Arquivo pela categoria 'Assaltaram a gramática'

[OD 1 ano] O futuro do gerúndio e o novo conceito em modo verbal (1)

terça-feira, abril 27th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi originalmente Publicado em: 24 de abril de 2009 às 20:41

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Nada contra o gerúndio. É um tempo verbal muito útil. Denota concomitância. OK, sei que denotar e concomitância são duas palavras que não constam dos dicionários das amebas escreventes, mas insisto na expressão. E explico: indica duas ações acontecendo ao mesmo tempo, ou ainda uma ação que ocorre neste exato momento: eu estou escrevendo. Das línguas latinas, o francês é o mais radical com relação ao gerúndio: só aceita no caso de concomitância, e ainda assim torce o nariz.

O problema é que, em inglês, o present progressive é usado pra lavar, passar, cozinhar, chuletar, serve o cafezinho no final e ainda pergunta se foi bom pra você também. Vai com tudo – e com todos, esse permissivo. O inglês é uma língua que junta trocentos auxiliar verbs, ou verbos auxiliares, pra modificarem o tempo e o modo de um único verbo principal. Coisa de língua bárbara. Mas tem lá (e não aqui) suas regras. É um tal de I would be going, I shall be released, I’d rather be going to Florida prá tudo quanto é lado. Um verdadeiro desfile verbal.

Daí, o caboclo escrevente que fala ingrêis resolve replicar em português todos esses casos em que o present progressive é usado na língua de seu William </Shakespeare> at the foot of the letter
(Desvio de prosa número 1: literalmente, ao pé da letra. Só que a expressão em português  ao pé da letra, traduzida corretamente para o inglês, é literally. At the foot of the letter é uma tradução típica de Falcão, mas quem cunhou essa expressão deliciosa foi meu amigo João Bonassis, o Boninha. Mas voltemos à minha defesa de tese.)

Pronto. Está feito o melangê de jenessequá*.
(Desvio de prosa número 2: sei que classifico isso de macaquice, mas é que essa é bonitinha… criei essa expressão de minha própria alcunha, a partir do francês melangé de je-ne-sais-quoi. Melangé é mistura; je ne sais quoi, “não-sei-o-quê”. Ficou bonitinho, né? Ah, vá… é melhor que “chiclete com banana” – com duplo sentido, por favor! )

Daí, um desses caboclos tradutores pegou manuais de telemarketing em inglês, salpicados de progressives pra tudo quanto é lado, e traduziu como gerúndio tudico de tudo. Fez-se a bosta. Foi um festival de vamos estar resolvendo, ou vamos estar falando, e danou-se o caldo. A coisa evoluiu pra esculhambação a ponto de muita gente achar chique falar no futuro do gerúndio.

Isso sem contar com as locuções verbais que mais parecem aqueles castelinhos de benjamin montados sobre uma tomada para aumentar o número de plugues da dita. O que me fez desenvolver uma teoria </ironia>. Explico-a. A seguir, porque este post tá muito longo!

[OD 1 ano] O ectoplasma mesmítico

segunda-feira, abril 26th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi oiriginalmente Publicado em: 23 de abril de 2009 às 22:41

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O problema da raça dos que não sabem escrever bem é que todos eles são cheeeios de boas intenções </inferno tá cheio>. Começam a elaborar o texto com a ideia de que não podem repetir uma só palavra porque repetir palavras em demasia fica feio. Vocês repararam no adendo? Repetir palavras EM DEMASIA fica feio. Se repetir só um pouquinho, não tem problema – muito pelo contrário, ajuda o texto a ficar mais claro. Já trabalhei com uma entidade que, para não repetir a preposição sobre, substituía a palavra por acerca. Que cerca, minha fia? Olha o cacófato!!!

Mas eles não param por aí. Esquecem-se das aulas de português que tiveram lááááááááá no primário, com a tia Maricota. Ela ensinou que, quando você não quer repetir o nome de alguém, mas quer referir-se a esse alguém, tem uma classe de palavras feita sob medida para as suas necessidades básicas: o pronome pessoal do caso reto! Lembra não? Ah, deixa eu ligar o nome à pessoa:  Eu, Tu, Ele; Nós, Vós, Eles.

Lembrou, né? Poi zé. Daí, no parágrafo:

João não foi à feira. João preferiu ir ao supermercado.

Fica feia a repetição, né? Este é o caso típico em que os pronomes pessoais do caso reto se aplicam como uma luva. Ó só:

João não foi à feira. Ele preferiu ir ao supermercado.

Você já tá imaginando como as amebas escreventes compõem essa frase, né? Isso mesmo:

João não foi à feira. O mesmo preferiu ir ao supermercado.

Agora, me digam: como classificar o mesmo? Pronome pessoal? É só conferir na listinha acima. Não, não é.
Pronome relativo? Também não. Eis a escalação desse time: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos, quantas, que, quem, onde.

Isto posto, para não ser obrigada a classificar o mesmo como “porra nenhuma“, porque não é bonito, sugiro uma nova classificação de palavras: o ectoplasma mesmítico!

Sua função é assombrar textos, expressões, pessoas e coisas com a ameaça de sua presença.

[OD 1 ano] Ah, esses estagiários infrequentes….

sábado, abril 24th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi originalmente publicado em 24 de abril de 2009 às 15:32

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Os ectoplasmas suínos estabeleceram contato imediato com esta que vos fala. Desta vez, caiu em minha caixa de correio eletrônico esta belezura contra os estagiários de uma empresa qualquer. (Isso realmente não vem ao caso). Volto a me valer dos comentários entre colchetes, em azul:

Solicitamos informar a infrequência  [Cristorreimesalva…] dos estagiários .  [ã-rrã, sei… mas o que que é isso mesmo, hein?] , ou seja, ausências que impliquem em desconto da Bolsa-Auxílio [aaaaahhhh, tá!].

– Em caso de rescisão [ponto positivo! Escreve rescisão direitinho! Só por isso vou pegar leve…] informar imediatamente através de [ah, os atraveses…] e-mail informando [informar informando? Tá, sei.. mas por que você resolveu informar desinformando, meu fio?] qual o último dia estagiado [G-zuz! Os períodos de 24 horas ganharam estágio, é? Quando forem efetivados, viram o quê? Semanas ou meses?].

(…)

– licença saúde / auxílio doença [faltou o hífen aqui, mas como eu não tenho mais certeza depois de dona reforma ortográfica, deixa prá lá. Até dezembro passado o tracinho era obrigatório]:

(…)
– Informar somente infrequências

(…): não fazem jus a essas infrequências [ah, que lindo isso! Pense bem: você já pensou em acordar um dia e pedir a Deus algo do tipo: “Querido Papai do céu, hoje eu gostaria de não fazer jus a uma infrequência.” Ah, isso beira o romantismo!] e os dias informados [dia informado é aquele que lê jornal todos os… er… dias?] com tais ocorrências serão considerados infrequências [ai,confundiu agora… o dia informado ser uma infrequência é bom ou ruim?] e consequentemente descontados no pagamento da Bolsa [é, acho que é ruim].
(…): fazem jus às ausências médicas e os dias de ausência com atestado não precisam ser informados
[que falta faz uma vírgula, meu padimciço! Eles fazem jus às ausências médicas e também aos dias de ausência com atestado, ou eles só fazem jus às ausências médicas -vírgula- e os dias de ausência com atestado (pobrezinhos, nasceram nublados, sujeitos a chuvas e trovoadas, foram parar no médico) não precisam ser informados (Ou seja: dias nublados não precisam ler jornal!)?] .

Obs: Nos casos em que o estagiário esteve frequente todo período
[vou parafrasear Stanislaw Ponte Preta: queremos crer que um estagiário frequente todo o período é uma revolução nos modernos códigos de conduta corporativos], a frequência não deve ser encaminhada, e estaremos providenciando o pagamento integral da Bolsa [mais uma vez o futuro do gerúndio… tadinho do estagiário que não é infrequente… já pensou quanto tempo ele vai levar pra receber a bolsa dele?].

[suspiro. suspiro profundo.]

Vamos lá que os estagiários de hoje sofreram mais que a geladeira de ontem. Tudo bem que o tio Antônio </Houaiss> diz que infrequência é falta de frequência ou baixa frequência, mas… o que que o autor do texto tem contra a ausência?!?!?! A ausência é tão clara, específica e direta…

O através é um caso sério, mas não é lá muito grave. Ocorre que essa preposição transmite a ideia de atravessar, mesmo. Adequada e correta de se usar é em casos como: Olhou através da janela. Há quem diga que a transmissão através da rede está errada, mas se um arquivo tem que atravessar a rede pra chegar do outro lado, acho que está certa, sim. Por isso, vou relevar. Isso é papo entre pasquales becharas. Mas, nesses casos, se não for pra dar ideia de atravessar, prefira a preposição por, que foi feita para atender às necessidades específicas do cliente.

Outra questão polêmica (pros outros, não pra mim) é a vírgula precedendo uma conjunção aditiva (o e). Há quem diga e defenda com unhas, dentes, canhões e baionetas que a vírgula nesse caso é errada, feia, boba, chata – pior que heresia. Mas o professor Pasquale provou, com Vinícius de Moraes, que a vírgula combina muito bem com o e. Eu nunca entendi o porquê de não poder vírgula depois do e: são duas frases distintas, dois sujeitos distintos, dois verbos distintos, a vírgula fica direitinho onde tem que ficar. E há casos em que ela é mais do que necessária, ou então pode dar margem a duplas interpretações – como no texto daí de cima, que, sinceramente, ficaria muito mais bem resolvido com um ponto e outra frase do que com uma vírgula e um e. Mas em geral, a vírgula é a solução customizada perfeita para separar ideias.

Observações quanto aos outros colchetes, que destacam casos específicos de falta de estilo do autor da peça, eu não vou nem falar nada. É dar murro em ponta de faca. Limito-me a (tentar) melhorar o texto, para deixá-lo mais claro. Vamos lá?:

Solicitamos informar as ausências dos estagiários.

(…)
– Informar somente as ausências que impliquem desconto da Bolsa.

– Em caso de rescisão, informar imediatamente por e-mail o último dia de trabalho do estagiário.

(…)

(…): não fazem jus a essas ausências. Os dias de estágio assim informados serão consequentemente descontados no pagamento da Bolsa.
(…): fazem jus às ausências médicas. Os dias em que o estagiário ausentou-se com apresentação de atestado não precisam ser informados .

Obs: em casos de frequência integral do estagiário não é necessário encaminhar informações sobre frequência. Será providenciado o pagamento integral da Bolsa.

Tudo bem que estagiário tem mais é que sofrer. Mas aí também já é esculhambação, né?

O dia em que o revisor do R7 ficou com sono

quarta-feira, abril 7th, 2010

Vocês sabem muito bem que eu forço a barra pra incluir alguma coisa do R7 aqui no caldeirão. Vou fazer de novo. Não sem antes agradecer ao Cardoso por mais uma cantada de bola.

Pô, foi só um errinho de dedo, coitado! Nada de grave, como erro de concordância ou erros ortográficos berrantes. Mas é que coisas desse tipo são raras de acontecer no R7, e têm que ser sorvidas como se fossem caviar.

Enfim, o erro tá aqui. Se, quando você clicar nesse link, não encontrar mais nada, eis aqui o presente dos deuses do printscreen:

Twem nem o que corrigir...

Tem nem o que corrigir...

Foi só um sobriviveu de nada, mais um notócias. Errinho bobo de digitação. Provavelmente obra de quem tá com sono, doido pra ir pra casa, e ainda tem que ficar falando de Glória Perez às onze da noite de uma terça-feira (coisa que ninguéééééééééééééééém merece!)

Pois vá em paz, zifio, cê tá perdoado! Nem sei se você vai gostar de meus votos, mas que Nossa Senhora da Boa Ortografia lhe ilumine os caminhos, inclusive na hora de muito sono, sim?

E, se quiser figurar neste caldeirão com toda a pompa e circunstância, sugiro um cursinho básico c’os povo daqui

A politização da vírgula (ou a teoria do Fagundes)

sábado, abril 3rd, 2010
As imagens acima também foram "adquiridas" no blog do Nassif. O link pro post tá aí embaixo no texto

As imagens acima também foram "adquiridas" (/cara de pau) no blog do Nassif. O link pro post original tá aí embaixo no texto

Daí que um dileto ectoplasma suíno passou por estas bandas e me avisou deste post no blog do Nassif. Tô com pressinha agora, depois eu baixo as imagens e copio aqui.

