A pegajosidade do tira grude do senhor assessor

Começo a mudar de opinião com relação aos assessores de imprensa. Eles já estão me irritando demais. Rivalizam com gerentes de marketing na hora de identificação do feitiço Faça-se a bosta! em seus textos. Olha só o que este aqui aprontou na hora de vender o peixe em forma de tira grude:

Tira Grude ajuda em diversas situações do cotidiano da mulher
[só quero saber por que cargas d’água essa toba serve especificamente pra mulher… ajuda a desgrudar homem mala de sua vida?] 
 
O produto remove todo tipo de pegajosidades
[Remove o quê, meu filho?] e sujeiras, manchas de batom e maquiagem, café, chocolate, óleo e graxa; chiclete (de tecidos, tênis, sapatos e cabelo, entre outros); caneta; cheiro de peixe e alho; cera de vela; adesivos de carros; etiquetas; gorduras de fogão e cozinha; manchas de estofados; sangue fresco [uou… vou avisar isso pros roteiristas de CSI!]  e piche, entre [entre? Jura que você não queria colocar o verbo render no presente do indicativo aqui?] cerca de 400 aplicações. Recentemente lançado, chega às prateleiras de lojas, home centers, papelarias e supermercados de todo o país. (…)

Juro por Deus que eu tentei dar um crédito ao texto. Afinal de contas, se você lança um produto tão maravilhosamente removedor desse jeito, o mínimo que você já fez foi consultar o dicionário pra ver se a palavra pegajosidade existe, certo? Errado. Fui falar com tio Antônio, que me respondeu, lacônico:

A palavra pegajosidade não foi encontrada.

Mas então, seu assessô só inventou essa palavra pra não repetir a palavra grude? Pelo visto, essa é única explicação plausível para o incidente.

Ah, não vou remendar esse texto, não. É só trocar pegajosidade por grude, e entre por rende.

Ué, ele tá bem escrito? Até tá. Mas é que essa pegajosidade… dá pra passar um pouquinho desse produto miraculoso no texto pra ver se essa palavrinha sai daí?

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