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Cuba, o aplicativo lançado e o cacófato anunciado

sexta-feira, agosto 22nd, 2014
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Guardem esta data. 21 de agosto de 2014.

Esse cacófato estava mais que anunciado e avisado. Na verdade, ele é tão velho quanto a Cuba Libre. Mar de meio século balança (uy!) as partes desse cacófato.

Daí que, mesmo com todo o aviso do mundo, mesmo com toda a Guerra Fria, o cacófato foi cometido. Pela agência Efe, que fique registrado. Que arrastou um bando de distraído web afora.

Aí geral orou aos deuses do print-screen só ao ver a manchete do G1. Gente parcial…

Eu fui ao Google. E encontrei mais. Vamos contar?

cubalanca1

Um

 

cubalanca2

Dois

 

cubalanca3

Três

 

cubalanca4

Quatro

 

cubalanca5

Cinco

 

cubalanca6

Seis

 

cubalanca7

Sete E VAI MELHORAR!

 

 

cubalanca8

oitoooo! U-OL! \o/ \o/ \o/

 

Mas aí geral se deu conta do ridículo e correu pra mexer no verbo lançar. Que pena…

 

Primeiro foi o

cubalanca9

 

E, finalmente, aquele sacaneado por todos, o G1:

cubalanca10

 

De resto, ninguém sabe exatamente qual é a desse lançamento, porque tá todo mundo cantando

 

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TV Folha e a Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, ou o facepalm na cara da sociedade inteligente

terça-feira, março 18th, 2014
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(Pra quem não sabe, facepalm é o nome daquele tapa que você dá na sua cara com a parte de dentro da mão, quando pensa “Ai, meu Deus, que burrice!”

Véi, sei nem por onde começar. Apenas digo pra você estourar umas pipocas porque o papo vai ser longo (traz um guaraná pra acompanhar, também, por favor…)

 

(CLique por sua conta e risco. Não aceitamos reclamações.)

A TV Folha fez um vídeo sobre os líderes da Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, edição 2014 (que doravante chamarei MFDCC, tá? Quero colocar essa marcha em pé de igualdade com eventos tipo Fashion Week). Daí que tem muita gente que não consegue ver o vídeo até o final por sentir repugnância. Então, eu resolvi ser bem legalzinha com vocês e descrever o vídeo. Porque o conteúdo é tão ruim, mas tão ruim, que beira a tragicomédia. batman-facepalm

Mas ó: total apoio a quem não conseguiu ver o vídeo até o fim. Nunca minha vergonha alheia atingiu níveis tão altos. A primeira vez que eu vi o vídeo acabei horrorizada, embaixo da mesa, com um saco de papel na cara porque OLHA… vamos contar o número de facepalms que eu fiz em cinco minutos de vídeo?

#Facepalm nº 1: Aos dezoito SEGUNDOS, com o primeiro personagem do vídeo, o Historiador Equivocado. O moço diz que “o povo foi às ruas” no dia 19 de março de 1964.

Aí, fera, fala uma coisa dessas não que pega supermal pra você… pra começo de conversa, vamos definir “povo” na frase do tio aí de cima. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, as Marchas de 1964 foram “organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas”. Então, pra ficarmos dentro dos parâmetros de honestidade, devemos dizer que a Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade foi organizada por setores da sociedade. Povo, não. Povo, povão, mesmo é a parte da sociedade que ou tá ocupada demais ralando o dia inteiro, ou tá enfrentando trânsito no transporte público a caminho de casa/trabalho ou tá fazendo faculdade à noite.

che-facepalm#Facepalm nº 2- Aos 32 segundos ele fala em contrarrevolução. Porque, né? Eles estavam se pelando de medo de um (favor ler com voz fantasmagórica) goooooolpe comuniiiiiiiistaaa…

Cara, em 1964, por mais insólita que a sugestão já parecesse (Jango Goulart, fazendeiro E comunista? Não rola, é contradição entre termos…), ainda fazia algum sentido no contexto do fla X flu da Guerra Fria, disputado a ferro e fogo entre Estados Unidos e União Soviética.

Mas em 2014?!?!?! Golpe comunista em andamento? Naonde que tem golpe comunista? Vivemos a mais capitalista das eras do Brasil, estamos a pleno consumo e a pleno emprego! Tá em dúvida? Pergunte a um banqueiro o que ele acha de golpe comunista em 2014…

#Facepalm nº 3: Entra em cena o segundo personagem do vídeo, o Esclarecido do Agronegócio. Fala em “setores esclarecidos da sociedade”. Tá. São esclarecidos. Mas me digam, por favor: que tipo de esclarecimento eles têm? A respeito de quê? O que eles sabem que a gente não sabe? Conta tudo pra gente, por favor…. (e até o fim do vídeo ele conta tudo, uma coisa….)

Aí, mais adiante, o Esclarecido do Agronegócio vai e diz que “A sociedade vem sendo imbecilizada há 50 anos, por todos os governos do crime repetidos” #facepalm nº 4: mas meu tio, pelo amor de Santa Genoveva, juntou tudo no mesmo balaio? Militar, não-militar, PT, PSDB… esclarecidão o senhor, hein?

Mas espere… se o governo militar há 40, 50 anos era um “governo do crime”, como o senhor mesmo disse, por que o senhor quer voltar com os militares? Então o senhor apoia o crime? Cejura? Mas cejura mesmo? É impressão minha ou o senhor, do alto do seu esclarecimento, caiu em contradição?dog_facepalm

E a Mãezona de Família, preocupada em educar a filha de 17 anos, é a nossa terceira personagem. Gente, alguém avisa que a filha dela não terá problemas com os estudos, pelo contrário? Ela pode se valer do Ciência sem Fronteiras para ir estudar no exterior, e ainda volta doutora! Fique à vontade pra confiar na Dilma, dona Mãezona! Tá, parei.

A Mãezona de Família nos traz o #facepalm nº 5: o Brasil vai virar uma Venezuela e uma Cuba, e teremos quilômetros de filas pra comprar papel higiênico ou frango. Mas minha tia, com tanto empresário de comércio varejista salivando porque as vendas estão em franca expansão, onde já se viu esperar desabastecimento, falta de comida?

Quarto personagem do vídeo, batizado por um amigo do Facebook de “o Politizado em Download”. Que diz que é politizado a 85%. (O download falhou, coitado, cês tão vendo como é importante votar logo o Marco Civil da Internet, gente?) Só essa do politizado a 85% já renderia o sexto facepalm, mas minha cara tá doendo de tanto tapa que eu tô me dando. Vou dar um desconto.

Voltamos ao Esclarecido do Agronegócio, que nos diz agora que “os anseios da presidenta das república não representam os anseios da maioria da sociedade”. OK, aqui não dá pra economizar. #facepalm nº 6.

dilma-rousseff-facepalm[suspiro] Tio, é assim: de-mo-cra-ci-a. Aquele lance que diz que todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Esse lance é corroborado por um troço chamado e-lei-ção. Um megaevento, com megacobertura da imprensa, onde as pessoas vão e contam pra um troço chamado urna quem elas querem que seja o representante delas. Daí, ao final do dia, a urna é aberta e descobre-se quem teve mais votos. Esse carinha mais votado é o eleito. No caso, Dilma Rousseff foi escolhida em 2010 como a pessoa que a maioria da sociedade quer que seja a representante máxima do país.

Em democracia não rola esse lance de “setor esclarecido o voto vale mais; setor menos esclarecido o voto vale menos”. É tudo um para um. E se ela não corresponde aos anseios da sociedade mais esclarecida, corresponde aos anseios de todo o restante da sociedade. “Ah, Dilma Rousseff não me representa!” Ótimo! Direito democrático seu achar isso! Vamos pras urnas, escolher um candidato que te represente? Daí , fale com os seus e peça que eles também votem nesse candidato. Quem tiver mais votos, leva. Combinado?

Voltamos à Mãezona que diz que morre de vergonha dos políticos. Tia, aceite umas pipoquinhas aqui do meu balde, e vamos conversar. O que tem de mané que não me representa não tá no gibi. Mas o que fazer se eles representam outros setores da sociedade? Pedir divórcio do resto da sociedade? Num rola, né?scully_facepalm

Eis que retorna à telinha o Historiador Equivocado, dizendo que “não votaria num candidato com menos preparo do que eu!”. Ele, por exemplo, não teria problemas em achar um candidato em quem votar, porque eu listo vários com mais preparo do que ele. A começar pelos professores de história que sabem o que realmente significou a marcha das famílias em 1964. Aí ele diz que não vota em quem fala português errado. Querido, se for assim, você vai limar todo mundo! Pode começar com os que se dizem os “melhor(es) preparados”, porque o superlativo de locuções adjetivas é feito com mais. Então, o superlativo de “bem preparado” é “o mais bem preparado”. Mas isso aqui não é aula de português, e sim exercício de masoquismo. Voltemos aos facepalms.

O #facepalm nº 7 é um oferecimento do Politizado a 85%, que nos fala em “intervenção militar provisória”. Bom, eu vou evitar o caminho mais fácil de mandar o tio acabar o download de politização dele. Também vou evitar chamar a atenção de vocês pro tanto que o sujeito gaguejou antes de falar esse troço. Vamos lá. [longo suspiro].

Zuckerberg_FacepalmExiste um calhamaço de texto chamado Constituição da República Federativa do Brasil. Troço mó legal, levou um bom tempo pra ser feito, e foi resultado de muito esforço e muito consenso de vários setores da sociedade, representados por Parlamentares Constituintes.

Daí que essa Constituição prevê intervenções militares. Em casos extremíssimos. Falha no download do seu app iPolitizado 2.0 não é um deles, OK? E por provisório, entende-se um troço com prazo final. Quem, como e por quê vai determinar o fim desse prazo? Da última vez, imaginava-se que seriam alguns meses, e foram 21 anos. Ou seja: não rola, esquece.

Voltamos ao Esclarecidão do Agronegócio que nos diz que o grupo dele almeja seis objetivos nacionais permanentes. Bora conferir?

1- Democracia – check

2- Progresso – check

3- paz social e ordem pública – ah, tem sempre uns doidos que querem a volta da ditadura, mas nada que seja a transubstanciação do caos, né? Oops!

4- Soberania – check

5- Integração nacional – check

6- Integridade nacional – check

Isto posto, qual é mesmo o motivo da sua manif?

E mais uma vez a Mãezona dizendo que acha um absurdo não poder andar armada. Olha, gente, mó alívio saber que as famílias de Deus adoram andar armadas. É uma forma doce e singela de espalhar a mensagem de amor de Deus, né? Certeza que Deus tá jesus-facepalmmorrendo de orgulho da tradicional família armada brasileira.

Mas espere! O #facepalm nº 8 traz o Historiador Equivocado com a grave denúncia de que estão tentando implantar um bloco socialista na América Latina! Gente, alguém aperta o F5 desse pessoal, pelamor? Avisem que quem nasceu quando acabou a Guerra Fria já completou meio quarto de século? E que a Agenda Mundial já virou um bocado de página?

Não existe mais isso de “implantar o socialismo” ou “implantar o bolchevismo”, fazfavor! O que todos temos, salvo esta ou aquela nação, são regimes 100% democráticos com políticas de governo mais à esquerda ou mais à direita. Noves fora, os direitos individuais das pessoas permanecem I-NAL-TE-RA-DOS!

E se você pensa que o #facepalm nº8 foi o auge do vídeo, você ainda não viu o #facepalm nº9: o Teorema das Ferraris. Foi o Equivocadão quem desenvolveu o conceito (pára de rir, coisa! Tô falando sério!): “Imagina eu tendo uma Ferrari, tu tendo (o Godzilla-FacepalmEquivocadão não vota em si mesmo, isso é fato!) uma Ferrari, todos aqui tendo uma Ferrari. Imagine todo mundo tendo condições de viver num mundo igualitário. Não existe isso!” Aí não agrega mais valor ao camarote, tem que ver issaê! Traz a bebida que pisca! No que a Mãezona completa: “Isso é uma coisa nítida! Só quem mora no Morumbi já sabe!”

Ou seja: se você ralou pra caramba pra fazer a sua faculdade, se trabalhou até não poder mais pra comprar um carro, ou a casa própria, isso não pode! Você é pobre e tem que saber do seu lugar e se contentar com seu reles papel de serviçal na sociedade! Tudo isso explicado com o Teorema da Igualdade das Ferraris.

Não foi à toa que esse moço recebeu a alcunha de Equivocadão…

(Ah, sim: só pra lembrar, o #facepalm nº 1 foi o Equivocadão falando em povo, tá? Volta lá em cima pra conferir que eu espero…)

Chegamos àquele que é o meu #facepalm preferido, o #facepalm nº10. O Esclarecidão e o Equivocadão chegaram nos Illuminatti! Gente, agora tudo faz sentido! “Quem manda no Brasil não mora no Brasil, quem governa o Brasil é o Dono do Mundo”, diz o Equivocadão. Não sei se penso em Antônio Fagundes como protagonista daquela novela de mesmo nome do Gilberto Braga, ou se me lembro daquela música infantil dos anos 1980: “Vê qual é o nome do dono da terra, inventor do céu e do mar”. Acho que fico com o Fagundes…

Mas o melhor mesmo é quando o Equivocadão diz que o nome do Dono do Mundo é o Barão de Rotixíude.

Geeemt… Rothschild (lê-se róts-tcháudi) mudou pronúncia e ninguém me contou? Afff… (voltando lá no meio do vídeo, o mesmo cara que diz que não vota em quem não fala português direito tenta pagar de sabido e não sabe pronunciar Rothschild corretame… melhor eu parar, daqui a pouco vão dizer que eu tenho parte com os Iluminati!terceirizado_facepalm

Neste momento você vai dizer: “Ai, você é muito implicante! Ele não tem obrigação de falar inglês fluentemente!”, e eu serei obrigada a concordar contigo. Então, me empreste seu rosto para o #facepalm nº 11: Equivocadão dizendo que o Collor foi impitimado.

O Esclarecidão do Agronegócio convida a todos a entrarem no Google pra procurar se informar a respeito (Já dizia o ET Bilu: Busque conhecimento !). Olha, tio, devo confessar que eu joguei “Rothschild iluminati” e… ah, puxa! Acabaram-se as pipocas!

Deixemos de lado o Google só um pouquinho, e voltemos à Mãezona contando que o que tá acontecendo agora é o mesmo que aconteceu em 1964, e que, naquela época, “dentro do contexto, era o que melhor podia ter acontecido”. Nessa hora eu tive a impressão de que o Historiador Equivocado tinha ido ao banheiro e deixou a Mãezona dando entrevista, mas ele entrou em seguida pra fechar o vídeo de maneira brilhante: com um nariz de palhaço.

sextuplo_facepalmEscuta… Vai ter transmissão da Marcha na TV? Com narração de locutor de futebol? Ah, eu quero ver… Cadê meu balde de pipocas?

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Oi? Quem disse? Eu disse! Quem disse eu? Eu disse eu!

segunda-feira, fevereiro 10th, 2014
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vanzo

Quando uma manchete precisa de cinco bonequinhos Playmobil (Vanzo, você é um lindo! Roubei seu infográfico! Muack!) para ser compreendida é porque:

1- cabô menino jornalismo

2- cabô menina compreensão de texto

3- cabô vergonha na cara

4- cabô bom senso

5- cabô noção de mundo

 

No mais, acho que o Pica-pau também ajuda a explicar esse título do G1:

 

(E como faz pra controlar a vontade de gritar #PORRAFOLHA? A pobrezinha é inocente desta vez….)

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Jogo dos erros – agora com os erros destacados

quinta-feira, abril 11th, 2013
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A ordem do dia é reciclar! A ideia é pegar o lixo, o chorume, e transformá-lo em algo útil e proveitoso.

Então, vamos usar essa excrescência (<– atentem para a grafia CORRETA da palavra) desse pastor para ensinar ortografia.

Atualização: desculpem pela demora, mas me enrolei purdimais da conta, vamos lá apontar os erros que o Feliciano cometeu 

Encontrem abaixo os erros de português cometidos pelo sujeito que ousa usar o nome dum cara tão genial quanto Jesus Cristo para… (ah, vocês sabem pra quê!)

 

Mais tarde eu comento aqui os absurdos desse texto – E OLHA QUE EU VOU ME ATER TÃO SOMENTE À GRAMÁTICA E À ORTOGRAFIA, HEIN?!?!

PastorFelicianoBatalha

1- Não existe verbo ensinuar. O que existe são os verbos:

Insinuar

verbo bitransitivo e pronominal
 introduzir(-se) devagar e com cautela
Exs.: insinuou-lhe um sonífero no chá;  insinuava-se entre as árvores para vê-la banhar-se

transitivo direto, bitransitivo e pronominal
fazer penetrar ou penetrar de forma gradual e sutil (no espírito, na mente)
Exs.: i. uma doutrina satânica (na mente das crianças); a dúvida começava a i.-se em sua mente

transitivo direto
deixar que se perceba sem expressar claramente; dar a entender, sugerir Ex.: i. uma acusação

(ui! Tio Antônio só pensa *na-qui-lo*! 😀 )

E

Ensinar

verbo
transitivo direto e bitransitivo
repassar ensinamentos sobre (algo) a; doutrinar, lecionar
Ex.: e. português (a estrangeiros)

transitivo direto e bitransitivo
Derivação: por extensão de sentido.
transmitir (experiência prática) a; instruir (alguém) sobre
Ex.: o trapezista deve e. sua arte (ao filho)

bitransitivo
mostrar com precisão; indicar
Ex.: ensinou-lhes o rumo a tomar

transitivo direto
reinar (animal); adestrar
Ex.: e. um cão

intransitivo
dar aulas
Ex.: nasceu para e.