Mas, pra quem tá com preguiça de clicar no link, segue o resumo da ópera (bufona). Resumão bem tatibitati, porque, né, trata-se da Folha de São Paulo, o Eliéser dos jornais brasileiros. A história é a seguinte:

1- Folha de São Paulo faz manchete política para edição impressa.

2- Folha de São Paulo faz manchete sobre mesmo assunto para edição online.

3- Folha de São Paulo mexe mal nas vírgulas e faz lambança.

4- Folha de são Paulo remenda a lambança na edição online.

As manchetes das edições impressa e online ficaram, respectivamente, assim:

Serra critica roubalheira e Dilma, viúvas da estagnação (edição impressa)

Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação (edição online)

Se eu fosse preguiçosa, me limitaria a lincar aqui a explicação que o professor Pasquale já deu sobre a vírgula e a conjução e. Mas não vou me furtar a tecer minha própria teoria da conspiração. Vamlá.

Pra começo de conversa, vamos falar com base em dona Gramática. Essa manchete da Folha é a prova final, definitiva e indiscutível de que conjunção aditiva pede, sim, vírgula, pra não embananar a compreensão da frase. Então, galera, vamos cortar aquele papinho furado de que conjunção aditiva liga frase e por isso não pode jamais ser precedida por uma vírgula blablabla whiskas sachê blablabla. Como já disse, o Professor Pasquale concorda comigo.

A frase da edição impressa, sem a vírgula antes da conjunção aditiva, tem apenas um sujeito (Serra) e dois objetos diretos (Dilma e a roubalheira). Do jeito que ficou, a frase afirma que Serra criticou tanto a roubalheira quanto a Dilma,  e afirmou que ambas (Dilma e roubalheira) são viúvas da estagnação. Reparem no viúvAs, no feminino.

Já a frase da edição online conta com dois sujeitos, Serra e Dilma, que cometeram a mesma ação (criticar) contra objetos diretos diferentes (o de Serra é a roubalheira; o de Dilma, os viúvOs da estagnação. Viúvos, no masculino, reparou?).

Isto posto, minha teoria é de que esse texto foi feito às pressas, no meio da madrugada, no fechar de uma edição. O caboclo tava com sono, e tava mais preocupado com dona Gramática do que com dona Tendência Política. Aprendeu na escola que antes de conjunção aditiva não tem vírgula nunca, jamais, em tempo algum, e tirou a dita de lá. Apertou o print das rotativas, virou as costas e foi-se embora dormir, pra dar margem a toda sorte de interpretações escabrosas e maledicências por parte dos blogs petralhas (huahuahuahua, como é divertido zoar com todas as tendências políticas!), que começaram a imaginar até mesmo que, dadas suas ligações escusas com o prédio da Barão de Limeira, (aqui começa a viagem legal) foi o próprio Serra foi o autor dessa frase. Não seria de espantar. José Serra tem mesmo habilidade pra fazer cagadas desse tipo com a Língua Portuguesa. Daí os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

Mas eu tenho outra teoria: essa manchete foi feita de propósito, e pra sacanear a direção da Folha. Algo bem Fagundes, o Puxa-Saco: E aí chefinho, ficou boa a manchete? Viva o Serra, e abaixo a Dilma, né, chefinho? Daí, o cabra chutou o pau da barraca e fez essa lambança na edição impressa. Então, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

A terceira teoria é a menos plausível de todas: o autor da manchete é um jornalista sem conhecimentos básicos de Português. Mas nessa teoria eu não aposto, não. Naonde que a Folha de São Paulo se prestaria a publicar textos mal-escritos, né, gente? Pô, se tem um jornal que preza pela clareza dos textos e da concordância com as regras gramaticais da Língua Portuguesa é a Folha de São Paulo!!! (*) Ainda assim, ao lerem a magnífica manchete da edição impressa, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

(*) Pros desavisados de plantão: Esse parágrafo foi irônico, tá?

Sem as bênçãos de Nossa Senhora da Concordância Verbal…

quinta-feira, abril 1st, 2010
É cultivam, Serra! Cultivam!!!

É cultivam, Serra! Cultivam!!!

Alguém avisa lá em cima pra algum santo abençoar e proteger a candidatura de José Serra à Presidência da República?

Nossa Senhora da Concordância Verbal já refugou, coitada…

Pô, primeiro dia de campanha, o ex-governador de São Paulo solta esta magavilha:

Aqui não se cultiva escândalos, mal-feitos, roubalheira…

Ô, Zé! O certo é cultivam, zifio! Vê se melhora seu entrosamento com os santos gramaticais, senão a coisa vai ficar feia pro seu lado!

Até porque as más línguas dizem que quem fala errado neste país é Lizinácio, e ele nem candidato mais é…

(Também, quem mandou o Paulo Henrique Amorim ficar reparando nas suas concordanças, né?)

O incrível caso do balde ninja que atravessou goteiras globais

quarta-feira, março 31st, 2010

Agora vejam vocês como é poderosa essa Rede Globo! Palavras do Ricardo Feltrin, não minhas…

Eis que durante uma bela edição noturna do SP TV as câmeras da Globo flagraram um glorioso e retumbante baldimdiprástico a invadir a cena por elas captada (aparece ao lado do monitor que mostra a Flávia Freire). E o pobrezinho estava lá a trabalho: recolhia água que pingava duma goteira. Ou pelo menos deve ser isso, porque o texto da coluna Ooops, do Ricardo Feltrin (do UOL, claro! 😀 ), se embananou todim todim na hora de mostrar que sabe a diferença entre o através e o por meio de. Ó só a bananança:

Na última terça-feira à noite, enquanto Carlos Tramontina, 53, ancorava o “SPTV 2ª Edição”, um balde providencial, semioculto no estúdio, coletava a água por meio de uma goteira.

Quer dizer, o balde vai lá, sobe até a goteira, se espreme feito um condenado, passa pela goteira e coleta a água que cai. Mó heróizão esse balde, né? Mas se o Feltrin tivesse escrito:

Na última terça-feira à noite, enquanto Carlos Tramontina, 53, ancorava o “SPTV 2ª Edição”, um balde providencial, semioculto no estúdio, coletava a água que caía por uma goteira.

o balde não precisaria se espremer tanto pra passar pela goteira. E ainda executaria sua função de forma digna e honrada – e em rede estadual de televisão, olha que chique! 😀 Inda mais se levarmos em conta que ele (o baldinho) apareceu glorioso durante a matéria sobre a chuva que se precipitou sobre a cidade…

Ou isso ou eu contrato esse balde ninja pra trabalhar lá em casa. tô com uma goteirinha indigesta no quarto do feiticeirinho, viu? Se ele conseguir passar por ela e coletar a água antes que ela passe pela goteira, vai ser show!

Pneus recauchutados, português careca (ou com a cara enfiada na terra feito avestruz por causa da vergonha alheia que o texto causou, vai saber…)

quinta-feira, março 18th, 2010
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Já vou avisando: esse post é forte demais para pobres corações desavisados.

Resolvido a me chocar, marido me mostra este site aqui [aviso da bruxa: ao clicar no link fornecido, certifique-se de que você não tem canivetes ou facas por perto, porque a vontade de cortar os pulsos será incontrolável], de uma empresa que faz recauchutagem de pneus para veículos pesados.

Vou nem entrar no mérito do uso do Flash, nem dos desenhos, nem de nada do que ainda está te chocando (e por favor, pare de pensar em facas nos pulsos!). Vou direto pro texto em destaque aí em cima (que, justiça seja feita, está à altura do site):

Fundada em 1.973, a Centro Sul pneus surgi, no mercado, atuando no seguimento de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagme de Pneus, nos Sistemas á quente e a frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.
A Vulcanização á Frio, também conhecido como, Pré moldados, é controlado pôr sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade

Fundada em 1.973 [De acordo com o Manual do Estadão:  “Escreva os algarismos, de 1.000 em diante, com ponto: 1.237, 14.562, 124.985, 1.507.432, 12.345.678.543, etc. Exceção. Na indicação de anos não há ponto: 1957,1996, ano 2000“. Como se esse fosse o maior dos erros desse texto!], a Centro Sul pneus surgi [Ai. É surgEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, com EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE], [e essa vírgula aqui?!?!?!!?!? É pra separar o quê de quem, Deusdocéu? Entre sujeito e predicado LÍNGUA NENHUMA DO MUNDO ACEITA VÍRGULA!!!!] no mercado, atuando no seguimento [é nisso que dá confiar cegamente em corretor automático de texto! Seguimento inté inzeste, como diriam os matutos, mas não serve pra falar o que o seu moço quis dizer não! Aqui, o correto seria segmento, mesmo!] de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos Sistemas á [aê, meu tio! Sabe aquele botãozinho no teclado que tem uma setinha apontando pra cima? ele é conhecido como botão de shift! (lê-se xífite). é parecido com o botão de maiúscula da máquina de escrever. Então, se o senhor apertar o xífite e o botãozinho dos acentos ao mesmo tempo, o senhor consegue o acento da crase. Mas não se avexe em corrigir o acento, porque esse a não tem nem acento pra esquerda nem pra direita, num visse?] quente e a [se o cabra acentuou o “á quente”, por que este daqui não foi acentuado? pô, se é pra errar que mantenha ao menos um padrão, oras…] frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.

A Vulcanização á [Já contei lá em cima a historinha do botão do xífite. Mas aqui também não tem acento, viu, meu tio?] Frio, também conhecido [Cristorrei… A vulcanização é conhecidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!] como, [e essa vírgula daqui também foi excesso, tá?] Pré moldados, é controlado pôr [ô, meu tio! Na ortografia da língua portuguesa que em vigor estará até 2012, pôr com acento é verbo! Nesse caso daqui, você usou uma preposição! Num carece de acentuar, não! E, pelo que me indica tio Antônio, a Nova Ortografia mantém essa regrinha, num visse?] sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial [Certo, certo… grande diferencial, né? Três mamilos acompanham?] em nossa atividade.

Será que tem jeito? Vamos recauchutar esse texto: (Aiomeucagalho! o @#$%$%¨$%¨$% do WordPress não tá mais marcando palavras cortadas! ‘Bora refazer a correção, porque eu dei “publicar” e nem fui no site ver como ficou depois… malzaê, galera! Ofereço minhas costas para açoite por três segundos! 😀 )

Fundada em 1973, a Centro Sul pneus atua no segmento de Recondicionamento de pneumáticos (Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos sistemas a quente e a frio), nos quais emprega tecnologia totalmente automatizada e de última geração.

A vulcanização a frio, também conhecida como pré-moldados, é um processo controlado por sistema informatizado (3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade.

Pronto! Agora, o veículo pesado pode rodar quantos quilômetros quiser, que não derrapa mais nas curvas da ortografia nem da gramática! Vá em paz, e que São Cristóvão e nossa Senhora do Bom Texto lhes iluminem os caminhos!

E que Nossa Senhora dos Erros de Revisão ilumine meu aplicativo WordPress, porque o troço tá batendo pino aqui!!!!

De parônimos e enfrentamentos

domingo, fevereiro 28th, 2010

Ectoplasma suíno fresco por estas bandas me contou algumas deliciosas porém indigestas histórias de amebas escreventes. Como a de um cidadão que concedeu, via e-mail, autorização a seu subordinado para executar determinada tarefa:

Fulano,
Enfrente
!

Lindo, não?
A ameba quis dizer em frente, mas escreveu enfrente. Tentei imaginar o que se passou pela cabeça da ameba na hora em que ela escreveu enfrente, mas desisti. É, eu sei que eu insisto em sempre partir do princípio de que coisas desse tipo não só têm cérebro como sabem ler fluentemente.

Daí que eu desconfiava que esse fenômeno de palavras com som igual mas escrita e significados completamente diferentes tinha um nome específico. Tio Antônio me contou:

Parônimos

adj.s.m. (1858) gram ling 1 diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia 1.1 diz-se de ou palavra cujos fonemas podem se confundir com os de outra(s), por razões etimológicas ou simplesmente tônicas (p.ex.: deferir: diferir, descrição: discrição, emigrar: imigrar etc.)

Quer dizer, domingo à tarde, e a ameba me faz ir ao dicionário pra ver o que é um parônimo!

Se eu recebesse o supracitado e-mail, eu obederia cegamente à ordem!

