o que ele quer ouvir.

No dia seguinte, você abre o jornal e encontra issaqui:

 

Comcorda? O_o

Qual a sua reação?

esta!

(A minha foi a exclamação que intitula o post).

 

PORRA, TRIBUNA!!!

Adivinha…

quinta-feira, setembro 6th, 2012

… que jornal escreveu essa pérola aí de baixo:

Diquinha básica: começa com F, é de São Paulo, e tem uma catiguria exclusiva aqui no Caldeirão…

Pra quem não sabe onde está o erro, o verbo correto é apropRiar.

 

PORRA, FOLHA!

#prontofalei

Subjuntivo, esse modo ignorado no prédio da Barão de Limeira

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Enviado pelo dileto ectoplasma Luis Alacarini via Fêicebúque.

Mais um daqueles posts no qual eu sei nem por onde começar. Vou tentar começar explicando alguns modos verbais.

Porque, né? Quando você quer contar uma ação que não avente dúvidas ou questionamentos, seu modo é o indicativo.

Como o próprio nome dá a dica, ele indica a coisa que rola/vai rolar/já rolou:

Eu sou

Fulano nasceu

Beltrana morrerá de curiosidade.

Mas se a sua praia for a dúvida, ou o exercício da probabilidade/adivinhação, o modo que se adequa às suas necessidades é o subjuntivo. Ele não denota certeza nem indica coisa nenhuma, apenas fala de possibilidades e devaneios:

Que ele nasça bonito (ele ainda não nasceu, nem se sabe se ele vai nascer. Mas, quando isso acontecer, que seja assim)

Se eu estivesse em Paris agora (não estou em Paris, mas bem que essa possibilidade podia rolar, né?)

Quando eu tiver uma Ferrari (no remoto ou improvável dia em que isso acontecer -feat. senta lá Cláudia)

 

Isto posto,

ALGUÉM EXPLICA ESTA MANCHETE DA FOLHA DE SÃO PAULO, CACETE?!?!?

 

Não é certeza que o servidor vá manter a greve. Ele pode manter ou não.

Quedizê: o servidor que MANTIVER a porra da greve vai ficar sem a bosta do reajuste.

 

NÉ, FOLHA?!?!?!

PORRA, FOLHA!!!

 

Vou mandar o subjuntivo invadir o prédio da Barão de Limeira pra detonar uma bomba gramatical lá dentro.

Ele vai entrar de sussa, pois ninguém dentro daquele prédio é capaz de reconhecê-lo, mesmo…

 

Mombaça, uma cidade do… oi?

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Queridas Folha de São Paulo e France Presse,

 

A cidade do Quênia em questão é MombaSa, com um ésse mesmo.

MombaÇa, com cedilha, fica no Ceará:

 

 

E, pelo que Tio Google me contou, Mombasa (A) fica um cadim longe de Mombaça (B)

#Bjomeliga

 

 

 

Sem café X com café

terça-feira, julho 24th, 2012

Imagino até o que aconteceu.

Redação do Poder online, do IG, lá pelas sete e meia da manhã:

- Entra no site e bota no ar aquela matéria das cestas básicas que eu vou passar o café! – disse o editor

- OK – retrucou o estagiário. (Segunda vez que eu uso o verbo retrucar, me deixa, tô feliz!)

Aí lá vai o estagiário dizem que ele trabalhou no Ego, mas essa informação carece de confirmação morto de sono abrir a edição do site para postar a notícia que já tinha sido apurada, só faltava ser redigida:

 

Pouco depois, o estagiário levanta-se e vai tomar café. Volta para a mesa cheidi café nazidéia, já devidamente acordado, e dá aquela bisoiada básica no site.

E grita:

- POOTAQUEPAREEOO, COMO EU PUDE ESCREVER UMA MERDA DESSAS, CACETE?

Aí ele clica no botão “editar matéria’ e remenda a merda:

 

Com os devidos agradecimentos ao César Cardoso por ter orado aos deuses do print-screen a tempo! \o/

Dorinha de mal com o verbo haver

quinta-feira, julho 12th, 2012

[suspiro]

Nada como uma bela escorregadela no Manoel (português) pra me fazer reabrir o caldeirão em grande estilo, néam?

Então, vamos analisar a tetéia (com acento, porque eu me apego muito aos acentos) recém-produzida pela Dora Kramer no twitter:

[outro longo suspiro]

Acho que vou fazer um postão que vai virar página especial, só com o verbo haver! Mas enquanto isso não acontece, vou contar um segredinho aqui:

Titicamente, quando o português ainda era um jovem e garboso mancebo e ainda tinha altas relações com o Latim, não tinha evoluído a ponto de criar um futuro do presente para seus verbos. (sabe como é, ele tentava passar de fase do game, mas morria antes, tinha que começar do zero, um saco….)

Daí que as pessoas usavam meique uma ameaça pra se referirem a um tempo que ainda estava por chegar. Mas pra isso, o verbo haver no presente do indicativo (antes que você pergunte: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão. Agradeça a  Tio Antônio!) frequentava geral as altas e baixas rodas da sociedade.

Então, como eu dizia, lá em priscas eras, nego dizia

Eu hei de chegar em sua casa amanhã / ele há de chegar em sua casa amanhã

Essa locução “haver + preposição de + [enfie aqui o verbo principal de sua preferência]  acabou trocando de ordem, e ficou assim:

eu [enfie aqui o verbo de sua preferência] +verbo haver, ou seja:  

eu chegar hei / ele chegar há  

daí pro

chegarei  / chegará

foi um pulo e um beijinho, beijinho, tchau, tchau pro agá.

O resto é história. E futuro do presente do modo indicativo.

Isto posto, a expressão a ser combinada com  [verbo enfiado de sua preferência] que terá valor similar ao da locução verbal ir+verbo no infinitivo (vou falar / vou fazer / vou acontecer) é a expressão haver de.

Isso, é claro, se você quiser deixar seu texto metido a besta – no que contarás com meu total apoio! Atoron! \o/

Então, Dorinha, sua linda, ou você cria rapidão um trocadilho com o verbo haver e esse verbo dar mal enfiado no seu tuíte ou você deleta seu post.

Mas eu já orei pros deuses do print-screen!

*******************

 ATUALIZAÇÃO ÉPICA:

Observação tão maravilhosa do Flávio aí embaixo nos comentários que eu tive que subir o que ele escreveu:

Pode ter sido erro de pontuação:
1. Reclamar de Kassab? Quem? A Dê? (pode ser alguma conhecida da Dorinha que gosta de reclamar)
2. Reclamar de Kassab, quem? A Dê.
3. coloque aqui a “aversão” de sua escolha…

*************

#Bjomeliga

Ah, Folha… ♥♥♥

terça-feira, junho 12th, 2012

É sempre assim, gente!

eu começo a me condoer que estou há muito tempo sem atualizar o caldeirão, e vem a Folha me brindar com suas folhices…

 

Desta vez, ela apresentou sem mais delongas seu verdadeiro eleito para o Banco Central.

Reparem:

♥♥♥ Fernando Henrique Cardoso, presidente do BC segundo a Folha. ♥♥♥

Tem coisas que só a Folha consegue fazer

quarta-feira, abril 11th, 2012

Sei nem por onde começar. Bom, deixa eu começar agradecendo ao Loyola que, além de produzir esse avatar fófis de Cudi Ampola que eu uso, ainda me manda coisas como a que estampará este post.

Gente, verdade seja dita: a capacidade da Folha de gerar posts para este blog tende ao infinito. E tenho que dar o braço a torcer: o jornal da Barão de Limeira tem todo um estilo próprio, intransferível e inconfundível pra fazer merda. E uma folhice é eterna, não prescreve.

Esta daqui, por exemplo, tem praticamente dois anos. Vamos acompanhar:

Homem que esfaqueou três em mercado de SP foi contido meia hora após ataque

AFONSO BENITES [faço questão de manter o nome do autor da teteia.]
DE SÃO PAULO

“Quem quer morrer?”, dizia o auxiliar de pedreiro que matou uma pessoa e feriu duas com uma faca de churrasco anteontem à noite num hipermercado de Guarulhos, na Grande São Paulo.[Tá. O texto até que começou legal. Eu distribuiria uns pontinhos no lugar das vírgulas que é pra dar pra respirar direito, mas isso realmente não vem ao caso. Próxima frase, por favor!]

José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro[Epa! Citou o nome do estabelecimento! Na boa, não havia necessidade. E, se o autor realmente fizesse questão de citar o local, que o fizesse de maneira mais formal, tipos: "o hipermercado Extra da avenida tal, no centro de Guarulhos], ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90) [.... e zás! Chegamos à nossa folhice em questão! Só tenho uma dúvida: isso aqui foi excesso de apuração ou jabá?].

Era dia de promoção –a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes)[RE-PI-TO: ISSO É EXCESSO DE APURAÇÃO OU JABÁ?!?!?!?!?!] . A loja estava cheia.

A primeira vítima foi o comerciante chinês Ding Yu Chi, 60, esfaqueado próximo à banca de tomates, ao lado da mulher. Sem motivo aparente, Araújo deu-lhe duas facadas na barriga. Afastou-se e voltou a esfaqueá-lo. Ao todo, desferiu oito golpes.

Ding andou por 30 metros e pediu ajuda. Seguranças disseram para ele se deitar no chão e esperar o socorro. Gemendo, no colo da mulher, dizia: “Não aguento mais”.

Uma poça de sangue se formou debaixo de seu corpo. Clientes começaram a gritar que um “maluco” tinha esfaqueado um homem. Seis mulheres desmaiaram.

A segunda vítima foi outro comerciante. Ele se deparou com Araújo, tentou fugir, mas foi ferido nas costas. Antes de fazer a terceira vítima (um fiscal do Extra atingido no abdômen), Araújo tentou esfaquear outro cliente, que jogou um carrinho de compras contra ele.

Pânico e correria duraram quase meia hora. “Quando começou a confusão, eu tinha acabado de passar minha primeira compra no caixa, às 20h41 [E ao chegar aqui nós percebemos que o zifio repórti peca por excesso, mesmo! O texto está muito bem escrito, com excesso de riqueza de detalhes!]. Quando acabou, eu terminei [Cejura que você terminou quando acabou? Que maravilha, isso, não? A conclusão que coincide com o término! Que grande revolução! Nego num pode elogiar muito um texto da Folha que eles vêm e pimba de novo, cacete!]. Eram 21h13″, disse a dona de casa Karina Marques, 31, exibindo o cupom fiscal com horários.

Um policial disparou dois tiros no meio da loja –mais gritos, mais pânico. Não o atingiram o agressor, que acabou detido pela PM.

A família de Ding estuda processar o Extra por omissão de socorro. Testemunhas dizem que ele sangrou sem parar na loja e só foi removido ao fim da confusão. Morreu ao entrar no hospital.

O Extra não divulgou cenas de câmeras internas. Em nota, informou ter “tomado todas as medidas cabíveis”. Também disse que acionou a PM, “lamenta profundamente o ocorrido” e se mantém “à disposição das autoridades”.

Preso, Araújo afirmou que era perseguido desde sua casa, em Guararema, a 40 km de Guarulhos, mas não disse quem o seguia. Segundo a polícia, ele não conhecia as vítimas. Na delegacia, disse não se lembrar de nada. Não parecia estar sob efeito de drogas nem alcoolizado.

A polícia ainda tem poucos dados dele. Só sabe que nasceu em São Bento do Una (PE) e nunca foi condenado. As outras duas vítimas passaram por cirurgias e não correm risco de morte.

 

O texto está realmente muito bem escrito. Tão bem escrito que eu aposto que o zifio era novo na Folha. Deve ter aprendido as manhas da redação e perdido toda a capacidade de escrever direito que Nossa Senhora da Boa ortografia lhe deu.

