Arquivo por julho, 2009

Por que ninguém entende o uso dos porquês numa frase? Porque, embora pareça complicado, é simples. Uai, mas existe um porquê? Por quê?

sexta-feira, julho 31st, 2009

Este post foi motivado pela FAQ 35 do mais novo blog do Cardoso. Como lidar com separações, uniões e enchapelações dos porquês.

O troço é purdimais de simples. E é o tipo de errinho que é tão bobinho que a gente nem percebe, simplesmente deixa passar batido. E, como não é nada gritante ou escandaloso, como um seje bem-vindo, por exemplo, a gente deixa prá lá no meio da frase sem fazer maiores estragos – e quem disse que esses estragos são de grande porte?

Mas vamos à explicação. Baseio-me no Manual de Redação e Estilo do Estadão, a única coisa razoavelmente prestável produzida pelo clã dos Mesquita.

Por que – Usado em perguntas, ou em frases com efeito de pergunta:

Ô vovó, por que essa boca tão grande? / Puxa vida, a vovó ainda não me explicou por que ela tem uma boca tão grande.

Porque - Usado em respostas, ou em frases com efeito de resposta:

Tenho esta boca grande porque fui mordida por um marimbondo, ó netinha salsinhenta. / Expliquei à salsinhenta da minha neta que estou com  a boca grande porque fui mordida por um marimbondo.

Por quê – sem maiores explicações. O por que é separado e tem valor de pergunta? Ótemo. Tá no final da frase? Então, não enche o saco, taca o chapeuzinho (se vc quiser que ele seja vermelho, o problema é seu. Mas eu tinha que enfiar esse trocadilho aqui em algum lugar, já que minhas frases de exemplos são ilustradaspor…. ah, vá! Não vou ficar explicando trocadilho! Credocruz, fico meio amebenta nas noites de sexta-feira….), parte pro abraço e não enche, oras!

Ô vovó, você está com a boca tão grande…. por quê?

Porquê – Esta toba daí do lado é a única palavra que não é conjunção, mas substantivo. Ou seja:  se, na frase, o porquê puder ser substituído pelas palavras motivo, razão ou circunstância (lembre-se do professor Girafales, mas considere que, na frase do link em questão, seria melhor a expressão por qual causa (…) ), ele vai junto e com acento. Diquinha básica: se ele levar um artiguinho o ou um antes, então é batata – e chapeuzinho. Se levar o artiguinho os ou uns antes, daí ele vai pro plural e vira porquês.

Minha netinha não entendeu o porquê de eu estar com a boca grande.

Agora, se você chegou até aqui e sabe falar inglês não maravilhosamente, mas razoavelmente bem (pode até traduzir West Bank por Margem Direita), agora é que você não erra mais:

Pegue a frase original em português com o porque enfiado, e traduza a dita pro inglês. Se, na tradução, seu por que virou why, então separa o benedito; se o porque virou because, gruda o dito cujo. E, se virou reason – junta e taca o acento - e beijomeliga.

A margem direita dos tradutores

quinta-feira, julho 30th, 2009
Resolvi encher o saco do UOL.

Resolvi encher o saco do UOL.

Eu sei. Isso é implicância pura da minha parte. Um esbarrãozinho de nada na tecla do ésse, e fez-se a teteia daí de cima. Daqui a pouco tá consertado.  Se é que já não está…

Mas eu não vou crucificar o UOL, não. Vou aproveitar a Cisjordânia enfiada no meio (sem duplo sentido) e lembrar como tradutor-ameba sofre…

Como se não bastasse ser uma região cheia de conflitos, problemas, bombas, implicâncias e confusões de ordem étnica, religiosa e quantos etecéteras couberem em sua imaginação, a Cisjordânia ainda dá pobrema na hora da tradução.

Explico:

Em espanhol e português, a supracitada região é denominada Cisjordania (pronuncia-se Cisrrordánia)  e Cisjordânia, respectivamente.

Em francês: Cisjordanie.

Em inglês: West Bank – Pronto! Danou-se o caldo! Fez-se a bosta!

Jornalistas tradutores de agências de notícias não caem mais nessa esparrela.

Mas basta passar algum filme policial ou de ação nessa região que ora é de Israel, ora da Palestina e na maioria das vezes terra de ninguém, pra gente ouvir a frase “We got problems at the West Bank” e ler na legenda: “Temos problemas na margem direita!”

Por isso, caríssimos, toda vez que vocês ouvirem falar sobre a margem direita de Israel, por favor, liguem o nome à pessoa

(Mas eu fico imaginando a tal da mensagem desafiadora dos colonos pro Obama: “Pow, seu Obama! A gente semos gente do bem. tudo çãnguibão! Malandro é Malandro, Mané é mané, firmeza, mano? Falow!” Ok, deixa prá lá.)

Tadinha da tia Maricota…

quarta-feira, julho 29th, 2009

Geeente… tô passada!

Pra começar: passou a fase emotiva, tá? As amebas apareceram, surtaram com amebices, e o meu lado romântico e frufru voltou a dormir!

E quem conseguiu ninar meu lado frufru? Uma funkeira. Mais precisamente a guerrilheira do funk. Lembra dela?

Ó, vou te contar, viu? Da outra vez (e não da vez passada, porque aqui nós não sabemos como assar vespas), ela ficou mordida ao ser nocauteada pelo quarteto pontuação, gramática, ortografia e sinonímia! E convocou reforços: a atriz artista celebridade ah, a Leila Lopes! Mas não teve jeito: pontuação e ortografia continuam mais poderosas do que nossa brava guerrilheira, e mais uma vez a levaram à lona!

Confiram o relíze publicado no Te dou um dado? (e eu ainda tenho outro relíze que a Lele do TDUD? me enviou pra publicar. Mas uma coisa de cada vez!).

Vou combinar de abstrair a pontuação nos comentários que farei abaixo, mas vou destacá-la todinha no texto corrigido.

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO [eparrê-iansã! Acreditem se quiserem: seu ídolo aqui está corretíssimo. Mas o que tem de correto tem de feio. Vou sair pela tangente no texto corrigido.] COM O FUNK DA PROFESSORINHA [A bença, tia Maricota! Isso é que é vingança de guerrilheira nocauteada!] AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV , LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS [Minha dúvida aqui é se ela chorou pelo mesmo motivo que eu choraria, ou se foi realmente muita emoção pro caminhãozinho dela]. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO, [embaixo se escreve junto!] E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES

[arf, arf, arf, arf, arf, arf.... arf, arf, arf, arf, arf...]

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso [sussesso é o sucesso tipicamente vivido por ofídeos. Imagine, portanto, uma cobra falando: susssessssso. Pronto! Nem precisa contar essa como erro de ortografia!] ate no ritimo [ritimo? Sei, sei. Esse i extra é pra dar... cadência, né? Depois eu elogio texto de banco e tem cabra que quase me crucifica...] funk.

Sua beleza contagia e sou [OK, vamos deixar isso prá lá, né? Foi só um errinho de teclado. Erro simétrico, porque o dedo da mão esquerda que tecla no e é o equivalente ao dedo da direita que tecla o o] sorrizo [AH, TÔ PERDOANDO DEMAIS!!!! SORRISO É COM ÉSSE!!!] e [aqui eu já deixo de perdoar a falta de acentos] radiante. Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, "para o que se presta, bacalhau basta". Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo...] [Repetem-se os versinhos, repetem-se meus comentários:] Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, "para o que se presta, bacalhau basta". Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo...]

Bom, sem mais delongas ou maiores discussões, vamos logo corrigir o texto por Tutatis, antes que o céu caia sobre nossas cabeças (/gauleses)!

MC Dani Lopes-vírgula, conhecida como Guerrilheira do Funk, fez homenagem a Leila Lopes-vírgula, de quem é fã-vírgula, [arrá!] com o funk da professorinha-ponto.  A homenagem ocorreu ao vivo-vírgula, em seu programa -abre aspas”Entre quatro paredes-fecha aspas”, transmitido pela Just TV-ponto. Leila não se conteve com a homenagem e caiu em prantos-dois pontos, abre aspas: “Gente, isso não é armação, nunca vi esta menina, nós sabemos quando o carinho de fã é verdadeiro-vírgula, e ela eternizou o personagem  “professorinha”-ponto. Sou madrinha de vocês, sim, assino embaixo e apresento vocês na mídia e em qualquer lugar quer vocês forem”-vírgula, afirma Leila Lopes.

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha, Leila Lopes é sucesso ate no ritimo funk.

Sua beleza contagia e seu sorriso é radiante. Ela é a professora mais amada do Brasil, é a professora mais amada do Brasil.

Tadinha da tia Maricota… ganha tão pouco e, na hora de ser homenageada enquanto professora, é comparada a atriz pornô e ainda recebe um texto desses no meio das ideias… Oremos por tia Maricota, porque essa lutadora daí de cima é caso perdido… Já não basta apanhar repetidas vezes de dona Ortografia e de dona Pontuação, cáspita?!?!?!

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO   COM O FUNK DA PROFESSORINHA AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV, LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO,E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES
FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso ate no ritimo funk.
Sua beleza contagia e sou sorrizo e radiante. Ela e a professora mais amada do brasil,ela e a professoa mais amada do brasil.

O Pantaleão dos deuses

quarta-feira, julho 29th, 2009
É mentira, Terta? (Charge de Amarildo inserida sobre foto do Panteão de Roma)

É mentira, Terta? (Charge de Amarildo inserida sobre foto do Panteão de Roma)

Tudo ia muito bem, quando este texto aqui sobre história e evolução das artes começou a circular pelo Twitter. Vários piadores abespinharam-se com este trechinho aqui, que falava de Roma:

(…) O Coliseu, enorme anfiteatro no centro velho da cidade e o Pantaleão, templo dedicado a todos os deuses, são exemplos da engenharia arquitetônica (…)

Hein? Como? Por exemplo? Cadê? como assim, o Pantheon ou Panteão, virou Pantaleão? ‘Bora jogar no Google, né? Vai que é assim em Portugal e nós, bando de enguinhorantes, não sabemos disso?

