Arquivo pela categoria 'Conjunto da obra'

Expressões temerosas

sexta-feira, agosto 6th, 2010

Saquei tudo, gente.

O negócio é prestar atenção ao tipo de expressão que o seu interlocutor usa. Porque tem gente que diz uma coisa e quer dizer muito mais, né? Repara só:

Tomemos como exemplo a frase: Você tem dois quilos de banana?

Faça essa pergunta a um paulistano. Se a resposta que você receber começar com auqele tipico entâo (assim mesmo, com acento circunflexo. O ã dos paulistanos tem som de â. e isso não é preconceito, isso é uma constatação. Assim como os éssex finaix dox cariocaix tem som de xix).

Mas você estava perguntando pelas bananas do paulistano. Daí, você ouve o típico entâo. Zifio, fuja.

Entâo é prenúncio de desgraça. Fatalmente a resposta do paulistano para a sua pergunta de banana culminará com um não. Mas até chegar a esse não, você v ai ouvir algum entrevero: entâo, o dono do caminhão que carrega as bananas ficou de pôr diesel no carro, mas se confundiu e botou álcool, daí o motor fundiu, e ele perdeu o caminhão, e…

Aqui em Brasília o entâo dá lugar ao no caso. E o no caso dos brasilienses é muito mais grave. é mais ou menos assim:

Você tem dois quilos de banana? – você foi claro, específico e preciso em sua questão

No caso você estaria querendo aquela coisa vermelha ali do canto? – Seu interlocutor aponta para as maçãs. Ou seja: ele não tem a menor idéia do que faz perambulando pelo planeta Terra, não sabe o valor de dois, não entende o que é quilo e tem a menor noção do que pode vir a ser uma banana. Em duas sílabas, zifio: fu-deu.

Mas você tenta. Afinal de contas, o diálogo se dá em Lingua Portuguesa (aquela coisa que, de acordo com uma comentarista que graçadeus nunca mais deu as caras por aqui, é “um monte de questionamento sem sentido”):

Nâo, moço, eu quero banana, sabe? Aquela fruta amarela e comprida?

Pois não. No caso (iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh), amarelo é essa cor aqui, né? E aponta pro abacate.

Você perde a paciência, encontra as bananas no meio da banquinha do cidadão e diz: Não, banana! Isso aqui!

Aaaaahhh, é isso aí que você quer? Perfeitamente!

Portanto, zifio, aceite o conselho desta bruxa. Se você estiver em Brasília, fizer alguma pergunta e ouvir um no caso no começo da resposta, disfarça, aponta pro céu e grita:

OLHA O ZEPELIN!

Aí, você aproveita e foge.

Didática do trauma. Aula nº2: por que evitar “inovações”

quinta-feira, julho 29th, 2010

Acho que o tranco funcionou da outra vez, e geral entendeu por que não se usar diferencial num texto.

Hoje a aula será para que se evite usar a palavra inovação.

Gente, nada contra inovações. Pelo contrário, elas são não apenas válidas como necessárias para nossa evolução.

Mas é que essa palavra vem sendo usada de forma tão vulgarmente frequente que enfraquece seu sentido.

Hoje em dia qualquer um diz que tá inovando. e, não raro, o substantivo inovação ou o verbo inovar são perfeitamente cortáveis e evitáveis na frase.

Quer um exemplo?

Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando (…) - 12 palavras para se iniciar uma frase sem nada dizer, apenas introduzir a grande novidade – e geralmente essa grande novidade não tem nada de mais.

Ah, dona Bruxa, eu gosto muito de inovar. Acho que essa palavra valoriza meu texto e vou continuar usando, dirá você, ameba.

E é neste momento que eu entro com minha didática do trauma.

Quer inovar, ameba? Fique à vontade. Mais uma vez, junte-se ao Ego (gente, o Ego tá se tornando meu parceiro de didática de traumas, hein?) :

Solange Gomes não para de inovar[Nuoooooooooooooooooooooossssaaaaaaaa! Ela não só inova como não para de fazer isso! Mal posso esperar pra ver qual a inovação implementada pela mocinha!]. Depois de participar de um reality show transmitido pela internet[Viram? Essa foi a inovação número um!] , a modelo ataca de atriz[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH A MODELO ATACA DE ATRIIIIIIIIIIIIIIIIIZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!! Mó inovação, hein? Hum?] . Ela foi convidada para participar do curta[trocadilhos com curta/longo? Não, deixa prá lá, não é o caso...] “Tensão Misteriosa”, dirigido pelo humorista Charles Daves. Nele, Solange vive Amália, uma empresária bem-sucedida que perde sua fortuna por ser viciada em jogos de azar.

Então, funcionou de novo?

Próxima vez que você escrever inovação ou qualquer palavrinha dessa família você vai se lembrar de Solange Gomes.

E aí, continua curtindo usar inovação de qualquer jeito? Ah, não? De nada.

(Pensar que ela foi aluna de química do Amedeo, e de matemática do Zilmar…)

Somatório diferenciado traz novo conceito em pesquisa e inaugura um novo olhar matemático sobre as eleições presidenciais (Ah, eu não resisto) ou PORRA, IBOPE!

sábado, julho 3rd, 2010

NAONDE QUE 39+39+10+6+7 = 100 ?!?!!?!?!?!

Taqueopa… vou ter que dar aula de matemática de novo, é?

OK, crianças. Esta é mais uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa. Se você ainda não sabe o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. Último item. Mas volte logo, por favor.

Pra começo de conversa, jornalista deve ser isento. Se, por algum acaso, ele resolve não ser mais isento, deve pelo menos disfarçar a cara-de-pau de forma eficiente, eficaz e matematicamente confiável, ou a casa cai.

Ou isso ou ele deve ter competência o suficiente pra apontar possíveis erros de apuração, e descobrir onde está o erro, por que o erro foi cometido, e como corrigir.

Porque, né? Instituto de pesquisa é uma coisa (não achei palavra melhor pra definir. Se você achar, os comentários aí embaixo são a serventia da casa!) que se respalda por números. E número é outra coisa que não suscita muita dúvida (Se você pensou em dizer “Os números não mentem jamais”, faça-se o favor de parar de pensar em clichês!). Pra manipular números, é bom pelo menos saber o que e como fazer.

Daí eu digo que se o erro não foi do Ibope, os cabras do G1 precisam trabalhar com uma calculadorazinha dando um rélpi, sabe? (diquinha da bruxa: clique em “iniciar” no windows, e digite “calc” na linha “executar. Tcha-ram! uma calculadora con-fi-á-vel!!)

Senão, vejamos o que diz esta pesquisa aqui:

Pesquisa Ibope mostra empate entre Serra e Dilma, ambos com 39%
Tucano tinha 35% no levantamento anterior. Dilma estava com 40%.[tá. o legal aqui é mostrar o crescimento do Serra e a queda da Dilma. Um cresceu três pontos percentuais, e a outra caiu um. Então, tá. Mas com isso outro monte de número cai no meio deste melangê de jenessequá matemático. Há quem diga que esses números ajudam o leitor a entender (sic) e comparar o crescimento / queda dos candidatos blablabla whiskas sache blablabla. Eu acho que confunde. Se for pra esclarecer, faz um gráfico e não enche o saco, pô!]
Marina Silva (PV) aparece com 10%. Margem de erro é de dois pontos.
(…)
Pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo[Tem sempre um mané pra endossar a esparrela...], aponta empate em 39% entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.[começaram a calcular? Seguinte: a soma de todos os percentuais aqui tem que dar 100, a despeito da margem de erro para mais ou para menos, OK?]
(…)
Marina Silva (PV) se manteve em 9% nas três pesquisas desde abril e agora tem 10%. Com a margem de erro, estaria entre 8% e 12% [quatro valores distintos aqui pra confundir inda mais nossas cabecinhas. Mas o número a ser anotado lá embaixo é 10. É quanto a Marina conseguiu nesta pesquisa. próximos números, por favor!]. Brancos e nulos somaram 6% e indecisos, 7%.[Ou seja, temos 39+39+10+6+7.]

Daí, a gente soma (pegue você também sua calculadora, pra ver se a soma sai diferente aí. Se sair, me avisa, por favor!!!!)

39+39+10+6+7 = 101 CENTO E UUUUUUUUUUUUUMMMMMMM

E se você ouvir o Ibope dizer que “esse resultado é perfeitamente factível (querem apostar quanto que a expressão factível estará no comunicado do Ibope?) dada a margem de erro de dois pontos percentuais”, esqueça. Essa margem de erro é a diferença entre o valor apurado pela pesquisa do Ibope e o suposto resultado de uma ainda mais suposta eleição que fosse realizada no período de apuração da pesquisa. Com margem de erro de dois pontos percentuais ou de cinquenta e nove pontos percentuais, os valores apurados no resultado de uma pesquisa eleitoral têm que somar 100 pontos percentuais. Porque os  números não mentem jamais (Pronto! Enfiei seu clichê aqui!).

Ou isso ou a álgebra foi comprada pelo mensalão do governo. Quer dizer, tá tudo dominado…

[Ai, que vergonha dos coleguinhas...]

The funhanhation

quarta-feira, junho 16th, 2010

Dominada e rendida que estou com caixas de mudança em minha nova residência, agora no Planalto Central, eu meique deixo amebas escreventes e ectoplasmas suínos se digladiando por aí sem minha intermediação, porque como vocês já sabem, meus poderes limitam-se apenas ao exorcismo do português meia-boca. Quisera eu ser uma Samantha Stevens, mexer meu nariz e ter minha casa limpa, arrumada e em ordem. [Suspiro].

Mas deixemos divagações de mudança de lado, porque eu a-mei a expressão que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Roussef, abiscoitou do locutor da Rádio Planeta Diário, de São José dos Campos. Como você podem ver neste link aqui (da folha, malzaê…), por inspiração do locutor da rádio (Planeta Diário, já é uma piada pronta…), dona ex-ministra disse que o presidente Lula assumiu um país funhanhado.

A sonoridade da palavra é deliciosa.  Bem brasileira mesmo. Mas que diabos esse troço significa? Tio Antônio fez cara de ué (outra expressão deliciosa e irretocável, também abiscoitada por dona ex-ministra do locutor da rádio) pra mim. Quem resolveu o dilema foi o senhor Google, que me forneceu este link.

Então, se funhanhado significa leso, estragado ou amasiado (Fulano está funhanhado com fulana), essa expressão é prima do trubisco e do fuzilico, lembram?

Daí que eu sou obrigada a defender dona Dilma neste meu caldeirão. Estou desde o início do ano torcendo por uma derrapada de dona candidata com a Língua Portuguesa, pra que ninguém me acuse de ser contra o Serra. Não tenho culpa se quando o candidato do PSDB fala ou ele é defendido por jornalistas smartões ou ele dá detalhe com a Flor do Lácio…

Por isso, tenho que discordar do Augusto Nunes, que afirmou que a “Dilma não domina nenhum nível do idioma”. Naonde que ele concluiu isso? Olha, a Dilma sabe, sim, falar português fluentemente… Não tenho provas contra ela, e olha que eu tô atrás, viu?

No mais, antes de falar mal do português dos outros, legal mesmo é fazer um título mais claro e com menos palavras, né não?

Porque o título

UOL explica que Dilma disse ‘funhanhado’ e Celso Arnaldo desvenda mais um mistério

Embaixo da “seção direto ao ponto” nada mais é que uma piada pronta… a notícia é sobre quem, zifio? UOL, Dilma, Celso Arnaldo, funhunhação, declaração  ou mistério? Escolhe, pô!

Título mais funhanhado, credo…. :D

…noves fora não chega a meia

sexta-feira, maio 28th, 2010

Ainda da resenha do livro daí de baixo:

0,4 é a média de letras da palavra na frase de língua portuguesa.

Ou eu não entendi direito (grandes novidades! Texto da Folha, dona Bruxa! Parece que não aprende…) a coisa ou o texto diz que, em média, as palavras em frases escritas na Língua Portuguesa não conseguem chegar nem a meia letra!

Pobrezinha da Língua Portuguesa! Além de inculta é bela é incompleta? Ela não é nem maneta nem perneta, é… letreta?

Eu sei. Foi péssima.

(cof, cof) Fórmula mágica (cof, cof) para escrever um texto (cof, cof, cof) per-fei-to (morri de tuberculose)

quinta-feira, maio 27th, 2010

Me lembrei na hora deste trecho do filme Sociedade dos Poetas Mortos (aos 2 minutos mais ou menos), em que o professor interpretado pelo Robin Williams manda os alunos rasgarem a parte do livro que ensina como identificar o nível de excelência de uma poesia. Tudo bem que a reação do personagem do Robin Wiliams é digna, mas se professora de português e literatura fosse, eu ensinaria meus alunos a rirem da cara do sujeito que escreveu tal baboseira.

É mais ou menos o que eu vou fazer aqui com meus diletos leitores. Porque é possível sempre absorver alguma coisa positiva deste livro, né?

Primeiro, vamos separar as dicas realmente aproveitáveis das autoras:

1- Frase curta é o que há. Deixa o texto simples e claro, e não embola azidéia no meio da frase.

Eu vou, inclusive, provar para vocês que um texto entremeado de vírgulas, dispostas de forma a separar as idéias de cada frase, não é uma boa idéia para se construir um texto, porque você vai acabar socando um monte de idéias e conceitos, todos juntos numa mesma frase e, lá pelas tantas, vai acabar precisando de um gerúndio pra ligar uma idéia à outra e, se bobear, você ainda caba falando, dentro da mesma frase, de coisas que não têm nada a ver, como o pênalti que o Baggio perdeu pro Brasil na copa de 1994, que deu o título de tetracampeã à seleção canarinha.

Entenderam que vírgula não é uma boa idéia? Prefira o ponto, zifio. O ponto diz pro seu leitor dar uma paradinha na leitura. Essa paradinha ajuda ele a processar a informação recém-lida. Algo comparável ao botão de enter do computador.  Com isso, ele apreende seu texto em doses homeopáticas. E não vai pensar que a vírgula do Baggio entremeada na construção do texto deu o tetracampeonato à seleção canarinha, por exemplo.

2- Adjetivo é legal quando o texto não é jornalístico. Mesmo assim, deve ser usado com parcimônia. Isso vale, por exemplo, pra textos corporativos.

Infelizmente, não tenho em mãos o exemplo mais genial de texto repleto de adjetivos. Está no meio dos caixotes da mudança. Trata-se da coletânea de tirinhas do Fagundes, o puxa-saco. Assim que eu encontrar esse texto, copio ele aqui. ele deixa bem claro que o abuso de adjetivos deixa seu texto (e sua idéia) um tanto ou quanto ridícula. Fico na dívida para com meus diletos leitores.

3- Assim como frase cheia de vírgula, frase cheia de polissílabos (palavras com quatro sílabas ou mais) também não ajuda. O exemplo clássico é a frase que motivou a criação deste blog: objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando, (blablabla wiskas sachê blablabla).

Escreva o texto de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Por mais que seu texto vá preencher as páginas de sua monografia de conclusão de curso, escrevê-lo de forma simples vai mostrar ao seu professor, por exemplo, que você não só domina o assunto sobre o qual está escrevendo como consegue explicá-lo sem grandes firulas. Fiz isso com uma prima que me pediu pra revisar a monografia do curso de ciências contábeis. O texto tava cheio de frases do tipo objetivando disponibilizar.  Expliquei a ela como simplificar o texto:  ”empregue na construção do seu texto as palavras que você usaria pra explicar o assunto para a sua sogra durante uma partida de canastra.”  Ela seguiu o meu conselho e, modéstia à parte, tirou dez no trabalho. (A vaca nem pra me convidar pra formatura, mas deixa prá lá. Sei que já espalhei o bem por aí.)

Mas, oh, carambolas, este texto tá positivo e educativo purdimais. Vamos pro recreio, criançada!

Comecei este post pra falar do livro A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto. O livro é meio surtado, sabe? Lá pelas tantas, ele ensina como (cof, cof) mensurar (cof, cof)  a (cof, cof) excelência (cof, cof) de um texto. Vou citar a resenha do livro:

Um trecho interessante está na página 51 [piada pronta. O trecho interessante está na página 51. Mal posso esperar pra ler a página 24 - ou a 69...] , na qual as autoras ensinam como testar a legibilidade de um texto [caaaaaalma! Respira fundo e continua a ler a coisa! você vai rir mais!!!]. Elas reproduzem uma receita do jornalista Alberto Dines.
São seis passos: 1. Conte as palavras do parágrafo. 2. Conte as frases (cada frase termina por ponto) [viram, crianças? cada frase termina por ponto! Não confunda: o ponto é este sinal: .  Já a vírgula é este daqui: , Se aparecer este sinal, não é fim de frase, viu? OK, parei de zombar!] . 3. Divida o número de palavras pelo número de frases [Ah, você inda num pegou a calculadora?]. Assim, você terá a média de palavra/frase do texto. 4. Some a média da palavra/frase do texto com o número de polissílabos [Agora, comece a cantar: e todos dançam o pega, estica e puxa / e viva a festa da Xuxa! Melhor trilha sonora não há!] . 5. Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de língua portuguesa). 6. O produto da multiplicação é o índice de legibilidade [A esta altura, você já chegou naquela parte que diz: O dengue conta de um até três, as brincadeiras começam de uma vez, e se perdeu na conta, né? Ah, puxa, que pena... malzaê por tirar a sua concentração, viu?].
[Pensa que acabou? Nãããããããããoooo!!! Aqui tem a análise dos resultados da sua conta: ] Possíveis resultados: 1 a 7: história em quadrinhos. 8 a 10: excepcional. 11 a 15: ótimo. 16 a 19: pequena dificuldade. 20 a 30: muito difícil. 31 a 40: linguagem técnica. Acima de 41: nebulosidade.
O livro dá exemplos práticos da eficácia desse teste: “Se o resultado ficou acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Você tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparoxítonas dar umas voltinhas por aí. O melhor: abuse de ambos.” [Eu indicaria mais dois caminhos: a) o texto ficou uma bosta. Joga fora e começa do zero, é o melhor a se fazer; b) esqueça a calculadora e abra um dicionário. Ele costuma ser um grande companheiro de redações e redatores. Outro excelente auxiliar na redação de um texto é o Manual de Redação e Estilo do Estado de SPaulo. A única coisa prestável produzida pela empresa do clã dos Mesquita.]

Mas esse texto prima mesmo é pelo conjunto da obra de piadas prontas. Pensa que o melhor do livro é o fato de ele começar a ficar bom na página 51 (hic! :D )? Claro que não! O melhor dele é descobrir que você pode comprá-lo na… Livraria da Folha – o Eliéser dos jornais impressos brasileiros…

É uma piada pronta atrás da outra…

Se a coisa continuar nesse nível serei obrigada a criar uma nova catiguria no caldeirão: PORRA, FOLHA!

