Arquivo por setembro, 2010

101% arredondado tudo bem. Mas 109%?!?!?!!?

terça-feira, setembro 28th, 2010
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51+32+16+3+7 = 109. Expliquem esta soma, pois!

Quando eu fiz este post daqui, reclamando que a soma dos percentuais da pesquisa do Ibope dava 101%, muita gente me criticou. E eu entendi as críticas: numas de arredondar, arrodonda-se pra cima e, quando você soma os arredondamentos, todos os 0,33 e 0,66 se juntaram e chegaram a 1.

Entendi e mantenho minha crítica e minha reprovação: se você vai arredondar os números, forneça-os depois não-arredondados, no último parágrafo, pra que pentelhos como eu façam as contas e confiram o que você já conferiu. Não custa nada, e torna seu texto ainda mais preciso e confiável.

Mas daí vem o IG e o Datafolha numas de arredondamento e, no frigir dos ovos, a soma dos percentuais dá 109?!?!?!?!!? Tem explicação matemática, encostos, tem?!?!?!?

Porque, se não tiver explicação matemática, eu explico o que houve à luz de Tio Antônio (Houaiss):

Em vez de

arredondar
Acepções

■ verbo
transitivo direto e pronominal
1    tornar(-se) redondo; dar ou assumir a forma esférica ou circular
Ex.: <a. uma peça no torno> <os contornos arredondaram-se>
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2    Derivação: por extensão de sentido.
dar ou adquirir compleição redonda ou arredondada; tornar(-se) gordo ou mais gordo; engordar
Ex.: <o tempo iria a. as formas de seu corpo> <aquele corpo ainda vai a.> <era elegante mas, com o tempo, arredondou-se>
transitivo direto
(…)

6    Derivação: sentido figurado. Rubrica: matemática.
efetuar o arredondamento de um número
transitivo direto e transitivo indireto
6.1    calcular (número, soma etc.) deixando de lado as frações
Ex.: <arredondou a gorjeta por falta de troco> <a. para trinta>

O que o Datafolha fez foi

inflar
Acepções
■ verbo
transitivo direto, intransitivo e pronominal
1    inchar(-se) com ar, vento, gás; enfunar(-se), tornar(-se) pando, intumescer(-se)
Ex.: <i. um pneu, um balão, uma bola>
<em meio à calmaria, as velas recusavam-se a i.>
<as narinas se lhe inflavam traduzindo uma mal contida raiva>
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2    encher(-se) de fatuidade; envaidecer(-se), ensoberbecer(-se)
Ex.: <o sentimento da própria importância o inflava>
<inflar(-se) com o sucesso do filho>
transitivo direto
3    tornar rebuscado; empolar
Ex.: i. um estilo

os números.

Aceitos provas em contrário.

Minha dúvida agora é uma só:

PORRA, PRA QUEM EU GRITO PORRA?!?!?!!?!?

(Na dúvida eu arquivo este post sob a catiguria PORRA FOLHA. Porque, né? Datafolha e tals…)

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Delírios lítero-jornalísticos em casamatas de paredes podres (Jesus, dai-me Dramin!)

sexta-feira, setembro 24th, 2010
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Tive a maior das preocupações em fazer minha carta aberta ao Ronald de Carvalho um texto maduro, respeitoso e aberto ao debate plural típico de uma democracia digna do nome.

Inda num tive resposta do seu Ronald. Nem sei se vou ter.

Mas aí entra aqui no blog o Diago Henrique, um típico exemplar do que eu chamei de minoria derrotada e raivosa, que não sabe reconhecer nem respeitar a pluralidade de opiniões, e tasca-me esta belezura daí de baixo. Se você se deu ao trabalho de ler o texto da carta ao Ronald de Carvalho na íntegra, vai perceber que o sujeitim daí de baixo não o fez. Limitou-se a me criticar de forma (Ronald, me empresta seus adjetivos? Obrigada!) estúpida e ignorante. Claro que eu vou desancar. Acompanhem-me:

