Arquivo pela categoria 'Didática do trauma'

A culpa NUNCA é da vítima: palavra de sintaxe e semântica!

sexta-feira, maio 27th, 2016
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magali-cmendo-melanciaCrianças, todos juntos aqui comigo.

Hoje, vamos trabalhar com a didática do trauma.

Vamos falar de verbos agentivos.

São verbos que, como o nome diz, têm carga semântica agentiva. Pressupõem um sujeito agente que vai comandá-lo. Sua ação irá transitar  (daí o nome transitivo) do sujeito até o objeto direto. Ao final da frase, sua ação terá modificado o estado final do objeto direto.

OK?

Exemplo básico do que eu descrevi aí em cima:

  • Magali come melancia.

Temos um sujeito (Magali), o agente da frase. Esse sujeito também traz características semânticas próprias de um agente:

  • É humano
  • É volitivo (volição = vontade própria)
  • É forte

Magali comanda o verbo comer, que faz a transição de sua ação de Magali até melancia, o objeto direto.

A melancia, que no começo da frase estava inteira e existia, termina a frase devorada e sem mais existir.

Agora me digam: alguém culpa a melancia pela fome da Magali?

Alguém diz que foi a melancia que provocou, pois a Magali nem queria comer, mesmo?

Então tá.

 

Vejamos, agora, a seguinte frase. Igualmente agentiva, com um sujeito tão agente quanto o da frase acima:

  • 33 homens estupram uma adolescente

Temos 33 homens comandando o verbo estuprar, que faz a transição de sua ação dos 33 homens até a adolescente, que tem seu estado final totalmente alterado. Ela ingressa no clube das estupradas, do qual nunca mais irá sair.

Agora me expliquem como pode alguém culpar um objeto direto pela ação desempenhada pelo sujeito?

 

Então, crianças, está é a mensagem que sintaxe e semântica têm para lhes passar:

A CULPA NÃO É DA MULHER. NUNCA.

Pela atenção, gracta.

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Marina e a guinada de 360 graus na política brasileira

sábado, agosto 30th, 2014
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Adoro essa expressão: guinada de 360 graus. Você dá uma volta inteira e volta pro lugar de onde começou. Ou seja, melhor ter ficado parada, quieta, sem fazer nada.

Pois a candidata-viúva Marina Silva conseguiu a proeza de dar uma guinada de 360 graus em apenas 24 horas. Ontem a comunidádji LGBTSPFCdesculpem, mas eu adoro essa piadinha! 😛  estava toda feliz e serelepe com as propostas da candidata para esse segmento da sociedade – uma galera sofrida, fudida, que tem direitos civis básicos negados por motivos escrotos, baixos, vis. Mas não vou entrar nessa questão.

Vim aqui só pra mostrar a teteia que é a carta-360-desmentido dizendo que não era bem aquilo que a gente tava dizendo etc e tal. Vamos acompanhar. Já estouraram as pipocas?

(Aviso: vai ter muita caixa alta de minha parte. PORQUE EU ESTOU POSSESSA DA VIDAAAAAAAAAAA)

 

[respire fundo porque o trecho a seguir contém cinco linhas e NE-NHUM ponto. Vmaos lá]O texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).[não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão. Maneira tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER]

Em razão de falha processual na editoração[FALHA. PROCESSUAL. NA EDITORAÇÃO. enfiarama culpa no pobre infeliz do tio webmaster que tava quieto lá no canto dele!], a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos [outra maneira ainda mais tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER!] de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.

Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável[CONTRATEMPO INDESEJÁVEL. Defender a causa LGBT é um CONTRATEMPO INDESEJÁVEL!] , tanto no texto com alguns equívocos [TEXTO COM ALGUNS EQUÍVOCOS! ALGUNS EQUÍVOCOS!] como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.[Traduzindo: Aê, galhéra, tô pisando pra caralho em ovos pra dizer que vocês que ontem tavam morrendo de amores por mim hoje têm motivos de sobra pra comer o meu fígado, mas eu preciso do voto de vocês trouxas, então por favor continuem comigo, sim?]

Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.[a gente fez um livrinho bonitinho! Aceita um exemplar?]

