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Desafio aceito – quinta coluna é quem mesmo?

terça-feira, janeiro 17th, 2017
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Olá! Feliz ano novo pra você também!quintacoluna

Bora tirar a poeira deste caldeirão aqui porque a coisa tá feia, muito feia.

Cheguei de viagem ontem com este desafio no grupo das Letras da UnB no Facebook, assim mesmo com todas as maiúsculas destacadas:

“Para aqueles que NÃO são analfabetos funcionais: sabem ler e INTERPRETAR.”

Daí a peçoua me cola uma notinha do Cláudio Humberto  pra interpretar.

Desafio aceito. Então, vamos à interpretação da notinha em questão.

Já começo avisando pra ignorar o autor da dita. Cê vai ver que no final do post isso não vai fazer a mínima diferença (ou vai acabar justificando e identificando o estilo do moço).

O texto em questã diz o seguinte:

QUINTA COLUNA

O Palácio do Planalto tem recebido diariamente dezenas de denúncias de sabotagens de militantes do PT ainda ocupando cargos de confiança em órgãos como Caixa, Dataprev, Funai, INSS, Fonasa etc.

 

Então, tá.

Vamos fazer primeiro a interpretação de texto que uma criança de 12 anos é capaz de fazer.

As palavras que resumem este post são: militantes + PT + sabotagem + cargos de confiança.

Então, temos aqui que os sujeitos são canalhas, sem caráter, sabotadores, destruidores, vândalos etcetcetcetc.

A criança de 12 anos diria que o texto fala de gente sem caráter que está destruindo o país.

A título de comparação, é como se eu pedisse pra criança reescrever a frase “Ivo viu a uva” com sinônimos, e obtivesse como resposta “o garoto observou a fruta”. Tá certinho. É isso mesmo que a escola pede e espera de você.

Vamos jogar feitiço nesse caldeirão?

Prossigamos, então, com a minha comparação. Tomemos a frase “Ivo viu a uva”. Eu pergunto: Ivo é cego?

Se você responder que sim, eu continuo: de onde você tirou essa conclusão? Do verbo ver em “Ivo viu a uva”?

Mas eu não disse que Ivo não é cego, eu disse que Ivo viu a uva. E, se Ivo for cego, eu posso estar mentindo ao dizer que Ivo viu a uva… E aí, como saber se Ivo é cego ou não, e se eu estou ou não mentindo sobre as habilidades visuais de Ivo?

É aí que entra a Análise do Discurso. O último nível no game da interpretação de texto. Um trem que dá uma atenção monstro ao uso e às escolhas das palavras de um texto.

Então, vamos fazer a análise do discurso do texto em questão.

Vou chamar pra ajudar no trabalho um cara muito legal, que vira e mexe eu cito aqui, o holandês Teun van Dijk. Em 2000, ele escreveu um livro intitulado Ideologia e Discurso, que, se você entender inglês, eu recomendo muito que leia pelo menos os capítulos 1, 2 e 5. Vou usar o capítulo 5 pra trabalhar a interpretação da notinha abaixo.

Mas eu tava contando do van Dijk. Ele explica, grosso modo, que o grande lance de você trabalhar ideologicamente um texto é partir da divisão nós X eles (nós somos legais, eles são chatos; nós somos bonitos, eles são feios; nós somos honestos, eles são desonestos etcetcetc.). Desenvolvendo essa divisão, é só trabalhar um texto com as seguintes quatro instruções gerais:

  • Enfatize coisas boas sobre nós
  • Desenfatize coisas ruins sobre nós
  • Enfatize as coisas ruins deles
  • Desenfatize as coisas boas deles

Quem tem meio neurônio a mais já conseguiu enfiar 2678 edições de Veja, mais 345678654 textos de Estadão, Globo e Folha nessas quatro premissas daí de cima. Mas van Dijk vai mais fundo na coisa. O capítulo 5 desse livro que eu linquei aí em cima (começa na página 42) traz uma verdadeira receita de bolo sobre como manipular um texto. A ponto de listar os ingredientes e te deixar à vontade pra experimentar a dose de cada um deles.

Intâo, vamos lá pro texto destacar os ingredientes de van Dijk em míseras 30 palavras?

Traz a pipoca e o guaraná que a coisa vai ficar legal!

QUINTA COLUNA[a escolha desta expressão para o título da notinha tem, como diria o professor Girafales, motivo, razão e circunstância. Dona Wikipedia explica tudinho. Vou nem entrar na questão. Quero me pegar com a estrutura linguística e redacional da coisa!]  

O Palácio do Planalto tem recebido [Paradinha aqui pra analisar o sujeito dessa frase. Palácio do Planalto. Trata-se de um lugar, ponto turístico ou ainda uma construção arquitetônica, o que você quiser. Mas ele não tem muito jeitão de executor de tarefas, né? Aí você vai dizer que trata-se de uma metonímia. Corretíssimo. Resta saber por que a escolha de uma metonímia aqui. Quando dizemos “O estádio aplaudiu o jogador”, temos uma escolha do redator em sintetizar todos os torcedores presentes num todo – no caso, o estádio – que dá a ideia de quantidade, tamanho, proporção. Mas esse Palácio do Planalto não faz isso… quem recebe o que quer que seja no Palácio do Planalto são funcionários do local. Mas por que eles foram deliberadamente ocultados por esta metonímia daqui? Que funcionários são esses? Eles existem mesmo? (Spoilers no parágrafo abaixo.) Voltando ao nosso holandês mais querido, van Dijk aponta aqui dois ingredientes interessantes na construção de um discuros ideológico: a topicalização (estamos falando do Palácio do Planalto, a coisa é quente, é supostamente travestidamente disfarçadamente ah, whatever! informação oficial!) e o texto vago (como explica van Dijk: “um instrumento político e ideológico poderoso é a manipulação da clareza / vaguidão de um texto”, está na página 52)]

diariamente dezenas de denúncias [Temos aqui dois aparentes mensuradores: um de tempo, outro de quantidade/volume. Ambos podem ser substituídos pelo advérbio “muitas”. Mas eles foram deliberadamente escritos nessa frase para quantificar um troço que, se você pensar direitinho, não quantifica nada. Só enche os olhos. Sabe algodão doce na água? Pois é. Igualzinho. Ou, como diz van Dijk, “uma vez que um tópico é selecionado, os usuários de uma língua tem outra opção para a concretização de seu modelo mental – troço bem legal que TVD explica nos capítulos iniciais do livro – é a quantidade de detalhes sobre um evento, que o descreve de forma abstrata e genérica, ou dá detalhes mínimos (pág. 46). Aqui nós temos um evento A PA REN TE MEN TE descrito em detalhes. Mas se detalhes existissem, pormenorizados tintim por tintim eles seriam, né? Diariamente dezenas de denúncias equivale, quantitativamente, a semanalmente centenas de denúncias. Sabe quantas denúncias surgiram? Pois é, nem eu.]

de sabotagens de militantes do PT [Cara, seis palavras que falam mais sobre quem escreveu do que sobre o tema do texto. Defina sabotagem, por favor. Deu tilt, né? Qualquer coisa pode ser sabotagem. Desde eu chamar Michel Temer de cara de mordomo de Agatha Christie até um post “Fora Temer”, ou adulteração de dados governamentais, ou alterar o nome do Wifi da repartição para golpistas de merda. Se temos centenas de sabotagens semanais, o texto poderia ao menos detalhar que sabotagens são essas, né? (Me dá uma pipoquinha, por favor? Obrigada! 😀 ) Mas temos apenas esse genérico generalizado sem especificação que fala muito sem falar nada. E você aí só pensando que sabotagem é um troço ruim, né? Eu tô aqui esperando a explicação pra saber que tipo de troço é uma sabotagem. Tô sentadinha esperando, claro. Outra coisa: “militantes do PT”. Mais uma expressão genérica. Um tio com boné do MST na fila do banco pode ser um militante do PT. A Dama de Vermelho pode ser militante do PT. Tudo vai depender da sua capacidade de imaginação e abstração. Observe que os militantes são apenas do PT, não são do PC do B, tá? O importante é que os militantes sejam do PT. A sabotagem quem pratica é o PT. É isso que você tem que pensar. (Mas isso é George Lakoff, e eu não vou meter Lakoff neste bedelho aqui porque não quero – e pra não deixar o trem quilométrico.)]

ainda ocupando cargos de confiança [aqui eu começo a ficar malvada. Ah, cês me desculpem, mas se ainda tem gente do PT ocupando “cargos de confiança” no governo, a culpa é do governo que não teve competência pra retirá-los todos dos cargos. Inda mais se eles estão praticando sabotagem, cáspita! Além de golpista é incompetente? Paporra!!!] 

em órgãos como Caixa, Dataprev, Funai, INSS, Funasa etc.[nem vou me delongar aqui. Só ler o que já escrevi lá em cima em “diariamente dezenas”. Mais um caso de “nível de descrição / grau de detalhe”, página 46 do van Dijk de 2000. Jornalisticamente falando, se você tem casos de sabotagens em órgãos como os citados acima, ou você conta tudo ou você não tem uma notícia. Um bom editor das antigas diria: “escreve essa merda direito e me dá mais detalhe, ou enfia essa história no rabo!”]

Spoiler do sujeito “Palácio do Planalto”: quem lida com textos jornalísticos sabe que “fontes do Palácio do Planalto” ou “fontes com alto trânsito do Palácio do Planalto” são expressões que, em 90% das vezes, significam “tô inventando esta nota, me deixa.” Lembro de uma vez que “altas fontes do Palácio do Planalto” contaram à reportagem da Folha de SPaulo que a então ministra da Casa Civil Gleisi Hoffman era alta entusiasta de uma CPI do Cachoeira, numa reunião realizada à revelia da então presidenta Dilma, quanto esta foi em viagem oficial aos Estados Unidos. As “altas fontes do Planalto” só se esqueceram de um detalhe: Gleisi Hoffmann havia viajado junto com Dilma pros EUA, não estava no Brasil ara estar presente à hipotética reunião. Enfim… Adoro elucubrar identificações de fontes…

Entenderam por que nem precisei falar de Cláudio Humberto? O texto é autoexplicativo, gente…

Mas depois dessa análise toda, só tô pensando numa coisinha aqui: quem é o quinta-coluna em questão? Não ficou claro, né?

 

Enquanto

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És tu, Wesley?

sexta-feira, setembro 16th, 2016
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Aquele momento em que você pode não ter provas, mas tem a convicção de que Wesley Safadão tá frilando como mancheteiro do UOL…

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Sai, poeira!

quarta-feira, julho 20th, 2016
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Malzaê, galhéra!

Deu creca no banco de dados do caldeirão, eu só percebi tarde demais.

Mas já tá tudo certo. Deixa eu tirar as teia de aranha tudo, pera…

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Fulana querendo dar e o Globo querendo impixar ninguém segura

sábado, abril 23rd, 2016
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Imagine a seguinte história:

Fulana está lhouca da pepeca pra dar e casar. Recebe uma carta estéril, fria e impessoal:
“Querida Fulana, estou orando por você”
Fulana entende:
OLHA SÓ! ESSA CARTA QUE EU RECEBI DIZ QUE EU POSSO DAR PRO FULANO ESTA NOITE PORQUE ELE É O HOMEM DA MINHA VIDA E NÓS VAMOS CASAR E TER MUITOS FILHINHOS E NOSSA FAMÍL…
Pronto! Nem precisa mais ler o texto do Globo! Já resumi ele pra você!

Americanos dizem orar por nação brasileira e confiar em processo de impeachment de Dilma

[aí vcs procurem lá embaixo a palavra impeachment.]

Deputados dos partidos Republicano e Democrata enviam carta ao Congresso brasileiro

POR MARIA LIMA
BRASÍLIA — No mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff pregava a existência de um golpe de Estado em curso contra seu mandato, em Nova Iorque, deputados americanos dos partidos Republicano e Democrata disseram, por carta, terem orado pela nação brasileira.

(…)

“Aos membros do Senado Federal e da Câmara dos Deputados do Brasil. Recebam os cumprimentos e saudações calorosas dos nossos amigos do Congresso dos Estados Unidos.

Esta manhã, no Capitólio dos Estados Unidos, membros dos Partidos Democrata e Republicano da Câmara de Representantes se reuniram e oraram pela nação e povo do Brasil. Temos confiança de que vocês serão encorajados e fortalecidos ao se honrarem mutuamente na amizade nestes tempos difíceis e desafiadores. Temos esperança e confiança na democracia brasileira e em que as instituições brasileiras terão a sabedoria de conduzir o país rumo a dias melhores no marco da lei para todo o povo. Nossos pensamentos estão com vocês e saibam que nos importamos e estamos orando por vocês. Cordialmente, Most Sincerely”.

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A beleza, o recato, o lar e um monte de framing mal trabalhado

quarta-feira, abril 20th, 2016
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Agora que eu já fiz o necessário preâmbulo sobre Lakoff, vamos falar do texto cometido pela Veja.

Primeiro, permitam-me esculhambá-lo, como de praxe. Vamos lá:

  

  

Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

[nem vem. As considerações sobre esse título eu faço depois!]

Marcela Temer é uma mulher de sorte.[cejura? Por quê?] Michel Temer, seu marido há treze anos[migo, você disse que ela tem sorte. Logo depois você diz que ela é casada com o Temer. Decida-se! Essas duas afirmações são incompatíveis! Além do quê, eles são casados há TREZE anos? Migo, 13 é o número do PT do azar! Faça-me o favor…], continua a lhe dar provas de que a paixão não arrefeceu [paixão. arrefeceu. dar provas. Posos subentender que o Temer tem amante, ou eu é que tô viajando e tá parei] com o tempo nem com a convulsão política que vive o país – e em cujo epicentro ele mesmo se encontra[tá. Agora explica o que que a paixão tem a ver com vida política e profissional, que não ficou muito claro…]. Há cerca de oito meses, por exemplo, o vice-presidente, de 75 anos, levou Marcela, de 32 [O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?! QUARENTA E FUCKING TRÊS ANOS SEPARAM OS DOIS, E VOCÊS INDA VEM PRA CIMA DE MOAZINHA PRA DUIZER QUE MARCELA TEM SORTE?!?!?!?!?!?! CARACA, ESSE JABURU TEM IDADE PRA SER O PAI DELA!!!!!!], para jantar na sala especial do sofisticado, caro e badalado restaurante Antiquarius[ah, mas não tem problema! OLlha que lindo! O macho passado inda tem cacife pra levar sua amada a um rstô caro em São Paulo! De novo, migo: não tô vendo sorte, só compensação e e consolação… cadê a sorte de  Marcela?], em São Paulo. Blindada nas paredes, no teto e no chão para ser à prova de som e garantir os segredos dos muitos políticos que costumam reunir-se no local, a sala tem capacidade para acomodar trinta pessoas, mas foi esvaziada para receber apenas “Mar” e “Mi”[Mar e Mi. Que mer tá parei], como são chamados em família. Lá, protegido por quatro seguranças (um na cozinha, um no toalete, um na entrada da sala e outro no salão principal do restaurante)[alô Estado Islâmico! Cê taara querendo atacar oBrasil? Olha a dica!], o casal desfrutou algumas horas de jantar romântico sob um céu estrelado, graças ao teto retrátil do ambiente. Marcela se casou com Temer quando tinha 20 anos. O vice, então com 62, estava no quinto mandato como deputado federal e foi seu primeiro namorado.[De novo, migo, CADÊ A SORTE DE MARCELA TEMER?!?!?! Uma menina linda e jovem e a primeira coisa que lhe cai na frente em termos de homem é MICHEL TEMER?!?!?!  

Michelzinho, de 7 anos, cabelo tigelinha e uma bela janela no lugar que abrigará seus incisivos centrais, é o único filho do casal (Temer tem outros quatro de relacionamentos anteriores). No fim do ano passado, Marcela pensou que esperava o segundo filho, mas foi um alarme falso. “No final, eles acharam que não teria sido mesmo um bom momento para ela engravidar, dada a confusão no país”, conta tia Nina, irmã da mãe de Marcela[tia Nina. Quem a vê de coque, óculos e tricô nas mãos?]. Ela se refez do sobressalto, mas não se resignou – ainda quer ter uma menininha. No Carnaval, Marcela planejou uns dias de sol e praia só com o marido e o filho e foi para a Riviera de São Lourenço, no Litoral Norte de São Paulo. Temer iria depois, mas, nos dias seguintes, o plano foi a pique: o vice ligou, dizendo que estava receoso de expor a família, devido aos ânimos acirrados no país. Pegou Marcela, Michelzinho, e todo mundo voltou para casa.[Cadê a sorte de Marcela? Só tô vendo azar, consolação, compensação e um tédio de dar dó.]

Bacharel em direito sem nunca ter exercido a profissão[tá. Ela é formada, mas optou por não trabalhar. A vida é dela, o problema é dela, a decisão é dela. Mas miga, que marido horroroso q c foi arranjar, com todo o respeito…], Marcela comporta em seu curriculum vitae um curto período de trabalho como recepcionista e dois concursos de miss no interior de São Paulo (representando Campinas e Paulínia, esta sua cidade natal). Em ambos, ficou em segundo lugar. Marcela é uma vice-primeira-dama do lar[nem do Brasil é, Marcela é apenas do-lar. Veja, não tinha como fazer um perfil mais interessante, não?] . Seus dias consistem em levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, em São Paulo, e um pouco dela mesma também (nas últimas três semanas, foi duas vezes à dermatologista tratar da pele).[teeeeeediooooo… dermatologiiiiiiiiistaaa… escoooola… téééééééééédiooooooo… Micheeeeeeeelllllll parece um conto de assombração]

Por algum tempo, frequentou o salão de beleza do cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi, famoso pela clientela estrelada[… e pronto! Tava demorando falar do salão de beleza de estimação!]. Pedia luzes bem fininhas e era “educadíssima”, lembra o cabeleireiro. “Assim como faz a Athina Onassis quando vem ao meu salão, ela deixava os seguranças do lado de fora”, informa Biaggi[procedimentos para frequentar um salão de beleza. afff…]. Na opinião do cabeleireiro, Marcela “tem tudo para se tornar a nossa Grace Kelly”. Para isso, falta só “deixar o cabelo preso”[cabelereiro comentando sobre o estilo da perfilada. Senhores, podem marcar suas tabelas do bingo-clichê!]. Em todos esses anos de atuação política do marido, ela apareceu em público pouquíssimas vezes. “Marcela sempre chamou atenção pela beleza, mas sempre foi recatada”, diz sua irmã mais nova, Fernanda Tedeschi. “Ela gosta de vestidos até os joelhos e cores claras”, conta a estilista Martha Medeiros.[casou aos 20 com um trubufu baixinho com cara de consumidor de Viagra homem de 62, seu primeiro namorado; é recatada e usa saia na altura do joelho. Coitada! Assim ela morre de tédio antes dos 40!]