O grande problema dos redatores aloprados é que seus delírios lítero-jornalisticos não saem na grande imprensa [e quem é o aloprado aqui? Eu fui centrada, calma, ponderada e respeitosa. Quem precisou de seis palavras pra começar a descer o nível na argumentação foi você. E o que seriam delírios lítero-jornalísticos? O meu texto? Rá! Eu chamo de outra coisa: post. Um texto simples, preciso, conciso, objetivo e direto, como deve ser um texto jornalístico. Já minha professora do primário chamava de meio de comunicação.] . Bem diferente dos textos bem elaborados de caras como Ronald de Carvalho [alguém disse que o texto do Ronald de Carvalho não estava bem-elaborado? Aliás, você leu A PRIMEIRA LINHA DO MEU TEXTO, ONDE EU ELOGIO O TEXTO DELE?!?!?!]. Os escribas petelhudos [cara, na boa, eu acho isso de uma vulgaridade sem par. Além do quê, é um desserviço à comunicação. Pense que seu texto, uma vez caído na Internet, será passível de acesso por toda a comunidade lusófona. Daí, um lisboeta, por exemplo, lê seu texto e não encontra em dicionário nenhum a definição de petelhudo.  Ponto negavito pra você, que não conseguiu fazer com que seu interlocutor lhe compreendesse 100% – portanto, não conseguiu se comunicar de forma satisfatória. E ainda se diz jornalista? Coitado…] não se revelam [prova número dois de que você não leu o texto até o fim. Na minha despedida, dispus-me a revelar minha identidade (como se quem me conhecesse pessoalmente não soubesse do personagem que eu vivo…] porque não encaram o confronto intelectual à luz das identidades reais [eu encaro o confronto intelectual à luz de minha identidade real na boa. Não tenho medo de defender minhas idéias a ninguém. E se você não conseguiu entender o motivo e a origem do meu personagem, o que você tá fazendo no meu blog?] . Agem nas sombras da virtualidade [sombras da virtualidade? Como é mesmo que você definiu isso, hein? Ah, sim: delírios lítero-jornalísticos! Se você acha que eu tive um delírio lítero-jornalístico, o que é direito seu de opinião, eu sou obrigada a dizer que o estilo do seu delírio lítero-jornalístico é meique sofrível, viu? Sombras da virtualidade, eca, que troço horroroso… num consegue escrever melhor, não?] , como antigos poetas buscando credibilidade na fantasia dos heteronômios [Tadiiiiinho… Cara, me deu peninha agora! Sério, isso foi uma tentativa de menosprezar meu texto? de me criticar? Comparando-me a gente do nível de Fernando Pessoa? Na boa, você foi mal-sucedido. Soou como elogio. Quer tentar de novo? Eu deixo, vai…] . A web, recheada de blogues apócrifos, é a casamata de paredes podres [PU-TA-QUE-PA-RIU! Casamata de paredes podres!!!! Depois eu é que deliro, né? Você usa figuras de linguagens PÉÉÉÉÉÉÉÉSSIMAS, e ainda se dá ao luxo de uma contradição entre termos? Zifio, volta pra faculdade, vai… vc precisa melhorar o seu estilo….] dos petistas e seus seguidores.Viva Ronald de Carvalho. [Bom, essa é a única frase do seu comentário na qual eu assino embaixo. Até porque curto e respeito profundamente Ronald de Carvalho. Mas acho que o seu Ronald não merece defesa (defesa?) tão brancaleônica como a sua, não, viu?]
Diago Henrique, jornalista em Natal

Mané.

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Morreu mas passa tão bem que chega a estar vivo…

sexta-feira, setembro 24th, 2010
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Morreu, nada! Foi barriga da Folha! PORRA, FOLHA!!!

Eu tava cochilando. Tô cuma dor de cabeça duzinferno aqui. Daí vejo pulular no meu twitter a informação de que o Tuma havia morrido. OK, ele tava mesmo hospitalizado, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. a segunda foi: como fica a candidatura dele pro Senado? Alguém entra no lugar dele, ou não dá mais tempo? Enfim, coisas práticas.

Até que começaram a surgir mensagens do tipo: “Tuma não morreu, gente, é mentira!” Aí eu pensei na família dele. Puta falta de sacanagem com os Tuma, né?

Daí, esta preconceituosa que vos fala pensou mais que imediatamente: só pode ser coisa da Folha!

Mas há quem diga que todo o preconceito tem um fundo de verdade, né?

A notícia – ca-la-a-ro – já saiu do ar. Uma barriga dest’amanho tem que ser escondida o mais rápido possível.

Mas é claro que meus diletos ectoplasmas suínos oraram aos deuses do print-screen e registraram a prova dos delitos de lesa-credibilidade, lesa-paciente de hospital e lesa-leitores. Um muito obrigada especial à @violinha pela imagem enviada.

Por isso, meu caros, eu conclamo o corinho. Digam junto comigo:

Um, dois, três e….

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRA,

FOLHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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Carta aberta a Ronald de Carvalho

sexta-feira, setembro 24th, 2010
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Prezado Ronald de Carvalho,

Li com um prazer que poucos textos me têm proporcionado ultimamente seu artigo no Blog do Noblat, e gostaria de fazer algumas observações a respeito. Permita-me (bom, se você não permitir eu já saí fazendo, então, malzaê ;) ) fazê-lo pontuando seu texto original. Vamos lá:

