Arquivo pela categoria 'Hortografia pobremática'

Sou há rrogante, esse post TINHA que ser meu!

sábado, março 5th, 2016
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Como foi o Brito quem fez o post no Tijolaço, não só vou roubá-lo como vou contar pra todo mundo que o brito chamou o arquivo que ilustra este post de “arrogante.jpg”.

Claro que Merval já consertou a cagada. Mas os deuses do print-screen não falham!

#prontofalei

 

Pausa para rir: o certo é arrogante ou “Harrogante”, Merval?
Merval, que mico!

A (ou será Há?) imagem de sua página de hoje em O Globo vai deixar você sem chá esta semana na Academia Brasileira de Letras.arrogante

Quer dizer que “não existe perseguição HA Lula” e, pior, “EXISTE FATOS a serem investigados”?

Uma vá lá, acontece nas melhores famílias e até na minha, que já errei muitas vezes e errarei muitas mais.

Mas duas, assim de carreirinha?

E logo você, Milorde?

O povo do Facebook, terrível, fotografou e colocou a imagem para rodar na internet.

Sabe, Merval, sei que já consertaram, mas você me lembrou o caso – pergunte aí na Academia, é possível que alguém conheça – do personagem Aldrovando Cantagalo, do conto O colocador de Pronomes, de Monteiro Lobato.

O camarada nasce por conta de um pronome mal colocado – seu futuro manda um bilhete para a filha bonitinha de um ferrabrás e, por conta de um “lhe” o velho diz que a declaração de amor não é para ela, mas para uma terceira pessoa, no caso a irmã mais velha, feiosa e “titia” e morre por conta de sua grande obra: um tratado de colocação de pronomes. Calhou de vir o impresso, seu único livro – empate com você – vir, logo na dedicatória, com uma deprimente ênclise no lugar da próclise: “a fulano de tal, que sabe-me as dores”.

Ah, Merval, o Aldrovando com essa sua dose dupla estaria, como no conto, gritando Lamma Sabachtani, Lamma Sabachtani?!

Não sabe o que é? Eu podia ser malvado e dizer para você perguntar ao Michel Temer ou ir ao Google (afinal, depois do Google qualquer um pode afetar erudição, não é?), mas não sou.

Quer dizer, chamando a Deus desesperadamente, “por que me abandonaste?”.

Talvez, quem sabe, nem Deus esteja aguentando tanta hipocrisia.

Ou será Ipocrizia?

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Beaucoup de français pour rien contester, coitada…

terça-feira, junho 23rd, 2015
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hkzdrgAviso: aqui tem treta pra 5 baldes de pipocas.

Daí que a apresentadora da TVeja (Cês me juram que ela é jornalista? Que coisa, não?) está sendo acusada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná de plágio. Não de uma ou duas matérias, mas de exatas 65 matérias. Em menos de um mês. Movem a acusação contra ela exatos 23 jornalistas.

O que você faz numa hora dessas? Pega o pouco que lhe restou de dignidade, junta os cacos, enfia a viola no saco, pede desculpas e bola pra frente. Tentar terceirizar a culpa ajuda, mas não resolve.

Isso já aconteceu outras vezes. Lembro de um caso de um repórter da editoria Rio de O Globo (não lembro do nome dele, e não vou me esforçar pra isso, coitado, o cara ficou morrendo de vergonha), que (diz que) recebeu um texto legal de m amigo, pediu pra postar no blog dele no jornal, o amigo autorizou e, uma semana depois, o cara descobriu que o texto havia sido publicado em outro lugar. Foi demitido, e saiu pedindo desculpas pelo amor de Deus.

Mas não foi o que dona Joice Hasselmann fez. A mona botou a cara no sol e saiu disparando metralhadora giratória. Pelo que eu entendi, a culpa pelos plágios dela é da CUT. Como, eu não sei. Mas sei que a dona não é nem versada em português nem em francês. Allons-y pra conferir o que a tia fez?

Pipoca? Check! Guaraná? Check!

A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado a CUT[Ok, não vou entrar no mérito. O artigo 5º da Constituição Federal permite que ela pense isso. Esse mesmo artigo também me permite considerar escória do jornalismo os integrantes da redação da Veja, né? Então, deixa prá lá]. Minha resposta aos vira-latas[ah, puxa… vira-lata é um bicho mó legaus!]: Retournez a la Merde! [ô minha tia, faltou um acento grave aqui nesse a. É “retournez à la merde”, por favor! Vai arrotar francês, arrota direito!]

Caros amigos-vírgula [Depois da merde praticada em francês, a tia vem e pratica uma merda em português. Falou vírgula aqui pra separar o vocativo do resto da frase!] vamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e sobretudo má-fé)[até aqui a tia seguiu a receita tucana de encheção de linguiça: “Aí, seu Camões! Desce uma tonelada de substantitvo abstrato pra eu rechear meu texto!”]. Imaginou? Ruim-vírgula né? Mas tudo pode piorar.
Junte à [ponto positivo! A tia sabe crasear!] mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhice e-vírgula para finalizar-vírgula empacote tudo num sindicato sem vergonha ligado à CUT[outra crase certinha, e a CUT que tava quietinha no canto dela sem encher o saco de ninguém foi enfiada aqui do nada!]. Voilá[E, como castigo por enfiar a CUT onde não deve, a tia errou de novo o acento! É acento grave, tia! Voilà!] ! Temos aí o Sindicato dos Jornalistas do Paraná que consegue ser boi de piranha e ao mesmo tempo um ativista da imbecilidade[Tá. eu entendi que a tia precisa vomitar ofensa contra o sindicato dos jornalistas do Paraná. Mas como justificar à luz da coerência e da coesão as expressões “boi de piranha” e “ativista da imbecilidade”?]
Estou sendo dura? Será[Não, queisso… por enquanto você só foi prolixa e não disse a que veio. Lead é coisa de vira-lata, presumo eu…]? Bem, eu nunca acreditei nessa gente e nunca paguei um centavo para essa gente encostada ficar fingindo que luta pelos direitos dos trabalhadores jornalistas[De novo: artigo 5º e pans]. Por sorte, essa corja de hoje é menos inteligente. Sim, sorte, afinal um sindicalista inteligente e amoral pode destruir o Brasil. Veja o que aconteceu com Lula no poder[Depois da CUT, sobrou pro Lula, coitado! É impressionante a capacidade que um jornalista (sorry) da Veja tem de enfiar a culpa no Lula, credo… mas ao menos ela reconheceu que Lizinácio é inteligente. Pfvr, registrem e guardem para 2018. Vamos precisar! 😛 ]. Deus nos livre[A CUT, Lula e Deus já estão aqui comendo as pipocas dos nossos baldes, e a tia nem tchuns pra dizer a que veio!]
Hoje-vírgula esses sindicalistas de araque, travestidos de jornalistas, são do baixo clero-vírgula mas mesmo assim eu vou dar uma chance e uma moralzinha pra essa turma de desocupados[Mais duas linhas, gente! Nada!].
Mas qual é o motivo de tanta ira, Joice Hasselmann? 
Eu vou contar-vírgula amigos. Recebi um link de um post do Sindijor- PR ou melhor, sindijor com letra minúscula mesmo[Tia, cê num sabe pôr vírgula em texto, e pede desculpas porque deixou uma palavra em caixa alta? Ah, vá!!!] , (o inútil sindicato da “catigoria”[catigUria. Fazfavô!] do Paraná) dizendo que uma Comissão de Ética (ética????? Sim, eu sei é risível[mas pelo amor de nossa senhora dos 140 caracteres, da pra explicar o motivo da sua ira, minha tia?!?!?!?!] , mas é o nome) me condenou por plágio[ARRÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!! Filnalmente ela disse o porquê de tanto esperneio! Tá. Vc é acusada de plágio. E aí, o que tem a dizer em sua defesa?] Oi??!!! Toc-toc!!!! Beberam???? Fumaram alguma coisa esquisita???[Tá. Ela questiona a motivação da acusação. Eu faço isso direto.] Bem, até pode efeito de algo além da malandragem, mas a gênese da palhaçada-vírgula caríssimos, é a velha sacanagem mesmo[e aqui Deus castigou ela de novo: ela se esqueceu de um verbo – pode SER efeito- e, de novo, faltou a vírgula pra isolar o vocativo. Tia, se cê num sabe usar vocativo, por favor, num usa!] . Do tipo que essa gentinha gosta[Tá. Acho que ela disse que foi alvo de uma injustiça. Mas qual?]. Fizeram uma reunião na surdina [Aí você lê o texto do sindijor, cujo link está lá em cima, e descobre que ela foi chamada a se pronunciar a respeito, e não respondeu a nenhuma convocação. Considerando que em questões desse tipo existe todo um protocolo a ser seguido, como ouvir a acusação, a réplica e a tréplica, acho no mínimo questionável ela afirmar que não foi consultada. Até pra isso deve ter prova.] porque 23 profissionais tiveram um surto-vírgula e resolveram acordar um dia e ir ao sindicato-vírgula porque essa pessoa tão malvada como eu fez carreira em cima do belo trabalho de operários padrão do jornalismo paranaense[de novo, faltou mondi vírgula aqui, mas eu vou fazer de conta que não percebi. Vou considerar como figura de estilo, pra passar a ideia de exasperação e agitação. Eu também costumo fazer isso por aqui vez que outra. Mas ela diz que 23 profissionais surtaram? é isso mesmo, minha tia? Mas esses profissionais surtados, será que eles sabem usar vírgula? Tá parei]. Ohhhh, Jè suis désolèè[ai, porra! Eu tava pronta pra defender a sujeita e dizer que trocar acento grave por agudo é coisa pouca, porque pode ser apenas a tecla shift que não funcionou direito aí ela me vem e me taca não um nem dois, mas TRÊS acentos graves errados?!?!?!?!!? Ah, porra, onde cê fez esse curso de merda, hein?!?!!?! É “Je suis désolée”, porque vc é mulher! Se fosse homem, seria “Je suis desolé”, com um e só. E je não tem acento, coisa!]. Eles têm toda razão! Essa que vos escreve é mesmo uma despreparada. A história comprova[acho que ela vai ser irônica. Só acho.]. Enquanto boa parte dessa gente se reunia para fazer nada, para tomar umas e outras nos botecos pé sujos da vida, eu, vejam só, trabalhava[Mas, espere! ela tá dando a entender que os 23 que estão processando ela são sindicalistas? São da CUT?]. Não se ofendam. Eu sei que a palavra “trabalho” dói, mas eu tenho essa mania condenável por vocês. O que se pode fazer? [Segundo Joice Hassellman, a palavra trabalho dói. Pra membros de uma entidade cuja sigla significa Central  Única dos TRABALHADORES. Olha, minha tia, aqui cê tá começando a perder o fio da sua meada…]
O fato é que enquanto intelectuaizinhos de meia tigela[Agora fiquei curiosa pra saber o nome dos 23 que estão acusando ela de plágio.] fingiam fazer alguma coisa-vírgula eu já estava no ar e desde o primeiro ano de jornalismo. Sim, eu trabalhava e estudava. Que horror[Tá. Vc trabalha desde o 1º ano da faculdade. Grandes merdas. Eu também. E, como sabia trabalhar direito, eu tinha a hora de trabalhar, a hora de estudar e a hora de beber no boteco da esquina. Você, pelo visto, trabalhava mal, tinha que refazer o trabalho todo e ficava depois da hora, né?]! No terceiro ano de faculdade-vírgula cometi o pecado mortal de conseguir ser diretora de uma afiliada da principal rádio jornalística do Brasil[Agora deu pena de Curitiba. Sério que faltam profissionais de qualidade aí NESSE TANTO, gente? afff…]. Que erro o meu. Como eu fui capaz de tamanha traição? Eu devia mesmo é ter me juntado a um bando de vira latas e sair por aí fazendo piquete, greve na universidade ou qualquer coisa bem inútil para a sociedade[Greve é um troço inútil pacas. Olha, se eu te contar que Adam Smith discorda disso cê vai ficar chateada comigo? Jura? Foda-se!] 
Os dias se passaram, os anos se passaram e os grandes profissionais indignados continuam indignados, hoje ilustres desconhecidos, mas o trabalho genial dessa gente brilhante teria sido o motivo da minha carreira seguir em frente[tá. Deixa eu ver se eu entendi: geral ralando feito um corno pra ganhar meio mentex de piso salarial, aí la vem, dá CTRL+C/CTRL+V naquele texto suado e fudido, põe a assinatura de merda como se o texto fosse de autoria dela e ainda fica putinha porque geral tá reclamando que o que ela faz é errado? E esse teria sido no futuro do pretérito, hein? seu inconsciente tá te acusando, é?]. Ahhhh, vão se catar-vírgula bando de canalhas! Eu, diferente de vocês-vírgula seus parasitas, trabalho 15 horas por dia e não fico enganando em redação durante 5 horas ( para aquele poucos que tem emprego, né-ponto de interrogação). Tenho vergonha de gente assim[Tá. Me corrijam se eu estiver errada: pelo que eu percebo, até aqui ela não negou nenhuma das acusações, né?]. Fui diretora da CBN, diretora da Bandnews, a colunista de política mais influente do Paraná, comandei o colunismo político da Record, tenho mais de uma dúzia de prêmios-ponto. e vocês[Jogou medalhas na mesa – check!] ? Responde aí[Mas ela não consegue nem acertar um imperativo?!?!?! A sujeita é tão mandona e não sabe nem conjugar verbo de ordenamento?!?!!?! Mas minha tia, o certo é “respondam!”]! Poucas vezes vi uma atitude tão tão baixa. Bando de mentirosos[arráááááááááaaá! Finalmente ela diz que as acusações são mentirosas!!! Mas até que enfim, hein, minha tia?]. Para se ter uma idéia,[ideia não tem mais acento, mas eu tb gosto de uma idéia acentuada. Deixa pra lá, vai…] quando essa conversa fiada apareceu-vírgula [outra vírgula comida!] meu advogado tentou ter acesso ao processo e-vírgula claro-vírgula o nobre sindicato não entregou. Fez tudo na surdina, por debaixo do pano, sem ouvir o contraditório e-vírgula para ganhar uns minutinhos de atenção-vírgula fez uma nota e espalhou para os blogs sujos e afins[Mas meu São Crispiniano!!! tá lá no texto que ela foi procurada pra responder às acusações, e não se manifestou!!! Tia, se é pra mentir, ao menos faça isso sem ter como ser desmentida, né? Coisa mais feia…] . Os patrões gostaram, companheiros? Ah, também é mentira que tentaram contato comigo. Meus telefones continuam os mesmos. É uma atrás da outra.[Tá. Então deixa eu reescrever aqui tudo o que ela alega, de forma sucinta: 
eu, Joice Hasselmann, estou sendo injustamente acusada de plágio por 23 jornalistas. Todas as acusações são falsas e mentirosas. O sindicato alega que entrou em contato comigo, mas em momento algum eu ou meu advogado pudemos ter acesso ao conteúdo do processo <— e voilà (com acento grave, né?) Achei uma contradição! Como ela pode dizer que não foi contactada (“Meus telefones não mudaram”), se ela diz que o advogado dele tentou ter acesso ao processo e não obteve? Afinal de contas, ela sabia ou não sabia que estava sendo processada?]
Eu, Joice Hasselmann sou pessoa jurídica[Ah, tá. Então, posso concluir que terceirizados estão liberados de sair por aí copiando a torto e a direito o texto dozotro?], dona do meu nariz, não pago pedágio para essa corja e não me dobro a essa gentinha ligada à CUT. Eu NÃO sou filiada ao sindicato porque eu nunca quis[OK, OK e OK.]. Querer me punir me impedindo de integrar esse sindicato é elogio. Vocês são invejosos, arrogantes e incompetentes. Arregacem as mangas e trabalhem! [Mas quem tá querendo que ela se filie ao sindicato? pelo que eu entendi, os cabras querem que ela explique o plágio!]
O que eu tenho a dizer sobre isso: vão para o diabo[Fia, fazisso não… são VINTE E TRÊS contra uma. Explica direitinho, rebata ponto a ponto, acusação a acusação, jornalista a jornalista. Se você está tão certa do que fez, mostre isso pontuadamente!] !! Aos senhores, as batatas! E enfrentem meus advogados seus sanguessugas. Se ainda não entenderam vou ajudar: “Allez a la Merde[faltou acento grave: allez à la merde!] ! Ou se preferirem “Retournez a la Merde[de novo: faltou acento grave. Gente, naonde essa sujeita fez curso de francês,hein?]“.

