Arquivo pela categoria 'Ectoplasma suíno'

Acaba, não, 2011! Tem um morto atrasado chegando…

quarta-feira, dezembro 28th, 2011
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Quero dormir mas um jornal online não me deixa. Adivinha qual é? Esse mesmo!

A Giovana Valenza que me fofocou a história. A Folha de SPaulo criou um morto roteirista pra eu incluir correndo aqui no caldeirão, só pode! (sou megalomaníaca, me deixa!)

Acompanhe as idas e vindas do texto. E repare que o que fode tudo aqui é o preconceito contra a vírgula antes da conjunção e:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto [Tá. então ele não era mais roterista quando morreu, certo?]

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista [certo!] do programa “Saturday Night Live” [agora vamos acompanhar o lumiar da bosta. Repare que o texto começa falando de um corpo, e que aqui deveria ter uma vírgula que faltou ao encontro do texto…]  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World” [… e pronto! Fez-se a bosta! O corpo foi quem escreveu o primeiro rascunho de Wayne’s World!] , foi encontrado morto [bosta número dois: o corpo foi encontrado morto! Queremos crer que corpos encontrados mortos são uma inovação no conceito de corpo….]  em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio[pensa que acabou? nananinanão! O corpo cometeu suicídio! Harekrishna….]. Ele tinha 63 anos [Agora imagine você, ectoplasma suíno de meu coração, um corpo de 63 anos que aparentemente comete suicídio! Assombração perde, né?] . As informações são do site TMZ.

Agora vamos remendar a merda com uma vírgula e um Bolodai no lugar certo. Ponham reparo:

Ex-roteirista de “Saturday Night Live” é encontrado morto

O corpo de Joe Bodolai, um antigo roteirista do programa “Saturday Night Live”-vírgula,  e também quem escreveu o primeiro rascunho para “Wayne’s World”, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Los Angeles na segunda-feira à noite após aparentemente ter cometido suicídio. Ele Bolodai tinha 63 anos. As informações são do site TMZ.

Então, tá, né?

Mas eu tenho pra mim que a Folha fez isso de propósito, só pra aparecer aqui mais uma vez… tavam com saudades de serem exorcizados… já que bateu saudadinha, dá licença:

PORRA, FOLHA!!!!

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Previsão da bruxa pra 2012: salmão faz mal à ortografia

terça-feira, dezembro 27th, 2011
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Queridos encostos leitores e frequentadores do caldeirão,

Minha previsão pra 2012 é muito simples. Fuja da cor salmão. Como assim, dona Bruxa?, dirá você.

E eu respondo com essa imagem que tá circulando no Facebook:

 

Como você pode perceber, salmão lhe trará muita hortografia pobremática  em 2012.

Fuja do salmão em 31 de dezembro com todas as forças e poderes do seu ser.

E procure sempre viver em harmonia com agá. A única verdadeira harmonia da língua portuguesa. Não confie em zenélicos.

Feliz 2012!

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O forró da PUC

quinta-feira, dezembro 22nd, 2011
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Deu saudade desse post aqui, originalmente publicado em 2009. Republico-o-o-o… 😀

 

Eu me lembrei agora dessa historinha que aconteceu entre uma conhecida minha e a irmã dela, doravante denominadas Dorinha e Dorabela (só pra aliterar com o doravante). Miacaaaabo de rir toda vez que essa historieta me volta à memória. Mas deixem que eu a compartilhe com os frequentadores deste caldeirão.

Pois Dorinha e Dorabela moram em Niterói (Rio de Janeiro). Um belo dia, Dorabela chega em casa e conta para Dorinha:

– Ih, parece que vai ter forró na PUC.
– Como assim, forró na PUC? Onde você viu isso?
– Ah, tava passando de ônibus na esquina das ruas tal e tal, e tinha um cartaz esticado lá avisando…

Dorinha ficou bolada com a história. Primeiro porque a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro não fica em Niterói, mas na própria cidade do Rio de Janeiro; segundo, porque forró não é exatamente o perfil dos estudantes daquela universidade elitista até a alma.

Alguns dias depois, está Dorinha  a passar de ônibus pela esquina onde o tal do cartaz anunciava o curioso evento. Mas o que ela leu no tal do cartaz era um pouquinho diferente do que Dorabela havia lido dias antes. Voltou para a casa, e deu um esporro em Dorabela:

– SUA ANALFABETA! O CARTAZ NÃO DIZ FORRÓ DA PUC! É FORRO DE PVC!!! FORRO DE PVC, SUA ANTAAAAAAAAAAAA!!!

****

Atualização:

Recebi este comentário e chorei tanto de rir que resolvi incluir a tetéia aqui nosencima. Veio da Isabel Ferreira (Feliz 2012, procê tumém, zifia!!! 😀 )

Esse seu “causo” me lembrou meu comecinho de carreira na construção civil. Na época, dois “colaboradores” vieram comentar comigo, completamente empolgados, que já sabiam onde ir no final de semana, já que estavam em São Paulo ha pouco tempo e não tinham amigos. A balada? Forró do Gerson… Só depois de muito pensar onde é que eles tinham visto a “propaganda” foi que a minha ficha caiu. O forró do Gerson na verdade era o forro de gesso… rs

Feliz Natal e um ótimo 2012 pra você!

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O lugar-comum da solidariedade de uma típica socialite (ou: numpresto!)

quarta-feira, dezembro 21st, 2011
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Vocês sabem que eu não presto e não valho nada. Por isso mesmo tava lendo a nota de pesar do PC do B pelo falecimento do camarada King Jong pai e não pude me furtar a imaginar como seria uma carta de solidariedade escrita por uma socialite, por exemplo.

Vou brincar com os chavões clássicos de cada universo (o dos comunistas e das socialites) pra tentar provar a vocês de uma vez por todas que o uso excessivo do lugar-comum cai no ridículo. À esquerda, por questão de coerência, o texto comunista; à direita, a versão socialite pesarosa. Divirtam-se! 😀

Estimado camarada Kim Jong Un 
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia  Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. 

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. 

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricardo Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

19 de dezembro de 2011

 

Querido Kim jong Un
Queridos e Exclusivos integrantes de família da Alta Sociedade da CoréiaFiquei passada com a notícia de que seu querido pai, o tradicional membro da sociedade Kim Jong Il, orgulhoso pai de importante família da alta sociedade da Coréia, faleceu há alguns dias. Espero que sua alma esteja bem entregue nos braços de Deus.


Durante toda a sua vida de destacado membro da sociedade, o querido Kim Jong Il manteve bem altos os padrões de classe, sofisticação e elegância da alta sociedade coreana, assim como o discernimento e valores morais e éticos típicos de um membro da alta sociedade, incapaz de se misturar com quem não é do nosso meio.

 

Seu adorável pai, que na juventude foi um grand vivant, namorou as moças das famílias exclusivas da alta sociedade coreana, mas se casou anos mais tarde com sua mãe, uma discreta e sofisticada jovem oriunda da mais tradicional sociedade coreana, foi um perfeito exemplo de homem de valor e de princípios morais.


Em nome de nossa igualmente tradicional família, venho expressar minhas mais sentidas condolências à memória de Kim Jong Il, e aproveito para perguntar onde será rezada a missa de Sétimo Dia.

Tenho a confiança de que sua família saberá, pelos caminhos de Deus, superar esse momento de dor e conseguirá se manter unida para defender os valores da tradicional família coreana. Sei que você saberá conduzir sua família de forma a não se misturar com gente que não faz parte do nosso meio.

 

Com meu cordial abraço à sua mãe e a todos os seus parentes,

[insira aqui o sobrenome de uma tradicional família coreana]

19 de dezembro de 2011

 

Dá vontade de continuar com a brincadeira, mas vou parar por aqui… 😀

 

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O lugar-comum da solidariedade comunista

quarta-feira, dezembro 21st, 2011
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Xô, poeira!

Desculpem, mas tava viajando arrumando mala e corre pra dirigir e volta e paga aluguel e arruma mala mas a roupa não secou leva na lavanderia pra secar e arruma mala e pega avião e tudo sem vírgula porque não dá tempo nem de pontuar a frase e ufa! Cheguei!

Vamos voltar a postar, né?

Enfim, tava aqui crente que o melhor da semana seriam as imagens dos norte-coreanos chorando pela morte do líder deles lá, o King-Jong pai. Aquela falsidade que você não sabe dizer se é mentira patológica oficial do governo ou se geral na Coreia do norte tá mesmo curtindo fazer de conta que tá triste.

Mas aí tem sempre como piorar – ou melhorar, dependendo do seu ponto de vista. E o responsável por destronar o choro trash dos coreanos foi justo o nosso querido e phopho PC do B. Os companhêro camarada resolveram mandar uma nota oficial de solidariedade ao povo coreano pela morte de King Jong pai. A prova da coisa tá aqui.

A diversão começa porque você acha que uma nota de solidariedade ao povo pela morte do carinha vai dizer algo na linha  Até que enfim o mala do King Jong bateu as botas! Vamos abrir o champagne e comemorar a vida nova, galera?

Mas aí você começa a ler a teteia (se Coreia ficou sem acento, por questão de coerência teteia também vai ficar desacentuada. Malzaê…) e se pergunta que ano é hoje. A quantidade de chavões é tamanha que me deu vontade de montar cartela de bingo com as palavras tipicamente comunistas. Acompanhem que delícia de texto (não convidei ninguém a ficar julgando o texto, apenas a curtir as palavras delicadamente escolhidas pra ocasião):

Estimado camarada [Desnecessário dizer que foi um comunistão das boas que escreveu a coisa, né? Que ano é hoje? Mil novecentos e sessenta e quanto?] Kim Jong Un 
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia [Seja lá que ano for, ainda não estamos com a nova ortografia em vigor no PC do B. Mas quem sou eu pra falar de nova ortografia? Avante, companheiros! Próximo parágrafo, por favor!]

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada [não é presidente, não é líder, não é ditador, não é rei, não é dono. Ele é apenas camarada. Ah, os comunistas tradicionais…. tô me garrando numa paixonite por esse texto que cês num calculam!] Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia [o que é isso, companheiros camaradas? Dona Ortografia Nova é bem-vinda no PC do B  ou não? Coerência, cadê? Cala a boca, bruxa! Vai pedir coerência pra comunista que se solidariza com norte-coreano? Que mais você quer? Que a mulher maçã saiba crasear? Senta lá, Cláudia!], presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. [Tá certo, ele era só camarada. Mas é um camarada purdimais de atarefado, né não?]

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário [Demorou pra aparecer um revolucionário no texto, hein?], o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista [Aviso da bruxa: esse anti-imperialista está de acordo com a Nova Ortografia, sim?] , da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.[Deixei você falar mal dessas observações? Deixei? Eles podem pensar o que eles quiserem do governo King Jong pai, oras! Só convidei você a curtir o estilo único e incomparável! Avante, camaradas! Próximo parágrafo, fazfavô!]

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana[Karl Marx não poderia se orgulhar mais desse trechinho, gente! Continuidade ao desenvolvimento da revolução é tuuuuuuuuuuuuuuudo de comunista, né não?] , inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung [e eu começo a desconfiar que camarada é uma espécie de monarca diferenciado… OK, passou!], defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria [continuidade do desenvolvimento da revolução defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria é a versão comunista para o corporativíssimo Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa Tal, sempre inovando, (…)]. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.[Outra que demorou a aparecer foi a fórmula de texto de marketing direto que funciona mais que Bombril, e pode se aplicar tanto ao Papa como a Hitler. Essa última frase serve pra qualificar qualquer um, repara só…]

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências [condolência? Mas não era solidariedade?] e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. 

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano [De novo! Para de rir, que coisa! Deixa eles pensarem o que eles quiserem, oras!!! Eu só te convidei a se deliciar com o estilo do texto….]
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricardo Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

19 de dezembro de 2011 [2011? Cejura que esse texto foi escrito ANTEONTEM?!?!?!?! Alguém avisou aos comunas que o mundo apertou legal o F5 nas últimas décadas?]

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Folhice crônica atinge Dilmavana

domingo, novembro 13th, 2011
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Ô MEU QUERIDO, ESSE TEXTO FICOU RIDÍCULO!

Ah, as folhices da Folha… tava dando saudades viu? (Melhor não usar mais essa expressão por aqui. Da última vez que eu disse que tava com saudades de mortos amestrados, foi quase um mês de assombração no caldeirão…)

Enfim, a Folha de SPaulo tem umas idiossincrasias em forma de manual de estilo que ajudam muito a desopilar o fígado, sabe?

Em algum canto daquele desconjurado Manual de Redação (que Deus proteja aqueles que ousarem tomar esse manual por verdade suprema), deve estar escrito que é legal fazer uns boxes com explicações – barra – conselhos em forma de didáticos textos ilustrativo-mastigatório-explicacional. A coisa beira os limites da patologia. E quando fica crônica, é melhor fugir pras montanhas. Ou ficar pra se escangalhar de tanto rir, você que escolhe…

Desta vez, a vítima é Dilmavana. A líder máxima do país (e eu sou obrigada a tirar o chapéu pra dilmavana, viu? ela conseguiu transformar o feminino de presidente em opção política! E eu sou obrigada a dar o braço a torcer e confessar que, por mais que odeie o verbete presidenta, acho muito estranho quando a chamam de presidente. Mas onde eu tava mesmo? Ah, sim, no meio de uma folhice…) teve seu perfil traçado pelo impresso da Barão de Limeira. Novidade zero, informação mínima. OK, eu ri ao imaginar a cena da presidenta brava porque teria que molhar o cabelo e dizendo pô, general!.

Mas o ápice do texto non-sense se dá neste link-tchutchuca aqui. Licença, vou copiar tudo pra lhe poupar o trabalho:

Como os ministros podem evitar problemas

1) Nunca vá a uma reunião com ela sem ler sobre o tema que será tratado. Ela lê tudo antes e vai certamente sabatiná-lo
2) Caso tenha cometido a temeridade de não ler, não tente enrolar. Ela vai perceber e pode ser bem pior
3) Nunca interrompa a presidente no meio de um raciocínio. Ela será ríspida e vai mandá-lo se calar
4) Não tente sugerir uma ação contrária ao que ela acaba de propor. O melhor é tentar convencê-la com jeitinho. Comece assim: “Não seria melhor…”
5) Não contrarie uma ordem argumentando que a repercussão na imprensa será ruim para o governo. É explosão na certa
6) Não dê declarações à imprensa sobre temas delicados do governo e que não tenham relação estrita com a sua pasta. Você será gravemente advertido por Dilma
7) Nunca, jamais, em hipótese alguma discuta alguma determinação comentando que “no governo Lula era assim”. Poucas coisas deixam a presidente mais irritada

Não é uma tetéia, jemt? A Folha virou conselheira espiritual-político-pessoal-sentimental-existencial-ministerial!