Liberdade até para os estúpidos
A liberdade de imprensa se aprimora pela liberdade de errar [Concordo. Apenas ressalvaria que a liberdade de errar deve estar sempre ao lado da responsabilidade de reconhecer e corrigir o erro. Liberdade com responsabilidade é sinal de maturidade, né? E gente madura é gente que já aprendeu de há muito que respeitar o interlocutor/antagonista/próximo ajuda a diversidade de opiniões a brincar alegre e viscejante no jardim da democracia. BLEARGH, que imagenzinha piegas! Ah, mas não vou mudar, não…]. Jornalista não é policial, alcagüete, meganha de quartel nem delator [Ainda bem que neste ponto nós concordamos! Então, se o jornalista não é nada disso, seus textos/reportagens/matérias devem não adotar esse tom, certo?]. Sua função na sociedade é a de vigilante dos princípios éticos que sustentam as instituições [Muito bem. Concordo. Acontece que o jornalismo em si é outra instituição. E aí, quem vigia a instituição Jornalismo Democrático?.]
É possível que algumas vezes, do alto da gávea, se possa bradar um “terra à vista” sem que haja terra ou se a vista estiver embaçada. Entretanto, com certeza há gaivotas no céu.
Em 40 anos de profissão, já cometi muitos erros e vi muitas imprecisões serem cometidas por jornalistas da minha geração. Apesar disso, jamais se cometeu uma infâmia. A imprensa pode ser imprecisa, mas jamais, cega, surda ou idiota [er…. cê num tem lido a Folha nem a Veja ultimamente, tem? Ó, se num tem lido, faz muito bem, continue assim! Faz mal pro estômago! :D]. Quando comete um erro, corra, porque atrás da meia verdade dorme a verdade inteira [ou uma mentira deslavada, vai saber… e é justamente nesse vai saber que mora o perigo].
O jornalismo é um vigilante de seu tempo [sim, mas o jornalismo não pode perder a noção de que, ao vigiar seu tempo, ajuda a fazer história. E não há nada mais ridículo do que ler, passados os afãs dos momentos, este ou aquele texto jornalístico mais carregado nas tintas… as manchetes do jornal Última Hora durante a era Vargas hoje em dia são um misto de inocência com canalhice (por mais contraditório que isso possa soar) que, no frigir dos ovos, mostram-se não-profissionais, a ponto de beirar o ridículo. Vigiar seu tempo sem perder a perspectiva histórica é um desafio que, com todo o respeito, os jornalistas de agora não estão sabendo equilibrar – assim como os de outrora, com o agravante de que Carlos Lacerda escrevia bem melhor que Diogo Mainardi, mas aí já é covardia da minha parte. Deixa isso prá lá.]. Cabe a ele escarafunchar o ilícito para que a Polícia, o Ministério Público e a Justiça cheguem à verdade da transgressão. Não exijam que uma reportagem seja perfeita. Ela foi feita para cometer erros.[OK. Mas aí entramos na questão política da coisa. Vou nem começar aqui aquele papinho de faculdade que diz que isenção é utopia, porque isso a vida nos prova. O jornalista tem que ter a visão de até que ponto sua vigilância do tempo terá como função mera e simples monitorar a sociedade ou se a coisa vai mais além, e essa vigilância acaba por servir de objeto de manipulação ou mesmo servir aos interesses deste ou daquele grupo político, em detrimento de outros. Essa noção o jornalista tem que ter. E tem que saber cortar esse tipo de relação incestuosa com este ou aquele setor político. Porque senão entraremos nas ainda mais perigosas searas da moral e da ética, e aí é que essa discussão vai agarrar num prosa pra mais de ano…]
Aos poderes públicos, pertence a função de corretor de ortografia da verdade [aqui você vai me desculpar, mas eu vou largar o meu tom sério e respeitoso e reagir com deboche: os corretores ortográficos da verdade acabam todos por incorrer naquela esparrela do salto triplo carpado hermenêutico, né? Coisa pior que tradutor do Google, zifio, cuidado… ;) Pronto, passou!] . Todos os grandes escândalos comprovados nos últimos tempos, quando denunciados, continham erros que quase desmereciam a denúncia.
Entretanto, a partir da imprecisão, a Justiça lavou a roupa e encontrou as nódoas que envergonhavam a sociedade [Mas antes de a justiça lavar a roupa os repórti já tinha tudo acertado nas linhas e nas tintas, né? Começaram com linhas tortas mas se acertaram no caminho…] . Assim foi com Collor: a cascata da Casa da Dinda era uma cascatinha de jardim e, portanto, a capa da revista era cascata. Desse erro chegou-se à quadrilha de extorsão [Mas o que é uma cascatinha (sem trocadilho) diante do esquema PC? E que importância a cascata da Casa da Dinda teve, a não ser destacar a evidência da falta de bom gosto do então chefe da nação?].
Da mesma forma foram as denúncias de Carlos Lacerda contra o bando liderado por Getúlio. O fato inicial não era verdade, mas chegou-se a Gregório Fortunato e a história mudou de rumo. [ou, visto por outro ângulo: Gregório Fortunato não foi capaz de perceber que o Lacerda estava prestes a se enforcar na corda que ele mesmo estava tecendo, não soube segurar a onda e desandou completamente a sustentação política do governo Vargas. Smartão versão 1954 (Xiii… foi em 1954 isso, né? Espero que sim, porque a preguiça de buscar no Google é enorme…]
Aparentemente, os aloprados de São Paulo que pretendiam comprar um dossiê que incriminava seus adversários, era uma malvada invenção da imprensa. Entretanto, uma foto retratando um morrote de dinheiro ilustrou a primeira página dos jornais e jogou uma eleição presidencial para o segundo turno. [Aham. Por falar em morrote de dinheiro, já se descobriu qual a explicação para ele? Não se ofenda, por favor, estou perguntando na maior inocência (tá bom, não tem tanta inocência minha pergunta, mas faz de conta que tem, vai… ;)]
Assim é a imprensa: se nutre do erro, para cevar a verdade [er… serei obrigada a fazer outra associação comparativa: a das células-tronco. O grande lance e o grande desafio pros cientistas é descobrir até que ponto dá pra se mexer com células tronco de maneira que sua divisão resulte na formação de um novo tecido, e não um foco de câncer no corpo. E aí, vale a pena arriscar um câncer pra regenerar um tecido/parte do corpo? Casa caso é um caso, diriam os médicos…] . Aos tiranos ocorre o pavor à liberdade de errar para que, pelo silêncio, manipulem a verdade [zifio, tenho que tirar o chapéu para o seu estilo, mas vamos combinar que você ultrapassou as linhas da maldade aqui… oras, quem adora dizer que não pode errar é o moço Lizinácio, né? Chamá-lo de tirano seria, no mínimo, uma imprecisão hermenêutica de sua parte. Desculpa, mas seu texto vinha tão bem, tão classudo, tão elegante, daí você chega aqui e escorrega na tirania…] . Nesta penúltima semana de setembro, a revista Veja publica um artigo do sociólogo Demétrio Magnoli que é aula a quem pretende exercer, eleger, entender ou criticar o poder [li o texto em questão e discordo de você, mas vamos lá…].
O título A Liberdade Enriquece mostra a conservadores, revolucionários, mentes lúcidas ou idiotas em particular que a liberdade de expressão transita por qualquer regime que realmente procure a justiça das sociedades.
Rosa de Luxemburgo, a Passionária polonesa que tanto inspirou as esquerdas do século vinte, é citada para reproduzir um mantra que define a liberdade. ” Liberdade somente para os partidários do governo não é liberdade. Liberdade é sempre a liberdade daquele que pensa de modo diferente”.
Como se não bastasse tamanho soco que nos faz acordar para a responsabilidade social [acordar para a responsabilidade social? Jura? Posso cobrar?] , o artigo nos premia com a pérola de uma frase, que se bem pensada, nos leva à emoção: “Liberdade não é um artigo de luxo, um bem etéreo, desconectado da economia. Liberdade funciona, pois a criatividade é filha da crítica”. [Esse daí foi o final do ensaio. Ficou até bonitinho pra fechar o texto, mas permita-me destacar aquela que, na minha modesta (OK, esquece o modesta. Não sou modesta.) opinião, é a melhor frase desse ensaio: Nenhum homem combate a liberdade; no máximo, combate a liberdade dos outros. Acrescentaria que nenhum homem nem nenhum veículo de comunicação combate a liberdade. Haja vista o blog da Petrobrás, né?]
Enquanto isso, nos porões da estupidez e na catacumba da inteligência há quem continue a afirmar que há excesso de liberdade de expressão no Brasil e que aqueles que estão no poder são a opinião pública.