Meu veredicto, que já publiquei no Facebook: C’est beaucoup de français pour rien contester ( = é muito francês pra não responder nada), kiridinha…
São acusações pontuais e específicas. Et vous avez seulement aboyé aux “petralhas”.( = E você só fez latir para os petralhas)
E aí? Allez-vous contester les accusations ou non ( = vai responder às acusações ou não)?!?!

E se quiser continuar a discussão em francês, inglês, espanhol ou latim, tamosaí…. mas da próxima vez, eu vou exigir que você ou escreva corretamente em outra língua, ou saiba pontuar textos na sua língua.

(E você acha que eu acreditei nessa prosódia toda? Aham… asseilez-vous là (senta lá) kiridinha…)

Et je ne vais pas à la merde, parce que je dois faire mon travail de français. Au revoir!

(E eu não vou à merda porque preciso fazer meu trabalho de francês. Tchau!)

(E ela não explicou por que o Sindijor é boi de piranha. #magoei)

 

 

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Folha e a hortografia pobremática Eleições 2014

domingo, setembro 28th, 2014
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É fato: a Folha de SPaulo não sabe se trajetória se escreve com G ou com J. Tá numa crise existencial do cão.

Na edição online publica ora assim

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ora assado.

trajetoria

 

 

Mas eu tenho pra mim que essa dúvida corrói o âmago dozeditortudo da Folha. E provo minhas suspeitas:

buscaportragetoria

 

E, antes que você pergunte, é assim que se escreve…

trajetoriahouaiss

 

porque

tragetoriahouaiss

 

(Hoje tô ilustrativa. Me deixa.)

Mas não posso perder o hábito:

 

PORRA, FOLHA! É TRAJETÓRIA, CARALHO! ESCREVE DIREITO!!!

 

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Aécio e a hortografia pobremática da incompetência

domingo, setembro 28th, 2014
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Então, tá.

Você acabaram de ler sobre os pedacinhos que compõem uma palavra, e não são as sílabas. São os morfemas. (post logo abaixo)

Peguemos, por exemplo, a palavra incompetência. Se pensarmos um pouquinho, vamos perceber que ela é a palavra competência seguida do prefino {in-}, que significa

prefixo

Negação.

 

E competência, se você observar a etimologia da bicha palavra, vai descobrir que

competenci

 

Tudo isso daí de cima pra dizer que o candidato Aécio Neves não sabe escrever incompetência. Duvida? Aqui:

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Se você continua duvidando, clique aqui e veja você mesmo o vídeo.  Aos 57 segundos.

Cerejinha do bolo: ele cometeu essa incoMpetência pouco depois de dizer que o PT está deseducando o Brasil.

Castigo de Deus, a gente vê por aqui.

Aê, aê, aê, aê, Aécio! Aproveita que você chegou ao fim deste post e continua a rolar no blog, pra aprender sobre morfemas!

E de nada por essa educação que você recebeu desta petista que vos fala!

 

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Paulo Henrique Amorim e a perca [suspiro] do IPTU

segunda-feira, dezembro 16th, 2013
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Foi com este post daqui. Lá pelas tantas, o texto declara que

“A situação de não poder aumentar o IPTU acarreta em uma perca de 1 bilhão”

Perca, gente. Perca. PERCAAAAAAAAA

Duvidam?

Alá a imagem! Tá destacada….

Captura de Tela 2013-12-16 às 21.46.04

Ticontá, viu?

Oi? Você não entendeu o erro?

Tio Antônio, socorre aqui, por favor?

Perda \ê\ [/ê/ e D, cacete! é com D, cacete!!!!]

substantivo feminino ( sXIII)

1 ação ou efeito de perder

E antes que você me pergunte sobre a perCa, eu te aviso que perca é presente do subjuntivo do verbo perder. (que eu perca, que tu percas, que ele perca, que nós percamos, que vós percais, que eles percam. De nada.)

Quer dizer: O IPTU de São Paulo tá tão zicado, mas tão zicado, que até erro de português tá sendo cometido em nome dele, coitado!

Haddad, seu lindo, vá tomar um bom banho de descarrego, porque não está fácil procê, viu, zifio?

Mas eu não posso perder o foco: PORRA, PAULO HENRIQUE! QUER GANHAR TROFÉU #PORRAFOLHA, É?

E PORRA, FOLHA! Cê num tem culpa, mas merece ser culpada mesmo assim!

Atualização de 19/12: APRENDEU, HEIN, PAPUDO?

 atualizacaopha

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Da série “certos erros só acontecem na Folha de SPaulo” (ou PORRA, FOLHA!)

sexta-feira, junho 7th, 2013
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sombril

Cadê que Estadão escreve isso?

Cadê que o Globo escreve isso?

Trocadilhos com Bombril: já foram praticados, obrigada.

Só espero que o Grande Gatsby não tenha se apequenado diante desse esquecimento… /o\

PORRA, FOLHA!

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Jogo dos erros – agora com os erros destacados

quinta-feira, abril 11th, 2013
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A ordem do dia é reciclar! A ideia é pegar o lixo, o chorume, e transformá-lo em algo útil e proveitoso.

Então, vamos usar essa excrescência (<– atentem para a grafia CORRETA da palavra) desse pastor para ensinar ortografia.

Atualização: desculpem pela demora, mas me enrolei purdimais da conta, vamos lá apontar os erros que o Feliciano cometeu 

Encontrem abaixo os erros de português cometidos pelo sujeito que ousa usar o nome dum cara tão genial quanto Jesus Cristo para… (ah, vocês sabem pra quê!)

 

Mais tarde eu comento aqui os absurdos desse texto – E OLHA QUE EU VOU ME ATER TÃO SOMENTE À GRAMÁTICA E À ORTOGRAFIA, HEIN?!?!

PastorFelicianoBatalha

1- Não existe verbo ensinuar. O que existe são os verbos:

Insinuar

verbo bitransitivo e pronominal
 introduzir(-se) devagar e com cautela
Exs.: insinuou-lhe um sonífero no chá;  insinuava-se entre as árvores para vê-la banhar-se

transitivo direto, bitransitivo e pronominal
fazer penetrar ou penetrar de forma gradual e sutil (no espírito, na mente)
Exs.: i. uma doutrina satânica (na mente das crianças); a dúvida começava a i.-se em sua mente

transitivo direto
deixar que se perceba sem expressar claramente; dar a entender, sugerir Ex.: i. uma acusação

(ui! Tio Antônio só pensa *na-qui-lo*! 😀 )

E

Ensinar

verbo
transitivo direto e bitransitivo
repassar ensinamentos sobre (algo) a; doutrinar, lecionar
Ex.: e. português (a estrangeiros)

transitivo direto e bitransitivo
Derivação: por extensão de sentido.
transmitir (experiência prática) a; instruir (alguém) sobre
Ex.: o trapezista deve e. sua arte (ao filho)

bitransitivo
mostrar com precisão; indicar
Ex.: ensinou-lhes o rumo a tomar

transitivo direto
reinar (animal); adestrar
Ex.: e. um cão

intransitivo
dar aulas
Ex.: nasceu para e.

 

2- Palavras proparoxítonas, ou seja, que têm como tônica a terceira sílaba contando de trás pra frente (também conhecida como antepenúltima), são todas acentuadas, sem exceção. Como a palavra lésbicas. Que não foi acentuada pelo sujeito que cometeu esse texto.

 

3- Vamos aproveitar o chorume daí de cima para algo útil? então, vamos apresentar aqui as regras para hífen definidas no Novo Acordo Ortográfico da Língua portuguesa. O segredo a guardar é: letra igual e agá. Só nesses casos a palavra leva hífen. Mais detalhes neste post aqui.