 

2- Palavras proparoxítonas, ou seja, que têm como tônica a terceira sílaba contando de trás pra frente (também conhecida como antepenúltima), são todas acentuadas, sem exceção. Como a palavra lésbicas. Que não foi acentuada pelo sujeito que cometeu esse texto.

 

3- Vamos aproveitar o chorume daí de cima para algo útil? então, vamos apresentar aqui as regras para hífen definidas no Novo Acordo Ortográfico da Língua portuguesa. O segredo a guardar é: letra igual e agá. Só nesses casos a palavra leva hífen. Mais detalhes neste post aqui.

No caso da palavra composta pelo prefixo bi (dois) + sexual (referente a sexo; praticante de sexo) , o prefixo termina com uma letra diferente da que inicia a palavra à qual ele vai se ligar. Portanto, não há hífen, o prefixo se liga automaticamente à palavra formando um novo vocábulo. Mas note: todos os ajustes necessários, como dobrar érres e ésses quando necessário (CASO DE BISSEXUAL) devem ser aplicados ao novo vocábulo. Ou isso ou você deve ler bisexual como bizequissual). enfim, não.

 

4- A palavra política, proparoxítona, é obrigatoriamente acentuada; família, paroxítona terminada em ditongo decrescente (duas vogais: a primeira muito bem falada, a outra quase sumida na pronúncia) também é acentuada.

 

5- afim escrito assim, junto, significa semelhante, parente, ou qualquer coisa que tenha afinidade (lembra do Big Brother que você nunca mais esquece!); a fim, escrito separado, significa “com o objetivo de“, “com a finalidade de” ou simplesmente “para“.

 

6- O trecho (…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embate, não deixe de participar, traga sua opinião se escrito fosse por alguém com um mínimo de intimidade com os sinais de pontuação, ficaria assim:

(…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embate -PONTO. Não deixe de participar-PONTO DE EXCLAMAÇÃO! Traga sua opinião -PONTO DE EXCLAMAÇÃO!

 

7- ele não deveria ter nascido. <– questão desclassificada, posto que eu prometi me ater apenas às questões ortográficas dessa excrescência em forma de texto.

Conclusão:

foto (7)

 

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Didática do Trauma. Aula nº3: como (não) usar corretamente a expressão “diferencial competitivo”

quarta-feira, maio 11th, 2011
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Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante da Madrasta do Texto Ruim.

Hoje eu vou explicar pra vocês, de uma vez por todas, por que diferencial competitivo é uma expressão vaga e imprecisa, incapaz de passar uma mensagem direta, ela apenas insinua não sei bem o quê.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que as funcionalidades de uma solução são um diferencial competitivo de minha empresa”, dirá você, ameba escrevente.

“Ah, dona Bruxa, eu acho que diferencial competitivo é uma coisa que agrega valor”, completará sua coleguinha.

Daí eu mostro pra vocês, oh amebas, pra que serve a expressão diferencial competitivo. O ÚNICO CASO em que a coisa foi bem empregada.

Do Portal Correio:

Pastor troca esposa pelo cunhado e pede guarda dos filhos
Um caso no mínimo inusitado chamou a atenção dos 78 mil habitantes de Cacoal-RO. Um homem de 36 anos separou-se de sua esposa de 23 anos para ‘casar-se’ com o cunhado de 38.Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.(…)
Ana Paula acredita que seu casamento se desfez pela constante recusa em praticar sexo anal com o marido. Ela revela que “ele era obcecado por sexo anal”. Ela ainda afirma que confidenciou isso ao irmão, que a apoiou. Ana Paula acha que seu irmão se valeu desta informação para oferecer ao marido um diferencial competitivo.

Entenderam, amebas?

Então, a menos que você queira referir-se à prática de sexo anal, não saia por aí falando em diferencial competitivo.

E aqui eu deixo meus cumprimentos à Adriana Bezerra, autora desse texto di-vi-no, e à Nalu Nogueira, que me avisou da existência dele via Twitter.

P.S.: Parece que essa notícia deve ser falsa (traduzindo: não tenho a mais vaga idéia se essa notícia é verdadeira ou  não). Verdadeira ou falsa, ela não invalida a didática do trauma. Grata. 😀

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Realeza remontada – ou a Real Vergonha Alheia

sexta-feira, abril 29th, 2011
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Daí que neste dia de casório real lá pelas terras inglas (copyright Barão de Itararé) de dona Elizabeth, recebo via twitter do @ramiro_fc o link para o site da Família Real Brasileira. Se você começou a rir só de ler o título, você vai chorar ao clicar no link. Porque para um tema do qual só se espera pompa e circunstância, o nível do português é de xurraxcão na laje. Isso, claro, é preconceito meu, porque aposto que frequentadores de churrascos em lajes devem falar português muito mais castiço do que o dos Orleans e Bragança versão brasileira.

Só pra dar uma idéia do nível da bagaça, permitam-me esculhambar reescrever o texto sobre a Casa Imperial brasileira, que pode ser lido aqui (antes de ler, reparem na quantidade de texto vermelho, original, e na quantidade de texto azul, minhas observações. Isso da idéia da quantidade de bosta que eu enfrentei…):

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial, [Vossas Altezas vão me desculpar, mas essa vírgula foge ao protocolo. Ponto funcionaria melhor, sabe?] os poucos que conhecem conheceram [conhece ou conheceram? As Altezas, certas de sua superioridade dinástica, furtaram-se ao simples ato de releitura e correção de uma redação? afff!] a face desta família, que fora construida [Aê, Altezas: vamos coroar esse verbo com um acentinho básico? Acento esse que, claro, é muito inferior à imperial Coroa – mas obrigação protocolar, sabe? cons-tru-Í-das. Grata.] sobre o imaginário republicano[não entendi como pode uma família real construir-se sobre o imaginário republicano, mas né? Diz o protocolo que não se deve questionar reis e rainhas – tampouco dizer HEIN? ACUMA? IXPLICA? E como eu não estou aqui pra quebrar protocolos, calo-me]. Depois de 114 Anos de República, e tendo nossa Pátria resistido os mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. [com todo o respeito, mas eu acho que Vossas Altezas não entenderam direito como se pontuam frases em bom Português. O ponto é como se fosse uma tecla de enter, pra jogar a informação da frase pra dentro do cérebro. Já a vírgula é pra arrumar as idéias dentro de uma mesma frase. Portanto, oh, altezas, esse ponto ficaria melhor se fosse vírgula, OK?] A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação [Aham, Altezas. Mas deixa isso prá lá. Não quero entrar no mérito do conteúdo do texto. Tô aqui pra corrigir a gramática e a pontuação…] . Nossos príncipes remontam a […, caso da crase faltante desse a aí do lado] época da Indepêndencia do Brasil, e poucos sabem que na realidade remontam a Hugo Capeto (940-996) que fora Rei da França em 987 [tá, geral na Família Imperial é tudo remontado, isso deu pra entender. Mas se vossas Altezas aceitassem um reinado de precisão redacional em vossos altivos neurônios, teriam explicado que a Casa Real Brasileira inaugurou-se na época da independência com a coroação de D Pedro I, monarca oriundo de uma linhagem (esta sim) que remonta a Hugo Capeto. Vou nem questionar vossos altivos conhecimentos de história. Tô só colocando os pingos no  is, OK? e ó, vou creditar como esbarrão de dedo: indepenDÊNcia tá com o acento na sílaba errada. tem que ver isso aí – Obrigada pelo aviso, Ana! 😀 ] . Isto a precisamente a 1017 Anos [Olha, Vossas Altezas que me perdoem a expressão chula, mas preposição a pra indicar tempo passado É O CARALHO vosso altivo membro peniano!! E ainda dizem “precisamente”!!! Atenção, portanto, monarcas e plebeus luso-parlantes: tempo passado é indicado com o verbo haver; tempo futuro é indicado com a preposição a. Juro por Deus que vou fazer um post especial só sobre isso! Mas o lance do Hugo Capeto foi HÁ precisamente 1017 anos!!!! Vou nem entrar no mérito de Anos grafado com maiúscula, nem que números maiores que 1.000 precisam desse pontinho pra separar as ordens de grandeza] !!
Tendo [eu TENHO uma implicância especial com frases iniciadas por gerúndio] na sua árvore genealogica, [Façam o favor de rapar fora essa vírgula daí que ela não serve pra nada?: Gradicida! E genealÓgica tem acento, ô coisa! (deu pra reparar que eu tô perdendo paciência, pompa e circunstância com esse povinho, né?)] obviamente a Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI [contradição detectada: como pode a família real brasileira “remontar-se” à época da independência, e o parágrafo seguinte listar na família real Brasileira D. João VI, que nunca foi imperador do Brasil, mas do REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVE? Coerência histórica, a gente não vê por aqui!]. Os príncipes do Brasil tem em linha varonil direta, [Não sei se me irrito mais com essa vírgula mal colocada ou com a linha varonil direta… tô aqui imaginando uma vara de quase 800 anos de comprimento, mas deixa isso prá lá. E eu fiquei tão impressionada com a vara de 800 anos 😮 que nem reparei que os príncipes do Brasil tÊm. Não fosse uma leitora pra avisar, passaria em branco! ] São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) pela parte Orleans. Pela parte Bragança remonta a Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que se casou com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal [Condestável? Pedi socorro pra tio Antônio Houaiss, que me contou que condestável é um posto militar que só perde em importância pro rei. Mas isso não aplacou minha sana por trocadilhos infames, ah, não aplacou!] .
[MA CHEEEE! Quebrou parágrafo por quê? O assunto continua o mesmo…. Outra coisa: começar frase com conjunção aditiva E não é pra qualquer um, não! Eu faço isso direto, mas releio meu texto e vou trocando sempre que possível! Esse e daí ficou HOR-RO-RO-SO!] E também pela parte Wittelsbach remontando [ô fixação por montaria, viu? Ticontá…] a Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). [De novo! Esse ponto daí não tem nada a ver com o andamento do texto! Taca vírgula, ô coisa! <– é, meu protocolo foi-se todo] Vemos bem que a nossa família imperial remonta a muito mais tempo do que imaginamos [eparrê-iansã! Essa frase tá tão mal construída, mas tão mal construída (culpa da fixação por montaria), que esse a daí tá mais pra verbo haver. Ou não? Na dúvida, melhor reescrever!] !
É sendo assim que com orgulho [<– É sendo assim que com orgulho? Esse texto deu foi Vergonha Alheia, isso sim!] divulgamos a nossa Causa [Ok, este trocadilho eu não perco: é pra divulgar a casa ou a caUsa? QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA prontopassou] , que é pela Restauração da Monarquia no Brasil [mentira, não passou, não! vou rir de novo aqui: QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA], interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do Exército na aquela época [na aquela época? G-zuz! Mas enfim, aham, altezas. Acho só que vossas imperialezas já se esqueceram do plebiscito de 1993… tsk, tsk, tsk, memória seletiva, que coisa mais feia…] . Erram, e erram feio [e ó: aqui caberia uma vírgula, sabe? Cadência, elegância…] aqueles que pensam que a República fora [ai, que mais-que-perfeito feioso!] um regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes esta “democracia” fora[Pros que não entenderam a ironia, a palavra certa pra definir o mais-que-perfeito aqui e na outra frase não é “feioso”. É “errado’, mesmo!] interrompida por golpes, mandos e desmandos ! E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram aqueles que queriam a continuação do Regime Escravocrata. Sendo assim vamos libertar o Brasil de um jugo que ha 114 Anos [tá. Agora Vossas altezas podem explicar POR QUE AQUI VOCÊS USARAM O VERBO HAVER INDICANDO PASSADO CORRETAMENTE (ainda que sem o acento), E LÁ EM CIMA USARAM ERRADO? E por quê Anos foi grafado com letra maiúscula? Consistência, a gente não vê na Família Imperial!] o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Bom, vou só lembrar a Família Real que o Capítulo III, Artigo 13 da Constituição Federal determina que A Língua Portuguesa é o idioma da República Federativa do Brasil. Entendo que as altezas não reconheçam o país como uma República, mas CACETE, DÁ PRA ENTENDER QUE É NECESSÁRIO FALAR PORTUGUÊS FLUENTEMENTE PRA REINAR POR AQUI, DÁ?

E, como estou boazinha, vou reescrever essa coisorrorosa daí de cima, pra ver se vai ornar com um mínimo de classe e elegância típicos de um português bem escrito.

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial. Os poucos que conhecem a face desta família percebem-na a partir de uma imagem constituída em épocas republicanas, ao longo de 114 anos nos quais nossa pátria vem resistindo aos mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação. A fundação da Família Real brasileira ocorreu ainda na época da Independência do Brasil, com a coroação de D Pedro I Imperador do Brasil. Nosso primeiro monarca vem de uma linhagem real que começa em Hugo Capeto (940-996), Rei da França em 987 – uma linhagem de 1.017 anos!

A árvore genealógica da família brasileira divide-se em três ramos. Os atuais herdeiros descendem diretamente da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI. Pelo lado Orleans, os príncipes do Brasil têm em linha varonil direta São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) e, pela parte Bragança, seu primeiro membro foi Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que casou-se com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal. O terceiro ramo da família real brasileira liga-se aos Wittelsbach, até Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). Percebe-se que nossa família imperial é muito mais tradicional do que se imagina!

Portanto, é com orgulho que divulgamos a nossa causa da Restauração da Monarquia no Brasil, interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do exército àquela época.

Erram, e erram feio, aqueles que pensam que a República foi o regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes essa “democracia” foi interrompida por golpes, mandos e desmandos!

E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram os que queriam a continuação do Regime Escravocrata.

Portanto, vamos libertar o Brasil de um jugo que há 114 anos o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Ainda assim, vamos combinar que esse estilo de redação é sofrível.

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Xuxa, Cláudia e um bordão especial pro desdém

quarta-feira, março 23rd, 2011
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Este post só saiu graças à ajuda de dois carinhas superbatutas 😀 que ajudaram esta bruxa pouco nerd a enfiar direito um vídeo do youtube (ainda que o canalha do wordpress tenha rapado fora o botãozinho verde dos filmes em flash). Por isso, agradeço horrores ao @jeffmart e ao @hordones. Valeu mesmo, meninos!!! \o/

Sério que eu ainda não fiz este post aqui? G-zuz! Tava crente que tinha feito logo depois do intransitivo viado do Ronnie Von! Bom, bora consertar o erro, né?

Era uma vez uma apresentadora loura de um programa infantil na TV Manchete. O ano era mil novecentos e oitenta e deixapralá. A produção era meio tosca, e cabia à loura apresentar, falar, cantar e gerenciar brincadeiras, roteiros, desenhos, intervalos comerciais e, principalmente, crianças tresloucadas e aleatoriamente soltas num estúdio de TV. Paciência e comiseração para com Maria das Graças Meneghel. Depois de ver esse vídeo, eu entendi a função das Paquitas…

Daí que durante um belo programa a Xuxa tinha a árdua missão de arrumar o estúdio pra fazer uma brincadeira. E todas as crianças teriam que sentar num canto lá enquanto rolasse a tal brincadeira.  E lá foi a Xuxa pedir, uma a uma, que as crianças fossem se sentar.

É quando entra em cena a coadjuvante menos famosa deste país, a Cláudia. Mostrou um papelzinho pra nossa atordoada apresentadora que, de tão preocupada em fazer geral se sentar, não deu a menor bola pra Cláudia ou pro que a menina lhe mostrava. E disse a frase banal:  Aham, Cláudia, senta lá! Acompanhem:

Ponto parágrafo. E passagem do tempo. (façam um barulhinho de vento soprando, por favor. Obrigada! 😀 )

Um belo dia, um desocupado resolveu subir pro Youtube uns troços que ele tinha gravado em fitas VHS, muito envelhecidas pelo tempo (putaquepariu, bruxa idiota, sério que você escreveu que as fitas foram envelhecidas pelo tempo? Me apresente alguma coisa envelhecida pelo espaço que eu preciso conhecer essa aberração das leis da física!). Dentre os vídeos escolhidos, o registro da Xuxa mandando a Cláudia sentar. As imagens já estão esverdeadas.

Outro desocupado assistiu ao vídeo e apaixonou-se pela frase inocente. Caiu na rede, virou peixe (me perdoem pelo clichê horroroooooooooooso!) e, graças a Maria das Graças Meneghel e dois desocupados, a expressão Aham, Cláudia, senta lá! virou sinônimo de desdém.

O mais curioso disso tudo é perceber que o youtube está fazendo o papel que há duas, três décadas, era exercido pelos programas de humor, que lançavam bordões repetidos à exaustão pela galera.

Mas isso é assunto pra ooooutro post! 😀

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…noves fora não chega a meia

sexta-feira, maio 28th, 2010
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Ainda da resenha do livro daí de baixo:

0,4 é a média de letras da palavra na frase de língua portuguesa.