Claro que esse momento Ask Alice da Folha de SPaulo em nada se compara à Folhice das Folhices. Pensa que Dilmavana é vítima porque é a-presidenta-popular-que-ajuda-a-população-e-está-fazendo-um-bom-governo-apesar-de-o-pig-insistir-em-dizer-que-não-e (OK, parei.)? Claro que não! Dilma é apenas mais uma. Se eu te contar que anões também foram vítimas das Folhices crônicas vocês acreditam? Ah, então cliquem aqui. Aviso: não bebam nada ao ler o texto lincado, sob o risco de sérios engasgos.

Licença, mas eu vou encerrar este texto com um megalcichê deste caldeirão:

 

PORRA, FOLHA!!!

(P.S.: Curto muito o estilo de Dilmavana. Mal posso esperar pra ela começar a agir assim com a bancada evangélica. #prontofalei)

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Como diria a Katylene: é soorooba?

sexta-feira, novembro 11th, 2011
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Diante de uma chamada dessas

E de uma reportagem dessas,

só me resta perguntar, à la Katylene: é soorooba?

Agradeço ao dileto ectoplasma Rodrigo Nunes pela mente poluída pelo link enviado. 😀

****

Atualização das 19h.

O Rodrigo me avisou que o site trocou o título da matéria. Ficou assim:

er… alguém avisa que não deu pra melhorar a coisa, por favor? /o\

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O neologismo malafaiense

sexta-feira, novembro 11th, 2011
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Daí que Silas Malafaia, uma entidade cujas credenciais me recuso a propalar por aqui (joga no Google por sua conta e risco!), disse em entrevista à revista Época que ia funicar Toni Reis, líder da comunidade LGBT pereré pão duro whiskas sachê blablablá.

Claro, lógico, óbvio e evidente que o repórter entendeu o verbo como fornicar. É um verbo muito usado por salsinhas em cristo evangélicos para referir-se a práticas por eles consideradas tipicamente do público gay. Não vou entrar no mérito dessa questão.

Mas Silas resolveu soltar as plumas dizer que ele jamais disse fornicar:

geral eu e o repórter da revista Época fomos ver que diabos significa funicar. E não encontramos essa palavra no dicionário. E ainda temos que ler esta belezura no site do Malafaia (não, não vou lincar. Me recuso. Jogue a frase em vermelho no google que você encontra o texto completo. E se você quiser ler esse texto completo, problema seu. Pronto, avisei.):

“Ele não pode supor que o entendimento da palavra funicar signifique fornicar, se ele mesmo confessa ter pesquisado em quatro dicionários e não ter achado a palavra funicar. E não vai achar em dicionário algum, pois é uma gíria, um linguajar popular e não formal”, declarou Silas.

Portanto, temos que:

1- PAPORRA! Dicionários listam todas as palaras de um idioma, sejam elas regionalismos, palavrões e outras expressões chulas, gírias, paravras oficiais, palavras extraoficiais etcetcetc.

2- Se o repórter da Época não pode supor o que ele supôs, então o que ele pode supor? Oi? Quem disse?

3- Se essa palavra não se acha em dicionário nenhum, então o dileto pastor inventou esse verbete?

4- Se o pastor inventou esse verbete, coisa que a meu ver lhe é permitida (pensem no que ele faz com a Bíblia, e vocês perceberão que o que ele faz com a  Língua Portuguesa é pinto…), ele que explicasse o significado. Chamar o interlocutor de ignorante por desconhecer uma expressão usada no seu meio é forçar a barra.

Não me canso de dizer isso aqui: se você diz bolinhas vermelhas e seu interlocutor entende listras azuis, repita sua idéia de forma diferente até que o seu interlocutor entenda exatamente o que você quis dizer. Isso dá certo em 99% das vezes (o 1% restante dá conta de seres incapazes de raciocinar).

Isto posto, e como nenhum dicionário lista a palavra malafaiense, este blog-caldeirão só aceita uma possibilidade de uso da palavra funicar:

Pode passar a régua.

 

 

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Chana muda de nome

quarta-feira, novembro 9th, 2011
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Tava fazendo um post sobre a importância do cujo na vida dos lusofalantes, mas encontrei essa notícia que, se por um lado é triste, por outro é delicioso ver como o moço redatô se esforça pra fugir do palavrão.

A história é a seguinte: era uma vez uma montadora chinesa chamada Changan. Em 2006, ela resolveu vir para o Brasil e – não me pergunte por que – decidiu que aqui seria conhecida como Chana. A coisa ficou ainda mais errada se você observar aqui que o logotipo da Chana era meique contraditório. Eu sei que muitos de vocês podem não estar acreditando no que estão vendo, mas a Chana foi tão real no Brasil que até jingle (não ria! É sério!) teve! E, por só vender miniutilitários, caminhõezinhos e quetais, seu primeiro slogan foi: ” … um grande mercado esperando de portas abertas pra você entrar… ” (para de rir, que coisa! Tô falando sério!!! Clica aí no vídeo abaixo que você vai ver!!!)

Mas depois de cinco anos no Brasil, Chana mudou de nome. Provavelmente não suportou o bullying.

Enfim, vejam como o site da Auto Esporte se esforçou pra não dar destaque ao palavrão – vale até mudar o gênero da Chana:

Em 2006, a Changan foi a primeira marca chinesa a chegar ao Brasil. Mas decidiu adaptar seu nome ao mercado local, e virou Chana [Eu também não entendi qual a lógica de adaptar o nome ao mercado local e batizar a empresa de Chana. Aceito teorias – pouco viajantes, por favor)]. Agora, cinco anos depois daquele [Só eu percebi o sarcasmo sob esse daquele enfiado no texto?] Salão do Automóvel de São Paulo, a montadora decidiu adotar o nome original da companhia. A importadora [peraê! Foi a importadora ou a montadora? A montadora decidiu e a montadora acatou? é isso?] não informou o motivo da mudança [Cejura? Por que será, néam?], mas muitos especulam [Muitos = o autor desse texto, eu, você e todos os que lerem o nome Chana associado a uma montadora de automóveis] se não seria pelo trocadilho infeliz [trocadilho OK, tudo bem. Mas acho que infeliz não é um bom adjetivo não, viu? Divertido fica melhor, né não?] que o nome tem aqui no Brasil.

O presidente da Tricos Districar, no entanto, [Traduzindo: a montadora é legal com nóis, e nóis num pode ficar mal na fita. Vamos melhorar o tom do texto e elogiar a empresa?] defendeu que a marca foi bem aceita no país [aêêêêê!!! Muito bem!!!]“Ao contrário dos comentários iniciais sobre o nome [iniciais, finais, de meio, de cima, de baixo…. seja qual for a posição dos comentários, os comentários serão os mesmos], à época de sua apresentação no Salão do Automóvel de 2006[eu trocaria esse a craseado, viu? Em vez de à época, escreveria “desde a época”. Tipos: mais realidade, saca?] , entendemos que o consumidor brasileiro aceitou muito bem os veículos do Chana[O Chana? Pra disfarçar o palavrão o negócio é trocar o gênero da… perseguida Chana? Então, tá!]   ”, explica Abdual Ibraimo. “Mas é chegado o momento da mudança[Leia-se: as piadinhas tavam ficando insuportáveis] , até porque, ao adotar Changan, vamos utilizar o fato desta montadora ser a 1ª da China em miniutilitários e a quarta entre os construtores de veículos daquele país”, completou o presidente.[Aí você arremata com uma numeraiada corporativa, fica bem na fita da empresa e desconversa o trocadilho]

Além do nome, [Sentiu que o nome é a coisa mais importante a ser apresentado na feira, né? Geral usa feira pra lançar produto novo, relançar produto velho e dizer que é novo e tals, mas o mais importante dessa empresa é anunciar NOME novo!] a Tricos Districar apresentará também na 18º edição da Fenatran (Feira Internacional do Transporte) as linhas de miniutilitários, [ e aqui começa o blablabla whiskas sachê pereré pão duro].

Enfim, eu achei por bem compartilhar isso aqui com vocês. Um cadim de diversão faz mal a ninguém, né?

E pra encerrar, uma foto da Chana:

(P.S.: Pensando num trocadilho com Chana? Acho que alguém já teve essa idéia….)

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Quem fumou o quê?

quarta-feira, novembro 9th, 2011
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Aí você lê um troço desses publicado aqui (que me foi enviado pela dileta e ravissante professora Ju Sampaio, a Dora Avante deste caldeirão 😀 ) e fica pensando quem fumou o quê, por exemplo?

Ou, melhor: o que realmente faz mal aos neurônios?

 

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Perfume para pessoas ou Pessoas? Terráqueo pode usar?

segunda-feira, novembro 7th, 2011
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Cabei de receber este spam e-mail marketing troço no meu e-mail.

Tive um troço só de ler as primeiras linhas. Claro, fiz questão de compartilhar aqui cocêis:

Perfume que deixa as Pessoa  sexo oposto atraida por você [Entenderam o porquê agora? Primeiro quero conhecer esse zifio chamado Pessoa. Fernando é que não deve ser, cer-te-za! Se for, ele está assobiando em seu túmulo, pra que ninguém pense nele neste momento tão delicado… Enfim, para que este perfume realize as promessas, precisamos encontrar uma pessoa de nome Pessoa. Alguém tem idéia de onde encontrá-la? Será Pessoa homem ou mulher? Apenas uma certeza tenho: trata-se de só um (porque um só pode dar a impressão de que é um solitário mas deixa prá lá não vou divagar agora). Porque, né? As Pessoa só pode ser um. Ou não? Ih! Me perdi todinha! E olha que estamos no título!]

Este perfume existe

Acaba de chegar no Brasil Eros Magnifique Essence [pra quê vírgula, né mesmo? Só porque aqui é necessário separar duas orações…]  um afrodisíaco aprovado cientificamente [Por britânicos, né?]  para atrair pessoa do sexo oposto [Hummmm…. aqui Pessoa não é mais uma pessoa especial, apenas uma pessoa qualquer…. mas é do sexo oposto! Trata-se de relacionamentos heterossexuais, devo entender isso?]
O nosso [nosso? é meu também? Cejura? afff…] perfume Eros Magnifique Essence de Androstenona é exatamente isso![Uau! Que tudo, né? Ferormônio pra atrair o sexo oposto! Nossa, quanta inovação! Pensando bem, que ano é hoje? Aliás, que século é hoje?]

As Pessoas [ó! Aqui Pessoa voltou a ser um nome de pessoa, e tornou-se plural! Já temos mais pistas, gente! Trata-se de várias pessoas de nome Pessoa! (Mas que mãe batizaria um filho de Pessoa? pré-nome, não nome de família….] subconscientemente detectam este cheiro e sentem-se instantaneamente atraídas por você! [são os feromônios que [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo]]

Agora você vai atrair qualquer Pessoa [Pronto! Voltamos à confusão! Com esse milagroso perfume, se você quiser atrair Maria ou José, você NÃO CON-SE-GUE! Só vai atrair Pessoa, mesmo… desiste, zifio!] sem mudar absolutamente nada em você. Terá mais pessoa fazendo contatos visuais[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Pessoa é um extraterrestre que faz contatos visuais com terráqueos? Isso é perigoso? Esse perfume atrai ETs?!?!?!? ômopai….], admirando e conversando com você [ETs que fazem contaot visual, contato conversacional, contato admiral…. ai, que perfume perigoso!!!!!]
O Eros Magnifique Essence vai ajudar você a atrair novas pessoas [quer dizer, você vai conseguir atrair novas pessoas, independentemente do nome delas! Mas elas são todas ETs! Ai, que confusão….] ou a melhorar a sua vida amorosa.

Usando Eros Magnifique Essence, Você [Eparrê-iansã! Entrou mais um sujeito na parada. Um tal de Você. Não se sabe ao certo se é homem ou mulher. Porque se o texto estivesse a se referir a você, leitor, o faria em letras minúsculas, né? NÉ, CACETE? Aguardo mais detalhes!]  sentira [A se tomar por referência o nível do português do zifio, muito mais fácil entender que este verbo é o verbo sentir no futuro do presente sem o acento devido do que o verbo sentir no pretérito mais que perfeito..] o grande poder [Me lembrou que certa feita Paulo Henrique Amorim disse no blog dele que “o poder pode tudo”. Mas deixa isso prá lá.] da atração ! Agora, nenhum pessoa [… e voltamos à estaca zero! No caso, a pessoa em questão pode ou não se chamar Pessoa, mas não se sabe ao certo se é singular, plural, masculino ou feminino- quiçá terráqueo! Aqui, aparentemente, só estamos falando de seres do sexo masculino (existe ET macho e ET fêmea? Ai, a coisa só piora!). Entendi isso pelo nenhum. Tô certa?] estará fora do seu alcance! 
Você terá romance e sexo de uma maneira que ja mais pensou que fosse possível![Sei, não… tô achando que a parada envolve extraterrestres….]

Esse texto deu medo. Só espero que ele seja uma piada de rélouim meique atrasada….

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Exercícios da Bruxa

domingo, novembro 6th, 2011
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Queridos ectoplasmas suínos:

Inauguro com pompa e circunstância uma nova modalidade de post neste caldeirão. Exercícios da Bruxa.

Como vocês são muito espertalhões e sabem identificar os herros de hortografia melhor do que eu, identifiquem abaixo as aberrações produzidas pelas amebas fornecedoras de conteúdo da Peugeot do Brasil.

Eu encontrei pelo menos três (colinha básica: o erro mais gritante tem outro embutido, mais sutil. O terceiro é um verbo fidamãe conjugado que nem a cara da mãe do sujeito que escreveu essa excrescência em forma de texto).

Não pensem vocês que o primeiro a responder esta maravilhosa enquete irá ganhar um maravilhoso [insira aqui o seu brinde preferido] porque estas são épocas de vacas magras no caldeirão. Se alguma lhynda empresa resolver me patrocinar, aí a gente brinca feito gente grande (Brincar? Feito gente grande? Oi?)

Mas por enquanto, vale entrar na página do Facebook da Peugeot e  torrar a paciência das amebas fornecedoras de conteúdo do sáitchy em questão….

E se você não aguenta de curiosidade, selecione com o mouse o trecho abaixo para ver a resposta deste intrigante (ah, deixa eu valorizar o meu texto, dá licença?) e excitante (ah, me erra, sô!) quiz (ok, aqui vocês podem me xingar! Deixa eu trocar a palavra) concurso! \o/

Erro nº1: Verbo prever, 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo:

Muitos prevIram, com iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii caceteeeeeeeeee!!!

Erro nº2 – e o mais gritante de todos, por Tutátis!

CampEão se escreve com E, E de Energúmeno!!!