No caso da palavra composta pelo prefixo bi (dois) + sexual (referente a sexo; praticante de sexo) , o prefixo termina com uma letra diferente da que inicia a palavra à qual ele vai se ligar. Portanto, não há hífen, o prefixo se liga automaticamente à palavra formando um novo vocábulo. Mas note: todos os ajustes necessários, como dobrar érres e ésses quando necessário (CASO DE BISSEXUAL) devem ser aplicados ao novo vocábulo. Ou isso ou você deve ler bisexual como bizequissual). enfim, não.

 

4- A palavra política, proparoxítona, é obrigatoriamente acentuada; família, paroxítona terminada em ditongo decrescente (duas vogais: a primeira muito bem falada, a outra quase sumida na pronúncia) também é acentuada.

 

5- afim escrito assim, junto, significa semelhante, parente, ou qualquer coisa que tenha afinidade (lembra do Big Brother que você nunca mais esquece!); a fim, escrito separado, significa “com o objetivo de“, “com a finalidade de” ou simplesmente “para“.

 

6- O trecho (…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embate, não deixe de participar, traga sua opinião se escrito fosse por alguém com um mínimo de intimidade com os sinais de pontuação, ficaria assim:

(…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embate -PONTO. Não deixe de participar-PONTO DE EXCLAMAÇÃO! Traga sua opinião -PONTO DE EXCLAMAÇÃO!

 

7- ele não deveria ter nascido. <– questão desclassificada, posto que eu prometi me ater apenas às questões ortográficas dessa excrescência em forma de texto.

Conclusão:

foto (7)

 

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Querido Fantástico….

segunda-feira, fevereiro 4th, 2013
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Você está fazendo isso MUITO errado…

(Via Maristela Alves, no Facebook)

fantastico

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PUTA. QUE. PARIU.

terça-feira, outubro 2nd, 2012
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Imagine a situação:

Você é professor de português. Toca o seu celular. É um repórter de um jornal querendo dicas para os vestibulandos estudarem pereré pão duro blablablá whiskas sachê aquela história toda.

Você para tudo o que está fazendo e, solícito, atende o repórti e diz a ele tudo o que ele quer ouvir.

No dia seguinte, você abre o jornal e encontra issaqui:

 

Comcorda? O_o

Qual a sua reação?

esta!

(A minha foi a exclamação que intitula o post).

 

PORRA, TRIBUNA!!!

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Adivinha…

quinta-feira, setembro 6th, 2012
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… que jornal escreveu essa pérola aí de baixo:

Diquinha básica: começa com F, é de São Paulo, e tem uma catiguria exclusiva aqui no Caldeirão…

Pra quem não sabe onde está o erro, o verbo correto é apropRiar.

 

PORRA, FOLHA!

#prontofalei

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Mombaça, uma cidade do… oi?

segunda-feira, agosto 27th, 2012
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Queridas Folha de São Paulo e France Presse,

 

A cidade do Quênia em questão é MombaSa, com um ésse mesmo.

MombaÇa, com cedilha, fica no Ceará:

 

 

E, pelo que Tio Google me contou, Mombasa (A) fica um cadim longe de Mombaça (B)

#Bjomeliga

 

 

 

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Sem café X com café

terça-feira, julho 24th, 2012
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Imagino até o que aconteceu.

Redação do Poder online, do IG, lá pelas sete e meia da manhã:

– Entra no site e bota no ar aquela matéria das cestas básicas que eu vou passar o café! – disse o editor

– OK – retrucou o estagiário. (Segunda vez que eu uso o verbo retrucar, me deixa, tô feliz!)

Aí lá vai o estagiário dizem que ele trabalhou no Ego, mas essa informação carece de confirmação morto de sono abrir a edição do site para postar a notícia que já tinha sido apurada, só faltava ser redigida:

 

Pouco depois, o estagiário levanta-se e vai tomar café. Volta para a mesa cheidi café nazidéia, já devidamente acordado, e dá aquela bisoiada básica no site.

E grita:

– POOTAQUEPAREEOO, COMO EU PUDE ESCREVER UMA MERDA DESSAS, CACETE?

Aí ele clica no botão “editar matéria’ e remenda a merda:

 

Com os devidos agradecimentos ao César Cardoso por ter orado aos deuses do print-screen a tempo! \o/

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Tá “difícel”, viu?

quinta-feira, fevereiro 16th, 2012
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[suspiro]

[suspiiiiiiiiiiiiiiiiiro]

Daí que um telejornal do sul de Minas, de uma afiliada da Globo, fez uma reportagem sobre as dificuldades do ensino e da aprendizagem do português. Até aí nenhuma novidade. Nenhuma novidade MES-MO.

A coisa começou a degringolar quando a reportagem subiu pro site do G1. Quem alertou a coisa foi o Maurício Ricardo. Ponham reparo:

Vocês não repararam nada? Mas nada mesmo?

Então, tá bom. Foi falta de oração aos deuses do print-screen. O título já foi alterado.

Mas espere! O título original deixou marcas no nome da página!

Agora reparem no título original da matéria, lá no nome da página. Peraí que eu ajudo.

É. Pois é. O aprendizado do português é muito difícel, né?

/o\

(P.S.: Turma grande é desculpa esfarrapada pra profissional incompetente. A tia Tereza, minha professora da terceira série, dava aula pruma turma de quase 40 crianças, e ensinou o modo indicativo direitinho a todo mundo! Incompetência profissional e desinteresse pelo bom desempenho dos alunos explicam a coisa muito melhor! E fiquem à vontade pra me xingar! Em março eu começo minha licenciatura em português pela UnB!)

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Ortografia da Folha é reprovada por 100% das normas ortográficas

domingo, janeiro 29th, 2012
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Tava eu aqui superpreocupada por não encontrar mais assunto pra atualizar o blog e tals, daí vem sempre ela pra me salvar.

Na foto abaixo, o erro crasso. A seta indica a explicação do erro.

Agradeço à dileta amiga Cynara Menezes por indicar a teteia no Twitter.

 

 

 

E claro, vou encerrar o post com o clássico

 

PORRA, FOLHA!

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Nossa Senhora da Boa Ortografia, rogai por nós que recorremos a vós….

quarta-feira, janeiro 4th, 2012
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[suspiro]

[suspiro mais profundo]

Calma que eu vou começar. Tô juntando forças pra não me dispersar em indignâncias e me emputecer. Então vamos bem devagar.

Sabe aquele lance de não passar o ano novo de salmão pra evitar hortografia pobremática? Poi zé.

Não, não vou direto na jugular, não! Desta vez vou começar com Tio Antônio, que vai nos dar duas importantes definições. A primeira é a definição de laZer, com zê de zebra:

Lazer:
tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas 
2 Derivação: por metonímia. 
atividade que se pratica nesse tempo 
3 Derivação: por extensão de sentido. 
cessação de uma atividade; descanso, repouso

Pronto! Agora, tio Antônio vai nos dar a definição de laSer, com ésse de sapo:

Laser
substantivo masculino 
Rubrica: informática, óptica. 
qualquer aparelho que produza radiação eletromagnética monocromática e coerente nas regiões visível, infravermelha ou ultravioleta, possuindo inúmeras aplicações que vão da soldagem à cirurgia 
Obs.: cf. maser
Etimologia
ing. laser (1960), acr. do snt. ing. light amplification by stimulated emission of radiation (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação); cp. maser

Observem bem que lazer com zê se lê lazer, mesmo; e laser, como é originalmente um acrônimo em inglês, lê-se lêizer.

Isto posto, vamos começar o post propriamente dito.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOTAQUEPAREEEEEEEEOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

CALHAU DE MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!

OLHA A MERDA QUE OS DIÁRIOS ASSOCIADOS APRONTARAM, CACETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

E nao querem que eu tenha um ataque histérico ao ver um troço desses NUM JORNAL IMPRESSO, CACETE?!!?!?!?!?

Ou eu devo ser Poliana, e acreditar mesmo que os DA tão é desejando um raio laser a todos os seus leitores, porque substituíram o lazer por “entretenimento”?

Com agradecimentos à Carolina Longo por postar a tetéia (ME LARGA! EU VOU USAR ESSE ACENTO E PRONTO!) no Facebook.

 

 

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Previsão da bruxa pra 2012: salmão faz mal à ortografia

terça-feira, dezembro 27th, 2011
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Queridos encostos leitores e frequentadores do caldeirão,

Minha previsão pra 2012 é muito simples. Fuja da cor salmão. Como assim, dona Bruxa?, dirá você.

E eu respondo com essa imagem que tá circulando no Facebook:

 

Como você pode perceber, salmão lhe trará muita hortografia pobremática  em 2012.

Fuja do salmão em 31 de dezembro com todas as forças e poderes do seu ser.

E procure sempre viver em harmonia com agá. A única verdadeira harmonia da língua portuguesa. Não confie em zenélicos.

Feliz 2012!

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Ameba sobrevoa o caldeirão e causa um post longo com vídeo do Golias

sábado, novembro 26th, 2011
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Tudo começou há mais de dois anos quando eu fiz este post daqui. Curto muito essa música do Vitor e Leo. Não sei se foi por conta dos hormônios à flor da pele na época em que eu ouvia essa música direto, meu filho tinha acabado de nascer, e invariavelmente o tema da novela das seis começava a tocar quando eu estava dando meu peito a ele. Mas até hoje a música Deus e eu no sertão só me traz boas recordações e sensações.

Ponto parágrafo.

Ontem, aprovei este voo (sem acento porque merece!) rasante de ameba comentário pro post em questão:

 

”]Claro que eu respondi! E minha resposta rendeu tanto que eu vou transformá-la em post novo:

 

Ai, que bom que você gosta de música sertaneja, Eliana!
Deixa eu te apresentar, então, ao novo hit parade da língua portuguesa:

1º lugar – Vírgulas. Elas costumam separar idéias nas frases.
2º lugar – Pontos. Eles são mais enfáticos do que as vírgulas quando o negócio é separar idéias. Na verdade, eles atuam como se fossem um “botão de enter” pra você jogar a frase inteira dentro do seu cérebro (cérebro você sabe o que é, né?) e processar a informação toda.

Isto posto, vamos adequar a sua frase ao novo hit parade da língua portuguesa:

BOM EU ADORO MUSICAS SERTANEJAS-ponto. ANTES EU NAO GOSTAVA-vírgula, MAIS DEPOIS DESSAS MUSICAS-vírgula, AGORA EU AMO.

Outro grande sucesso do hit parade da língua portuguesa é saber a diferença entre conjunção adversativa e advérbio. E não se assuste, porque eu não falei inglês. Assista aeste vídeo do Ronald Golias que você vai entender tudo!!!

Portanto, com essa aula magna de Ronald Golias, deve ter ficado claro (né, Eliana?) que você deveria ter escrito

ANTES EU NÃO GOSTAVA-vírgula, MAS (e não mais, como você escreveu) AGORA EU AMO

Enfim, só tenho a lhe agradecer por ter passado por aqui e me feito uma visita tão aterradora que me rendeu um post perfeito!

Volte sempre! E quando você aprender a escrever direito eu até te ofereço um bolinho de fubá!

Abraços da
Bruxa

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Volta pro mar, oferenda!!!

terça-feira, novembro 15th, 2011
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Cabei de flagrar este troço assombrando meu caldeirão:

Pra começo de conversa, asperSão se escreve com ésse – um ésse só, faz favor!

E como se essa hotografia pobremática não fosse suficiente pra berrar nos nossos olhos, a ameba não sabe a diferença entre o verbo despedir transitivo direto e reflexivo.

Despedir o ente querido é dizer que o emprego não é mais dele e mandar o sujeito pra rua; despedir-SE do ente querido é dizer adeus.

Ou seja: VOLTA PRO MAR, OFERENDA!!!!

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Perfume para pessoas ou Pessoas? Terráqueo pode usar?

segunda-feira, novembro 7th, 2011
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Cabei de receber este spam e-mail marketing troço no meu e-mail.

