A presidenta e os particípios

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Esse post é muito 2010. Aquela discussãozinha ridícula mimimi presidenta tá errado mimimi não é assim que se fala mimimi presidanta e essa porra me dá uma gastura tão grande que eu vou fazer o ÚLTIMO POST a respeito da palavra presidenta. Daqueles pra imprimir, esfregar na cara dos ignorantes e fazer eles comerem o papel. Até porque geral teve QUATRO ANOS PRA ESTUDAR, CARALHO! Então vamos lá.

Pra começo de conversa, o particípio é uma forma verbal que não recebe esse nome à toa. Ele participa de outras classes de palavras, mais especificamente substantivos e adjetivos. E provo:

– Quando cheguei em casa, o marido já havia feito  comida – particípio passado em locução verbal com o verbo haver que equivale ao pretérito mais que perfeito.

– João está cansado – o particípio de cansar brincando de adjetivo pra qualificar João.

– A ida de minha mãe a Las Vegas – O particípio do verbo ir virou substantivo.

Observe pelos exemplos acima que, quando não é verbo, o particípio varia em gênero, e vai pro feminino: João está cansadO / Maria está  cansadA. (E antes que vocês perguntem: estruturas passivas têm um quê de adjetivo: quando a gente diz Maria foi estupradA, esse estuprada tem um caldinho de adjetivo)

Aí você vai perguntar: mas o que que tem o particípio a ver com a presidenta, bruxa?

No latim, havia o particípio passado, o particípio presente e o particípio futuro. E os três chegaram ao português, mas só o particípio passado veio como forma verbal; os particípios presente e futuro vieram como forma nominal.

(Agora volte dois parágrafos e releia o trecho em que eu falo que quando não é verbo, o particípio varia em gênero, e volte logo.)

O particípio futuro é o mais fofo de todos. Tem que passar a ideia de atos que estão na iminência de ocorrer: vindouro (que está prestes a vir), nascedouro (que está prestes a nascer), casadouro (que está prestes a casar). Essas palavras também variam em gênero: mês vindouro / semana vindoura; moços casadoiros / moças casadoiras etcetcetc.

Deixei o particípio presente por último de propósito. o particípio presente derivou-se no português, em nomes de pessoas que devem ser reconhecidas / destacadas pelo ato que ora desemprenham.bart simpson

Então, se precisamos nos referir a um rapaz que deve ser destacado por exercer o ato de estudar no presente momento, falamos de um estudante (arrá! você começou agora a entender o espírito da coisa, né? Também queria saber por que não me deram essa aula no segundo grau…); se precisamos falar de um homem cuja característica que se destaca é o fato de crer, temos um crente. E se temos de falar de um cara cuja característica é pedir, temos um pedinte.

Se formos arrumar nazideia a fórmula morfológica para a criação de substantivos embebidos  de particípio presente, ela fica assim:

[raiz do verbo] + [vogal temática do verbo] + [-nte]

Mas espere! Reparem que ali em cima eu falei de propósito em homens a executar este ou aquele ato: um estudante, um crente e um pedinte.

E reparem mais em cima que eu falei que o particípio, quando vira forma nominal, varia em gênero.

Quem abrir a boca pra dizer “porque o dicionário não aceita presidenta”, além de ganhar um pescotapa e uma dicionariada na cara com o livro aberto na página do verbete presidenta, vai ficar de castigo e vai escrever mil vezes no quadro negro a frase da ilustração!

E aí, a gente chega no lado social – e perverso – de uma língua:

Você já parou pra pensar que não se usa estudanta porque estudar é, por tradição, coisa de homem, pra se formar doutor e ser chefe de família?

Se você não concorda com o argumento de estudanta, então por favor explique: qual a diferença entre uma governanta e um governante, se, morfologicamente, eu acabei de te comprovar que as palavras são equivalentes?

Governanta é uma palavra que começou a ser largamente utilizada para designar mulheres que governavam a casa. Nada além da casa.  Governanta é uma palavra que começou a ser largamente utilizada num tempo em que às mulheres era vedado o mundo. Era vedado o direito de viver e explorar o mundo para além de um casamento.