Iria à sala do meu chefe, chamá-lo-ia (a mesóclise é minha e eu a enfio onde dona Gramática me autorizar!) pra briga durante dez segundos (E aí, mermão? Vai encarar? Tu num é de nada, não! Vem cá pra tomar uns tabefes pra tu ver o quanto é bom) e, logo em seguida, com a maior cara de Fagundes, o puxa-saco, diria: e aí, chefinho, enfrentei de acordo com suas expectativas?

Porque eu sou cínica! E me lembrei deste causo, que não tem nada a ver com parônimos – só com enfrentamentos… 😀

No último lugar onde eu trabalhei, o chefe da redação me mandou, certa feita, o seguinte e-mail:

Dê um pulinho aqui!

Eu não conversei nem questionei: fui até a sala dele, pedi licença, dei um pequeno salto na frente dele, depois fiz cara de Fagundes e disse com sua licença, chefinho!, virei as costas e fui embora.

Ele riu da situação e me chamou pra tomar um cafezinho…

(Não, eu não fui demitida! O chefe que viu que me deu margem pra piadinha sem graça, e aceitou a brincadeira numa boa!)

Dona Gramática se vingou do ladrão de textos

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

(Ufa! Foi difícil arranjar tempo pra escrever hoje! mas vamos lá!)

Enviei este link aqui pelo Twitter ontem antes de ir dormir. Devo confessar que não li com cuidado, foi só uma passad’olhos, mesmo.

Hoje abro meu Twitter e vejo que um dos oráculos do rock notou um erro muito feio de português, e avisou a esta bruxa que vos fala:
roger

Daí que eu fui conferir de novo o texto em questão:

Conhecido na web como Roberto Chalita, o internauta, que se identifica como contador, é acusado de plagiar textos de oito blogueiros, usar em sua página na internet e no blog hospedado pelo Jornal de Vinhedo, veículo em que foi afastado como colaborador. A acusação é feita por Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Luiz Antonio Simas, Leonor Macedo, Paulo Thiago e Felipe Quintans.

Quer dizer, a história em si já é surreal (não vou copiar o texto integral aqui pra não criar uma piada pronta, façam o favor de clicar no link fornecido lá em cima pra verem do que se trata), daí vem o comuniquese e dança o rebosteio?

OK, comuniquese, bem-vindo ao Caldeirão!

Lembre-se da regrinha: quem é afastado, é afastado DE alguém ou DE alguma coisa. portanto, a frase lá em cima ficaria correta se fosse

(…) veículo de que foi afastado como colaborador.

Mas legal mesmo ela ficaria se fosse

(…) veículo do qual foi afastado como colaborador.

Ainda assim, tenho cá pra mim que isso foi vingança de dona Gramática pela coisa feia que o moço Chalita andou fazendo…

E mais uma vez, superobrigada, ó oráculo do rock, por me amostrar o erro do texto! 😀

Chá com pleonasmo na Terra do Lugar-Comum

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Mais um e-mail de assessoria de imprensa. Desta vez, sobre chá-mate. Não bastasse o festival de clichês, o chá foi adoçado com pleonasmo. Duvida? Ó só:

MATTE LEÃO INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS
No primeiro semestre de 2010, Matte Leão, marca líder no mercado de chás, traz inovações
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante e Matte Leão Zero: os dois novos produtos que a partir deste mês, já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto. Matte Leão é uma bebida preparada a partir das folhas desta planta, que são especialmente selecionadas e tostadas para resultar no seu sabor único e inigualável.
Matte Leão, bebida consumida quente ou gelada, tem espaço nas variadas ocasiões: em momentos de lazer, para matar a sede, junto às refeições ou nas reuniões de trabalho.
Matte Leão, autêntica marca brasileira, validada através das gerações, lidera o mercado de chás prontos para beber. De acordo com o Instituto AC Nielsen, em 2009 foram consumidos 60 milhões de litros de chás prontos para beber no Brasil. Neste mesmo ano, a taxa de crescimento do mercado foi de 12%.
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
“Nossos lançamentos vêm contribuir para acelerar o crescimento deste mercado, fortalecer a marca Matte Leão e enriquecer o portfólio da Leão, líder absoluta desde 1901 e maior conhecedora de chás e infusões do Brasil”, comenta Renato Fukuhara, diretor de Marketing da Leão Jr.
Lançamentos:
MATTE LEÃO CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Matte Leão agrega em sua linha e aposta em mais uma novidade: o Matte Leão Concentrado, que já vem adoçado.
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade para mais uma inovação: Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Matte Leão e ausência de açúcar e adoçante, proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.
“O Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante foi especialmente desenvolvido para se assemelhar ao máximo ao sabor do Matte Leão preparado em casa – aquele feito a partir da erva-mate à granel. Cada família tem a sua receita e a repassa de geração em geração”, comenta Renato Fukuhara.
A proposta, “Faça do seu jeito”, aliada à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.
Além de oferecer sabor, o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros e atender a toda a família.
Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante será distribuído para os principais pontos de venda de todo o Brasil.
MATTE LEÃO ZERO
A marca Matte Leão renova seu portfólio de chás prontos para beber com o lançamento de Matte Leão Zero: zero açúcar, zero caloria.
Segundo o Instituto AC Nielsen, o segmento de baixa caloria já representa 23,8% do mercado de chás prontos para beber no Brasil. Entre os anos de 2008 e 2009, este segmento apresentou aumento de 17,2%.
Atuante desde 1901, a Leão é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca Matte Leão, sendo sinônimo de qualidade e tradição. No segmento diet, light e zero, não é diferente. Matte Leão Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Matte Leão Zero vem para substituir o Matte Leão Diet no portfólio da Leão. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Matte Leão.
“Este lançamento é o resultado de um ano de pesquisa, com o objetivo de chegarmos ao produto perfeito: o autêntico sabor de Matte Leão com zero açúcar, deliciosamente leve e refrescante.”, diz Renato Fukuhara.
Matte Leão Zero pode ser encontrado nos principais pontos de venda do país, nos sabores natural e limão, nas versões copo (300ml), lata (335ml) e pet (330ml, 500ml e 1,5 litro).
MATTE LEÃO ORGÂNICO
“O Matte Leão Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis”, afirma Renato Fukuhara, diretor de marketing da Leão.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Walmart. O Matte Leão Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera. A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Matte Leão Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da Leão no município de Fazenda Rio Gande (Paraná) e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente, ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade. Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
“O Matte Leão Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta”, ressalta Fukuhara.

Chá mate Tal INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS [PLEONASMOOOOOOOOOOOOO!!! Pleonasmo é aquela figura de estilo que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como um novo lançamento, por exemplo. Muito açúcar, não dá nem pra engolir!]

No primeiro semestre de 2010, o mate Tal, marca líder no mercado de chás, traz inovações [Lugar-comum! Clichê! Falta do que falar, então inventa uma firula qualquer! O mate em questão poderia trazer um novo conceito, ou uma funcionalidade diferenciada, que pouca diferença iria fazer. Pelo menos conjugou direito o verbo trazer.]

São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Mate Tal Assim sem açúcar e sem adoçante e Mate Tal Zero: os dois novos produtos que [deveria haver uma vírgula aqui…] a partir deste mês, [já que esta vírgula entrou aqui. Caso não quisesse colocar a vírgula ali, também não colocasse aqui. É um típico caso de pague duas,  leve as duas, coloque-as no lugar certo e não amola!] já estão disponíveis no mercado brasileiro.

O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto (…) Bla bla bla whiskas sachê bla bla bla (…)

Mate tal, autêntica marca brasileira, validada através das gerações [o que diabos a tchutchuca quis dizer com validada através de gerações? o que esse validada tá fazendo aí? Por acaso o aprovada ou o consumida quebraram a perna e não puderam comparecer ao texto?], lidera o mercado de chás prontos para beber. (…) mais blablabla whiskas sache blablabla (…)

Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente [Tocam as sirenes do reino dos dicionários! Palavra certa escrita errada, que trouxe um significado completamente diferente ao texto. Socorro, Tio Antônio!]no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.

Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[então, vamos falar rapidim com tio Antônio:

InSipiente: 1  não sapiente; ignorante <os empregados que conseguiu eram todos i., sem qualificação>  2  tolo, néscio 3  sem juízo; insensato, imprudente

X

InCipiente: que inicia, que está no começo; inicial, iniciante, principiante ¤ etim lat. incipiens,entis part.pres. de incipère ‘começar, dar princípio’ ¤ sin/var ver sinonímia de primeiro.

Ou seja: a tchutchuca quis dizer que o negócio ainda tá no começo, mas disse que o troço é burro. Legal, né? Bom, adiante, por favor…]

Lançamentos:

Mate  CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE

Em 2009 a marca Tal  agrega em sua linha [mais um irritante verbinho da moda. Por que agrega, e não reúne, traz para? Aliás, o que é agrega em sua linha? Tem uma grega pisando em cima da linha do chá, é isso? ô, textinhohorrorosooooo!]  e aposta em mais uma novidade: o Mate tal  Concentrado, que já vem adoçado. [e aintes que você tenha uma síncope porque o título falou em sem açúcar e este parágrafo falou em adoçado: este já foi lançado em 2009, é notícia velha…]

O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade [Agora imagine você, meu caro leitor, minha cara leitora, a seguinte cena: O produto que é sucesso aparece no meio de um picadeiro de circo gritando: Respeitável público! Venho por meio deste apresentar uma… Oportunidade! Daí, entra no picadeiro dona Oportunidade, uma anã barbada. Ou uma king-konga cuspidora de fogo, sei lá… só sei que me veio à cabeça esta cena agora, achei legal dividir com vocês…] para mais uma inovação [Nem anã nem king-konga! quem adentrou o picadeiro deste sinistro texto foram duas gêmeas siamesas (ou seria uma só, posto que são siamesas? enfim…): Oportunidade e Inovação! Filhas do sr.  Lugar-Comum com a sra. Polissílaba. A Sra. Polissílaba tem esse problema, coitada… de tanto ficar fazendo palavrinhas com mais de três sílabas, de vez em quando vem um par de siamesas… Dizem que dona Polissílaba é filha bastarda do sr. Trocadilho, mas isso não ficou comprovado ainda… é, tá um circo este texto…] : Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante.

Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Mate tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Mate Tal e ausência de açúcar e adoçante [Tá, meu filho! Isso a gente já entendeu! Agora fala qual é o borogodó desse produto!], proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.[ou seja: nada. ‘bora ficar com o produto original, porque se você precisa de uma bebida para lhe proporcionar liberdade, mermão, cê tá ferrado, hein?]

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[Dai você pensa que não é possível que o texto diga mais besteira em relação ao produto e aparece este parágrafo:] A proposta, “Faça do seu jeito”, [duas vírgulas erradas que foram abstraídas, OK?] aliada [quando uma coisa se alia a outra no meio de um texto sobre lançamento de produtos, pode ter certeza que o redator dançou o enrolêixon pra escrever a peça]à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.[uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo! E pronto! Mundo contemporâneo é a nova agulha, e o mate concentrado é a opção que se alinha na agulha! Mas que saquinho este texto, hein? E o que é pior: eu ainda não entendi qual é o grande lance do tal do mate concentrado!]

Além de oferecer sabor, o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros [Ufa! Até que enfim! Obrigada por passar uma informação nova, útil e concreta no DÉCIMO-SEGUNDO PARÁGRAFO DO TEXTOOOOOOOOOOOOOOO] e atender a toda a família.

(…)


MATE tal ZERO

A marca tal [O nariz de cera do primeiro produto falava que a marca Tal agrega em sua linha. O deste produto fala em….] renova seu portfólio [BLEARGH!]de chás prontos para beber com o lançamento de Mate Tal Zero: zero açúcar, zero caloria.

(…) Parágrafo com mais dados de mercado (…)

Atuante desde 1901, [Parágrafo que começa com ordem inversa, ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal, é sinal de que não vem boa coisa por aí…] a empresa tal é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca tal, sendo sinônimo de qualidade e tradição [Viu? Se a marca atua no mercado desde 1901, prá quê, meu Deus, eu vou repetir, prá quê dizer que é sinônimo de qualidade e tradição?!?!?! OK, eu tenho a resposta: é porque eles não conseguiram pensar em coisa melhor pra falar. E olha que o produto é bom, ou então não estaria disponível nas prateleiras há 109 anos!] . No segmento diet, light e zero, não é diferente. Mate Tal Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.