Tive um troço só de ler as primeiras linhas. Claro, fiz questão de compartilhar aqui cocêis:

Perfume que deixa as Pessoa  sexo oposto atraida por você [Entenderam o porquê agora? Primeiro quero conhecer esse zifio chamado Pessoa. Fernando é que não deve ser, cer-te-za! Se for, ele está assobiando em seu túmulo, pra que ninguém pense nele neste momento tão delicado… Enfim, para que este perfume realize as promessas, precisamos encontrar uma pessoa de nome Pessoa. Alguém tem idéia de onde encontrá-la? Será Pessoa homem ou mulher? Apenas uma certeza tenho: trata-se de só um (porque um só pode dar a impressão de que é um solitário mas deixa prá lá não vou divagar agora). Porque, né? As Pessoa só pode ser um. Ou não? Ih! Me perdi todinha! E olha que estamos no título!]

Este perfume existe

Acaba de chegar no Brasil Eros Magnifique Essence [pra quê vírgula, né mesmo? Só porque aqui é necessário separar duas orações…]  um afrodisíaco aprovado cientificamente [Por britânicos, né?]  para atrair pessoa do sexo oposto [Hummmm…. aqui Pessoa não é mais uma pessoa especial, apenas uma pessoa qualquer…. mas é do sexo oposto! Trata-se de relacionamentos heterossexuais, devo entender isso?]
O nosso [nosso? é meu também? Cejura? afff…] perfume Eros Magnifique Essence de Androstenona é exatamente isso![Uau! Que tudo, né? Ferormônio pra atrair o sexo oposto! Nossa, quanta inovação! Pensando bem, que ano é hoje? Aliás, que século é hoje?]

As Pessoas [ó! Aqui Pessoa voltou a ser um nome de pessoa, e tornou-se plural! Já temos mais pistas, gente! Trata-se de várias pessoas de nome Pessoa! (Mas que mãe batizaria um filho de Pessoa? pré-nome, não nome de família….] subconscientemente detectam este cheiro e sentem-se instantaneamente atraídas por você! [são os feromônios que [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo]]

Agora você vai atrair qualquer Pessoa [Pronto! Voltamos à confusão! Com esse milagroso perfume, se você quiser atrair Maria ou José, você NÃO CON-SE-GUE! Só vai atrair Pessoa, mesmo… desiste, zifio!] sem mudar absolutamente nada em você. Terá mais pessoa fazendo contatos visuais[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Pessoa é um extraterrestre que faz contatos visuais com terráqueos? Isso é perigoso? Esse perfume atrai ETs?!?!?!? ômopai….], admirando e conversando com você [ETs que fazem contaot visual, contato conversacional, contato admiral…. ai, que perfume perigoso!!!!!]
O Eros Magnifique Essence vai ajudar você a atrair novas pessoas [quer dizer, você vai conseguir atrair novas pessoas, independentemente do nome delas! Mas elas são todas ETs! Ai, que confusão….] ou a melhorar a sua vida amorosa.

Usando Eros Magnifique Essence, Você [Eparrê-iansã! Entrou mais um sujeito na parada. Um tal de Você. Não se sabe ao certo se é homem ou mulher. Porque se o texto estivesse a se referir a você, leitor, o faria em letras minúsculas, né? NÉ, CACETE? Aguardo mais detalhes!]  sentira [A se tomar por referência o nível do português do zifio, muito mais fácil entender que este verbo é o verbo sentir no futuro do presente sem o acento devido do que o verbo sentir no pretérito mais que perfeito..] o grande poder [Me lembrou que certa feita Paulo Henrique Amorim disse no blog dele que “o poder pode tudo”. Mas deixa isso prá lá.] da atração ! Agora, nenhum pessoa [… e voltamos à estaca zero! No caso, a pessoa em questão pode ou não se chamar Pessoa, mas não se sabe ao certo se é singular, plural, masculino ou feminino- quiçá terráqueo! Aqui, aparentemente, só estamos falando de seres do sexo masculino (existe ET macho e ET fêmea? Ai, a coisa só piora!). Entendi isso pelo nenhum. Tô certa?] estará fora do seu alcance! 
Você terá romance e sexo de uma maneira que ja mais pensou que fosse possível![Sei, não… tô achando que a parada envolve extraterrestres….]

Esse texto deu medo. Só espero que ele seja uma piada de rélouim meique atrasada….

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Quero matar alguém

sábado, novembro 5th, 2011
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Por causa disso.

Aceito sugestões.

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Olha o dedo, Ego!!!

quinta-feira, novembro 3rd, 2011
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Todos vocês estão carecas de saber que eu relevo erro de digitação. Se eu escrevo esotu ao invés de estou, por que haveria de cobrar correção etc e tal whiskas sachê pereré pão duro.

Mas desta vez não dá, viu? Alertada pelo post da Polly do Te dou um dado?, fui ver se a tetéia ainda tava lá no Ego. E não é que tava?

A intenção do moço redatô era escrever “seUs”. Esbarrou no I na hora de digitar o U, posto que I e U estão ali do ladinho no teclado. Não viu que esbarrou errado e publicou do jeito que estava.

Mas seis seios é um cadim demais, né não, Ego?

(vou nem entrar no mérito de que zona sul se escreve com minúsculas. É assunto assaz avançado pro Ego, deixa prá lá…)

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“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

terça-feira, novembro 1st, 2011
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O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?

Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)

Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:

Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!

Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?

OK, parei.

PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!

PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada

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A “hortografia pobremática” e a identificação da Folha

sábado, outubro 29th, 2011
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Seguinte, Folha:

Eu poderia gastar aqui horas de pesquisa e mostrar a origem etimológica da palavra identificar pereré pão duro blablablá whiskas sachê. Mas diante desta tetéia,

 

serei breve e brava:

PORRA, FOLHA! BANDO DE ANALFABETOS!

VAI, PROCESSA O PRIMEIRO QUE FIZER UMA TROCADILHO COM O SEU NOME E TE CHAMAR DE FALHA DE SÃO PAULO!!!

(Oh, wait!)

(com agradecimentos aos queridos ectoplasmas suínos que frequentam o caldeirão 😀 )

P.S.: Se identificado sai desse jeito, imagine as exceções

 

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Presídio para cavalos

terça-feira, outubro 18th, 2011
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Para que não haja dúvidas a respeito, vamos pedir a ajuda de tio Antônio.

Tio Antônio, o que é uma cela, com cê?

Cela

1  diminuto quarto de dormir; alcova, recâmara

2  nos conventos, aposento de um religioso

3  nas penitenciárias e estabelecimentos afins, compartimento de prisioneiro(s)

4  Derivação: por extensão de sentido. qualquer cômodo de reduzidas dimensões

5  Derivação: por extensão de sentido. pequena casa; casinhola

Tá. E sela, com ésse, o que é?

Sela

peça de couro posta sobre o lombo da cavalgadura, sobre a qual senta o cavaleiro e na qual são presos outros apetrechos dos arreios

Então, se o jornal Folha Popular, de Poços de Caldas, diz isso aqui:

Posso entender que o presídio abriga cavalos?

(Beijos pra querida amiga Ju Sampaio, que me enviou a tetéia em questã)

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Deu dó dos ETs…

terça-feira, outubro 18th, 2011
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(Dica da Fabiane Lima)

Eu pensei em começar este post tentando defender o sujeito que escreve um troço desses. Um brasileiro que deve viver nos cafundós dos Estados Unidos, e que há muito tempo não pratica o português com a fluência devida etc e tal, e por isso o pobrezinho deve ter cometido esse erro medonho pereré pão duro blablablá whiskas sachê….

(Duvida de mim? Clicaqui!)

Mas lembrei que sou uma bruxa, e já tratei de incluir a Fox nas minhas juras de hemorróidas (todas com acento, que é pra doerem mais).

No mais, rogo aos ETs que não tomem esses sujeitos como regra, tá? Tem gente legal aqui no planeta Terra…

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Omenajem a Esteve Jobs

sexta-feira, outubro 7th, 2011
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Texto originalmente postado no Te dou um dado?, mais precisamente aqui.

Seguinte: tô exausta demais pra exorcizar este texto. Mas como soltei boas gargalhadas, faço questão de compartilhar a tetéia aqui cocêis tudo.

Se tiver tempo/forças, prometo exorcizar depois.

Mulher maca faz uma dedicatoria a Esteve jobs presidente da apple falecido.

Gracy Kelly a mulher maca se sentiu tocada com a morte de Esteve Jobs. Ela acredita que boa parte de seu sucesso nacional e principalmente internacional tem haver com o simbolo da apple que vem a ser uma maca . No ano em que comecou a aparecer na midia como a mulher maca por coincidencia foi o mesmo da ascencao da empresa americana. Mesmo nunca tendo conhecido esse genio inventor de grandes modernidades ela se sente profundamente agradecida pelo maca vir a ser o simbolo da empresa que vem a ser seu apelido desde adolescente. Ela promete fazer uma nova tatuagem com o simbolo da apple para eternizar o seu agradecimento.

Pronto! depois eu volto!

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Quando o som fede a suor – ou quando o suor fica barulhento: a história da namorada mala

terça-feira, setembro 20th, 2011
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Não consigo entender como as pessoas conseguem fazer confusão com esses dois pobres verbinhos.

Suar, com u, significa produzir suor, gerar CC nas axilas.

Soar, com o, significa produzir som, tocar – no sentido de fazer barulho.

Portanto, amiguinhos, por favor, todas as vezes que vocês forem citar a ação de produzir suor, não temam em fazê-lo sempre com ésse-u (su), porque este é o certo: Eu SUO; Ela SUA; Nós SUAMOS; Eles SUAM.

E os sinos, então? Os sinos e campainhas deste lindo planeta que Deus nos deu são das poucas peças que têm o direito de SOAR. E não, sino não tem glândula sudorípara, então não sabe como fazer pra suar. Portanto, sempre que você for falar de um objeto que faz barulho, conjugue o verbo com ésse-ó (so): o sino SOA, os sinos SOAM, os sinos SOARAM, os sinos SOARÃO; os sinos SOARIAM.

Essa é a regra. Ah, Bruxa, toda regra tem exceção, certo? Certo! Mas eu também conheço a exceção. E é aqui que começa a historinha (Rá!) 😀

A personagem principal desta historinha é a (graçadeus ex-) namorada do meu primo.

A coisa falava pelos cotovelos. Sobre o que devia e sobre o que não devia. Na hora certa e na hora errada. Bem e mal. E muito. Sempre muito. Nunca pouco.

Daí que a coisa voltou de uma corrida, com muito suor pelo corpo. Virou-se para mim e disse: Ah, eu sôo muito.

Minha prima, pobre cunhada da coisa, olhou pra mim pra ver se eu iria comentar sobre o erro de português da coisa. Mas eu contestei veementemente minha prima:

Como assim, tá errado? Me diga se em algum momento essa coisa parou de soar desde que chegou nesta casa?

Minha prima foi obrigada a concordar comigo. A coisa era a exceção à regra dos verbos Soar x suar.

Enfim, achei por bem compartilhar esta linda historinha aqui com vocês….

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O “enferno” da Veja

domingo, setembro 18th, 2011
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E EU VOU IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNIZAR VOCÊS, BANDO DE ANALFABETOS!

É IIIIIINFERNO, COM IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

INFERNO SE ESCREVE COM I

I DE IDIOTA

I DE IGNORANTE

I DE IMBECIL!

Vocês podem fazer o jornalismo de merda que vocês quiserem. O problema é de vocês. Percam quantos leitores vocês quiserem.

Mas a única coisa que vocês têm a obrigação é de ESCREVER AS PALAVRAS COM A GRAFIA CORRETA, CACETE!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNOOOOOOOOO!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIDIOTAS!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIMBECIS!

IIIIIIIIIIIIIIIIIGNORANTES!

 

Me desculpem, mas eu tenho que surtar.

Uma revista que se assume arrogante e superior escrever “enferno” é pra arder no inferno.

(Com o i enfiado lá naquele lugar que vocês estão pensando, mas eu não sou malcriada de escrever aqui).

(E obrigada ao Chico Capeta por avisar deste troço via Twitter)

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Bom motivo para cometer suicídio

sexta-feira, setembro 9th, 2011
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Seguinte, zifio:

Se você conseguiu:

– Passar no vestibular pra PUC

– Sobreviver a sete semestres na faculdade

– Pagar mensalidades da PUC durante sete semestres sem ir à bancarrota

E depois de tudo isso decide apresentar um trabalho com este cabeçalho

Pode se matar. Tá perdoado.

