O dia em que a Ombudsman quase escreveu “PORRA, FOLHA!”

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Antes de mais nada, agradeço à dileta Silvana Marques pelo título maravilhoso que ela nem sabia que estava sugerindo pra este post.

Agora, permitam-me, vou escrever à Paula Cesarino Costa, a atual ombudsman da Folha.

Primeiramente, fora Temer.

Em segundo, fia, parabéns pelo texto. Extremamente elegante, crítico à redação e tudo. Mas pelo seu texto você sabe que errou na mão né? Vc sabe que tinha que ter pedido guisado de culhão de Sérgio Dávila, né? tá parei.

Vou nem entrar na questão erro X fraude. O maior erro da Folha foi não ter tirado do servidor a versão do questionário com as perguntas 11 e 14. Aquele erro, sim, foi primário.

Mas vamos ao seu texto, que eu faço quesotão de ponderá-lo no melhor estilo exosricsmo do caldeirão:

A Folha errou e persistiu no erro

Fundado em 1983, o instituto de pesquisas Datafolha, pertencente ao Grupo Folha, acumulou um patrimônio de qualidade técnica, arrojo de abordagem e interpretação de dados isenta. Sua credibilidade foi construída em trabalho conjunto com a Redação. Introjetou-se de tal forma no jornal que uma crítica antiga à Folha é a de ser um jornal “data-dependente”.

Dito isso, é preciso reconhecer que a semana que passou foi amarga para o Datafolha e para a Folha.[eu acrescentaria vergonhosa e vexaminosa não só para a Folha e para o Datafolha, mas para a história do jornalismo brasileiro.]

Desde que assumi o mandato, nenhum assunto mobilizou tanto os leitores. Do total de mensagens recebidas desde quarta-feira, 62% foram críticas e acusações ao jornal.[Puxa, que coisa! Mas por que será? Ah, será que é porque O SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DECIDIU OCULTAR DUAS PERGUNTAS DE UM LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO, PRA MANIPULAR DADOS SOBRE A OPINIÃO PÚBLICA BRASILEIRA?]

Variavam de fraude jornalística e manipulação de resultados a pura e simples má-fé, passando por sonegação de informação e interpretação tendenciosa.[então põe aí mais uns: gente incapaz de lidar com arquivos em servidores, estagiários burros e mal orientados, e uma redação incapaz de ser transparente com os dados de que dispõe. Um instituto que, pra valorizar um catadão de 40 perguntas, dividiu-o em vários catadinhos sem avisar que cada catadinho era parte de um catadão só]

A questão central está na acusação de o jornal ter omitido, deliberadamente, que a maioria dos entrevistados (62%) pelo Datafolha se disseram favoráveis a novas eleições presidenciais, em cenário provocado pela renúncia de Dilma Rousseff e Michel Temer.[Miga, omitir é um verbo bem leve. A Folha O CUL TOU. ES CON DEU, e ainda tentou dar um tapa nos números pra fazer de conta que os dados não existiam!]

Optou por destacar que 50% preferiam a permanência de Temer à volta de Dilma, em questão que, mesmo sem haver essa hipótese, 3% disseram defender novas eleições.[de novo: optar aqui é um verbinho bem suave. DE CI DIU que só haveria esta preferência, e resolveu ocultar uma possibilidade que estava exclusivamente ccontemplada numa das perguntas do questionário!]

As perguntas 11, 13 e 14 do questionário do Datafolha (leia a seguir) tornaram-se objeto de vigorosa controvérsia.[não foi vigorosa controvérsia. Foi discussão sobre manipulação! Note que ninguém desconsiderou essas perguntas. Nem mesmo a Folha, depois que elas vieram à tona!]

Os sites The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, e Tijolaço, do jornalista Fernando Brito, acusaram a Folha de “fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer”.

Em trabalho complementar, comprovaram [ai. Esse verbo tá certinho. Digitá-lo deve ter doído, né?] que o jornal omitira da reportagem e do questionário divulgado no site do Datafolha questão proposta aos entrevistados sobre a convocação de novas eleições.

Outra pergunta também foi omitida. Esta pedia aos entrevistados que avaliassem se o processo de impeachment está seguindo as regras democráticas e a Constituição: 49% disseram que sim; 37% que não.

