A tragédia de Realengo, um texto estranhamente bem escrito e um pouco (um pouco?) de teoria da conspiração

 

Essa tragédia que aconteceu hoje em Realengo tá muito estranha.

Antes de continuar, quero deixar bem claro que óbvio que o ocorrido chocou todo o país, que milhares de inocentes morreram sem nenhum sentido, enfim, o troço todo deixou a todos muito consternados.

Mas a distância que eu tenho do ocorrido (moro em Brasília, não tenho amigos, parentes nem conhecidos em Realengo) me permite analisar a coisa com um pouquinho de frieza que a princípio pode irritar a muitos. Convido-os a não se irritarem, apenas sigam minhas observações feitas só de pegar as informações aqui e ali (até porque, vamos combinar que a cobertura em tempo real da tragédia e nada é a mesma coisa!).

Em primeiro lugar:

Esta semana mesmo dei uma passad’olhos neste post da Frô (Não li na íntegra. Todos os dias eu devo abrir aproximadamente 100 páginas enviadas por twitter, sobre os assuntos mais variados possíveis. é humanamente imossível eu ler tudo com toda a atenção e cuidado que deveria.). O que me chamou a atenção: os Estados Unidos pretendem difamar a religião muçulmana. Não sou eu quem estou dizendo isso, é coisa dos wikileaks. Acreditem se quiserem. Mas eu não duvido.

Ponto parágrafo.

Dois ou três dias depois desse post da Frô, surge esse louco em Realengo. Primeira coisa que eu li: “ah, ele é muçulmano, não tem Jesus no coração!” :O e geral começa a falar todo tipo de sandice a respeito do assunto. Ligo na Globonews, e começa um psiquiatra forense a especular quais seriam as motivações desse sujeito. Doutor, dá licença mas se a idéia aqui é especular deixa que eu faço isso sozinha! Também me chamou a atenção o fato de ele especular sobre trechos de uma carta que, até o momento, só se sabia da existência, e não do conteúdo (as autoridades do Rio de Janeiro ainda não tinham concedido entrevista coletiva). Creditei isso ao sensacionalismo barato e à falta absoluta do que se falar de novo, e fui cuidar da minha vida.

Até aqui essa história não tinha nada a ver com a linha do Objetivando disponibilizar. Até que veio a público a tal carta do sujeito. E agora é que ninguém arranca da minha cabeça que tem dente de coelho nessa história.

Vejam aqui dois trechos da carta:

Vários detalhes me saltaram aos olhos:

1- Carta impressa? Que espécie de suicida imprime uma carta? Sério, quero saber isso. Onde, quando e como ela foi impressa? Cadê o arquivo que a originou? Ele ainda existe?

E por que só a assinatura dele? A assinatura confere?

2- O início do primeiro trecho parece tirado da bíblia ou de algum livro religioso (Corão, Torá…).

3- Finalmente, como pode um ex-aluno de escola pública escrever um texto sem erro de ortografia, concordância, pontuação? Gente, essa carta suicida tá muito mais bem-estruturada do que muito folheto de marketing escrito por banco!

4- Tá faltando nessa carta aquilo que o Cardoso chama de assinatura digital de crente. Por favor, não entendam isso como preconceito, pois não é! Estou aqui tentando fazer uma análise do modus operandi do sujeito… pessoas que frequentam igrejas evangélicas, por mais que leiam a Bíblia (e aí eu incluo os próprios pastores evangélicos), em sua esmagadora maioria (as excedções frequentam este caldeirão e tiram dúvidas comigo! :D) não são capazes de escrever um texto razoavelmente conexo sem cometer erros de concordância, ortografia e pontuação (= colocar vírgula onde não deve, por exemplo.) Esse texto carece da tal assinatura digital de crente.

5- Apenas dois detalhes “desabonam” a conduta dessa carta: frases extremamente longas e idéias repetidas à exaustão (a da consideração pelos pais, principalmente).

 

E vou repetir: não acho que todos os egressos de escola pública devam escrever mal. Aliás, quisera eu que nenhum deles escrevesse mal, que todos escrevessem linda e fluentemente. Infelizmente sou obrigada a reconhecer que a grande maioria dos alunos de escolas públicas têm um ensino de péssima qualidade. A grande maioria dos egressos dessas instituições não sabe compor uma redação satisfatoriamente. É triste constatar isso, mas não é preconceito!

E, se considerarmos o perfil da região (Realengo, bairro de classe média baixa do subúrbio do Rio de Janeiro), não apostaria no melhor dos ensinos, não…

 

Outra questão muito bem lembrada pelo Stanley Burburinho (é, ele também assombra meu caldeirão e o meu twitter, fazer o quê?): ele já sabia que iria deixar uma bolsa na primeira sala do primeiro andar quando escreveu a carta?