Erro nº3, que tá junto do erro nº2: todos os prefixos que indicam multiplicação de números juntam-se à palavra sem hífen, e formam um novo vocábulo. Mais explicações aqui. Portanto, Cacá Bueno é tetracampeão.

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Olha o dedo, Ego!!!

quinta-feira, novembro 3rd, 2011
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Todos vocês estão carecas de saber que eu relevo erro de digitação. Se eu escrevo esotu ao invés de estou, por que haveria de cobrar correção etc e tal whiskas sachê pereré pão duro.

Mas desta vez não dá, viu? Alertada pelo post da Polly do Te dou um dado?, fui ver se a tetéia ainda tava lá no Ego. E não é que tava?

A intenção do moço redatô era escrever “seUs”. Esbarrou no I na hora de digitar o U, posto que I e U estão ali do ladinho no teclado. Não viu que esbarrou errado e publicou do jeito que estava.

Mas seis seios é um cadim demais, né não, Ego?

(vou nem entrar no mérito de que zona sul se escreve com minúsculas. É assunto assaz avançado pro Ego, deixa prá lá…)

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“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

terça-feira, novembro 1st, 2011
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O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?

Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)

Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:

Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!

Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?

OK, parei.

PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!

PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada

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A “hortografia pobremática” e a identificação da Folha

sábado, outubro 29th, 2011
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Seguinte, Folha:

Eu poderia gastar aqui horas de pesquisa e mostrar a origem etimológica da palavra identificar pereré pão duro blablablá whiskas sachê. Mas diante desta tetéia,

 

serei breve e brava:

PORRA, FOLHA! BANDO DE ANALFABETOS!

VAI, PROCESSA O PRIMEIRO QUE FIZER UMA TROCADILHO COM O SEU NOME E TE CHAMAR DE FALHA DE SÃO PAULO!!!

(Oh, wait!)

(com agradecimentos aos queridos ectoplasmas suínos que frequentam o caldeirão 😀 )

P.S.: Se identificado sai desse jeito, imagine as exceções

 

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Reinaldo Azevedo e a obsessão em ficar de um lado só

domingo, outubro 23rd, 2011
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Eu não deveria estar aqui postando. Deveria estar fazendo zilhões de outras coisas. Mas não resisto.

Eis que Reinaldo Azevedo, em sua obsessão para ficar de um lado só da situação, sem nem se dar ao trabalho de considerar as ponderações do outro lado, escorregou no quiabo. Sério. Foi um autêntico Ectoplasma Suíno que me contou.

Olha só o que ele publicou:

Ah, dona Bruxa, não tem nada de mais aí em cima, dirá você. e eu sou obrigada a concordar. Agora tá certinho – ele já corrigiu.

Mas o dileto ectoplasma suíno que me enviou o link rezou aos deuses do print-screen:

Quer dizer: em seu erro de digitação, seu inconsciente deixou bem claro que Reinaldo Azevedo é homem de um lado só (um destiladeiro, por assim dizer). Ou, então, ele tava na mó manguaça, pensando em destilar cachaça (ou destilar veneno, vai saber)…

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Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

sexta-feira, outubro 21st, 2011
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Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um spam e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que spam e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu spam e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:

Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades [Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de necessidades, e não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu a partir das necessidades de alguém, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto…er… satisfaz as necessidades. Papel higiênico acompanha, claro!] que eram encontradas [Agora que eu já deturpei sua imagem de a partir das necessidades, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra necessidades a esmo.] por aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional [o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer aprender a produzir textos com finalidades profissionais, ou coisa do tipo, né?]   ou necessitavam [Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] analisar adequadamente produções textuais diversas [uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.], encontrando-se [BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de fez-se a bosta. Vamos acompanhar?] atualizado [E voilà! O sujeito desta frase é aqueles. Todos os verbos anteriores – desejavam e necessitavam – estavam no plural. O atualizado escapuliu! com as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesa”[Deu medo nocê também, né?]

Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

 

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?!

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Homem morto até a morte

quarta-feira, outubro 19th, 2011
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Como disse muito bem a Marlena nos comentários deste blog, ao me passar o link pra tetéia que eu compartilho com todos, ” a praga é mundial”.

Traduzam do jeito que quiserem. O fato é que o Zifio foi morto até a morte. A MINHA tradução para a frase da legenda do noticiário de TV está no título deste post.

Enfim, mortos mortos até a morte à parte, eu só consigo pensar numa outra coisa: quem foi que disse pro zifio daí de cima que a gravata e a camisa combinaram bonito?

(P.S.: vamos dar o desconto que o sujeito que escreveu esse troço daí de cima tava trabalhando às 4:30 da matina. Devia estar podre de sono…)

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Morto acreano dá depoimento a jornal

quarta-feira, outubro 19th, 2011
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Olha, eu desisto de deixar de falar de morto amestrado. Esses mortos estão aprontando mil e uma confusões, como diria texto de programação da TV Globo. Então, acho que até 2 de novembro, dia de finados, tá valendo.

Essa foi enviada pela querida AcrEana (que se recusa a virar acrIana em janeiro, no que conta com meu total apoio) Fernanda Ramalho. Na verdade, essa tetéia (cujo acento eu também vou me recusar a cortar a partir de janeiro) está disponível neste blog aqui.

Não é lindo, gente? O Zifio tropeça, cai, a motosserra passa pelo pescoço dele e ele ainda conta a história todinha pro moço repórti?

Esse morto só perde Pra Jorge Luis Borges, que baixou no Rio Grande do Sul pruma palestra 23 anos depois de desnascer, como diriam os espíritas.

E se você levar em consideração que o Acre não existe, aí sim é que a coisa fica ainda mais legal e o trabalhador braçal degolado fica ainda mais interessante por ser um morto que não existe! QUAAAAAAAAAAAAAA

(Ah, sim! Aprendam com a Fernanda Ramalho: “é EM Rio Branco, NO Acre”.)

 

 

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Presídio para cavalos

terça-feira, outubro 18th, 2011
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Para que não haja dúvidas a respeito, vamos pedir a ajuda de tio Antônio.

Tio Antônio, o que é uma cela, com cê?

Cela

1  diminuto quarto de dormir; alcova, recâmara

2  nos conventos, aposento de um religioso

3  nas penitenciárias e estabelecimentos afins, compartimento de prisioneiro(s)

4  Derivação: por extensão de sentido. qualquer cômodo de reduzidas dimensões

5  Derivação: por extensão de sentido. pequena casa; casinhola

Tá. E sela, com ésse, o que é?

Sela

peça de couro posta sobre o lombo da cavalgadura, sobre a qual senta o cavaleiro e na qual são presos outros apetrechos dos arreios

Então, se o jornal Folha Popular, de Poços de Caldas, diz isso aqui:

Posso entender que o presídio abriga cavalos?

(Beijos pra querida amiga Ju Sampaio, que me enviou a tetéia em questã)

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Momento irmã Selma

sábado, setembro 24th, 2011
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Tô bege, gente. Essa irmã Selma que vive em mim, que pensa numa coisa – e ela acontece – é muito sinistra!

Vocês leram meu post da queda do satélite da Nasa?

Lembram que eu sugeri que jogassem no carneiro, porque 26 ( = número de pedaços sinistros do satélite) no Jogo do Bicho é carneiro?

Ó só o bicho que deu hoje, sábado, dia da queda do satélite, às 14h. Peguei neste site aqui, com os resultados do Rio de Janeiro:

Se lhe servir de consolo, eu também não joguei.

Vamos dormir?

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A Nasa e os objetos sobreviventes

quinta-feira, setembro 22nd, 2011
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É oficial: setembro é o mês dos mortos aqui no caldeirão!

Hoje ainda é dia 22, e eu não aguento mais falar de mortos vivos por aqui. Até objeto resolveu adquirir vida!

Qué dizê, eu poderia estar estudano, eu poderia estar trabalhano, mas não, estou aqui exorcizano texto ruim. Dá licença, mas agora eu TENHO que exorcizar esta tetéia ininglix.

Daí que um tal satélite da Nasa vai cair na Terra. E a Agência Espacial Americana (=Nasa) publicou em seu site um estudo (!!!) que analisa o potencial perigo de esse satélite ingressar de volta na atmosfera terrrestre.  A página 4 da tal publicação deixa bem claro que a margem de erro das previsões é de 12.000 quilômetros – para mais ou para menos,(o que queira que isto venha a significar, como diria o outro).

Mas o legal mesmo tá na página 8 do documento.

Lá, a Nasa explica que existem cerca de 26 componentes maiores no tal do satélite que podem não se desmantelar quando entrarem na atmosfera, e… bem… cair na sua cabeça (isso num tá dito, tá só subentendido). Mas a maneira como a Nasa se refere a esses componentes é que é o motivo principal da criação deste post. Ó só:

“Objects expected to survive” = Objetos que podem sobreviver 

Human casualty = acidentes com humanos*

****

Atualização: Alertada pelo Igor Senna, fui ver uma tradução mais precisa para casualty. Essa palavra pode ser traduzida como 

acidente
baixa
sinistro
perdas
desastre
infortúnio
Em outras palavras: não tucanaram as mortes humanas. Malzaê!
****

quer dizer, os objetos podem sobreviver, mas o que acontecer com seres humanos (ou quaisquer outros seres… como dizer? Vivos? é, acho que é essa a palavra! Vivos!) será apenas um acidentchy.

Acho bom que você tome as devidas providências:

1- Não saia de casa sem um  guarda-chuva. Pode ajudar.

2- Procure uma banca de jogo do bicho e jogue no carneiro (26 = carneiro)

3- Se você for acertado por um pedaço de satélite, arranje um jeito de processar a Nasa. Pode lhe render uns bons trocadinhos! 😀

 

P.S.: segundo esse documento da Nasa, todos os cálculos foram realizados por um software específico pra analisar queda de objetos na Terra (não pergunte, por favor), chamado de Ferramenta de Análise de Sobrevivência de Reentada de Objetos (UEPAAA! Do inglês Object Reentry Survival Analysys Tool), ou Orsat – quase Tarso lido de trás pra frente. enfim, eu tinha que dividir essa abobrinha aqui com cêistudo. Pronto, passou!)

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Quando o som fede a suor – ou quando o suor fica barulhento: a história da namorada mala

terça-feira, setembro 20th, 2011
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Não consigo entender como as pessoas conseguem fazer confusão com esses dois pobres verbinhos.

Suar, com u, significa produzir suor, gerar CC nas axilas.

Soar, com o, significa produzir som, tocar – no sentido de fazer barulho.

Portanto, amiguinhos, por favor, todas as vezes que vocês forem citar a ação de produzir suor, não temam em fazê-lo sempre com ésse-u (su), porque este é o certo: Eu SUO; Ela SUA; Nós SUAMOS; Eles SUAM.

E os sinos, então? Os sinos e campainhas deste lindo planeta que Deus nos deu são das poucas peças que têm o direito de SOAR. E não, sino não tem glândula sudorípara, então não sabe como fazer pra suar. Portanto, sempre que você for falar de um objeto que faz barulho, conjugue o verbo com ésse-ó (so): o sino SOA, os sinos SOAM, os sinos SOARAM, os sinos SOARÃO; os sinos SOARIAM.

Essa é a regra. Ah, Bruxa, toda regra tem exceção, certo? Certo! Mas eu também conheço a exceção. E é aqui que começa a historinha (Rá!) 😀

A personagem principal desta historinha é a (graçadeus ex-) namorada do meu primo.

A coisa falava pelos cotovelos. Sobre o que devia e sobre o que não devia. Na hora certa e na hora errada. Bem e mal. E muito. Sempre muito. Nunca pouco.

Daí que a coisa voltou de uma corrida, com muito suor pelo corpo. Virou-se para mim e disse: Ah, eu sôo muito.

Minha prima, pobre cunhada da coisa, olhou pra mim pra ver se eu iria comentar sobre o erro de português da coisa. Mas eu contestei veementemente minha prima:

Como assim, tá errado? Me diga se em algum momento essa coisa parou de soar desde que chegou nesta casa?

Minha prima foi obrigada a concordar comigo. A coisa era a exceção à regra dos verbos Soar x suar.

Enfim, achei por bem compartilhar esta linda historinha aqui com vocês….

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É oficial: os mortos surtaram!

quinta-feira, setembro 15th, 2011
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Agora me digam: prá quê eu fui lamentar aqui que os mortos tavam sem aparecer no meu caldeirão há quase dois anos? O negócio tá virando peregrinação, gente!

Recebi esta imagem ontem, via Twitter, da Molise Magnabosco, a quem agradeci e agradeço de novo! Eu só não fiz esse post ontem pra vocês não pensarem que eu obcequei com morto amestrado. Deixei pra hoje, pra ao menos ter uma via que vai dar lugar a um matagal entre os mortos deste caldeirão. Mas vejam só que gracinha:

Jornal de Umuarama (PR), edição de 14/9/2011

 

Senão vejamos:

– O cara é acusado de suicídio. Legal, isso! Estou pra ver outro caso de suicídio em que o acusado, bem ou mal sucedido,  vai pra cadeia depois do… atentado. Pronto, atentado!

– Daí ele morreu depois do suicídio? Mas espere! Aparentemente, o suicídio funcionou – caso contrário, o zifio seria acusado de TENTATIVA de suicídio. Então ele se suicidou (não reclamem do excesso de suicídios em duas linhas! Num tem muito o que fazer, não!) e depois foi encontrado morto?

Daí, hoje eu pensei ter perdido a imagem e voltei ao link que a Molise enviou ontem, e encontrei a capa da edição de ontem devidamente corrigida, de volta ao mundo da noção e da lógica redacional:

AAAAAAAAHHHHHHHHHHH, então tá certo!

 

Assim, pódji, né, Arnaldo?

eu bem que desconfiava que o morto de Umuarama tava amestrado demais, até mesmo pra um DVD…

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Quando a ordem dos tratores altera a rodovia

quarta-feira, setembro 14th, 2011
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Vamos dar um tempo aos mortos. Mas não pensem que os mortos estão dando um tempo, não! Eles estão surtando que é uma coisa – só encontro explicações para isso na fase de lua cheia. Mas vamos falar de outras esdrovengas redacionais de corar de vergonha o mais falecido dos seres humanos.

Cer-te-za que você já ouviu de um professor de matemática a frase a ordem dos fatores não altera o produto. Poi zé. Aí, você também já deve ter ouvido a variante engraçadinha dessa frase, a ordem dos tratores não altera o viaduto.

Mas ó, zifio, vou te contar que teve ameba escrevente que conseguiu alterar a ordem dos tratores de forma tal que destruiu um rodovia lheeeanda e pôs um matagal no lugar dela (e quem descobriu a tetéia foi a Deize Fonseca, que me enviou o link via Twitter). Quer ver só?

O fenômeno deu-se neste site aqui, obra (com trocadilho, pelamordedeus!) do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Preciso dizer que a expressão dará lugar a  pressupõe uma coisa que sai de cena e para ser substituída por outra?