Antes de terminar este post, mais duas observações. A primeira: PORRA, ALBERTO DINES!!! NAONDE QUE VOCÊ TIROU ESSA IDÉIA DOIDA DE CÁLCULO DE LEGIBILIDADE DE TEXTO? PÁRA DE TOMAR CHOPE COM ENGENHEIRO PORQUE ESSA RAÇA NÃO SABE ESCREVER DIREITO, CARA!!!!

A segunda: Meus agradecimentos ao Cardoso pelo link enviado.

Objetivando modernizar (ou Porra, Folha!)

domingo, maio 23rd, 2010

Gente, tadinha da Folha! O Eliézer Ambrósio dos jornais impressos tá perdidinho da silva! Num sabe quemcossô, oncotô, proncovô

Culpa dessa menina Internéte, que desvirtuou o belo caminho dos excelsos jornais impressos brasileiros. Agora, qualquer um tem acesso a qualquer tipo de notícias em qualquer lugar, a qualquer hor… CRISTORREIMESALVA! SAIPRALÁ, CLICHÊ!!!!

Ai, mals aê, galera! É que o texto de apresentação do novo (sic) formato da Folha de São Paulo é de uma ruindade contagiante. Ruindade não no sentido de maldade, é no sentido de troço ruim, mesmo!

As idéias estão concatenadas de forma a se desconectarem, e o texto se conclui num mega-chavão pra deixar bem claro que a Folha é e sempre será essa publicação… por assim dizer… smartona.

Senão, vejamos o texto disponível neste link aqui. E quando você se dá conta de que o autor é simplesmente o EDITOR-EXECUTIVO DO JORNAL a vontade de chorar só faz crescer. Mas vamos lá:

Informação exclusiva de cara nova [Tá bom. Então é só a informação exclusiva que vai ganhar roupagem nova? A informação que sair publicada na Folha e em todos os outros jornais do Brasil - quiçá do mundo - vai ficar com cara velha?]
SÉRGIO DÁVILA
EDITOR-EXECUTIVO [brrrrrrrrrrrrrrrr.... perdão, correu um arrepio por toda a minha espinha agora. só de pensar que o editor executivo do jornal escreve assim... brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr]
A Folha mudou [Taí um verbinho perigoso de se usar assim, intransitivo... suscita interpretações mil! Mas deixemos minha ansiedade de lado, dotô Sérgio vai se explicar. (Vai?)]. O jornal que você tem em mãos neste domingo traz as letras cerca de 12% maiores, em um formato e com uma diagramação que deixam a leitura mais fácil [as entrelinhas dizem: Leitor, você é cego, disléxico e burro. Pra quebrar o seu lado, aumentamos a letra. Na próxima reforma, vamos usar apenas desenhinhos, combinado?]. Os títulos são mais fortes [donde se conclui que os títulos anteriores eram fracos (leia-se uma bosta)] , a hierarquização das reportagens é mais clara [ai, que lindo isso! hierarquização clara de reportagens! É de comer ou de beber? E QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PRO LEITOR, CÁSPITA?!?!?!?!?!?!?!?!?] , a identidade entre os cadernos [impressão minha ou ele disse aqui que todos os cadernos de diferentes editorias são idênticos entre si? ou seja: economia, política e cinema têm tratamento igual? Reparem que nós estamos na TERCEIRA FRASE DO TEXTO!!!] , mais evidente. As fotos ficaram maiores e os quadros informativos, mais limpos e didáticos.[lido nas entrelinhas: já estamos ensaiando a próxima reforma, viu leitor? Os desenhinhos estão ganhando espaço!]
As mudanças também são editoriais. O noticiário político passa a ser agrupado sob o título de Poder, o caderno de economia é rebatizado como Mercado [aproveito para parafrasear Luis Fernando Verissimo e lembrar que os cadernos poderiam se chamar Maria Helena e Luíza Renata, não faria diferença. O que importa é o conteúdo. Cadê o conteúdo? qual a diferença do conteúdo antigo pro conteúdo atual?], Esporte ganha formato tabloide [e isso lá é mudança editorial? zifio, essa informação deveria estar no parágrafo anterior ou, então, retrabalhada aqui, porque você começou este parágrafo com ênfase nas mudanças editoriais - que, diga-se de passagem, inda num deram as caras no seu texto...], menor e mais ágil [COMO ASSIM UM CADERNO É MAIS ÁGIL? ELE CORRE? TEM PERNAS? DOMINA A ARTE DO TELETRANSPORTE?!?!?!?! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH, FUJAM PARA AS MONTANHAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSS], Tec reunirá às quartas-feiras tendências [TAVA DEMORANDOOOO!!! CHEGOU A TENDÊNCIAAAA!!! CADÊ O BONDE PRAS MONTANHAS QUE NÃO CHEGOU, DEUSDOCÉU?!?!?!?!?!] do mundo digital e o jornal estreia um novo suplemento, a Ilustríssima, que trará aos domingos o melhor em cultura, ensaios e reportagens de mais fôlego [é isso aí! Enquanto o caderno de esportes está mais ágil, o caderno Ilustríssima ganha mais fôlego! Mal posso esperar pra saber quem é o personal trainer dos cadernos da Folha!] .
Além disso, 29 novos colunistas passam a escrever no jornal. São nomes como o de Fabio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Banco Santander no Brasil, a atriz Fernanda Torres, que comentará as eleições presidenciais, a jovem escritora Vanessa Barbara, que resenhará programas de TV, e o cadeirante Jairo Marques, um sucesso do meio on-line.
O caçulinha João Montanaro, de 14 anos, levará o traço precoce de seu cartum à nobre página 2 do jornal, onde ocupará um espaço que já foi de Glauco (1957-2010), será vizinho de feras como Angeli e integrará um time de ilustradores que conta com Laerte, Adão Iturrusgarai e Caco Galhardo.
Eles vêm se juntar ao maior e mais eclético [vou poupar meus leitores de piadinhas e trocadilhos com este eclético daí, OK?] grupo de colunistas da imprensa brasileira, nomes conhecidos do leitor, gente como José Simão, Clóvis Rossi, Carlos Heitor Cony, Eliane Cantanhêde, Gilberto Dimenstein, Janio de Freitas, Danuza Leão, Mônica Bergamo, Barbara Gancia e Tostão.
A nova forma e o conteúdo renovado são resultado do esforço [pode ser preconceito meu, mas esforço é uma palavra que sempre me remete a prisão de ventre...] de centenas de profissionais, que trabalharam por milhares de horas durante os últimos 12 meses, sob orientação de Otavio Frias Filho, diretor de Redação, seguindo o projeto visual da designer gráfica Eliane Stephan, com a coordenação de Fabio Marra, editor de Arte do jornal, e do jornalista Naief Haddad. [Tá. Mas CADÊ AS MUDANÇAS EDITORIAIS PROMETIDAS, CRISTORREI?!?!?!?!?! Ou vai me dizer que a grande novidade aqui é o personal trainer dos cadernos?!?!?!?!?!]
A mudança acontece num momento em que a Folha promove a fusão orgânica [Alguém desenha, por favor? Como a Folha promoveu esse troço de fusão orgânica? Estou com medo disso... meus neurônios fervilham com as imagens de José Simão se fundindo organicamente com Eliane Catanhêde, ou Gilberto Dimenstein fundindo-se organicamente com Barbara Gancia... tô quase apostando que a Folha misturou Activia nessa fusão! Lembrem-se que esse troço todo é resultado do esforço da galera...] entre suas equipes de jornalistas do meio on-line e do impresso, o primeiro grande jornal brasileiro a fazer isso de fato.[HEIN?!?!?!? OS OUTROS JORNAIS JÁ FUNDIRAM JORNALISTAS?!?!?!?! COMO? POR QUÊ? PRÁ QUÊ?]
A ideia é transformar a Redação num centro captador de notícias que funcione 24 horas por dia e produza informação de qualidade para qualquer plataforma [Grito nº1:  E A FOLHA CHAMA ISSO DE FUSÃO ORGÂNICA?!?!?!?! TRAGAM UM PROFESSOR DE FÍSICA QUÂNTICA, PELAMORDEDEUS!!!! Grito nº2: E SÓ AGORA A FOLHA RESOLVEU TER UMA REDAÇÃO QUE PRODUZ NOTÍCIAS DE QUALIDADE?!?!?!?!!?!?! Meu Deus, será que ela vai conseguir tal feito? Ah, tô aqui na torcida, viu?] , seja ela o papel, que é e continuará a ser a vitrine [#facepalm. Tio, vou desenhar: papel é feito de celulose. Vidro é ooooooooooooooooooutra coisa, feita de sílica. O papel não é vitrine. Aliás, qualquer vitrinista sabe que papel serve pra TAPAR VITRINES. Ai, gente, sério que o editor executivo da Folha de SPaulo escreve com essa clareza âmbar?] principal da marca Folha, o on-line, agora rebatizado de Folha.com, ou em smartphones e tablets, por torpedos e e-mails e o que mais for inventado [quer dizer que até agora o que a Folha vinha fazendo na Internet era obra de amadores?].
[Preparem-se porque o âmago do quemcossô-oncotô-proncovô está no parágrafo que começa agora:] Parte dos textos está mais enxuta, maneira de resumir os acontecimentos da véspera sem fazer o leitor perder tempo e paciência [hhmmmpfff... sério que vocês vão conseguir isso? Ó, na boua, tô torcendo aqui pra vocês, viu?]. Parte está mais analítica [EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPPPPPPPPPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! A Folha tá bipolar? O texto tá enxuto mas tá analítico? o texto enxuto é resumido e não irrita o leitor, daí vem o analítico pra irritar o leitor, e tirar tempo e paciência dele?!?!?!?!?! Doctor Jeckyll and Mr. Hyde? Ou caberia aqui uma explicação mais delongada, mais pormenorizada, sobre como, onde e por quê (olha o lead aí geeeente!) os textos serão assim e/ou assado, né, senhor-doutor-editor-executivo? Taqueopa....], um dos pilares [iiiiiiiihhhhhhh.... um dos pilares... olha a clichetaria grudando no texto!] do projeto novo, que priorizará a contextualização e a interpretação do fato conhecido. [contextualização e interpretação do fato conhecido! vinte sílabas em seis pomposas palavras pra dizer um troço que é pura obrigação de todo e qualquer jornalista, quer ele escreva prum jornal de renome nacional ou um bilhetinho pra namorada!]
O leitor escolherá seu caminho [Ai, jura? Puxa, obrigada, viu? Cês são legais paca!], o mais rápido, mas de qualidade, ou o mais profundo, mas compreensível [leitura das entrelinhas: caberá à Folha largar o leitor na encruzilhada! Eparrê-iansã!] ; ambos serão contemplados pelo jornal.
Uma coisa, porém, não muda: o compromisso diário da Folha de buscar a informação exclusiva [rufar de tambores... preparem-se para a retumbância tonitruante do chavão dos chavões de toda e qualquer reforma editorial ou visual de veículo de imprensa...] , o furo de reportagem [a expressão cláááááááááááássica que aparece cada vez que surge um novo veículo de comunicação na face da Terra. Não, não é o furo de reportagem.] , o enfoque único [Tá chegaaando! Olha o enfoque único abrindo alas pro Uber-Deus de todos os chavões jornalísticos, gente! (Ai, eu até me emociono nessas horas!) é ele, oooooooooooooooooooo....], o olhar diferenciado [YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! - NOT!]. A matéria-prima do jornalismo de qualidade é a informação única. Que você passa a receber de cara nova.
Novíssima! [Naonde, zifio? Naonde? Esse texto é espuma pura! Cadê o conteúdo?!?!?!?!?!?]
Tá pensando em acordar mais cedo pra comprar jornal com cara nova e notícia velha e bipolar? Dica: puxe o edredom pra cima da orelha, vire pro outro lado e estique o seu soninho. Vai por mim. Cê sai no lucro.
PORRA, FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!!!!

Ricardo Noblat e o suposto moonwalking de dona candidata

terça-feira, abril 27th, 2010

Daí que o Noblat mandou essa no twitter dele e eu fui ver de que se tratava.

noblat

Me empolguei por dois motivos:

1- Volta do retrocesso é, no mínimo, um passo de dança típico de moonwalking. Creio que ela seja irmã da famosa virada de 360 graus que dizem que a vida dá de vez em quando.

2- OBA! Vou exorcizar a campanha da Dilma!!!

Daí eu fui ler o post no Blog do Noblat e vi que a Dilma só falou em volta “do atraso” e da “política da roda presa”. Volta do retrocesso foi por conta do Noblat.

É por isso que, com todo meu amor e carinho, eu dedico este singelo vídeo ao Ricardo Noblat:

E eu sou uma bruxa frustrada. Inda num consegui jogar a Dilma no meu caldeirão. Carambolas! Palafitas!

[OD 1 ano] A geladeira é inocente, OK?

segunda-feira, abril 26th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi oiriginalmente Publicado em: 23 de abril de 2009 às 15:20

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Acabei de receber esta pérola de um, por assim dizer, ectoplasma suíno (/espírito de porco).

Atentem para o majestoso estilo e para a sublime utilização da expressão “mesma” em substituição a “geladeira”. Meus comentários seguem entre colchetes, em azul.

“Informamos a todos os funcionários que a geladeira localizada no 25º andar deste departamento[Por que a vírgula aqui? Em nenhuma língua do mundo a vírgula deve separar sujeito de predicado!!!] estará sendo desligada [Nossassenhora! O processo de desligamento da geladeira demora tanto tempo assim? Lá em casa basta puxar o fio da tomada...] no final do expediente desta quinta-feira (hoje), para que a mesma [aaaaaaaaaaahhhhhh!!! Olha a manifestação do ectoplasma mesmítico no textoooooo!!!!!] seja descongelada e limpa.

Portanto, solicitamos a todos que não tragam nada para guardar na mesma [reincidência de assombraçãããããããoooo!!!! Fujam para as montanhaaaaaaas!!!] durante o dia de amanhã, pois ela será religada somente após as 18h.

Agradecemos à compreensão.” [Uai, não entendi... o agradecimento foi para Dona Compreensão ou para os destinatários do texto? A crase destinou os "obrigados" para Dona Compreensão...]

Tem uma comunidade no Orkut da qual a pessoa que assassinou o texto deveria pelo menos tomar ciência: “Eu tenho medo do mesmo“. O mesmo do elevador deve ser um maníaco compulsivo, que se esconde nos andares dos prédios enquanto as pessoas aguardam a chegada do ascensor. Acho que a mesma desse texto daí de cima deve ser uma pessoa que, além de fria, é muito porca, suja e fedorenta, tanto que durante um dia inteiro “vai estar sendo” desligada,descongelada e limpa.
Já imaginaram quanto tempo vai levar pra limpar a porcalhona do vigésimo-quinto andar?

Sou só eu que entendo o futuro do gerúndio como uma forma de enrolar o seu interlocutor? Só eu entendo que o “vai estar sendo” limpa significa que o processo vai demorar horrores?

Não vou nem entrar no mérito da crase errada na última frase. Tudo bem que o autor do texto perdeu a oportunidade de eu dizer “pelo menos, a última frase está correta”.

Vamos ressuscitar o texto? Eu o deixaria assim:

Informamos a todos os funcionários que a geladeira localizada no 25º andar deste departamento será desligada hoje, quinta-feira, no final do expediente. Durante a sexta-feira, ela será descongelada e limpa.

Pedimos a todos, portanto, que não tragam nada para guardar na geladeira na sexta-feira, porque ela só será religada após as 18 h.

Agradecemos a compreensão.

Simples, preciso, conciso, objetivo e direto. Sem mais delongas. Nem mesmas.

Bandeiras desfraldadas, clubes sempre primeiros e sempre campeões: os hinos dos times de futebol

domingo, abril 25th, 2010

Antes de falar sobre os hinos dos clubes de futebol, venho aqui mais uma vez render minhas homenagens ao Adriano, que mantém o site www.hinosdefutebol.com Gente, esse site é uma preciosidade! O trabalho feito por ele é excelente, com um cuidado e atenção exemplares. No site do Adriano vocês encontram muito mais letras de hinos de futebol até do Real Madrid!), e arquivos .MP3 de boa parte das letras.

As letras dos hinos de clubes de segunda e terceira divisões do estão compiladas numa página à parte, disponível logo abaixo de minha singela imagem :D , sob a alcunha “Hinos de Clubes”. Neste post aqui eu vou apenas destacar um ou outro texto que me saltou aos olhos.

Pois o que tem de desfraldar de bandeira e bravos lutadores que na vitória ou na derrota dão o sangue pelo clube é uma coisa, viu? Há de se destacar que times como o América (MG) têm letras de fazer inveja a muito clube grande: foram compostas por Fernando Brandt e Tavinho Moura. E o hino da Portuguesa (SP) foi composto por ninguém menos do que o Rei d’Portugal, Roberto Leal!

No quesito exagero vai ser difícil bater a letra do hino primeiro do Coritiba (PR), cuja música foi composta pelo mesmo autor do hino do estado do Paraná. O Senhor Barros Cassal, autor da letra, evoca até a vitória da eugenia. Vou traduzir o dito aí embaixo para um português mais século XXI.

Hosana a ti, pugilo forte
Pelo triunfo que se liba
Glória imortal de nosso esporte
Nas oito letras: CORITIBA
Estribilho:
Teu nome luz
Como o cruzeiro
Teu sangue é novo
E é brasileiro
Sempre temido na refrega
Cohorte possante, audaz, de escol
Não cede um passo, nunca nega
A honra de nosso futebol
Estribilho
O armorial belo perpassa
E brilha em triunfos, dia a dia
Afirmação de nossa raça
Pela vitória da eugenia
Estribilho
Teu pavilhão que o vento beija
Assim escreve a tua história
Bravura e audácia na peleja
Para o triunfo, para a glória.

Hosana a ti, pugilo forte [Hosana = Salve; pugilo = punhado (!!!)]

Pelo triunfo que se liba [libar = brindar com bebidas alcoólicas, geralmente a uma divindade]

Glória imortal de nosso esporte

Nas oito letras: CORITIBA

Estribilho:

Teu nome luz [luz = verbo luzir = brilhar com luz própria]

Como o cruzeiro

Teu sangue é novo

E é brasileiro

Sempre temido na refrega [refrega = confronto]

Cohorte possante, audaz, de escol [cohorte - não encontrei no Houaiss; escol = elite]

Não cede um passo, nunca nega

A honra de nosso futebol

Estribilho

O armorial belo perpassa [perpassar = avançar]

E brilha em triunfos, dia a dia

Afirmação de nossa raça

Pela vitória da eugenia [eugenia = aperfeiçoamento da espécie via seleção genética e controle da reprodução]

Estribilho

Teu pavilhão que o vento beija

Assim escreve a tua história

Bravura e audácia na peleja

Para o triunfo, para a glória.

