Arquivo por agosto, 2009

Crônica de uma noite esdrúxula

domingo, agosto 30th, 2009

Miacaaaaaaaaaabo com o meu arcanjo faxineiro.

Miguel não gostou da música do Victor e Léo pela qual estou a me desmanchar, e ainda me acusou de estar melosa demais com a chegada do feiticeirinho. Por cometer tamanho insulto contra esta bruxa que vos fala, eu mandei ele lustrar todas as pratas da casa. Ele fez tudo – tá uma beleza a prataria, precisa ver só.

O problema é que ele executou o trabalho-castigo resmungando o tempo todo que gostava mesmo era de coisa esdrúxula, como Alvarenga e Ranchinho. E toca a falar do drama da Angélica.

Abespinhada com o sofrimento da esposa de Luciano, corri ao Te dou um dado? para ver o que exatamente havia acontecido com a família do narigudo que não sabe crasear. E nada descobri. Que drama de Angélica era esse, afinal?

Foi então que tio Antônio veio em meu socorro, ao lembrar do significado primeiro de esdrúxulo (não sei se aí acontece disso, mas aqui de vez em quando a gente tem que correr pra decifrar as palavras dos serviçais, sabe?):

n adjetivo e substantivo masculino

1 Rubrica: gramática. Diacronismo: obsoleto.

m.q. proparoxítono

2 Rubrica: versificação.

diz-se de ou verso que termina em palavra proparoxítona

n adjetivo

Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.

3 fora dos padrões comuns e que causa espanto ou riso; esquisito, extravagante, excêntrico

Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh…. então todos os versos terminados em proparoxítonas são esdrúxulos?!?!!? Ora, o primeiro poema esdrúxulo que me vem à cabeça é a boa e velha Construção, do Franscisquinho.

Em segundo lugar, vem outra letra de música que, a meu ver, é genial. E ainda mais genial ficou para mim quando eu descobri que ela foi composta em questão de minutos, dentro de um fusquinha, a caminho de um show da banda que mais tarde veio a interpretá-la. (E ai do meu faxineiro se ele resolver discordar de mim e achar que essa letra é uma bosta! Transformo ele em sapo pra ficar coaxando ao lado de Victor e Léo!)

Mas eu não sabia que havia uma terceira canção esdrúxula. Que revelou-se a primeira no quesito. Descobri a benedita ao jogar no Google, por recomendação de meu resmungante faxineiro, o Drama de Angélica.

Miacabeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei com o dama da pobre moça. E a bosta da música não me sai da cabeça! Acompanhem a seguir o Drama de Angélica, Construção e Robocop Gay, três esdrúxulos deliciosos. Com direito a youtube e tudio!

Esse post pode até acabar por aqui. Mas ele não se encerra, não senhor. Acompanhem o desenrolar dessa noite esdrúxula…


n adjetivo e substantivo masculino
1 Rubrica: gramática. Diacronismo: obsoleto.
m.q. proparoxítono
2 Rubrica: versificação.
diz-se de ou verso que termina em palavra proparoxítona
n adjetivo
Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.
3 fora dos padrões comuns e que causa espanto ou riso; esquisito, extravagante, excêntri
Share

Um esdrúxulo

domingo, agosto 30th, 2009

O Drama de Angelica
Alvarenga e Ranchinho
Composição: Alvarenga e M. G. Barreto
Ouve meu cântico quase sem ritmo
Que a voz de um tísico magro esquelético…
Poesia épica em forma esdrúxula
Feita sem métrica com rima rápida…
Amei Angélica mulher anêmica
De cores pálidas e gestos tímidos…
Era maligna e tinha ímpetos
De fazer cócegas no meu esôfago…
Em noite frígida fomos ao Lírico
Ouvir o músico pianista célebre…
Soprava o zéfiro ventinho úmido
Então Angélica ficou asmática…
Fomos ao médico de muita clínica
Com muita prática e preço módico…
Depois do inquérito descobre o clínico
O mal atávico mal sifilítico…
Mandou-me célere comprar noz vômica
E ácido cítrico para o seu fígado…
O farmacêutico mocinho estúpido
Errou na fórmula ez despropósito…
Não tendo escrúpulo deu-me sem rótulo
Ácido fênico e ácido prússico…
Corri mui lépido mais de um quilômetro
Num bonde elétrico de força múltipla…
O dia cálido deixou-me tépido
Achei Angélica já toda trêmula…
A terapêutica dose alopática
Lhe dei em xícara de ferro ágate…
Tomou num folego triste e bucólica
Esta estrambólica droga fatídica…
Caiu no esôfago deixou-a lívida
Dando-lhe cólica e morte trágica…
O pai de Angélica chefe do tráfego
Homem carnívoro ficou perplexo…
Por ser estrábico usava óculos:
Um vidro côncavo o outro convexo…
Morreu Angélica de um modo lúgubre
Moléstia crônica levou-a ao túmulo…
Foi feita a autópsia todos os médicos
Foram unânimes no diagnóstico…
Fiz-lhe um sarcófago assaz artístico
Todo de mármore da cor do ébano…
E sobre o túmulo uma estatística
Coisa metódica como Os Lusíadas…
E numa lápide paralelepípedo
Pus esse dístico terno e simbólico:
“Cá jaz Angélica
Moça hiperbólica
Beleza Helênica
Morreu de cólica!”

O Drama de Angelica

Alvarenga e Ranchinho

Composição: Alvarenga e M. G. Barreto


Ouve meu cântico quase sem ritmo

Que a voz de um tísico magro esquelético…

Poesia épica em forma esdrúxula

Feita sem métrica com rima rápida…


Amei Angélica mulher anêmica

De cores pálidas e gestos tímidos…

Era maligna e tinha ímpetos

De fazer cócegas no meu esôfago…


Em noite frígida fomos ao Lírico

Ouvir o músico pianista célebre…

Soprava o zéfiro ventinho úmido

Então Angélica ficou asmática…


Fomos ao médico de muita clínica

Com muita prática e preço módico…

Depois do inquérito descobre o clínico

O mal atávico mal sifilítico…


Mandou-me célere comprar noz vômica

E ácido cítrico para o seu fígado…

O farmacêutico mocinho estúpido

Errou na fórmula ez despropósito…


Não tendo escrúpulo deu-me sem rótulo

Ácido fênico e ácido prússico…

Corri mui lépido mais de um quilômetro

Num bonde elétrico de força múltipla…


O dia cálido deixou-me tépido

Achei Angélica já toda trêmula…

A terapêutica dose alopática

Lhe dei em xícara de ferro ágate…


Tomou num folego triste e bucólica

Esta estrambólica droga fatídica…

Caiu no esôfago deixou-a lívida

Dando-lhe cólica e morte trágica…


O pai de Angélica chefe do tráfego

Homem carnívoro ficou perplexo…

Por ser estrábico usava óculos:

Um vidro côncavo o outro convexo…


Morreu Angélica de um modo lúgubre

Moléstia crônica levou-a ao túmulo…


Foi feita a autópsia todos os médicos

Foram unânimes no diagnóstico…

Fiz-lhe um sarcófago assaz artístico

Todo de mármore da cor do ébano…


E sobre o túmulo uma estatística

Coisa metódica como Os Lusíadas…

E numa lápide paralelepípedo

Pus esse dístico terno e simbólico:


“Cá jaz Angélica

Moça hiperbólica

Beleza Helênica

Morreu de cólica!”

Share

Dois esdrúxulos

domingo, agosto 30th, 2009

Robocop Gay

Mamonas Assassinas
Composição: Dinho / Júlio Rasec
Um tanto quanto másculo
Ai, e com M maiúsculo
Vejam só os meus músculos
Que com amor cultivei
Minha pistola é de plástico (quero chupar-pa)
Em formato cilíndrico (quero chupar-pa)
Sempre me chamam de cínico (quero chupaar…)
Mas o porquê eu não sei (quero chupar-pa)
O meu bumbum era flácido
Mas esse assunto é tão místico
Devido a um ato cirúrgico
Hoje eu me transformei
O meu andar é erótico (silicone yeah! yeah!)
Com movimentos atômicos (silicone yeah! yeah!)
Sou um amante robótico (silicone yeeah…)
Com direito a replay (silicone yeah!)
Um ser humano fantástico
Com poderes titânicos
Foi um moreno simpático
Por quem me apaixonei
E hoje estou tão eufórico (doce, doce, amor)
Com mil pedaços biônicos (doce, doce, Amor)
Ontem eu era católico (doce, doce, amoor…)
Ai, hoje eu sou um GAY!!!
Abra sua mente
Gay também é gente
Baiano fala “oxente”
E come vatapá
Você pode ser gótico
Ser punk ou skinhead
Tem gay que é Mohamed
Tentando camuflar:
Allah, meu bom Allah!
Faça bem a barba
Arranque seu bigode
Gaúcho também pode
Não tem que disfarçar
Faça uma plástica
Aí entre na ginástica
Boneca cibernética
Um robocop gay…
Um robocop gay,
Um robocop gay.
Ai… eu sei,
Eu sei
Meu robocop gay…
Ai como dói!

Mamonas Assassinas

Composição: Dinho / Júlio Rasec


Um tanto quanto másculo

Ai, e com M maiúsculo

Vejam só os meus músculos

Que com amor cultivei

Minha pistola é de plástico (quero chupar-pa)

Em formato cilíndrico (quero chupar-pa)

Sempre me chamam de cínico (quero chupaar…)

Mas o porquê eu não sei (quero chupar-pa)

O meu bumbum era flácido

Mas esse assunto é tão místico

Devido a um ato cirúrgico

Hoje eu me transformei

O meu andar é erótico (silicone yeah! yeah!)

Com movimentos atômicos (silicone yeah! yeah!)

Sou um amante robótico (silicone yeeah…)

Com direito a replay (silicone yeah!)

Um ser humano fantástico

Com poderes titânicos

Foi um moreno simpático

Por quem me apaixonei

E hoje estou tão eufórico (doce, doce, amor)

Com mil pedaços biônicos (doce, doce, Amor)

Ontem eu era católico (doce, doce, amoor…)

Ai, hoje eu sou um GAY!!!

Abra sua mente

Gay também é gente

Baiano fala “oxente”

E come vatapá

Você pode ser gótico

Ser punk ou skinhead

Tem gay que é Mohamed

Tentando camuflar:

Allah, meu bom Allah!

Faça bem a barba

Arranque seu bigode

Gaúcho também pode

Não tem que disfarçar

Faça uma plástica

Aí entre na ginástica

Boneca cibernética

Um robocop gay…

Um robocop gay,

Um robocop gay.

