Arquivo por maio, 2009

Medo por antecipação

sexta-feira, maio 29th, 2009

São 22:40 de sexta-feira. Até agora, tudo ortograficamente calmo na Internet brasileira.

Isso muito me assusta. Da última vez que isso aconteceu numa sexta-feira, o fim de semana foi uma enxurrada de amebices…

[aimeucaldeirão]…

Bom, até segunda, então!

Mais Alvaro Moreyra

sexta-feira, maio 29th, 2009

Pra desinfetar um pouco o caldeirão, que contaminou-se por demais esta semana…

Sim, muitas vezes vou desta poltrona para as minhas estradas, aquelas onde deixei a juventude. E volto, antes da noite chegar. Venho cheio de sol. Chego contente, e ainda fico mais contente se encontro alguém que exclama e pergunta:

- Como você está moço!  Que é que você faz para não envelhecer?

Faço isso: ponho passado no presente.

Ser tal qual se foi. Eis a eterna novidade…

[suspiro.]

 

Frase do dia

sexta-feira, maio 29th, 2009

Do Twitter d’O Criador:

Se eu soubesse que vocês assassinariam o português assim, após a Torre de Babel não teria criado línguas, mas os deixado mudos

… e Deus fugiu para as montanhas

quinta-feira, maio 28th, 2009
Deus, me dê Dramin! AGORAAAAAAAAAAAA!!!

Deus, me dê Dramin! AGORAAAAAAAAAAAA!!!

 

Tudo culpa do Cardoso. Que, por sua parte, culpou o Pedro Vanzella. O caso é que eles deram o link (já aviso antes: se você clicar estará por sua conta e risco!) para este troço daqui. não vou entrar no mérito do nome dos integrantes da banda. Nem vou mencionar o fato de que o pagode deles é uma mistura de axé com forró (de má qualidade). Não, deixemos isso de lado.Vou apenas citar que o nome de uma… [er... composição? Não! Palavra forte demais. Deixa eu tentar de novo... música? Também não, a definição de música não se encaixa aqui... Acho que troço vai bem!] enfim, vou apenas citar o nome de um dos troços que fazem parte do CD deles: Deus mim deu você pra mim.

Aí, eu cliquei no troço amarelo e magenta e azul e verde e vermelho que é o cartaz de um dos shows que a turma deles faz por aí. E descobri que eles pregam uma vida… ambundante!  (Meu pai sempre me disse que ambundante era a bunda da ambulância…) AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!

Nessas horas, sinto pena de Deus. Além de carregar o mundo nas costas, ainda tem que aturar isso! Será que esse povo tem salvação?

Daí, eu fico pensando… Pô, a Bíblia é bem escrita. O texto das Sagradas Escrituras tem uma certa cadência, é bem pontuado, rico em novas palavras e em sentidos figurados tanto no Velho como no Novo Testamento, que ajudam cristãos (ou não) a aprenderem direitinho interpretação de textos.

Então, por que diabos raios um sujeito auto-intitulado evangélico escreve ambundante ou Deus mim deu? Será que eles não lêem a Bíblia, não?

Ah, que Deus tenha piedade dessas almas. e que não terceirize para Jesus a salvação delas!

Terra ensina a UOL a regência correta do verbo obrigar

quinta-feira, maio 28th, 2009
UOL: Ponto negativo!

UOL: Ponto negativo!

Eu só tinha visto a home do UOL. E já havia preparado a bagaça toda pra trazer pro caldeirão, quando recebi a newsletter do Terra, com a mesmíssima notícia. Daí, trouxe as duas aqui pro caldeirão.

Antes de entrarmos na questão de quantos caracteres cabem nesse título, vamos recorrer novamente à Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante. Esses dois autores têm muito a ensinar ao UOL sobre regência verbal:

Quando estudamos os termos integrantes da oração, vimos que verbos (…) podem ser transitivos, ou seja, seu sentido pode transitar para um complemento. No caso dos verbos, esses complementos podem ser diretos ou indiretos, sendo e são chamados [eu caneto até texto de gramática, não tem jeito!], respectivamente, de objetos diretos e objetos indiretos. (…) Regência, é, pois, a propriedade que uma palavra tem de chamar a si um complemento, ou melhor, a relação necessária que liga entre si duas palavras de tal modo que uma depende gramaticalmente da outra (Antenor Nascentes).

Isto posto, vamos agora visitar tio Antônio, que tem um puxadinho lá nos servidores do UOL (/ironia), pra ver o que ele tem a nos dizer sobre a regência do verbo obrigar:

obrigar
Datação
sXIII cf. AGC
Acepções
■ verbo
transitivo direto, bitransitivo e pronominal
1    submeter(-se) a uma imposição legal ou moral
Ex.: <o contrato obrigava locatário e locador> <a lei obriga-o a pagar pensão ao filho> <obrigou-se a reparar os danos que causara ao sócio>
bitransitivo e pronominal
2    mover(-se) pela força, por pressão moral ou por necessidade a; forçar(-se)
Ex.: <obrigaram-no a calar-se> <obrigou-se a fazer ginástica diariamente> (…)

Ou, como diria a tia Maricota láááááááá no segundo grau, quem obriga, obriga alguém a alguma coisa.  Ponto para o Terra, que regeu corretamente o verbo obrigar, ao contrário do UOL.

Mas aí as amebas uolantes são capazes de dizer: “Ah, isso foi o que coube no título!”

Eu já disse aqui que deveria cobrar para ser personal mancheteira do UOL. Mas se gastar mais meio neurônio a coisa sai certa… senão vejamos:

Manchete do Terra: Lula sanciona lei que obriga poderes a divulgarem gastos – 56 caracteres

Manchete do UOL: Lula sanciona lei que obriga divulgar gastos públicos na Internet – 65 caracteres

“Viu só? Nós precisamos de mais nove caracteres”, diriam as amebas uolantes.

Pois dou-lhes oito: Lula sanciona lei que obriga poderes a divulgarem gastos via web – 64 caracteres (Upa!)

Voltem pra escola, amebas do UOL! Vocês precisam estudar regência (e ortografia, e redação, e…)

Quando ortografia combina com dignidade

quinta-feira, maio 28th, 2009
Leia em voz alta: Jorge quer chiclete amarelo!

Leia em voz alta: Jorge quer chiclete amarelo!

Recebi esta pérola de uma ectoplasma suína. Suiníssima, diga-se de passagem. Como vocês podem perceber, foi tema de hoje do jornal Agora São Paulo. O link para a notícia é este aqui, Não vou discorrer sobre o mérito ou a pertinência da coisa. Se o cara é gay ou não, isso é da conta dele. Por outro lado (/com duplo sentido), se ele sabe ou não grafar corretamente a palavra cunhado, daí o problema passa a ser nosso, né?

Mas eu tenho cá pra mim que o erro de digitação não foi do autor da cartinha, não. Foi da ameba diagramante junto com a ameba revisante do jornal. Digo isto porque a palavra cunhado está escrita corretamente na angustiada missiva do moço em questão.

O problema foi que eu segui o conselho da psicóloga à qual a cartinha se destinava, e li o título em voz alta. E caí na gargalhada. Conhado, em voz alta, fica parecendo sotaque de bichinha poc-poc: Jorge quer chiclete amarelo para o conhado.

Isto só vem a provar que quem preza pelo bem da ortografia também preza pela dignidade humana. Se o diagramador tivesse escrito cunhado corretamente, eu não teria rido do angustiado autor da cartinha.

Seriam os bebês capazes de lidar com um diferencial?

quarta-feira, maio 27th, 2009
Livros para bebês vêm com diferencial. Fujam para as montanhas!

Livros para bebês vêm com diferencial. Fujam para as montanhas!

Recebo os releases de uma editora por e-mail. Justamente por se tratar de uma editora, nunca botei muita fé de que um dia esses textos pudessem entrar aqui neste caldeirão. Mas um lado meu, ectoplasma suíno total, me dizia que esse dia iria chegar. Pois não é que ele chegou? E é hoje!

Enfim, a tal da editora tá lançando uma coleção de livros para bebês. Mas deixa eu fazer os comentários no meio do texto de apresentação dos livros:

A Editora Tal  apresenta mais quatro livros infantis, super interativos [achei meio apelativo, mas fazer o quê? O grande lance desses produtos é justamente fazer com que os pequerruchos sejam "seduzidos" pelas cores e desenhos, né? Deixa prá lá]. Os livros intitulados Méé!, Au! Au!, Muu! e Miau! [de novo: deixa prá lá! O livro é para bebês. Os títulos são mais que justos!] foram escritos em linguagem clara e fácil [olha, dona, aqui eu já não consigo livrar muito a sua cara, não... você queria o quê? que o livro para bebês fosse um compêndio antropo-zoológico?] , impressos em 4 cores , formato especial, além de um super diferencial [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!! COMEÇOUUUU!!! Imagine que o seu filho ainda usa fraldas, e ele já tem que deglutir um diferencial? Duvido que o pediatra aprove...] : com apenas um toque no botão localizado na capa da obra, a criança terá a oportunidade de ouvir o som do animal que participa da história.[aimeudeus.... naonde que isso é... diferencial?!?!!?!?!?]   

Vou consultar a Sociedade Brasileira de Pediatria. Preciso saber, urgentemente, a partir de que idade os bebês podem lidar com diferenciais sem passar mal…. em se tratando de um filho meu, acho que nunca!

O Ig e sua "indentificação"

quarta-feira, maio 27th, 2009
Espero nunca fazer uma "indentificação" dessas...

Espero nunca fazer uma "indentificação" dessas...

Bom dia procê também!

Este caldeirão é prova viva do sofrimento diário dos estagiários. Depois de serem taxados de infrequentes numa empresa aê, agora é a vez de o Ig abusar da paciência e da intleigência desses pobres mortais. Confiram o convite à indentificação efetuado pelo supracitado portal… não satisfeitos com o encosto gerundol, as amebas igueanas ainda me aprontam uma dessas com dona ortografia..

Ah, não vou me estressar com isso, não.  Só vou dizer aqui que o certo é Identificando. (Ainda que esse gerúndio me doa nos ossos).

Frase do dia

segunda-feira, maio 25th, 2009

Doutora, gostaria de saber se posso ter cancer de útero, já que a minha mãe teve e minha tia também. Isso pode ser genérico?