Vou ter que explicar que do jeito que a ameba escrevente deixou essa legenda, ela acabou por dizer que a rodovia vai sair dali e no lugar dela vai ficar o matagal?

Será necessário revelar que a frase mais adequada pra essa legenda seria “comemora a chegada da nova via que vai ocupar o lugar do matagal”?

Isto posto, só me resta agora vislumbrar um balão de pensamento de história em quadrinhos apontando para a cabeça do zifio da foto, e… ah, vamos escrever aqui nos comentários o que o Zifio da foto tá pensando, vamos?

Muah! Um beijo! 😀

************

Atualização:

Comentário do dileto Manoel, frequentador assíduo deste caldeirão:

Manoel

Bruxa! Substituíram a legenda no link original e colocaram uma bem parecida com a sua…

E lá vou eu ver como ficou:

conclusões:

1- Esta Bruxa está fazendo bem ao texto mal-escrito dos outros.

2- Os deuses do print-screen não falham nunca!

3- Texto sempre dá pra melhorar. Mas a cara do zifio continua a mesma, coitado!

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Mortos inovadores: estes vêm com trava-línguas! (e um ônibus falante de brinde!) \o/

sábado, setembro 3rd, 2011
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Gente, os mortos surtaram! E a coisa começou em julho! A dica foi da Aline Rodrigues nos comentários do blog:

Leiam só este texto publicado no Globo Online, aqui:

Ônibus que atingiu oito motos e matou três mortos invadiu contramão
SÃO PAULO – O ônibus que atingiu pelo menos oito motos, causando a morte de três pessoas, na Avenida Cupecê, na Zona Sul de São Paulo, invadiu o corredor exclusivo na contramão. O motorista disse aos policiais que perdeu o freio. Ele disse também que o banco onde estava correu para trás e ele perdeu o controle do veículo. Nenhum dos passageiros do ônibus se feriu.
(…)

Agora, responda sem consultar o texto:

– As motos foram mortas?

– Os mortos que o ônibus matou já estavam mortos quando morreram? Chuck  Norris sabe disso?

– Os mortos das motos eram motes?

– Mateus meteu o mate na mata?

– As motos foram enfiadas no título pra disfarçar a morte dos mortos?

Enfim, quando um texto levanta mais dúvidas do que esclarece, sinal de que ficou uma bosta, né?

Mas sou obrigada a reconhecer que curti o trava-línguas: “mortes de mortos em motos”! 😀

***********

Atualização de 5/9

gente, olha só por que eu amo tanto meus leitores! coemtnário de ontem:

Silvana Persan

Calma, tem mais. A legenda da foto (tem que clicar na imagem para a legenda aparecer): “Ônibus DIZ ter perdido o freio”.

vou correr pra ver

 

Então temos praticamente uma notícia de contos de fada! um ônibus falante e mortos que morrrem depois de mortos!

Os porquinhos, claro, são os ectoplasmas suínos que denunciaram o feito.

a bruxa má é esta que vos fala!

Tá faltando uma princesinha e um príncipe!

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Mortos amestrados

quinta-feira, setembro 1st, 2011
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Agora bateu uma nostalgia aqui, sabe?

Faz bem uns dois anos que os mortos não aprontavam tanto! Lembro de ter publicado neste caldeirão em 2009 sobre as peripécias de vários mortos. tudo começou com os mortos catarinenses, aqueles hipocondríacos. Parece que foi ontem que eu terminei esse post pedindo por manifestações dos mortos argentinos – o que ocorreu cinco dias depois, aqui (eu e meu lado irmã Selma! Tenho medo quando ssascoisa acontecem!). Isso sem contar dos mortos que foram todos mortos (é isso mesmo que você leu!)  nesta nota do Globo.

Daí, a presuntaiada (é ficou horroroso, mas veja só a quantidade de mortos que já tem no parágrafo de cima! Uma carnificina só! Deixa eu variar um cadim a expressão!) sossegou um pouco em 2010. Mas neste segundo semestre, eles resolveram… er… voltar do mundo dos mortos (viu? num dá pra escapar! êta palavrinha safada, viu?) pra nos assombrar! Ó só:

Primeiro foi o morto da Oscar Freire que ressuscitou no UOL e foi posar com Lea T. (tudo bem que só uma mexidinha no tempo verbal pra Modelo morto em SP HAVIA POSADO com Lea T. não faria com que o zifio ressuscitasse só pra posar com Lea T. Mas o que ferrou de vez foi o lá nosencima: “após assassinato!” Experiência mediúnica perde!).

Depois, foi o tal do quase-morto escapado da Espanha que não escapou de morrer depois (dica do Leomar Moreira, por e-mail).

O que mais me causou espécie nessa história é que eu li o texto bem-escrito (NO SITE DA FOLHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!). Mas a France-Presse não perde a oportunidade de dar suas patacoadas (falo de cadeira: já trabalhei lá, conheço aquele povo!)

Antes de falar da construção do texto em si, deixa eu esclarecer a história:

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que resolveu sair ele mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Tava os três na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou eles tudo. (sim, esse trechinho tá repleto de errinhos de português. divirta-se consertando esse parágrafo! Exercício da Bruxa! Aqui abaixo eu colei o texto “consertado”. Confere (do verbo conferir, mesmo! checar pra ver se ficou igual!) aí embaixo. O texto tá em branco, se você selecionar com o mouse consegue ler!)

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que saiu com mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Os três estavam na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou todos eles.

A AFP contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, também falecidas, em direção a Caión, a 30 quilômetros de Ordes, informou a prefeitura.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas com menos de um quilômetro de peregrinação o grupo foi atropelado.

Pelo horário da publicação da história, imagino quem tenha feito a tradução do texto em espanhol (que deveria estar ainda pior!). Mas deixa isso prá lá que eu não sou de ficar fazendo fofoca (faz de conta que você acredita em mim, vai? 😉 ). Mas enfim. Quarenta minutos depois, a Folha deu uma melhorada no texto da AFP, e contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, que também morreram, em direção a Caión, a 30 km de Ordes.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas, com menos de um quilômetro de peregrinação, o grupo foi atropelado. Os três familiares não resistiram aos ferimentos e morreram.

Aparentemente, as amebas escreventes da Folha estão sucumbindo à clareza redacional.

Mas é bom ver que, volta e meia, os mortos voltam à ativa. eu me divirto muito com eles! 😀

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Se um jornalista te pedir pra “conferir”, cuidado: ele quer que você faça o trabalho dele! (ô, raça!)

quarta-feira, agosto 24th, 2011
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A coisa já vinha me incomodando há algum tempo. Pensei em fazer um post a respeito, mas preferia sempre enviar o link pra obra-prima do Hector Lima. Mas já que ele me autorizou, deixa eu kibar o texto dele. Kibada portuguesa: copio o texto, colo aqui, cito a fonte e dou o link pro site original, claro! 😀

Enfim, ponha só uma coisa na sua cabeça: se alguém te pedir pra conferir alguma coisa, tá pedindo pra você verificar por conta própria se a coisa tá certa. Se um jornalista te pede pra fazer isso num texto, o que ele diz em síntese é o seguinte: ó, listei esses troço tudo aqui mas não conferi nada. Confira o que abre e o que fecha nesse feriado, porque eu não fiz o meu trabalho direito!

Mas deixemos que zifio Hector aborde o assunto:

Campanha pelo fim do ‘Confira’

Por Hector Lima [27.11.2009]

Esses dias um de nossos colaboradores perguntou por que eu havia editado seu texto e mudado o “confira” pra “veja”. Essa é uma questão que estou pra abordar faz tempo aqui na Goma, e vivia adiando pra não parecer chato nem metido, mas é algo importante para a saúde e o bem estar da população – então vamos lá:

Pare de usar o verbo CONFERIR no imperativo.

“Tá maluco, Hector?” Sim, maluco de amor pelos meus olhos e ouvidos. Eles sangram toda vez que ouço ou leio o verbo “conferir” ser usado no sentido de “veja”, “leia” ou “olhe” e afins.

No Jornalismo em geral é muito comum ele ser usado assim. Na TV não tem um dia em que eu não ouça pelo menos uma vez. Nas mídias impressa e digital a mesma coisa, talvez mais ainda. Mas o verbo ‘conferir’ não tem esse sentido. Veja:

Conferir

v.t. Verificar, ver se está certo.

Comparar, confrontar.

Dar, conceder, outorgar (prêmios, honrarias).

V.i. Estar exato, conforme: a cópia e o original conferem.

Sinônimos de Conferir

certificar, confirmar, corrobar, reconhecer e verificar

Dizer confira o texto [as imagens, a matéria etc] é a mesma coisa que dizer verifique pra ver se está certo. E não é isso que você está querendo dizer, né? Você não quer que seu leitor \ telespectador \ ouvinte seja um conferidor de uma lista de itens. Quer que ele “veja” ou “leia” aquilo que você quer apresentar.

Se o seu mundo caiu, sua cabeça explodiu e o chão parece ter sumido abaixo de seus pés, mal aê. Mas é isso. ‘Confira’ não deve ser usado para dizer ‘veja’, mas infelizmente muita gente faz esse uso errado. Nossos irmãos d’além-mar concordam.

Momento Prof. Pasquale: tudo bem… o uso, mesmo errado, força informalmente que certos casos tornem-se aceitos porque a língua evolui conforme o uso, não conforme as regras formais. O uso sempre causa a transformação. Isso rolou com ‘suporte técnico’, ‘liga pro suporte’, que é uma tradução literal do ‘support’ inglês. O certo seria usar ‘apoio’, ‘assistência [técnica,em alguns casos]‘. Mas com o uso acabou virando o sentido comum e aceito.

No caso do ‘conferir’ isso também pode acontecer e eu sou a favor da informalidade sempre, do popular, isso você já sabia. Mas no caso do ‘conferir’ isso é tão feio que eu não resisto. Morre um animal em extinção a cada vez que algum jornalista fala isso na TV, ou escreve em algum texto. É frescura minha, sim, mas é mais forte que eu, me recuso a aceitar.

Assim como todo mundo parou de usar “risco de vida” e trocou pra “risco de morte” é muito fácil fazer essa mudança – só começar a usar do jeito certo. Então é isso: pare de usar “confira”, prefira usar “veja”, “leia” e afins. Até “óia” tá valendo. Seu público e a Goma agradecem.

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Não precisa esculhambar, né?

terça-feira, agosto 16th, 2011
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Não, né?

Tá certo que errinhos de digitação acontecem.

Tá certo que eu adoro relevar esses errinhos, até porque eu sou mestra em escrever esotu ao invés de estou, por exemplo.

Tá certo que esses errinhos são fruto de distração ou de correria, e não de falta de raciocínio.

Mas também não precisa esculhambar, né, Estadão?

(Agradeço ao Beto Mafra e à Silvia Kochen pelo aviso da tetéia)

A não ser, é claro, que a intenção do Estadão seja fazer um trocadilho. Pensando bem, nem assim. Fica feio prum… “órgão de grande penetração” como o Estadão, né?

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O dia em que o jornalismo das Organizações Globo ficou melhor que Zorra Total

domingo, agosto 7th, 2011
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(Sugiro que antes de ler este texto você estoure umas pipocas. Juro que vai ficar mais divertido! 😀 )

Eis que na noite deste sábado as esferas digital e real do Brasil foram sacudidas pela publicação dos Princípios editoriais das Organizações Globo. Fui ver de que se tratava. Dei boas gargalhadas, pois só fui me lembrando de comparar a teoria com a prática.

O… texto troço negócio documento tratado, pronto, o tratado! Enfim, o tratado é longo pra dedéu. Tá superbem escrito (nesse ponto pouco há para se falar das Organizações Globo, eles ao menos escrevem direito NÉ, FOLHA?.). Mas é de uma arrogância argentínica que causa muitos risos a quem o lê. E ó: vou tentar nem entrar em confusões e quiproquós de edição de último debate do Lula em 1989 ou de cobertura das Diretas Já e o povo não é bobo abaixo a Rede Globo blablabla whiskas sachê que é pra não partidarizar este blog. Porque, né? A gente inté tenta arrespeitá azidéia dos dotô filho de Roberto.

Enfim, vamos à primeira parte do texto que desbancou o Zorra Total, como muito bem lembrou o Caribé. Mas antes, minha cara de #cejura? ao ler o texto:

CEJUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA?

 

BREVE DEFINIÇÃO DE JORNALISMO [brevinha, brevinha! Só duas páginas!]

 

De todas as definições possíveis de jornalismo, a que as Organizações Globo adotam é esta: [rufar de tambores….] jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas [cejura? Olha, ficou bonito isso, viu? Deixa eu pensar só um cadim, então: monditroço que eu faço dentro de certos princípios e regras, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas? Então, deixa eu fazer um jornalismo global aqui: minha atividade é: analisar texto ruim, mal escrito ou contraditório. O seu texto escapou da primeira e da segunda. Mas caiu lindo e bonito no alçapão da terceira definição, zifio! Esse primeiro conhecimento produzido sobre esse texto daqui não foi dos melhores. Será que dá pra melhorar a situação? Prossigamos, pois!]. Qualquer fato e qualquer pessoa [Aimeudeusdocéu! Qualquer, qualquer, qualquer? Cejura que é qualquer? Tipos: moradores de favelas de são Paulo que vira e mexe encaram um incendiozinho doido no local? Ou, quem sabe, uma subcelebridade na fila do caixa eletrônico?]: uma crise política grave, decisões governamentais com grande impacto na sociedade, uma guerra, uma descoberta científica, um desastre ambiental, mas também a narrativa de um atropelamento numa esquina movimentada, o surgimento de um buraco na rua, a descrição de um assalto à loja da esquina, um casamento real na Europa, as novas regras para a declaração do Imposto de Renda ou mesmo a biografia das celebridades instantâneas.[aaaahhhh, viu só? Qualquer é qualquer, mesmo!]

Vamos então a um exemplo prático do que um veículo das Organizações globo entende por jornalismo?

 

Definição de jornalismo para as Organizações Globo


[Duvida de mim? Então, clicaqui que você vê que eu não tô inventando nada! Mas voltemos à (cof, cof) brilhante (cof, cof) definição de jornalismo desse compêndio das definições ululantes]:

O jornalismo é aquela atividade que permite um primeiro conhecimento de todos esses fenômenos, os complexos e os simples, com um grau aceitável de fidedignidade e correção, levando-se em conta o momento e as circunstâncias em que ocorrem. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade. [Pois não! No caso ilustrado acima, então, ficou faltando uma análise mais precisa, sabe?