Ai… eu sei,

Eu sei

Meu robocop gay…

Ai como dói!


Share

Três esdrúxulos

domingo, agosto 30th, 2009
Construção
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Construção

Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir,

Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,

Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,

Deus lhe pague

Share

Por que ninguém me conta essas coisas?

quarta-feira, agosto 26th, 2009

Pô, tem dupla caipira que presta! Victor e Leo! E ainda por cima, gravaram o tema de abertura da novela das seis!!!! Acreditem: a música é maravilhosaaaaaa!!!!!

Eu precisei amamentar meu feiticeirinho assistindo à novela das seis pra descobrir isso!!! Gente, a música é realmente linda demais ou sou eu que estou sensível?

A letra é simples, gostosa, bonita e, quando você se dá conta, você está lá, junto com o cantor, sentado perto do fogão de lenha, no meio da cantoria e admirando o céu da noite do sertão. Coisa marlinda do mundo, gente!

E o cabra inda usa o gerúndio direitinho! (“Trabalho cantando“)

Ah, quer saber? Gostei!  Acompanhem a letra:

Deus e eu no sertão

Victor e Leo
Composição: Victor Chaves
Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão
Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão
Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão
Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão
Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina
De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão
Deus e eu no sertão

Composição: Victor Chaves


Nunca vi ninguém

Viver tão feliz

Como eu no sertão


Perto de uma mata

E de um ribeirão

Deus e eu no sertão


Casa simplesinha

Rede pra dormir

De noite um show no céu

Deito pra assistir


Deus e eu no sertão


Das horas não sei

Mas vejo o clarão

Lá vou eu cuidar do chão


Trabalho cantando

A terra é a inspiração

Deus e eu no sertão


Não há solidão

Tem festa lá na vila

Depois da missa vou

Ver minha menina


De volta pra casa

Queima a lenha no fogão

E junto ao som da mata

Vou eu e um violão


Deus e eu no sertão

Share

Orgulho da mamãe!

terça-feira, agosto 25th, 2009

Definitivamente, não se fazem mais jornais como antigamente. Propaganda, então…

Tudo por causa do meu feiticeirinho. Como estou amamentando, abandonei estas deliciosas teclas do meu computador e me voltei totalmente pro meu filhote. Procuro amamentar um pouco na sala, pra não perder o contato com o mundo lá fora.

Daí que eu estou assistindo mais televisão ultimamente. Fosse em outra situação, esse comercial até teria passado batido. Mas não. Ele apareceu bem no meio da minha frente só pra me irritar! Ainda bem que o feiticeirinho já tinha mamado, viu?

Senão, vejamos: esse comercial fala sobre o quê? A diferença entre informação e conhecimento. OK, tudo bem.

E qual a diferença entre informação e conhecimento? Em uma frase, informação não vale nada, e conhecimento vale por toda uma vida. Certo? OK, fechado!

Argumento mais que justo, posto que informação se altera o tempo todo, é etérea. Se hoje Michael Jackson morreu, vai que amanhã era só um golpe de marketing, e aquela informação primeira sobre a morte do popstar perdeu todo o valor?

Aí, por favor, me digam: hoje em dia, onde está a informação e onde está o conhecimento?

Me corrijam se eu estiver errada, mas informação E conhecimento estão juntos na Internet, certo?

E a informação, aquela etérea, sozinha e isolada, ela está nos jornais de papel, né? Porque conhecimento passa looooonge das vetustas páginas impressas dos diários, né? Por favor, se eu estiver errada, me avisem! Desenhem, eu preciso entender!

Então, se minhas ponderações todas procedem, pelamordedeus, me expliquem por que O JORNAL O ESTADO DE SPAULO USA UM COMERCIAL DE UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMM MINUTOOOOOOOOOOOO PARA DETONAR  COM O PEIXE QUE ELE VENDE TODOS OS DIAS?!?!!?!?

Mas não posso reclamar, viu? Esse comercial cumpriu com uma função básica aqui em casa: depois de assiti-lo, meu feiticeirinho soltou um arroto daqueles de dar gosto e, ato pronto, veio um pum de cinco segundos de duração re-ple-to de mecônio! Meu filho tem quatro dias de vida e já se manifesta politicamente! Ah, ele terá um grande futuro de exorcização de amebas! Orgulho da mamãe!

Share

Do Alvaro para o José Luiz

sexta-feira, agosto 21st, 2009

Esse texto foi publicado aqui no caldeirão no dia 7 de maio.

Mas, como meu feiticeirinho tá chegando agora, achei por bem trazer tal publicação aqui pra cima. Esse texto é purdimais dilindo. Confiram:

****

Fui tirar o Havia uma oliveira no Jardim do Alvaro Moreyra da estante pra fazer o post de ontem, e comecei a reler o livro. Eu não me canso de reler o Alvaro. Falo como se fosse íntima de um homem que jamais conheci, nem sequer me lembro de haver visto foto. Mas é assim que você se sente ao ler o Alvaro. É muito gostoso, aconchegante, e especial.

Por falar em especial, dois posts… (iihh! Lá vem a Bruxa blogueira falando! Não é post, ô anta, é um pensamento do livro!) enfim, dois trechos que me chamaram a atenção… é quando ele fala pro bisnetinho dele que acabara de nascer:

Você chegou há poucos dias a este mundo e é um homem feliz. Toda gente que o conhece lhe quer bem. Veio antes do Natal, o Ano Novo surgirá absolutamente novo para você.

Da sua tribo quem nasceu primeiro fui eu. Mais tarde lhe dirão o meu nome na escala dos antepassados: “o bisavô”. Sou o seu bisavô, José Luiz. Desejo-lhe, desde já, o mesmo exagero, lá para os 2000 e tantos da graça de Nosso Senhor.”

*********

Muito, muito mais guardei para lhe oferecer. Em palavras com realidade. Que a terra da vida que vai viver seja bela sempre, e boa, e serena, e amiga. Que você nunca precise perdoar. Que você nunca precise esquecer. Que possa sorrir para tudo, agradecido e contente, e pôr nas paisagens, nas coisas, nas criaturas, os olhos sem fadiga e sem tristeza. Que o homem feliz de agora continue assim até o fim, vendo em volta amor, doçura, encantamento. Que o menino cresça no corpo, mas a alma continue tal qual no instante de acordar, com a idade da surpresa, não sabida, de ter voltado. O céu, então, estará com outras estrelas. Talvez você faça uma também, das muitas que brilharão lá em cima.

Aqui lhe trago, com o coração que usei de mais e não gastei, a minha esperança e a minha ternura.

Boa viagem, José Luiz!

Detalhe: o Alvaro escreveu isso pro José Luiz quando o menino nasceu, em 1958. Gostaria, sinceramente, de saber como vai e por onde anda o José Luiz Moreyra agora, aos 51 anos… o que será que ele traz dessas palavras no coração dele?

Share

Um pouquinho de guerrilheira antes do recesso…

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Bom, o feiticeirinho chega amanhã. Portanto, acho que vou ficar sem mexer no caldeirão por algum tempo. E, quando mexer, vai ser rapidinho.

Mas eu não posso ir embora sem antes publicar pra vocês a última pérola da Guerrilheira do Funk. É, ela mesma!

Vamos às últimas notícias novidades:

A ex. dançarina [ex-ponto dançarina significa excelentíssima dançarina?] de Alexandre Frota, mais conhecida como “Guerrilheira do Funk”, lançará nesta quarta-feira [já foi, já foi] na danceteria Tal seu primeiro cd [CD em caixa alta!] de funk [Uma vírgula cai bem aqui, viu?] agora como MC Dani Lopes. Dona de medidas invejáveis como 100cm de quadril e 80cm [espaço entre o valor e a unidade de medida também combinam tanto quanto chope e bolinho de bacalhau, viu?] de busto, traz em seu cd [de novo! CD!] intitulado “Funk Geração Saúde” críticas às pseudas [GAAAAAAAAAHHHHHHH!!! FUJAM PARA AS MONTANHASSSSSSSSS!!!] “Mulheres Frutas” [O plural de mulher-fruta é mulheres-fruta. Quando a segunda palavra do substantivo composto tem valor de adjetivo, ela não varia no plural!] , conta a trajetória das cantoras Gretchem [se for a mesma cantora da Melô do Piripipi (/meu passado me condena), então ela se chama GretcheN, com êne no final!] e Rita Cadilac [perdeste outra oportunidade de aplicar uma vírgula bem aplicada!] além de homenagear a atriz Leila Lopes

Mas o que houve que o querido assessor de imprensa de dona soldada não ligou o CAPS LOCK DO COMPUTADOR DESSA VEZ? Bom, sem maiores delongas, vamos logo melhorar a bagaça aí embaixo:

A exhífen-dançarina de Alexandre Frota, mais conhecida como “Guerrilheira do Funk”, lançará nesta quarta-feira na danceteria tal seu primeiro CD de funk-vírgula, agora como MC Dani Lopes. Dona de medidas invejáveis-vírgula, como 100espaço cm de quadril e 80espaço cm de busto, traz em seu CD intitulado “Funk Geração Saúde” críticas às pseudoMulheres-fruta”, conta a trajetória das cantoras Gretchen e Rita Cadilac-vírgula, além de homenagear a atriz Leila Lopes-ponto.

Eu só queria aproveitar esse momento de recesso maternal para fazer um apelo ao assessor de imprensa da dona terrorista do funk: aê, moço (ou moça), será que dava pra você me incluir na sua lista de remetentes? tudo bem que eu posso até copiar seus textos do Te dou um dado?, coisa que sempre faço e fiz mais uma vez, mas é que você é sempre um mau exemplo de texto aqui pro Objetivando Disponibilizar! Por favor, envie seus textos de bosta para objetivandodisponibilizar arroba gmail ponto com.

Gradicida, viu?

Quem quiser notícias minhas, favor acompanhar no meu twitter as informações sobre o nascimento do feiticeirinho! Não precisa ser membro da comunidade para acompanhar.

Até daqui a pouco!

Share

As minhas mãos estão com saudades das tuas

quinta-feira, agosto 13th, 2009

O marido encontrou a poesia que a bruxa-mãe catava em seus alfarrábios analógicos! Copiei daqui. Mas a bruxa-mãe deu umas canetadas, porque, ao ler, ela se lembrou do soneto.

Guilherme de Almeida. In Cartas que eu não mandei. Ed. Guanabara, 1932.

