A festa da subcelebridade e o encosto aspítico

Vejam só que festa de arromba...

Vejam só que festa de arromba...

 

Deu no Te dou um dado?, o reino das subcelebridades. Eles tiveram a “honra” e a “felicidade” de serem convidados para o convescote daí de cima. Juro, fiquei morrendo de inveja (/mentira).

Acho que, no fundo, eu tenho pena dessa gente. Não frequentaram a escola com a atenção devida (porque, aparentemente, tiveram todas as chances do mundo de frequentar uma boa escola). Daí, resolveram que na vida o importante é ser celebridade. E decidiram, a certa altura, que já são celebridades.

Vou abstrair a característica falta de estilo na frase mais um ano de vida ao longo desses 32 anos. E claro, não vou deixar o voçê passar em branco. É mais um caso de hortografia pobremática. Ainda mais porque faz alguns séculos que os teclados de computadores incorporaram a tecla especial ç, que fica beeem distante de seu irmão c. E, se bobear, a tchutchuca em questão deve ser usuária de computador e internet há o quê? Quinze minutos? Então, nunca precisou digitar acento agudo+c para conseguir que o senhor sistema operacional lhe fornecesse o caractere ç.

Trata-se de mais um caso do encosto aspítico, o neofenômeno do qual o querido ectoplasma suíno me alertou aqui. A ameba escrevente sai enfiando aspas em tudo quanto é canto, de tudo quanto é jeito. Não me pergunte os critérios. Acho que são os mesmos da vírgula fashion e, assim como dona virgula, as aspas fashion também começam a despontar como forte corrente do design pós-rococó-empolêixon-moderno. A ameba escrevente olha pra frase escrita na tela do computador e pensa: hummm… tá faltando alguma coisa aqui… Ah! Já sei! Pronto! Assim, ficou bonito… E fez-se a bosta! Estão lá as aspas tascadas onde a ameba bem (/mal) entendeu. Ficou visualmente bonito, e isso basta!

Eu não encontro nenhuma gramática para assinar embaixo do que eu vou dizer agora, então digo sem assinaturas mesmo: aspas servem para demarcar citações. Ou, então, para indicar ironia. Também servem para identificar neologismos, gírias ou estrangeirismos nas frases. Querem ver só?

Exemplo 1 – Citação: Lembrem-se das palavras de Jesus: “Um novo mandamento vos dou – amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”.

Exemplo 2 – Ironia: O texto do convite de Renata Banhara está “muito bem escrito”.

Exemplo 3 – Palavras ou expressões populares, gírias ou neologismos: Fulano “levou um lero” com beltrano.

No primeiro exemplo, por citar as palavras de outra pessoa que não eu (até onde fui informada, não sou Jesus Cristo), marquei a citação entre aspas. No segundo exemplo, o que eu quis dizer foi que o convite da Renata Banhara tá mal escrito à pampa. Tanto está que dá a entender que o autor da frase não esqueça o meu presente é o tal do DJ que vai tocar no convescote dela. E, no terceiro exemplo, foi a gíria levou um lero quem mereceu a decoração dos simpáticos símbolos.

Mas voltando para o convite em questão, por que dona Banhara pôs as frases Não esqueça do meu presente e Conto com todos voçês (sic) entre aspas? A não ser pelo critério fashion, não encontro mais explicações para o fato….

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