Arquivo pela categoria 'Assassinaram a lógica'

O advento do último dia de abril

sexta-feira, março 1st, 2013

Queridos encostos,

Vou ensinar um feitiço pra ninguém nunca mais errar a quantidade de dias de cada mês.

 

Façam assim:

1- Fechem a mão direita como se fossem dar um soco em alguém.

2- Agora reparem o “nó” de osso que liga os dedos à mão. e repare que entre dois “nós” de osso tem um “vale”.

3- Comece a contar janeiro a partir do nó do dedo fura-bolo, e fevereiro será contado no “vale” à direita.

4- O “nó” do mindinho é o mês de julho.

5- E agora, Madrasta, cabô a mão, o que eu faço? – volte pro nó do fura-bolo e conte de agosto até dezembro.

6- Todos os meses contados nos nós dos dedos têm 31 dias. Os meses dos vales têm menos de 31 dias (30 ou, no caso de fevereiro, 28 ou 29).

 

Agora, vamos todos fazer esse feitiço juntos pra exorcizarmos o 31 de abril do Correio Braziliense!

(Mas antes eu agradeço ao Constâncio Viana Coutinho, que compartilhou a teteia (sem acento) no Facebook)

abrilCB

Vambora, conta com a ajuda de todos! /o\

Querido Fantástico….

segunda-feira, fevereiro 4th, 2013

Você está fazendo isso MUITO errado…

(Via Maristela Alves, no Facebook)

fantastico

Anônima só que não

quinta-feira, novembro 22nd, 2012

Antes de mais nada, peço milhões de desculpas à pessoa que me enviou esta teteia. Eu fiquei empolgadíssima pra postar, mas estava enrolada, copiei a imagem no meu desktop e simplesmente me esqueci… E me esqueci de tudo: não só de fazer o post como quem foi o dileto ectoplasma suíno que me enviou a imagem!

Então, meu caro / minha cara: se foi você, manifeste-se, por favor! Autorizo-lhe, inclusive, a me dar algumas chibatadas… :D

Mas vamos ao que interessa:

Impossível não amar a imprensa brasileira, gente!

Essa coisa maravilhosa (por favor, refiro-me ao texto! A notícia é tenebrosa, credo-cruz!) que eu vou mostrar pra vocês veio da cidade de Viana, no Espírito Santo.

Acompanhem o drama:

A tia, Luciana Batista Moreira, de 32 anos, teve a identidade preservada. Só que não…

Parabéns aos envolvidos! \o/

A Essência do preconceito 2 – a missão

domingo, novembro 11th, 2012

A Veja desta semana superou-se no quesito vamos escrever bosta

O artigo de JR Guzzo tá… OK, vou me abster de comentar a qualidade desse troço. Vou PROVAR.

A Lele do Te dou um dado? atinou para um detalhe do texto:

 

Eu já havia feito isso com um discurso da Miriam Rios, há mais de ano, lembram?

Então, faço novamente. Vou substituir homossexual por negro; homofobia por racismo, e por aí vai. Todas as substituições estarão destacadas em negrito e vermelho.

Vou colar o texto original e o “adaptado” pra você poder comparar. E vou marcar como cortado partes do texto que citam casos factuais, nas quais a mera substituição não faz muito sentido, ainda que não perca de todo o valor (por exemplo: o texto fala do kit gay, e cita Oscar Wilde como homossexual, na substituição ele virou negro. A coisa não faz sentido, mas ainda assim ajuda a ilustrar. Nesses casos, cortei sem eliminar o texto. E olha que eu cortei pouco, viu?

Mas se você quiser desmerecer o texto pelo caminho mais fácil, faça como o Cardoso, e jogue a história da panela Tefal no Google.

Vamos lá?

Primeiro, o texto original, com os devidos destaques:

*****************

Parada gay, cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser homossexual era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o homossexualismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao homossexualismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit gay” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa gay” no país) fez insinuações agressivas quanto à masculinidade do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é gay, ou apenas pró-gay, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o homossexualismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas gay é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do homossexualismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida gay, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os homossexuais devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa gay tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade gay” é que a “comunidade gay” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento gay” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os homossexuais, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Tem opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas preferências sexuais – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade heterossexual” para agrupar os indivíduos que preferem se unir a pessoas do sexo oposto. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os gays como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os homossexuais, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “homofobia”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do homossexualismo, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa gay”. Ainda no mês de junho, na última Parada Gay de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “homofóbica”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os gays, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento gay serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Homossexuais podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “homofobia” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos gays, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da homofobia” é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a homofobia? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o homossexualismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os gays já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser homossexual; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, homossexuais iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas gays ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os homossexuais não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos gays, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de sexo.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

*******

Agora, o texto “adaptado”:

 

Parada negra , cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser negro era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o racismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao racismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit racial” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que gente de cor negra  é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa negra” no país) fez insinuações agressivas quanto à raça do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é negro, ou apenas pró-negro, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 [Obs.: Esse é o crime citado no texto original, referente à injúria. O crime de racismo é a  lei 7.716/1989, também conhecida como lei Caó, que tornou o racismo crime inafiançável]  do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o racismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas negros é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do racismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida negro, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit racial, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao racismo , e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os negros devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa negra tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade negra” é que a “comunidade negra” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento negro” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os negros, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Têm opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são sua raça – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade branca” para agrupar os indivíduos que não são negros. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os negros como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 negros foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os negros; é a violência contra todos. Os negros são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os brancos; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra negros? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os negros, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra racismo”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do racismo , como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa negra”.Ainda no mês de junho, na última Parada Negra de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de racista”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o racismo é considerado preconceituoso”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de negros, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de negros, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Negros se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas de duas raças diferentes podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os negros, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento inter-racial serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Negros podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar o racismo em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra negros que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos negros, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização do racismo é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com o racismo? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o racismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os negros já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser negro ; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, negros iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas negras ou projetos de lei contra o racismo, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os negros não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos negros, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de raça.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

 

Enfim. AVALIEM.

(Começo a sentir falta de uma categoria “Cejura?” aqui no blog. Da última vez que isso aconteceu, nasceu a “PORRA, FOLHA!” que, coitada, desta vez tem nada a ver c’a parada…)

E o ânus sempre acaba (mal) usado, coitado…

terça-feira, outubro 30th, 2012

Vergonha alheia. Mau gosto alheio. Falta de noção alheia. Tudo alheio. Inclusive a boa imagem do queridocliente. [suspiro]

 

Vou republicar este post de 2009. Só pra atualização.

Primeiro, fiquemos com o texto original de 2009:

 

Isto chegou-me no Twitter via Flávia Durante.

Não me canso de dizer aqui que amebice publicitária é sempre obra coletiva. O primeiro jênio tem a ideia, daí vem outro pra executar, outro pra apresentar ao queridocliente e duas ou três amebas-cliente para aprovarem a bagaça. Formação de quadrilha, portanto.

Não sei se  é o caso de compadecimento ou de vergonha alheia das amebas que inventaram essa coisa em forma de publicidade. Aliás, me digam se o queridocliente pagou para ter uma imagem positiva ou negativa nesse reclame(/expressãovelha), porque nem isso ficou claro. O que ficou claro, aliás, claríssimo, nessa obra, foi o palavrão. Que não seria de bom tom nem se a peça em questão tivesse como público-alvo a parada gay. Como se homossexual gostasse de agressão gratuita e de palavras de baixo calão só por ser homossexual…

[suspiro...]

E agora, a atualização tonitruante, com igual probleminha de separação inadequada de palavras, via João Márcio no Faceboook:

 

Conclusão:

Berra a cabra, berra o bode, sempre acaba sobrando para a região retrofuricular, como diriam os cassetas…

Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012

Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem um troço desses

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…)

Acuma?

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

Nessas horas só repetindo Didi Mocó, viu?

Olha aqui o que encontrei Facebook afora. Descrição de uma empresa:

 

Empresa oferece soluções inteligentes para a tomada de decisões na gestão de negócios e disponibiliza informações relevantes com dados atualizados que auxiliem na otimização dos resultados de negócios.

Não é vegetal, não é mineral, não é animal. É informática. Mas não sei se isso faz bem ou mal.

Também não sei se com essa descrição estapafúrdia consegue vender o borogodó dela.

Alguém tem ideia do que seja isso? (Eu chuto Data Warehouse. Um trem que poucos conseguem dizer pra que serve. Pior que o mineirinho da piada - quemcossô? oncotô? Proncovô?)

Aleluia!!!! \o/

quarta-feira, outubro 17th, 2012

Mais um milagre das redações! Conseguiu deixar viva uma sobrevivente!!!

E ó: ainda bem, viu?

Grávidas sobreviventes mortas, quando existem, costumam ser insuportáveis….

 

Um beijo pro jornal de Teófilo Otoni que nos brindou com tão maravilhosa pérola!

Subjuntivo, esse modo ignorado no prédio da Barão de Limeira

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Enviado pelo dileto ectoplasma Luis Alacarini via Fêicebúque.

Mais um daqueles posts no qual eu sei nem por onde começar. Vou tentar começar explicando alguns modos verbais.

Porque, né? Quando você quer contar uma ação que não avente dúvidas ou questionamentos, seu modo é o indicativo.

Como o próprio nome dá a dica, ele indica a coisa que rola/vai rolar/já rolou:

Eu sou

Fulano nasceu

Beltrana morrerá de curiosidade.

Mas se a sua praia for a dúvida, ou o exercício da probabilidade/adivinhação, o modo que se adequa às suas necessidades é o subjuntivo. Ele não denota certeza nem indica coisa nenhuma, apenas fala de possibilidades e devaneios:

Que ele nasça bonito (ele ainda não nasceu, nem se sabe se ele vai nascer. Mas, quando isso acontecer, que seja assim)

Se eu estivesse em Paris agora (não estou em Paris, mas bem que essa possibilidade podia rolar, né?)

Quando eu tiver uma Ferrari (no remoto ou improvável dia em que isso acontecer -feat. senta lá Cláudia)

 

Isto posto,

ALGUÉM EXPLICA ESTA MANCHETE DA FOLHA DE SÃO PAULO, CACETE?!?!?

 

Não é certeza que o servidor vá manter a greve. Ele pode manter ou não.

Quedizê: o servidor que MANTIVER a porra da greve vai ficar sem a bosta do reajuste.

 

NÉ, FOLHA?!?!?!

PORRA, FOLHA!!!

 

Vou mandar o subjuntivo invadir o prédio da Barão de Limeira pra detonar uma bomba gramatical lá dentro.

Ele vai entrar de sussa, pois ninguém dentro daquele prédio é capaz de reconhecê-lo, mesmo…

 

Da importância do acento agudo na leitura da Bíblia, ou: Senhor, não permitais que energúmenos leiam a Vossa Palavra!

segunda-feira, agosto 27th, 2012

 

E eis que o Pastor não sabe a diferença entre adultera e adúltera.