Os paranaenses são campeões em exagero, definitivamente. Confiram o hino do Paraná:

Paraná já nasceste gigante

És o fruto de luta e união

Tens a força, o arrojo, a imponência

E o poder da realização

Nas três cores do teu estandarte

Tão altiva está a gralha azul

Que plantou neste solo tão fértil

Esta grande potência do sul (…)


Exagero também encontra-se nas letras do Paysandu, de Belém (PA):

(…)Somos jovens e ousados paladinos,

E sempre achar-nos-hão de gladio nú, [achar-nos-hão é liiiiiiiindo! Mesóclise do tempo do onça, amey! E gládio = espada curta e de dois gumes]

Elevando nos prélios mais ferinos [prélio = luta, peleja, combate]

Com honra o pavilhão do Paysandu BIS

Cada um de nós guarda no peito(…)

Se o Coritiba e o Paraná pecam pelo exagero, o Brasiliense (DF), time cuja cor oficial é o amarelo, acerta em cheio na falta de noção:

Com muita raça e toda a nossa vibração

Salve o Brasiliense, futebol clube, meu irmão [o meu irmão precisou entrar aqui pra ajudar com a nossa vibração. Ou isso ou não tinha rima!]

No campo, uma pintura, uma aquarela

E na torcida explode essa febre amarela

Torcida com febre amarela é tuuuuuuuuuuuuudo, né? E o Atlético Clube Goianiense, que, modéstia à parte, tem a força quente de um dragão? A força do dragão tudo bem, o legal mesmo é o modésita à parte!!!

Já o Figueirense (SC) aposta na tática “sou rico, tenho posses e sou da elite” para concluir seu hino:

Meu FIGUEIRENSE adorado

Teu patrimônio é um mundo de riquezas

Com obras de emérito valor

Tens a torcida mais fiel do nosso Estado

Figueira, eu te amo com fervor

E a contradição entre termos da tradição do Juventude, de Caxias do Sul (RS)?

Nossas almas em festa saúdam

Esse clube de real tradição

Na mais sã alegria se escudam

Entoando esta marcha canção

Juventude, um passado de glórias

Teu nome querido tornou

És um clube de muitas vitórias

Que a cidade em orgulho deixou

Juventude, um passado de glórias… miacaaabo com o passado de glórias de qualquer clube! Geralmente traduz-se em presente de campanha complicada e futuro de time incerto. Falo isso de cadeira, pois sou Fluminense! Mas o legal mesmo é ver um clube com passado de glórias chamado… Juventude!!!

Da contradição entre termos caímos na contradição entre gêneros da Associação Desportiva Confiança, de Aracaju (SE):

Quem é o campeão dos campeões,

que no gramado mantém sua glória, [se você esperava por um clube com nome masculino...]

é a Desportiva Confiança,[...dançou! Quem mandou confiar?]

Até Padre Cícero Romão Batista virou personagem de hino! Confiram parte da letra do Icasa, de (claro…) Juazeiro do Norte (CE):

(…)Meu padim nos gramados do céu,

é mais um craque a orar meu Verdão,

a fé nos conduz a vitória,

Icasa eterno campeão.

O hino do Ituiutaba é uma coleção de não-sei-bem-o-quê, que começa com arroz e cita um bando de famílias. Tá mais pra fofoca de quermesse:

Foi nos tempos do arroz,

quando o futebol só tinha um aspecto romântico.

Foi com o Boa Vontade, descendente dos Cancella,

que nasceu altaneiro, do Triângulo Mineiro,

para Minas e outras Terras.

Teu nome é forte

pois é o baluarte do interior

da meiga mãe Minas Gerais.

Quer por altivo e puro

o pavilhão tricolor,

gravado na sina dos fortes Moraes.

Mas eu não consegui entender qual é a do Sampaio Corrêa, de São Luís (MA):

Sampaio Corrêa,

a “Bolívia” querida [er... perdão, mas não entendi por que a Bolívia foi parar no Maranhão!]

de maior torcida

deste Maranhão

Sampaio Corrêa,

do nosso esporte

o mais antigo esquadrão;

Sua camisa encarnada, verde e amarelo;

Veste gigante do esporte em constante duelo.

Sampaio Corrêa, time de Escol [Mais um escol!]

Maior torcida tradição no futebol.

Hino de clube de futebol é a maior curtição. Mas o que que a Bolívia foi fazer no Maranhão eu não sei!!!

[OD 1 ano] Ah, esses estagiários infrequentes….

sábado, abril 24th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi originalmente publicado em 24 de abril de 2009 às 15:32

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Os ectoplasmas suínos estabeleceram contato imediato com esta que vos fala. Desta vez, caiu em minha caixa de correio eletrônico esta belezura contra os estagiários de uma empresa qualquer. (Isso realmente não vem ao caso). Volto a me valer dos comentários entre colchetes, em azul:

Solicitamos informar a infrequência  [Cristorreimesalva...] dos estagiários .  [ã-rrã, sei... mas o que que é isso mesmo, hein?] , ou seja, ausências que impliquem em desconto da Bolsa-Auxílio [aaaaahhhh, tá!].

- Em caso de rescisão [ponto positivo! Escreve rescisão direitinho! Só por isso vou pegar leve...] informar imediatamente através de [ah, os atraveses...] e-mail informando [informar informando? Tá, sei.. mas por que você resolveu informar desinformando, meu fio?] qual o último dia estagiado [G-zuz! Os períodos de 24 horas ganharam estágio, é? Quando forem efetivados, viram o quê? Semanas ou meses?].

(…)

- licença saúde / auxílio doença [faltou o hífen aqui, mas como eu não tenho mais certeza depois de dona reforma ortográfica, deixa prá lá. Até dezembro passado o tracinho era obrigatório]:

(…)
- Informar somente infrequências

(…): não fazem jus a essas infrequências [ah, que lindo isso! Pense bem: você já pensou em acordar um dia e pedir a Deus algo do tipo: "Querido Papai do céu, hoje eu gostaria de não fazer jus a uma infrequência." Ah, isso beira o romantismo!] e os dias informados [dia informado é aquele que lê jornal todos os... er... dias?] com tais ocorrências serão considerados infrequências [ai,confundiu agora... o dia informado ser uma infrequência é bom ou ruim?] e consequentemente descontados no pagamento da Bolsa [é, acho que é ruim].
(…): fazem jus às ausências médicas e os dias de ausência com atestado não precisam ser informados
[que falta faz uma vírgula, meu padimciço! Eles fazem jus às ausências médicas e também aos dias de ausência com atestado, ou eles só fazem jus às ausências médicas -vírgula- e os dias de ausência com atestado (pobrezinhos, nasceram nublados, sujeitos a chuvas e trovoadas, foram parar no médico) não precisam ser informados (Ou seja: dias nublados não precisam ler jornal!)?] .

Obs: Nos casos em que o estagiário esteve frequente todo período
[vou parafrasear Stanislaw Ponte Preta: queremos crer que um estagiário frequente todo o período é uma revolução nos modernos códigos de conduta corporativos], a frequência não deve ser encaminhada, e estaremos providenciando o pagamento integral da Bolsa [mais uma vez o futuro do gerúndio... tadinho do estagiário que não é infrequente... já pensou quanto tempo ele vai levar pra receber a bolsa dele?].

[suspiro. suspiro profundo.]

Vamos lá que os estagiários de hoje sofreram mais que a geladeira de ontem. Tudo bem que o tio Antônio </Houaiss> diz que infrequência é falta de frequência ou baixa frequência, mas… o que que o autor do texto tem contra a ausência?!?!?! A ausência é tão clara, específica e direta…

O através é um caso sério, mas não é lá muito grave. Ocorre que essa preposição transmite a ideia de atravessar, mesmo. Adequada e correta de se usar é em casos como: Olhou através da janela. Há quem diga que a transmissão através da rede está errada, mas se um arquivo tem que atravessar a rede pra chegar do outro lado, acho que está certa, sim. Por isso, vou relevar. Isso é papo entre pasquales becharas. Mas, nesses casos, se não for pra dar ideia de atravessar, prefira a preposição por, que foi feita para atender às necessidades específicas do cliente.

Outra questão polêmica (pros outros, não pra mim) é a vírgula precedendo uma conjunção aditiva (o e). Há quem diga e defenda com unhas, dentes, canhões e baionetas que a vírgula nesse caso é errada, feia, boba, chata – pior que heresia. Mas o professor Pasquale provou, com Vinícius de Moraes, que a vírgula combina muito bem com o e. Eu nunca entendi o porquê de não poder vírgula depois do e: são duas frases distintas, dois sujeitos distintos, dois verbos distintos, a vírgula fica direitinho onde tem que ficar. E há casos em que ela é mais do que necessária, ou então pode dar margem a duplas interpretações – como no texto daí de cima, que, sinceramente, ficaria muito mais bem resolvido com um ponto e outra frase do que com uma vírgula e um e. Mas em geral, a vírgula é a solução customizada perfeita para separar ideias.

Observações quanto aos outros colchetes, que destacam casos específicos de falta de estilo do autor da peça, eu não vou nem falar nada. É dar murro em ponta de faca. Limito-me a (tentar) melhorar o texto, para deixá-lo mais claro. Vamos lá?:

Solicitamos informar as ausências dos estagiários.

(…)
- Informar somente as ausências que impliquem desconto da Bolsa.

- Em caso de rescisão, informar imediatamente por e-mail o último dia de trabalho do estagiário.

(…)

(…): não fazem jus a essas ausências. Os dias de estágio assim informados serão consequentemente descontados no pagamento da Bolsa.
(…): fazem jus às ausências médicas. Os dias em que o estagiário ausentou-se com apresentação de atestado não precisam ser informados .

Obs: em casos de frequência integral do estagiário não é necessário encaminhar informações sobre frequência. Será providenciado o pagamento integral da Bolsa.

Tudo bem que estagiário tem mais é que sofrer. Mas aí também já é esculhambação, né?

Disfunção erétil + falta de noção = duplo sentido idiota

sexta-feira, abril 23rd, 2010
PORRA, SBU! PORRA, PORRA, PORRA!!

PORRA, SBU! PORRA, PORRA, PORRA!!

Se tem uma raça que tem que entender direitinho o que, por que e, principalmente, como falar com seu público-alvo, essa raça é a dos urologistas (aqueles médicos que cuidam do… er… daquele órgão masculino que tem por hábito erigir-se). Urologistas e proctologistas (aqueles que cuidam do… er… lá de trás!). O público-alvo dos urologistas é preconceituoso, descuidado, desligado e foge desses médicos mais do que o diabo foge da cruz.

Então, toda comunicação dos urologistas com a sociedade tem que ser pensada direitinho. Há que se medir as palavras usadas para, principalmente, evitar o duplo sentido na frase – ou, pelo menos, amenizar esse duplo sentido. E, se o duplo sentido é inevitável, que ele seja trabalhado de forma a conquistar o público-alvo, e não afastá-lo, certo?

Daí vem a Sociedade Brasileira de Urologia e me lança esta campanha aqui, com o lema:

Não vire as costas para a disfunção erétil

Não percam o vídeo da campanha neste link aqui.

Sério mesmo que a SBU tá dizendo que homem brocha não deve ir ao proctologista? Tá, eu sei que não é isso que está escrito aí em cima, mas é isso que dá a entender a frase!!! Ora, carambolas e palafitas, esse troço daí de cima foi pensado por um publicitário, que deveria ter previsto essa dupla interpretação!!!

Aí vocês por favor me digam o que a SBU tá querendo dizer com isso, hein? O que a SBU quer com essa campanha? Atrair pacientes? A campanha diz, em outras palavras “Homem, se você brochou, não vire as costas que pode ser pior!” e ELES QUEREM ATRAIR PACIENTES?!?!?!?!

Que moral a SBU tem pra falar em conscientização da população, se não tem consciência do duplo sentido sem noção do lema da campanha?!?!?!?!

Eu me sinto tentada a arriscar um trocadilho com dedos, mas vou me abster. Deixo a SBU sozinha na tarefa de afastar pacientes dos consultórios.

Ufanismo contagiante – quando os hinos exageram na dose

quinta-feira, abril 22nd, 2010

Antes de mais nada, muito obrigada a todos que estão a colaborar por e-mail, twitter e comentários por aqui.

Geral resolveu ajudar e eu estou recebendo uma série de hinos de escolas e clubes pequenos que são mini obras-primas da literatura em língua portuguesa.

Antes de eu começar a divagar sobre o assunto, aos costumes: vou criar duas páginas extras neste blog, que ficarão ali, à direita, pouco abaixo de minha singela foto :D . As páginas serão intituladas Hinos de Colégios e Hinos de Clubes. Vou listar todas as obras que receber lá, por ordem de chegada.

Isto posto, voltemos à divagação.

Nego quando senta pra escrever um hino, por definição, liga os neurônios em modo exagero. Quer ver só? O hino dos Estados Unidos termina com a pouco modesta afirmação de que o país é a terra dos livres e o lar dos bravos. Se isso não é exagero, não sei como classificar. E o nosso és belo, és forte, impávido colosso? Aliás, onde mais as palavras impávido e colosso apareceriam juntas, além da letra de nosso mui amado Hino Nacional?

Não estou aqui criticando a construção dos hinos, a idéia aqui é destacar o exagero das letras – característica primeira de quase todos os hinos em homenagem a alguma instituição.

Reparem, por exemplo, no hino do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, enviado pela Marianna Vilarino (ex-aluna orgulhosa):

Vivemos para o estudo
Soldados da ciência.
O livro é nosso escudo
E arma, a inteligência.
Estudaram aqui brasileiros
De um enorme e subido valor.
Vivemos para o estudo
Soldados da ciência.
O livro é nosso escudo
E arma, a inteligência.
Por isso sem temer
Foi sempre o nosso lema:
Buscarmos no saber
A perfeição suprema”.

“Nós levamos nas mãos o futuro

De uma grande e brilhante nação.

Nosso passo constante e seguro

Rasga estradas de luz na amplidão.

Nós sentimos, no peito,

O desejo de crescer, de lutar, de subir,

Nós trazemos no olhar o lampejo

De um risonho e fulgente porvir.


Vivemos para o estudo

Soldados da ciência.

O livro é nosso escudo

E arma, a inteligência.

Por isso sem temer

Foi sempre o nosso lema:

Buscarmos no saber

A perfeição suprema.


Estudaram aqui brasileiros

De um enorme e subido valor. (…)

Entenderam o exagero? Mas se não houvesse tal exagero, o hino do colégio jamais sairia dos neurônios do autor.

Outro exemplo, o hino do Colégio Santo Amaro, também do Rio de Janeiro:

“(…) Coragem e ânimo, alegria

Para o colégio nosso honrar

É necessário cada dia

Com mais estímulo estudar

Vamos valentes, sempre avantes

Para podermos conseguir

Uma instrução forte e brilhante

Que nos dê glória no porvir

E tu, colégio, da memória

Nossa jamais te apagarás

Nós te daremos honra e glória,

Tu honra e glória nos darás

Recebe o preito de ternura de nossa alegre infância em flor

A gratidão mais viva e pura

Junto ao mais vivo e puro amor

Recebe o preito de ternura. Preito, gente. Tem como não se encantar com esse exagero todo? Reparem no seguinte: dois hinos, dois colégios, e o mesmo porvir assinalado na letra… ;) – mas tenho pra mim que o porvir do PII é melhor, porque é fulgente:D

E o Colégio Militar de Brasília? Vejam que beleza:

Eu sou conquistador

Quando em defesa

Da justa lei da honra e do civismo

Das terras de pujante natureza

Q`herdei como nobreza

De um passado de heroísmo


Eu sou com muito orgulho um brasileiro

Que ostenta a nobre estrela tutelar

No alto do Planalto Maravilha

Na terra de Brasília

Sou Colégio Militar

Planalto Maravilha! Terras de pujante natureza!! Ah, como é legal praticar o exagero nos hinos! :D

Vou retomar este assunto aqui, tão logo me cheguem mais exemplos de hinos. Por favor, continuem a colaborar!

Campanha hinos brasileiros

quinta-feira, abril 22nd, 2010

Fui acometida por uma inexplicável vontade de reunir exemplos de composições ufanistas. e peço mui humildemente sua colaboração.

Se você me lê e conhece a letra do hino de seu colégio, ou sabe a letra do hino de times de futebol (não vale os grandes!), por favor, envie um e-mail com esse pedacinho de literatura brasileira para objetivandodisponibilizar arroba gmail.com (não vou escrever o endereço aqui pra evitar vírus, OK? É só substituir o “arroba” pelo símbolo @.).

Vou publicar aqui os hinos em duas categorias: escolas e clubes de futebol.

Aguardo sua colaboração!

Síndica deveras controladora ou pense bem no seu público-alvo antes de escrever qualquer coisa

quarta-feira, abril 21st, 2010

Mais um post originado na casa da sogra.

O prédio onde vive a mãe do meu marido é habitado basicamente por seres sexagenários de 80 anos, como diria a nonna Nair Bello. Tudo velhinho aposentado.

A própria síndica é uma sexagenária de 80 anos. Um contêiner, a mulher. “Favor trancar a porta após as 20 horas”, “é proibido mais de um carro por apartamento”, “o lixo deve ser recolhido em sacos pretos às segundas, quartas e sextas, sempre às 22 horas’ e por aí vai. Tem regra pra tudo. Ela controla as coisas nos mínimos detalhes. E os velhinhos seguem tudo à risca.

Daí, você lê esse aviso quando entra no prédio

DSC03924

e se pergunta se a supracitada síndica está a controlar o horário de visitas dos técnicos de TV a cabo ao telhado ou se no fundo, no fundo, o que ela quer mesmo é controlar a hora de os vizinhos baterem as botas.

Portanto, amiguinhos, deixo aqui mais uma lição importante: antes de escrever ou dizer qualquer coisa, pense no seu público-alvo, para não ser mal interpretado.

Porque vamos combinar: não é de bom tom fixar um aviso desse teor num prédio onde só moram velhinhos, né?

E o pior é que a tal da síndica mora no andar onde esse aviso foi fixado.

Qualquer dia desses eu vou perguntar o que ela quer controlar de fato com esse cartazete…

A criatividade dos escribas brasileiros

terça-feira, abril 20th, 2010

Copiado e colado da coluna de hoje da Monica Bergamo, aqui (só pra assinantes, mas não lamente, lembre-se que é a Folha de SPaulo…):

O CRIATIVO
O slogan “o Brasil pode mais”, repetido por José Serra (PSDB-SP) em suas últimas aparições públicas, foi usado por Geraldo Alckmin em 2006, quando ele perdeu a eleição presidencial para Lula. “O Brasil pode mais, porque você pode mais”, disse Alckmin no penúltimo programa eleitoral de sua campanha na TV. O marqueteiro dos dois é Luiz Gonzalez.
O CRIATIVO 2
A incrível coincidência já tinha sido identificada em outro slogan, usado na eleição que escolheu os dirigentes do Santos F.C., no ano passado. “O Santos pode mais” era o slogan da chapa vencedora -da qual fazia parte Fábio Gonzalez, irmão do marqueteiro dos tucanos.