– O que Preta Gil foi fazer no caixa eletrônico? Sacar dinheiro? Por quê? Ela consultou o extrato? Retirou folhas avulsas de cheques? Refez seus investimentos? Mas a pergunta que eu realmente faço é: o que me interessa a relação de Preta Gil com o caixa eletrônico? Ou: em que o relacionamento de Preta Gil com uma máquina vai interferir na minha vida? Porque quem definiu esse texto como jornalismo foram vocês, não fui eu!]

Antes, costumava-se dizer que o jornalismo era a busca pela verdade dos fatos. Com a popularização confusa de uma discussão que remonta ao surgimento da filosofia (existe uma verdade e, se existe, é possível alcançá-la?) [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo] , essa definição clássica passou a ser vítima de toda sorte de mal-entendidos [como diria o Tutty Vasques: ô, raça! Bando de desocupado que fica atrás do jornalismo dos outros tentando apontar contradição, né? Melhor nem dar bola pra esses inúteis!]. A simplificação chegou a tal ponto que, hoje, não é raro ouvir que, não existindo nem verdade nem objetividade, o jornalismo como busca da verdade não passa de uma utopia. É um entendimento equivocado [Cejura? Por quê?]. Não se trata aqui de enveredar por uma discussão sem fim, mas a tradição filosófica mais densa dirá que a verdade pode ser inesgotável, inalcançável em sua plenitude, mas existe [nós é que não somos competentes pra chegar até ela, né? Mas espere! Nós temos as Organizçaões Globo que fazem isos pra gente! Zás! Que marravilha!!!] ; e que, se a objetividade total certamente não é possível, há técnicas que permitem ao homem, na busca pelo conhecimento, minimizar a graus aceitáveis o subjetivismo [Tô dizendo! Vocês são todos uns iluminados! Mas eu sou obrigada a perguntar só um trocinho aqui: qualquer coisa sobre qualquer pessoa é a verdade dos fatos? Como se dá isso: Ixplica?].

É para contornar essa simplificação em torno da “verdade” que se opta aqui por definir o jornalismo como uma atividade que produz conhecimento [aaaaaaaaaaaahhhhhh, saquei! Que se dane a verdade! O importante é como a gente fica sabendo das parada!]. Um conhecimento que será constantemente aprofundado, primeiro pelo próprio jornalismo, em reportagens analíticas de maior fôlego [E eu aqui elogiando o texto! Esse negócio de reportagem com fôlego vocês aprenderam com a Folha de SPaulo, né? Contrataram o mesmo personal trainer deles pra dar fôlego às histórias? Porque, né? A tendência é essa! Personal trainer nas reportagens e publicações jornalísticas para dar mais fôlego e agilidade! Taqueopa….] , e, depois, pelas ciências sociais, em especial pela História. Quando uma crise política eclode, por exemplo, o entendimento que se tem dela é superficial, mas ele vai se adensando ao longo do tempo, com fatos que vão sendo descobertos, investigações que vão sendo feitas, personagens que resolvem falar. A crise só será mais bem entendida, porém, e jamais totalmente, anos depois, quando trabalhada por historiadores, com o estudo de documentos inacessíveis no momento em que ela surgiu [E aí vem a vergonha alheia: Como é que aqueles manés daquele jornal puderam escrever esse bando de baboseira a respeito da economia? O que passava pela cabeça daquela moça de cabelos indomados que tinha coluna no jornal e na TV? Será que ela não percebia que tava falando besteira? Ela tinha trauma de marola?]. Dizer, portanto, que o jornalismo produz conhecimento, um primeiro conhecimento, é o mesmo que dizer que busca a verdade dos fatos, mas traduz com mais humildade o caráter da atividade. E evita confusões.[para tudo que quem não entendeu nada agora fui eu! Lá em cima vocês diziam que é melhor dizer que  o jornalismo produz conhecimento. Depois, vocês ponderaram que não é bem assim, que ele também é a verdade dos fatos. Aqui vocês concluem que produzir primeiro conhecimento é buscar a verdade? Misturou tudo na coqueteleira e mandou ver? Pô, ao menos bota um runzinho aí pra dar liga, né?]

Dito isso, fica mais fácil dar um passo adiante [Malvados! Tacaram rum no texto e querem que eu saia andando! OK, vamos lá, eu sou uma lady!]. Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar [Manual de funcionamento de máquinas e aparelhos entram nessa definição?] . O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica [Tá. E vocês se inserem em qual definição? Aceito a resposta do press-release e a resposta sem hipocrisia! Prometo identificar as duas adequadamente!] . Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda [Cejura? Cejura? E qual é o partido das Organizações Globo? Deixa ver… é um partido que acha que o Chávez não presta, que o Lula não fez um bom governo, que a Dilma é faxineira e que o Jobim é um gênio da raça. E um partido que acha importante o fato de Preta Gil sacar dinheiro no caixa eletrônico! Puxa, ficou difícil traçar uma linha político-ideológica, né?] . Algo bem diverso de um jornal generalista de informação: este noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas. Produz conhecimento. As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar.[Cejura? Mas cejura mesmo? E ao produzir esse conhecimento, não haveria a necessidade comercial de vesti-lo com um viés consumível? Quer dizer, não seria importante tornar a notícia interessante e sedutora ao público? Ou não existe isso de o jornal ser um produto comercial? Iiiiihhhh, confundiu tudo agora, né?]

É claro que um jornal impresso, uma revista, um telejornal, um noticiário de rádio e um site noticioso na internet podem ter diversas seções e abrigam muitos gêneros: o noticiário propriamente dito, os editoriais com a opinião do veículo, análises de especialistas, artigos opinativos de colaboradores, cronistas, críticos. E é igualmente evidente que a opinião do veículo vê a realidade sob o prisma das crenças e valores do próprio veículo [Epa! Um veículo tem crenças e valores? Uai, mas lá em cima você disse que só partido político que tinha esses troço daí… num tô entendendo mais nada! Quer dizer, então, que um partido ter opinião e ideologia é propaganda, mas um veículo ter opiniões e crenças e valores é válido, e essas opiniões, crenças e valores são sempre e inquestionavelmente melhores do que as deste ou daquele partido político? Então, vocês são o quê? Semideuses? Também quero essa carteirinha! Onde consegue?]. Da mesma forma, um cronista comentará a realidade impregnado de seu subjetivismo, assim como os articulistas convidados a fazer as análises. Livre de prismas e de vieses, pelo menos em intenção, restará apenas o noticiário. Mas, se de fato o objetivo do veículo for conhecer, informar, haverá um esforço consciente para que a sua opinião seja contradita por outras e para que haja cronistas, articulistas e analistas de várias tendências. [Aham, Rodrigo Vianna! Senta lá!]

Em resumo, portanto, jornalismo é uma atividade cujo propósito central é produzir um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas.

Aguardem para os dias vindouros as análises dos outros pontos do compêndio. Esse foi só o preâmbulo!

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Resultado do exame via web: texto turvo, cor amarelo-citrino

quarta-feira, julho 27th, 2011
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Dileta ectoplasma suína me envia e-mail fofo:

Fui acessar o resultado de um exame clínico no site do laboratório e ao clicar no link da ajuda, pulou da tela um texto que mais confundiu do que esclareceu!

Pois vejam o que confundiu a zifia (aviso: o festival de caixas altas e baixas são originais do autor, tenho nada a ver com isso. E não me peçam explicações para o fenômeno, tampouco as tenho!):

Informo, [Essa vírgula aí faz o quê, zifio?] que todos resultados INDIVIDUALIZADOS por paciente, [Se os resultados são divulgados por paciente, então por definição eles são individualizados. Prá quê a explicação enfática de que eles são individualizados? Não entendi! Como também não entendi a função da vírgula depois de paciente] podem ser visualizados e impressos via WEB, onde na etiqueta de cod. de barras [vaiveno a gênese da confusão! O negócio é via web onde na etiqueta. Só eu que entendi que a tal da etiqueta de código de barras está na Web?], qual o PACIENTE RECEBE QUANDO EFETUA A COLETA [Não! Aqui vem a explicação: a etiqueta com código de barras é entregue ao paciente no momento em que ele colhe material para exame! Mas de onde, por que e para que surgiu esse qual eu não sei explicar, não senhores!], QUE ESTA ANEXADA NO CANTO DIREITO DO PROTOCOLO DE RETIRADA DE EXAMES [Aí ferrou de novo: é a coleta que está anexada no canto direito do protocolo? Que que tem a ver protoocolo com coleta com código de web? Quem disse eu?] , onde [Segunda vez que aparece um onde pra confundir azidéia da coisa! Reparem que ponto que é bom ainda não deu as caras!] o numero maior ali constante (que contem dez algarismos), e o USUÁRIO (logim)[logim eu não conheço, nunca ouvi falar. Conheço login. Mas deixa prá lá, não vou ficar procurando confusão num texto que já é auto suficiente no quesito!] e, o numero menor, no final da etiqueta, de 05 algarismos e a SENHA [Eu tenho cá pra mim que uma dessas conjunções e na verdade é o verbo ser: é. Sem acento! Mas qual é qual, não sei. só sei que o festival de vírgulas aí só se explica se o autor, no fundo no fundo, acreditar que assim ficou bonitinho!],  PODENDO [tava faltando um gerúndio sem necessidade pra dar a liga final nesse textinho de bosta! Agora não falta mais nada!] ATRAVÉS DO SITE:WWW.labclim.com.br, RETIRAR SEU RESULTADO [quem pode retirar o seu resultado? é seu de quem?]

Pra variar, dá pra perceber o índice de ruindade do texto (ruindade = texto ruim, e não texto malvado) pela quantidade de azul da mancha do parágrafo daí de cima. Quanto mais azul, pior está o texto. Mas olha só como os cabra se amarra em complicar uma coisa tão fácil:

Acesse e imprima o resultado dos seus exames via web, em nosso site www.labclim.com.br.

Para isso, basta digitar no site os números que constam no canto direito do protocolo de retirada de exames: usuário (o número com dez algarismos) e senha (de cinco algarismos).

Viu só? Duas linhas e meia, duas frases.

Mas nego compliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiica….

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Manual prático de bons modos em livrarias

sexta-feira, julho 22nd, 2011
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Parei um pouco de ler esse blog pra recuperar meu diafragma.

O Manual prático de bons modos em livrarias é o relato dramático de uma pobre livreira obrigada a lidar com amebas consumidoras de livros e afins (“Tem o DVD do Repórter 6?” E o sujeito queria era o DVD do Harry Potter. sentiram a linha editorial, né?).

Quer dizer, o drama é da livreira. Eu estou é me acabando de rir com os textos!

Dica deliciosa do Cardoso que vai entrar aí no cantinho direito deste caldeirão.

E na minha lista de páginas que se abrem automaticamente a cada sessão de meu navegador.

Agora, licença. Já peguei mais lencinhos pra acompanhar a leitura (tô chorando de rir, sério) e vou ler todos os posts, desde o início do blog.

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Didática do trauma. aula nº4: por que não usar a expressão vis-à-vis

segunda-feira, julho 18th, 2011
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(Antes de começar o post, deixa eu pedir ajuda pro tio Antônio pra ele explicar que negózdi vis-à-vis é esse:)

vis-à-vis:
advérbio
1 em face; defronte
Ex.: sentamo-nos v. 

n preposição
2 em frente a
Ex.: uma janela v. à Baía de Guanabara
3 em relação a; em comparação com
Ex.: ativo bancário v. passivo anual

n substantivo de dois gêneros e dois números
4 pessoa que está colocada à frente de outra
Exs.: meu v. na quadrilha foi Virgílio
no escritório, meu v. é papai
5 tipo de carruagem cujos ocupantes se sentam face a face

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula da Madrasta do Texto Ruim.

Daí você curte horrores dar um tchan, um élan ao seu texto, e usa a expressão vis-à-vis, né?

A Madrasta do Texto Ruim avisa: faz isso não, zifio! Ssuncê num sabe que ssascoisa fica feio?

De jeito nenhum, Madrasta! é uma expressão chique e elegante, vou usá-la! – dirá você, ameba.

Aí eu venho e provo pra você que você num tá na melhor das companhia, não, zifio…

Digo marnada…

 

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Dilma é presa mas não grava depoimento para novela do Sílvio

sexta-feira, julho 15th, 2011
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Eparrê-iansã! Hoje as amebas surtaram!

Pô, já é o TERCEIRO POST NUM SÓ DIA! Cristorrei me dê Fendi!

Porque, né? Em dia de surto de ameba escrevente, a Folha tem que marcar presença, né? Hoje, vamos de coluna Outro Canal. Gentilmente enviada pelo Cardoso.

Uma das notas informa que o SBT não vai mais exibir depoimentos reais na novela Amor e Revolução e ninguém sabe o porquê blablabla whiskas sachê. Tudo seria apenas mais uma SBTice, mas aí vem a Folha e rouba a cena do nonsense bem no último parágrafo:

Vale lembrar que na época da estreia de “Amor & Revolução”, em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff (PT) entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou nada para a novela.

Ô frasezinha infeliz, viu?

Não seria melhor dizer:

Dilma era militante política e chegou a ser presa na época da ditadura militar, mas não gravou nada para a novela. ?

Custa ser um pouquinho mais claro, custa?

E não me venham falar de espaço para o texto, porque a coisa foi publicada no blog, essa desculpa de espaço non ecziste!

 

 

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Ig e o adubo étnico

sexta-feira, julho 15th, 2011
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Agora me digam: ao ler um troço desses, oo que é que vocês pensam?

Tem gente desenvolvendo adubo étnico, é isso?

Aí, você lê o intertítulo (a linha de baixo) e descobre que trata-se de fertilização de óvulos humanos.

Mas como faz com pessoas como eu que, ao verem a foto do Roberto Carlos logo abaixo, voltaram a pensar em adubos étnicos?

Gente, essa dicotomia do discurso do Ig tá foda hoje, viu?

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PIG faz de tudo para acabar com a credibilidade de Rodrigo Vianna

sexta-feira, julho 15th, 2011
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É. Também achei. Ficou super sensacionalista e tendencioso esse título, né? Mas me diga uma coisa: você começou a ler esse texto por causa do título? Então não reclama, continua a ler e aprenda a manipular informações, ó ameba:

Tava eu aqui quieta no meu canto, cabando de ver o último capítulo de Vale Tudo e quase desligando o computador quando bato ozolho num pio que a Li mandou. Clico no link em questão e me dou de fuça com essa coisa lheeeaaannnda daí, que já deve ter sido remendada pelos revisores pouquinha coisa mais atentos (ainda que a prova tenha sido guardada para toda a eternidade pelos deuses do print-screen):

Quer dizer, eu vi o título e pensei na hora: ah, foi pressa de digitar, daqui a pouco tá corrigido. Não é despendem, é despedem!