E se acha o fodão pra interpretar texto da Bíblia…

 

Por que ninguém me falou deste vídeo antes?

Só mesmo a Cíntia Nunes pra me enviar esta pérola…

 

O_o

Mombaça, uma cidade do… oi?

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Queridas Folha de São Paulo e France Presse,

 

A cidade do Quênia em questão é MombaSa, com um ésse mesmo.

MombaÇa, com cedilha, fica no Ceará:

 

 

E, pelo que Tio Google me contou, Mombasa (A) fica um cadim longe de Mombaça (B)

#Bjomeliga

 

 

 

Dorinha de mal com o verbo haver

quinta-feira, julho 12th, 2012

[suspiro]

Nada como uma bela escorregadela no Manoel (português) pra me fazer reabrir o caldeirão em grande estilo, néam?

Então, vamos analisar a tetéia (com acento, porque eu me apego muito aos acentos) recém-produzida pela Dora Kramer no twitter:

[outro longo suspiro]

Acho que vou fazer um postão que vai virar página especial, só com o verbo haver! Mas enquanto isso não acontece, vou contar um segredinho aqui:

Titicamente, quando o português ainda era um jovem e garboso mancebo e ainda tinha altas relações com o Latim, não tinha evoluído a ponto de criar um futuro do presente para seus verbos. (sabe como é, ele tentava passar de fase do game, mas morria antes, tinha que começar do zero, um saco….)

Daí que as pessoas usavam meique uma ameaça pra se referirem a um tempo que ainda estava por chegar. Mas pra isso, o verbo haver no presente do indicativo (antes que você pergunte: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão. Agradeça a  Tio Antônio!) frequentava geral as altas e baixas rodas da sociedade.

Então, como eu dizia, lá em priscas eras, nego dizia

Eu hei de chegar em sua casa amanhã / ele há de chegar em sua casa amanhã

Essa locução “haver + preposição de + [enfie aqui o verbo principal de sua preferência]  acabou trocando de ordem, e ficou assim:

eu [enfie aqui o verbo de sua preferência] +verbo haver, ou seja:  

eu chegar hei / ele chegar há  

daí pro

chegarei  / chegará

foi um pulo e um beijinho, beijinho, tchau, tchau pro agá.

O resto é história. E futuro do presente do modo indicativo.

Isto posto, a expressão a ser combinada com  [verbo enfiado de sua preferência] que terá valor similar ao da locução verbal ir+verbo no infinitivo (vou falar / vou fazer / vou acontecer) é a expressão haver de.

Isso, é claro, se você quiser deixar seu texto metido a besta – no que contarás com meu total apoio! Atoron! \o/

Então, Dorinha, sua linda, ou você cria rapidão um trocadilho com o verbo haver e esse verbo dar mal enfiado no seu tuíte ou você deleta seu post.

Mas eu já orei pros deuses do print-screen!

*******************

 ATUALIZAÇÃO ÉPICA:

Observação tão maravilhosa do Flávio aí embaixo nos comentários que eu tive que subir o que ele escreveu:

Pode ter sido erro de pontuação:
1. Reclamar de Kassab? Quem? A Dê? (pode ser alguma conhecida da Dorinha que gosta de reclamar)
2. Reclamar de Kassab, quem? A Dê.
3. coloque aqui a “aversão” de sua escolha…

*************

#Bjomeliga

Ah, Folha… ♥♥♥

terça-feira, junho 12th, 2012

É sempre assim, gente!

eu começo a me condoer que estou há muito tempo sem atualizar o caldeirão, e vem a Folha me brindar com suas folhices…

 

Desta vez, ela apresentou sem mais delongas seu verdadeiro eleito para o Banco Central.

Reparem:

♥♥♥ Fernando Henrique Cardoso, presidente do BC segundo a Folha. ♥♥♥

Tem coisas que só a Folha consegue fazer

quarta-feira, abril 11th, 2012

Sei nem por onde começar. Bom, deixa eu começar agradecendo ao Loyola que, além de produzir esse avatar fófis de Cudi Ampola que eu uso, ainda me manda coisas como a que estampará este post.

Gente, verdade seja dita: a capacidade da Folha de gerar posts para este blog tende ao infinito. E tenho que dar o braço a torcer: o jornal da Barão de Limeira tem todo um estilo próprio, intransferível e inconfundível pra fazer merda. E uma folhice é eterna, não prescreve.

Esta daqui, por exemplo, tem praticamente dois anos. Vamos acompanhar:

Homem que esfaqueou três em mercado de SP foi contido meia hora após ataque

AFONSO BENITES [faço questão de manter o nome do autor da teteia.]
DE SÃO PAULO

“Quem quer morrer?”, dizia o auxiliar de pedreiro que matou uma pessoa e feriu duas com uma faca de churrasco anteontem à noite num hipermercado de Guarulhos, na Grande São Paulo.[Tá. O texto até que começou legal. Eu distribuiria uns pontinhos no lugar das vírgulas que é pra dar pra respirar direito, mas isso realmente não vem ao caso. Próxima frase, por favor!]

José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro[Epa! Citou o nome do estabelecimento! Na boa, não havia necessidade. E, se o autor realmente fizesse questão de citar o local, que o fizesse de maneira mais formal, tipos: "o hipermercado Extra da avenida tal, no centro de Guarulhos], ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90) [.... e zás! Chegamos à nossa folhice em questão! Só tenho uma dúvida: isso aqui foi excesso de apuração ou jabá?].

Era dia de promoção –a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes)[RE-PI-TO: ISSO É EXCESSO DE APURAÇÃO OU JABÁ?!?!?!?!?!] . A loja estava cheia.

A primeira vítima foi o comerciante chinês Ding Yu Chi, 60, esfaqueado próximo à banca de tomates, ao lado da mulher. Sem motivo aparente, Araújo deu-lhe duas facadas na barriga. Afastou-se e voltou a esfaqueá-lo. Ao todo, desferiu oito golpes.

Ding andou por 30 metros e pediu ajuda. Seguranças disseram para ele se deitar no chão e esperar o socorro. Gemendo, no colo da mulher, dizia: “Não aguento mais”.

Uma poça de sangue se formou debaixo de seu corpo. Clientes começaram a gritar que um “maluco” tinha esfaqueado um homem. Seis mulheres desmaiaram.

A segunda vítima foi outro comerciante. Ele se deparou com Araújo, tentou fugir, mas foi ferido nas costas. Antes de fazer a terceira vítima (um fiscal do Extra atingido no abdômen), Araújo tentou esfaquear outro cliente, que jogou um carrinho de compras contra ele.

Pânico e correria duraram quase meia hora. “Quando começou a confusão, eu tinha acabado de passar minha primeira compra no caixa, às 20h41 [E ao chegar aqui nós percebemos que o zifio repórti peca por excesso, mesmo! O texto está muito bem escrito, com excesso de riqueza de detalhes!]. Quando acabou, eu terminei [Cejura que você terminou quando acabou? Que maravilha, isso, não? A conclusão que coincide com o término! Que grande revolução! Nego num pode elogiar muito um texto da Folha que eles vêm e pimba de novo, cacete!]. Eram 21h13″, disse a dona de casa Karina Marques, 31, exibindo o cupom fiscal com horários.

Um policial disparou dois tiros no meio da loja –mais gritos, mais pânico. Não o atingiram o agressor, que acabou detido pela PM.

A família de Ding estuda processar o Extra por omissão de socorro. Testemunhas dizem que ele sangrou sem parar na loja e só foi removido ao fim da confusão. Morreu ao entrar no hospital.

O Extra não divulgou cenas de câmeras internas. Em nota, informou ter “tomado todas as medidas cabíveis”. Também disse que acionou a PM, “lamenta profundamente o ocorrido” e se mantém “à disposição das autoridades”.

Preso, Araújo afirmou que era perseguido desde sua casa, em Guararema, a 40 km de Guarulhos, mas não disse quem o seguia. Segundo a polícia, ele não conhecia as vítimas. Na delegacia, disse não se lembrar de nada. Não parecia estar sob efeito de drogas nem alcoolizado.

A polícia ainda tem poucos dados dele. Só sabe que nasceu em São Bento do Una (PE) e nunca foi condenado. As outras duas vítimas passaram por cirurgias e não correm risco de morte.

 

O texto está realmente muito bem escrito. Tão bem escrito que eu aposto que o zifio era novo na Folha. Deve ter aprendido as manhas da redação e perdido toda a capacidade de escrever direito que Nossa Senhora da Boa ortografia lhe deu.

Mas aí eu fico pensando se esse jabá (Proposital? Inocente?) já não era um prenúncio ou, sem querer, uma compensação para o que aconteceria pouco mais de um mês depois

Enfim: PORRA, FOLHA!!!! SEU ESTILO DE FAZER MERDA É INIMITÁVEL, CACETE!!!!

UOL: criança não é humano

terça-feira, março 13th, 2012

Basta ver este título aqui:

A manchete

Crianças começam a testar remédio para combate à aids desenvolvido pela Fiocruz

foi dispensada porque, obviamente, criança é uma coisa, e humano, outra.

Sem mais.

Ecad, beijo na alma! ♥

sábado, março 10th, 2012

Depois desse quiproquó todo do Ecad de querer mas não poder e não entender o porquê de não poder cobrar direitos autorais de blog que enfia iutúbio em seus posts, eu só posso me manifestar com um post contendo um vídeo do iutúbio, néam? #numpresto #valhonada

Mas qual a música que melhor ilustraria esse quiproquó todo?

do lado dos blogueiros, acho que eu encontrei uma teteia que cai direitinho!

Vê se vocês concordam comigo: :D

Vou deitar e rolar

(composição: Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

Não venha querer se consolar
Que agora não dá mais pé
Nem nunca mais vai dar
Também, quem mandou se levantar?
Quem levantou pra sair
Perde o lugar

E agora, cadê teu novo amor?
Cadê, que ele nunca funcionou?
Cadê, que ele nada resolveu?

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Ainda sou mais eu

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Que deu no pira
E ficou sem nada ter de seu
Ela não quis levar fé
Na virada da maré

Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher?
Vou deitar e rolar

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Tragédia, homofobia ou redação de merda mesmo?

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012

Aí você lê um troço desses e começa a elucubrar o que realmente aconteceu:

1- Quem morreu no Hopi Hari foi um travesti

2- Quem causou a morte no Hopi Hari foi um travesti

3- @ culpad@ pela morte no Hopi Hari foi um@ travesti

4- A morte do Hopi Hari foi encomendada a um travesti, que falhou na missão

5- A morte se fantasiou de travesti e foi passearno Hopi Hari

6- Um travesti tentou acertar a Morte no Hopi Hari

7- Uol refere-se a travestis de forma politicamente incorreta

8- O redator das chamadas do Uol falhou vergonhosamente na redação desse texto

 

Nessas horas eu sempre me lembro desse trechinho do Pica-Pau:

Oi? quem disse?