A tetéia (com acento) não queria dizer que isso pode ser genético, não?

[Isso tudo porque eu só comentei que a sexta-feira foi parada...]

Não entendi. O quarto é inconstitucional?

segunda-feira, maio 25th, 2009

[E me arranjam trabalho a essa hora da manhã. Infortúnio!]

Parece cortina de fumaça – feita pela artilharia inimiga, o que é pior. Tá todo mundo agora comentando essa história de terceiro mandato do presidente Lula – que diz a quem quiser ouvir que não tá nem aí pra esse papinho. Tanto que a bagaça veio parar aqui neste isento caldeirão. O ministro Carlos Ayres Britto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu dar seu parecer (oi, alguém pediu?) sobre a hipótese descartada, mas aparentemente embolou-se com as palavras. Vamos ajudar o nosso lindo ministro a se desvencilhar das confusões verbais? Descubra você mesmo o que ele quis dizer, e escolha!

Ah, sim! A frase-tchutchuca é a seguinte:

Dizer que é constitucional o terceiro mandato é dizer que o quarto também é. E não tem como evitar dizer que é constitucional o quinto mandato, fragilizando a ideia de república.

[polldaddy poll=1649126]

Para quem será o pasto de Ana Maria Braga?

domingo, maio 24th, 2009
Sai o pica-pau, entra o pasto de dona Ana Maria

Sai o picapau, entra o pasto de dona Ana Maria

Não sei se é invenção. Sei que é isso o que está escrito neste link aqui, como vocês podem conferir na imagem acima.

Ana Maria Braga vai ganhar um pasto só dela, com minipôneis e minivacas…

Lindo isso, não?

Queremos crer que o pasto será especial (e, de preferência, exclusivo) para as gravações do programa de don’ana Maria.

Sinceramente, espero que ela não use o especial cantinho do Projac egoísticamente, em proveito próprio.

Ou, se vier a usar em proveito próprio, tomara que, pelo menos, ela não ganhe alfafa especial…

(Vocês viram que eu tentei folgar este fim de semana, mas não foi possível. Ah! Obrigada, Rosana Hermann! Minha olheira  no Twitter me avisou da tetéia que você encontrou…)

Das duas, uma…

sexta-feira, maio 22nd, 2009

Ou os portais brasileiros tomaram vergonha na cara e começaram a escrever direito, ou eu fiquei muito tempo fora da web e botei pouco reparo nas amebas…

De qualquer forma, vamos descansar, né? O fim de semana serve pra isso…

Deixa eu botar esse caldeirão pra desinfetar na lava-louças (sou moderna, santa… tá pensando o quê? ;)   )

Até segunda!

Mamãe, eu uso tradutor automático

quinta-feira, maio 21st, 2009

Acho que eu vou criar uma nova catiguria aqui no caldeirão, com o nome desse post.

Você provavelmente já viveu essa situação: compra um produto eletrônico novo, cheio de programanças e botõezinhos mil, e vai seco ao manual de instruções – que, por obra e graça do divino código do consumidor, tem que estar escrito obrigatoriamente em português. Ou, então, você vai ao Mercado Livre atrás de uma câmera, e dá de cara com este conjunto de palavras disponível neste link aqui, postado no twitter do Cardoso.

O problema é que o texto em questão não foi feito por um ser humano, mas por um tradutor automático. Que faz obras como essas daí de baixo:

HD Videocamera Digital com resolução nativa até 1080P e ainda captura de imagem a até 8 megapixels.

Este é nosso heavyweight novo HD filmadora vídea. Com a habilidade para levar vídeo de H.264 (MOV) a até 60 quadro segundo (60 FPS) e uma lente de grau profissional + sensor de imagem, este modelo o fará querer deixar seu trabalho e se tornar um Hollywood filme diretor!

Com uma definição alta (HD) que registra os abastecimentos vídeos a tela inteira com imagem vibrante, clara que deve ser vista para ser acreditado. Esta máquina fotográfica vídea digital pode lhe mostrar o em toda parte o qual HD é! Não seguro se você pode controlar uma filmadora nova? Nenhuma preocupação! Registrando seus filmes com esta beleza é extremamente simples – do fácil usar plano de botão e a 3″ tela vendo bonita, para o Expansão com SD memória cartões e padrão baterias de NP-120, tudo foi projetado com máximo fim usuário facilidade e conveniência em mente.

O 1080P HD trabalhos de máquina fotográfica vídeos grande como ambos um vídeo e ainda imagina máquina fotográfica e vem como um equipamento com quase tudo o que você precisa ser começado; Filmadora, bolsa de máquina fotográfica, bateria, corcel, software, e todos os cabos incluídos. Você há pouco precisa somar seu próprio SD memória cartão (até 8 GB) e você está pronto para começar filmagem em brilho de HD.

Não vou me dar ao trabalho de consertar pau que já nasceu torto. Isso daí de cima não tem remédio. Até porque, se você botar um cadim mais de reparo, vai perceber que o texto acima é  um típico Tabajara Inc., no original (Não seguro se você pode controlar uma filmadora nova? Nenhuma preocupação!). Imagina como fica a tralha em português fluente… 

No dia em que um tradutor automático conseguir traduzir corretamente a expressão baba-de-moça, eu passo a usar esses programetes. Enquanto isso não acontece, oremos…

Amebas googleantes

quinta-feira, maio 21st, 2009

O WordPress é um fofoqueiro. Me conta muita coisa sobre os visitantes deste caldeirão. Sei, por exemplo, que desde o início deste blog já recebi mais de 2.000 visitas (Valeu! Voltem sempre!), e sei como esses visitantes chegaram a mim (/não enche que a construção da frase está correta!).

Uma das formas do vinde a mim é o joga no Google. O WordPress me mostra exatamente o que a pessoa digitou em sua busca até parar no Objetivando Disponibilizar. E tem algumas consultas que eu faço questão de responder diretamente:

agradecemos a compreensão tem crase – não, ameba, não tem. A não ser que você queira agradecer diretamente os atos de dona compreensão, e não aos que foram compreensíveis com vossa pessoa.

depois de responder tem crase
– pra ser enfiada onde, meu benzinho? A ameba me consegue a proeza de fornecer três palavras se um único e mísero a, e ainda quer enfiar a crase em qualquer canto! G-zuz…

me de 40 verbos no participio e gerùndio – Pra começar, não sei se você quer me dir 40 verbos ou se está solicitando o fornecimento de 40 verbos. No primeiro caso, não sei como se faz para efetuar mensuração verbal, vou ficar te devendo essa. Mas se você está solicitando 40 verbos enquadrados nessas formas nominais, aqui você só conseguiu dois (solicitando e devendo). Sugiro que ligue para qualquer 0800, que as atendentes de Telemarketing estarão prontas a estarem lhe fornecendo verbos suficientes para que você esteja completando sua lista…

Distância focal e profundidade de campo

quinta-feira, maio 21st, 2009
 
Objetivando tergiversar acerca da realidade física das objetivas, este caldeirão irá se demorar alguns parágrafos na explicação dos termos distância focal e profundidade de foco. Tomemos, pois, as explicações da própria Wikipedia:

A distância focal é, junto com a abertura do diafragma, uma das mais importantes características de uma objetiva. É a partir dela que o usuário (fotógrafos ou profissionais que utilizem um microscópio óptico, por exemplo) define detalhes como a maior ou menor aproximação de uma imagem, ou ainda escolhe o campo de visão que deseja trabalhar. A distância focal de uma objetiva é determinada a partir dos pontos nodais até dos focais, ou seja, é a distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz até o ponto onde a imagem focalizada será projetada. Todas as objetivas recebem classificações como grande angular, normal e teleobjetiva, e quase todas elas podem ou não ser do tipo macro (que permite uma focalização de objetos mais próximos).

Em óptica, profundidade de campo [tem desenhinho no link] é um efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Quanto menor for a abertura do diafragma/íris (maior o valor), para uma mesma distância do objeto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos. De salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.

Queremos crer que esses elementos componentes do foco de uma objetiva, ou conjunto de lentes que compõem uma máquina fotográfica, ou um telescópio, ou um microscópio, ou qualquer coisa desse tipo aí, sirvam de ajuda para Roberto Justus decidir, de uma vez por todas, quem ele vai manter como seu trainee na final de O Aprendiz. Porque ele está atrás de uma boa objetiva, e não de um trainee. É o que se apreende do título-tchutchuca dai de baixo:

 
 
Os candidatos-objetiva foram eliminados

Os candidatos-objetiva foram eliminados

Excesso de foco, falta de foco, foco aqui, foco ali, foco acolá… Pelamordedeus, quando vão largar mão dessa muleta tão irritante, hein?

Daí, mais embaixo no texto, somos informados de que

Rodrigo foi muito criticado por Justus e seus conselheiros por sempre levar o foco [gaaaaaaaaaaaaahhhhhhh!!!] para o plano virtual. Justus disse que Rodrigo tem “monointeresse”. (…)
Walter Longo indicou Rodrigo e Mariana. “(…) Mariana não tem muita criatividade e também está muito focada nos bastidores”, disse.

Roberto, meu caro, vamos combinar o seguinte: o Rodrigo sempre batia na mesma tecla do negócio (porque business é o #$%#$@#) virtual, ou era um sujeito monointeresse, como você mesmo muito bem definiu.

Walter Longo, a Mariana estava mais interessada / voltada / preocupada / abespinhada (que seja, estou em lua-de-mel com esse verbete…) com os bastidores. Mas ela não tá focada, não… gente, ela não é lente, não é teleobjetiva, parem com isso, parem de focar inutilmente…

Até porque, de acordo com o fotógrafo Paulo Sallorenzo, as objetivas com maior profundidade de campo são as mais caras. Quanto mais troço em foco, mais cara é a objetiva. Então, parem de exigir características de teleobjetiva profissional de um candidato a trainee, pelamordedeus!!!

Lembre-se que você riscou o rutênio de sua tabela periódica por conta de maus relacionamentos com o Manuel (/português)… continue a dar o bom exemplo, cáspita!