É possível que o Welinton Meneses de Oliveira tenha escrito pessoalmente essa carta? Sim, é. Mas para ter certeza disso eu quero ler outros textos que ele tenha escrito de próprio cérebro. E quero ver o boletim dele. Quero saber se ele era bom aluno de português.

Taí uma boa sugestão de pauta pros coleguinhas que estão lá em Realengo contando presunto: procurem o histórico escolar do Wellinton, e vejam se encontram algum outro texto redigido por ele, pra ver se o estilo bate.
Enquanto isso, eu fico aqui imaginando todas as teorias de conspiração possíveis. (Alguém me empresta um marciano, por favor? ;) )

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25 comentários sobre “A tragédia de Realengo, um texto estranhamente bem escrito e um pouco (um pouco?) de teoria da conspiração”

  1. Luciano comentou:

    Corretor ortográfico milagroso do word?

    De repente foi por isso que não escreveu à mão – pra não “fazer feio” quando a carta saísse no jornal.

    Um psicopata que pensou muito na carta, no que pretendia fazer e na repercussão.

    Será?

  2. crissferrari comentou:

    Primeiramente … (ahahhaha)
    Islã não contempla Jesus e Deus. De forma alguma me parece que tem dedinho americano nesse lance, todavia, notei sim que ele escreve melhor que muito publicitário e alguns jornalistas do Terra e UOL.
    O que eu notei também é que existem uns errinhos nas vírgulas sim, e talvez o rapaz tenha usado um bom corretor ortográfico e gramatical, eu não sou muito assídua dos editores de texto tipo MS office, Br Office, mas já usei e eles corrigem bem essa parte, pelo menos para os leigos, como eu, e só ficaria faltando a parte da organização das idéias, que é bem falha neste texto.

    O fato de ter digitado acho bem contemporâneo :) deve ser um rapaz que usa intensamente o computador, mesmo que seja para ver asneiras na internet.
    Para mim o infeliz procurou ajuda nas religiões, muitas delas, e misturou tudo com esquizofrenia e saiu matando.
    Lamentável.

  3. Carmen Regina Dias comentou:

    Pensei exatamente a mesma coisa enquanto lia a carta testamento.
    Uma onda neo nazista passou pelas minhas orelhas e pensei na similaridade
    das idéias.

    Pensei também em como sáo bons alunos da mídia PiG ensanguentada,
    que atrai as atenções para si com notícias detalhadas dos crimes
    que acontecem em tantas partes do planeta,
    sementes férteis…
    mas o cháo cérebro náo é apropriado para sua cultura.
    Alguma coisa acontece nas mentes quando tais sementes sáo lançadas
    à revelia, indiscriminadamente.

    Como escreveu Vinicius Martinho > as crianças sáo iguais em toda parte,
    o que as diferencia sáo os adultos que, ao seu redor, semeiam.

  4. Carmen Regina Dias comentou:

    Alguma coisa acontece nas mentes quando tais sementes sáo lançadas
    à revelia, indiscriminadamente.

    Como escreveu Vinicius Martinho > as crianças sáo iguais em toda parte,
    o que as diferencia sáo os adultos que, ao seu redor, semeiam.

  5. Vinicius Duarte comentou:

    1 – uma ação desse porte demanda uma preparação (ele teve de comprar as armas, os “jetloads”, colete, etc.). Segundo a irmã dele, ele “vivia no computador”. Digitar uma carta e levar consigo não é nada de espantoso. Quanto ao arquivo, você sabe que não é preciso salvar um arquivo para imprimi-lo;

    2 – A mãe dele é Testemunha de Jeová, e Testemunha de Jeová é fogo quando se bota a pregar. O trecho inicial é bem típico deles, deve ter entrado por osmose na cabeça do fulano.

    3 – Meus filhos estudam em escola pública (e de SP, hein?) e não costumam cometer erros crassos de português. E não são lá muito bons alunos. Existem alguns errinhos na carta, e o texto é mal escrito (confuso, com períodos gigantescos – ah, pra vc eu nem preciso dizer, né?)

    4 – Parece que o rapaz não frequentava igreja alguma;

    5 – Ele era ex-aluno, conhecia bem o prédio. Não vejo nenhum problema nele planejar onde iria deixar o tal lençol, já que deve ter planejado coisas muito mais complexas antes de cometer o terrível ato.

    Sei lá, mas eu acho que as informações são tão desencontradas que alimentar teorias conspiratórias só bagunça mais. O rapaz era um portador de distúrbio psiquiátrico grave, que teve o tratamento negligenciado pela família dele, e deu no que deu.

  6. Manoel comentou:

    Milhares, bruxa? Não são milhares.
    São cerca de 12 (os números ainda estão meio desencontrados).
    Ok, isso não diminui a tragédia. Não deveria haver nenhum.