Abram alas para a clichetaria aeciana!

segunda-feira, fevereiro 20th, 2012

Primeiro eu me deparei com um tuíte que comparava Aécio Neves a Odorico Paraguassu.

Bocejei.

Que saco, nego num segura as pontas mas nem no carnaval?

Aí eu achei este texto. Li até o quarto parágrafo e comecei a bradar a plenos pulmões: EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOOOOOOO! EU QUERO ESSE TEXTO DO AÉCIOOOOOOOOOOO!

E achei. O zifio minêro escreve às segundas-feiras para a (adivinha? Adivinha?) Folha de SPaulo (aêêêêêêêêê!!! Acertooooouuuu!!!!) e hoje, excepcionalmente, não escreveu sobre política, mas sobre carnaval. Ainda bem. Vou poder sacanear sem que nego me acuse de ser petista.

Antes de começar a exorcizar o texto aeciano, vou aqui celebrar o fato de Aécio tentar fugir da mesmice e aproveitar a coluna da segunda-feira de carnaval para escrever sobre… ah, tá. Carnaval. Vamos lá:

Carnaval

Segunda-feira de Carnaval. Escrevo na sexta anterior [Cejura? E nóis aqui tudo pensando que o texto é escrito assim, na hora em que a gente lê! Nossa, estou espantada em saber que textos impressos em jornais são escritos assim, com tanta antecedência!]  , antevendo [oração que começa com antever não se prenuncia boa coisa. Vamos acompanhar?] que o manto democrático da festa já terá descido sobre as ruas [GAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! CRISTORREIMEGUARDEEPROTEJAAAAAA!!! QUANTA CLICHETARIA!!!! E vamos combinar que manto democrático é de uma breguice sem par, né? Nada contra a democracia, mas imagens de mau gosto a ela atreladas deveriam ser proibiddas, por mais paradoxal que isto possa soar!].

[Agora vamos acompanhar a gênese de uma frase repleta de clichês que não traz nada de novo, nem informação, nem imagem, nada nada. Ó só:] Em uma mágica que nós, brasileiros, conhecemos bem, as asperezas do cotidiano [As asperezas do cotidiano! Cotidiano virou Bombril, Gemt!] terão sido colocadas em suspenso [terão sido colocadas! Subiu até o futuro e estagnou no particípio passado! (Ficou uma merda, mas não vamos chocar o douto senadô, né?] , ao ritmo contagiante [ritmo contagiante. Prá quê um texto sobre carnaval fala sobre Ritmo contagiante? é pra gente gritar BINGO!!! ?] da irreverência [irreverência é uma palavra useira e vezeira na mídia tradicional que quer dizer o seguinte: você se acha engraçadão, mas nego te acha um babaca e ridículo. Aí ele te chama de irreverente. Cuidado!].

Toda a alegria é bem-vinda [Cejura? Ah, olha que eu acho que não, viu? Alegria não é bem-vinda, não! Eu quero mais é saber de tristeza! Tudo a ver com carnaval! Num tô dizendo que esta coisa aqui é um desfile de clichês e lugares-comuns? Mas o que eu ainda não consegui entender foi por que o zifio gastou o espaço dele na Folha pra discorrer acerca do lugar-comum? Alguém me explica?], embora devam ser respeitados os que preferem utilizar esse momento para os ritos de recolhimento ou introspecção [<-- típica frasezinha de político que não pode ficar mal com ninguém, aí joga beijinhos pro bloco da alegria contagiante e pro abre-alas do recolhimento ou introspecção! Mas ele ainda não disse a que veio, por Momo!!!].

A verdade é que, por uma razão ou por outra, esses são dias que se descolam da realidade [Meu Deus! O que é isso?!?!?!?!!?] . Por isso, não serei eu hoje a insistir em falar dela, com seus abismos e contradições [O_O].

Muitos já se dedicaram a estudar o caráter simbólico do Carnaval[Olha, até agora só consegui perceber neste texto uma perfeita fonte para se brincar de bingo-clichê com o tema carnaval. A gente escreve num papel uma série de palavras tipicamente usadas em textos mal-escritos sobre o tema, e quem riscar toda a lista primeiro enquanto lê o texto tem que gritar BINGO!]. Lembro aqui o mineiro de Montes Claros, Darcy Ribeiro[Santos partidarismos, Batman! como fazemos para mencionar o pedetista e brizolista histórico Darcy ribeiro! Ora, Robin, não se desespere! Darcy ribeiro era mineiro que nem Aécio!], antropólogo e educador, militante incondicional da vida e do humor[e de bons intelectos também, não se esqueça]. Não por acaso um visionário [visionário = genérico pra elogiar alguém]  que, com a ajuda do traço do gênio Niemeyer, implantou no coração do Rio o palco do Carnaval que encanta o mundo -o Sambódromo, também pensado como um “escolódromo” para os demais dias do ano[Só eu que imaginei a cena de Aecinho no Sambódromo olhando pros derrière tudo das zifia sambadeira?].

Pois é, Darcy tinha o senso agudo da brasilidade[Senso agudo da brasilidade, é? Darcy tinha isso, é? E isso é bom ou mau? ] e perscrutou [pootaquepareeoo!!! Prá quê esse perscrutar, cacete?!?!?!, no Carnaval [Perscrutar no carnaval! Se tem uma coisa que nego não faz no carnaval é perscrutar! Que tudo seja bem superficial e acabe na quarta-feira de cinzas!], a ambiguidade dos desiguais provisoriamente iguais[E neste momento concretiza-se em palav ras e ideias o motivo do texto de Aécio Neves: jogar na vala do lugar-comum todo e qualquer estudo sociológico sobre o carnaval!], hiato ecumênico, porém insuficiente para todos os que lutam pelo sonho de um país justo [E neste segundo momento Aécio se torna um pungente exemplar do político lugar-comum que se vale dos clichês do carnaval para lembrar,  de forma ainda mais clichê, das mazelas do país pereré pão duro blablabla].

Ao toque do tamborim [queridos leitores: "ao toque do tamborim" é motivo para eu me retirar do local e de parar de ler qualquer texto. Mas como gosto muito de vocês, vou continuar por aqui!], acredito que ele [ele? Ele quem? Ah! O darcy? Coitado, cê continua a falar dele? Ah, então vamos ver...] era um dos que tratavam de trocar a reflexão pela festa. Mas, lá no fundo da alma de folião[O parágrafo começa com "ao toque do tamborim" e lá pelas tantas traz um "no fundo da alma de folião". De novo, leitores: só tô lendo por causa de vocês, hein?!?!!?] , devia permanecer doendo-lhe a clamorosa consciência [doendo-lhe a clamorosa consciência! Clamorosa consciência, gente!!!! O que é isso?!?!?!?!e esse troço ainda dói!!! paporra!!!!] acerca de [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Aécio é daqueles que acreditam com todas as forças que um texto elegante é aquele no qual todos os "sobre" são substituídos por "acerca de"? Ó, alguém avisa pro Aécio que "acerca de" cria um terrível cacófato que, no caso dele, beira a piada pronta?] uma sociedade partida ao meio[é com a alma lavada e enxaguada no mais limpo sabão em pó...], da desassistida solidão dos mais pobres [Desassistida solidão dos mais pobres! Mas é claro! Odorico Paraguassu feelings! , dos resquícios de uma exclusão herdada da escravatura.

Como já disse, não é hora de ficar resmungando sobre a realidade [Cejura? Ah, mas tava tão bom! só que ao contrário!] , nesses dias e noites em que o exercício de racionalidade [Exercício da racionalidade!!!!] abre alas para os adereços [Bingo! bingo! Bingo!!] da paixão e da euforia.

Rompida a alvorada da quarta-feira de cinzas[ Rompida a alvorada!!! Quedizê, ele não só usa e abusa dos clichês como ainda aplica os de mais mau gosto, é isso?], os nobres fictícios de tantas passarelas, sobre as quais escoam hoje país afora[Sério que ele escreveu isso? Sério que ele acha que isso é bonito? Sério que ele se acha sério?] , os cordões do Carnaval, irão, com justiça e razão, continuar reivindicando a construção de avenidas mais amplas e generosas, por onde passará um país mais digno e mais próximo daquele que os brasileiros merecem.[2012: antes do fim do mundo - mais que bem-vindo, diga-se de passagem- temos eleições municipais! Aê, candidatos, vamos alargar as avenida tudo, hein?]

Concordo com os que pensam que o Carnaval é um evento mais complexo do que parece. Acredito que sua diversidade e sua irreverência tantas vezes crítica não entorpecem, não iludem -pelo contrário, iluminam, revelam e expõem fantasias que não amortecem, mas desafiam a realidade[agora quem pergunta osu eu: o que pensa Aécio Neves sobre o carnaval? Ele já se decidiu?].

Esteja você onde estiver, bom Carnaval! E que depois dele possamos nos reencontrar com a nossa realidade mais alegres, mais solidários, mais dispostos a ousar e a sonhar [Tipos:ele tá deprê, mas respeita o seu direito de curtir o feriado. e avisa que, quando acabar o seu feriado, ele vai continuar a te despejar depressões. Vamos fugir, vamos?] . Porque disso também é feito um país: de solidariedade, de ousadia e de sonho[Cejura? Cejura? Cejura?]

A Aécio Neves, tenho um duplo recado multimídia.

O primeiro, uma aula de como fugir dos clichês e falar de carnaval e de mazelas históricas dos brasileiros. De um tal de Chico Buarque, não sei se você já ouviu falar. Presidente de honra do clube dos pegadores de mulé…

 

E a segunda, a ressurreição de Odorico Paraguassu, o exú que baixou nocê e te ajudou a parir esse texto.

Enfim, zifio, feliz carnaval procê também!

(E, como esse texto foi publicado na Folha, vai entrar na categoria PORRA, FOLHA! – por honra ao mérito!)

(P.S.: Num espalha, mas meu maior medo é descobrir que o Haddad também escreve assim)

 

Globo ponto com e a piada do… (pode falar judeu?)

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

A Cecília me mandou por e-mail um exemplo que me fez lembrar uma piadinha velha.

Diz que o judeu uia! Pode falar judeu? Sionista – não. Hierosolimita – não, isso é gente que nasce em Jerusalém enfim, o marciano Jacob liga pro jornal pra pôr um anúncio fúnebre:

- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.

- Pois não, quais são os dizeres?

- Sara morreu!

- Só isso? espanta-se o rapaz.

- Sim, Jacob não quer gastar muito.

- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.

- Então coloca: “Sara morreu. Vendo Monza 94.”