As minhas mãos estão com saudade das tuas…

Elas eram tão frias:frias como duas
conchas em que o meu beijo lento parecia
uma pérola quente, e onde eu, tímido, ouvia
o eco do coração que vinha se quebrar
em ti, como se escuta o soluço do mar
nas conchas exiladas….
Ainda há pouco,quando
eu deixei minha mão pensativa sonhando
sobre esta folha branca em que te escrevo, tive
a impressão de que ela não era um pássaro que vive
morrendo numa folha – a última folha…Em breve
o vento a levará como um esquife leve
onde o pássaro há de ir gelado, imóvel, mudo,
de azas fechadas, como um anjo morte…E tudo
por ele há de cantar – e os ventos outonais
e as cigarras… – por ele que não soube mais
cantar o canto azul da sua mocidade…
As minhas mãos estão chorando de saudade….
Elas estão lembrando aquele adeus calado
que está lá atras,gesticulando no passado
como um traço de seda
Ainda me lembro: eu tinha
tão diluida e apertada a tua mão na minha,
que,como os fios de uma seda que se esgarce,
nossos dedos custaram tanto a separar-se!
Foi uma vida que esse adeus rasgou em duas…
As minhas mãos estão com saudade das tuas
Almeida,Guilherme. Cartas que eu não mandei. Ed. Guanabara, 1932

Elas eram tão frias: frias como duas

conchas em que o meu beijo lento parecia

uma pérola quente, e onde eu, temido, ouvia

o eco do coração que se vinha quebrar

em ti, como se escuta o soluço do mar

nas conchas exiladas….


Ainda há pouco, quando

eu deixei minha mão pensativa sonhando

sobre esta folha branca em que te escrevo, tive

a impressão de que ela era um pássaro que vive

morrendo numa folha – a última folha… Em breve

o vento a levará como um esquife leve


onde o pássaro há de ir gelado, imóvel e mudo,

de asas fechadas, como um anjo da morte… E tudo

por ele há de cantar – e os ventos outonais

e as cigarras… – por ele que não soube mais

cantar o canto azul da sua mocidade…


As minhas mãos estão chorando de saudade….

Elas estão lembrando aquele adeus calado

que está lá atrás, gesticulando no passado

como um rasgo de seda


Ainda me lembro: eu tinha

tão diluída e apertada a tua mão na minha,

que, como os fios de uma seda que se esgarce,

nossos dedos custaram tanto a separar-se!

Foi uma vida que esse adeus rasgou em duas…


As minhas mãos estão com saudade das tuas

Share

Ô, carma!

quinta-feira, agosto 13th, 2009

Esse título aqui é só porque a bruxa-mãe e o marido estão falando de carmas e reencarnações. Mas eu tenho que compartilhar com vocês o meu carma.

Vocês são testemunhas de que eu tento fugir dessas coisas. Publiquei Manuel Bandeira, publiquei até Chico Bento. Mas não tem jeito. Meu carma é texto ruim. Essa coisa me persegue.

Quem me mandou essa foi o marido da minha amiga Letícia, o Fernando. Tá aqui.

Vejam parte da pérola. Imagine confiar a comunicação da sua corporação a essa… empresa. você vai ter todo um departamento de comunicassaum à sua disposissaum, né? Confiram:

O Marketing Digital é a melhor forma de obter resultados na internet e gerar lucros pra [eu adoro escrever pra. Este caldeirão está salpicado de pras. Mas o texto desse caldeirão é informal até dizer chega. Pensando bem, você diz chega! e o texto continua a ser informal. um texto oficial, de apresentação de uma empresa, tem que ter um mínimo de palavras engomadas. e pra não é uma palavra engomadinha. Pooooonto negativo!] sua empresa atraves [não satisfeitos em não acentuar o através, eles ainda usaram a preposição de forma feia.] da divulgação da sua marca [ante a iminência do ponto final, eu vaticino: masquebostadefrasezinhalugarcomum!]. A Empresa Tal é considerada uma das mais preparadas agencia [gaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!! Fujam para as montanhaaaaaaaaaaassssss!!! Imagina se ela não fosse uma das mais preparadas agênciaS - e ainda por cima é do ramo!! DO ramo!! ai, que horror de lugar-comum!!!] do ramo, estamos iniciando [ela virou nós, assim, na base do pá-puf, né?] o segundo semestre e ja atingimos a topo [tenho muito medo dessa topo. Será que eles escalaram a Gisele Bündchen, e conseguiram ver o cocoruto dela? Ou teria sido a Anna Hickman? Acho que a Anna Hickman é mais alta que La Bündchen! ] das metas de nossas clientes.[é, deve ter sido isso mesmo. Os clientes deles são tudo mulher. E eles escalam a topo delas, pra verem o cocoruto. Então, vocês já viram qual é o público-alvo deles, né? Altas top models... - com trocadilho, por favor!]

Olha, eles bem não merecem, mas eu vou melhorar a bagaça:

O Marketing Digital é a melhor forma de se obterem resultados na internet e gerarem lucros para a sua empresa a partir da divulgação da sua marca. A Empresa Tal é considerada uma das mais preparadas agências do ramo. Mal começou o segundo semestre, e o topo das metas de nossos clientes já foi atingido.

Mas espere! Tem mais amebice! Vamos lá:

Qual a sua necessidade? [Não sei se acontece com vocês também, mas toda vez que eu leio em algum lugar que não-sei-quem "atende às suas necessidades", eu imediatamente me lembro do Alfredo, do papel higiênico Neve. Taí um homem que atendia às necessidades das pessoas: o cabra está no banheiro, acabou de fazer cocô e recém-descobriu que não tem papel higiênico. Daí, ele grita: "Alfredoooo!", e o Alfredo traz o papel higiênico que atende às necessidades do cabra. Mas aí já entramos no campo da implicância pura. Ainda assim, não gosto que alguém vire pra mim e me diga que vai atender às minhas necessidades. Das minhas necessidades cuido eu, oras! Que falta de cerimônia!]

A Empresa Tal desenvolve soluções baseadas em suas necessidades específicas [Papel higiênico com folha dupla, papel higiênico perfumado, papel higiênico com estampa de ursinho de pelúcia, papel higiênico com...] . Veja algumas das necessidades em que atuamos. [dinoooooooooovoooooo!!! De terceira do singular pra rimeira do plural! Eles são mágicos - de bosta!]

Cara, eu tô muito boazinha hoje… ‘bora melhorar mais esta bagaça!

Você precisa de quê? [ficou mais forte, né? De nada...]

A Empresa Tal vai desenvolver um trabalho especialmente voltado para você. Confira algumas de nossas especialidades. [ficou mais forte, né (dinovo)? De nada (dinovo)...]

Antes de tentarem o ramo do marketing (digital, analógico o que quer que seja), eles bem que podiam se especializar em português fluente, né?

Share

Por que me ufano de Chico Bento

quinta-feira, agosto 13th, 2009
"Creidi? Quem é essa sirigaita?" Miacaaaaabo!!

"Creidi? Quem é essa sirigaita?" Miacaaaaabo!!

Miacaaaaaaaaaabo com o Chico Bento!

Esse quadrinho está na página 18 da revistinha dele, edição deste mês. Aliás, se você quiser manter o bom nível de suas leituras, recomendo veementemente que troque revista Veja por Chico Bento.

Na historinha de abertura, Zeca, o primo do Chico Bento que mora na cidade, foi com a namoradinha Denise pra roça, fazer uma festa rave de aniversário.

Nesse quadrinho, o Chico, totalmente envolvido com os preparativos para o evento que “causou na roça”, recomenda à Rosinha que faça um upgrade. E a Rosinha fica doida pra saber “quem é essa sirigaita dessa Creidi”.

Amo quem destrói com tanta classe e deboche as macaquices dos anglicismos que, de tão incorporados ao nosso dia-a-dia (com hífen, pelamordedeus!) já nem incomodam mais aos nossos ouvidos conformados.

E não pensem vocês que o Chico Bento é o meu personagem favorito. Prefiro o Zé Lelé.

Share

Porque é linda e porque hoje é dia dela

terça-feira, agosto 11th, 2009

Santa Clara, clareai / Estes ares / Dai-nos ventos regulares, / de feição.
Estes mares, estes ares / Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol. / Se baixar a cerração, / Alumiai
Meus olhos na cerração. / Estes montes e horizontes / Clareai.
Santa Clara, no mau tempo / Sustentai / Nossas asas.
A salvo de árvores, casas, / E penedos, nossas asas / Governai.
Santa Clara, clareai. / Afastai / Todo risco. / Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai, / Santa Clara, todo risco / Dissipai.
Santa Clara, clareai

sta_clara

Oração para aviadores (Manuel Bandeira)


Santa Clara, clareai / Estes ares / Dai-nos ventos regulares, / de feição.

Estes mares, estes ares / Clareai.


Santa Clara, dai-nos sol. / Se baixar a cerração, / Alumiai

Meus olhos na cerração. / Estes montes e horizontes / Clareai.


Santa Clara, no mau tempo / Sustentai / Nossas asas.

A salvo de árvores, casas, / E penedos, nossas asas / Governai.


Santa Clara, clareai. / Afastai / Todo risco. / Por amor de S. Francisco,

Vosso mestre, nosso pai, / Santa Clara, todo risco / Dissipai.


Santa Clara, clareai

Share

Mortos argentinos: mais inteligentes e deslocam-se até o Rio Grande do Sul! Borges deu palestra lá em julho!

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Viram só? Eu sabia que os mortos argentinos não iriam me decepcionar!

Os mortos argentinos são melhores que os mortos catarinenses. Enquanto os barrigas-verdes só conseguem contrair doenças depois de passar desta para melhor, os argentinos não só são mais intelectuais como se deslocam até o Rio Grande do Sul, onde dão palestras!!! Um a-ha-so, precisa ver só!!

Mas eu perdi! Puxa vida!!! Foi dia 31 de julho, na cidade gaúcha de Canoas. De acordo com o jornal Correio de Notícias, o escritor argentino Jorge Luis Borges deu uma palestra na cidade. Considerando-se o fato quase que desconsiderável de que Borges morreu em Genebra (Suíça) há uns bons 23 anos, creio que ele baixou em espírito, né? Ah, esses mortos argentinos!!

Senão vejamos:

Jorge Luis Borges dá palestra em Canoas

30/7/2009
Canoas – O mais importante poeta argentino: Jorge Luis Borges, na concepção de um renomado crítico conterrâneo: Martín Kohan. O resumo da leitura de algumas narrações fundamentais de Borges será apresentado por Kohan em Canoas amanhã (31). O professor universitário argentino está no Brasil participando do 4º Festival de Inverno de Porto Alegre e foi convidado a palestrar para os canoenses sobre o seu trabalho “Borges em Cinco Lições”. Os interessados estão convidados pela Secretaria Municipal de Cultura a prestigiar o autor, a partir das 15h30, na Biblioteca Pública Municipal (Rua Ipiranga, 105 – Centro).