Mas aí eu fico pensando se esse jabá (Proposital? Inocente?) já não era um prenúncio ou, sem querer, uma compensação para o que aconteceria pouco mais de um mês depois

Enfim: PORRA, FOLHA!!!! SEU ESTILO DE FAZER MERDA É INIMITÁVEL, CACETE!!!!

UOL: criança não é humano

terça-feira, março 13th, 2012

Basta ver este título aqui:

A manchete

Crianças começam a testar remédio para combate à aids desenvolvido pela Fiocruz

foi dispensada porque, obviamente, criança é uma coisa, e humano, outra.

Sem mais.

Detetivões 2 – Identifique a fonte anônima

domingo, março 11th, 2012

Atooooooooooooron a imprensa brasileira, gente! A capacidade que nossos queridos (cof, cof) jornalistas têm de manter suas fontes no anonimato é espantosa!  Tô observando essa tendência, viu?

Primeiro foi o Estadão, que entrevistou *duas* fontes durante a renião do BIS na Basileia. Agora é a Istoé desta semana. Resolveu listar um *ex-ministro* de Dilmavana que teve contato direto com Jérome Valcke, aquele secretário-geral da Fifa que fala merda em inglês e pede desculpas por ser mal-interpretado em francês, saca?

Enfim, vamos acompanhar o texto lheando da Istoé:

O trapalhão da FIFA

 A bola fora do secretário-geral Jérôme Valcke é mais uma em seu currículo recheado de polêmicas e confusões

Um chute mal dado embolou o meio de campo dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 nos últimos dias. A disputa entre a Fifa, a entidade que comanda o futebol no mundo, e o governo brasileiro se acirrou na sexta-feira 2. Em um evento na Inglaterra, o francês Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade, afirmou que o Brasil deveria levar “um chute no traseiro” para apressar as obras prometidas para o Mundial e a aprovação da Lei-Geral da Copa, espécie de cartilha de regras da Fifa para o evento. De imediato, o País partiu para o contra-ataque. O articulador da jogada foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que no dia seguinte disse – em público e por carta enviada à Fifa – que o governo não aceitava mais o francês, número dois na hierarquia da entidade, como interlocutor. Isso sem contar as reações de repúdio dos presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, além de outros políticos da base governista e da oposição.

A Fifa acusou o golpe ao ver seu homem forte, responsável pelo evento que faz lucrar bilhões de dólares, jogado para escanteio no país-sede do Mundial. E pediu desculpas. A começar pelo próprio Valcke, 51 anos, que encaminhou uma carta ao ministro. Joseph Blatter, presidente da entidade, repetiu o gesto e o reforçou com uma ligação a Rebelo. Mais do que o mundo ter visto a poderosa Fifa perder uma queda de braço – o jornal espanhol “Marca” publicou que o Brasil “baixou a bola” da organização –, o episódio se revelou como mais uma trapalhada no currículo do controverso dirigente francês. “Ele é boquirroto, fala mais do que deve”, diz um ex-ministro que conhece de perto o secretário-geral. Segundo essa pessoa, que prefere não se identificar, Valcke queimou uma ponte que tinha com a presidenta Dilma Rousseff, construída em Bruxelas, na Bélgica. Na ocasião, Dilma recusou uma reunião com Blatter para tratar do Mundial com o número dois da entidade. “Se bem a conheço, acho impossível a presidenta voltar a recebê-lo.”

(…)

Na opinião do ex-ministro brasileiro, o dirigente francês e a Fifa têm uma visão eurocêntrica e veem países como o Brasil e a África do Sul tais quais periferias com menos capacidade de realização. “Dessa forma, cobram muito mais da gente”, diz. O destempero verbal de Valcke foi rechaçado por Rebelo em carta enviada à Fifa no mesmo dia em que o francês se desculpou. “A forma e o conteúdo das declarações escapam aos padrões aceitáveis de convivência harmônica entre um país soberano como o Brasil e uma organização internacional centenária como a Fifa”, escreveu. Infelizmente, a polidez do ministro não foi regra entre seus colegas. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, deu ares de briga de botequim ao episódio. “Esse cara é um vagabundo! Já está riscado”, disse. Na Câmara, o presidente da Casa, Marco Maia, afirmou que Valcke merecia um chute de volta.

(…)

No Brasil, o francês é muito benquisto pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que se licenciou do cargo na semana passada. Valcke e a família estiveram hospedados na casa do dirigente brasileiro em Angra dos Reis no Réveillon de 2010. “Ele adora praia e, especialmente, Angra”, diz um assessor da CBF. “De fato, ele é afável, brincalhão, mas não se constrangeu em oferecer a cabeça do amigo Ricardo Teixeira numa reunião com Dilma em Bruxelas, em outubro passado”, conta o ex-ministro. Segundo ele, ao perceber que Teixeira não mantinha boas relações com a presidenta – e, portanto, era uma peça inconveniente na ligação entre a Fifa e o governo –, Valcke pediu que Dilma indicasse um substituto ao posto de chefe do Comitê Organizador Local do Mundial de 2014 (COL) no lugar de Teixeira. “A presidenta disse que respondia pelas questões ligadas ao governo, não por Teixeira.”

(…)

Agora, vamos descobrir quem é o ex-ministro de Dilma? De acordo com o diletíssimo Antonio Luiz Costa, que me enviou este link, nossa lista se restringe a 12 nomes, que são:

Antonio Palocci - Casa Civil; Nelson Jobim - Defesa; Wagner Rossi - Agricultura; Alfredo Nascimento - Transportes; Carlos Lupi - Trabalho; Fernando Haddad - Educação; Pedro Novais - Turismo; Mário Negromonte - Cidades; Iriny Lopes - Secretaria para Política de Mulheres; Afonso Florence – Desenvolvimento Agrário; Luiz Sérgio – Pesca; Orlando Silva - Esportes.

Dentre os listados acima, aponte um, e apenas um, cuja atribuição principal, quase única, tenha sido lidar diretamente com a Fifa com o objetivo de organizar a Copa do Mundo. Dica: a Copa do Mundo da Fifa é um evento de ES-POR-TES…

Se você ainda não descobriu de quem eu desconfio, longe de mim ficar aqui com dedo de seta. Prezo horrores pelo sigilo de fontes! :D

O máximo que eu posso fazer é cantarolar um pouquinho pra você…

#beijomeliga2

(P.S.: Querida Istoé: ex-integrante é mais genérico que ex-ministro, e queima menos o filme das fontes, viu? #ficadica)

Te dou um dado?

terça-feira, março 6th, 2012

O Te dou um dado? é um dos meus blogs preferidos. Primeiro, porque descobriu uma utilidade pras subcelebridades – transformou todas em motivo de diversão para todos nós mortais – e segundo porque eles são tão bonzinhos como eu, sabe? ;) Curto muito quando eles brincam de detetivões e buscam, no Google, respostas para notícias dadas pela metade em sites outros de fofocas.

Pois foi justamente a série os detetivões que esta notícia de hoje do Estadão me fez lembrar. Eis que o correspondente do Estadão na Basileia (é, fica horrível, mas não tem mais acento!) foi correr atrás de fofoca pauta na reunião do Banco de Compensações Internacionais, o BIS, que, longe de ser um chocolate gostoso, tá mais pra um colegiado de bancos centrais.

Mas eu falava da matéria do Estadão. A tal da reunião do BIS foi cercada de mistério e de mordaças. Os participantes foram convidados a ficarem calados, porque a reunião era de economistas, e o que fosse dito poderia mexer nas bolsas, e no câmbio, e nas marés e na rotação da Terra etcetcetc. E não é que o Jamil Chade conseguiu uma fonte pra abrir a boca e contar fofoca o que estava acontecendo na reunião do BIS?

Aí você lê a matéria e descobre que o Jamil Chade falou com *duas* fontes. Uma, desconhecida, e outra, o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini. Mas vamos tentar descobrir quem é a fonte anônima de Jamil Chade?

Primeiro, vamos ler o texto todo. Vou destacar em negrito as citações das fontes.

Bernanke e Draghi trocam acusações

Críticas foram motivadas pela injeção de liquidez

JAMIL CHADE, ENVIADO ESPECIAL / BASILEIA – O Estado de S.Paulo

A guerra cambial desembarca nos países ricos e escancara a incapacidade dos xerifes das finanças internacionais em gerenciar a crise. Estados Unidos, Europa e Japão se acusam de injetar liquidez em seus mercados e, assim, manipular suas moedas. Ontem, os maiores bancos centrais do mundo se reuniram na Basileia, em encontro fechado. Cada participante foi orientado a não vazar nenhum detalhe do debate.

Ao Estado, porém, um representante de um mercado emergente revelou que a troca de acusações, ainda que diplomáticas, escancarou a inexistência de uma estratégia comum para lidar com a crise. “Hoje, está claro que é cada um por si e que as esperanças de uma coordenação são cada vez mais apenas promessas políticas”, disse a autoridade monetária. “Hoje, existe uma crise da gestão da crise. Isso é ainda pior que só uma recessão. Não há um caminho para superá-la de forma coordenada.”

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também esteve nos debates na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Mas não aceitou falar com a imprensa, sob o argumento de que a ordem de mordaça era da cúpula do BIS [Ah! ele não falou? Ah, então, tá!].

Ben Bernanke e Mario Draghi, que comandam respectivamente o Federal Reserve e o Banco Central Europeu, foram os protagonistas do desentendimento.

Em 2010, o governo americano havia liberado mais de US$ 1 trilhão, e foi acusado de de promover uma desvalorização competitiva, auxiliando nos esforços de ampliar as exportações e reduzir o déficit. O Fed, na época, recusou a acusação e insistiu que apenas estava garantindo que os empréstimos de seus bancos à economia real relançassem a economia do país, dizendo que isso seria positivo para todos.

Agora, é Bernanke quem critica o BCE por ter, em apenas dois meses, injetado 1 trilhão, afetando o mercado de câmbio. A acusação foi rejeitada por Draghi, que defendeu a ação apontando que a perspectiva de recessão na Europa em 2012 exigiria novo incentivo. Draghi recebeu críticas também do Banco do Japão, temendo ver sua moeda afetada tanto pela ação dos europeus quanto dos EUA. “Ficou claro que o que existe é uma corrida de cada um para resguardar suas economias e interesses”, disse a fonte.

Aí, vamos acrescentar os seguintes dados à nossa análise:

- Tá um frio do caramba na Suíça. Ficar do lado de fora esperando declaraçãozinha reme-reme não é o que um jornalista está propenso a fazer;

- O Brasil é um país emergente

- Alexandre Tombini falou ao Estadão

 

Isto posto, o que devemos inferir?

1- Ben Bernanke é a fonte misteriosa do Estadão

2- Mario Draghi é a fonte misteriosa do Estadão

3- Alexandre Tombini é a fonte misteriosa do Estadão,

 

Certa de que sigilo de fonte é algo sagrado para o moderno jornalismo, e mais certa ainda de que o Estadão preza horrores por suas queridas fontes anônimas, recuso-me a dar meu pitaco aqui. :D

#Beijomeliga

Tragédia, homofobia ou redação de merda mesmo?

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012

Aí você lê um troço desses e começa a elucubrar o que realmente aconteceu:

1- Quem morreu no Hopi Hari foi um travesti

2- Quem causou a morte no Hopi Hari foi um travesti

3- @ culpad@ pela morte no Hopi Hari foi um@ travesti

4- A morte do Hopi Hari foi encomendada a um travesti, que falhou na missão

5- A morte se fantasiou de travesti e foi passearno Hopi Hari

6- Um travesti tentou acertar a Morte no Hopi Hari

7- Uol refere-se a travestis de forma politicamente incorreta

8- O redator das chamadas do Uol falhou vergonhosamente na redação desse texto

 

Nessas horas eu sempre me lembro desse trechinho do Pica-Pau:

Oi? quem disse?