Mas faça-me apenas um favor: se o seu professor aceitou ler esse trabalho, me dê nome e RG dele, por favor. Tenho que fazer uns trabalhos de juras de hemorróidas por aqui…

(Imagem enviada pelo dileto encosto @masenfim )

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Não precisa esculhambar, né?

terça-feira, agosto 16th, 2011
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Não, né?

Tá certo que errinhos de digitação acontecem.

Tá certo que eu adoro relevar esses errinhos, até porque eu sou mestra em escrever esotu ao invés de estou, por exemplo.

Tá certo que esses errinhos são fruto de distração ou de correria, e não de falta de raciocínio.

Mas também não precisa esculhambar, né, Estadão?

(Agradeço ao Beto Mafra e à Silvia Kochen pelo aviso da tetéia)

A não ser, é claro, que a intenção do Estadão seja fazer um trocadilho. Pensando bem, nem assim. Fica feio prum… “órgão de grande penetração” como o Estadão, né?

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Inda perco o dedo com um título desses…

terça-feira, julho 26th, 2011
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Digo duas coisas:

1- Adoro ler revista de fofocas. É minha leitura preferida no salão, onde faço minhas unhas.

2- Se sou eu que pego um troço desses, desavisada, no salão de beleza, sou capaz de processar a publicação que cometeu o título daí de baixo. Meu surto ao ver esse título vai ser tão assustador que, sem querer, a manicure pode cortar meu dedo fora! /o\

Não sei qual publicação cometeu esse título. A foto foi enviada pela @drispaca via Twitter.

E obsessiva se escreve assim. Não me venham com a história de mas e a reforma ortográfica, Madrasta, porque o alicate tá aqui pertinho…

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PIG faz de tudo para acabar com a credibilidade de Rodrigo Vianna

sexta-feira, julho 15th, 2011
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É. Também achei. Ficou super sensacionalista e tendencioso esse título, né? Mas me diga uma coisa: você começou a ler esse texto por causa do título? Então não reclama, continua a ler e aprenda a manipular informações, ó ameba:

Tava eu aqui quieta no meu canto, cabando de ver o último capítulo de Vale Tudo e quase desligando o computador quando bato ozolho num pio que a Li mandou. Clico no link em questão e me dou de fuça com essa coisa lheeeaaannnda daí, que já deve ter sido remendada pelos revisores pouquinha coisa mais atentos (ainda que a prova tenha sido guardada para toda a eternidade pelos deuses do print-screen):

Quer dizer, eu vi o título e pensei na hora: ah, foi pressa de digitar, daqui a pouco tá corrigido. Não é despendem, é despedem!

Mas aí eu vi o nome do autor da tetéia (com acento, não me mexam nesses acentos que eles valem até dezembro!) é hórmônio homônimo do muso escrivinhador blogueiro progressista ex-globo-atual-record, enfim, do Rodrigo Vianna. (um fofo esse menino, mexeu no meu texto e ficou ótemo. Bom mesmo seria se o texto tivesse sido publicado na carta principal e não como moçãozinha, porque né mas estou me desviando do assunto deixa isso prá lá.)

Se ao menos o zifio que foi ver o bruxo de Hogwarts soubesse escrever que nem o hormônio homônimo-muso, isso não teria acontecido.

Mas e aí, amebas? Entenderam como manipular informação?

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Fundeu

terça-feira, maio 24th, 2011
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Pra quem não entendeu e precisa de explicação, selecione o espaço em branco abaixo:

Existem dois verbos em questão. O verbo fundir = derreter metal e o verbo foder = praticar ato sexual.

A mesa ganhou o particípio passado do verbo errado. E o título deste post foi um trocadilho com a… er… troca de verbos.

#prontoexpliquei.

(Com agradecimentos à @Madycris, ao @jampa e ao @danielperrone por me enviarem esta tetéia via twitter)

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Realeza remontada – ou a Real Vergonha Alheia

sexta-feira, abril 29th, 2011
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Daí que neste dia de casório real lá pelas terras inglas (copyright Barão de Itararé) de dona Elizabeth, recebo via twitter do @ramiro_fc o link para o site da Família Real Brasileira. Se você começou a rir só de ler o título, você vai chorar ao clicar no link. Porque para um tema do qual só se espera pompa e circunstância, o nível do português é de xurraxcão na laje. Isso, claro, é preconceito meu, porque aposto que frequentadores de churrascos em lajes devem falar português muito mais castiço do que o dos Orleans e Bragança versão brasileira.

Só pra dar uma idéia do nível da bagaça, permitam-me esculhambar reescrever o texto sobre a Casa Imperial brasileira, que pode ser lido aqui (antes de ler, reparem na quantidade de texto vermelho, original, e na quantidade de texto azul, minhas observações. Isso da idéia da quantidade de bosta que eu enfrentei…):

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial, [Vossas Altezas vão me desculpar, mas essa vírgula foge ao protocolo. Ponto funcionaria melhor, sabe?] os poucos que conhecem conheceram [conhece ou conheceram? As Altezas, certas de sua superioridade dinástica, furtaram-se ao simples ato de releitura e correção de uma redação? afff!] a face desta família, que fora construida [Aê, Altezas: vamos coroar esse verbo com um acentinho básico? Acento esse que, claro, é muito inferior à imperial Coroa – mas obrigação protocolar, sabe? cons-tru-Í-das. Grata.] sobre o imaginário republicano[não entendi como pode uma família real construir-se sobre o imaginário republicano, mas né? Diz o protocolo que não se deve questionar reis e rainhas – tampouco dizer HEIN? ACUMA? IXPLICA? E como eu não estou aqui pra quebrar protocolos, calo-me]. Depois de 114 Anos de República, e tendo nossa Pátria resistido os mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. [com todo o respeito, mas eu acho que Vossas Altezas não entenderam direito como se pontuam frases em bom Português. O ponto é como se fosse uma tecla de enter, pra jogar a informação da frase pra dentro do cérebro. Já a vírgula é pra arrumar as idéias dentro de uma mesma frase. Portanto, oh, altezas, esse ponto ficaria melhor se fosse vírgula, OK?] A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação [Aham, Altezas. Mas deixa isso prá lá. Não quero entrar no mérito do conteúdo do texto. Tô aqui pra corrigir a gramática e a pontuação…] . Nossos príncipes remontam a […, caso da crase faltante desse a aí do lado] época da Indepêndencia do Brasil, e poucos sabem que na realidade remontam a Hugo Capeto (940-996) que fora Rei da França em 987 [tá, geral na Família Imperial é tudo remontado, isso deu pra entender. Mas se vossas Altezas aceitassem um reinado de precisão redacional em vossos altivos neurônios, teriam explicado que a Casa Real Brasileira inaugurou-se na época da independência com a coroação de D Pedro I, monarca oriundo de uma linhagem (esta sim) que remonta a Hugo Capeto. Vou nem questionar vossos altivos conhecimentos de história. Tô só colocando os pingos no  is, OK? e ó, vou creditar como esbarrão de dedo: indepenDÊNcia tá com o acento na sílaba errada. tem que ver isso aí – Obrigada pelo aviso, Ana! 😀 ] . Isto a precisamente a 1017 Anos [Olha, Vossas Altezas que me perdoem a expressão chula, mas preposição a pra indicar tempo passado É O CARALHO vosso altivo membro peniano!! E ainda dizem “precisamente”!!! Atenção, portanto, monarcas e plebeus luso-parlantes: tempo passado é indicado com o verbo haver; tempo futuro é indicado com a preposição a. Juro por Deus que vou fazer um post especial só sobre isso! Mas o lance do Hugo Capeto foi HÁ precisamente 1017 anos!!!! Vou nem entrar no mérito de Anos grafado com maiúscula, nem que números maiores que 1.000 precisam desse pontinho pra separar as ordens de grandeza] !!
Tendo [eu TENHO uma implicância especial com frases iniciadas por gerúndio] na sua árvore genealogica, [Façam o favor de rapar fora essa vírgula daí que ela não serve pra nada?: Gradicida! E genealÓgica tem acento, ô coisa! (deu pra reparar que eu tô perdendo paciência, pompa e circunstância com esse povinho, né?)] obviamente a Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI [contradição detectada: como pode a família real brasileira “remontar-se” à época da independência, e o parágrafo seguinte listar na família real Brasileira D. João VI, que nunca foi imperador do Brasil, mas do REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVE? Coerência histórica, a gente não vê por aqui!]. Os príncipes do Brasil tem em linha varonil direta, [Não sei se me irrito mais com essa vírgula mal colocada ou com a linha varonil direta… tô aqui imaginando uma vara de quase 800 anos de comprimento, mas deixa isso prá lá. E eu fiquei tão impressionada com a vara de 800 anos 😮 que nem reparei que os príncipes do Brasil tÊm. Não fosse uma leitora pra avisar, passaria em branco! ] São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) pela parte Orleans. Pela parte Bragança remonta a Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que se casou com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal [Condestável? Pedi socorro pra tio Antônio Houaiss, que me contou que condestável é um posto militar que só perde em importância pro rei. Mas isso não aplacou minha sana por trocadilhos infames, ah, não aplacou!] .
[MA CHEEEE! Quebrou parágrafo por quê? O assunto continua o mesmo…. Outra coisa: começar frase com conjunção aditiva E não é pra qualquer um, não! Eu faço isso direto, mas releio meu texto e vou trocando sempre que possível! Esse e daí ficou HOR-RO-RO-SO!] E também pela parte Wittelsbach remontando [ô fixação por montaria, viu? Ticontá…] a Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). [De novo! Esse ponto daí não tem nada a ver com o andamento do texto! Taca vírgula, ô coisa! <– é, meu protocolo foi-se todo] Vemos bem que a nossa família imperial remonta a muito mais tempo do que imaginamos [eparrê-iansã! Essa frase tá tão mal construída, mas tão mal construída (culpa da fixação por montaria), que esse a daí tá mais pra verbo haver. Ou não? Na dúvida, melhor reescrever!] !
É sendo assim que com orgulho [<– É sendo assim que com orgulho? Esse texto deu foi Vergonha Alheia, isso sim!] divulgamos a nossa Causa [Ok, este trocadilho eu não perco: é pra divulgar a casa ou a caUsa? QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA prontopassou] , que é pela Restauração da Monarquia no Brasil [mentira, não passou, não! vou rir de novo aqui: QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA], interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do Exército na aquela época [na aquela época? G-zuz! Mas enfim, aham, altezas. Acho só que vossas imperialezas já se esqueceram do plebiscito de 1993… tsk, tsk, tsk, memória seletiva, que coisa mais feia…] . Erram, e erram feio [e ó: aqui caberia uma vírgula, sabe? Cadência, elegância…] aqueles que pensam que a República fora [ai, que mais-que-perfeito feioso!] um regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes esta “democracia” fora[Pros que não entenderam a ironia, a palavra certa pra definir o mais-que-perfeito aqui e na outra frase não é “feioso”. É “errado’, mesmo!] interrompida por golpes, mandos e desmandos ! E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram aqueles que queriam a continuação do Regime Escravocrata. Sendo assim vamos libertar o Brasil de um jugo que ha 114 Anos [tá. Agora Vossas altezas podem explicar POR QUE AQUI VOCÊS USARAM O VERBO HAVER INDICANDO PASSADO CORRETAMENTE (ainda que sem o acento), E LÁ EM CIMA USARAM ERRADO? E por quê Anos foi grafado com letra maiúscula? Consistência, a gente não vê na Família Imperial!] o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Bom, vou só lembrar a Família Real que o Capítulo III, Artigo 13 da Constituição Federal determina que A Língua Portuguesa é o idioma da República Federativa do Brasil. Entendo que as altezas não reconheçam o país como uma República, mas CACETE, DÁ PRA ENTENDER QUE É NECESSÁRIO FALAR PORTUGUÊS FLUENTEMENTE PRA REINAR POR AQUI, DÁ?

E, como estou boazinha, vou reescrever essa coisorrorosa daí de cima, pra ver se vai ornar com um mínimo de classe e elegância típicos de um português bem escrito.