Mas aí eu vi o nome do autor da tetéia (com acento, não me mexam nesses acentos que eles valem até dezembro!) é hórmônio homônimo do muso escrivinhador blogueiro progressista ex-globo-atual-record, enfim, do Rodrigo Vianna. (um fofo esse menino, mexeu no meu texto e ficou ótemo. Bom mesmo seria se o texto tivesse sido publicado na carta principal e não como moçãozinha, porque né mas estou me desviando do assunto deixa isso prá lá.)

Se ao menos o zifio que foi ver o bruxo de Hogwarts soubesse escrever que nem o hormônio homônimo-muso, isso não teria acontecido.

Mas e aí, amebas? Entenderam como manipular informação?

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O dia em que a Folha resolveu analisar a velocidade dos imóveis

domingo, julho 10th, 2011
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Bosta, viu?

Tava toda contente aqui de voltar aos braços do Álvaro e tals, e planejava deixar Álvaro aqui nosencima do blog por um bom tempo, aí vem a Folha e fode com os meus planos.

PORRA, FOLHA!

Porque, né? Esse jornalzinho pede pra vir parar aqui pra ser exorcizado!

Senão, me digam: qual outra publicação da língua portuguesa consegue juntar as palavras imóvel e velocidade numa mesma frase com tamanha idiotice imbecilidade babaquice imprecisão maestria ?

Aí, você se pergunta: O imóvel tá andando mais devagar? Mas ora raios, ele não é imóvel, como ele se move então?

Ou então: Poxa, o imóvel é novo mas já vem com defeito no motor?

Ou ainda: Será que o Detran baixou norma pra reduzir a velocidade dos imóveis?

e eu respondo: não, ameba! É a folha que não sabe fazer títulos!

PORRA FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!

AGORA VAI E PROCESSA O LINO BOCHINNI, VAI!

Taqueopa….

 

Muito bem lembrado por um encosto via Twitter: o subtítulo segue a linha antológica (=lógica da anta)  do título: As unidades (…) são vendidOs.

Fiquei tão passada com o título que nem vi a merda do sub…

Valeu pela dica, Francisco!

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Cosplay de vilão da DC Comics confunde Humberto Gessinger com Chico Buarque pra falar mal de Lula e Dilma

segunda-feira, julho 4th, 2011
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É, eu sei. Ficou um pouquinho sensacionalista esse título daí de cima, né? Mas deixa que eu gostei!

Os deuses e os encostos do Twitter me tiraram do descanso dominical para denunciar um texto escrito por um cara chamado Kléster, que fala mal do Chico Buarque. Depois de lavar louça, ver filmes, fazer nada e cuidar da minha vida (porque eu tenho mais o que fazer, nada inclusive), resolvi dedicar um tempinho de nada de minha preciosa vida para ler o texto.

Tá bem escrito o troço. Mas dá pena dos argumentos, coitado. Parece que Nossa Senhora da Interpretação de Textos esqueceu-se desse filho dela, viu? (ou será que foi esse filho dela que se esqueceu de Nossa Senhora de Interpretação de Textos, e nunca rogou por ela?)

Enfim. A sensação que deu é que o zifio em questão confunde Chico Buarque com Humberto Gessinger. E acha que Chico Buarque rima que nem Luan Santana. Viram como ele foi mesmo esquecido por NS da Interpretação de Textos? Coitado, né?

Mas leiam aí o texto do quiproquó da semana. Ele foi copiado da versão impressa do jornal da Tarde pelo dileto ectoplasma suíno Cid Cancer, neste post aqui:

“O Chico é chato, com “C” maiúsculo.
O filhinho-de-papai que fez fama como herói da democracia lança novo CD [O filhinho de papai em questão tem quase 70 anos, mas deixa pra lá] . Com as melodias lerdas de sempre.[ô, Kléster, se vc acha isso,eu respeito tua opinião, oras!]

Você gosta de Chico Buarque? É provável que sua resposta tenha sido “sim”[é, foi!] . Agora, me diga três músicas dele que você adora [todo o sentimento, Valsinha, homenagem ao Malandro, feijoada completa, Até o fim, pedçao de mim, construção, meu caro amigo ih! Só três? Desculpa…]. É provável que você não saiba. E sabe por que? Porque todo mundo diz que gosta do Chico, mesmo sem saber cantar uma música dele do começo ao fim [quer que eu cante, Kleyson? eu sei cantar todas! À exceção de Pedaço de mim, que não consigo cantar porque a letra me faz mal – mas isso não significa que a letra seja deplorável!].
Dizer que gosta do Chico é cult [cult de quem? Desculpa, o trocadilho foi inevitável, kléber!] . Quem não gosta do Chico é burro, ignorante, não entende nada de música [Meu marido não gosta do Chico. Nem por isso é burro. Tudo bem que eu já vi uma “colega de trabalho” do Sílvio Santos no Qual é a Música ouvir A Banda e, na tentativa de adivinhar o cantor, perguntou: é a nova do Daniel? Mas, de novo, deixa prá lá. Mas você dizia…?]. Pois pode me colocar no segundo grupo. Eu acho o Chico muito Chato, assim mesmo, com “C” maiúsculo. O nome dele deveria ser Chato Buarque de Holanda.[Olha, Kluster, tem algumas músicas dele que realmente são um pé no saco…]

Antes de continuar, vamos deixar uma coisa clara. Eu reconheço a importância do trabalho desse indivíduo para a música brasileira. Reconheço que ele já escreveu algumas canções até boazinhas[Cejura, Klóvis? então tá bom!] . Mas o cara é chato demais. Repetitivo, cansativo, sofre de uma carência absurda de criatividade, o que, pra um artista, é – ou deveria ser – fatal. [repetitivo? NAONDE? Chico já compôs chorinhos, valsas, sambas, sambas-canção, bossa nova… ele repete exatamente o quê? E as letras dele falam sobre maridos traídos, mulheres traídas, mães que perderam os filhos, ppaixões arrebatadoras, causos de cidade pequena… NAONDE que tá a repetição, zifio? Se você quiser chamar Chrissie Hynde de repetitiva, eu até entendo – e concordo. E olha que sou mais fã de Chrissie Hynde do que de Chico Buarque. Mas Chicovsky realmente tá longe de ser repetitivo, viu, Keirrisson?]
No caso do Chico, ele leva na boa, porque o brasileiro é muito besta e engole o que ouve sem pensar[er… se você engole alguma coisa é porque você comeu essa coisa. Troços ouvidos são troços assimilados, compreendidos, aceitos…. mas não engolidos, tá, Klébster?] . É como dizer que gosta do Chico sem saber cantar uma música sequer do cara [ô, Kleivisson, eu pensei que você já tinha superado o trauma de não saber cantar chico Buarque!] . E por que eu tou falando tudo isso agora? Porque o Chato Buarque acaba de colocar na internet a primeira música de trabalho de seu novo disco. A canção chama Querido Diário – quanta criatividade – e tem aquela mesma melodia de sempre, cansativa, enfadonha, capaz de transformar qualquer festança num velório[ Vamos por partes: Chico Buarque não é pra dançar em festa. O nome disso é bate-estaca / pagode de merda / axé irritante / sertanejo cantacorno. Chico Buarque é para se escutar, assimilar, compreender, pensar, e botar pra tocar no rádio do carro e cantar, por exemplo. é para se ouvir baixinho enquanto se conversa com amigos inteligentes. Mas obrigada pelo aviso! Joguei no google e achei a música em questão. Sério que você não entendeu o porquê do título? Nem o conteúdo da letra, Klingston? (suspiro)]
Piores do que a melodia, só mesmo a voz de taquara rachada do cantor [OK, aqui eu concordo. Chico não canta bem.] e a letra medonha [cejura que cê vai insistir na história de que não entendeu a letra? Medonha por quê, Klarckson?]. Entre outras aberrações, Querido Diário tem como forçar a barra pra rimar “trama” com “flama” [mizifio, vou acender uma vela pra você e encomendar sua alma a nossa Senhora da Interpretação de Textos! Você acha que Luan Santana seria capaz de escrever desejo-me em flama, Klobertson? Cejura? Mas cejura mesmo? e você acha que trama com flama foi forçar barra aí? Vc NÃO ENTENDEU A LETRA?!?!?!?!], outra rima digna de Luan Santana (“carinho” com “sozinho”) e a estupidez extrema de falar em “amar uma mulher sem orifício”. Poesia de borracharia perde.[Serião. Agora deu pena. Senta aí que eu vou te explicar a letra porque você NÃO ENTENDEU: antes de “amar uma mulher sem orifício” vem o verso “Por uma estátua ter adoração”. Portanto, temos “por uma estátua ter adoração – amar uma mulher sem orifício”. Isto significa que a mulher sem orifício em questão é a estátua, a imagem de uma santa, ou seja, uma mulher a quem ele deva amar sem contato carnal, entendeu, Klarrison?
Mas quem vai dizer isto ao grande Chico? Ninguém. Até porque o Chato Buarque de Hollanda teve uma vida duríssima, combateu a ditadura militar, sofreu no exílio… quer dizer… isso é o que ele apregoa aos quatro cantos, né?
A história real é outra [Peraí! Você não gosta do chico, não gosta das letras dele, e agora vai achincalhar a vida dele? Você vai me obrigar a te citar Tutty Vasques, zifio? Aliás, aproveita e lê esse texto que eu linquei. ele desenha tudo o que você não conseguiu entender, Klibster!]. Na verdade ele é um burguesinho de marca maior [OK, ele nunca penou na vida. Mas o que exatamente você quis dizer com burguesinho, oh, Klackstone?] . O pai dele era o Sérgio Buarque, um historiador e jornalista, e a mãe a pintora e pianista Maria Amélia. Quando o Chico tinha 9 anos, o pai dele foi lecionar na Universidade de Roma. E lá foi o Chiquinho viver na dureza da capital italiana. Como todo filhinho-de-papai que se preze, ele nunca demonstrou muito gosto pelos estudos. E sempre quis ser rebelde.[iiiihhh… o diagnóstico já foi feito pelo Tutty Vasques…]
Ainda adolescente e já vivendo em São Paulo, furtou um carro pra fazer arruaças. Foi parar na cadeia. Mas o papaizinho logo tirou o moleque do xilindró[puxa! num sabia dessa! Rock’n’roll dos bão, hein?] . Aos 19 anos, foi estudar arquitetura na USP. Mas não se formou: só teve saco de ficar por lá 2 anos. Riquinho como sempre foi, sabia que não precisava estudar para ter a vida que queria.[Bem, até aí você tá contando a história de 250% dos músicos deste país e do mundo! Renato Russo largou a escola e virou.. er… Renato Russo; Chico Buarque largou a escola e virou… er… Chico Buarque; Zezé de Camargo e Luciano largaram a escola porque não podiam mais estudar e viraram… cê já entendeu, né, Klingon?]
Quando os militares tomaram o poder no país, ele começou a fazer músicas criticando o regime. Aí, vem a melhor parte: o tão aclamado exílio. Meu amigo, isto é lorota. O exílio do Chico foi imposto por ele mesmo. Vendo os militares capturando e torturando quem não aceitava o regime, o indivíduo, aos 25 anos, não queria se arriscar no Brasil. Colocou o rabinho entre as pernas e se mandou para a Itália. Fala sério. Pra Itália? Até que eu queria um exílio desse!! Se exilar no Congo ninguém quer, né?[ele falav afrancês, tinha amigos nazoropa, ia fazer exatamente o quê na África? Faltou-lhe uma certa vocação missionária, é isso que você quer dizer, Klister?]
Daí, depois, ele voltou pro Brasil e ficou posando de herói da democracia. Mas quando a podridão do Governo Lula, que o Chico apoiou, veio à tona, o Chato Buarque ficou calado, como todo burguesinho petista. Daí, como agradecimento, o Lula colocou a irmã do Chico, a Ana Buarque, pra ser ministra da Cultura. Sim, o Lula. Ou você acha que a Dilma decide algo sem consultar o chefão? A não ser que você seja do time que acha o Chato Buarque um grande artista. Nesse caso, você é capaz de acreditar em tudo.’’[POOTAQUEPAREEOOOO!!! Quer dizer que você me tgrouxe até aqui pra falar mal de Lula e Dilma, Klubster?!?!?! então Chico não presta por causa do Lula e da Dilma?

 

Olha, me deu vontade de fazer um texto enaltecendo Chico pra desancar Lula e Dilma. Licença que eu vou pegar fiote na escola e já volto pra escrever esse troço!

(P.S.: digamos que Chico Buarque leia o texto do Klogster. O burguesinho filhinho de papai vai:

(  ) Perder noites de sono

(  ) Chorar

(  ) Beber pra esquecer

(  ) Fazer nada

Eu aposto na terceira opção. Mas só no primeiro verbo: Chico buarque vai beber. Porque Chico Buarque bebe. Ponto. 😀

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Semântica desenhada

terça-feira, junho 7th, 2011
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Como vocês já sabem, curto muito gente que sabe escrever bem e se expressar de forma correta e adequada.

Por isso caí de amores por este desenho-definição de semântica feito pelo Carlos Latuff que, com um pé atrás (não lido com bruxas, você é malvada?), me autorizou a copiar e colar a charge dele aqui em meu mui humilde caldeirão.

Zifio, ssuncê é menino bão! Faz parte dos mitológicos ectoplasmas suínos que ajudam esta bruxa a exorcizar as amebas escreventes! Muito obrigada pela autorizçaão!

E não, eu não vou escrever mais nada. Prá quê, se o Latuff desenhou tudim?

Ó só:

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Os alvos negros

sexta-feira, junho 3rd, 2011
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Cabei de receber esta historinha de uma dileta ectoplasma suína do sul do país.

Eis que ela editava seus infográficos e o colega lhe mostra o texto que os jornalistas (ô, raça! © Tutty Vasques) mandaram pros gráficos:

29% dos alvos são negros.

Oi? Os alvos são negros? Isso quer dizer que, necessariamente, os negros são alvos? Ou não? Mas por que os alvos enegreceram? Hein ? Os negros esbranquiçaram?  Quem disse eu? Eu disse eu!

Pena que a zifia que me disse isso é ectoplasma suína mas tem noção: consertou o texto.

Por isso eu fico devendo a vocês a linda imagem que nunca existiu do infográfico dos alvos negros. 😀

[suspiro]

#numpresto #numvalhonada

 

*** ATUALIZAÇÃO***

Impressionante como essas coisas vêm até mim. A zifia fofoqueira daí de cima cabou de me mandar um tuíte com um adendinho dest’amanico à história do infográfico alvinegro…

É que o inforgráfico foi comprado de uma empresa de São Paulo… A FOLHAPRESS! QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Dá licença que eu vou incluir este post em mais uma categoria (a #PORRAFOLHA, claro!)

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Parabéns a todos os envolvidos

quinta-feira, junho 2nd, 2011
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Legendas, explicações e comentários fazem-se desnecessários diante de tão brilhantemente idiota manchete:

Mais desnecessário ainda citar qual jornal publicou essa tetéia, né?