 

Por esse mesmo raciocínio, a Globo ponto com (lá embaixo, sob entretenimento) resolveu aproveitar ao máximo o espaço na chamada de capa pra uma reportagem do Ego (vocês sabem que eu amo o Ego, né? Esse site é um exemplo pra mim – só que ao contrário!) falar da Ana Furtado (quem? Sei lá! Só sei que usa botox, então deve ser subcelebridade!) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Tava falando desta chamadinha da home da globo ponto com:

Imagino o diálogo entre os autores da obra:

- Taca uma chamada da Ana Furtado na home! – diz o editor.

- Pô, e diz o quê? – retruca o estagiário Ih! Acho que é a primeira vez que eu consigo usar retrucar num texto meu, me deixa!

- Ah, diz que ela não comprou a vaga de rainha de bateria e diz mais alguma coisa qualquer aê! – Editores, esses seres amados ao contrário…

Ai lá vai o estagiário, dá uma passad’olhos no texto do Ego (porque nem estagiário consegue ler aquele troço inteiro) e taca:

- Pô, sobrou espaço pra mais de 10 caracteres, que que eu faço? – pensa (é, o MEU estagiário pensa. Só de vez em quando, mas pensa!) o estagiário.

Aí lá vai o infeliz, lê mais um pouquinho aquele texto sobre as “Operárias do Carnaval” (conjunto da obra é pouco pra definir a falta de tudo dessa…. SÉRIE?!?!?!?! É UMA SÉRIE?!?!?!?!!? GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH) e encontra a palavra “preconceito” logo na segunda pergunta. E pensa:

- Putz, perfeito! Preconceito tem 11 caracteres! E eu ainda aproveito o verbo! (é, o MEU estagiário sabe o que é verbo….)

E manda ver:

Rainha magrinha, Furtado afasta boato de que ‘comprou posto’ e preconceito

Aí, ele não sabe dizer se ela afasta o preconceito e os boatos, ou se os boatos SÃO fruto de preconceito (o “e” antes do preconceito pode ser um é sem acento, vai saber….), ou, ainda, que o posto e o preconceito foram adquiridos mediante pagamento. E o coitadinho do estagiário nem conseguiu vender seu Monza 84!

Se o estagiário apostasse no genérico infalível

E se diz feliz 

Teria completado a lacuna sem dar ao leitor a chance de múltiplas interpretações…

Enfim, evoé pra todo mundo!

 

Contradição entre termos

quarta-feira, fevereiro 15th, 2012

Tá puxado, viu?

Abro minhas redes sociais e dou de cara com uma aberração em forma de twitter que vai ser difícil ser superada (muito embora em ano de eleição eu não duvide de nada).

Antes de mais nada, deixem eu trazer aqui alguns exemplos de contradição entre termos:

  • Descida ascendente – ou a coisa desce ou a coisa sobe. Os dois juntos não dá – a não ser que você esteja subindo numa escada rolante que vai pra baixo, mas isso não vem ao caso…
  • Naso-judaico – ou você é nazista ou você é judeu. Os dois juntos ao mesmo tempo não dá pra ser. Por quê? Bom, porque se você for nazista você vai querer matar judeu, e se você for judeu você vai querer dizimar as ideias do nazismo da face da Terra. Só por isso.

 

Enfim, foram só alguns exemplos de expressões que não podem andar juntas porque se anulam.

Mas calma que eu ainda não cheguei ao ponto que eu queria chegar, peraí.

Então, vamos a mais uma definição de expressões da língua portuguesa. com a palavra, Tio antônio. O que é laico?

Laico

1 que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa; leigo

Exs.: um membro l. da congregação

 um l. no meio do clero

2 que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos

Exs.: é próprio de um espírito l. reverenciar o conhecimento científico

 os l. se opõem ao ensino religioso nas escolas públicas

 n adjetivo

3 que é independente em face do clero e da Igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa

Ex.: educação l.  

 

Agora sim, podemos começar o post propriamente dito:

Alguém explica?

Ah, não, Bruxa! É mentira! Ele não disse isso! Disse sim, ó….

Tudo isso pra dizer que laico-cristão é uma contradição entre termos. Assim como são contradições entre termos laico-islâmico, laico-judaico (essa ao menos rima!), laico-umbandístico, laico-Sagrada Igreja do Pônei Rosa de Santa Cher ou laico-[insira aqui a religião de sua preferência].

Acho que por enquanto a melhor explicação foi a do Ednaldo Macedo: “É o famoso duplo twist carpado hermenêutico

Presidenta metafísica

sábado, fevereiro 11th, 2012

Diante desta manchete do Estadão,

(o título prossegue, mas eu nem me dei ao trabalho de ler. Pô, a zifia é leão-de-chácara de ectoplasma, gente! Pensa que isso é pouco?)

Tenho MAR-NA-DA a declarar. (Mentira, né? Vocês já se acostumaram ao fato de que eu não digo mais nada mas sempre digo mais alguma coisa? Então…) Só digo duas coisas:

1) Dilma, não quero briga contigo, zifia!

2) Só eu que me lembrei dessa música daí de baixo?

 

G1, sempre inovando, apresenta um novo conceito em psicografia

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

Fui alertada desta coisa aqui pelo Ednaldo Macedo no Twitter.

Agora me diga o que você pensa ao ler este título:

 

 

1) O bombeiro ficou preso na gravação

2) O deputado é paranormal

3) O deputado é médium

4) O deputado invadiu a gravação pra falar com o bombeiro

 

 

Não sei quanto a vocês, mas textos assim sempre me remetem a esse trechinho do Pica-pau:

Porque, né?

Aí você começa a ler o texto sem se saber se trata de casos de paranormalidade ou de incêndios ou de sei lá o quê. E se depara com este primeiro parágrafo:

O cabo Benevenuto Daciolo foi preso no fim da noite desta quarta-feira (8) [Hummm... ele foi preso, do tipo detido e levado em cana? Não ficou aprisionado em nenhuma gravação em virtude de algum mirabolante feitiço legislativo do deputado em questão? Ah ,então tá!] ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Daciolo estava em Salvador, onde participava das negociações sobre a greve na Bahia. A prisão administrativa foi decretada por 72 horas. 

Tá. Mas a gravação entra naonde na história?

Só o terceiro parágrafo esclarece:

O cabo foi flagrado em conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça

Então tá. Mas cadê o deputado do título, por Tutátis?!?!? Temos que chegar ao SEXTO PARÁGRAFO da matéria pra entender quem é o zifio deputado. Espiem:

Hoje o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), de São Paulo, informou ao jornal O Globo que era ele o interlocutor de Daciolo na gravação

Tipos: o sujeito é citado no TÍTULO e só vai reaparecer na matéria SEIS PARÁGRAFOS DEPOIS?!?!?!!?!?

O lead saiu de moda e ninguém me avisou? O que o substituiu? Talvez o vô enfiá o que eu quiser na ordem em que eu bem entender style?

E NAONDE que lead fora de moda permite a criação de títulos desinformativos?!?!

Aê. G1, o que vocês têm contra o título

Arnaldo Faria de Sá (PTB) é quem conversa com cabo Daciolo em gravação 

Cadê jornalismo?

Cadê clareza?

Cadê concisão?

Cadê texto esmiuçado?

Oi? Quem disse? Eu disse!

O incrível caso dos canadenses nórdicos

domingo, janeiro 29th, 2012

Aiomeucacete…

Pescoção mal-feito é trabalho dominical pra mim, cazzo!!!

Depois do acento mal-enfiado da Folha, eis que o Flávio Radamarker, via Cardoso, me manda via Twitter esta pérola da arte de não repetir palavras num texto:

Acompanhe

Agora, veja o mapa de parte da EUROPA, com os países nórdicos, e procure o Canadá aí embaixo.

Agora me responda. Eu mato quem?

 

PORRA, GLOBO!!! TÁ COM INVEJA DA FOLHA, É?

Aveia Quaaaaa, ou Por que eu não conhecia isso?

sábado, janeiro 7th, 2012

Do Facebook do Leandro Fortes, mais precisamente aqui.

Nossa Senhora da Boa Ortografia, rogai por nós que recorremos a vós….

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

[suspiro]

[suspiro mais profundo]

Calma que eu vou começar. Tô juntando forças pra não me dispersar em indignâncias e me emputecer. Então vamos bem devagar.

Sabe aquele lance de não passar o ano novo de salmão pra evitar hortografia pobremática? Poi zé.

Não, não vou direto na jugular, não! Desta vez vou começar com Tio Antônio, que vai nos dar duas importantes definições. A primeira é a definição de laZer, com zê de zebra:

Lazer:
tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas 
2 Derivação: por metonímia. 
atividade que se pratica nesse tempo 
3 Derivação: por extensão de sentido. 
cessação de uma atividade; descanso, repouso

Pronto! Agora, tio Antônio vai nos dar a definição de laSer, com ésse de sapo:

Laser
substantivo masculino 
Rubrica: informática, óptica. 
qualquer aparelho que produza radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visível, infravermelha ou ultravioleta, possuindo inúmeras aplicações que vão da soldagem à cirurgia 
Obs.: cf. maser
Etimologia
ing. laser (1960), acr. do snt. ing. light amplification by stimulated emission of radiation (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação); cp. maser

Observem bem que lazer com zê se lê lazer, mesmo; e laser, como é originalmente um acrônimo em inglês, lê-se lêizer.

Isto posto, vamos começar o post propriamente dito.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTAQUEPAREEEEEEEEOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

CALHAU DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

OLHA A MERDA QUE OS DIÁRIOS ASSOCIADOS APRONTARAM, CACETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

E nao querem que eu tenha um ataque histérico ao ver um troço desses NUM JORNAL IMPRESSO, CACETE?!!?!?!?!?

Ou eu devo ser Poliana, e acreditar mesmo que os DA tão é desejando um raio laser a todos os seus leitores, porque substituíram o lazer por “entretenimento”?

Com agradecimentos à Carolina Longo por postar a tetéia (ME LARGA! EU VOU USAR ESSE ACENTO E PRONTO!) no Facebook.

 

 

Jogo dos erros

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

Analise a foto e a legenda abaixo e destaque alguns erros mais gritantes (sei que vocês são todos uns lindos e encontram mais erros do que eu encontrei, mas sejamos modestos só desta vez, sim?)

 

1- Fala-se em gravidez acidental, mas o sujeito da foto é um homem. Preciso perguntar “como assim explica”?

2- Fala-se em gravidez e o sujeito do sexo masculino da foto é identificado com nome de ave – e aves não engravidam, põem ovos. É acúmulo de contradições?

3- Olha a cara de kontentchy do zifio, coitado….

(Aí a autora do blog pensa num desfecho pro post, porque sabe que tá implicando e tals, mas o que se quer provar aqui é que não se pode presumir sempre que seus leitores entenderão imediatamente todas as informações implícitas na manchete pereré pão duro blablabla. Eis que a autora do blog resolve clicar no link da foto que está na home do Uol [claro!] e encontra a seguinte pérola em forma de legenda:)

Oi? Deixamos de ser um país machista e ninguém me avisou? Que ano é hoje? Que que houve?