(…)

E vcs que se virem, porque eu não vu dar palanque pra essa sonserina.

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Cuba, o aplicativo lançado e o cacófato anunciado

sexta-feira, agosto 22nd, 2014
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Guardem esta data. 21 de agosto de 2014.

Esse cacófato estava mais que anunciado e avisado. Na verdade, ele é tão velho quanto a Cuba Libre. Mar de meio século balança (uy!) as partes desse cacófato.

Daí que, mesmo com todo o aviso do mundo, mesmo com toda a Guerra Fria, o cacófato foi cometido. Pela agência Efe, que fique registrado. Que arrastou um bando de distraído web afora.

Aí geral orou aos deuses do print-screen só ao ver a manchete do G1. Gente parcial…

Eu fui ao Google. E encontrei mais. Vamos contar?

cubalanca1

Um

 

cubalanca2

Dois

 

cubalanca3

Três

 

cubalanca4

Quatro

 

cubalanca5

Cinco

 

cubalanca6

Seis

 

cubalanca7

Sete E VAI MELHORAR!

 

 

cubalanca8

oitoooo! U-OL! \o/ \o/ \o/

 

Mas aí geral se deu conta do ridículo e correu pra mexer no verbo lançar. Que pena…

 

Primeiro foi o

cubalanca9

 

E, finalmente, aquele sacaneado por todos, o G1:

cubalanca10

 

De resto, ninguém sabe exatamente qual é a desse lançamento, porque tá todo mundo cantando

 

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Semântica e machismo: tudo a ver

sexta-feira, janeiro 10th, 2014
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Nota da Bruxa: este post foi encomendado por dona Lola. Rendeu altos papos lá pelos cantos dela.

Tava eu conversando com Lola no Twitter e saiu a ideia desse guest post. A intersecção entre a língua e o machismo. “Ah, para, Bruxa, isso não existe!”, dirá você. Mas eu vou provar que o troço existe e a gente nem percebe.

Não, não vou falar sobre o presidentA. Esse assunto já torrou, e pode ser resumido da seguinte forma: é tudo uma questão de acostumar os ouvidos. Antes que você me diga que essa palavra não existe, eu digo que morfologicamente ela pode existir, sim. É só trocar o E pelo A, e pronto. Tá certinha! E pra você parar de encher o saco, só lembro do governante e da governanta. Duas palavras existentes e possíveis. Agora pense direitinho e responda por que uma mulher prefere ser governante a ser governanta. Peça ajuda ao dicionário, se for necessário, pra entender a carga de preconceito da palavra governanta.

Mas eu estou aqui lolamente a fugir do assunto(= fazendo parágrafos enormes, deliciosos e pertinentes, mas sem falar do assunto propriamente dito). Quero mostrar aqui como a sintaxe e a semântica trabalham maquiavelicamente a favor do machismo.

Antes de começar os trabalhos, vamos nomear alhos e bugalhos. Sintaxe é o estudo das funções das palavras numa frase, e semântica é o estudo do sentido dessas palavras na frase. E pra que você entenda de uma vez por todas a diferença entre as duas e nunca mais faça confusão, imagine-as como duas gêmeas xifópagas (pronto, leitores da Lola! Corrigi a palavra aqui! Obrigada pelo puxão de orelha!) que compartilham o mesmo corpo, mas com duas cabeças diferentes. Pois a sintaxe é uma gêmea abobalhadinha, e a semântica é a que manja mais dos paranauê. Aí, eu apresento à sintaxe duas frases:

Eu quero ver barraco armado no Big Brother

e

Eu quero ver barraca armada no Big Brother

A Sintaxe vai me dizer que as duas frases são muito semelhantes: o sujeito é eu, barraco armado/barraca armada são objeto direto e no Big Brother é adjunto adverbial de lugar. E se questionada qual a diferença entre barraco armado e barraca armada, vai simplesmente dizer: gênero. Um sintagma está no masculino, e outro no feminino. E dona sintaxe ainda vai lembrar que adjunto adverbial é função de segunda grandeza, não é tão importante quanto um objeto. (guardem essa informação para mais tarde, porque ela é importante!)