Ou eu não entendi direito (grandes novidades! Texto da Folha, dona Bruxa! Parece que não aprende…) a coisa ou o texto diz que, em média, as palavras em frases escritas na Língua Portuguesa não conseguem chegar nem a meia letra!

Pobrezinha da Língua Portuguesa! Além de inculta é bela é incompleta? Ela não é nem maneta nem perneta, é… letreta?

Eu sei. Foi péssima.

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(cof, cof) Fórmula mágica (cof, cof) para escrever um texto (cof, cof, cof) per-fei-to (morri de tuberculose)

quinta-feira, maio 27th, 2010
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Me lembrei na hora deste trecho do filme Sociedade dos Poetas Mortos (aos 2 minutos mais ou menos), em que o professor interpretado pelo Robin Williams manda os alunos rasgarem a parte do livro que ensina como identificar o nível de excelência de uma poesia. Tudo bem que a reação do personagem do Robin Wiliams é digna, mas se professora de português e literatura fosse, eu ensinaria meus alunos a rirem da cara do sujeito que escreveu tal baboseira.

É mais ou menos o que eu vou fazer aqui com meus diletos leitores. Porque é possível sempre absorver alguma coisa positiva deste livro, né?

Primeiro, vamos separar as dicas realmente aproveitáveis das autoras:

1- Frase curta é o que há. Deixa o texto simples e claro, e não embola azidéia no meio da frase.

Eu vou, inclusive, provar para vocês que um texto entremeado de vírgulas, dispostas de forma a separar as idéias de cada frase, não é uma boa idéia para se construir um texto, porque você vai acabar socando um monte de idéias e conceitos, todos juntos numa mesma frase e, lá pelas tantas, vai acabar precisando de um gerúndio pra ligar uma idéia à outra e, se bobear, você ainda caba falando, dentro da mesma frase, de coisas que não têm nada a ver, como o pênalti que o Baggio perdeu pro Brasil na copa de 1994, que deu o título de tetracampeã à seleção canarinha.

Entenderam que vírgula não é uma boa idéia? Prefira o ponto, zifio. O ponto diz pro seu leitor dar uma paradinha na leitura. Essa paradinha ajuda ele a processar a informação recém-lida. Algo comparável ao botão de enter do computador.  Com isso, ele apreende seu texto em doses homeopáticas. E não vai pensar que a vírgula do Baggio entremeada na construção do texto deu o tetracampeonato à seleção canarinha, por exemplo.

2- Adjetivo é legal quando o texto não é jornalístico. Mesmo assim, deve ser usado com parcimônia. Isso vale, por exemplo, pra textos corporativos.

Infelizmente, não tenho em mãos o exemplo mais genial de texto repleto de adjetivos. Está no meio dos caixotes da mudança. Trata-se da coletânea de tirinhas do Fagundes, o puxa-saco. Assim que eu encontrar esse texto, copio ele aqui. ele deixa bem claro que o abuso de adjetivos deixa seu texto (e sua idéia) um tanto ou quanto ridícula. Fico na dívida para com meus diletos leitores.

3- Assim como frase cheia de vírgula, frase cheia de polissílabos (palavras com quatro sílabas ou mais) também não ajuda. O exemplo clássico é a frase que motivou a criação deste blog: objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando, (blablabla wiskas sachê blablabla).

Escreva o texto de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Por mais que seu texto vá preencher as páginas de sua monografia de conclusão de curso, escrevê-lo de forma simples vai mostrar ao seu professor, por exemplo, que você não só domina o assunto sobre o qual está escrevendo como consegue explicá-lo sem grandes firulas. Fiz isso com uma prima que me pediu pra revisar a monografia do curso de ciências contábeis. O texto tava cheio de frases do tipo objetivando disponibilizar.  Expliquei a ela como simplificar o texto:  “empregue na construção do seu texto as palavras que você usaria pra explicar o assunto para a sua sogra durante uma partida de canastra.”  Ela seguiu o meu conselho e, modéstia à parte, tirou dez no trabalho. (A vaca nem pra me convidar pra formatura, mas deixa prá lá. Sei que já espalhei o bem por aí.)

Mas, oh, carambolas, este texto tá positivo e educativo purdimais. Vamos pro recreio, criançada!

Comecei este post pra falar do livro A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto. O livro é meio surtado, sabe? Lá pelas tantas, ele ensina como (cof, cof) mensurar (cof, cof)  a (cof, cof) excelência (cof, cof) de um texto. Vou citar a resenha do livro:

Um trecho interessante está na página 51 [piada pronta. O trecho interessante está na página 51. Mal posso esperar pra ler a página 24 – ou a 69…] , na qual as autoras ensinam como testar a legibilidade de um texto [caaaaaalma! Respira fundo e continua a ler a coisa! você vai rir mais!!!]. Elas reproduzem uma receita do jornalista Alberto Dines.
São seis passos: 1. Conte as palavras do parágrafo. 2. Conte as frases (cada frase termina por ponto) [viram, crianças? cada frase termina por ponto! Não confunda: o ponto é este sinal: .  Já a vírgula é este daqui: , Se aparecer este sinal, não é fim de frase, viu? OK, parei de zombar!] . 3. Divida o número de palavras pelo número de frases [Ah, você inda num pegou a calculadora?]. Assim, você terá a média de palavra/frase do texto. 4. Some a média da palavra/frase do texto com o número de polissílabos [Agora, comece a cantar: e todos dançam o pega, estica e puxa / e viva a festa da Xuxa! Melhor trilha sonora não há!] . 5. Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de língua portuguesa). 6. O produto da multiplicação é o índice de legibilidade [A esta altura, você já chegou naquela parte que diz: O dengue conta de um até três, as brincadeiras começam de uma vez, e se perdeu na conta, né? Ah, puxa, que pena… malzaê por tirar a sua concentração, viu?].
[Pensa que acabou? Nãããããããããoooo!!! Aqui tem a análise dos resultados da sua conta: ] Possíveis resultados: 1 a 7: história em quadrinhos. 8 a 10: excepcional. 11 a 15: ótimo. 16 a 19: pequena dificuldade. 20 a 30: muito difícil. 31 a 40: linguagem técnica. Acima de 41: nebulosidade.
O livro dá exemplos práticos da eficácia desse teste: “Se o resultado ficou acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Você tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparoxítonas dar umas voltinhas por aí. O melhor: abuse de ambos.” [Eu indicaria mais dois caminhos: a) o texto ficou uma bosta. Joga fora e começa do zero, é o melhor a se fazer; b) esqueça a calculadora e abra um dicionário. Ele costuma ser um grande companheiro de redações e redatores. Outro excelente auxiliar na redação de um texto é o Manual de Redação e Estilo do Estado de SPaulo. A única coisa prestável produzida pela empresa do clã dos Mesquita.]

Mas esse texto prima mesmo é pelo conjunto da obra de piadas prontas. Pensa que o melhor do livro é o fato de ele começar a ficar bom na página 51 (hic! :D)? Claro que não! O melhor dele é descobrir que você pode comprá-lo na… Livraria da Folha – o Eliéser dos jornais impressos brasileiros…

É uma piada pronta atrás da outra…

Se a coisa continuar nesse nível serei obrigada a criar uma nova catiguria no caldeirão: PORRA, FOLHA!

Antes de terminar este post, mais duas observações. A primeira: PORRA, ALBERTO DINES!!! NAONDE QUE VOCÊ TIROU ESSA IDÉIA DOIDA DE CÁLCULO DE LEGIBILIDADE DE TEXTO? PÁRA DE TOMAR CHOPE COM ENGENHEIRO PORQUE ESSA RAÇA NÃO SABE ESCREVER DIREITO, CARA!!!!

A segunda: Meus agradecimentos ao Cardoso pelo link enviado.

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[OD 1 ano] O ectoplasma mesmítico

segunda-feira, abril 26th, 2010
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Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi oiriginalmente Publicado em: 23 de abril de 2009 às 22:41

*******

O problema da raça dos que não sabem escrever bem é que todos eles são cheeeios de boas intenções </inferno tá cheio>. Começam a elaborar o texto com a ideia de que não podem repetir uma só palavra porque repetir palavras em demasia fica feio. Vocês repararam no adendo? Repetir palavras EM DEMASIA fica feio. Se repetir só um pouquinho, não tem problema – muito pelo contrário, ajuda o texto a ficar mais claro. Já trabalhei com uma entidade que, para não repetir a preposição sobre, substituía a palavra por acerca. Que cerca, minha fia? Olha o cacófato!!!

Mas eles não param por aí. Esquecem-se das aulas de português que tiveram lááááááááá no primário, com a tia Maricota. Ela ensinou que, quando você não quer repetir o nome de alguém, mas quer referir-se a esse alguém, tem uma classe de palavras feita sob medida para as suas necessidades básicas: o pronome pessoal do caso reto! Lembra não? Ah, deixa eu ligar o nome à pessoa:  Eu, Tu, Ele; Nós, Vós, Eles.

Lembrou, né? Poi zé. Daí, no parágrafo:

João não foi à feira. João preferiu ir ao supermercado.

Fica feia a repetição, né? Este é o caso típico em que os pronomes pessoais do caso reto se aplicam como uma luva. Ó só:

João não foi à feira. Ele preferiu ir ao supermercado.

Você já tá imaginando como as amebas escreventes compõem essa frase, né? Isso mesmo:

João não foi à feira. O mesmo preferiu ir ao supermercado.

Agora, me digam: como classificar o mesmo? Pronome pessoal? É só conferir na listinha acima. Não, não é.
Pronome relativo? Também não. Eis a escalação desse time: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos, quantas, que, quem, onde.

Isto posto, para não ser obrigada a classificar o mesmo como “porra nenhuma“, porque não é bonito, sugiro uma nova classificação de palavras: o ectoplasma mesmítico!

Sua função é assombrar textos, expressões, pessoas e coisas com a ameaça de sua presença.

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Didática do trauma: por que não usar a palavra “diferencial”

quinta-feira, março 11th, 2010
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Sei nem por onde começar.

No final das contas, acho que esta obra-prima do Ego, que pode ser encontrada aqui, me deu uma idéia: a didática por trauma.

Não gosto, jamais gostei e nunca admirarei (viu como fugir do cacófato nunca-gosto?) a expressão diferencial. É um modismo ridículo. As amebas escreventes usam porque a palavra é bonita e chama a atenção. Acabam por usá-la adequadamente, mas com intenções erradas.

Sei disso porque, certa feita, uma ameba perguntou pro meu marido por que ele havia retirado o diferencial do texto dela. Marido disse que não havia necessidade da palavra no texto porque não fazia nem falta nem diferença, e a ameba perguntou: Ué, mas diferencial não significa que o serviço ficou melhor? NÃO, AMEBA, NÃO SIGNIFICA!!!

Vamos lá, tio Antônio! Explica pra gente:

Diferencial

n adjetivo de dois gêneros
1 relativo a ou em que há diferença

2 que estabelece ou indica diferença
Ex.: traço d.

3 Rubrica: análise matemática.
que envolve derivadas
Ex.: cálculo d.

n substantivo masculino

4 aquilo que constitui diferença; diferença
Ex.: o d. entre eles é que um é presidencialista e o outro não

5 Rubrica: engenharia mecânica.
num automóvel, conjunto de engrenagens que transmite às rodas motrizes o movimento do motor, permitindo que, nas curvas, elas se movam com velocidade diferente uma da outra

n substantivo feminino

6 Rubrica: análise matemática.
função linear que associa a cada número o produto da derivada pelo número

Ah, dona Bruxa, a senhora é muito malvada! Se eu quero indicar que existe alguma diferença, eu posso usar diferencial, sim! Foi tio Antônio quem disse! dirá você.

Certo, certo.  Tio Antônio disse que pode usar, então você quer usar, né, ameba? Fique à vontade. Mas antes de te conceder autorização total e definitiva, vamos ao inovador método da Didática por Trauma recém-criado pela Madrasta do Texto Ruim!

Antes de escrever diferencial no seu texto, ameba, lembre-se desta manchete (e vamos às minhas canetadas):

elileso

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial para conquistar a mulherada
Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral será mantida pelo engenheiro agrônomo.
(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.
“É interessante falar sobre isso. Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.
A quase imperceptível anomalia foi citada por Elíeser logo na primeira semana de confinamento, durante uma conversa ocasional com Elenita e Angélica. Na ocasião, o paranaense explicou que o terceiro mamilo não o incomodava.

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial [Pronto! Táqui! Viu só um exemplo CORRETO de uso do diferencial? Vai fundo, ameba, usa no seu texto…] para conquistar a mulherada

Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral [e lembre-se também que, para não repetir “mamilo triplo“, o redator do Ego substituiu a expressão por anatomia peitoral. E esqueceu-se de mudar o gênero do “apresentado” que abre a frase, coitado… tava indo tão bem!] será mantida pelo engenheiro agrônomo.

(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.

“É interessante falar sobre isso. [espero que a frase a seguir lhe convença de uma vez por todas a nunca mais usar o diferencial na sua vida. Bisserve:] Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.

Pronto! E agora, continua curtindo falar em diferencial? Ah, não? De nada.

Hein? Você quer que eu reescreva esse texto? Carece, não! O objetivo de ele estar copi-colado aqui foi única e exclusivamente para lhe chocar, irritar e traumatizar! Grata.

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Sarcasmo em um caractere

sábado, janeiro 16th, 2010
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Imagine a situação: um americano ixxperto, cansado de ser mal-compreendido pelas American amoebas (leia-se amíbas, as amebas estadunidenses…), teve um estalo (não sei por que, mas acho que isso ocorreu no banho):

Eu deveria ganhar dois dólares por cada idiota que não entende o meu sarcas… mas espere! Por que eu não posso ganhar dois dólares em cima de cada idiota incapaz de compreender meu sarcasmo? Até porque, todo idiota tem potencial para ser otário!

Daí, esse americano ixxperto sentou-se em frente ao computador e fez um desenho qualquer. Batizou esse desenho de Sarcmark, ou ponto de sarcasmo. Deu-se ao luxo de registrar a coisa, o que lhe rendeu o direito de enfiar um símbolo ® de marca registrada ao lado, e está vendendo o caractere do sarcasmo por duas doletas pra qualquer otário pessoa com acesso à Internet.

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Duvidam? A notícia saiu ontem no Daily Telegraph, mais precisamente aqui.

Deixa eu traduzir a coisa:

Now a US firm has come up with an ingenious solution to this very real problem – a new item of punctuation.
The SarcMark, as it has been named, is designed to be used in the same way as an exclamation or question mark.
Anyone concerned that the irony of their email or text message might not be appreciated by its recipient can use the symbol to close their sentence, thereby avoiding awkward misunderstandings.
The symbol – a dot inside a single spiral line – can be installed onto any PC running Windows 7, XP or Vista, as well as Macs and Blackberry mobile devices.
It can then be used in Word documents, instant messenger conversations, Outlook email and other programmes, just by pressing Ctrl and the full stop button.
The Michigan company behind the SarcMark have applied for a patent to protection their invention.
They have even published a sample list of sentences that would benefit from a SarcMark, including the words of British woman who was awarded only half of her National Lottery jackpot by a court after the winning ticket fell from her pocket and was claimed by someone else.
It appears that the irony of her statement – “It’s jolly decent of them to let me have a half share of my win” – was lost on some readers.
Paul Sak of the firm said that the new punctuation mark was not a gimmick and had serious potential applications, such as allowing deaf people to pick up sarcasm in subtitles.
The symbol currently costs $1.99 to download – a price that many may think deserves a SarcMark of its own.

Uma empresa americana surgiu com uma solução bem bolada para um problema bem real – um novo símbolo de pontuação.

O ponto de sarcasmo (em inglês the SarcMark), como foi batizado, foi criado para ser usado como um ponto de exclamação ou de interrogação.

Quem se preocupa com o fato de a ironia de sua mensagem não ser devidamente compreendida por seus interlocutores pode usar o ponto de sarcasmo para concluir sua frase, e assim evitar maiores equívocos.

O símbolo – um ponto dentro de uma linha em espiral – pode ser instalado em qualquer PC que rode Windows 7, XP ou Vista, Macs ou aparelhos Blackberry.

Esse ponto pode ser usado em em documentos Word, mensagens instantâneas, e-mails do Outlook e outros programas, com o atalho CTRL + ponto (CTRL+.)

A empresa que desenvolveu o símbolo tem sede em Michigan, e já solicitou patente para proteger sua invenção. Também aproveitou para publicar uma série de frases que se beneficiariam do ponto de sarcasmo, como as palavras de uma britânica que foi brigar na justiça pelo prêmio do bilhete de loteria que caiu do bolso dela e foi resgatado por outra pessoa, e acabou por ganhar do tribunal metade do prêmio.

Aparentemente, a ironia de sua declaração (ah, que bom que eles tiveram a decência de me permitir ter metade do que eu ganhei) não foi compreendida por alguns leitores.

O funcionário da empresa proprietária do ponto do sarcasmo, Paul Sak, afirmou que o novo caractere não é factóide, e que tem uma série de aplicações potenciais, como ajudar deficientes auditivos a compreenderem o sarcasmo das legendas.

O símbolo está disponível para download a U$1.99 – valor que muitos crêem merecer um ponto de sarcasmo.