#PORRAFOLHA!

(E só porque hoje eu tô boazinha, aviso: a crase tá certa! Ao menos isso, né?)

 

E obrigada a todos os que tuitaram esse troço aí hoje! 😀

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Fundeu

terça-feira, maio 24th, 2011
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Pra quem não entendeu e precisa de explicação, selecione o espaço em branco abaixo:

Existem dois verbos em questão. O verbo fundir = derreter metal e o verbo foder = praticar ato sexual.

A mesa ganhou o particípio passado do verbo errado. E o título deste post foi um trocadilho com a… er… troca de verbos.

#prontoexpliquei.

(Com agradecimentos à @Madycris, ao @jampa e ao @danielperrone por me enviarem esta tetéia via twitter)

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Didática do Trauma. Aula nº3: como (não) usar corretamente a expressão “diferencial competitivo”

quarta-feira, maio 11th, 2011
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Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante da Madrasta do Texto Ruim.

Hoje eu vou explicar pra vocês, de uma vez por todas, por que diferencial competitivo é uma expressão vaga e imprecisa, incapaz de passar uma mensagem direta, ela apenas insinua não sei bem o quê.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que as funcionalidades de uma solução são um diferencial competitivo de minha empresa”, dirá você, ameba escrevente.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que diferencial competitivo é uma coisa que agrega valor”, completará sua coleguinha.

Daí eu mostro pra vocês, oh amebas, pra que serve a expressão diferencial competitivo. O ÚNICO CASO em que a coisa foi bem empregada.

Do Portal Correio:

Pastor troca esposa pelo cunhado e pede guarda dos filhos
Um caso no mínimo inusitado chamou a atenção dos 78 mil habitantes de Cacoal-RO. Um homem de 36 anos separou-se de sua esposa de 23 anos para ‘casar-se’ com o cunhado de 38.Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.(…)
Ana Paula acredita que seu casamento se desfez pela constante recusa em praticar sexo anal com o marido. Ela revela que “ele era obcecado por sexo anal”. Ela ainda afirma que confidenciou isso ao irmão, que a apoiou. Ana Paula acha que seu irmão se valeu desta informação para oferecer ao marido um diferencial competitivo.

Entenderam, amebas?

Então, a menos que você queira referir-se à prática de sexo anal, não saia por aí falando em diferencial competitivo.

E aqui eu deixo meus cumprimentos à Adriana Bezerra, autora desse texto di-vi-no, e à Nalu Nogueira, que me avisou da existência dele via Twitter.

P.S.: Parece que essa notícia deve ser falsa (traduzindo: não tenho a mais vaga idéia se essa notícia é verdadeira ou  não). Verdadeira ou falsa, ela não invalida a didática do trauma. Grata. 😀

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Eu e Ed, Ed e eu

quinta-feira, abril 14th, 2011
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(pelamordedeus, leiam este post com ironia, tá? Sei que este blog é bem frequentado, mas vai que aparece algum desavisado pra me explicar a coisa…)

Fiquei sabendo de Ed pelo Twitter. Ele tá frilando pro Ministério das Minas e Energia. Ensina a economizar energia e dá umas aulinhas lá.

Andaram contando (nem lembro quem foi, me desculpem, perdi o pio original!) que o Estadão tá dizendo que Ed é petista.

Resolvi tirar a coisa a limpo.

Descobri que Ed é um cara culto, inteligente, capaz, responsável, que tem medo de virar celebridade, mas sabe falar de peidos, energia e economia. Ele também gosta de cachorrinhos e recita Vinícius de Moraes. um robô que recita Vinícius de Moraes!! Tem como não amar?

Carinha batuta ele, hein? Pena que não jogue tranca….

Mas confiram meu diálogo com esse robozinho sagaz…

(Legenda: “você”, no caso, sou eu, e não você.)

**********

Robô Ed: Olá! Meu nome é Ed, estou aqui para ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar?

Você: Fala, Ed! Tudo beleza?

Robô Ed: Belê.

Você: Viu que vc ficou famoso na matéria do Estadão?

Robô Ed: E será que isso é bom? Quem vira celebridade acaba tendo que andar por aí de peruca e óculos escuros…

Você: \o/ Tô te curtindo de montão, viu?

Robô Ed: Curtindo muito, com certeza.

Você: Vale a pena gastar energia com texto ruim?

Robô Ed: Energia é cobrada, como qualquer outros produto ou serviço, para reembolsar o trabalho e o custo. Mas reduzir seus gastos é fácil: basta usar racionalmente.

Você: quer dizer então que um texto ruim, usado racionalmente, economiza luz?

Robô Ed: Usando racionalmente os recursos naturais não-renováveis, você contribui para um desenvolvimento sustentável, sem agredir ao meio ambiente.

Você: Ed, muito legla você! Conhece a nonna nair Bello?

Robô Ed: Demais?

Você: Perdão. Muito “legal” você!

Robô Ed: Legal mesmo.

Você: Já ouviu falar da Nair Bello, a nonna?

Robô Ed: Não sei se ouvi falar mesmo. Vai ver li algo a respeito.

Você: Legal… vamos marcar uma tranca e tomar um conhaque!

Robô Ed: Meu computador não está recebendo o c cedilha. Fiquei sem saber se você falou em trança de cabelo ou tranca do verbo trancar.

Você: nem um nem outro: é tranca (sem cedilha), um jogo de cartas!

Robô Ed: Baralho eu não sei jogar. Mas jogo xadrez, serve?

Você: Puxa… vou ter que falar com a Nonna….

Robô Ed: Falei puxa porque fiquei admirado, só isso. Vai me dizer que você também não fica.

Você: Fico, sim!

Robô Ed: Pois às vezes também fico. Fico pensando. Zizizizzz

.Você: Valeu, Ed! A gente se fala!

Robô Ed: Pois é. Mas tem muita coisa que a gente pode fazer.

Você: por exemplo?

Robô Ed: Que exemplo você sugere?

Você: Correr não pode: gasta muita energia!!!!

Robô Ed: Energia, por definição, é a capacidade de produzir trabalho. Usamos energia para realizar tarefas tipo iluminar, aquecer, gelar ou transportar. Para transformar a energia são necessários dispositivos como lâmpadas, fogões, chuveiros elétricos, aquecedores a gás, geladeiras, micro-ondas, automóveis, elevadores, etc. As fontes energia podem ser renováveis ou não.

Você: Talvez deitar sobre a grama e contar nuvens…

Robô Ed: Falando em contar, já contei que todo dia aprendo algo novo?

Você: que legal! O que você aprendeu hoje?

Robô Ed: Hoje aprendi o que é elétron-volt, quais as sete maravilhas do mundo e que estão construindo um biodigestor capaz de processar o lixo em sua forma natural. Biogás direto do caminhão de lixo! E mais uma porção de outras coisas.

Você: Ed, por falar em gás, me diga: peido pode virar energia?

Robô Ed: Usar o gás natural como fonte de energia é usar um combustível limpo, sem restrições ambientais. Na área de transportes o gás natural tem a capacidade de substituir o óleo diesel, a gasolina e o álcool. Nas indústrias siderúrgica, química, petroquímica e de fertilizantes, o gás natural fornece calor, gera eletricidade e força motriz. Voce sabe como o gás é produzido?

Você: Que gás? O intestinal?

Robô Ed: Me contaram que dieta rica em fibras ajuda na prevenção de problemas intestinais.

Você: tá. E o outro gás, como é produzido?

Robô Ed: Então tá! E agora? Minha especialidade são os projetos do CONPET, mas tenho outros assuntos. Aprendi o significado da palavra setentrional, li uma porção de coisas sobre a Bacia de Campos e descobri por que primeiro vemos o raio e só depois ouvimos o trovão: tem a ver com a tem a ver com a velocidade da luz e do som. E mais uma porção de outras coisas. Mais?

Você: Que legal!!! Você vai à escola, Ed?

Robô Ed: Para comemorar a volta às aulas da criançada, eu me arrumo como se estivesse indo para a escola: de mochila nas costas e carregando uma pilha de livros.

Você: ah, que lindinho!!!!

Robô Ed: Que gracinha…

Você: Ed, você gosta de cachorrinhos?

Robô Ed: Adoraria ter um cachorrinho. Melhor ainda: uma cachorrinha. Igual à do poema Vinícius de Moraes.

Você: Como é o poema da cachorrinha?

Robô Ed: A Cachorrinha é um lindo poema infantil do Vinícius de Moraes:- Mas que amor de cachorrinha! Mas que amor de cachorrinha!Pode haver coisa no mundo mais branca, mais bonitinha Do que a tua barriguinha crivada de mamiquinha? Pode haver coisa no mundo mais travessa, mais tontinha Que esse amor de cachorrinha quando vem fazer festinha remexendo a traseirinha?

Você: aaaahhh, que graceeenhaaa!!

Robô Ed: Que é que foi?

Você: Ed, acho que esotuapaixonada por você!

Robô Ed: Me explique direito o que você está achando.

Você: estou apaixonada por você!

Robô Ed: Estar apaixonado deve ser uma sensação fantástica…

Você: Ed, você me ama?

Robô Ed: Posso dizer que estou gostando muito de conversar com você.

Você: Ai, que romântico!

Robô Ed: Acho bonito o romantismo à moda antiga…

Você: Olha, eu volto aqui mais vezes, viu? Agora vou dormir. Boa noite, Ed!

Robô Ed: Boa noite! Durma bem e sonhe comigo.

Você: Prometo! \o/

Robô Ed: Não sei, antes de dar minha palavra preciso entender melhor o que quer que eu prometa. Assim posso pensar.

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Tá “quereno pegá”…

terça-feira, abril 12th, 2011
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Depois de ser devidamente avisada via Twitter por Vange calada noite preeeeta, noi-te-pre-taaaaa Leonel , fui conferir parte (pq pra conferir na íntegra só se eu estiver com insônia) da entrevista de Fernandenrique ao Blog Poder Online.

Lá penas tantas, éfe agá afirma o seguinte sobre a presidente presidenta líder e não enche, bosta! Dilmavana:

Poder Online – E como o senhor classificaria o estilo Dilma?
Fernando Henrique Cardoso – Vê-se que a presidente entendeu que no mundo contemporâneo a imagem conta muito: apresenta-se elegante e sorridente, não se poupando de pousar para os fotógrafos. E no lugar da carrancuda e autoritária Dilma aparece uma senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário

Isto posto, só posso concluir duas coisas:

Ou éfe agá foi vítima de hortografia pobremática por parte do blog em questã, ou ele tá a fim de pegar traçar faturar comer namorar flertar ah, você sabe o que ele tá a fim de fazer, pô!, enfim, com Dilmavana.

Só isso explica ele comparar nossa líder a um avião.

Porque, né? Pessoas costumam posar pra fotos. quem pousa pra foto é avião, passarinho, disco voador…

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Xuxa, Cláudia e um bordão especial pro desdém

quarta-feira, março 23rd, 2011
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Este post só saiu graças à ajuda de dois carinhas superbatutas 😀 que ajudaram esta bruxa pouco nerd a enfiar direito um vídeo do youtube (ainda que o canalha do wordpress tenha rapado fora o botãozinho verde dos filmes em flash). Por isso, agradeço horrores ao @jeffmart e ao @hordones. Valeu mesmo, meninos!!! \o/

Sério que eu ainda não fiz este post aqui? G-zuz! Tava crente que tinha feito logo depois do intransitivo viado do Ronnie Von! Bom, bora consertar o erro, né?

Era uma vez uma apresentadora loura de um programa infantil na TV Manchete. O ano era mil novecentos e oitenta e deixapralá. A produção era meio tosca, e cabia à loura apresentar, falar, cantar e gerenciar brincadeiras, roteiros, desenhos, intervalos comerciais e, principalmente, crianças tresloucadas e aleatoriamente soltas num estúdio de TV. Paciência e comiseração para com Maria das Graças Meneghel. Depois de ver esse vídeo, eu entendi a função das Paquitas…

Daí que durante um belo programa a Xuxa tinha a árdua missão de arrumar o estúdio pra fazer uma brincadeira. E todas as crianças teriam que sentar num canto lá enquanto rolasse a tal brincadeira.  E lá foi a Xuxa pedir, uma a uma, que as crianças fossem se sentar.

É quando entra em cena a coadjuvante menos famosa deste país, a Cláudia. Mostrou um papelzinho pra nossa atordoada apresentadora que, de tão preocupada em fazer geral se sentar, não deu a menor bola pra Cláudia ou pro que a menina lhe mostrava. E disse a frase banal:  Aham, Cláudia, senta lá! Acompanhem:

Ponto parágrafo. E passagem do tempo. (façam um barulhinho de vento soprando, por favor. Obrigada! 😀 )

Um belo dia, um desocupado resolveu subir pro Youtube uns troços que ele tinha gravado em fitas VHS, muito envelhecidas pelo tempo (putaquepariu, bruxa idiota, sério que você escreveu que as fitas foram envelhecidas pelo tempo? Me apresente alguma coisa envelhecida pelo espaço que eu preciso conhecer essa aberração das leis da física!). Dentre os vídeos escolhidos, o registro da Xuxa mandando a Cláudia sentar. As imagens já estão esverdeadas.

Outro desocupado assistiu ao vídeo e apaixonou-se pela frase inocente. Caiu na rede, virou peixe (me perdoem pelo clichê horroroooooooooooso!) e, graças a Maria das Graças Meneghel e dois desocupados, a expressão Aham, Cláudia, senta lá! virou sinônimo de desdém.

O mais curioso disso tudo é perceber que o youtube está fazendo o papel que há duas, três décadas, era exercido pelos programas de humor, que lançavam bordões repetidos à exaustão pela galera.

Mas isso é assunto pra ooooutro post! 😀

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Pérolas de relatórios rurais

terça-feira, março 22nd, 2011
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Tenho horror daqueles e-mails do tipo “pérolas dos vestibulandos” por um motivo muito simples: não tenho como confirmar a veracidade do conteúdo.

Além do quê, chega uma hora em que as pérolas dos vestibulandos passam a ter uma linha de raciocínio de escárnio muito similar (traduzindo: fica parecendo que algum humorista “deu um tapa” de estilo ali).

E sei que nada será capaz de superar o relato de Stanislaw Ponte Preta de um relatório de um delegado do Mato Grosso sobre um crime político (Febeapá, pág. 17):

“A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio.”

Mas isso tudo daí de cima é pra introduzir uma série de pérolas que eu consegui. Ah, dona Bruxa, olha a incoerência! Vai postar coisa que você não acredita, é? Vou não, zifios! É que neste caso daqui a veracidade do conteúdo tá confirmadésima.