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial. Os poucos que conhecem a face desta família percebem-na a partir de uma imagem constituída em épocas republicanas, ao longo de 114 anos nos quais nossa pátria vem resistindo aos mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação. A fundação da Família Real brasileira ocorreu ainda na época da Independência do Brasil, com a coroação de D Pedro I Imperador do Brasil. Nosso primeiro monarca vem de uma linhagem real que começa em Hugo Capeto (940-996), Rei da França em 987 – uma linhagem de 1.017 anos!

A árvore genealógica da família brasileira divide-se em três ramos. Os atuais herdeiros descendem diretamente da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI. Pelo lado Orleans, os príncipes do Brasil têm em linha varonil direta São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) e, pela parte Bragança, seu primeiro membro foi Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que casou-se com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal. O terceiro ramo da família real brasileira liga-se aos Wittelsbach, até Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). Percebe-se que nossa família imperial é muito mais tradicional do que se imagina!

Portanto, é com orgulho que divulgamos a nossa causa da Restauração da Monarquia no Brasil, interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do exército àquela época.

Erram, e erram feio, aqueles que pensam que a República foi o regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes essa “democracia” foi interrompida por golpes, mandos e desmandos!

E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram os que queriam a continuação do Regime Escravocrata.

Portanto, vamos libertar o Brasil de um jugo que há 114 anos o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Ainda assim, vamos combinar que esse estilo de redação é sofrível.

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Tá “quereno pegá”…

terça-feira, abril 12th, 2011
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Depois de ser devidamente avisada via Twitter por Vange calada noite preeeeta, noi-te-pre-taaaaa Leonel , fui conferir parte (pq pra conferir na íntegra só se eu estiver com insônia) da entrevista de Fernandenrique ao Blog Poder Online.

Lá penas tantas, éfe agá afirma o seguinte sobre a presidente presidenta líder e não enche, bosta! Dilmavana:

Poder Online – E como o senhor classificaria o estilo Dilma?
Fernando Henrique Cardoso – Vê-se que a presidente entendeu que no mundo contemporâneo a imagem conta muito: apresenta-se elegante e sorridente, não se poupando de pousar para os fotógrafos. E no lugar da carrancuda e autoritária Dilma aparece uma senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário

Isto posto, só posso concluir duas coisas:

Ou éfe agá foi vítima de hortografia pobremática por parte do blog em questã, ou ele tá a fim de pegar traçar faturar comer namorar flertar ah, você sabe o que ele tá a fim de fazer, pô!, enfim, com Dilmavana.

Só isso explica ele comparar nossa líder a um avião.

Porque, né? Pessoas costumam posar pra fotos. quem pousa pra foto é avião, passarinho, disco voador…

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Aprendizado visual x aprendizado racional

sexta-feira, março 25th, 2011
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Num guento mais explicar e nego continuar errando a bagaça. Agora, vou quase desenhar a coisa:

Verbo trazer, presente do indicativo:

Eu trago

Tu trazes

Ele/ela traz

 

Preposição:

ficar para trás

olhar para trás

 

Certa de ter ajudado a todos, subscrevo-me.

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Pasto ruim

terça-feira, março 1st, 2011
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A culpa é de Dilmavana, nossa presidente presidenta líder (chame Dilmavana do jeito que você quiser).

Soube que ela deu uma entrevista para a edição de hoje do programa da Ana Maria Braga (OK, eu espero você procurar o seu Dramin…. continuo esperando? Ah, cansei! Vamos voltar ao texto, vai!) e, como sei que esse programa reprisa à tarde no canal Viva,  convoquei o doutor Google pra me fornecer alguma grade de programação do tal canal.

… e foi assim que eu me deparei com esta tetéia, com acento e tudo:

 

 

Eu sempre sofro junto com o zê do verbo trazer, sabe? Sei lá, acho que sinto pulsar em meu peito a rejeição que ele sofre, sabe? É uma letra que já aparece num verbo todo irregular, quer dizer, não é sempre que ela é convocada pra conjugar (pense no pretérito perfeito do verbo trazer – mas pense mesmo, bota o neurônio pra funcionar – que você vai entender o drama do zê do verbo trazer), então já se sente inferiorizada. Daí, quando ela tem que aparecer, nego vem e troca ela por um ésse, e transforma o verbo em preposição. Dói isso, viu? Esse desprezo, esse desdém, esse pouco caso…

Aí, eu nem me refaço do desgosto compartilhado com a letra zê e encontro esse neologismo Padre Quevedo (isso non ecziste!) do devolta

Portanto, amebas, aprendam de uma vez por todas: pensou em verbo trazer, tacou um zê. ESQUEÇAM DO ÉSSE NO VERBO TRAZER, PELAMORDEDEUS!!!!

Minhas tese sobre o título daí de cima: foi uma vaca ansiosa por um pasto quem escreveu esse troço. Daí foi falar de Rei do Gado, acabou por se empolgar e… fez-se a bosta!

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A crase correta que faz mal ao fígado

quarta-feira, fevereiro 23rd, 2011
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(com agradecimento ao dileto @knownees pea foto enviada via Twitter)

Eu já falei sobre crase aqui, há priscas eras. Vou republicar e melhorar esse post, porque explicar essa bichinha tão mal interpretada nunca é demais.

Uma das regrinhas de crase que ficou faltando naquele post, e vai ter que entrar, é a seguinte:

Quando as palavras forma, moda ou maneira estiverem implícitas na frase, o a recebe o acento grave da crase.

Entendeu nada, né? Calma que eu desenho!

A crase deve ser usada nesses casos daí de baixo:

Fulano cortou o cabelo à (moda/maneira/forma) francesa.

Fiz um arroz à (moda/maneira/forma) grega

Provamos a lagosta à (moda/maneira/forma) Themidor
(ainda que alguns escrevam “Lagosta AO Themidor”, mas deixa isso prá lá, não vou entrar nesta polêmica senão não explico o meu caso).

Então, vamos todos combinar que, seguindo esse raciocínio daí de cima, a tetéia daí de baixo (com acento) estaria correta.

Isso se não fosse por um único porém….

Não existe uma maneira/forma/moda “cebolado”.  O que existe é um alimento que, em alguma fase de seu preparo, foi temperado/decorado/whatever com cebolas, ou seja, foi acebolado

Entenderam por que a crase é tão mal interpretada, coitada? Essas terríveis livres interpretações da crase só perdem em desespero para as terríveis livres interpretações da palavra de Jesus Cristo…

Se me disserem que a crase já foi crucificada, não vou me espantar nem um pouquinho, não vou não….

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R7 invade o reino do UOL

domingo, janeiro 2nd, 2011
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Brasil acentuado. Legal, né?

Que que eu fiz a Deus, vocês podem me dizer?

Tava lá eu quieta no meu canto, sem fazer nada de mais. Só tava aqui na casa da tia do marido, esperando o almoço da família sair… (Enquanto isso, eu pego a pirralhada pelas canelas e viro de cabeça pra baixo pra oxigenar o cérebro. Pra deleite das crianças e alívio geral dos adultos, já que elas sossegaram um pouco…)

Aí o marido me chama e diz que o César Cardoso me mandou um pio avisando desta obra prima do R7. Gente, o R7. O portla que vivia nas minhas graças, issonão pode!!!

Daí eu pensei : ora, acento, em português de Portugal, é o equivalente ao brasileiro sotaque, então vai ser legal, Portugal quer imprimir um quê de Brasil à ONU e….

Nada disso! É hortografia pobremática, mesmo!!!!

Guardem bem esta data: 2 de janeiro de 2011. O dia em que o R7 invadiu o reino do UOL.

R7, aprenda:

Acento, com cê, ou é o equivalente português de sotaque ou são os símbolos ^ ´e `.

Assento, com dois ésses, é cadeira, lugar para se (as)sentar.

(E pensar que a autora dessa tetéia não quis me contratar pra trabalhar com ela…. Olha só Deus castigando, olha só!)

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Madrasta do Texto Ruim exorciza hortografias pobremáticas para que elas não cheguem a 2011

quarta-feira, dezembro 22nd, 2010
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(Agradeço a @bicmuller pela inspiração e a todos os que colaboraram com sugestões para este post! \o/ )

Adivinhem quais as duas palavrinhas erradas do título? (Dica: estão logo no começo porra, bruxa! Altera o título e não altera a piadinha escrota?! bem no meio! 😀 )

Enfim, o ano chega ao… (enfim o ano chega ao fim? Putaquepariu, dona bruxa, que merda de texto é essa?) er…  ah, o ano acaba! Pronto! E você, romântico como sempre, começa com as resoluções de ano novo. Aquelas que você nunca executa ao longo dos 12 meses vindouros: vou emagrecer, vou gastar menos, vou ser mais organizado(a), vou beber menos (primeiríssima resolução a ser quebrada!) etc, etc, etc…

Mas eis que esta bruxa que vos fala vem neste post propor um novo conceito (cortem os meus pulsos, por favor) em resoluções de ano novo: que tal escrever corretamente? Que tal abandonar a hortografia pobremática em 2011?

Porque, como muito bem lembrou @bicmuller, assim como papai noel, há uma lista de palavrinhas que não existem. Se você escreve as beneditas dessa forma, zifio, você sofre de hortografia pobremática.

Muitos casos de hortografia pobremática são de falsos parônimos (palavras que têm  som parecido mas que se escrevem de forma diferente, como em frente e enfrente, por exemplo). Mas isso eu vou explicar abaixo.

Então, vamos à listinha básica de palavras com hortografia pobremática:

  • Concerteza – trata-se de um caso de verbete Padre Quevedo (isso non ecziste!). Escreva com certeza. Separado e com eme, pelamordedeus.
  • Derrepente – mais um caso pro Padre Quevedo. O certo, faz favor, é de repente. Separado e com um érre (quando escrevo érre quero me referir à letra do alfabeto. Conjugação do verbo errar não tem acento, antes que você pergunte!) só. Ou, se você preferir um 2011 com ainda mais classe, troque-o por repentinamente.
  • Encomodar – eparrê-iansã! Se você disser pra Iemanjá que não a quer encomodar em 2011, cuidado: você pode ser vítima de encostos mal-intencionados enviados pela entidade! Acredite, se em 2011 você incomodar, com i, vai incomodar bem menos os outros. Porque incomodar já é, por si só, er…. um incômodo (é, bruxa, incomodar é um incômodo! E não enche o saco, vai ficar assim mesmo!) . Se seus interlocutores ainda forem obrigados a ler a malfadada palavrinha escrita com e, aí é que você vai ficar mal-visto… Faz isso, não, zifio…
  • Admnistração – zifio, fonemas mudos têm limites! A palavra administração é formada pelo prefixo Ad + ministração. E tio Antônio explica que o prefixo ad- vem da preposição em latim ad (‘em direção a, aproximação: adjungir, advogado, administrar). Então, faça o favor de aplicar um i entre o eme e o ene, sim? Seja um bom administrador ortográfico em 2011! (reparem que eu estou meio auto-ajudante, liguem não…)
  • Se admnistração não existe, que dirá adevogado. Faz isso com o profissional, não, zifio! Chame o dito cujo de advogado. Esse, sim, com direito a sonzinho mudo! 😀
  • Outra palavrinha que, se você escrever devagarinho no início de 2011, vai chegar a dezembro nos trinques: esqueça o iorgute, porque ele faz mal, tá estragado. Prefira o ioGURte. Joga o érre pra segunda síliaba e corra pro abraço de todos os lactobacilos vivos! 😀
  • Tudo haver: num enfie o verbo haver onde ele não é chamado, zifio, porque ele não gosta dessa falta de cerimônias. A expressão certa é tudo a ver, ou seja: uma visão em comum. Lembre-se sempre dessa coisa de visão em comum, que você acerta o verbo e não enche os pacovás do haver!
  • Anciedade / anciozo: aprenda, de uma vez por todas. É an-si-e-da-de. Quando o ésse vem depois de uma consoante não precisa virar dígrafo, porque tem som de cobrinha (sssss).  Diga-se de passagem, quem me ensinou isso foi a tia Maria Augusta, quando eu era alfabetizada. Sua professora de alfabetização não te contou isso, não? Deveria, viu? Naquela época, meus neurônios eram uma esponja de informações, guardavam tudo o que contavam a eles. E guardam até hoje! Lembre-se: ansiedade.