Enfim, tô aceitando explicações sóciopsicológicas pra essa notícia do Uol. Fiquem à vonts.

Acaba, não, 2011! Tem um morto atrasado chegando…

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

Quero dormir mas um jornal online não me deixa. Adivinha qual é? Esse mesmo!

A Giovana Valenza que me fofocou a história. A Folha de SPaulo criou um morto roteirista pra eu incluir correndo aqui no caldeirão, só pode! (sou megalomaníaca, me deixa!)

Acompanhe as idas e vindas do texto. E repare que o que fode tudo aqui é o preconceito contra a vírgula antes da conjunção e:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto [Tá. então ele não era mais roterista quando morreu, certo?]

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista [certo!] do programa “Saturday Night Live” [agora vamos acompanhar o lumiar da bosta. Repare que o texto começa falando de um corpo, e que aqui deveria ter uma vírgula que faltou ao encontro do texto...]  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World” [... e pronto! Fez-se a bosta! O corpo foi quem escreveu o primeiro rascunho de Wayne's World!] , foi encontrado morto [bosta número dois: o corpo foi encontrado morto! Queremos crer que corpos encontrados mortos são uma inovação no conceito de corpo....]  em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio[pensa que acabou? nananinanão! O corpo cometeu suicídio! Harekrishna....]. Ele tinha 63 anos [Agora imagine você, ectoplasma suíno de meu coração, um corpo de 63 anos que aparentemente comete suicídio! Assombração perde, né?] . As informações são do site TMZ.

Agora vamos remendar a merda com uma vírgula e um Bolodai no lugar certo. Ponham reparo:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista do programa “Saturday Night Live”-vírgula,  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World”, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio. Ele Bolodai tinha 63 anos. As informações são do site TMZ.

Então, tá, né?

Mas eu tenho pra mim que a Folha fez isso de propósito, só pra aparecer aqui mais uma vez… tavam com saudades de serem exorcizados… já que bateu saudadinha, dá licença:

PORRA, FOLHA!!!!

Ameba sobrevoa o caldeirão e causa um post longo com vídeo do Golias

sábado, novembro 26th, 2011

Tudo começou há mais de dois anos quando eu fiz este post daqui. Curto muito essa música do Vitor e Leo. Não sei se foi por conta dos hormônios à flor da pele na época em que eu ouvia essa música direto, meu filho tinha acabado de nascer, e invariavelmente o tema da novela das seis começava a tocar quando eu estava dando meu peito a ele. Mas até hoje a música Deus e eu no sertão só me traz boas recordações e sensações.

Ponto parágrafo.

Ontem, aprovei este voo (sem acento porque merece!) rasante de ameba comentário pro post em questão:

 

“]

[Suspiro. Profundo.

Claro que eu respondi! E minha resposta rendeu tanto que eu vou transformá-la em post novo:

 

Ai, que bom que você gosta de música sertaneja, Eliana!
Deixa eu te apresentar, então, ao novo hit parade da língua portuguesa:

1º lugar – Vírgulas. Elas costumam separar idéias nas frases.
2º lugar – Pontos. Eles são mais enfáticos do que as vírgulas quando o negócio é separar idéias. Na verdade, eles atuam como se fossem um “botão de enter” pra você jogar a frase inteira dentro do seu cérebro (cérebro você sabe o que é, né?) e processar a informação toda.

Isto posto, vamos adequar a sua frase ao novo hit parade da língua portuguesa:

BOM EU ADORO MUSICAS SERTANEJAS-ponto. ANTES EU NAO GOSTAVA-vírgula, MAIS DEPOIS DESSAS MUSICAS-vírgula, AGORA EU AMO.

Outro grande sucesso do hit parade da língua portuguesa é saber a diferença entre conjunção adversativa e advérbio. E não se assuste, porque eu não falei inglês. Assista aeste vídeo do Ronald Golias que você vai entender tudo!!!

Portanto, com essa aula magna de Ronald Golias, deve ter ficado claro (né, Eliana?) que você deveria ter escrito

ANTES EU NÃO GOSTAVA-vírgula, MAS (e não mais, como você escreveu) AGORA EU AMO

Enfim, só tenho a lhe agradecer por ter passado por aqui e me feito uma visita tão aterradora que me rendeu um post perfeito!

Volte sempre! E quando você aprender a escrever direito eu até te ofereço um bolinho de fubá!

Abraços da
Bruxa

Um crime, vários tiros, uma criança atingida, um morto, um detido e descubra quem é quem na história, porque o G1 não deu nomes aos bois

quarta-feira, novembro 16th, 2011

Vamos com calma que eu fiquei tontinha ao ler este texto que me foi enviado via Twitter (de tão tonta, esqueci de  anotar o nome do ectoplasma suíno. Zifio, manifeste-se que eu te dou os créditos na hora!)

Sabe aqueles exercícios de lógica das revistinhas de passatempo que eu não resolvo ninguém resolve? “João é casado com Maria, mas José é cunhado de Sérgio. Se Maria e Sérgio são duas pessoas e João foi abduzido por Ziggy, qual a relação de Ziggy com o gol perdido pelo Baggio na Copa de 1994 que deu o título ao Brasil?”

Me senti lendo um enunciado assim ao me deparar com o texto abaixo.

O zifio repórti não deu nomes aos bois – até aí tudo bem. O importante era deixar a coisa compreensível, né?

Enfim, acompanhem comigo a história que me deixou tontinha.

Bebê de 2 anos é atingido por tiros e autor dos disparos acaba morto  [OK. Teve uma criança na história. E quem atirou nela mór-reu.]

Homem entrou em luta corporal com o autor após os disparos e o matou. [Portanto, temos que homem = autor dos disparos, certo?]

Uma criança de dois anos que estava no colo de um homem [Errado! Ela estava no colo de outro homem! Acompanhem a confusão dos zifios] foi atingida por dois tiros de raspão na noite da última segunda-feira (14), no município de Ibotirama, região oeste da Bahia, informou a Polícia Militar do município. O autor dos disparos acabou morrendo com um tiro no peito.

Na ocasião, o homem que carregava a criança foi atingido por três disparos [o homem que carregava a criança também foi atingido pelos disparos. OK. Certo?] , deflagrados por um suspeito [suspeito? Agora virou suspeito o autor dos disparos?] que não aceitava o fim do relacionamento com a atual companheira da vítima [aqui a coisa toma contornos medonhos! Se a vítima é a criança, então a criança tinha 2 anos e uma companheira? Oi? Pedofilia? Ou a vítima em questão era o cara que carregava a criança no colo? E cadê a mãe dessa criança, por Tutátis?] , relatou um agente da delegacia de Ibotirama.

Ainda segundo informações da delegacia, o suspeito acabou morrendo [suspeito = o cara que atirou contra o cara com a criança no colo. Né?], pois o irmão da vítima [de novo: o irmão do cara que segurava a criança ou o irmão da criança?!?!?!] , ao perceber a ação do suspeito, entrou em luta corporal com ele [Vamos contar, então, os zifios integrantes da cena do crime: 1 criança, 1 homem que a carregava no colo, o autor dos disparos e o irmão da vítima, o que queira que isto venha a significar. Certo?], e em seguida disparou um tiro contra o mesmo [G-ZUZ! Não sabia que o ectoplasma mesmítico tomava tiro nazidéia!] . Todas as vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Ibotirama, mas o autor dos disparos contra a criança não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade [então, temos que o atirador primeiro, mais a criança, mais o zifio que tarracanenê no colo mais o irmão da vítima o que queira que isto venha a significar que atirou segundo, foi tudo parar no hospital, né?]

Segundo o hospital de Ibotirama, a criança e o homem receberam atendimento e foram liberados ainda na noite da última segunda-feira. [A criança tudo bem. Mas QUAL HOMEM RECEBEU ATENDIMENTO E FOI LIBERADO, POR BELENOS?!?!?!!?]

De acordo com informações do agente policial, o autor do disparo que matou o homem [Oi? Quem disse? Eu disse! Quem disse eu? Eu disse eu!] foi preso em flagrante e está detido na delegacia do município, onde deverá permanecer à disposição da Justiça e o homem que ficou ferido prestou esclarecimentos e foi liberado.

O corpo da vítima [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH! LÁ em cima eram duas vítimas, uma criança e o cara que tarracanenê no colo. Agora só sobrou uma vítima? Estamos falando do homem que tarracanenê no colo ou do homem que atirou contra o homem que tarracanenê no colo?] foi encaminhado para o Instituto Médico Legal em Barreiras e deve ser submetido a exames.

 

E aí? Entendeu? Ou eu ajudei a confundir tudo? Se você entendeu, por favor, desenhe pra mim! Eu entendi bulhufas!

**********

Atualização:

Leia este texto daqui de baixo e vê se a historinha não lhe parece familiar. Quem encontrou foi o Luiz, neste link aqui

Uma discussão terminou com o pai e o filho de dois anos baleados e um homem morto em Ibotirama, a 650 km de Salvador.

Erivelton Alves Rodrigues e José Carlos Moreira de Souza encontraram-se no bar Estrela da Terra, no bairro São Francisco, e iniciaram a discussão na noite do último domingo (13). Durante a briga, o primeiro sacou uma arma calibre 32 e atirou contra José, que estava com o filho no colo.

José foi atingido na cabeça e nas costas e R.L.B., de 2 anos, foi baleado de raspão no braço. Segundo informações da delegacia local, Antonio Moreira de Souza, irmão de José, entrou em luta corporal com Erivelton, tomou-lhe a arma e disparou um tiro contra o peito dele. Erivelton morreu no local. 

José e o filho foram socorridos ao Hospital Regional de Ibotirama, onde foram medicados e receberam alta no mesmo dia. Antonio foi preso em flagrante. 

Ainda de acordo com a delegacia, a atual mulher de José e mãe da criança é ex-namorada de Erivelton, o que teria motivado a discussão.

Pois é…

Volta pro mar, oferenda!!!

terça-feira, novembro 15th, 2011

Cabei de flagrar este troço assombrando meu caldeirão:

Pra começo de conversa, asperSão se escreve com ésse – um ésse só, faz favor!

E como se essa hotografia pobremática não fosse suficiente pra berrar nos nossos olhos, a ameba não sabe a diferença entre o verbo despedir transitivo direto e reflexivo.

Despedir o ente querido é dizer que o emprego não é mais dele e mandar o sujeito pra rua; despedir-SE do ente querido é dizer adeus.

Ou seja: VOLTA PRO MAR, OFERENDA!!!!

Mais uma expressão moonwalking

segunda-feira, novembro 14th, 2011

Tenho que fazer este registro aqui no caldeirão.