Já dona Semântica vai ler as duas frases, soltar uma sonora gargalhada e entender que na primeira, barraco armado é sinônimo de confusão, briga; e barraca armada é uma alusão ao membro masculino em posição erétil. E ainda vai tirar sarro da minha cara: Ê, Bruxa tarada! Tá querendo ver os homens com o bilau em pé, é? (ah, quando se enfia sacanagem no meio fica mais fácil de entender, né? De nada! :D)

Isto posto, vamos aqui pensar nas aulinhas de merda em que você aprendeu a diferença entre voz passiva e voz ativa. Vamos relembrar voz verbal com a seguinte frase:

 João e Pedro estupraram Maria.

É, é pra chocar mesmo.

Dona Sintaxe analisa essa frase friamente: João e Pedro são sujeito, pois regem o verbo (duas pessoas agindo, o verbo foi para o plural, se o sujeito fosse apenas João, o verbo usado seria estuprou, no singular.); Maria é objeto direto, pois o verbo estuprar é transitivo direto.

E tá certinho.

Na voz ativa, o sujeito é também o agente da ação, e, mais do que isso, aquele que altera o estado final do complemento verbal (no caso, o objeto direto).

Essa noção fica pouco clara na frase João deu uma caneta a Maria, ainda que Maria tenha começado a frase sem caneta e a tenha terminado com uma caneta na mão. Mas na frase João e Pedro estupraram Maria, essa noção fica claríssima, pois o estado final de Maria foi totalmente alterado – e pra pior.

O que acontece se passarmos essa frase pra voz passiva? Aliás, pra que diabos serve uma voz passiva?

Vamos fazer a análise sintática e depois a semântica da frase do estupro na voz passiva, daí eu digo qual a finalidade e mostro um vídeo estupefaciante a respeito disso.

Então, nossa frase estupradora fica assim na voz passiva:

 Maria foi estuprada por João e Pedro

E aí, o que aconteceu?

Ah, Bruxa, eu aprendi que na voz passiva o que era sujeito vira objeto, e o que era objeto vira sujeito!

Pois eu vou conter o pescotapa que eu quero lhe dar. Vou apenas mostrar que:

1-    De fato, o que era objeto direto em João e Pedro estupraram Maria virou sujeito em Maria foi estuprada por João e Pedro. Mas a recíproca não é verdadeira! Pois é, segura o queixo que dona sintaxe, mais uma vez de forma fria, explica:

Na primeira frase, o objeto direto é complemento obrigatório para o entendimento da frase. Não se pode dizer apenas João e Pedro estupraram sem que seja apresentado um objeto direto, um complemento.

Mas na segunda frase, João e Pedro não viraram objeto indireto, como nos faz supor erroneamente a preposição. Eles viraram adjunto adverbial. Lembra que eu falei lá em cima que adjunto adverbial é função de segunda grandeza? Então… a frase Maria foi estuprada por João e Pedro pode acabar depois do verbo:

Maria foi estuprada.

Por quem? Não importa, essa informação é supérflua numa construção passiva.

Isto posto, vamos pensar direitinho no que aconteceu com o verbo de uma voz para outra. O estupraram da ativa virou foi estuprada  na passiva.

Mais uma vez, o verbo concorda com o sujeito, Maria. (que, como vocês já repararam, só se fode nessa merda, coitada…) Mas agora ele se vestiu de locução verbal, um esconjuro morfossintático no qual um verbo auxiliar começa a mandar na parada, e faz com que o verbo principal tenha um único trabalho: o de emprestar seu significado. Então, o verbo ser fez o trabalho de concordância e de informar o tempo e o modo, e ainda por cima jogou um pouquinho do seu significado no molho final da frase. Ser traz o sentido de estado final, concluído, imutável. Apenas pense na diferença entre as frases eu sou bonita e eu estou bonita. Percebeu, né? Então, Maria foi estuprada. Ela saiu da condição de não-estuprada e ingressou no terrível time das sim-estupradas. E de lá nunca mais sairá. Seu estado final foi alterado por dois caras que lá em cima eram sujeito e agentes, e aqui embaixo foram relegados a segundo plano, perderam a importância sintática, mas não deixaram de alterar o estado final de uma pessoa que deixou de ser objeto e ascendeu sintaticamente a sujeito, mas que, nas duas construções, permanece como vítima.