Leiam, estudem, pois ainda há tempo.
A liberdade também foi feita para os estúpidos.[Aqui eu vou lamentar que um texto tão elegante e tão bem escrito tenha, apesar de tanto controle e medição de palavras, definitivamente escorregado na falta de élan e numa grosseria a meu ver desnecessária. E vou provar o porquê. Mas isso lá embaixo, porque quem vai falar a rodo agora sou eu…]
Ronald de Carvalho é jornalista
Pois eu discordo muuuuuuuuuuuuuuito da conclusão do seu texto. Ele vinha tão bem, tão elegante, tão ponderado, e de repente escorregou numa grosseria ríspida… me pareceu que, na pressa de completar o total de caracteres a que você tinha direito (imagino que seu texto tenha sido publicado nas páginas de O Globo), você tenha se apressado a simplesmente desmerecer seu antagonista e pronto. Mas permita-me (e mais uma vez, se você não permitiu, azar, né? Eu fui tomando a liberdade mesmo, fazer o quê? Sou saidinha… ;) ]  discordar profundamente de você.
Por excesso de liberdade de expressão, eu entendi que o autor dessa frase (a quem você não identificou por motivos que eu não vou tentar decifrar e cja decisão eu vou respeitar e seguir) quis dizer que é liberdade de mais e responsabilidade de menos. Cadê a responsabilidade de expressão? Cadê aquela responsabilidade social a que você se referiu um pouco antes da conclusão do seu texto? Responsabilidade social, para o jornalismo, é responsabilidade de expressão, oras…
Mas vou começar (começar? Que vergonha, dona Bruxa, cê tá discordando dele faz tempo!) a discordar de você pela expressão por você empregada, nos porões da estupidez e nas catacumbas da inteligência. Até porque, como jornalista, você deveria se forçar ao exercício de raciocinar dentro da linha de raciocínio daquele de quem você discorda – e, assim, tentar entender as razões alheias.
Mais uma vez, já que você não identificou o autor dessa frase, e limitou-se a menosprezar sua importância e relevância, não vou ser eu quem vai dizer quem foi que disse isso. Contudo, ao invés de catalogá-lo como burro e estúpido, eu lhe convido a, por alguns instantes, partir da premissa de que ele é inteligente, perspicaz e sagaz. Faz de conta que você trabalha pro jornal espanhol El Pais, por exemplo. Vamos partir do princípio de que o autor da frase pode estar certo. Pense comigo, e vamos aqui aplicar uma perspectiva histórica:
Vamos fazer de conta que não somos brasileiros e que não moramos no Brasil. Somos estrangeiros e externos à situação política que aqui se desenrola.
Daí que o Brasil está sendo, pela primeira vez, governado por um metalúrgico. Chegamos ao ápice da democracia, né? Será?
Porque, pra mim, uma das características da democracia é a maioria prevalecer e a minoria saber reconhecer o desejo da maioria e, principalmente, submeter-se a esse desejo, ainda que isso vá contra suas convicções, opiniões, ideologias… Você acha isso impossível de acontecer? Então, converse com John McCain. Ele deu ao mundo uma aula de superioridade norte-americana irritante, enervante, odiosa e maravilhosamente plena. Relembremos, pois, alguns trechos do discurso dele que eu ouvi com lágrimas convulsivas de emoção e de raiva (Porra, Bruxa, você tá concordando e se emocionando com um republicano?, repetiam para mim meus neurônios. E eu dizia a eles que sim, fazer o quê, né? ;) )
O senador Obama alcançou um grande feito para si mesmo e para este país. Eu o aplaudo por isso.
(…)
O senador Obama e eu tivemos e discutimos sobre nossas diferenças, e ele prevaleceu. Sem dúvida muitas dessas diferenças permanecem.
(…)
Eu não seria um americano digno desse nome se lamentasse um destino que me permitiu ter o privilégio extraordinário de servir a esse país por meio século.
(…)
Hoje, fui um candidato ao posto mais alto do país que amo tanto. E esta noite permaneço um servo. Isso é benção suficiente para qualquer um
(…)
Desejo boa sorte ao homem que foi meu oponente e será meu presidente.
Pois o grande desafio da democracia não é a existência de uma pluralidade de opiniões. É a capacidade de os plurais se respeitarem, se tolerarem e se submeterem um ao outro à medida que o tempo passa e as urnas falam. Responda sinceramente: você imagina José Serra falando isso de Dilma Roussef?
Mas eu mesma fugi da minha linha de raciocínio. Convido-o a retomá-la comigo.
A minoria derrotada foi incapaz de reconhecer que, carambolas, aquele metalúrgico que ela considerava menor, pequeno, irrelevante e incapaz, fosse, sim, capaz de conquistar a confiança da maioria da população do país. E continuou a enxergar aquele metalúrgico não como um presidente, mas como um cara que ousou chegar à presidência e, droga, a gente tem que engolir.
A imprensa brasileira foi, a meu ver, incapaz de enxergar a novidade desse metalúrgico no poder. Foi incapaz de cobrir o governo a partir dessa perspectiva histórica. E resolveu, para adotar uma expressão bem blogueira, acompanhar o mimimi da minoria derrotada.