Para alimentar teorias conspiratórias, revelou-se que o Datafolha colocou em seu site mais de uma versão do relatório da pesquisa polêmica, sendo que em só uma delas constavam as duas perguntas. [miga, não houve alimentação de teoria conspiratória… o que houve foi um estagiário que substituiu o arquivo de pesquisa e não deletou o anterior.] O instituto explica que faz um relatório completo para a Redação, mas divulga no site apenas o que saiu no jornal. No caso, o primeiro documento continha, por falha, título sobre a pergunta 14, ausente do relatório por não ter sido usada.[por falar em relatório completo, ainda não identifiquei as perguntas 4 5 15 16 17 20 29 e 34 do questionário completo da Folha. Você poderia listá-las, por favor?]

Diante da polêmica[num foi polêmica, foi calça arriada tá parei evidência contumaz de fraude], Folha e Datafolha optaram por divulgar link para o relatório completo.[insisto: faltam as perguntas 4 5 15 16 17 20 29 e 34! Num tá completo, não!]

Reveladas as omissões [interessante essa construção que você usou… então você reconhece que houve perguntas omitidas? Mazó: volto a encher o saco.  As omissões ainda não foram de todo reveladas! Não fuja da raia!] e estabelecida a confusão, o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, disse que o resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não pareceu especialmente noticioso [tá. Então deixa eu perguntar: o que ainda mantém esse cara no cargo que ele ocupa? Isso é motivo mais que suficiente para demissão por justa causa!], por repetir uma tendência, além de o jornal considerar tratar-se de cenário político pouco provável.[os argumentos são absurdamente pífios, porque: 1) ainda que o cenário seja pouco provável, a pergunta foi feita, então o resultado do levantamento deveria ter sido divulgado, COM A RESSALVA: AINDA QUE TAL CENÁRIO SEJA POUCO PROVÁVEL, TANTOS POR CENTO DOS ENTREVISTADOS DISSERAM ISSO ISSO E ISSO.  e 2) a repetição da tendência é notícia. O que me leva de volta ao questionamento daí de cima: o que ainda mantém Sérgio D’Ávila no cargo dele?]

Leitores discordaram: “A Folha me pareceu escapar pela tangente, com respostas vagas”, disse Eduardo Ottoni. “Os argumentos chegam a ser até um insulto à inteligência do leitor”, afirmou Márcia Meireles. “A Folha errou, é tão grave assumir seus erros?”, questionou.[miga, mostra essa carta pro seu chefe. Pelo amor do seu emprego e da existência da empresa para a qual você trabalha. A mídia brasileira vem tratando os leitores feito idiotas há muito tempo. O “governo” Temer vai mostrar ao que ainda resta de leitor que acredita em vocês que vocês não são dignos de credibilidade. Emendem-se, ou vão morrer na praia! Estas são as sábias palavras do liberalismo corporativo!]

A ombudsman resumiu as críticas dos leitores ao editor-executivo. Dávila argumentou que “o único cenário concreto à frente é o Senado decidir se Dilma Rousseff volta a exercer o cargo de presidente da República ou se Michel Temer continua a exercê-lo. Não há terceira opção além dos dois desfechos possíveis. (…) Faz parte da boa prática jornalística não publicar o que é pouco relevante”.[NÃO! NÃO! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!! SESSENTA POR CENTO DE ELEITORES TEREM UMA DADA OPINIÃO É IRRELEVANTE?!?!?!?!?! SESSENTA POR CENTO DE ENTREVISTADOS DESEJAREM UMA COISA QUE NÃO VAI SER CONTEMPLADA PELAS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS É IRRELEVANTE?!?!?!?!?!?!?!?! CARACA, DEMITE ESSE ENERGÚMENO!!!!]

via GIPHY

Dávila lembrou que a Folha frequentemente publica uma fração das pesquisas, “nunca sua íntegra”.[o problema não é esse. Aliás, fracionar resultados do Datafolha não tem problema nenhum, é realmente uma atitude bem-vinda! EM nome da transparência, o que o jornal pode adotar de agora em diante é acrescentar, ao final de cada catadinho publicado, um parágrafo que os una, como: “O Datafolha foi a campo nos dias tal e tal. Ouviu tantas pessoas em tantos municípios, que responderam a um questionário de tantas perguntas com os temas tal, tal, tal e tal. O  questionário completo pode ser visto aqui (link para o questionário completo)”. Isso é transparente, e ajuda os leitores que gostam de pensar e raciocinar  a encontrarem os textos relacionados]

Discordo em muitos pontos do editor-executivo[ele ainda não foi demitido?!?!?!?!w!]. Quando a Folha, em editorial de Primeira Página em 3 de abril, defendeu a renúncia de Dilma e de Temer e a convocação de nova eleição, também esse não era um cenário provável.[NÉ?]