Ou seja: ainda que morfologicamente  governante e governanta sejam similares, LEXICAL e SOCIALMENTE as duas expressões acabaram por adquirir significados e sentidos diferentes.

E hoje em dia, em que à mulher é permitido presidir um país, mondigente – muitos, sem perceber a carga de machismo por trás dessa atitude – vêm dizer que presidenta não pode?

Eu já provei morfologicamente que presidenta pode, sim, senhor! Seja ela a Dilma do Planalto ou a Dilma da Sabesp!

E se você insistir em dizer que mimimi estudanta é uma anta que estuda, depois do pescotapa eu te dou este link aqui pra você ver o monte de idiota que foi corrigir o UOL, dizendo que “cão da pradaria” está errado, e o certo é “cão da padaria”.

Ah, você vai continuar insistindo?

Diminutivo da palavra: temos o presidentinhO e a presidentinhA

Aumentativo da palavra: emos presidentÃO e presidentONA.

Poi zé. Quando o grau varia, o gênero acompanha sem problemas, né?

Ou seja: vai estudar e larga de ser machista! É presidenta e não enche o saco!

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37 comentários sobre “A presidenta e os particípios”

  1. Jackson Filgueiras comentou:

    Pois é, elegeremos uma presidenta pela segunda vez, e ainda tem chatos machistasimplicando com a flexão. É mole?

  2. Edmílson Rezende comentou:

    Comovente. Após 40 anos tive a resposta a uma pergunta que fiz a professora de português. Se há particípio passado, por que não hã particípio futuro?

  3. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Edmilson: <3 <3 <3

  4. evandro comentou:

    Uma dúvida: há uma série de situações onde fico com dúvidas ante tua afirmação que “Deixei o particípio presente por último de propósito. o particípio presente derivou-se no português, em nomes de pessoas que devem ser reconhecidas / destacadas pelo ato que ora desemprenham.” e tambem : E reparem mais em cima que eu falei que o particípio, quando vira forma nominal, varia em gênero.”.
    Desta forma poderemos chamar um jornalista de jornalisto? Uma tenente de tenenta? Exemplos similares não faltam.

  5. Luiz comentou:

    Nao tenho certeza mas acho que o comentário do Evandro nao levou em conta que jornalista e tenente nao sao oriundos de verbos.

  6. Madrasta comentou:

    Evandro, se você leu e entendeu meu texto todo, então você entendeu que todas as palavras formadas pelo sufixo -nte são nomes originados de um verbo.
    Jornalista não tem sua origem em verbo, mas eu outro nome: jornal. Tenente vem de um verbo? Se vier, pode virar tenenta.

    Mas jornalista é substantivo comum-de-dois gêneros. A formação, criação dessas palavras, é diferente.

    Se você quiser entender um pouco mais de morfologia, e o que são alomorfes, você vai encontrar um curso completo aqui: http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?page_id=3846

  7. Uotefok comentou:

    O fato de existir em latim não torna o particípio de outros tempos obrigatoriedade em português. De mais a mais, o sufixo “nte” é um formador de adjetivos e substantivos com idéia de: ‘agente’; ‘ação’; ‘estado’: combatente, ouvinte, pagante; abrangente, constituinte, seguinte, e é NEUTRO! Tanto homens quanto mulheres são “qualquercoisantes”. De qualquer forma é “impressionanta” a tentativa de distorcer qualquer regra que seja para impor uma imbecilidade petista. Querer separar, dividir e opor é coisa típica de PT. Se você e outros defensores de “presidenta” acham que estão certos, criem um dicionário. E incluam “estudanta”, “residenta”, “liganta”, “servienta” e por aí afora.