Cara, o que que houve com o senso de noção do mundo? Quando eu era pequena, havia a expressão ler nas entrelinhas. E todo mundo sabia ler nas entrelinhas! Quando o Veríssimo escrevia um texto em tom de ironia, por exemplo,  todo mundo entendia. Agora, vira e mexe ele se vê obrigado a pedir desculpas aos que não entenderam a ironia de seus textos, e ainda tem a elegância de dizer que se um texto não é bem compreendido, é porque não está bem escrito.

Oh, querido Luis Fernando, isso não é verdade! Muitos textos bem escritos caem em mãos de amebas que não sabem ler entrelinhas. E é esse tipo de gente que começa a estragar a compreensão do mundo num tanto que nego se sente à vontade pra criar um troço como o ponto de sarcasmo – e cobrar por isso!

Uma sugestão à Microsoft: faça com que, nas próximas versões do Windows, a instalação do ponto de sarcasmo seja artigo opcional, disponível a partir da tela de acessibilidade (comandos especialmente desenvolvidos para os menos capacitados). Pra quem não entendeu, essa frase foi sarcástica!

Pensando bem, o americano que teve essa idéia é um gênio. Gênio. Vai faturar horrores às custas dos idiotas. Porque todo idiota tem potencial para ser otário a ponto de pagar dois dólares por um troço desses.

(E nego ainda vem me falar da relevância e do senso de oportunidade da Twittess…)

Se alguém achar que eu preciso de um ponto de sarcasmo, vou mandar fazer um curso de interpretação de textos! Volta pra escola e aprende a ler entrelinhas, ameba!

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Amo esse menino!

sexta-feira, janeiro 15th, 2010
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megale

Gente, tem como não amar Luiz Margarete* Megale?

(Em julho de 2009, Luiz Guilherme Megale disse ao vivo na Rádio Band News FM que, se o Fluminense não caísse para a segunda divisão, ele passaria a se chamar Margarete. Acabou o campeonato Brasileiro, o Fluminense não caiu, e tudo o que ele pediu foi que sua nova alcunha terminasse com te, e não com th. Atendido, pois!)

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Eu avisei…

sábado, janeiro 9th, 2010
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Boca de bruxa não falha nunca!

Lembram da previsão para 2010 que eu fiz no dia 30 de dezembro? Copio aqui:

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

Agora, ó só o que tá na home do UOL, lá nosembaixo:

uololhar

Viu? Eu avisei…

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Equipe do cursinho Anglo “figurativiza” texto de Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, janeiro 4th, 2010
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GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

Peraí que eu ainda não acabei de gritar:

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

VOU CORTAR OS

PULSOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSS

Eu juro que eu sou inocente. Estava aqui, no aconchego de meu computador, respirando e lendo a correção da prova de português da Fuvest, realizada ontem, domingo.

Ainda estou meio passada com o fato de nego considerar o tema da redação difícil. Eu faria umas vinte redações com esse tema proposto. Mas não vou me tomar como base, e não é nem por soberba, não, é porque eu sou tagarela, falo (e, por tabela) escrevo mais do que deveria, e…

Viram só? Já comecei a falar da redação, mas deixa a redação prá lá.

Caí da cadeira ao ler a correção da questão 3 sugerida pela equipe do cursinho Anglo. Gente, o texto grifado na imagem abaixo foi escrito por UM-PRO-FES-SOR! EU DISSE UM-PRO-FES-SOR!!!!!!!

Espiem só o estilo-quiabo do cidadão que respondeu à questão. Na boua, se eu sou da banca de correção da Fuvest, mando um cabra desses ir ofender a vovozinha dele…

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Aí, os alunos desses caras saem do cursinho e começam a escrever objetivando disponibilizar um novo conceito em figurativização das funcionalidades, crentes que estão abalando Bangu, e a gente é obrigado a ler essas bostas…

Tio Antônio nem sabe me dizer o que significa figurativizar…. quase me botou de castigo, porque pensou que eu estivesse a xingar sua pessoa dele…

Bom, deixa eu ajudar o senhor professor do anglo a responder de forma menos ivizante à questão da Fuvest:

O trecho em destaque pode ser entendido em seu sentido literal, mas ao fazer isso o leitor deixará de perceber o charme do estilo de Luis Fernando Verissimo. Ao saborear com prazer o texto proposto, o leitor sente que meias e água-de-colônia barata adquiriram uma conotação diferente. Tornaram-se itens reles, sem importância, com os quais se presenteia aqueles a quem se tem pouca estima. As expressões, portanto, adquiriram nova extensão de sentido, além do literal.

Tá bom assim ou quer que embrulhe?

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Seis dicas para começar 2010 de mal com a Língua Portuguesa

segunda-feira, dezembro 21st, 2009
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Engraçado descobrir que fim de ano só muda mesmo o número do ano que está acabando e do que está começando. O resto fica igualzinho. É Simone, Ivan Lins e John Lennon tocando nos alto-falantes dos shoppings e supermercados, você doida pra esfolar vivos os dois primeiros e ressuscitar o terceiro pra esfolar vivo também, de tão irritantes que soam essas musiquinhas batidas de natal…

E nas publicações? Putz! As revistas femininas publicam aquelas reportagens sobre a ceia dos seus sonhos, ou como decorar sua casa para o Natal (e você fica fula da vida quando descobre na prática da decoração mal-feita que você é um ser humano normal, e não produtora de fotografias), ou o lugar-comum dos lugares-comuns: metas para o ano que vem.

Jamais caí na esparrela de estabelecer metas pro ano que vem. Sei que não vou cumprir mesmo, então chego ao mês de dezembro do ano seguinte com alguns pesos a menos na consciência. E nem me sinto tão imperfeita.

Mas isso não vem ao caso. Vamos falar aqui de mais uma historinha tchutchuca de metas pro ano que vem. Esta pode ser encontrada aqui, no Terra.

De acordo com essa reportagem, pra você ter um bom plano de metas para o ano seguinte, você precisa ter…. FOCO!! GAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! Espiem só a obra:

1)Revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar [e que em 2010 você abra mão de ser mulher e se torne uma lente teleobjetiva!] e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar)[porque você vai ter um lado teleobjetiva e um lado lixeira, claro!] por ordem de importância. Reflita sobre os cinco primeiros itens e detalhe um plano de ação em sua agenda.

2) Organize uma agenda, onde possa centralizar todos os seus planos [e que se dane sua vida pessoal, sua casa, sua família, seu emprego…. o importante são seus planos no centro da sua agenda. Pensando bem, deixe os planos no centro da agenda, e não da vida. Pronto! Resolvido!]. Assim, não tem como se esquecer do que pretende conquistar em 2010.

3) Não tenha muitas metas. É melhor focar em poucos objetivos [hummm… se vai focar em poucos objetivos, então você pode realmente ser uma teleobjetiva, sem crises existenciais! Nada de tentar ser uma grande angular, hein?], sempre relevantes e viáveis.

4) Crie pontos de controle da seguinte maneira: a cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo [Vai fundo! Agende a reunião! Mas não se esqueça de remarcar a reunião porque você não poderá estar consigo mesma no momento marcado… taqueopa!] com o intuito de revisar suas metas e o que deve descartar. Isso diminui o risco de que as promessas sejam deixadas de lado.

5) Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança, que o ajude a manter a motivação. Questione a pessoa escolhida sobre seus planos.[Per-fei-to! Questione a pessoa escolhida sobre os seus planos! Fulano, por que eu não emagreci? Fulano, por que eu ainda não entrei pra academia? Excelente idéia pra manter sua consciência livre e tranquila!]

6) Dedique tempo a você em 2010, o que colabora na tarefa de ter energias para executar suas metas. Portanto, inclua atividades de lazer em sua rotina com uma periodicidade ao menos quinzenal.

Então, queridos, que em 2010 o ato de focar seja ação exclusiva das lentes! Concentre-se, dedique-se, preste atenção, mas não foque jamais! Tenham o trabalho de adquirir máquinas fotográficas com foco automático e sejam felizes!

Que em 2010 vocês dêem um passo de cada vez, sempre com a Língua Portuguesa a seu favor.

Felicidades!

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Objetivando estar alinhado

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
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Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Resolvi acabar com a sua noite também. Ou, então, lhe proporcionar algumas gargalhadas. Ou ainda, quem sabe, lhe trazer aquele momento de incredulidade, ao lhe fazer pensar: Meu Deus do céu! Sério que nego escreve um troço desses e acha que tá abafando?

Acompanhe mais alguns trechinhos do e-mail que eu recebi e que disse ter deletado (desculpa, menti!). Agora sim, devidamente apagado. Vejam a quantidade de alinhavos incluídos no texto. Ô mania que esse povo tem de alinhar as coisas, credo!!

Criar valor é estratégico e faz parte do intangível da organização. As empresas de consultoria atuam como facilitadoras na criação de valor para as organizações por meio da transformação do conhecimento tácito em explícito. O conhecimento tácito é aquele intrínseco ao ser humano, de difícil transmissão e o conhecimento explicito é o que está mais visível, de fácil recuperação.
O segredo para o sucesso está em oportunizar um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível
As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

(…)

O segredo para o sucesso está em oportunizar [o que queira que isto venha a significar, como diria o outro…] um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada [1] a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível [é pra fazer o quê, mesmo, hein?]

(…)

As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada [2] ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

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Da série “Colei meleca na cruz”

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
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Isso aqui chegou agora no meu e-mail. Calma, que só vou copiar o primeiro parágrafo:

O Balanced ScoreCard é considerado um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos operacionais que direcionam comportamentos e performance.

Resolvi não me aporrinhar. Adivinha qual botãozinho do meu teclado eu apertei?

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Boa noite! Vai dormir!

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Umnovoconceito em óculos escuros – eu mereço!

sexta-feira, dezembro 4th, 2009
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Vamos começar pelo mais recente.

Esse troço daí invadiu minha caixa postal. Foi uma assessoria de imprensa que mandou, juro Purdeus! Se você não entende por que o novoconceito me irrita sobremaneira, clicaqui.

Eu costumo ocultar o nome do queridocliente, mas desta vez nem isso dá pra poupar. Ou você compraria óculos escuros da marca Fuckwear? É um novoconceito em óculos escuros, djenti. Espia só a obra:

FUCKWEAR: UM NOVO CONCEITO EM ÓCULOS ESCUROS [Suspiro. profundo.]

Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, não é nada fácil. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros, a FuckWear, que traz muitas opções aos seus clientes.
Com modelos modernos e muito alternativos, a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”, afirma o empresário Alessandro Damasceno.
A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos: depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.
A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará, também, via internet por ‘e-commerce’, além de um departamento comercial integrado para lojistas. Seus produtos variam de R$ 55,00 a R$ 75,00, são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan: ‘Made with love in China’.

Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem [Ainda bem que própria tetéia tem noção de que começou o texto com um monumento ao lugar-comum]. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, [péim! Essa vírgula aqui tá errada!] não é nada fácil [no meu caso foi facinho, facinho: na loja da Dior da Rodeo Drive, em Beverly Hills (joga no Google!), todos os modelos que eu provei ficaram di-vi-nos no meu rosto. Só não trouxe uns três ou quatro por um único motivo: são caros que só!]. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros[Ok, vamos por partes: o que é um novo conceito em óculos escuros? São óculos escuros com lentes claras? Óculos escuros sem lentes? Óculos escuros que não são óculos? Onde entra o conceito do novoconceito aí? Alguém, pelamordedeus, mixplica qual o sentido de se ilustrar uma frase com um novo conceito em?], a FuckWear[quero saber que tipo de bosta passou pela cabeça do cidadão que teve a idéia de jênio de batizar seu empreendimento de FuckWear. Se for o Oscar Maroni, OK, tá perdoado. Ecompreendidíssimo. Mas avisa, né? Ou será que o novoconceito dos tais óculos escuros reside justamente no fato de os óculos escuros serem fuckwear? Aliás, fuckwear poderia ser traduzido por modelito motel?] , que traz muitas opções aos seus clientes.[Ah, eu fico tão feliz com isso! Um novo conceito que traz muitas opções aos clientes! Faltou dizer que os óculos atendem às necessidades específicas de cada cliente!]

Com modelos modernos e muito alternativos[tá vendo? Tô dizendo que esse troço é modelito motel… alternativo define!], a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado [aiopingolimqueeunãotenho! O conceito é novo e já se descolou? Então, é um conceito de qualidade duvidosa, é isso?] para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ [aaaaaaaahhhhhhhhhh, entendi! É um conceito perdido! Ele não sabe quemcossô, oncotô, proncovô… por isso é um out-sider! “O que queira que isto venha a significar”, como diria um tradutor maluco alemão-português que um dia cruzou o meu destino.] e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”[U-au! Se você reside no lugar-comum da moda mundial, seu óculos é fuckwear! se você tem estilo e está antenado às novas tendências, você… é uma vítima do consumismo enlouquecido! (Aimeudeus… onde é que eu fui amarrar a minha égua?)] , afirma o empresário [por motivos de Vergonha Alheia omito aqui o nome do culpado pela coisa. Mas garanto que não é o Maroni!]

A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos[Sei, sei… Acho que vou convocar minha cara de interessada pra continuar a ler este texto!] : depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, [hummm… ou a tchutchuca tira o depois do começo da frase, ou acrescenta um objeto direto aqui, senão o texto fica sem… estilo, sem personalidade, saca? Tá bom, fica sem sentido, mesmo!] garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.

A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará[Eu sa-bi-a que iria pulular um disponibilizar no meio desse texto! O cheiro da ameba ja me anunciava isso!], também, via internet por ‘e-commerce’[Ai, que beleza! Via Internet os produtos serão vendidos por…. e-commerce! Parafraseando Stanislaw Ponte Preta, queremos crer que tal inovação revolucionará o conceito de mercado de e-commerce via internet!] [Mas o melhor vem agora:] (…)  Seus produtos (…) são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan: Made with love in China.[Eu fui a única a ver a cara do cidadão que fabrica os óculos com amor chinês?]
Então, ficamos combinadíssimos assim: se você é descolado e se amarra num lugar-comum, você usa o modelito motel, certo?
Permitam que eu me abstenha a tentar melhorar esse texto. Redação sobre a marca FuckWear já está fadada à vergonha alheia antes mesmo de ser pensada!
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“Quem não se comunica, se trumbica”

terça-feira, dezembro 1st, 2009
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Por mais incomparáveis que seja, a rádio Saara dá de mil no boletim radiofônico da Price Waterhouse Coopers. e eu provo!

Por mais incomparáveis que sejam, a rádio Saara dá de mil no boletim radiofônico da Price Waterhouse Coopers. E eu provo!

Vou ousar comparar alhos com bugalhos neste texto. Espero que vocês compreendam o que eu quero dizer. Pra começar, já aviso que entendo perfeitamente que são duas realidades diferentes, de mundos diferentes, enfim, comunicações diferentes pensadas, feitas e executadas para públicos absurdamente diferentes. Mas ainda assim, se compararmos cada uma delas dentro de seu mundinho, veremos que uma é infinitamente mais eficaz que a outra.

Sim, crianças. Eu vou comparar o boletim de rádio da Price Waterhouse Coopers com a Rádio Saara, do Rio de Janeiro. O primeiro fala com a classe AAAAAAAA (insira quantos As você quiser aí). A segunda, com as classes C, D, E, F (…), W, X, Y e Z. Mas no quesito “vamos vender o peixe”, a banquinha da Saara é bem melhor, viu?

Explico: ouço toda manhã o ” Boletim Price Waterhouse Coopers” na Rádio Bandnews FM (na verdade, eu quero é ouvir o José Simão, mas o boletim da PWC é marromeno junto). É, junto com o jingle da Santil (Vamos cantar o jingle da Santil? é assim: ***-***, material elétrico é na Santil!”, repetido ad nauseum. Os asteriscos referem-se ao número do telefone dessa loja que eu ME RECUSO A FORNECEEEERRRRR!!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!), as duas coisas que muito me irritam na programação da rádio. Mas como isso é culpa do departamento comercial deles, e não do jornalismo, relevo.

O boletim PWC é um conjunto diário de erros que não compensam seu conteúdo. É um texto que, muitas vezes, não deveria nem ser lido com os olhos, quanto mais escutado. Ele é narrado por um conssultô que, invariavelmente, não tem voz para fazer locução, muito menos dicção para falar um texto no rádio.

Infelizmente, não tenho exemplos desses áudios disponíveis web afora. Mas o texto lido pela voz xôxa, com entonação zero e empolgação menos vinte, é mais ou menos assim:

As empresas qsprens fazer fusões e aqsções encontram um patamarfavrável nos próxmossmestres. é o que indicam estdos eftados pelasmprsas qstão diznvolvendo etc, etc, etc, etc…

Chato, enfadonho, irritante, praticamente moribundo. Não seduz a sua atenção e, se você por um acaso estiver prestando atenção, vai se irritar por não conseguir entender a dicção do sujeito. Em outras palavras: é um trabalho feito com quase nenhum profissionalismo.

Se fosse um troço bem feito, a PWC teria contratado um redator que transformaria o conjunto de abobrinhas consulto-econômicas em português falável mais um locutor decente que saberia dar a ênfase certa a cada palavra, de forma a melhorar a compreensão do texto. A redação do sinhô conssultô adquiriria um aspecto no mínimo mais interessante.