Marcela é o braço digital do vice. Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambiente[mulher, do lar, recatada e bewm comportada, por falta do que fazer fica navegando na Internet. Veja, pelamordedeus, reescreve esse texto, coitada da Marcela!]. Um fica longe do outro a maior parte da semana[opa! Um breve lampejo de sorte!], uma vez que Temer mora de segunda a quinta-feira no Palácio do Jaburu, em Brasília, e Marcela permanece em São Paulo, quase sempre na companhia da mãe[ex-miss, recatada, do lar, usa roupas na altura dos joelhos e vive na companhia da mãe. Mas quem é a mãe de MArcela?]. Sacudida, loiríssima e de olhos azuis, Norma Tedeschi acompanhou a filha adolescente em seu primeiro encontro com Temer[uma sogra coral. Obrigada pela explicação.]. Amigos do vice contam que, ao fim de um dia extenuante de trabalho, é comum vê-lo tomar um vinho, fumar um charuto e “mergulhar num outro mundo” – o que ocorre, por exemplo, quando telefona para Marcela ou assiste a vídeos de Michelzinho, que ela manda pelo celular. Três anos atrás, Temer lançou o livro de poemas intitulado Anônima Intimidade. Um deles, na página 135, diz: “De vermelho / Flamejante / Labaredas de fogo / Olhos brilhantes / Que sorriem / Com lábios rubros / Incêndios / Tomam conta de mim / Minha mente / Minha alma / Tudo meu / Em brasas / Meu corpo / Incendiado / Consumido / Dissolvido / Finalmente / Restam cinzas / Que espalho na cama / Para dormir”.[eca. deu nojinho.]

Michel Temer é um homem de sorte.[não, fio. Michel Temer é um macho alfa aproveitador de menininhas. Sorte é outra coisa.]

Pronto. Que texto de merda, misericórdia. Que me remeteu a duas tirinhas da Mafalda, tão cruéis quanto precisas para fazer o comentário imprescindível.

  

Aí a gente pega a ideia dos framings do Lakoff (que eu já expliquei aqui) e aplica nesse texto.

Temos que a Veja tentou positivamente associar Marcela, uma bela jovem que optou por ficar em casa e não exercer uma profissão pra começo de conversa porque não precisa – além de tudo o que eu já listei lá em cima – como:

  • bela – OK, ela é bonita dentro dos padrões clichetarianos de loura caucasiana bonita
  • jovem – ela tem 32 anos. Considerando que o marido tem 4567864345 anos, temos um parâmetro de juventude estabelecido com sucesso. Com sucesso, tédio, consolação, comiseração e tudo o mais. Mas deixa pra lá.
  • recatada – Ela pouco aparece, então é verdade. Mas daí a associar sua discrição como positiva, e associá-la a exemplo de mulher bem casada e feliz no casamento, tenho até medo de continuar a pensar sobre isso, porque periga a gente regredir tanto que o laptop noqual digito isso pode desaparecer, e dar lugar a um papiro. (posso lembrar que Marisa da Silva também é uma mulher discreta e recatada, e teve sua imagem associada à Hello Kitty, uma personagem sem boca? E que essa associação de Marisa à Hello Kitty foi feita de forma pejorativa? Melhor deixar pra lá, né?
  • sortuda – definitivamente, o texto foi infeliz bagarai ao tentar fazer essa associação.

O problema é que trabalhar esses framings femininos em pleno 2016 é pedir pra ser contestado. Há muito tempo que uma mulher com um mínimo de juízo despreza o recato e o confinamento doméstico. Há muito descobrimos as vantagens do mundo, a capacidade de se expressar aberta e livremente e, principalmente, as maravilhas do bar. 😛

Resultado? O texto foi questionado e desprezado – e o mais legal foi observar que geral respeitou o direito de Marcela ter um perfil comportamental fruto de sua própria opção, e não de imposição social. Já evoluímos suficientemente a ponto de saber diferir uma coisa da outra.

Agora pense com todo o carinha e responda a si mesmo quais framings seriam acionados se a história contada fosse ligeiramente diferentes, como sugere a Renata Corrêa no Facebook dela:

Imagina que loko se a Dilma tivesse casado com um moço 43 anos mais novo que ela. Imagina que loko se ela tivesse conhecido ele quando o moçoilo não tinha nem completado dezoito anos. Imagina que loko uma matéria de revista falando que ele era o Alain Delon brasileiro. Imagina essa matéria falando que ela foi a primeira mulher dele. Imagina se essa matéria dissesse que ele se veste de forma bem sóbria e gosta muito de ficar em casa mandando video de gatinho pra ela. Imagina se essa matéria mostrasse um poema bem soft porn que a Dilma fez pra ele. Imagina essa matéria escrita por um homem que encerraria dizendo que a Dilma é mesmo uma mulher de sorte. Que loko. Que loko, mano.

É. Pois é.

Mas voltando ao texto da Veja: o único sucesso dele foi pegar essas três palavras-chave (bela, recatada e do lar), trabalhá-las de forma absurdamente clichê e demodé (pra usar uma expressão que regula com elas em modernidade), juntar tudo e tacar no título.

Resultado: um texto de merda virou polhêmica. E mais uma vez, a revista de merda virou o assunto da semana.

Parabéns a todos os envolvidos.

 

 

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Memórias de uma bruxinha estudante II – missão trabalho pra faculdade

segunda-feira, março 14th, 2016
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Aí a professora Viviane Vieira pediu pros alunos de Estágio Supervisionado em Português fazerem um memorial da vida escolar: o que a gente se lembra de nossas aulas de português?

Eu comecei a escarafunchar meus alfarrábios, porque eu tava com a impressão de que já tinha feito algo parecido. Não só fiz como foi um dos posts mais visitados da história do blog. <3 Inclusive recomendo a leitura dele antes de continuar por aqui… pode ir lá que eu espero! 😀

Então, vamos à segunda parte daquele post que eu fiz em algum momento de 2011. Já pegou pipoca e guaraná? A viagem vai ser longa, e vai começar onde paramos, no Colégio Santo Amaro, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.

Quem passa pelas mãos da tia Tereza não sai impune. Ficam as memórias das aulas com uma professora excelente, atenciosa e não menos exigente e rigorosa.

CSA

Fachada do Colégio Santo Amaro, à rua 19 de fevereiro, em Botafogo (RJ)

Aí você chega na 5ª série ginasial (século passado, milênio passado, abafa o caso), ainda no Colégio Santo Amaro (eu avisei que este post seria uma continuação do primeiro, não avisei? Se você não leu a primeira parte, vai ficar confuso mesmo…).

Curioso é que, se eu me lembro muito das aulas da minha infância, pouco me lembro das aulas da adolescência. Lembro-me dos professores, alguns marcantes, e outros que não fizeram a mínima diferença na minha vida.

No ginásio eu comecei a ter aulas também com com professores. Acabou a era das tias. E um dos primeiros professores que eu tive foi o tio Léo, de português. Careca, óculos, calvície a 50% (sim, fui politicamente correta, me deixem). Não me lembro do conteúdo das aulas (lembro que aprendi, obrigada! 😀 ), não me lembro dos livros adotados, não me lembro das leituras obrigatórias. Mas tenho boas recordações do tio Léo – e nenhum trauma. Também lembro que ele fazia uma coisa impensável hoje em dia: ele fumava em sala de aula.

Lembro que li muito nessa época, a coleção Vaga-Lume (que está voltando às livrarias mas você pode baixar aqui, YAY! \o/ ), os Karas e a Droga da Obediência, li até Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn por conta própria – e adorei. Também li Geografia de Dona Benta (livro apaixonante pra quem quiser se iniciar em questões de Geografia Política) umas vinte vezes. Impressionante como a gente consegue aprender com seu Zé Bento. E ó: quem souber como situar Monteiro Lobato no tempo e no espaço consegue dar uma aula alucinante sobre racismo e preconceito étnico. Ao fim dessa aula, alunos e professor saberão separar o racista do escritor genial #ficadica.

Mas por que eu me perdi nos meus recuerdos literários? Ah, deixa pra lá. Vamos passar de ano? Sexta série, professora nova. Consegui me lembrar vagamente de suas feições (uma senhorinha, cabelo louro tingido e olhos claros, passou um trabalho em grupo no qual os alunos deveriam “apresentar um telejornal” ao vivo, diante da turma. Até bem pouco tempo eu tinha o “logotipo” do jornal que o meu grupo apresentou, o “Papo Furado” (um balão de história em quadrinhos com um “furo” por onde saía ar). foi o Jorge Valente, desenhista e colega do meu pai quem fez pra mim. Não lembro dos livros que ela pediu pra ler, não lembro do livro adotado. Mas as recordações boas ficaram restritas a esse trabalho em grupo. Não tenho mais recordações dessa professora – diga-se de passagem, quem lembrou do nome dela foi meu colega Orlando, que foi categórico: Neuza, com zê! E o Orlando também contou que ela faleceu em 1988. 🙁

Chegou a sétima série e a professora era nova e fresca em todos os sentidos: tia Áurea era recém-formada (acho que pela UFRJ) e recém-contratada pelo colégio. De novo: não lembro do livro adotado, não lembro das leituras. Minhas recordações são confusas. Por oras uma boa professora, que sabia ministrar o conteúdo da matéria (gramática, gramática, gramática e gramática, sem se esquecer da gramática, que a gente aplicava na redação), oras uma profissional inexperiente que não conseguia controlar a turma (e minha turma era fogo!). Mas do nome dela eu nunca me esqueci! 😀 também não me esqueci que era uma época estranha, em que Lobão e Roger eram sujeitos palatáveis e contestatórios, e o Paulo Ricardo do RPM era lindo (me deixa)!

Lembro de uma vez em que a turma tacava o terror e a Áurea passou teste relâmpago, valendo nota, de uma matéria que ela não estava conseguindo explicar: prefixos e sufixos. Eu fiz o teste, assustada porém segura do que estava escrevendo. Tive a maior nota da turma – oito ou nove. Ela me entregou o teste corrigido e falou: “você leu o livro antes de todo mundo, né?” Não, eu não tinha lido. Mas, pô, vamos combinar que o prefixo “anti-” indica negação da palavra que ele introduz, né? É meio óbvio isso, não?.

Oitava série. Tempo sujeito a chuvas e baforadas de cigarro. O professor era Sérgio Regina, que não tinha o menor tato com a turma. Preferia dar aulas para o segundo grau, no Colégio Zaccaria. Em minhas memórias, ele lembra o sargento Tainha, do Recruta Zero: cabelo escovinha, grande e gordo, e acendia um cigarro no outro. Já morreu, consumido pelo cigarro.

O professor Sérgio Regina não tinha saco de lidar com uma turma imatura, mas foi o primeiro a me mostrar, por contraste com outras línguas, que o mim pode ser sujeito do infinitivo, sim. E ele ficava abismado como aquela aluna que não tinha caderno e conversava muito durante a aula (mas se calava na hora da explicação da matéria nova) se dava bem nas provas. #beijinhonoombro

CIC

Colégio Imaculada Conceição, na Praia de Botafogo

Segundo grau, escola nova. Colégio Imaculada Conceição entra burro e sai ladrão. Tenho as piores lembranças dessa escola, e as melhores lembranças dos professores – todos, menos os de português.

O apreço pela escola era tão grande que num ano tivemos aulas numa sala com janela que dava pro lado de fora da escola. Nos intervalos, eu e outras colegas íamos pra janela e ficávamos paquerando qualquer homem que passasse: “olha, nós somos alunas do Imaculada Conceição. Aqui não tem mulher que preste, viu? Mas a culpa é da escola que não nos ensina isso!” Adolescência, ainda bem que você ficou pra trás – e mais importante: inda bem que tudo isso se deu numa época sem smartphones e mídias sociais pra registrar o mico.

Também lembro que Rachel de Queiroz, ex-aluna da escola, foi lá uma vez pra aparecer divar dar uma de gostosa dar uma palestra. Chegou e foi perguntando: “vocês vão me perguntar como é ser a primeira mulher membro da Academia Brasileira de Letras?” Um docinho, dona Rachel – só que não. Tomei birra e antipatia por ela e por tudo o que vinha dela desde então. Mas foi ridículo ver como as irmãs da escola puxavam o saco dela. (Já deu pra perceber que eu não vou com a cara daquela escola, né?)

Lembro que foi um professor de português diferente em cada um dos três anos do ensino médio. A professora do primeiro ano era muito esquisita. Não me recordo seu nome, mas jamais conseguirei esquecer o nome do autor do livro que ela adotou: Douglas Tufano. Por culpa dela: “o livro que nós vamos adotar é de Dúglas Tufano – e não estranhem essa pronúncia, pois quem fala francês sabe que ó e ú se juntam em som de ú”. Eu olhei pra ela com aquela cara de “Cejura, minha tia?” e cá cos meus alfarrábios eu tirei que alguma coisa tava errada naquilo (óbvio que era o fato de Douglas ser um nome brasileiro, então deve ser pronunciado Douglas e não Dúglas, dããããã!).

Outro trauma que ela me passou, esse dos bons: “o paradigma do éssemosizême na marcação número pessoal dos verbos” e eu só via os verbos conjugados na minha frente. que raios era aquele éssemozizême, deus do céu? Bom, nunca me fez falta saber durante o segundo grau. Só fui descobrir direitinho que raio era aquilo depois que entrei pra faculdade de Letras, e fui entender o que era um sintagma e um paradigma. (os paradigmas verbais são as partes dos verbos que indicam o número/pessoa e o tempo/modo/aspecto. São sufixos que se revezam na combinação com as raízes verbais. O “-s / -mos / -is / -m” é praga que marca, respectivamente, 2ª pessoa do singular / 1ª pessoa do plural / 2ª pessoa do plural e 3ª pessoa do plural. Dá em tudo quanto é tempo verbal no modo indicativo, à exceção do pretérito perfeito e do futuro do presente, no qual o -m vira -ão mas isso é papo pra outro post.)

Mas eu falava mal da professora do 1º ano do ensino médio. No segundo ano a coisa não ficou muito melhor. Acho que o nome dele era Armando. Cheio de ideais, de como o futuro da humanidade era legal e deveria ser bem semeado etcetcetc blablabla whiskas sachê. Passou um semestre inteiro analisando sintaticamente orações em textos corridos. (Dica pros pofexô que tão chegando agora: não tentem. Vira uma zona do caramba. Chega uma hora que você não sabe mais o que você está fazendo – ele, ao menos, não sabia).

No terceiro ano, pré-vestibular, não tenho a mais remota ideia de quem me deu aula de português. Talvez porque era alguém (sei nem se era homem ou mulher, avaliem) tão insípido que não me marcou em nada. Lembro apenas que tinha colegas terrivelmente medíocres que não queriam “matéria nova”, porque tinha muita coisa a estudar pro vestibular. Coitadas,devem ter virado donas de casa. Coitadas, mesmo. Lamento pela mediocridade delas.

Lembrei do que a turma da 3ª série quase fez com a irmã que ficava na portaria, a irmã Labourré. Mas eu já esqueci de novo e não vou contar porque a juventude tem que prezar pela criatividade. Ademais, se eu descobrir que alguém fez com aquela sujeita algo que eu não tive coragem de fazer sou capaz de processar por direitos autorais. Então, deixa prá lá.

Mas aí eu passei pra jornalismo na UFRJ e desse professor eu não vou me esquecer jamais!

Agostinho Dias Carneiro, quem começou a me dar ideias do que se chama Análise do Discurso. Professor de Letras da Federal do Rio de Janeiro, ele fez uma apostila especial pros alunos de comunicação (1º e 2º períodos do curso), praticamente sobre lexicologia. Nos apresentou os vários verbos para expressar, por exemplo, o suprimento da vida de um ser (matar/sacrificar/ assassinar). Essas aulas me fascinaram e me fizeram pensar mais sobre os vários significados de um verbete, de como e por que escolher palavras com cuidado na hora de compor um texto, e por aí vai.

Você chegou até aqui e não se chama Viviane Vieira? Puxa, parabéns e obrigada! A pipoca tava boa? 😉

(Em tempo: e aí, fessora? Gostou? Aceita pipoquinha? Se espirrar saúde tá parei.)

Tô aqui pensando em como um professor é importante na vida de um indivíduo – para o bem ou para o mal. Tô ainda mais intrigada em lembrar muito mais da minha professora de Jardim de Infância do que da pessoa que me deu aulas de português no pré-vestibular. Cara, quem foi esse ser tão insignificante que passou pela minha vida? E por que essa pessoa foi tão insignificante? Pior: como pode um professor ser insignificante na vida de um aluno? Jesus amado…

 

Em tempo: O COlégio Santo amaro foi palco de um vídeo promocional, lindo e emocionante, feito pelas canetas BIC. Não resisto, vou colar aqui. Eu chorei tanto pelo local das filmagens quanto pela mensagem do vídeo

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Chame do que você quiser. Menos de jornalismo.

quarta-feira, março 2nd, 2016
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afff! Quase três meses sem escrever aqui?!?!?! Ai, gente, desculpa!

Mas voltemos aos alfarrábios.

Jornalismo é assim: você recebe informações bem checadas, bem apuradas, de fontes confiáveis. Junta tudo num texto bem feito que, ao ser lido, fornece a quem leu informações relevantes e importantes, para que fatos sejam esclarecidos. Opinião tem espaço num veículo jornalístico, mas espaço próprio.

O que o Globo publicou aqui é um emaranhado de dados jogados a esmo, com palavras milimetricamente escolhidas para causar impactos especiais. O objetivo desse texto não é esclarecer e elucidar fatos, mas despertar no leitor aquilo que já foi chamado de “os instintos mais primitivos”.

Então, pra facilitar sua vida, eu fiz dois comentários neste texto. Os comentários que um defensor de Lula faria diante do texto, e os comentários que um antipetista ferrenho faria.

Repare que, nos dois casos, a informação não é relevante, mas sim o que aquele texto causa no leitor. Não importa quem defende o PT, o importante é reforçar o ódio ao PT.

Acompanhem as leituras abaixo. à esquerda, a leitura do petista; à direita,a leitura coxinha. (desçam, pfvr, pois a formatação desse post ficou meio doida)

Dois pedalinhos que ficam estacionados no lago do sítio de Atibaia (SP) trazem os nomes de dois netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [Masgemt, a obsessão chegou no nome dos pedalinhos?!?! Que coisa mais relevante, não? É, não…]. Os brinquedos, em forma de cisne branco, têm capas pretas com os nomes de Pedro e Arthur, e apareceram em uma imagem aérea exibida na edição desta segunda-feira do “Jornal Nacional”[Jornal Nacional, você já foi relevante, viu? Agora não sabe por que vive perdendo audiência…].

Pedro é filho de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e tem hoje cinco anos. Já Arthur tem quatro anos e é filho de Sandro Luís [Parabéns, Globo! Você sabe montar a árvore genealógica da família Lula da Silva! Se os jornalistas continuarem assim, têm chance de trabalhar em Caras!]. Ambos nasceram na Maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo. [Re-por-ta-gem de Ca-ras! Castelo e Ilha de Caras! Um looshoo só!]