O CRIATIVO

O slogan “o Brasil pode mais”, repetido por José Serra (PSDB-SP) em suas últimas aparições públicas, foi usado por Geraldo Alckmin em 2006, quando ele perdeu a eleição presidencial para Lula. “O Brasil pode mais, porque você pode mais”, disse Alckmin no penúltimo programa eleitoral de sua campanha na TV. O marqueteiro dos dois é Luiz Gonzalez.

O CRIATIVO 2

A incrível coincidência já tinha sido identificada em outro slogan, usado na eleição que escolheu os dirigentes do Santos F.C., no ano passado. “O Santos pode mais” era o slogan da chapa vencedora -da qual fazia parte Fábio Gonzalez, irmão do marqueteiro dos tucanos.

Me lembrou de três coisinhas:

1- Uma agência de publicidade que existia em priscas eras da Internet, a Plus Comunicação. O site deles (putz, não abre mais, que pena!) era um mafuá multimídia, tinha um olho (globo ocular, bem entendido!) que olhava pra tudo quanto era canto, pra cima, pra baixo e pros lados, e, ao fundo (juro por Deus! Eu vi e ouvi isso!!!) o arquivo midi de Missão Impossível tocando sem parar – e sem um botão de calabocapelamordedeus no site!) Justiça seja feita, a Plus Comunicação foi a pioneira no (mau) uso da palavra diferencial. Usava em T-U-D-O quanto era canto. Pra T-U-D-O quanto era cliente. Tenho cá pra mim que os irmãos Gonzalez Y Gonzalez trabalharam nessa agência de comunicação. Daí a reciclabilidade de seus slogans, né?

2- uma notinha lida Internet afora (acho que foi no Blue Bus, mas não encontrei nenhum link que me comprovasse a memória) sobre a concorrência que o IBGE fez para contratar uma agência de publicidade para divulgar seu trabalho etc. e tal, e quase todas as concorrentes fizeram algum trocadilho com o verbo contar para o slogan. algo como: “IBGE, conte com a gente!”

Eu sou a primeira a defender trocadilhos. Acho que um trocadilho calado pode fazer muito mal à pessoa, pois ele vira toxina. O negócio é falar logo e botar o trocadilho pra fora antes que ele te contamine. Mas também não é pra levar o trocadilho a sério, né, gente?

3- O Paulo Henrique Amorim comentou no site dele já ter trabalhado com um revisor (foi no Jornal do Brasil, Paulo Henrique?) que recomendava cautela ou até mesmo que se evitasse o uso da palavra poder, porque ‘o poder pode tudo’.* Aí vem o PSDB e… deixa prá lá.

Tudo isso pra dizer que eu ainda espero um mínimo de criatividade (da sinceridade já abri mão de há muito!) nessa campanha eleitoral que já se vislumbra ao horizonte….

* Pra quem não entendeu: no início do século passado, o fonema da letra F era produzido pelas letras “PH” (como em pharmacia). Agora, imaginem o poder com PH. Então, preciso desenhar ou tá de boa?

Interpretando textos com a Madrasta do Texto Ruim – um olhar realista para destacar as entrelinhas

quarta-feira, abril 14th, 2010

O título daí de cima é pra ser lido com sarcasmo, fazfavô. Porque eu jamais, em sã consciência, começaria um título com um gerúndio, muito menos lançaria mão da expressão um olhar assim assado. Além de sarcasmo, o título acima ainda contém 3 taças de vinho. Favor dar o desconto.

Mas não tô aqui pra justificar meus títulos. Vim para ajudar meus diletos leitores a lerem as entrelinhas dos textos que lhes chegam às mãos. Outro dia mesmo tava aqui aprovando um comentário que falava de texto em entrelinhas.

Enfim. Marido recebeu uma dileta cartinha da TIM(ganei) junto com a conta do celular. A missiva é simpática e educada, mas contém uma série de informações que não foram ditas com todas as palavras. Escancará-las-ei, portanto:

Prezado cliente,

Visando a melhoria constante nos processos de atendimento a você, cliente TIM, estamos aprimorando os nossos sistemas de faturamento, responsáveis pela geração de sua conta.[Achamos por bem mexer no sistema que gera nossas cobranças]

Diante disso, a conta deste mês (Abril/2010) não contempla as chamadas locais e de longa distância. [deu um pau ferrado no sistema, a gente perdeu um monte de coisa, mas se Deus quiser o backup vai funcionar] Estas chamadas serão apresentadas na próxima conta com vencimento em maio/2010. [Até o mês que vem a coisa tem que voltar aos eixos, com a ajuda dos deuses]

ATENÇÃO: Caso exista utilização de chamadas locais excedentes ao seu pacote de minutos, realizadas no período de 1/3/2010 a 31/03/2010 (Período do vencimento de Abril/2010), ou chamadas de longa distância deste mesmo período, estas serão cobradas e apresentadas na conta do mês de maio/2010. [aparentemente, perdemos os registros de suas chamadas excedentes e/ou de Longa distância. Mas estamos rezando pra recuperar tudo, viu? Aguarde notícias mês que vem!]

Essa reprogramação está sendo feita em caráter excepcional, não causará a cobrança de encargos financeiros adicionais e respeita os prazos determinados pela Anatel (Agência nacional de Telecomunicações). [Tamos virando noites e noites pra resolver o quiproquó, o chefe não larga do nosso cangote, e a gente tem que consertar a bosta homérica o mais rápido possível. Inda bem que a Anatel entende que esse tipo de bosta acontece, né?]

Adicionalmente, o vencimento da sua conta deste mês será prorrogado e o pagamento poderá ser realizado até 22/04/2010, sem incidência de multa e juros. [Tamos quebrando o teu galho. Reze por nós!]

Atenciosamente,

TIM Brasil.

Eu ri muito ao ler esta carta. Espero ter compartilhado os motivos de meus risos com vocês. E vamos ver o que vai acontecer mês que vem!

Contas erradas e gritarias no gerúndio

quarta-feira, abril 7th, 2010

Nota-se que quem teve a idéia de jênio do site Dois Gritando, do jornal O Globo, nunca participou de movimento estudantil. No máximo vai protestar de vez em quando na orla carioca aos domingos. Se tivesse participado do movimento estudantil, teria o tique nervoso de aumentar sempre o número de participantes de protestos e passeatas, e não passaria por esta web-vergonha aqui:

doisgritando

Senão vejamos:

Nós = primeira pessoa do plural. E plural, até ontem à noite, era aquela coisinha que é sempre mais de um, né? (Tô numa fase meio tatibitati, reparem não). Isto significa que as pessoas do plural (nós, vós e eles) têm que ser, no mínimo, duas. Ou viram singular. Daí, a gente pode até chegar a esta mirabolante e elaboradíssima equação matemática, que obviamente confundiu a cabeça dos jênios do Globo:

Nós e você = nós + você = 2+1 = 3

Portanto, temos três gritando (esse gerúndio assusta… será que ao menos vão respeitar a lei do silêncio?!?! Será que esses três gritando param em algum momento? Putz, isso dá dor de garganta!!).

Mas o Globo não conta uma das três pessoas… seria essa terceira pessoa o mesmo, aquele ser que encontra-se no andar enquanto a gente espera o elevador?

De qualquer forma, por favor, providenciem uma calculadora p’a galera do Globo. Eles tão precisados…

A politização da vírgula (ou a teoria do Fagundes)

sábado, abril 3rd, 2010
As imagens acima também foram "adquiridas" no blog do Nassif. O link pro post tá aí embaixo no texto

As imagens acima também foram "adquiridas" (/cara de pau) no blog do Nassif. O link pro post original tá aí embaixo no texto

Daí que um dileto ectoplasma suíno passou por estas bandas e me avisou deste post no blog do Nassif. Tô com pressinha agora, depois eu baixo as imagens e copio aqui.

Mas, pra quem tá com preguiça de clicar no link, segue o resumo da ópera (bufona). Resumão bem tatibitati, porque, né, trata-se da Folha de São Paulo, o Eliéser dos jornais brasileiros. A história é a seguinte:

1- Folha de São Paulo faz manchete política para edição impressa.

2- Folha de São Paulo faz manchete sobre mesmo assunto para edição online.

3- Folha de São Paulo mexe mal nas vírgulas e faz lambança.

4- Folha de são Paulo remenda a lambança na edição online.

As manchetes das edições impressa e online ficaram, respectivamente, assim:

Serra critica roubalheira e Dilma, viúvas da estagnação (edição impressa)

Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação (edição online)

Se eu fosse preguiçosa, me limitaria a lincar aqui a explicação que o professor Pasquale já deu sobre a vírgula e a conjução e. Mas não vou me furtar a tecer minha própria teoria da conspiração. Vamlá.

Pra começo de conversa, vamos falar com base em dona Gramática. Essa manchete da Folha é a prova final, definitiva e indiscutível de que conjunção aditiva pede, sim, vírgula, pra não embananar a compreensão da frase. Então, galera, vamos cortar aquele papinho furado de que conjunção aditiva liga frase e por isso não pode jamais ser precedida por uma vírgula blablabla whiskas sachê blablabla. Como já disse, o Professor Pasquale concorda comigo.

A frase da edição impressa, sem a vírgula antes da conjunção aditiva, tem apenas um sujeito (Serra) e dois objetos diretos (Dilma e a roubalheira). Do jeito que ficou, a frase afirma que Serra criticou tanto a roubalheira quanto a Dilma,  e afirmou que ambas (Dilma e roubalheira) são viúvas da estagnação. Reparem no viúvAs, no feminino.

Já a frase da edição online conta com dois sujeitos, Serra e Dilma, que cometeram a mesma ação (criticar) contra objetos diretos diferentes (o de Serra é a roubalheira; o de Dilma, os viúvOs da estagnação. Viúvos, no masculino, reparou?).

Isto posto, minha teoria é de que esse texto foi feito às pressas, no meio da madrugada, no fechar de uma edição. O caboclo tava com sono, e tava mais preocupado com dona Gramática do que com dona Tendência Política. Aprendeu na escola que antes de conjunção aditiva não tem vírgula nunca, jamais, em tempo algum, e tirou a dita de lá. Apertou o print das rotativas, virou as costas e foi-se embora dormir, pra dar margem a toda sorte de interpretações escabrosas e maledicências por parte dos blogs petralhas (huahuahuahua, como é divertido zoar com todas as tendências políticas!), que começaram a imaginar até mesmo que, dadas suas ligações escusas com o prédio da Barão de Limeira, (aqui começa a viagem legal) foi o próprio Serra foi o autor dessa frase. Não seria de espantar. José Serra tem mesmo habilidade pra fazer cagadas desse tipo com a Língua Portuguesa. Daí os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

Mas eu tenho outra teoria: essa manchete foi feita de propósito, e pra sacanear a direção da Folha. Algo bem Fagundes, o Puxa-Saco: E aí chefinho, ficou boa a manchete? Viva o Serra, e abaixo a Dilma, né, chefinho? Daí, o cabra chutou o pau da barraca e fez essa lambança na edição impressa. Então, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

A terceira teoria é a menos plausível de todas: o autor da manchete é um jornalista sem conhecimentos básicos de Português. Mas nessa teoria eu não aposto, não. Naonde que a Folha de São Paulo se prestaria a publicar textos mal-escritos, né, gente? Pô, se tem um jornal que preza pela clareza dos textos e da concordância com as regras gramaticais da Língua Portuguesa é a Folha de São Paulo!!! (*) Ainda assim, ao lerem a magnífica manchete da edição impressa, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

(*) Pros desavisados de plantão: Esse parágrafo foi irônico, tá?

Sem as bênçãos de Nossa Senhora da Concordância Verbal…

quinta-feira, abril 1st, 2010
É cultivam, Serra! Cultivam!!!

É cultivam, Serra! Cultivam!!!

Alguém avisa lá em cima pra algum santo abençoar e proteger a candidatura de José Serra à Presidência da República?

Nossa Senhora da Concordância Verbal já refugou, coitada…

Pô, primeiro dia de campanha, o ex-governador de São Paulo solta esta magavilha:

Aqui não se cultiva escândalos, mal-feitos, roubalheira…

Ô, Zé! O certo é cultivam, zifio! Vê se melhora seu entrosamento com os santos gramaticais, senão a coisa vai ficar feia pro seu lado!

Até porque as más línguas dizem que quem fala errado neste país é Lizinácio, e ele nem candidato mais é…

(Também, quem mandou o Paulo Henrique Amorim ficar reparando nas suas concordanças, né?)

Folha de São Paulo: Mais gente empregada, maior a taxa de desemprego (oi?)

quarta-feira, março 31st, 2010

Eu sinceramente não sei o que pensar deste texto. Deve haver algum raciocínio oculto por trás desses índices, valores e taxas que não foi bem explicado pelo texto. Por isso a reportagem conclui que a taxa de desemprego alta é fruto do aumento da quantidade de pessoas… er… empregadas! (?!?!?!!?!)

Sabe o que é, gente? É que eu vivo ainda dentro do velhoconceito de taxa de desemprego alta, que pressupõe mais gente fora do mercado de trabalho. Se o novoconceito de índice de desemprego determina que quanto mais gente empregada, maior será a taxa de desemprego, ninguém me avisou. Por isso eu entendi patavinas da reportagem da Folha.

Portanto, eu venho humildemente pedir a vocês que me expliquem o raciocínio desse texto, pelo amor de Deus. E vou resistir bravamente a desancá-lo até que me provem que eu não devo fazer isso.

Ah, sim! O texto está aqui, e é esta pérola que vos copio abaixo:

31/03/2010 – 12h58
Otimismo com a economia aumenta entrada no mercado de trabalho

GIULIANA VALLONE
da Folha Online

A entrada atípica de pessoas no mercado de trabalho em fevereiro gerou um crescimento na taxa de desemprego do país no mês passado, de acordo com dados da Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O índice subiu para 13% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, acima dos 12,6% em janeiro.

Os números mostram que o aumento de 90 mil no número de desempregados no mês resultou da abertura de 25 mil vagas e da entrada de 116 mil pessoas na força de trabalho. “O clima é de relativo otimismo com a economia, então as pessoas vão para o mercado de trabalho”, afirmou Alexandre Loloian, coordenador técnico da equipe de análises da Fundação Seade. “Geralmente em fevereiro as pessoas estão saindo do mercado.”

Na região metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego também subiu, passando de 11,8% em janeiro para 12,2% em fevereiro, ainda assim a menor taxa para o mês desde 1992. O nível de ocupação na região cresceu 0,5% no mês, registro praticamente inédito em meses de fevereiro, afirmou Loloian.

Para ele e Sérgio Mendonça, supervisor da pesquisa no Dieese, beneficiada pela melhora das condições neste ano, a taxa em São Paulo deve voltar a ter apenas um dígito até o final do ano, classificando-se como o melhor número em cerca de 20 anos. “Uma taxa em torno de 10% não é nada para se comemorar, ainda é alta. Mas é favorável”, afirmou Mendonça.

Carteira assinada

Loloian e Mendonça ressaltaram também a importância da geração de vagas com carteira assinada no país. “Em cada dez postos criados atualmente, oito são com carteira assinada”, afirmou o coordenador do Dieese. “As vagas com carteira crescem e as sem carteira caem. Está havendo uma troca.”

O número de trabalhadores com carteira assinada no país registrou crescimento de 1,5% em fevereiro ante janeiro, o equivalente a 127 mil pessoas. Já a quantidade de vagas informais caiu 2,3%, em 41 mil.

Aceitamos sugestões inclusive sob a forma de desenhos.

Grata,

Bruxa Malvada

O incrível caso do balde ninja que atravessou goteiras globais

quarta-feira, março 31st, 2010

Agora vejam vocês como é poderosa essa Rede Globo! Palavras do Ricardo Feltrin, não minhas…

Eis que durante uma bela edição noturna do SP TV as câmeras da Globo flagraram um glorioso e retumbante baldimdiprástico a invadir a cena por elas captada (aparece ao lado do monitor que mostra a Flávia Freire). E o pobrezinho estava lá a trabalho: recolhia água que pingava duma goteira. Ou pelo menos deve ser isso, porque o texto da coluna Ooops, do Ricardo Feltrin (do UOL, claro! :D ), se embananou todim todim na hora de mostrar que sabe a diferença entre o através e o por meio de. Ó só a bananança:

Na última terça-feira à noite, enquanto Carlos Tramontina, 53, ancorava o “SPTV 2ª Edição”, um balde providencial, semioculto no estúdio, coletava a água por meio de uma goteira.

Quer dizer, o balde vai lá, sobe até a goteira, se espreme feito um condenado, passa pela goteira e coleta a água que cai. Mó heróizão esse balde, né? Mas se o Feltrin tivesse escrito:

Na última terça-feira à noite, enquanto Carlos Tramontina, 53, ancorava o “SPTV 2ª Edição”, um balde providencial, semioculto no estúdio, coletava a água que caía por uma goteira.

o balde não precisaria se espremer tanto pra passar pela goteira. E ainda executaria sua função de forma digna e honrada – e em rede estadual de televisão, olha que chique! :D Inda mais se levarmos em conta que ele (o baldinho) apareceu glorioso durante a matéria sobre a chuva que se precipitou sobre a cidade…

Ou isso ou eu contrato esse balde ninja pra trabalhar lá em casa. tô com uma goteirinha indigesta no quarto do feiticeirinho, viu? Se ele conseguir passar por ela e coletar a água antes que ela passe pela goteira, vai ser show!

Trubisco e fuzilico

terça-feira, março 30th, 2010

Tô aqui com a minha amiga slinguista Marília Mercer no MSN. Ela tá me contando umas historinhas ótimas sobre invenções de palavras…

Quando ela se esquece do nome da coisa à qual ela quer se referir, ela chama o negócio de trubisco ou de fuzilico.

Ih, Dona Bruxa, o que é isso e pra que serve?

Bem, ouçamos as palavras da própria Marília:

é qulquer coisa que não lembro o nome
tem fuzilico, fuziliquinho, fuzilicão
trubisco trubisquinho e trubiscão
é que as vezes não dá tempo de lembrar o nome das coisas
e com os improvisos o povo entende e até me lembra o nome!
por exemplo, em radiologia usamos muito o espessômetro
mas na correria, eu esquecia o nome, virava pra estagiária, pega o fuzilico ali pra mim?
termos técnicos!

É qulquer coisa de cujo nome não me lembro. Tem fuzilico, fuziliquinho, fuzilicãotrubisco trubisquinho e trubiscão

Às vezes não dá tempo de lembrar o nome das coisas, e com os improvisos o povo entende e até me lembra o nome!

Por exemplo, em radiologia usamos muito o espessômetro. Mas, na correria, eu esquecia o nome, virava pra estagiária e dizia: “pega o fuzilico ali pra mim”?

Termos técnicos!

É legal, ela aprendia que tinha que sempre medir com o espessômetro sem eu ter que ser a chata que dava aula disso na frente do paciente

Miacaaaaaaaaaaaaaaaaabo com essas expressões doidonas que acabam por soar simpáticas aos nossos ouvidos?

Quando eu era criança pequena lá na Escola de Comunicação da UFRJ, os colhégas falavam em isdruves e isblau. Também dois verbetes muito importantes na arte de não dizer nada mas mesmo assim conseguir se expressar.