  8. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Mas meu Deus do céu, eu saio um pouquinho de férias e as amebas tomam conta dissaqui????
    Ô ameba, pra começo de conversa, NÃO EXISTE GÊNERO NEUTRO NA LÍNGUA PORTUGUESA! No dia em que você descobrir os gêneros neutros, favor avisar á comunidade transexual, que geral vai parar de falar “todxs xs amigxs”, ou “tod@s @s amig@s”
    Segundo, eu não estou distorcendo porra nenhuma. É você quem tá putinho com provas diacrônicas e morfológicas (não sabe o que significa diacrônico? Foda-se! Quem mandou arrotar sabedoria com aluna de Letras? Se fudeu!)? Pois presidenta existe, sim, senhor. Seja ela a Dilma do Planalto ou a Dilma da Sabesp.

    No mais, imbecilidade petista é teu cu com espanador, babaca. Volte aqui quando conseguir apresentar argumentos morfológicos!

  9. Gustavo Henrique Pessoa Chaves comentou:

    A incorporação de um neologismo ao léxico do dia a dia passa por alguns testes de fogo, nem todos previsíveis. Fuleco, que até anteontem significava apenasmente ânus, foi promovido a mascote da copa. Desconsiderando a hipercorreção (que é outra história), a questão gramaticalóide aplicada à política “vai estar fazendo a gente estar lembrando” da saudosa reitora da UFG, Milca Severino, que tinha mania de falar assim.

    É como disse o Norberto Bobbio: “Se de dois indivíduos que de longe observam uma figura, um diz que ela é um homem e o outro que é um cavalo, antes de conjeturar que ambos não sabem distinguir um homem de um cavalo, é lícito pensar que tenham visto um centauro (e então seria possível sustentar que se equivocaram ambos, pois os centauros não existem).”

  10. Gustavo Henrique Pessoa Chaves comentou:

    Ps: Caso todos se esqueçam do Fuleco, será expelido pelo fuléxico.

  11. Claudio comentou:

    O problema é que está errado. Governanta é um adjetivo que qualifica a profissional responsável pela governança. Governante é a pessoa que exerce a ação de governar, independente do gênero. Não se trata nem de ideologia e nem de generosidade com a língua portuguesa, que determina os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo, o particípio ativo do verbo falar é falante, de pedir é pedinte, de poluir é poluente. O particípio ativo do verbo ser é ente. Dessa forma, para designarmos alguém para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. (e não existe o sufixo enta) Portanto quem gerencia é gerente, quem constitui é constituinte, quem ignora é ignorante e quem preside é presidente, e não presidenta, Independente do sexo.

  12. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    O problema, cláudio, é que VOCÊ está errado.
    Particípio é uma forma verbal que,QUANDO NOMINALIZADA, pode sofrer variação no gênero.
    A diferença entre governantE e governantA, morfologicamente, é o gênero; lexical e socialmente, é o preconceito de gênero. é a necessidade de relegar a mulher à circunscrição da casa.

    No mais, eu apresentei provas da evolução diacrônica do particípio para chegar ao meu argumento final.
    Se você apresentar como única prova é a sua afirmação arrogante e apedêutica, estou aqui sentadinha rindo da sua cara de burro e otário.

  13. Catarina comentou:

    Claudio, eu admiro a persistência de gente como você. Parece alquelas crianças birretas que quando não querem ouvir o que não lhes agrada, colocam as duas mãos nos ouvidos e saem critando lálálálálálálá.

    Se conforma, meu caro.

  14. Curiosa comentou:

    “Você já parou pra pensar que não se usa estudanta porque estudar é, por tradição, coisa de homem, pra se formar doutor e ser chefe de família?”
    Segundo sua explicação, seria lógico então deduzir que não se usa “crenta” porque crer é, por tradição, coisa de homem?
    E “pedinta” ? Por quê não se usa?
    Ademais, na minha singela opinião, posto que não sou especialista, acho que o ato ou não de estudar era muito mais relacionado à classe social do que ao gênero propriamente dito. Me parece que na história temos mais exemplos de mulheres abastadas que puderam estudar do que homens pobres, a quem também eram negados o acesso ao conhecimento.
    N.b.: sou feminista e adoro a presidente/a (como preferirem) Dilma!

