Blog Poder Online e o salto triplo carpado verbo-temporal
E claro que isso tinha que acontecer.
Tudo começou quando o ministro do Superior Tribunal Federal, Dias Toffoli, resolveu pedir vistas do processo pra dar seu parecer sobre a Lei Ficha Limpa. Traduzindo: num li direito, vou levar pra casa e ver se consigo ler direito e entender esse negózdilei. Ou quero ir pra casa mais cedo, bora ler o texto de novo, coleguinhas?
Mas falando sério, o ministro encrencou com o tempo verbal da lei Ficha Limpa, cuja íntegra vocês encontram aqui. O meritíssimo abespinhou-se com o fato de a expressão tenham sido ter sido substituída pela expressão que forem sem que o Congresso tenha sido consultado sobre isso.
(Imagine agora o Tiririca dizendo qual expressão cabe melhor no texto de lei, e por quê. Imaginou? Pronto, de nada por estragar o seu sono.)
Até aí tudo bem, isso faz parte das funções do STF.
O Correio Braziliense contou a história certinha, como vocês podem conferir.
Mas o Blog Poder Online, hospedado no Ig, se embananou-se todo com a explicação, e confundiu o que o ministro acabou por definir como salto triplo carpado hermenêutico (post logo aqui abaixo, ou numa nova janela, se você clicar no link que eu dei). E, por sua vez, criou o salto triplo carpado verbo-temporal. Ó só o que o texto diz do questionamento do ministro:
(…) uma emenda de redação aceita na tramitação pelo Senado Federal, que alterou o tempo do verbo no texto do projeto – do particípio passado [tenham sido é particípio passado, OK] para o pretérito futuro [Oi? Pretérito futuro? Passado futuro? como é que rola o passado de uma coisa que inda num aconteceu? Alguém desenha, por favor?].
Particípio passado, tudo bem. a expressão está de fato nesse tempo verbal.
Mas o pretérito futuro é, por si só, uma contradição entre termos. Pretérito é passado, que é antônimo de futuro. O moço estaria, por acaso, a referir-se ao futuro do pretérito? (eu seria, tu serias, ele seria…) Mas o texto alterado na lei em questão adotou a expressão que forem… e agora, comofas?
Tio Antônio, ajuda a desvendar essa conjugação?
Valeu, tio Antônio!
Agora vejam vocês que eu tava aqui me preparando pra encerrar este texto com um PORRA, FOLHA!, e me dou conta de que desta vez a Folha é inocente!
PORRA, IG! COMETE UM ERRO DESSES E AINDA ME IMPEDE DE XINGAR A FOLHA?!?!?! PORRA, PORRA, PORRA!!!
Pronto, passou.