Canoas – O mais importante poeta argentino: Jorge Luis Borges, na concepção de um renomado crítico conterrâneo: Martín Kohan. O resumo da leitura de algumas narrações fundamentais de Borges será apresentado por Kohan em Canoas amanhã (31). O professor universitário argentino está no Brasil participando do 4º Festival de Inverno de Porto Alegre e foi convidado a palestrar para os canoenses sobre o seu trabalho “Borges em Cinco Lições”. Os interessados estão convidados pela Secretaria Municipal de Cultura a prestigiar o autor, a partir das 15h30, na Biblioteca Pública Municipal (Rua Ipiranga, 105 – Centro).

É… acho que, então, temos duas opções: a palestra em questão foi SOBRE Borges, e proferida pelo crítico Martín Kohan.

Ou então, Kohan é médium, e recebeu o santo de Borges.

De qualquer forma, deve ter sido interessante.

Lembra aquela jornalista recém-formada que atendeu ao telefone, na década passada, e falou com o assessor de imprensa da mostra dos 20 ou 30 anos da morte de Carlos Marighella. O assessor vendeu o peixe e a mocinha perguntou: “E o Marighella vai estar presente”? Quem sabe em espírito, né?

(P.S.: Obrigada, Cacilda, pelo link do Correio de Notícias)

Share

O pai, o avô, Chuck Norris e o Ricardão reunidos num só verbete

segunda-feira, agosto 10th, 2009

Tudo culpa do Cardoso! Lá foi ele dizer no Twitter que pai é genitor e que avô é o progenitor e lá fui eu ver no Tio Antônio a origem etimológica dos dois verbetes. Aparentemente, tio Antônio experimentou uma fase supramuros ao redigir tais definições:

genitor   Datação: 1553  Ortoépia: ô
n substantivo masculino
1 aquele que gera ou que gerou; pai
2 Rubrica: direito civil.
ascendente em grau de uma pessoa (o pai ou a mãe de um indivíduo)
etimologia: lat. genìtor,óris ‘aquele que gera, pai’

genitor Datação: 1553  Ortoépia: ô

n substantivo masculino

1 aquele que gera ou que gerou; pai / 2 Rubrica: direito civil. ascendente em grau de uma pessoa (o pai ou a mãe de um indivíduo)

etimologia: lat. genìtor,óris ‘aquele que gera, pai’


progenitor Datação: 1460  Ortoépia: ô

n substantivo masculino

1 indivíduo do qual (alguém) descende; ancestral, antepassado, prógono / 2 aquele que gera, que dá origem; pai, genitor

[e, pra ferrar de vez, tio Antônio dá a etimologia do progenitor]: (…) lat. progenìtor,óris ‘avô; progenitor

Cristorreimesalva! Decida-se, tio Antônio!

Resolvi conversar com padrinho Aurélio, que foi um pândego com o progenitor:

Genitor - Aquele que gera; o pai.

ProgenitorAquele que procria antes do pai; avô, ascendente.

Pô, padrinho! Aquele que procria antes do pai pode muito bem ser o Ricardão!!!! Ou será que aquele que procria antes do pai é o Chuck Norris?

Será que primo Michaelis resolve a bagaça?

Genitor - sm (lat genitore) Aquele que gera; o pai.

Progenitor - sm (lat progenitore) 1 Aquele que gera antes do pai [Ah, não! De novo?!?!?! É o Ricardão ou o Chuck Norris?!?!?] ; avô, ascendente. 2 Procriador, pai. sm pl Os antepassados, os ascendentes, os avós

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Vamos combinar o seguinte:

Pai é pai. Avô é avô. E Chuck Norris e Ricardão decidem no tapa quem vai ser o genitor e quem vai ficar com o título de progenitor.

E TIO ANTÔNIO, PADRINHO AURÉLIO E PRIMO MICHAELIS: DECIDAM-SE, PÔ!!!!!

Share

A performance diferenciada da ilha de Fidel

segunda-feira, agosto 10th, 2009
Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Bom dia pra você também. Isso se você acha que o dia está bom! Porque o dia já me começou com um típico texto de segunda! Aqueles textos que só ocorrem às segundas-feiras, e são feitos com o explícito propósito de me irritar!

Pelo menos, o conteúdo do texto tem uma fina ironia por trás. Foi postado no UOL Educação. Mais precisamente aqui. E fala sobre o mau desempenho de alunos que não tiveram bons professores (tadinha da tia Maricota, sobrou pra ela!).

A história é a seguinte: professores cubanos são mais bem preparados (por favor, hoje é segunda-feira, ainda não deu meio-dia, e eu estou com sono. Não venha me dizer que o correto é melhor preparados, pra não virar sapo! Outro post sobre isso a seguir!). Portanto, formam alunos melhores, que têm melhor desempenho.

Daí, a ameba me chegae me tasca essa expressãozinhahorrororooooooooooosa no final do primeiro parágrafo! BLEARGH!!!

Ela não queria repetir as palavras desempenho superior das duas primeiras linhas. Até aí tudo bem. Mas o que aconteceu com o pronome demonstrativo isso? Qual o problema com o isso? O isso é tão prático nessas horas!

E, ainda por cima, a performance diferenciada de dona ameba veio seguida de uma expressão carregada de preconceito: a ilha de Fidel. Não só ela já se esqueceu que Fidel não é mais o maioral (ele pode ser uma espécie de Rubinho com o primeiro prêmio do GP, ou ainda um Schumacher com status de Barrichello, mas não é mais um puro Senna ou um puro Piquet, por exemplo) em Cuba, como a ilha NUNCA pertenceu a ele, e sim aos cubanos.

Quem escreve ilha de Fidel já denota preferências políticas – algo condenável num texto jornalístico, que deve (ao menos deve, né?) pretender-se isento. E a pobrezinha ainda teve que elogiar a… ilha de Fidel no texto. Bem feito! Quem mandou tentar empolar a redação?

Performance é expressão aportuguesada. Há quem prefira [Dona Bruxa levanta o dedinho e diz: eu! eu! eu!] relegá-la ao ostracismo absoluto, e trazer o desempenho, sua versão 100% portuguesa, para as luzes da ribalta. E diferenciada é a @#$#$¨$%$%¨! Já falei sobre o diferenciado aqui. Então, eu pergunto: o cálculo do diferencial de performance deu quanto, querida?

Se, em vez de escrever Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: a tchutchuca tivesse redigido

Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para isso:,

Minha segunda-feira estaria bem melhor.

Share

Esse menino é um pândego…

domingo, agosto 9th, 2009
Esse menino é um pândego…
Arquivado em: Aprenda, estúpido!, Bons exemplos, Conjunto da obra, Ectoplasma suíno, Tio Antônio falou — Madrasta do texto ruim @ 0:39 Editar
Esse post é especialmente dedicado (/rádio brega) à tradutora Jussara Simões, que acha que eu não gosto de expressões antigas. Tudo porque eu, num momento de síndrome de abstinência de Twitter, resolvi implicar com o vírus de linguagem da Mosca que pousou na minha sopa…
Mas não é bem assim… acredito que, bem empregada, qualquer expressão é bem-vinda (à moda antiga, por favor. Abaixo a reforma ortográfica!). E, fora de contexto, uma expressão legal pode perder seu sentido – ou mesmo sua graça e charme próprios. Comparar Twitter com coqueluche, por exemplo, como foi o caso do post em questão, foi banalizar a coqueluche. Uma coqueluche fica muito mais… coqueluche     em outros contextos (o bambolê foi uma coqueluche, por exemplo). Em textos de informática e internet, acho meio forçado. Não há essa necessidade. Existem tantas comparações legais pra se fazer com o Twitter…
Mas não é sobre isso que eu quero falar aqui. (vocês já devem ter notado que eu sou prolixa demais, né?) É sobre outra coisa. Um causo, pra ser mais precisa…
Pois estou eu e o suporte técnico (a quem eu chamo de meu marido) deste caldeirão a fazer a migração para um domínio próprio. Deve estar pronto no final desta semana. E, como boa bruxa capitalista que sou, resolvi instalar o Google AdSense na versão domínio próprio do OD. Marido que fez isso.
Daí que esse menino traquinas que é o Google AdSense entrou no meu blogue, fuçou as palavras mais usadas, viu os últimos posts e, aplicando seu estilo inabalável e critério próprio, decidiu qual perfil de publicidade seria digno deste caldeirão.
O post sobre a repatriação do Valdívia mais a categoria ectoplasma suíno me renderam publicidades de… vendas de camisas do Palmeiras e de suinocultura!!
Miacaaaabo com o AdSense!!!
E foi aí que eu me lembrei da Jussara Simões. Soltei uma gargalhada ao ver os anúncios do Google e falei com o marido: é um pândego esse Ad Sense, não?
Tio Antônio, explica por favor…
pândego
adj.s.m. (1881)  que ou aquele que é dado a pândegas; alegre, engraçado ¤ etim regr. de pandegar ¤ sin/var ver sinonímia de brincalhão ¤ par pandego(fl.pandegar)

Esse post é especialmente dedicado (/rádio brega) à tradutora Jussara Simões, que acha que eu não gosto de expressões antigas. Tudo porque eu, num momento de síndrome de abstinência de Twitter, resolvi implicar com o vírus de linguagem da Mosca que pousou na minha sopa…

Mas não é bem assim… acredito que, bem empregada, qualquer expressão é bem-vinda (à moda antiga, por favor. Abaixo a reforma ortográfica!). E, fora de contexto, uma expressão legal pode perder seu sentido – ou mesmo sua graça e charme próprios. Comparar Twitter com coqueluche, por exemplo, como foi o caso do post em questão, foi banalizar a coqueluche. Uma coqueluche fica muito mais… coqueluche     em outros contextos (o bambolê foi uma coqueluche, por exemplo). Em textos de informática e internet, acho meio forçado. Não há essa necessidade. Existem tantas comparações legais pra se fazer com o Twitter…

Mas não é sobre isso que eu quero falar aqui. (vocês já devem ter notado que eu sou prolixa demais, né?) É sobre outra coisa. Um causo, pra ser mais precisa…

Pois estou eu e o suporte técnico (a quem eu chamo de meu marido) deste caldeirão a fazer a migração para um domínio próprio. Deve estar pronto no final desta semana. E, como boa bruxa capitalista que sou, resolvi instalar o Google AdSense na versão domínio próprio do OD. Marido que fez isso.

