Ectoplasma mesmítico não tem vez em Brasília

Sói qeria dizer isso pra vocês, tá?

É que aqui, no Planalto Central (Tô de mudança. Não queiram saber o porquê.), tudo quanto é tipo de assombração e de encosto pode ter vez, menos o ectoplasma mesmítico (sabem o mesmo, que encontra-se parado no andar quando você chama o elevador? É ele… mesmo! :D ).

Porque nesta cidade os caboclos podem não respeitar uma série de normas ou de leis, mas o bom texto pelo menos ainda tem vez na Capital Federal.

Ó só como ficou o aviso da plaquinha dos elevadores:

Viu? Não precisa usar o mesmo porque é feio – e errado. Para estes casos, os pronomes pessoais do caso reto (mais precisamente o ele da plaquinha daí de cima)  atendem perfeitamente às necessidades do cliente, como dizem algumas amebas por aí…

CQD – como queríamos demonstrar (o comando pra criar link não tá funcionando no wordpress. quando ele voltar a funcionar, eu arrumo o post. Por enquanto, basta clicar no link ao lado. Grata. http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=53).

Antes que falem: o pronome reflexivo se está muito bem à frente do encontra. A frase em questão está exatamente como os brasileiros falam no dia-a-dia. Pelas normas cultas, pode ser questionável – mas pelo uso cotidiano, está mais que natural.

E rezem pra que a minha mudança seja rápida e sem traumas. Ninguém merece mudança interestadual a toque de caixa, com um bebê de nove meses e um cachorro vira-latas a tiracolo (não perguntem. Apenas rezem. Obrigada.)



12 comentários sobre “Ectoplasma mesmítico não tem vez em Brasília”

  1. Aninha Arantes comentou:

    Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh…

    Como vou fazer a piadinha do “tenho medo do “MESMO”, agora?!?!?!

  2. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Fique em São Paulo! Aí é a terra do ectoplasma mesmítico! :D

  3. Renato comentou:

    Seja bem-vinda à cidade mais charmosa do país. Apesar de tudo.

  4. Rafaela Porto Vizarim comentou:

    Olá, bruxa!

    Gostaria de saber o porquê de não se usar “verifique se o elevador se encontra parado neste andar antes de tentar entrar nele” ou algo semelhante. Imagino que colocar o “antes de entrar no elevador” primeiro serve para chamar a atenção do passageiro e fazê-lo terminar de ler o aviso antes de qualquer coisa, mas o “aviso aos usuários” já estaria resolvendo esse pequeno problema de suposta desatenção dos pobres usuários, correto? Além do fato que alguém que não pare para terminar de ler um aviso de uma única frase, provavelmente não vai lê-la de maneira alguma… Ou estou muito enganada?

    Abraços e parabéns pelo site mais uma vez.

  5. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Olá, Rafaela!
    Acho que seria mais simples e mais enfático se fosse algo meique publicitário, do tipo: “O elevador está parado no andar? Tem certeza? confira antes de entrar!”, ou algo nessa linha.. acho que chamaria mais atenção…

    Obrigada pelos cumprimentos! :D
    Bjoquinhas!

  6. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    \o/ :D

  7. Márcio Chocorosqui comentou:

    Nunca entrei num elevador que não estivesse parado. Com ele em movimento, acho que não dá.
    Muito bom o blog. Vou espalhar.

  8. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Ô, zifio! Obrigada pela visita e pelos elogios! \o/
    Seja bem-vindo e que Nossa Senhora da Locução Verbal lhe ilumine os caminhos por todo o sempre! :D

    Abraços,
    Madrasta

  9. Ceci comentou:

    Quando alguém fala no telefone “ele não se encontra”, eu sempre penso “puxa, ele está perdido?”.
    Tem alguma regra que invalide o uso do verbo estar no lugar do encontrar no aviso “Antes de entrar no elevador, verifique se ele está parado neste andar”?

    Bj

  10. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Menina, essa história do verbo encontrar vai render um post, viu? Superobrigada pela lembrança!

  11. Ceci comentou:

    Madrasta,
    Você dá consultoria de texto?

    Bj

  12. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    (Consertei a palavrinha e deletei o outro comentário, OK? Vc merece… :D )

    Olha, zifia, eu tô justamente começando a pensar nisso, sabe?
    “Exorcismo de amebas in loco” – também conhecido como palestras corporativas sobre o bom uso do português…

    Mas de que se trata a consultoria em questã, hein?

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