Mate Tal Zero vem para substituir o Mate Tal Diet no portfólio da empresa Tal. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Mate Tal.

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente (…)


MATE Tal ORGÂNICO

[ai-meu-deus. Abriu com aspas. Lá vem declaração do queridocliente…] O Mate Tal Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado [E pron-to! Mais uma palavrinha da moda! O mate orgânico em questão é exímio matemático, e sabe como fazer cálculo diferencial. Portanto, já tem esse resultado e apresenta-se como diferenciado! Grunf!] e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis” [Mais um festival de palavras polissílabas, que totalizam 34 sílabas, e nada dizem], afirma o queridocliente.

O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Sbryfs. O Mate Tal Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação [tradição e inovação? Juntas? Explique como!] em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.[e isso é inovação? então, os índios que já tomavam mate antes de Cabral aportar por aqui, plantavam a erva com defensivos agrícolas e adubos químicos? Ah, já sei! é um novo conceito em inovação! Só pode ser! Grunf…]

O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera[o máximo que o índio poderia fazer pra emitir CO2 na atmosfera seria… nem isso, porque é gás metano] . A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.

As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.

O Mate Tal  Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da empresa num município do Paraná e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.

Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura,  [Outro parágrafo que começa com ordem inversa ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal…] que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente [… com direito a uma terceira idéia que atrasou a apresentação da idéia principal!] , ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade [Aceito desenhos. Se alguém conseguir me explicar como se faz pra utilizar um aspecto diferencial de sustentabilidade, eu vou ficar muito feliz!] . Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.

[Agora eu vou deixar pra vocês verem o que é um queridocliente a falar obviedades num press-release. Prestem atenção à quantidade de clichês que serão ditos nesta frase] “O Mate Tal Orgânico é  um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta [O predicado, sublinhado, contém 12 palavras e 4 clichês (33%, portanto)]”, ressalta Fulano.

Melhorar este texto vai dar tanta dor de cabeça que eu me recuso a fazer isso. Não agora… só sei que estava tomando mate, e esse texto me deu uma sede tão grande que agora vou beber água …

Quem sabe mais tarde?

Conjunto da obra perde

sábado, fevereiro 20th, 2010

Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!

Quem recebeu essa pérola por e-mail foi a Lelê do Te dou um dado?. E, como ela foi uma pessoa BOUA de compartilhar a coisa com os leitores do blog dela, eu também vou cometer idêntico ato de bondade.

Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:

Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!

Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]

Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk

Quaso acha [De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever…) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…

Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa

JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]

O que dizer então?

Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!

Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:

Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão

Geisy Arruda dainício à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para

o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão)  – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk


Caso haja interesse, obrigada…


Assessoria de Imprensa

JENIFER ARRUDA!

Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!

Enésima ________ aula de jornalismo para a ________ imprensa: a falta da vírgula e a manipulação do candidato

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010
Legal mesmo é ver esse gráfico animado, pra entender a diferença entre estagnação e ascensão. Clicaí em cima, e clica em "próximo" embaixo do primeiro gráfico, que você vai ver.

Legal mesmo é ver esse gráfico animado, pra entender a diferença entre estagnação e ascensão. Clicaí em cima, e clica em "próximo" embaixo do primeiro gráfico, que você vai ver a "construção" do gráfico.

Tá ficando divertido ver o malabarismo dos coleguinhas pra defender o Serra. Gostaria de entender o porquê de defenderem especificamente José Serra, e não um candidato de oposição. Mas a questão aqui não é essa.

Em defesa do Lula Molusco da Política Nacional (há quem o compare ao Sr. Burns, mas eu me divirto mais ligando o Serra ao antagonista do Bob Esponja. Mas isso não vem ao caso), vale tudo. Inclusive uma manipulação sutil da manchete.

Confiram o que o Estadão fez nesta manchete daqui:

Ibope mostra crescimento de Dilma e Serra estagnado

O que diz essa manchete? Que o crescimento da Dilma e o crescimento do Serra estão ambos estagnados, ou que a Dilma cresceu e o Serra estagnou?

O âmago dessa questão é a vírgula antes da conjunção aditiva e. Tem gente que nem amarrada de corda bota vírgula antes do e, porque é pecado mortal, afinal de contas a conjunção é aditiva e serve para unir duas orações, e a vírgula vai separar, então a vírgula desfaz o que a conjunção fez, e…

Eu não tô nem aí – como vocês podem perceber no parágrafo anterior. Duas orações, dois verbos, dois sujeitos, a vírgula executa direitinho seu papel de separar orações e idéias, ainda que complementares. E estou em boa companhia, viu? O Professor Pasquale concorda comigo.

Daí que a manchete do Estadão clama por uma vírgula antes do e.

Ibope mostra crescimento de Dilma-vírgula, e Serra estagnado

Ou isso ou o Estadão estará se prestando ao ridículo de ser desmentido pelo próprio departamento de arte, com direito a animação em Flash Player!

Promessas promissoras e promissórias

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

exorciza

Eis que adentra meu e-mail solicitação de uma ectoplasma suína que, segundo consta, teve os globos oculares queimados diante de tamanho disparate. Ela recebeu a pérola acima por e-mail marketing. A pobrezinha destacou apenas o item que queimou seus olhos, mas o material acima merece com louvor ser classificado como conjunto da obra. Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Pra começar, abespinhou-me o nome da Faculdade, que está à beira de uma expressão imprópria. Joguei na web pra ver se é alguma abreviatura, e encontrei a deliciosa explicação:

O nome da instituição tem origem na grande amizade que nasceu entre eles [os fundadores da faculdade]: Epírito Santo Uniu Dois Amigos).

Lindo, lindo mesmo. Mas ainda bem que a grande amizade que uniu os dois não desembocou na frase Todo o Espírito Santo Uniu Dois Amigos, né? Tudo bem que essa abreviatura não supera o Encontro Regional de Jornalistas e Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro (Erejai), nem o Movimento em Defesa do Ensino de Comunicação Social, que nasceu Fórum em Defesa do Ensino de Comunicação Social (Modecs / Fodecs). Mas tá no páreo.

Agora vamos à frase-bombril que abre o texto. Repare que o nome da área em questão está em negrito, ou seja, ele pode ser (e é) substituído por qualquer (eu disse qualquer, quê, u, a, éle, quê, u , é, érre) coisa. Repare só: troque Recursos Humanos por Informática, Recursos regionais... Viu só como cabe direitim?

Agora, divirta-se: troque Recursos Humanos por Tráfico de drogas, Contrabando de Armas ou Prostituição Internacional, por exemplo. Viu como ficou per-fei-to? Mas tudo bem, isso é coisa típica de e-mail marketing. O caboclo prepara um texto que serve pra tudo, e o adapta de acordo com as necessidades do cliente. Eu curto mesmo é ver o lado mau dessas frases que servem a gregos e troianos.

Me fez lembrar de uma entrevista que um cara da Globo (era o Wolf Maia? Não sei, pode ser…) deu pro Vídeo Show, falando de determinada pessoa:

Ah, Fulana é Fulana, é essa pessoa maravilhosa que ela é!

Não é maravilhoso? Você não sabe se a frase é ou não um elogio, e ela serve pra todos os seres humanos da face da Terra! quer ver só?  Troque Fulana por Papa João Paulo II ou por Adolf Hitler. Funciona da mesma maneira, impressionante! Eu uso essa frase direto quando preciso ser cínica e elogiar alguém que não merece ser elogiado…

Daí que nós finalmente chegamos ao ponto de queima do globo ocular da supracitada ecotplasma suína. Eu tenho cá pra mim que no lugar de promissória,  palavra certa seria promissora. Vamos conferir com tio Antônio?

promissor
\ô\ adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete 2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>  3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur 4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor; ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

Promissor \ô\

adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete
2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>
3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur
4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor;
ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

É, então eu tava certa! A palavra adequada pra essa frase é mesmo promissora.

Mas, tio Antônio, por que esse promissórias aí não tá de bom tom?

Promissória

s.f. jur  red. de nota promissória ¤ etim fem. substv. de promissório

Daí que neste site aqui você descobre direitinho o que é uma nota promissória:

A nota promissória é um título de crédito emitido pelo devedor, sob a forma de promessa de pagamento, a determinada pessoa, de certa quantia em certa data. A nota promissória, portanto, é uma promessa direta e unilateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente-devedor ao promissário-credor.

Ou seja, pelo que tá escrito ali, a área de Recursos Humanos está lhe devendo alguma coisa, e vai pagar algum dia. E você que espere. Enquanto isso, você que pague duas parcelinhas de R$ 170, no cheque ou no cartão, faça o curso e viva com as promessas da área em questão.

(Mas será que a tal faculdade aceita o pagamento em nota promissória?)

CNT ameaça: O amanhã é para sempre

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

PAREM AS MÁQUINAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSS!!!

Gente, só de curiosidade resolvi digitar www.cnt.com.br, até pra ver se esse troço ainda tá no ar. E não é que a CNT ainda existe?

Não só existe como transmite novela! Novela, não: novelaSSSSS!

Agora, vê se dá pra aguentar com uma página dessas, gente! Miacaaaaaaaaaaaaabo!

Reparem no detalhe meigo do burrico! A-mey! Agora vejam que coisa de paixão que é a sinopse da novela:

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com
direção geral de Nicandro Diaz.
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo
final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções.
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e
Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo
é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo,
apesar das diferenças de classes sociais.
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e, sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente,
a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco.
Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal.
Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente.
Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto
é enviado para um internato na cidade.
As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e
ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer.
Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada.
Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica.
Posteriormente, Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa.
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar.
Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e, com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá.
Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado
nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue
entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por
ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser
vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é
quando se descobre o grande segredo da trama.

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!

Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com direção geral de Nicandro Diaz.[tipos, vamos dar um desconto, né, gente? TV pobrezinha, com falta de recursos… o cabra resolveu economizar nas vírgulas!]

A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue [foi só eu que senti um arrepio de excitação me percorrer toda a coluna?] e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções. [arf, arf, arf… e vamo que vamo! Já tão vendo que vai ser difícil chegar ao fim desse texto sem desfalecer por falta de ar antes, né?]

Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e Dominika Paleta entre outros.

No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo, apesar das diferenças de classes sociais. [Deixa eu adivinhar: eles vão crescer, se apaixonar, mas os pais serão contra o relacionamento porque pobre não póóóóde.]

Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.

Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e [pô! Tava rolando um padrão de falta de vírgula! Aqui começou a aparecer vírgula fora do lugar?], sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente, a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco. Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal. Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.

As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente. Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto é enviado para um internato na cidade. [Cara! Do nada, o texto começou a ficar compassado, bem escrito, claro, bem redigido… qq houve? o primeiro redator pediu as contas e o chefe foi acabar o trabalho?] As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles [é isso que dá elogiar texto da CNT. Crase antes de palavra masculina…]. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.

O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer. Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada. Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica. [cara, eu tô perdendo essa novela? isso é pra se assistir comendo pipocas!!!]

Posteriormente [Das duas, uma: ou o redator desse texto é muuuuuuuuuuuito fodão ou o texto foi traduzido direto do espanhol. Só assim para esse posteriormente surgir do nada], Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa [junta diretiva? Traduzido do espanhol. Esquece.].

Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar. Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e [Pronto! Voltou pro redator que põe vírgula no lugar errado…] , com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá [“com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá”. Minhanossassenhora, que frasezinhadebosta, credo! Mais mexicanamente dramático – ou dramaticamente mexicano, o que vc preferir – impossível] . Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício [suplício? Texto mexicano!] que tem vivido e ele jura fazer justiça.

Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis [Setor de cobranças, em que posso ajudar?] de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.

Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é quando se descobre o grande segredo da trama.

Neste janeiro estou a viver intensamente meu lado trash, viu? É BBB de um lado, CNT de outro… mas sabem que é divertido? Tô morrendo de curiosidade de acompanhar essa novela!

Sério, gente. Tô que é só amores por essa novela… vou acompanhar!

O pretérito perfeito e o futuro equivocado

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais lá pra baixo, eu falava das amebas acorrejentes que cismam em corrigir os corrão, leião e vejão. E expliquei como identificar um texto em que esses verbos são usados de forma irônica, certo?