  7. Manoel comentou:

    Bruxa, eu de novo. Apenas para dizer que os erros de português que esta carta apresenta são aqueles erros que escapam da correção do Word. Exemplos:
    Linha 4: Adúltero está escrito sem acento (porque o Word confunde com a conjugação em primeira pessoa).
    Linha 5 de baixo para cima, ainda na figura 1: O mesmo acontece com a palavra “está” (que o Word confunde com “esta”).
    No outro arquivo, linha 6 de baixo para cima: Aparece um “senão” equivocado que deveria estar escrito separado.

  8. Aninha comentou:

    Interessante é a assinatura dele.
    Só o nome dele escrito à mão, é como se a autoria do texto pudesse ser questionada.
    ISSO SINCERAMENTE NÃO PASSARIA PELA MINHA CABEÇA, caso eu fosse cometer uma loucura dessas.

  9. Carlos comentou:

    Quando eu leio um texto desses sinto uma pontinha de arrependimento da liberdade que a internet proporciona, mas logo passa quando encontro com facilidade artigos que preciso para fazer meus trabalhos… são como opiniões “lugar comum” a qualquer mentalmente pouco desenvolvido.

  10. ClaudiaC. comentou:

    Foi dito que ele vivia sempre em frente ao computador, então não é tão estranho que ao invés de escrever tenha digitado a carta. Ele não é um suicida emocionalmente desesperado, ele planejou com antecedência e conhecia a escola, poderia muito bem planejar colocar a bolsa onde quisesse.
    Quanto ao contéudo da carta, poderia ter colado da internet. Acredito que a polícia pode encontrar informações tanto no seu computador como no histórico escolar.

  11. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    er… Carlos, vc fala do texto do suicida ou da minha análise?

  12. Untitled « Mondo de Aline comentou:

    [...] que lidar com os por quês de Filhote. Não sei, não dá nem pra imaginar que haja uma resposta. A madrasta do texto ruim andou escrevendo algumas coisas, mas ela mesma admite que só pôde devido ao distanciamento. Li lá e em outros [...]

  13. ricardo comentou:

    “Tá faltando nessa carta aquilo que o Cardoso chama de assinatura digital de crente”
    sem preconceito?
    Você é uma daquelas pessoas que está indo pro inferno enquanto os “ignorantes” estão sendo salvos…

  14. Isabel Ferreira comentou:

    Difícil afirmar que o cara era muçulmano. Ser enterrado daquela forma faz parte da tradição dos judeus e hindus também.

  15. magnesio comentou:

    “O q é tudo isso diante da pólvora, essa paixão q se renova?!” ‘Os Paralamas do Sucesso – Pólvora’ http://t.co/cjsnxKs
    bjo

  16. Vicente comentou:

    Pessoal, esta carta diz tudo sobre o sujeito. Quem assina o nome como ele, revela que raramente pega uma caneta para escrever!

  17. Humberto comentou:

    Meus Amigos,

    Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

    «SOMOS CONTRA O BULLYING E A FAVOR DE UMA LEI FEDERAL CONTRA O BULLYING»

    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8742

    Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

    Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8742 e divulga-o por teus contatos.

    Obrigado.

  18. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Qdo tiver saco eu desenho pra vc o que eu quis dizer, tá?

  19. Allan Moraes comentou:

    Não sou jornalista, mas queria saber: não há um princípio, um consenso jornalístico (que se aprende na escolinha de jornalismo) de que não se deve divulgar a carta de um suicida? A não ser, claro, quando de grande relevância nacional e para a investigação do fato, como ocorreu com Getúlio Vargas; e ainda assim apenas depois dela ter passado por investigação policial. A impressão que tive, nesse caso, foi de que os jornalistas já estavam com a carta na mão antes de ela ter passado pela polícia. E nessa comoção toda, foi o “inimigo”, o assassino, que saiu ganhando: simplesmente porque ele conseguiu o que queria: ter sua mensagem divulgada (pergunte a muitos escritores o que mais importa a eles, se a vida ou sua obra, sua mensagem – muitos dirão que sua obra), por mais que tivesse que se matar por isso. Vocês conseguem entender? Mesmo?

    Quanto à “conspiração” – acho difícil que tentem algo do tipo – o islamismo precisa de pouco para ser visto como uma ameaça, especialmente num país de maioria cristã, como o nosso; e isso por dois motivos: fazer isso seria uma faca de dois gumes: estaríamos demonificando o islamismo, mas manchando a imagem de bom governo (que deve garantir segurança ao povo).

    É inerente do islamismo ser uma religião difamada, sempre vista como exótica e diferente, como O OUTRO – isso decorre da própria lógica do judaísmo e do cristianismo. Fato: um cristão de forma alguma se vê como um judeu, como tendo valores judaicos. Tanto que muitos negam a classificação “judaico-cristão”. Mas, como disse, é da lógica religiosa essa adversidade e oposição – tanto é que os nazistas, cristãos, se viam como a superação e o oposto total dos judeus – deu no que deu. Oposição de verdade seria o paganismo romano. Até mesmo a filosofia platônica e o budismo têm valores cristãos; por mais que se vejam como diferentes. É algo que deve ser analisado com calma: não confundir ”religião” com ”valores morais dentro dessas religiões”.