[Suspiro]

quarta-feira, maio 20th, 2009

Há alguns dias, quando postei o emelho do relize sobre a indiana do funk, senti-me no dever cívico de conter, nos comentários, a exasperação de um leitor, que não conseguia relevar o fato de haver uma indiana do funk. Não adianta dar murro em ponta de faca, essa coisa vai sempre existir etc, etc, etc, afirmava então a minha pessoa. Não sei se eu consegui consolar adequadamente meu nobre leitor. Mas não é que a exasperação dele caiu todinha agora em cima de mim?!!??!?!?!?! Agora, é a vez da guerrilheira do funk. Que, em sua luta para aprender o português, foi sumariamente nocauteada pelo quarteto pontuação, gramática, ortografia e sinonímia! Também, né? covardia… são quatro contra uma (ou quantos neurônios a tchutchuca tiver disponíveis em seu… hã… cérebro)

Senão, vejamos a pérola no disponível no Te dou um dado:

Dani Lopes agora ataca [como assim agora ataca? Ela já atacava antes? Pra que lado ficam as montanhas, pelamordedeus?!?!?!?!?!] como Guerrilheira do Funk, disparando contra a frutaria: “guerrilheira rebolando é melhor que melância [a frase já tinha começado de forma esplendorosa, o acento circunflexo na melancia só concluiu de forma brilhante o feito!] “, diz parte da letra [aaaaaaahhhhhhhhhhhh!!! isso é letra de... não, não vou escrever a palavra música aqui!] de seu funk[mas vejam por outro lado: se fez-se míster haver tal acentuação na palavra melancia, não seria tal ineditismo o resultado de uma rima forçada? Afinal de contas, melância está no final de um... verso, né? Bom, vou conceder à dona batalha o benefício da dúvida. Contanto que ela não me envie a letra pra confirmar a minha suspeita!] . E dá-lhe pau em todas as frutas. Velha de guerra[uou... veterana, a moça, hein?] , Dani já dançou com Alexandre Frota.

EX DANÇARINA DO ALEXANDRE FROTA [cruzado de direita de dona pontuação! Faltou a vírgula aqui!] A MERCENÁRIA DO FUNK AGORA É MC DANI LOPES (GUERRILHEIRA DO FUNK) [cruzado de esquerda de dona pontuação! Faltou outra vírgula!] 25 ANOS, 1,70M, 100CM QUADRIL, 80CM DE BUSTO, 60CM CINTURA [pelo menos a dona moça, ou quem quer que tenha assassinado esse texto, conhece as regras do Sistema Internacional de Medidas, né?]  , LANÇA FUNK ONDE [funk é um local, é?] FAZ APOLOGIA [direto de dona sinonímia! dona guerrilheira do funk cai na lona!] AS MULHERES FRUTAS.

“EU TENHO A PLENA CERTEZA QUE [quem tem plena certeza, tem plena certeza DE QUE] NÃO SÃO ELAS QUE FAZEM SUAS MÚSICAS, AS MULHERES FRUTAS ALEM DE NÃO TEREM CRIATIVIDADE NÃO CANTAM E NÃO DANÇAM NADA, MEU TRABALHO É DIFERENTE PORQUE NÃO PRECISO INVENTAR UM NOME DE FRUTA E NEM [esse e nem tá sobrando aqui, minha fia... ai, que vontade de fazer um trocadilho com o Exame Nacional de Ensino Médio - Enem...] MUITO MENOS FALAR PORNOGRAFIA NAS MINHAS MÚSICAS, TRABALHO SEM APELAÇÃO SOU APOIADA PELO MC PIRATA QUEM FEZ O SUCESSO DO FUNK DO PICA PAU, CHEGA DE MULHER FRUTA !! A ONDA AGORA É A GUERRILHEIRA DO FUNK!!” [bom, sem entrar no mérito (???) da questão, acho que dona lutadora não frequenta muito o dicionário, né? Caso frequentasse, saberia a diferença entre apologia e crítica...]

Antes de tentar remendar o olho roxo e o nocaute de dona matadeira, vamos conversar com tio Antônio:

apologia
Datação
sXV cf. IVPM
Acepções
■ substantivo feminino
1    Rubrica: retórica.
     discurso ou texto em que se defende, justifica ou elogia (esp. alguma doutrina, ação, obra etc.)
Ex.: fez a a. do catolicismo
2    Derivação: por extensão de sentido.
     defesa apaixonada de (alguém ou algo) [ger. pessoa singular, incomum]; elogio, enaltecimento
Ex.: <religiosa, fez a a. do santo do qual era devota> <a. do socialismo> <a. da comida baiana>
Etimologia
gr. apología,as ‘defesa, justificação’, no Novo Testamento ‘resposta’
Sinônimos
ver antonímia de desprezo
Antônimos
argüição; ver tb. sinonímia de desprezo

 

Agora, sim, vamos remendar a bagaça:

Dani Lopes agora ataca como Guerrilheira do Funk, e dispara contra a frutaria: “guerrilheira rebolando é melhor que melancia“, diz parte da letra de seu funk. E dá-lhe pau em todas as frutas. Velha de guerra, Dani já dançou com Alexandre Frota.

EX DANÇARINA DO ALEXANDRE FROTA-vírgula, A MERCENÁRIA DO FUNK AGORA É MC DANI LOPES-ponto. A GUERRILHEIRA DO FUNK tem 25 ANOS, 1,70M, 100CM de QUADRIL, 80CM DE BUSTO, 60CM de CINTURA, E LANÇA FUNK NO QUAL ONDE FAZ APOLOGIA CRITICA AS MULHERES-FRUTA.

“EU TENHO A PLENA CERTEZA DE QUE NÃO SÃO ELAS QUE FAZEM SUAS MÚSICAS-PONTO. AS MULHERES-FRUTA-vírgula, ALEM DE NÃO TEREM CRIATIVIDADE-vírgula, NÃO CANTAM E NÃO DANÇAM NADA-ponto. MEU TRABALHO É DIFERENTE PORQUE NÃO PRECISO INVENTAR UM NOME DE FRUTA-vírgula, E NEM MUITO MENOS FALAR PORNOGRAFIA NAS MINHAS MÚSICAS-ponto. TRABALHO SEM APELAÇÃO-ponto. SOU APOIADA PELO MC PIRATA, QUE FOI QUEM / QUE FEZ O SUCESSO DO FUNK DO PICA PAU-ponto. CHEGA DE MULHER FRUTA !! A ONDA AGORA É A GUERRILHEIRA DO FUNK!!” 

E eu começo a sofrer por antecipação com as vindouras soldadas do funk. Em que trincheiras elas vão lutar, Alá meu bom Alá? (Ai… já comecei a dar ideia…)

Alunos da prefeitura de SP tomam leite usado – ou Bem-vindo, Estadão!

quarta-feira, maio 20th, 2009
Tudo culpa do Kassab. Ô, raça!

Tudo culpa do Kassab. Ô, raça!

Este blog não tem tendências políticas. Apenas limita-se a reproduzir o que lê de mal escrito pelo mundo afora. Esta foi mais uma dica de uma ectoplasma suína frequentadora deste caldeirão (Luciano Huck é o @#$@#%#$%#$. Meu caldeirão tem personalidade, viu?). Eu apenas me limito a reproduzir aqui o que foi escrito.

Gente, eu não estou afirmando nada. Apenas estou reproduzindo o texto que figurou como destaque na home do Estadão! De acordo com a tradicional publicação paulistana, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab contratou a Nestlé para fornecer leite em pó usado. Ó só o texto que figura no link para a matéria:

A gestão Gilberto Kassab (DEM) pretende comprar da Nestlé o leite em pó usado na merenda da rede de ensino municipal. Caso a estratégia se confirme (…)

Prefiro acreditar que esse texto foi obra proposital de um jornalista (ô, raça!) muito irritado com o editor reaça e puxa-saco do Kassab, que não foi capaz (/imbecil) de detectar o duplo sentido da supracitada frase. Se assim fosse redigida a frase maldita:

A gestão Gilberto Kassab (DEM) pretende comprar da Nestlé o leite em pó a ser usado na merenda da rede de ensino municipal. Caso a estratégia se confirme (…),

este post nem se justificaria. Como não foi bem redigida, só me resta dar as boas-vindas às amebas estadianas.

E voltem sempre, viu?

De publicidades e gênios

terça-feira, maio 19th, 2009

Este post é dedicado (/rádio brega) às amebas da facu que fizeram aquele comercial de bosta que tanto me irritou.

Poi zé. O comercial da facu me deixou mal. E irritada. Nessas horas, pra eu não ter ganas de esfolar tudo quanto é publicitário que se diz genial, eu começo a cantarolar esse jingle da Vasp aí de cima.

É uma excelente terapia contra a burrice e mediocridade reinantes no mundo atual. A música é deliciosa, gruda nas ouvidos de forma simpática, e ainda me traz lembranças deliciosas da infância (nessa época, eu ainda não voava de vassoura). Tão gostosas que, ao final da musiquinha, eu já estou com lágrimas (de emoção) nos olhos. Infelizmente, se algum comercial contemporâneo me trouxer lágrimas aos olhos, será de raiva e ódio. Maus tempos…

A letra desse jingle é simplesmente genial. Ou genialmente simples. Passa o recado, transmite uma aura de simpatia e de tranquilidade para um ato que não é tranquilo para todos os mortais: decolar e voar em um avião. Também, é covardia: ela foi composta pelo Théo de Barros, que foi simplesmente o parceiro do Geraldo Vandré em Disparada (ai, analfabeto! Não sabe do que estou falando? Joga no Google!).

Repare que quase todos os versos, quando cantados, ficam com sete sílabas, e como elas se encaixam de forma deliciosa na melodia. Coisa que o pessoal daquela época (Chico Buarque, Geraldo Vandré, Théo de Barros, etc, etc, etc) fazia com um pé nas costas.