Mas eu até imagino o sujeitinho de terno e gravata impecáveis justificando o…. formato atual do boletim PWC, me dizendo que trata-se de um produto cost-effective. Que, em bom português, significa: ah, a gente paga um troquinho lá, e fica um troço qualquer feito de qualquer jeito (de qualquer jeito = sem profissionalismo). Parece que nunca ouviram os sábios conselhos do senhor Abelardo Barbosa, que dizia, lá no alvorecer (credo, que figura de estilo horrorooooooooooooosa!) início do século XX: Quem não se comunica, se trumbica.

Ponto parágrafo.

Daí, você vai ao Rio de Janeiro e resolve visitar o mafuá que é a região da Saara. Olha aí em cima na foto (que eu peguei aqui) que você vai entender o que eu estou falando. Trata-se de uma região repleta de lojas que vendem produtos a preços acessíveis (ou, como diria o sinhô conssultô, cost-effective…), sempre repletas de gente indo e vindo e voltando e, o que é pior ainda, parando no meio do caminho pra ver as promoções. Com gerúndio e tudo! O barulho é de ensandecer.

Mas na Saara, região que compreende as ruas da Alfândega, Senhor dos Passos, Conceição, Buenos Aires e adjacências, existem altos-falantes espalhados no alto por cima das cabeças dos transeuntes. Que só propagam comerciais locais.

(Pausa para os créditos. Baixei os comerciais abaixo lincados neste blog aqui, na categoria som das ruas).

E aí, como fazer para se destacar auditivamente nesse mafuá, e ainda falar diretamente com seu público-alvo?

Bom, se o que você quer é comprar cristais Svarowski, por exemplo, não pode perder este spot aqui. Ou este.

O spot da fulana que se veste feito um par de jarras é de doer na alma. Beira a Vergonha Alheia.

Os comerciais veiculados vendem ainda uniformes, meias, comida

Imagine, então, você a andar pelas ruas da Saara e ouvir uma cidadã berrar o quanto ela ama Svarowski, ou mesmo Lizinacio a anunciar o maravilhoso cardápio do Macedônia Grill. Sua atenção é conquistada, você entende tudo o que é dito (por mais horrorosa que seja a voz da locução) e, no mínimo, fica curioso pra conhecer a loja. Nem que seja pra ver a cara do cidadão que contratou um comercial desse naipe. E, se estiver de bom humor como eu, ainda cai na gargalhada ao ouvir que a moça quer uma canga indiana (desculpem, mas esse spot eu não encontrei).

E aí, quem vende melhor? O sinhô conssultô ou o pessoal da Rádio Saara?

Sabe quanto custa um comercial na rádio Saara? Clique aqui e descubra.  Sabe quanto custa uma consultoria da Price Waterhouse Coopers? Melhor nem saber… E então, quem se trumbicou?

E pelamordedeus, não me clique aí nos comentários pra me dizer que são produtos para públicos diferentes, por que EU-SEI-DISSO! Comecei esse texto falando justamente isso! E eu ainda ressalvei que, guardadas as respectivas diferenças de públicos, um se comunica bem melhor com seu alvo do que o outro… (entendeu ou preciso desenhar?)

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Pediu pra escrever mal – e entrou DUAS VEZES na fila

sexta-feira, setembro 11th, 2009
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Não sei quem é Conrado Adolpho. Pra mim, isso é nome de personagem do Chico Anysio. Só acho que um sujeito que ainda usa o ph no lugar do f não tem exatamente moral pra falar de últimas tendências de Internet. Pior ainda se você levar em conta o fato de que este troço daqui foi encontrado em meu e-scaninho (aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!! Miacaaaaaaaaaaaabo com trocadilhoooooossss!!) de lixo eletrônico. Meu programa de e-mail sabe das coisas, viu? O cara se vale de spam pra dar aulas de marketing digital!!!!

Prá quê tudo isso? O cabra usa spam pra divulgar um festival universal de lugares-comuns deste naipe (Duvida que o texto exista? Táqui! A piada pronta já começa no link, que chama 40 anos de Internet de novidades! Fujam para as montanhas!) aqui:

Em 40 anos de existência a internet se renova a cada dia. Em tempos de redes sociais e comércio eletrônico, há um ápice na construção de conhecimento.
1969 – o ano que mudou a história da humanidade – teve sua presença marcante nos mais variados campos do conhecimento. Neil Armstrong dá um “grande passo para humanidade”, Joplin canta e encanta em Woodstock e, em 2 de setembro de 1969, dois computadores da UCLA trocam dados pela primeira vez em um experimento da criação da Arpanet, embrião do que seria a internet.
Nesse ano, até o Pelé teve sua participação com seu milésimo gol.
A lua há muito já se tornou lugar comum da humanidade, Woodstock só vive na lembrança dos sessentões, mas mudou a história do rock e, quarenta anos depois, a Internet está mais atual e moderna do que nunca – virou revolução social.
Em tempos de redes sociais, comércio eletrônico e processos por pirataria, a rede se mostra como o ápice da construção de conhecimento desde a invenção da escrita e faz com que o consumidor tenha, pela primeira vez, voz ativa. As novas tecnologias vieram para ficar e mudar as regras do mercado.
Nesses 40 anos, o mundo mudou mais do que nos últimos 400. Tal constatação fica fácil quando consultamos os acontecimentos na Wikipedia dos últimos séculos. Quer saber como foi o próprio Woodstock? Entre no YouTube e veja por si só. A Lua? Google Moon.
Sempre afirmo que a Internet não é uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas. Foram as próprias pessoas que construíram o que vemos hoje. Que tomaram as rédeas do mercado e fizeram todo o trabalho.
Empresas se viram com suas regras viradas de pernas para o ar e tentam entender a tal da geração Y – os nascidos entre os anos 80 e 90 – e como gerar receita com as famosas “redes sociais”.
O marketing ganha novos sobrenomes como “digital”, “viral”, “de busca”, “de permissão” e outros. Surgem os anunciantes “do it yourself”, que fazem sua própria propaganda em ferramentas como Adwords.
O Google prevê a crise do final de 2008 quando percebe uma maior busca pela palavra “ouro” em meados de agosto, sinal de que os consumidores procuravam investimentos mais seguros.
Se o Facebook fosse um país, seria a 4ª nação mais populosa do mundo e acha que se tornará lucrativo “já” em 2010 (!).
Nesses 40 anos de internet, a própria internet é um retrato de tais mudanças. Uma testemunha ocular de tais transformações, ao mesmo tempo em que se torna dia a dia a protagonista de muitas delas.
Enfim, um brinde à Internet, nossa quarentona que se renova a cada dia. Um brinde àquela que para cada um de nós parece ter apenas 15 anos – uma eterna e rebelde adolescente.

Em 40 anos de existência a internet se renova a cada dia [Imagine você, meu caro internauta, ter que pagar prum cabra te dizer uma ululância deste jaez!]. Em tempos de redes sociais e comércio eletrônico, há um ápice na construção de conhecimento [Acho que ele escreveu essa frase só pra usar a palavra ápice!].

1969 – o ano que mudou a história da humanidade – teve sua presença marcante nos mais variados [quem escreve “mais variados” ou “e muitos outros” não tem muito o que dizer. Eu já deveria ter parado de ler esta bosta lá no primeiro parágrafo, mas gosto de sofrer, fazer o quê?] campos do conhecimento. Neil Armstrong dá um “grande passo para humanidade”, Joplin canta e encanta em Woodstock e, em 2 de setembro de 1969, dois computadores da UCLA trocam dados pela primeira vez em um experimento da criação da Arpanet, embrião do que seria a internet. [de novo: esse texto está identificado como “Novidades”! Retrospectiva de 1969 é novidade NAONDE, MEUDEUSDOCÉU?!?!!?!? ]

Nesse ano, até o Pelé teve sua participação com seu milésimo gol.

A lua há muito já se tornou lugar comum da humanidade [pausa para gargalhar. Perdoem, mas é que tenho que gargalhar com cuidado, porque me doem os pontos da cesárea do feiticeirinho… lugar-comum da humanidade é a sua existência, ameba!], Woodstock só vive na lembrança dos sessentões, mas mudou a história do rock e, quarenta anos depois, a Internet está mais atual e moderna do que nunca – virou revolução social.[Agora, ameba, explica se isso acontece nas atualidades dos dias de hoje (escrevi de propósito) ou se já aconteceu no relato das novidades de 1969!]

Em tempos de redes sociais, comércio eletrônico e processos por pirataria, a rede se mostra como o ápice da construção de conhecimento desde a invenção da escrita e faz com que o consumidor tenha, pela primeira vez, voz ativa. As novas tecnologias vieram para ficar e mudar as regras do mercado. [blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla]

Nesses 40 anos, o mundo mudou mais do que nos últimos 400 [por falar em comida para gatos, confiram minha cara de atenção e apreço para com este texto]. Tal constatação fica fácil quando consultamos os acontecimentos na Wikipedia dos últimos séculos. Quer saber como foi o próprio Woodstock? Entre no YouTube e veja por si só. A Lua? Google Moon. [Mais uma vez, confiram minha cara.]

Sempre afirmo que a Internet não é uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas [/filosofia barata com ideias idem]. Foram as próprias pessoas que construíram o que vemos hoje [Ah, não foi Papai do céu? Puxa, magoei agora! Vou chorar…] . Que tomaram as rédeas do mercado e fizeram todo o trabalho.

Empresas se viram com suas regras viradas de pernas para o ar e tentam entender a tal da geração Y – os nascidos entre os anos 80 e 90 – e como gerar receita com as famosas “redes sociais”.

O marketing ganha novos sobrenomes como “digital”, “viral”, “de busca”, “de permissão” e outros. Surgem os anunciantes “do it yourself”, que fazem sua própria propaganda em ferramentas como Adwords. [E isso é novidade! O cabra postou isso tudo sob o título No-vi-da-de!!!]

O Google prevê a crise do final de 2008 quando percebe uma maior busca pela palavra “ouro” em meados de agosto, sinal de que os consumidores procuravam investimentos mais seguros. [oooohhh…]

Se o Facebook fosse um país, seria a 4ª nação mais populosa do mundo e acha que se tornará lucrativo “já” em 2010 (!). [Por que eu não parei de ler essa toba lá em cima, meudeusdocéu?]

Nesses 40 anos de internet, a própria internet é um retrato de tais mudanças [Quem disse eu? Eu disse eu!]. Uma testemunha ocular de tais transformações [GAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! A Internet é o Seu Repórter Esso!!!!], ao mesmo tempo em que se torna dia a dia a protagonista de muitas delas. [Nãããããoo!! A Internet é estrela da novela das oitoooooooooo!!!! Fujam para as montanhaaaaaaaaaaasssssssssss!!!!!!]

Enfim, um brinde à Internet, nossa quarentona que se renova a cada dia [Aaaiii.. não sei se choro ou se tomo um Dramin!]. Um brinde àquela que para cada um de nós parece ter apenas 15 anos – uma eterna e rebelde adolescente. [Dramin, definitivamente! E uma lâmina, por favor! Vou cortar os pulsos!!!]

Não vou me dar ao trabalho de reescrever essa bosta daí de cima. Prá quê refazer um texto que fala sobre a tergiversação acerca do óbvio ululante? O Mané daí de cima que refaça um texto menos óbvio e mais rico em informações úteis para os leitores, oras! E que não envie essas coisas a outrem por spam! Spam de bêbado não tem dono, viu?

Diquinha básica: aprenda a escrever sobre tecnologia com João Bonnassis. (Miacaaaabo com o Boninha!!)

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Cubo mal-assombrado e hermafrodita

quarta-feira, setembro 2nd, 2009
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Alguém, pelamordedeus, controle essas amebas escreventes! Pô, não é fácil cuidar do feiticeirinho e ver um monte de ameba pululando na sua frente! Vou ter que andar com borrifador de vinagre fervente preso na cintura pra ver se adianta alguma coisa!!!

Vejam vocês a pérola de Deus-sabe-o-quê que a Professora Ju (que muito bem se assinou ectoplasma de plantão) mandou pro meu e-mail. É um texto com sérios problemas psicológicos de personalidade e de sexualidade, muito ameaçador e mal-assombrado. Fala de uma toba, só definida no quarto parágrafo, que será inaugurada em Campinas (SP) em setembro. Segundo o texto, é uma Cubo. Mas vamos acompanhar o primor de redação:

Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado [Pronto! Começou bem! Nego tá tão acostumado com lugar-comum pra tapar buraco em texto, que trata os negócios que nem pedaço de pão pra calafetar dente cariado! Bosta, se o empreendimento é único, me digam prá quê ele precisa se diferenciar dos outros? Se ele é “diferenciado” (quanto deu o resultado do cálculo diferencial?), é porque ele nasceu igual aos outros e foi… er… diferenciado a posteriori – ou eu estou errada?] . Baseado nos conceitos de música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão, o local reúne esses quatro elementos [Eparrê-iansã! Que reza braba, sô! O Conceito transubstanciou-se em elemento? Isso sim é que é milagre do Espírito Santo! Fazer uma virgem conceber sem pecado não é nada diante da transformação de QUATROOOOO conceitos em QUATROOOOO elementos!!!] em uma atmosfera sofisticada e inovadora [taí outra palavrinha que de tão mal-empregada tornou-se extremamente vulgar. Cara, uma inovação é um troço sério à beça! Considero uma inovação digna do título, por exemplo, a telefonia celular. Se antes você não tinha como se deslocar enquanto falava ao telefone, a tecnolgia celular lhe conferiu esse poder. Aí, sim, tivemos um novo conceito em telefone: você não só pode transmitir sons à distância (daí o nome tele-fone), como também pode fazê-lo enquanto estiver em movimento. Mas qual é a inovação do Cubo em questão? Aliás, de que se trata esta toba, meudeusdocéu?] jamais vista na cidade. [É fácil saber quando o texto tá uma bosta. É só comparar a quantidade de texto em vermelho e a quantidade de texto em azul. Se tem mais azul que vermelho, é porque a redação me dá margem de sobra pra desancar… mas vamos ao parágrafo seguinte. Soframos:]

Tecnologia digital mesclam as cores dos leds em forma de cubos, sistema de VU nas paredes que interagem junto com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários.
Com capacidade para 350 pessoas, a casa possui uma localização estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente uma interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.
Reforçando estas características, a Cubo será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.
A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.
Em breve!

Tecnologia digital mesclam [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!! A tecnologia digital mesclam? Dona concordância nominal continua de férias? E volta quando, meu Deus?] as cores dos leds em forma de cubos [bom, até agora conseguimos descobrir que os cubos do local serão formados por luzinhas projetadas graças às manobras propiciadas por dona tecnologia digital. Mas onde, quando e por que ainda não sabemos… paciência, pois] , sistema de VU [não sei o que é VU. Mas esse texto causa uma grande VA (vergonha alheia) nos leitores] nas paredes que interagem junto [FUJAAAAAAAAAMMMMMMMMM!!!!! É ASSOMBRAÇÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!! As paredes interagem junto? Isso é assombração pleonástica! Só pode ser! Pleonasmo, se você não está ligando o nome à pessoa, é aquela figura de linguagem que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como uma interação junto, por exemplo. Estou para conhecer a interação em separado…] com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários. [Muito medo desse sound system que dispensa comentários. Gostaria de saber mais detalhes sobre o sistema de som, mas acho que as assombrações pleonásticas não permitiram sua versão para o português fluente, né mesmo?]

Com capacidade para 350 pessoas [Bom, se a casa tem capacidade pra 350 pessoas, presume-se que seja um local de festa, ou boate, ou danceteria…], a casa possui uma localização [outro caso de verbo mal casado com o substantivo. Quer dizer, então, que entre as suas posses você pode incluir uma localização? Localização é uma coisa que você compra? Que eu saiba, fica mais bonito trocar ou ter uma localização… mas vamos deixar isso prá lá. Dos males o menor.] estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente [gosto muito dessas amebas que deixam suas ganas de controle total nas entrelinhas. Elas são tão legais que até permitem que o queridocliente faça isso ou aquilo. Mais que isso, elas não permitem, não! E quem tentar vai pro castigo por desobediência! Oras… cliente bom é cliente obediente e controlado!] uma interação total [Mas aqui não dá pra relevar! Alguém pode, por favor, me explicar como é que os ambientes reservados interagem de forma total?] com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público. [Pronto! Tá vendo só? Ôestilozinhodemerda, sô! “Satisfazendo com perfeição” é um “atendendo às necessidades” mais pernóstico, né não? Ou um papel higiênico com folha dupla e macia!]

Reforçando [NÃÃÃÃÃÃOOOOO!! Gerúndio NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!] estas características, a Cubo [o local em questão já nasceu hermafrodita. Tem dois sexos, o… empreendimento (taqueopa…). Bem melhor ficaria se tivesse um complementinho pra dar uma liga, como “a boite Cubo”, ou “a danceteria Cubo”. Faria mais sentido, né? Do jeito que tá denuncia hermafroditismo! A não ser que isso seja apenas um golpe de marketing para trazer a Lady Gaga pro Brasil! OK, desculpem, piadinha péssima essa…] será o responsável [viram só? Fica difícil saber se o tal do Cubo é menino ou menina!] por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube [Táqui! Táqui! Táqui!!! É um clubeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! No QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARTO PARÁGRAFOOOOOOOOO a gente descobre que a toba é um clube! Então, ‘bora chamar de “Cubo Clube”? Assim fica lindinho!] abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.

