Ectoplasma suíno fresco por estas bandas me contou algumas deliciosas porém indigestas histórias de amebas escreventes. Como a de um cidadão que concedeu, via e-mail, autorização a seu subordinado para executar determinada tarefa:
Fulano, Enfrente!
Lindo, não?
A ameba quis dizer em frente, mas escreveu enfrente. Tentei imaginar o que se passou pela cabeça da ameba na hora em que ela escreveu enfrente, mas desisti. É, eu sei que eu insisto em sempre partir do princípio de que coisas desse tipo não só têm cérebro como sabem ler fluentemente.
Daí que eu desconfiava que esse fenômeno de palavras com som igual mas escrita e significados completamente diferentes tinha um nome específico. Tio Antônio me contou:
Parônimos
adj.s.m. (1858) gram ling 1 diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia 1.1 diz-se de ou palavra cujos fonemas podem se confundir com os de outra(s), por razões etimológicas ou simplesmente tônicas (p.ex.: deferir: diferir, descrição: discrição, emigrar: imigrar etc.)
Quer dizer, domingo à tarde, e a ameba me faz ir ao dicionário pra ver o que é um parônimo!
Se eu recebesse o supracitado e-mail, eu obederia cegamente à ordem!
Iria à sala do meu chefe, chamá-lo-ia (a mesóclise é minha e eu a enfio onde dona Gramática me autorizar!) pra briga durante dez segundos (E aí, mermão? Vai encarar? Tu num é de nada, não! Vem cá pra tomar uns tabefes pra tu ver o quanto é bom) e, logo em seguida, com a maior cara de Fagundes, o puxa-saco, diria: e aí, chefinho, enfrentei de acordo com suas expectativas?
Porque eu sou cínica! E me lembrei deste causo, que não tem nada a ver com parônimos – só com enfrentamentos…
No último lugar onde eu trabalhei, o chefe da redação me mandou, certa feita, o seguinte e-mail:
Dê um pulinho aqui!
Eu não conversei nem questionei: fui até a sala dele, pedi licença, dei um pequeno salto na frente dele, depois fiz cara de Fagundes e disse com sua licença, chefinho!, virei as costas e fui embora.
Ele riu da situação e me chamou pra tomar um cafezinho…
(Não, eu não fui demitida! O chefe que viu que me deu margem pra piadinha sem graça, e aceitou a brincadeira numa boa!)
(Ufa! Foi difícil arranjar tempo pra escrever hoje! mas vamos lá!)
Enviei este link aqui pelo Twitter ontem antes de ir dormir. Devo confessar que não li com cuidado, foi só uma passad’olhos, mesmo.
Hoje abro meu Twitter e vejo que um dos oráculos do rock notou um erro muito feio de português, e avisou a esta bruxa que vos fala:
Daí que eu fui conferir de novo o texto em questão:
Conhecido na web como Roberto Chalita, o internauta, que se identifica como contador, é acusado de plagiar textos de oito blogueiros, usar em sua página na internet e no blog hospedado pelo Jornal de Vinhedo, veículo em que foi afastado como colaborador. A acusação é feita por Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Luiz Antonio Simas, Leonor Macedo, Paulo Thiago e Felipe Quintans.
Quer dizer, a história em si já é surreal (não vou copiar o texto integral aqui pra não criar uma piada pronta, façam o favor de clicar no link fornecido lá em cima pra verem do que se trata), daí vem o comuniquese e dança o rebosteio?
OK, comuniquese, bem-vindo ao Caldeirão!
Lembre-se da regrinha: quem é afastado, é afastado DE alguém ou DE alguma coisa. portanto, a frase lá em cima ficaria correta se fosse
(…) veículo de que foi afastado como colaborador.
Mas legal mesmo ela ficaria se fosse
(…) veículo do qual foi afastado como colaborador.
Ainda assim, tenho cá pra mim que isso foi vingança de dona Gramática pela coisa feia que o moço Chalita andou fazendo…
E mais uma vez, superobrigada, ó oráculo do rock, por me amostrar o erro do texto!
(Não tem nada que me irrite mais do que os dias em que o WordPress tira pra te sacanear e não marcar palavras tachadas… Mas vamos lá, sem tachação de palavras!)
Este caldeirão está de luto.
Olha o que eu acabei de receber, gente! (Falta de) estilo inconfundível, o texto é autêntico da acessoriaasseçoriaaçeçoriaassessoria de imprensa delas!
O fim do grupo Sexy Dolls
Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?. Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo figurou a capa da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram não dar continuidade. O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria marcada para a abril.
Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado [Viu? Faltou ou duas vírgulas ou um e aqui! Autêntico o e-mail!] por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção[no qual consta a canção. Eca!] Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário? [Inspirada parcialmente? Ok, tudo bem...]. Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo figurou a capa [figurar a capa? Qual o problema em foi capa?] da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram não dar continuidade. O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria [duas palavras sem acento! Claro que é da assessoria!]marcada para a abril.
Mas eu tenho cá pra mim que, quando triste, o queridoassessô comete menos erros de português… tá muito tranquilo corrigir este texto:
O fim do grupo Sexy Dolls
Chegou ao fim o Sexy Dolls, o grupo que foi inspirado no Pussycat Dolls era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta a canção Teu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?. Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo figurou a capa da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresario paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram não dar continuidade. O grupo que move uma ação contra o programa CQC da BAND tem a primeira audiencia conciliatoria marcada para a abril.
Chegou ao fim o Sexy Dolls-ponto. O grupo-vírgula, que foi inspirado no Pussycat Dolls-vírgula, era formado por Sabrina Boing Boing, Júlia Paes e Carol Miranda. Elas lançaram o album intitulado Tire Minha Roupa, no qual consta com a cançãoTeu Beijo, inspirada parcialmente na trilha do filme Quem Quer Ser um Milionário?. Além do ingresso no mercado fonográfico, o grupo figurou a foi capa da revista masculina Sexy.
A integrante Julia Paes deixou o grupo para se casar com um empresário paulista e por esse motivo Sabrina Boing e Carol Miranda resolveram não dar continuidade ao Sexy Dolls. O grupo-vírgula, que move uma ação contra o programa CQC-vírgula, da BAND-vírgula, tem a primeira audiência conciliatória marcada para abril.
Mais um e-mail de assessoria de imprensa. Desta vez, sobre chá-mate. Não bastasse o festival de clichês, o chá foi adoçado com pleonasmo. Duvida? Ó só:
MATTE LEÃO INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS
No primeiro semestre de 2010, Matte Leão, marca líder no mercado de chás, traz inovações
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante e Matte Leão Zero: os dois novos produtos que a partir deste mês, já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto. Matte Leão é uma bebida preparada a partir das folhas desta planta, que são especialmente selecionadas e tostadas para resultar no seu sabor único e inigualável.
Matte Leão, bebida consumida quente ou gelada, tem espaço nas variadas ocasiões: em momentos de lazer, para matar a sede, junto às refeições ou nas reuniões de trabalho.
Matte Leão, autêntica marca brasileira, validada através das gerações, lidera o mercado de chás prontos para beber. De acordo com o Instituto AC Nielsen, em 2009 foram consumidos 60 milhões de litros de chás prontos para beber no Brasil. Neste mesmo ano, a taxa de crescimento do mercado foi de 12%.