Chamo de expressão moonwalking (em homenagem ao passo de dança em marcha a ré eternizado por Michael Jackson) todas as que passam a idéia (sem o propósito, claro)  de se mover para trás ou de se mover e voltar, sem querer, pro ponto de partida.

E eis que, depois de “a volta do retrocesso“, “sigo no aguardo” e “minha vida deu uma guinada de 360 graus”, a Mulher Maçã vem contribuir com este maravilhoso rol de teteíces, do qual já participam seres do jaez de Ricardo Noblat e Adriane Galisteu.

A Apple Girl (desculpa, não resisti) acaba de soltar na TV esta maravilha aqui:

Existe o preconceito contra o racismo

E como sempre acontece ao lumiar de uma nova moonwalking, eu dedico ao criador da tetéia este vídeo:

 

#beijomeliga

O neologismo malafaiense

sexta-feira, novembro 11th, 2011

Daí que Silas Malafaia, uma entidade cujas credenciais me recuso a propalar por aqui (joga no Google por sua conta e risco!), disse em entrevista à revista Época que ia funicar Toni Reis, líder da comunidade LGBT pereré pão duro whiskas sachê blablablá.

Claro, lógico, óbvio e evidente que o repórter entendeu o verbo como fornicar. É um verbo muito usado por salsinhas em cristo evangélicos para referir-se a práticas por eles consideradas tipicamente do público gay. Não vou entrar no mérito dessa questão.

Mas Silas resolveu soltar as plumas dizer que ele jamais disse fornicar:

geral eu e o repórter da revista Época fomos ver que diabos significa funicar. E não encontramos essa palavra no dicionário. E ainda temos que ler esta belezura no site do Malafaia (não, não vou lincar. Me recuso. Jogue a frase em vermelho no google que você encontra o texto completo. E se você quiser ler esse texto completo, problema seu. Pronto, avisei.):

“Ele não pode supor que o entendimento da palavra funicar signifique fornicar, se ele mesmo confessa ter pesquisado em quatro dicionários e não ter achado a palavra funicar. E não vai achar em dicionário algum, pois é uma gíria, um linguajar popular e não formal”, declarou Silas.

Portanto, temos que:

1- PAPORRA! Dicionários listam todas as palaras de um idioma, sejam elas regionalismos, palavrões e outras expressões chulas, gírias, paravras oficiais, palavras extraoficiais etcetcetc.

2- Se o repórter da Época não pode supor o que ele supôs, então o que ele pode supor? Oi? Quem disse?

3- Se essa palavra não se acha em dicionário nenhum, então o dileto pastor inventou esse verbete?

4- Se o pastor inventou esse verbete, coisa que a meu ver lhe é permitida (pensem no que ele faz com a Bíblia, e vocês perceberão que o que ele faz com a  Língua Portuguesa é pinto…), ele que explicasse o significado. Chamar o interlocutor de ignorante por desconhecer uma expressão usada no seu meio é forçar a barra.

Não me canso de dizer isso aqui: se você diz bolinhas vermelhas e seu interlocutor entende listras azuis, repita sua idéia de forma diferente até que o seu interlocutor entenda exatamente o que você quis dizer. Isso dá certo em 99% das vezes (o 1% restante dá conta de seres incapazes de raciocinar).

Isto posto, e como nenhum dicionário lista a palavra malafaiense, este blog-caldeirão só aceita uma possibilidade de uso da palavra funicar:

Pode passar a régua.

 

 

Por que o cujo é tão desprezado?

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Cujo é um pronome relativo que ajuda a fazer conexões especiais e específicas. Coisa que o que não sabe fazer.

Mas geral despreza o cujo e suas variantes de gênero e número, talvez por achá-lo pedante, ou besta, ou metido – tá bom, muitos acham o cujo feio.

Mas ai me digam: por que não usar cujo? “Ah, dá pra reescrever a frase”, dirá você, ameba. #cejura? Senão, vejamos:

A história, bem simples, é a seguinte:

1- governo malvado aumentou o imposto sobre carros importados; 2- Vendas dos carros importados caem no Brasil

Daí o Uol (ah, que saudades de falar mal do Uol!) resolve fazer uma pautinha: os carros que tiveram queda nas vendas por causa do aumento do imposto.

Olhem o título desta coisa:

Viu que confusão? começam a falar dos carros, passam pro IPI e acabam com as vendas (com trocadilho). Custava dizer veja carros importados cujas vendas caíram por causa do IPI?  A atenção fica o tempo toda voltada para carros importados…

Daí você pensa que a coisa não pode piorar. E é aí que ela piora:

Sério mesmo que o IPI é forte o suficiente pra acabar com uma Ferrari? Por que o título não pode ser Carros cujas vendas  o IPI derrubou?

 

Chana muda de nome

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Tava fazendo um post sobre a importância do cujo na vida dos lusofalantes, mas encontrei essa notícia que, se por um lado é triste, por outro é delicioso ver como o moço redatô se esforça pra fugir do palavrão.

A história é a seguinte: era uma vez uma montadora chinesa chamada Changan. Em 2006, ela resolveu vir para o Brasil e – não me pergunte por que – decidiu que aqui seria conhecida como Chana. A coisa ficou ainda mais errada se você observar aqui que o logotipo da Chana era meique contraditório. Eu sei que muitos de vocês podem não estar acreditando no que estão vendo, mas a Chana foi tão real no Brasil que até jingle (não ria! É sério!) teve! E, por só vender miniutilitários, caminhõezinhos e quetais, seu primeiro slogan foi: ” … um grande mercado esperando de portas abertas pra você entrar… ” (para de rir, que coisa! Tô falando sério!!! Clica aí no vídeo abaixo que você vai ver!!!)

Mas depois de cinco anos no Brasil, Chana mudou de nome. Provavelmente não suportou o bullying.

Enfim, vejam como o site da Auto Esporte se esforçou pra não dar destaque ao palavrão – vale até mudar o gênero da Chana:

Em 2006, a Changan foi a primeira marca chinesa a chegar ao Brasil. Mas decidiu adaptar seu nome ao mercado local, e virou Chana [Eu também não entendi qual a lógica de adaptar o nome ao mercado local e batizar a empresa de Chana. Aceito teorias - pouco viajantes, por favor)]. Agora, cinco anos depois daquele [Só eu percebi o sarcasmo sob esse daquele enfiado no texto?] Salão do Automóvel de São Paulo, a montadora decidiu adotar o nome original da companhia. A importadora [peraê! Foi a importadora ou a montadora? A montadora decidiu e a montadora acatou? é isso?] não informou o motivo da mudança [Cejura? Por que será, néam?], mas muitos especulam [Muitos = o autor desse texto, eu, você e todos os que lerem o nome Chana associado a uma montadora de automóveis] se não seria pelo trocadilho infeliz [trocadilho OK, tudo bem. Mas acho que infeliz não é um bom adjetivo não, viu? Divertido fica melhor, né não?] que o nome tem aqui no Brasil.

O presidente da Tricos Districar, no entanto, [Traduzindo: a montadora é legal com nóis, e nóis num pode ficar mal na fita. Vamos melhorar o tom do texto e elogiar a empresa?] defendeu que a marca foi bem aceita no país [aêêêêê!!! Muito bem!!!]“Ao contrário dos comentários iniciais sobre o nome [iniciais, finais, de meio, de cima, de baixo.... seja qual for a posição dos comentários, os comentários serão os mesmos], à época de sua apresentação no Salão do Automóvel de 2006[eu trocaria esse a craseado, viu? Em vez de à época, escreveria "desde a época". Tipos: mais realidade, saca?] , entendemos que o consumidor brasileiro aceitou muito bem os veículos do Chana[O Chana? Pra disfarçar o palavrão o negócio é trocar o gênero da... perseguida Chana? Então, tá!]   ”, explica Abdual Ibraimo. “Mas é chegado o momento da mudança[Leia-se: as piadinhas tavam ficando insuportáveis] , até porque, ao adotar Changan, vamos utilizar o fato desta montadora ser a 1ª da China em miniutilitários e a quarta entre os construtores de veículos daquele país”, completou o presidente.[Aí você arremata com uma numeraiada corporativa, fica bem na fita da empresa e desconversa o trocadilho]

Além do nome, [Sentiu que o nome é a coisa mais importante a ser apresentado na feira, né? Geral usa feira pra lançar produto novo, relançar produto velho e dizer que é novo e tals, mas o mais importante dessa empresa é anunciar NOME novo!] a Tricos Districar apresentará também na 18º edição da Fenatran (Feira Internacional do Transporte) as linhas de miniutilitários, [ e aqui começa o blablabla whiskas sachê pereré pão duro].

Enfim, eu achei por bem compartilhar isso aqui com vocês. Um cadim de diversão faz mal a ninguém, né?

E pra encerrar, uma foto da Chana:

(P.S.: Pensando num trocadilho com Chana? Acho que alguém já teve essa idéia….)

Quem fumou o quê?

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Aí você lê um troço desses publicado aqui (que me foi enviado pela dileta e ravissante professora Ju Sampaio, a Dora Avante deste caldeirão :D ) e fica pensando quem fumou o quê, por exemplo?

Ou, melhor: o que realmente faz mal aos neurônios?

 

Perfume para pessoas ou Pessoas? Terráqueo pode usar?

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Cabei de receber este spam e-mail marketing troço no meu e-mail.

Tive um troço só de ler as primeiras linhas. Claro, fiz questão de compartilhar aqui cocêis:

Perfume que deixa as Pessoa  sexo oposto atraida por você [Entenderam o porquê agora? Primeiro quero conhecer esse zifio chamado Pessoa. Fernando é que não deve ser, cer-te-za! Se for, ele está assobiando em seu túmulo, pra que ninguém pense nele neste momento tão delicado... Enfim, para que este perfume realize as promessas, precisamos encontrar uma pessoa de nome Pessoa. Alguém tem idéia de onde encontrá-la? Será Pessoa homem ou mulher? Apenas uma certeza tenho: trata-se de só um (porque um só pode dar a impressão de que é um solitário mas deixa prá lá não vou divagar agora). Porque, né? As Pessoa só pode ser um. Ou não? Ih! Me perdi todinha! E olha que estamos no título!]

Este perfume existe

Acaba de chegar no Brasil Eros Magnifique Essence [pra quê vírgula, né mesmo? Só porque aqui é necessário separar duas orações...]  um afrodisíaco aprovado cientificamente [Por britânicos, né?]  para atrair pessoa do sexo oposto [Hummmm.... aqui Pessoa não é mais uma pessoa especial, apenas uma pessoa qualquer.... mas é do sexo oposto! Trata-se de relacionamentos heterossexuais, devo entender isso?]
O nosso [nosso? é meu também? Cejura? afff...] perfume Eros Magnifique Essence de Androstenona é exatamente isso![Uau! Que tudo, né? Ferormônio pra atrair o sexo oposto! Nossa, quanta inovação! Pensando bem, que ano é hoje? Aliás, que século é hoje?]