Mas se você pensar bem, a coisa é mais maquiavélica, porque quando dizemos Maria foi estuprada-ponto, tiramos os holofotes dos estupradores e jogamos as luzes todas na vítima, que se torna a culpada por falta de informação relevante na frase. (ah, ela tava procurando / ah, ela tava vestida feito periguete / ah, quem mandou ficar sozinha com homem enfim, esses discursos mais que manjados).

E é disso que fala Jackson Katz nessa palestra brilhante. Observem o que ele fala, mais ou menos aos 2 minutos e 40 segundos de vídeo.

Tudo isso pra te mostrar que, ao transformar um sujeitão todo-poderoso num reles adjunto adverbial, uma das funções da voz passiva é tirar do foco o agente. E jogar a atenção toda pra quem sofre com a ação. E isso significa, em muitas vezes, ocultar o poder. Essa é uma das funções maquiavélicas de uma língua.

Ah, Bruxa, mas isso só acontece com línguas com estruturas como a do português e do inglês! O que acontece em outras línguas? O que acontece com o agente?

Bom, não vou saber falar de todas as línguas do mundo, mas posso te dizer que no grego, por exemplo, o verbo estuprar é conjugado apenas em voz média – uma voz que, dentre outras funções, expressa ações executadas em proveito próprio.

(P.S.: tive essa aula magistral com o lindo do Dioney Moreira Gomes, que vai orientar meu mestrado. A aula de voz verbal do Dioney é que nem o final do filme Curtindo a vida adoidado: você fica lá, parado, processando todas as informações que você recebeu em duas horas, e mal consegue se levantar da carteira e ir embora.)

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Nós, naõ percisamos de reivsoers revisores capacitados

segunda-feira, outubro 28th, 2013
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Imagine-se na seguinte situação: você é o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Seus escritos passam longe do português informal. Você deve seguir a norma culta de forma estrita e indiscutível.

E aí? Como proceder? A prudência recomenda contratar um bom revisor de português (melhor:  mais de um!), né? Afinal de contas, é uma questão de obrigação da formalidade do cargo etc e tal pereré pão duro.

Tá. Aí o Conselho Nacional do Ministério Público se reúne EM PLENÁRIA  para deliberar sobre a contratação ou não de revisores no MP de Minas. E acha por bem não contratar revisores. O argumento poderia até proceder (“nossos funcionários contratados passam por seleção que inclui prova de português, portanto eles têm obrigação de dominar fluentemente o idioma”). Mas ele foi argumentado num texto que deu até dó mentira, soltei boas gargalhadas de ler:

(Vou inserir ao final deste post as imagens do PDF referente ao texto cometido, que é pra vocês não pensarem que isso é invenção minha. Mas aqui embaixo vou copiar na base do CTRL+C/CTRL+V o texto tal qual foi escrito, e vamos às canetadas:)

– A competência para o trato linguístico não constitui atribuição exclusiva dos servidores graduados em letras, [data vênia, meritíssimos, mas eu discordo. A competência para o trato linguístico constitui, sim, atribuição de profissional graduado em Letras, cuja honra venho defender neste tribunal. Tal profissional terá especial atenção para detalhes que passam depercebidos de boa parte dos usuários da norma culta e padrão do português. E provo isso! Querem ver?] nem tampouco [<— PROVA Nº1: as conjunções nem e tampouco são sinônimas. Isto posto, dispensa-se o uso de ambas numa mesma frase. Seguidinhas, assim, então, melhor nem comentar… detalhes desse nível se destacam aos olhos de um bom revisor formado em Letras (cuja honra venho defender neste tribunal). Mas prossigamos com o textoAnalistas. A própria aplicação da língua portuguesa, [APRESENTO-LHES A PROVA Nº2: sujeito e predicado não devem ser separados por vírgula. Embora seja regra apresentada à exaustão no ensino básico, é o tipo de detalhe que qualquer pessoa pode cometer ao redigir um texto – até mesmo revisores. Mas a leitura atenta de um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender neste tribunal, reconhecerá esse errinho, bobo porém grave segundo as regras da norma padrão.]  mostra-se fundida [<— PROVA N 3: Senhores meritíssimos, pelo amor da Data vênia, mas mostra-se fundida é uma expressão muito feia, por remeter a uma terrível expressão de baixo calão que deve ser sumamente evitada em textos compostos em norma padrão (ai, deu até vergonha)! Mas detalhes desse tipo não passam despercebidos de um bom revisor formado em Letras, cuja honra tá parei] … em toda e qualquer [<— PROVA Nº4A] atividade exercida nas dependências do Ministério Público.