Atualização sugerida pela Ana Pettres:

  • Simplis / simplismente: Sério que você escreve isso? E não se envergonha da barbaridade, zifio? Vossuncê num  tem pena da pobre professorinha que te alfabetizou, não? Isso dá desgosto, zifio! Escreva simplEs. E simplEsmente. As duas palavras com é (sou carioca, falo é. Se você fala ê, problema seu.). Não, não pergunte por que se escreve assim. Apenas aceite o fato de que É (verbo, não vogal) assim. E (conjunção, não a vogal paulistana) que você está errado.
  • Seje: Xuxa, minha filha, sei que você é rica, linda e tals, mas vamos inovar em 2011? Que tal falar português fluentemente? Tomemos como exemplo o verbo SER. Sabia você, Xuxa, que não existe seje? Eu juro! Olha só:

Verbo Ser – presente do subjuntivo:

eu seja
tu sejas
ele seja
nós sejamos
vós sejais
eles sejam

Verbo ser – imperativo afirmativo:


seja
sejamos
sede
sejam

Palavras de tio Antônio Houaiss. Então, Xuxa e todos os outros, aceitem de uma vez por todas o fato de que SEJE NÃO EXISTE ,PORRA! O CERTO É SEJA!

  • Aliás, tudo o que você ouvir que termina em oso ou osa, entenda: escreve-se com ésse. É o caso de gostoso (gostosa), belicoso, monstruoso, formoso, etc, etc, etc. Se você escreve gostozo, saiba que tem gente reparando que você faz coisa feia.

Outras coisinhas a serem lembradas:

  • Mal é o contrário de bem, e mau é o contrário de bom. Saiba onde enfiar o éle e o u, pelos deuses!!! É bem-humorado e mal-humorado, e bom humor e mau humor! Não vá me enfiar o éle no lugar errado, hein?
  • O verbo trazer escreve-se com zê. Reprima, portanto, todos os ímpetos de escrever com ésse conjugações desse verbo. Aproveite para se lembrar que o particípio passado de trazer é trazido, por  favor. Trago é presente do indicativo! Eu trago boas notícias!  O particípio passado é eu havia TRAZIDO boas notícias.
  • E, se você ainda não descobriu qual a diferença existencial entre um verbo e uma preposição, guarde apenas o seguinte: atrás, detrás por trás é tudo com ésse. E, por mais que você queira, aceite o fato de que elas nada têm a ver (Viu? Ter a ver!) com o verbo trazer.

Além disso, é bom lembrar que, se conjugações verbais soem (ah, vá no dicionário direto pro verbo soer. Não vou ficar aqui de babá de analfabeto, não! Pronto! Fiquei malcriada!) ser escritas na terminação AM, e o certo é escrever vejam, corram, leiam etc, etc, etc, por outro lado é bom lembrar que isso todo mundo já sabe. E, quando escreve errado, é de propósito! Então, antes de corrigir quem escreve vejão, corrão, leião, verifique se a hortografia pobremática foi cometida de propósito ou se foi, de fato, um lapso (iiiihhhh… vai me dizer que você não sabe o que é lapso?).

Esses são os meus votos de feliz (e ortograficamente correto) 2011 para você e todos os seus!

Vá em paz e que todos os deuses te acompanhem, zifio! 😀

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Objetivando disponibilizar posts terceirizados – Obrigada, Globo Esporte! \o/

domingo, outubro 17th, 2010
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Este post daqui foi publicado hoje no site do Globo Esporte.

Mas poderia ter sido feito por esta que vos fala.

Por isso mesmo, limito-me a fornecer o link apenas.

Essas coisas me enchem de orgulho, viu?

Madrasta do Texto Ruim fazendo escola! A-mey! \o/

Obrigada, Globo Esporte!

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Pão de bunda

segunda-feira, setembro 20th, 2010
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Ufa!

Há quanto tempo não me aparecia uma hortografia pobremática de raiz! Finalmente, tava começando a ficar com saudades..

Favor notarem a diferença entre glúteos e glúten.

Assim que eu estiver no computador onde Tio Antônio mora, vou atualizar este post com as devidas definições, OK?

(Vou nem entrar no mérito de que o verbo conter, nas conjugações do plural, recebe acento circunflexo. Traduzindo: não é os produtos contém, é os produtos contêm)

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/o\ Brasil, daqui há pouco, será cede da Copa do Mundo /o\

terça-feira, setembro 7th, 2010
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Gente, absurdo essa minha falta de tempo, viu?

Tô aqui com um mondi e-mail de ectoplasma amigo e não consigo postar!

Este aqui é do Megale, âncora das manhãs da BandNewsFM são Paulo (e rede) e personal galo de estimação 😉

O pobrezinho me passou este e-mail em junho, e fica parecendo que eu esnobei! claro que não, zifio! Esnobei, nada!

Daí que o galo de estimação dos ouvintes paulistanos da Band News FM recebeu por e-mail um daqueles releases maravilhosos que reproduzem opiniões [bocejo] de formadores [boceeeeeejo] de opinião. Este, em questão, trazia azidéia de uma especialista em tributos sobre a organização da copa do mundo de 2014 blablabla whiskas sachê blablabla.

O problema da tchutchuca é opinião de mais e ortografia e gramática de menos.

Será possível que ninguém avisou pra moça que o verbo haver só se usa pra falar de tempos passados, e pra se referir ao futuro a gente usa a preposição a? Ou seja: daqui a um mês ou mais, né, minha tia?!?!?!

E que diabos significa cediar? alguém por favor manda a dona economista de volta pra escola, pq ela tá pensando demais em tributos e de menos em ortografia?

Alguém, por exemplo, O ASSESSOR DE IMPRENSA QUE ENVIOU ESSE TEXTO SEM LER DIREITO E VER A BOSTA QUE APRONTOU?!?!!?

Porque dona tia não marcou touca sozinha, não marcou, não…

Taqueopa…

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Cuidado, Deus é petista

terça-feira, agosto 31st, 2010
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Não, não me acusem de ser petista. Não me digam que estou defendendo o PT. Não tenho poderes para isso (felizmente ou infelizmente, o advérbio de modo fica a seu critério). Já tem um tempo que eu defendo a tese de que não só Deus é brasileiro como ele carrega uma estrelinha vermelha na lapela.

Porque, né? Eu, na qualidade de Madrasta do Texto Ruim, tenho alguns parcos poderes para exorcizar textos mal escritos. Mas só Ele, que tudo vê e a tudo assiste, tem poderes de castigar os outros.

Deus já defendeu PT e Lizinácio de poucas e boas, viu? Já deixou nego escapar daquela história do mensalão (malcontado bagarai, né? Confesso que eu não entendi lhufas do que aconteceu, em parte por que a primeira pergunta que eu fiz quando começou o quiproquó – “Como assim Roberto Jefferson?!?!?!” – nunca me foi respondida. Fiquei sem entender a novela…), daí quando começou a ameaça de apagão Deus fez chover nas cabeceiras dos rios e acabou a ameaça de apagão, daí veio a crisona internacional braba que, no frigir dos ovos, foi-nos uma marolinha mesmo, e…

… e finalmente chegamos ao texto do Ig.

Quem manda sacanear sindicalista protegido por Deus? Pois o Altíssimo castigou, e castigou feio…

Confiram o que aconteceu na sequência dos parágrafos:

Segundo Roberto Santiago, coordenador sindical da campanha de Marina, deputado federal e consultor da UGT, a candidata do PT diz que é “amiga do movimento sindical, mas não é”. Santiago também atacou Serra e disse que o tucano tem “aljeriza” [Ooops! coisa feia, zifio! O certo é ojeriza, companheiro!] (sic) [daí vem o texto da reportagem do Ig e, corretamente, indica que trata-se de reprodução das palavras de terceiros, e que a expressão não é do redator do texto em questão. OK. Correto. Identificou um erro de português e destacou. Poonto positivo!] pelo movimento sindical.

O sindicalista Temístocles Marcellus, dirigente do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), também não polpou [aí vem o parágrafo seguinte e a zifia redatora marca uma touca dest’amanho, e decide que o verbo poupar e todas as suas conjugações se escrevem com a letra éle. Aham, sei… viu que castigo, zifia? Isso é coisa de Deus, cuidado…] críticas à candidatura de Dilma Rousseff.(…)

Ojeriza é uma palavrinha sacana e safada, que em espanhol é escrita com agá e em português não é (tem outra que é assim também, mas não me lembro agora qual é)

[plim, plim!]

Mensagem do Luiz Zampollo clareia os neurônios desta que vos fala e lembra qual a outra palavra que em português não tem agá mas ganha a referida letrinha na língua espanhola: “ Umidade – Humedad.”).

Voltemos ao texto do post, pois…

[plim, plim!]

E não é lá tão usada assim, nego tem o direito de, vez que outra, escorregar (é, tô tomando partido, sim, tá pensando o quê? Cês querem que eu brigue com DEUS?!?!?! TÁLOKA, SANTA?!?!!?!).

Mas o verbo poupar é pouquinha coisa mais usado que ojeriza, né?

Enfim, quem sou eu para brigar com Deus, né? só servi aqui de canal de fofoca, mesmo….

Quer dizer, eu não. Quem me mandou esse e-mail foi o Jefferson Alves… eu só servi de…. de quê, mesmo? 😉

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Acentos separados, por favor…

sexta-feira, julho 16th, 2010
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Comprei passagens aéreas pra primaiada vir me visitar aqui em Brasília. Porque, né? Ninguém na família sabe andar de vassoura e tals.

Em conversa pelo MSN com a prima, confirmei a compra das passagens. E ela me perguntou:

– Os acentos são juntos?

Fui obrigada a responder:

– De forma alguma! Acento é um por palavra! Num exagera, menina…

Tivesse ela me perguntado

– Os assentos são juntos?

Eu teria respondido, ato pronto:

– Claro que sim! Janelinha e corredor, fileiras 8 e 9, lado direito!

Mas eu sou uma mala, mesmo….

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O índio militar, ou o dia em que o R7 capitulou

quinta-feira, julho 1st, 2010
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Ó, tô de luto. Tô com desgosto da vida. Culpa do R7. E também do Serra. E do DEM. E do PSDB. Ah, do mundo!

Vocês sabem o quanto eu me orgulhava do portal da Rede Record, né?

Pois é. Hoje meu mundo caiu.

Olha a tetéia digna de UOL que o R7 me aprontou aí em cima!

Porra, R7! isso é coisa que se faça?!?!?!!? A formação é de CARTEL, CAR-TEL!!!

Quartel num tem nada a ver com isso daí de cima, não, pô!!!

Falaê, tio Antônio!

Cartel
n substantivo masculino
1 carta que se envia a alguém para desafiá-lo; provocação
2 mensagem pública; anúncio, aviso, cartaz
3 relação de vitórias, títulos ou premiações obtidos por uma pessoa, uma entidade ou uma obra
Ex.: o c. de um lutador de boxe
4 Rubrica: comércio.
acordo comercial entre empresas, visando à distribuição entre elas das cotas de produção e do mercado com a finalidade de determinar os preços e limitar a concorrência
5 Rubrica: termo militar.
acordo realizado entre chefes militares beligerantes relativo à troca de interesses, em particular à troca de prisioneiros

Quartel
substantivo masculino
1 a quarta parte de um todo; quarta
Ex.: poupa anualmente um q. de seu salário
1.1 Derivação: frequentemente.
a quarta parte do ano; trimestre
1.2 Derivação: frequentemente.
a quarta parte de uma semana de trabalho
2 qualquer espaço de tempo; período, época
Ex.: costumavam reunir-se no último q. do dia
3 Rubrica: metrologia. Regionalismo: São Paulo.
alqueire (‘unidade de medida agrária’)
4 Rubrica: termo de marinha.
cada uma das seções desmontáveis de assoalho, tampo ou plataforma de uma embarcação
5 Rubrica: termo de marinha.
seção de amarra, de 12 ou 15 braças de extensão
6 Rubrica: termo de marinha.
m.q. alheta (‘parte curva’)

Mas acho que isso é vingança de tucano, viu? Pô, tava aqui gargalhando com a saga brancaleônica dos tucanos em busca de um vice-presidente pra compor a chapa com o Serra! O festival de piada pronta fervia meus neurônios! Primeiro foi o vice Dias que durou algumas horas; depois, geral começou a dizer que não há vice como Rubinho Barrichello. Tava quase apostando que o PSDB iria desistir do Brasil e chegar a Aurocastro (Não entendeu a história de Aurocastro? então, clicaqui. Mas eu recomendo mesmo clicar aqui e ver o filme todo. Imperdível. Até porque eu tenho cer-te-za que, no final do filme, você vai gritar: “Gente, o Brancaleone é o meu chefe!!!”).