Pois bem, hoje a aula é inversa. Vou mostrar um caso em que o verbo foi conjugado errado, mesmo. E não tem ironia, não, tem inguinhorânça, mesmo! Pode ser conferido neste link aqui. E olha que eu elogiei horrores esses dois meninos há alguns meses. Mas não retiro uma linha do que disse. Deus e eu no sertão é a coisa marlinda do mundo. O assessor de imprensa deles é que precisa tomar vergonha na cara…

Mas vamos ao texto-tetéia:

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu o ano com o show da famosa dupla, Victor e Leo, no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14 [Repararam o recebeu, né? Pretérito perfeito. Claro, uma vez que hoje é dia 15 e o feito ocorreu dia 14, o verbo está correto.]

A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu [Outro verbo no pertérito. Perfeito.] o ano com o show da famosa dupla, [aaaaaaaaahhhhhhhh!!! Virgula aqui NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! ]Victor e Leo, [aqui também nããããããããoooooooooooo] no dia 14.

Na apresentação para 5 mil pessoas estavam [de novo. pretérito. perfeito.] presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.

Os irmãos tocarão [AQUIIIIIIII!!!!!! AQUIIIIIIIIIIII! AQUIIIIIIIIIII! NÃO TEM IRONIA NO TEXTOOOOO!!! A ameba deveria ter escrito tocaram, mas equivocou-se, coitada!] hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Entenderam, crianças, como é fácil identificar um erro autêntico?

Como é mesmo o nome, meu filho?

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

Jura que esse negócio vermelho é um pê maiúsculo? Não tem nada de mais aí, não?

Jura que esse negócio vermelho é um pê maiúsculo? Não tem nada de mais aí, não?

Cara, tem coisas que só acontecem comigo. Acho que eu atraio ameba, só pode ser!

Cá estou eu no litoral de São Paulo, a visitar a sogra. Na esquina da casa dela, coitada, tem uma igreja evangélica. Até aí tudo bem, a Constituição Brasileira garante que todos os cidadãos deste país têm o livre direito de professar a religião que quiserem [sabiamente corrigido pelo Sr. Anônimo Covarde. Muito obrigada, sim?].

Mas religião passa a ser problema deste Caldeirão a partir do momento em que a igreja em questão chama-se Igreja Peniel. Atentem para o pê maiúsculo do logotipo da igreja.

Abespinhada com a possibilidade de neopastores criarem umnovoconceito em Deus (não sei se os digníssimos transformaram Deus num grande e exuberante falo – nossa, isso é até pecado, cruzes!), fui em busca de explicações para o nome Peniel. Vai que sou eu que estou pensando besteira e não é nada disso, né?

Mas o texto do Quem somos não ajudou muito a iluminar meu Caminho em Busca da Verdade, não… Pelo contrário, o Caminho Deles Para a Verdade percorre esburacadas estradas de Língua Portuguesa.

Confiramos, pois, o texto peniano peniel:

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regado sempre pela oração e proporcionando muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.
O Ministério Peniel tem na sua liderança , pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.
Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP ,onde ficam o presidente do ministério pr. Newton Gloria Lobato Filho e sua esposa Maura Braga Lobato .
A igreja Peniel tem por objetivo desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério, que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.
O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta na rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV  aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar  para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.
O ministério Peniel  está face a face com DEUS e  esperando a sua visita para abençoar a sua vida .

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem [olha, seu pastor, o senhor vai me desculpar, mas o Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa estabelece em um de seus Mandamentos que o verbo Ter, quando conjugado nas primeira, segunda e terceira pessoas do plural, ganha um acento circunflexo indicativo de plural, OK? Amém!] por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística [Temo muito visões evangelísticas. Mas tio Antônio já me disse que não preciso temer, não, porque evangelístico é uma palavra à qual ele dá fé.] de adoração e louvor a Deus, regado [temo ainda mais quando A visão evangelística em questão é regadO. A Língua Portuguesa costuma ser meio homossexual nessas horas, sabe? É menina com menina e menino com menino. então, A visão é regadA, e O olhar é regadO. Agora e sempre. Amém.] sempre pela oração e proporcionando [Eles levaram duas linhas pra enfiarem um encosto gerundol aqui. Nem posso reclamar muito, não…] muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.[E essa tão bela família tem como padrinho Sigmund Freud? Hein? Quem? Esquece.]

O Ministério Peniel tem na sua liderança , [O Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa professa em seus primeiros mandamentos que é EXPRESSAMENTE PROIBIDO O USO DE VÍRGULAS para separar sujeitos de predicados. Agora e sempre. Amém.] pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado [são dois tipos de liderança, como vocês podem perceber. A liderança física e a liderança de caráter. Não sei qual delas manda mais. Nem vou tentar saber, OK?] que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização. [Mas ambas tomam contas das vidas e das famílias. Na minha terra isso se chama fo-fo-ca. Mas não vou polemizar].

Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP [Globalização é isso. O resto é pecado.],onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.

A igreja Peniel tem por objetivo [Lá em cima era a finalidade. Cá embaixo é o objetivo. Sei, sei…] desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo [curto muito os filhos de Deus que desenvolvem desenvolvendo. É uma atitude de extrema redundância, saca?] vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério [Se as células é o ponto forte do ministério, cer-te-za que o ponto fraco é a Língua Portuguesa. Cer-te-za.] , que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.

O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta na rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV  aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar  para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas [Tem coisa que vai pra rede TV que não vai pra VTV, e tem coisa que vai pra VTV que não vai ao ar em Botucatu, por exemplo. Só não sei qual é qual. Senhor Pastor não explicou direito]. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) [Não sei quanto a vocês, mas eu ge-lei e prendi a respiração aqui. Por um instante cheguei a pensar que o Senhor Pastor fosse dono da Rede Mundial de Comunicação] através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.[curto muito os sites que ficam no ar 24 horas por dia. Lembro da professora Ju que, certa feita, prometeu a um queridocliente que queria seu site no ar de segunda a sexta, no horário comercial, que ela faria uma promoção especial pra ele: site no ar de domingo a domingo por preço de horário comercial. O queridocliente assinou contrato na-ho-ra… o maior negócio da vida dele, né?]

O ministério Peniel  está face a face com DEUS [Mas será que eles encaram Deus assim, olho no olho, mesmo depois de tanto erro de português junto? Ah, sei lá, eu ficaria envergonhada…] e esperando a sua visita para abençoar a sua vida . [O senhor me desculpe, Senhor Pastor, mas eu não posso visitar o senhor. Minha religião não permite que eu me misture com pessoas que usam tão mal a Língua Portuguesa. Fique em paz e que o Senhor vos acompanhe – Graças a Deus!]

Ó, Senhor Pastor, permite que eu pavimente teu Caminho da Verdade com impecável e impoluto asfalto gramatical que, com as bênçãos da Língua Portuguesa, ajudar-te-á a evangelizar teu rebanho. Agora e sempre. Amém.

Impoluto e impecável, ó Senhor Pastor, teu texto fica assim, ó:

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que têm por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regada sempre pela oração e que proporciona muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.

O Ministério Peniel tem na sua liderança sem vírgula , pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.

Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP,onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.

A igreja Peniel tem por objetivo criar múltiplos ministérios na área de ensino, que por sua vez desenvolvem vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que são o ponto forte do ministério-ponto. Elas visam ao pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.

O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta às 9 da manhã pela rede Santa Cecília-ponto e vírgula; aos sábados às 13:30 pela VTV; e aos domingos, às 8 da manhã, o programa vao ao ar para todo o litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação (Internet), no site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.

O ministério Peniel  está face a face com DEUS e esperando a sua visita para abençoar a sua vida.

E eu não consegui descobrir qual a origem e o destino da palavra Peniel. Acho melhor desencanar…

Pleonasmo francês

terça-feira, dezembro 22nd, 2009
E, como vocês podem perceber, meu inbóquis é chique, bem! :)

Lancôme - Ofertas exclusivas especialmente para você...(Como vocês podem perceber, meu inbóquis é chique, bem! 🙂 )

Eparrê-iansã! Não sei se quem surtou fui eu ou as amebas!

Essa, pra variar, chegou a mim via e-mail.

Curto muito pleonasmo.

Pleonasmo é aquela figura de linguagem que entra pra dentro, sai pra fora, sobe pra cima e desce pra baixo. Como uma promoção exclusiva especialmente pra você. Ou como um pleonasmo redundante.

Por enquanto, essa é a única coisa que eu posso fazer com os e-mails que recebo da Lancôme.

Clicar e comprar que é bom, necas de pitibiribuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…

Seis dicas para começar 2010 de mal com a Língua Portuguesa

segunda-feira, dezembro 21st, 2009

Engraçado descobrir que fim de ano só muda mesmo o número do ano que está acabando e do que está começando. O resto fica igualzinho. É Simone, Ivan Lins e John Lennon tocando nos alto-falantes dos shoppings e supermercados, você doida pra esfolar vivos os dois primeiros e ressuscitar o terceiro pra esfolar vivo também, de tão irritantes que soam essas musiquinhas batidas de natal…

E nas publicações? Putz! As revistas femininas publicam aquelas reportagens sobre a ceia dos seus sonhos, ou como decorar sua casa para o Natal (e você fica fula da vida quando descobre na prática da decoração mal-feita que você é um ser humano normal, e não produtora de fotografias), ou o lugar-comum dos lugares-comuns: metas para o ano que vem.

Jamais caí na esparrela de estabelecer metas pro ano que vem. Sei que não vou cumprir mesmo, então chego ao mês de dezembro do ano seguinte com alguns pesos a menos na consciência. E nem me sinto tão imperfeita.

Mas isso não vem ao caso. Vamos falar aqui de mais uma historinha tchutchuca de metas pro ano que vem. Esta pode ser encontrada aqui, no Terra.

De acordo com essa reportagem, pra você ter um bom plano de metas para o ano seguinte, você precisa ter…. FOCO!! GAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! Espiem só a obra:

1)Revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar [e que em 2010 você abra mão de ser mulher e se torne uma lente teleobjetiva!] e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar)[porque você vai ter um lado teleobjetiva e um lado lixeira, claro!] por ordem de importância. Reflita sobre os cinco primeiros itens e detalhe um plano de ação em sua agenda.

2) Organize uma agenda, onde possa centralizar todos os seus planos [e que se dane sua vida pessoal, sua casa, sua família, seu emprego…. o importante são seus planos no centro da sua agenda. Pensando bem, deixe os planos no centro da agenda, e não da vida. Pronto! Resolvido!]. Assim, não tem como se esquecer do que pretende conquistar em 2010.

3) Não tenha muitas metas. É melhor focar em poucos objetivos [hummm… se vai focar em poucos objetivos, então você pode realmente ser uma teleobjetiva, sem crises existenciais! Nada de tentar ser uma grande angular, hein?], sempre relevantes e viáveis.

4) Crie pontos de controle da seguinte maneira: a cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo [Vai fundo! Agende a reunião! Mas não se esqueça de remarcar a reunião porque você não poderá estar consigo mesma no momento marcado… taqueopa!] com o intuito de revisar suas metas e o que deve descartar. Isso diminui o risco de que as promessas sejam deixadas de lado.

5) Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança, que o ajude a manter a motivação. Questione a pessoa escolhida sobre seus planos.[Per-fei-to! Questione a pessoa escolhida sobre os seus planos! Fulano, por que eu não emagreci? Fulano, por que eu ainda não entrei pra academia? Excelente idéia pra manter sua consciência livre e tranquila!]

6) Dedique tempo a você em 2010, o que colabora na tarefa de ter energias para executar suas metas. Portanto, inclua atividades de lazer em sua rotina com uma periodicidade ao menos quinzenal.

Então, queridos, que em 2010 o ato de focar seja ação exclusiva das lentes! Concentre-se, dedique-se, preste atenção, mas não foque jamais! Tenham o trabalho de adquirir máquinas fotográficas com foco automático e sejam felizes!

Que em 2010 vocês dêem um passo de cada vez, sempre com a Língua Portuguesa a seu favor.

Felicidades!

O que queira que isto venha a significar, ou o dia em que o tradutor alemão jogou a toalha

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Era uma vez uma pobre jornalista que pagava seus pecados pré-editando uma revista sobre operações industriais de corte de metal. Não, não é heavy metal. É ferro fundido, aço inoxidável, aço carbono (uma toba que nem Deus sabe se tem ou não hífen)… assuntos deveras excitantes, e tão técnicos e específicos quanto…. sei lá, mecânica de supersônico?