Mas Senhor Google disse que não, que é Pantheon ou Panteão, mesmo. E que Pantaleão é nome de santo. Ou o personagem do Chico Anísio.

Então, o sujeitim errou, né? Olha, eu só identifiquei esse errinho daí de cima. Mas uma querida ectoplasma suína fez um verdadeiro contra-tratado de amebices (que ela chamou de salsinhas) do texto. Vou colocá-lo no final deste post, sob o título “História da Arte”, pra você ler com toda calma, enquanto enfrenta o trânsito de São Paulo, ou fica na sala de espera do aeroporto, ou seja lá o que você tiver que fazer que lhe tome muito tempo. O texto tá bom, e tá looongo!

Aqui no corpo deste post limito-me apenas a mostrar o comentário irado (sem gírias, porque a moça ficou irritadíssima) da querida ectoplasma suína a respeito do Pantaleão:

QUEEEEMMM???  Aqui a salsinha histórica atinge seu apogeu: não seria PANTEÃO, de pan (todos) e theos (deuses), caro colega? O Panteão de Agripa (cônsul romano) é um dos poucos edifícios que sobreviveram às inúmeras reformas que a cidade de Roma sofreu ao longo dos séculos. Ele data do ano 27 d. C., durante a República Romana, e foi todo reformadinho em 125 d. C. pelo imperador Adriano, para servir como uma espécie de templo ecumênico e agradar assim a todos os deuses dos povos conquistados por Roma. Só para constar, Pantaleão é um personagem da commedia dell’arte, um velho ranzinza e muquirana, que geralmente é espezinhado no final da peça

Como vocês podem perceber, este caldeirão aqui está contando até com assessoria para assuntos de história das artes… estamos ficando muito chiques! :)

Ói o link para o arquivo dela historiadaarte.

Pasto bom, sô!

terça-feira, julho 28th, 2009
Simples, preciso, conciso, objetivo e direto. Como uma boa prosa no interior.

Simples, preciso, conciso, objetivo e direto. Como uma boa prosa no interior.

Texto de banco escrito para o queridocliente é tão ruim que, quando eu vejo um bom exemplo, chego até a me emocionar. Isso depois de conferir se eu estou delirando, claro.

O banco em questão tem uma considerável clientela no setor rural, e resolveu fazer um chameguinho com o queridocliente. Tá na home deles, que eu não vou lincar aqui porque, por mais emotiva que esteja, não vou gerar tráfego gratuito pra banqueiro. Mas o textinho acima é irretocável.

Começa com o porque junto no início da frase. Pooonto positivo! Ou milagre, sei lá.

Mas o texto deixa evidente que quem o escreveu não é ameba. Uma ameba autêntica teria colocado vírgula entre país e merece (quarta linha), para de vez assassinar a regra de que sujeito e predicado não se separam por vírgula em língua nenhuma do mundo. Não, não senhor: o texto acima foi escrito por um autêntico ectoplasma suíno! Ectoplasmas suínos deixam sua (boa) marca registrada por onde passam!

Embora seja meio longuinha, a primeira frase do segundo parágrafo tem ritmo, tem cadência. Tanto é que, mesmo sem a vírgula na quarta linha, você sabe que dá pra dar uma paradinha pra respirar ali mesmo. E o verbo merece, repetido na frase seguinte, reforça o ritmo e a cadência iniciados na frase anterior, e arremata a ideia do “vem cá, meu rei, que eu te dou um chamego”. E o que é melhor: não ficou piegas!

Como um cafezinho daqueles passados no coador, que regam as melhores prosas do interior.

Ai, eu estou ficando muito emotiva, viu? Mas a imagenzinha acima me prova que ainda existe esperança na humanidade!!

Carlito Maia, sempre genial

sexta-feira, julho 24th, 2009

Sei que estou meio sumida deste caldeirão, mas tenho assuntos de feiticeirinho a tratar. Enquanto semana que vem não chega e me libera dessas questãs, deixo vocês com algumas frases geniais do idem Carlito Maia. Se você não sabe quem foi Carlito Maia, não se dê ao trabalho de jogar no Google. Clica aqui, e confira a homenagem que os filhos fizeram a ele.

E foi do link “carlitadas, carlitices, cartolices” que eu tirei essas frases lapidares do Carlito Maia. Divirtam-se com elas, mas antes permitam-me agradecer ao @luizcebola e ao @inagaki, por postarem esse link no Twitter. Agira sim, vamos às frases:

O PT não é do Lula, o Lula é do PT.
São Paulo separa os amigos e junta os inimigos.
Amo São Paulo com todo ódio.
Não pode haver democracia onde os democratas são minoria.
Evite acidentes, faça tudo de propósito.
Brasil? fraude explica!
Homem está em falta, machão tem a dar com pau.
Vim ao mundo a passeio, não em viagem de negócios.
Se o PT não existisse, eu o inventaria.
O PT está dividido entre xiitas e chaatos.
A esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita.
Poderia chamar-se Vanity Fairnando Henrique, o egonomista.
Collorido pela própria natureza, o tucano é aquele que tem vergonha de ser PFL e não tem coragem de ser petista.
Acordem e Progresso!
Deixei de usar gravata porque sentia um nó na garganta.
Uma vida não é nada. Com coragem, pode ser muito.
O PT é composto por seres humanos, com todos os defeitos e virtudes: xiitas e xaatos, xiiques e xuucros, xaaropes e xeeretas.
Pela privatização da privada pública! Ou pela estatização da Privada!
PT, estrela vermelha, astral azul, a luz no fim do túnel, Puta Tesão!
A verdade deve ter escravos e não donos.
Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.
  • O PT não é do Lula, o Lula é do PT.
  • São Paulo separa os amigos e junta os inimigos.
  • Amo São Paulo com todo ódio.
  • Não pode haver democracia onde os democratas são minoria.
  • Evite acidentes, faça tudo de propósito.
  • Brasil? fraude explica!
  • Homem está em falta, machão tem a dar com pau.
  • Vim ao mundo a passeio, não em viagem de negócios.
  • Se o PT não existisse, eu o inventaria.
  • O PT está dividido entre xiitas e chaatos.
  • A esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita.
  • Poderia chamar-se Vanity Fairnando Henrique, o egonomista.
  • Collorido pela própria natureza, o tucano é aquele que tem vergonha de ser PFL e não tem coragem de ser petista.
  • Acordem e Progresso!
  • Deixei de usar gravata porque sentia um nó na garganta.
  • Uma vida não é nada. Com coragem, pode ser muito.
  • O PT é composto por seres humanos, com todos os defeitos e virtudes: xiitas e xaatos, xiiques e xuucros, xaaropes e xeeretas.
  • Pela privatização da privada pública! Ou pela estatização da Privada!
  • PT, estrela vermelha, astral azul, a luz no fim do túnel, Puta Tesão!
  • A verdade deve ter escravos e não donos.
  • Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.

Né por nada não…

quarta-feira, julho 22nd, 2009
Até o Chrome tá sabendo...

Até o Chrome tá sabendo...

…mas esse aviso quem me deu foi o Chrome, meu navegador fofucho (livre, leve, solto e não-M$. Tuudo de bom!).

E ele ainda me ofereceu ‘informações detalhadas sobre os problemas com os elementos!

As amebas do Ig já são detectadas até por navegadores, impressionante! Resolvi respeitar: não vou navegar por essa página, não…

(E sim, eu sei o que é um malware, e que não tem nada a ver com a qualidade dos textos e etecétera. Mas é que a piadinha tava quicando, eu ti-nha que chutar pro gol!)

Implico com o UOL, mas a Veja…

terça-feira, julho 21st, 2009
O mapa da esquerda, em breve no Guia Quatro Rodas. (não.)

E pra que ninguém, mas ninguém, diga que eu sou implicante, eu também destaquei o que há de correto no mapa, viu? Eles acertaram o Oceano Atlântico, por exemplo! Ah, e a absoluta em questão é a Stefhany, não a vodka...

Sou obrigada aqui a pedir desculpas públicas ao UOL. Cara, como eu sou mesquinha!!! Fico aqui enchendo o saco das amebas uolantes por causa de contagem de caracteres e enquanto isso não reparo no que REALMENTE grita em matéria de erros. Como é que eu pude deixar passar o Nordeste da Revista Veja, que foi notícia na sexta-feira passada!?!?!?!?!

Ainda bem que a geografia alterada da revista editada na República Esbórnica do Rio Pinheiros (um país que não existe no mapa, mas vive no coração de muita ameba por aí) foi notícia aqui (onde eu pude capturar a teteia cartográfica), aqui, aqui e em mais um monte de lugar.

Tudo começou com Stefhany. A do Cross-Fox. Não sabe de quem estou falando? Joga no You Tube que vai mais rápido. Mas atente para a grafia correta de Stefhany.

Enfim, a menina veio de Inhuma, interior do Piauí. Para mostrar onde fica a supracitada cidade, a revista Veja criou esse mapinha tuuuuudo de bom (e errado). Logo depois, corrigiu o erro, mas os deuses do print-screen não falham nunca.

Só me resta torcer para que Lucas Celebridade alcance sua tão sonhada fama, e jogue a também piauiense Luzilândia nos mapas da revista Veja. Se Deus quiser, serei a primeira a postar o furo aqui. Vai, Luquinha!

Mas, se eu for realmente uma bruxa boazinha, devo rezar para que a supracitada revista não se alimente mais dos mananciais cartográficos dos livros editados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Porque, pelo visto, a amebice cartográfica é mais contagiosa que gripe suína.

Em tempo: Rosana Herman, obrigada pelo seu pio!