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
“Nossos lançamentos vêm contribuir para acelerar o crescimento deste mercado, fortalecer a marca Matte Leão e enriquecer o portfólio da Leão, líder absoluta desde 1901 e maior conhecedora de chás e infusões do Brasil”, comenta Renato Fukuhara, diretor de Marketing da Leão Jr.
Lançamentos:
MATTE LEÃO CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Matte Leão agrega em sua linha e aposta em mais uma novidade: o Matte Leão Concentrado, que já vem adoçado.
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade para mais uma inovação: Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate. Sua formula, composta pelo puro extrato de Matte Leão e ausência de açúcar e adoçante, proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.
“O Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante foi especialmente desenvolvido para se assemelhar ao máximo ao sabor do Matte Leão preparado em casa – aquele feito a partir da erva-mate à granel. Cada família tem a sua receita e a repassa de geração em geração”, comenta Renato Fukuhara.
A proposta, “Faça do seu jeito”, aliada à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.
Além de oferecer sabor, o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros e atender a toda a família.
Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante será distribuído para os principais pontos de venda de todo o Brasil.
MATTE LEÃO ZERO
A marca Matte Leão renova seu portfólio de chás prontos para beber com o lançamento de Matte Leão Zero: zero açúcar, zero caloria.
Segundo o Instituto AC Nielsen, o segmento de baixa caloria já representa 23,8% do mercado de chás prontos para beber no Brasil. Entre os anos de 2008 e 2009, este segmento apresentou aumento de 17,2%.
Atuante desde 1901, a Leão é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca Matte Leão, sendo sinônimo de qualidade e tradição. No segmento diet, light e zero, não é diferente. Matte Leão Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Matte Leão Zero vem para substituir o Matte Leão Diet no portfólio da Leão. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Matte Leão.
“Este lançamento é o resultado de um ano de pesquisa, com o objetivo de chegarmos ao produto perfeito: o autêntico sabor de Matte Leão com zero açúcar, deliciosamente leve e refrescante.”, diz Renato Fukuhara.
Matte Leão Zero pode ser encontrado nos principais pontos de venda do país, nos sabores natural e limão, nas versões copo (300ml), lata (335ml) e pet (330ml, 500ml e 1,5 litro).
MATTE LEÃO ORGÂNICO
“O Matte Leão Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis”, afirma Renato Fukuhara, diretor de marketing da Leão.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Walmart. O Matte Leão Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera. A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Matte Leão Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da Leão no município de Fazenda Rio Gande (Paraná) e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente, ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade. Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
“O Matte Leão Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta”, ressalta Fukuhara.
Chá mate Tal INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS[PLEONASMOOOOOOOOOOOOO!!! Pleonasmo é aquela figura de estilo que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como um novo lançamento, por exemplo. Muito açúcar, não dá nem pra engolir!]
No primeiro semestre de 2010, o mate Tal, marca líder no mercado de chás, traz inovações [Lugar-comum! Clichê! Falta do que falar, então inventa uma firula qualquer! O mate em questão poderia trazer um novo conceito, ou uma funcionalidade diferenciada, que pouca diferença iria fazer. Pelo menos conjugou direito o verbo trazer.]
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Mate Tal Assim sem açúcar e sem adoçante e Mate Tal Zero: os dois novos produtos que [deveria haver uma vírgula aqui...] a partir deste mês, [já que esta vírgula entrou aqui. Caso não quisesse colocar a vírgula ali, também não colocasse aqui. É um típico caso de pague duas, leve as duas, coloque-as no lugar certo e não amola!] já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto (…) Bla bla bla whiskas sachê bla bla bla (…)
Mate tal, autêntica marca brasileira, validada através das gerações [o que diabos a tchutchuca quis dizer com validada através de gerações? o que esse validada tá fazendo aí? Por acaso o aprovada ou o consumida quebraram a perna e não puderam comparecer ao texto?], lidera o mercado de chás prontos para beber. (…) mais blablabla whiskas sache blablabla (…)
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente [Tocam as sirenes do reino dos dicionários! Palavra certa escrita errada, que trouxe um significado completamente diferente ao texto. Socorro, Tio Antônio!]no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente
[então, vamos falar rapidim com tio Antônio:
InSipiente: 1 não sapiente; ignorante <os empregados que conseguiu eram todos i., sem qualificação> 2 tolo, néscio 3 sem juízo; insensato, imprudente
X
InCipiente: que inicia, que está no começo; inicial, iniciante, principiante ¤ etim lat. incipiens,entis part.pres. de incipère 'começar, dar princípio' ¤ sin/var ver sinonímia de primeiro.
Ou seja: a tchutchuca quis dizer que o negócio ainda tá no começo, mas disse que o troço é burro. Legal, né? Bom, adiante, por favor...]
Lançamentos:
Mate CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Tal agrega em sua linha [mais um irritante verbinho da moda. Por que agrega, e não reúne, traz para? Aliás, o que é agrega em sua linha? Tem uma grega pisando em cima da linha do chá, é isso? ô, textinhohorrorosooooo!] e aposta em mais uma novidade: o Mate tal Concentrado, que já vem adoçado. [e aintes que você tenha uma síncope porque o título falou em sem açúcar e este parágrafo falou em adoçado: este já foi lançado em 2009, é notícia velha...]
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade [Agora imagine você, meu caro leitor, minha cara leitora, a seguinte cena: O produto que é sucesso aparece no meio de um picadeiro de circo gritando: Respeitável público! Venho por meio deste apresentar uma... Oportunidade! Daí, entra no picadeiro dona Oportunidade, uma anã barbada. Ou uma king-konga cuspidora de fogo, sei lá... só sei que me veio à cabeça esta cena agora, achei legal dividir com vocês...] para mais uma inovação [Nem anã nem king-konga! quem adentrou o picadeiro deste sinistro texto foram duas gêmeas siamesas (ou seria uma só, posto que são siamesas? enfim...): Oportunidade e Inovação! Filhas do sr. Lugar-Comum com a sra. Polissílaba. A Sra. Polissílaba tem esse problema, coitada... de tanto ficar fazendo palavrinhas com mais de três sílabas, de vez em quando vem um par de siamesas... Dizem que dona Polissílaba é filha bastarda do sr. Trocadilho, mas isso não ficou comprovado ainda... é, tá um circo este texto...] : Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Mate tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate. Sua formula, composta pelo puro extrato de Mate Tal e ausência de açúcar e adoçante [Tá, meu filho! Isso a gente já entendeu! Agora fala qual é o borogodó desse produto!], proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.[ou seja: nada. 'bora ficar com o produto original, porque se você precisa de uma bebida para lhe proporcionar liberdade, mermão, cê tá ferrado, hein?]
Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente
[Dai você pensa que não é possível que o texto diga mais besteira em relação ao produto e aparece este parágrafo:] A proposta, “Faça do seu jeito”, [duas vírgulas erradas que foram abstraídas, OK?] aliada [quando uma coisa se alia a outra no meio de um texto sobre lançamento de produtos, pode ter certeza que o redator dançou o enrolêixon pra escrever a peça]à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.[uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo! E pronto! Mundo contemporâneo é a nova agulha, e o mate concentrado é a opção que se alinha na agulha! Mas que saquinho este texto, hein? E o que é pior: eu ainda não entendi qual é o grande lance do tal do mate concentrado!]