Essa minoria sempre subestimou o metalúrgico. E, em seu exercício de menosprezo, não enxergou a ascensão política do metalúrgico dentro da presidência. Não enxergou dentro de uma perspectiva histórica o trabalho do metalúrgico. E continuou a menosprezá-lo. Chocava-se em vê-lo ao lado da Rainha da Inglaterra, ou considerava escárnio o presidente dos Estados Unidos chamá-lo de o cara. E não enxergava geral com mais dinheiro no bolso, geral comprando, pela primeira vez na vida, ou mesmo pela primeira vez em muitas gerações, casa própria, carro, eletrodomésticos e, ainda assim, sobrar um dinheirinho no final do mês. Enfim, uma bela abalada na pirâmide social e de poder aquisitivo neste país. E isso muda muita coisa. Isso muda economia, hábitos de consumo, poder de fogo, poder de barganha. A frase uma França subiu da classe pobre para a classe média não deve ser entendida com ouvidos de promessa política, mas com neurônios de analistas sociais e, principalmente, sob o ponto de vista de alteração do comportamento econômico da sociedade brasileira. E o que fez o minúsculo grupo derrotado?
O minúsculo grupo não percebeu que a frase nunca antes na história deste país poderia ser traduzida para uma expressão bem corriqueira do vocabulário de 15 em cada 10 executivos mudernos: estamos quebrando paradigmas. E chocava-se ainda mais ao ver a popularidade do metalúrgico crescer a níveis estratosféricos: o povo é ignorante, não sabe o que diz, menosprezava a minoria. (quer dizer, pelo menos a gente não pode acusar essa minoria de incoerência, né?)
O que fazer para reagir? Vamos mostrar à plebe ignara que esse governo não é perfeito! E o que fizeram? Olha o monte de corrupção que tá comendo solta no governo. Como diram as bichas-calendário ;), foi uma atitude muito UDN 1956. Mais de meio século envelhecida. Mais velha que o Café Capital…
Ao acompanhar a posição da minoria derrotada, a mídia tradicional adotou para si uma visão restrita do cenário político nacional. E, junto com a minoria derrotada em 2002, afastou-se da opinião da maioria. Afastou-se da perspectiva política da maioria eleita.
Não estou aqui defendendo a corrupção nem os desvios de conduta que porventura (até porque, dentro do seu raciocínio de comprovação jurídica, nada ainda foi provado e punido, né?) ocorreram nos últimos 8 anos neste país. Estou apenas destacando que o jornalismo foi terrivelmente parcial nos últimos 8 anos ao ser incapaz de traduzir em suas páginas e telas e alto-falantes a lógica e o ponto-de-vista da maioria que apoiava o metalúrgico.
Daí que a relevância social da mídia tradicional no dia a dia da maioria da população só fez decair nos últimos oito anos. E justamente por afastar-se da maioria e aproximar-se da minoria, a mídia tradicional perdeu-se em seu papel social. Está falando para toda a sociedade, mas sendo considerada por uma minoria. está sendo solenemente ignorado pela maioria. A maioria, que tem acesso à Internet, busca outras fontes de informação, busca opiniões mais… plurais.
Agora, pegue esse ponto de vista político, uma mera opinião pessoal, e aplique sobre ele um viés administrativo, um viés corporativo. Pegue essa opinião e use-a para analisar, do ponto de vista de administrador de empresa de comunicação, a audiência do Jornal Nacional nos últimos oito anos. Ou mesmo as pesquisas feitas entre os espectadores do Jornal Nacional.
Compare o gráfico da audiência do Jornal Nacional nos últimos oito anos com o gráfico do número de assinantes (reais, desconsidere a tiragem total e, principalmente, os exemplares de brinde) da revista Veja, da Folha de SPaulo e do Estadão. Não os tenho disponíveis, mas ouso chutar que a e(in?)volução da curva é semelhante. Será que esses gráficos não corroboram meu ponto de vista? Que, por um acaso, coincide com o ponto de vista do presidente da república?
Ora, onde foi parar aquele jornalista da anedota que, convidado a escrever sobre Jesus Cristo, perguntou: contra ou a favor?
Cadê o exercício retórico que todo jornalista deve ser capaz de fazer? Será que a imprensa tradicional brasileira foi capaz de ver não só o lado corrupto do governo que por ora se encerra (encerra?), mas também o lado bom?
E por que os jornalistas que se sentem formadores de opinião neste país insistem em ver Lula como, parafraseando você mesmo, os porões da estupidez e as catacumbas da inteligência? por que os jornalistas não são capazes de perceber Luiz Inácio e analisar seu governo a partir de sua perspicácia?
Porque tá faltando essa amplitude de pontos de vista, sabe? Tá faltando esse exercício de democracia de ouvir todo mundo e respeitar todo mundo.
E é justamente essa lacuna que foi criticada pelo autor da frase que você recusou-se a identificar.
Aliás, eu lhe convido a analisar a frase Quem está no poder são os formadores de opinião sob a perspectiva e dentro do contexto do autor da frase.
Será um exercício e tanto de jornalismo.
Sei que é um pouquinho de abuso fazer esse convite a uma pessoa que tem 40 anos de experiência em jornalismo. E um pouquinho menos de experiência em vivência democrática.
Este meu humilde (OK, não é humilde, é arrogante bagarai, mas deixa isso prá lá, isso não vem ao caso) caldeirão está à sua disposição caso vc queira treplicar meu ponto de vista. E espero que você tenha entendido que eu apenas expus aqui meu ponto de vista razoavelmente diferente do seu, mas de forma respeitosa e elegante. E todas as vezes em que eu escorreguei para o escárnio (porque eu não sou de ferro, né? ;) ) eu pedi desculpas… :D
Eu curto horrores um ponto de vista diferente do meu. Contanto que ele me seja exposto de forma elegante e respeitosa.
esteja à vontade, pois!
Respeitosamente,
Madrasta do Texto Ruim
(sou jornalista. Se você quiser, eu lhe revelo minha identidade secreta huahuahua. Mas permita-me curtir aqui neste blog esse personagem. Me divirto demais por aqui!)
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Folha e o primeiro dia da primavera suíça (oi?)