A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.[Temor das noites campineira. Nessas noite, as paredes interagem junto em ambientes inovadores, diferenciados e mal-assombrados! Fujam para as montanhas!!]

Em breve! [E eles ainda ameaçam você! Se você não fugir a tempo, a Cubo chega e bota as paredes pra interagir junto! Cuidado!!!]

´Bora reescrever a toba:

Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado. O clube reúne música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão em uma atmosfera sofisticada e inovadora [vamos combinar que esse inovadora é dispensável] jamais vista na cidade.

Graças à tecnologia digital, as cores dos leds são projetadas em forma de cubos na pista. Além disso, o sistema de VU nas paredes faz com que elas interajam junto com a equalização das músicas. O local ainda conta com um aquário iluminado por leds, que fica no bar, e um sistema de som bem poderoso.

Com capacidade para 350 pessoas, a localização da casa é estratégica e de fácil acesso-ponto. O clube também dispõe de ambientes que, embora reservados-vírgula, conferem ao cliente interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.

E para reforçar tais características, o Cubo Clube será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.

O Cubo Clube inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineiraS.

Em breve!

E que fique registrado que o texto foi reescrito com uma das mãos ocupadas (o feticeirinho tava no meu colo cochilando depois de mamar…). Ou seja: não é nem um pouco difícil escrever direito, viu?

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Por que me ufano de Chico Bento

quinta-feira, agosto 13th, 2009
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"Creidi? Quem é essa sirigaita?" Miacaaaaabo!!

"Creidi? Quem é essa sirigaita?" Miacaaaaabo!!

Miacaaaaaaaaaabo com o Chico Bento!

Esse quadrinho está na página 18 da revistinha dele, edição deste mês. Aliás, se você quiser manter o bom nível de suas leituras, recomendo veementemente que troque revista Veja por Chico Bento.

Na historinha de abertura, Zeca, o primo do Chico Bento que mora na cidade, foi com a namoradinha Denise pra roça, fazer uma festa rave de aniversário.

Nesse quadrinho, o Chico, totalmente envolvido com os preparativos para o evento que “causou na roça”, recomenda à Rosinha que faça um upgrade. E a Rosinha fica doida pra saber “quem é essa sirigaita dessa Creidi”.

Amo quem destrói com tanta classe e deboche as macaquices dos anglicismos que, de tão incorporados ao nosso dia-a-dia (com hífen, pelamordedeus!) já nem incomodam mais aos nossos ouvidos conformados.

E não pensem vocês que o Chico Bento é o meu personagem favorito. Prefiro o Zé Lelé.

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A performance diferenciada da ilha de Fidel

segunda-feira, agosto 10th, 2009
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Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Aiomeusaco! Dez sílabas pra dizer que os cubanos são melhores?!?!

Bom dia pra você também. Isso se você acha que o dia está bom! Porque o dia já me começou com um típico texto de segunda! Aqueles textos que só ocorrem às segundas-feiras, e são feitos com o explícito propósito de me irritar!

Pelo menos, o conteúdo do texto tem uma fina ironia por trás. Foi postado no UOL Educação. Mais precisamente aqui. E fala sobre o mau desempenho de alunos que não tiveram bons professores (tadinha da tia Maricota, sobrou pra ela!).

A história é a seguinte: professores cubanos são mais bem preparados (por favor, hoje é segunda-feira, ainda não deu meio-dia, e eu estou com sono. Não venha me dizer que o correto é melhor preparados, pra não virar sapo! Outro post sobre isso a seguir!). Portanto, formam alunos melhores, que têm melhor desempenho.

Daí, a ameba me chegae me tasca essa expressãozinhahorrororooooooooooosa no final do primeiro parágrafo! BLEARGH!!!

Ela não queria repetir as palavras desempenho superior das duas primeiras linhas. Até aí tudo bem. Mas o que aconteceu com o pronome demonstrativo isso? Qual o problema com o isso? O isso é tão prático nessas horas!

E, ainda por cima, a performance diferenciada de dona ameba veio seguida de uma expressão carregada de preconceito: a ilha de Fidel. Não só ela já se esqueceu que Fidel não é mais o maioral (ele pode ser uma espécie de Rubinho com o primeiro prêmio do GP, ou ainda um Schumacher com status de Barrichello, mas não é mais um puro Senna ou um puro Piquet, por exemplo) em Cuba, como a ilha NUNCA pertenceu a ele, e sim aos cubanos.

Quem escreve ilha de Fidel já denota preferências políticas – algo condenável num texto jornalístico, que deve (ao menos deve, né?) pretender-se isento. E a pobrezinha ainda teve que elogiar a… ilha de Fidel no texto. Bem feito! Quem mandou tentar empolar a redação?

Performance é expressão aportuguesada. Há quem prefira [Dona Bruxa levanta o dedinho e diz: eu! eu! eu!] relegá-la ao ostracismo absoluto, e trazer o desempenho, sua versão 100% portuguesa, para as luzes da ribalta. E diferenciada é a @#$#$¨$%$%¨! Já falei sobre o diferenciado aqui. Então, eu pergunto: o cálculo do diferencial de performance deu quanto, querida?

Se, em vez de escrever Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: a tchutchuca tivesse redigido

Segundo o pesquisador Martin Camoy, há uma razão para isso:,

Minha segunda-feira estaria bem melhor.

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Miguel, o anjo faxineiro, também colou meleca na cruz

quinta-feira, agosto 6th, 2009
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Daí que um dos frequentadores deste caldeirão não é um mero ectoplasma suíno. Não, senhor! O Miguel foi promovido a anjo, e faz uns bicos de faxineiro aqui no Objetivando Disponibilizar. Toda vez que encontra uma minúscula onde deveria ter uma maiúscula, lá vai o Miguel espanar a sujeira! Ele é um chaaaaaaaaaaaaaato – mas quem sou eu pra reclamar? Eu também sou!

Só reclamo quando ele implica com o cachorro – meu cachorro é quem manda em casa, oras bolas!

Mas, enfim, na vida real Miguel já foi revisor, num passado cujas memórias não lhe são agradáveis. Esta é a meleca que ele colou na cruz. Pelo menos serve pra gente se divertir. Ouçamo-lo (BLEARGH! QueÊncliseHorrorosaaaaaaaaaaaa), pois:

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria “Jura que é isso que você quis dizer?”. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:
“A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres”. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que: a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneado por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)
Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?
Chega.
Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria Jura que é isso que você quis dizer?. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:

A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneados por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)

Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?

Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Como vocês podem ler, acho melhor eu reunir um mutirão para faxina de meleca de cruz. Só assim a gente expurga os fantasmas do passado, e se livra das amebas escreventes…

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Sub-twitter, sub-promoção

segunda-feira, julho 6th, 2009
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Aiomeucaldeirão…

Tô tentando levantar o rabo desta cadeira para esquentar o meu almoço, mas as amebas estão impossíveis hoje!

Não é de espantar que o @cardoso queira esganar o autor desta coisa até polpificar (miacaaaabo com o Cardoso!)

A idéia do site tal [não vou fazer propaganda gratuita de ideia de bosta] se realiza com site destinado à assuntos [em primeiro lugar: NÃO EXISTE CRASE ANTES DE PALAVRA MASCULINA!!!! em segundo lugar: SE A PALAVRA ESTÁ NO PLURAL, POR QUE A CRASE FICOU SEM O ÉSSE?!?!?!?!] relacionados [ante a iminência do ponto desta frase, eu vaticino: quefrasezinhadebosta, porra!] . Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto [é impressão minha ou a ameba está escrevendo que nem texto em inglês daqueles produtos que inspiram as Organizações Tabajara?].

Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo [Tá bom. Agora alguém pode me explicar porque a palavra tempo tem que vir precedida de espaço ou de período? Cáspita, tempo é tempo, não precisa de muletas!!!!] estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir [heeeeeeiiin? Agora você pode interagir com… temas? E tema virou gente, com quem você pode interagir?!?!?Socoorrrrooooooooo!!!!!] assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado [aaaaaaahhhhhhhh… então é isso!?!?! As pessoas descobrem os temas que as outras estão a postar, e daí interagem… com os temas, né? aimeudeusdocéu…a Veja tinha razão quando publicou na capa desta semana que tuiteiro é tudo um bando de solitário…] .

Com a ferramenta [taí outra palavrinha que eu o-dei-o. Mas sua substituição é praticamente impossível, de tão arraigada que ela está em nossos neurônios!] Tal você pode dar destaque a [Porra, ameba! Aqui tem crase! Não tacou por quê, hein?] sua forma de pensar, interagir através [suspiro. Interagir através?!?!?!] de assuntos relacionados [Ah, e se eu quiser interagir através de assuntos não-relacionados? Tipo: o que você pensa sobre a morte de Michael Jackson? R.: Acho que Ronaldo estava impedido, mas o juiz não marcou porque no momento ele olhava para a arquibancada.] formar grupos de amigos com fácil percepção [COM-PRO-VA-DO! A FERRAMENTA É PARA AMEBAS!!!! Os grupos a serem formados devem ser obrigatoriamente compostos de amigos com fácil percepção!!!] de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar [aiomeusacooooooooo… quanto lugar-comum!!!!]

Divirta-se!

Pensou, Falou… (nome do site)![não satisfeita com o lugar-comum, a ameba ainda nos brinda com um sloganzinho-prá-lá-de-batido-qualquer-nota]

E lá vou eu tentar melhorar a bagaça… embora, na verdade, esteja a sonhar com o macarrão que me aguarda na cozinha… obrigações primeiro, almoço depois!

Tudo começou com a ideia de um site para assuntos relacionados. Daí surgiu o lshidfksd.com. Lá, você escreve o assunto de seu interesse, encontra e é encontrado por quem esteja discutindo aquele mesmo assunto.

Por exemplo: você quer falar sobe cinema brasileiro? Faça o post da frase e imediatamente o sistema lista outras pessoas que, naquele mesmo  momento, estão postando assuntos relacionados a “cinema brasileiro”. Você pode escolher temas para discussão e pessoas com quem interagir. [é, sei que não ficou lá grandes coisas, mas foi o que deu pra arranjar. Tô com fome, bosta!]

Com a ferramenta Tal você pode dar destaque à sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.

Divirta-se!

Pensou, Falou… [nome do site]!

Cardoso, ficadica: após a polpificação, despeje uma garrafa de vinagre daquele bem barato, por favor. O ácido acético ajuda a eliminar amebas e bactérias. Se precisar de ajuda, tamosaí, viu?

Se você quiser ver a cara da ameba que teve essa ideia, clica aqui. Por sua conta e risco, claro!

E dá licença, vou almoçar!

A idéia do ualah.com se realiza com site destinado à assuntos relacionados. Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto.
Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado.
Com a ferramenta ualah.com você pode dar destaque a sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.
Divirta-se!
Pensou, Falou… UALAH!
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Comida de faraó

segunda-feira, junho 29th, 2009
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Resolvi conferir a dica que a Rosana Hermann enviou via Twitter. E me assustei. Mas acho que, no frigir dos ovos (com duplo sentido, por favor), esse texto só vem dar mais destaque ao que venho defendendo aqui desde que este caldeirão foi aberto a visitações.

Tenho horror a texto mal escrito, como vocês já devem ter percebido. Os textos são uma forma de você expressar o que você pensa, faz da vida, enfim, é a sua comunicação com o mundo além dos seus neurônios. Se você não souber fazer isso direito, o mundo não te compreende. Se você falar de qualquer jeito do seu trabalho, vai vulgarizar a sua carreira, o seu ganha-pão. E pode até dificultar a entrada de grana no fim do mês.

Por quê todo esse discurso pseudo-politicamente correto? Porque eu li um texto qualquer, escrito de forma qualquer, pra dizer qualquer coisa. Se fosse mulher, esse texto seria chamado de rameira, de mulher da vida (como se prostitutas tivessem vida fácil, mas deixa isso prá lá). O que mais me assusta é que esse texto pretende-se a vender os serviços de um…. motel!

Estou falando da tchutchuca contida nesta página aqui. Não vou entrar aqui no mérito dos nomes dos pratos de restaurantes, se eles devem ser traduzidos ou não. O que mais me incomodou foi o pouco caso que o motel tem com o queridocliente. Pretendendo-se chique e eficaz, brindou os internautas com este desfile de lugares-comuns:

O Egytus oferece um cardápio com uma ampla variedade [ampla? 12 pratos entre massas, carnes e peixes e ele chama de ampla?] de pratos que atende a todas as preferências [tem certeza? e se eu não gostar de nada do que vocês servem, vocês atendem às minhas necessidades?] , além da rapidez na entrega.
Nossa cozinha padrão internacional
[como assim, padrão internacional? O que seria esse padrão, e qual diferença dele para o padrão nacional?] funciona 24  horas, preparando [gahhhhhh!!!! O-DEI-O ESSES GERUNDINHOS DE BOSTA QUE SURGEM DO NADA NO MEIO DAS FRASES!!] os mais sofisticados pratos [isso é um motel ou um restaurante de alta gastronomia?] sempre no momento em que são pedidos [ah, que bom, não? A gente pede um prato e eles servem na hora! Que inovação no conceito de atendimento…]
.
Oferecemos pratos saborosos
[Jura? Não é gororoba, não?  E se fosse uma gororoba, você iria avisar aos queridosclientes?] feitos com ingredientes de primeira qualidade [Jura de novo? Puxa vida, quanta inovação no atendimento!! prato gostoso, feito com ingrediente diqualidadi!]
.

Daí, o cardápio oferece maravilhas, como FILÉ AVIANENSE ou então o ESCALOPE DE FILÉ PUAVEL.

Pô, se a cozinha é tão diqualidadi assim, meu tio, que tal ao menos escrever corretamente os nomes dos pratos que ela oferece? Ou cozinha, no seu motel, nada mais é do que um trocadilho com os… demais canais do queridocliente?

É, hoje é segunda-feira e eu estou de mau humor! Tá olhando o quê, hein?

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O banco com problemas existenciais

sexta-feira, junho 26th, 2009
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Não sofro mais com a conta negativa nem com as taxas de juros do banco do qual sou correntista. Sofro de me arrancar os cabelos é com as amebas escreventes que reinam naquela instituição financeira. E parece que elas fazem esses textos pra me afrontar, porque sabem que eu vou ler tudo – sério, os textos escritos pelas amebas do meu banco estão me causando alergias que se manifestam em forma de manias de perseguição!!!

Daí que quem quiser pode entrar numa das agências desse banco (propaganda gratuita? Nem vem que não tem!) e pegar um caderninho simpático, lindo e quase ecologicamente correto, pois foi confeccionado em papel reciclável (se totalmente correto fosse, pelo texto que contém deveria ter sido impresso em papel higiênico) e informa –  não, palavra muito forte; avisa – também não, pq essa toba pode não funcionar de uma hora pra outra; relata – não, não é relatório lista (pronto, acho que deu!) as formas de os correntistas usarem as facilidades (embora eles prefiram falar em funcionalidades) do banco. Eu ia colocar a foto da tetéia aí em cima, mas achei melhor digitar o texto todo pra meter o meu sarrafo costumeiro em canetas azul e vermelha.

Voltando à vaca fria, o livretinho abre com um típico texto fez-se a bosta!:

Pensando em proporcionar [Primooooooooooo!!!  Uai, vocês não sabiam, não? O Pensando em proporcionar é primo do Objetivando disponibilizar! Cresceram juntos, os dois, uma gracinha!! A diferença é que o Pensando (…) ganhou uma preposição e ficou mais gorduchinho, enquanto o Objetivando (…), por começar com um O maiúsculo, dispensou a preposição por se considerar fofucho o suficiente!] comodidade, conforto, agilidade e segurança aos nossos clientes [ai, como eles são bonzinhos, não? Fico tocada com tamanha prestatividade!] , o banco Tal coloca à disposição [ponto positivo! Não falou disponibilizar, merece ponto positivo!] diversos canais de atendimento, cada qual para atender suas necessidades [taqueospa… primeiro o texto tasca um atender necessidades, macaquice-muleta de ameba escrevente. Segundo, porque láááááááá em cima, ele fala em nossos clientes, e aqui embaixo, resolve atender suas necessidades! Quer dizer, os clientes são nossos, mas as necessidades são suas de quem, cara pálida? Dos Canais de Atendimento? Se o banco está com problemas existenciais, que vá resolvê-los no divã do analista – ou bote as amebas escreventes pra correrem de lá, oras!] de produtos e serviços bancários.

Você pode realizar a maioria de suas transações nos canais de atendimento disponibilizados [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!! DEVOLVAM O PONTO POSITIVO DO PARÁGRAFO ANTERIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!] pelo banco Tal, além do [agora, preparem-se porque vai começar a sessão comédia. Segurem o riso:] bom atendimento prestado por profissionais capacitados em nossas agências. [palavras deles, não minhas].