Atenção…
(viaje bem, viaje Vasp)

Céu azul…
(viaje bem, viaje Vasp)

Atenção
Você com essa ficha na mão
[8 sílabas]
dirija-se ao portão[7 sílabas]
e embarque neste avião[7 sílabas]

(boa viagem!)
Largue o chão
escolha uma direção
[7 sílabas]
aperte o seu cinto e [6 sílabas]
solte a sua imaginação [8 sílabas]

(Voe vasp)
Céu azul
Leste, oeste, norte ou sul
[7 sílabas]
você livre pelo ar [7 sílabas]
com quem gosta de voar [7 sílabas]

A Vasp abre suas asas, sua ternura
Pra você ganhar altura

Viajar…..
Vo-ar….
(viaje bem, viaje Vasp)

Lembre-se desse jingle na próxima vez que você tiver que encarar uma fila quilométrica no aeroporto com aquele bando de funcionário mau-humorado te tratando feito pedra.
Aí, só de pirraça, cante essa musiquinha pra eles!

Quase um bom comercial

terça-feira, maio 19th, 2009

Daí, estou eu a assistir TV quando me enfiam goela abaixo este comercial. Meudeusdocéu, como é que pode tanta gente junta deixar um troço desses quicando pelas ondas de TV, do cabo e do youtube? Eu não pedi pra ver esse troço! Fui obrigada! Estava até conversando com o meu marido na hora, mas eu reconheci um texto cujo título é quase, e fui parar pra botar reparo no que uma peça publicitária que se vale de uma palavra que ameaça se concretizar mas não se concretiza (quase) tem a dizer. Teria que ser realmente genial pra passar bem o recado. Teria. Porque não foi feliz na tentativa, não.

Quer dizer então que os alunos da facu gostaram do conceito do Quase da menina Sarah Westphal? Como assim, meus filhos? (as amebas publicitárias andam em bandos, conforme eu já provei nas categorias, aí no cantinho direito do meu caldeirão).

É complexo por vocês terem quase passado pra uma universidade pública? Ou por quase conseguirem um texto genial pra campanha publicitária da facu? Ou por quase trabalharem de forma legal a ideia da quase-vitória?

Aliás, seria essa instituição de vocês de qualidade quase boa?  Porque vocês usaram um texto que quase foi do Veríssimo por muito tempo! É um texto que, embora seja até bonzinho, tem um quê de falso, coitado…

Na boa, quem achou que esse troço ficou bom achou errado. O comercial institucional dá margem a tantas interpretações paralelas e gracejos inúteis como este que eu estou fazendo, que tira completamente a atenção (OK, esses alunos devem chamar isso de foco. Mas quem tem foco é lente. A não ser que eles prefiram ser lentes, e não publicitários, mas deixa prá lá) do objetivo principal da peça publicitária: valorizar a sua facu.

Continuem assim, meninos, e vocês vão aprender a fazer peças publicitárias quase geniais. Mas, se vocês não conseguirem, liguem não. Vocês quase chegaram lá.

Quase que (não) é do Verissimo

terça-feira, maio 19th, 2009

Esse texto rodou por tudo quanto é canto da Teia de Alcance Mundial (/web) sob o pretexto de ter sido escrito pelo Luis Fernando Verissimo. O menino Luis Fernando chegou até a ganhar prêmio por esse texto. Só tem um detalhezinho des’tamanico assim: não foi ele quem escreveu o dito!
O texto Quase é de autoria de Sarah Westphal. Como ele tá bem escrevinhadinho, deixa eu postar aqui.
Não seria o melhor dos bons exemplos, mas esse texto vai servir de escada pro próximo post:

Quase (Luis Fernando Verissimo Sarah Westphal)

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi! Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escapam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me às vezes o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos ¨bom dia¨ quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados, o nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma. Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas. Resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão, para os fracassos chance e, para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando que sonhando… fazendo que planejando… vivendo que esperando. Porque embora quem quase morreu ainda viva, quem quase vive já morreu.

Hare baba! ou Prá quê ponto?

segunda-feira, maio 18th, 2009

Pensei em começar o post com a palavra indiana namastê, que significa “o deus que vive em mim saúda o deus que vive em você”. Mas Deus abandonou a criatura que escreveu a bosta daí de baixo… Nesse corpo e nessa mente só existem encostos da pior qualidade…. a coisa tá tão feia mas tão feia que eu emprestei um ectoplasma mesmítico pra ver se melhoram os eflúvios da santa…

Enfim… acabo de receber outro release. Desta vez, é sobre um jornal que lançou a indiana do funk. Ok, não entendi o que as palavras jornal, indiana e funk fazem juntas numa mesma frase, com direito a correlação ainda por cima. Mas vou relevar o fato. Atentem para a falta de pontuação da… mesma! (Essa frase merece ser assombrada pelo ectoplasma mesmítico!)

A moda indiana tomou conta das ruas e de figurinos de famosos, inspirado [aaaaaaaaaaaiiiiiiii... quem é inspirado? A moda ou os figurinos? então, teríamos um inspiradA ou inspiradOS? socooooooorrrooooo...] pela novela global Caminho das Índias, [por que essa vírgula aqui? Não se usa ponto final na novela das oito?] nesta onda surge uma nova personagem [e por que aqui não tem vírgula? cristorreimesalva...] a INDIANA DO FUNK [aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh... fujam para as montanhaaaaaaasssssssssss!!!!!!] a bela com descendência [não seria ascendência, não? Vamos ter uma seção de tio Antônio especial hoje...] indiana tem 20 anos e [se até aqui a pontuação não foi das mais brilhantes, a lamparina apagou-se de vez para lá. Reparem:] medidas perfeitas [faltou os dois pontos] altura [idem] 1,70 [o quê? Metros? Jardas? Polegadas? pés?], peso: 54 [54 o quê, santa? Xelins? Robalos? Quilos? Aribabas?] , quadril: 95[e que se f#%#$%m as unidades do Sistema Internacional de medidas, né?] , busto: 87 [idem] e cintura: 67 [ibidem].  A personagem já faz apresentações em varias [faltou o acento de várias. Esse não caiu com a reforma ortográfica, não...] casa [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!] de shows e bailes funks na cidade de São Paulo.

Vou resistir à tentação bairrista de falar viu só o que dá trazer funk pra São Paulo? Até porque a comparação imediata seria com o funk do Rio de Janeiro, o que não iria ajudar em nada meu discurso. Só reparem aí em cima que tem mais observação em azul do que texto em vermelho.

Antes de exorcizar o texto, vamos falar com tio antônio (/Houaiss) sobre as diferenças entre ascendência e descendência (sempre com ésse-cê, por favor! E pare de botar a culpa na reforma ortográfica!)

Descendência
Datação
a1583 cf. FMPin

Acepções
■ substantivo feminino
1    proveniência, baseada em laços de sangue, de um ancestral ou ramo familiar comum
2    série de pessoas que derivou desse mesmo ancestral ou ramo familiar por esse tipo de parentesco; prole, progênie, posteridade
Ex.: deixou numerosa d.

Etimologia
descender + -ência; ver -scend-; f.hist. a1583 decendencia, 1618 descendencia

Sinônimos
ver antonímia de ascendência

Antônimos
ver sinonímia de ascendência

ascendência
Datação
a1663 cf. DA

Acepções
■ substantivo feminino

(…)

4    Derivação: por extensão de sentido.
     linha das gerações anteriores de um indivíduo ou de uma família; proveniência de um grupo social ou de um povo; origem, genealogia
Ex.: seu aspecto físico comprova a a. indígena
(…)

Sinônimos
ancestrais, ancestralidade, antecedentes, antecessores, antepassados, ascendentes, avoengos, avós, maiores, origem, pais, passados, predecessores, procedência, progênie, progenitores, raça; ver tb. sinonímia de autoridade e linhagem

Antônimos
descendência, descendentes, filhos, geração, herdeiros, netos, porvindouros, pósteros, progênie, progenitura, prole, raça, renova, renovo, sóbole, sucessores, vindouros

Ou seja: Se os pais e avós da dita são indianos, ela tem ascendência indiana.

[suspiro] ‘Bora exorcizar os encostos, e trazer um pouco de Deus para a pobre criatura que assassinou o texto:

A moda indiana tomou conta das ruas e de figurinos de famosos-ponto. Com inspiração buscada na novela global Caminho das Índias, nesta onda surge uma nova personagem a INDIANA DO FUNK-ponto. A bela, de ascendência indiana-vírgula, tem 20 anos e medidas perfeitas-dois pontos: 1,70 m de altura, 54 kg, 95 cm de quadril, 87 cm de busto e 67 cm de cintura.  A personagem já faz apresentações em várias casas de shows e bailes funk na cidade de São Paulo.

Agora, sim! Namastê, meu filho, namastê! E cuide direitinho do Deus dentro de você, viu? Ele também tem desgosto quando lê coisa ruim….

Palavra do dia: redivivo

segunda-feira, maio 18th, 2009

Mais uma da série que vai com dedicatória especial (/rádio brega) ao Bal Oliveira. Desta vez, a palavra é…

Redivivo
Datação
1695 cf. CSPMed

Acepções
■ adjetivo
1    que voltou à vida; ressuscitado
2    que rejuvenesceu; rejuvenescido, remoçado
3    que se manifestou de novo; renovado

Etimologia
lat. redivívus,a,um ‘renascente, ressuscitado, tornado à vida, restaurado’; ver viv-

"idiossincrassias sistêmicas, senhora"…

segunda-feira, maio 18th, 2009

…, diriam as amebas escreventes para mim.  Mas é que o wordpress tá dando creca…

E só agora que eu reparei: em alguns posts daqui, os comentários estão bloqueados. Aí, eu vou editar o post pra liberar a tagarelança, e sou avisada de que os comentários estão habilitados…

Ó, se vocês quiserem comentar um post e o bicho estiver com o corpo fechado, façam suas observações nalgum que esteja com o corpo aberto, sim? Porque eu não vou ficar dando murro em ponta de faca. Inda mais com encosto de software – com esses, o meu caldeirão não trabalha!

E boa noite que eu vou dormir!

Frase do dia

domingo, maio 17th, 2009

Peguei esta no Twitter da Rosana Hermann. Ela reproduziu a seguinte frase da Mulher Melancia

A frase que eu mais ouvia, faz 24 hora por dia (sic), é Eu quero chupar a Melancia.

Esta foi minha colaboração para estragar seu domingo. Certa de ter conseguido o feito, subscrevo-me.