Alvo da Lava-Jato por envolvimento em desvios na Petrobras, a construtora Odebrecht teria realizado [teria realizado = nóis num tem certeza, mas que se foda, a gente faz ilação e tá tudo certinho! Apuração pra quê? Ah, jornalismo? Carece fazer, não…] obras de reforma no local, usado pelo ex-presidente e seus parentes. Lula admitiu [admitiu / reconheceu = “nóis é ixperrrto, nóis aperta ele e ele intrega! O_o] que frequenta o sítio mas alega, porém, que o local pertence a “amigos da família”. [e “amigos da família” vai entre aspas, assim mesmo, que é pra gente desconfiar da veracidade das informações! E zás, como são expertos esses jornalistas! Quem convencer melhor vai ganhar um fim de semana na ilha de Parati na mansão tríplex do tá parei, parei, pareeeeeei…]

Amigo de Lula, o pecuarista preso na Lava-Jato José Carlos Bumlai teria pagado parte da reforma do sítio [mas espere! Foi a Odebrecht ou o Bumlai? Gente, se vai mentir, mente direito! Assim não pode!], segundo documentos apreendidos pela PF [documentos = troço sério, válido, que passa confiança e responsabilidade; apreendidos = num era pra tar nas mão da PF, massa Pf é ixperrrta, ela pegô tudo! E eu escrevo isso assistindo a um capítulo de A Regra do Jogo, daqueles policiais smartões…].  Desde 2012, Lula e a família viajaram 111 vezes ao local [porque a gente precisa ser psicopata de responsa, a gente conta direitinho quantas vezes Lizináco foi lá. A gente poderia dizer “mais de cem vezes”, mas “cento e onze” dá uma credibilidade que ó: parece que a gente inventô isso tudo!]. Logo após deixar a Presidência, Lula enviou seus pertences e de seus familiares ao sítio. Entre os itens transportados, havia 200 caixas – 37 delas com bebidas. [porque, né? Os pertences de Lizinácio se resumem a um monte de caixa com bebidas! Globo, migo, para que tá dando vergonha alheia em níveis profundíssimos!Assim não dá mesmo pra te defender, fera!]

Os advogados do ex-presidente Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, apresentaram por escrito as explicações sobre o tríplex no Guarujá [que foi mencionado neste texto pela primeira vez] e o sítio de Atibaia, na investigação movida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo eles, o sítio foi prospectado pelo sindicalista Jacó Bittar em 2010, que tinha a intenção de oferecer a Lula um local para que pudesse guardar os objetos que ganhou durante o período em que permaneceu na Presidência da República. Como ficou doente, Bittar teria dado o dinheiro para que seu filho, Fernando Bittar, fechasse o negócio. O valor, no entanto, teria sido insuficiente, o que levou Fernando a chamar Jonas Suassuna para entrar como sócio na propriedade. [aí a gente pinta uma história doida e mal escrita, pra ficar difícil de engolir, porque a ideia é essa mesmo!]

Procurada pela reportagem do GLOBO, a assessoria do Instituto Lula afirmou que não vai se manifestar sobre os pedalinhos [e ó: magoou, viu? Por que o Instituto Lula não libera um release intitulado “sobre os pedalinhos do sítio de Atibaia? Hã? Ah, só porque é ridículo demais da conta? Ah, que pena…] e que “o ex-presidente e dona Marisa frequentam o sítio, que é de propriedade de amigos da família”.

Dois pedalinhos que ficam estacionados no lago do sítio de Atibaia [como assim aquele bêbado analfabeto tem pedalinho em sítio? Onde já se viu uma coisa dessas?] (SP) trazem os nomes de dois netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [ah, que putaria! Nomes dos netos, ainda por cima! Que pouca vergonha!]. Os brinquedos, em forma de cisne branco, têm capas pretas com os nomes de Pedro e Arthur, e apareceram em uma imagem aérea exibida na edição desta segunda-feira do “Jornal Nacional”.[se não é o Jornal Nacional pra nos revelar essas notícias importantes, não sei o que seria do Brasil legalista!]

Pedro é filho de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e tem hoje cinco anos [absurdo! Esses merdas se reproduzem! Como pode isso? Quem permitiu?]. Já Arthur tem quatro anos e é filho de Sandro Luís. Ambos nasceram na Maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo.[AAAAAAHHHH, TÁ VENDO? NESSAS HORAS NÃO VÃO PRO SUS, NÃO! ELES ROUBAM DINHEIRO DA GENTE PRA PAGAR HOSPITAL PARTICULAR, E DEIXAM O POBRE LARGADO NO SUS! VAI PRO SUS, LULINHA!!!]

Alvo da Lava-Jato por envolvimento em desvios na Petrobras, a construtora Odebrecht teria realizado obras de reforma no local, [Odebrecht fazendo obra no local! Depois vão dizer que não trocam favor de corrupção com o Lula?] usado pelo ex-presidente e seus parentes [Gente, como esses petralhas insistem em achar que esse troço não é do Lula? Tá escrito aqui: o sítio é U SA DO, claro que é do Lula!!!]. Lula admitiu que frequenta o sítio [viu só? O ladrão analfabeto admitiu que frequenta o local! Claro que é dele! FDP como pode? Rouba dinheiro do Brasil e fica se fazendo de santo achando que o brasileiro é trouxa! Rá! Eu não sou trouxa, eu me informo, tá? Tõ aqui lendo O Globo!] mas alega, porém, que o local pertence a “amigos da família”. [mimimi amigos da família! Covarde! Assume logo que é seu, seu bosta! Ai, que ódio, por que esse merda não morreu de câncer?!?!?!]

 

Amigo de Lula, o pecuarista preso na Lava-Jato José Carlos Bumlai [viu só? Tem construtora, tem pecuarista, todo mundo é “bonzinho” com o Lula, todo mundo paga pau pra ele – EM TROCA DE CORRUPÇÃO, CLARO!] teria pagado parte da reforma do sítio, segundo documentos apreendidos pela PF [DOCUMENTOS APREENDIDOS! E os petralhas achando que o Lula é santo! Ah, coitados….]. Desde 2012, Lula e a família viajaram 111 vezes ao local [cento e onze vezes, gente! Cento e onze vezes! E vão dizer que o sítio não é dele? Ah, vá…] . Logo após deixar a Presidência, Lula enviou seus pertences e de seus familiares ao sítio [o bêbado analfabeto fez MU DAN ÇA pra lá!!!]. Entre os itens transportados, havia 200 caixas – 37 delas com bebidas. [HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! BÊBADO DE MERDA, SÓ TEM CAIXA DE CERVEJA COMO PERTENCE! Morre de câncer, desgraça!]

Os advogados do ex-presidente Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, apresentaram por escrito as explicações sobre o tríplex no Guarujá e o sítio de Atibaia, na investigação movida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo eles, o sítio foi prospectado pelo sindicalista Jacó Bittar em 2010, que tinha a intenção de oferecer a Lula um local para que pudesse guardar os objetos que ganhou durante o período em que permaneceu na Presidência da República. Como ficou doente, Bittar teria dado o dinheiro para que seu filho, Fernando Bittar, fechasse o negócio. O valor, no entanto, teria sido insuficiente, o que levou Fernando a chamar Jonas Suassuna para entrar como sócio na propriedade. [blablablabla desculpinha esfarrapada!!!]

 

Procurada pela reportagem do GLOBO, a assessoria do Instituto Lula afirmou que não vai se manifestar sobre os pedalinhos e que “o ex-presidente e dona Marisa frequentam o sítio, que é de propriedade de amigos da família”. [MENTIROSOS! LADRÕES! CORRUPTOS! MORRAM DE CÂNCER, DESGRAÇAS! ACABA, LULA! ACABA, PT!]

 

 

 

 

 

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A carta de Temer a Dilma, ou como destruir sua carreira com um texto cafona

terça-feira, dezembro 8th, 2015
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underwoodMimimichel Temer não deve ter o saudável hábito de ler Luis Fernando Verissimo. Se o lesse, saberia que, se você não sabe como começar um texto, deve apelar a um provérbio chinês, e não a um adágio em latim. Até porque fica mais fácil divagar em cima do provérbio chinês. Ademais, na Era do Google, saber citar adágios em latim não é mérito nem diferencial pra ninguém.

Enfim. Este post é apenas para atender a pedidos dozamygho e dosfã <3 <3 <3. Mas tudo o que poderia ser dito a respeito da patética vergonhosa ridícula véi, na boa, cejura que escreveu aquilo? carta que o Temer escreveu pra Dilma já foi dito. E tudo o que se poderia esculhambar já foi esculhambado.

Então, faço apenas algumas observações pontuais:

Senhora Presidente [não importa se você é do time a presidente ou a presidenta. Aqui fica bem claro que mimimichel chamou dilmavana pra briga. quem trabalha diretamente com ela só a chama de presidentA, caso contrário ela não responde.]

[já comentei lá em cima esse adágio latino] “Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem) (…) À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.[Esse monte de aquela e aquele deixou a frase confusa e sem sentido. Melhor: À minha natural discrição conectei aquela derivada do CITADO dispositivo constitucional – Temer citou o artigo da Constituição, então a referência tá mais do que clara no texto.]

(…)

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice[OLHA LÁ! OLHA LÁ! OLHA LÁ! ELE ERROU A CRASEEEEEEE!!! Esse a dai´é só preposição, não tem artigo! (Teria artigo se fosse “à Vice-Presidência”, mas não teria artigo no caso de “A Vice(-presidente)”.]

 (…)

Noves fora, a impressão que fica é que mimimichel foi acometido por um irrazoável surto de soberba, ao achar que seria capaz de produzir uma carta cujo impacto teria a mesma magnitude da carta de suicídio de Vargas. E muito também já se disse sobre isso, que Vargas matou-se,enquanto o suicídio de Temer foi só político, etcetcetc.

De concreto, mesmo, o que temos é que:

1- começar uma carta ~pessoal~ com um adágio latino foi ridículo

2- o tom da carta foi pré-adolescente. não se espera isso de um vice-presidente com 34567445634 anos de vida política.

3- se ele esperava contar com o apoio da imprensa para dar legitimidade e pujança a um textinho de merda, lamento informar mas texto de merda quando nasce na merda da merda jamais sairá.

4- Sério, mimimichel, você anda passando muito tempo vendo série da Netflix. Essa carta é uma bela patética mistura da carta de Frank Underwood ao presidente Walker com a personalidade de Kilgrave, o vilão de Jessica Jones. você se faz de vítima quando, na verdade, tenta manipular e controlar as vontades de todos ao seu redor. Beesha, por favor! Você não é vilão da Marvel, só tem cara de!

Isto posto, vamos comparar o final da carta que Frank Underwood escreveu ao presidente Walker no último episódio da segunda temporada de House of Cards com o final da carta de Temer à Dilma (se você acha que isto pode ser um spoiler, problema seu. eu acho que não). Primeiro, o texto de Underwood:

Se Vossa Excelência realmente acredita que eu servi apenas a mim mesmo, então eu perdi para sempre a sua confiança. tudo o que eu posso fazer agora é lhe dar minha liberdade para salvar a sua. Eu disse que eu tombaria em seu lugar, e com esta carta eu lhe dou os meios para que isso aconteça. Eu mesmo estou puxando o gatilho.

todos devemos fazer sacrifícios para alcançar nossos sonhos, mas às vezes devemos sacrificar a nós mesmos para o bem maior. É minha honra fazer este sacrifício agora.

Seu amigo leal, ainda [do fundo do] meu coração, se não no seu.

Agora, o texto de Temer:

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.

Olha, mimimichel, sobrou convicção e faltou sacrifício na sua versão. Digo só isso.

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Beaucoup de français pour rien contester, coitada…

terça-feira, junho 23rd, 2015
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hkzdrgAviso: aqui tem treta pra 5 baldes de pipocas.

Daí que a apresentadora da TVeja (Cês me juram que ela é jornalista? Que coisa, não?) está sendo acusada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná de plágio. Não de uma ou duas matérias, mas de exatas 65 matérias. Em menos de um mês. Movem a acusação contra ela exatos 23 jornalistas.

O que você faz numa hora dessas? Pega o pouco que lhe restou de dignidade, junta os cacos, enfia a viola no saco, pede desculpas e bola pra frente. Tentar terceirizar a culpa ajuda, mas não resolve.

Isso já aconteceu outras vezes. Lembro de um caso de um repórter da editoria Rio de O Globo (não lembro do nome dele, e não vou me esforçar pra isso, coitado, o cara ficou morrendo de vergonha), que (diz que) recebeu um texto legal de m amigo, pediu pra postar no blog dele no jornal, o amigo autorizou e, uma semana depois, o cara descobriu que o texto havia sido publicado em outro lugar. Foi demitido, e saiu pedindo desculpas pelo amor de Deus.

Mas não foi o que dona Joice Hasselmann fez. A mona botou a cara no sol e saiu disparando metralhadora giratória. Pelo que eu entendi, a culpa pelos plágios dela é da CUT. Como, eu não sei. Mas sei que a dona não é nem versada em português nem em francês. Allons-y pra conferir o que a tia fez?

Pipoca? Check! Guaraná? Check!

A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado a CUT[Ok, não vou entrar no mérito. O artigo 5º da Constituição Federal permite que ela pense isso. Esse mesmo artigo também me permite considerar escória do jornalismo os integrantes da redação da Veja, né? Então, deixa prá lá]. Minha resposta aos vira-latas[ah, puxa… vira-lata é um bicho mó legaus!]: Retournez a la Merde! [ô minha tia, faltou um acento grave aqui nesse a. É “retournez à la merde”, por favor! Vai arrotar francês, arrota direito!]