Globo ponto com e a piada do… (pode falar judeu?)

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

A Cecília me mandou por e-mail um exemplo que me fez lembrar uma piadinha velha.

Diz que o judeu uia! Pode falar judeu? Sionista – não. Hierosolimita – não, isso é gente que nasce em Jerusalém enfim, o marciano Jacob liga pro jornal pra pôr um anúncio fúnebre:

- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.

- Pois não, quais são os dizeres?

- Sara morreu!

- Só isso? espanta-se o rapaz.

- Sim, Jacob não quer gastar muito.

- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.

- Então coloca: “Sara morreu. Vendo Monza 94.”

 

Por esse mesmo raciocínio, a Globo ponto com (lá embaixo, sob entretenimento) resolveu aproveitar ao máximo o espaço na chamada de capa pra uma reportagem do Ego (vocês sabem que eu amo o Ego, né? Esse site é um exemplo pra mim – só que ao contrário!) falar da Ana Furtado (quem? Sei lá! Só sei que usa botox, então deve ser subcelebridade!) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Tava falando desta chamadinha da home da globo ponto com:

Imagino o diálogo entre os autores da obra:

- Taca uma chamada da Ana Furtado na home! – diz o editor.

- Pô, e diz o quê? – retruca o estagiário Ih! Acho que é a primeira vez que eu consigo usar retrucar num texto meu, me deixa!

- Ah, diz que ela não comprou a vaga de rainha de bateria e diz mais alguma coisa qualquer aê! – Editores, esses seres amados ao contrário…

Ai lá vai o estagiário, dá uma passad’olhos no texto do Ego (porque nem estagiário consegue ler aquele troço inteiro) e taca:

- Pô, sobrou espaço pra mais de 10 caracteres, que que eu faço? – pensa (é, o MEU estagiário pensa. Só de vez em quando, mas pensa!) o estagiário.

Aí lá vai o infeliz, lê mais um pouquinho aquele texto sobre as “Operárias do Carnaval” (conjunto da obra é pouco pra definir a falta de tudo dessa…. SÉRIE?!?!?!?! É UMA SÉRIE?!?!?!?!!? GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH) e encontra a palavra “preconceito” logo na segunda pergunta. E pensa:

- Putz, perfeito! Preconceito tem 11 caracteres! E eu ainda aproveito o verbo! (é, o MEU estagiário sabe o que é verbo….)

E manda ver:

Rainha magrinha, Furtado afasta boato de que ‘comprou posto’ e preconceito

Aí, ele não sabe dizer se ela afasta o preconceito e os boatos, ou se os boatos SÃO fruto de preconceito (o “e” antes do preconceito pode ser um é sem acento, vai saber….), ou, ainda, que o posto e o preconceito foram adquiridos mediante pagamento. E o coitadinho do estagiário nem conseguiu vender seu Monza 84!

Se o estagiário apostasse no genérico infalível

E se diz feliz 

Teria completado a lacuna sem dar ao leitor a chance de múltiplas interpretações…

Enfim, evoé pra todo mundo!

 

Presidenta metafísica

sábado, fevereiro 11th, 2012

Diante desta manchete do Estadão,

(o título prossegue, mas eu nem me dei ao trabalho de ler. Pô, a zifia é leão-de-chácara de ectoplasma, gente! Pensa que isso é pouco?)

Tenho MAR-NA-DA a declarar. (Mentira, né? Vocês já se acostumaram ao fato de que eu não digo mais nada mas sempre digo mais alguma coisa? Então…) Só digo duas coisas:

1) Dilma, não quero briga contigo, zifia!

2) Só eu que me lembrei dessa música daí de baixo?

 

G1, sempre inovando, apresenta um novo conceito em psicografia

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

Fui alertada desta coisa aqui pelo Ednaldo Macedo no Twitter.

Agora me diga o que você pensa ao ler este título:

 

 

1) O bombeiro ficou preso na gravação

2) O deputado é paranormal

3) O deputado é médium

4) O deputado invadiu a gravação pra falar com o bombeiro

 

 

Não sei quanto a vocês, mas textos assim sempre me remetem a esse trechinho do Pica-pau:

Porque, né?

Aí você começa a ler o texto sem se saber se trata de casos de paranormalidade ou de incêndios ou de sei lá o quê. E se depara com este primeiro parágrafo:

O cabo Benevenuto Daciolo foi preso no fim da noite desta quarta-feira (8) [Hummm... ele foi preso, do tipo detido e levado em cana? Não ficou aprisionado em nenhuma gravação em virtude de algum mirabolante feitiço legislativo do deputado em questão? Ah ,então tá!] ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Daciolo estava em Salvador, onde participava das negociações sobre a greve na Bahia. A prisão administrativa foi decretada por 72 horas. 

Tá. Mas a gravação entra naonde na história?

Só o terceiro parágrafo esclarece:

O cabo foi flagrado em conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça

Então tá. Mas cadê o deputado do título, por Tutátis?!?!? Temos que chegar ao SEXTO PARÁGRAFO da matéria pra entender quem é o zifio deputado. Espiem:

Hoje o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), de São Paulo, informou ao jornal O Globo que era ele o interlocutor de Daciolo na gravação

Tipos: o sujeito é citado no TÍTULO e só vai reaparecer na matéria SEIS PARÁGRAFOS DEPOIS?!?!?!!?!?

O lead saiu de moda e ninguém me avisou? O que o substituiu? Talvez o vô enfiá o que eu quiser na ordem em que eu bem entender style?

E NAONDE que lead fora de moda permite a criação de títulos desinformativos?!?!

Aê. G1, o que vocês têm contra o título

Arnaldo Faria de Sá (PTB) é quem conversa com cabo Daciolo em gravação 

Cadê jornalismo?

Cadê clareza?

Cadê concisão?

Cadê texto esmiuçado?

Oi? Quem disse? Eu disse!

O incrível caso dos canadenses nórdicos

domingo, janeiro 29th, 2012

Aiomeucacete…

Pescoção mal-feito é trabalho dominical pra mim, cazzo!!!

Depois do acento mal-enfiado da Folha, eis que o Flávio Radamarker, via Cardoso, me manda via Twitter esta pérola da arte de não repetir palavras num texto:

Acompanhe

Agora, veja o mapa de parte da EUROPA, com os países nórdicos, e procure o Canadá aí embaixo.

Agora me responda. Eu mato quem?

 

PORRA, GLOBO!!! TÁ COM INVEJA DA FOLHA, É?

Ortografia da Folha é reprovada por 100% das normas ortográficas

domingo, janeiro 29th, 2012

Tava eu aqui superpreocupada por não encontrar mais assunto pra atualizar o blog e tals, daí vem sempre ela pra me salvar.

Na foto abaixo, o erro crasso. A seta indica a explicação do erro.

Agradeço à dileta amiga Cynara Menezes por indicar a teteia no Twitter.

 

 

 

E claro, vou encerrar o post com o clássico

 

PORRA, FOLHA!

Aveia Quaaaaa, ou Por que eu não conhecia isso?

sábado, janeiro 7th, 2012

Do Facebook do Leandro Fortes, mais precisamente aqui.

Nossa Senhora da Boa Ortografia, rogai por nós que recorremos a vós….

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

[suspiro]

[suspiro mais profundo]

Calma que eu vou começar. Tô juntando forças pra não me dispersar em indignâncias e me emputecer. Então vamos bem devagar.

Sabe aquele lance de não passar o ano novo de salmão pra evitar hortografia pobremática? Poi zé.

Não, não vou direto na jugular, não! Desta vez vou começar com Tio Antônio, que vai nos dar duas importantes definições. A primeira é a definição de laZer, com zê de zebra:

Lazer:
tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas 
2 Derivação: por metonímia. 
atividade que se pratica nesse tempo 
3 Derivação: por extensão de sentido. 
cessação de uma atividade; descanso, repouso

Pronto! Agora, tio Antônio vai nos dar a definição de laSer, com ésse de sapo:

Laser
substantivo masculino 
Rubrica: informática, óptica. 
qualquer aparelho que produza radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visível, infravermelha ou ultravioleta, possuindo inúmeras aplicações que vão da soldagem à cirurgia 
Obs.: cf. maser
Etimologia
ing. laser (1960), acr. do snt. ing. light amplification by stimulated emission of radiation (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação); cp. maser

Observem bem que lazer com zê se lê lazer, mesmo; e laser, como é originalmente um acrônimo em inglês, lê-se lêizer.

Isto posto, vamos começar o post propriamente dito.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTAQUEPAREEEEEEEEOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

CALHAU DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

OLHA A MERDA QUE OS DIÁRIOS ASSOCIADOS APRONTARAM, CACETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

E nao querem que eu tenha um ataque histérico ao ver um troço desses NUM JORNAL IMPRESSO, CACETE?!!?!?!?!?

Ou eu devo ser Poliana, e acreditar mesmo que os DA tão é desejando um raio laser a todos os seus leitores, porque substituíram o lazer por “entretenimento”?

Com agradecimentos à Carolina Longo por postar a tetéia (ME LARGA! EU VOU USAR ESSE ACENTO E PRONTO!) no Facebook.

 

 

Acaba, não, 2011! Tem um morto atrasado chegando…

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

Quero dormir mas um jornal online não me deixa. Adivinha qual é? Esse mesmo!

A Giovana Valenza que me fofocou a história. A Folha de SPaulo criou um morto roteirista pra eu incluir correndo aqui no caldeirão, só pode! (sou megalomaníaca, me deixa!)

Acompanhe as idas e vindas do texto. E repare que o que fode tudo aqui é o preconceito contra a vírgula antes da conjunção e:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto [Tá. então ele não era mais roterista quando morreu, certo?]

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista [certo!] do programa “Saturday Night Live” [agora vamos acompanhar o lumiar da bosta. Repare que o texto começa falando de um corpo, e que aqui deveria ter uma vírgula que faltou ao encontro do texto...]  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World” [... e pronto! Fez-se a bosta! O corpo foi quem escreveu o primeiro rascunho de Wayne's World!] , foi encontrado morto [bosta número dois: o corpo foi encontrado morto! Queremos crer que corpos encontrados mortos são uma inovação no conceito de corpo....]  em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio[pensa que acabou? nananinanão! O corpo cometeu suicídio! Harekrishna....]. Ele tinha 63 anos [Agora imagine você, ectoplasma suíno de meu coração, um corpo de 63 anos que aparentemente comete suicídio! Assombração perde, né?] . As informações são do site TMZ.

Agora vamos remendar a merda com uma vírgula e um Bolodai no lugar certo. Ponham reparo:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista do programa “Saturday Night Live”-vírgula,  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World”, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio. Ele Bolodai tinha 63 anos. As informações são do site TMZ.

Então, tá, né?

Mas eu tenho pra mim que a Folha fez isso de propósito, só pra aparecer aqui mais uma vez… tavam com saudades de serem exorcizados… já que bateu saudadinha, dá licença:

PORRA, FOLHA!!!!

Um crime, vários tiros, uma criança atingida, um morto, um detido e descubra quem é quem na história, porque o G1 não deu nomes aos bois

quarta-feira, novembro 16th, 2011

Vamos com calma que eu fiquei tontinha ao ler este texto que me foi enviado via Twitter (de tão tonta, esqueci de  anotar o nome do ectoplasma suíno. Zifio, manifeste-se que eu te dou os créditos na hora!)

Sabe aqueles exercícios de lógica das revistinhas de passatempo que eu não resolvo ninguém resolve? “João é casado com Maria, mas José é cunhado de Sérgio. Se Maria e Sérgio são duas pessoas e João foi abduzido por Ziggy, qual a relação de Ziggy com o gol perdido pelo Baggio na Copa de 1994 que deu o título ao Brasil?”