Daí os tucanos vêm e rogam praga pra eu ficar com desgosto.

Magoei.

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As datas aprazadas e a efetuação da cópula

terça-feira, junho 29th, 2010
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Daí que eu me lembrei desta historinha que aconteceu há algumas eras com um certo marido, e tenho que compartilhá-la por aqui…

Estava o tal do marido a atualizar o site da empresa onde ele trabalhava. Ele precisava incluir informações sobre pagamentos de dívidas blablabla whiskas sache blablabla. O público-alvo da e-missiva (adooooro essa e-xpressão! 😀 ) eram autoridades que, embora autoridades fossem, não eram lá muito amigas do vernáculo. Amebas, portanto.

E o que me abespinha nessas horas é perceber que ameba é uma raça que não sabe se inter-comunicar. Elas têm uma dificuldade de conversarem entre si que é uma coisa. Pensando bem, não fosse assim não seriam amebas, né?

Maseutavafalandode… ah, sim! O texto que o tal do marido recebeu! Foi sofrivelmente escrito por uma ameba escrevente, cheio de gerúndios e clichês e, lá pelas tantas, falava em pagamento dos títulos nas “datas aprazadas”.

Tá certo que aprazar é verbo registrado por tio Antônio, que diz que:

Aprazar
n verbo
transitivo direto
1 marcar (tempo ou prazo) para realização de alguma coisa
Ex.: resolveram a. imediatamente o encontro
transitivo direto e bitransitivo
2 restringir, delimitar (o prazo, a duração) de
Exs.: era preciso a. o fim da obra
aprazou um ano para o término da dissertação
Mas se você pensar direitinho, e com a cabeça do público-alvo do texto (/amebas), chegará à conclusão que esse verbim daí não é de muita felicidade, não. Inda mais se o leitor em questão tiver inteligência suficiente para  entender que a palavra em questão foi fruto de um erro de digitação: em vez de aprazadas, deveria ser atrazadas. Porque, claro, atrazado se escreve com zê, né? (NÃO! É COM ÉSSE!!)

Então, o marido em questão resolveu trocar a expressão “datas aprazadas” por “datas combinadas”. E o autor do texto, ao refazer a releitura da redação antes de a bendita ser carregada para a página da empresa, voltou para a expressão original: “datas aprazadas”. E justificou:

– Isso é uma expressão técnica. Quem lê tem a obrigação de entender isso.

Argumento falho, fraco e errado, por alguns poucos mas excelentes motivos:

1- A obrigação maior e principal para a compreensão do texto é a do autor da redação. É ele quem tem que se fazer entender, sem dar margens a duplos sentidos ou duplas interpretações. Se você disser “bolinhas amarelas” e o seu leitor entender “listras azuis”, o erro foi principalmente seu por não saber como fazer o seu leitor entender “bolinhas amarelas”.

2- Aprazar não é expressão técnica. É apenas um verbo metido a besta, que pode – e deve – ser substituído por outro de maior clareza sempre que possível.

Mas o marido em questão não tinha autonomia pra alterar o texto. E a missiva em questão foi levada à página web da empresa com a expressão rococó empolêixon “datas aprazadas”.

Cansado, triste e frustrado, o marido em questão desabafa com a mulher, que costuma exorcizar textos mal-escritos (disse que fui eu? Então, não conclua coisas que eu não disse, detetivões! 😛 ), e conta a história de “datas aprazadas” ter virado “linguagem técnica”.

A esposa do marido, então, ensinou-lhe o seguinte:

– Meu amor, da próxima vez que alguém insistir em enfiar linguagem técnica onde não deve, diga a essa pessoa: “Fulano, efetue cópula”. Daí, quando o Fulano perguntar o que é “efetuar cópula”, você explica que é “vá se foder” em linguagem técnica…

Infelizmente, o marido nunca disse isso pro autor das “datas aprazadas”. Ah, o excesso de educação….

😉

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O ciso e o acordo celado

sábado, maio 22nd, 2010
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Carambolas! Patavinas! Pantufas! Será possível que essas amebas celibritivas não me deixam nem fazer mudança em paz?

Eu tentei ignorar o ciso operado do Luciano Huck no twitter. Esse já é caso perdido, meus exorcismos não têm poder sobre a hortografia pobremática do narigudo marido de Angélica. Mas o fato é que perdi a imagem desse pio, esqueci de orar aos deuses do print-screen na ocasião.

Mas não dá pra ignorar um acordo celado, né?

e o negócio inda tá no ar, aqui!

Alguém avisa ao Yahoo Notícias da existência do verbo selar, por favor?

Selar
n verbo
transitivo direto
1 apor sinete em; marcar
transitivo direto
2 Derivação: por extensão de sentido.
colocar estampilha, selo ou carimbo em
Ex.: s. uma carta
transitivo direto
3 Derivação: por analogia.
reproduzir figuras, estampas etc. em; estampar, imprimir
Ex.: s. um tecido
transitivo direto
4 cerrar, fechar (hermeticamente)
Ex.: s. um cofre
transitivo direto
5 Derivação: por metáfora.
tornar efetivo por meio de um sinal qualquer; confirmar, validar
Ex.: s. um contrato
transitivo direto
6 Derivação: por metáfora.
concluir, pôr fim a
Ex.: s. a tese
transitivo direto e pronominal
7 tornar(-se) sujo; emporcalhar(-se), sujar(-se), manchar(-se)
Exs.: s. a roupa
s.-se com tinta fresca
pronominal
8 aceitar de bom ou mau grado; submeter-se, sujeitar-se
Ex.: s.-se à realidade de uma situação difícil
transitivo direto
9 Derivação: por analogia (da acp. 2). Rubrica: futebol.
m.q. carimbar

Porque, quando perguntei ao Tio Antônio sobre o verbo celar, ele foi bem educado:

Pronto!

Aproveito para agradecer à Gabriela, dileta ectoplasma suína que me enviou o link celado.

Agora, amebas, pelamordedeus, comportem-se, porque eu tenho que acabar a minha mudança!

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O dia em que o revisor do R7 ficou com sono

quarta-feira, abril 7th, 2010
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Vocês sabem muito bem que eu forço a barra pra incluir alguma coisa do R7 aqui no caldeirão. Vou fazer de novo. Não sem antes agradecer ao Cardoso por mais uma cantada de bola.

Pô, foi só um errinho de dedo, coitado! Nada de grave, como erro de concordância ou erros ortográficos berrantes. Mas é que coisas desse tipo são raras de acontecer no R7, e têm que ser sorvidas como se fossem caviar.

Enfim, o erro tá aqui. Se, quando você clicar nesse link, não encontrar mais nada, eis aqui o presente dos deuses do printscreen:

Twem nem o que corrigir...

Tem nem o que corrigir...

Foi só um sobriviveu de nada, mais um notócias. Errinho bobo de digitação. Provavelmente obra de quem tá com sono, doido pra ir pra casa, e ainda tem que ficar falando de Glória Perez às onze da noite de uma terça-feira (coisa que ninguéééééééééééééééém merece!)

Pois vá em paz, zifio, cê tá perdoado! Nem sei se você vai gostar de meus votos, mas que Nossa Senhora da Boa Ortografia lhe ilumine os caminhos, inclusive na hora de muito sono, sim?

E, se quiser figurar neste caldeirão com toda a pompa e circunstância, sugiro um cursinho básico c’os povo daqui

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Pneus recauchutados, português careca (ou com a cara enfiada na terra feito avestruz por causa da vergonha alheia que o texto causou, vai saber…)

quinta-feira, março 18th, 2010
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GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Já vou avisando: esse post é forte demais para pobres corações desavisados.

Resolvido a me chocar, marido me mostra este site aqui [aviso da bruxa: ao clicar no link fornecido, certifique-se de que você não tem canivetes ou facas por perto, porque a vontade de cortar os pulsos será incontrolável], de uma empresa que faz recauchutagem de pneus para veículos pesados.

Vou nem entrar no mérito do uso do Flash, nem dos desenhos, nem de nada do que ainda está te chocando (e por favor, pare de pensar em facas nos pulsos!). Vou direto pro texto em destaque aí em cima (que, justiça seja feita, está à altura do site):

Fundada em 1.973, a Centro Sul pneus surgi, no mercado, atuando no seguimento de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagme de Pneus, nos Sistemas á quente e a frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.
A Vulcanização á Frio, também conhecido como, Pré moldados, é controlado pôr sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade

Fundada em 1.973 [De acordo com o Manual do Estadão:  “Escreva os algarismos, de 1.000 em diante, com ponto: 1.237, 14.562, 124.985, 1.507.432, 12.345.678.543, etc. Exceção. Na indicação de anos não há ponto: 1957,1996, ano 2000“. Como se esse fosse o maior dos erros desse texto!], a Centro Sul pneus surgi [Ai. É surgEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, com EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE], [e essa vírgula aqui?!?!?!!?!? É pra separar o quê de quem, Deusdocéu? Entre sujeito e predicado LÍNGUA NENHUMA DO MUNDO ACEITA VÍRGULA!!!!] no mercado, atuando no seguimento [é nisso que dá confiar cegamente em corretor automático de texto! Seguimento inté inzeste, como diriam os matutos, mas não serve pra falar o que o seu moço quis dizer não! Aqui, o correto seria segmento, mesmo!] de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos Sistemas á [aê, meu tio! Sabe aquele botãozinho no teclado que tem uma setinha apontando pra cima? ele é conhecido como botão de shift! (lê-se xífite). é parecido com o botão de maiúscula da máquina de escrever. Então, se o senhor apertar o xífite e o botãozinho dos acentos ao mesmo tempo, o senhor consegue o acento da crase. Mas não se avexe em corrigir o acento, porque esse a não tem nem acento pra esquerda nem pra direita, num visse?] quente e a [se o cabra acentuou o “á quente”, por que este daqui não foi acentuado? pô, se é pra errar que mantenha ao menos um padrão, oras…] frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.

A Vulcanização á [Já contei lá em cima a historinha do botão do xífite. Mas aqui também não tem acento, viu, meu tio?] Frio, também conhecido [Cristorrei… A vulcanização é conhecidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!] como, [e essa vírgula daqui também foi excesso, tá?] Pré moldados, é controlado pôr [ô, meu tio! Na ortografia da língua portuguesa que em vigor estará até 2012, pôr com acento é verbo! Nesse caso daqui, você usou uma preposição! Num carece de acentuar, não! E, pelo que me indica tio Antônio, a Nova Ortografia mantém essa regrinha, num visse?] sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial [Certo, certo… grande diferencial, né? Três mamilos acompanham?] em nossa atividade.

Será que tem jeito? Vamos recauchutar esse texto: (Aiomeucagalho! o @#$%$%¨$%¨$% do WordPress não tá mais marcando palavras cortadas! ‘Bora refazer a correção, porque eu dei “publicar” e nem fui no site ver como ficou depois… malzaê, galera! Ofereço minhas costas para açoite por três segundos! 😀 )

Fundada em 1973, a Centro Sul pneus atua no segmento de Recondicionamento de pneumáticos (Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos sistemas a quente e a frio), nos quais emprega tecnologia totalmente automatizada e de última geração.

A vulcanização a frio, também conhecida como pré-moldados, é um processo controlado por sistema informatizado (3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade.

Pronto! Agora, o veículo pesado pode rodar quantos quilômetros quiser, que não derrapa mais nas curvas da ortografia nem da gramática! Vá em paz, e que São Cristóvão e nossa Senhora do Bom Texto lhes iluminem os caminhos!

E que Nossa Senhora dos Erros de Revisão ilumine meu aplicativo WordPress, porque o troço tá batendo pino aqui!!!!

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