Melhorar essa bagaça é algo como o Super-Homem estar com uma mochila de criptonita nas costas e ter que lutar contra o Lex Luthor. Mas vamos tentar:

O Banco Tal oferece a você diversos canais de atendimento para facilitar a sua vida. Nosso ideal é proporcionar comodidade, conforto, agilidade e segurança, para que você possa usar tranquilamente nossos produtos e serviços bancários.

A maioria de suas transações bancárias pode ser efetuada/feita nos Canais de Atendimento oferecidos pelo Banco Tal. Mas não se esqueça que em nossas agências você também encontra profissionais capacitados à sua disposição para lhe prestar um excelente atendimento [quem disse que não é possível mentir e escrever direito ao mesmo tempo?]

Viu? Não doeu, e ainda ficou mais próximo e simpático do queridocliente. Agora, façam o favor de tirar essa criptonita daí que ela tá pesandoooooooooooooooooo?!?!?!

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O lugar-comum da vodka, cheio de conceitos

sexta-feira, junho 5th, 2009
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Mais um post da série Irmã Selma. Eu rezei por um texto assim – e ele aconteceu. AAAAAAAAARRRRRRRGHHHHHHHHHHHHH!!!!

Desta vez, trata-se de um evento promovido por uma marca de vodka – muito boa, por sinal. Mas encarar um texto assim, só depois de três doses de caipiroska, viu? Leiam por que:

Projeto Tal chega ao Rio de Janeiro com a concretização do trabalho [eeeeeeeeeeeeeeeeeewwwwwwwwwwwwwwww!!!!] criado pelo fotógrafo Fulano de Tal, no qual um ensaio fotográfico se transforma em uma grande festa

No próximo dia 7 de junho o Rio de Janeiro dará boas-vindas a um novo mundo repleto de criatividade e inspiração [Namastê! Um novo mundo repleto? Isso é promessa ou ameaça?] . Através da concretização [heeeeiiiinnn?!?!?!!? O novo mundo repleto de criatividade e inspiração vai ter que atravessar uma concretização? Vai acabar com um galo na cabeça, coitado…] do projeto do fotógrafo fulano de Tal – escolhido como um dos visionários da marca X de vodka [eparrê-iansã! Ele é um visionário!! Tomou quantas pra chegar a esse ponto?] – chega à capital carioca o conceito [ploft! Chegou o conceito! Senhor conceito desembarcou onde? Na rodoviária ou no aeroporto? Como eu faço pra comprar o conceito? É vendido em dúzias ou em unidades?] In an X World. Inspirado por um dos maiores clássicos do cinema underground, o filme Chelsea Girls de Andy Wahrol [é Warhol! O agá vem depois do érre!! Ah, mermão, se você é tão conceituado e descolado, ao menos escrever Andy Warhol você tem que saber, né?] , o profissional resolveu recriar a atmosfera tão conhecida do antigo hotel e trará uma mistura de luxo e decadência [afffffffffff!!!] para realizar um ensaio fotográfico diferente. [afffffffffff de novo!]

O cenário escolhido para a sessão de fotos foi o belo Parque Lage
[não bastasse o lugar-comum no texto, temos agora o lugar-comum para a relização de eventos-balada… se não é o Parque Lage, é a Marina da Glória…], que receberá uma festa com ambientação dos anos 50, muito rock’n roll e drinks com a vodka X [lugar-comum do lugar-comum do lugar-comum! ainda bem que a bebida é diqualidadi…] . Tudo feito para inspirar o fotógrafo Fulano de Tal [xiiiiiiii, coitado… se ele depender dessa inspiração toda, as fotos vão ser tão… clichê!] , que promete mostrar um olhar não óbvio [deixa ver… o texto é obvio, o lugar é óbvio… mermão, tu vai ter é trabalho, viu? Boa sorte, que você vai precisar!] dos convidados e de momentos únicos que acontecerão durante a festa – realizada pela Y, agência responsável pela implementação de In An X World no Brasil. “Procuro sempre olhar para aquilo que ninguém mais vê [você e todos os fotógrafos realmente profissionais, mon cher…]. O que poderia passar despercebido, costumo destacar para contar outra história. Pra mim, os pequenos detalhes é que vão narrar a trajetória deste projeto” ressalta o fotógrafo. Como resultado final [como resultado final? Ai, não tinha como começar essa frase de forma mais… magistral, não?] será feita uma exposição sobre os momentos registrados por ele.

Em maio a marca X de vodka pediu a três profissionais de diferentes segmentos, apresentados ao público durante um coquetel na Pinacoteca do Estado, em SP, para que eles resumissem, com um projeto, qual sua visão deste novo mundo. Sicrana, Beltrano e Fulano de Tal foram os escolhidos, para representar respectivamente moda, música e fotografia. Como o primeiro a apresentar seu trabalho, Fulano resume sua visão particular [iiiiiircccccccccccc!!! Resume sua visão particular?!?!!? Masquecoisahorrorosa!!!] em sua área de atuação para o conceito [gaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!!!! Eu O-DEI-O conceitos!] In An X World. Para o fotógrafo, em um mundo ideal todas as sessões de fotos seriam grandes comemorações, com muita gente bonita, as melhores bebidas e comidas e música de qualidade, ou seja, garantia total de diversão para todos os envolvidos. [e uma ou outra ausência de foco nas fotos, resultado da bebedeira, né? E por foco nas fotos, eu quero dizer foco nas fotos, e não atenção especial para as fotos].

Para auxiliar na inspiração do profissional e fazer com que os convidados integrem-se ainda mais na atmosfera rock/decadente do projeto, a trilha sonora foi muito bem pensada
[vocês tiveram o mesmo pressentimento que eu, né?]. Os convidados chegarão ao som do Dj de nome tal, na seqüência serão surpreendidos com um show da banda de nome outro, que mostrará todo o seu eletro-rock paulista. Para encerrar uma figurinha carimbada da noite carioca, o DJ de nome tal outro. [Não conheço nenhum deles. Mas já estou com pena…]

Vou tentar melhorar esse troço. Deixa ver aqui…

Projeto Tal chega ao Rio de Janeiro com o trabalho do fotógrafo Fulano de Tal, no qual um ensaio fotográfico se transforma em uma grande festa.

No próximo dia 7 de junho o Rio de Janeiro dará boas-vindas a um mundo de criatividade e inspiração. Com o projeto do fotógrafo Fulano de Tal – escolhido como um dos visionários da marca X de vodka  – chega à capital carioca o evento In an X World. Inspirado por um dos maiores clássicos do cinema underground, o filme Chelsea Girls de Andy Warhol, o profissional resolveu recriar a atmosfera do antigo hotel, uma mistura de luxo e decadência para realizar um ensaio fotográfico diferente.

O cenário escolhido para a sessão de fotos foi o Parque Lage, que recebe uma festa com ambientação dos anos 50, rock’n roll e drinks com a vodka X. Tudo feito para inspirar o fotógrafo Fulano de Tal, que promete mostrar um olhar não-óbvio dos convidados e de momentos únicos que acontecerão durante a festa – realizada pela Y, agência responsável pela implementação de In An X World no Brasil. “Procuro sempre olhar para aquilo que ninguém mais vê. O que poderia passar despercebido, costumo destacar para contar outra história. Pra mim, os pequenos detalhes é que vão narrar a trajetória deste projeto” ressalta o fotógrafo. As fotos serão exibidas numa exposição especial.

Em maio, a marca X de vodka pediu a três profissionais de diferentes segmentos, apresentados ao público durante um coquetel na Pinacoteca do Estado, em SP, para que eles resumissem, com um projeto, sua visão de um mundo de criatividade e inspiração. Sicrana, Beltrano e Fulano de Tal foram os escolhidos para representar respectivamente moda, música e fotografia. Como o primeiro a apresentar seu trabalho, Fulano resume sua visão da ideia de In An X World. Para o fotógrafo, em um mundo ideal todas as sessões de fotos seriam grandes comemorações, com muita gente bonita, as melhores bebidas e comidas e música de qualidade, ou seja, garantia total de diversão para todos os envolvidos.

Para auxiliar na inspiração do profissional e fazer com que os convidados integrem-se ainda mais na atmosfera rock/decadente do projeto, a trilha sonora contará com três participações distintas. Os convidados chegarão ao som do Dj de nome tal, na seqüência serão surpreendidos com um show da banda de nome outro, que mostrará todo o seu eletro-rock paulista. Para encerrar uma figurinha carimbada da noite carioca, o DJ de nome tal outro.

De novo: valei-me irmã Selma! Reze pra que isso fique bom!

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Os magos patológicos do Copom (2)

terça-feira, maio 12th, 2009
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[Você não fugiu? Problema seu… não diga que eu não avisei…]

‘ Bora trabalhar. Eis os trechos do texto do Kupfer:

(…)

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que as localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. [E agora, com vocês, a tradução de José Paulo Kupfer:] Ou seja, a ata da reunião do Copom de fim de abril supera todas as outras no objetivo de complicar o entendimento do que pretende dizer[aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh…..].

(…)

Começamos, gloriosamente, pelo parágrafo 24 da última ata:

“O Comitê entende que a continuidade do processo de flexibilização monetária torna premente a atualização de aspectos, resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional.”[Sei, sei… isso quer dizer, então, que o Ronaldo tava impedido naquele gol contra o Friburguense?]

[é melhor deixar o Kupfer explicar:] Coponaram a mexida na poupança! [Pfffffffffffffffffffff!!!!!!!!!!!!!!!]

Olhem agora o parágrafo 19:

“A avaliação de decisões alternativas de política monetária [Isso eu consegui entender: eles estão decidindo se pela enésima vez ao passar por aquela pracinha, continuam a virar à direita na banca de jornal e erram o caminho de novo, ou se param para perguntar por onde ir!] deve concentrar-se, necessariamente, na análise do cenário prospectivo para a inflação e nos riscos a ele associados, em vez de privilegiar valores correntes observados para essa variável [o tal do cenário prospectivo é a virada à direita na banca de jornal; o privilégio de valores correntes equivale a perguntar o caminho pro jornaleiro. Ou será o contrário?].”

Precisava tudo isso para dizer que a análise da conjuntura econômica deve olhar para a frente e não para o presente ou o passado?[aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh…… e sem marcha-a-ré!]

[Prossegue o Kupfer:] São tão abundantes os casos de coponês na última ata do Copom que até os iniciados se confundiram.

Leiam o parágrafo 21:

“O Copom avalia que, diante dos sinais de arrefecimento do ritmo de atividade econômica, no que se refere, por exemplo, aos indicadores de produção industrial (ainda que exacerbados, em alguns setores, pela continuidade do ajuste de estoques)[como é que alguns setores têm seu resultado exacerbado pela continuidade do ajuste de estoque? Isso é pornografia? As crianças podem assistir a uma cena dessas?], dados disponíveis sobre o mercado de trabalho e as taxas de utilização da capacidade na indústria, bem como sobre confiança de empresários e consumidores, e do recuo das expectativas de inflação para horizontes relevantes [impressão minha ou aqui rolou uma certa tentativa de poetização do Copom? Baixou o Panoramix na galera, é?], continuaram se consolidando as perspectivas de concretização [Imagine se, em vez do aviso “cuidado, concreto fresco”, você encontra na frente de uma calçada recém-trabalhada por um pedreiro o aviso “Atenção: calçada em processo de consolidação de concretização”. Até você descobrir do que se trata, você já pisou e estragou aquele seu saltinho liiindo, né?] de um cenário inflacionário [tome cinco cervejas e repita em voz alta e bem rápido: cenário inflacionário/cenário inflacionário/cenário inflacionário. Pronto. Se você conseguiu falar tudo rapidinho sem nenhum tropeção, vá dormir. Sua língua está com cãimbras.] benigno, no qual o IPCA voltaria a evoluir de forma consistente com a trajetória das metas. Ainda assim, a despeito de haver margem para um processo de flexibilização [é aqui que eles falam em baixar os juros da Selic?!?!?!?! Pra mim, isso parece mais professor de academia de ginástica em aula de alongamento…], a política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas.”

E este trecho do parágrafo 17:

“O efeito líquido da desaceleração global sobre a trajetória da inflação doméstica segue sendo [segue o seco sem sacar que o caminho é seco, sem sacar que o espinho é seco, sem sacar que seco é o ser sol… uai, não tão falando dessa música da Marisa Monte, não?], até o momento, predominantemente benigno [repararam que este texto não é de autoria de nenhum oncologista, e ainda assim a palavra benigno aparece pela segunda vez? Magos druidas têm esse problema. Eles nunca sabem se são do bem ou do mal. Daí, em vez de se resolverem no divã do analista, tentam se resolver com esses textos. Ainda não entenderam que a coisa não rola desse jeito…]. O Copom enfatiza que o principal desafio da política monetária nesse contexto é garantir que os resultados favoráveis obtidos nos últimos anos sejam preservados.” [No parágrafo 21, eles ficaram com medo de baixar os juros, aqui eles já não estão lá muito certos se é isso mesmo o que deve ser feito… algo como o Adriano no Flamengo, né? Ué, mas eles não são os iniciados em questão de juros?]

Entenderam? [Que todos os Deuses me socorram! Eu não entendi foi lhufas!] Bem, as consultorias e seus analistas de conjuntura, presumivelmente treinados para entender e traduzir o coponês, parece que, desta vez, boiaram.

A consultoria LCA, do primeiro time do ramo, distribuiu a seus clientes uma análise, a partir da ata do Copom, com o seguinte título: “Ata do Copom sugere que ciclo de redução da Selic terá continuidade”. Mas outra consultoria, a Rosenberg & Associados, também da primeira divisão, enviou a clientes, por e-mail, análise da ata do Copom com o seguinte título: “Ata sinaliza fim próximo da flexibilização monetária” [n. da r: “Flexibilização monetária” é o coponês da expressão em português “corte nos juros”]

Afinal, o BC continuará cortando os juros ou vai parar de cortar? Deu chabu no coponês.”[Meu caro Kupfer, permita-me discordar. O que baixou legal nas amebas escreventes foi o feitiço Faça-se a bosta! Tá feita, uai…]

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Os magos patológicos do Copom (1)

terça-feira, maio 12th, 2009
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[Aviso: post longo. Fuja enquanto é tempo…]

Enquanto bruxa praticante de bruxarias, nunca tive saco pra aturar papinho pedante de magos. Incluo nessa categoria os auto-intitulados semideuses do Conselho de Política Monetária do Banco Central, aquela assembleia que todo brasileiro conhece como Copom.

Uai, eles são magos, sim… nunca parou pra botar reparo nesses detalhes, não? Então, espie só: eles se reúnem em intervalos de 45 dias, durante dois dias cabalísticos, numa sala desconhecida e isolada. A reunião rola em caráter secretíssimo… Dizem que ela acontece no prédio do Banco Central, mas há quem jure de pés juntos que existe um lugar nos arredores de Brasília, região que tem uma energia especial para encontros esotéricos, onde os magos se reúnem com seus caldeirões para conjurar os ensinamentos dos antigos druídas e…. ora, deixemos essas questões mágicas prá lá. Isso aqui não é lugar pra falar de cabalismos. Falemos de textos mal escritos, pois!

Enfim, como eu dizia, sempre me apoquentei com essa turminha dos magos do Copom. Se acham o máximo, mas com todo seu poder, não são capazes de perceberem a influência do feitiço Faça-se a bosta! em seus textos – e em seus atos (ou suas atas, como queira), mas deixa prá lá. Pois é. São o supra-sumo das amebas escreventes: as amebas escreventes com pedigrée.

Descobri isso ao ler, no blog Escrevinhador, do Rodrigo Vianna, o texto Morte ao coponês, do José Paulo Kupfer. O link pro texto do Kupfer é este aqui.

A ata do Copom, como diria o pessoal do Te dou um dado?, me deu Vergonha Alheia. Os membros do Copom são seres supostamente iniciados, técnicos, especialistas no que fazem. Mas no afã de empolarem o texto para escreverem bonito, acabam trocando os pés pelas mãos. E se esquecem que a redação desse texto é crucial para o futuro dos caminhos da economia do país – portanto, a ata do Copom deve ser escrita de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Sem mais delongas. E sem nenhum rococó. As palavras empregadas devem ser as mais simples possíveis, para que não haja margem para duplas interpretações. Não é? Pelo visto, não é assim que os senhores doutores economistas entendem a bagaça… eles se esmeram tanto em empolar o texto que nem as consultorias em economia conseguem entender do que se trata. Afinal, decidiram que vai ser verde ou amarelo?

A seguir, vou pinçar partes do texto do Kupfer para fazer comentários de minha própria lavra, dentro dos meus queridos colchetes azuis. Mais uma vez, não vou tentar reescrever este troço de maneira inteligível. Este é um caso típico de devolver o texto pro autor e mandar o sujeito reescrever tudo, desta vez em português fluente! Mas em outro post, para que vocês não me acusem de verborragia terminal…

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Pensa que só eu implico, é?

quinta-feira, maio 7th, 2009
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Esse texto foi publicado ontem, no Blue Bus. Foi escrito por Bob Gueiros. O link para o texto está aqui.

No fundo, no fundo, nós temos vergonha do nosso idioma?

Falar inglês é o máximo, artigo de primeira necessidade. A língua não tem culpa, é o idioma do Mundo. Mas o número de peças que veiculam ao som do inglês beira o exagero. Por que será esta impulsão de trilhas cantadas em inglês nos comerciais mais bem produzidos do horário nobre? É de chamar atenção.