Se a possibilidade de dupla renúncia não era mais levada em conta, por que então a questão foi incluída na pesquisa?[POI ZÉ, POI ZÉ. Uma vez incluída, que se publicassem seus resultados!] O questionário já foi elaborado nesse cenário. A repetição de tendência como argumento para não publicar o resultado é incoerente com a prática do jornal por anos a fio.[incoerente com a prática do jornal por anos a fio. Miga, tá de parabéns! EU quase cuspi meu café aqui quando li o argumento do sujeito, e xinguei a vigésima geração dele! Sua reação foi elegantíssima! Mas a bruxa aqui sou eu, ligue não.]

Quando secretária de Redação e editora de Política, participei da elaboração de incontáveis questionários de pesquisas Datafolha. [PARA!!!!! OS QUESTIONÁRIOS SÃO ELABORADOS POR JORNALISTAS?!?!?!?! NÃO PASSAM PELO CRIVO DE UM LINGUISTA?!?!?!?!?!?! Miga, sua loka, apenas pare com isso! Tá explicado por que os questionários são tão mal feitos!!!] Com a limitação técnica de quantidade de perguntas[limitação técnica de quantidade de perguntas? MIGA, O QUESTIONÁRIO DA ÚLTIMA TEM QUAREEEEEENTA PERGUNTAS!!!], cada uma precisa ser muito bem pensada e escolhida.[olha, lamento informar, mas sua redação vem sendo fragorosamente derrotada pela falta de bom- senso, e pela falta de formação e estudo adequados para tal objetivo. Apenas aceitem que jornalista não é o Deus Supremo dos textos. Inda mais jornalista da Folha, vamcombiná…] Não há justificativa para colocar uma pergunta e depois ignorá-la.

Na crítica que circula diariamente na Redação, questionei a abordagem da pesquisa, feita pelo jornal, subaproveitando temas políticos, ao destacar em manchete o otimismo com a economia. Reveladas as omissões, lamentei a forma como o jornal enfrentou a polêmica. Sugeri que reconhecesse seu erro editorial e destacasse os números ausentes da pesquisa em nova reportagem.

A meu ver, o jornal cometeu grave erro de avaliação. [não foi apenas um grave erro. O que o jornal fez configura-se F R A U D E!] Não se preocupou em explorar os diversos pontos de vista que o material permitia, de modo a manter postura jornalística equidistante das paixões políticas[taí uma profunda verdade! Concordo totalmente!]. Tendo a chance de reparar o erro, encastelou-se na lógica da praxe[lógica da praxe? Cejura? Pois eu tenho cá pra mim que a lógica da praxe se encastelou no canto dela e berrou pro Sérgio Dávila: SAI DAQUI QUE ESSA BARRA EU NUM LIMPO, NÃO, MANÉ!]  e da suposta falta de apelo noticioso.

A reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas. AFolha errou e persistiu no erro.[isso, sim, foi um erro profundo. Mas esse erro foi gerado POR UMA F R A U D E jornalística. Que fique bem claro!]

Coitada da ombudsman da Folha. Trabalhinho ingrato esse…

Perguntinhas:

  1. Quando Sérgio Dávila vai ser demitido por incompetência?
  2. Quando tomaremos conhecimento do PDF com o questionário completo do Datafolha?
  3. Quando, pelo menos, tomaremos conhecimento das perguntas 4 5 15 16 17 20 29 e 34?
  4. Quando a Folha vai tratar seus leitores com respeito?
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Um comentário sobre “O dia em que a Ombudsman quase escreveu “PORRA, FOLHA!””

  1. Mario Abramo comentou:

    Zifia,
    O último ombudsman da Falha que escreveu “Porra Folha” foi Mario Magalhães. Demitiu-se pq o OFF ficou ofendidinho e baixou portaria dizendo que ombudsman não podia falar mal do jornal
    []s

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