Mais máximas e mínimas do Barão de Itararé

sexta-feira, julho 17th, 2009
  • Pato educado come com as patas.
  • Que faz o peixe afinal? Nada…
  • O limão é uma laranja com azia.
  • A balança era, antigamente, o símbolo da justiça. Hoje é a desgraça da freguesia dos armazéns de secos e molhados.
  • Quando pobre come frango é porque um dos dois está doente.
  • O voto deverá ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
  • Cada povo tem o governo que merece – mas não é menos verdade que muitos povos não merecem o governo que têm.
  • A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia ou, então, não funciona, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.
  • Houve um tempo em que os animais falavam. Hoje, eles também escrevem.

Ah, hoje deu preguiça…

sexta-feira, julho 17th, 2009

Tenho bastante coisa pra escrever aqui. É o texto sobre a inovação diferenciada, é o texto de assessoria que eu pedi e a Lele me mandou (aquele que, segundo ela, “beira a poesia eslovena” (miacaaaabo com a Lele)… mas tô com preguiça! Ah, eu também tenho o direito de descansar!

E sexta-feira é dia de se divertir, né? Só por isso, o próximo post vai ser com Máximas e Mínimas do Barão de Itararé!

Segunda-feira eu reabro o caldeirão para dar os passes nos textos de bosta, OK? E pelamordedeus, amebas, não me tirem do sério este fim de semana!

Inté!

Brasil, um país de mortos

quinta-feira, julho 16th, 2009
E, ali à esquerda, a prova de que o ésse foi usurpado...

E, ali à esquerda, a prova de que o ésse foi usurpado...

Porra, eu não posso nem fazer um lanchinho que o UOL vem e taca um troço desses bem lá nosemcima da página inicial?!!?!?

Catzo, que diabos eles querem dizer com Brasil chega a 11 mortos? Estão comparando morto com medalha olímpica, como em Brasil chega a 11 ouros em Sidney, é?

Prova da preguiça das amebas uolantes: foi o tempo de comer meio sanduíche pra que eu chegasse à frase final:

Brasil chega a 11 mortos por causa da gripe suína – 49 caracteres com espaços
Vítimas fatais da gripe suína chegam a 11 no país – 49 caracteres com espaços

Brasil chega a 11 mortos por causa da gripe suína49 caracteres com espaços

Brasil: vítimas fatais da gripe suína chegam a 11 49 caracteres com espaços. É tão difícl assim?

E aí, quanto é que eu ganho pra fazer manchete decente pro UOL? Pô, nem o sanduíche que eu tava comendo foi patrocínio deles!!!

Rima melhor quem rima por último

quinta-feira, julho 16th, 2009

Já vou avisando: se clicares aí em cima estarás por tua conta e risco!

Esse troço aí em cima é o “funk do Twitter”. Tá circulando… pelo Twitter, claro!

Recebi isso em vários pios, mas sempre me recusei a ouvir. Até que o Cardoso apontou para este link aqui. Em seu blog, o Eden Wiedemann falou sobre a… obra.

Nos comentários, o…. autor da obra reclamou, e desafiou o Eden a fazer melhor. E ele fez:

Douglas, meu amigo
Seu desafio foi aceito
E aqui eu vou reafirmar
que sua rima tem defeito
e é usando de rima
que vou mostrar seu malfeito
“Uns que pensam que é”
é ruim de doer
Usou “estatuto” a toa
isso devo lhe dizer
“Idiota” com “Bateu as bota”
Esqueceu o S sem perceber?
“Meus amigo saber”
Concordância nem pensar
E você quer me dizer
que ainda sabe Rimar?
Quem rima faz bonito
pra qualquer merda não publicar
O seu vídeo não é ruim
ele é até engraçado
Mas se critica lhe incomoda
não devia ter publicado
Podia ter mostrado só pros amigos
E não teria se estressado
Acho que esclareci
o porque de ter falado
que sua rima não é boa
e de ter sacaneado
Dizendo que é coisa de funkeiro
o negócio de rimar errado
Eu também não rimo bem
Como pode perceber
Mas nem precisa muito esforço
pra rimar como você
Se ainda acha ruim
Então…

Douglas, meu amigo
Seu desafio foi aceito
E aqui eu vou reafirmar
que sua rima tem defeito
e é usando de rima
que vou mostrar seu malfeito

“Uns que pensam que é”
é ruim de doer
Usou “estatuto” a toa
isso devo lhe dizer
“Idiota” com “Bateu as bota”
Esqueceu o S sem perceber?

“Meus amigo saber”
Concordância nem pensar
E você quer me dizer
que ainda sabe Rimar?
Quem rima faz bonito
pra qualquer merda não publicar

O seu vídeo não é ruim
ele é até engraçado
Mas se critica lhe incomoda
não devia ter publicado
Podia ter mostrado só pros amigos
E não teria se estressado

Acho que esclareci
o porque de ter falado
que sua rima não é boa
e de ter sacaneado
Dizendo que é coisa de funkeiro
o negócio de rimar errado

Eu também não rimo bem
Como pode perceber
Mas nem precisa muito esforço
pra rimar como você
Se ainda acha ruim
Então…

Em tempo: depois desses singelos versinhos, me senti na obrigação de ouvir o tal do funk. Aguentei por 1 minuto e 20 segundos. Depois fui tomar um Dramin pra não vomitar.

Coincidência ou complô?

quinta-feira, julho 16th, 2009

estranho é descobrir que, no mesmo dia em que DUAS concordâncias nominais saem de férias, um segurança do Senado resolve deter o ésse. Será coincidência ou complô?

Mais uma concordância nominal de férias

quinta-feira, julho 16th, 2009
O que você acha? Dona concordância foi esquiar nos Alpes ou tomar um solzinho?

O que você acha? Dona concordância nominal foi esquiar nos Alpes ou achou melhor tomar um solzinho?

O pior é que eu fico imaginando T-O-D-A-S as concordâncias nominais espalhando protetor solar pela pele e de óculos escuros, estiradas em espreguiçadeiras d’algum resort do Nordeste, enquanto a gente enlouquece aqui no Sul Maravilha. Será que tá rolando alguma promoção especial para concordância nominal? “Viaje e relaxe por uma semana e ganhe 50% de desconto“.

A dica foi do Sérgio Vilatorre, via Twitter. Sérgio, demorei mas postei! Perdão, quase que me esqueço de te dar o crédito!

Olha aí o que o UOL aprontou lá na página inicial deles. Já saiu de lá, mas os deuses do print-screen não me abandonam! Cara, será que a ameba uolante acreditou piamente que era só colocar um ésse no final que já tava tudo no plural e beijo-me-liga? GAAAAAAAAHHHHHH!!!

Amebas uolantes, tia Maricota ensinou – e o Manual do Estadão repete: nos casos de substantivos compostos por duas palavras variáveis, no plural composto as duas palavras se flexionam. Se, no singular, a palavra caixa-preta já teve o preto variado para o gênero feminino, não venham me dizer que preta não vai pro plural porque é cor, e cor não varia. Tá lá a menina variada, oras!

Então, repitam com a bruxa aqui: caixaS-pretaS.  Assim como está escrito no texto ao qual o link da página inicial remete.

Concordância nominal sai de férias no Yahoo Notícias

quinta-feira, julho 16th, 2009
Ah, quanto sofrer…
Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no PaísSubiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%).
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País
Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. hoje acordei boazinha, não vou implicar muito...]  pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.
Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.
[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

Ah, quanto sofrer…

Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:

Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País

Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. Hoje acordei boazinha, não vou implicar muito...] pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.

Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.

[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

[suspiro]

Prá começar, a redundância aqui tá sofrível. Contaminação das pessoas infectadas? O que que a fofura queria? Contaminação de pessoas não-infectadas?

E depois vem essa concordância nominal safada. Quando se fala em maior parte, ou em maioria, o verbo vai pro singular: é uma parte (tudo bem que é a maior, e isso implica mais de uma pessoa, mas ainda assim é só uma parte) ou a maioria (a maioria é uma só. Por mais que tenha o maior número de pessoas, a maioria é uma só.)

Por isso, vou reescrever só o último parágrafo. Vamos combinar que o “passados” do primeiro parágrafo virou “relatados”, OK?

Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte das pessoas infectadas contraiu o vírus fora do Brasil (55,2%)

Mais uma vez, obrigada à Rafaela pelo link da notícia! (Gente, os ectoplasmas suínos estão pululando aqui!! Que tuuuudooo!!!


Redator da Folha clama por um "Pedala!"

quinta-feira, julho 16th, 2009

Eu estou me enternecendo com os comentários e visitas de gente inteligente a este caldeirão! Sério, gente! Vocês estão devolvendo a esta Bruxa Malvada as esperanças na Raça Humana!

A Rafaela, por exemplo. Não satisfeita em me inspirar a fazer um post delicioso do texto em que o Veríssimo tenta se redimir com o trema, ela ainda me manda mais uma das amebices da Folha, que está originalmente aqui. Vamos conferir:

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo
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da Folha Online
O empresário Oscar Maroni voltou a ser preso nesta quarta-feira sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.
Na terça-feira (7) passada o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso após ter a detenção determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão, durante audiência relativa ao processo que Maroni responde por acusação de manter uma casa de prostituição, favorecimento à prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando.

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo

O empresário Oscar Maroni voltou a ser preso [tipassim, a Folha tá economizando locução verbal, é? Qual o problema? Tá faltando caractere no linotipo? Qual a explicação mais plausível para repetir no lead a locução verbal usada no título? Preguiça define?] nesta quarta-feira sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.

Na terça-feira (7) passada o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso após ter a detenção determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão, durante audiência relativa ao processo que Maroni responde por acusação de manter uma casa de prostituição, favorecimento à prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando. [arf, arf, arf, arf... calma que eu tô recuperando o fôlego! São três linhas sem um ponto final! Arf, arf, arf, arf...]

Alguém por favor dá um pedala! nas têmporas do sujeito que escreveu após seguido de após? Estou pra conhecer melhor forma de desentupir e desengasgar texto enguiçado! Outra coisa: o autor da tchutchuca daí de cima não foi apresentado ao ponto! Alguém avisa, por favor?