Além de oferecer sabor, o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros [Ufa! Até que enfim! Obrigada por passar uma informação nova, útil e concreta no DÉCIMO-SEGUNDO PARÁGRAFO DO TEXTOOOOOOOOOOOOOOO] e atender a toda a família.
(…)
MATE tal ZERO
A marca tal [O nariz de cera do primeiro produto falava que a marca Tal agrega em sua linha. O deste produto fala em....] renova seu portfólio [BLEARGH!]de chás prontos para beber com o lançamento de Mate Tal Zero: zero açúcar, zero caloria.
(…) Parágrafo com mais dados de mercado (…)
Atuante desde 1901, [Parágrafo que começa com ordem inversa, ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal, é sinal de que não vem boa coisa por aí...] a empresa tal é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca tal, sendo sinônimo de qualidade e tradição [Viu? Se a marca atua no mercado desde 1901, prá quê, meu Deus, eu vou repetir, prá quê dizer que é sinônimo de qualidade e tradição?!?!?! OK, eu tenho a resposta: é porque eles não conseguiram pensar em coisa melhor pra falar. E olha que o produto é bom, ou então não estaria disponível nas prateleiras há 109 anos!] . No segmento diet, light e zero, não é diferente. Mate Tal Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Mate Tal Zero vem para substituir o Mate Tal Diet no portfólio da empresa Tal. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Mate Tal.
Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente (…)
MATE Tal ORGÂNICO
“ [ai-meu-deus. Abriu com aspas. Lá vem declaração do queridocliente...] O Mate Tal Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado [E pron-to! Mais uma palavrinha da moda! O mate orgânico em questão é exímio matemático, e sabe como fazer cálculo diferencial. Portanto, já tem esse resultado e apresenta-se como diferenciado! Grunf!] e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis” [Mais um festival de palavras polissílabas, que totalizam 34 sílabas, e nada dizem], afirma o queridocliente.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Sbryfs. O Mate Tal Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação [tradição e inovação? Juntas? Explique como!] em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.[e isso é inovação? então, os índios que já tomavam mate antes de Cabral aportar por aqui, plantavam a erva com defensivos agrícolas e adubos químicos? Ah, já sei! é um novo conceito em inovação! Só pode ser! Grunf...]
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera[o máximo que o índio poderia fazer pra emitirCO2 na atmosfera seria... nem isso, porque é gás metano] . A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Mate Tal Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da empresa num município do Paraná e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, [Outro parágrafo que começa com ordem inversa ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal...] que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente [... com direito a uma terceira idéia que atrasou a apresentação da idéia principal!] , ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade [Aceito desenhos. Se alguém conseguir me explicar como se faz pra utilizar um aspecto diferencial de sustentabilidade, eu vou ficar muito feliz!] . Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
[Agora eu vou deixar pra vocês verem o que é um queridocliente a falar obviedades num press-release. Prestem atenção à quantidade de clichês que serão ditos nesta frase] “O Mate Tal Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta[O predicado, sublinhado, contém 12 palavras e 4 clichês (33%, portanto)]”, ressalta Fulano.
Melhorar este texto vai dar tanta dor de cabeça que eu me recuso a fazer isso. Não agora… só sei que estava tomando mate, e esse texto me deu uma sede tão grande que agora vou beber água …
Não consigo entender como as pessoas conseguem fazer confusão com esses dois pobres verbinhos.
Suar, com u, significa produzir suor, gerar CC nas axilas.
Soar, com o, significa produzir som, tocar – no sentido de fazer barulho.
Portanto, amiguinhos, por favor, todas as vezes que vocês forem citar a ação de produzir suor, não temam em fazê-lo sempre com ésse-u (su), porque este é o certo: Eu SUO; Ela SUA; Nós SUAMOS; Eles SUAM.
E os sinos, então? Os sinos e campainhas deste lindo planeta que Deus nos deu são das poucas peças que têm o direito de SOAR. E não, sino não tem glândula sudorípara, então não sabe como fazer pra suar. Portanto, sempre que você for falar de um objeto que faz barulho, conjugue o verbo com ésse-ó (so): o sino SOA, os sinos SOAM, os sinos SOARAM, os sinos SOARÃO; os sinos SOARIAM.
Essa é a regra. Ah, Bruxa, toda regra tem exceção, certo? Certo! Mas eu também conheço a exceção. E é aqui que começa a historinha (Rá!)
A personagem principal desta historinha é a (graçadeus ex-) namorada do meu primo.
A coisa falava pelos cotovelos. Sobre o que devia e sobre o que não devia. Na hora certa e na hora errada. Bem e mal. E muito. Sempre muito. Nunca pouco.
Daí que a coisa voltou de uma corrida, com muito suor pelo corpo. Virou-se para mim e disse: Ah, eu sôo muito.
Minha prima, pobre cunhada da coisa, olhou pra mim pra ver se eu iria comentar sobre o erro de português da coisa. Mas eu contestei veementemente minha prima:
Como assim, tá errado? Me diga se em algum momento essa coisa parou de soar desde que chegou nesta casa?
Minha prima foi obrigada a concordar comigo. A coisa era a exceção à regra dos verbos Soar x suar.
Enfim, achei por bem compartilhar esta linda historinha aqui com vocês….
Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!
Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:
Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!
Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]
Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha[De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever...) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…
Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa
JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]
O que dizer então?
Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!
Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:
Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão
Geisy Arruda dará início à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão) – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk
Caso haja interesse, obrigada…
Assessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!
Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!
Legal mesmo é ver esse gráfico animado, pra entender a diferença entre estagnação e ascensão. Clicaí em cima, e clica em "próximo" embaixo do primeiro gráfico, que você vai ver a "construção" do gráfico.
…
Tá ficando divertido ver o malabarismo dos coleguinhas pra defender o Serra. Gostaria de entender o porquê de defenderem especificamente José Serra, e não um candidato de oposição. Mas a questão aqui não é essa.
Em defesa do Lula Molusco da Política Nacional (há quem o compare ao Sr. Burns, mas eu me divirto mais ligando o Serra ao antagonista do Bob Esponja. Mas isso não vem ao caso), vale tudo. Inclusive uma manipulação sutil da manchete.
Confiram o que o Estadão fez nesta manchete daqui:
Ibope mostra crescimento de Dilma e Serra estagnado
O que diz essa manchete? Que o crescimento da Dilma e o crescimento do Serra estão ambos estagnados, ou que a Dilma cresceu e o Serra estagnou?
O âmago dessa questão é a vírgula antes da conjunção aditiva e. Tem gente que nem amarrada de corda bota vírgula antes do e, porque é pecado mortal, afinal de contas a conjunção é aditiva e serve para unir duas orações, e a vírgula vai separar, então a vírgula desfaz o que a conjunção fez, e…
Eu não tô nem aí – como vocês podem perceber no parágrafo anterior. Duas orações, dois verbos, dois sujeitos, a vírgula executa direitinho seu papel de separar orações e idéias, ainda que complementares. E estou em boa companhia, viu? O Professor Pasquale concorda comigo.
Daí que a manchete do Estadão clama por uma vírgula antes do e.