– Concentrar toda e qualquer [<— PROVA Nº4B: a expressão toda e qualquer foi repetida no intervalo de apenas uma linha. Um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender etcetcetc, presta atenção a firulas como a destacada, e substitui uma das expressões, de forma a manter os mínimos padrões de estilo de um texto que por obrigação segue os preceitos da norma culta] análise de correção de linguagem no universo da produção documental do Ministério Público de Minas Gerais em um número limitado de servidores com formação em letras inviabilizaria por completo [rufar de tambores….] a prestação a prestação [<— PROVA Nº5: queridos e excelsos magistrados. Vou concordar com Vossas Excelências na argumentação (ainda que discorde), só para poder lhes perguntar o seguinte: CARAMBA, ATÉ REVISOR DO WORD DETECTA REPETIÇÃO DE PALAVRAS!!!! COMO VOCÊS PUDERAM DEIXAR PASSAR UM ERRO DESSES?!?!?!?!?!?!?!] dos serviços aos quais se destina.

– No caso vertente não há desvio de função caracterizado, nem cargos de Analista vago[PROVA Nº6: os cargoS de Analistaø (isso aqui é um morfema zero, que indica o singular na língua portuguesa, mas isso Vossas Excelências não precisam saber. Basta um bom revisor…. daqueles, sabe? Isso! Formado em Letras! etcetcetc cuja honra e tudo o mais) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Segundo a norma culta, a concordância do sintagma destacado deveria ser oS cargoS de analistaø vagoS, pois vagoS concorda em número com cargoS, e não com analistaø, pelo que todos os cargos criados foram devidamente preenchidos.
– Em cumprimento a [<– PROVA Nº7: Ah, Meritíssimos…. ninguém passa incólume a um errinho de crase, né? Basta aplicar a regrinha básica aprendida na escola, e substituir em cumprimento a resolução por em cumprimento ao que foi decidido, e veremos a presença da combinação de artigo mais preposição, motivo pelo qual o a destacado de vosso excelso texto deveria ter sido craseado. Mas, ó: um bom profissional de revisão (daqueles, sabe? Formados em Letras…) entende direitinho a regra da crase, e há muito deixou de usar macetinhos que o cidadão comum usa para fazer prova de vestibular. eles entendem a regra e sua aplicação de acordo com a norma culta. Entenderiam, neste caso, que o a faz uma conexão e uma especificação (especificação das mais especificantes, daquelas que recebem número e tudo o mais!), e essa dupla função lhe garante o acento grave indicador da crase. Mas isso um bom profissional de revisão etcetcetc cuja honra etc saberia etcetcetc]  Resolução CNMP nº 60, já existe PCA específico com vistas a analisar os planos de cargos, carreira e salários com regras claras para cada cargo.

 

MPMG

MPMG2

 

E vou parar por aqui. O documento tem mais 20 páginas, mais ou menos, mas esses paragrafinhos que precisaram de POUQUINHA revisão (olha a quantidade de texto original, em vermelho, e a quantidade de texto em azul, com meus comentários exorcizantes, e vocês perceberão que a revisão foi POUCA. E em CINCO – eu disse CINCO – parágrafos).

Data venia, juro por Deus que eu sou inocente. Não jurei nem rezei esse texto pra ser mal escrito. Ele já chegou ao meu e-mail assim, prontinho.