Me senti lendo um enunciado assim ao me deparar com o texto abaixo.

O zifio repórti não deu nomes aos bois – até aí tudo bem. O importante era deixar a coisa compreensível, né?

Enfim, acompanhem comigo a história que me deixou tontinha.

Bebê de 2 anos é atingido por tiros e autor dos disparos acaba morto  [OK. Teve uma criança na história. E quem atirou nela mór-reu.]

Homem entrou em luta corporal com o autor após os disparos e o matou. [Portanto, temos que homem = autor dos disparos, certo?]

Uma criança de dois anos que estava no colo de um homem [Errado! Ela estava no colo de outro homem! Acompanhem a confusão dos zifios] foi atingida por dois tiros de raspão na noite da última segunda-feira (14), no município de Ibotirama, região oeste da Bahia, informou a Polícia Militar do município. O autor dos disparos acabou morrendo com um tiro no peito.

Na ocasião, o homem que carregava a criança foi atingido por três disparos [o homem que carregava a criança também foi atingido pelos disparos. OK. Certo?] , deflagrados por um suspeito [suspeito? Agora virou suspeito o autor dos disparos?] que não aceitava o fim do relacionamento com a atual companheira da vítima [aqui a coisa toma contornos medonhos! Se a vítima é a criança, então a criança tinha 2 anos e uma companheira? Oi? Pedofilia? Ou a vítima em questão era o cara que carregava a criança no colo? E cadê a mãe dessa criança, por Tutátis?] , relatou um agente da delegacia de Ibotirama.

Ainda segundo informações da delegacia, o suspeito acabou morrendo [suspeito = o cara que atirou contra o cara com a criança no colo. Né?], pois o irmão da vítima [de novo: o irmão do cara que segurava a criança ou o irmão da criança?!?!?!] , ao perceber a ação do suspeito, entrou em luta corporal com ele [Vamos contar, então, os zifios integrantes da cena do crime: 1 criança, 1 homem que a carregava no colo, o autor dos disparos e o irmão da vítima, o que queira que isto venha a significar. Certo?], e em seguida disparou um tiro contra o mesmo [G-ZUZ! Não sabia que o ectoplasma mesmítico tomava tiro nazidéia!] . Todas as vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Ibotirama, mas o autor dos disparos contra a criança não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade [então, temos que o atirador primeiro, mais a criança, mais o zifio que tarracanenê no colo mais o irmão da vítima o que queira que isto venha a significar que atirou segundo, foi tudo parar no hospital, né?]

Segundo o hospital de Ibotirama, a criança e o homem receberam atendimento e foram liberados ainda na noite da última segunda-feira. [A criança tudo bem. Mas QUAL HOMEM RECEBEU ATENDIMENTO E FOI LIBERADO, POR BELENOS?!?!?!!?]

De acordo com informações do agente policial, o autor do disparo que matou o homem [Oi? Quem disse? Eu disse! Quem disse eu? Eu disse eu!] foi preso em flagrante e está detido na delegacia do município, onde deverá permanecer à disposição da Justiça e o homem que ficou ferido prestou esclarecimentos e foi liberado.

O corpo da vítima [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH! LÁ em cima eram duas vítimas, uma criança e o cara que tarracanenê no colo. Agora só sobrou uma vítima? Estamos falando do homem que tarracanenê no colo ou do homem que atirou contra o homem que tarracanenê no colo?] foi encaminhado para o Instituto Médico Legal em Barreiras e deve ser submetido a exames.

 

E aí? Entendeu? Ou eu ajudei a confundir tudo? Se você entendeu, por favor, desenhe pra mim! Eu entendi bulhufas!

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Atualização:

Leia este texto daqui de baixo e vê se a historinha não lhe parece familiar. Quem encontrou foi o Luiz, neste link aqui

Uma discussão terminou com o pai e o filho de dois anos baleados e um homem morto em Ibotirama, a 650 km de Salvador.

Erivelton Alves Rodrigues e José Carlos Moreira de Souza encontraram-se no bar Estrela da Terra, no bairro São Francisco, e iniciaram a discussão na noite do último domingo (13). Durante a briga, o primeiro sacou uma arma calibre 32 e atirou contra José, que estava com o filho no colo.

José foi atingido na cabeça e nas costas e R.L.B., de 2 anos, foi baleado de raspão no braço. Segundo informações da delegacia local, Antonio Moreira de Souza, irmão de José, entrou em luta corporal com Erivelton, tomou-lhe a arma e disparou um tiro contra o peito dele. Erivelton morreu no local. 

José e o filho foram socorridos ao Hospital Regional de Ibotirama, onde foram medicados e receberam alta no mesmo dia. Antonio foi preso em flagrante. 

Ainda de acordo com a delegacia, a atual mulher de José e mãe da criança é ex-namorada de Erivelton, o que teria motivado a discussão.

Pois é…

Folhice crônica atinge Dilmavana

domingo, novembro 13th, 2011

Ô MEU QUERIDO, ESSE TEXTO FICOU RIDÍCULO!

Ah, as folhices da Folha… tava dando saudades viu? (Melhor não usar mais essa expressão por aqui. Da última vez que eu disse que tava com saudades de mortos amestrados, foi quase um mês de assombração no caldeirão…)

Enfim, a Folha de SPaulo tem umas idiossincrasias em forma de manual de estilo que ajudam muito a desopilar o fígado, sabe?

Em algum canto daquele desconjurado Manual de Redação (que Deus proteja aqueles que ousarem tomar esse manual por verdade suprema), deve estar escrito que é legal fazer uns boxes com explicações – barra – conselhos em forma de didáticos textos ilustrativo-mastigatório-explicacional. A coisa beira os limites da patologia. E quando fica crônica, é melhor fugir pras montanhas. Ou ficar pra se escangalhar de tanto rir, você que escolhe…

Desta vez, a vítima é Dilmavana. A líder máxima do país (e eu sou obrigada a tirar o chapéu pra dilmavana, viu? ela conseguiu transformar o feminino de presidente em opção política! E eu sou obrigada a dar o braço a torcer e confessar que, por mais que odeie o verbete presidenta, acho muito estranho quando a chamam de presidente. Mas onde eu tava mesmo? Ah, sim, no meio de uma folhice…) teve seu perfil traçado pelo impresso da Barão de Limeira. Novidade zero, informação mínima. OK, eu ri ao imaginar a cena da presidenta brava porque teria que molhar o cabelo e dizendo pô, general!.

Mas o ápice do texto non-sense se dá neste link-tchutchuca aqui. Licença, vou copiar tudo pra lhe poupar o trabalho:

Como os ministros podem evitar problemas

1) Nunca vá a uma reunião com ela sem ler sobre o tema que será tratado. Ela lê tudo antes e vai certamente sabatiná-lo
2) Caso tenha cometido a temeridade de não ler, não tente enrolar. Ela vai perceber e pode ser bem pior
3) Nunca interrompa a presidente no meio de um raciocínio. Ela será ríspida e vai mandá-lo se calar
4) Não tente sugerir uma ação contrária ao que ela acaba de propor. O melhor é tentar convencê-la com jeitinho. Comece assim: “Não seria melhor…”
5) Não contrarie uma ordem argumentando que a repercussão na imprensa será ruim para o governo. É explosão na certa
6) Não dê declarações à imprensa sobre temas delicados do governo e que não tenham relação estrita com a sua pasta. Você será gravemente advertido por Dilma
7) Nunca, jamais, em hipótese alguma discuta alguma determinação comentando que “no governo Lula era assim”. Poucas coisas deixam a presidente mais irritada

Não é uma tetéia, jemt? A Folha virou conselheira espiritual-político-pessoal-sentimental-existencial-ministerial!

Claro que esse momento Ask Alice da Folha de SPaulo em nada se compara à Folhice das Folhices. Pensa que Dilmavana é vítima porque é a-presidenta-popular-que-ajuda-a-população-e-está-fazendo-um-bom-governo-apesar-de-o-pig-insistir-em-dizer-que-não-e (OK, parei.)? Claro que não! Dilma é apenas mais uma. Se eu te contar que anões também foram vítimas das Folhices crônicas vocês acreditam? Ah, então cliquem aqui. Aviso: não bebam nada ao ler o texto lincado, sob o risco de sérios engasgos.

Licença, mas eu vou encerrar este texto com um megalcichê deste caldeirão:

 

PORRA, FOLHA!!!

(P.S.: Curto muito o estilo de Dilmavana. Mal posso esperar pra ela começar a agir assim com a bancada evangélica. #prontofalei)

Por que o cujo é tão desprezado?

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Cujo é um pronome relativo que ajuda a fazer conexões especiais e específicas. Coisa que o que não sabe fazer.

Mas geral despreza o cujo e suas variantes de gênero e número, talvez por achá-lo pedante, ou besta, ou metido – tá bom, muitos acham o cujo feio.

Mas ai me digam: por que não usar cujo? “Ah, dá pra reescrever a frase”, dirá você, ameba. #cejura? Senão, vejamos:

A história, bem simples, é a seguinte:

1- governo malvado aumentou o imposto sobre carros importados; 2- Vendas dos carros importados caem no Brasil

Daí o Uol (ah, que saudades de falar mal do Uol!) resolve fazer uma pautinha: os carros que tiveram queda nas vendas por causa do aumento do imposto.

Olhem o título desta coisa:

Viu que confusão? começam a falar dos carros, passam pro IPI e acabam com as vendas (com trocadilho). Custava dizer veja carros importados cujas vendas caíram por causa do IPI?  A atenção fica o tempo toda voltada para carros importados…

Daí você pensa que a coisa não pode piorar. E é aí que ela piora:

Sério mesmo que o IPI é forte o suficiente pra acabar com uma Ferrari? Por que o título não pode ser Carros cujas vendas  o IPI derrubou?

 

Quem fumou o quê?

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Aí você lê um troço desses publicado aqui (que me foi enviado pela dileta e ravissante professora Ju Sampaio, a Dora Avante deste caldeirão :D ) e fica pensando quem fumou o quê, por exemplo?

Ou, melhor: o que realmente faz mal aos neurônios?

 

Luan Santana – he can fly! \o/

terça-feira, novembro 1st, 2011

Olhos retinhos, gente! Naonde que esse menino pode ser vesgo? :P

Não sei quanto a vocês, mas bateu nostalgia agora, sabe? Me lembrei do meu irmão molecote assistindo aos jogos da NBA com o Michael Jordan, e repetindo a fala do narrador: “Jordan for three… he-can-fly!” (algo como: Jordan [vai tentar um arremesso] de três [pontos] Esse homem consegue voar!“)

Porque, né? Ao menos alguma boa lembrança uma lambança destas suscitou:

Uma simples alteração de sujeito resolvia a bagaça: “Aeronave com Luan Santana a bordo faz pouso técnico após falha“.

Mas não. Teve que botar o Luan de sujeito da frase. Certas lambanças tornam o voo humano (sem acento) possível, né?

O que mais me deixou mesmerizada foi o autor da lambança! PÔ, ESTADÃO?!?!?!!? BAIXOU UMA FOLHA BÁSICA, É?!?!?!?!

Reinaldo Azevedo e a obsessão em ficar de um lado só

domingo, outubro 23rd, 2011

Eu não deveria estar aqui postando. Deveria estar fazendo zilhões de outras coisas. Mas não resisto.

Eis que Reinaldo Azevedo, em sua obsessão para ficar de um lado só da situação, sem nem se dar ao trabalho de considerar as ponderações do outro lado, escorregou no quiabo. Sério. Foi um autêntico Ectoplasma Suíno que me contou.