Vamos ver o que dá pra fazer com essa tchutchuca. Nada muito dolorido, não…

Dono da boate Bahamas, Oscar Maroni volta a ser preso em São Paulo

O empresário Oscar Maroni foi detido novamente nesta quarta-feira-vírgula, sob a suspeita de coação de uma testemunha no curso de um processo.

Na terça-feira (7) passada-vírgula, o proprietário da boate Bahamas foi libertado após ficar também uma semana preso-ponto. Sua detenção foi determinada pelo juiz da 5ª Vara Criminal de São Paulo, Edson Brandão durante audiência-ponto. O empresário responde a processo no qual é acusado de manter uma casa de prostituição, favorecer prostituição, tráfico interno de pessoas e formação de quadrilha ou bando.

Será que ao menos o bípede que escreveu o texto acima é bom jogador de futebol? Taí, podia ganhar dinheiro em outras searas…

Anabela de Malhadas

quarta-feira, julho 15th, 2009

[Para ler com sotaque português]

Prezados,

Este vídeo que cá estou a vos postar é um perfeito exemplar do delicioso acento [sotaque] de nossos irmãos d’além mar.

Anabela de Malhadas é uma figura, que não está a ficar consigo na hora de contar até cinco.

Divirtam-se, pois, com Anabela, e aproveitem o delicioso acento lusitano!

Com os cordiais agradecimentos ao Cardoso e aos gajos do Twitter, que espalharam este vídeo hoje!

"Estrupo" impune há dois meses

quarta-feira, julho 15th, 2009
60 dias de impunidade. Onde nós vamos parar?

60 dias de impunidade. Onde nós vamos parar?

Algumas horinhas no telefone com Ju Sampaio fazem bem a qualquer pessoa. Ri muito e ri alto com os exemplos de alunos-ameba que ela tem. Professora, eu tô plasma com isso!, ou Concordo em gênero e número igual, professora!” são coisas que ela escuta todos os dias. [A aluna que fica plasma poderia usar um pouco de LCD prá ficar doidona, né? Não, melhor não.]

Mas assustador mesmo foi o que ela me mandou por e-mail logo depois de nossa conversa. Viram a teteia daí de cima? O original tá aqui.

Reparem na data de publicação e na data de hoje: 60 DIAS!! 60 DIAS E NINGUÉM CONSERTOU A BAGAÇAAAA!!!

Crianças, entendam uma coisa: errar é humano. Persistir no erro é amebice. Palavras como estupro e exceção foram feitas para a gente tropeçar nelas. Toda vez que você tiver que digitar uma palavrinha mais tropeçante, pare e releia. Veja se você escreveu direito. Se não escreveu direito, “botão de backspace, tamojuntoooo!“. Simples. Tanto foi erro de distração/digitação que o subtítulo está grafado corretamente. E juro que eu vou abstrair o maniaco sem acento.

Veríssimo e o trema

quarta-feira, julho 15th, 2009

O texto de hoje é dedicado (/rádio brega) à Rafaela, que adora freqüentar com trema os lugares de sua preferência, mas fica com a consciência pesada por causa dos pinguinhos do ü.  rafaela, tededico. Na hora em que li sua observação me lembrei desse texto de Luis Fernando, que li no Blog do Noblat ainda em dezembro. Repare que você está em boa companhia com seu apego pelo trema. Esse texto também foi publicado no Jornal “Zero Hora” nº. 15806, de 1/12/2008. Mas eu o copiei deste blog aqui.

Müller e Anais
Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância.
Luis Fernando Verissimo
Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever – sem piadas, por favor –, ignorei o trema. Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum “u”. Nem mesmo quando o computador, com sua conhecida aversão à informalidade gramatical, sublinhava a palavra em vermelho para me avisar que estava faltando o trema, burro! Se dependesse de mim, o trema não existiria.
Mas com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E eu o desdenhara sem dó, coitadinho. Como me penitenciar?
Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância. A reforma já está sendo implantada, os pontinhos marcham, dois a dois, para o esquecimento, tenho pouco tempo para me reabilitar. Mas como?
Quase todas as matérias que li sobre o fim do trema citavam que ele só continuará sendo usado em nomes estrangeiros como Müller e Anaïs. Müller e Anaïs! Uma história para Müller e Anaïs, rápido.
Uma história com seqüência, conseqüência, eloqüência…
Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes.
Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.
Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira. Müller acaba de chegar da rua.
— Anaïs, esse pingüim…
— Quêqui tem?
— Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.
— Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?
— Cinqüenta anos, Anaïs?
— Está bem, cinco. Um qüinqüênio.
— Um qüinqüênio?
— Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.
– Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como a crase.
— Pois eu gosto e está acabado. Trouxe a lingüiça?
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15806, 1/12/2008.

Müller e Anaïs

Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever – sem piadas, por favor –, ignorei o trema. Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum “u”. Nem mesmo quando o computador, com sua conhecida aversão à informalidade gramatical, sublinhava a palavra em vermelho para me avisar que estava faltando o trema, burro! Se dependesse de mim, o trema não existiria.

Mas com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E eu o desdenhara sem dó, coitadinho. Como me penitenciar?

Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância. A reforma já está sendo implantada, os pontinhos marcham, dois a dois, para o esquecimento, tenho pouco tempo para me reabilitar. Mas como?

Quase todas as matérias que li sobre o fim do trema citavam que ele só continuará sendo usado em nomes estrangeiros como Müller e Anaïs. Müller e Anaïs! Uma história para Müller e Anaïs, rápido.

Uma história com seqüência, conseqüência, eloqüência…

Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes.

Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.

Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira. Müller acaba de chegar da rua.

— Anaïs, esse pingüim…

— Quêqui tem?

— Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.

— Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?

— Cinqüenta anos, Anaïs?

— Está bem, cinco. Um qüinqüênio.

— Um qüinqüênio?

— Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.

– Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como a crase.

— Pois eu gosto e está acabado. Trouxe a lingüiça?

A dor latejante do verbo trazer

terça-feira, julho 14th, 2009

Temo muito a irmã Selma que vive dentro de mim. Eu penso numa coisa e ela acontece.

Tava aqui lamentando que há muito tempo não tenho maus exemplos de textos de assessorias de imprensa. E não é que acaba de me aparecer um? Este aqui fala sobre um cabeleireiro que foi a Nova Iorque em busca de tendências. Acompanhem:

Cabeleireiro Tal trás [Cristorreimesalvaaa!!!! A ameba mistura o verbo trazer com o advérbio atrás!!!!! Dona ortografia acaba por levar uns safanões por tabela, coitada!] tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Bom, eu prefiro grafar essa cidade como Nova Iorque, mas o Manual do Estadão diz que a cidade dos EUA é grafada como Nova York, enquanto a cidade homônima localizada no Maranhão é que recebe a grafia Nova Iorque. Argumento risível, mas fazer o quê?].

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos [dois pontos aqui] curto, médio, longo, desfiado [aqui faltou uma vírgula] leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e [em vez de um e aqui, o melhor seria um ponto. Mas nada grave aqui] o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua [shampoos e condicionadores têm proteção solar em suas fórmulas fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.

As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada [olha, aqui eu até consideraria distraçãozinha, errinho de dedo etc. Mas esse texto tá tão nas coxas que a sensação é de que o erro foi doloso, não culposo!] , com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, [aqui não tem negociação. É ponto e pronto!] este ano a tendência será menos contraste [a tendência será menos contraste? Masquefrasezinhadebostaaa!] , na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê [aqui vale o conjunto da obra, né? Primeiro, a falta da vírgula depois do finalizar; depois, o esmalte mais solicitados, e para fechar com chave de papelão, a falta de vírgula total] .

O que mais doi nesse texto A dor que começa a latejar no texto é a amebice com relação ao verbo trazer. A raiz dele é traz-. Ora, o faz parte da raiz do verbo, por mais irregular que ele seja (e essa praga de irregularidade é epidêmica em seu irmão espanhol traer). Nas conjugações de trazer, o é substituído por xisou érre.

Por falar em conjugações do verbo trazer, você já respondeu à enquete sobre a primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo trazer? Ah, por favor, me ajude!!! (/ironia). Mas, enfim, no presente do indicativo, temos as conjugações eu trago, tu trazes, ele traz.

A palavra trás é preposição ou advérbio. Segundo o Aurélio (Tio Antônio, tamo juntoooo!!! Tô com saudadesss! Mande notícias! Beijo, me liga!):

Trás
Prep. e adv. 1. Atrás, Detrás.  2. em seguida, após.

Enfim, ‘bora reescrever a bagaça:

Cabeleireiro Tal traz as tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Ah, deixa com Y e K, mesmo! Essas letras voltaram com tudo no alfabeto, são tendência na nova coleção ortográfica Nossa Língua Portuguesa...]

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos-dois pontos: curto, médio, longo, levemente desfiado [obrigada, Rafaela! Mas vamos combinar que "desfiado leve", como dizem as amebas-pelo-cortantes,  não pode, né? Levemente desfiado fica beeem melhor!], ondulado-ponto. O importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento-ponto. O mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em suas fórmulas e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles superbronzeadas (e sem espaços), com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays e pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados-ponto. Este ano-vírgula, a tendência será de cores com menos contraste-ponto. Na boca-vírgula, os destaques ficam com os batons rosa-claro e cor de boca.
Para finalizar-vírgula, os esmaltes mais solicitados serão toda a variedade de tons de rosa, desde o Pink Neon até o Rosa bebê.