As Pessoas [ó! Aqui Pessoa voltou a ser um nome de pessoa, e tornou-se plural! Já temos mais pistas, gente! Trata-se de várias pessoas de nome Pessoa! (Mas que mãe batizaria um filho de Pessoa? pré-nome, não nome de família....] subconscientemente detectam este cheiro e sentem-se instantaneamente atraídas por você! [são os feromônios que [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo]]

Agora você vai atrair qualquer Pessoa [Pronto! Voltamos à confusão! Com esse milagroso perfume, se você quiser atrair Maria ou José, você NÃO CON-SE-GUE! Só vai atrair Pessoa, mesmo... desiste, zifio!] sem mudar absolutamente nada em você. Terá mais pessoa fazendo contatos visuais[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Pessoa é um extraterrestre que faz contatos visuais com terráqueos? Isso é perigoso? Esse perfume atrai ETs?!?!?!? ômopai....], admirando e conversando com você [ETs que fazem contaot visual, contato conversacional, contato admiral.... ai, que perfume perigoso!!!!!]
O Eros Magnifique Essence vai ajudar você a atrair novas pessoas [quer dizer, você vai conseguir atrair novas pessoas, independentemente do nome delas! Mas elas são todas ETs! Ai, que confusão....] ou a melhorar a sua vida amorosa.

Usando Eros Magnifique Essence, Você [Eparrê-iansã! Entrou mais um sujeito na parada. Um tal de Você. Não se sabe ao certo se é homem ou mulher. Porque se o texto estivesse a se referir a você, leitor, o faria em letras minúsculas, né? NÉ, CACETE? Aguardo mais detalhes!]  sentira [A se tomar por referência o nível do português do zifio, muito mais fácil entender que este verbo é o verbo sentir no futuro do presente sem o acento devido do que o verbo sentir no pretérito mais que perfeito..] o grande poder [Me lembrou que certa feita Paulo Henrique Amorim disse no blog dele que "o poder pode tudo". Mas deixa isso prá lá.] da atração ! Agora, nenhum pessoa [... e voltamos à estaca zero! No caso, a pessoa em questão pode ou não se chamar Pessoa, mas não se sabe ao certo se é singular, plural, masculino ou feminino- quiçá terráqueo! Aqui, aparentemente, só estamos falando de seres do sexo masculino (existe ET macho e ET fêmea? Ai, a coisa só piora!). Entendi isso pelo nenhum. Tô certa?] estará fora do seu alcance! 
Você terá romance e sexo de uma maneira que ja mais pensou que fosse possível![Sei, não... tô achando que a parada envolve extraterrestres....]

Esse texto deu medo. Só espero que ele seja uma piada de rélouim meique atrasada….

“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

terça-feira, novembro 1st, 2011

O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?

Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)

Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:

Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!

Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?

OK, parei.

PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!

PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada

Luan Santana – he can fly! \o/

terça-feira, novembro 1st, 2011

Olhos retinhos, gente! Naonde que esse menino pode ser vesgo? :P

Não sei quanto a vocês, mas bateu nostalgia agora, sabe? Me lembrei do meu irmão molecote assistindo aos jogos da NBA com o Michael Jordan, e repetindo a fala do narrador: “Jordan for three… he-can-fly!” (algo como: Jordan [vai tentar um arremesso] de três [pontos] Esse homem consegue voar!“)

Porque, né? Ao menos alguma boa lembrança uma lambança destas suscitou:

Uma simples alteração de sujeito resolvia a bagaça: “Aeronave com Luan Santana a bordo faz pouso técnico após falha“.

Mas não. Teve que botar o Luan de sujeito da frase. Certas lambanças tornam o voo humano (sem acento) possível, né?

O que mais me deixou mesmerizada foi o autor da lambança! PÔ, ESTADÃO?!?!?!!? BAIXOU UMA FOLHA BÁSICA, É?!?!?!?!

Reinaldo Azevedo e a obsessão em ficar de um lado só

domingo, outubro 23rd, 2011

Eu não deveria estar aqui postando. Deveria estar fazendo zilhões de outras coisas. Mas não resisto.

Eis que Reinaldo Azevedo, em sua obsessão para ficar de um lado só da situação, sem nem se dar ao trabalho de considerar as ponderações do outro lado, escorregou no quiabo. Sério. Foi um autêntico Ectoplasma Suíno que me contou.

Olha só o que ele publicou:

Ah, dona Bruxa, não tem nada de mais aí em cima, dirá você. e eu sou obrigada a concordar. Agora tá certinho – ele já corrigiu.

Mas o dileto ectoplasma suíno que me enviou o link rezou aos deuses do print-screen:

Quer dizer: em seu erro de digitação, seu inconsciente deixou bem claro que Reinaldo Azevedo é homem de um lado só (um destiladeiro, por assim dizer). Ou, então, ele tava na mó manguaça, pensando em destilar cachaça (ou destilar veneno, vai saber)…

Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um spam e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que spam e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu spam e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:

Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades [Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de necessidades, e não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu a partir das necessidades de alguém, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto...er... satisfaz as necessidades. Papel higiênico acompanha, claro!] que eram encontradas [Agora que eu já deturpei sua imagem de a partir das necessidades, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra necessidades a esmo.] por aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional [o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer aprender a produzir textos com finalidades profissionais, ou coisa do tipo, né?]   ou necessitavam [Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] analisar adequadamente produções textuais diversas [uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.], encontrando-se [BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de fez-se a bosta. Vamos acompanhar?] atualizado [E voilà! O sujeito desta frase é aqueles. Todos os verbos anteriores - desejavam e necessitavam - estavam no plural. O atualizado escapuliu! com as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesa"[Deu medo nocê também, né?]

Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

 

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?!

Homem morto até a morte

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Como disse muito bem a Marlena nos comentários deste blog, ao me passar o link pra tetéia que eu compartilho com todos, ” a praga é mundial”.

Traduzam do jeito que quiserem. O fato é que o Zifio foi morto até a morte. A MINHA tradução para a frase da legenda do noticiário de TV está no título deste post.

Enfim, mortos mortos até a morte à parte, eu só consigo pensar numa outra coisa: quem foi que disse pro zifio daí de cima que a gravata e a camisa combinaram bonito?

(P.S.: vamos dar o desconto que o sujeito que escreveu esse troço daí de cima tava trabalhando às 4:30 da matina. Devia estar podre de sono…)

Morto acreano dá depoimento a jornal

quarta-feira, outubro 19th, 2011

Olha, eu desisto de deixar de falar de morto amestrado. Esses mortos estão aprontando mil e uma confusões, como diria texto de programação da TV Globo. Então, acho que até 2 de novembro, dia de finados, tá valendo.

Essa foi enviada pela querida AcrEana (que se recusa a virar acrIana em janeiro, no que conta com meu total apoio) Fernanda Ramalho. Na verdade, essa tetéia (cujo acento eu também vou me recusar a cortar a partir de janeiro) está disponível neste blog aqui.

Não é lindo, gente? O Zifio tropeça, cai, a motosserra passa pelo pescoço dele e ele ainda conta a história todinha pro moço repórti?

Esse morto só perde Pra Jorge Luis Borges, que baixou no Rio Grande do Sul pruma palestra 23 anos depois de desnascer, como diriam os espíritas.

E se você levar em consideração que o Acre não existe, aí sim é que a coisa fica ainda mais legal e o trabalhador braçal degolado fica ainda mais interessante por ser um morto que não existe! QUAAAAAAAAAAAAAA

(Ah, sim! Aprendam com a Fernanda Ramalho: “é EM Rio Branco, NO Acre”.)

 

 

Corram, mortos! Já chegou outubro!!!

sexta-feira, outubro 14th, 2011

Daí que eu tava comemorando que chegou outubro, e os mortos surtados ficaram para trás em setembro, e….

Vem o jornal O Dia e me traz quatro atrasadões:

Mó-rreu!

Só me resta avisar aos mortos mortos que morreram no jornal O Dia que corram pra se juntar aos mortos mortos que foram morridos em setembro. Corram que ainda dá tempo, ectoplasmas!

(Valeu pela dica, Alan!)

(P.S.: div irtam-se nos comentários com os 25 feriados que também… er… perderam as vidas!)

Omenajem a Esteve Jobs

sexta-feira, outubro 7th, 2011

Texto originalmente postado no Te dou um dado?, mais precisamente aqui.

Seguinte: tô exausta demais pra exorcizar este texto. Mas como soltei boas gargalhadas, faço questão de compartilhar a tetéia aqui cocêis tudo.

Se tiver tempo/forças, prometo exorcizar depois.

Mulher maca faz uma dedicatoria a Esteve jobs presidente da apple falecido.

Gracy Kelly a mulher maca se sentiu tocada com a morte de Esteve Jobs. Ela acredita que boa parte de seu sucesso nacional e principalmente internacional tem haver com o simbolo da apple que vem a ser uma maca . No ano em que comecou a aparecer na midia como a mulher maca por coincidencia foi o mesmo da ascencao da empresa americana. Mesmo nunca tendo conhecido esse genio inventor de grandes modernidades ela se sente profundamente agradecida pelo maca vir a ser o simbolo da empresa que vem a ser seu apelido desde adolescente. Ela promete fazer uma nova tatuagem com o simbolo da apple para eternizar o seu agradecimento.

Pronto! depois eu volto!

Momento irmã Selma

sábado, setembro 24th, 2011

Tô bege, gente. Essa irmã Selma que vive em mim, que pensa numa coisa – e ela acontece – é muito sinistra!

Vocês leram meu post da queda do satélite da Nasa?

Lembram que eu sugeri que jogassem no carneiro, porque 26 ( = número de pedaços sinistros do satélite) no Jogo do Bicho é carneiro?

Ó só o bicho que deu hoje, sábado, dia da queda do satélite, às 14h. Peguei neste site aqui, com os resultados do Rio de Janeiro:

Se lhe servir de consolo, eu também não joguei.

Vamos dormir?

A Nasa e os objetos sobreviventes

quinta-feira, setembro 22nd, 2011

É oficial: setembro é o mês dos mortos aqui no caldeirão!

Hoje ainda é dia 22, e eu não aguento mais falar de mortos vivos por aqui. Até objeto resolveu adquirir vida!

Qué dizê, eu poderia estar estudano, eu poderia estar trabalhano, mas não, estou aqui exorcizano texto ruim. Dá licença, mas agora eu TENHO que exorcizar esta tetéia ininglix.

Daí que um tal satélite da Nasa vai cair na Terra. E a Agência Espacial Americana (=Nasa) publicou em seu site um estudo (!!!) que analisa o potencial perigo de esse satélite ingressar de volta na atmosfera terrrestre.  A página 4 da tal publicação deixa bem claro que a margem de erro das previsões é de 12.000 quilômetros – para mais ou para menos,(o que queira que isto venha a significar, como diria o outro).

