É cada um que me aparece….

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Gente. geente. GEEEENTEEEEE…

Olhem este post aqui, sobre como o sufixo [-enta] é morfologica e diacronicamente compatível com regras gramaqticais. Gastei algum tempo falando de morfologia do latim, de morfologia do português, de classes de palavras, de tudo.

Aí me vem este sujeito autointitulado Paquiderme (CQD, como vocês verão abaixo, e os elefantes que me perdoem) com esta seguinte argumentação. Que eu faço questão de responder ponto a ponto, porque eu não aguento burrice.Bora lá:

Tem gente que adora criar exceção a regras de Português [não existem exceções. Existe toda uma evolução de uma língua viva. Ou você aceita isso ou você volte a falar latim, por favor.]. Não é porque está no dicionário que está certo[Dicionário não traz o certo. Dicionário traz o usual. O dicionário oficial da língua inglesa vem incorporando, nas últimas décadas, novas expressões referentes ao mundo da informática e das telecomunicações. Você vai dizer que ele está errado porque introduziu um novo verbete corriqueiramente usado por seus falantes?]. Dicionários são feitos por seres humanos – que erram[Assim como normas gramaticais. Taí a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa que não me deixa mentir!] E se existe também a previsão da palavra em Lei, isso não quer dizer nada. Trabalho no Poder Legislativo, e você ficaria horrorizado se visse a capacidade que os legisladores têm de aprovar leis absurdas – fazendo com que textos imorais e lesivos ao interesse público se tornem LEGAIS com uma simples canetada… [E o quico?] Foi assim, com canetada de legisladores irresponsáveis e imbecis, que aqui em Itaúna / MG foi legalizada e está em pleno vigor a vitaliciedade para cargos de confiança na Prefeitura (disfarçada com o nome de apostilamento), e foi assim que a palavra presidenta foi “oficializada”, por lei, em 1956 através da Lei Federal 2759/56, que na época tinha uma boa intenção, que era somar contra o machismo. Então, o argumento de que “está no dicionário” ou “está na lei”, pra mim, não vale ABSOLUTAMENTE NADA.[e o Quico ²?]
O uso de presidenta é ridículo[Ache o que você quiser. Mas ele é morfologicamente correto]. Por que não existe o termo presidento, então[se você tivesse lido meu post inteiro, teria visto a explicação MOR-FO-LÓ-GI-CA para a não existência do sufixo [-ento]. Mas já saquei que você morre de preguia de ler, né?] ????? Afff…
E, para a Madrasta do texto ruim: você não tem um texto ruim. Você tem é a índole ruim[HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA puxa, que coisa… você está julgando UM PERSONAGEM DE BLOG?!?!?!?!?!?! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHA Me cuenta: Capitu traiu Bentinho? Porque se você consegue julgar um personagem de blog, você também é plenamente capaz de fazer o julgamente final de Capitu, né?] . Usar palavrão mostra bem seu perfil: aparentemente inteligente, razoavelmente bem informada, provavelmente boa estudante, que decora regras de português e quetais… mas uma professora que eu não queria para a minha filha[uuuuuiiii, ele é moralistão! mimimimocinha não pode falar palavrão porque é feio!] . Você denota ser uma esquerdista revoltada como todos os que conheço (e são muitos)[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAH EU SOU REVOLTADAAAAAAAAAAAAAA] , tem pouco argumento [POUCO? CARACA, EU DEI AULA DE LATIM, ISSO É POUCO ARGUMENTO?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?] e nenhuma compostura[HELOOOOOOOO! Naonde que tá escrito que eu devo ter compostura? Manual de boa conduta de blogueira que criou um personagem que é uma bruxa! Ai, fui catar no google e não encontrei! Acho que ão existe!] . Você não só desrespeita a língua[hahahahahaha], como desrespeita os estudantes que acabam chegando até seu texto[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA], por meio do Google ou outros mecanismos de busca. Você dá vergonha aos bons professores[QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA]. Pense nisso antes de falar palavrão [sério que você se incomoda com mulher que fala palavrão? Mas é nesse tanto? cara, mulher capaz de pensar e que tá pouco se lixando pro seu julgamentinho deve te fazer muito mal, né?] e tentar impor regras – mesmo que elas estejam ali, na letra BURRA da lei e do dicionário[NA ON DE QUE EU TÔ TENTANDO IMPOR REGRA?!?!?!?!?!!?!?!? Se voc~e tivesse lido o texto até o fim, veria que o uso de presidentE para mulheres não é proibido. Apenas a forma presidenta é permitida. Fato morfologica e diacronicamente comprovado!] Uma vez, no curso de Direito, logo na primeira aula, aprendi que “Se um dia você tiver que escolher entre a Lei e a Justiça, que tenha a coragem e a sabedoria de escolher pela Justiça”.
Agora, vendo suas argumentações, adaptei o ensinamento: “Se um dia você tiver que escolher entre A) o que o dicionário e a professora petista dizem ou B) o que o bom senso e os BONS ESCRITORES USAM, que tenha o bom senso de seguir os bons escritores. [cara, que vergonha desse cosplay de texto épico que você tá fazendo…. sério que você acha que tá abafando com isso?!?!?!?! sério que “professor petista’ é uma categoria pra você? sério que é uma “categoria de segunda classe”, pelo que se infere do seu texto? E sério que vocˆacredita nisso tudo que você tá escrevendo? Cara, que vergonha megablaster desse texto que você cometeu….]