Atualização do dia 15/7 às 18:20:

Mais um comentário pertinente. Desta vez foi a Rafela quem fez a observação. E só por causa dessa observação, vou alterar o texto em azul, aí em cima.
Eu imagino que a ameba queria realmente dizer “desfiado leve”. É uma expressão comumente usada nos salões que freqüento ou já freqüentei (desculpe-me pelo trema, mas para mim é muito doloroso abandoná-lo… Aos poucos, eu consigo). Refere-se ao desfiado só nas pontas, não deixando as camadas repicadas muito visíveis.
Rafaela, não se lamente pelo trema. Eu também acho ele fofo demais pra ser abandonado e desprezado assim, de uma hora pra outra. e, como meu sobrenome não é Müller, tenho que me valer de freqüências e ungüentos, por exemplo… Obrigada pela observação, e volte sempre!

RW trás tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York
Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê das marcas Dior e Chanel.
(…)
Os cortes podem ser de todos os tamanhos curto, médio, longo, desfiado leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada, com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, este ano a tendência será menos contraste, na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Ah, moleque!

terça-feira, julho 14th, 2009
Crases traquinas

Crases traquinas

A dica foi da Lele num pio Twitter afora. A foto acima traz o detalhe (detalhezinho bobo, fútil, sabe?) de um anúncio de página inteira dos chocolates Garoto, publicado na revista Veja desta semana. J-A-M-A-I-S que eu iria comprar revista Veja, ainda mais pra mostrar anúncio mal-redigido. Aproveitei que tinha um exemplar no consultório hoje  e tirei a foto.

OK, tia Maricota ensinou láááááááá no segundo grau: para saber se o a leva o famigerado acento grave (`), temos que conferir duas coisas:

1- Depois do a tem palavra feminina? OK e OK, respectivamente.

2- Se a palavra feminina em questão for substituída por uma palavra masculina, o a que vem antes dela vira ao? Bom, pra conferir vamos substituir paixão e razão por carvão e tropeção, só pra rimar:

Para os corações movidos a carvão: um delicioso chocolate.

Para os corações movidos a tropeção: um poderoso oxidante.

É, não deu. O a continuou intacto, sem chamar um mísero artiguinho o prum chopinho básico. Então, AS DUAS CRASES ESTÃO ERRADAS, CÁSPITAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Se o chocolate em questão faz bem ao coração, como afirma o anúncio, o texto que o introduz faz mal ao fígado e à Língua Portuguesa.

E ainda tem piada pronta: o nome do chocolate em questão é… TALENTO!!! Justamente o que faltou para a elaboração do anúncio (que, só de veiculação, custou mais de 200 merréis, como a Nádia informa aí nos comentários…)

Mas quem redigiu a tetéia (com acento) daí de cima? Ah, uma agenciazinha pequetitita de nada, uma tal de… W !!!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!

Me preocupo demais com as amebas, viu? Nunca antes na história deste país (/Lizinacio) as amebas se proliferaram tanto e com tanta desenvoltura por terrenos outrora exclusivos dos ectoplasmas suínos…

Atualização das 12:30 – Vou copiar e responder aqui o comentário do Diego, porque a observação dele foi bem pertinente:

Pesquisei o uso de crase e encontrei isso:
Usa-se o acento grave sobre o “a” quando ele equivale a: “para a” , “na” , “pela” , “com a”…
No caso, o “a” não estaria no lugar do “pela”? Veja:
Para os corações movidos “pela” paixão: um delicioso chocolate.
Para os corações movidos “pela” razão: um poderoso antioxidante.

Diego, no caso a preposição a pode ser substituída apenas por outras preposições: ou com ou por, sem que qualquer artigo se intrometa. Movidos por paixão / movidos com emoção.

E explico o porquê:

As frases do anúncio dão a entender que os corações são movidos por paixões ou razões genéricas, sem maiores explicitações, assim como um carro é movido a gasolina ou a álcool. A adição de um artigo, no caso, pediria um complemento: movidos pela paixão DE VIVER, por exemplo. Nesse caso, a preposição a já não seria a mais indicada para complementar o verbo mover, e precisaria ser substituída pela combinação da preposição por + artigo (pelo, pela, pelos, pelas).

Essa é a nossa Língua Portuguesa: repleta de firulas que fazem uma diferença danada. E que o autor da peça daí de cima deveria saber, posto que lida diariamente com isso!

Obrigada pela sua observação. Espero que minha explicação tenha ficado bem clara. E volte sempre! :)

A transubstanciação virtual do foco

segunda-feira, julho 13th, 2009
O espaço do foco, o tempo do prazo e o milagre da transubstanciação

O espaço do foco, o tempo do prazo e o milagre da transubstanciação

Pronto! Típica amebíase de segunda(-feira)! Depois ninguém entende por que eu surto e fico de mau humor às segundas!!

Olha só o que a Folha de SPaulo, a mosca da sopa dos brasileiros, aprontou. A prova tá aqui. Foi entrevistar um gringo, e o repórti (ô, raça!) traduziu o focus do inglês do professor da LSE para esta coooooooooooooisa daí de cima!

Foco de curto prazo!!!! GAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!

O foco, aquele fenômeno óptico, que originalmente envolvia área, região, superfície (o foco da lente está na mamãe e na árvore atrás dela), foi transubstanciado para uma definição temporal!

Pra quem não entendeu, a explicação de primo Michaelis:

transubstanciação
tran.subs.tan.ci.a.ção
sf (transubstanciar+ção) 1 Conversão de uma substância noutra. 2 Teol catól rom Transformação da substância do pão e do vinho, durante a consagração da missa, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo

transubstanciação
tran.subs.tan.ci.a.ção
sf (transubstanciar+ção) 1 Conversão de uma substância noutra. 2 Teol catól rom Transformação da substância do pão e do vinho, durante a consagração da missa, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo

Ô, saco!!! O foco pode estar num trecho pequeno, numa área restrita, num cantinho da tela, mas não NUM CURTO PRAZO, CÁSPITAAAAAAAA!!!!!

Folha, que tal dizer que o Bolsa Famíla dá destaque, dá atenção, ou mesmo que o Bolsa Família demora-se com a distribuição de dinheiro a curto prazo?!?!?!?! Não tem mais a ver, não?

Pô, vocês sabem fazer direito! A prova está aí em cima, mesmo! Trocaram foco por alvo! Custa mirar direito até o fim do texto, custa?!?!!?

E anotem: o Daniel Penasio me deve um antiácido por ter me enviado esta teteia! (Obrigada pela teteia, Daniel. Tô esperando o antiácido!)

Abstinência

segunda-feira, julho 13th, 2009

Gente, vou ficar sem tio Antônio (/Houaiss) até dia 25… é quando o marido vai comprar o CD-ROM com o meu dicionário preferido…

Será que eu sobrevivo até lá?!?!?! Primo Michaelis me ajuda nesse meio tempo?

E não se iludam…

domingo, julho 12th, 2009
Primo Michaelis também é honesto, viu?

Primo Michaelis também é honesto, viu?

Custe o que custar, este caldeirão aqui irá assegurar, sempre, a integridade e a credibilidade de todos os dicionários.

Quem for assinante UOL pode conferir aqui. Quem não for, confere na figura acima.

No dicionário Michaelis, não existe a palavra reciprocitar.

Portanto, o ectoplasma suíno (/espírito de porco) que tentou falsificar a página do Michaelis vai se ver é com dona reciprocação – aquela que enche o Chuck Norris de sopapos…

Objetivando reciprocitar

domingo, julho 12th, 2009
Perdão, eu não entendi direito. Dá pra repetir?

Perdão, eu não entendi direito. Dá pra repetir?

Essa veio da Twitess. Que, pra mim, é mais ou menos como o caviar do Zeca Pagodinho: nunca vi nem ouvi, eu só ouço falar (tá, mudei o segundo verbo para não dar margem a interpretações dúbias). Não sei quem é, mas pelo nível do texto posso inferir que o dicionário não é o melhor amigo da tchutchuca, né?

Tenho medo de conjugar o verbo reciprocitar. E tenho medo de pensar no substantivo relativo a ele. Porque a reciprocidade é moça honesta, de família, não tem nada a ver com essas aberrações, não! A reciprocidade vai à missa todos os domingos, não fica reciprocitando impunemente Twitter afora. Tão pensando o quê?

A Twitess  que fique atenta, porque se a reciprocidade se ofende com alguém, envia uma prima sua para tomar satisfações, que atende pela singela alcunha de reciprocação. O soco da reciprocação doi na alma, até o Chuck Norris teme a reciprocação.

Se a Twitess tivesse conversado com padrinho Aurélio (tô órfã de Tio Antônio que, desgostoso com tanta amebice, abandonou seu puxadinho virtual no UOL. Tenho que adquirir um CD-ROM do tio Antônio o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece, deixa eu abrir as vetustas páginas impressas do Aurélio, que já quebram um galho danado!), ela teria descoberto que ela poderia ter reciprocado - por mais feio que soe reciprocar. De acordo com o padrinho, reciprocar é:

V. t. d. 1. Tornar recíproco; dar e receber em troca; trocar, mutuar.
2. Compensar, substituir.
T. d. e i. 3. Mutuar, trocar.
P. 4. Estar em correlação, corresponder-se
5. suceder alternadamente, alternar[-se]
[Conjug.: v. trancar.]

Isso, é claro, se estiver correta a minha premissa de que o que a Twitess quis dizer foi o que eu acabei de listar.

Ah, se eles erram as teclas…

domingo, julho 12th, 2009

Dica da Lele do TDUD?. Manchete da Folha Ilustrada de hoje, disponível neste link aqui:

Casa do teatro alternativo, praça Roosevelt vira ponto de encontro de botequeiros

Já pensou se eles erram na digitação de botequeiros, e trocam o q e o t de lugar?

Tem cabra que se amarra em viver perigosamente, né não? Pior é se o queridoleitor resolve ler o título apressadamente… coitado! Se for cardíaco, tem um troço na hora!