Ibope mostra crescimento de Dilma-vírgula, e Serra estagnado
Ou isso ou o Estadão estará se prestando ao ridículo de ser desmentido pelo próprio departamento de arte, com direito a animação em Flash Player!
Eis que adentra meu e-mail solicitação de uma ectoplasma suína que, segundo consta, teve os globos oculares queimados diante de tamanho disparate. Ela recebeu a pérola acima por e-mail marketing. A pobrezinha destacou apenas o item que queimou seus olhos, mas o material acima merece com louvor ser classificado como conjunto da obra. Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.
Pra começar, abespinhou-me o nome da Faculdade, que está à beira de uma expressão imprópria. Joguei na web pra ver se é alguma abreviatura, e encontrei a deliciosa explicação:
O nome da instituição tem origem na grande amizade que nasceu entre eles [os fundadores da faculdade]: Epírito Santo Uniu Dois Amigos).
Lindo, lindo mesmo. Mas ainda bem que a grande amizade que uniu os dois não desembocou na frase Todo o Espírito Santo Uniu Dois Amigos, né? Tudo bem que essa abreviatura não supera o Encontro Regional de Jornalistas e Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro (Erejai), nem o Movimento em Defesa do Ensino de Comunicação Social, que nasceu Fórum em Defesa do Ensino de Comunicação Social (Modecs / Fodecs). Mas tá no páreo.
Agora vamos à frase-bombril que abre o texto. Repare que o nome da área em questão está em negrito, ou seja, ele pode ser (e é) substituído por qualquer (eu disse qualquer, quê, u, a, éle, quê, u , é, érre) coisa. Repare só: troque Recursos Humanos por Informática, Recursos regionais... Viu só como cabe direitim?
Agora, divirta-se: troque Recursos Humanos por Tráfico de drogas, Contrabando de Armas ou Prostituição Internacional, por exemplo. Viu como ficou per-fei-to? Mas tudo bem, isso é coisa típica de e-mail marketing. O caboclo prepara um texto que serve pra tudo, e o adapta de acordo com as necessidades do cliente. Eu curto mesmo é ver o lado mau dessas frases que servem a gregos e troianos.
Me fez lembrar de uma entrevista que um cara da Globo (era o Wolf Maia? Não sei, pode ser…) deu pro Vídeo Show, falando de determinada pessoa:
Ah, Fulana é Fulana, é essa pessoa maravilhosa que ela é!
Não é maravilhoso? Você não sabe se a frase é ou não um elogio, e ela serve pra todos os seres humanos da face da Terra! quer ver só? Troque Fulana por Papa João Paulo II ou por Adolf Hitler. Funciona da mesma maneira, impressionante! Eu uso essa frase direto quando preciso ser cínica e elogiar alguém que não merece ser elogiado…
Daí que nós finalmente chegamos ao ponto de queima do globo ocular da supracitada ecotplasma suína. Eu tenho cá pra mim que no lugar de promissória, palavra certa seria promissora. Vamos conferir com tio Antônio?
promissor
\ô\ adj. (1899) 1 que faz promessas; que promete 2 que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.> 3 que traz boas novas; auspicioso <notícias p.> n adj.s.m. jur 4 m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor; ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável
Promissor \ô\
adj. (1899) 1 que faz promessas; que promete 2 que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>
3 que traz boas novas; auspicioso <notícias p.> n adj.s.m. jur
4 m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor;
ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável
É, então eu tava certa! A palavra adequada pra essa frase é mesmo promissora.
Mas, tio Antônio, por que esse promissórias aí não tá de bom tom?
Promissória
s.f. jur red. de nota promissória ¤ etim fem. substv. de promissório
Daí que neste site aqui você descobre direitinho o que é uma nota promissória:
A nota promissória é um título de crédito emitido pelo devedor, sob a forma de promessa de pagamento, a determinada pessoa, de certa quantia em certa data. A nota promissória, portanto, é uma promessa direta e unilateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente-devedor ao promissário-credor.
Ou seja, pelo que tá escrito ali, a área de Recursos Humanos está lhe devendo alguma coisa, e vai pagar algum dia. E você que espere. Enquanto isso, você que pague duas parcelinhas de R$ 170, no cheque ou no cartão, faça o curso e viva com as promessas da área em questão.
(Mas será que a tal faculdade aceita o pagamento em nota promissória?)
Como diria o Silvio Santos, eu não vi, mas me disseram que o desfile da Unidos da Tijuca foi o bicho. O título de 2010 foi merecido, de acordo com essas pessoas. Daí vem O Globo e caga tudo! Infortúnio! Essa foi a manchete do jornal na quarta-feira de cinzas!
Para quem não sabe, cacófato é quando o som de duas palavras ditas em sequência cria uma terceira palavra, às vezes desagradável. A frase Eu tenho uma mão, por exemplo, dita em voz alta, transforma a mão em fruta. Esse exemplo é um exemplo do bem.
Exemplo do mal vem a seguir. Parafraseando William Bonner, a frase Negão havia dado, dita em voz alta soa entranha. E o negão também.
Então, vamos combinar que Unidos da Tijuca-ganha é literalmente vítima do feitiço fez-se a bosta, né?
E aí, o que fazer? Reescrever o título, oras bolas!
E lá vamos nós pra mais uma aulitcha básica de manchetagem com a Bruxa Malvada. A brincadeira consiste em dizer a mesma coisa, com a mesma quantidade de caracteres, usando palavras diferentes porém sinônimas. O problema está apenas na primeira linha do título:
Unidos da Tijuca ganha seu - 26 caracteres com espaços
Precisamos de uma linha com 26 caracteres (pode ser um a mais ou a menos). Hummm… que tal
Unidos da Tijuca fatura o – 25 caracteres com espaços. MA CHEEEE!!!
Enton, Vamo passá o paper higiênico nesse título, belo?
Unidos da Tijuca fatura o
4º estandarte em seis anos.
Já até perdi a conta de quantas ___ aulas de jornalismo para a ___ imprensa eu publiquei aqui no caldeirão. Desta vez, o culpado foi o Merval Pereira, editorialista d’O Globo (as vítimas somos sempre nós, leitores).
Quem cantou a bola desse texto foi o Luis Nassif, eu seu blog. Nassif foi sutil e elegante ao solicitar “tecla SAP ou tradução simultânea”, porque o texto opinativo chega a várias conclusões contraditórias.
Ao ler trechos do texto de Merval no blog do Nassif, me lembrei do Múcio, o Opinador (velha é a #$%#$%¨#$!!!!), um personagem que o Jô Soares fazia nos tempos do Viva o Gordo (é a sua mãe, cretino! Eu sou novinha!), um cara que nunca conseguia fechar numa opinião só, sempre era convencido do contrário. Lembra não? Clica aí em cima, uai!
Então… parece que o texto (cof, cof) opinativo (cof, cof) abaixo foi escrito pelo Múcio! Fui à cata da íntegra na web, e encontrei aqui. Espiem, só:
Folia eleitoral
Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua
decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. Resta agora superar
obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio
Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.
Embora não seja totalmente verdade, o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro
Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.
Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e
Dilma.
O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais.
O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que
Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.
Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo,
hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma).
O fato, porém, é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no
PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.
O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a
candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos.
Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do
Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.
O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas
mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição.
Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing
permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas.
Em contrapartida, o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura.
Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória.
Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos, em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança
entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada
com a desistência de Ciro à disputa presidencial.
Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que
Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.
Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do
partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.
Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer.
A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa
sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada.
Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra?
É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.
Mas não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito. Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do
governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador,
com o apoio do PT e do PMDB.
Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no
Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente.
Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia. E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como
vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão.
Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam
grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos
Folia eleitoral[Texto escrito numa quarta-feira de cinzas. Começa a falar de como foi o carnaval dos virtuais candidatos à Presidência da República. Criativo o título, né? É, eu também não achei. Tentei ser cínica. Perdão.]
Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. [Tá. Merval soube de fontes fidedignas que Serra vai ser candidato e que o PSDB tá fechadinho com ele, né?] Resta agora superar obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.[não, veja bem, não é bem assim. A coisa tá mais pra meio assado... nem todo mundo é a favor de Serra dentro do PSDB.]
Embora não seja totalmente verdade [tenho cá pra mim que embora não seja totalmente verdade equivale, num texto, a uma pirueta numa coreografia], o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.
Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e Dilma.
O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais. [Ah, não, não é tão assado, não... tá meio assim... Eles são contrários mas eles são minoria! Não liga não!]
O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.
Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo, hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma). [Tudo Zé Ruela, que acha que o Serra não vai crescer mas ele tem tudo pra crescer ainda mais! Certo?]
O fato, porém [Pronto! Fez-se a bosta! Tem um porém aqui! A coisa toda voltou ao ponto do assim (ou do assado? Sei lá, já me perdi!], é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.
O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos. [viu que beleza?! Dilma é organizadíssima! O Serra é que tá todo desorganizado, indeciso, não sabe oncotô, proncovô, quemcossô...]
Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.
O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição. [Aí ferrou tudo! O PSDB não tem chances!]
Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas. [Lascou-se! Não tem nadica de nada de chance!]
Em contrapartida [Em contrapartida é o irmão mais comprido do mas e do porém. Mais pirueta!], o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura. [Mas é claro que o candidato do PSDB é forte, gente! Vai chegar de candidatura turbinada!]
Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória. [e poderoso! Precisa ter nervos de aço! (eu me pergunto se dentes e cara de vampiro entram nesse pacote, mas isso é maldade minha. Deixemos isso de lado.) enfim, o candidato do PSDB é O-QUE-HÁ!]
Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos [Mas também não é assim tão poderoso, porque em alguns estados ele é instável, gente!] , em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada com a desistência de Ciro à disputa presidencial.
Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.
Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.
Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer. [Viu só? A candidata do PT é que é forte! ela cresceu muito!]
A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada. [pois é, né? Vamos trocar de candidato, porque o nosso é fraquinho? Ele não deve ter nervos de aço, não... (a tese da cara e dos dentes de vampiro fica mantida, porque ela é minha. Mas deixa isso prá lá porque isso continua a ser maldade minha.)]
Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra? [Eu também me pergunto isso porque isso é uma incógnita! Como ficará Minas?]
É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.
Mas [E o irmão do porém entra em campo abrindo o parágrafo! Vamos acompanhar.] não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito [Como é que é? O mais importante é o Aécio perder a eleição nacional porque ele perde mas o Serra ganha? E ele prefere perder a eleição a ver o Serra ganhar? Ou será que ele prefere ganhar a eleição e ver o Serra perder? Oi? quem disse? eu disse! quem disse eu? Eu disse eu!] . Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador, com o apoio do PT e do PMDB. [não, gente! Aécio é fraco! Foi só aventar a possibilidade e ele dançou! Fraquinho, num tem como não...]
Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente. [Viram só? O Serra é poderosíssimo, gente! Vence Aécio, vence Dilma, vence o Galo da Madrugada, vence a minha paciência... (só não vence enchente no estado que ele deveria estar governando, mas deixa isso prá lá.)]
Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia [viu? é uma fraca essa mulher! Fracote! Bu! Bu!] . E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão. [É o PT que tá ra-cha-di-nho da silva! (Tudo bem que o PRI-MEI-RO parágrafo desse texto dizia que quem estava rachado era o PSDB, mas deixa isso prá lá, né?]
Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos.
Donde se conclui que…. o candidato do PSDB é forte mas é fraco; e a candidata do PT é forte mas é fraca. Mas eles ainda não são candidatos. Portanto, dois candidatos assim-assim meio fortes e meio fracos, a eleição tende a empatar na base do fifiti-fifiti!
Será que eu consegui decifrar o texto do Merval Pereira? Ou ele é que dançou o Rebolêixon prá ficar bem na fita do Serra? Quantas piruetas tem nesse texto? Eu perdi a conta. E tenho medo de recontar, vou me perder de novo!
Quem acabou por ficar mal na fita, no papel, na web, em tudo quanto é canto, foi esse textinhodebosta, viu? Decida-se, pô! Da próxima vez, arrume todos os prós numa parte do texto e todos os contras em outra parte, oras! Pelo menos, vai inspirar mais credibilidade…
Esta bruxa que vos fala fica cada vez mais prosa com os e-mails que recebe, viu?
Posso ser uma bruxa, mas Deus me envia os Seus para falar comigo. E são gente da mais fina estirpe, tá bom? Pessoas gentis, finas, educadas e que querem estar nas bênçãos d’O Cara Lá de Cima sem deixar de lado a sintonia com Dona Gramática.
Olha só que e-mail batuta que eu recebi do Thiago Lamartin:
Caros Amigos (as),
Sempre quando oro à Deus, tenho um monte de dúvidas. Uma delas vocês podem responder. Quando faço um pedido ou ordeno algo, tenho que usar o modo imperativo. Portanto, seria errado dizer: Senhor, abençoa a minha família. O correto seria: Senhor, abençoe a minha família. Agora, se eu quiser trocar “a minha família” por um pronome, será “Senhor, abençoe a”. Isso parece estranho ao ouvido. Por exemplo: Abençoe ao Maurício ou Abençoe a Maurício? Abençoe-lhe ou Abençoe-o?
Esclareçam-me, por favor.
Abençoa tu
Abençoe você (é equivalente a abençoe ele?)
Abençoemos nós
Abençoas vós
Abençoem você
Caros Amigos (as),
Sempre quando oroàDeus, tenho um monte de dúvidas. Uma delas vocês podem responder. Quando faço um pedido ou ordeno algo, tenho que usar o modo imperativo. Portanto, seria errado dizer: Senhor, abençoa a minha família. O correto seria: Senhor, abençoe a minha família. Agora, se eu quiser trocar “a minha família” por um pronome, será “Senhor, abençoe a”. Isso parece estranho ao ouvido. Por exemplo: Abençoe ao Maurício ou Abençoe a Maurício? Abençoe-lhe ou Abençoe-o?
Esclareçam-me, por favor.