Caros amigos-vírgula [Depois da merde praticada em francês, a tia vem e pratica uma merda em português. Falou vírgula aqui pra separar o vocativo do resto da frase!] vamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e sobretudo má-fé)[até aqui a tia seguiu a receita tucana de encheção de linguiça: “Aí, seu Camões! Desce uma tonelada de substantitvo abstrato pra eu rechear meu texto!”]. Imaginou? Ruim-vírgula né? Mas tudo pode piorar.
Junte à [ponto positivo! A tia sabe crasear!] mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhice e-vírgula para finalizar-vírgula empacote tudo num sindicato sem vergonha ligado à CUT[outra crase certinha, e a CUT que tava quietinha no canto dela sem encher o saco de ninguém foi enfiada aqui do nada!]. Voilá[E, como castigo por enfiar a CUT onde não deve, a tia errou de novo o acento! É acento grave, tia! Voilà!] ! Temos aí o Sindicato dos Jornalistas do Paraná que consegue ser boi de piranha e ao mesmo tempo um ativista da imbecilidade[Tá. eu entendi que a tia precisa vomitar ofensa contra o sindicato dos jornalistas do Paraná. Mas como justificar à luz da coerência e da coesão as expressões “boi de piranha” e “ativista da imbecilidade”?]
Estou sendo dura? Será[Não, queisso… por enquanto você só foi prolixa e não disse a que veio. Lead é coisa de vira-lata, presumo eu…]? Bem, eu nunca acreditei nessa gente e nunca paguei um centavo para essa gente encostada ficar fingindo que luta pelos direitos dos trabalhadores jornalistas[De novo: artigo 5º e pans]. Por sorte, essa corja de hoje é menos inteligente. Sim, sorte, afinal um sindicalista inteligente e amoral pode destruir o Brasil. Veja o que aconteceu com Lula no poder[Depois da CUT, sobrou pro Lula, coitado! É impressionante a capacidade que um jornalista (sorry) da Veja tem de enfiar a culpa no Lula, credo… mas ao menos ela reconheceu que Lizinácio é inteligente. Pfvr, registrem e guardem para 2018. Vamos precisar! 😛 ]. Deus nos livre[A CUT, Lula e Deus já estão aqui comendo as pipocas dos nossos baldes, e a tia nem tchuns pra dizer a que veio!]
Hoje-vírgula esses sindicalistas de araque, travestidos de jornalistas, são do baixo clero-vírgula mas mesmo assim eu vou dar uma chance e uma moralzinha pra essa turma de desocupados[Mais duas linhas, gente! Nada!].
Mas qual é o motivo de tanta ira, Joice Hasselmann? 
Eu vou contar-vírgula amigos. Recebi um link de um post do Sindijor- PR ou melhor, sindijor com letra minúscula mesmo[Tia, cê num sabe pôr vírgula em texto, e pede desculpas porque deixou uma palavra em caixa alta? Ah, vá!!!] , (o inútil sindicato da “catigoria”[catigUria. Fazfavô!] do Paraná) dizendo que uma Comissão de Ética (ética????? Sim, eu sei é risível[mas pelo amor de nossa senhora dos 140 caracteres, da pra explicar o motivo da sua ira, minha tia?!?!?!?!] , mas é o nome) me condenou por plágio[ARRÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!! Filnalmente ela disse o porquê de tanto esperneio! Tá. Vc é acusada de plágio. E aí, o que tem a dizer em sua defesa?] Oi??!!! Toc-toc!!!! Beberam???? Fumaram alguma coisa esquisita???[Tá. Ela questiona a motivação da acusação. Eu faço isso direto.] Bem, até pode efeito de algo além da malandragem, mas a gênese da palhaçada-vírgula caríssimos, é a velha sacanagem mesmo[e aqui Deus castigou ela de novo: ela se esqueceu de um verbo – pode SER efeito- e, de novo, faltou a vírgula pra isolar o vocativo. Tia, se cê num sabe usar vocativo, por favor, num usa!] . Do tipo que essa gentinha gosta[Tá. Acho que ela disse que foi alvo de uma injustiça. Mas qual?]. Fizeram uma reunião na surdina [Aí você lê o texto do sindijor, cujo link está lá em cima, e descobre que ela foi chamada a se pronunciar a respeito, e não respondeu a nenhuma convocação. Considerando que em questões desse tipo existe todo um protocolo a ser seguido, como ouvir a acusação, a réplica e a tréplica, acho no mínimo questionável ela afirmar que não foi consultada. Até pra isso deve ter prova.] porque 23 profissionais tiveram um surto-vírgula e resolveram acordar um dia e ir ao sindicato-vírgula porque essa pessoa tão malvada como eu fez carreira em cima do belo trabalho de operários padrão do jornalismo paranaense[de novo, faltou mondi vírgula aqui, mas eu vou fazer de conta que não percebi. Vou considerar como figura de estilo, pra passar a ideia de exasperação e agitação. Eu também costumo fazer isso por aqui vez que outra. Mas ela diz que 23 profissionais surtaram? é isso mesmo, minha tia? Mas esses profissionais surtados, será que eles sabem usar vírgula? Tá parei]. Ohhhh, Jè suis désolèè[ai, porra! Eu tava pronta pra defender a sujeita e dizer que trocar acento grave por agudo é coisa pouca, porque pode ser apenas a tecla shift que não funcionou direito aí ela me vem e me taca não um nem dois, mas TRÊS acentos graves errados?!?!?!?!!? Ah, porra, onde cê fez esse curso de merda, hein?!?!!?! É “Je suis désolée”, porque vc é mulher! Se fosse homem, seria “Je suis desolé”, com um e só. E je não tem acento, coisa!]. Eles têm toda razão! Essa que vos escreve é mesmo uma despreparada. A história comprova[acho que ela vai ser irônica. Só acho.]. Enquanto boa parte dessa gente se reunia para fazer nada, para tomar umas e outras nos botecos pé sujos da vida, eu, vejam só, trabalhava[Mas, espere! ela tá dando a entender que os 23 que estão processando ela são sindicalistas? São da CUT?]. Não se ofendam. Eu sei que a palavra “trabalho” dói, mas eu tenho essa mania condenável por vocês. O que se pode fazer? [Segundo Joice Hassellman, a palavra trabalho dói. Pra membros de uma entidade cuja sigla significa Central  Única dos TRABALHADORES. Olha, minha tia, aqui cê tá começando a perder o fio da sua meada…]
O fato é que enquanto intelectuaizinhos de meia tigela[Agora fiquei curiosa pra saber o nome dos 23 que estão acusando ela de plágio.] fingiam fazer alguma coisa-vírgula eu já estava no ar e desde o primeiro ano de jornalismo. Sim, eu trabalhava e estudava. Que horror[Tá. Vc trabalha desde o 1º ano da faculdade. Grandes merdas. Eu também. E, como sabia trabalhar direito, eu tinha a hora de trabalhar, a hora de estudar e a hora de beber no boteco da esquina. Você, pelo visto, trabalhava mal, tinha que refazer o trabalho todo e ficava depois da hora, né?]! No terceiro ano de faculdade-vírgula cometi o pecado mortal de conseguir ser diretora de uma afiliada da principal rádio jornalística do Brasil[Agora deu pena de Curitiba. Sério que faltam profissionais de qualidade aí NESSE TANTO, gente? afff…]. Que erro o meu. Como eu fui capaz de tamanha traição? Eu devia mesmo é ter me juntado a um bando de vira latas e sair por aí fazendo piquete, greve na universidade ou qualquer coisa bem inútil para a sociedade[Greve é um troço inútil pacas. Olha, se eu te contar que Adam Smith discorda disso cê vai ficar chateada comigo? Jura? Foda-se!] 
Os dias se passaram, os anos se passaram e os grandes profissionais indignados continuam indignados, hoje ilustres desconhecidos, mas o trabalho genial dessa gente brilhante teria sido o motivo da minha carreira seguir em frente[tá. Deixa eu ver se eu entendi: geral ralando feito um corno pra ganhar meio mentex de piso salarial, aí la vem, dá CTRL+C/CTRL+V naquele texto suado e fudido, põe a assinatura de merda como se o texto fosse de autoria dela e ainda fica putinha porque geral tá reclamando que o que ela faz é errado? E esse teria sido no futuro do pretérito, hein? seu inconsciente tá te acusando, é?]. Ahhhh, vão se catar-vírgula bando de canalhas! Eu, diferente de vocês-vírgula seus parasitas, trabalho 15 horas por dia e não fico enganando em redação durante 5 horas ( para aquele poucos que tem emprego, né-ponto de interrogação). Tenho vergonha de gente assim[Tá. Me corrijam se eu estiver errada: pelo que eu percebo, até aqui ela não negou nenhuma das acusações, né?]. Fui diretora da CBN, diretora da Bandnews, a colunista de política mais influente do Paraná, comandei o colunismo político da Record, tenho mais de uma dúzia de prêmios-ponto. e vocês[Jogou medalhas na mesa – check!] ? Responde aí[Mas ela não consegue nem acertar um imperativo?!?!?! A sujeita é tão mandona e não sabe nem conjugar verbo de ordenamento?!?!!?! Mas minha tia, o certo é “respondam!”]! Poucas vezes vi uma atitude tão tão baixa. Bando de mentirosos[arráááááááááaaá! Finalmente ela diz que as acusações são mentirosas!!! Mas até que enfim, hein, minha tia?]. Para se ter uma idéia,[ideia não tem mais acento, mas eu tb gosto de uma idéia acentuada. Deixa pra lá, vai…] quando essa conversa fiada apareceu-vírgula [outra vírgula comida!] meu advogado tentou ter acesso ao processo e-vírgula claro-vírgula o nobre sindicato não entregou. Fez tudo na surdina, por debaixo do pano, sem ouvir o contraditório e-vírgula para ganhar uns minutinhos de atenção-vírgula fez uma nota e espalhou para os blogs sujos e afins[Mas meu São Crispiniano!!! tá lá no texto que ela foi procurada pra responder às acusações, e não se manifestou!!! Tia, se é pra mentir, ao menos faça isso sem ter como ser desmentida, né? Coisa mais feia…] . Os patrões gostaram, companheiros? Ah, também é mentira que tentaram contato comigo. Meus telefones continuam os mesmos. É uma atrás da outra.[Tá. Então deixa eu reescrever aqui tudo o que ela alega, de forma sucinta: 
eu, Joice Hasselmann, estou sendo injustamente acusada de plágio por 23 jornalistas. Todas as acusações são falsas e mentirosas. O sindicato alega que entrou em contato comigo, mas em momento algum eu ou meu advogado pudemos ter acesso ao conteúdo do processo <— e voilà (com acento grave, né?) Achei uma contradição! Como ela pode dizer que não foi contactada (“Meus telefones não mudaram”), se ela diz que o advogado dele tentou ter acesso ao processo e não obteve? Afinal de contas, ela sabia ou não sabia que estava sendo processada?]
Eu, Joice Hasselmann sou pessoa jurídica[Ah, tá. Então, posso concluir que terceirizados estão liberados de sair por aí copiando a torto e a direito o texto dozotro?], dona do meu nariz, não pago pedágio para essa corja e não me dobro a essa gentinha ligada à CUT. Eu NÃO sou filiada ao sindicato porque eu nunca quis[OK, OK e OK.]. Querer me punir me impedindo de integrar esse sindicato é elogio. Vocês são invejosos, arrogantes e incompetentes. Arregacem as mangas e trabalhem! [Mas quem tá querendo que ela se filie ao sindicato? pelo que eu entendi, os cabras querem que ela explique o plágio!]
O que eu tenho a dizer sobre isso: vão para o diabo[Fia, fazisso não… são VINTE E TRÊS contra uma. Explica direitinho, rebata ponto a ponto, acusação a acusação, jornalista a jornalista. Se você está tão certa do que fez, mostre isso pontuadamente!] !! Aos senhores, as batatas! E enfrentem meus advogados seus sanguessugas. Se ainda não entenderam vou ajudar: “Allez a la Merde[faltou acento grave: allez à la merde!] ! Ou se preferirem “Retournez a la Merde[de novo: faltou acento grave. Gente, naonde essa sujeita fez curso de francês,hein?]“.

Meu veredicto, que já publiquei no Facebook: C’est beaucoup de français pour rien contester ( = é muito francês pra não responder nada), kiridinha…
São acusações pontuais e específicas. Et vous avez seulement aboyé aux “petralhas”.( = E você só fez latir para os petralhas)
E aí? Allez-vous contester les accusations ou non ( = vai responder às acusações ou não)?!?!

E se quiser continuar a discussão em francês, inglês, espanhol ou latim, tamosaí…. mas da próxima vez, eu vou exigir que você ou escreva corretamente em outra língua, ou saiba pontuar textos na sua língua.

(E você acha que eu acreditei nessa prosódia toda? Aham… asseilez-vous là (senta lá) kiridinha…)

Et je ne vais pas à la merde, parce que je dois faire mon travail de français. Au revoir!

(E eu não vou à merda porque preciso fazer meu trabalho de francês. Tchau!)

(E ela não explicou por que o Sindijor é boi de piranha. #magoei)

 

 

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Dilma, mercado, especulação e o duplo twist carpado do Infomoney pra ser coerente e não perder dinheiro

quinta-feira, outubro 2nd, 2014
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Antes de começar este post, vou agradecer e mandar milhões de beijinhos pro Felipe Spencer, que fez rapidex pra mim essa imagem que eu vou usar pra desenhar a história por trás do post que originou este post:

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Queisso, bruxa?

Isso é um resumo da reta final do primeiro turno, o que está acontecendo entre Marina Silva e Aécio Neves na disputa pelo segundo lugar. Marina está em franca queda, e Aécio em franca ascensão. Aécio pode ultrapassar Marina a qualquer momento.

E eu não pus de propósito a seta-resumo de Dilma Rousseff, porque essa tá bem acima, e divando pra cima (late mais alto que daqui eu não te escuto, diria Valesca Popozuda…)

Enfim. Com essa imagem na cabeça, e pensando que Dilma pode passar a régua ainda no primeiro turno (se não fechar, vai ser por muito pouco mesmo), vamos analisar o texto cometido de maneira tonitruantemente gloriosa pelo Infomoney.

Esse texto me chamou a atenção porque o supracitado site (considerado um verdadeiro pai-de-santo pelos comunistas do bunker clandestino  do Muda Mais) passou o ano INTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIROOOOOO falando que se Dilma vencesse seria um desastre para o mercado, porque o mercado iria implodir, daí viria o apocalipse zumbi, Marte nos invadiria, os santos nos abandonariam e seria o fim dos tempos pereré pão duro. Aí eles resolvem dizer, a esta altura do campeonato (e das pesquisas), que Dilma talvez não seja tão ruim assim.

Claro que eu me interessei pelo twist carpado redacional. Pipocas e guaraná acompanham, senhores!

2015 vem aí: Dilma reeleita vai ser tão ruim para os mercados assim? 

corrida continua acirrada e tudo pode mudar, mas [Chegou o vírgula-mas! vamos ver a adeversatividade qual é!] alerta com reeleição de Dilma se acendeu mais uma vez para investidores[ela é presidenta, e comanda o Brasil há quatro anos. Mas representa risco pros investidores. Não, eu não consigo entender essa lógica]: há motivo para tanta preocupação?[eis a introdução do imbroglio. Agora vamos ver como se dá a concatenação dazidéia do Pai Infomoney]

SÃO PAULO – Após a divulgação da pesquisa Datafolha na última sexta-feira onde a candidata Dilma Rousseff aparece 13 pontos na frente de Marina Silva e também numericamente na frente no segundo turno, apesar de tecnicamente empatada com a margem de erro, a bolsa desabou e o dólar disparou. E a percepção foi corroborada pelas pesquisas Datafolha e Ibope de ontem.

mercado

Ay, señores! Ustedes me matan de verguenza!

[lá em cima foi só a introdução. Aqui é que começa a diversão e as loucas aventuras. Acompanhem:] Conforme aponta Raphael Juan, gestor da BBT Asset, o que o investidor pode esperar até o fim das eleições é muita volatilidade [se eu tivesse ações na Bolsa, ficaria quietinha encolhidinha sem me mexer, porque a montanha russa vai ser braba!], já que a candidata do PSB ainda tem um bom potencial de crescimento [agora olhe pras setinhas lá de cima, entenda a seta verde como da Marina, solte uma gargalhada e vlte logo!] e no segundo-turno o tempo de televisão é igual para ambos os candidatos. “Além disso, o PSB tende a receber o apoio de Aécio Neves, algo que é impossível de ser contabilizado nas atuais pesquisas. Portanto, cenário totalmente indefinido”.[O texto se propõe a dizer que Dilma reeleita não vai ser tão ruim assim, mas esse parágrafo reza por Marina. Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!]

Por outro lado[esse “por outro lado” pode ser praticamente considerado um alomorfe do vírgula-mas. Mas deixem essa observação pra lá, pq isso não é uma poção de morfologia], a forte queda na Bolsa e alta do dólar acontece porque o mercado já dava como certa a eleição de Marina Silva[aí veio a Dilma, subiu, e embaralhou ascoisatudo de novo!]. Agora, o investidor precisa começar a se preparar para uma eventual permanência de Dilma no Planalto. 

“O investidor já sabe como o mercado deverá reagir com Marina[tá. deixa eu entender, então. Marina nunca antes na história deste país foi leita presidenta, mas o mercado já sabe como reagir a um governo dela? Ah, é verdade! “Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!”], porém, [é tanto vírgula-mas que o redator teve que lançar mão de um “vírgula-porém] ainda é uma incógnita como se comportará com Dilma[vou repetir o raciocínio da observação lá de cima: Dilma é presidenta há quatro anos, e o mercado sabe o que esperar dela e como ela se comporta. Mas o comportamento do mercado será uma incognita com Dilma?Ah, é verdade! “Lógica? Compreensão? Racionalismo? Não, somos especuladores, trabalhamos com nada disso, minha senhora!”] . (…)

De acordo com o diretor de mercados emergentes da corretora japonesa Nomura, Tony Volpon, o Datafolha de sexta acabou sendo um divisor de águas para os mercados, que parecem ter abandonado a esperança de que esta eleição representaria o fim do ciclo do PT. [abandonado a esperança. Fim do ciclo do PT. Imparcialidade? Não, senhora! somos especuladores! Quer imparcialidade vá ler a previsão do tempo – e mesmo assim procure um site de informes meteorológicos!]

“A reação do mercado, em nossa opinião, não é atribuível tanto à diferença entre os dois principais candidatos, mas a tendência dos dados eleitorais. Projetando esta tendência para a frente, poderia-se imaginar uma reeleição de Dilma já no primeiro turno”, afirma. 

Para Volpon, todos os resultados são possíveis e a corrida continua muito acirrada, com Marina podendo compensar o terreno perdido em um segundo turno. Porém, tendo como base um cenário de maior possibilidade de Dilma vencer, o especialista também destacou o que pode mudar no próximo ano

[Mas espere! Você acha que o melhor do texto á apareceu aí? Pare de comer pipocas pra não se engasgar!]

E depois de 1 de janeiro de 2015?
O que aconteceria depois do dia 01 de janeiro de 2015? Para Juan, com a mudança do Ministro da Fazenda, um grande passo já será dado, principalmente se for um nome que inspire confiança do mercado, como Henrique Meirelles. [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA O INFOMONEY QUER EMPLACAR MEIRELLES NA FAZENDA! QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Devemos avisar que eles estão fazendo isso muito, muito errado? Melhor, não, né?]

“Principalmente os investidores internacionais, que movimentam a nossa economia, enxergam Guido Mantega como uma fórmula esgotada para retomar o crescimento[puxa, que coisa, não? Isto significa que eles estão tudo indo embora do Brasil? Não, não significa!] . A troca do ministro, dependendo do nome, será bem vista pelo mercado”[Ah, cejura? Puxa, que coisa, não?]. [Aí você pensa que o texto vai navegar pelos mares do pessimismo e…] Além disso, o cenário de modo geral não deverá ser tão catastrófico como muitos pregam.[e ele vem e concorda com o título do post!] “A bolsa deverá voltar aos 60 mil pontos, dólar ficará entre R$ 2,40 e R$ 2,45 e taxa de juros convergindo para 11%. Não acredito em desastre, como muitos pregam”, acredita o gestor da BBT.[Tá. Aí eu lhe convido a voltar cinco parágrafos pra reler o trecho em que o texto diz que com Dilma mercado será incógnita: olha a cognição aparecendo aqui! O_o] 

Já para Volpon, é difícil saber se Dilma tirará lições de seus anos de mandato e de quando esteve perto de perder a reeleição [Porque, né? O mercado quer ensinar lições a Dilma. E eles devem estar todos lá, sentadinhos, ao lado da Cláudia…] Ele destaca dois cenários opostos: [aqui você para de novo de comer pipoca pra não se engasgar]  há quem acredite que Dilma reeleita vai manter a retórica política esquerdista da campanha e construir pontes com o setor privado e os mercados financeiros[calma que não é isso, é agora que começa!]. Os pessimistas acreditam que ela vai ver a sua reeleição como mais quatro anos “para lutar pelo povo contra o mercado e os interesses financeiros que quase a derrotou”. [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA aviso: não tenho forças pra destacar o erro de concordância dos interesses financeiros que a derrotOU. Vamos ignorar, vamos?]

Para Volpon, a verdade está em “algum lugar do meio” [Fox Mulder curtiu isso]. “Nós acreditamos fortemente que ela dará sinalizações iniciais mais pró-mercado e a nomeação de um novo ministro da Fazenda será um sinal muito importante para saber se há substância em um discurso mais pró-mercado”.

A Nomura acredita que, devido às suas visões ideológicas, haverá ajustes pequenos nas políticas atuais. “Em declarações recentes, Dilma defendeu seu ponto de vista que o que prejudica a economia brasileira é a crise global; que suas políticas têm sido bem sucedidos em proteger o trabalhador brasileiro da crise; e que suas políticas serão revertidas quando a economia global se recuperar”. [MAZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! Eles são capazes de entender o que a Dilma fala!!! Não precisa desenhar!!!! Que boooooooooom!!!!]

“Esta ‘visão de mundo’ levanta a questão óbvia: se a economia global não vem para o resgate, Dilma continuará ‘protegendo o trabalhador brasileiro’, mesmo à custa da contínua deterioração fiscal?”

A Nomura avalia que sim, não havendo nenhuma decisão autônoma para ajustar a economia. Por outro lado, haverá restrições: uma é política e outra é sobre os índices voláteis de aprovação do governo. A popularidade do governo aumentou “por causa do bombardeio constante da campanha eleitoral” mas, para a Nomura, estes índices mais altos não devem se manter, funcionando assim como uma restrição poderosa contra as políticas impopulares de ajuste. 

“Um governo se recusar a ajustar as políticas não significa que a economia não se ajusta. Significa apenas que os mercados têm de fazer o trabalho que governos se recusam a fazer.[masmeufiiiiiiiiiiilho…. Adam Smith, já ouviu falar nele? Laissez-faire, laisez-passer, manja? Intâo…] Como é típico em um ambiente de mercado emergente, o principal mecanismo de ajuste será a taxa de câmbio”, ressalta Volpon.

(…) [eu poderia aqui falar de uma tentativa de previsão mercadológica do tipo bola de cristal, mas deu gastura]

Olha, como já disseram no Twitter, esta eleição tá tão enlouquecida que até domingo pode rolar apocalipse zumbi e invasão alien. E muito, muito texto mal escrito e mal concatenado.

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Aluno: Rolando Lero / Tema da Redação: Programa de Governo do PSDB

domingo, julho 6th, 2014
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rolandoleroEu ameacei fazer isso em 2012 com os programas de governo dos candidatos à prefeitura de São Paulo, mas me enrolei e desisti.

Ontem eu abri o site do TSE e resolvi que não podia deixar de analisar o programa de governo dos PSDB. (clique no link  Aécio Neves da Cunha e na aba Propostas de Governo).