E você, também já inventou um neologismo quando se esquecia da palavra correta pra ocasião?

(Em tempo: antes de se apressar e traduzir sling por tipóia, visite o site da Marília. Sling, ou carregador de bebê, é um dos melhores trubiscos já inventados para se carregar um bebê desde… ah, sei lá desde quando! E slinguistas são as pessoas que fazem os slings. A Marília é uma trubisqueira de mão cheia! :D )

“Um texto que era um diamante…”

segunda-feira, março 29th, 2010
Fique com Deus, mestre!

Fique com Deus, mestre!

Estava eu web afora a fuçar textos escritos pelo Armando Nogueira, para homenageá-lo agora que ele se foi. Encontrei essa frase magistral do William Bonner no site do Jornal Nacional, e aproveito essa definição na cara dura para intitular este post. Bonner, te devo uma!

Eu não gosto de futebol. Não curto, nunca curti. Acho um saco. às vezes sento e até assisto um pouco, mas não raro uso os 90 minutos da pelota no gramado para tirar um cochilo. Isso vale para jogos da seleção em copas do mundo.

O que essa informação tem a ver com Armando Nogueira? Tudo! Os textos de futebol escritos por ele eram tão deliciosos e tão agradáveis que, quando os lia, imaginava a bola a correr no campo como se aquilo me deleitasse. O Armando Nogueira tinha dessas manhas. Era um operário das palavras, e dominava as ferramentas de seu métier com maestria tamanha que, não raro, eram as palavras que se curvavam a ele.

Só mesmo ele para cunhar tão espetacular frase:

A palavra é um ser vivo: nasce, cresce, morre. Com a diferença que, ao contrário de nós, ela ressuscita

Não vou aqui me perder com a biografia dele. Se você estiver curioso, clica aqui que você vai encontrar a informação que você procura.

Eu só fiz questão de deixar aqui no caldeirão minha homenagem a este mestre das palavras, que sempre soube muito bem o que fazer com elas, e lamentar que este mundo tenha perdido um pouco de seu brilhantismo.

O texto a seguir foi escrito por ele em 1970. Descreve o tricampeonato brasileiro. Foi extraído deste site aqui, a cujos autores eu agradeço. Nesse mesmo link, a definição do Armando Nogueira está óóótima:

Armando Nogueira é um estilista, na medida em que escreve sobre futebol a partir de uma consciência artesanal que envolve suas crônicas de um grau de literaridade tal, que elas, hoje, constituem páginas realmente literárias com toda a força imagística, poética, carga épica e dramática, que costumam envolver tais criações. Tem dois livros lançados, “Bola na rede”, e “A chama que não se apaga”, sobre as cinco olimpíadas que cobriu como jornalista. (…)

Deleitem-se, pois, com o texto do link

México 70
Armando Nogueira
México 70 – E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.
Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.
E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.
O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.
Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.
Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.
Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.
Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.
Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.
Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.
Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.
A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.
Até que os deuses do futebol inventem outra.
Armando Nogueira é um estilista, na medida em que escreve sobre futebol a partir de uma consciência artesanal que envolve suas crônicas de um grau de literaridade tal, que elas, hoje, constituem páginas realmente literárias com toda a força imagística, poética, carga épica e dramática, que costumam envolver tais criações. Tem dois livros lançados, “Bola na rede”, e “A chama que não se apaga”, sobre as cinco olimpíadas que cobriu como jornalista. Hoje colabora com diversos jornais, que publicam suas crônicas esportivas, e mantêm programa em um emissora de televisão.
Texto extraído do livro “O melhor da crônica brasileira”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1997, pág. 26.

México 70

Armando Nogueira

México 70 – E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra.

Texto extraído do livro O melhor da crônica brasileira, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1997, pág. 26.

Atualização das 21:55

Não resisto. Vou colar outro texto. Este peguei daqui, do blog do Ancelmo Góis. A redação é igualmente irresistível!

A alegria de um coroa

Acordou bem cedinho. Estava louco para rever a sua cidade. Abriu a janela do apartamento e deu de cara com uma colossal manhã de sol, dessas que só mesmo o Rio de Janeiro é capaz de aprontar em pleno inverno. Pois a história que agora te conto, leitor, passou-se no recente mês de agosto.

Para não perder tempo, que as férias eram brevíssimas, o nosso amigo tomou uma xicrinha de café preto, enfiou no bolso uma pera, pra mais tarde, e saiu pelo Aterro do Flamengo, feliz da vida, de bermudas e tênis “Conga”.

Caminhava e distribuía seu contentamento entre as árvores do Aterro, boas amigas que ele já não via há dez anos, quando deixou o Rio para ir cuidar de uma fazendola no interior de Minas.

Pelas tantas, quis tomar sol. Despiu a camisa de malha, deitou na arquibancada do campinho de futebol de salão e assim ficou um tempão, entregue ao regozijo de merecido repouso. Tamanho era o sossego que até chegou a tirar uma soneca.

- Ei, moço! bom-dia!

Era a voz de um dos três garotos que chegavam com uma indisfarçável secura de bola.

- Quer fazer um racha com a gente? A gente joga dois-contra-dois.

Deitado estava e deitado respondeu, no embalo:

- Vamos lá, pelada é comigo mesmo!

Resoluto, levantou-se, sacudiu as pernas e foi logo entrando no campo. Um campo de barro. O dono da bola, um menino de seus quinze anos, fez a apresentação da turma:

- Eu sou o Marcio, esse aí é o Dico e aquele é o Leo.

Nem esperou que o coroa se identificasse. Queria mais era começar logo o racha.

- Olha aqui, vai ser eu e o Dico contra o senhor e o Leo.

Pela rapidez da escalação, o coroa sentiu que devia estar entrando numa fria: o bom de bola, ali, devia ser o Dico. Discretamente, deu uma olhada e viu que o Leo não tinha a menor pinta. De qualquer modo, chamou de lado o Leo e propôs uma chave: o Leo lá na frente, ele mais atrás. Antes, porém, um teste sem aparentar outra intenção a não ser aquecer o corpo: na verdade, queria mesmo era saber se o Leo era de bola, ou não. Tocou a bola na direção do Leo para ver que bicho dava. A bola beliscou a canela do Leo. O coroa chegou a pensar em desistir. Um sujeito de 61 anos, meio barrigudo, cheio de cabelos brancos:

- Meu Deus, o que é que estou fazendo aqui no meio desses meninos; uns meninões de quinze anos?

O diabo é que ele já tinha aceito o desafio. Não ficava bem correr da raia. Afinal de contas, não era a primeira, nem seria a última vez que a vida metia o nosso coroa em batalhas decisivas.

No meio do campo, o dono da bola vai cantando as regras do jogo: a partida é de cinco. Quem fizer cinco primeiro, ganha. Não vale gol direto. Não pode pegar a bola com a mão, só se já começar no gol de saída.

E como ninguém sequer pensou em jogar no gol, a partida começa com os quatro na linha. No centro do campo de terra batida, a bola de futebol de salão, por sinal que um tanto surrada.

A saída, lógico, é do Marcio. Marcio pro Dico, Dico pro Marcio, que tenta um drible. O coroa, vigilante, rouba a bola e contra-ataca. Procura o Leo. O Leo ficou lá atrás, paradão, sem saber pra que lado ir. O coroa então chuta do meio do campo. Gol!

- Não vale – grita o Marcio – eu avisei ao senhor que não vale gol direto. O senhor tem que passar a bola pro Leo! Ou o Leo pro senhor!

Gol anulado, começa tudo de novo. Saída com o Marcio. O coroa pede tempo. Cochicha uma tática no ouvido do Leo.

Bola em jogo. O Leo dispara e vai ficar plantado bem juntinho da baliza, como pediu o coroa.

Em dez minutos, o time do coroa já está ganhando de três a zero, três gols do Leo. O esquema funciona bem, mas o jogo é incessante, lá e cá. Agora mesmo, o Dico acaba de fazer o dele: três a um. E o Marcio delira com a reação.

Nova saída. O coroa arranca pelo meio dos dois, parece um foguete; vai em frente e entrega, mais uma vez, embaixo dos paus para o Leo fazer o quarto gol.

A essa altura, o coroa já passeia pelo campo, absoluto. Por sua vez, o time adversário já esta literalmente descadeirado.

- Vai, pereba – berra o Marcio, colérico, para o Dico – Vai nele! Você não disse que o coroa não é de nada? Toma a bola dele, palhaço!

A dissensão nas hostes inimigas é profunda. O Marcio e o Dico vão acabar saindo na porrada. Pelo menos é o que pressente o coroa, achando, por isso, que o melhor é liquidar logo essa conta.

Vamos, então, mais que depressa ao quinto e derradeiro gol dessa inesquecível partida. Porque inesquecível, leitor, já, já saberemos.

O Marcio faz um passe longo para o Dico. O demônio do coroa, como sempre, adivinha a jogada, corta o centro com o peito em pleno ar e, antes que a bola caia no chão, amortece na coxa direita. Da coxa, a bola escorre para o peito do pé e pronto: uma, duas, três… o homem começa uma sucessão de embaixadas; faz nove em plena corrida. Na décima, depõe a bola na linha do gol, bem em cima da linha:

- Taí, Leo, faz o quinto e acaba logo o jogo.

- O Marcio, uma fera, vai apanhar a bola e nem volta para dizer até logo. O Dico sai de fininho, mal dá um tchau. O Leo, não, o Leo dá um abraço legal no companheiro de time.

O coroa senta de novo na arquibancada, tira do bolso a pera, dá uma mordida triunfal e fica ruminando, em silêncio, o bendito fruto de uma bela vitória.

Os três meninos foram embora sem saber que deram uma certa alegria ao coroa Nilton Santos, também chamado “A Enciclopédia do Futebol”

Texto extraído do livro O Vôo das Gazelas, de autoria do próprio Armando, publicado em 1991 pela Editora Civilização Brasileira.

Pneus recauchutados, português careca (ou com a cara enfiada na terra feito avestruz por causa da vergonha alheia que o texto causou, vai saber…)

quinta-feira, março 18th, 2010
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Já vou avisando: esse post é forte demais para pobres corações desavisados.

Resolvido a me chocar, marido me mostra este site aqui [aviso da bruxa: ao clicar no link fornecido, certifique-se de que você não tem canivetes ou facas por perto, porque a vontade de cortar os pulsos será incontrolável], de uma empresa que faz recauchutagem de pneus para veículos pesados.

Vou nem entrar no mérito do uso do Flash, nem dos desenhos, nem de nada do que ainda está te chocando (e por favor, pare de pensar em facas nos pulsos!). Vou direto pro texto em destaque aí em cima (que, justiça seja feita, está à altura do site):

Fundada em 1.973, a Centro Sul pneus surgi, no mercado, atuando no seguimento de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagme de Pneus, nos Sistemas á quente e a frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.
A Vulcanização á Frio, também conhecido como, Pré moldados, é controlado pôr sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade

Fundada em 1.973 [De acordo com o Manual do Estadão:  "Escreva os algarismos, de 1.000 em diante, com ponto: 1.237, 14.562, 124.985, 1.507.432, 12.345.678.543, etc. Exceção. Na indicação de anos não há ponto: 1957,1996, ano 2000". Como se esse fosse o maior dos erros desse texto!], a Centro Sul pneus surgi [Ai. É surgEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, com EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE], [e essa vírgula aqui?!?!?!!?!? É pra separar o quê de quem, Deusdocéu? Entre sujeito e predicado LÍNGUA NENHUMA DO MUNDO ACEITA VÍRGULA!!!!] no mercado, atuando no seguimento [é nisso que dá confiar cegamente em corretor automático de texto! Seguimento inté inzeste, como diriam os matutos, mas não serve pra falar o que o seu moço quis dizer não! Aqui, o correto seria segmento, mesmo!] de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos Sistemas á [aê, meu tio! Sabe aquele botãozinho no teclado que tem uma setinha apontando pra cima? ele é conhecido como botão de shift! (lê-se xífite). é parecido com o botão de maiúscula da máquina de escrever. Então, se o senhor apertar o xífite e o botãozinho dos acentos ao mesmo tempo, o senhor consegue o acento da crase. Mas não se avexe em corrigir o acento, porque esse a não tem nem acento pra esquerda nem pra direita, num visse?] quente e a [se o cabra acentuou o "á quente", por que este daqui não foi acentuado? pô, se é pra errar que mantenha ao menos um padrão, oras...] frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.

A Vulcanização á [Já contei lá em cima a historinha do botão do xífite. Mas aqui também não tem acento, viu, meu tio?] Frio, também conhecido [Cristorrei... A vulcanização é conhecidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!] como, [e essa vírgula daqui também foi excesso, tá?] Pré moldados, é controlado pôr [ô, meu tio! Na ortografia da língua portuguesa que em vigor estará até 2012, pôr com acento é verbo! Nesse caso daqui, você usou uma preposição! Num carece de acentuar, não! E, pelo que me indica tio Antônio, a Nova Ortografia mantém essa regrinha, num visse?] sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial [Certo, certo... grande diferencial, né? Três mamilos acompanham?] em nossa atividade.

Será que tem jeito? Vamos recauchutar esse texto: (Aiomeucagalho! o @#$%$%¨$%¨$% do WordPress não tá mais marcando palavras cortadas! ‘Bora refazer a correção, porque eu dei “publicar” e nem fui no site ver como ficou depois… malzaê, galera! Ofereço minhas costas para açoite por três segundos! :D )

Fundada em 1973, a Centro Sul pneus atua no segmento de Recondicionamento de pneumáticos (Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos sistemas a quente e a frio), nos quais emprega tecnologia totalmente automatizada e de última geração.

A vulcanização a frio, também conhecida como pré-moldados, é um processo controlado por sistema informatizado (3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade.

Pronto! Agora, o veículo pesado pode rodar quantos quilômetros quiser, que não derrapa mais nas curvas da ortografia nem da gramática! Vá em paz, e que São Cristóvão e nossa Senhora do Bom Texto lhes iluminem os caminhos!

E que Nossa Senhora dos Erros de Revisão ilumine meu aplicativo WordPress, porque o troço tá batendo pino aqui!!!!

Didática do trauma: por que não usar a palavra “diferencial”

quinta-feira, março 11th, 2010

Sei nem por onde começar.

No final das contas, acho que esta obra-prima do Ego, que pode ser encontrada aqui, me deu uma idéia: a didática por trauma.

Não gosto, jamais gostei e nunca admirarei (viu como fugir do cacófato nunca-gosto?) a expressão diferencial. É um modismo ridículo. As amebas escreventes usam porque a palavra é bonita e chama a atenção. Acabam por usá-la adequadamente, mas com intenções erradas.

Sei disso porque, certa feita, uma ameba perguntou pro meu marido por que ele havia retirado o diferencial do texto dela. Marido disse que não havia necessidade da palavra no texto porque não fazia nem falta nem diferença, e a ameba perguntou: Ué, mas diferencial não significa que o serviço ficou melhor? NÃO, AMEBA, NÃO SIGNIFICA!!!

Vamos lá, tio Antônio! Explica pra gente:

Diferencial

n adjetivo de dois gêneros
1 relativo a ou em que há diferença

2 que estabelece ou indica diferença
Ex.: traço d.

3 Rubrica: análise matemática.
que envolve derivadas
Ex.: cálculo d.

n substantivo masculino

4 aquilo que constitui diferença; diferença
Ex.: o d. entre eles é que um é presidencialista e o outro não

5 Rubrica: engenharia mecânica.
num automóvel, conjunto de engrenagens que transmite às rodas motrizes o movimento do motor, permitindo que, nas curvas, elas se movam com velocidade diferente uma da outra

n substantivo feminino

6 Rubrica: análise matemática.
função linear que associa a cada número o produto da derivada pelo número

Ah, dona Bruxa, a senhora é muito malvada! Se eu quero indicar que existe alguma diferença, eu posso usar diferencial, sim! Foi tio Antônio quem disse! dirá você.

Certo, certo.  Tio Antônio disse que pode usar, então você quer usar, né, ameba? Fique à vontade. Mas antes de te conceder autorização total e definitiva, vamos ao inovador método da Didática por Trauma recém-criado pela Madrasta do Texto Ruim!

Antes de escrever diferencial no seu texto, ameba, lembre-se desta manchete (e vamos às minhas canetadas):

elileso

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial para conquistar a mulherada
Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral será mantida pelo engenheiro agrônomo.
(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.
“É interessante falar sobre isso. Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.
A quase imperceptível anomalia foi citada por Elíeser logo na primeira semana de confinamento, durante uma conversa ocasional com Elenita e Angélica. Na ocasião, o paranaense explicou que o terceiro mamilo não o incomodava.

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial [Pronto! Táqui! Viu só um exemplo CORRETO de uso do diferencial? Vai fundo, ameba, usa no seu texto...] para conquistar a mulherada

Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral [e lembre-se também que, para não repetir "mamilo triplo", o redator do Ego substituiu a expressão por anatomia peitoral. E esqueceu-se de mudar o gênero do "apresentado" que abre a frase, coitado... tava indo tão bem!] será mantida pelo engenheiro agrônomo.

(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.

“É interessante falar sobre isso. [espero que a frase a seguir lhe convença de uma vez por todas a nunca mais usar o diferencial na sua vida. Bisserve:] Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.

Pronto! E agora, continua curtindo falar em diferencial? Ah, não? De nada.

Hein? Você quer que eu reescreva esse texto? Carece, não! O objetivo de ele estar copi-colado aqui foi única e exclusivamente para lhe chocar, irritar e traumatizar! Grata.

Tristeza

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

(Não tem nada que me irrite mais do que os dias em que o WordPress tira pra te sacanear e não marcar palavras tachadas… Mas vamos lá, sem tachação de palavras!)

Este caldeirão está de luto.

Olha o que eu acabei de receber, gente! (Falta de) estilo inconfundível, o texto é autêntico da acessoria asseçoria açeçoria assessoria de imprensa delas!

O fim do grupo Sexy Dolls

Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?.  Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo  figurou a capa da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram  não dar continuidade.  O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria marcada para a abril.

Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado [Viu? Faltou ou duas vírgulas ou um e aqui! Autêntico o e-mail!] por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção[no qual consta a canção. Eca!] Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário? [Inspirada parcialmente? Ok, tudo bem...].  Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo  figurou a capa [figurar a capa? Qual o problema em foi capa?] da revista masculina Sexy.

A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram  não dar continuidade.  O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria [duas palavras sem acento! Claro que é da assessoria!]marcada para a abril.

Mas eu tenho cá pra mim que, quando triste, o queridoassessô comete menos erros de português… tá muito tranquilo corrigir este texto:

O fim do grupo Sexy Dolls

Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?.  Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo  figurou a capa da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram  não dar continuidade.  O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria marcada para a abril.

Chegou ao fim o Sexy Dolls-ponto. O grupo-vírgula, que foi inspirado no Pussycat Dolls-vírgula, era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta com a canção Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?.  Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo  figurou a foi capa da revista masculina Sexy.