Olha só o que ele publicou:

Ah, dona Bruxa, não tem nada de mais aí em cima, dirá você. e eu sou obrigada a concordar. Agora tá certinho – ele já corrigiu.

Mas o dileto ectoplasma suíno que me enviou o link rezou aos deuses do print-screen:

Quer dizer: em seu erro de digitação, seu inconsciente deixou bem claro que Reinaldo Azevedo é homem de um lado só (um destiladeiro, por assim dizer). Ou, então, ele tava na mó manguaça, pensando em destilar cachaça (ou destilar veneno, vai saber)…

Morto acreano dá depoimento a jornal

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Olha, eu desisto de deixar de falar de morto amestrado. Esses mortos estão aprontando mil e uma confusões, como diria texto de programação da TV Globo. Então, acho que até 2 de novembro, dia de finados, tá valendo.

Essa foi enviada pela querida AcrEana (que se recusa a virar acrIana em janeiro, no que conta com meu total apoio) Fernanda Ramalho. Na verdade, essa tetéia (cujo acento eu também vou me recusar a cortar a partir de janeiro) está disponível neste blog aqui.

Não é lindo, gente? O Zifio tropeça, cai, a motosserra passa pelo pescoço dele e ele ainda conta a história todinha pro moço repórti?

Esse morto só perde Pra Jorge Luis Borges, que baixou no Rio Grande do Sul pruma palestra 23 anos depois de desnascer, como diriam os espíritas.

E se você levar em consideração que o Acre não existe, aí sim é que a coisa fica ainda mais legal e o trabalhador braçal degolado fica ainda mais interessante por ser um morto que não existe! QUAAAAAAAAAAAAAA

(Ah, sim! Aprendam com a Fernanda Ramalho: “é EM Rio Branco, NO Acre”.)

 

 

O “enferno” da Veja

domingo, setembro 18th, 2011

E EU VOU IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNIZAR VOCÊS, BANDO DE ANALFABETOS!

É IIIIIINFERNO, COM IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

INFERNO SE ESCREVE COM I

I DE IDIOTA

I DE IGNORANTE

I DE IMBECIL!

Vocês podem fazer o jornalismo de merda que vocês quiserem. O problema é de vocês. Percam quantos leitores vocês quiserem.

Mas a única coisa que vocês têm a obrigação é de ESCREVER AS PALAVRAS COM A GRAFIA CORRETA, CACETE!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNOOOOOOOOO!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIDIOTAS!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIMBECIS!

IIIIIIIIIIIIIIIIIGNORANTES!

 

Me desculpem, mas eu tenho que surtar.

Uma revista que se assume arrogante e superior escrever “enferno” é pra arder no inferno.

(Com o i enfiado lá naquele lugar que vocês estão pensando, mas eu não sou malcriada de escrever aqui).

(E obrigada ao Chico Capeta por avisar deste troço via Twitter)

É oficial: os mortos surtaram!

quinta-feira, setembro 15th, 2011

Agora me digam: prá quê eu fui lamentar aqui que os mortos tavam sem aparecer no meu caldeirão há quase dois anos? O negócio tá virando peregrinação, gente!

Recebi esta imagem ontem, via Twitter, da Molise Magnabosco, a quem agradeci e agradeço de novo! Eu só não fiz esse post ontem pra vocês não pensarem que eu obcequei com morto amestrado. Deixei pra hoje, pra ao menos ter uma via que vai dar lugar a um matagal entre os mortos deste caldeirão. Mas vejam só que gracinha:

Jornal de Umuarama (PR), edição de 14/9/2011

 

Senão vejamos:

- O cara é acusado de suicídio. Legal, isso! Estou pra ver outro caso de suicídio em que o acusado, bem ou mal sucedido,  vai pra cadeia depois do… atentado. Pronto, atentado!

- Daí ele morreu depois do suicídio? Mas espere! Aparentemente, o suicídio funcionou – caso contrário, o zifio seria acusado de TENTATIVA de suicídio. Então ele se suicidou (não reclamem do excesso de suicídios em duas linhas! Num tem muito o que fazer, não!) e depois foi encontrado morto?

Daí, hoje eu pensei ter perdido a imagem e voltei ao link que a Molise enviou ontem, e encontrei a capa da edição de ontem devidamente corrigida, de volta ao mundo da noção e da lógica redacional:

AAAAAAAAHHHHHHHHHHH, então tá certo!

 

Assim, pódji, né, Arnaldo?

eu bem que desconfiava que o morto de Umuarama tava amestrado demais, até mesmo pra um DVD…

Mortos inovadores: estes vêm com trava-línguas! (e um ônibus falante de brinde!) \o/

sábado, setembro 3rd, 2011

Gente, os mortos surtaram! E a coisa começou em julho! A dica foi da Aline Rodrigues nos comentários do blog:

Leiam só este texto publicado no Globo Online, aqui:

Ônibus que atingiu oito motos e matou três mortos invadiu contramão
SÃO PAULO – O ônibus que atingiu pelo menos oito motos, causando a morte de três pessoas, na Avenida Cupecê, na Zona Sul de São Paulo, invadiu o corredor exclusivo na contramão. O motorista disse aos policiais que perdeu o freio. Ele disse também que o banco onde estava correu para trás e ele perdeu o controle do veículo. Nenhum dos passageiros do ônibus se feriu.
(…)

Agora, responda sem consultar o texto:

- As motos foram mortas?

- Os mortos que o ônibus matou já estavam mortos quando morreram? Chuck  Norris sabe disso?

- Os mortos das motos eram motes?

- Mateus meteu o mate na mata?

- As motos foram enfiadas no título pra disfarçar a morte dos mortos?

Enfim, quando um texto levanta mais dúvidas do que esclarece, sinal de que ficou uma bosta, né?

Mas sou obrigada a reconhecer que curti o trava-línguas: “mortes de mortos em motos”! :D

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Atualização de 5/9

gente, olha só por que eu amo tanto meus leitores! coemtnário de ontem:

Silvana Persan

Calma, tem mais. A legenda da foto (tem que clicar na imagem para a legenda aparecer): “Ônibus DIZ ter perdido o freio”.

vou correr pra ver

 

Então temos praticamente uma notícia de contos de fada! um ônibus falante e mortos que morrrem depois de mortos!

Os porquinhos, claro, são os ectoplasmas suínos que denunciaram o feito.

a bruxa má é esta que vos fala!

Tá faltando uma princesinha e um príncipe!

Da arte de fazer trocadilhos com intenções nojentas

quarta-feira, agosto 24th, 2011

Eu adoro trocadilhos. Não, eu amo trocadilhos. Acho uma deliciosa perda de tempo que faz os neurônios trabalharem em prol da Língua Portuguesa.

Claro que por trás de todo trocadilho existe uma segunda intenção. Às vezes, é possível encontrar terceiras, quartas, quintas intenções…

…. e chegamos à manchete de hoje do Globo. Fui avisada da dita pelo Fernando, nos comentários deste blog, e o Aldo Augusto, mais conhecido no Twitter como @Man_Tecapto, e a @nunes_cintia, me enviaram a prova do crime.

Eis uma das manchetes de hoje do Globo (manchete da edição impressa, notinha ridícula, lá nosembaixo, no canto que fica embaixo do dedo que vira a página!):

Mas cadê o trocadilho, Madrasta?

Eu já chego lá! Antes de chegar lá, chamo-lhe a atenção para o título. Você deve estar pensando: Ah, o Guido Mantega é fazendeiro, latifundiário? E o MST invadiu as terras do petista do Mantega? Mas aí você começa a ler o texto, e descobre que o MST não invadiu nenhuma fazenda, mas o Ministério da Fazenda, cujo titular é Guido Mantgega.

Como eu já disse lá em cima, eu adoro trocadilhos. Não, eu amo trocadilhos. Mas neste caso, além de a intenção por trás dele ser espúria, o trocadilho ainda foi desinformativo. Vergonhoso.

Mas se você for reclamar com os sujeitos que fizeram essa manchete, o argumento deles será: “O erro foi seu que não reparou que Fazenda está em maiúscula, o que portanto caracteriza referência ao ministério, e não a uma propriedade rural”. E eu repito: Vergonhoso. Transmitem uma informação truncada e jogam a culpa pela percepção enviesada do enunciado na falta de atenção do leitor.

Enfim, o que esperar de um jornal cuja seção de correção de erros é intitulada autocrítica? (é, só eles que podem se criticar. Você não tem o direito de cirticá-los, porque eles têm uma seção especial pra isso! Taqueopa….)

Se um jornalista te pedir pra “conferir”, cuidado: ele quer que você faça o trabalho dele! (ô, raça!)

quarta-feira, agosto 24th, 2011

A coisa já vinha me incomodando há algum tempo. Pensei em fazer um post a respeito, mas preferia sempre enviar o link pra obra-prima do Hector Lima. Mas já que ele me autorizou, deixa eu kibar o texto dele. Kibada portuguesa: copio o texto, colo aqui, cito a fonte e dou o link pro site original, claro! :D

Enfim, ponha só uma coisa na sua cabeça: se alguém te pedir pra conferir alguma coisa, tá pedindo pra você verificar por conta própria se a coisa tá certa. Se um jornalista te pede pra fazer isso num texto, o que ele diz em síntese é o seguinte: ó, listei esses troço tudo aqui mas não conferi nada. Confira o que abre e o que fecha nesse feriado, porque eu não fiz o meu trabalho direito!

Mas deixemos que zifio Hector aborde o assunto:

Campanha pelo fim do ‘Confira’

Por Hector Lima [27.11.2009]

Esses dias um de nossos colaboradores perguntou por que eu havia editado seu texto e mudado o “confira” pra “veja”. Essa é uma questão que estou pra abordar faz tempo aqui na Goma, e vivia adiando pra não parecer chato nem metido, mas é algo importante para a saúde e o bem estar da população – então vamos lá:

Pare de usar o verbo CONFERIR no imperativo.

“Tá maluco, Hector?” Sim, maluco de amor pelos meus olhos e ouvidos. Eles sangram toda vez que ouço ou leio o verbo “conferir” ser usado no sentido de “veja”, “leia” ou “olhe” e afins.

No Jornalismo em geral é muito comum ele ser usado assim. Na TV não tem um dia em que eu não ouça pelo menos uma vez. Nas mídias impressa e digital a mesma coisa, talvez mais ainda. Mas o verbo ‘conferir’ não tem esse sentido. Veja:

Conferir

v.t. Verificar, ver se está certo.

Comparar, confrontar.

Dar, conceder, outorgar (prêmios, honrarias).

V.i. Estar exato, conforme: a cópia e o original conferem.

Sinônimos de Conferir

certificar, confirmar, corrobar, reconhecer e verificar

Dizer confira o texto [as imagens, a matéria etc] é a mesma coisa que dizer verifique pra ver se está certo. E não é isso que você está querendo dizer, né? Você não quer que seu leitor \ telespectador \ ouvinte seja um conferidor de uma lista de itens. Quer que ele “veja” ou “leia” aquilo que você quer apresentar.

Se o seu mundo caiu, sua cabeça explodiu e o chão parece ter sumido abaixo de seus pés, mal aê. Mas é isso. ‘Confira’ não deve ser usado para dizer ‘veja’, mas infelizmente muita gente faz esse uso errado. Nossos irmãos d’além-mar concordam.

Momento Prof. Pasquale: tudo bem… o uso, mesmo errado, força informalmente que certos casos tornem-se aceitos porque a língua evolui conforme o uso, não conforme as regras formais. O uso sempre causa a transformação. Isso rolou com ‘suporte técnico’, ‘liga pro suporte’, que é uma tradução literal do ‘support’ inglês. O certo seria usar ‘apoio’, ‘assistência [técnica,em alguns casos]‘. Mas com o uso acabou virando o sentido comum e aceito.