Mas, enfim. Voltemos à nossa pobre jornalista. O momento mais excitante do mês (u-huuu) era quando ela tinha que editar os artigos de pauta (aqueles que saíam publicados custasse o que tivesse que custar). Ah, os artigos de pauta. Chegam a brotar lágrimas dos olhos de nossa amiguinha jornalista só por ela se lembrar da temática.

Os artigos eram originalmente mal escritos em alemão. Língua que, desconfio eu, não segue uma lógica racional. Para se escrever qualquer palavra em alemão, basta pegar um monte de consoantes, jogar tudo pra cima e arrumar as letrinhas do jeito e na ordem que elas caíram em cima do papel.

Mas eu falava que os artigos eram escritos em alemão. Depois, eram (cof, cof) traduzidos (cof, cof) para o português por um nativo do país europeu que, por falar alemão desde pequenino, já não era lá muito certo das idéias. A seguir, a tradução sofria uma revisão técnica. Na verdade, a voz do verbo precisa de um pouquinho de adaptação aqui: a tradução impingia sofrimento profundo ao revisor técnico. Os textos do tradutor eram tão escalafobéticos que, quando um parágrafo inteiro fazia sentido, havia certa comemoração do igualmente pobre revisor técnico. Naquela redação todos eram muito pobres.

Eis que eu dizia que os artigos eram mal escritos no original. Certa feita, o parágrafo não fazia sentido nem em alemão – se é que alguma coisa faz sentido em alemão. Daí que, na (cof, cof) tradução (cof, cof) para o português, o conjunto de frases desconjuntadas foram lançadas a esmo, e agrupadas em forma de parágrafo que concluía-se com a pérola: o que queira que isto venha a significar.

Nossa pobre jornalista tinha um truque na manga: ela copiava o texto original do alemão, colava nesta página do Google* e traduzia do alemão para o inglês E do alemão para o francês. E tentava captar algum sentido no texto, nem que fosse na base do cheiro. O processo beirava a psicografia, mas às vezes funcionava.

Daí que nossa pobre jornalista copiou o parágrafo original que, em português, terminava em o que queira (…) para o Google. Traduziu para o inglês. Não fez sentido. Traduziu para o francês. Chongas. Mas uma coisa chamou a atenção de nossa amiga: não havia nem cheiro da frase o que queira que isto venha a significar. Ou seja: nem o tradutor alemão, que já não era lá muito certo das idéias, conseguiu se conter diante de texto tão mal escrito!!!!

Sabem o que aconteceu com nossa pobre jornalista? Virou bruxa, e exorciza ameba que escreve texto ruim!

Prazer, Madrasta do Texto Ruim! 😀

E o parágrafo que terminava em o que queira que isto venha a significar foi sumariamente limado do texto. Pelo bem de todos e felicidade geral da redação.

(*) Amiguinhos, não tentem fazer isto em casa, ou vocês podem se machucar: além de ser um péssimo tradutor, os textos gerados por essa ferramenta do Google, por serem traduzidos por uma máquina, não costumam primar pelo sentido lógico do raciocínio humano. Eu fazia isso por puro e simples desespero – o desespero de ter um Google Translator humano trabalhando para a revista.

Desafio aceito

segunda-feira, novembro 23rd, 2009
Tadinho do feiticeirinho! Tão novinho e já sente Vergonha Alheia! Também, olha o texto que ele foi obrigado a ler!!!

Tadinho do feiticeirinho! Tão novinho e já sente Vergonha Alheia! Também, olha o texto que ele foi obrigado a ler!!!

Pobrezinho do meu feiticeirinho… ficou chocado!

O blog “Não Salvo” postou aqui o desafio de decifrar o troço escrito em caracteres a esmo (não, isso não pode ser classificado nem como tentativa de português!) que eu copiei aí em cima.

Dispenso o tal do Polystation, meu caro.

Vamos primeiro para a tradução básica, do miguxês para o português meia-boca. Porque, antes de mais nada, é preciso entender o que a ameba escreveu, né?

Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas

seja quem for que fez este tema, você é o cara. Este é o melhor tema que eu já vi. Não [tem, existe] tema melhor do que este. é tudo o que eu queria para um tema para o meu [windows] XP, porque eu já baixei quase todos no [site] ‘baixaki” [www.baixaki.com.br] e [ou mesmo em] outros sites, mas este foi o melhor que eu já vi. Quem for baixar, chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o temaque você está usando no seu XP. Há, moleque!

Agora, do português meia-boca pro português minimamente culto. Agora, sim, sinto-me à vontade para imprimir um mínimo de estilo e normas ortográficas e gramaticais na joça. Vamos lá:

Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas

Quem quer que seja o autor deste tema[de decoração do windows XP], você é o cara. Trata-se do melhor tema que eu já vi. Não existe tema melhor do que este. É tudo o que eu queria em se tratando de um tema para o meu [windows] XP. Já baixei quase todos os temas de XP no site www.baixaki.com.br, ou mesmo em outros sites. Mas este foi o melhor que eu já vi. A quem for baixar este tema, um conselho: chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o tema que você está usando no seu XP. Ah, moleque!

E, para que não pairem dúvidas a respeito do assunto, o cidadão curtiu muito o tema do windows que ele baixou, OK?

Vamos lavar louça com a tia Iná?

terça-feira, setembro 8th, 2009

Sinceramente, não sei por que tanto oba-oba em torno de dona Tessália. qualquer coisa que ela diga vira um tsunami no Twitter.

Eu não sabia do que se tratava; após inteirar-me do assunto, percebi a falta de o conteúdo da moça, e resolvi ignorar. Simples e pacificamente.

Mas a Folha de SPaulo eu não ignoro, não! Como se não bastasse o conteúdo de odor questionável, a redação adicionou mais bosta ao caldo. Nesta página aqui está a história completa sobre a polêmica* (?!?!?!) do uso de scripts no Twitter (blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla). Mas vamos acompanhar a sopa de bosta:

* Minha tia tem uma teoria muito boa pra esses casos: “Isso é falta de louça! Se esse pessoal tivesse louça pra lavar em casa, não ficaria se preocupando com inutilidades!” Miacaaaaaaaaaaaabo com a tia Iná (Não, ela não é dicionário…)!!!
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.
Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço de tempo –esperando que os internauta retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”
“Silicone”
“Sou contra [o uso de ‘script’]. A melhor definição provém do [apresentador] Marcelo Tas: é um silicone do Twitter. Você sabe que é falso, que não nasceu ‘peituda’. É como misturar massa com banana. Um milhão de seguidores com script não equivalem a um milhão de seguidores obtidos naturalmente”, observa o blogueiro Cris Dias, 36. A analogia, entretanto, é de autoria da blogueira e apresentadora Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net).
De acordo com ele, no caso de Tessalia, alguns usuários pensam que se trata de “uma ‘siliconada’ que se acha naturalmente gostosa”. “Ela fala como especialista em mídias sociais, e isso irrita algumas pessoas”, observa. “Eu não tenho opinião própria sobre o caso dela, vamos ver o que ela vai trazer de novo”. O blogueiro tem mais de 12 mil seguidores no seu perfil.
Mesmo assim, ele não acha que deva existir uma ferramenta que “monitore” o uso de scripts que inflam os seguidores. “Se eu te sigo no Twitter, não estou preocupado no seguidores, estou preocupado com o seu conteúdo”, analisa.
Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

(…)

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz. [é o tipo de frase que quem sabe escrever pouquinha coisa melhor vai tentar reescrever até ficar, no mínimo, menos dúbia. A tchutchuca que escreveu essa toba (Twitess ou autora da reportagem? Quem dá mais? A-rrá!) tava crente que tava abafando no àqueles com crase, mas crase não se aprende com scripts.]

Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço [Harebaba!! Harebaba!! Tempo não se mede como superfície! Não existe espaço de tempo, o que existe é período! Pe-río-do! E não há necessidade de dizer período de tempo, viu? Isso já é pleonasmo!] de tempo –esperando que os internauta [Taí uma forma de fazer com que eu não implique com um gerúndio desnecessário. É SÓ ERRAR NA CONCORDÂNCIA, PORRAAAAAAAAAAA!!!] retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue [Aiomeusaco!!! Perfil segue, é? Serve cafezinho, também?] mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script [Né por nada não, mas aquele àqueles lá de cima tá me cheirando a Twitess. Se ela craseou aqui embaixo, deve ter craseado lá em cima porque… sei lá, simetria? Beleza plástica? Mas essa crase daqui tá certa. Lá nos imrriba é que mora o problema!], digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts [Se considerarmos que script é uma entidade que segue, faz cafezinho, lava, passa, cozinha e chuleia, por que ele não haveria de se tornar consumidor numa sociedade capitalista, né?] . E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar” [hummm… crítica construtiva, né? que bom que ela aprende assim… ENTÃO APRENDE A ESCREVER, AMEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!] , afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter [é uma forma de ensinar aos scripts as prendas do lar, né?] . E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais. [Genteeeeeeeeeee!!! A twitess é uma moça booooouuuuuuuuaaaaaa!! Ela testa as coisas para outrem! Ah, quérida, eu tenho aqui um chazinho que não sei se tem arsênico ou não. Testa pra mim, por favor?]

(…)

Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ [Taí um caso de simetria de bosta! o texto tá mal-escrito lá em cima e encerra com chave de ouro prata bronze Galvão Bueno latão! e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

‘Bora reescrever a bagaça:

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que os que entendem o real uso do Twitter me vêem como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.

Ela usou o método do “script”-vírgula, que adiciona muitas pessoas em pouco tempo na esperança de que os internautaS retribuam o ato. Hoje, ela segue, em seu perfil, mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

Aos que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”

(…)

Já Tessalia problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas-sem vírgula com o tempo-sem vírgula e com o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa não mais serão tidas como ‘monstros’-vírgula, e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

E aí, quem vai lavar louça com a tia Iná?

Cubo mal-assombrado e hermafrodita

quarta-feira, setembro 2nd, 2009

Alguém, pelamordedeus, controle essas amebas escreventes! Pô, não é fácil cuidar do feiticeirinho e ver um monte de ameba pululando na sua frente! Vou ter que andar com borrifador de vinagre fervente preso na cintura pra ver se adianta alguma coisa!!!

Vejam vocês a pérola de Deus-sabe-o-quê que a Professora Ju (que muito bem se assinou ectoplasma de plantão) mandou pro meu e-mail. É um texto com sérios problemas psicológicos de personalidade e de sexualidade, muito ameaçador e mal-assombrado. Fala de uma toba, só definida no quarto parágrafo, que será inaugurada em Campinas (SP) em setembro. Segundo o texto, é uma Cubo. Mas vamos acompanhar o primor de redação:

Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado [Pronto! Começou bem! Nego tá tão acostumado com lugar-comum pra tapar buraco em texto, que trata os negócios que nem pedaço de pão pra calafetar dente cariado! Bosta, se o empreendimento é único, me digam prá quê ele precisa se diferenciar dos outros? Se ele é “diferenciado” (quanto deu o resultado do cálculo diferencial?), é porque ele nasceu igual aos outros e foi… er… diferenciado a posteriori – ou eu estou errada?] . Baseado nos conceitos de música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão, o local reúne esses quatro elementos [Eparrê-iansã! Que reza braba, sô! O Conceito transubstanciou-se em elemento? Isso sim é que é milagre do Espírito Santo! Fazer uma virgem conceber sem pecado não é nada diante da transformação de QUATROOOOO conceitos em QUATROOOOO elementos!!!] em uma atmosfera sofisticada e inovadora [taí outra palavrinha que de tão mal-empregada tornou-se extremamente vulgar. Cara, uma inovação é um troço sério à beça! Considero uma inovação digna do título, por exemplo, a telefonia celular. Se antes você não tinha como se deslocar enquanto falava ao telefone, a tecnolgia celular lhe conferiu esse poder. Aí, sim, tivemos um novo conceito em telefone: você não só pode transmitir sons à distância (daí o nome tele-fone), como também pode fazê-lo enquanto estiver em movimento. Mas qual é a inovação do Cubo em questão? Aliás, de que se trata esta toba, meudeusdocéu?] jamais vista na cidade. [É fácil saber quando o texto tá uma bosta. É só comparar a quantidade de texto em vermelho e a quantidade de texto em azul. Se tem mais azul que vermelho, é porque a redação me dá margem de sobra pra desancar… mas vamos ao parágrafo seguinte. Soframos:]

Tecnologia digital mesclam as cores dos leds em forma de cubos, sistema de VU nas paredes que interagem junto com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários.
Com capacidade para 350 pessoas, a casa possui uma localização estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente uma interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.
Reforçando estas características, a Cubo será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.
A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.
Em breve!