Antes que você prossiga: esta é uma análise de uma simpatizante do PT. Obviamente, a análise será parcial. Teje avisado e não me encha o saco, se continuar a ler estarás por tua conta e risco.

 

Enfim. Sabe quando você tem (tinha) que caprichar no trabalho final da escola pra passar de ano, mas você tá(va) pouco se lixando pra matéria, daí você faz(ia) um trabalho nas coxas, dando pouca atenção ao assunto?

Qualquer estudante conhece a receita: você copia(va) um monte de troço legal de tudo quanto é canto, mas não dá(va) a liga final no texto. O professor, óbvio, percebe(ia) suas intenções, mas ele tá(va) doido pra se ver livre de você, então te dá(va) uma nota qualquer pra você passar de ano?

Pois é. Cabei de descrever o plano de governo do PSDB, disponível no site do TSE. Sim, eu li tudo. De cabo a rabo. Não, não estou passando mal. O texto é bacana. Mal redigido, mas bacana. O problema é que o troço é um arrazoado de boas e teóricas intenções, que por vezes se tornam risíveis quando a gente pensa na prática dos governos do PSDB.

Como eu já disse, o texto é bem bacana. Tem um monte de propostas lindas e vagas. Mas metas, métodos, formas e maneiras de implementação de propostas? Virei, fucei, revirei, botei de cabeça pra baixo e sacudi. Encontrei nada.

Voltando pra metáfora do aluno ixperrto. Imagine que, além de querer se safar da matéria, o aluno em questão resolveu copiar o que o melhor aluno da sala está fazendo pra ver se consegue fazer que o professor lhe dê nota mais alta. Não entendeu a alusão? Traduzo:

– a expressão nos moldes aparece duas vezes, em alusão ao Minha Casa Minha Vida e ao Pronatec. No meio do texto, encontramos a sugestão de ampliação do programa Ciência sem Fronteiras
– A palavra aprimoramento surge em dois momentos, em ambos com complementos nominais diferentes: do modelo do Pronatec e do Enem.
– a expressão Manutenção e aprimoramento surge junto de Prouni e Fies.
– PSDB se garrô de amor pela expressão marco regulatório. Somando singular e plural, a bicha é citada sete vezes. No singular, são quatro vezes, para cuidar das regulações de Terceiro Setor, mineração, administração (no ponto de macroeconomia) e setor sucroalcoleiro. No plural, aparece em três momentos: regularização de imóveis ocupados por sem-teto, de maneira genérica no quesito empreendedorismo (Simplificação dos marcos regulatórios que impactam as atividades acadêmicas e empresariais de inovar e empreender.) e para regular o trânsito em pequenas cidades.

A receita da redação do texto é a seguinte:
1- um grande chavão que transmite uma verdade verdadeira e inquestionável
2- uma ou mais soluções vagas e inconsistentes para a questão.
Exemplo? Página 31, quando o texto fala de Ciência e Tecnologia:

A inovação é o grande agente que transforma conhecimento em riqueza. [1- chavão] Estabeleceremos programas que incentivem a pesquisa e a inovação nas empresas públicas e privadas, [2a- proposta vaga e inconsistente 1] e promoveremos a modernização e a celeridade no sistema de registro de patentes do País, via revitalização do INPI [2b- proposta vaga e inconsistente]. Apresentaremos proposta articulada no que virá a ser o Sistema Brasileiro de Inovação. [2c proposta vaga e inconsistente, que ainda cita a palavra-chave incluída no chavão que abre o parágrafo].

Então, faça o favor de estourar umas pipocas e pegar um guaranazinho, porque agora eu vou destacar alguns pontos das 76 páginas (é, eu li tudo isso. De nada.) do programa do PSDB.
A principal diferença entre o programa do PSDB e do PT está no seguinte trecho das respectivas redações:

(PT) – [o seguinte prograa de governo foi consolidado após um] processo de ampla consulta aos movimentos sociais e aos partidos aliados

Versus

(PSDB) – A elaboração deste documento decorreu do trabalho e da interlocução de inúmeros especialistas nas mais diversas áreas das políticas públicas

Eu tô até vendo a situação: a equipe do Aécio correndo atrás de especialista de tudo quanto é canto, pedindo propostas legais e bonitinhas para melhorar o Brasil na sua área de conhecimento. Conseguiram. É o tal do catadão de conteúdo maneiro em tudo quanto é canto que eu citei lá em cima.

Voltando ao nosso hipotético aluno ixperrto, ele está de posse de um conteúdo muito interessante, mas não sabe dar liga. Não sabe interconectar as informações. E isso fica bem claro no começo do texto, que não consegue se priorizar. Daí, o plano é dividido em diretrizes, e princípios, e políticas, e processos, e objetivos, e reformas…

E, como muitas sugestões se interligam, o aluno ixperto deixou bem claro que não conseguiu nem arrumar o texto de maneira complementar. Ficou tão perdido com tanta sugestão interconexa que organizou as diretrizes do governo em oito áreas, relacionadas em ordem alfabética.

ORDEM. ALFABÉTICA.

OK, houve um critério eleito. Mas é um critério que criou o seguinte mafuá:
1. Cidadania
2. Economia
3. Educação
4. Estado Eficiente [porque, né? Pra quê estado eficiente ficar dentro de economia?]
5. Relações Exteriores e Defesa Nacional
6. Saúde [depois de falar de exército e soberania nacional, vamos falar de dengue e genéricos…]
7. Segurança Pública [… pra logo a seguir voltar a falar de polícia. Superlógico! Só não percebe quem não quer!]
8. Sustentabilidade

Mais uma vez, o aluno não sabe dar liga, nem interconectar as ligações. Percebe a própria incompetência redacional. E aí, como proceder? Ah, a solução é facinha:

Estas áreas devem se integrar de forma holística, de maneira a se apresentar, ao final, um Plano de Governo que represente uma soma positiva de ações governamentais que se aliam na consecução do bem comum, e não um simples elenco de programas que não se conectam entre si [E antes de você se recuperar da gargalhada, o texto entabla a seguinte observação:] Deste modo, muitos dos temas tratados são repetidos em várias áreas, o que revela a sua prioridade e relevância. [Mas também revela ausência total de foco e capacidade de interconexão de trabalhos, né?]

Ah, deixa eu falar desse ponto da página 4! Propõe-se, especialmente, que haja ampla participação popular, através, inclusive, de mecanismos virtuais de participação, afirmou o candidato que quis censurar o Google.

 

Página 7 Assistência Social

neste tópico são aludidas as diretrizes relativas a diversas políticas públicas fundamentais para a
nação. Lindo, isso! O moço fez uma alusão! Corrida rápida no dicionário, para constatar que alusão = “referência vaga, de maneira indireta / avaliação indireta de uma pessoa ou um fato, pela citação de algo que possa lembrá-lo”.
Então, tá.

 

Página 9, Combate à pobreza e desigualdade social

A pobreza vai muito além da ausência de renda Véi, se pobreza = resultado de desigualdade social, ela será sempre ausência de renda. Pobreza que vai além da ausência de renda é pobreza de espírito, cultural ou mesmo a pobreza da redação de um texto medíocre. #ficadica

[a pobreza é] um problema que mata todos os dias os sonhos e as esperanças de uma imensa parcela da população no Brasil” Nesse trecho, o aluno ixperto perdeu ponto no trabalho. Agarrou-se dicumforça no chavão a pobreza atinge grande parcela da população no Brasil e esqueceu-se de apertar o F5, pra descobrir o percentual atualizado. E ó: precisa nem de pedir ajuda aos órgãos governamentais. O PDF disponível neste link do insttuto IPC Marketing, dá conta de que pouco mais de 7 milhões de lares brasileiros pertencem às classes D e E. Num universo de 200 milhões de habitantes, considerando em média 4 moradores por domicílio, temos pouco mais de 10% da população em situação de pobreza. Imenso é um adjetivo pouco recomendado numa situação dessas, né?

 

Cultura, págs 10 a 13
Trecho mais vidaloka do texto. É um festival de robustecimento de protagonismo e fortalecimento de diálogo com as raízes que eu fui trocar o guaraná por cerveja pra poder acompanhar. Só pra vocês terem uma ideia:

Adoção do conceito de policentrismo, por meio da valorização de manifestações culturais regionais, no plano interno e, no plano externo, com robustecimento do protagonismo do Brasil, divulgando nossa cultura em suas diversas formas, como produto simbólico caracterizador de nossa singularidade.

 

Pág. 18 – Esporte e Lazer
Apoio a que os Jogos Olímpicos Rio 2016 sejam realizados em condições ideais de organização, mobilidade, sustentabilidade, hospitalidade e segurança e incentivo às equipes olímpicas e paraolímpicas
Aí eu me lembrei do “não vai ter copa” e melhor deixar pra lá, né?

 

Pág. 22 – juventude
Prioridade na redução da vulnerabilidade juvenil, mediante critérios objetivos e políticas integradas Aqui o moço abusou do direito de ser genérico no texto. O que diabos é uma vulnerabilidade juvenil? Em relação a quê? Por quê, onde, quando e como? Véi, explica melhor!!!

 

Pág. 23 – Mulheres
A questão das mulheres não é das mulheres, é dos homens também
Vou lembrar só da polhêmica do Tucanafro. Cerejinha do bolo: saber que a frase entre aspas é de dona Ruth Cardoso. [suspiro]. Logo abaixo, o texto fala da Transformação em realidade do Plano Nacional de Políticas para as
Mulheres [porque, né? Pra quê escrever aplicação, ou colocação em prática? Transformação em realidade é tão mais onírico, né?] garante a transversalidade de gênero entre ministérios. E mais uma vez a gente corre rapidinho ao dicionário pra descobrir que transversalidade = que cruza, atravessa, passa por determinado referente, não necessariamente na oblíqua em relação a ela. Ou seja: algo que não vai direto ao ponto, fica dando voltinhas.

 

Pág. 28 – Segurança alimentar e nutricional sustentável

Universalização do acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo da população e para a produção de alimentos da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais e da pesca e aquicultura, com prioridade para as famílias em situação de insegurança hídrica Você quer mandar beijinho pra quem? Ah, um beijo pra Sabesp, outro pro Sistema Cantareira e outro pro Aécio!

 

Pág. 34: Desburocratização – Simplificação

O capítulo de Desburocratização e simplificação é de uma contradição inacreditável. O texto diz que as pessoas têm que ter a vida simplificada, sem burocracias. E diz isso de forma repetitiva e burocrática, fazendo as pessoas lerem frases inúteis para a compreensão do texto:

Transformação do conceito de simplificação num valor permanente, observando sempre a possibilidade de melhorias contínuas. [OK, entende-se que a proposta é ficar o tempo todo em alerta para novas alterações] Trata-se de um processo de mudança contínua e, como tal, terá princípio e não terá fim. [e na frase seguinte eles repetem a mensagem da primeira frase.] Descomplicar o dia a dia das pessoas e das organizações reduz o desperdício de tempo e, consequentemente, os custos. [prefiro creditar esta última frase à zoeira. Melhor, né?]

(…)

Aumentaremos a confiança nas pessoas e nas instituições, valorizando e reconhecendo que a maioria das pessoas age corretamente, e responsabilizando claramente a minoria que age fora da lei[Percebe-se que o moço se perdeu bonito nessa hora, né? O_o]

 

No capítulo economia (assim como em todos os outros capítulos, diga-se a verdade) prometo não contar pra ninguém que o PSDB propõe fazer tudo o que o PT já faz (e bem), mas a imprensa diz que não faz ou faz mal. Oops, contei! /o\

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Chegamos à pág. 51 – Educação
Fortalecimento da Capes e de seu importante papel no apoio à pós- graduação e à qualificação de nosso sistema de ensino como um todo. [Por quê, onde e como vai se dar esse fortalecimento? Com quais objetivos? Quais as metas? Essas respostas, você NÃO VÊ no programa do PSDB].

 

Pág. 54 – Estado eficiente
Administração governamental:

Transformação das administrações governamentais, tornando-as mais leves, simples, transparentes e operantes, com foco e prioridade nas ações finalísticas e com eficiente coordenação intergovernamental. [OK, imaginei a administração governamental vestida com sapatilhas e um saiote de tule, lépida e fagueira, dançando a coreografia do Lago dos Cisnes. Mas parei nas ações finalísticas. Entendi BULHUFAS do que isso significa, mas parece ser um troço bem legal, porque leva a uma eficiente coordenação intergovernamental, um troço tão cheio de sílaba que parece ser importante.]

 

Pág. 55 – Defesa Nacional
Ampliação da coordenação entre o Ministério da Defesa, o Itamaraty e os órgãos de planejamento e gestão do governo federal em todas as dimensões de segurança, na construção de mecanismos de alerta e prevenção de conflitos, construção de medidas de confiança mutua, de cooperação com as nações amigas, de atualização tecnológica, de participação em organizações internacionais e de apoio a missões de paz em cumprimento a resoluções e iniciativas da ONU. [Mas véi, eles fazem isso desde que eles existem, caramba! E se eles não fizerem o trabalho empaca! O moço perdeu outro pontinho na redação!]

 

Pág. 55, Política externa
A política externa será conduzida com base nos princípios da moderação e da independência, que sempre nos serviram bem [Ah, isso aqui tá de bom tamanho! Não conseguimos nos desapegar… Vamos continuar usando, vai….]

 

Pág. 57
Revalorização do Itamaraty na formulação de nossa política externa, subsidiando as decisões presidenciais. É algo como dizer: O Hulk é atacante da seleção, sua função é pegar a bola no meio-de-campo e levar, em ataque, para o gol adversário. Queremos uma revalorização do Hulk, na função de atacante, de maneira que sua função, reavaliada, seja pegar a bola no meio-de-campo e levar, em ataque, para o gol adversário. Ou: não escreve seis, escreve meia dúzia! O_o

 

Pág. 60, Saúde:
Redução das grandes reclamações da população usuária dos planos de saúde, que representa 25% da população brasileira, com elevado número de insatisfações e com uma grande desigualdade no acesso e qualidade dos planos. Legal, isso. Eles propõem “redução da reclamação”. Olha, das duas uma: ou você vai ser proibido de reclamar, ou sua reclamação vai ser nem registrada. Aposto na segunda opção.

 

E chegamos aos últimos pontos da análise da redação do programs de governo do PSDB.

Pág. 64, segurança pública
Trataremos da Impunidade, através da proposição de uma série de reformas legislativas Lindo, não? Como vai se resolver a impunidade? Ah, a gente vai lá no congreço e propõe umas lei lá, e tá tudo resolvido… ainda bem que eles se autodenominam competentões, né? Magina se não fossem… O_o

Estabelecimento de políticas eficazes de combate à violência e à impunidade, com especial ênfase aos crimes violentos. De novo: Que políticas? Por que elas serão eficazes? Quais as metas?

Estímulo ao policiamento em áreas de intensa criminalidade Como assim, estimular? O fato de a área ser de intensa criminalidade já não se constitui um estímulo pro policiamento?

Isto posto, só me resta dizer que: no caso do hipotético trabalho de escola, o hipotético aluno pode ser aprovado pelo professor que quer se ver livre dele. Mas, no caso da real escolha do eleitor, cabe a este escolher quem de fato não entrou em campo pra enrolar na análise da situação e das propostas de governo. Fica a dica pros tucanos.
E ó, próxima vez procurem levantar direitinho o que o PT vem fazendo e o que não vem fazendo, sim? A maioria das propostas do programa dee vocês já vem sendo praticada pelo PT há 12 anos.

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O pseudossofrimento e a canalhice da imprensa

terça-feira, maio 6th, 2014
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A regrinha é: geral só lê o título. Foda-se o resto. Como se aproveitar dessa máxima? Assim, ó:

Vamos começar com a definição do verbo sofrer. E, por favor, especial atenção à definição nº 6:

sofrer

1 ( t.d.,t.i.int. ) [prep.: de, por] sentir dores físicas ou morais; padecer

    ‹ s. a dor da dúvida › ‹ s. por orgulho › ‹ a ciática fazia-o s. ›

2 ( t.d. ) ser alvo de (golpe, pancada etc.); receber, levar

    ‹ s. uma pancada na perna › ‹ na cadeia, sofreu sevícias ›

(…)

6 ( t.d. ) passar por, experimentar

    ‹ desde que foi formado, o grupo sofreu várias alterações ›

7 ( int. ) ter danos ou prejuízos; decair, degradar, perder

    ‹ com a falta de chuva, a agricultura sofre ›

Agora, leia o discurso da Dilma num evento na manhã de hoje:

Eu tenho certeza que o Brasil daqui a 3 anos o país será melhor que o de hoje, porque hoje eu já tô sofrendo, ou melhor, me beneficiando das decisões tomadas no período Lula

OK? Entendeu? então, vamos ao chorume. Primeiro, blog do Josias de Souza:

josias

E o Uol Mais:

uolmais

 

E o UOL Mais ainda teve a PACHORRA de cometer este texto aqui:

No lançamento (…) a presidente Dilma Rousseff cometeu uma gafe ao dizer que estava “sofrendo” das decisões tomadas no período Lula. Dilma prontamente se corrigiu e afirmou que estava se “beneficiando”.

Nota-se que:

1- Josias nem se deu ao trabalho de escrever nada. Apenas mandou o título e apertou o “publicar”

2- O Uol Mais ainda enfiou uma legendinha descritiva safada.

3- Ambos sabem que quem vir esses posts vai apenas ler o título, e vai ficar o peso negativo da palavra sofrer, sem nem se darem conta de que em determinadas situações (como o discurso da presidenta), é possível usar essa palavra de forma positiva.

E outro dia mesmo meu professor tentava se lembrar de um exemplo de verbos com tipologia semântica benefactiva….

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O Historiador Equivocado fala à Veja

sexta-feira, março 21st, 2014
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Lembra daquela musiquinha que a gente cantava pra time de futebol quando era criança?

[Time 1] entrou no campo chupando picolé

[Time 2] ficou com inveja e chupou o dedão do pé!

Pois é. Lembrei dessa trovinha ao ver a entrevista da Veja com o Historiador Equivocado. Aquele que diz que não vota em ignorante, mas diz que o Collor foi impitimado e chama Rothschild de rotixíude, sabe?

Mazó, tô com dor de estômago até hoje por causa do vídeo da Folha, vou separar os pontos principais apenas. Bora lá:

Líder da Marcha da Família diz: “Não sou nazista nem racista”

Até o momento, a página do evento no Facebook reúne quase 400 confirmados, entre os 6 300 convidados. [6.300 = 100%, logo 400 = (400 x 100 / 6300) SEIS VÍRGULA TRINTA E QUATRO POR CENTO DE CONFIRMADOS! #vaifaltarpipoca]  O ato defende a “fé”, a “família” e a “pátria”. Prega o fim da corrupção e uma intervenção militar para a destituição dos atuais governantes e a “manutenção da ordem” por um período de aproximadamente três meses[aham, tá] , até que um novo processo eleitoral, diferente dos moldes atuais[traduzindo: foda-se rasgue-se a Constituição Federal] , possa eleger um representante “ficha limpa”.Entre os organizadores do evento em São Paulo está o Historiador Equivocado [Me recuso a dar o nome completo desse sujeito. Vergonha da existência dele é o motivo principal]. Alvo do que chama de um “assassinato de reputação” pela internet, ele diz que não é homofóbico, racista ou fascista e comenta polêmicas da marcha. Abaixo, trechos da entrevista.