Amebíases dominicais

domingo, julho 12th, 2009

Eu procuro não usar o caldeirão nos fins de semana. Mas tem vezes que isso é simplesmente impossível! Hoje, pro exemplo, as amebices pululam nos mais diversos cantos do mundo: é no twitter, é no jornalismo impresso… uma coisa! Vamos conferir nos próximos posts, portanto…

De tautologias e pleonasmos

sábado, julho 11th, 2009

Esse vídeo faz parte da comédia Nóis na Fita, com Leandro Hassum e Marcius Melhem. Miacabeeeeeei de rir aqui!

Para que fique bem claro que amebas que falam em novo lançamento, elo de ligação ou encarar de frente são risíveis e irritantes.

(E tente não reparar na orelha horizontal do Marcius Melhem. :D )

Mas de novo?!?!?!

sexta-feira, julho 10th, 2009
Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Olha, já que o Luciano Huck promete mundos e fundos a quem o seguir no Twitter, que tal prometer um “Manual Básico de Crase” ao marido de Angélica Taxista, pra ver se ele aprende a escrever direito?

Porque se a gente substituir a frase tetéia (com acento) daí de cima pela frase Engraçado ver a ficção misturada AO mundo real, esse AO é uma combinação, mistura de artigo com preposição. Portanto, o a daí de cima é craseado!

Então, oh, Luciano SoleNtrando, o que você tem contra o  acento grave, hein?

(Valeu pela dica, Edu!)

Língua Portuguesa erra o Caminho das Índias

sexta-feira, julho 10th, 2009

Daí o Edu Ferrari me copiou este link, “de bandeja”, depois que a @rosana piou ele pra tuitosfera. Fui botar reparo.

Acompanhem comigo. Eu não levava muita fé no dito, até que…

“Caminho das Índias”: Ao [por quê maiúscula nesse Ao? A frase já começou lá no "Caminho"... Mas e daí? Um shiftzinho apertado sem querer? Quem vai crucificar alguém por causa disso? justo eu, que aperto o shift e as maiúsculas não aparecem (como agora), e eu deixo prá lá?  Eu quero é saaangue! :o ) ] descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem [ela tem / elas têm. E esse acento não caiu com a reforma ortográfica. Mas isso não é lá motivo pra se abespinhar tanto, né? um errinho de dedo, só e nada mais. Perdoável.] data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias” [as consequências têm data marcada para acontecerem? Hummm... ficou feio, né? E eu tenho cá comigo que esse acontecerem é infinitivo não declinável, mas nunca fui muito boa em declinação de infinitivos. Ah, eu reescreveria a bagaça até ficar mais bonitinho. Mas não vou me abespinhar. Oh, Edu, quando é que os erros crassos vão começar a aparecer?] . Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto a fidelidade [Opa! Faltou a crase aqui! E falta de crase é pior que falta de classe :o ) ! Se a desconfiança de Abel fosse quanto AO amor, esse amor já ganhou um artigo e uma preposição. Portanto, se a desconfiança é quanto à fidelidade, essa fidelidade quer mais é ganhar uma crase! Mas ainda tá faltando alguma coisa pra justificar este texto aqui no caldeirão... o que poderá ser?] de Norminha vão começar [ACHOOOOOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUUUU!!!! A desconfiança vão começar? Socorrrrrooooo!!!!] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado [Ah, que legal! Eu fico tão feliz quando isso acontece! A desconfiança começa e ele fica... desconfiado!!! Que tuuuudoooo!!!] , o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências [pois eu recomendo ao guarda municipal não acreditar nesta redação de bosta. Ficadica.].

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, [e essa vírgula aqui tá mais pra dispensável] aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

‘Bora reescrever a bagaça:

“Caminho das Índias”: Ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha
As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).
A desconfiança de Abel quanto a fidelidade de Norminha vão começar quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.
O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça, segundo informou o jornal O Dia desta quinta-feira (9).
“Caminho das Índias” é exibida de segunda a sábado, às 21h.

“Caminho das Índias”: ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) vão começar a acontecer têm data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto à fidelidade de Norminha vai surgir começar [pra não repetir a mesma locução. Não há essa necessidade.] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, O guarda municipal resolve procurar Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra-sem vírgula, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

Saaaaaaaangueeeeeeeeee… eu quero é saaaaaaaaaanngueeee!!!! (Consegui! Valeu, Edu! :) )

Extra! Extra!

sexta-feira, julho 10th, 2009

Morreu aqui no Brasil a primeira vítima da gripe suína. O que isso tem a ver com este caldeirão? Hummm…. serve a declaração do médico aos repórteres?

A morte ocorreu no dia 30 de junho do mês passado.

Geeeente! Tô bege!!! Dia 30 de junho do mês passado foi exatamente… mês passado!

Num tem quem diga, né?

CADÊ TIO ANTÔNIOOOOOOOO?!?!?!?!

sexta-feira, julho 10th, 2009

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!

TÔ BEGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!

O UOL não tem mais link pro Houaiss!!!!!!!!!!

BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ :’(

Três em um

sexta-feira, julho 10th, 2009
O que o UOL tem contra o plural?

O que o UOL tem contra o plural?

Né por nada, não, mas o UOL tá cansando meu caldeirão… Reincidência em menos de 12 horas é caso de polícia!

Agora, eles juntaram três tipos de câncer num só e transformaram o plural obrigatório em singular!

Amebas uolantes, repitam com dona Bruxa:

Cânceres de ovário, mama e próstata são os mais mortíferos para negros.

E que Nossa Senhora da Concordância Nominal ilumine o dia de vocês!

Bird extrai 10 tumores e empresta dinheiro para água e estradas de São Paulo – hein?

sexta-feira, julho 10th, 2009
Melangê de jenessequá define

Melangê de jenessequá define

Definitivamente, pra que eu insisto em dar um’olhadinha nas páginas iniciais dos portais antes de desligar o computador e ir dormir? Sou obrigada a postar mais uma vez! Olha só a teteia daí de cima!

Tudo bem que isso é muito mais erro de edição do que de português – mas que a lógica foi vítima de homicídio duplamente qualificado, ah, isso foi.

Primeiro porque jornalista brasileiro (ô, raça!) insiste que Bird e Banco Mundial são uma coisa só. Não são. O Banco Mundial é uma instituição ligada às Nações Unidas (ONU) que, como explica a página que acabo de lincar, é composta por duas instituições independentes, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird, ou IBRD na sigla em inglês), e a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID, ou IDA em inglês).

Mas jornalista brasileiro não tá nem aí pra essa sutileza. Pegou fogo o prédio do Banco Mundial (a instituiçãozona) em Nova Iorque? Foi o do Bird! A AID emprestou dinheiro pra África? Não, foi o Bird! O presidente do Banco Mundial falou bem do Brasil? Não, foi o do Bird! O presidente do Banco Mundial falou mal da Argentina? Não, foi o do Bird! Papagaio! (bird – passarinho – papagaio – ave – entendeu? Ah, ao menos um trocadilho idiota esse erro tem que render! Dá um desconto, vai…)

Daí que eu vi a palavra Bird na home do UOL e pus reparo pra entender do que se tratava, justamente pra implicar (tô com sono e com azia, tem que sobrar pra alguém! Dê graças a Deus que não sobrou pra você!). Aí, eu leio o chapéu, aquele textinho em azul que dá um… ah, é uma da manhã, não me pergunte pra que serve um chapéu num texto jornalístico! Já foi o bastante lembrar que esse troço se chama chapéu! Sei que ele obrigatoriamente ter a ver com a notícia e pronto!

Mas o chapéu daí de cima não tem nada a ver com o Bird, muito menos com o Banco Mundial, não (já por São Paulo eu não ponho minha mão no fogo, e não-me-com-pro-me-ta).

No mínimo, a notícia que estava nesse lugar aí mencionava a operação do vice-presidente José Alencar (ai, que Deus abençoe e proteja aquele homem!), e eles esqueceram de trocar de chapéu.

A bosta já foi corrigida. Saiu Retirada de dez tumores e entrou Projetos.

Mas mais uma vez, os deuses do print screen estão do meu lado. Olha a prova da bosta aí em cima!

E agora eu vou dormir! Boa noite procê também! Se você quiser saber o que é um melangê de jenessequá, clicaqui.

Uma letrinha só…

quinta-feira, julho 9th, 2009

umaletrinha… e olha a diferença na informação!

Enviado pelo falso Professor Pasquale, via Twitter.

Michael Jackson e o tráfico do Estadão

quinta-feira, julho 9th, 2009
Trânsito de carros ou de produtos ilícitos?

Trânsito de carros ou de produtos ilícitos?

Agora me digam: prá quê eu fui ligar o computador hoje? Tenho um armário pra arrumar, minha secretária para assuntos de asseio doméstico (/faxineira) está chegando e eu ainda não comecei nada!

Daí, eu resolvo ver qual é a tal da capa do Estadão de hoje que vai fazer o Sarney definitivamente arder nos fogos dos infernos, e me deparo com esta coisa aí de cima. Já foi consertada, mas os deuses do print-screen me protegem.
Coitado do Michael Jackson! Depois de morto, ainda é acusado de tráfico pelo Estadão!!!! Mas isso só ocorre na home do Estadão; no link para a matéria, o texto está correto:
Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhãoGastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimôniaAssociated Press Tamanho do texto? A A A ALOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson.
Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhão
Gastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimônia
LOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson. (…)
Isso ocorre porque a Língua Portuguesa dispõe de duas palavras (tráfego e tráfico), que definem situações bem diferentes, que significam o que, em inglês (/língua bárbara) só é definido com uma palavra: traffic.
Menos mal que o Estadão já corrigiu o erro. Mas que errou, errou!
(P.S.: eu daria tudo pra saber o que se passou pela cabeça do Obama pra ele fazer aquela cara…)

Daí, eu resolvo ver qual é a tal da capa do Estadão de hoje que vai fazer o Sarney definitivamente arder nos fogos dos infernos, e me deparo com esta coisa aí de cima. Já foi consertada, mas os deuses do print-screen me protegem.