A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresário paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram  não dar continuidade ao Sexy Dolls.  O grupo-vírgula, que move uma ação contra o programa CQC-vírgula, da BAND-vírgula, tem a primeira audiência conciliatória marcada para abril.

Tristeza.

(por favor vá embora

Minha alma que chora está vendo o meu fim

Fez do meu coração a sua moradia

Já é demais o meu penar

Quero voltar àquela vida de alegria

Quero de novo cantar…)

Chá com pleonasmo na Terra do Lugar-Comum

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Mais um e-mail de assessoria de imprensa. Desta vez, sobre chá-mate. Não bastasse o festival de clichês, o chá foi adoçado com pleonasmo. Duvida? Ó só:

MATTE LEÃO INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS
No primeiro semestre de 2010, Matte Leão, marca líder no mercado de chás, traz inovações
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante e Matte Leão Zero: os dois novos produtos que a partir deste mês, já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto. Matte Leão é uma bebida preparada a partir das folhas desta planta, que são especialmente selecionadas e tostadas para resultar no seu sabor único e inigualável.
Matte Leão, bebida consumida quente ou gelada, tem espaço nas variadas ocasiões: em momentos de lazer, para matar a sede, junto às refeições ou nas reuniões de trabalho.
Matte Leão, autêntica marca brasileira, validada através das gerações, lidera o mercado de chás prontos para beber. De acordo com o Instituto AC Nielsen, em 2009 foram consumidos 60 milhões de litros de chás prontos para beber no Brasil. Neste mesmo ano, a taxa de crescimento do mercado foi de 12%.
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
“Nossos lançamentos vêm contribuir para acelerar o crescimento deste mercado, fortalecer a marca Matte Leão e enriquecer o portfólio da Leão, líder absoluta desde 1901 e maior conhecedora de chás e infusões do Brasil”, comenta Renato Fukuhara, diretor de Marketing da Leão Jr.
Lançamentos:
MATTE LEÃO CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Matte Leão agrega em sua linha e aposta em mais uma novidade: o Matte Leão Concentrado, que já vem adoçado.
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade para mais uma inovação: Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Matte Leão e ausência de açúcar e adoçante, proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.
“O Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante foi especialmente desenvolvido para se assemelhar ao máximo ao sabor do Matte Leão preparado em casa – aquele feito a partir da erva-mate à granel. Cada família tem a sua receita e a repassa de geração em geração”, comenta Renato Fukuhara.
A proposta, “Faça do seu jeito”, aliada à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.
Além de oferecer sabor, o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros e atender a toda a família.
Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante será distribuído para os principais pontos de venda de todo o Brasil.
MATTE LEÃO ZERO
A marca Matte Leão renova seu portfólio de chás prontos para beber com o lançamento de Matte Leão Zero: zero açúcar, zero caloria.
Segundo o Instituto AC Nielsen, o segmento de baixa caloria já representa 23,8% do mercado de chás prontos para beber no Brasil. Entre os anos de 2008 e 2009, este segmento apresentou aumento de 17,2%.
Atuante desde 1901, a Leão é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca Matte Leão, sendo sinônimo de qualidade e tradição. No segmento diet, light e zero, não é diferente. Matte Leão Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Matte Leão Zero vem para substituir o Matte Leão Diet no portfólio da Leão. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Matte Leão.
“Este lançamento é o resultado de um ano de pesquisa, com o objetivo de chegarmos ao produto perfeito: o autêntico sabor de Matte Leão com zero açúcar, deliciosamente leve e refrescante.”, diz Renato Fukuhara.
Matte Leão Zero pode ser encontrado nos principais pontos de venda do país, nos sabores natural e limão, nas versões copo (300ml), lata (335ml) e pet (330ml, 500ml e 1,5 litro).
MATTE LEÃO ORGÂNICO
“O Matte Leão Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis”, afirma Renato Fukuhara, diretor de marketing da Leão.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Walmart. O Matte Leão Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera. A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Matte Leão Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da Leão no município de Fazenda Rio Gande (Paraná) e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente, ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade. Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
“O Matte Leão Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta”, ressalta Fukuhara.

Chá mate Tal INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS [PLEONASMOOOOOOOOOOOOO!!! Pleonasmo é aquela figura de estilo que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como um novo lançamento, por exemplo. Muito açúcar, não dá nem pra engolir!]

No primeiro semestre de 2010, o mate Tal, marca líder no mercado de chás, traz inovações [Lugar-comum! Clichê! Falta do que falar, então inventa uma firula qualquer! O mate em questão poderia trazer um novo conceito, ou uma funcionalidade diferenciada, que pouca diferença iria fazer. Pelo menos conjugou direito o verbo trazer.]

São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Mate Tal Assim sem açúcar e sem adoçante e Mate Tal Zero: os dois novos produtos que [deveria haver uma vírgula aqui...] a partir deste mês, [já que esta vírgula entrou aqui. Caso não quisesse colocar a vírgula ali, também não colocasse aqui. É um típico caso de pague duas,  leve as duas, coloque-as no lugar certo e não amola!] já estão disponíveis no mercado brasileiro.

O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto (…) Bla bla bla whiskas sachê bla bla bla (…)

Mate tal, autêntica marca brasileira, validada através das gerações [o que diabos a tchutchuca quis dizer com validada através de gerações? o que esse validada tá fazendo aí? Por acaso o aprovada ou o consumida quebraram a perna e não puderam comparecer ao texto?], lidera o mercado de chás prontos para beber. (…) mais blablabla whiskas sache blablabla (…)

Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente [Tocam as sirenes do reino dos dicionários! Palavra certa escrita errada, que trouxe um significado completamente diferente ao texto. Socorro, Tio Antônio!]no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.

Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[então, vamos falar rapidim com tio Antônio:

InSipiente: 1  não sapiente; ignorante <os empregados que conseguiu eram todos i., sem qualificação>  2  tolo, néscio 3  sem juízo; insensato, imprudente

X

InCipiente: que inicia, que está no começo; inicial, iniciante, principiante ¤ etim lat. incipiens,entis part.pres. de incipère 'começar, dar princípio' ¤ sin/var ver sinonímia de primeiro.

Ou seja: a tchutchuca quis dizer que o negócio ainda tá no começo, mas disse que o troço é burro. Legal, né? Bom, adiante, por favor...]

Lançamentos:

Mate  CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE

Em 2009 a marca Tal  agrega em sua linha [mais um irritante verbinho da moda. Por que agrega, e não reúne, traz para? Aliás, o que é agrega em sua linha? Tem uma grega pisando em cima da linha do chá, é isso? ô, textinhohorrorosooooo!]  e aposta em mais uma novidade: o Mate tal  Concentrado, que já vem adoçado. [e aintes que você tenha uma síncope porque o título falou em sem açúcar e este parágrafo falou em adoçado: este já foi lançado em 2009, é notícia velha...]

O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade [Agora imagine você, meu caro leitor, minha cara leitora, a seguinte cena: O produto que é sucesso aparece no meio de um picadeiro de circo gritando: Respeitável público! Venho por meio deste apresentar uma... Oportunidade! Daí, entra no picadeiro dona Oportunidade, uma anã barbada. Ou uma king-konga cuspidora de fogo, sei lá... só sei que me veio à cabeça esta cena agora, achei legal dividir com vocês...] para mais uma inovação [Nem anã nem king-konga! quem adentrou o picadeiro deste sinistro texto foram duas gêmeas siamesas (ou seria uma só, posto que são siamesas? enfim...): Oportunidade e Inovação! Filhas do sr.  Lugar-Comum com a sra. Polissílaba. A Sra. Polissílaba tem esse problema, coitada... de tanto ficar fazendo palavrinhas com mais de três sílabas, de vez em quando vem um par de siamesas... Dizem que dona Polissílaba é filha bastarda do sr. Trocadilho, mas isso não ficou comprovado ainda... é, tá um circo este texto...] : Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante.

Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Mate tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Mate Tal e ausência de açúcar e adoçante [Tá, meu filho! Isso a gente já entendeu! Agora fala qual é o borogodó desse produto!], proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.[ou seja: nada. 'bora ficar com o produto original, porque se você precisa de uma bebida para lhe proporcionar liberdade, mermão, cê tá ferrado, hein?]

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[Dai você pensa que não é possível que o texto diga mais besteira em relação ao produto e aparece este parágrafo:] A proposta, “Faça do seu jeito”, [duas vírgulas erradas que foram abstraídas, OK?] aliada [quando uma coisa se alia a outra no meio de um texto sobre lançamento de produtos, pode ter certeza que o redator dançou o enrolêixon pra escrever a peça]à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.[uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo! E pronto! Mundo contemporâneo é a nova agulha, e o mate concentrado é a opção que se alinha na agulha! Mas que saquinho este texto, hein? E o que é pior: eu ainda não entendi qual é o grande lance do tal do mate concentrado!]

Além de oferecer sabor, o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros [Ufa! Até que enfim! Obrigada por passar uma informação nova, útil e concreta no DÉCIMO-SEGUNDO PARÁGRAFO DO TEXTOOOOOOOOOOOOOOO] e atender a toda a família.

(…)


MATE tal ZERO

A marca tal [O nariz de cera do primeiro produto falava que a marca Tal agrega em sua linha. O deste produto fala em....] renova seu portfólio [BLEARGH!]de chás prontos para beber com o lançamento de Mate Tal Zero: zero açúcar, zero caloria.

(…) Parágrafo com mais dados de mercado (…)

Atuante desde 1901, [Parágrafo que começa com ordem inversa, ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal, é sinal de que não vem boa coisa por aí...] a empresa tal é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca tal, sendo sinônimo de qualidade e tradição [Viu? Se a marca atua no mercado desde 1901, prá quê, meu Deus, eu vou repetir, prá quê dizer que é sinônimo de qualidade e tradição?!?!?! OK, eu tenho a resposta: é porque eles não conseguiram pensar em coisa melhor pra falar. E olha que o produto é bom, ou então não estaria disponível nas prateleiras há 109 anos!] . No segmento diet, light e zero, não é diferente. Mate Tal Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.

Mate Tal Zero vem para substituir o Mate Tal Diet no portfólio da empresa Tal. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Mate Tal.

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente (…)


MATE Tal ORGÂNICO

[ai-meu-deus. Abriu com aspas. Lá vem declaração do queridocliente...] O Mate Tal Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado [E pron-to! Mais uma palavrinha da moda! O mate orgânico em questão é exímio matemático, e sabe como fazer cálculo diferencial. Portanto, já tem esse resultado e apresenta-se como diferenciado! Grunf!] e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis” [Mais um festival de palavras polissílabas, que totalizam 34 sílabas, e nada dizem], afirma o queridocliente.

O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Sbryfs. O Mate Tal Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação [tradição e inovação? Juntas? Explique como!] em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.[e isso é inovação? então, os índios que já tomavam mate antes de Cabral aportar por aqui, plantavam a erva com defensivos agrícolas e adubos químicos? Ah, já sei! é um novo conceito em inovação! Só pode ser! Grunf...]

O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera[o máximo que o índio poderia fazer pra emitir CO2 na atmosfera seria... nem isso, porque é gás metano] . A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.

As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.

O Mate Tal  Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da empresa num município do Paraná e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.

Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura,  [Outro parágrafo que começa com ordem inversa ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal...] que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente [... com direito a uma terceira idéia que atrasou a apresentação da idéia principal!] , ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade [Aceito desenhos. Se alguém conseguir me explicar como se faz pra utilizar um aspecto diferencial de sustentabilidade, eu vou ficar muito feliz!] . Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.

[Agora eu vou deixar pra vocês verem o que é um queridocliente a falar obviedades num press-release. Prestem atenção à quantidade de clichês que serão ditos nesta frase] “O Mate Tal Orgânico é  um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta [O predicado, sublinhado, contém 12 palavras e 4 clichês (33%, portanto)]”, ressalta Fulano.

Melhorar este texto vai dar tanta dor de cabeça que eu me recuso a fazer isso. Não agora… só sei que estava tomando mate, e esse texto me deu uma sede tão grande que agora vou beber água …

Quem sabe mais tarde?

Quando o som fede a suor – ou quando o suor fica barulhento: a história da namorada mala

sábado, fevereiro 20th, 2010

Não consigo entender como as pessoas conseguem fazer confusão com esses dois pobres verbinhos.

Suar, com u, significa produzir suor, gerar CC nas axilas.

Soar, com o, significa produzir som, tocar – no sentido de fazer barulho.

Portanto, amiguinhos, por favor, todas as vezes que vocês forem citar a ação de produzir suor, não temam em fazê-lo sempre com ésse-u (su), porque este é o certo: Eu SUO; Ela SUA; Nós SUAMOS; Eles SUAM.

E os sinos, então? Os sinos e campainhas deste lindo planeta que Deus nos deu são das poucas peças que têm o direito de SOAR. E não, sino não tem glândula sudorípara, então não sabe como fazer pra suar. Portanto, sempre que você for falar de um objeto que faz barulho, conjugue o verbo com ésse-ó (so): o sino SOA, os sinos SOAM, os sinos SOARAM, os sinos SOARÃO; os sinos SOARIAM.

Essa é a regra. Ah, Bruxa, toda regra tem exceção, certo? Certo! Mas eu também conheço a exceção. E é aqui que começa a historinha (Rá!) :D

A personagem principal desta historinha é a (graçadeus ex-) namorada do meu primo.

A coisa falava pelos cotovelos. Sobre o que devia e sobre o que não devia. Na hora certa e na hora errada. Bem e mal. E muito. Sempre muito. Nunca pouco.

Daí que a coisa voltou de uma corrida, com muito suor pelo corpo. Virou-se para mim e disse: Ah, eu sôo muito.

Minha prima, pobre cunhada da coisa, olhou pra mim pra ver se eu iria comentar sobre o erro de português da coisa. Mas eu contestei veementemente minha prima:

Como assim, tá errado? Me diga se em algum momento essa coisa parou de soar desde que chegou nesta casa?

Minha prima foi obrigada a concordar comigo. A coisa era a exceção à regra dos verbos Soar x suar.

Enfim, achei por bem compartilhar esta linda historinha aqui com vocês….

Conjunto da obra perde

sábado, fevereiro 20th, 2010

Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!

Quem recebeu essa pérola por e-mail foi a Lelê do Te dou um dado?. E, como ela foi uma pessoa BOUA de compartilhar a coisa com os leitores do blog dela, eu também vou cometer idêntico ato de bondade.

Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:

Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!

Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]

Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk

Quaso acha [De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever...) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…

Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa

JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]

O que dizer então?

Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!

Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:

Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão

Geisy Arruda dainício à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para

o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão)  – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk


Caso haja interesse, obrigada…


Assessoria de Imprensa

JENIFER ARRUDA!

Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!

Promessas promissoras e promissórias

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

exorciza

Eis que adentra meu e-mail solicitação de uma ectoplasma suína que, segundo consta, teve os globos oculares queimados diante de tamanho disparate. Ela recebeu a pérola acima por e-mail marketing. A pobrezinha destacou apenas o item que queimou seus olhos, mas o material acima merece com louvor ser classificado como conjunto da obra. Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Pra começar, abespinhou-me o nome da Faculdade, que está à beira de uma expressão imprópria. Joguei na web pra ver se é alguma abreviatura, e encontrei a deliciosa explicação:

O nome da instituição tem origem na grande amizade que nasceu entre eles [os fundadores da faculdade]: Epírito Santo Uniu Dois Amigos).

Lindo, lindo mesmo. Mas ainda bem que a grande amizade que uniu os dois não desembocou na frase Todo o Espírito Santo Uniu Dois Amigos, né? Tudo bem que essa abreviatura não supera o Encontro Regional de Jornalistas e Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro (Erejai), nem o Movimento em Defesa do Ensino de Comunicação Social, que nasceu Fórum em Defesa do Ensino de Comunicação Social (Modecs / Fodecs). Mas tá no páreo.

Agora vamos à frase-bombril que abre o texto. Repare que o nome da área em questão está em negrito, ou seja, ele pode ser (e é) substituído por qualquer (eu disse qualquer, quê, u, a, éle, quê, u , é, érre) coisa. Repare só: troque Recursos Humanos por Informática, Recursos regionais... Viu só como cabe direitim?

Agora, divirta-se: troque Recursos Humanos por Tráfico de drogas, Contrabando de Armas ou Prostituição Internacional, por exemplo. Viu como ficou per-fei-to? Mas tudo bem, isso é coisa típica de e-mail marketing. O caboclo prepara um texto que serve pra tudo, e o adapta de acordo com as necessidades do cliente. Eu curto mesmo é ver o lado mau dessas frases que servem a gregos e troianos.

Me fez lembrar de uma entrevista que um cara da Globo (era o Wolf Maia? Não sei, pode ser…) deu pro Vídeo Show, falando de determinada pessoa:

Ah, Fulana é Fulana, é essa pessoa maravilhosa que ela é!

Não é maravilhoso? Você não sabe se a frase é ou não um elogio, e ela serve pra todos os seres humanos da face da Terra! quer ver só?  Troque Fulana por Papa João Paulo II ou por Adolf Hitler. Funciona da mesma maneira, impressionante! Eu uso essa frase direto quando preciso ser cínica e elogiar alguém que não merece ser elogiado…

Daí que nós finalmente chegamos ao ponto de queima do globo ocular da supracitada ecotplasma suína. Eu tenho cá pra mim que no lugar de promissória,  palavra certa seria promissora. Vamos conferir com tio Antônio?

promissor
\ô\ adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete 2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>  3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur 4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor; ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

Promissor \ô\

adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete
2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>
3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur
4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor;
ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

É, então eu tava certa! A palavra adequada pra essa frase é mesmo promissora.

Mas, tio Antônio, por que esse promissórias aí não tá de bom tom?

Promissória

s.f. jur  red. de nota promissória ¤ etim fem. substv. de promissório

Daí que neste site aqui você descobre direitinho o que é uma nota promissória:

A nota promissória é um título de crédito emitido pelo devedor, sob a forma de promessa de pagamento, a determinada pessoa, de certa quantia em certa data. A nota promissória, portanto, é uma promessa direta e unilateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente-devedor ao promissário-credor.

Ou seja, pelo que tá escrito ali, a área de Recursos Humanos está lhe devendo alguma coisa, e vai pagar algum dia. E você que espere. Enquanto isso, você que pague duas parcelinhas de R$ 170, no cheque ou no cartão, faça o curso e viva com as promessas da área em questão.

(Mas será que a tal faculdade aceita o pagamento em nota promissória?)

Prêmio com cacófato

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010
título de bosta. Literalmente.

Título de bosta. Literalmente.

Como diria o Silvio Santos, eu não vi, mas me disseram que o desfile da Unidos da Tijuca foi o bicho. O título de 2010 foi merecido, de acordo com essas pessoas. Daí vem O Globo e caga tudo! Infortúnio! Essa foi a manchete do jornal na quarta-feira de cinzas!