Abençoado seja, Thiago! Vamos então sanar suas dúvidas. Para começar a prosa, chamo para cá o tio Antônio (Houaiss), que vai nos fornecer as definições do verbo
Abençoar
n verbo transitivo direto 1lançar bênção a; abendiçoar
Ex.: o bispo abençoou os fiéis
transitivo direto 2Derivação: por extensão de sentido.
desejar bem a, bem-fadar
Ex.: era capaz de amar e abençoar qualquer um, sem distinção
transitivo direto 3Derivação: por extensão de sentido.
exaltar ou louvar (algo ou alguém)
Ex.: abençoou o jovem por seu ato de bravura
transitivo direto 4Derivação: por extensão de sentido
conceder proteção a ou tornar próspero; amparar, auxiliar
Ex.: as pessoas de bem abençoam os que lutam pela justiça
Se você reparou aí em cima, em todas as definições do verbo abençoar, ele é transitivodireto. Verbos transitivos diretos são auto-suficientes, não precisam de preposição para se ligar ao resto do predicado. Traduzindo: não importa quem vai abençoar, o que importa é que vai abençoar alguém ou alguma coisa. E não abençoar a alguém ou a alguma coisa.
Para ser mais prática: Pede pra Deus abençoar o Gilmar, a Maricota, o Biro-Biro, o Maurício, a Giselda, sua casa, minha rua. Assim é o certo.
Nunca peça pra Deus abençoar ao Gilmar, à Maricota, ao Biro-Biro, ao Maurício, porque é errado.
Quanto à conjugação do verbo abençoar no modo Imperativo afirmativo, vamos falar de novo com tio Antônio, porque havia algumas incorreções na conjugação que você me enviou no e-mail (certeza que foi erro de digitação, porque você escreve muito bem, viu? Parabéns! Vou fazer uma ressalvinha porque ninguém é de ferro e eu estou aqui pra informar corretamente, né? Mas deixa isso pro final, peraí!) Humm… eu falava de… ah, sim! A conjugação do verbo abençoar! Faz favor, tio Antônio:
Abençoa tu
Abençoe ele (ou você)
Abençoemos nós
Abençoai vós
Abençoem eles (ou vocês)
Isto posto, vamos primeiro escolher como vamos tratar o Todo-Poderoso.
Há quem O considere Pai, Filho e Espírito Santo. Para essas pessoas, Deus (e Jesus Cristo e o Espírito Santo, os outros dois da Santíssima Trindade) é um ser plural, portanto é tratado na segunda pessoa do plural (Vós que estais à direita do Pai, só Vós sois o santo, etc, etc, etc.).
Há os que têm mais intimidade com O Cara, e o tratam por Tu.
Outros (eu me incluo nessa) acham meio estranho ficar falando vós pra cá, vós prá lá, porque esse pronome não é muito usado no Brasil. Mas não se sentem tão à vontade pra tratar o Hômi por Tu. Então, chamam Ele de Senhor – e usam a conjugação da terceira pessoa do singular (ele), que é mais facinha.
Portanto, fica a seu critério. Se você acha que Deus é digno de um vós, peça: “Abençoai o Pedrinho” (ou, se trocar por pronomes, abençoai-o; abençoai-os; abençoai-a; abençoai-as“.
Se você acordar num daqueles dias de profunda intimidade, ore: “Abençoa o Pedrinho“. (ou, se trocar por pronomes, abençoa-o; abençoa-os; abençoa-a; abençoa-as)
E, finalmente, se você quiser facilitar as coisas pro seu lado na hora da oração, é só dizer: “Senhor, abençoe o Pedrinho”. (ou abençoe-o; abençoe-a; abençoe-os; abençoe-as).
Ou seja: tanto faz você dizer “abençoa a minha família” quanto “abençoe a minha família“. Os dois modos estão corretos.
Só peço a você uma coisa, Thiago (eis a ressalvinha de que lhe falei agora há pouco): ore sempre a Deus, nunca oreà Deus.
É que essa crase (à) dá a entender que Deus é mulher, e Dona Gramática prefere tratar Deus como homem… então, não use a crase na frase “Orar a Deus“, OK?
Olha, espero ter esclarecido todas as suas dúvidas! Fique à vontade para me consultar mais vezes, sim? Foi, é e sempre será o maior prazer lhe atender!
E se esse papo da crase lhe trouxe ainda mais dúvidas, confira o que eu escrevi há quase um ano aqui).
Abração, e volte sempre! E que Deus abençôe você!
E a Deus eu agradeço por sempre colocar gente inteligente no caminho do meu caldeirão!
Curti tanto o texto do ministríssimo Marco Aurélio Mello que estou aqui com tio antônio, a esta hora da noite (o feiticeirinho ca-bou de dormir), para conferir o significado d’alguns verbetes. Eis o primeiro:
Ensejar
n verbo
transitivo direto e bitransitivo
1dar ensejo a, apresentar a oportunidade para; ser a causa ou o motivo de; possibilitar, justificar
Exs.: a ocasião enseja o ladrão
o dia de verão ensejou(-lhes) um piquenique
transitivo direto
2aguardar a oportunidade de; almejar
Ex.: todos ensejavam que a festa começasse
pronominal
3surgir ocasião de; apresentar-se, aparecer
Ex.: já se nos enseja uma imensa tarefa
transitivo direto
4fazer tentativa de; experimentar
Ex.: ensejou as primeiras braçadas na aula de natação
Ensejar
n verbo
transitivo direto e bitransitivo
1dar ensejo a, apresentar a oportunidade para; ser a causa ou o motivo de; possibilitar, justificar
Exs.: a ocasião enseja o ladrão
o dia de verão ensejou(-lhes) um piquenique
transitivo direto
2aguardar a oportunidade de; almejar
Ex.: todos ensejavam que a festa começasse
pronominal
3surgir ocasião de; apresentar-se, aparecer
Ex.: já se nos enseja uma imensa tarefa
transitivo direto
4fazer tentativa de; experimentar
Ex.: ensejou as primeiras braçadas na aula de natação
Quase tive um troço. Tava lanchando quando vi, no Jornal Nacional, agora há pouco, a sentença do ministro do STF Marco Aurélio Mello em que ele negava o pedido de libertação do governador do distrito Federal, Zé Roberto Arruda.
A imagem destacou, em arte, partes da liminar do ministro. e eu me deparei com um “à balha”. putz! Só conhecia a expressão “à baila”. Mas aí fui ter com tio Antônio, que me esclareceu:
Balha
substantivo feminino Diacronismo: antigo.
1teia que dividia a liça nos torneios de cavalaria
2espaço cercado onde se travavam justas e torneios de cavalaria
Locuções:
vir à b.
Diacronismo: antigo.
m.q. vir à baila
substantivo feminino
Diacronismo: antigo.
1teia que dividia a liça nos torneios de cavalaria
2espaço cercado onde se travavam justas e torneios de cavalar
Ufa! é a mesma coisa, só que um é mais antigo que o outro! Pensei que o Meritíssimo se houvesse equivocado acerca da locução adequada ao bom entendimento e expressão de suas interpretações e….
Vamos curtir só esse parágrafo Aureliano? Juro que é só um cadim:
Eis os tempos novos vivenciados nesta sofrida República. As instituições funcionam atuando a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas – repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade – não são mais escamoteadas, elas vêm à balha para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade. Então, o momento é alvissareiro
3. Indefiro a liminar. Outrora houve dias natalinos. Hoje avizinha-se a festa pagã do carnaval. Que não se repita a autofagia.
E vamos combinar que o estilo (e a interpretação) aureliano é muito mais agradável do que o do xerife Gigi.
Mas chega com estilos e rococós! Vai pra festa (ou pro descanso), mizifio! É carnaval!