No caso do ‘conferir’ isso também pode acontecer e eu sou a favor da informalidade sempre, do popular, isso você já sabia. Mas no caso do ‘conferir’ isso é tão feio que eu não resisto. Morre um animal em extinção a cada vez que algum jornalista fala isso na TV, ou escreve em algum texto. É frescura minha, sim, mas é mais forte que eu, me recuso a aceitar.

Assim como todo mundo parou de usar “risco de vida” e trocou pra “risco de morte” é muito fácil fazer essa mudança – só começar a usar do jeito certo. Então é isso: pare de usar “confira”, prefira usar “veja”, “leia” e afins. Até “óia” tá valendo. Seu público e a Goma agradecem.

Não precisa esculhambar, né?

terça-feira, agosto 16th, 2011

Não, né?

Tá certo que errinhos de digitação acontecem.

Tá certo que eu adoro relevar esses errinhos, até porque eu sou mestra em escrever esotu ao invés de estou, por exemplo.

Tá certo que esses errinhos são fruto de distração ou de correria, e não de falta de raciocínio.

Mas também não precisa esculhambar, né, Estadão?

(Agradeço ao Beto Mafra e à Silvia Kochen pelo aviso da tetéia)

A não ser, é claro, que a intenção do Estadão seja fazer um trocadilho. Pensando bem, nem assim. Fica feio prum… “órgão de grande penetração” como o Estadão, né?

O dia em que o jornalismo das Organizações Globo ficou melhor que Zorra Total

domingo, agosto 7th, 2011

(Sugiro que antes de ler este texto você estoure umas pipocas. Juro que vai ficar mais divertido! :D )

Eis que na noite deste sábado as esferas digital e real do Brasil foram sacudidas pela publicação dos Princípios editoriais das Organizações Globo. Fui ver de que se tratava. Dei boas gargalhadas, pois só fui me lembrando de comparar a teoria com a prática.

O… texto troço negócio documento tratado, pronto, o tratado! Enfim, o tratado é longo pra dedéu. Tá superbem escrito (nesse ponto pouco há para se falar das Organizações Globo, eles ao menos escrevem direito NÉ, FOLHA?.). Mas é de uma arrogância argentínica que causa muitos risos a quem o lê. E ó: vou tentar nem entrar em confusões e quiproquós de edição de último debate do Lula em 1989 ou de cobertura das Diretas Já e o povo não é bobo abaixo a Rede Globo blablabla whiskas sachê que é pra não partidarizar este blog. Porque, né? A gente inté tenta arrespeitá azidéia dos dotô filho de Roberto.

Enfim, vamos à primeira parte do texto que desbancou o Zorra Total, como muito bem lembrou o Caribé. Mas antes, minha cara de #cejura? ao ler o texto:

CEJUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA?

 

BREVE DEFINIÇÃO DE JORNALISMO [brevinha, brevinha! Só duas páginas!]

 

De todas as definições possíveis de jornalismo, a que as Organizações Globo adotam é esta: [rufar de tambores....] jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas [cejura? Olha, ficou bonito isso, viu? Deixa eu pensar só um cadim, então: monditroço que eu faço dentro de certos princípios e regras, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas? Então, deixa eu fazer um jornalismo global aqui: minha atividade é: analisar texto ruim, mal escrito ou contraditório. O seu texto escapou da primeira e da segunda. Mas caiu lindo e bonito no alçapão da terceira definição, zifio! Esse primeiro conhecimento produzido sobre esse texto daqui não foi dos melhores. Será que dá pra melhorar a situação? Prossigamos, pois!]. Qualquer fato e qualquer pessoa [Aimeudeusdocéu! Qualquer, qualquer, qualquer? Cejura que é qualquer? Tipos: moradores de favelas de são Paulo que vira e mexe encaram um incendiozinho doido no local? Ou, quem sabe, uma subcelebridade na fila do caixa eletrônico?]: uma crise política grave, decisões governamentais com grande impacto na sociedade, uma guerra, uma descoberta científica, um desastre ambiental, mas também a narrativa de um atropelamento numa esquina movimentada, o surgimento de um buraco na rua, a descrição de um assalto à loja da esquina, um casamento real na Europa, as novas regras para a declaração do Imposto de Renda ou mesmo a biografia das celebridades instantâneas.[aaaahhhh, viu só? Qualquer é qualquer, mesmo!]

Vamos então a um exemplo prático do que um veículo das Organizações globo entende por jornalismo?

 

Definição de jornalismo para as Organizações Globo


[Duvida de mim? Então, clicaqui que você vê que eu não tô inventando nada! Mas voltemos à (cof, cof) brilhante (cof, cof) definição de jornalismo desse compêndio das definições ululantes]:

O jornalismo é aquela atividade que permite um primeiro conhecimento de todos esses fenômenos, os complexos e os simples, com um grau aceitável de fidedignidade e correção, levando-se em conta o momento e as circunstâncias em que ocorrem. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade. [Pois não! No caso ilustrado acima, então, ficou faltando uma análise mais precisa, sabe?

- O que Preta Gil foi fazer no caixa eletrônico? Sacar dinheiro? Por quê? Ela consultou o extrato? Retirou folhas avulsas de cheques? Refez seus investimentos? Mas a pergunta que eu realmente faço é: o que me interessa a relação de Preta Gil com o caixa eletrônico? Ou: em que o relacionamento de Preta Gil com uma máquina vai interferir na minha vida? Porque quem definiu esse texto como jornalismo foram vocês, não fui eu!]

Antes, costumava-se dizer que o jornalismo era a busca pela verdade dos fatos. Com a popularização confusa de uma discussão que remonta ao surgimento da filosofia (existe uma verdade e, se existe, é possível alcançá-la?) [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo] , essa definição clássica passou a ser vítima de toda sorte de mal-entendidos [como diria o Tutty Vasques: ô, raça! Bando de desocupado que fica atrás do jornalismo dos outros tentando apontar contradição, né? Melhor nem dar bola pra esses inúteis!]. A simplificação chegou a tal ponto que, hoje, não é raro ouvir que, não existindo nem verdade nem objetividade, o jornalismo como busca da verdade não passa de uma utopia. É um entendimento equivocado [Cejura? Por quê?]. Não se trata aqui de enveredar por uma discussão sem fim, mas a tradição filosófica mais densa dirá que a verdade pode ser inesgotável, inalcançável em sua plenitude, mas existe [nós é que não somos competentes pra chegar até ela, né? Mas espere! Nós temos as Organizçaões Globo que fazem isos pra gente! Zás! Que marravilha!!!] ; e que, se a objetividade total certamente não é possível, há técnicas que permitem ao homem, na busca pelo conhecimento, minimizar a graus aceitáveis o subjetivismo [Tô dizendo! Vocês são todos uns iluminados! Mas eu sou obrigada a perguntar só um trocinho aqui: qualquer coisa sobre qualquer pessoa é a verdade dos fatos? Como se dá isso: Ixplica?].

É para contornar essa simplificação em torno da “verdade” que se opta aqui por definir o jornalismo como uma atividade que produz conhecimento [aaaaaaaaaaaahhhhhh, saquei! Que se dane a verdade! O importante é como a gente fica sabendo das parada!]. Um conhecimento que será constantemente aprofundado, primeiro pelo próprio jornalismo, em reportagens analíticas de maior fôlego [E eu aqui elogiando o texto! Esse negócio de reportagem com fôlego vocês aprenderam com a Folha de SPaulo, né? Contrataram o mesmo personal trainer deles pra dar fôlego às histórias? Porque, né? A tendência é essa! Personal trainer nas reportagens e publicações jornalísticas para dar mais fôlego e agilidade! Taqueopa....] , e, depois, pelas ciências sociais, em especial pela História. Quando uma crise política eclode, por exemplo, o entendimento que se tem dela é superficial, mas ele vai se adensando ao longo do tempo, com fatos que vão sendo descobertos, investigações que vão sendo feitas, personagens que resolvem falar. A crise só será mais bem entendida, porém, e jamais totalmente, anos depois, quando trabalhada por historiadores, com o estudo de documentos inacessíveis no momento em que ela surgiu [E aí vem a vergonha alheia: Como é que aqueles manés daquele jornal puderam escrever esse bando de baboseira a respeito da economia? O que passava pela cabeça daquela moça de cabelos indomados que tinha coluna no jornal e na TV? Será que ela não percebia que tava falando besteira? Ela tinha trauma de marola?]. Dizer, portanto, que o jornalismo produz conhecimento, um primeiro conhecimento, é o mesmo que dizer que busca a verdade dos fatos, mas traduz com mais humildade o caráter da atividade. E evita confusões.[para tudo que quem não entendeu nada agora fui eu! Lá em cima vocês diziam que é melhor dizer que  o jornalismo produz conhecimento. Depois, vocês ponderaram que não é bem assim, que ele também é a verdade dos fatos. Aqui vocês concluem que produzir primeiro conhecimento é buscar a verdade? Misturou tudo na coqueteleira e mandou ver? Pô, ao menos bota um runzinho aí pra dar liga, né?]

Dito isso, fica mais fácil dar um passo adiante [Malvados! Tacaram rum no texto e querem que eu saia andando! OK, vamos lá, eu sou uma lady!]. Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar [Manual de funcionamento de máquinas e aparelhos entram nessa definição?] . O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica [Tá. E vocês se inserem em qual definição? Aceito a resposta do press-release e a resposta sem hipocrisia! Prometo identificar as duas adequadamente!] . Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda [Cejura? Cejura? E qual é o partido das Organizações Globo? Deixa ver... é um partido que acha que o Chávez não presta, que o Lula não fez um bom governo, que a Dilma é faxineira e que o Jobim é um gênio da raça. E um partido que acha importante o fato de Preta Gil sacar dinheiro no caixa eletrônico! Puxa, ficou difícil traçar uma linha político-ideológica, né?] . Algo bem diverso de um jornal generalista de informação: este noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas. Produz conhecimento. As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar.[Cejura? Mas cejura mesmo? E ao produzir esse conhecimento, não haveria a necessidade comercial de vesti-lo com um viés consumível? Quer dizer, não seria importante tornar a notícia interessante e sedutora ao público? Ou não existe isso de o jornal ser um produto comercial? Iiiiihhhh, confundiu tudo agora, né?]

É claro que um jornal impresso, uma revista, um telejornal, um noticiário de rádio e um site noticioso na internet podem ter diversas seções e abrigam muitos gêneros: o noticiário propriamente dito, os editoriais com a opinião do veículo, análises de especialistas, artigos opinativos de colaboradores, cronistas, críticos. E é igualmente evidente que a opinião do veículo vê a realidade sob o prisma das crenças e valores do próprio veículo [Epa! Um veículo tem crenças e valores? Uai, mas lá em cima você disse que só partido político que tinha esses troço daí... num tô entendendo mais nada! Quer dizer, então, que um partido ter opinião e ideologia é propaganda, mas um veículo ter opiniões e crenças e valores é válido, e essas opiniões, crenças e valores são sempre e inquestionavelmente melhores do que as deste ou daquele partido político? Então, vocês são o quê? Semideuses? Também quero essa carteirinha! Onde consegue?]. Da mesma forma, um cronista comentará a realidade impregnado de seu subjetivismo, assim como os articulistas convidados a fazer as análises. Livre de prismas e de vieses, pelo menos em intenção, restará apenas o noticiário. Mas, se de fato o objetivo do veículo for conhecer, informar, haverá um esforço consciente para que a sua opinião seja contradita por outras e para que haja cronistas, articulistas e analistas de várias tendências. [Aham, Rodrigo Vianna! Senta lá!]

Em resumo, portanto, jornalismo é uma atividade cujo propósito central é produzir um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas.