Mazó: se o MP de MG ai, ficou bonitinho escrito assim, não? Parece cosme e Damião! ♥ precisa de revisor nesse tanto eu não sei (os excelsos meritíssimos mineiros ao menos têm a humildade de aceitar o fato de que dominar as firulas da norma culta não é pra qualquer um). Mas o Conselho Nacional do Ministério Público, esse sim, coitado, tá precisando de um bom revisor profissional com formação em Letras, cuja honra cabei de defender neste tribunal…

(Mais posts desse nível e eu serei obrigada a criar uma nova categoria no blog: Vergonha Alheia)

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Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse

domingo, maio 19th, 2013
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É assim:

Este, esta e isto são pronomes demonstrativos referentes à própria pessoa que está falando, ou a coisas de propriedade da pessoa que enuncia a frase. Exemplo:

Você aponta para o seu filho e diz: “Este é o meu filho”. 

Esse, essa e isso são pronomes demonstrativos referentes à pessoa a quem o enunciador da frase está falando. Exemplo:

Você aponta para o filho do seu amigo e diz: “Esse é o seu filho”.

(Tá, eu sei que existem várias outras hipóteses corretas a serem empregadas na frase acima com esse e este, mas atenhamo-nos por enquanto a essa observação genérica daí de cima.)

Ainda tá difícil? Complicado? OK, concordo contigo. Vamos pegar um exemplo mais prático.

Imagine que você é um advogado. E recebeu uma acusação contra a empresa que você defende. O texto, redigido pelo advogado de outra empresa, diz:

Esta empresa não cumpre com seus contratos! Esta empresa é corrupta! Esta empresa está inadimplente! etcetcetc.

Você redige sua defesa pura e simplesmente:

Sr. Juiz, nada temos a fazer se o  digníssimo advogado da outra empresa resolveu acusar a própria empresa para a qual ele trabalha.  Não tenho nem como encerrar minha defesa, posto que não foi necessário iniciá-la.

O que é mais ou menos o que aconteceu ontem com o digníssimo (cof, cof) governador goiano (que me perdoem os goianos se esse adjetivo soou pejorativo) Marconi Perillo.

perillo

Prezado governador Perillo: devemos convocar CPI pra apurar a sua denúncia contra seu próprio governo?

Por que o senhor se considera um canalha? Sua mãe concorda com o senhor?

Por que o senhor fala de si na terceira pessoa? O Sr. também vive a dicotomia Edson/Pelé? 

Enfim, não vou me dar ao trabalho de ofendê-lo. O senhor sabe fazer isso sozinho.

E você, ameba: traumatizou? Ah, vá! Mais um trauma didático! 😀 \o/

Então, lembre-se da cara do Perillo na hora de usar S ou T e falar/escrever este/esse de forma adequada.

De nada. (mas agradeço ao Luis Carlos pela imagem oferecida no fêice! 😀 )

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Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012
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Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem um troço desses

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…)

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Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

sexta-feira, outubro 21st, 2011
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Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um spam e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que spam e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu spam e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:

Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades [Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de necessidades, e não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu a partir das necessidades de alguém, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto…er… satisfaz as necessidades. Papel higiênico acompanha, claro!] que eram encontradas [Agora que eu já deturpei sua imagem de a partir das necessidades, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra necessidades a esmo.] por aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional [o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer aprender a produzir textos com finalidades profissionais, ou coisa do tipo, né?]   ou necessitavam [Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] analisar adequadamente produções textuais diversas [uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.], encontrando-se [BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de fez-se a bosta. Vamos acompanhar?] atualizado [E voilà! O sujeito desta frase é aqueles. Todos os verbos anteriores – desejavam e necessitavam – estavam no plural. O atualizado escapuliu! com as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesa”[Deu medo nocê também, né?]

Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

 

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?!

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Didática do trauma. aula nº4: por que não usar a expressão vis-à-vis

segunda-feira, julho 18th, 2011
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(Antes de começar o post, deixa eu pedir ajuda pro tio Antônio pra ele explicar que negózdi vis-à-vis é esse:)

vis-à-vis:
advérbio
1 em face; defronte
Ex.: sentamo-nos v. 

n preposição
2 em frente a
Ex.: uma janela v. à Baía de Guanabara
3 em relação a; em comparação com
Ex.: ativo bancário v. passivo anual

n substantivo de dois gêneros e dois números
4 pessoa que está colocada à frente de outra
Exs.: meu v. na quadrilha foi Virgílio
no escritório, meu v. é papai
5 tipo de carruagem cujos ocupantes se sentam face a face

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula da Madrasta do Texto Ruim.