Mas o legal mesmo tá na página 8 do documento.

Lá, a Nasa explica que existem cerca de 26 componentes maiores no tal do satélite que podem não se desmantelar quando entrarem na atmosfera, e… bem… cair na sua cabeça (isso num tá dito, tá só subentendido). Mas a maneira como a Nasa se refere a esses componentes é que é o motivo principal da criação deste post. Ó só:

“Objects expected to survive” = Objetos que podem sobreviver 

Human casualty = acidentes com humanos*

****

Atualização: Alertada pelo Igor Senna, fui ver uma tradução mais precisa para casualty. Essa palavra pode ser traduzida como 

acidente
baixa
sinistro
perdas
desastre
infortúnio
Em outras palavras: não tucanaram as mortes humanas. Malzaê!
****

quer dizer, os objetos podem sobreviver, mas o que acontecer com seres humanos (ou quaisquer outros seres… como dizer? Vivos? é, acho que é essa a palavra! Vivos!) será apenas um acidentchy.

Acho bom que você tome as devidas providências:

1- Não saia de casa sem um  guarda-chuva. Pode ajudar.

2- Procure uma banca de jogo do bicho e jogue no carneiro (26 = carneiro)

3- Se você for acertado por um pedaço de satélite, arranje um jeito de processar a Nasa. Pode lhe render uns bons trocadinhos! :D

 

P.S.: segundo esse documento da Nasa, todos os cálculos foram realizados por um software específico pra analisar queda de objetos na Terra (não pergunte, por favor), chamado de Ferramenta de Análise de Sobrevivência de Reentada de Objetos (UEPAAA! Do inglês Object Reentry Survival Analysys Tool), ou Orsat – quase Tarso lido de trás pra frente. enfim, eu tinha que dividir essa abobrinha aqui com cêistudo. Pronto, passou!)

É oficial: os mortos surtaram!

quinta-feira, setembro 15th, 2011

Agora me digam: prá quê eu fui lamentar aqui que os mortos tavam sem aparecer no meu caldeirão há quase dois anos? O negócio tá virando peregrinação, gente!

Recebi esta imagem ontem, via Twitter, da Molise Magnabosco, a quem agradeci e agradeço de novo! Eu só não fiz esse post ontem pra vocês não pensarem que eu obcequei com morto amestrado. Deixei pra hoje, pra ao menos ter uma via que vai dar lugar a um matagal entre os mortos deste caldeirão. Mas vejam só que gracinha:

Jornal de Umuarama (PR), edição de 14/9/2011

 

Senão vejamos:

- O cara é acusado de suicídio. Legal, isso! Estou pra ver outro caso de suicídio em que o acusado, bem ou mal sucedido,  vai pra cadeia depois do… atentado. Pronto, atentado!

- Daí ele morreu depois do suicídio? Mas espere! Aparentemente, o suicídio funcionou – caso contrário, o zifio seria acusado de TENTATIVA de suicídio. Então ele se suicidou (não reclamem do excesso de suicídios em duas linhas! Num tem muito o que fazer, não!) e depois foi encontrado morto?

Daí, hoje eu pensei ter perdido a imagem e voltei ao link que a Molise enviou ontem, e encontrei a capa da edição de ontem devidamente corrigida, de volta ao mundo da noção e da lógica redacional:

AAAAAAAAHHHHHHHHHHH, então tá certo!

 

Assim, pódji, né, Arnaldo?

eu bem que desconfiava que o morto de Umuarama tava amestrado demais, até mesmo pra um DVD…

Quando a ordem dos tratores altera a rodovia

quarta-feira, setembro 14th, 2011

Vamos dar um tempo aos mortos. Mas não pensem que os mortos estão dando um tempo, não! Eles estão surtando que é uma coisa – só encontro explicações para isso na fase de lua cheia. Mas vamos falar de outras esdrovengas redacionais de corar de vergonha o mais falecido dos seres humanos.

Cer-te-za que você já ouviu de um professor de matemática a frase a ordem dos fatores não altera o produto. Poi zé. Aí, você também já deve ter ouvido a variante engraçadinha dessa frase, a ordem dos tratores não altera o viaduto.

Mas ó, zifio, vou te contar que teve ameba escrevente que conseguiu alterar a ordem dos tratores de forma tal que destruiu um rodovia lheeeanda e pôs um matagal no lugar dela (e quem descobriu a tetéia foi a Deize Fonseca, que me enviou o link via Twitter). Quer ver só?

O fenômeno deu-se neste site aqui, obra (com trocadilho, pelamordedeus!) do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Preciso dizer que a expressão dará lugar a  pressupõe uma coisa que sai de cena e para ser substituída por outra?

Vou ter que explicar que do jeito que a ameba escrevente deixou essa legenda, ela acabou por dizer que a rodovia vai sair dali e no lugar dela vai ficar o matagal?

Será necessário revelar que a frase mais adequada pra essa legenda seria “comemora a chegada da nova via que vai ocupar o lugar do matagal”?

Isto posto, só me resta agora vislumbrar um balão de pensamento de história em quadrinhos apontando para a cabeça do zifio da foto, e… ah, vamos escrever aqui nos comentários o que o Zifio da foto tá pensando, vamos?

Muah! Um beijo! :D

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Atualização:

Comentário do dileto Manoel, frequentador assíduo deste caldeirão:

Manoel

Bruxa! Substituíram a legenda no link original e colocaram uma bem parecida com a sua…

E lá vou eu ver como ficou:

conclusões:

1- Esta Bruxa está fazendo bem ao texto mal-escrito dos outros.

2- Os deuses do print-screen não falham nunca!

3- Texto sempre dá pra melhorar. Mas a cara do zifio continua a mesma, coitado!

Mortos inovadores: estes vêm com trava-línguas! (e um ônibus falante de brinde!) \o/

sábado, setembro 3rd, 2011

Gente, os mortos surtaram! E a coisa começou em julho! A dica foi da Aline Rodrigues nos comentários do blog:

Leiam só este texto publicado no Globo Online, aqui:

Ônibus que atingiu oito motos e matou três mortos invadiu contramão
SÃO PAULO – O ônibus que atingiu pelo menos oito motos, causando a morte de três pessoas, na Avenida Cupecê, na Zona Sul de São Paulo, invadiu o corredor exclusivo na contramão. O motorista disse aos policiais que perdeu o freio. Ele disse também que o banco onde estava correu para trás e ele perdeu o controle do veículo. Nenhum dos passageiros do ônibus se feriu.
(…)

Agora, responda sem consultar o texto:

- As motos foram mortas?

- Os mortos que o ônibus matou já estavam mortos quando morreram? Chuck  Norris sabe disso?

- Os mortos das motos eram motes?

- Mateus meteu o mate na mata?

- As motos foram enfiadas no título pra disfarçar a morte dos mortos?

Enfim, quando um texto levanta mais dúvidas do que esclarece, sinal de que ficou uma bosta, né?

Mas sou obrigada a reconhecer que curti o trava-línguas: “mortes de mortos em motos”! :D

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Atualização de 5/9

gente, olha só por que eu amo tanto meus leitores! coemtnário de ontem:

Silvana Persan

Calma, tem mais. A legenda da foto (tem que clicar na imagem para a legenda aparecer): “Ônibus DIZ ter perdido o freio”.

vou correr pra ver

 

Então temos praticamente uma notícia de contos de fada! um ônibus falante e mortos que morrrem depois de mortos!

Os porquinhos, claro, são os ectoplasmas suínos que denunciaram o feito.

a bruxa má é esta que vos fala!

Tá faltando uma princesinha e um príncipe!

Mortos amestrados

quinta-feira, setembro 1st, 2011

Agora bateu uma nostalgia aqui, sabe?

Faz bem uns dois anos que os mortos não aprontavam tanto! Lembro de ter publicado neste caldeirão em 2009 sobre as peripécias de vários mortos. tudo começou com os mortos catarinenses, aqueles hipocondríacos. Parece que foi ontem que eu terminei esse post pedindo por manifestações dos mortos argentinos – o que ocorreu cinco dias depois, aqui (eu e meu lado irmã Selma! Tenho medo quando ssascoisa acontecem!). Isso sem contar dos mortos que foram todos mortos (é isso mesmo que você leu!)  nesta nota do Globo.

Daí, a presuntaiada (é ficou horroroso, mas veja só a quantidade de mortos que já tem no parágrafo de cima! Uma carnificina só! Deixa eu variar um cadim a expressão!) sossegou um pouco em 2010. Mas neste segundo semestre, eles resolveram… er… voltar do mundo dos mortos (viu? num dá pra escapar! êta palavrinha safada, viu?) pra nos assombrar! Ó só:

Primeiro foi o morto da Oscar Freire que ressuscitou no UOL e foi posar com Lea T. (tudo bem que só uma mexidinha no tempo verbal pra Modelo morto em SP HAVIA POSADO com Lea T. não faria com que o zifio ressuscitasse só pra posar com Lea T. Mas o que ferrou de vez foi o lá nosencima: “após assassinato!” Experiência mediúnica perde!).

Depois, foi o tal do quase-morto escapado da Espanha que não escapou de morrer depois (dica do Leomar Moreira, por e-mail).

O que mais me causou espécie nessa história é que eu li o texto bem-escrito (NO SITE DA FOLHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!). Mas a France-Presse não perde a oportunidade de dar suas patacoadas (falo de cadeira: já trabalhei lá, conheço aquele povo!)

Antes de falar da construção do texto em si, deixa eu esclarecer a história:

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que resolveu sair ele mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Tava os três na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou eles tudo. (sim, esse trechinho tá repleto de errinhos de português. divirta-se consertando esse parágrafo! Exercício da Bruxa! Aqui abaixo eu colei o texto “consertado”. Confere (do verbo conferir, mesmo! checar pra ver se ficou igual!) aí embaixo. O texto tá em branco, se você selecionar com o mouse consegue ler!)

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que saiu com mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Os três estavam na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou todos eles.

A AFP contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, também falecidas, em direção a Caión, a 30 quilômetros de Ordes, informou a prefeitura.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas com menos de um quilômetro de peregrinação o grupo foi atropelado.

Pelo horário da publicação da história, imagino quem tenha feito a tradução do texto em espanhol (que deveria estar ainda pior!). Mas deixa isso prá lá que eu não sou de ficar fazendo fofoca (faz de conta que você acredita em mim, vai? ;) ). Mas enfim. Quarenta minutos depois, a Folha deu uma melhorada no texto da AFP, e contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, que também morreram, em direção a Caión, a 30 km de Ordes.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas, com menos de um quilômetro de peregrinação, o grupo foi atropelado. Os três familiares não resistiram aos ferimentos e morreram.

Aparentemente, as amebas escreventes da Folha estão sucumbindo à clareza redacional.

Mas é bom ver que, volta e meia, os mortos voltam à ativa. eu me divirto muito com eles! :D

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