Tecnologia digital mesclam [GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!! A tecnologia digital mesclam? Dona concordância nominal continua de férias? E volta quando, meu Deus?] as cores dos leds em forma de cubos [bom, até agora conseguimos descobrir que os cubos do local serão formados por luzinhas projetadas graças às manobras propiciadas por dona tecnologia digital. Mas onde, quando e por que ainda não sabemos… paciência, pois] , sistema de VU [não sei o que é VU. Mas esse texto causa uma grande VA (vergonha alheia) nos leitores] nas paredes que interagem junto [FUJAAAAAAAAAMMMMMMMMM!!!!! É ASSOMBRAÇÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!! As paredes interagem junto? Isso é assombração pleonástica! Só pode ser! Pleonasmo, se você não está ligando o nome à pessoa, é aquela figura de linguagem que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como uma interação junto, por exemplo. Estou para conhecer a interação em separado…] com a equalização das músicas, um áquario no bar iluminado por leds e um poderoso sound system que dispensa comentários. [Muito medo desse sound system que dispensa comentários. Gostaria de saber mais detalhes sobre o sistema de som, mas acho que as assombrações pleonásticas não permitiram sua versão para o português fluente, né mesmo?]

Com capacidade para 350 pessoas [Bom, se a casa tem capacidade pra 350 pessoas, presume-se que seja um local de festa, ou boate, ou danceteria…], a casa possui uma localização [outro caso de verbo mal casado com o substantivo. Quer dizer, então, que entre as suas posses você pode incluir uma localização? Localização é uma coisa que você compra? Que eu saiba, fica mais bonito trocar ou ter uma localização… mas vamos deixar isso prá lá. Dos males o menor.] estratégica e de fácil acesso e também dispõe de ambientes reservados que permitirão ao cliente [gosto muito dessas amebas que deixam suas ganas de controle total nas entrelinhas. Elas são tão legais que até permitem que o queridocliente faça isso ou aquilo. Mais que isso, elas não permitem, não! E quem tentar vai pro castigo por desobediência! Oras… cliente bom é cliente obediente e controlado!] uma interação total [Mas aqui não dá pra relevar! Alguém pode, por favor, me explicar como é que os ambientes reservados interagem de forma total?] com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público. [Pronto! Tá vendo só? Ôestilozinhodemerda, sô! “Satisfazendo com perfeição” é um “atendendo às necessidades” mais pernóstico, né não? Ou um papel higiênico com folha dupla e macia!]

Reforçando [NÃÃÃÃÃÃOOOOO!! Gerúndio NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!] estas características, a Cubo [o local em questão já nasceu hermafrodita. Tem dois sexos, o… empreendimento (taqueopa…). Bem melhor ficaria se tivesse um complementinho pra dar uma liga, como “a boite Cubo”, ou “a danceteria Cubo”. Faria mais sentido, né? Do jeito que tá denuncia hermafroditismo! A não ser que isso seja apenas um golpe de marketing para trazer a Lady Gaga pro Brasil! OK, desculpem, piadinha péssima essa…] será o responsável [viram só? Fica difícil saber se o tal do Cubo é menino ou menina!] por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube [Táqui! Táqui! Táqui!!! É um clubeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! No QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARTO PARÁGRAFOOOOOOOOO a gente descobre que a toba é um clube! Então, ‘bora chamar de “Cubo Clube”? Assim fica lindinho!] abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.

A CUBO inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineira.[Temor das noites campineira. Nessas noite, as paredes interagem junto em ambientes inovadores, diferenciados e mal-assombrados! Fujam para as montanhas!!]

Em breve! [E eles ainda ameaçam você! Se você não fugir a tempo, a Cubo chega e bota as paredes pra interagir junto! Cuidado!!!]

´Bora reescrever a toba:

Nasce em Campinas um empreendimento único e diferenciado. O clube reúne música, tecnologia sonora, visual e serviço de alto padrão em uma atmosfera sofisticada e inovadora [vamos combinar que esse inovadora é dispensável] jamais vista na cidade.

Graças à tecnologia digital, as cores dos leds são projetadas em forma de cubos na pista. Além disso, o sistema de VU nas paredes faz com que elas interajam junto com a equalização das músicas. O local ainda conta com um aquário iluminado por leds, que fica no bar, e um sistema de som bem poderoso.

Com capacidade para 350 pessoas, a localização da casa é estratégica e de fácil acesso-ponto. O clube também dispõe de ambientes que, embora reservados-vírgula, conferem ao cliente interação total com a pista, satisfazendo com perfeição as inúmeras exigências do público.

E para reforçar tais características, o Cubo Clube será o responsável por trazer grandes nomes da cena eletrônica Mundial e Nacional. A proposta é trazer para cada noite um estilo musical diferente. O clube abrirá suas portas às quintas, sextas e sábados para as noites Living, Crew, Freak Out e Discovery.

O Cubo Clube inaugura em Setembro e vem pra inovar e fazer a diferença das noites campineiraS.

Em breve!

E que fique registrado que o texto foi reescrito com uma das mãos ocupadas (o feticeirinho tava no meu colo cochilando depois de mamar…). Ou seja: não é nem um pouco difícil escrever direito, viu?

Um pouquinho de guerrilheira antes do recesso…

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Bom, o feiticeirinho chega amanhã. Portanto, acho que vou ficar sem mexer no caldeirão por algum tempo. E, quando mexer, vai ser rapidinho.

Mas eu não posso ir embora sem antes publicar pra vocês a última pérola da Guerrilheira do Funk. É, ela mesma!

Vamos às últimas notícias novidades:

A ex. dançarina [ex-ponto dançarina significa excelentíssima dançarina?] de Alexandre Frota, mais conhecida como “Guerrilheira do Funk”, lançará nesta quarta-feira [já foi, já foi] na danceteria Tal seu primeiro cd [CD em caixa alta!] de funk [Uma vírgula cai bem aqui, viu?] agora como MC Dani Lopes. Dona de medidas invejáveis como 100cm de quadril e 80cm [espaço entre o valor e a unidade de medida também combinam tanto quanto chope e bolinho de bacalhau, viu?] de busto, traz em seu cd [de novo! CD!] intitulado “Funk Geração Saúde” críticas às pseudas [GAAAAAAAAAHHHHHHH!!! FUJAM PARA AS MONTANHASSSSSSSSS!!!] “Mulheres Frutas” [O plural de mulher-fruta é mulheres-fruta. Quando a segunda palavra do substantivo composto tem valor de adjetivo, ela não varia no plural!] , conta a trajetória das cantoras Gretchem [se for a mesma cantora da Melô do Piripipi (/meu passado me condena), então ela se chama GretcheN, com êne no final!] e Rita Cadilac [perdeste outra oportunidade de aplicar uma vírgula bem aplicada!] além de homenagear a atriz Leila Lopes

Mas o que houve que o querido assessor de imprensa de dona soldada não ligou o CAPS LOCK DO COMPUTADOR DESSA VEZ? Bom, sem maiores delongas, vamos logo melhorar a bagaça aí embaixo:

A exhífen-dançarina de Alexandre Frota, mais conhecida como “Guerrilheira do Funk”, lançará nesta quarta-feira na danceteria tal seu primeiro CD de funk-vírgula, agora como MC Dani Lopes. Dona de medidas invejáveis-vírgula, como 100espaço cm de quadril e 80espaço cm de busto, traz em seu CD intitulado “Funk Geração Saúde” críticas às pseudoMulheres-fruta”, conta a trajetória das cantoras Gretchen e Rita Cadilac-vírgula, além de homenagear a atriz Leila Lopes-ponto.

Eu só queria aproveitar esse momento de recesso maternal para fazer um apelo ao assessor de imprensa da dona terrorista do funk: aê, moço (ou moça), será que dava pra você me incluir na sua lista de remetentes? tudo bem que eu posso até copiar seus textos do Te dou um dado?, coisa que sempre faço e fiz mais uma vez, mas é que você é sempre um mau exemplo de texto aqui pro Objetivando Disponibilizar! Por favor, envie seus textos de bosta para objetivandodisponibilizar arroba gmail ponto com.

Gradicida, viu?

Quem quiser notícias minhas, favor acompanhar no meu twitter as informações sobre o nascimento do feiticeirinho! Não precisa ser membro da comunidade para acompanhar.

Até daqui a pouco!

Ô, carma!

quinta-feira, agosto 13th, 2009

Esse título aqui é só porque a bruxa-mãe e o marido estão falando de carmas e reencarnações. Mas eu tenho que compartilhar com vocês o meu carma.

Vocês são testemunhas de que eu tento fugir dessas coisas. Publiquei Manuel Bandeira, publiquei até Chico Bento. Mas não tem jeito. Meu carma é texto ruim. Essa coisa me persegue.

Quem me mandou essa foi o marido da minha amiga Letícia, o Fernando. Tá aqui.

Vejam parte da pérola. Imagine confiar a comunicação da sua corporação a essa… empresa. você vai ter todo um departamento de comunicassaum à sua disposissaum, né? Confiram:

O Marketing Digital é a melhor forma de obter resultados na internet e gerar lucros pra [eu adoro escrever pra. Este caldeirão está salpicado de pras. Mas o texto desse caldeirão é informal até dizer chega. Pensando bem, você diz chega! e o texto continua a ser informal. um texto oficial, de apresentação de uma empresa, tem que ter um mínimo de palavras engomadas. e pra não é uma palavra engomadinha. Pooooonto negativo!] sua empresa atraves [não satisfeitos em não acentuar o através, eles ainda usaram a preposição de forma feia.] da divulgação da sua marca [ante a iminência do ponto final, eu vaticino: masquebostadefrasezinhalugarcomum!]. A Empresa Tal é considerada uma das mais preparadas agencia [gaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!! Fujam para as montanhaaaaaaaaaaassssss!!! Imagina se ela não fosse uma das mais preparadas agênciaS – e ainda por cima é do ramo!! DO ramo!! ai, que horror de lugar-comum!!!] do ramo, estamos iniciando [ela virou nós, assim, na base do pá-puf, né?] o segundo semestre e ja atingimos a topo [tenho muito medo dessa topo. Será que eles escalaram a Gisele Bündchen, e conseguiram ver o cocoruto dela? Ou teria sido a Anna Hickman? Acho que a Anna Hickman é mais alta que La Bündchen! ] das metas de nossas clientes.[é, deve ter sido isso mesmo. Os clientes deles são tudo mulher. E eles escalam a topo delas, pra verem o cocoruto. Então, vocês já viram qual é o público-alvo deles, né? Altas top models… – com trocadilho, por favor!]

Olha, eles bem não merecem, mas eu vou melhorar a bagaça:

O Marketing Digital é a melhor forma de se obterem resultados na internet e gerarem lucros para a sua empresa a partir da divulgação da sua marca. A Empresa Tal é considerada uma das mais preparadas agências do ramo. Mal começou o segundo semestre, e o topo das metas de nossos clientes já foi atingido.

Mas espere! Tem mais amebice! Vamos lá:

Qual a sua necessidade? [Não sei se acontece com vocês também, mas toda vez que eu leio em algum lugar que não-sei-quem “atende às suas necessidades”, eu imediatamente me lembro do Alfredo, do papel higiênico Neve. Taí um homem que atendia às necessidades das pessoas: o cabra está no banheiro, acabou de fazer cocô e recém-descobriu que não tem papel higiênico. Daí, ele grita: “Alfredoooo!”, e o Alfredo traz o papel higiênico que atende às necessidades do cabra. Mas aí já entramos no campo da implicância pura. Ainda assim, não gosto que alguém vire pra mim e me diga que vai atender às minhas necessidades. Das minhas necessidades cuido eu, oras! Que falta de cerimônia!]

A Empresa Tal desenvolve soluções baseadas em suas necessidades específicas [Papel higiênico com folha dupla, papel higiênico perfumado, papel higiênico com estampa de ursinho de pelúcia, papel higiênico com…] . Veja algumas das necessidades em que atuamos. [dinoooooooooovoooooo!!! De terceira do singular pra rimeira do plural! Eles são mágicos – de bosta!]