  15. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    não, Curiosa. O que se deve assumir é que atos sociais são sempre e originariamente atribuídos aos homens, porque às mulheres sempre foi vedada a convivência social, elas deveriam se limitar à casa.

    Todas as palavras que você citou soam horríveis, mas são morfologicamente corretas.

    (EU mesma acho presidenta horrível, mas porra, tenho que reconhecer que está correto!)

  16. Geane comentou:

    Turma, até Machado de Assis utilizou a palavra presidenta…. No Aurélio e Caldas Aulete constam essa forma e quando aparece o registro da palavra pela 1 a. Vez. Também é só entrar no VOLP . Simples assim. E concordo que chega desse mi mi mi. ..

  17. João A Braida comentou:

    Na língua portuguesa, para designarmos alguém que exerce a ação expressa em um verbo acrescentamos à raiz do verbo os sufixos “ante”, “ente” ou “inte” (e não existe os sufixos “anto” ou “anta”, “into” ou “inta” …). Assim, quem age é agente, quem pede é pedinte e quem canta é cantante, e não “agento” ou “agenta”, por exemplo …. ou seja, o derivativo ativo sempre é um substantivo comum de 2 gêneros, aplicáveis a homens e mulheres!! Sim, há palavras comuns de 2 gêneros (jornalista, fã, caipira, turista, motorista, entre outros … não consigo lembrar de nenhuma que termine em “o”, o que caracteriza palavras “masculinas” em geral). Sim, mas e o caso da “Governanta”?!?!?! Ora, ao contrário do que propõe a Madrasta, não se está usando uma palavra que existe para diferenciar o ato de governar a casa, que seria uma função de mulher, de governar um estado, que seria uma função de homem. É exatamente o contrário, ou seja, os machistas que queriam marcar esta diferença criaram uma palavra inexistente – governanta – para forçar esta diferença que, de fato, também não existe. Quem governa, seja uma casa ou um estado é governante, seja homem ou seja mulher. Presidente não é uma palavra masculina, por isso votei em Dilma para presidente do Brasil. Não necessário inventar uma palavra para nominá-la presidente!!

  18. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    João, você acabou com o seu argumento quando você citou substantivos comuns de dois gêneros.
    E esqueceu-se de observar que a raiz desses substantivos são outros substantivos: dentista vem de dente; jornalista vem de jornal, motorista vem de motor. EstudantE/A vem de estudar; governantE/A vem de governar. Verbos são léxicos morfologicamente muito mais ricos, posto que variam em tempo, modo, aspecto, pessoa, número E GÊNERO. No caso dos substantivos comuns de dois gêneros, sua origem é uma palavra que não tem como variar em gênero porque não é uma pessoa a praticar este ou aquele ato, mas sim um objeto com características próprias. Motor não é gente, é coisa; dente não é gente, é coisa; jornal não é gente, é coisa.
    Segundo, quem está falando em “AgentO” é você. Eu só falei em agentE.

    No mais, volte ao trecho em que eu falo da governanta. EU EXPLIQUEI que a palavra morfologicamente tem o mesmo peso, o mesmo valor, mas LEXICAL e SOCIALMENTE os significados diferentes foram sendo moldados.

    E não, caralho, a palavra não foi inventado por Dilma Rousseff, cacete, a porra EXISTE HÁ CENTO E QUARENTA ANOS, PORRA!!!!

  19. Luiz Prata comentou:

    João, ninguém precisou “inventar” o termo presidenta para se referir a Dilma. Basta (re)ler o comentário da Geane logo acima: “presidenta” se encontra registrado pelos dicionários Aurélio e Caldas Aulete, bem como no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, tendo sido utililzado por Machado de Assis.