Apóstrofo, esse desconhecido

sábado, maio 16th, 2009
Melangê de jenessequá define

Melangê de jenessequá define

 

Sempre concedi aos vestibulandos brasileiros o benefício da dúvida. Simplesmente não consigo acreditar que todas as asneiras que o Jô Soares, por exemplo, lê na abertura do programa dele, a título de pérolas dos vestibulares, sejam verdade. Então, não adianta me enviar e-mails com supostas frases de vestibulandos digitadas em computador. Eu só acredito… veiiindoooo, já diziam as colhégas de trabalho do Silvio Santos durante o Qual é a Música?

Mas essa daí de cima não tá digitada. Tá escaneada. Então, sou obrigada a acreditar…

Em tempo: o apóstrofo é aquele sinalzinho que indica a supressão de uma letra, geralmente uma vogal. Ele aparece, por exemplo, em caixa dágua. A função do apóstrofo nada tem a ver com as de um apóstolo de Jesus Cristo.

E creio eu que o fofucho em questão estivesse se referindo ao quadro A última ceia, pintado por Leonardo da Vinci (e não Michelângelo)…

[Suspiro]

New kids on the block falsificam moeda antiga com ingresso esgotado

sexta-feira, maio 15th, 2009
UOL: ingresso esgotado virou moeda para pagamento de cruzeiro

UOL: ingresso esgotado virou moeda para pagamento de cruzeiro

Nem bem se limpou de dona suçuarana, o UOL fez outra bosta com direito a página principal. Desta vez, as vítimas foram os New Kids on the Block. Tadinhos dos ex-alguma coisa… tão tentando voltar a batalhar seus trocadinhos, mas o UOL insiste em difamá-los. A chamadinha safada da primeira página dá a entender que os ex-meninos do quarteirão irão se valer de ingressos esgotados para fabricar cruzeiros, antiga moeda brasileira. Ou, então, utilizarão os referidos ingressos para efetuar o pagamento de cruzeiro marítimo do qual participarão.

Só que não é nada disso. Ao clicar no link, você descobre não só que eles serão as estrelas (cof, cof) do cruzeiro, como os ingressos para o show que eles farão durante o cruzeiro já estão esgotados. Ó só:

Os integrantes do New Kids On The Block vão embarcar em um cruzeiro de três dias pelo Caribe. Durante a viagem, o quinteto apresentará um show para seus fãs.
O cruzeiro sai de Miami nesta sexta-feira (15) e seguirá até Bahamas. Uma porta-voz do navio disse à Associated Press que os 2.100 ingressos se esgotaram e foram vendidos em sua maioria para mulheres entre 20 e 30 anos.

Daí, que os povo do UOL pode trocar o

Lembra deles? New Kids on the block fará cruzeiro com ingressos esgotados (62 caracteres)

Para

Lembra deles? New Kids farão show em cruzeiro. Ingressos estão esgotados (Ih! De novo! 62 caracteres com espaços!)

Na boa, vou começar a cobrar pra ser personal mancheteira do UOL…

Grande São Paulo de dona suçuarana fica no joelho

sexta-feira, maio 15th, 2009
Dona suçuarana foi operada no joelho. E na cidade de Guarulhos (SP). Agora ficou claro, né?

Dona suçuarana foi operada no joelho. E na cidade de Guarulhos (SP). Agora ficou claro, né?

Tá explicado. Notinha de hoje do UOL Bichos explica que a suçuarana passa bem após a cirurgia. Ela operou, na verdade, o ligamento dos joelhos, e não da Grande São Paulo, como sugeria o texto de ontem. Oremos para a pronta recuperação de dona suçuarana!

Quer dizer então que eu sempre falei mariquês?

sexta-feira, maio 15th, 2009

Cabei de ler essa história aqui. Vou dar um copy-desk (porque o texto não tá assim uma Brastemp, e eu sou malvada e venenosa)-paste aqui procês lerem. Mas sou obrigada a concordar com eles, viu?

Muito já se falou (e reclamou) a respeito da indigesta maneira que a juventude encontrou para se expressar na internet: o temido miguxês.
O miguxes de certa forma já é passado. É novidade apenas para garotas iniciantes de lan house da perifa. Pois a equipe do
Pau No Cool Hunter averiguou um outro dialeto ainda mais cretino tomando conta das ondas curtas, médias e longas das redes muito sociais brasileiras: o MARIQUÊS.

Súbito, todos estão escrevendo como se estivessem em um post do Te Dou Um Dado.

E quando dizemos TODOS, incluímos crianças, velhos, homens, mulheres e toda variação humana que é possivel e/ou impossivel.

A linha editorial é assumida por hipsters, esquisitões e modernetes que invadem a noite das grandes metrópoles brasileiras. São pessoas que criam apelidos para personagens de seriados adolescentes, mesmo com quase 30 anos na cara. Pessoas que adoram falar sobre Suzana Vieira e sobre celebridades adotando crianças de países pobres.

Além de curtir o dialeto dinâmico, cheio de interjeições atrapalhando frases sem muito sentido, o vocabulário do Mariquês é cheio de termos cunhados nos Estados Unidos. Mais especificamente por programas que voce pode assistir na Sony ou na Warner.

  • ‘Nunca na Fox, pq, né, passa dublado. Alguém avisa?’

A frase acima foi um exemplo típico do mariquês.

Terminar frases como MORRI , #COMOFAS ou beijo me liga foi a maior interjeição [interjeição?!?!?! o que vc quis dizer com isso, mon cher?] entre o linguajar travesti e hétero já acontecida no mundo ON.

O Mariquês vem chegando sorrateiramente , sem pedir licença , sem pedir ADD. Ele simplesmente está no seu cotidiano e você provavelmente ainda não se deu conta desta praga, e provavelmente só dará quando deixar escapar um destes dialetos num almoço de domingo com pessoas do bem e OFF LINE.

NUM TEM QUEM DIGA, mas neste momento tudo fará sentido e uma vergonha dominará seu corpo.

É verdade que isso vem acontecendo. Os blogs estão cada vez mais em mariquês. Mas o mariquês tem uma característica fortíssima a seu favor: para escrever em mariquês, seu português tem que ser fluente. O mariquês exige do falante que ele (ela) saiba estruturar suas ideias e pensamentos numa linha lógica e racional com princípio, meio e fim. O pessoal do Te dou um dado começou a fazer sucesso, dentre outros motivos, porque sabem como escrever, e sabem como estruturar as ideias oralmente - coisa que os “miguxo-parlantes” não sabem.  

E tipassim, oi? Eu sempre fui mariquinha. E TEM quem diga, viu? Sou obrigada a defender os povo do TDUD, porque, né, eles só verbalizaram um estilo de ser e de viver.

Poi zé. O Te dou um dado lançou temdemssia (/mariquês). Fikadika.

Mário Quintana – O tempo

sexta-feira, maio 15th, 2009

Contribuição de meu velho e querido pai, o bruxo-mor:

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
 Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais

Se você não entendeu o recado, ameba, volte para a escola. Tia Maricota te espera com as aulas de literatura e redação!

Dona suçuarana e sua misteriosa intervenção cirúrgica

quinta-feira, maio 14th, 2009
Mexe com quem tá quieto...

Mexe com quem tá quieto...

 
Tadinha de dona suçuarana… pelo visto, rompeu um dos ligamentos da Grande São Paulo de uma das patas… por isso, o preguiçoso felino precisará sofrer uma intervenção cirúrgica em sua Grande São Paulo…
Procurei no Google imagens da Grande São Paulo dos ligamentos de uma suçuarana, mas não encontrei…
Aliás, prá quê serve uma Grande São Paulo de um ligamento? Serve pra engarrafar, poluir ou superpovoar?
Mas… espere! Será que a manchete se refere ao fato de que a supracitada operação do felídeo ocorrerá na cidade de Guarulhos, que fica (imagine você!) na região da Grande São Paulo?!?!?!?!
 
Neste caso, Folha people, ‘bora refazer o título, né?
De:
Obesa e sedentária, suçuarana passará por cirurgia na Grande SP (63 caracteres com espaços)
 
Para:
Obesa e sedentária, suçuarana opera ligamento em Guarulhos (SP) (Uia! 63 caracteres com espaços!)

Como é que é, meu filho?

quarta-feira, maio 13th, 2009
Quem fez o quê onde por exemplo, meudeudocéu?

Quem fez o quê onde por exemplo, meudeudocéu?

Aiomeucaldeirão…

Eu estou tentando desligar esse computador, e só voltar a mexer neste blog amanhã. Mas as amebas escreventes estão impossíveis hoje!!!! E olhem que eu praticamente não me aproveitei dos ectoplasmas suínos hoje!

Agora é a vez do UOL. Essa tetéia daí de cima, com acento, está lá na página inicial do portal. Daí, você clica no link pra ver se quem tá indo pro Grêmio é o Qatar (ou a final do Qatar, ou o time do Qatar, vai saber…), e dá de cara com o mesmíssimo título.

Só no primeiro parágrafo você consegue entender o que realmente está se passando entre o Autuori, o Grêmio, o Qatar e a final do time:

 Os dirigentes do Grêmio torceram pelo Qatar SC, na semifinal da Copa do Emir, contra o Al-Rayyan, mas o time treinado por Paulo Autuori acabou vencendo a partida disputada nesta quarta-feira, e com isso fica adiada a apresentação do técnico no estádio Olímpico. Autuori já está acertado para comandar o grupo gremista até o final de 2010, mas só será liberado pelos árabes após o encerramento da competição.

Agora, custa o tchutchuco que escreveu isso reler a bagaça pra deixar o troço mais claro, custa?

Afinal de contas, ele ganha pra isso, cáspita!!!

Outra coisa: qual é o time do Qatar que o Autuori treina?!?!?! O Qatar SC ou o Al-Rayyan?!?!?!?!

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!

 

Aula de eufemismo

quarta-feira, maio 13th, 2009

Tudo bem que parte da minha vida não-esotérica está hospedada na Locaweb. Tudo bem, também, que minhas principais contas de e-mail estejam armazenadas no aconchego do agadê dos servidores Locaweb. E que, ultimamente, esses agadês não estejam exatamente aconchegantes. Ontem, por exemplo, algumas mensagens só alcançavam meu inbóquis cinco horas depois de enviadas. Mas tudo bem.