Quem são os organizadores da Marcha da Família com Deus?(…) Somos brasileiros, cansados de pagar impostos para não ter saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança pública no padrão Fifa.[cadê Manual Fifa de padrão de saneamento básico? Alguém me mostra? E os manuais de ensino e padrões de escolaridade, grades horárias etc. da Fifa? Alguém tem?]

(…)

Que causas apoiam?Queremos o fim da corrupção[eu também! Mazó: até Deus desistiu dessa. Começou com expulsões do Éden, passou por dilúvios de 40 dias e terminou por enviar o próprio filho. Desistiu com a crucificação do filho.] , do descaso [tomou caldo da namorada, coitado…], da ditadura do judiciário que impera no Brasil hoje[ABAIXO JOAQUIM BARBOSA! VIVA O PETISMO DE RESULADOS! não pera] (…)

Esses brasileiros abraçados com a bandeira, esses são legalistas, constitucionalistas e democráticos, como nós (da Marcha da Família) somos.[mas meu filho, pelo amor de São Firmino, lá em cima c quer rasgar a Constituição! Tome tento, menino!]

E as acusações contra você na internet?Eu não sou homofóbico, racista, fascista, nazistas, pedófilo, estuprador e nem viciado. [apenas minto um pouco. não pera] Minha mãe vendo toda essa confusão. [coitada. Pena da sua mãe, viu? Ela deve se perguntar: onde foi que eu errei com esse menino?] (…) 

[blablabla espaço que a Veja dá pro Historiador Equivocado dizer pra todos como ele é bom e íntegro e como o Facebook está assassinando a reputação dele, mimimi mimimi mimimi]“assassinato de reputação”, como o Romeu Tuma Jr. escreveu no livro dele. Eles querem combater pessoas como eu, formadoras de opiniãoHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA respira respira respira HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH tosse desengasga respira HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA] , que são capazes de mobilizar outras nas redes sociais.

Vocês defendem a volta do regime militar?Nós não estamos pedindo a volta do regime militar[Ah, não? Então, vamos acompanhar.]. Hoje, não é possível o militar assumir o poder. Ele não foi preparado para administrar o país, mas para a guerra[ah, tá!]. Os militares são apenas um instrumento para a nossa segurança. [puxa, que bom, não?] Eles viriam para constituir um governo provisório[MAZAAAAAAAAAAAAAAAAAA CÊ NUM QUER MILICO NO PODER MAS QUER QUE MILICO CONSTITUA GOVERNO?!?!?!?!!?], em um período curto, para poder restituir as leis e a ordem.[Tá. Período curto. Defina período curto. Os militares vão restituir a lei e a ordem que nem que eles fizeram a outra vez, é? Cê tá sabendo que num rolou muito certo, né?]

Três meses é um período muito curto para conseguir novas lideranças. Quem vocês colocariam hoje no poder?[ah, essa resposta é uma das melhores. ó só:] Eu participo de reuniões de uma instituição. É mais um clube, onde nos reunimos para debater sobre política. [ELE TAMBÉM É UM ILUMINATI?!?!?!!?!?!?] Não posso citar nomes, mas lá dentro pessoas gabaritadas[não sei vocês, mas eu morro de medo do que um sujeito desses considera como “gabaritado”], sem partidos políticos. Não existe ligação. São pessoas totalmente diferentes. Grupos diferentes. A Marcha da Família é apartidária, é para comemorar os cinquenta anos do movimento que trouxe os militares democraticamente para o poder[e eis que depois do Teorema das Ferraris, o Histoiador Equivocado criou um novo conceito: os tanques democratas!ai, bruxa, num fode que esse conceito é vleho bagarai e vem sendo aplicado pelos Estados Unidos há déééééééééééécadas. Eles ensinam nas escolas que houve um golpe, mas isso é mentira

É oficial. Vou estourar pipocas pra acompanhar essa marcha.

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TV Folha e a Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, ou o facepalm na cara da sociedade inteligente

terça-feira, março 18th, 2014
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(Pra quem não sabe, facepalm é o nome daquele tapa que você dá na sua cara com a parte de dentro da mão, quando pensa “Ai, meu Deus, que burrice!”

Véi, sei nem por onde começar. Apenas digo pra você estourar umas pipocas porque o papo vai ser longo (traz um guaraná pra acompanhar, também, por favor…)

 

(CLique por sua conta e risco. Não aceitamos reclamações.)

A TV Folha fez um vídeo sobre os líderes da Marcha da Família com Deus e Contra o Comunismo, edição 2014 (que doravante chamarei MFDCC, tá? Quero colocar essa marcha em pé de igualdade com eventos tipo Fashion Week). Daí que tem muita gente que não consegue ver o vídeo até o final por sentir repugnância. Então, eu resolvi ser bem legalzinha com vocês e descrever o vídeo. Porque o conteúdo é tão ruim, mas tão ruim, que beira a tragicomédia. batman-facepalm

Mas ó: total apoio a quem não conseguiu ver o vídeo até o fim. Nunca minha vergonha alheia atingiu níveis tão altos. A primeira vez que eu vi o vídeo acabei horrorizada, embaixo da mesa, com um saco de papel na cara porque OLHA… vamos contar o número de facepalms que eu fiz em cinco minutos de vídeo?

#Facepalm nº 1: Aos dezoito SEGUNDOS, com o primeiro personagem do vídeo, o Historiador Equivocado. O moço diz que “o povo foi às ruas” no dia 19 de março de 1964.

Aí, fera, fala uma coisa dessas não que pega supermal pra você… pra começo de conversa, vamos definir “povo” na frase do tio aí de cima. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, as Marchas de 1964 foram “organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas”. Então, pra ficarmos dentro dos parâmetros de honestidade, devemos dizer que a Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade foi organizada por setores da sociedade. Povo, não. Povo, povão, mesmo é a parte da sociedade que ou tá ocupada demais ralando o dia inteiro, ou tá enfrentando trânsito no transporte público a caminho de casa/trabalho ou tá fazendo faculdade à noite.

che-facepalm#Facepalm nº 2- Aos 32 segundos ele fala em contrarrevolução. Porque, né? Eles estavam se pelando de medo de um (favor ler com voz fantasmagórica) goooooolpe comuniiiiiiiistaaa…

Cara, em 1964, por mais insólita que a sugestão já parecesse (Jango Goulart, fazendeiro E comunista? Não rola, é contradição entre termos…), ainda fazia algum sentido no contexto do fla X flu da Guerra Fria, disputado a ferro e fogo entre Estados Unidos e União Soviética.

Mas em 2014?!?!?! Golpe comunista em andamento? Naonde que tem golpe comunista? Vivemos a mais capitalista das eras do Brasil, estamos a pleno consumo e a pleno emprego! Tá em dúvida? Pergunte a um banqueiro o que ele acha de golpe comunista em 2014…

#Facepalm nº 3: Entra em cena o segundo personagem do vídeo, o Esclarecido do Agronegócio. Fala em “setores esclarecidos da sociedade”. Tá. São esclarecidos. Mas me digam, por favor: que tipo de esclarecimento eles têm? A respeito de quê? O que eles sabem que a gente não sabe? Conta tudo pra gente, por favor…. (e até o fim do vídeo ele conta tudo, uma coisa….)

Aí, mais adiante, o Esclarecido do Agronegócio vai e diz que “A sociedade vem sendo imbecilizada há 50 anos, por todos os governos do crime repetidos” #facepalm nº 4: mas meu tio, pelo amor de Santa Genoveva, juntou tudo no mesmo balaio? Militar, não-militar, PT, PSDB… esclarecidão o senhor, hein?

Mas espere… se o governo militar há 40, 50 anos era um “governo do crime”, como o senhor mesmo disse, por que o senhor quer voltar com os militares? Então o senhor apoia o crime? Cejura? Mas cejura mesmo? É impressão minha ou o senhor, do alto do seu esclarecimento, caiu em contradição?dog_facepalm

E a Mãezona de Família, preocupada em educar a filha de 17 anos, é a nossa terceira personagem. Gente, alguém avisa que a filha dela não terá problemas com os estudos, pelo contrário? Ela pode se valer do Ciência sem Fronteiras para ir estudar no exterior, e ainda volta doutora! Fique à vontade pra confiar na Dilma, dona Mãezona! Tá, parei.

A Mãezona de Família nos traz o #facepalm nº 5: o Brasil vai virar uma Venezuela e uma Cuba, e teremos quilômetros de filas pra comprar papel higiênico ou frango. Mas minha tia, com tanto empresário de comércio varejista salivando porque as vendas estão em franca expansão, onde já se viu esperar desabastecimento, falta de comida?

Quarto personagem do vídeo, batizado por um amigo do Facebook de “o Politizado em Download”. Que diz que é politizado a 85%. (O download falhou, coitado, cês tão vendo como é importante votar logo o Marco Civil da Internet, gente?) Só essa do politizado a 85% já renderia o sexto facepalm, mas minha cara tá doendo de tanto tapa que eu tô me dando. Vou dar um desconto.

Voltamos ao Esclarecido do Agronegócio, que nos diz agora que “os anseios da presidenta das república não representam os anseios da maioria da sociedade”. OK, aqui não dá pra economizar. #facepalm nº 6.

dilma-rousseff-facepalm[suspiro] Tio, é assim: de-mo-cra-ci-a. Aquele lance que diz que todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Esse lance é corroborado por um troço chamado e-lei-ção. Um megaevento, com megacobertura da imprensa, onde as pessoas vão e contam pra um troço chamado urna quem elas querem que seja o representante delas. Daí, ao final do dia, a urna é aberta e descobre-se quem teve mais votos. Esse carinha mais votado é o eleito. No caso, Dilma Rousseff foi escolhida em 2010 como a pessoa que a maioria da sociedade quer que seja a representante máxima do país.

Em democracia não rola esse lance de “setor esclarecido o voto vale mais; setor menos esclarecido o voto vale menos”. É tudo um para um. E se ela não corresponde aos anseios da sociedade mais esclarecida, corresponde aos anseios de todo o restante da sociedade. “Ah, Dilma Rousseff não me representa!” Ótimo! Direito democrático seu achar isso! Vamos pras urnas, escolher um candidato que te represente? Daí , fale com os seus e peça que eles também votem nesse candidato. Quem tiver mais votos, leva. Combinado?

Voltamos à Mãezona que diz que morre de vergonha dos políticos. Tia, aceite umas pipoquinhas aqui do meu balde, e vamos conversar. O que tem de mané que não me representa não tá no gibi. Mas o que fazer se eles representam outros setores da sociedade? Pedir divórcio do resto da sociedade? Num rola, né?scully_facepalm

Eis que retorna à telinha o Historiador Equivocado, dizendo que “não votaria num candidato com menos preparo do que eu!”. Ele, por exemplo, não teria problemas em achar um candidato em quem votar, porque eu listo vários com mais preparo do que ele. A começar pelos professores de história que sabem o que realmente significou a marcha das famílias em 1964. Aí ele diz que não vota em quem fala português errado. Querido, se for assim, você vai limar todo mundo! Pode começar com os que se dizem os “melhor(es) preparados”, porque o superlativo de locuções adjetivas é feito com mais. Então, o superlativo de “bem preparado” é “o mais bem preparado”. Mas isso aqui não é aula de português, e sim exercício de masoquismo. Voltemos aos facepalms.

O #facepalm nº 7 é um oferecimento do Politizado a 85%, que nos fala em “intervenção militar provisória”. Bom, eu vou evitar o caminho mais fácil de mandar o tio acabar o download de politização dele. Também vou evitar chamar a atenção de vocês pro tanto que o sujeito gaguejou antes de falar esse troço. Vamos lá. [longo suspiro].

Zuckerberg_FacepalmExiste um calhamaço de texto chamado Constituição da República Federativa do Brasil. Troço mó legal, levou um bom tempo pra ser feito, e foi resultado de muito esforço e muito consenso de vários setores da sociedade, representados por Parlamentares Constituintes.

Daí que essa Constituição prevê intervenções militares. Em casos extremíssimos. Falha no download do seu app iPolitizado 2.0 não é um deles, OK? E por provisório, entende-se um troço com prazo final. Quem, como e por quê vai determinar o fim desse prazo? Da última vez, imaginava-se que seriam alguns meses, e foram 21 anos. Ou seja: não rola, esquece.

Voltamos ao Esclarecidão do Agronegócio que nos diz que o grupo dele almeja seis objetivos nacionais permanentes. Bora conferir?

1- Democracia – check

2- Progresso – check

3- paz social e ordem pública – ah, tem sempre uns doidos que querem a volta da ditadura, mas nada que seja a transubstanciação do caos, né? Oops!

4- Soberania – check

5- Integração nacional – check

6- Integridade nacional – check

Isto posto, qual é mesmo o motivo da sua manif?

E mais uma vez a Mãezona dizendo que acha um absurdo não poder andar armada. Olha, gente, mó alívio saber que as famílias de Deus adoram andar armadas. É uma forma doce e singela de espalhar a mensagem de amor de Deus, né? Certeza que Deus tá jesus-facepalmmorrendo de orgulho da tradicional família armada brasileira.

Mas espere! O #facepalm nº 8 traz o Historiador Equivocado com a grave denúncia de que estão tentando implantar um bloco socialista na América Latina! Gente, alguém aperta o F5 desse pessoal, pelamor? Avisem que quem nasceu quando acabou a Guerra Fria já completou meio quarto de século? E que a Agenda Mundial já virou um bocado de página?

Não existe mais isso de “implantar o socialismo” ou “implantar o bolchevismo”, fazfavor! O que todos temos, salvo esta ou aquela nação, são regimes 100% democráticos com políticas de governo mais à esquerda ou mais à direita. Noves fora, os direitos individuais das pessoas permanecem I-NAL-TE-RA-DOS!

E se você pensa que o #facepalm nº8 foi o auge do vídeo, você ainda não viu o #facepalm nº9: o Teorema das Ferraris. Foi o Equivocadão quem desenvolveu o conceito (pára de rir, coisa! Tô falando sério!): “Imagina eu tendo uma Ferrari, tu tendo (o Godzilla-FacepalmEquivocadão não vota em si mesmo, isso é fato!) uma Ferrari, todos aqui tendo uma Ferrari. Imagine todo mundo tendo condições de viver num mundo igualitário. Não existe isso!” Aí não agrega mais valor ao camarote, tem que ver issaê! Traz a bebida que pisca! No que a Mãezona completa: “Isso é uma coisa nítida! Só quem mora no Morumbi já sabe!”

Ou seja: se você ralou pra caramba pra fazer a sua faculdade, se trabalhou até não poder mais pra comprar um carro, ou a casa própria, isso não pode! Você é pobre e tem que saber do seu lugar e se contentar com seu reles papel de serviçal na sociedade! Tudo isso explicado com o Teorema da Igualdade das Ferraris.

Não foi à toa que esse moço recebeu a alcunha de Equivocadão…

(Ah, sim: só pra lembrar, o #facepalm nº 1 foi o Equivocadão falando em povo, tá? Volta lá em cima pra conferir que eu espero…)

Chegamos àquele que é o meu #facepalm preferido, o #facepalm nº10. O Esclarecidão e o Equivocadão chegaram nos Illuminatti! Gente, agora tudo faz sentido! “Quem manda no Brasil não mora no Brasil, quem governa o Brasil é o Dono do Mundo”, diz o Equivocadão. Não sei se penso em Antônio Fagundes como protagonista daquela novela de mesmo nome do Gilberto Braga, ou se me lembro daquela música infantil dos anos 1980: “Vê qual é o nome do dono da terra, inventor do céu e do mar”. Acho que fico com o Fagundes…

Mas o melhor mesmo é quando o Equivocadão diz que o nome do Dono do Mundo é o Barão de Rotixíude.

Geeemt… Rothschild (lê-se róts-tcháudi) mudou pronúncia e ninguém me contou? Afff… (voltando lá no meio do vídeo, o mesmo cara que diz que não vota em quem não fala português direito tenta pagar de sabido e não sabe pronunciar Rothschild corretame… melhor eu parar, daqui a pouco vão dizer que eu tenho parte com os Iluminati!terceirizado_facepalm

Neste momento você vai dizer: “Ai, você é muito implicante! Ele não tem obrigação de falar inglês fluentemente!”, e eu serei obrigada a concordar contigo. Então, me empreste seu rosto para o #facepalm nº 11: Equivocadão dizendo que o Collor foi impitimado.

O Esclarecidão do Agronegócio convida a todos a entrarem no Google pra procurar se informar a respeito (Já dizia o ET Bilu: Busque conhecimento !). Olha, tio, devo confessar que eu joguei “Rothschild iluminati” e… ah, puxa! Acabaram-se as pipocas!

Deixemos de lado o Google só um pouquinho, e voltemos à Mãezona contando que o que tá acontecendo agora é o mesmo que aconteceu em 1964, e que, naquela época, “dentro do contexto, era o que melhor podia ter acontecido”. Nessa hora eu tive a impressão de que o Historiador Equivocado tinha ido ao banheiro e deixou a Mãezona dando entrevista, mas ele entrou em seguida pra fechar o vídeo de maneira brilhante: com um nariz de palhaço.

sextuplo_facepalmEscuta… Vai ter transmissão da Marcha na TV? Com narração de locutor de futebol? Ah, eu quero ver… Cadê meu balde de pipocas?

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Calma que eu volto!

quinta-feira, maio 17th, 2012
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Tô enroladaça de trabalho, gente!

Assim que der eu volto com meus exorcismos!

(Enquanto isso, passem pelo Te dou um dado? que baixou uma vibe Bruxa neles lá que tá uma delícia! 😀 )

#beijomeliga

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Luis Fernando, seu lindo! ♥

quinta-feira, março 22nd, 2012
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Faz tanto tempo que não compartilho um texto do Verissimo aqui, né?

Pois bem: o de hoje merece!

E não se avexem: o texto abaixo é um autêntico Verissimo! Estampa a Zero hora e o globo de hoje. Podem verificar!!!