Aguardem para os dias vindouros as análises dos outros pontos do compêndio. Esse foi só o preâmbulo!

Inda perco o dedo com um título desses…

terça-feira, julho 26th, 2011

Digo duas coisas:

1- Adoro ler revista de fofocas. É minha leitura preferida no salão, onde faço minhas unhas.

2- Se sou eu que pego um troço desses, desavisada, no salão de beleza, sou capaz de processar a publicação que cometeu o título daí de baixo. Meu surto ao ver esse título vai ser tão assustador que, sem querer, a manicure pode cortar meu dedo fora! /o\

Não sei qual publicação cometeu esse título. A foto foi enviada pela @drispaca via Twitter.

E obsessiva se escreve assim. Não me venham com a história de mas e a reforma ortográfica, Madrasta, porque o alicate tá aqui pertinho…

Dilma é presa mas não grava depoimento para novela do Sílvio

sexta-feira, julho 15th, 2011

Eparrê-iansã! Hoje as amebas surtaram!

Pô, já é o TERCEIRO POST NUM SÓ DIA! Cristorrei me dê Fendi!

Porque, né? Em dia de surto de ameba escrevente, a Folha tem que marcar presença, né? Hoje, vamos de coluna Outro Canal. Gentilmente enviada pelo Cardoso.

Uma das notas informa que o SBT não vai mais exibir depoimentos reais na novela Amor e Revolução e ninguém sabe o porquê blablabla whiskas sachê. Tudo seria apenas mais uma SBTice, mas aí vem a Folha e rouba a cena do nonsense bem no último parágrafo:

Vale lembrar que na época da estreia de “Amor & Revolução”, em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff (PT) entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou nada para a novela.

Ô frasezinha infeliz, viu?

Não seria melhor dizer:

Dilma era militante política e chegou a ser presa na época da ditadura militar, mas não gravou nada para a novela. ?

Custa ser um pouquinho mais claro, custa?

E não me venham falar de espaço para o texto, porque a coisa foi publicada no blog, essa desculpa de espaço non ecziste!

 

 

PIG faz de tudo para acabar com a credibilidade de Rodrigo Vianna

sexta-feira, julho 15th, 2011

É. Também achei. Ficou super sensacionalista e tendencioso esse título, né? Mas me diga uma coisa: você começou a ler esse texto por causa do título? Então não reclama, continua a ler e aprenda a manipular informações, ó ameba:

Tava eu aqui quieta no meu canto, cabando de ver o último capítulo de Vale Tudo e quase desligando o computador quando bato ozolho num pio que a Li mandou. Clico no link em questão e me dou de fuça com essa coisa lheeeaaannnda daí, que já deve ter sido remendada pelos revisores pouquinha coisa mais atentos (ainda que a prova tenha sido guardada para toda a eternidade pelos deuses do print-screen):

Quer dizer, eu vi o título e pensei na hora: ah, foi pressa de digitar, daqui a pouco tá corrigido. Não é despendem, é despedem!

Mas aí eu vi o nome do autor da tetéia (com acento, não me mexam nesses acentos que eles valem até dezembro!) é hórmônio homônimo do muso escrivinhador blogueiro progressista ex-globo-atual-record, enfim, do Rodrigo Vianna. (um fofo esse menino, mexeu no meu texto e ficou ótemo. Bom mesmo seria se o texto tivesse sido publicado na carta principal e não como moçãozinha, porque né mas estou me desviando do assunto deixa isso prá lá.)

Se ao menos o zifio que foi ver o bruxo de Hogwarts soubesse escrever que nem o hormônio homônimo-muso, isso não teria acontecido.

Mas e aí, amebas? Entenderam como manipular informação?

O dia em que a Folha resolveu analisar a velocidade dos imóveis

domingo, julho 10th, 2011

Bosta, viu?

Tava toda contente aqui de voltar aos braços do Álvaro e tals, e planejava deixar Álvaro aqui nosencima do blog por um bom tempo, aí vem a Folha e fode com os meus planos.

PORRA, FOLHA!

Porque, né? Esse jornalzinho pede pra vir parar aqui pra ser exorcizado!

Senão, me digam: qual outra publicação da língua portuguesa consegue juntar as palavras imóvel e velocidade numa mesma frase com tamanha idiotice imbecilidade babaquice imprecisão maestria ?

Aí, você se pergunta: O imóvel tá andando mais devagar? Mas ora raios, ele não é imóvel, como ele se move então?

Ou então: Poxa, o imóvel é novo mas já vem com defeito no motor?

Ou ainda: Será que o Detran baixou norma pra reduzir a velocidade dos imóveis?

e eu respondo: não, ameba! É a folha que não sabe fazer títulos!

PORRA FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!

AGORA VAI E PROCESSA O LINO BOCHINNI, VAI!

Taqueopa….

 

Muito bem lembrado por um encosto via Twitter: o subtítulo segue a linha antológica (=lógica da anta)  do título: As unidades (…) são vendidOs.

Fiquei tão passada com o título que nem vi a merda do sub…

Valeu pela dica, Francisco!

Cosplay de vilão da DC Comics confunde Humberto Gessinger com Chico Buarque pra falar mal de Lula e Dilma

segunda-feira, julho 4th, 2011

É, eu sei. Ficou um pouquinho sensacionalista esse título daí de cima, né? Mas deixa que eu gostei!

Os deuses e os encostos do Twitter me tiraram do descanso dominical para denunciar um texto escrito por um cara chamado Kléster, que fala mal do Chico Buarque. Depois de lavar louça, ver filmes, fazer nada e cuidar da minha vida (porque eu tenho mais o que fazer, nada inclusive), resolvi dedicar um tempinho de nada de minha preciosa vida para ler o texto.

Tá bem escrito o troço. Mas dá pena dos argumentos, coitado. Parece que Nossa Senhora da Interpretação de Textos esqueceu-se desse filho dela, viu? (ou será que foi esse filho dela que se esqueceu de Nossa Senhora de Interpretação de Textos, e nunca rogou por ela?)

Enfim. A sensação que deu é que o zifio em questão confunde Chico Buarque com Humberto Gessinger. E acha que Chico Buarque rima que nem Luan Santana. Viram como ele foi mesmo esquecido por NS da Interpretação de Textos? Coitado, né?

Mas leiam aí o texto do quiproquó da semana. Ele foi copiado da versão impressa do jornal da Tarde pelo dileto ectoplasma suíno Cid Cancer, neste post aqui:

“O Chico é chato, com “C” maiúsculo.
O filhinho-de-papai que fez fama como herói da democracia lança novo CD [O filhinho de papai em questão tem quase 70 anos, mas deixa pra lá] . Com as melodias lerdas de sempre.[ô, Kléster, se vc acha isso,eu respeito tua opinião, oras!]

Você gosta de Chico Buarque? É provável que sua resposta tenha sido “sim”[é, foi!] . Agora, me diga três músicas dele que você adora [todo o sentimento, Valsinha, homenagem ao Malandro, feijoada completa, Até o fim, pedçao de mim, construção, meu caro amigo ih! Só três? Desculpa...]. É provável que você não saiba. E sabe por que? Porque todo mundo diz que gosta do Chico, mesmo sem saber cantar uma música dele do começo ao fim [quer que eu cante, Kleyson? eu sei cantar todas! À exceção de Pedaço de mim, que não consigo cantar porque a letra me faz mal - mas isso não significa que a letra seja deplorável!].
Dizer que gosta do Chico é cult [cult de quem? Desculpa, o trocadilho foi inevitável, kléber!] . Quem não gosta do Chico é burro, ignorante, não entende nada de música [Meu marido não gosta do Chico. Nem por isso é burro. Tudo bem que eu já vi uma "colega de trabalho" do Sílvio Santos no Qual é a Música ouvir A Banda e, na tentativa de adivinhar o cantor, perguntou: é a nova do Daniel? Mas, de novo, deixa prá lá. Mas você dizia...?]. Pois pode me colocar no segundo grupo. Eu acho o Chico muito Chato, assim mesmo, com “C” maiúsculo. O nome dele deveria ser Chato Buarque de Holanda.[Olha, Kluster, tem algumas músicas dele que realmente são um pé no saco...]

Antes de continuar, vamos deixar uma coisa clara. Eu reconheço a importância do trabalho desse indivíduo para a música brasileira. Reconheço que ele já escreveu algumas canções até boazinhas[Cejura, Klóvis? então tá bom!] . Mas o cara é chato demais. Repetitivo, cansativo, sofre de uma carência absurda de criatividade, o que, pra um artista, é – ou deveria ser – fatal. [repetitivo? NAONDE? Chico já compôs chorinhos, valsas, sambas, sambas-canção, bossa nova... ele repete exatamente o quê? E as letras dele falam sobre maridos traídos, mulheres traídas, mães que perderam os filhos, ppaixões arrebatadoras, causos de cidade pequena... NAONDE que tá a repetição, zifio? Se você quiser chamar Chrissie Hynde de repetitiva, eu até entendo - e concordo. E olha que sou mais fã de Chrissie Hynde do que de Chico Buarque. Mas Chicovsky realmente tá longe de ser repetitivo, viu, Keirrisson?]
No caso do Chico, ele leva na boa, porque o brasileiro é muito besta e engole o que ouve sem pensar[er... se você engole alguma coisa é porque você comeu essa coisa. Troços ouvidos são troços assimilados, compreendidos, aceitos.... mas não engolidos, tá, Klébster?] . É como dizer que gosta do Chico sem saber cantar uma música sequer do cara [ô, Kleivisson, eu pensei que você já tinha superado o trauma de não saber cantar chico Buarque!] . E por que eu tou falando tudo isso agora? Porque o Chato Buarque acaba de colocar na internet a primeira música de trabalho de seu novo disco. A canção chama Querido Diário – quanta criatividade – e tem aquela mesma melodia de sempre, cansativa, enfadonha, capaz de transformar qualquer festança num velório[ Vamos por partes: Chico Buarque não é pra dançar em festa. O nome disso é bate-estaca / pagode de merda / axé irritante / sertanejo cantacorno. Chico Buarque é para se escutar, assimilar, compreender, pensar, e botar pra tocar no rádio do carro e cantar, por exemplo. é para se ouvir baixinho enquanto se conversa com amigos inteligentes. Mas obrigada pelo aviso! Joguei no google e achei a música em questão. Sério que você não entendeu o porquê do título? Nem o conteúdo da letra, Klingston? (suspiro)]
Piores do que a melodia, só mesmo a voz de taquara rachada do cantor [OK, aqui eu concordo. Chico não canta bem.] e a letra medonha [cejura que cê vai insistir na história de que não entendeu a letra? Medonha por quê, Klarckson?]. Entre outras aberrações, Querido Diário tem como forçar a barra pra rimar “trama” com “flama” [mizifio, vou acender uma vela pra você e encomendar sua alma a nossa Senhora da Interpretação de Textos! Você acha que Luan Santana seria capaz de escrever desejo-me em flama, Klobertson? Cejura? Mas cejura mesmo? e você acha que trama com flama foi forçar barra aí? Vc NÃO ENTENDEU A LETRA?!?!?!?!], outra rima digna de Luan Santana (“carinho” com “sozinho”) e a estupidez extrema de falar em “amar uma mulher sem orifício”. Poesia de borracharia perde.[Serião. Agora deu pena. Senta aí que eu vou te explicar a letra porque você NÃO ENTENDEU: antes de "amar uma mulher sem orifício" vem o verso "Por uma estátua ter adoração". Portanto, temos "por uma estátua ter adoração - amar uma mulher sem orifício". Isto significa que a mulher sem orifício em questão é a estátua, a imagem de uma santa, ou seja, uma mulher a quem ele deva amar sem contato carnal, entendeu, Klarrison?
Mas quem vai dizer isto ao grande Chico? Ninguém. Até porque o Chato Buarque de Hollanda teve uma vida duríssima, combateu a ditadura militar, sofreu no exílio... quer dizer... isso é o que ele apregoa aos quatro cantos, né?
A história real é outra [Peraí! Você não gosta do chico, não gosta das letras dele, e agora vai achincalhar a vida dele? Você vai me obrigar a te citar Tutty Vasques, zifio? Aliás, aproveita e lê esse texto que eu linquei. ele desenha tudo o que você não conseguiu entender, Klibster!]. Na verdade ele é um burguesinho de marca maior [OK, ele nunca penou na vida. Mas o que exatamente você quis dizer com burguesinho, oh, Klackstone?] . O pai dele era o Sérgio Buarque, um historiador e jornalista, e a mãe a pintora e pianista Maria Amélia. Quando o Chico tinha 9 anos, o pai dele foi lecionar na Universidade de Roma. E lá foi o Chiquinho viver na dureza da capital italiana. Como todo filhinho-de-papai que se preze, ele nunca demonstrou muito gosto pelos estudos. E sempre quis ser rebelde.[iiiihhh... o diagnóstico já foi feito pelo Tutty Vasques...]
Ainda adolescente e já vivendo em São Paulo, furtou um carro pra fazer arruaças. Foi parar na cadeia. Mas o papaizinho logo tirou o moleque do xilindró[puxa! num sabia dessa! Rock'n'roll dos bão, hein?] . Aos 19 anos, foi estudar arquitetura na USP. Mas não se formou: só teve saco de ficar por lá 2 anos. Riquinho como sempre foi, sabia que não precisava estudar para ter a vida que queria.[Bem, até aí você tá contando a história de 250% dos músicos deste país e do mundo! Renato Russo largou a escola e virou.. er... Renato Russo; Chico Buarque largou a escola e virou... er... Chico Buarque; Zezé de Camargo e Luciano largaram a escola porque não podiam mais estudar e viraram... cê já entendeu, né, Klingon?]
Quando os militares tomaram o poder no país, ele começou a fazer músicas criticando o regime. Aí, vem a melhor parte: o tão aclamado exílio. Meu amigo, isto é lorota. O exílio do Chico foi imposto por ele mesmo. Vendo os militares capturando e torturando quem não aceitava o regime, o indivíduo, aos 25 anos, não queria se arriscar no Brasil. Colocou o rabinho entre as pernas e se mandou para a Itália. Fala sério. Pra Itália? Até que eu queria um exílio desse!! Se exilar no Congo ninguém quer, né?[ele falav afrancês, tinha amigos nazoropa, ia fazer exatamente o quê na África? Faltou-lhe uma certa vocação missionária, é isso que você quer dizer, Klister?]
Daí, depois, ele voltou pro Brasil e ficou posando de herói da democracia. Mas quando a podridão do Governo Lula, que o Chico apoiou, veio à tona, o Chato Buarque ficou calado, como todo burguesinho petista. Daí, como agradecimento, o Lula colocou a irmã do Chico, a Ana Buarque, pra ser ministra da Cultura. Sim, o Lula. Ou você acha que a Dilma decide algo sem consultar o chefão? A não ser que você seja do time que acha o Chato Buarque um grande artista. Nesse caso, você é capaz de acreditar em tudo.’’[POOTAQUEPAREEOOOO!!! Quer dizer que você me tgrouxe até aqui pra falar mal de Lula e Dilma, Klubster?!?!?! então Chico não presta por causa do Lula e da Dilma?