O quer não dá pra engolir é esse eufemismo que foi publicado aqui, ó:

O que parecia ter melhorado, voltou a ficar instável novamente hoje de manhã quando os serviços de e-mail da Locaweb que haviam passado por um tratamento de choque na terça-feira, segundo o presidente da empresa, Gilberto Mautner, voltaram a apresentar instabilidade.

Agora me diz: como você submete um hardware a tratamento de choque? que @%$%¨$% de tratamento foi esse? Desligou e ligou? Reinstalou tudo nele? Reformatou o agadê?

Ah, larga de enrolar os outros! Fala logo que está acontecendo!

Voz do verbo abre blusa de celebridade instantânea

quarta-feira, maio 13th, 2009

Deu na página de gente do Ig: Susan Boyle foi fotografada sem sutiã.

Exasperada com a falta de tudo da historinha em si, cliquei no link. A pobrezinha da Susana não tava nem com o peito de fora, coitada! Foi só um pedacinho da blusa que apareceu meio aberto e, ampliado, mostrou uma dobrinha de nada. Coisa de paparazzo que não tem mais o que fazer.

Daí, vem o infeliz do redator do IG, e tasca essa no texto de bosta legenda que fez pra ilustrar a foto:

Susan Boyle foi fotografada circulando sem sutiã por seu bairro na Escócia, na última terça-feira (13), informou o site Faded Youth. Ainda não muito acostumada com a fama, a cantora foi clicada com botão da camisa aberto por um paparazzo que estava de plantão na casa dela.

Escrito desta forma, o texto de bosta dá a entender que foi o paparazzo quem abriu o botão da blusa da dona Susana só pra fazer a foto. Tentei a todo custo não imaginar a cena sugerida pela construção mal-feita da frase, mas foi em vão. Afinal de contas, paparazzi são capazes de tudo. Ai, preciso de Dramin!!!!

Mas como eu tenho cá com meus botões que nem o mais desesperado dos paparazzi seria capaz de se atracar com dona Susana, mesmo depois da recauchutagem, creio que o problema foi a voz passiva da frase

A cantora foi clicada com o botão da camisa aberto por um paparazzo que estava de plantão.

Se em voz ativa fosse, a frase seria

Um paparazzo que estava de plantão na casa de Susan Boyle clicou a cantora com o botão da camisa aberto.

E ninguém se comprometeria com nada. Ainda que esta frase dê a entender que o objeto utilizado para clicar a cantora tenha sido o botão da camisa aberto…

‘Bora tentar de novo:

Um paparazzo que estava de plantão na casa de Susan Boyle clicou a cantora no momento em que ela inadvertidamente deixava aberto o botão de sua camisa.

Pronto. Acho que agora deu.

O filho que eu quero ter

quarta-feira, maio 13th, 2009

Essa letra foi composta pelo Vinícius de Moraes. O Toquinho fez a música. Mas o Vinícius nunca conseguiu cantar essa música até o fim, porque invariavelmente começava a chorar antes do final.Entendam o porquê:

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr
E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem

De repente eu vejo se transformar num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim
Um menino sempre a me perguntar um por que que não tem fim
Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim
Dorme menino levado, dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar no derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus
Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer ter

Aqui tem o clipe do especial Arca de noé 2, com interpretação do Paulinho da Viola. E aqui, uma montagem disponível no Youtube, com a versão voz e violão, do Toquinho

Ameba escrevente oferece 140 caracteres de bosta no Twitter

quarta-feira, maio 13th, 2009

Twitter é um trocinho bem legal. Se você souber usar, claro. São apenas 140 caracteres disponíveis para você informar o que está fazendo. O exercício que você faz para ser sucinto é maravilhoso. E todo mundo fala com todo mundo. Aí, enquanto eu lia o meu Twitter do dia, encontrei um twit da Rosana Hermann (@rosana) que me levou a esta página aqui do portal Terra, que informa que tem uma agência, de São José dos Campos (SP),  especializada (!!!!) nessa nova mídia.

Não sei se o erro foi do jornalista (como diria o Tutty Vasques: ô, raça!) que redigiu a matéria ou se foi o moço dono da agença quem escreveu desta… forma, mesmo. Considerando que todos os outros parágrafos estão bem escritos, aposto que o moço dono foi quem disse que iria escrever um parágrafo para o querido jornalista, e ele (o jornalista) teria que publicar a bagaça ipsis literis. Se foi isso, fez-se a bosta!

Acompanhem, pois, a pérola do terceiro parágrafo da matéria:

“Oferecemos uma terceirização completado [terceirização completado? 24 caracteres equivocados, coitados...] para o usuário do Twitter, por meio de pacotes o cliente tem diversas opções para atender suas necessidades[aimeudeus... eu não aguento mais saber que minhas necessidades podem ser atendidas por provedores de serviços... se eles não atendem necessidades, existem prá quê, meu Deus do céu?] . Oferecemos desde atualização até treinamento e capacitação interna da empresa para uso de redes sociais para alavancar o negócio [mais um caso de pornografia enrustida... o cara vai usar as redes sociais para dar uma bimbada, é isso?], estudo de linguagens [ESTUDO DE LINGUAGENS?!?!?!?!!?! Na boa, você aceitaria que um cara que escreve dessa forma lhe apresentasse um estudo de linguagens?!?!?!?!?!?!! Cristorreimesalva...] e consultoria entre outras possibilidades” [isso me lembra um cara que tentou me cantar na mesa de um bar, há décadas. Eu estava conversando com uma amiga. Não dei bola e mandei ele se catar. Ele desistiu de me cantar e começou a investir na minha amiga... acho que é o caso desse entre outras possibilidades daí...]

Vou tentar consertar a bagaça. Mas não sou milagreira, sou só uma bruxa… vamos ver o que dá prá fazer…

“Oferecemos uma terceirização completado para o usuário do Twitter-ponto. São diversos pacotes diferentes disponíveis para cada cliente. Nós oferecemos desde atualização até treinamento e capacitação interna da empresa para uso de redes sociais para alavancar o negócio, estudo de linguagens e consultoria entre outras possibilidades

Ufa… esse troço cansa minha beleza, viu? De qualquer forma, cuidado com quem oferece seu… expertise para fazer 140 caracteres de bosta para atender às suas necessidades… Na boa, quem realmente atende às necessidades numa hora dessas é um rolo de papel higiênico bem firme, suave e macio….

Novo acordo ortográfico é um melangê de jenessequá

quarta-feira, maio 13th, 2009

Alguém me socorre, pelamordedeus! Eu estou boiando mais que bosta ao mar com relação ao novo acordo ortográfico vigente desde janeiro em terras lusófonas. Sei que os ditongos ei, oi e oo não são mais acentuados. Ainda assim, acho estranho. Uma idéia sem acento parece ter vindo sem acender a luzinha od cérebro; uma tetéia que se preze tem que ter um acento, senão não tem graça. E o que seria de um enjôo se não fosse o chapeuzinho dele? Tadinho, perde toda a personalidade…

Mas o caso dos hífens é de enlouquecer… senão, vejamos:

Até 31 de dezembro de 2008, havia uma diferença entre dia a dia e dia-a-dia. A primeira expressão, sem hífen, significava dia após dia: Fulana caminha oito quilômetros dia a dia, para chegar no trabalho.  A segunda expressão, com hífen, era sinônimo de cotidiano: Caminhar oito quilômetros faz parte do dia-a-dia de fulana”.

Daí, eu acabo de ler no Ancelmo Gois (com ou sem acento? Ah, faça o que você quiser!) que o novo livro do professor Sérgio Nogueira Duarte passa a se chamar Português do dia a dia assim, sem hífen.

Agora, me expliquem: POR QUE A NOVA ORTOGRAFIA ACABOU COM ESSE HÍFEN?!?!?!?!

Ah, estou revoltada….

Palavra do dia: premissa

quarta-feira, maio 13th, 2009

Essa vai em homenagem à colhéga bruxa, que vai dar uma aula sobre as premícias da bruxaria.

Premissa
Datação

1446 cf. OrdAf

Acepções
■ substantivo feminino
1    Rubrica: lógica.
cada uma das proposições que compõem um silogismo e em que se baseia a conclusão
2    Derivação: por extensão de sentido.
ponto ou idéia de que se parte para armar um raciocínio
Ex.: partir de uma p. falsa

Locuções
p. maior
Rubrica: lógica.
convencionalmente us. como a primeira premissa de um silogismo, caracteriza-se por conter o termo maior, isto é, o predicado da conclusão
p. menor
Rubrica: lógica.
convencionalmente us. como a segunda premissa de um silogismo, caracteriza-se por conter o termo menor, isto é, o sujeito da conclusão
p. menor
Rubrica: lógica.
convencionalmente us. como a segunda premissa de um silogismo, caracteriza-se por conter o termo menor, isto é, o sujeito da conclusão

Etimologia
lat.escl. praemissa (sententia) ‘(proposição) colocada antes’, fem.substv. do part.pas. de praemittère ‘colocar antes’; ver 1met-; f.hist. 1446 promissas, 1670 premissa, 1682 permissa

Os magos patológicos do Copom (2)

terça-feira, maio 12th, 2009

[Você não fugiu? Problema seu... não diga que eu não avisei...]

‘ Bora trabalhar. Eis os trechos do texto do Kupfer:

(…)

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que as localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. [E agora, com vocês, a tradução de José Paulo Kupfer:] Ou seja, a ata da reunião do Copom de fim de abril supera todas as outras no objetivo de complicar o entendimento do que pretende dizer[aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh.....].

(…)

Começamos, gloriosamente, pelo parágrafo 24 da última ata:

“O Comitê entende que a continuidade do processo de flexibilização monetária torna premente a atualização de aspectos, resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional.”[Sei, sei... isso quer dizer, então, que o Ronaldo tava impedido naquele gol contra o Friburguense?]

[é melhor deixar o Kupfer explicar:] Coponaram a mexida na poupança! [Pfffffffffffffffffffff!!!!!!!!!!!!!!!]