 

Territórios livres

Imagine que você é o Galileu e está sendo processado pela Santa Inquisição por defender a ideia herética de que é a Terra que gira em torno do Sol e não o contrário. Ao mesmo tempo, você está tendo problemas de família, filhos ilegítimos que infernizam a sua vida, e dívidas, que acabam levando você a outro tribunal, ao qual você comparece até com uma certa alegria. No tribunal civil, será você contra credores ou filhos ingratos, não você contra a Igreja e seus dogmas pétreos. Você receberá uma multa ou uma reprimenda, ou talvez, com um bom advogado, até consiga derrotar seus acusadores, o que é impensável quando quem acusa é a Igreja. Se tiver que ser preso, será por pouco tempo, e a ameaça de ir para a fogueira nem será cogitada. No tribunal laico, pelo menos por um tempo, você estará livre do poder da Igreja. É com esta sensação de alívio, de estar num espaço neutro onde sua defesa será ouvida e talvez até prevaleça, que você entra no tribunal. E então você vê um enorme crucifixo na parede atrás do juiz. Não adianta, suspiraria você, desanimado, se fosse Galileu. O poder dela está por toda a parte. Por onde você andar, estará no território da Igreja. Por onde seu pensamento andar, estará sob escrutínio da Igreja. Não há espaços neutros.

Um crucifixo na parede não é um objeto de decoração, é uma declaração. Na parede de espaços públicos de um país em que a separação de Igreja e Estado está explícita na Constituição, é uma desobediência, mitigada pelo hábito. Na parede dos espaços jurídicos deste país, onde a neutralidade, mesmo que não exista, deve ao menos ser presumida, é um contrassenso – como seria qualquer outro símbolo religioso pendurado.

É inimaginável que um Galileu moderno se sinta acuado pela simples visão do símbolo cristão na parede atrás do juiz, mesmo porque a Igreja demorou mas aceitou a teoria heliocêntrica de Copérnico e ninguém mais é queimado por heresia. Mas a questão não é esta, a questão é o nosso hipotético e escaldado Galileu poder encontrar, de preferência no Poder Judiciário, um território livre de qualquer religião, ou lembrança de religião.

Fala-se que a discussão sobre crucifixos em lugares públicos ameaça a liberdade de religião. É o contrário, o que no fundo se discute é como ser religioso sem impor sua religião aos outros, ou como preservar a liberdade de quem não acredita na prepotência religiosa. Com o crescimento político das igrejas neopentecostais, esta preocupação com a capacidade de discordar de valores atrasados impostos pelos religiosos a toda a sociedade, como nas questões do aborto e dos preservativos, tornou-se primordial. A retirada dos crucifixos das paredes também é uma declaração. No caso, de liberdade.

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Presidenta metafísica

sábado, fevereiro 11th, 2012
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Diante desta manchete do Estadão,

(o título prossegue, mas eu nem me dei ao trabalho de ler. Pô, a zifia é leão-de-chácara de ectoplasma, gente! Pensa que isso é pouco?)

Tenho MAR-NA-DA a declarar. (Mentira, né? Vocês já se acostumaram ao fato de que eu não digo mais nada mas sempre digo mais alguma coisa? Então…) Só digo duas coisas:

1) Dilma, não quero briga contigo, zifia!

2) Só eu que me lembrei dessa música daí de baixo?

 

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Mortos amestrados

quinta-feira, setembro 1st, 2011
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Agora bateu uma nostalgia aqui, sabe?

Faz bem uns dois anos que os mortos não aprontavam tanto! Lembro de ter publicado neste caldeirão em 2009 sobre as peripécias de vários mortos. tudo começou com os mortos catarinenses, aqueles hipocondríacos. Parece que foi ontem que eu terminei esse post pedindo por manifestações dos mortos argentinos – o que ocorreu cinco dias depois, aqui (eu e meu lado irmã Selma! Tenho medo quando ssascoisa acontecem!). Isso sem contar dos mortos que foram todos mortos (é isso mesmo que você leu!)  nesta nota do Globo.

Daí, a presuntaiada (é ficou horroroso, mas veja só a quantidade de mortos que já tem no parágrafo de cima! Uma carnificina só! Deixa eu variar um cadim a expressão!) sossegou um pouco em 2010. Mas neste segundo semestre, eles resolveram… er… voltar do mundo dos mortos (viu? num dá pra escapar! êta palavrinha safada, viu?) pra nos assombrar! Ó só:

Primeiro foi o morto da Oscar Freire que ressuscitou no UOL e foi posar com Lea T. (tudo bem que só uma mexidinha no tempo verbal pra Modelo morto em SP HAVIA POSADO com Lea T. não faria com que o zifio ressuscitasse só pra posar com Lea T. Mas o que ferrou de vez foi o lá nosencima: “após assassinato!” Experiência mediúnica perde!).

Depois, foi o tal do quase-morto escapado da Espanha que não escapou de morrer depois (dica do Leomar Moreira, por e-mail).

O que mais me causou espécie nessa história é que eu li o texto bem-escrito (NO SITE DA FOLHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!). Mas a France-Presse não perde a oportunidade de dar suas patacoadas (falo de cadeira: já trabalhei lá, conheço aquele povo!)

Antes de falar da construção do texto em si, deixa eu esclarecer a história:

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que resolveu sair ele mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Tava os três na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou eles tudo. (sim, esse trechinho tá repleto de errinhos de português. divirta-se consertando esse parágrafo! Exercício da Bruxa! Aqui abaixo eu colei o texto “consertado”. Confere (do verbo conferir, mesmo! checar pra ver se ficou igual!) aí embaixo. O texto tá em branco, se você selecionar com o mouse consegue ler!)

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que saiu com mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Os três estavam na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou todos eles.

A AFP contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, também falecidas, em direção a Caión, a 30 quilômetros de Ordes, informou a prefeitura.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas com menos de um quilômetro de peregrinação o grupo foi atropelado.

Pelo horário da publicação da história, imagino quem tenha feito a tradução do texto em espanhol (que deveria estar ainda pior!). Mas deixa isso prá lá que eu não sou de ficar fazendo fofoca (faz de conta que você acredita em mim, vai? 😉 ). Mas enfim. Quarenta minutos depois, a Folha deu uma melhorada no texto da AFP, e contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, que também morreram, em direção a Caión, a 30 km de Ordes.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas, com menos de um quilômetro de peregrinação, o grupo foi atropelado. Os três familiares não resistiram aos ferimentos e morreram.

Aparentemente, as amebas escreventes da Folha estão sucumbindo à clareza redacional.

Mas é bom ver que, volta e meia, os mortos voltam à ativa. eu me divirto muito com eles! 😀

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Presidenta – pode mas, por mim, não deveria

quinta-feira, novembro 4th, 2010
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Este post já deveria estar pronto, engatilhado pra entrar no ar no domingo, mas quem disse que deu tempo de pesquisar e escrever?

O correto é presidente ou presidenta? E, mais importante que isso, por que eu implico tanto com a palavra presidenta?

Enfim, lamúrias de falta de tempo à parte, toda vez que me pinta uma dúvida crucial dessas deixo pro Manual de Redação do Estado de SPaulo (a melhor coisa já produzida naquele prédio do clã dos Mesquita) resolver tais dilemas existenciais, e só questiono se o argumento deles for muito risível (por exemplo, o jornal dos Mesquita recomenda que a principal cidade dos Estados Unidos seja grafada como Nova York, com Y e k, porque Nova Iorque é uma cidade maranhense. Oi? Se é pra escrever York com ípsilon e cá , usem também o New que vem de brinde e orna com York, como fazem os franceses: Je suis à New York. Vamos combinar que York precedida de Nova é de uma jequice sem par, né? Mas vejam a minha capacidade de dispersão: pra falar do feminino de presidente, fui parar em Nova Iorque!)

Ao voltar de Nova Iorque, com meu Manual do Estadão em mãos, lá fui eu verificar. É presidente ou presidenta? O Manual foi lacônico:

Presidente. Use presidente para homem e mulher: o presidente da República, a presidente da Câmara dos Vereadores.

Mas por que a presidente, se qualquer dicionário da língua portuguesa aceita a grafia presidenta – ainda que alguns a definam como a mulher do presidente, e não aquela que preside?

Fui ter a respeito com a Giovanna Valenza, que entende do assunto de forma razoável, por assim dizer: professora de latim para o direito, bacharel  e mestre em linguística pela Universidade Federal do Paraná (nas horas vagas, mãe do Ulisses, o bebê Odisseu :D, doceira de mão cheia e exímia jogadora de guitar hero, mas deixa isso prá lá. Isso não latte 😉 )

Mas eu estava de prosa com a Giovanna, que revelou um detalhe básico: por sua morfologia, palavras terminadas em -ente podem simplesmente ser entendidas como:

o ente que [faz a ação do prefixo em questão].

em outras palavras (com trocadilho):

agente = o ente que age

ouvinte = o ente que ouve

palestrante = o ente que palestra

e, finalmente (que não vem a ser o ente que termina, fazfavor…)

presidente = o ente que preside.

Mas o que seria o ente, dona Bruxa?

de acordo com tio Antônio:

ente
substantivo masculino
1 o que existe, o que é; ser, coisa, objeto
1.1 o ser humano; pessoa, indivíduo
Ex.: e. querido
2 Derivação: por extensão de sentido.
tudo o que se crê existir
3 Rubrica: capoeira. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
certo passo de capoeira
4 Rubrica: filosofia.
cada um dos múltiplos seres existentes e concretos da realidade circundante (os seres humanos, os seres vivos, os objetos do pensamento e da natureza etc.) que não se confundem com o ser em si, o Ser ou a realidade absoluta

Ou seja: o ser que preside, não importa seu sexo, é presidentE.

Presidenta é corruptela (o quê, dona bruxa?)

Corruptela

substantivo feminino

(…) 3 pronúncia ou escrita de palavra, expressão etc. distanciada de uma linguagem com maior prestígio social

Pra concluir, a opinião de um site português que (surpresa!) concorda comigo:
Quanto ao termo “presidente” (…) Deverá dizer-se “a presidente”. As palavras terminadas em -ente são comuns de dois. Nem estou a ver nenhuma excepção: a presidente, a consulente, a agente, a cliente, a parente, a regente, a servente, a suplente, a tenente, a combatente, a concorrente, a confidente, a delinquente, a descendente, a indigente, a paciente, a recorrente, a requerente, a adolescente, a sobrevivente, etc. Tal característica decorre do facto de estas palavras serem na generalidade provenientes do particípio presente dos verbos latinos, com o significado primitivo de “aquele ou aquela” que preside, que consulta a respeito de, que age, etc. A terminação da palavra tem que ver com a duração da acção, e não com quem a pratica (masculino ou feminino), que vem identificado apenas no artigo.
Mas boa mesmo é a conclusão no parágrafo anterior:
A língua é dinâmica, e a fortuna de um vocábulo advém do uso que lhe derem os falantes, sobretudo os falantes cultos da língua
Tudo isso pra concluir que minhas divagações de nada prestam, oras!
Se os dicionários aceitam presidenta, zifio, sijoga, faz o que você quiser.
Mas aqui neste caldeirão a Dilma será sempre presidente.
(Como é bom falar de coisas improdutivas que não envolvam o Vaticano, não?)
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Aos trabalhos, companheiros!

terça-feira, julho 20th, 2010
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Malzaê!

Tô com um monte de post pra escrever aqui, e não consigo parar pra redigi-los com calma. Mas vou botar as coisas em dia aqui.

Vamos lá!

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Somatório diferenciado traz novo conceito em pesquisa e inaugura um novo olhar matemático sobre as eleições presidenciais (Ah, eu não resisto) ou PORRA, IBOPE!

sábado, julho 3rd, 2010
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NAONDE QUE 39+39+10+6+7 = 100 ?!?!!?!?!?!

Taqueopa… vou ter que dar aula de matemática de novo, é?

OK, crianças. Esta é mais uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa. Se você ainda não sabe o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. Último item. Mas volte logo, por favor.

Pra começo de conversa, jornalista deve ser isento. Se, por algum acaso, ele resolve não ser mais isento, deve pelo menos disfarçar a cara-de-pau de forma eficiente, eficaz e matematicamente confiável, ou a casa cai.

Ou isso ou ele deve ter competência o suficiente pra apontar possíveis erros de apuração, e descobrir onde está o erro, por que o erro foi cometido, e como corrigir.

Porque, né? Instituto de pesquisa é uma coisa (não achei palavra melhor pra definir. Se você achar, os comentários aí embaixo são a serventia da casa!) que se respalda por números. E número é outra coisa que não suscita muita dúvida (Se você pensou em dizer “Os números não mentem jamais”, faça-se o favor de parar de pensar em clichês!). Pra manipular números, é bom pelo menos saber o que e como fazer.

Daí eu digo que se o erro não foi do Ibope, os cabras do G1 precisam trabalhar com uma calculadorazinha dando um rélpi, sabe? (diquinha da bruxa: clique em “iniciar” no windows, e digite “calc” na linha “executar. Tcha-ram! uma calculadora con-fi-á-vel!!)

Senão, vejamos o que diz esta pesquisa aqui:

Pesquisa Ibope mostra empate entre Serra e Dilma, ambos com 39%
Tucano tinha 35% no levantamento anterior. Dilma estava com 40%.[tá. o legal aqui é mostrar o crescimento do Serra e a queda da Dilma. Um cresceu três pontos percentuais, e a outra caiu um. Então, tá. Mas com isso outro monte de número cai no meio deste melangê de jenessequá matemático. Há quem diga que esses números ajudam o leitor a entender (sic) e comparar o crescimento / queda dos candidatos blablabla whiskas sache blablabla. Eu acho que confunde. Se for pra esclarecer, faz um gráfico e não enche o saco, pô!]
Marina Silva (PV) aparece com 10%. Margem de erro é de dois pontos.
(…)
Pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo[Tem sempre um mané pra endossar a esparrela…], aponta empate em 39% entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.[começaram a calcular? Seguinte: a soma de todos os percentuais aqui tem que dar 100, a despeito da margem de erro para mais ou para menos, OK?]
(…)
Marina Silva (PV) se manteve em 9% nas três pesquisas desde abril e agora tem 10%. Com a margem de erro, estaria entre 8% e 12% [quatro valores distintos aqui pra confundir inda mais nossas cabecinhas. Mas o número a ser anotado lá embaixo é 10. É quanto a Marina conseguiu nesta pesquisa. próximos números, por favor!]. Brancos e nulos somaram 6% e indecisos, 7%.[Ou seja, temos 39+39+10+6+7.]

Daí, a gente soma (pegue você também sua calculadora, pra ver se a soma sai diferente aí. Se sair, me avisa, por favor!!!!)

39+39+10+6+7 = 101 CENTO E UUUUUUUUUUUUUMMMMMMM

E se você ouvir o Ibope dizer que “esse resultado é perfeitamente factível (querem apostar quanto que a expressão factível estará no comunicado do Ibope?) dada a margem de erro de dois pontos percentuais”, esqueça. Essa margem de erro é a diferença entre o valor apurado pela pesquisa do Ibope e o suposto resultado de uma ainda mais suposta eleição que fosse realizada no período de apuração da pesquisa. Com margem de erro de dois pontos percentuais ou de cinquenta e nove pontos percentuais, os valores apurados no resultado de uma pesquisa eleitoral têm que somar 100 pontos percentuais. Porque os  números não mentem jamais (Pronto! Enfiei seu clichê aqui!).

Ou isso ou a álgebra foi comprada pelo mensalão do governo. Quer dizer, tá tudo dominado…

[Ai, que vergonha dos coleguinhas…]

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Vírgulas e pontos já estão em recesso de fim de ano na Folha de SPaulo

segunda-feira, dezembro 21st, 2009
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Mais uma dica do Daniel Penasio. Sujeitim que escreve um troço destes e ainda acha que escreve bem está, no mínimo, precisando de férias. Porque de férias já saíram uma série de pontos e vírgulas desse texto. Ó só que coisahorrorosa:

Dilma abandona peruca e aparece de cabelos curtos em evento em Brasília
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Após sete meses recorrendo a uma peruca durante as aparições públicas para evitar mostrar as falhas no cabelo provocadas pelo tratamento contra o câncer, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) exibiu nesta segunda-feira, pela primeira vez, um visual de cabelos curtos, em tom castanho escuro.
A aparição foi durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty, de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009.
Dilma Rousseff chora ao lembrar de uma amiga da época da ditadura militar
A ministra adiantou em novembro que pretendia aposentar a peruca, quando o penteado ficasse mais uniforme. Ela assumiu que usava peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, Dilma disse que recorreu a uma “peruquinha básica”.
Os fios de cabelo começaram a cair por causa do tratamento contra um linfoma. Em setembro, a equipe médica que acompanhava a ministra anunciou que o tratamento estava encerrado.
A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalho na Casa Civil para mostrar que tinha condições de ser o nome do PT na disputa eleitoral.
Dilma anunciou em 25 de abril a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. Em meados de maio, ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com fortes dores nas pernas.
Na ocasião, foi diagnosticada com miopatia, uma inflamação muscular provocada pelo tratamento contra o câncer.
Em setembro, a ministra disse que o tratamento lhe fez dar mais valor à vida e que o momento mais difícil foi receber a notícia da doença.
“Em tudo na vida a gente tira uma coisa de bom. Eu acho que o que eu tirei de bom da doença é essa valorização da vida e essa certeza da imensa solidariedade que no Brasil as pessoas têm uma com as outras. O momento mais difícil é quando a gente recebe a notícia, porque cada um de nós lá no fundo acha que nunca vai ter nada. Então, quando recebe a notícia, está despreparada para ela, porque ela é inesperada. E aí eu tive muita sorte que é o fato de você fazer exames, se cuidar e tentar descobrir a doença o mais cedo possível, porque aí ela é uma doença necessariamente mais fácil de tratar e na grande maioria ela é curável”, disse.

Dilma abandona peruca e aparece de cabelos curtos em evento em Brasília

Após sete meses recorrendo a uma peruca durante as aparições públicas para evitar mostrar as falhas no cabelo provocadas pelo tratamento contra o câncer [arf, arf, arf, arf… peraí! Deixa eurrespirar… arf, arf, arf…] , a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) exibiu nesta segunda-feira, pela primeira vez, um visual de cabelos curtos [mas aqui você pôs vírgula, né, ameba? Eu dispensaria!], em tom castanho escuro.

A aparição foi durante uma cerimônia no Palácio do Itamaraty, de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009.[não fosse o Itamaraty famoso e conhecido, eu poderia jurar que a função do palácio é o lançamento do tal programa lá e da entrega do prêmio acolá.]

A ministra adiantou em novembro que pretendia aposentar a peruca [ritmo zero. Pontuação zero. Cadência zero. Não deixem esse redator sair no carnaval, porque ele vai atravessar o samba!], quando o penteado ficasse mais uniforme. Ela assumiu que usava peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, Dilma disse que recorreu a uma “peruquinha básica”.

(…)

A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalho [OK, foi erro de dedo. Vou relevar.] na Casa Civil para mostrar que tinha condições de ser o nome do PT na disputa eleitoral.

[momento hipocondríaco:] Dilma anunciou em 25 de abril a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. Em meados de maio, ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com fortes dores nas pernas.