Para quem não sabe, cacófato é quando o som de duas palavras ditas em sequência cria uma terceira palavra, às vezes desagradável. A frase Eu tenho uma mão, por exemplo, dita em voz alta, transforma a mão em fruta. Esse exemplo é um exemplo do bem.

Exemplo do mal vem a seguir. Parafraseando William Bonner, a frase Negão havia dado, dita em voz alta soa entranha. E o negão também.

Então, vamos combinar que Unidos da Tijuca-ganha é literalmente vítima do feitiço fez-se a bosta, né?

E aí, o que fazer? Reescrever o título, oras bolas!

E lá vamos nós pra mais uma aulitcha básica de manchetagem com a Bruxa Malvada. A brincadeira consiste em dizer a mesma coisa, com a mesma quantidade de caracteres, usando palavras diferentes porém sinônimas. O problema está apenas na primeira linha do título:

Unidos da Tijuca ganha seu - 26 caracteres com espaços

Precisamos de uma linha com 26 caracteres (pode ser um a mais ou a menos). Hummm… que tal

Unidos da Tijuca fatura o – 25 caracteres com espaços.   MA CHEEEE!!!

Enton, Vamo passá o paper higiênico nesse título, belo?

Unidos da Tijuca fatura o
4º estandarte em seis anos.

Ecco!

A balha de Marco Aurélio Mello

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010

Quase tive um troço. Tava lanchando quando vi, no Jornal Nacional, agora há pouco, a sentença do ministro do STF Marco Aurélio Mello em que ele negava o pedido de libertação do governador do distrito Federal, Zé Roberto Arruda.

A imagem destacou, em arte, partes da liminar do ministro. e eu me deparei com um “à balha”. putz! Só conhecia a expressão “à baila”. Mas aí fui ter com tio Antônio, que me esclareceu:

Balha

substantivo feminino Diacronismo: antigo.

1 teia que dividia a liça nos torneios de cavalaria

2 espaço cercado onde se travavam justas e torneios de cavalaria

Locuções:

vir à b.

Diacronismo: antigo.

m.q. vir à baila

substantivo feminino
Diacronismo: antigo.
1 teia que dividia a liça nos torneios de cavalaria
2 espaço cercado onde se travavam justas e torneios de cavalar

Ufa! é a mesma coisa, só que um é mais antigo que o outro! Pensei que o Meritíssimo se houvesse equivocado acerca da locução adequada ao bom entendimento e expressão de suas interpretações e….

Vamos curtir só esse parágrafo Aureliano? Juro que é só um cadim:

Eis os tempos novos vivenciados nesta sofrida República. As instituições funcionam atuando a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas – repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade – não são mais escamoteadas, elas vêm à balha para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade. Então, o momento é alvissareiro

3. Indefiro a liminar. Outrora houve dias natalinos. Hoje avizinha-se a festa pagã do carnaval. Que não se repita a autofagia.

E vamos combinar que o estilo (e a interpretação) aureliano é muito mais agradável do que o do xerife Gigi.

Mas chega com estilos e rococós! Vai pra festa (ou pro descanso), mizifio! É carnaval!

Kibe português: Dicionário de eufemismos corporativos

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010
Dicionário Cultura de Boteco de Eufemismos (2)
Postado por Owski em Filosofia de Bar, Piadas – 11/02/10 | 0 Pitaco
Os eufemismos, além de se sentirem à vontade no domínio das relações (quase) afetivas, também se infiltram com naturalidade no ambiente de trabalho. Nesses lugares infectados por formalidade em excesso, às vezes fica difícil encontrar um jeito bonito de dizer algo tenebroso. Na maioria das vezes, mal dá pra enganar.
EUFEMISMOS USADOS NO TRABALHO
1) Frases:
- “Vou ao toalete e já volto”
Tradução: “Vou dar uma cagada e vou demorar”
- “Você tem que entender que o foco da nossa empresa está nos resultados”
Tradução: “Não nos importamos com o que você fizer, desde que resulte em dinheiro”
- “Você é competente dentro do que se propõe”
Tradução: “Você é um medíocre sem ambição”
- “Nós despertamos os desejos dos nossos clientes”
Tradução: “Nós criamos necessidades supérfluas e fazemos com que nossos clientes pensem que não podem viver sem elas”
- “Temos que trabalhar com mais sinergia”
Tradução: (na verdade, ninguém sabe o que isso quer dizer, embora seja ponto comum que sinergia é algo bom)
- “Você não tem tido comprometimento com a empresa”
Tradução: “Ok, você trabalha três horas a mais por dia e redige relatórios nos finais de semana, mas cadê aquele boquete que eu pedi?”
*********************************************************************************************
2) Termos
- “Brainstorm”
Tradução: Reunião em que várias pessoas apresentam as ideias que farão a fama e a fortuna de uma só
- “Vestir a camiseta”
Tradução: Confundir os interesses da empresa com os seus, trabalhar em regime escravocrata e achar a melhor coisa do mundo
- “Dinâmica de grupo”
Tradução: Vários adultos entretidos em brincadeiras infantis. A regra é simples: vence o mais cínico
- “Empreendedor”
Tradução: Chato com senso de humor duvidoso e mantenedor do mercado de livros de auto-ajuda (obras como Crepúsculo para executivos estão entre as mais apreciadas)
- “Organizacional”
Tradução: Nada
-“Desenvolvimento organizacional”
Tradução: É quando os executivos fazem uma caríssima pesquisa de clima, mudam os nomes de todos os cargos e deixam tudo o mais como antes
- “Pró-ativo”
Tradução: Que ou aquele que se mete onde não é chamado e faz aquilo que não lhe solicitaram
- “Colaborador / associado”
Tradução: Empregado igual aos de antes, mas agora sem todos aqueles direitos trabalhistas
- “Exercer liderança”
Tradução: Pegar uma lista de tarefas a serem cumpridas e delegar todas elas; exceto a nobre tarefa de delegar

Eu até cheguei a pensar em fazer um troço parecido pra publicar aqui no caldeirão. um texto sobre as firulas inventadas pelos gerentelhos e companhia para falar bonito e empolado no ambiente de trabalho – muito embora eles provavelmente não tenham a mais vaga idéia do que estejam a falar. Mas nem tchuns pra pensar no conteúdo do texto.

Daí o povo do Cultura de Boteco fez o serviço completo: teve a idéia, pensou no texto e publicou lá na mesa do bar deles.

Então, eu aproveito que estou sem tempo nem inspiração e faço minha kibada portuguesa: copio, dou o link original, cito a fonte e ainda peço permissão pro dono do texto pra publicar aqui no blog!

O texto original está aqui. E a autorização tá aqui:

botecult

Os eufemismos, além de se sentirem à vontade no domínio das relações (quase) afetivas, também se infiltram com naturalidade no ambiente de trabalho. Nesses lugares infectados por formalidade em excesso, às vezes fica difícil encontrar um jeito bonito de dizer algo tenebroso. Na maioria das vezes, mal dá pra enganar.

EUFEMISMOS USADOS NO TRABALHO

1) Frases:

- “Vou ao toalete e já volto”

Tradução: “Vou dar uma cagada e vou demorar”

- “Você tem que entender que o foco da nossa empresa está nos resultados”

Tradução: “Não nos importamos com o que você fizer, desde que resulte em dinheiro”

- “Você é competente dentro do que se propõe”

Tradução: “Você é um medíocre sem ambição”

- “Nós despertamos os desejos dos nossos clientes”

Tradução: “Nós criamos necessidades supérfluas e fazemos com que nossos clientes pensem que não podem viver sem elas”

- “Temos que trabalhar com mais sinergia”

Tradução: (na verdade, ninguém sabe o que isso quer dizer, embora seja ponto comum que sinergia é algo bom)

- “Você não tem tido comprometimento com a empresa”

Tradução: “Ok, você trabalha três horas a mais por dia e redige relatórios nos finais de semana, mas cadê aquele boquete que eu pedi?”

*********************************************************************************************

2) Termos

- “Brainstorm”

Tradução: Reunião em que várias pessoas apresentam as ideias que farão a fama e a fortuna de uma só

- “Vestir a camiseta”

Tradução: Confundir os interesses da empresa com os seus, trabalhar em regime escravocrata e achar a melhor coisa do mundo

- “Dinâmica de grupo”

Tradução: Vários adultos entretidos em brincadeiras infantis. A regra é simples: vence o mais cínico

- “Empreendedor”

Tradução: Chato com senso de humor duvidoso e mantenedor do mercado de livros de auto-ajuda (obras como Crepúsculo para executivos estão entre as mais apreciadas)

- “Organizacional”

Tradução: Nada

-“Desenvolvimento organizacional”

Tradução: É quando os executivos fazem uma caríssima pesquisa de clima, mudam os nomes de todos os cargos e deixam tudo o mais como antes

- “Pró-ativo”

Tradução: Que ou aquele que se mete onde não é chamado e faz aquilo que não lhe solicitaram

- “Colaborador / associado”

Tradução: Empregado igual aos de antes, mas agora sem todos aqueles direitos trabalhistas

- “Exercer liderança”

Tradução: Pegar uma lista de tarefas a serem cumpridas e delegar todas elas; exceto a nobre tarefa de delegar

Terceira ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa: Veja e os textos classe C-cedilha

sábado, fevereiro 6th, 2010

numerospares_impares

É, a coisa vai ficar feia…

À medida que outubro se aproxima, aumenta a quantidade de notícias políticas mal-escritas. Desta vez (Minto. Não foi desta vez. Isso já vem ocorrendo de há muuuuuuito tempo! Desta vez eu resolvi reproduzir aqui no caldeirão, só isso) foi a revista Veja.

É lamentável o que aconteceu com essa publicação. Já foi uma das maiores – e melhores – do mundo, e contou com nomes brilhantes em seus quadros, como Mino Carta e Luis Fernando Verissimo. Tinha um texto delicioso, bem escrito, que fazia carinho enquanto era lido por você.

Agora ela é escrita por um conjunto de ogros sutis feito um Scania, com um estilo grosso, estúpido e extremamente torpe, que agride a inteligência de quem lê o texto. e eu não esotu falando desta ou daquela tendência política. Estou falando de leveza de estilo!

E na coluna Radar desta semana, temos um exemplo de como a Veja é torpe na hora de manipular informações. Acompanhe o texto do subprojeto de jardineiro. Repare em como ele fornece os números:

Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C. Com a marolinha, 0,5% deles retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.

Um país classe C

A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer [Muito bem. Vamos aos números!]. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C [Número absoluto - revelou a quantidade total de brasileiros que subiram. Próximo]. Com a marolinha [Pronto! olha o texto tendencioso! Se ele soubesse ser mais elegante pouquinha coisa, teria posto um itálico nesse marolinha, que ficaria até simpático. Mas não. Enfim, sigamos!], 0,5% deles [Como assim, 0,5% deles? De repente, virou percentual? E o que aconteceu com o valor absoluto fornecido lá em cima? Por que não calcular quanto é 0,5% de 31 milhões e fornecer esse número também?] retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.[Putz! Voltamos aos números absolutos!!!! Por que cargas d'água só aquele valorzinho lá de cima foi apresentado em percentual?]

Calculadora do lado, vamos ver quanto vale 0,5% de 31.000.000: (31000000 * 0,5 / 100 = 155.000) Resultado: 155 mil brasileiros. Ele poderia até mesmo ter comparado esse valor com o tamanho desta ou daquela cidade. Se tivesse jogado no Google, saberia que Itu (SP) cabe direitinho nesse valor! Tem 155 mil habitantes! Mas ele nem precisa disso, basta tocar no vizinho de redação, o Almanaque Abril, que ele consegue os valores perfeitinhos!

Agora, vamos brincar de novo de números absolutos e números relativos: quantos somos nós? qual é a população brasileira? Resposta no site do IBGE: Somos 183.987.291 brasileiros, na contagem de 2007. Se esse valor equivale a 100% da população, então temos que 31 milhões equivale a (31000000*100 / 183987291 = 16,84898 que arredondado chega a) 16,85% da população brasileira. Como diria a @poalli, “regra de três é para sempre”!

Custa apresentar números absolutos e relativos devidamente relacionados, custa?

Segunda ___aula de jornalismo para a ___ imprensa: Estadão irricuperável

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

lion_facepalm

(Se você quiser entender o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. É o último item. Mas volte logo, sim?)

Eu já disse milhões de vezes aqui que não vou partidarizar este blog. Outros milhões de vezes tive que me justificar, porque os coleguinhas não colaboram. Desta vez foi o Estadão. Nesta tetéia daqui, tentou mostrar que o atual governo só faz bosta no campo internacional, mas o texto tropeça tanto nos argumentos que chega a dar pena. Em três parágrafos, assassina sua própria reputação. Confiram só que coisa:

Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato.
Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero avalia que, no terreno internacional, Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida. Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente no caso de eleição de José Serra (PSDB) ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos considerados mais tocadores de obras que Lula e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo que o atual presidente.

Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor [Ok. Atritos diplomáticos. Vamos ver.]

O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato. [OK de novo. Essa é a tese do Estadão. E agora, quem vai corroborar essa teoria? Alguém? Alguém? Já sei, Batman! Vamos falar com Rubens Ricúpero! Temos alguém!]

[O-oh, Batman! Temos um problema! Como apresentar Ricúpero sem mencionar a frase da antena parabólica? Não se preocupe, Robin! Eu tenho a solução:] Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero [e pronto! Observador atento da política externa é o novo aspone! Foi só eu que senti Vergonha Alheia pelo Ricúpero?] avalia que, no terreno internacional [Ah, sim! Esse texto tem um mérito! Do ponto de vista ortográfico e de estilo, ele está muito bem redigido! e é por isso mesmo que a argumentação vai num crescendo de non-sense que você chega ao fim dele com a sensação de ter lido uma esquete do Zorra Total! Vamos acompanhar a inevolução:], Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida [Santo bom-mocismo, Batman! Temos que reconhecer que Lizinácio é bom de público, ou então esse texto fica descaradamente contra o governo! Precisamos disfarçar e deixá-lo com ares neutros!! Mas como fazer para depreciar Lizinácio de forma pretensamente imparcial? Calma, Robin! Acho que eu tenho novamente uma saída para nossa sinuca de bico:] . Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.... (Peraí que eu ainda não acabei de rir) QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Pronto. Quer dizer, Barack Obama nem tchuns, né? Ah, impossível esse texto ficar melhor, né? Claro que não! Para Batman e Robin, não existe missão impossível! Bisservem só:]. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente [Sentiram o drama desse pobrezinho desse advérbio de modo? Tadinho desse especialmente, gente! Ele tem a função de destacar um ponto muito - eu disse muito - importante logo a seguir nesse texto, que é...] no caso de eleição de José Serra (PSDB) [vocês já sentiram vergonha alheia de um advérbio de modo? Eu já. Meus sentimentos para com o especialmente dessa frase! Oremos...] ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos [Pronto! Enfia a Dilma aí que é pra disfarçar a bagaça!] considerados mais tocadores de obras que Lula [Será que eu devo pedir pro texto ser mais específico no conceito de mais tocadores de obras que Lula? Não, né? Xapralá...] e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo [Traduzindo: ambos não são dados a falar pelos cotovelos, e são apagaaados que dá dó! Mas vamos combinar que menos dotados do gosto retórico soou bem às pampas, né? Cer-te-za que o Robin-redator foi ironiquinho aqui, cer-te-za...] que o atual presidente.

[Mas o próximo parágrafo tripudia e pisa em cima do Ricúpero. Senti mais Vergonha alheia agora. Eles abriram umas aspas safadas por causa da necessidade de citação e talz, padrão do manual de redação do Estadão, blablabla whiskas sachê. Reparem só:]

“Sem desconhecer seu mérito pessoal, Lula tem jogado sozinho. Todos os atores da cena internacional, inclusive no Oriente Médio, são meia-tinta” [Tá. Isso já foi dito no parágrafo acima. Mas olha só como nego identificou o pobre infeliz do Ricúpero:], afirma Ricupero, que atuou como embaixador do Brasil em Washington e Genebra e hoje dirige a Faap [Quer dizer: um dia ele foi alguém na noite. Hoje, ele só dirige a Faap (não é nem a Usp, coitado! É a Faap! Faap!). E o tripúdio não acabou, gente! Nem pra canetar a fala do Ricúpero o Robin-redator se prestou!:] . “Qualquer que seja seu sucessor, o pêndulo voltará a pender [Podia escrever o pêndulo irá se voltar para que ficaria liindo. Mas não. Deixou tripudiado. Pisou em cima. Tadinho, o único mané entrevistado disponível e o Estadão trata desse jeito! Infortúnio...] para uma política externa [E o final da declaração do Ricúpero evidencia por que ele não é membro da USP:] mais normal. Ou seja, menos ativista[Mediocridade? Sim, trabalhamos! O senhor vai estar querendo quantos quilos? ] , completou.

[A seguir, a reportagem reproduz entrevista com o José Botafogo Gonçalves, outro diplomata vedete (pra usar uma expressão bem Eliane Catanhêde) dos anos de ouro de FHC e que agora tá encostado aqui. E eu não consegui conter o meu riso diante do trocadilho (acidental? Não creio.) inserido pelo Robin-redator. Aparentemente, foi o Botafogo Gonçalves quem disse a frase a seguir. Mas não parece... espiem só!] “Nesse sentido, a herança deste governo é ruim. Mas não é catastrófica nem irrecuperável.”

E foi assim que, em três parágrafos, o Estadão sabotou dois entrevistados e algumas teses. O texto continua por muitos e muitos parágrafos, mas não vou reproduzi-los aqui, não. Por um motivo muito simples: a partir daqui, é impossível respeitar o texto. Ficou patético!

Né por nada não, mas independentemente desta ou daquela posição política, nunca antes na história deste país (miacaaaaabo com essa frase!) jornalista foi uma raça tão incapaz de defender teses e argumentos de forma crível, viu?

As eleições prometem… [aimeudeus]

Mamãe, eu tenho tradutor automático

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Putz! Há não sei quanto tempo eu ameacei criar outra categoria neste caldeirão, intitulada justamente Mamãe, eu tenho tradutor automático. Ela iria cair como uma luva para este texto que pode ser encontrado aqui, e que me foi enviado via Twitter pela Lizandra Silva (@maopequena), a quem agradeço pelo link.

Mas vejamos o estilo robô caminhando que impregna o texto.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.
Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.
A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.
Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.
No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.
Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.

Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.

A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.

Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.

No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.

Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Vamos retrabalhar o estilo?

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Um pesquisador de segurança de redes de computadores descobriu uma falha no site do Twitter que torna as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers. Ele já informou o problema à empresa que administra o microblog, e pediu que ele seja corrigido.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, contou que a falha em questão explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe. Ele disse ter informado a falha ao Twitter, e acredita serem necessárias apenas algumas horas para a correção do problema.

A tal vulnerabilidade da linguagem flash foi descoberta pela Adobe em 2006, e informada aos programadores. Mas muitos sites não haviam respondido aos alertas.