Afinal de contas, o brasileiro médio e o não tão médio, mal se equilibram no português – que dirá a maioria da população, que quase não se reconhece ali? Os comerciais são cada vez mais exuberantes, no entanto o recado acaba sendo para poucos. No fundo, no fundo, seria vergonha da língua. Com tanta competência nesta área, que tal pensarmos um pouco mais nisto?

 Bob Gueiros é um dos diretores de arte mais respeitados do mercado do Rio de Janeiro

É isso aí, Bob. O brasileiro tem vergonha de si, sim. E acaba reproduzindo o idioma de seu William (/Shakespeare) em macaquices, como se fossem o máximo do chique.
O texto daí de cima começava com a frase “só para publicitários”, mas eu acho que esse mal não aflige apenas os publicitários, não. Atinge à totalidade das amebas escreventes. E falantes também!

Nunca vou me esquecer de um cidadão  com quem eu conversava sobre os vários modelos de sistema operacional Unix… certa hora, eu perguntei a ele algo como: “Mas como lidar com os vários sabores de sistemas Unix?” Resposta da ameba: “É, como você mesmo disse, o Unix tem vários flavours“. NÃO, AMEBA, EU NÃO DISSE ISSO! EU FALEI SABORES! SA-BO-RES! É tão mais claro, tão mais direto…

Mas neguinho insiste em usar o inglês como amuleto muleta…
(Infortúnios duplos!! Infortúnios múltiplos!!!Eu pensei em muleta e escrevi amuleto!! Ah, CHIBATA NO MEU LOMBOOOO!! EU MEREÇOOOOOOOOOOOO!!!)

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Holistic Training para o mercado de Wellness

terça-feira, abril 28th, 2009
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Eu agora resolvi ler todos os e-mails de assessoria de imprensa que recebo antes de deletar os beneditos. Isto significa que vou ter muito material para o meu caldeirão. Este release é um exemplo perfeito de macaquices. Confiram no velho esquema do vermelho e azul:

Tecnologia inédita chega ao mercado de Welness
[Sidartagautama… o que que esse povo tem contra o bem-estar? Para eu me sentir bem tenho que viver em clima de wellnes?!?!?!?! Ah, vápu!]

O Espaço Holistic Training [eu ia trocar o nome desse troço para não comprometer a Filombeta, mas não dá! O nome do troço já é uma macaquice por si só!!! Já pensou você acordar e dizer: “vou praticar wellness no espaço holistic training”? Sua língua tem um surto de cãibras e você fica calado o dia inteiro! O que, no meu caso, é praticamente a morte…] oferece tecnologia desenvolvida pela NASA e capacitação de profissionais

A empresa tal, especializada em wellness[meus mais sinceros votos de que, para atuar no mercado brasileiro, ela consiga se especializar em bem-estar o mais rápido possível], vai expandir para além do estado Tal, onde já está nas principais academias de ginástica do estado, o Espaço Holistic Training, sistema de condicionamento que oferece 700 tipos de exercícios e aulas de 30 minutos, com tecnologia desenvolvida pela NASA[será que é pra fazer exercícios em gravidade zero? Isso cansa menos?].

O produto é composto de uma plataforma vibratória que conta com software próprio, prescrição de exercícios individuais e um programa de treinamento de profissionais que condiciona o aluno com segurança no menor tempo possível e pode ser complementado com alongamento, flexibilidade e relaxamento[mais um caso de melangê de jenessequá: é um produto, mas também é um serviço – e ainda tem treinamento!!!!.

(…)Segundo o presidente da empresa tal, Fulano de Tal, além de toda a tecnologia de ponta que o produto oferece, existe o diferencial da aplicação dos exercícios[suspiro. Tava demorando! um texto deste jaez sem o uso da palavra diferencial simplesmente não existe!]. “O credenciamento obriga as academias e demais interessados a oferecerem um serviço de excelência através da capacitação do profissional que irá operar o espaço”, explica [o que me causa espécie aqui é que o Fulano de Tal, no afã de vender o peixe dele usando de expressões típicas de rococó empolêixon, não se dá conta de que, ao usar as palavras que usou, infere que as empresas só conseguem oferecer serviços excelentes se comprarem o peixe dele – ele ofende clientes potenciais e não tá nem aí pra isso!! (ah, acho que ele não sabe o que é um cliente potencial… ele só conhece os prospects…]

Vou retrabalhar esse texto todinho. Mas, como eu conheço a raça do queridocliente, sei que o texto que eu vou escrever ja-mais seria aprovado ou autorizado por ele, porque “tá muito simples”… vamos lá:

Tecnologia da Nasa para o bem-estar

Produto para academias é desenvolvido com tecnologia da NASA, e já inclui a capacitação de profissionais

A empresa tal, especializada em bem-estar, vai expandir para além do estado Tal, onde já está nas principais academias de ginástica, o Espaço Holistic Training. Trata-se de um sistema de condicionamento que oferece 700 tipos de exercícios e aulas de 30 minutos. Sua tecnologia foi desenvolvida pela NASA.

O Espaço Holistic Training é composto por uma plataforma vibratória acionada por software próprio. Sua operação adequada requer treinamento para capacitação de profissionais que está automaticamente incluído. Com seu uso adequado, o profissional é capaz de prescrever exercícios individuais e um programa de treinamento que condiciona o aluno com segurança no menor tempo possível, que ainda pode ser complementado com alongamento, flexibilidade e relaxamento.

(…)

Segundo o presidente da empresa tal, Fulano de Tal,  o espaço holistic Training destaca-se não só pela tecnologia de ponta, como também pela aplicação dos exercícios. “O credenciamento obriga as academias e demais interessados a oferecerem um serviço de excelência através da capacitação do profissional que irá operar o espaço”, explica

 Ufa! Isso sim é que é exercício. Ai, cansei…

 

 

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O incrível caso do gerúndio que virou preposição

sábado, abril 25th, 2009
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Mark Twain já dizia (e a tradução se aplica bem ao Português, já que ele falava Inglês) que, se ele ganhava para escrever por palavras, não via por que escrever metrópole (nove caracteres) se ele podia escrever cidade (seis caracteres) pelo mesmo preço.

Pensemos. (Ai, não desiste de ler este post só porque eu pedi pra você pensar, ameba escrevente! Fique até o final. Vamos, tente resistir!) Qual o objetivo de se usar num texto um verbo polissílabo, no gerúndio, de 11 caracteres (sem espaços), se ele pode ser substituído por uma singela preposição de apenas quatro caracteres?

Sim, refiro-me ao famigerado objetivando. Prá quê uma frase com ele, em qualquer canto? Ele é grande, feio, longo, esquisitão, e dá ao seu interlocutor a estranha sensação de que você vai enrolá-lo (o seu interlocutor) com alguma história…

Me joguei no Google à cata de maus exemplos de frases com este verbo, e encontrei algumas tchutchucas. Espiem só:

 [o documento XYZ]  vem sendo atualizado e aperfeiçoado pela empresa Tal, objetivando disponibilizar aos profissionais de marketing e planejamento informações atualizadas e confiáveis sobre o consumidor brasileiro.

Esse texto fica bem melhor e mais claro assim:

 [o documento XYZ]  é atualizado e aperfeiçoado [anualmente] pela empresa Tal, para fornecer aos profissionais de marketing e planejamento informações atualizadas e confiáveis sobre o consumidor brasileiro.

Ou, então, este aqui:

Objetivando disponibilizar aos exportadores [de determinado estado brasileiro] as vantagens da utilização do mecanismo de drawback, o Centro Tal promove,na sede da Entidade, curso sobre o tema, em parceria com [Fulano].

 Que fica melhor assim:

Para oferecer aos exportadores [de determinado estado brasileiro] as vantagens da utilização do mecanismo de drawback, o Centro Tal promove,na sede da Entidade, curso sobre o tema, em parceria com [Fulano].

Gente, prá quê complicar se dá pra simplificar? Outro caso i-na-cre-di-tá-vel de rococó-empolêixon é o deste texto aqui, de um banco a seus investidores, com os resultados do primeiro semestre de 2001:

Assim, objetivando disponibilizar um ambiente tecnológico que possibilite suportar de forma eficiente a expansão das atividades programadas para os exercícios subsequentes,o [banco] finalizou, no primeiro trimestre, o projeto da Nova Solução de Agências, que irá promover profundas mudanças nos equipamentos e aplicativos utilizados pela rede de dependências, cuja efetiva implantação iniciou-se no mês de abril e foi, praticamente, finalizada no final desse primeiro semestre.

Ai, deixa eu respirar….Eu queria ter cortado o texto antes, mas se vocês repararem, o ponto ocorre depois de quatro linhas inteiras!!! Isso com o recuo da citação… Deixa eu tentar ver o que dá pra fazer aqui:

Por isso, o [banco] finalizou, ainda no primeiro trimestre, o projeto da Nova Solução de Agências. Esse projeto vai promover mudanças profundas nos equipamentos e aplicativos utilizados pela rede de dependências. Sua implantação efetiva iniciou-se em abril, e foi praticamente finalizada no final deste primeiro semestre. A ideia desse projeto é prover aos usuários um ambiente tecnológico capaz de suportar de forma eficiente a expansão das atividades programadas para os exercícios [fiscais] subsequentes.

Botei quatro pontos! Transformei uma em QUATRO frases, e acabei com a macaquice do objetivando disponibilizar.

Se vocês repararam, o objetivando, gerúndio do verbo objetivar (que também é outra macaquice praticamente inútil) foi substituído em duas opções pela preposição para. Não tem necessidade de verbo nesses casos. Verbo indica ação. E preposição é uma palavra invariável (ao contrário do verbo, que varia mais que humor de mulher) que une termos de uma oração, de forma a estabelecer relações entre esses termos. Geralmente, um desses termos da oração que a preposição vai unir é um verbo. Se você usa um verbo para relacionar outro verbo à oração, tem alguma coisa errada com a estrutura que o seu texto começa a tomar ainda no aconchego de seus neurônios…

Apenas pense da seguinte forma: verbo indica ação. Ação indica trabalho. Quanto mais ação, mais trabalho. Portanto, seja econômico com a quantidade de verbos que você usa nos textos do trabalho. Pense no seu salário. Você vai chegar à conclusão de que você não ganha pra agir tanto…

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O sistema sintomático

sexta-feira, abril 24th, 2009
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É impressionante como certos casos são tão bizarros que eu enquadro eles em quase todas as catigurias deste blog.

Vejam o relato da querida amiga e professora Jurema Sampaio, que me chegou via comentários:

Uma pérola prá ti! Ao me sacanear atender em mais uma das inúmeras vezes que fui na loja da Vivo para tentar resolver o imbróglio em que me meteram, ouço da mocinha:
– “Não vamos poder estar fazendo o desbloqueamento, blá, blá, blá”
Até aqui, ok, tudo (quase) bem, eles vão estar fazendo ou
não vão estar fazendo tanta coisa que eu acho que, apesar de eu não estar me acostumando com isso, não estranho mais…
Mas ela prosseguiu, explicando que a Vivo iria estar lhe dando (O lhe aí sou eu… hehe dessa eu gostei!) bônus para eu estar trocando meu aparelho num novo, desbloqueado. Quando questionei sobre a multa da %$#@ da fidelidade no novo aparelho, ela me disse que não poderia estar retirando a multa do meu novo contrato (que não tinha multa antes..), por ser tudo sintomático

Quando fiz cara de hã? Ela disse: Aqui é tudo sintomático, senhora… Não podemos estar fazendo alterações customizadas.

Fala sério… Não é uma pérola essa frase? Hum?

Cara… confesso que até agora ainda tenho dúvidas sobre esse sintomático uso desse sintomático

É, Juzinha, os sistemas estão com sintomas cada vez mais estranhos… prejudicam os neurônios dos atendentes!

Lembro do dia em que a Juzinha me contou que um aluno dela só falava em estartar alguma coisa. Até que ela interveio: “por que você não fala começar?” Prá quê? Ouviu a seguinte pérola: Ué? é a mesma coisa?” Juzinha, definitivamente, acho que você colou meleca na cruz. E eu também.

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Funcionalidade

sexta-feira, abril 24th, 2009
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E o raio da funcionalidade? O que que é? Alguém, pelo amor de Deus, consegue me explicar o que é e/ou pra que serve?

Porque eu fui atrás da definição dessa josta. O Houaiss me disse que ela é característica de funcional. E, dentre todas as definições de funcional que o Houaiss nos fornece (porque disponibiliza é a @#$#$%#$%$%), destacam-se duas:

4 Regionalismo: Brasil. relativo a ou próprio de funcionários públicos Ex.: a gratificação f. foi incorporada à sua aposentadoria

5 Regionalismo: Brasil. que, com a eliminação do acessório e ornamental, foi concebido e executado para ter maior eficácia nas funções que lhe são próprias (diz-se de arte, ou técnica, como a arquitetura, ou ainda de um móvel, utensílio etc.)

Agora, me digam: a funcionalidade foi o funcionário público que chegou pra trabalhar?
Ou é o funcionário que foi downsizeado</macaquice!>, e por isso virou uma funcionalidade?

Não, eu não consigo entender. Tem uma nova definição de funcionalidade. Mas esqueceram de me contar qual é…

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Diferenciado

quinta-feira, abril 9th, 2009
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Pior que o novo conceito é o diferenciado.

O sujeitim não sabe como dizer que o produto dele é bom, legal, maneiro, melhor, com mais qualidade. Mas quer empolar o texto. Quer deixar sua escrita cheia de rococós inúteis, ou simplesmente complicar o que pode ser simples. Então, ele resolve tascar no texto : O produto é diferenciado.

Mas ora, carambolas, diferenciado não é o particípio do verbo diferenciar?
Só consigo pensar em uma frase para usar tal verbo: As gêmeas foram diferenciadas pelas cores da roupa.

Meu marido (acho que os leitores deste blog vão considerar meu marido um mártir) já ouviu de um colega no trabalho: Ué, mas diferenciado não significa melhor? NÃO, NÃO SIGNIFICA!!! OLHA NO DICIONÁRIO, CARAMBA!

Por falar em olha no dicionário, fui consultar seu Houaiss. A definição de diferenciado é própria para biologia: diz-se de células ou tecidos que sofreram diferenciação.

Daí, você pede pro Houaiss te dizer o que é diferenciação, e ele te mostra aplicações da palavra em fonética, biologia ou matemática.

É isso! Descobri! Um produto diferenciado é todo aquele cujo cálculo diferencial já foi efetuado!!!!

Então, já sabem: quando alguém disser que tal coisa é diferenciada, pergunte na hora:
Ah, é? E qual foi o resultado do cálculo diferencial?

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O novo conceito

quinta-feira, abril 9th, 2009
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Eu odeio um novo conceito. Nada contra a reformulação de ideias, ou mesmo a criação de coisas novas. O problema é a palavra con-cei-to. Bleargh!

Conceito é uma palavra muito forte. Define, conforme o Houaiss, a “compreensão que alguém tem de uma palavra; noção, concepção(…)”. Daí, quando o caboclo quer falar que houve alguma alteraçãozinha, ou melhorou pouquinha coisa, tasca lá no texto:

Um novo conceito em (…).

Meu Deus do céu, parem com isso!!!! Essa é a receita para a banalização do conceito de conceito! Como no post abaixo. Prá quê dizer um novo conceito em canudinho? A ideia original ou a função do objeto foi  alterada? Não! Então, diga que é um canudinho diferente!

Já pensaram como seria um novo conceito em homem? Não? Então, cuidado, companheiro, senão podem arrancar fora seus documentos….

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Um novo conceito em canudinho

quinta-feira, abril 9th, 2009
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Me diga como você se sentiria ao chegar ao trabalho numa segunda-feira, às nove da manhã, ao abrir seu e-mail e encontrar um press-release que anuncia um novo conceito em canudinho?

Sofri a semana inteira….

É que seria simples e fácil demais escrever que a água de coco Tal em embalagem longa-vida vem com um canudinho diferente: em vez do furinho em cima, ele vem com dois furinhos dos lados, para que a bebida caia diretamente na parte da língua que melhor sente o sabor característico da água de coco.

Não. eles preferiram escrever um novo conceito em canudinho

 

AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!

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"Objetivando disponibilizar" (…)

quinta-feira, abril 9th, 2009
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Toca o telefone do trabalho. É o meu marido. Sua voz soa ora irritada, ora transtornada:

– Acabei de te enviar um e-mail com um texto que tá uma @#$%#$¨$%¨#$! Recebi ele de uma divisão daqui do trabalho, tenho que botar no site! Vê se você consegue dar um jeito nessa joça, porque eu tô mexendo nele faz umas três horas, e não consegui melhorar!

– Tá bom, tá bom… calma, deixa eu ver o que eu faço! Vai tomar uma água porque você tá muito irritado!

Chegou o e-mail. Eu abri o texto:

“Objetivando disponibilizar um novo conceito em (…)”

Não me pergunte o que estava escrito depois. Eu não sei. Não consegui ler. Me irritei tanto com a obra, que liguei de volta pro meu marido:

– Devolve esse troço pro autor, e manda ele de volta pra alfabetização! E diz que objetivando disponibilizar é a @$#$%$@#%#$!

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