A crase correta que faz mal ao fígado

(com agradecimento ao dileto @knownees pea foto enviada via Twitter)

Eu já falei sobre crase aqui, há priscas eras. Vou republicar e melhorar esse post, porque explicar essa bichinha tão mal interpretada nunca é demais.

Uma das regrinhas de crase que ficou faltando naquele post, e vai ter que entrar, é a seguinte:

Quando as palavras forma, moda ou maneira estiverem implícitas na frase, o a recebe o acento grave da crase.

Entendeu nada, né? Calma que eu desenho!

A crase deve ser usada nesses casos daí de baixo:

Fulano cortou o cabelo à (moda/maneira/forma) francesa.

Fiz um arroz à (moda/maneira/forma) grega

Provamos a lagosta à (moda/maneira/forma) Themidor
(ainda que alguns escrevam “Lagosta AO Themidor”, mas deixa isso prá lá, não vou entrar nesta polêmica senão não explico o meu caso).

Então, vamos todos combinar que, seguindo esse raciocínio daí de cima, a tetéia daí de baixo (com acento) estaria correta.

Isso se não fosse por um único porém….

Não existe uma maneira/forma/moda “cebolado”.  O que existe é um alimento que, em alguma fase de seu preparo, foi temperado/decorado/whatever com cebolas, ou seja, foi acebolado

Entenderam por que a crase é tão mal interpretada, coitada? Essas terríveis livres interpretações da crase só perdem em desespero para as terríveis livres interpretações da palavra de Jesus Cristo…

Se me disserem que a crase já foi crucificada, não vou me espantar nem um pouquinho, não vou não….

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