    01 curiosidade: o islamismo engloba Deus (monoteísmo) e Jesus (de forma pouco clara, mas relata um profeta nazareno em certas passagens) e trata-se claramente de uma religião pós-judaica e pós-cristã, que só poderia surgir como fruto das anteriores.

  20. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Oi, Allan!
    Tava discutindo esse negócio outro dia no twitter: com a conexão total do mundo hoje em dia, é absolutamente impossívle mangtar uma carta suicida no anonimato. é trist,e mas é a realidade. Vide o caso Cibele Dorsa, que mandou uma carta suicida pra revista Caras – e a carta foi publicada. Se não fosse, teria vazado nalgum site obscuro web afora.
    O mesmo aconteceria com a carta do suicida de Realengo (Você vive 24 anoe pra ficar conhecido como o Suicida de Realengo. Diagnóstico: sua vida ofi uma merda!)
    Quanto às religiões, eu sempre disse o seguinte: tecnicamente, Judeus, cristãos e muçulmanos têm o mesmo Deus.
    O que e como eles pensam (d)esse Deus é que vem ferrando a história da humanidade há uns cinco mil anos….

  21. milena comentou:

    me desculpe mas só pelo fato dele ter estudado numa escola publica não quer dizer que ele não seja inteligente, muitos que estudam em escola publica são muitos inteligentes e ate passam em vestibular, passam na UNB e etc…

  22. milena comentou:

    isso não quer dizer que não possa escrever certo

  23. milena comentou:

    mesmo que ele não fosse um bom aluno de língua portuguesa, não quer dizer que ele não tenha escrito a carta é justamente pra isso que existe word, se você escrever uma palavra errada o programa de computador corrige na hora

  24. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Sim, eu sei disso, Milena! Mas há escolas públicas e escolas públicas! quem estuda num Pedro II passa tranquilamente em qualquer vestibular. Mas quem estuda em escola municipal não costuma ter essa sorte…
    foi isso o que eu quis dizer no meu texto. Se não ficou claro, faço aqui o mea culpa, deveria ter sido mais precisa! :(

  25. Pierre comentou:

    Acho que ninguém mais está monitorando isso aqui… mas é assustador como um ato de uma pessoa fora da casinha consegue extrair o preconceito dos outros e comentários apressados como da autora do post (Madrasta? É isso?)

    Essa do “como pode um ex-aluno de escola pública escrever um texto sem erro de ortografia, concordância, pontuação?” é boa. Fui aluno de escola pública, não tenho ensino superior e deixo um erro aqui, outro acolá, mas sei escrever. E muitos dos meus colegas também são capazes do mesmo.

    Assinatura digital de crente: Olha, conheço realmente alguns dos que costumamos chamar de “crentes” que tem baixa escolaridade. Talvez o nível de escolaridade entre eles, em alguns lugares, seja baixo. Mas obviamente muitos entre eles estudam e fazem faculdade de teologia ou direito. Então, porque uma pessoa o ensino médio, sendo crente, não poderia escrever bem? O “crente” que você conhece que escreveria mal, faria isso não porque seria crente, mas porque tem baixa escolaridade, ou poucos hábitos de escrita.

    As religiões chamadas cristãs, como coletivo, nem sempre deram bom exemplo, e tem em suas mãos muito sangue. Mas hoje se um cara pega uma arma e sai matando, ele não aprendeu isso na missa, no culto ou seja lá onde ele assiste ofícios religiosos. O cara mata porque tá piradão…

    Quanto às Testemunhas de Jeová, Vinícius Duarte diz que o início do trecho é bem típico deles. Quanto o Vinícius conhece dessa religião? Testemunhas de Jeová ensinam, aliás a Bíblia ensina, que há restrições nos relacionamentos sexuais. Cada um crê no que acha que pode crer, e as Testemunhas de Jeová não obrigam outros a aceitar isso… apenas ensinam que assim deve ser. Nunca ensinaram que pessoas que perderam a virgindade não poderiam tocar nos que mantiveram sua virgindade. Nunca ensinaram que os fornicadores ou adúlteros mundo afora não poderiam tocar em um virgem. E se não pudessem tocar, não seria o uso de luvas que tornaria o toque permissível. Daí o Vinícius diz: “O trecho inicial é bem típico deles.” Não sei onde…

    Não que alguém aqui tenha feito isso, mas é incrível como basta qualquer vínculo com o islamismo e pronto, o cara matou porque é muçulmano… ô mundinho!

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