Daí que esse menino traquinas que é o Google AdSense entrou no meu blogue, fuçou as palavras mais usadas, viu os últimos posts e, aplicando seu estilo inabalável e critério próprio, decidiu qual perfil de publicidade seria digno deste caldeirão.

O post sobre a repatriação do Valdívia mais a categoria ectoplasma suíno me renderam publicidades de… vendas de camisas do Palmeiras e de suinocultura!!

Miacaaaabo com o AdSense!!!

E foi aí que eu me lembrei da Jussara Simões. Soltei uma gargalhada ao ver os anúncios do Google e falei com o marido: é um pândego esse Ad Sense, não?

Tio Antônio, explica por favor…

pândego

adj.s.m. (1881)  que ou aquele que é dado a pândegas; alegre, engraçado ¤ etim regr. de pandegar ¤ sin/var ver sinonímia de brincalhão ¤ par pandego(fl.pandegar)

Share

Se ela foi ex agora é atual? Quem disse eu disse eu?

sábado, agosto 8th, 2009
Quem disse eu? Eu disse eu! Quem disse eu disse eu? Eu disse eu disse eu!

Quem disse eu? Eu disse eu! Quem disse eu disse eu? Eu disse eu disse eu!

Sei que estou invadindo o perigoso terreno dos sites de celebridades (Quem? Ah, com trocadilho, por favor). Mas é que pintou uma dúvida aqui. Culpa do texto…

Daí que o Cardoso me passou este link, via Ricardo Cobra (@rcobrabr). Agradeço aos dois.

Cliquei.

E eis que um textinho des’tamanico de nada revelou-se uma verdadeira obra metafísica, autêntico bastião da filosofia existencial: a tal da amiga da Carolina foi ex-namorada do cantor Júnior Lima. (Quem? Deixa prá lá. Ou joga no Google, o que você preferir…)

Oh, céus! Se ela foi ex, agora ela é atual? Ou será que, no reino das subcelebridades pessoas que são notícia (e isso lá é notícia?) enfim, no mundico deles lá, quando você arranja outro namorado você deixa de ser ex do anterior? Ou, lá no universo desse povo, vale a mesma máxima para nós, mortais, que diz que “ex-mulher é para sempre”?

Sei que, se continuar a pensar nisso, o conceito da coisa vai entrar em loop. A ex não é atual, mas foi ex, ou volta a ser ex, depois de virar atual do ex da antecessora…

Lembra um pouco aquele episódio do Pica-pau em que ele fala com o Zé Jacaré


- Oi!

- Quem disse?

- Eu!

- Quem disse eu?

- Eu disse eu!

- Quem disse eu disse eu?

- Eu disse eu disse eu!

- Quem disse eu disse eu disse eu…

Aaaahhhh… papo pra se ter num boteco regado a chope. E para ser iniciado depois da quinta tulipa, pelo menos!

… e quando eu pensei que o inacreditável da página do Ego limitava-se ao “foi ex”, mesmerizei-me com a legenda da segunda leva de fotos. Linda! (A legenda, faz favor! Eu sou espada!)

Duas fotos antecedem a legenda altamente informativa. Na primeira, a Carol está de saída do mergulho no mar. Na segunda – pasme! – a Carol está en-tran-do no mar.

Sabe o que diz a legenda?

Carol indo e vindo

Puxa vida, como é emocionante o universo jornalístico das celebridades, não? Isso é que é um mar de informação….

Share

Vem, Álvaro! Eu suplico!

sábado, agosto 8th, 2009

Semaninha safada essa! As amebas surtaram geral!

‘Bora desinfetar o caldeirão. O melhor espírito de luz para fazê-lo é o meu querido Alvaro Moreyra.

Já citei ele aqui, aqui, aqui e aqui. (Não percam, porque vale a pena.)

Então, Álvaro, o caldeirão é todo teu! Desfila a beleza de tuas palavras, de teu estilo!

Os discos não tocavam como antes. Veio um técnico:

- É a agulha.

- Que é que tem?

- Precisa ser mudada.

- Mas disseram que essa agulha era eterna!

- E o senhor acredita na eternidade?

***

Agora, a noite veio, sentado junto da janela, a minha mão esquerda pousa na minha mão direita como se uma quisesse que a outra sentisse que as duas não estão sozinhas…

[suspiro.]

Mais uma vez, os trechos foram retirados do livro Havia uma Oliveira no Jardim. E foram retirados mesmo, porque eu digitei tudinho agora.

Boa noite! Até segunda!

Share

Cudi Bruxa venceeeuuuu!!!

sábado, agosto 8th, 2009
Meu novo eu

Meu novo eu

Crianças,

A partir de agora, este se torna meu novo avatar no Twitter e aqui no caldeirão. Por 65% a 35% dos votos, meus seguidores, fãs, encostos, amados, enfim, todos vocês (deixa eu me segurar pra controlar a falta de modéstia) escolheram o avatar da professor Cudi Ampola.

Conforme prometi, eis o prêmio a todos os que votaram – e o agradecimento especial ao Paulo de Loyola, que trabalhou a ilustração da Professora Cudi:

MUITO OBRIGADA!

Share

Imagine there's no countries – it isn't hard to do, né, Folha?

sexta-feira, agosto 7th, 2009

(Para ler ouvindo Imagine. Acompanhe aí em cima a versão traduzida. Vamos abstrair. Ommmmmmm…)

OK. Vamos combinar de não estressar com amebices hoje. Vamos ser todos Paz e amor.  A partir de agora, defendo a tese de John Lennon: Imagine there’s no countries. It isn’t hard to do (Imagine que não existem mais países. Isso não é difícil.) Tanto é fácil que foi o que a Folha, ou a Mosca que pousou na minha sopa, fez neste texto daqui.

Belluzzo revela intenção do Palmeiras em repatriar Valdivia
da Folha Online
O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, revelou que a diretoria tem a intenção de repatriar o meio-campista chileno Valdivia, atualmente no Al Ain, dos Emirados Árabes, e até já mantém um contato com o jogador.

Belluzzo revela intenção do Palmeiras em repatriar Valdivia

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, revelou que a diretoria tem a intenção de repatriar o meio-campista chileno Valdivia, atualmente no Al Ain, dos Emirados Árabes, e até já mantém um contato com o jogador.

Tio Antônio, por favor, explica pra ameba-drosófila o que é repatriar??

v. (1858) t.d. e pron. fazer voltar à pátria ou voltar à pátria por livre vontade <repatriaram os exilados políticos> <repatriou-se depois de enriquecer>  ¤ gram a respeito da conj. deste verbo, ver -iar ¤ etim lat. repatrìo,as,ávi,átum,áre ‘voltar à pátria’ ¤ ant ablegar, degredar, proscrever, relegar

Então, me ajudem:

O Palmeiras é um clube BRASILEIRO, certo?

O Valdivia é CHILENO, certo?

Alguém, por favor, me diga que o Valdivia requereu – e obteve – nacionalidade BRASILEIRA, PELAMORDEDEUS!!!

Porque o Palmeiras quer trazer o Valdivia de volta pro clube, e não mandá-lo pro meio do Chile, que é a pátria que o pariu! É o que continua a dizer o texto-ameba em questão!!!!

Olha, eu evito usar palavrões aqui. Então, eu vou é apertar o botão!

(Não, não, não, dona Bruxa! Junto! Mantenha a calma! Olha o feiticeirinho! Isso, respira fundo… agora, expira beeem devagar… )

Em tempo: quem me passou o link foi o Livio Luna. Obrigada, Livio!

Share

Má-fé? O que é isso? Explica? Sou advogado, não entendo…

sexta-feira, agosto 7th, 2009
E não interpretem esse post como má-fé. Considerem-no desesperança. Pura e simples.

E não interpretem esse post como má-fé. Considerem-no desesperança. Pura e simples.

Tio Antônio, fazfavor?

Má-fé

s.f. 1  disposição de espírito que inspira e alimenta ação maldosa, conscientemente praticada; deslealdade, fraude, perfídia 2  jur termo us. para caracterizar o que é feito contra a lei, sem justa causa, sem fundamento legal e com plena consciência disso ¤ gram pl.: más-fés ¤ sin/var ver sinonímia de ardil ¤ ant ver antonímia de ardil

Valeu!

Só não me peça pra desenhar, porque eu sou péssima desenhista…

Share

Primícias. Sim, elas existem!

sexta-feira, agosto 7th, 2009

Taqueopa elevado à octagésima potência!!! Mirritei! Acabou minha sexta-feira!

Há alguns meses eu enchi o saco da colhéga bruxa que falou de premícias da bruxaria, e eu entendi que ela queria dizer premissas. Lembro muito bem que, na época, consultei tio Antônio em seu puxadinho do UOL, e ele não encontrou a palavra premícia. Nem primícia. (O link daí do lado só funciona pra assinantes UOL).

Daí que o verbofeminino, aquela tagarela do Twitter, resolveu fuçar web afora e encontrou a tal das primícias. Com i e no plural. E o tio Antônio, versão em CD-ROM, TAMBÉM RESOLVEU INCLUIR O VERBETEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!

AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!

Confiram então o significado da bosta das primícias. E NÃO ME ENCHAM MAIS O SACO POR HOJE! ESTRESSEI!!! E quem define aí embaixo é o próprio Tio Antônio! (Bolas!)

primícias
s.f.pl. (1209) 1  primeiras coisas de uma série; começos, prelúdios 1.1  os primeiros frutos colhidos 1.2  os primeiros animais nascidos num rebanho 1.3  primeiros lucros 1.4  primeiros livros escritos 1.5  primeiras emoções e sentimentos ¤ etim lat. primitìae,árum ‘parte primeira dos despojos oferecida a uma divindade’

Primícias

s.f.pl. (1209) 1  primeiras coisas de uma série; começos, prelúdios 1.1  os primeiros frutos colhidos 1.2  os primeiros animais nascidos num rebanho 1.3  primeiros lucros 1.4  primeiros livros escritos 1.5  primeiras emoções e sentimentos ¤ etim lat. primitìae,árum ‘parte primeira dos despojos oferecida a uma divindade’


Só mais duas coisinhas:
1- O fato de a palavra primícias existir não exime a colhéga de culpa pelo texto de bosta que ela escreveu e me enviou por e-mail. Até porque ela escreveu premícias, e não primícias.
2- VIVA RUBENS BARRICHELLOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!! SEGUNDO LUGAR É O QUE HÁÁÁÁÁÁÁ!!