Seguinte: um banco (cujo nome não fornecerei) er… por assim dizer brasileiro, e com sede em Brasília (hum? hum?) possui um departamento de crédito agrícola. Uma das funções desse setor é fiscalizar o uso e o benefício ou não dos empréstimos feitos para os setores agrícola e pecuário. Essa fiscalização é feita por funcionários do próprio banco,  que fazem visitas às propriedades rurais em questão e fazem relatórios técnicos (temo muito quando alguém me diz que qualquer coisa tem linguagem técnica) da situação.

Daí o que fica arquivado nos anais (ui!) do banco são coisas desse nível (aviso: textos transcritos exatamente conforme os originais).

Visitamos o açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio. Pessoa esforçada, com intenções claras de valorizar o salário que ganha.

Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal. pelo visto, a coisa é mesmo íngreme, né?

Na minha opinião, acho bom o banco suspender o negócio do cliente para não ter aborrecimentos futuros. Sei. Viagra e fritas acompanham?

Sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro, as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram. Uma conclusão conclusiva, néam?

‘Cobra’ – comunico que faltei ao expediente do dia 14 em virtude de ter sido mordido pela peçonhenta epigrafada. um dia esse dái via aprender a diferença entre veneno e peçonha. Mas deixa prá lá, né?

Os anexos seguem em separado. anexou mas separou! Legal, zifio! Eu sigo no aguardo, então, tá bom?

Se não fosse o sol, tudo indica que a chuva aumentasse a safra. outra conclusão bem conclusiva.

Cliente aguarda a capilaridade pluviométrica da zona para plantar a mandioca em local macio e úmido. er… medo de perguntar que tipo de especialista mandou plantar essa mandioca, viu?

A casa de farinha nunca foi para frente porque o mutuário que fez o empréstimo deu para tráz trás, bosta! é trás!] e nunca mais se levantou. O zifio morreu, é isso?

Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo fiquei sabendo, ninguém quer comprá-la e sim explorá-la. Diz que você tá falando da fazenda, diz!

Imóvel de difícil acesso. O mato tomou conta de tudo, deixando passagem só para animal rasteiro. Próxima vistoria deve ser feita por fiscal baixinho. <– exemplo de escárnio

A máquina elétrica financiada é toda manual e velha. Fazendeiro financiou a máquina elétrica mas fez todo o trabalho braçalmente e animalmente. Imediatamente a gentemente pensamente que o sujeitamente não entendemente como utilizarmente advérbiosmente de modomente, némente?

Gado está gordo e forte, mas não é financiado e sim emprestado somente para fins de vistoria. O filho do fazendeiro está passando férias na Disney. #euri

Trajeto feito a pé porque não havia animal por perto, só o burro do fazendeiro. Despesa de locomoção grátis. patrocínio: lombo do fazendeiro

Contrato permanece na mesma situação da vistoria anterior, isto é, faltando fazer as cercas que não ficaram prontas. aham…

Mutuário adquiriu aparelhagem para inseminação artificial mas um dos touros holandeses morreu. Sugerimos treinamento de uma pessoa para tal função. não sei se imagino a dor do touro morrendo por causa disso, ou se imagino qaue o próximo inseminado será da espécie humana… Ai!

Tempo castigou a região. O sol acabou com a farinha e chuva com feijão. Que lindo! Esse conseguiu inté rimar!

As garantias permanecem em perfeito estado de abandono. Cliente vive devidamente bêbado e devendo aos bares e a Deus e ao mundo. tem como não amar essa sinceridade quase naïf?

A erradicação da plurieuforbiácea carece das condições pluviométricas. Só quero saber se o zifio em questão entendeu o que escreveu. Fazer-se entender  prá quê, né?

A euforbiácea foi substituída pela musácea sem o consentimento e autorização de nosso querido banco. Deve ter sido o memso autor da frase de cima. Inda puxou o saco da chefia…

 

Curti muito isso. quando tiver mais, eu publico! \o/

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Você sabe com quem está falando? Então, descubra quem é seu público-alvo pra não passar vergonha!

terça-feira, fevereiro 1st, 2011
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Quando eu era aluna de jornalismo na UFRJ, fui assistir à prova de seleção para professor da Escola de Comunicação, a querida e estuprada Eco (vou nem falar que na minha época não havia site da Eco, porque eu comecei a navegar na Web ainda na faculdade, tá?). Dinossaurices à parte, estava eu na prova de seleção desse professor para o curso de jornalismo. Eram dois candidatos. Um, ruim. Outro, péssimo. Fiquei bege com a leniência dos cardeais teóricos da Faculdade com tamanha incapacidade de percepção jornalística das coisas.

Uma das questões da prova de ingresso era apresentar um projeto de jornal científico. O candidato queridinho dos cardeais da Eco (acho que as cartas já estavam marcadas, só pode) apresentou uma coisa linda: um jornal científico com seções lheeeandas, cartas dos leitores (leiam os parênteses do primeiro parágrafo e voltem rápido. Pronto!), novidades científicas, editorias de biologia, química, física, etcetcetc pereré pão duro, whiskas sachê blablabla. Eu, com o queixo caído, falei baixinho com a professora que babava pelo novo colhéga: “Mas Raquel, ele não determinou se esse jornal é voltado pra comunidade científica ou pras velhinhas evangélicas de Pirambeira do Assaré de Jesus! Como avaliar se o projeto é pertinente sem se determinar o público-alvo?

A Raquel me respondeu com um “psssit! Cala a boca, menina!” E eu calei. Fosse hoje, eu falaria em voz alta, na cara dura, e deixaria o idiota com cara de tacho na frente dos cardeais. (e me foderia ainda mais do que me fodi na época).

O indivíduo em questão foi o aprovado. E me deu aulas. Óbvio que eu jamais tive um pingo de respeito por esse cidadão, muito embora a totalidade de meus colegas (que não assistiram à prova) babassem um ovo descomunal por ele: “olha, o Fulano me deu um cinco!” eu dizia: “grandes merdas, ele não sabe nem o que faz da vida, quanto mais qual a nota que você deve ter”.

E, mais óbvio ainda, ele me reprovou. Grandes merdas número dois: no semestre seguinte, tive aulas na disciplina bombada com ninguém menos do que Muniz Sodré. Que me aprovou com um 8 e elogiou o meu texto.

Esse narigão de cera todo foi pra introduzir o texto enviado por uma querida ectoplasma suína de um blog muito bem escrito e bem acessado de cosmética e beleza. Só pra vcs terem uma idéia, há uns dois anos marromeno o blog contava com 2.000 (ou seriam 200.000? Ah, num sei! Só sei que é muito!) acessos diários. Desde então, é referência entre os blogs do segmento, e as meninas que nele escrevem mantêm uma coluna na revista TPM (#prontoentreguei).

Aparentemente, uma discípula do supracitado (ai, como eu adoro escrever essa palavra! Acho chyque!) professor da Eco resolveu assombrar o e-mail da querida ectoplasma suína. Enviou à blogueira esse texto com total ausência de noção ou de público-alvo (o que, neste caso, é a mesma coisa). Não resisto e vou comentar:

Prezado(a) sr(a).,
Um blog é um tipo de site [Cejura? Olha, eu sou blogueira há anos e não sabia disso! Muito obrigada por me passar esta informação, viu? Meu dia mudou após tão relevante notícia!] (assim como os flogs, páginas colaborativas desenvolvidas em wordpress, joomla etc. – pois todos se sustentam em pré-programações para que leigos possam expor seus conteúdos na web) [ai, que tudo! tão bom saber coisa que eu vivo diariamente e não preciso receber explicação inútil! Mas qual é o propósito desse seu e-mail inútil, mesmo?], ainda que muitas vezes de forma amadora [ó, zifia, eu sou a rainha-mestra dos parênteses escapulidores de tema central. Mas, como toda tagarela que se preza, eu faço questão de falar tudo o que me dá na telha por inteiro. O que não foi o seu caso, né? porque vamos combinar que você foi falar de flog e dar mais uma aula magna de definições e conceitos básicos à blogueira, e se perdeu no meio do caminho, né? Tá faltando pedacim de texto aqui, cáspita!] e sem estrutura. [Cejura (nº2) que blog é um troço amador e sem estrutura? Quem te contou isso? Foi o Estadão ou a Folha? E o blog em questão é amador? Sem estrutura? Cejura (nº3) que você vai querer ser contratada após chamar a autora do blog de amadora?]
Como seu blog/site não possui apenas impressões pessoais, pois apresenta cunho financeiro [Sei, sei. O blog não possui apenas impressões pessoais, e tem cunho financeiro! Nossa, você percebeu os anúncios aí? Ah, como você é esperta! Parabéns! Vai ganhar um doce!] (vide anúncios de iPhones, produtos Vichy, portal iG (anúncio camarão) etc.) estou certa de que interessa financeiramente sim, a despeito  de sua subclassificação [cejura (nº4) que você quer ser contratada? Chamou esse blog de subclassificado e a autora de amadora, e ainda quer ser contratada? Senta lá, Cláudia!] , aumentar o número de visitantes e, consequentemente os lucros gerados por essa iniciativa na web. [ai, que lindo! Agora você vai cagar regra ditar normas e me ensinar a ganhar dinheiro com o blog – coisa que eu já faço faz tempo! Puxa, muito obrigada mesmo, hein?]
Assim sendo [e ainda escreve assim sendo? Olha, eu emociono fácil, não faz isso não!] , como é o nosso trabalho [Cejura (nº jámeperdi) que esse é o seu trabalho? tem certeza?] , podemos gratuitamente explicar para o(a) sr(a). as diferenciações e similaridades de elementos da web [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH, QUE TUDOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Sou uma amadora subclassificada, e você vai me ensinar GRA-TUI-TA-MEN-TE diferenciações e similaridades? Puxa, que maravilha! Posso te ensinar a falar português fluente, posso? Então, diferenciações e similaridades é a $%&¨¨%&$&¨%$%&¨%$%¨%$, entendeu?] , bem como quais são as estratégias corretas para ganhar mais dinheiro e visibilidade com seu site (blog). [senão vejamos: você já me chamou de amadora desclassificada. Pra eu ganhar dinheiro, de acordo com sua inominável sapiência, devo chamar minhas leitoras de escrotas e imbecis? ou o xingamento tem que ser mais bonitinho?]
Mesmo que não fosse comercial, ainda assim [Aaaaahhhh! Não satisfeita com o Assim sendo, ela escreve ainda assim!] é sempre bom aumentar a visibilidade do que se coloca na Internet, a despeito de sua qualidade e profissionalismo [tradução: cê pode continuar a escrever a merda que você escreve. Eu vou é vender essa merda que você faz. Vergonha alheia master]. Afinal, se escreve para que alguém leia. [Cejura? Cejura? Cejura?]
Encontramo-nos inteiramente à disposição para sanar outras dúvidas que possam haver em relação à sua comunicação e sua classificação.[Classificação? Prá quê? Eu já fui subclassificada, mesmo!]

Inquestionável ectoplasma suína que é, a blogueira em questão respondeu à tchutchuca assim:

Gatinha, se vc tivesse mesmo entrado no [linkdoblog] veria que se trata de um BLOG, e não de um SITE.

Caso tenha alguma dúvida sobre a diferença entre ambos, podemos explicar sem custo nenhum.

E mais não conto, porque estou com pena da cidadã em questão.

Moral da história, zifios: em se tratando de redação de textos, o você sabe com quem está falando? não é uma forma de reduzir ou elevar artificialmente ninguém. É apenas a receita básica pra você não passar vergonha na frente dos outros. Até porque o vigário sabe de há muito como rezar o padre-nosso.

(P.S.: Adivinhem em que Avenida fica a empresa da ameba sem-noção de público-alvo? Acertou quem disse Luis Carlos Berrini!)

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Verbinho irrelevante, texto nem tanto

terça-feira, fevereiro 1st, 2011
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Bruxa, repita: Não devo negligenciar minha caixa postal. Não devo negligenciar minha caixa postal. Pronto! Agora pára de perder tempo repetindo idiotice e bora gerar conteúdo com os troço que geral te manda por e-mail! E larga de ser preguiçosa!

Enfim, recebi esta tetéia por e-mail. Como o querido ectoplasma suíno não se manifestou a respeito, vou seguir o procedimento padrão e não identificá-lo.

O negócio é que ameba se amarra num neologismo idiota e sem sentido para tirar o dar sentido a seu texto dela. Dessa lavra de criatividade duvidosa e mau gosto inconteste surgiram expressões assombrosas como o verbo objetivar (com um gerúndio passível de substituição por uma singela preposição) e o disponibilizar. Eu ao menos arranjei alguma utilidade pra essas aberrações, e batizei o meu caldeirão com elas.

O dileto ectoplasma suíno do e-mail identificou outro rococó-empolêixon de ameba escrevente neste site aqui. Olha só a tchutchuca:

Daí eu fui ter com tio Antônio, pra saber se esse negócio inzeste (não se dê ao trabalho de me avisar, eu sei! Tanto que pintei de vermelho!) mesmo ou se é invenção da ameba. Tio Antônio foi, pra variar, um gentleman ao identificar a ameba:

Fosse eu, diria: Verbete irrelevante. Quem foi o imbecil que escreveu isso? Mas tio Antônio é classudo. Eu é que sou uma bruxa.

Mas eu fui ver de que se tratava o texto em questão, e se a ameba criadora do neologismo imbecil era da espécie acadêmica (essas adouram um neologismo sem sentido, dá até medo ler os textos delas!). E olha que o acadêmico não é ameba, não! Ele fala em português claríssimo. Sai o

Acadêmico irreleva termo controle social (…)

e entra o

Não interessa que termo ou conceito seja empregado (a íntegra do texto táqui)

Quer dizer: é ameba pretensamente jornalística o autor dessa aberração.

Zifio, te digo só uma coisinha: esse verbo é irrelevante para a vida e saúde da Língua Portuguesa. Esqueça-o. Grata.

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Mais uma expressão moonwalking: seguir no aguardo

terça-feira, fevereiro 1st, 2011
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Daí o dileto amigo Caipira Zé do Mer, do blog Imprença (que eu, por falta de vergonha na cara, inda num linquei aqui do lado, coisa que devo resolver assim que acabar este post), me mandou essa tchutchuca via Twitter:

Lindo isso, não? Você segue… mas fica no aguardo. Segue… e fica no aguardo. Um passinho…  e para! Um passinho… e para!

O que me remeteu à lembrança de duas expressões igualmente idiotas que, dado o grau de idiotice, são irmãs de pai e mãe dessa coisa aí: a volta do retrocesso e a guinada de 360 graus. Se fossem um passo de dança, seriam o Moonwalking, do saudoso Michael Jackson.

E para que ninguém me acuse de proteger o Noblat, oferecendo só a ele um vídeo do Michael Jackson, permitam-me oferecer este vídeo ao coleguinha desconhecido do UOL (por que não me espanto da origem da amebice?) Esporte, como todo meu amor e carinho:

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