Olhem agora o parágrafo 19:

“A avaliação de decisões alternativas de política monetária [Isso eu consegui entender: eles estão decidindo se pela enésima vez ao passar por aquela pracinha, continuam a virar à direita na banca de jornal e erram o caminho de novo, ou se param para perguntar por onde ir!] deve concentrar-se, necessariamente, na análise do cenário prospectivo para a inflação e nos riscos a ele associados, em vez de privilegiar valores correntes observados para essa variável [o tal do cenário prospectivo é a virada à direita na banca de jornal; o privilégio de valores correntes equivale a perguntar o caminho pro jornaleiro. Ou será o contrário?].”

Precisava tudo isso para dizer que a análise da conjuntura econômica deve olhar para a frente e não para o presente ou o passado?[aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh...... e sem marcha-a-ré!]

[Prossegue o Kupfer:] São tão abundantes os casos de coponês na última ata do Copom que até os iniciados se confundiram.

Leiam o parágrafo 21:

“O Copom avalia que, diante dos sinais de arrefecimento do ritmo de atividade econômica, no que se refere, por exemplo, aos indicadores de produção industrial (ainda que exacerbados, em alguns setores, pela continuidade do ajuste de estoques)[como é que alguns setores têm seu resultado exacerbado pela continuidade do ajuste de estoque? Isso é pornografia? As crianças podem assistir a uma cena dessas?], dados disponíveis sobre o mercado de trabalho e as taxas de utilização da capacidade na indústria, bem como sobre confiança de empresários e consumidores, e do recuo das expectativas de inflação para horizontes relevantes [impressão minha ou aqui rolou uma certa tentativa de poetização do Copom? Baixou o Panoramix na galera, é?], continuaram se consolidando as perspectivas de concretização [Imagine se, em vez do aviso "cuidado, concreto fresco", você encontra na frente de uma calçada recém-trabalhada por um pedreiro o aviso "Atenção: calçada em processo de consolidação de concretização". Até você descobrir do que se trata, você já pisou e estragou aquele seu saltinho liiindo, né?] de um cenário inflacionário [tome cinco cervejas e repita em voz alta e bem rápido: cenário inflacionário/cenário inflacionário/cenário inflacionário. Pronto. Se você conseguiu falar tudo rapidinho sem nenhum tropeção, vá dormir. Sua língua está com cãimbras.] benigno, no qual o IPCA voltaria a evoluir de forma consistente com a trajetória das metas. Ainda assim, a despeito de haver margem para um processo de flexibilização [é aqui que eles falam em baixar os juros da Selic?!?!?!?! Pra mim, isso parece mais professor de academia de ginástica em aula de alongamento...], a política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas.”

E este trecho do parágrafo 17:

“O efeito líquido da desaceleração global sobre a trajetória da inflação doméstica segue sendo [segue o seco sem sacar que o caminho é seco, sem sacar que o espinho é seco, sem sacar que seco é o ser sol... uai, não tão falando dessa música da Marisa Monte, não?], até o momento, predominantemente benigno [repararam que este texto não é de autoria de nenhum oncologista, e ainda assim a palavra benigno aparece pela segunda vez? Magos druidas têm esse problema. Eles nunca sabem se são do bem ou do mal. Daí, em vez de se resolverem no divã do analista, tentam se resolver com esses textos. Ainda não entenderam que a coisa não rola desse jeito...]. O Copom enfatiza que o principal desafio da política monetária nesse contexto é garantir que os resultados favoráveis obtidos nos últimos anos sejam preservados.” [No parágrafo 21, eles ficaram com medo de baixar os juros, aqui eles já não estão lá muito certos se é isso mesmo o que deve ser feito... algo como o Adriano no Flamengo, né? Ué, mas eles não são os iniciados em questão de juros?]

Entenderam? [Que todos os Deuses me socorram! Eu não entendi foi lhufas!] Bem, as consultorias e seus analistas de conjuntura, presumivelmente treinados para entender e traduzir o coponês, parece que, desta vez, boiaram.

A consultoria LCA, do primeiro time do ramo, distribuiu a seus clientes uma análise, a partir da ata do Copom, com o seguinte título: “Ata do Copom sugere que ciclo de redução da Selic terá continuidade”. Mas outra consultoria, a Rosenberg & Associados, também da primeira divisão, enviou a clientes, por e-mail, análise da ata do Copom com o seguinte título: “Ata sinaliza fim próximo da flexibilização monetária” [n. da r: "Flexibilização monetária" é o coponês da expressão em português "corte nos juros"]

Afinal, o BC continuará cortando os juros ou vai parar de cortar? Deu chabu no coponês.”[Meu caro Kupfer, permita-me discordar. O que baixou legal nas amebas escreventes foi o feitiço Faça-se a bosta! Tá feita, uai...]

Os magos patológicos do Copom (1)

terça-feira, maio 12th, 2009

[Aviso: post longo. Fuja enquanto é tempo...]

Enquanto bruxa praticante de bruxarias, nunca tive saco pra aturar papinho pedante de magos. Incluo nessa categoria os auto-intitulados semideuses do Conselho de Política Monetária do Banco Central, aquela assembleia que todo brasileiro conhece como Copom.

Uai, eles são magos, sim… nunca parou pra botar reparo nesses detalhes, não? Então, espie só: eles se reúnem em intervalos de 45 dias, durante dois dias cabalísticos, numa sala desconhecida e isolada. A reunião rola em caráter secretíssimo… Dizem que ela acontece no prédio do Banco Central, mas há quem jure de pés juntos que existe um lugar nos arredores de Brasília, região que tem uma energia especial para encontros esotéricos, onde os magos se reúnem com seus caldeirões para conjurar os ensinamentos dos antigos druídas e…. ora, deixemos essas questões mágicas prá lá. Isso aqui não é lugar pra falar de cabalismos. Falemos de textos mal escritos, pois!

Enfim, como eu dizia, sempre me apoquentei com essa turminha dos magos do Copom. Se acham o máximo, mas com todo seu poder, não são capazes de perceberem a influência do feitiço Faça-se a bosta! em seus textos – e em seus atos (ou suas atas, como queira), mas deixa prá lá. Pois é. São o supra-sumo das amebas escreventes: as amebas escreventes com pedigrée.

Descobri isso ao ler, no blog Escrevinhador, do Rodrigo Vianna, o texto Morte ao coponês, do José Paulo Kupfer. O link pro texto do Kupfer é este aqui.

A ata do Copom, como diria o pessoal do Te dou um dado?, me deu Vergonha Alheia. Os membros do Copom são seres supostamente iniciados, técnicos, especialistas no que fazem. Mas no afã de empolarem o texto para escreverem bonito, acabam trocando os pés pelas mãos. E se esquecem que a redação desse texto é crucial para o futuro dos caminhos da economia do país – portanto, a ata do Copom deve ser escrita de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Sem mais delongas. E sem nenhum rococó. As palavras empregadas devem ser as mais simples possíveis, para que não haja margem para duplas interpretações. Não é? Pelo visto, não é assim que os senhores doutores economistas entendem a bagaça… eles se esmeram tanto em empolar o texto que nem as consultorias em economia conseguem entender do que se trata. Afinal, decidiram que vai ser verde ou amarelo?

A seguir, vou pinçar partes do texto do Kupfer para fazer comentários de minha própria lavra, dentro dos meus queridos colchetes azuis. Mais uma vez, não vou tentar reescrever este troço de maneira inteligível. Este é um caso típico de devolver o texto pro autor e mandar o sujeito reescrever tudo, desta vez em português fluente! Mas em outro post, para que vocês não me acusem de verborragia terminal…

Frase do dia

segunda-feira, maio 11th, 2009

Por falar em eu ouço por aí, me lembrei de um diálogo antológico travado numa ligação entre ramais de uma empresa. De um lado, a secretária da presidência (não sei se o fato de ela ser loura explica o diálogo. Acho que não.); de outro, o gerente que fazia as vezes de assessor de imprensa da empresa. a dúvida da Beltraninha será a frase do dia de hoje:

- Ô Fulano, me tira uma dúvida aqui: ouve, do verbo escutar, é com ou sem h?

-[após um longo e profundo suspiro] É sem agá, Beltraninha. Sem.

Nova enquete!!!

segunda-feira, maio 11th, 2009

Pronto. Tomei gosto pela coisa. Vou lançar mais uma enquete pros queridos leitores deste caldeirão.

(ironia)

Vira e mexe eu ouço alguém dizendo eu truxe (…). A tia Maricota me ensinou láááááá no primário que o correto é eu trouxe, mas pelo visto houve alguma alteração nessa história toda com a nova reforma ortográfica etc. e tal (/mentira. Não houve alteração nenhuma! A conjugação “eu trouxe” é e sempre será a correta!)

Só que eu não sei como escrever corretamente eu truxe. Vocês podem, por favor, me ajudar?

Fiquem à vontade…

[polldaddy poll=1610667]

(/ironia)

O Ministério da Saúde adverte: blogar de madrugada faz mal à ortografia

segunda-feira, maio 11th, 2009

Ah, tadinho do Noblat

Foi blogar às quatro da matina. Publicou um clipping de nota do Estado de São Paulo sobre produtores agrícolas. Em defesa do Noblat, eu digo que, ao contrário do que ocorre no alfabeto das vogais, onde eles estão lado a lado, no teclado o o e o u estão separados pelo i. Enfim, olha o que o Noblat aprontou, coitado:

Enviado por Ricardo Noblat – 10.5.2009| 4h58m
Mais R$ 12 bi na renda de produtor agrícula 

Noblat, meu caro… vai dormir, menino! Fica até tarde brincando com a Luana (Luana e a netinha dele, seus mentes imundas…), dá nisso… Aliás, você está precisando de férias… fuja para as montanhasssss!!! E pare de blogar madrugada adentro!! (olha quem fala…)

Enquete!

sexta-feira, maio 8th, 2009

U-hu! O maridão mostrou como botar no ar a enquete!
Com o sorvetão no meio da testa (é tão ridículo o comando…), eu vos desafio a votar aqui:

          [polldaddy poll=1604028]

A festa da subcelebridade e o encosto aspítico

sexta-feira, maio 8th, 2009
Vejam só que festa de arromba...

Vejam só que festa de arromba...

 

Deu no Te dou um dado?, o reino das subcelebridades. Eles tiveram a “honra” e a “felicidade” de serem convidados para o convescote daí de cima. Juro, fiquei morrendo de inveja (/mentira).