quinta-feira, setembro 23rd, 2010
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Curto muito os ectoplasmas suínos que frequentam este caldeirão.

Vejam a @ju_freitas, por exemplo. Ela apiedou-se de mim por eu não ter conseguido xingar a Folha ontem, e me deu um motivo fresquinho, perfeitinho e inquestionável pra eu poder xingar o Eliézer Ambrósio dos jornais brasileiros hoje. Muito amor entre esta bruxa e os ectoplasmas suínos, muito amor.

Porque a tia Maricotinha, que nos deu aulas lááááá no primário (semana passada, o passado remoto aconteceu sempre na semana passada, aprendam!) nos contou que os hemisférios norte e sul do planeta Terra combinaram de trocar as estações do ano. Quando aqui no sul é verão, lá no norte é inverno e vice-cersa; quando aqui é primavera, lá é outono e vice-versa de novo.

Então, queridos ex-alunos da tia Maricotinha, o que comemoramos nós, aqui no hemisfério sul, no dia 23 de setembro? Isso, muito bem, crianças! O início da primavera! E lá no norte, qual é a estação que tá começando? É o outoooooooooooooooono, tia Maricotinha!

Isto posto, DÁ PRA ALGUÉM CONTAR PRA FOLHA QUE NA SUÍÇA É OUTONO, PORRA?!?!?!?!!?!?!?!?!?! (confiram a legenda da foto do campo florido…)

Mas não posso crucificar muito a Folha, não… quem viu o filme A casa dos Espíritos, com a Meryl Streep? Poi zé, o filme se passa no Chile (Hemisfério Sul). E, no natal, a produção fez NEVAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!

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Blog Poder Online e o salto triplo carpado verbo-temporal

quinta-feira, setembro 23rd, 2010
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E claro que isso tinha que acontecer.

Tudo começou quando o ministro do Superior Tribunal Federal, Dias Toffoli, resolveu pedir vistas do processo pra dar seu parecer sobre a Lei Ficha Limpa. Traduzindo: num li direito, vou levar pra casa e ver se consigo ler direito e entender esse negózdilei. Ou quero ir pra casa mais cedo, bora ler o texto de novo, coleguinhas?