  20. Marlena comentou:

    Há mais de um mês, tenho visitado o site regularmente para ler suas respostas, madrasta. Que bom tê-la de volta!♥

  21. Ron Groo comentou:

    Estudar é tradicionalmente coisa de homem?
    Parei, vou ali capinar um terreno, umas ruas de café, aguar cebola…

  22. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Ah, então as mulheres são historicamente estimuladas a terem uma carreira profissional ouacadêmica, depois de passarem a vida inteira estudando, e os homens são estimulados a sonharem com o dia do casamento e com a esposa ideal?
    Me avise onde isso ocorre, por favor…

  23. Rosália Vale comentou:

    adoro as respostas da Madrasta! toda trabalhada no pavio curto, já vai entrando na voadora! mas tem unziotos que só vão aceitar a relação entre a língua, a linguagem e o machismo depois de passarem por um transplante de cérebro!!

  24. Raquel comentou:

    Oi, Madrasta. Gostaria de aproveitar o assunto dos particípios para perguntar a você sobre o uso das palavras mal e bem quando advérbios e quando prefixos de adjetivos.
    Por exemplo:
    1-Ele foi malvisto pelos amigos. (forma uma unidade semântica.É um adjetivo)
    2-Ele foi mal visto pelo pelo árbitro. (não forma uma unidade semântica. É um adjetivo)

    Embora haja uma diferença semântica entre elas( Na primeira “Ele” sofre algum tipo de preconceito, na segunda o árbitro não enxergou bem),repare que temos voz passiva nas duas.
    Você poderia me explicar a diferença entre: malvisto, mal visto, malsucedido, mal sucedido etc.

  25. Raquel comentou:

    Na segunda oração, leia-se: não forma unidade semântica. É um advérbio.

  26. Sérgio Simonetti comentou:

    “Você já parou pra pensar que não se usa estudanta porque estudar é, por tradição, coisa de homem, pra se formar doutor e ser chefe de família?”

    Esse argumento de gênero é pura tolice! Ora, quem iria “pensar que não se usa adolescenta porque adolescer é, por tradição, coisa de homem”?

  27. Sérgio Simonetti comentou:

    “Diminutivo da palavra: temos o presidentinhO e a presidentinhA”

    O argumento do diminutivo também é tolice! Se existe a palavra abridinha, mas não existe o particípio abrido, então poderia existir presidentinha e não existir presidenta.

    Ok!, existe presidenta, mas não é por aí…

  28. Pedrinho Paquiderme comentou:

    Assino embaixo o comentário do Cláudio (comentário nº 9, de 13 de novembro, 2014, 7:45).

    Tem gente que adora criar exceção a regras de Português. Não é porque está no dicionário que está certo. Dicionários são feitos por seres humanos – que erram. E se existe também a previsão da palavra em Lei, isso não quer dizer nada. Trabalho no Poder Legislativo, e você ficaria horrorizado se visse a capacidade que os legisladores têm de aprovar leis absurdas – fazendo com que textos imorais e lesivos ao interesse público se tornem LEGAIS com uma simples canetada… Foi assim, com canetada de legisladores irresponsáveis e imbecis, que aqui em Itaúna / MG foi legalizada e está em pleno vigor a vitaliciedade para cargos de confiança na Prefeitura (disfarçada com o nome de apostilamento), e foi assim que a palavra presidenta foi “oficializada”, por lei, em 1956 através da Lei Federal 2759/56, que na época tinha uma boa intenção, que era somar contra o machismo. Então, o argumento de que “está no dicionário” ou “está na lei”, pra mim, não vale ABSOLUTAMENTE NADA.
    O uso de presidenta é ridículo. Por que não existe o termo presidento, então????? Afff…
    E, para a Madrasta do texto ruim: você não tem um texto ruim. Você tem é a índole ruim. Usar palavrão mostra bem seu perfil: aparentemente inteligente, razoavelmente bem informada, provavelmente boa estudante, que decora regras de português e quetais… mas uma professora que eu não queria para a minha filha. Você denota ser uma esquerdista revoltada como todos os que conheço (e são muitos), tem pouco argumento e nenhuma compostura. Você não só desrespeita a língua, como desrespeita os estudantes que acabam chegando até seu texto, por meio do Google ou outros mecanismos de busca. Você dá vergonha aos bons professores. Pense nisso antes de falar palavrão e tentar impor regras – mesmo que elas estejam ali, na letra BURRA da lei e do dicionário.
    Uma vez, no curso de Direito, logo na primeira aula, aprendi que “Se um dia você tiver que escolher entre a Lei e a Justiça, que tenha a coragem e a sabedoria de escolher pela Justiça”.
    Agora, vendo suas argumentações, adaptei o ensinamento: “Se um dia você tiver que escolher entre A) o que o dicionário e a professora petista dizem ou B) o que o bom senso e os BONS ESCRITORES USAM, que tenha o bom senso de seguir os bons escritores.
    E que Deus tenha pena de nossos filhos!