Acho que, no fundo, eu tenho pena dessa gente. Não frequentaram a escola com a atenção devida (porque, aparentemente, tiveram todas as chances do mundo de frequentar uma boa escola). Daí, resolveram que na vida o importante é ser celebridade. E decidiram, a certa altura, que já são celebridades.

Vou abstrair a característica falta de estilo na frase mais um ano de vida ao longo desses 32 anos. E claro, não vou deixar o voçê passar em branco. É mais um caso de hortografia pobremática. Ainda mais porque faz alguns séculos que os teclados de computadores incorporaram a tecla especial ç, que fica beeem distante de seu irmão c. E, se bobear, a tchutchuca em questão deve ser usuária de computador e internet há o quê? Quinze minutos? Então, nunca precisou digitar acento agudo+c para conseguir que o senhor sistema operacional lhe fornecesse o caractere ç.

Trata-se de mais um caso do encosto aspítico, o neofenômeno do qual o querido ectoplasma suíno me alertou aqui. A ameba escrevente sai enfiando aspas em tudo quanto é canto, de tudo quanto é jeito. Não me pergunte os critérios. Acho que são os mesmos da vírgula fashion e, assim como dona virgula, as aspas fashion também começam a despontar como forte corrente do design pós-rococó-empolêixon-moderno. A ameba escrevente olha pra frase escrita na tela do computador e pensa: hummm… tá faltando alguma coisa aqui… Ah! Já sei! Pronto! Assim, ficou bonito… E fez-se a bosta! Estão lá as aspas tascadas onde a ameba bem (/mal) entendeu. Ficou visualmente bonito, e isso basta!

Eu não encontro nenhuma gramática para assinar embaixo do que eu vou dizer agora, então digo sem assinaturas mesmo: aspas servem para demarcar citações. Ou, então, para indicar ironia. Também servem para identificar neologismos, gírias ou estrangeirismos nas frases. Querem ver só?

Exemplo 1 – Citação: Lembrem-se das palavras de Jesus: “Um novo mandamento vos dou – amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”.

Exemplo 2 – Ironia: O texto do convite de Renata Banhara está “muito bem escrito”.

Exemplo 3 – Palavras ou expressões populares, gírias ou neologismos: Fulano “levou um lero” com beltrano.

No primeiro exemplo, por citar as palavras de outra pessoa que não eu (até onde fui informada, não sou Jesus Cristo), marquei a citação entre aspas. No segundo exemplo, o que eu quis dizer foi que o convite da Renata Banhara tá mal escrito à pampa. Tanto está que dá a entender que o autor da frase não esqueça o meu presente é o tal do DJ que vai tocar no convescote dela. E, no terceiro exemplo, foi a gíria levou um lero quem mereceu a decoração dos simpáticos símbolos.

Mas voltando para o convite em questão, por que dona Banhara pôs as frases Não esqueça do meu presente e Conto com todos voçês (sic) entre aspas? A não ser pelo critério fashion, não encontro mais explicações para o fato….

Ectoplasma suíno alerta para o neofenômeno do encosto aspítico

sexta-feira, maio 8th, 2009

Um ectoplasma suíno me alertou do fenômeno por e-mail:

(…) e aqueles que usam aspas para destacar alguma coisa, hein? Coisas como: ‘É importante ter “comprometimento” com o projeto…’ ou coisa do gênero. O vivente em questão queria destacar a palavra, mas acaba por colocá-la em dúvida. Eu, lendo uma frase assim, pensaria que ele está sendo irônico e não me comprometeria coisa nenhuma, cruz credo.

Abespinhei-me com o fato, muito embora nunca me havia deparado com tal fenômeno. Até que comecei a botar reparo em coisas escrevinhadas pelas ruas da vida. Até que o supracitado ectoplasma enviou-me a seguinte pérola em forma de placa ameaçadora:

                                                                caobravo-300x180

 

Tadinho do Lulu… nem o dono confia em sua brabeza. Tanto que a colocou entre aspas…

Vou falar mais sobre o encosto aspítico, e sobre como aplicar corretamente os simpáticos símbolos das aspas. Mas no próximo post, que por si só é uma pérola de incomparável valor…

Cristorreimesalva…

quinta-feira, maio 7th, 2009
G-ZUZ!

G-ZUZ!

Deu no blog do Ancelmo Gois no Globo. O link pra notícia é este aqui.

Agora, imagina a cena: o motorista lê essa coisa aí de cima, não crê no que vê e desvia toda a atenção do trânsito para confirmar a… hortografia da CET. Não vê que o carro da frente parou, e bate no dito cujo.

A culpa é de quem, nessas horas? do motorista que desviou a atenção para dona praca de trânzito ou da CET-RIO, que desviou a atenção do motorista? A CET-RIO é passível de processo? Quantos pontos na carteira vale uma infração dessas?

[suspiro. suspiro profundo.]

Cuidado que ele pode te jogar longe…

quinta-feira, maio 7th, 2009

Aiomeucaldeirão….

Outra notinha catada web afora reproduz a fala de um digníssimo diretor de marketing para América Latina. Ele abriu a boca pra falar isso aqui, ó:

Nós não queremos apenas vender milhares de produtos. Eu gostaria de dizer que estou impactando 1 milhão de vidas.

Fala sério, né? Impactar um milhão de vidas? O que o tchutchuco quis dizer com isso?
Ele quer fazer a diferença para/ter muita relevância para / ser presença constante em um milhão de vidas?
Ou será que ele concorda com o tio Antônio, que diz que…

Impactar
Datação
a1958 cf. MS10

Acepções
■ verbo
transitivo direto
exercer impacto sobre; fazer chocar contra; impingir, impelir, arremessar
Ex.: i. projéteis

Etimologia
impacto + -ar; ver impact- e pag-
Homônimos
impacto(1ªp.s.)/ impacto(s.m.); impacte(1ª3ªp.s.), impactes(2ªp.s.)/ impacte(s.m.) e pl.

Na dúvida, mantenha distância. Vai que ele te pega e te arremessa pra bem longe, né? Daí, ficam faltando só mais 999.999 vidas…

Mas a Miss Tocantins não tem culpa, OK?

quinta-feira, maio 7th, 2009
E você? Também quer ser uma Natália com a coroa?

E você? Também quer ser uma Natália com a coroa?

Tudo bem que o UOL Tabloide prima pelos textos com duplo sentido. Mas será que foi esse o caso?

Pra começar, o link na página principal do portal não faz referência à página de tabloide do portal. E ficou essa teteia tetéia que está aí em cima. (Ah, não! Uma tetéia que se preze tem que ter acento! Abaixo a reforma ortográfica!)

Responda rápido, querida leitora: você também gostaria de ser uma Natália com a coroa? Que coroa é essa?

Aí, você clica no link pra reportagem, e dá de cara com este título:

Será que o Brasil terá uma Miss Brasil chamada Natália pela terceira vez? É o que torce a Miss Tocantins

O que torce? Como assim, o que torce? Falemos, pois, com tio Antônio (que mora em outra página do próprio UOL, diga-se de passagem), pra ouvir o que ele nos diz a respeito:

Torcer
Datação
sXIII cf. FichIVPM

Acepções (…)

transitivo indireto e intransitivo
18.1    Regionalismo: Brasil.
     manifestar sua predileção (pela vitória de uma equipe desportiva, uma agremiação etc.)
Ex.: <sempre torceu pelo Flamengo> <torcia pela Escola de Samba da Mangueira> <avisou que assistiria à partida, mas sem t.>

 Ou seja: o título da matéria deveria ficar assim:

Será que o Brasil terá uma Miss Brasil chamada Natália pela terceira vez? A Miss Tocantins torce por isso.

Depois, acusam as misses de não primarem pela inteligência… neste caso, a menina Natália de Tocantins é inocente!

Pensa que só eu implico, é?

quinta-feira, maio 7th, 2009

Esse texto foi publicado ontem, no Blue Bus. Foi escrito por Bob Gueiros. O link para o texto está aqui.

No fundo, no fundo, nós temos vergonha do nosso idioma?

Falar inglês é o máximo, artigo de primeira necessidade. A língua não tem culpa, é o idioma do Mundo. Mas o número de peças que veiculam ao som do inglês beira o exagero. Por que será esta impulsão de trilhas cantadas em inglês nos comerciais mais bem produzidos do horário nobre? É de chamar atenção.

Afinal de contas, o brasileiro médio e o não tão médio, mal se equilibram no português – que dirá a maioria da população, que quase não se reconhece ali? Os comerciais são cada vez mais exuberantes, no entanto o recado acaba sendo para poucos. No fundo, no fundo, seria vergonha da língua. Com tanta competência nesta área, que tal pensarmos um pouco mais nisto?

 Bob Gueiros é um dos diretores de arte mais respeitados do mercado do Rio de Janeiro

É isso aí, Bob. O brasileiro tem vergonha de si, sim. E acaba reproduzindo o idioma de seu William (/Shakespeare) em macaquices, como se fossem o máximo do chique.
O texto daí de cima começava com a frase “só para publicitários”, mas eu acho que esse mal não aflige apenas os publicitários, não. Atinge à totalidade das amebas escreventes. E falantes também!

Nunca vou me esquecer de um cidadão  com quem eu conversava sobre os vários modelos de sistema operacional Unix… certa hora, eu perguntei a ele algo como: “Mas como lidar com os vários sabores de sistemas Unix?” Resposta da ameba: “É, como você mesmo disse, o Unix tem vários flavours“. NÃO, AMEBA, EU NÃO DISSE ISSO! EU FALEI SABORES! SA-BO-RES! É tão mais claro, tão mais direto…

Mas neguinho insiste em usar o inglês como amuleto muleta…
(Infortúnios duplos!! Infortúnios múltiplos!!!Eu pensei em muleta e escrevi amuleto!! Ah, CHIBATA NO MEU LOMBOOOO!! EU MEREÇOOOOOOOOOOOO!!!)

É a tua!

quarta-feira, maio 6th, 2009

Cabei de ouvir na coluna do José Simão de ontem, na Band News Fm. Segundo o colunista, uma leitora dele recebeu um cartão tucano de dia das mães:

Desejamos a você, geratriz da concepção humana, um feliz dia!

Socoooooooooooooooorrrooooooooooooo!!!!!!!

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