Share

Taxar ou tachar, eis a questão

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Fui pega de calças curtas no post sobre o trocadilho que precisa de bula. Ao conferir a grafia certa do verbo tachar (x ou ch?), li tio Antônio de soslaio e não me atentei para a observação buniiiiita que ele fez. Deixemos, então, que ele nos conte tudo beeem devagarinho (E obrigada ao Leo Carvalho por me chamar a atenção!).

Falaê, tio Antônio:

Tachar
frm. pôr censura ou crítica em; desaprovar <t. um presente de um admirador>  2 t.d.pred. e pron. pôr 1tacha em (alguém, algo ou em si próprio), apontar-lhe defeitos; acoimar(-se) <tachou-o de insensível> <tachava-se de inseguro>  3 t.d. gráf m.q. riscar (‘passar um traço sobre’) ¤ etim 1tacha + -ar ¤ sin/var ver sinonímia de acusar e condenar ¤ ant ver antonímia de acusar e aviltar

Tachar
frm. pôr censura ou crítica em; desaprovar <t. um presente de um admirador>  2 t.d.pred. e pron. pôr 1tacha em (alguém, algo ou em si próprio), apontar-lhe defeitos; acoimar(-se) <tachou-o de insensível> <tachava-se de inseguro>  3 t.d. gráf m.q. riscar (‘passar um traço sobre’) ¤ etim 1tacha + -ar ¤ sin/var ver sinonímia de acusar e condenar ¤ ant ver antonímia de acusar e aviltar

X

Taxar
1 t.d. cobrar tributo, imposto sobre <o país taxa pesado a importação de automóveis>  2 bit. fixar o preço, o valor <o governo taxou a gasolina em três reais>  3 t.d. impor limites a; regular, moderar <o Congresso taxou os gastos com as estatais> <a política econômica evitará t. os preços em geral>  4 t.d.pred. e pron.
qualificar(-se), julgar(-se) <t. de excelente a intervenção da amiga> <taxaram-no de incapaz> <taxava-se de esperto> ¤ uso taxam-se de más ou boas qualidades as pessoas e as coisas — diferentemente do que ocorre com o verbo homônimo tachar, que significa ‘pôr tacha, defeito’: só se tacha alguém ou algo de más qualidades


Penitencio-me, pois pela falta de zelo e atenção com que usei tio Antônio agora há pouco. Perdão, tio Antônio! Foi mals!

Share

Não tem limites…

quinta-feira, agosto 6th, 2009
 

"Photoshop? Não usamos, mas há limites para usar." Hein?

"Photoshop? Não usamos, mas há limites para usar." Hein?

(Imagens obtidas no blog Pictura Pixel) “Photoshop? Não usamos, mas há limites para usar.” Hein? Como assim? O DESENHO te desmente, ameba!!!!

Antes de mais nada, vamos à definição de limite. Tio Antônio, fazfavor:

1  linha que determina uma extensão espacial ou que separa duas extensões <os l. de um terreno>  2  momento, espaço de tempo que determina uma duração ou que separa duas durações <no l. da Idade Média e dos tempos modernos>  3  o que determina, marca os contornos de um domínio abstrato ou separa dois desses domínios <os l. de um dever> <o l. entre o normal e o patológico>  4  linha que marca o fim de uma extensão (espacial ou temporal) <caminhou até os l. da praia> <entregou o trabalho em cima do l. do prazo>  5  ponto extremo que não pode ou não deve ser ultrapassado <l. de velocidade>  6  fig. falta de perfeição; insuficiência, defeito <o sábio conhece seus l.>  7  anl.mat valor em cuja vizinhança arbitrária estão, a partir de uma certa ordem, todos os elementos de uma sequência ¤ gram/uso unido por hífen a um subst. anterior que contenha a ideia de ‘extensão espacial’, ‘duração no tempo’, ‘tolerância a uma tensão psicológica’, é um determinante específico, e significa ‘que serve(m) de limite’ [zona(s)-limite; data(s)-limite] ou ‘que chegou(aram) ao extremo’ [situação(ões)-limite] ¤ etim lat. límes,ìtis ‘id.’ ¤ sin/var baliza, confinança, confim, divisa, estrema, extremo, fim, fronteira, linda, linde, marca, marco, raia, termo \ê\ ¤ hom limite(fl.limitar)

Isto posto, vamos ao texto incluído no blog Pictura Pixel, do qual eu sou obrigada a discordar logo da primeira linha: não precisa ter noção nenhuma de edição de imagens pra saber que a foto daí de cima foi mexida! Basta saber que seres humanos, em suas CNTP, são originalmente fabricados com DUAS PERNAS.

Então, vamos contar a quantidade de pernas na imagem daí de cima. não é difícil, basta saber contar até 2: à direita, a foto original da original Marilyn Monroe, que comeu o pão que o diabo amassou pra que muito marmanjo obtivesse alguma diversão manual no aconchego de seu banheiro. Confiram, por favor, a contagem do número de pernas de dona Marilyn: duas, né? Ser humano normal, confere!

À esquerda, temos a… cópia mal-feita reprodução descarada produção arrombada enfim, a versão com a… mulher Melancia! Pára o mundo que eu vou descer, por favor! Mas antes de eu puxar a cordinha (fiz alusão a descer de um ônibus, mas se você pensou em puxar a descarga, fique à vontade), vamos conferir a quantidade de pernas de dona uotermélon? tá faltando uma perna, né? Se eu disser que ela veio ao mundo originalmente com DUAS pernas, e não perdeu nenhuma no meio do caminho, só existe uma conclusão a se chegar: Photoshop, né? Vamos abstrair a falta de gorduras e celulites, não vou ficar espezinhando (tanto) dona moça.  Prometo me ater à quantidade de pernas disponíveis aos olhos do consumidor da Playboy brasileira.

Mas o que tem a ver a análise de uma imagem retocada em Photoshop com o seu caldeirão, dona Bruxa? Estou chegando no meu ponto agorita! O editor da Playboy declarou que a revista não usa Photoshop!

Até aí, tudo bem, foi uma mentira deslavada. O problema foi como ele assinalou a mentira. Confiram a pérola de contradição – ainda na base do copy-paste com créditos ao Pictura Pixel:

Mas e o photoshop?
Não usamos photoshop, mas ainda assim, há limite para usar. As fotos são retocadas desde que existe fotografia no mundo. Existe maquiagem, luz, enquadramento…

Mas e o photoshop?
Não usamos photoshop, mas ainda assim, limite para usar. As fotos são retocadas desde que existe fotografia no mundo. Existe maquiagem, luz, enquadramento…

Vou novamente abstrair o fato de o editor tchutchuco considerar enquadramento e retoque a mesma coisa. Talvez, de tão viciado em software de retoque de imagem, ele já desconheça a diferença entre produção e retoque. Enquadramento, luz, maquiagem e etecéteras fazem parte da PRODUÇÃO de uma foto. Retoque é oooooooooooooooooutra coisa – mais precisamente, a coisa da esquerda aí em cima. Mas eu disse que iria abstrair isso aí, né?

Então, vamos direto ao ponto de não-abstração:  Peraláumpouquinho! Se eles não usam photoshop, o limite para uso de photoshop é zero, nenhum, inexistente!!! Então, prá quê o há limite pra usar?!?!?!!?

Tudo isso pra provar a minha tese de que uma imagem pode até valer mais que mil palavras – mas a imagem de dona Melancia aí em cima vale algumas palavras incompletas…

Share

Trocadilho que precisa de bula tem graça?

quinta-feira, agosto 6th, 2009

É, hoje a coisa tá agitada…  Não sei se a moça aqui está a fim de fazer poesia ou trocadilho. Mas vamos ver como tio Antônio define trocadilho:

jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; calembur, calemburgo 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Pra começar, trocadilho é um troço que não pode ficar incubado, senão vira veneno. é melhor soltar logo o trocadilho, e deixar que seu interlocutor sofra com ele.  E, depois, trocadilho dispensa comentários ou explicações. Quando um (bom) trocadilho dito por outrem bate no seu neurônio, ele já chega com a brincadeira e a explicação juntas. Se você pede explicação para um trocadilho ou você tá tirando sarro da cara do seu interlocutor ou não foi informado de alguma coisa no meio do caminho – e, a partir do momento que domina toda a informação do trocadilho, é capaz de assimilá-lo em sua totalidade.

Senão, vejamos: o slogan da campanha do Barack Obama à presidência dos Estados Unidos foi Yes, we can! Na sexta-feira da posse do senhor presidente, algum carioca lascou um Yes, weekend! Explicação para o trocadilho? Só se você não fala N-A-D-A de inglês. Mas, ao ser informado da similaridade de pronúncia entre “we can” e “weekend”, e que, em vez de falar sim, podemos o cabra falou sim, fim de semana!, você já dominou todo o trocadilho – ou o trocadilho te dominou.

Mas eu tô explicando demais uma ideia auto-explicável.  O negócio é que a moça supralincada talvez tenha tentado fazer graça com um jogo de palavras que não foi capaz de adquirir o status de trocadilho. Ficou apenas no jogo de palavras. Faltou alguma liga pra dar a graça. Isso numa poesia que fala justamente de… graça! Mas a coisa perdeu toda a graça na falta de concordância nominal. Ó só:

A graça vem das desgraças;
De ser graça para desgraças;
Que os enchidos e enxeridos;
Faz da graça as desgraças;
Mas qual é a graça?

[Até aqui, foi apenas um entra-e-sai de prefixos. Não houve trocadilhos (Né? Ou eu perdi alguma coisa?) O problema foi que os enchidos e enxeridos faz da graça as desgraças. Prefiro quando eles fazem da graça as desgraças. Pelo menos, dona concordância fica de bem com eles, né?]


(…) Que por conta;
Desses engraçados;
Somos pisoteado e tachado;

[Agora alguém, por favor, me explica: se no verso de cima ela falava em engraçadoS, no plural, por que no verso de baixo a primeira pessoa do plural – somos – foi seguida por dois verbos sem concordância com a pessoa? Por que não pisoteadoS e tachadoS? Aliás, por que não ficar de bem também ;) com dona Gramática e escrever taXados em vez de tachado? Correção: pessoas e coisas podem ser taxadas de boas ou más qualidades; contudo, se forem as pessoas tachadas, será sempre de más qualidades. Post exclusivo sobre isso djá!

(…)Acha graça;
De uma desgraça;
Que se acha;
girafa.

[ã-rrã... sei... mas o que a girafa faz aí no meio da graça? Isso foi um trocadilho? Qual o seu propósito?