Daí você curte horrores dar um tchan, um élan ao seu texto, e usa a expressão vis-à-vis, né?

A Madrasta do Texto Ruim avisa: faz isso não, zifio! Ssuncê num sabe que ssascoisa fica feio?

De jeito nenhum, Madrasta! é uma expressão chique e elegante, vou usá-la! – dirá você, ameba.

Aí eu venho e provo pra você que você num tá na melhor das companhia, não, zifio…

Digo marnada…

 

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Didática do Trauma. Aula nº3: como (não) usar corretamente a expressão “diferencial competitivo”

quarta-feira, maio 11th, 2011
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Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante da Madrasta do Texto Ruim.

Hoje eu vou explicar pra vocês, de uma vez por todas, por que diferencial competitivo é uma expressão vaga e imprecisa, incapaz de passar uma mensagem direta, ela apenas insinua não sei bem o quê.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que as funcionalidades de uma solução são um diferencial competitivo de minha empresa”, dirá você, ameba escrevente.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que diferencial competitivo é uma coisa que agrega valor”, completará sua coleguinha.

Daí eu mostro pra vocês, oh amebas, pra que serve a expressão diferencial competitivo. O ÚNICO CASO em que a coisa foi bem empregada.

Do Portal Correio:

Pastor troca esposa pelo cunhado e pede guarda dos filhos
Um caso no mínimo inusitado chamou a atenção dos 78 mil habitantes de Cacoal-RO. Um homem de 36 anos separou-se de sua esposa de 23 anos para ‘casar-se’ com o cunhado de 38.Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.(…)
Ana Paula acredita que seu casamento se desfez pela constante recusa em praticar sexo anal com o marido. Ela revela que “ele era obcecado por sexo anal”. Ela ainda afirma que confidenciou isso ao irmão, que a apoiou. Ana Paula acha que seu irmão se valeu desta informação para oferecer ao marido um diferencial competitivo.

Entenderam, amebas?

Então, a menos que você queira referir-se à prática de sexo anal, não saia por aí falando em diferencial competitivo.

E aqui eu deixo meus cumprimentos à Adriana Bezerra, autora desse texto di-vi-no, e à Nalu Nogueira, que me avisou da existência dele via Twitter.

P.S.: Parece que essa notícia deve ser falsa (traduzindo: não tenho a mais vaga idéia se essa notícia é verdadeira ou  não). Verdadeira ou falsa, ela não invalida a didática do trauma. Grata. 😀

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Didática do trauma. Aula nº2: por que evitar “inovações”

quinta-feira, julho 29th, 2010
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Acho que o tranco funcionou da outra vez, e geral entendeu por que não se usar diferencial num texto.

Hoje a aula será para que se evite usar a palavra inovação.

Gente, nada contra inovações. Pelo contrário, elas são não apenas válidas como necessárias para nossa evolução.

Mas é que essa palavra vem sendo usada de forma tão vulgarmente frequente que enfraquece seu sentido.

Hoje em dia qualquer um diz que tá inovando. e, não raro, o substantivo inovação ou o verbo inovar são perfeitamente cortáveis e evitáveis na frase.

Quer um exemplo?

Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando (…) 12 palavras para se iniciar uma frase sem nada dizer, apenas introduzir a grande novidade – e geralmente essa grande novidade não tem nada de mais.

Ah, dona Bruxa, eu gosto muito de inovar. Acho que essa palavra valoriza meu texto e vou continuar usando, dirá você, ameba.

E é neste momento que eu entro com minha didática do trauma.

Quer inovar, ameba? Fique à vontade. Mais uma vez, junte-se ao Ego (gente, o Ego tá se tornando meu parceiro de didática de traumas, hein?) :

Solange Gomes não para de inovar[Nuoooooooooooooooooooooossssaaaaaaaa! Ela não só inova como não para de fazer isso! Mal posso esperar pra ver qual a inovação implementada pela mocinha!]. Depois de participar de um reality show transmitido pela internet[Viram? Essa foi a inovação número um!] , a modelo ataca de atriz[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH A MODELO ATACA DE ATRIIIIIIIIIIIIIIIIIZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!! Mó inovação, hein? Hum?] . Ela foi convidada para participar do curta[trocadilhos com curta/longo? Não, deixa prá lá, não é o caso…] “Tensão Misteriosa”, dirigido pelo humorista Charles Daves. Nele, Solange vive Amália, uma empresária bem-sucedida que perde sua fortuna por ser viciada em jogos de azar.