Coitado do Michael Jackson! Depois de morto, ainda é acusado de tráfico pelo Estadão!!!! Mas isso só ocorre na home do Estadão; no link para a matéria, o texto está correto:

Memorial de Jackson custou US$ 1,4 milhão

Gastos foram destinados à segurança, controle de tráfego e outros serviços da cerimônia

LOS ANGELES – A cidade de Los Angeles disse que gastou oficialmente US$ 1,4 milhão em segurança, controle de tráfego e outros serviços em torno do evento do memorial de Michael Jackson. (…)


Tudo porque a Língua Portuguesa dispõe de duas palavras (tráfego e tráfico) que definem situações bem diferentes. Mas em inglês (/língua bárbara), essas duas situações são definidas igualmente com uma única palavra: traffic.

Menos mal que o Estadão já corrigiu o erro. Mas que errou, errou!

(P.S.: Eu daria tudo pra saber o que se passou pela cabeça do Obama pra ele fazer aquela cara…)

Da série "desenha que eu não entendi"

quarta-feira, julho 8th, 2009

Mais uma dica da Rosana Hermann.  Ela passou este link aqui. Daí, você clica e vê uma notícia um texto aê dizendo que Lizinacio (miacaaaabo com Lizinacio! As frases dele deixam qualquer intelectual no chinelo – gasto! ;) ) ajuda o Corinthians. ”Ã-rrã”, penso eu com meus neurônios, “e o Quico?” Aí, aparece esse parágrafo aqui:

Não é a primeira pessoa que afirma esta colaboração do governo Lula com a direção corinthiana. (…) Membros da oposição - também ligados ao PT - confirmam estas articulações.

Gente, o que foi que eu perdi?!?!?! O que esqueceram de me avisar? Quem é governo e quem é oposição, pelamor?

Ou será que a ameba quis dizer que os tais

Membros da oposição - com trânsito dentro do PT - confirmam estas articulações ?!?!!?

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Uma coisa é manipular informação, outra coisa é não saber como dar uma informação!!! Aaaaaiiiii, não confundeeeee!!

São quase dez da noite, meus neurônios também gastam!!!

Frase do dia

quarta-feira, julho 8th, 2009

Ao comentar um pio do falso professor Pasquale, em que o catedrático explica que o correto é dizer  Fulano corre risco de morte (e não risco de vida), o André Moreno foi perfeito em sua observação, que será nossa frase do dia:

Os únicos riscos de vida que eu conheço são camisinha furada e pílula de farinha.

Exemplo clássico de folhice crônica ou o estranho dia em que a Folha resolveu aconselhar os anões

quarta-feira, julho 8th, 2009
Sarcasmo ou óbvio ululante?

Sarcasmo ou óbvio ululante?

Achei! Conforme prometido no último post, eis o ME-LHOR exemplo de folhice crônica de que me lembro. Está disponível neste endereço aqui. Infelizmente, só para assinantes UOL. Caso sejam necessárias mais referências à matéria, ei-las:

Editoria: MAIS Página: 6-10
Edição: Nacional OCT 23, 1994
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: GENÉTICA ; NANISMO

Editoria: MAIS Página: 6-10
Edição: Nacional OCT 23, 1994
Observações: SUB-RETRANCA
Assuntos Principais: GENÉTICA ; NANISMO

Nunca vou me esquecer desse domingo. Eu assinava a Folha. Estava a folhear meu jornal, após o almoço, e encontrei no caderno Mais! uma reportagem interessante sobre nanismo e acondroplasia. A matéria era de fato legal, contava os problemas cotidianos dos indivíduos que sofrem com essas doenças genéticas cuja característica principal é a baixa estatura (tudo pra não usar a palavra anão).

Ao lado da reportagem, um infográfico:  Saiba Mais. Ora, estava interessada em saber as diferenças entre as duas doenças. Comecei a ler. E cheguei na frase que está destacada aí em cima. Estava distraída com o texto, mas dei um pulo da cadeira quando me deparei com a frase em questão.

Sabe quando você dá uma parada, pisca o olho e volta pra reler o que tava escrito? Eu fiz isso. Não acreditei de novo no que havia lido. Pedi ajuda pro meu pai e pra minha mãe, que, às gargalhadas, me confirmaram o que eu havia acabado de ler. Então, eu só pude concluir que a Folha descobriu o ponto em comum entre o óbvio ululante e o sarcasmo.

Folhices metonímicas

quarta-feira, julho 8th, 2009
Tá lá embaixo do Silvio, repara só. Metonímia define.

Tá lá embaixo do Silvio, repara só. Metonímia define.

Folhice. Era com essa expressão que um professor que eu tive na faculdade se referia aos tropeções da Folha de SPaulo. Esse não é dos melhores exemplos de folhices. Assim que eu encontrar a matéria antológica do caderno Mais! sobre as diferenças entre nanismo e acondroplasia, eu jogo aqui.

Mas essa tchutchuca foi detectada pela Garota sem fio, e repetida pela Rosana Hermann, lá no Twitter. Tá lá na home da Folha. Cantinho esquerdo, bem embaixo do Silvio.

Se não me engano, isso é um caso de Metonímia. Segundo a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante, metonímia é uma figura de palavra:

A figura de palavra consiste na substituição de uma palavra por outra, isto é, no exemplo figurado, simbólico, de uma palavra por outra, quer por uma relação muito próxima (contiguidade), quer por uma associação, uma comparação, uma similaridade. (…)

Exemplos cássicos de metonímia (bem aplicada) é chamar dicionário de auréliolâmina de barbear de giletecafé instantâneo de nescafé etc, etc, etc…

Mas o que temos aqui é um exemplo de metonímia mal aplicada. Google lança seu próprio windows. Melita lança novo Nescafé. Bic lança nova Gillete. Aliás, é o tipo de coisa que uma empresa a-do-ra ver estampada nos jornais, ainda mais se for multinacional. Já pensaram? Pepsi lança nova Coca-cola.

Como diria o famoso apresentador de televisão brasileiro que se avizinha da manchete-tchutchuca na foto acima: “MA-OEEEEEEEEEEE!! QUE MANCADA, HEIN, FOLHA! HA-HA-HAEEEEEEE (HI-HI!)”

Máximas e Mínimas do Barão de Itararé

quarta-feira, julho 8th, 2009

Alguns exemplos das Máximas e Mínimas do Barão de Itararé, frases de rodapé que era publicadas em seu jornal, A Manha (bisavô da turma do Casseta) e, mais tarde, no AlMANHAque, o almanaque d’A Manha:

  • A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.
  • De onde menos se espera, daí é que não sai nada, mesmo.
  • Dize-me com quem andas, e dir-te-ei se vou contigo.
  • Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar nossas dívidas com o tempo.
  • Peço desculpas pelo meu inglês, porque faz muito tempo que eu nunca fui à Inglaterra.
  • O fígado faz muito mal à bebida.
  • A conversa prejudica o trabalho. Deixe, portanto, de trabalhar sempre que quiser conversar.
  • O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
  • Se você tem uma dívida, não se preocupe, pois preocupações não pagam dívidas. Nesse caso, é melhor deixar que o credor se preocupe por você.
  • Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
  • Banco é uma instituição que empresta dinheiro pra gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa do dinheiro.
  • Em toda parte do mundo, há homens ateus e mulheres à toa.
  • O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.
  • O burro é um cavalo com ideias próprias e convicções inabaláveis.

O Barão de Itararé

quarta-feira, julho 8th, 2009

Tava aqui à cata da minha caixa de disquete, que deve estar enfurnada nalgum canto do porão. Deixa prá lá. Os dragões que vivem no meu porão já devem ter devorado meus disquetes (sabe o que é disquete, não? Titia bruxa mostra: clicaqui).

Enfim, na supracitada caixinha havia um disquete jurássico com um trabalho dinossáurico que eu fiz pra faculdade, sobre o Barão de Itararé, alter ego do humorista e jornalista Aparício Torelly. Cabra bom, esse, viu? Pra explicar quem ele era, cito um trecho do livro As duas vidas de Aparício Torelly, o Barão de Itararé, de Cláudio Figueiredo (Ed. Vozes):

Seu humor não poupou nenhuma figura ou instituição daqueles anos [décadas de 1920/1930]. Os políticos, militares, os grandes jornais, a alta sociedade, os circunspectos literatos da academia e até mesmo o Vaticano – ninguém escapou ileso da sua irreverência. Um inconformista por natureza, ele se apressou a derrubar a cartola daquele Brasil de fraque, descompondo para sempre sua imagem falsamente solene. (…) a figura do Barão de Itararé chegou aos nossos dias quase como um símbolo do talento brasileiro para resistir à prepotência através do bom humor e da ironia.

Mas por que eu estou falando disso tudo? Simplesmente porque o Barão foi um dos maiores trocadilhistas e frasistas que a Língua Portuguesa já teve. E trocadilho é um dos mais mortais venenos de que se tem notícia: você tem que pôr pra fora assim que ele chega à sua cabeça, caso contrário você pode morrer envenenado. Palavra de bruxa. Quer um exemplo da capacidade do senhor Torelly?

De acordo com o livro de Cláudio Figueiredo, ainda na escola ele teve aulas de português com o professor Oswaldo Vergara. Que, certa feita, solicitou à classe um exemplo de verbo no mais-que-perfeito. Aparício não teve dúvidas e levantou o dedo, para dar um exemplo: O burro vergara ao peso da carga. Entenderam o que é trocadilho com classe e provocação? Que que o professor ia fazer diante de uma dessas? só afirmar: “Sim, ele foi desaforado, mas revelou ter o mais importante: conhecimento”.

Eu poderia me delongar e contar mais causos de Aparício Torelly. Mas vamos deixá-los para posts vindouros. Como o que vou postar a seguir.

    Da série "quem foca é lente"

    quarta-feira, julho 8th, 2009
    Quem foca é lente, bosta!

    Quem foca é lente, bosta!

    Esse troço daí de cima tá na home do UOL.