Mas falando sério, o ministro encrencou com o tempo verbal da lei Ficha Limpa, cuja íntegra vocês encontram aqui. O meritíssimo abespinhou-se com o fato de a expressão tenham sido ter sido substituída pela expressão que forem sem que o Congresso tenha sido consultado sobre isso.

(Imagine agora o Tiririca dizendo qual expressão cabe melhor no texto de lei, e por quê. Imaginou? Pronto, de nada por estragar o seu sono.)

Até aí tudo bem, isso faz parte das funções do STF.

O Correio Braziliense contou a história certinha, como vocês podem conferir.

Mas o Blog Poder Online, hospedado no Ig, se embananou-se todo com a explicação, e confundiu o que o ministro acabou por definir como salto triplo carpado hermenêutico (post logo aqui abaixo, ou numa nova janela, se você clicar no link que eu dei). E, por sua vez, criou o salto triplo carpado verbo-temporal. Ó só o que o texto diz do questionamento do ministro:

(…) uma emenda de redação aceita na tramitação pelo Senado Federal, que alterou o tempo do verbo no texto do projeto – do particípio passado [tenham sido é particípio passado, OK] para o pretérito futuro [Oi? Pretérito futuro? Passado futuro? como é que rola o passado de uma coisa que inda num aconteceu? Alguém desenha, por favor?].

Particípio passado, tudo bem. a expressão está de fato nesse tempo verbal.

Mas o pretérito futuro é, por si só, uma contradição entre termos. Pretérito é passado, que é antônimo de futuro.  O moço estaria, por acaso, a referir-se ao futuro do pretérito? (eu seria, tu serias, ele seria…) Mas o texto alterado na lei em questão adotou a expressão que forem… e agora, comofas?

Tio Antônio, ajuda a desvendar essa conjugação?

Verbo ser, futuro do subjuntivo, terceira pessoa do plural

Valeu, tio Antônio!

Agora vejam vocês que eu tava aqui me preparando pra encerrar este texto com um PORRA, FOLHA!, e me dou conta de que desta vez a Folha é inocente!

PORRA, IG! COMETE UM ERRO DESSES E AINDA ME IMPEDE DE XINGAR A FOLHA?!?!?! PORRA, PORRA, PORRA!!!

Pronto, passou.

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A puta falta de sacanagem e a safadeza oculta são filhas do salto triplo carpado hermenêutico?

quinta-feira, setembro 23rd, 2010
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Gente, estou totalmente inlóvi com essas expressões que pululam Internet afora…

A primeira foi a puta falta de sacanagem. Surgiu num vídeo no qual um grupo de adolescentes aguardava um show de rock que acabou não acontecendo. No vídeo daí de cima, aos 1:35 aparece a menina proferindo a pérola. Puta falta de sacanagem é uma sacanagem exacerbada, né? O fato é que a expressão, por assim dizer, agregou valor (Ok, me crucifiquem) à já combalida sacanagem pura e simples.

Aí chegamos na safadeza oculta.

Tadinha, gente! Um protótipo de Madrasta do Texto Ruim, com hormônios à flor da pele! A menina num aprendeu a relevar os errinhos de dedo que esta que vos fala já ignora. Quer dizer, uma pessoa que escreve esotu em vez de estou não pode falar mal de quem escreve RDB no lugar de RBD, né? Pô, tava querendo ganhar dinheiro em vez de ir a show de banda adolescente, uai…

O fato é que a mocinha daí de cima cunhou uma nova e deliciosa expressão: safadeza oculta (aos 20 segundos). Mais uma vez, agregou valor (meus pulsos, podem cortá-los) à safadeza pura e simples, já tão banalizada neste país e aqui eu interrompo meu raciocínio pra não cair na esparrela do lugar-comum.

Pois então nós saímos do universo adolescente, repleto de hormônios e exageros e exacerbações e coisas do tipo, e após breve planagem sonífera, caímos estatelados por sobre o Supremo Tribunal Federal deste país, cujas paredes ouviram coisa muito mais complexa.

Porque quando você ouve puta falta de sacanagem, ou safadeza oculta, você pode até levar um tempinho pra entender como usar, mas basta dizer em voz alta duas ou três vezes que você já fica íntimo das expressões, e começa a usá-las sem pestanejar.

Mas quando o presidente do Supremo Tribunal Federal, durante sessão plenária pra dizer se, no frigir dos ovos, a lei da Ficha Limpa tá valendo ou não tá, questiona a constitucionalidade por causa de um tempo verbal e ouve do colega Ayres Britto que o argumento dele é um salto triplo carpado hermenêutico, geral se arrepia e fica com medo da coisa, né?

Mas calma que esta bruxa que vos fala vai pedir ajuda ao tio Antônio. Vamos partir do princípio que o togadíssimo magistrado valeu-se de imagens de ginástica artística para construir seu neologismo. Então, todos sabemos que salto triplo é um salto dificílimo de dar.

Daí, vamos pedir ajuda pro tio Antônio explicar o que que acontece se o salto triplo fica carpado:

Carpado

executado com o corpo dobrado nos quadris, pernas esticadas sem flexão dos joelhos e pés distendidos (diz-se, p.ex., de salto ornamental)

Quer dizer, eu já me estrebuchei no chão e quebrei o pescoço. A manobra que já era difícil contraiu ares impossíveis.