Com o aumento de sua popularidade, o Twitter torna-se alvo cada vez mais cobiçado de hackers com planos de distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do microblog.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar o caso.

No mês passado, um hacker “sequestrou” o controle do site do Twitter por um curto período. O tráfego do microblog foi redirecionado a um site que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstraou que ele talvez estivesse vulnerável a ataques há pelo menos um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha da linguagem Flash.

A análise da falha de segurança do Twitter feita por Bailey serão apresentados na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Ainda assim, tá uma bosta. Perdão, mas pau que nasce torto é difícil de endireitar….

Cientistas britânicos estudam medidas contra supostos terroristas alados

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Notícia da Agência EFE, que baixou em meu inbóquis graças a uma querida ectoplasma suína:

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem
Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.
O primeiro-ministro, Gordon Brown, compareceu na Câmara dos Comuns para informar as medidas, um mês depois da suposta tentativa de atentado do jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um avião em pleno voo da companhia aérea Delta quando estava prestes a aterrissar em Detroit, nos Estados Unidos.

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem

Puxa vida! Infelizmente eu não tenho como auxiliar as autoridades londrinas! Nessa eu passo! Tenho estudos apenas para excorcizar amebas escreventes! Meus feitiços são todos voltados para o bom uso da Língua Portuguesa, não sei como fazer pra evitar que terroristas saiam voando por aí! Aliás, nem sei como os terroristas alaram-se, assim, do nada!

Mas, ó: ainda bem que a história se passou na Inglaterra, a terra dos cientistas britânicos! Esses seres quase mitológicos, que fazem pesquisas escalafobéticas para concluírem Deus sabe o quê (se sapos nascidos na lua cheia têm mais incidência de verrugas no lado esquerdo do queixo, por exemplo), são o tipo de entidade perfeita pra descobrir como listar os “supostos terroristas alados”…

Daí, você lê o primeiro parágrafo e descobre que a notícia em questão nada mais é do que o governo britânico estar preparando uma listinha negra pras companhias aéreas evitarem certas pessoas em seus vôos.

Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.

Santo duplo sentido, Batman! Em breve, os terroristas terão asas próprias!

(P.S.: Vou nem ligar pro “diante do Parlamento”…)

Frase do dia

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

É do Cardoso, mas acho que ele me empresta:

Se me dissessem que todo mundo em Auschwitz
usou a expressão
um novo conceito em,
eu ajudava a pagar a conta do gás

CNT ameaça: O amanhã é para sempre

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

PAREM AS MÁQUINAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSS!!!

Gente, só de curiosidade resolvi digitar www.cnt.com.br, até pra ver se esse troço ainda tá no ar. E não é que a CNT ainda existe?

Não só existe como transmite novela! Novela, não: novelaSSSSS!

Agora, vê se dá pra aguentar com uma página dessas, gente! Miacaaaaaaaaaaaaabo!

Reparem no detalhe meigo do burrico! A-mey! Agora vejam que coisa de paixão que é a sinopse da novela:

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com
direção geral de Nicandro Diaz.
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo
final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções.
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e
Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo
é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo,
apesar das diferenças de classes sociais.
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e, sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente,
a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco.
Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal.
Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente.
Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto
é enviado para um internato na cidade.
As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e
ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer.
Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada.
Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica.
Posteriormente, Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa.
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar.
Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e, com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá.
Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado
nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue
entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por
ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser
vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é
quando se descobre o grande segredo da trama.

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!

Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com direção geral de Nicandro Diaz.[tipos, vamos dar um desconto, né, gente? TV pobrezinha, com falta de recursos... o cabra resolveu economizar nas vírgulas!]

A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue [foi só eu que senti um arrepio de excitação me percorrer toda a coluna?] e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções. [arf, arf, arf... e vamo que vamo! Já tão vendo que vai ser difícil chegar ao fim desse texto sem desfalecer por falta de ar antes, né?]

Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e Dominika Paleta entre outros.

No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo, apesar das diferenças de classes sociais. [Deixa eu adivinhar: eles vão crescer, se apaixonar, mas os pais serão contra o relacionamento porque pobre não póóóóde.]

Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.

Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e [pô! Tava rolando um padrão de falta de vírgula! Aqui começou a aparecer vírgula fora do lugar?], sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente, a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco. Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal. Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.

As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente. Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto é enviado para um internato na cidade. [Cara! Do nada, o texto começou a ficar compassado, bem escrito, claro, bem redigido... qq houve? o primeiro redator pediu as contas e o chefe foi acabar o trabalho?] As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles [é isso que dá elogiar texto da CNT. Crase antes de palavra masculina...]. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.

O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer. Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada. Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica. [cara, eu tô perdendo essa novela? isso é pra se assistir comendo pipocas!!!]

Posteriormente [Das duas, uma: ou o redator desse texto é muuuuuuuuuuuito fodão ou o texto foi traduzido direto do espanhol. Só assim para esse posteriormente surgir do nada], Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa [junta diretiva? Traduzido do espanhol. Esquece.].

Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar. Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e [Pronto! Voltou pro redator que põe vírgula no lugar errado...] , com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá ["com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá". Minhanossassenhora, que frasezinhadebosta, credo! Mais mexicanamente dramático - ou dramaticamente mexicano, o que vc preferir - impossível] . Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício [suplício? Texto mexicano!] que tem vivido e ele jura fazer justiça.

Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis [Setor de cobranças, em que posso ajudar?] de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.

Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é quando se descobre o grande segredo da trama.

Neste janeiro estou a viver intensamente meu lado trash, viu? É BBB de um lado, CNT de outro… mas sabem que é divertido? Tô morrendo de curiosidade de acompanhar essa novela!

Sério, gente. Tô que é só amores por essa novela… vou acompanhar!

Geografia da Folha de SPaulo

domingo, janeiro 17th, 2010

Miacaaaabo com a geografia da Folha de SPaulo!

Encontrei essa tetéia no site do Azenha, aqui.

Agora aguardo ansiosamente pelo erramos. (Vejam como estou positiva hoje, gente! Eu estou partindo do princípio de que vai haver erramos!)

angra

Sarcasmo em um caractere

sábado, janeiro 16th, 2010

Imagine a situação: um americano ixxperto, cansado de ser mal-compreendido pelas American amoebas (leia-se amíbas, as amebas estadunidenses…), teve um estalo (não sei por que, mas acho que isso ocorreu no banho):

Eu deveria ganhar dois dólares por cada idiota que não entende o meu sarcas… mas espere! Por que eu não posso ganhar dois dólares em cima de cada idiota incapaz de compreender meu sarcasmo? Até porque, todo idiota tem potencial para ser otário!

Daí, esse americano ixxperto sentou-se em frente ao computador e fez um desenho qualquer. Batizou esse desenho de Sarcmark, ou ponto de sarcasmo. Deu-se ao luxo de registrar a coisa, o que lhe rendeu o direito de enfiar um símbolo ® de marca registrada ao lado, e está vendendo o caractere do sarcasmo por duas doletas pra qualquer otário pessoa com acesso à Internet.

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Duvidam? A notícia saiu ontem no Daily Telegraph, mais precisamente aqui.

Deixa eu traduzir a coisa:

Now a US firm has come up with an ingenious solution to this very real problem – a new item of punctuation.
The SarcMark, as it has been named, is designed to be used in the same way as an exclamation or question mark.
Anyone concerned that the irony of their email or text message might not be appreciated by its recipient can use the symbol to close their sentence, thereby avoiding awkward misunderstandings.
The symbol – a dot inside a single spiral line – can be installed onto any PC running Windows 7, XP or Vista, as well as Macs and Blackberry mobile devices.
It can then be used in Word documents, instant messenger conversations, Outlook email and other programmes, just by pressing Ctrl and the full stop button.
The Michigan company behind the SarcMark have applied for a patent to protection their invention.
They have even published a sample list of sentences that would benefit from a SarcMark, including the words of British woman who was awarded only half of her National Lottery jackpot by a court after the winning ticket fell from her pocket and was claimed by someone else.
It appears that the irony of her statement – “It’s jolly decent of them to let me have a half share of my win” – was lost on some readers.
Paul Sak of the firm said that the new punctuation mark was not a gimmick and had serious potential applications, such as allowing deaf people to pick up sarcasm in subtitles.
The symbol currently costs $1.99 to download – a price that many may think deserves a SarcMark of its own.

Uma empresa americana surgiu com uma solução bem bolada para um problema bem real – um novo símbolo de pontuação.

O ponto de sarcasmo (em inglês the SarcMark), como foi batizado, foi criado para ser usado como um ponto de exclamação ou de interrogação.

Quem se preocupa com o fato de a ironia de sua mensagem não ser devidamente compreendida por seus interlocutores pode usar o ponto de sarcasmo para concluir sua frase, e assim evitar maiores equívocos.

O símbolo – um ponto dentro de uma linha em espiral – pode ser instalado em qualquer PC que rode Windows 7, XP ou Vista, Macs ou aparelhos Blackberry.

Esse ponto pode ser usado em em documentos Word, mensagens instantâneas, e-mails do Outlook e outros programas, com o atalho CTRL + ponto (CTRL+.)

A empresa que desenvolveu o símbolo tem sede em Michigan, e já solicitou patente para proteger sua invenção. Também aproveitou para publicar uma série de frases que se beneficiariam do ponto de sarcasmo, como as palavras de uma britânica que foi brigar na justiça pelo prêmio do bilhete de loteria que caiu do bolso dela e foi resgatado por outra pessoa, e acabou por ganhar do tribunal metade do prêmio.

Aparentemente, a ironia de sua declaração (ah, que bom que eles tiveram a decência de me permitir ter metade do que eu ganhei) não foi compreendida por alguns leitores.

O funcionário da empresa proprietária do ponto do sarcasmo, Paul Sak, afirmou que o novo caractere não é factóide, e que tem uma série de aplicações potenciais, como ajudar deficientes auditivos a compreenderem o sarcasmo das legendas.

O símbolo está disponível para download a U$1.99 – valor que muitos crêem merecer um ponto de sarcasmo.


Cara, o que que houve com o senso de noção do mundo? Quando eu era pequena, havia a expressão ler nas entrelinhas. E todo mundo sabia ler nas entrelinhas! Quando o Veríssimo escrevia um texto em tom de ironia, por exemplo,  todo mundo entendia. Agora, vira e mexe ele se vê obrigado a pedir desculpas aos que não entenderam a ironia de seus textos, e ainda tem a elegância de dizer que se um texto não é bem compreendido, é porque não está bem escrito.

Oh, querido Luis Fernando, isso não é verdade! Muitos textos bem escritos caem em mãos de amebas que não sabem ler entrelinhas. E é esse tipo de gente que começa a estragar a compreensão do mundo num tanto que nego se sente à vontade pra criar um troço como o ponto de sarcasmo – e cobrar por isso!

Uma sugestão à Microsoft: faça com que, nas próximas versões do Windows, a instalação do ponto de sarcasmo seja artigo opcional, disponível a partir da tela de acessibilidade (comandos especialmente desenvolvidos para os menos capacitados). Pra quem não entendeu, essa frase foi sarcástica!

Pensando bem, o americano que teve essa idéia é um gênio. Gênio. Vai faturar horrores às custas dos idiotas. Porque todo idiota tem potencial para ser otário a ponto de pagar dois dólares por um troço desses.

(E nego ainda vem me falar da relevância e do senso de oportunidade da Twittess…)

Se alguém achar que eu preciso de um ponto de sarcasmo, vou mandar fazer um curso de interpretação de textos! Volta pra escola e aprende a ler entrelinhas, ameba!

Da série “trocadilhos acidentais”

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Dica de uma ectoplasma suína, claro.

Lembram quando a Fátima Bernardes perguntou pro César Cielo como era atingir o alto do topo, e eu resolvi creditar essa na cateogria trocadilhos acidentais?

Pois tem mais uma notícia que se enquadra nessa categoria. Pô, sacanagem que o eme tá lá do ladim do ene… olha só o que Senhor Redator aprontou aqui:

zona morte

Falo mais nada.

O pretérito perfeito e o futuro equivocado

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais lá pra baixo, eu falava das amebas acorrejentes que cismam em corrigir os corrão, leião e vejão. E expliquei como identificar um texto em que esses verbos são usados de forma irônica, certo?

Pois bem, hoje a aula é inversa. Vou mostrar um caso em que o verbo foi conjugado errado, mesmo. E não tem ironia, não, tem inguinhorânça, mesmo! Pode ser conferido neste link aqui. E olha que eu elogiei horrores esses dois meninos há alguns meses. Mas não retiro uma linha do que disse. Deus e eu no sertão é a coisa marlinda do mundo. O assessor de imprensa deles é que precisa tomar vergonha na cara…

Mas vamos ao texto-tetéia:

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu o ano com o show da famosa dupla, Victor e Leo, no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14 [Repararam o recebeu, né? Pretérito perfeito. Claro, uma vez que hoje é dia 15 e o feito ocorreu dia 14, o verbo está correto.]

A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu [Outro verbo no pertérito. Perfeito.] o ano com o show da famosa dupla, [aaaaaaaaahhhhhhhh!!! Virgula aqui NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! ]Victor e Leo, [aqui também nããããããããoooooooooooo] no dia 14.

Na apresentação para 5 mil pessoas estavam [de novo. pretérito. perfeito.] presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.

Os irmãos tocarão [AQUIIIIIIII!!!!!! AQUIIIIIIIIIIII! AQUIIIIIIIIIII! NÃO TEM IRONIA NO TEXTOOOOO!!! A ameba deveria ter escrito tocaram, mas equivocou-se, coitada!] hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Entenderam, crianças, como é fácil identificar um erro autêntico?

A ameba acorrejente

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Corrão!, Vejão!, Leião! e coisas do gênero já se tornaram uma espécie de gíria na Internet.

Quem usa essas expressões sabe, de cara, que está errado. O correto é vejam, leiam, corram etc, etc, etc…

Além disso, quem usa essas expressões o faz com cinismo e ironia. Como eu, o Cardoso ou as meninas do Vende na Farmácia?, que sabemos escrever direitinho, graças a Deus.

Se você for uma pessoa com meio neurônio funcionando bem, percebe que um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, no qual o português flui que é uma beleza, e que se conclui com um “CORRÃO!” está sendo irônico nessa última palavrinha.

Mas esse tipo de ironia sempre (eu disse SEMPRE, ésse, é, ême, pê, érre, é – sou carioca, meu e tem som de é) atrai um sujeito que, além de não perceber a ironia contida na expressão, ainda faz questão de se mostrar douto, e corrigir o seu texto nos comentários do blog.

Confirão o que a Loo do VNF? me enviou via Twitter. A tchutchuca pode ser conferida neste link aqui.

aimeudeus

Doravante, esses seres serão por mim denominados as amebas acorrejentes.

E aí, vai corrigir o meu acorrejente?

Pênis duplos

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Presente de uma ectoplasma tão suína mas tão suína que chega a berrar!

Isto é uma tetéia. Com acento.

Porque, né? Você começa a ler o texto e, lá pelas tantas, encontra a seguinte duplicação peniana no meio de metadados:

Analisará os metadados e duplicará-los em formato mais aproveitável

Nãio sei a tchutchuca quis dizer

Irá analisar os metadados e os duplicará em formato mais aproveitável

ou, então,

Analisará os metadados e os duplicará em formato mais aproveitável

Ou mesmo numa pedante porém deliciosa mesóclise

Analisará os metadados e duplicá-los-á em formato mais aproveitável

Só sei que, do jeito que está, ficou um tanto ou quanto fálica. Para o bem ou para o mal.

(P.S: Marido comenta: Um agá aí faria estrago, hein? E eu replico: e precisa de agá?)

Eu avisei…

sábado, janeiro 9th, 2010

Boca de bruxa não falha nunca!

Lembram da previsão para 2010 que eu fiz no dia 30 de dezembro? Copio aqui:

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

Agora, ó só o que tá na home do UOL, lá nosembaixo:

uololhar

Viu? Eu avisei…

Menor vítima da matemática básica

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Porra! Agora vou ter que ficar corrigindo matemática também, é?

Problema de Matemática de segunda série primária. Aula da tia Julinha:

Tessália engravidou aos 16 anos e teve uma menina, Valentina. Tessália tem, atualmente, 22 anos. Portanto, Valentina tem___ anos.

Se você respondeu SEIS anos, acertou as contas. Mas o Ego conseguiu errar até essa! Publicou que a menina tem QUATRO ANOS!!!!

Porra, Ego! Ou a Valentina tem seis anos ou a Tessália engravidou aos 18 anos! Apuração e matemática coastumam andar juntas, viu?

Não satisfeitos em chamar a Lady Francisco de Lady Gaga (ao menos esqueceram do acento), agora se mostram incapazes até mesmo de somar e subtrair?

Equipe do cursinho Anglo “figurativiza” texto de Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

Peraí que eu ainda não acabei de gritar:

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

VOU CORTAR OS

PULSOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSS

Eu juro que eu sou inocente. Estava aqui, no aconchego de meu computador, respirando e lendo a correção da prova de português da Fuvest, realizada ontem, domingo.

Ainda estou meio passada com o fato de nego considerar o tema da redação difícil. Eu faria umas vinte redações com esse tema proposto. Mas não vou me tomar como base, e não é nem por soberba, não, é porque eu sou tagarela, falo (e, por tabela) escrevo mais do que deveria, e…

Viram só? Já comecei a falar da redação, mas deixa a redação prá lá.

Caí da cadeira ao ler a correção da questão 3 sugerida pela equipe do cursinho Anglo. Gente, o texto grifado na imagem abaixo foi escrito por UM-PRO-FES-SOR! EU DISSE UM-PRO-FES-SOR!!!!!!!

Espiem só o estilo-quiabo do cidadão que respondeu à questão. Na boua, se eu sou da banca de correção da Fuvest, mando um cabra desses ir ofender a vovozinha dele…

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Aí, os alunos desses caras saem do cursinho e começam a escrever objetivando disponibilizar um novo conceito em figurativização das funcionalidades, crentes que estão abalando Bangu, e a gente é obrigado a ler essas bostas…

Tio Antônio nem sabe me dizer o que significa figurativizar…. quase me botou de castigo, porque pensou que eu estivesse a xingar sua pessoa dele…

Bom, deixa eu ajudar o senhor professor do anglo a responder de forma menos ivizante à questão da Fuvest:

O trecho em destaque pode ser entendido em seu sentido literal, mas ao fazer isso o leitor deixará de perceber o charme do estilo de Luis Fernando Verissimo. Ao saborear com prazer o texto proposto, o leitor sente que meias e água-de-colônia barata adquiriram uma conotação diferente. Tornaram-se itens reles, sem importância, com os quais se presenteia aqueles a quem se tem pouca estima. As expressões, portanto, adquiriram nova extensão de sentido, além do literal.

Tá bom assim ou quer que embrulhe?

Galicismo é temdemssia para 2010

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

(Aviso, amebas: temdemssia está escrito errado de propósito. O certo é tendência. Mas não usa não, porque ô palavrinha batida, viu?)

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