Postado por Owski em Filosofia de Bar, Piadas – 11/02/10 | 0 Pitaco
Os eufemismos, além de se sentirem à vontade no domínio das relações (quase) afetivas, também se infiltram com naturalidade no ambiente de trabalho. Nesses lugares infectados por formalidade em excesso, às vezes fica difícil encontrar um jeito bonito de dizer algo tenebroso. Na maioria das vezes, mal dá pra enganar.
EUFEMISMOS USADOS NO TRABALHO
1) Frases:
- “Vou ao toalete e já volto”
Tradução: “Vou dar uma cagada e vou demorar”
- “Você tem que entender que o foco da nossa empresa está nos resultados”
Tradução: “Não nos importamos com o que você fizer, desde que resulte em dinheiro”
- “Você é competente dentro do que se propõe”
Tradução: “Você é um medíocre sem ambição”
- “Nós despertamos os desejos dos nossos clientes”
Tradução: “Nós criamos necessidades supérfluas e fazemos com que nossos clientes pensem que não podem viver sem elas”
- “Temos que trabalhar com mais sinergia”
Tradução: (na verdade, ninguém sabe o que isso quer dizer, embora seja ponto comum que sinergia é algo bom)
- “Você não tem tido comprometimento com a empresa”
Tradução: “Ok, você trabalha três horas a mais por dia e redige relatórios nos finais de semana, mas cadê aquele boquete que eu pedi?”
Tradução: Reunião em que várias pessoas apresentam as ideias que farão a fama e a fortuna de uma só
- “Vestir a camiseta”
Tradução: Confundir os interesses da empresa com os seus, trabalhar em regime escravocrata e achar a melhor coisa do mundo
- “Dinâmica de grupo”
Tradução: Vários adultos entretidos em brincadeiras infantis. A regra é simples: vence o mais cínico
- “Empreendedor”
Tradução: Chato com senso de humor duvidoso e mantenedor do mercado de livros de auto-ajuda (obras como Crepúsculo para executivos estão entre as mais apreciadas)
- “Organizacional”
Tradução: Nada
-“Desenvolvimento organizacional”
Tradução: É quando os executivos fazem uma caríssima pesquisa de clima, mudam os nomes de todos os cargos e deixam tudo o mais como antes
- “Pró-ativo”
Tradução: Que ou aquele que se mete onde não é chamado e faz aquilo que não lhe solicitaram
- “Colaborador / associado”
Tradução: Empregado igual aos de antes, mas agora sem todos aqueles direitos trabalhistas
- “Exercer liderança”
Tradução: Pegar uma lista de tarefas a serem cumpridas e delegar todas elas; exceto a nobre tarefa de delegar
Eu até cheguei a pensar em fazer um troço parecido pra publicar aqui no caldeirão. um texto sobre as firulas inventadas pelos gerentelhos e companhia para falar bonito e empolado no ambiente de trabalho – muito embora eles provavelmente não tenham a mais vaga idéia do que estejam a falar. Mas nem tchuns pra pensar no conteúdo do texto.
Daí o povo do Cultura de Boteco fez o serviço completo: teve a idéia, pensou no texto e publicou lá na mesa do bar deles.
Então, eu aproveito que estou sem tempo nem inspiração e faço minha kibada portuguesa: copio, dou o link original, cito a fonte e ainda peço permissão pro dono do texto pra publicar aqui no blog!
O texto original está aqui. E a autorização tá aqui:
Os eufemismos, além de se sentirem à vontade no domínio das relações (quase) afetivas, também se infiltram com naturalidade no ambiente de trabalho. Nesses lugares infectados por formalidade em excesso, às vezes fica difícil encontrar um jeito bonito de dizer algo tenebroso. Na maioria das vezes, mal dá pra enganar.
EUFEMISMOS USADOS NO TRABALHO
1) Frases:
- “Vou ao toalete e já volto”
Tradução: “Vou dar uma cagada e vou demorar”
- “Você tem que entender que o foco da nossa empresa está nos resultados”
Tradução: “Não nos importamos com o que você fizer, desde que resulte em dinheiro”
- “Você é competente dentro do que se propõe”
Tradução: “Você é um medíocre sem ambição”
- “Nós despertamos os desejos dos nossos clientes”
Tradução: “Nós criamos necessidades supérfluas e fazemos com que nossos clientes pensem que não podem viver sem elas”
- “Temos que trabalhar com mais sinergia”
Tradução: (na verdade, ninguém sabe o que isso quer dizer, embora seja ponto comum que sinergia é algo bom)
- “Você não tem tido comprometimento com a empresa”
Tradução: “Ok, você trabalha três horas a mais por dia e redige relatórios nos finais de semana, mas cadê aquele boquete que eu pedi?”
Tradução: Reunião em que várias pessoas apresentam as ideias que farão a fama e a fortuna de uma só
- “Vestir a camiseta”
Tradução: Confundir os interesses da empresa com os seus, trabalhar em regime escravocrata e achar a melhor coisa do mundo
- “Dinâmica de grupo”
Tradução: Vários adultos entretidos em brincadeiras infantis. A regra é simples: vence o mais cínico
- “Empreendedor”
Tradução: Chato com senso de humor duvidoso e mantenedor do mercado de livros de auto-ajuda (obras como Crepúsculo para executivos estão entre as mais apreciadas)
- “Organizacional”
Tradução: Nada
-“Desenvolvimento organizacional”
Tradução: É quando os executivos fazem uma caríssima pesquisa de clima, mudam os nomes de todos os cargos e deixam tudo o mais como antes
- “Pró-ativo”
Tradução: Que ou aquele que se mete onde não é chamado e faz aquilo que não lhe solicitaram
- “Colaborador / associado”
Tradução: Empregado igual aos de antes, mas agora sem todos aqueles direitos trabalhistas
- “Exercer liderança”
Tradução: Pegar uma lista de tarefas a serem cumpridas e delegar todas elas; exceto a nobre tarefa de delegar
À medida que outubro se aproxima, aumenta a quantidade de notícias políticas mal-escritas. Desta vez (Minto. Não foi desta vez. Isso já vem ocorrendo de há muuuuuuito tempo! Desta vez eu resolvi reproduzir aqui no caldeirão, só isso) foi a revista Veja.
É lamentável o que aconteceu com essa publicação. Já foi uma das maiores – e melhores – do mundo, e contou com nomes brilhantes em seus quadros, como Mino Carta e Luis Fernando Verissimo. Tinha um texto delicioso, bem escrito, que fazia carinho enquanto era lido por você.
Agora ela é escrita por um conjunto de ogros sutis feito um Scania, com um estilo grosso, estúpido e extremamente torpe, que agride a inteligência de quem lê o texto. e eu não esotu falando desta ou daquela tendência política. Estou falando de leveza de estilo!
E na coluna Radar desta semana, temos um exemplo de como a Veja é torpe na hora de manipular informações. Acompanhe o texto do subprojeto de jardineiro. Repare em como ele fornece os números:
Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C. Com a marolinha, 0,5% deles retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.
Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer [Muito bem. Vamos aos números!]. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C [Número absoluto - revelou a quantidade total de brasileiros que subiram. Próximo]. Com a marolinha [Pronto! olha o texto tendencioso! Se ele soubesse ser mais elegante pouquinha coisa, teria posto um itálico nesse marolinha, que ficaria até simpático. Mas não. Enfim, sigamos!], 0,5% deles [Como assim, 0,5% deles? De repente, virou percentual? E o que aconteceu com o valor absoluto fornecido lá em cima? Por que não calcular quanto é 0,5% de 31 milhões e fornecer esse número também?] retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.[Putz! Voltamos aos números absolutos!!!! Por que cargas d'água só aquele valorzinho lá de cima foi apresentado em percentual?]
Calculadora do lado, vamos ver quanto vale 0,5% de 31.000.000: (31000000 * 0,5 / 100 = 155.000) Resultado: 155 mil brasileiros. Ele poderia até mesmo ter comparado esse valor com o tamanho desta ou daquela cidade. Se tivesse jogado no Google, saberia que Itu (SP) cabe direitinho nesse valor! Tem 155 mil habitantes! Mas ele nem precisa disso, basta tocar no vizinho de redação, o Almanaque Abril, que ele consegue os valores perfeitinhos!
Agora, vamos brincar de novo de números absolutos e números relativos: quantos somos nós? qual é a população brasileira? Resposta no site do IBGE: Somos 183.987.291 brasileiros, na contagem de 2007. Se esse valor equivale a 100% da população, então temos que 31 milhões equivale a (31000000*100 / 183987291 = 16,84898 que arredondado chega a) 16,85% da população brasileira. Como diria a @poalli, “regra de três é para sempre”!
Custa apresentar números absolutos e relativos devidamente relacionados, custa?
(Se você quiser entender o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. É o último item. Mas volte logo, sim?)
Eu já disse milhões de vezes aqui que não vou partidarizar este blog. Outros milhões de vezes tive que me justificar, porque os coleguinhas não colaboram. Desta vez foi o Estadão. Nesta tetéia daqui, tentou mostrar que o atual governo só faz bosta no campo internacional, mas o texto tropeça tanto nos argumentos que chega a dar pena. Em três parágrafos, assassina sua própria reputação. Confiram só que coisa:
Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato.
Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero avalia que, no terreno internacional, Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida. Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente no caso de eleição de José Serra (PSDB) ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos considerados mais tocadores de obras que Lula e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo que o atual presidente.
Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor[Ok. Atritos diplomáticos. Vamos ver.]
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato. [OK de novo. Essa é a tese do Estadão. E agora, quem vai corroborar essa teoria? Alguém? Alguém? Já sei, Batman! Vamos falar com Rubens Ricúpero! Temos alguém!]
[O-oh, Batman! Temos um problema! Como apresentar Ricúpero sem mencionar a frase da antena parabólica? Não se preocupe, Robin! Eu tenho a solução:] Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero [e pronto! Observador atento da política externa é o novo aspone! Foi só eu que senti Vergonha Alheia pelo Ricúpero?] avalia que, no terreno internacional [Ah, sim! Esse texto tem um mérito! Do ponto de vista ortográfico e de estilo, ele está muito bem redigido! e é por isso mesmo que a argumentação vai num crescendo de non-sense que você chega ao fim dele com a sensação de ter lido uma esquete do Zorra Total! Vamos acompanhar a inevolução:], Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida [Santo bom-mocismo, Batman! Temos que reconhecer que Lizinácio é bom de público, ou então esse texto fica descaradamente contra o governo! Precisamos disfarçar e deixá-lo com ares neutros!! Mas como fazer para depreciar Lizinácio de forma pretensamente imparcial? Calma, Robin! Acho que eu tenho novamente uma saída para nossa sinuca de bico:] . Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.... (Peraí que eu ainda não acabei de rir) QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Pronto. Quer dizer, Barack Obama nem tchuns, né? Ah, impossível esse texto ficar melhor, né? Claro que não! Para Batman e Robin, não existe missão impossível! Bisservem só:]. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente [Sentiram o drama desse pobrezinho desse advérbio de modo? Tadinho desse especialmente, gente! Ele tem a função de destacar um ponto muito - eu disse muito - importante logo a seguir nesse texto, que é...] no caso de eleição de José Serra (PSDB) [vocês já sentiram vergonha alheia de um advérbio de modo? Eu já. Meus sentimentos para com o especialmente dessa frase! Oremos...] ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos [Pronto! Enfia a Dilma aí que é pra disfarçar a bagaça!] considerados mais tocadores de obras que Lula [Será que eu devo pedir pro texto ser mais específico no conceito de mais tocadores de obras que Lula? Não, né? Xapralá...] e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo [Traduzindo: ambos não são dados a falar pelos cotovelos, e são apagaaados que dá dó! Mas vamos combinar que menos dotados do gosto retóricosoou bem às pampas, né? Cer-te-za que o Robin-redator foi ironiquinho aqui, cer-te-za...] que o atual presidente.
[Mas o próximo parágrafo tripudia e pisa em cima do Ricúpero. Senti mais Vergonha alheia agora. Eles abriram umas aspas safadas por causa da necessidade de citação e talz, padrão do manual de redação do Estadão, blablabla whiskas sachê. Reparem só:]
“Sem desconhecer seu mérito pessoal, Lula tem jogado sozinho. Todos os atores da cena internacional, inclusive no Oriente Médio, são meia-tinta” [Tá. Isso já foi dito no parágrafo acima. Mas olha só como nego identificou o pobre infeliz do Ricúpero:], afirma Ricupero, que atuou como embaixador do Brasil em Washington e Genebra e hoje dirige a Faap[Quer dizer: um dia ele foi alguém na noite. Hoje, ele só dirige a Faap (não é nem a Usp, coitado! É a Faap! Faap!). E o tripúdio não acabou, gente! Nem pra canetar a fala do Ricúpero o Robin-redator se prestou!:] . “Qualquer que seja seu sucessor, o pêndulo voltará a pender [Podia escrever o pêndulo irá se voltar paraque ficaria liindo. Mas não. Deixou tripudiado. Pisou em cima. Tadinho, o único mané entrevistado disponível e o Estadão trata desse jeito! Infortúnio...] para uma política externa [E o final da declaração do Ricúpero evidencia por que ele não é membro da USP:] mais normal. Ou seja, menos ativista” [Mediocridade? Sim, trabalhamos! O senhor vai estar querendo quantos quilos? ] , completou.
[A seguir, a reportagem reproduz entrevista com o José Botafogo Gonçalves, outro diplomata vedete (pra usar uma expressão bem Eliane Catanhêde) dos anos de ouro de FHC e que agora tá encostado aqui. E eu não consegui conter o meu riso diante do trocadilho (acidental? Não creio.) inserido pelo Robin-redator. Aparentemente, foi o Botafogo Gonçalves quem disse a frase a seguir. Mas não parece... espiem só!] “Nesse sentido, a herança deste governo é ruim. Mas não é catastrófica nem irrecuperável.”
E foi assim que, em três parágrafos, o Estadão sabotou dois entrevistados e algumas teses. O texto continua por muitos e muitos parágrafos, mas não vou reproduzi-los aqui, não. Por um motivo muito simples: a partir daqui, é impossível respeitar o texto. Ficou patético!
Né por nada não, mas independentemente desta ou daquela posição política, nunca antes na história deste país (miacaaaaabo com essa frase!) jornalista foi uma raça tão incapaz de defender teses e argumentos de forma crível, viu?