E o hermenêutico? É pra travar a língua? Bom, tio Antônio avisa que hermenêutico é tudo o que for relativo à hermenêutica, que, por sua vez, é…

Hermenêutica

ciência, técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, esp. das Sagradas Escrituras

2 interpretação dos textos, do sentido das palavras

3 Rubrica: semiologia.

teoria, ciência voltada à interpretação dos signos e de seu valor simbólico

4 Rubrica: termo jurídico.

conjunto de regras e princípios us. na interpretação do texto legal

Ou seja: é tudo interpretação de textos… (ufa!)

Quer dizer, então, que o salto triplo carpado hermenêutico é um texto cuja interpretação difícil ficou mais difícil ainda?!?!?!  Ou é uma tentativa de complicar o que seria simples?

Ou seria um melangê de jenessequá? (do francês melangé de je ne sais quoi, ou mistura de não-sei-quê – copyright Madrasta do Texto Ruim. Autorizada a reprodução dessa expressão! :D )

Ah, desisto de entender. Mas nasceu hoje nesta terra de Cabral mais uma expressão recauchutada, o salto triplo carpado hermenêutico. Que, por sua pompa e circunstância, é pai (talvez avô, bisavô ou trisavô) das irmãs quase gêmeas puta falta de sacanagem e safadeza oculta. Os três adoráveis – ainda que o vôzinho seja meio estranho e de difícil… er… hermenêutica? ;) Ainda assim, a-moooooooooo!

Mas aprecie com moderação.

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Pão de bunda

segunda-feira, setembro 20th, 2010
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Ufa!

Há quanto tempo não me aparecia uma hortografia pobremática de raiz! Finalmente, tava começando a ficar com saudades..

Favor notarem a diferença entre glúteos e glúten.

Assim que eu estiver no computador onde Tio Antônio mora, vou atualizar este post com as devidas definições, OK?

(Vou nem entrar no mérito de que o verbo conter, nas conjugações do plural, recebe acento circunflexo. Traduzindo: não é os produtos contém, é os produtos contêm)

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Devassidão contábil

quinta-feira, setembro 9th, 2010
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Na boa, se eu fosse esse boy (Boy? Ele é old, isso sim!), eu processava o UOL

Na home do UOL e na manchete do jornal (adivinha? Adivinha?) Folha de São Paulo (sabiiiia que você ia adivinhar! :) \o/ ) a coisa dá a entender que o boy e o contador são amantes, mas no primeiro parágrafo a responsabilidade jurídica fala mais alto. ó só:

Office boy confirma relação com contador [Aqui a irresponsabilidade jurídica…], mas nega participação em quebra de sigilo

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

O office boy Ademir Estevam Cabral, 51, confirmou nesta quinta-feira em depoimento à Polícia Civil de São Paulo que já trabalhou com o contador Antonio Carlos Atella Ferreira […que foi corrigida imediatamente no lead da história], mas negou participação na quebra do sigilo fiscal de Veronica Allende Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB).

O interrogatório de Cabral ocorreu na Delegacia Seccional de Santo André (ABC paulista). Policiais ouvidos pela reportagem disseram que ele se apresentou sem advogado.

Não à toa a Folha tornou-se o primeiro jornal braisleiro a ser sumariamente sacaneado no Twitter.

Vou nem me dar ao trabalho de contar a quantidade de caracteres em cada linha da manchete do UOL. Limito-me a sugerir a substituição da palavra relação com conexão ou ligação. fica mennos pornográfico, né?

Ou, pelo menos, suscita menos piadinhas infames e pouco engraçadas.

E muito obrigada à nonna @nairbello por avisar da tetéia daí de cima.

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/o\ Brasil, daqui há pouco, será cede da Copa do Mundo /o\

terça-feira, setembro 7th, 2010
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Gente, absurdo essa minha falta de tempo, viu?

Tô aqui com um mondi e-mail de ectoplasma amigo e não consigo postar!

Este aqui é do Megale, âncora das manhãs da BandNewsFM são Paulo (e rede) e personal galo de estimação ;)

O pobrezinho me passou este e-mail em junho, e fica parecendo que eu esnobei! claro que não, zifio! Esnobei, nada!

Daí que o galo de estimação dos ouvintes paulistanos da Band News FM recebeu por e-mail um daqueles releases maravilhosos que reproduzem opiniões [bocejo] de formadores [boceeeeeejo] de opinião. Este, em questão, trazia azidéia de uma especialista em tributos sobre a organização da copa do mundo de 2014 blablabla whiskas sachê blablabla.

O problema da tchutchuca é opinião de mais e ortografia e gramática de menos.

Será possível que ninguém avisou pra moça que o verbo haver só se usa pra falar de tempos passados, e pra se referir ao futuro a gente usa a preposição a? Ou seja: daqui a um mês ou mais, né, minha tia?!?!?!

E que diabos significa cediar? alguém por favor manda a dona economista de volta pra escola, pq ela tá pensando demais em tributos e de menos em ortografia?

Alguém, por exemplo, O ASSESSOR DE IMPRENSA QUE ENVIOU ESSE TEXTO SEM LER DIREITO E VER A BOSTA QUE APRONTOU?!?!!?

Porque dona tia não marcou touca sozinha, não marcou, não…

Taqueopa…

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