    Quem frequenta este caldeirão sabe muito bem o quanto o verbo focar usado no sentido de destacar me irrita.

    Mas o caso daí de cima é a prova final de que focar é uma gambiarra dos diabos (e de suas fiéis asseclas, as amebas) na Língua Portuguesa.

    Afinal de contas, o cabra vai focar no cliente ou focar o brasileirão? O verbo é transitivo direto ou indireto?!?!?!

    Nessas horas, respiro fundo e falo com tio Antônio (/Houaiss). Tio Antônio é sábio, e muito mais paciente e sutil do que esta bruxa que vos fala. Confiram o que ele define como verbo focar:

    Focar
    Datação
    1899 cf. CF1

    Acepções
    ■ verbo
    transitivo direto
    m.q. focalizar

    Etimologia
    foco + -ar; ver fog-

    Sinônimos
    ver sinonímia de salientar

    Homônimos
    foca(3ªp.s.), focas(2ªp.s.)/ foca(s.f.s.2g.) e pl.; foco(1ªp.s.)/ foco(s.m.)

    Gramática
    a respeito da conj. deste verbo, ver -ocar

    Eu sou menos sutil, sabe? Digo logo: Porra, ameba, fala salientar e não enche o saco! Mas reparem que tio Antônio recomenda que, já que focar é inevitável, que o seja sem preposição.

    Mas eu não perco o hábito: QUEM FOCA É LENTE, BOSTA!

    Mulher mesbla

    terça-feira, julho 7th, 2009

    Outro dia lí num jornal (acho que foi no O Globo) que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que alí moraram eram mesblas.

    Ótimo nome para a homosexualidade feminina.

    Mais uma de papai… os neurônios dele estão funcionando direitinho, né?

    Outro dia li num jornal que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que ali moraram eram mesblas.

    Ótimo nome para a homossexualidade feminina…

    Câncer com metáfora

    terça-feira, julho 7th, 2009
    Estava agora lendo o Objetivando e ao ler a nota sobre os graus centímetros que estão tratando pacientes de câncer, veio a lembrança de um amigo que ao saber que a doença de um conhecido havia se espalhado por todo o corpo disse :- Então ele teve metáfora.
    Tadinho ele mesmo mesmo teve um câncer, deu metáfora e morreu.
    Outro dia lí num jornal (acho que foi no O Globo) que um porteiro apresentou um apartamento pequeno para alugar, dizendo que as moças que alí moraram eram mesblas.
    Ótimo nome para a homosexualidade feminina.

    Papai lembra-se de vários causos divertidos quando lê este caldeirão aqui. Deixemos que ele nos conte uma dessas lembranças:

    Ao ler a nota sobre os graus centímetros que estão tratando pacientes de câncer, veio a lembrança de um amigo que, ao saber que a doença de um conhecido havia se espalhado por todo o corpo disse :

    - Então ele teve metáfora.

    Tadinho, ele mesmo teve um câncer, deu metáfora e ele morreu.

    [suspiro]… câncer com metáfora deve ser pior do que câncer com metástase, né?

    Móveis de qualidade, português meia boca

    terça-feira, julho 7th, 2009

    … mas esta foto aqui não é resultado de falta de estudo, não. Foi o que eu falei no post abaixo: isso aqui é obra de ameba, que pôde estudar e estudou, e ainda assim faz bosta.

    IMG_0669 cópia

    Os móveis cabe tudo no bolso, é?

    Além da concordância nominal inexistente, o estabelecimento comercial acima se apresenta no cartazão como loja de casa de bonecas.

    Só assim para os móveis caberem no bolso, né?

    Pra quem quer saber: a lodjeenha fica em Santos (SP). Onde, exatamente, não sei.

    (E a única coisa que fiz no Photoshop com esta foto foi aumentar o cartaz, para que ficasse legível. Até porque meus conhecimentos photoshópicos não vão muito além disso… )

    Alfisina mecanica

    terça-feira, julho 7th, 2009

    Alfisina

    Foto enviada por papai. Segundo ele, é nesse lugar que você arresorve os pobrema de infecção eletrônica nos carros.

    É legalzinha, mas eu tenho pena. Isso é resultado de falta de estudo. Meu alvo preferido aqui são as amebas, que puderam e estudaram, e mesmo assim fazem bosta.

    Palavra do dia: Féretro

    terça-feira, julho 7th, 2009

    O Edu Ferrari deixou quicando essa no Twitter dele, e eu aproveito.

    A única coisa que este caldeirão pode fazer em relação ao funeral do Michael Jackson é publicar o significado da palavra

    Féretro
    Datação
    1664 cf. JFBarEneid
    Acepções
    ■ substantivo masculino
    1    Rubrica: história.
    espécie de padiola em que os antigos romanos transportavam os despojos dos inimigos
    2    Derivação: por extensão de sentido.
    caixa ger. oblonga, de madeira, em que se enterram os mortos
    Ex.: após fechar-se o f., rezaram todos uma oração
    Etimologia
    lat. ferètrum,í ou ferétrum,i ‘espécie de andor ou padiola para levar os despojos, as ofertas, esquife para levar os mortos’; f.hist. 1664 pheretro
    Sinônimos
    arquete, ataúde, caixão (de defuntos), esquife, tumba, urna

    Féretro
    Datação
    1664 cf. JFBarEneid
    Acepções
    ■ substantivo masculino
    1    Rubrica: história.
    espécie de padiola em que os antigos romanos transportavam os despojos dos inimigos
    2    Derivação: por extensão de sentido.
    caixa ger. oblonga, de madeira, em que se enterram os mortos
    Ex.: após fechar-se o f., rezaram todos uma oração

    Etimologia
    lat. ferètrum,í ou ferétrum,i ‘espécie de andor ou padiola para levar os despojos, as ofertas, esquife para levar os mortos’; f.hist. 1664 pheretro
    Sinônimos
    arquete, ataúde, caixão (de defuntos), esquife, tumba, urna

    Reforma ortográfica

    segunda-feira, julho 6th, 2009
    O desenhinho explica

    O desenhinho explica

    Resumão sobre como eram e como ficam algumas palavras com a reforma ortográfica. Saiu na Folha de SPaulo, mais precisamente aqui.

    Só uma coisinha: AQUI, Ó, QUE EU VOU ESCREVER BENFEITO, BENQUERER ou BENQUERIDO!

    A suposta ênclise de Borges

    segunda-feira, julho 6th, 2009
    colocação pronominal (também Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis borges:
    “Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me”
    considerando que, no original em espanhol, a frase deve ter sido algo como  No puedo suplicar que mir errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo Yo me puedo salvar

    Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis Borges. O original para sua citação é este aqui. E a frase em questão é a seguinte:

    Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me

    Considerando que no original espanhol não tem chororô e tudo quanto é pronome vai pra frente do verbo, a frase no original deve ter sido algo como

    No puedo suplicar que mis errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo yo me puedo salvar.

    Esse -me no final da frase em português tá me irritando…

    Daí, vamos ver o que a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante, tem a nos dizer sobre as relações entre verbos e pronomes. Se não me engano, em certas posições, dói e é meio desconfortável ;) :

    Ênclise, próclise e mesóclise

    No estudo da colocação pronominal (também chamada topologia pronominal), são fundamentais os conceitos de próclise, ênclise e mesóclise.

    a) Ênclise - Ocorre quando o pronome átono está colocado depois do verbo que complementa. É, no português europeu, a colocação mais normal, como nos exemplos:  Disseram-me a verdade / Conheci-os há pouco / a rapariga sentou-se à mesa.

    b) Próclise – Ocorre quando o pronome átono está colocado antes do verbo que complementa. É a tendência do português brasileiro: Não nos disseram a verdade / a moça se penteou. / Eu te prometo sinceridade absoluta.

    c) Mesóclise - Ocorre com as formas verbais do futuro do presente e futuro do pretérito, em que o pronome surge no interior do verbo: Dir-se-ia que tal construção é desusada no Brasil.  Contar-me-ão a verdade quando lá chegar.

    Isto posto, concluo que, se Borges disse mesmo a supracitada frase (se tem cabra copiando essa frase da Internet, é sinal de que Borges não necessariamente é de fato o autor da frase) e ela foi traduzida para o português brasileiro, melhor ficaria assim:

    Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso me salvar.

    Ou seja: a posição ênclise dói em português brasileiro; quando transam, os pronomes brasileiros preferem ficar com os verbos na posição próclise. Deve ter algo a ver com a relação com o eixo do Equador, não sei ao certo. O que funciona lá pros portugueses aqui embaixo nos soa muito estranho…

    Digo isto porque eu brigava quase que de foice com uma ameba com quem trabalhei (já falei dela… ela substituía a preposição sobre por acerca, “pra não repetir a palavra”. E que se dane o cacófato, né, santa?). Ela era a editora, eu uma mera repórter, então o texto saía do jeito que ela bem mal entendia.

    Nas publicações por ela editadas, pululavam frases do tipo O twitter está-se tornando uma febre. Tão preocupada estava em decorar a regrinha estúpida que aprendeu, ela não entendia que estava ligando o pronome ao verbo auxiliar (que, como o próprio nome diz, só tá lá pra ajudar), e não ao verbo ao qual ele de fato pertencia. Sua justificativa? “O pronome não pode ficar solto entre dois verbos porque isso é totalmente errado. Vocês não estudaram isso na escola, não?” Eu respondia que, infelizmente, eu aprendi português no Brasil, não em Portugal. E ela ficava fula da vida comigo. Mas, como ela era a chefe babaca, vencia.

    (Tudo bem que, certa madrugada, eu baixei um esporro nela daqueles de ecoar no andar inteiro. Ela havia mencionado aeronaves da marca McDonald-Douglas num texto. Mas eram aviões McDonnell-Douglas. Argumento dela: eu não tenho obrigação de falar inglês. (Claro que não, santa! Você só escrevia para uma publicação de informática, falar inglês prá quê?)

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