Enfim, era pra ter… graça? Porque a palavra graça fez-se presente exatas 19 vezes – contando as desgraças, pósgraças, regraças e subgraças. Mas o espírito de dona graça, esse passou ba-ti-do.

Share

A mosca da sopa e os vírus de linguagem

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Olha, tô aqui numa crise de abstinência do cão com essa queda do Twitter, e ainda sou obrigada a ler esta coisa aqui na Mosca que pousou na minha sopa, mais conhecida como Folha de São Paulo!

Usuários relatam “drama” após ataque virtual derrubar Twitter
O serviço de microblogs Twitter, coqueluche entre internautas, ficou fora do ar na manhã desta quinta-feira (6) devido a um ataque virtual. Foi o suficiente para os usuários entrarem em uma pequena crise pessoal: afinal, quando o Twitter sai do ar, onde as pessoas vão reclamar da falta de acesso ao microblog?

O serviço de microblogs Twitter, coqueluche entre internautas, ficou fora do ar na manhã desta quinta-feira (6) devido a um ataque virtual. (…)

Mais do que cair a ficha (você tem ideia de quanto tempo faz que orelhão não usa mais ficha de metal?), se tem uma expressão que denuncia a DNA (Data de Nascimento Antiga) do redator que a empregou num texto é coqueluche. Ou, então, vedete. Pode até ter sido bonitinha um dia, mas já foi, já passou!!

E essa expressão velha, antiga, passada, ultrrapassada, desusada, foi empregada num texto da Folha Informática!!! Para definir um serviço que caiu nas graças dos usuários há pouquíssimo tempo!!!!

Ah, minha tia, aperta o F5!!! Atualiza seus bordões, credo!!!

Daqui a pouco, você vai dizer que o Orkut é demodé! AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!

[Tô aqui quase tremendo por não conseguir usar meu twitter! a bagaça continua com problemas!!! AAAAAAAAAHHHHHHHH!!!]

Share

Ameba acadêmica analisa o Orkut

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Orkut potencializa a exposição das pessoas

Sob o rótulo de site de relacionamentos, Orkut possibilita que as pessoas saiam do anonimato e cultivem sua autoimagem
Ao lado de reality shows, blogs, fotologs, videologs e redes sociais, o Orkut – que se apresenta sob o rótulo de site de relacionamento – potencializa a exposição das pessoas.  Na opinião de Cintia Dal Bello, coordenadora e docente do Curso de Publicidade e Propaganda da UNINOVE e pesquisadora na área, o Orkut é uma vitrine que projeta cada usuário, possibilitando as pessoas “comuns” terem seu espaço promocional.
Ele atua como uma plataforma hiperespetacular de publicação de sujeitos. “Cada perfil é um canal de acesso imediato à autoestima e à autoimagem, pois representa, promove e celebra o eu”, diz Cintia.  Segundo a especialista, não por acaso, o encerramento da conta na plataforma é sentido como uma espécie de morte, o orkuticídio.
Para a pesquisadora, sob o rótulo de relacionamento, a prática de “adicionar amigos” parece responder mais à necessidade de compor uma audiência cativa do que propriamente estabelecer laços com o outro.  “O ser humano tende a buscar quantidade, quando se decepciona com a qualidade das relações. E essa é uma tendência do mundo moderno em que as pessoas não dispõem mais de tempo para cultivar relacionamentos”, explica.
Todo o processo de comunicação, segundo a especialista, serve à multiplicação do eu no espaço do outro: cada scrap (mensagem) ou depoimento deixado no perfil de um amigo vem acompanhado do conjunto foto/nome hipervinculado que identifica e remete ao eu. Portanto, quanto mais pontos de contato, mais pontos de exibição e visibilidade.
A popularização das redes sociais, dentre as quais o Orkut ainda é líder de mercado, na opinião de Cintia, se associa mais à possibilidade de publicação mediática do eu e sua intimidade do que, especificamente, ao seu potencial técnico para a promoção de relacionamentos duradouros. “Esse encapsulamento do eu no perfil mostra uma crise de confiança que marca a pós-modernidade e reflete a retração narcísica do ser humano como estratégia de sobrevivência”, explica a professora. Em sua opinião, esse tipo de “relacionamento” muito comum entre os jovens aponta para o medo do outro, com o qual só é seguro comunicar-se ou relacionar-se à distância.
Plataformas como o Orkut, de acordo com a pesquisadora, possibilitam a conversão do eu em imagem e sua veiculação amplificada. “Ter um perfil não é, apenas, atender a uma condição de acesso à rede. Trata-se de uma condição de existência e de auto-afirmação”, conclui.

Antes de mais nada, agradeço à Lele do Te dou um dado? pelo e-mail enviado com esta tchutchuca teórica que por ora vos copio.

Daí que a ameba acadêmica resolveu analisar o Orkut à luz da… não sei. Mas o texto por ela gerado é um autêntico Fez-se a bosta! O mais legal é que ela começa teorizando bolinhas vermelhas, e conclui quadrados amarelos. Uma precisão só! Mas o que grassa nesse texto é o estilo rococó empolêixon. Senão vejamos:

Orkut potencializa a exposição das pessoas [já deu pra ver que o texto promete, né?]

Sob o rótulo de site de relacionamentos, [como assim, sob o rótulo? O Orkut não é um site de relacionamentos por ter nascido originalmente com esse propósito? Pelo visto, a ameba partiu de uma premícia, e não de uma premissa...] Orkut possibilita [possibilitar é outro verbo que mirrrrriiiita. Mas, de tão arraigado, é difícil substituir o benedito nas frases! aaaah, não gosto!] que as pessoas saiam do anonimato e cultivem sua autoimagem [não sei quanto a você, mas eu me lembrei daqueles e-mails que vira e mexe a gente recebe, com fotos horrrorooooosas de seres orkutianos, verdadeiros extraterrestres assombrando este planeta... são eles que cultivam a autoimagem? Bom, vamos ver como dona Acadêmica vai desenvolver essa tese. Voltemos ao texto dela...]

Ao lado de reality shows, blogs, fotologs, videologs e redes sociais, o Orkut – que se apresenta sob o rótulo de site de relacionamento – potencializa a exposição das pessoas [Caraca! O que que o reality show tem a ver com as calças?] .  Na opinião de fulana de Tal [vamos combinar de manter o nome de dona acadêmica no anonimato? Porque, né? VA define...], coordenadora e docente do Curso de Publicidade e Propaganda da [arrá! Também não digo qual a facu dela... garanto que não é uma universidade, é uma mera facu... uma dica pra quem mora em São Paulo: essa facu é dez! Infortúnio!] e pesquisadora na área, o Orkut é uma vitrine que projeta cada usuário, possibilitando as pessoas[se o verbo possibilitar mirrritaaaa, imagine então a forma possibilitando?!?!?! GAAAAHHHHH!!! E o que é pior, tio Antônio (/Houaiss) recomenda que você possibilite algo A ALGUÉM. Portanto, antes de pessoas TEM CRASEEEEE!!!] “comuns” terem seu espaço promocional. [Espaço promocional? eu tava crente que blog, fotoblog e etecéteras do gênero facultavam a seus usuários a chance de expressão própria, independentemente de promoção ou não... bom, mas deixemos minha opinião de lado. De volta ao texto de dona acadêmica!]

Ele atua como uma plataforma hiperespetacular de publicação de sujeitos [curioso isso...  exatamente vinte sílabas foram gastas para que dona professora dissesse... nada? Apenas exibisse sua capacidade hiperespetacular de elucubração de neologismos? Isso eu também sei fazer, oras...]. “Cada perfil é um canal de acesso imediato à autoestima e à autoimagem, pois representa, promove e celebra o eu”, [Uou. Dona Fulana também faz análises psicossociais! OK, tudo bem. Promove e celebra o eu. E DAÍ?] diz Fulana.  Segundo a especialista, não por acaso, o encerramento da conta na plataforma é sentido como uma espécie de morte, o orkuticídio. [E o que tem a ver o ânus com as pantalonas? Qual a conclusão?!?! O encerramento de contas no Orkut pra mim nada mais é do que a manifestação da encheção de saco com a plataforma! Isso pressupõe alguma análise psicossocial, é? Bom, mais uma vez estou eu aqui analisando a opinião de dona Acadêmica. Deixemos minha opinião de lado!]

Para a pesquisadora, sob o rótulo de relacionamento [aiomeusaco! Ela gostou dessa história de "sob o rótulo de relacionamento", né? Se ela quiser um rótulo de Coca-cola, eu dou, oras... é só tirar da garrafa! Pelo visto, ela se amarra num rótulo!] , a prática de “adicionar amigos” parece responder mais à necessidade de compor uma audiência cativa do que propriamente estabelecer laços com o outro.  “O ser humano tende a buscar quantidade, quando se decepciona com a qualidade das relações [suruba social?]. E essa é uma tendência [TAVA DEMORANDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Gente, o mundo vive em cima de tendências hoje em dia! Quero estar viva pra quando nossa sociedade voltar a andar com pernas próprias, e não com pernas de tendências... Infortúnio!] do mundo moderno em que as pessoas não dispõem mais de tempo para cultivar relacionamentos”, explica [explica mesmo? Mas é isso que eu tô esperando aqui!].

Todo o processo de comunicação, segundo a especialista, serve à multiplicação do eu no espaço do outro[multiplicação do eu no espaço do outro? Taqueopa...]-: cada scrap (mensagem) ou depoimento deixado no perfil de um amigo vem acompanhado do conjunto foto/nome hipervinculado [Ok, isso não é temdemssia. Isso é configuração padrão do Orkut!] que identifica e remete ao eu [ô, minha tia... né por nada não, mas eu acho que nesse caso daí a identificação remete ao tu ou ao ele, né não?]. Portanto, quanto mais pontos de contato, mais pontos de exibição e visibilidade. [e então dona acaêmica transformou o eu e a autoexibição em... pontos! Bonito isso, não? Ela mesma arrasou com a tese dela!]