 

Olha, me deu vontade de fazer um texto enaltecendo Chico pra desancar Lula e Dilma. Licença que eu vou pegar fiote na escola e já volto pra escrever esse troço!

(P.S.: digamos que Chico Buarque leia o texto do Klogster. O burguesinho filhinho de papai vai:

(  ) Perder noites de sono

(  ) Chorar

(  ) Beber pra esquecer

(  ) Fazer nada

Eu aposto na terceira opção. Mas só no primeiro verbo: Chico buarque vai beber. Porque Chico Buarque bebe. Ponto. :D

Eu digo basta! – blogagem coletiva

domingo, junho 5th, 2011

O Objetivando Disponibilizar é um blog sobre textos mal escritos e erros de português. A princípio, não teria motivos para participar de uma blogagem coletiva a favor da amamentação e contra estupidezes de machinhos pseudo-engraçados.

Mas eu encontrei uma ligação entre este tema e a blogagem. Tio Antônio, faz favor! O que é misoginia?

n substantivo feminino
1 ódio ou aversão às mulheres
2 aversão ao contato sexual com as mulheres

Pois Marcelo Tas e seus colegas do CQC estão sendo acusados de serem misóginos. Por quê? bom, por causa distodisto.

É ridículo ver como os homens não sabem se comportar diante das mulheres. Insistem em achar que, se elas não lhes servirem de colírio para os olhos, como objetos inanimados, sem opinião e sem ação própria, têm mais é que ficar em casa, e amamentar seus rebentos de forma privada. Afinal de contas, amamentar em público é muito chocante! (O_o).

Patético ver que eles não acompanharam a evolução da sociedade. Patético notar que esses seres não conseguem perceber a mulher de outra forma que não um objeto sexual, sem direito a opinião, raciocínio, inteligência, nada. Devemos nos limitar a satisfazer o prazer deles, e ai de nós se ousarmos pensar ou fazer algo diferente.

Seremos execradas. Seremos achincalhadas. Seremos vilipendiadas. Seremos ridicularizadas. Enfim, seremos excluídas.

Nossa independência, inteligência, atitude, capacidade de ter opinião própria lhes causam medo. Eles só conseguem conceber mulheres-objetos, lindas e prontas e lhes saciar os desejos sexuais (que eu não sei se devo classificar de primitivos ou de primatas. Temo faltar com o respeito aos macacos e gorilas). Isso lhes causa medo – daí a misoginia.

E vamos párar com esse textinho lindinho porque quem tá falando aqui é um bruxa, porra.

Quem Rafinha Bastos, Marcelo Tas e cia. pensam que são para determinarem que mulher não pode amamentar em público? Afinal de contas, quem decide isso somos nós, mulheres?

Ou é a fome de um bebê inocente, que nada tem a ver com a falta de noção de seja lá quem for? O bebê, aliás, é quem vai determinar se quer se alimentar em público ou num lugar mais calmo e reservado!  Se o bebê quiser no meio do vão do Masp, ótimo! Vai ser lá mesmo! Mas se ele preferir um local mais silencioso, calmo e escurinho – isso é decisão do bebê. Acreditem, bebês são capazes desse discernimento.

Seio só serve pra deixar paus duros? Qualquer outra aplicação é execrável e deve ser proibida e reprovada em público?

Eu poderia entrar naquela história de homens brancos cristãos heterossexuais e seus pontos de vista dominantes e machistas e etc e tal, mas a Lola sabe falar disso com muito mais precisão e maestria do que eu.

Na verdade, eu venho aqui mui humildemente (cof, cof, cof) oferecer aos machinhos do CQC um workshop de humor.

Porque, né? Eles acham engraçado comparar um mamilo a um rocambole! (Oi?)

Ou, então, dizem que mulher que gosta de pôr o peito pra fora pra amamentar é mulher feia que não tem seio, tem teta! (Que ano é hoje?)

Caros membros do CQC, é o seguinte: eu criei um personagem há alguns meses, a Doriana. Ela é a mãe perfeita, que vive num comercial de margarina. (Preciso explicar a piadinha pra vocês ou vocês conseguiram entender? Num tem sexo nem depreciação do outro, daí o meu receio de que vocês não tenham compreendido….)

Enfim, a Doriana vive num comercial de margarina e é a mãe perfeita. Por ser absolutamente perfeita, ela amamenta, porque mãe que é mãe amamenta. Sempre.

E seu discurso pró-amamentação faz rir quem realmente entende do assunto e pratica o ato de amamentar:

“Meu irmão foi amamentado antes de fazer a prova de direção, e foi aprovado de primeira! E tem gente que acha que amamentar não faz bem!”

“Na semana seguinte, meu irmão foi amamentado antes da entrevista de emprego, e foi contratado! E tem gente que acha que amamentar não faz bem!”

“Nossa, me estressei tanto com minha mãe agora! Ela queria levar minhas filhas na esquina pra tomar sorvete sem a minha presença! Fiquei tão nervosa e chorei tanto que ela me ofereceu o peito pra eu me acalmar um pouco! Ainda bem, viu?”

A Doriana quase não fala em sexo.  Não precisa. Já existem estereótipos suficientes no ato de amamentar e no discurso pró-amamentação e pró-mães perfeitas. É só exacerbar tudo e trabalhar o discurso.

Se vocês fossem menos tacanhos (ou, pelo menos, fizessem realmente parte desse momento tão importante da vida de uma mãe e um bebê) teriam se dado conta de detalhes curiosos e mesmo risíveis do dia a dia de uma lactante. E daí saberiam fazer piadas engraçadas a respeito. Fico aqui a imaginar (e lamentar) que tipo de pais vocês são.

Seu colega (em tacanhez) da Folha de SPaulo comparou amamentação com masturbação. Sério, eu ainda não consegui relacionar uma coisa à outra. Que que tem a ver alimentar um bebê em público com proporcionar-se prazer em público? Ah, é porque a visão do seio deixa os homens excitados, e masturbar-se em público também é excitante? Isso é engraçado? Cejura? Mas é curioso, porque eu sempre entendi que boas piadas não precisam ser explicadas e… eu realmente consegui estabelecer uma lógica nessa piada? É pra rir disso? quer dizer, então, que vocês homens héteros não conseguem desligar a paudurescência ao verem um peito de fora com a função de alimentar um filhote de gente?

Quer dizer, eu sou capaz de compreender a linha de raciocínio até de piadas racistas – não concordo, mas entendo o mote. Mas essa piada de vocês é pior que piada racista. Se é que isso é possível, viu?

Enfim, se alguém ainda não disse isso pra vocês, tá na hora de vocês entenderem que apelar à fórmula

sexo + padrões repressivos de beleza feminina + burrice feminina

é muito Balança mas não cai – e isso é tão século vinte que vocês deveriam se envergonhar de se acharem muderrrnos.

Enfim, apertem o F5*. Vocês estão mais de meio século ultrapassados.

 

(pra quem não usa PCs: a tecla F5 é o atalho do teclado em navegadores Internet para atualizar as páginas web exibidas.)

Os outros posts desta blogagem coletiva estão neste post do blog  Rede Mulher e Mãe

Os alvos negros

sexta-feira, junho 3rd, 2011

Cabei de receber esta historinha de uma dileta ectoplasma suína do sul do país.

Eis que ela editava seus infográficos e o colega lhe mostra o texto que os jornalistas (ô, raça! © Tutty Vasques) mandaram pros gráficos:

29% dos alvos são negros.

Oi? Os alvos são negros? Isso quer dizer que, necessariamente, os negros são alvos? Ou não? Mas por que os alvos enegreceram? Hein ? Os negros esbranquiçaram?  Quem disse eu? Eu disse eu!

Pena que a zifia que me disse isso é ectoplasma suína mas tem noção: consertou o texto.

Por isso eu fico devendo a vocês a linda imagem que nunca existiu do infográfico dos alvos negros. :D

[suspiro]

#numpresto #numvalhonada

 

*** ATUALIZAÇÃO***

Impressionante como essas coisas vêm até mim. A zifia fofoqueira daí de cima cabou de me mandar um tuíte com um adendinho dest’amanico à história do infográfico alvinegro…

É que o inforgráfico foi comprado de uma empresa de São Paulo… A FOLHAPRESS! QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Dá licença que eu vou incluir este post em mais uma categoria (a #PORRAFOLHA, claro!)

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