  29. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Apenas que https://www.youtube.com/watch?v=3GFDfaxADRk

  30. Israel Souza comentou:

    Só esquerdopatas para transforma uma regra simples de regra de português em disputa de gênero. Aff!!!!

  31. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    só débeis mentais são capazes de uma aberração morfológica do naipe de “esquerdopatas” e não são capazes de entender morfologia verbal…

  32.        » É cada um que me aparece…. comentou:

    […] me vem este sujeito autointitulado Paquiderme (CQD, como vocês verão abaixo, e os elefantes que me perdoem) com esta seguinte argumentação. […]

  33. Gabriel comentou:

    Este texto é uma humilhação intelectual tão grande para qualquer um que ainda ousar contestar o “presidenta”, que eu tive que vir aqui em 2015 comentar este texto de 2014. Está provado cientificamente, com classe e com rigor, o uso do termo acima citado. E viva a presidenta!

  34. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    <3

  35. Feluriana comentou:

    “Não é porque está no dicionário que está certo. Dicionários são feitos por seres humanos – que erram. E se existe também a previsão da palavra em Lei, isso não quer dizer nada” — existe um termo recente que define muito bem esse tipo de postura: UMBIGUISMO.
    A pessoa prefere acreditar que os legisladores e os linguistas erraram, mas que ela, comentando num blog da internet, é que está certa. Como se a confecção de dicionários fosse assim tão simples. Como se não fosse necessário que o autor tivesse gabarito para tal, e a obra não fosse revisada antes de sua publicação. Depois disso, vem a tentativa fajuta de desqualificar a autora… Ad hominem com classe também é ad hominem, Paquiderme! 😀

    E sobre o finalzinho do seu texto: Machado de Assis, que, convenhamos, é um ótimo escritor, já empregou a forma feminina presidenta em suas obras. E aí, sabichão?

    P.S: Madrasta, você é linda, poderosa e samba belamente na cara dos reacionários machistas deste Brasilzão. Amor a define! <3

  36. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Feluriana, sua linda,

    O imbecil foi tão indiota (sim, indiota, ele merece) que ganhou um post específico com o comentário dele e o meu:
    http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/e-cada-um-que-me-aparece/

    Divirta-se! *

  37. NILSON LAGE comentou:

    Querida madrasta, desculpe mas, pelo teu raciocínio, a mulher que reza seria, talvez, crenta, a que ama amanta, a que pede pedinta, a paga paganta, a que pretende pretendenta etc. – sem falar na parturienta A noção semântica de particípio presente (ação verbal presente adjetivada) realiza-se,em português, não apenas por essa forma latina (geralmente comum aos dois gêneros), mas também por derivações em -or/ora (doador/a, construtor/a), Nos casos em que as duas formas convivem, uma delas se especializa para algum sentido próximo (cantante/cantador, andante/andador) e há casos de especialização reversa, com os em -ivo/a (fugitivo/a). Em suma: a língua é fato histórico em que se sobrepõem diversas formas e regras gramaticais para a mesma relação significativa semântica. Esse é o busílis de qualquer descrição gramatical. Os paradigmas se sobrepõem, cada um com sua lógica própria: vale o uso – perdoe-me a má palavra, consuetudinário. Se se tentar generalizar os paradigmas derivacionais e/ou gramaticais, chegamos àquelas confusas explicações estruturalistas do Matoso Câmara.

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