A popularização das redes sociais, dentre as quais o Orkut ainda é líder de mercado [líder de mercado? Uai, ela tá falando de um produto e sua inserção numa sociedade de consumo ou está analisando um fenômeno psicossocial?] , na opinião de Fulana, se associa mais à possibilidade de publicação mediática do eu [Caracaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Possibilidade de publicação mediáticaaaaaaaa?!?!! Antes que me perguntem: tanto faz midiático ou mediático, cabei de perguntar pra Tio Antônio. O que me abespinha nessa construção aqui é a necessidade de empolação pra definir e explicar um troço que é tão banal e corriqueiro que os cabras já estão até desistindo da... temdemssia!] e sua intimidade do que, especificamente, ao seu potencial técnico para a promoção de relacionamentos duradouros [Taqueopa! Qual é o objetivo do Orkut, caraca? Promover relacionamentos ou promover o eu do tu associado ao ele?] . “Esse encapsulamento do eu no perfil [Encapsulamento do eu no perfil!!!! O eu vai ser servido em pílulas agora, é?] mostra uma crise de confiança que marca a pós-modernidade e reflete a retração narcísica do ser humano como estratégia de sobrevivência”, explica a professora [Peralá um pouquinho: lá nos encima do texto, dona acadêmica resolve dizer que o Orkut é uma forma de as pessoas promoverem sua autoimagem - portanto, de se exibirem. Aí, ela chega aqui nosembaixo e resolve tacar uma "retração narcísica"? Eu que entendi mal ou aqui ela disse que os usuários do Orkut ficaram tímidos? em cinco parágrafos ela mudou completamente o rumo da prosa?!?!?!?!?!!?!?]. Em sua opinião, esse tipo de “relacionamento” muito comum entre os jovens aponta para o medo do outro, com o qual só é seguro comunicar-se ou relacionar-se à distância. [não vou nem entrar no mérito da crase antes da palavra distância, porque isso é discussão pra mesa de bar. Todo mundo tem razão em tirar o acento grave, e todo mundo tem razão em colocá-lo de volta. Então, deixemos isso de lado porque o terreno é espinhoso. Abespinho-me com o fato de os jovens terem medo de relacionamentos... taqueospa!]

Plataformas como o Orkut, de acordo com a pesquisadora, possibilitam a conversão do eu em imagem e sua veiculação amplificada. “Ter um perfil não é, apenas, atender a uma condição de acesso à rede. Trata-se de uma condição de existência e de auto-afirmação”, conclui. [Puxa... e eu aqui jurando que era uma condição de login e senha!!!!]

O que que você tá fazendo aqui ainda?

O quê? Tá esperando eu melhorar essa bagaça?

Sai fora, rapá! Isso daí de cima não tem jeito, não! O pau já nasceu torto!!!

Share

Miguel, o anjo faxineiro, também colou meleca na cruz

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Daí que um dos frequentadores deste caldeirão não é um mero ectoplasma suíno. Não, senhor! O Miguel foi promovido a anjo, e faz uns bicos de faxineiro aqui no Objetivando Disponibilizar. Toda vez que encontra uma minúscula onde deveria ter uma maiúscula, lá vai o Miguel espanar a sujeira! Ele é um chaaaaaaaaaaaaaato – mas quem sou eu pra reclamar? Eu também sou!

Só reclamo quando ele implica com o cachorro – meu cachorro é quem manda em casa, oras bolas!

Mas, enfim, na vida real Miguel já foi revisor, num passado cujas memórias não lhe são agradáveis. Esta é a meleca que ele colou na cruz. Pelo menos serve pra gente se divertir. Ouçamo-lo (BLEARGH! QueÊncliseHorrorosaaaaaaaaaaaa), pois:

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria “Jura que é isso que você quis dizer?”. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:
“A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres”. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que: a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneado por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)
Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?
Chega.
Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria Jura que é isso que você quis dizer?. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:

A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneados por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)

Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?

Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Como vocês podem ler, acho melhor eu reunir um mutirão para faxina de meleca de cruz. Só assim a gente expurga os fantasmas do passado, e se livra das amebas escreventes…

Share

Tio Antônio perde oito dias e volta ao UOL

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Daí que eu descubro que Tio Antônio recuperou seu puxadinho no UOL da pior maneira possível: com um texto fez-se a bosta!

O que aconteceu foi que o link para o dicionário Houaiss disponível no UOL ficou fora do ar por oito dias, devido a pendências jurídicas de assinaturas de contratos. Um monte de assinante do portal chiou, mas tudo voltou ao normal pouco mais de uma semana depois.

Mas olha como isso foi contado neste link aqui:

SÃO PAULO – A retirada de oito dias do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa se tratou de uma formalidade jurídica, segundo o UOL.
Régis Andaku, diretor de parcerias do portal, explica que os direitos do dicionário pertencem ao Instituto Houaiss, que determinam uma editora para negociá-los – no caso, a Paracatu Editora.

A retirada de oito dias do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa se tratou de uma formalidade jurídica, segundo o UOL.

Alguém, por favor, avisa à ameba escrevente autora da teteia daí de cima que, embora tenha colado sua meleca na cruz ao lado da meleca que eu colei, tio Antônio morreu imortal, portanto é eterno. E, para os eternos, o que são mais oito dias ou menos oito dias?

(Meu único medo é que o verbete oito dias não conste mais de tio Antônio… será que foi retirado?)

Ah, sim! O link pro puxadinho do Tio Antônio voltou pro menu direito deste caldeirão, sob o título “Isso é útil”.

Share

Conjunto da obra

quarta-feira, agosto 5th, 2009

Descubra neste vídeo por que é importante raciocinar até na hora de brincar.

Divirta-se. Mas, se estiver no trabalho, cuidado para não gargalhar muito alto…

Agradeço à minha amiga Denise pelo envio do link.

Share

Ah, esses mortos catarinenses…

quarta-feira, agosto 5th, 2009

Santa Catarina produz mortos hipocondríacos

Caro leitor: se você for hipocondríaco, mas daqueles profissionais, com registro em carteira e tudo o mais, faça-se o favor de morrer em Santa Catarina.

Porque, de acordo com a manchete do jornal barriga-verde, só os mortos catarinenses são capazes de contrair doenças mesmo após seu decesso.

Infelizmente, os mortos catarinenses ainda não aprenderam a se deslocar, como vocês podem conferir na frase logo abaixo da manchete-tetéia – mas isso é questão de tempo.

Aguardo ansiosa pela manifestação dos mortos argentinos, que certamente são capazes de feitos melhores.  (Fico só imaginando, a esta hora, nuestros hermanos argentinos se perguntando em portunhol safado: ¿Pero como puede los catarinenses moriren y lograren contraer doenzas? ¡Nosotros necesitamos reaccionar!)

P.S.: Obrigada ao Paulo Back pela imagem fornecida via Twitter.

Share

Chico Bento derruba secretário baiano

quarta-feira, agosto 5th, 2009
Acima, a tirinha original; abaixo, a "versão" da Secretaria de educação (?!?!) da Bahia

Acima, a tirinha original; abaixo, a "versão" da Secretaria de Educação (?!?!) da Bahia

Eu demorei a postar essa tirinha aqui. Mas valeu a pena, porque agora conto a história toda de uma só vez.

Você já deve ter se cansado de ver web afora, ou mesmo na TV, filmes redublados, que contam uma história completamente diferente da história original.

Os quadrinhos também sofrem com isso… uma busca no Google e você encontra uma série de tirinhas com palavras de baixo calão estreladas por Mônica e seus amigos. Meu lado ectoplasma suíno siacaaaaba de rir com isso – mas meu lado certinha se irrita, não só por toda a obra do Maurício e pelo cuidado que ele tem em lidar com crianças de todas as idades, como o que pode se passar na cabeça de uma criancinha ao ler uma tirinha da Mônica com novos textos nos balõezinhos.

E, no caso da tirinha daí de cima, quando comparada com a versão chulamente adulterada, percebe-se que a resposta original foi muito mais altiva e digna do personagem Chico Bento.

Daí que dez mil professores da rede pública do estado da Bahia receberam uma revista didática que continha a tirinha aí de cima – versão adulterada. O governo do estado disse que foi um erro e tentou corrigir com um carimbo o problema, sem cancelar a distribuição - foi a saída encontrada pela Secretaria de Educação para não imprimir novamente 50 mil revistas que ainda não tinham sido distribuídas.

De acordo com a secretaria, o erro foi cometido por uma funcionária terceirizada que diagramou a revista. Ela diz que retirou a história de um site e que não percebeu o palavrão.
Na internet, o diálogo havia sido alterado do desenho original, publicado na página do cartunista Maurício de Souza. O instituto do criador disse que recebeum um pedido de desculpas do governo da Bahia.

A secretaria baiana de educação explicou que o erro foi cometido por “uma funcionária terceirizada” que diagramou a revista – e a tal da funcionária diz que retirou a história de um site e que não percebeu o palavrão. (tadinha… só duas letrinhas! Hunf!)

Resultado do quiproquó:  o secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, foi demitido na segunda-feira pelo governador Jaques Wagner. E o governo da Bahia pediu desculpas formais aos estúdios Maurício de Sousa.

Vergonha Alheia define.

Share

Tio Antônio chegou!

quarta-feira, agosto 5th, 2009
Tio antônio tá bonito!

Tio Antônio tá bonito!

Este post é um patrocínio da Editora Objetiva. Que, gentilmente, enviou a esta bruxa que vos fala um exemplar em CD-ROM (e pelamor, não leia cedê-rúm! Leia cedê- rôm!) de Tio Antônio (/Novo Houaiss). Versão atualizada, dentro dos padrões da nova ortografia! Olha que lindinho que ficou!!!

E, por mais bruxa que eu seja, eu sei como ser educada: Muito obrigada, Editora Objetiva!!

Share

Enqueteeeeeeeeee

domingo, agosto 2nd, 2009

Ó, eu estou apaixonada pelas adaptações que o Paulo de Loyola faz da professora Maria Cudi de Ampola, de quem sou fã (sou fã de longa data da profa. Cudi e, agora, fã fresca do Paulo de Loyola). Não pelo lado didático, mas é que o jeito como a professora Cudi lida com seus alunos é mais ou menos a forma como eu costumo me relacionar com as amebas. Daí a admiração.

Mas eu falava do Paulo de Loyola. Tudo começou quando eu, com vontade de participar daquela falta do que fazer do lingerieday, só que do meu jeito, comecei a procurar no Google algum desenho da professora Cudi de lingerie. Não encontrei, mas o Paulo fez essa adaptação aqui pra mim. Amei na hora, e transformei em avatar em minutos.

Pelo visto, ele tá curtindo a brincadeira, e fez esta nova adaptação aqui. Cudi Bruxa. E é aqui que começa nossa….

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENQUETE!

Qual desses avatares você prefere que eu use? O meu tradicional ou a versão Cudi Bruxa?

Vote até sexta-feira, e vamos ver no que dá essa votação…

E quem votar vai ganhar, no máximo, um muito obrigado!

[polldaddy poll=1834145]

Share

Publicado com o WordPress