 

ATUALIZAÇÃO: o comentário da Marlena aqui embaixo tem que subir. Em tempo: MARLENA, EU TE AMO!! 😀

Vamos lá:

1) Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas): “Meu espírito deu um salto para trás, como se descobrisse uma serpente diante de si. Encarei o Lobo Neves, fixamente, imperiosamente, a ver se lhe apanhava algum pensamento oculto… Nem sombra disso; o olhar vinha direito e franco, a placidez do rosto era natural, não violenta, uma placidez salpicada de alegria. Respirei, e não tive ânimo de olhar para Virgília; senti por cima da página o olhar dela, que me pedia também a mesma coisa, e disse que sim, que iria. Na verdade, um presidente, uma presidenta, um secretário, era resolver as coisas de um modo administrativo.”

2) Érico Veríssimo escreveu: “A senhora é uma mulher que me agrada. Realista, positiva, hein? hein? De gente assim é que vamos precisar quando vier a república, não é mesmo? Cargo? Pois sua avó vai ser a primeira presidenta do Estado do Rio Grande do Sul, hein?”

Case closed!

E que Deus tenha pena de nossos filhos![Deus cabou de me contar que ele já pediu que o Nome Dele fosse retirado dessa baboseira daí, porque ele não coaduna com burrice não!]

 

Enfim, resumindo, só tenho mais uma coisinha a lhe dizer:

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5 comentários sobre “É cada um que me aparece….”

  1. Vit comentou:

    Quando li essa atrocidade, fiquei imaginando o que o indivíduo diria sobre os textos do Reinaldo Azevedo… ah, ele pode escrever palavrões porque é homem? Ou por ser anti-PT? #coxinhamachistadetectado

  2. André comentou:

    Cara, esse aí é da turma do Malafaia, que acha que movimento gay quer obrigar todo mundo a transar com pessoas do mesmo sexo: ele acha que que se quer obrigá-lo a usar a palavra “presidenta”.

    A questão é, amigão: você PODE usar “presidenta” SE VOCÊ QUISER, mas se quiser usar “presidente”, use e seja feliz.

    O mesmo vale para o outro exemplo: se quiser transar com seu camarada, de boas. Se quiser transar com uma mina, também. Com os dois juntos, mesma coisa. Só se todos concordarem, é claro.

  3. Marlena comentou:

    “Se um dia você tiver que escolher entre A) o que o dicionário e a professora petista dizem ou B) o que o bom senso e os BONS ESCRITORES USAM, que tenha o bom senso de seguir os bons escritores.
    Vamos lá:

    1) Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas): “Meu espírito deu um salto para trás, como se descobrisse uma serpente diante de si. Encarei o Lobo Neves, fixamente, imperiosamente, a ver se lhe apanhava algum pensamento oculto… Nem sombra disso; o olhar vinha direito e franco, a placidez do rosto era natural, não violenta, uma placidez salpicada de alegria. Respirei, e não tive ânimo de olhar para Virgília; senti por cima da página o olhar dela, que me pedia também a mesma coisa, e disse que sim, que iria. Na verdade, um presidente, uma presidenta, um secretário, era resolver as coisas de um modo administrativo.”

    2) Érico Veríssimo escreveu: “A senhora é uma mulher que me agrada. Realista, positiva, hein? hein? De gente assim é que vamos precisar quando vier a república, não é mesmo? Cargo? Pois sua avó vai ser a primeira presidenta do Estado do Rio Grande do Sul, hein?”

    Case closed!

  4. Silmara comentou:

    Uau! A Marlena simplesmente lacrou ao sacar MPBC. O gatilho mais rápido do oeste! VRÁ!
    O engraçado é que eu acabei de ler – tipo, agorinha! – essa citação* do Bertrand Russel:

    “Se uma opinião contrária à sua própria faz você sentir raiva, isso é um sinal de que você está subconscientemente ciente de não ter nenhuma boa razão para pensar como pensa. Se alguém afirma que dois e dois são cinco, ou que a Islândia está na linha do equador, você sente pena ao invés de raiva. As controvérsias mais selvagens são aquelas onde nenhum dos dois lados possuem boas evidências. A perseguição é usada na teologia, não em aritmética, porque na aritmética há conhecimento, mas na teologia existe apenas opinião. Assim, sempre que você se ver ficando com raiva devido a uma diferença de opinião, esteja alerta; provavelmente você vai descobrir, em exame, que a sua crença está indo além do que a evidência garante.”

    Bertrand Russell, An Outline of Intellectual Rubbish (1943)

    * Li lá bo blog https://tenhaumatoalha.wordpress.com/, que eu acompanho. Não sei se pode deixar link aqui, mas é que é um blog ótemo!

  5. Marlena comentou:

    Te amo também, Madrasta!♥

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