Então, funcionou de novo?

Próxima vez que você escrever inovação ou qualquer palavrinha dessa família você vai se lembrar de Solange Gomes.

E aí, continua curtindo usar inovação de qualquer jeito? Ah, não? De nada.

(Pensar que ela foi aluna de química do Amedeo, e de matemática do Zilmar…)

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Didática do trauma: por que não usar a palavra “diferencial”

quinta-feira, março 11th, 2010
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Sei nem por onde começar.

No final das contas, acho que esta obra-prima do Ego, que pode ser encontrada aqui, me deu uma idéia: a didática por trauma.

Não gosto, jamais gostei e nunca admirarei (viu como fugir do cacófato nunca-gosto?) a expressão diferencial. É um modismo ridículo. As amebas escreventes usam porque a palavra é bonita e chama a atenção. Acabam por usá-la adequadamente, mas com intenções erradas.

Sei disso porque, certa feita, uma ameba perguntou pro meu marido por que ele havia retirado o diferencial do texto dela. Marido disse que não havia necessidade da palavra no texto porque não fazia nem falta nem diferença, e a ameba perguntou: Ué, mas diferencial não significa que o serviço ficou melhor? NÃO, AMEBA, NÃO SIGNIFICA!!!

Vamos lá, tio Antônio! Explica pra gente:

Diferencial

n adjetivo de dois gêneros
1 relativo a ou em que há diferença

2 que estabelece ou indica diferença
Ex.: traço d.

3 Rubrica: análise matemática.
que envolve derivadas
Ex.: cálculo d.

n substantivo masculino

4 aquilo que constitui diferença; diferença
Ex.: o d. entre eles é que um é presidencialista e o outro não

5 Rubrica: engenharia mecânica.
num automóvel, conjunto de engrenagens que transmite às rodas motrizes o movimento do motor, permitindo que, nas curvas, elas se movam com velocidade diferente uma da outra

n substantivo feminino

6 Rubrica: análise matemática.
função linear que associa a cada número o produto da derivada pelo número

Ah, dona Bruxa, a senhora é muito malvada! Se eu quero indicar que existe alguma diferença, eu posso usar diferencial, sim! Foi tio Antônio quem disse! dirá você.

Certo, certo.  Tio Antônio disse que pode usar, então você quer usar, né, ameba? Fique à vontade. Mas antes de te conceder autorização total e definitiva, vamos ao inovador método da Didática por Trauma recém-criado pela Madrasta do Texto Ruim!

Antes de escrever diferencial no seu texto, ameba, lembre-se desta manchete (e vamos às minhas canetadas):

elileso

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial para conquistar a mulherada
Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral será mantida pelo engenheiro agrônomo.
(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.
“É interessante falar sobre isso. Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.
A quase imperceptível anomalia foi citada por Elíeser logo na primeira semana de confinamento, durante uma conversa ocasional com Elenita e Angélica. Na ocasião, o paranaense explicou que o terceiro mamilo não o incomodava.

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial [Pronto! Táqui! Viu só um exemplo CORRETO de uso do diferencial? Vai fundo, ameba, usa no seu texto…] para conquistar a mulherada

Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral [e lembre-se também que, para não repetir “mamilo triplo“, o redator do Ego substituiu a expressão por anatomia peitoral. E esqueceu-se de mudar o gênero do “apresentado” que abre a frase, coitado… tava indo tão bem!] será mantida pelo engenheiro agrônomo.

(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.

“É interessante falar sobre isso. [espero que a frase a seguir lhe convença de uma vez por todas a nunca mais usar o diferencial na sua vida. Bisserve:] Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.

Pronto! E agora, continua curtindo falar em diferencial? Ah, não? De nada.

Hein? Você quer que eu reescreva esse texto? Carece, não! O objetivo de ele estar copi-colado aqui foi única e exclusivamente para lhe chocar, irritar e traumatizar! Grata.

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