Na ocasião, foi diagnosticada com miopatia, uma inflamação muscular provocada pelo tratamento contra o câncer. [fim do momento hipocondríaco]

(…)

Vejam vocês como estou boazinha. E vejam como é simples tornar um texto claro. Basta concatenar as idéias, escrever frases curtas e bem organizadas e, finalmente, sair distribuindo pontos a rodo. Acompanhem:

A Ministra Dilma Roussef (Casa Civil) exibiu hoje, pela primeira vez, seus cabelos curtos em tom castanho escuro. Nos últimos sete meses, Dilma vinha se valendo de uma peruca para esconder as falhas causadas pelo tratamento contra um câncer. A peruca era usada durante as aparições públicas da ministra.

A ocasião escolhida por Dilma para exibir os cabelos curtos foi durante cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 e de entrega do prêmio Direitos Humanos 2009, realizada no Palácio do Itamaraty,

A ministra havia assumido o uso da peruca em maio. Na ocasião, demonstrando bom humor, ela confessou ter recorrido a uma “peruquinha básica”. Em novembro, Dilma prometeu que iria aposentar o acessório assim que seu penteado ficasse mais uniforme.  (…)

A doença chegou a colocar em dúvida a candidatura de Dilma à sucessão presidencial de 2010. A ministra, no entanto, se manteve forte, à frente dos trabalhoS na Casa Civil bla bla bla bla….


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Só lamento…

segunda-feira, outubro 26th, 2009
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… que uma alma tão bonita tenha estado em contato tão constante comigo e eu tenha aproveitado tão pouco dessa companhia tão adorável! 🙁

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Deletei o último post (“Vamos fugir deste lugar, baby”)

quarta-feira, outubro 7th, 2009
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Vou correr aqui antes que o feiticeirinho acorde.

O último post foi deletado na caradura mesmo. Na pressa que estava para postá-lo (culpa do feiticeirinho), não li direito o texto original.

O Arcanjo Faxineiro, que não dorme no ponto, me baixou um esporro muito bem dado e disse que o texto tava uma bosta. Ele fez comentário quilométrico e tudo, que eu deveria ter aprovado há algumas semanas, mas não fiz por falta de tempo. Para remendar o irremendável, optei pelo estilo papel higiênico: passa na bosta até a bosta sair toda (ou, no caso dos posts de um blog, tecla “excluir” é a serventia da casa).

Miguel, se você quiser que eu coloque seu comentário quilométrico aqui, é só pedir! Ele tá guardadinho no aconchego do meu agadê. Mas vamos ao que interessa. Tenho um post quilométrico pra botar pra fora antes que morra intoxicada aqui de tanto pensar nele. Vamos lá.

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Vamos lavar louça com a tia Iná?

terça-feira, setembro 8th, 2009
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Sinceramente, não sei por que tanto oba-oba em torno de dona Tessália. qualquer coisa que ela diga vira um tsunami no Twitter.

Eu não sabia do que se tratava; após inteirar-me do assunto, percebi a falta de o conteúdo da moça, e resolvi ignorar. Simples e pacificamente.

Mas a Folha de SPaulo eu não ignoro, não! Como se não bastasse o conteúdo de odor questionável, a redação adicionou mais bosta ao caldo. Nesta página aqui está a história completa sobre a polêmica* (?!?!?!) do uso de scripts no Twitter (blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla). Mas vamos acompanhar a sopa de bosta:

* Minha tia tem uma teoria muito boa pra esses casos: “Isso é falta de louça! Se esse pessoal tivesse louça pra lavar em casa, não ficaria se preocupando com inutilidades!” Miacaaaaaaaaaaaabo com a tia Iná (Não, ela não é dicionário…)!!!
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.
Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço de tempo –esperando que os internauta retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”
“Silicone”
“Sou contra [o uso de ‘script’]. A melhor definição provém do [apresentador] Marcelo Tas: é um silicone do Twitter. Você sabe que é falso, que não nasceu ‘peituda’. É como misturar massa com banana. Um milhão de seguidores com script não equivalem a um milhão de seguidores obtidos naturalmente”, observa o blogueiro Cris Dias, 36. A analogia, entretanto, é de autoria da blogueira e apresentadora Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net).
De acordo com ele, no caso de Tessalia, alguns usuários pensam que se trata de “uma ‘siliconada’ que se acha naturalmente gostosa”. “Ela fala como especialista em mídias sociais, e isso irrita algumas pessoas”, observa. “Eu não tenho opinião própria sobre o caso dela, vamos ver o que ela vai trazer de novo”. O blogueiro tem mais de 12 mil seguidores no seu perfil.
Mesmo assim, ele não acha que deva existir uma ferramenta que “monitore” o uso de scripts que inflam os seguidores. “Se eu te sigo no Twitter, não estou preocupado no seguidores, estou preocupado com o seu conteúdo”, analisa.
Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

(…)

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz. [é o tipo de frase que quem sabe escrever pouquinha coisa melhor vai tentar reescrever até ficar, no mínimo, menos dúbia. A tchutchuca que escreveu essa toba (Twitess ou autora da reportagem? Quem dá mais? A-rrá!) tava crente que tava abafando no àqueles com crase, mas crase não se aprende com scripts.]

Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço [Harebaba!! Harebaba!! Tempo não se mede como superfície! Não existe espaço de tempo, o que existe é período! Pe-río-do! E não há necessidade de dizer período de tempo, viu? Isso já é pleonasmo!] de tempo –esperando que os internauta [Taí uma forma de fazer com que eu não implique com um gerúndio desnecessário. É SÓ ERRAR NA CONCORDÂNCIA, PORRAAAAAAAAAAA!!!] retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue [Aiomeusaco!!! Perfil segue, é? Serve cafezinho, também?] mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script [Né por nada não, mas aquele àqueles lá de cima tá me cheirando a Twitess. Se ela craseou aqui embaixo, deve ter craseado lá em cima porque… sei lá, simetria? Beleza plástica? Mas essa crase daqui tá certa. Lá nos imrriba é que mora o problema!], digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts [Se considerarmos que script é uma entidade que segue, faz cafezinho, lava, passa, cozinha e chuleia, por que ele não haveria de se tornar consumidor numa sociedade capitalista, né?] . E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar” [hummm… crítica construtiva, né? que bom que ela aprende assim… ENTÃO APRENDE A ESCREVER, AMEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!] , afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter [é uma forma de ensinar aos scripts as prendas do lar, né?] . E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais. [Genteeeeeeeeeee!!! A twitess é uma moça booooouuuuuuuuaaaaaa!! Ela testa as coisas para outrem! Ah, quérida, eu tenho aqui um chazinho que não sei se tem arsênico ou não. Testa pra mim, por favor?]

(…)

Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ [Taí um caso de simetria de bosta! o texto tá mal-escrito lá em cima e encerra com chave de ouro prata bronze Galvão Bueno latão! e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

‘Bora reescrever a bagaça:

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que os que entendem o real uso do Twitter me vêem como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.

Ela usou o método do “script”-vírgula, que adiciona muitas pessoas em pouco tempo na esperança de que os internautaS retribuam o ato. Hoje, ela segue, em seu perfil, mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

Aos que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”

(…)

Já Tessalia problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas-sem vírgula com o tempo-sem vírgula e com o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa não mais serão tidas como ‘monstros’-vírgula, e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

E aí, quem vai lavar louça com a tia Iná?

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Cudi Bruxa venceeeuuuu!!!

sábado, agosto 8th, 2009
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Meu novo eu

Meu novo eu

Crianças,

A partir de agora, este se torna meu novo avatar no Twitter e aqui no caldeirão. Por 65% a 35% dos votos, meus seguidores, fãs, encostos, amados, enfim, todos vocês (deixa eu me segurar pra controlar a falta de modéstia) escolheram o avatar da professor Cudi Ampola.

Conforme prometi, eis o prêmio a todos os que votaram – e o agradecimento especial ao Paulo de Loyola, que trabalhou a ilustração da Professora Cudi:

MUITO OBRIGADA!

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Enqueteeeeeeeeee

domingo, agosto 2nd, 2009
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Ó, eu estou apaixonada pelas adaptações que o Paulo de Loyola faz da professora Maria Cudi de Ampola, de quem sou fã (sou fã de longa data da profa. Cudi e, agora, fã fresca do Paulo de Loyola). Não pelo lado didático, mas é que o jeito como a professora Cudi lida com seus alunos é mais ou menos a forma como eu costumo me relacionar com as amebas. Daí a admiração.

Mas eu falava do Paulo de Loyola. Tudo começou quando eu, com vontade de participar daquela falta do que fazer do lingerieday, só que do meu jeito, comecei a procurar no Google algum desenho da professora Cudi de lingerie. Não encontrei, mas o Paulo fez essa adaptação aqui pra mim. Amei na hora, e transformei em avatar em minutos.

Pelo visto, ele tá curtindo a brincadeira, e fez esta nova adaptação aqui. Cudi Bruxa. E é aqui que começa nossa….

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENQUETE!

Qual desses avatares você prefere que eu use? O meu tradicional ou a versão Cudi Bruxa?

Vote até sexta-feira, e vamos ver no que dá essa votação…

E quem votar vai ganhar, no máximo, um muito obrigado!

[polldaddy poll=1834145]

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Ah, hoje deu preguiça…

sexta-feira, julho 17th, 2009
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Tenho bastante coisa pra escrever aqui. É o texto sobre a inovação diferenciada, é o texto de assessoria que eu pedi e a Lele me mandou (aquele que, segundo ela, “beira a poesia eslovena” (miacaaaabo com a Lele)… mas tô com preguiça! Ah, eu também tenho o direito de descansar!

E sexta-feira é dia de se divertir, né? Só por isso, o próximo post vai ser com Máximas e Mínimas do Barão de Itararé!

Segunda-feira eu reabro o caldeirão para dar os passes nos textos de bosta, OK? E pelamordedeus, amebas, não me tirem do sério este fim de semana!

Inté!

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Amebíases dominicais

domingo, julho 12th, 2009
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Eu procuro não usar o caldeirão nos fins de semana. Mas tem vezes que isso é simplesmente impossível! Hoje, pro exemplo, as amebices pululam nos mais diversos cantos do mundo: é no twitter, é no jornalismo impresso… uma coisa! Vamos conferir nos próximos posts, portanto…

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CADÊ TIO ANTÔNIOOOOOOOO?!?!?!?!

sexta-feira, julho 10th, 2009
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!

TÔ BEGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!

O UOL não tem mais link pro Houaiss!!!!!!!!!!

BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ :'(

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Hoje o caldeirão descansou

segunda-feira, junho 1st, 2009
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Poi zé, leitores meus. Hoje quase não pus reparo na web. Servi de chofer de marido sem carteira de habilitação e de babá de amiga doente, motivos pelos quais pouco me ative à Internet brasileira.

Então, vamos combinar que hoje os portais se comportaram direitinho, sim? Se a Globonews fez essa lambança que eu relatei aí embaixo, não quero nem ver o que UOL e Ig aprontaram…

Se bem que a cobertura da Bandnews FM do acidente da Air France foi (ou está sendo, porque ainda não acharam nada do avião) um exemplo. Desde as sete horas da manhã. (Sem crase, por favor…)

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Medo por antecipação

sexta-feira, maio 29th, 2009
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São 22:40 de sexta-feira. Até agora, tudo ortograficamente calmo na Internet brasileira.

Isso muito me assusta. Da última vez que isso aconteceu numa sexta-feira, o fim de semana foi uma enxurrada de amebices…

[aimeucaldeirão]…

Bom, até segunda, então!

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Não entendi. O quarto é inconstitucional?

segunda-feira, maio 25th, 2009
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[E me arranjam trabalho a essa hora da manhã. Infortúnio!]

Parece cortina de fumaça – feita pela artilharia inimiga, o que é pior. Tá todo mundo agora comentando essa história de terceiro mandato do presidente Lula – que diz a quem quiser ouvir que não tá nem aí pra esse papinho. Tanto que a bagaça veio parar aqui neste isento caldeirão. O ministro Carlos Ayres Britto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu dar seu parecer (oi, alguém pediu?) sobre a hipótese descartada, mas aparentemente embolou-se com as palavras. Vamos ajudar o nosso lindo ministro a se desvencilhar das confusões verbais? Descubra você mesmo o que ele quis dizer, e escolha!

Ah, sim! A frase-tchutchuca é a seguinte:

Dizer que é constitucional o terceiro mandato é dizer que o quarto também é. E não tem como evitar dizer que é constitucional o quinto mandato, fragilizando a ideia de república.

[polldaddy poll=1649126]

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Das duas, uma…

sexta-feira, maio 22nd, 2009
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Ou os portais brasileiros tomaram vergonha na cara e começaram a escrever direito, ou eu fiquei muito tempo fora da web e botei pouco reparo nas amebas…

De qualquer forma, vamos descansar, né? O fim de semana serve pra isso…

Deixa eu botar esse caldeirão pra desinfetar na lava-louças (sou moderna, santa… tá pensando o quê? 😉  )

Até segunda!

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"idiossincrassias sistêmicas, senhora"…

segunda-feira, maio 18th, 2009
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…, diriam as amebas escreventes para mim.  Mas é que o wordpress tá dando creca…

E só agora que eu reparei: em alguns posts daqui, os comentários estão bloqueados. Aí, eu vou editar o post pra liberar a tagarelança, e sou avisada de que os comentários estão habilitados…

Ó, se vocês quiserem comentar um post e o bicho estiver com o corpo fechado, façam suas observações nalgum que esteja com o corpo aberto, sim? Porque eu não vou ficar dando murro em ponta de faca. Inda mais com encosto de software – com esses, o meu caldeirão não trabalha!

E boa noite que eu vou dormir!

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Frase do dia

domingo, maio 17th, 2009
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Peguei esta no Twitter da Rosana Hermann. Ela reproduziu a seguinte frase da Mulher Melancia

A frase que eu mais ouvia, faz 24 hora por dia (sic), é Eu quero chupar a Melancia.

Esta foi minha colaboração para estragar seu domingo. Certa de ter conseguido o feito, subscrevo-me.

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A festa da subcelebridade e o encosto aspítico

sexta-feira, maio 8th, 2009
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Vejam só que festa de arromba...

Vejam só que festa de arromba...

 

Deu no Te dou um dado?, o reino das subcelebridades. Eles tiveram a “honra” e a “felicidade” de serem convidados para o convescote daí de cima. Juro, fiquei morrendo de inveja (/mentira).

Acho que, no fundo, eu tenho pena dessa gente. Não frequentaram a escola com a atenção devida (porque, aparentemente, tiveram todas as chances do mundo de frequentar uma boa escola). Daí, resolveram que na vida o importante é ser celebridade. E decidiram, a certa altura, que já são celebridades.

Vou abstrair a característica falta de estilo na frase mais um ano de vida ao longo desses 32 anos. E claro, não vou deixar o voçê passar em branco. É mais um caso de hortografia pobremática. Ainda mais porque faz alguns séculos que os teclados de computadores incorporaram a tecla especial ç, que fica beeem distante de seu irmão c. E, se bobear, a tchutchuca em questão deve ser usuária de computador e internet há o quê? Quinze minutos? Então, nunca precisou digitar acento agudo+c para conseguir que o senhor sistema operacional lhe fornecesse o caractere ç.

Trata-se de mais um caso do encosto aspítico, o neofenômeno do qual o querido ectoplasma suíno me alertou aqui. A ameba escrevente sai enfiando aspas em tudo quanto é canto, de tudo quanto é jeito. Não me pergunte os critérios. Acho que são os mesmos da vírgula fashion e, assim como dona virgula, as aspas fashion também começam a despontar como forte corrente do design pós-rococó-empolêixon-moderno. A ameba escrevente olha pra frase escrita na tela do computador e pensa: hummm… tá faltando alguma coisa aqui… Ah! Já sei! Pronto! Assim, ficou bonito… E fez-se a bosta! Estão lá as aspas tascadas onde a ameba bem (/mal) entendeu. Ficou visualmente bonito, e isso basta!

Eu não encontro nenhuma gramática para assinar embaixo do que eu vou dizer agora, então digo sem assinaturas mesmo: aspas servem para demarcar citações. Ou, então, para indicar ironia. Também servem para identificar neologismos, gírias ou estrangeirismos nas frases. Querem ver só?

Exemplo 1 – Citação: Lembrem-se das palavras de Jesus: “Um novo mandamento vos dou – amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”.

Exemplo 2 – Ironia: O texto do convite de Renata Banhara está “muito bem escrito”.

Exemplo 3 – Palavras ou expressões populares, gírias ou neologismos: Fulano “levou um lero” com beltrano.

No primeiro exemplo, por citar as palavras de outra pessoa que não eu (até onde fui informada, não sou Jesus Cristo), marquei a citação entre aspas. No segundo exemplo, o que eu quis dizer foi que o convite da Renata Banhara tá mal escrito à pampa. Tanto está que dá a entender que o autor da frase não esqueça o meu presente é o tal do DJ que vai tocar no convescote dela. E, no terceiro exemplo, foi a gíria levou um lero quem mereceu a decoração dos simpáticos símbolos.

Mas voltando para o convite em questão, por que dona Banhara pôs as frases Não esqueça do meu presente e Conto com todos voçês (sic) entre aspas? A não ser pelo critério fashion, não encontro mais explicações para o fato….

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O que me assusta…

terça-feira, maio 5th, 2009
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… é que eu já fui de Joaquim Barbosa a Dado Dalabella; ou de Chico e Vinícius a DJ Marlboro, em um só post…

O que eu poderia postar aqui justo depois de Alvaro Moreyra?!?!?!

Medo, muito medo….

[aimeutranstornobipolar…]

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Inté

sábado, abril 25th, 2009
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Vou dormir. Esse post deu desgosto…

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sexta-feira, abril 24th, 2009
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Rapááááá… eu posso botar cor no texto? Só descobri isso agora…. Bora atualizar os textos lá embaixo e pintar todos eles! É agora que a caneta vermelha vai chacoalhar…

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Porque eu resisto!

quinta-feira, abril 9th, 2009
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Desisti de simplesmente me irritar de forma passiva com textos mal-escritos, repletos de chavões, e que você percebe na hora que o autor sentou-se à frente do teclado pronto para  abalar a outrem com sua… erudição (cof, cof).

Os autores desses textos não estão nem aí para o fato de que o texto tem que ser de fácil assimilação. Eles querem é mostrar o vernáculo. Não aceitam críticas ou correções. Pelo contrário, ficam irritados quando alguém tenta melhorar o texto ótimo (cof, cof) deles.

Então, eu resolvi simplesmente fazer este blog para mostrar a esse povo a verdadeira faceta deles. (A ridícula).  Quero me divertir com este blog.

Ah! Por favor: se o seu texto for citado aqui, fique à vontade para nos enviar um (outro) texto em sua defesa!! Terei o maior prazer em publicá-lo! Tenho certeza que ele será redigido com a mesma capacidade do texto original!

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