Cara, eu tô muito boazinha hoje… ‘bora melhorar mais esta bagaça!

Você precisa de quê? [ficou mais forte, né? De nada…]

A Empresa Tal vai desenvolver um trabalho especialmente voltado para você. Confira algumas de nossas especialidades. [ficou mais forte, né (dinovo)? De nada (dinovo)…]

Antes de tentarem o ramo do marketing (digital, analógico o que quer que seja), eles bem que podiam se especializar em português fluente, né?

Trocadilho que precisa de bula tem graça?

quinta-feira, agosto 6th, 2009

É, hoje a coisa tá agitada…  Não sei se a moça aqui está a fim de fazer poesia ou trocadilho. Mas vamos ver como tio Antônio define trocadilho:

jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; calembur, calemburgo 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Jogo de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados; 2  uso de expressão que dá margem a diversas interpretações ¤ etim trocado + -ilho ¤ hom trocadilho(fl.trocadilhar)

Pra começar, trocadilho é um troço que não pode ficar incubado, senão vira veneno. é melhor soltar logo o trocadilho, e deixar que seu interlocutor sofra com ele.  E, depois, trocadilho dispensa comentários ou explicações. Quando um (bom) trocadilho dito por outrem bate no seu neurônio, ele já chega com a brincadeira e a explicação juntas. Se você pede explicação para um trocadilho ou você tá tirando sarro da cara do seu interlocutor ou não foi informado de alguma coisa no meio do caminho – e, a partir do momento que domina toda a informação do trocadilho, é capaz de assimilá-lo em sua totalidade.

Senão, vejamos: o slogan da campanha do Barack Obama à presidência dos Estados Unidos foi Yes, we can! Na sexta-feira da posse do senhor presidente, algum carioca lascou um Yes, weekend! Explicação para o trocadilho? Só se você não fala N-A-D-A de inglês. Mas, ao ser informado da similaridade de pronúncia entre “we can” e “weekend”, e que, em vez de falar sim, podemos o cabra falou sim, fim de semana!, você já dominou todo o trocadilho – ou o trocadilho te dominou.

Mas eu tô explicando demais uma ideia auto-explicável.  O negócio é que a moça supralincada talvez tenha tentado fazer graça com um jogo de palavras que não foi capaz de adquirir o status de trocadilho. Ficou apenas no jogo de palavras. Faltou alguma liga pra dar a graça. Isso numa poesia que fala justamente de… graça! Mas a coisa perdeu toda a graça na falta de concordância nominal. Ó só:

A graça vem das desgraças;
De ser graça para desgraças;
Que os enchidos e enxeridos;
Faz da graça as desgraças;
Mas qual é a graça?

[Até aqui, foi apenas um entra-e-sai de prefixos. Não houve trocadilhos (Né? Ou eu perdi alguma coisa?) O problema foi que os enchidos e enxeridos faz da graça as desgraças. Prefiro quando eles fazem da graça as desgraças. Pelo menos, dona concordância fica de bem com eles, né?]


(…) Que por conta;
Desses engraçados;
Somos pisoteado e tachado;

[Agora alguém, por favor, me explica: se no verso de cima ela falava em engraçadoS, no plural, por que no verso de baixo a primeira pessoa do plural – somos – foi seguida por dois verbos sem concordância com a pessoa? Por que não pisoteadoS e tachadoS? Aliás, por que não ficar de bem também 😉 com dona Gramática e escrever taXados em vez de tachado? Correção: pessoas e coisas podem ser taxadas de boas ou más qualidades; contudo, se forem as pessoas tachadas, será sempre de más qualidades. Post exclusivo sobre isso djá!

(…)Acha graça;
De uma desgraça;
Que se acha;
girafa.

[ã-rrã… sei… mas o que a girafa faz aí no meio da graça? Isso foi um trocadilho? Qual o seu propósito?

Enfim, era pra ter… graça? Porque a palavra graça fez-se presente exatas 19 vezes – contando as desgraças, pósgraças, regraças e subgraças. Mas o espírito de dona graça, esse passou ba-ti-do.

Tadinha da tia Maricota…

quarta-feira, julho 29th, 2009

Geeente… tô passada!

Pra começar: passou a fase emotiva, tá? As amebas apareceram, surtaram com amebices, e o meu lado romântico e frufru voltou a dormir!

E quem conseguiu ninar meu lado frufru? Uma funkeira. Mais precisamente a guerrilheira do funk. Lembra dela?

Ó, vou te contar, viu? Da outra vez (e não da vez passada, porque aqui nós não sabemos como assar vespas), ela ficou mordida ao ser nocauteada pelo quarteto pontuação, gramática, ortografia e sinonímia! E convocou reforços: a atriz artista celebridade ah, a Leila Lopes! Mas não teve jeito: pontuação e ortografia continuam mais poderosas do que nossa brava guerrilheira, e mais uma vez a levaram à lona!

Confiram o relíze publicado no Te dou um dado? (e eu ainda tenho outro relíze que a Lele do TDUD? me enviou pra publicar. Mas uma coisa de cada vez!).

Vou combinar de abstrair a pontuação nos comentários que farei abaixo, mas vou destacá-la todinha no texto corrigido.

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO [eparrê-iansã! Acreditem se quiserem: seu ídolo aqui está corretíssimo. Mas o que tem de correto tem de feio. Vou sair pela tangente no texto corrigido.] COM O FUNK DA PROFESSORINHA [A bença, tia Maricota! Isso é que é vingança de guerrilheira nocauteada!] AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV , LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS [Minha dúvida aqui é se ela chorou pelo mesmo motivo que eu choraria, ou se foi realmente muita emoção pro caminhãozinho dela]. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO, [embaixo se escreve junto!] E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES

[arf, arf, arf, arf, arf, arf…. arf, arf, arf, arf, arf…]

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso [sussesso é o sucesso tipicamente vivido por ofídeos. Imagine, portanto, uma cobra falando: susssessssso. Pronto! Nem precisa contar essa como erro de ortografia!] ate no ritimo [ritimo? Sei, sei. Esse i extra é pra dar… cadência, né? Depois eu elogio texto de banco e tem cabra que quase me crucifica…] funk.

Sua beleza contagia e sou [OK, vamos deixar isso prá lá, né? Foi só um errinho de teclado. Erro simétrico, porque o dedo da mão esquerda que tecla no e é o equivalente ao dedo da direita que tecla o o] sorrizo [AH, TÔ PERDOANDO DEMAIS!!!! SORRISO É COM ÉSSE!!!] e [aqui eu já deixo de perdoar a falta de acentos] radiante. Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, “para o que se presta, bacalhau basta“. Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo…] [Repetem-se os versinhos, repetem-se meus comentários:] Ela e [aqui também eu  deixo de perdoar a falta de acentos] a professora mais amada do brasil, [e aqui, eu não perdoo o Brasil em caixa baixa. Se bem que, como diria o meu pai, “para o que se presta, bacalhau basta”. Por que justo aqui o Brasil receberia a reverência de uma maiúscula, né? Isto é o que nosso país tem de mais minúsculo…]

Bom, sem mais delongas ou maiores discussões, vamos logo corrigir o texto por Tutatis, antes que o céu caia sobre nossas cabeças (/gauleses)!

MC Dani Lopes-vírgula, conhecida como Guerrilheira do Funk, fez homenagem a Leila Lopes-vírgula, de quem é fã-vírgula, [arrá!] com o funk da professorinha-ponto.  A homenagem ocorreu ao vivo-vírgula, em seu programa -abre aspas”Entre quatro paredes-fecha aspas”, transmitido pela Just TV-ponto. Leila não se conteve com a homenagem e caiu em prantos-dois pontos, abre aspas: “Gente, isso não é armação, nunca vi esta menina, nós sabemos quando o carinho de fã é verdadeiro-vírgula, e ela eternizou o personagem  “professorinha”-ponto. Sou madrinha de vocês, sim, assino embaixo e apresento vocês na mídia e em qualquer lugar quer vocês forem”-vírgula, afirma Leila Lopes.

FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha, Leila Lopes é sucesso ate no ritimo funk.

Sua beleza contagia e seu sorriso é radiante. Ela é a professora mais amada do Brasil, é a professora mais amada do Brasil.

Tadinha da tia Maricota… ganha tão pouco e, na hora de ser homenageada enquanto professora, é comparada a atriz pornô e ainda recebe um texto desses no meio das ideias… Oremos por tia Maricota, porque essa lutadora daí de cima é caso perdido… Já não basta apanhar repetidas vezes de dona Ortografia e de dona Pontuação, cáspita?!?!?!

MC DANI LOPES  CONHECIDA  COM GUERRILHEIRA DO FUNK FAZ HOMENAGEM A LEILA LOPES SEU IDOLO   COM O FUNK DA PROFESSORINHA AO VIVo NO SEU PROGRAMA  ENTRE 4 PAREDES DA JUST TV, LEILA  NÃO SE CONTEVE  COM A  HOMENAGEM E CAIU EM PRANTOS. ´´ GENTE ISSO NÃO E ARMAÇAO , NUNCA VI ESTA MENINA , NÓS SABEMOS QUANDO O CARINHO DE FÃ E VERDADEIRO  E ELA ETRNIZOU O PERSOGEM  “ PROFESSORINHA“ SOU MADRINHA DE VCS SIM  , ASSINO EM BAIXO,E APRESENTO VOCES NA MIDIA E EM QUALQUER LUGAR QUER VOCÊS FOREM“AFIRMA LEILA LOPES
FUNK DA PROFESSORINHA – A onda agora é a da professorinha ,leila lopes e sussesso ate no ritimo funk.
Sua beleza contagia e sou sorrizo e radiante. Ela e a professora mais amada do brasil,ela e a professoa mais amada do brasil.

Coincidência ou complô?

quinta-feira, julho 16th, 2009

estranho é descobrir que, no mesmo dia em que DUAS concordâncias nominais saem de férias, um segurança do Senado resolve deter o ésse. Será coincidência ou complô?

Mais uma concordância nominal de férias

quinta-feira, julho 16th, 2009
O que você acha? Dona concordância foi esquiar nos Alpes ou tomar um solzinho?

O que você acha? Dona concordância nominal foi esquiar nos Alpes ou achou melhor tomar um solzinho?

O pior é que eu fico imaginando T-O-D-A-S as concordâncias nominais espalhando protetor solar pela pele e de óculos escuros, estiradas em espreguiçadeiras d’algum resort do Nordeste, enquanto a gente enlouquece aqui no Sul Maravilha. Será que tá rolando alguma promoção especial para concordância nominal? “Viaje e relaxe por uma semana e ganhe 50% de desconto“.

A dica foi do Sérgio Vilatorre, via Twitter. Sérgio, demorei mas postei! Perdão, quase que me esqueço de te dar o crédito!

Olha aí o que o UOL aprontou lá na página inicial deles. Já saiu de lá, mas os deuses do print-screen não me abandonam! Cara, será que a ameba uolante acreditou piamente que era só colocar um ésse no final que já tava tudo no plural e beijo-me-liga? GAAAAAAAAHHHHHH!!!

Amebas uolantes, tia Maricota ensinou – e o Manual do Estadão repete: nos casos de substantivos compostos por duas palavras variáveis, no plural composto as duas palavras se flexionam. Se, no singular, a palavra caixa-preta já teve o preto variado para o gênero feminino, não venham me dizer que preta não vai pro plural porque é cor, e cor não varia. Tá lá a menina variada, oras!

Então, repitam com a bruxa aqui: caixaS-pretaS.  Assim como está escrito no texto ao qual o link da página inicial remete.

Concordância nominal sai de férias no Yahoo Notícias

quinta-feira, julho 16th, 2009
Ah, quanto sofrer…
Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no PaísSubiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%).
Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País
Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. hoje acordei boazinha, não vou implicar muito…]  pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.
Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.
[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

Ah, quanto sofrer…

Jornalista (ô, raça!) é um bicho que não nasceu pra mexer com números. Quando tem que fazê-lo por obrigação é um Deus nos acuda. Há raríssimas exceções, mas os cabras sofrem com números. E como explicar o que é singular e o que é plural? Eles não rezam pra Nossa Senhora da Concordância Nominal, oras… daí, aprontam a teteia (sem acento) que saiu no Yahoo notícias, mais precisamente aqui. É muito número, meu Deus do céu!!! Olha como ficou o último parágrafo da notícia:

Gripe: com mais 148 casos, total chega a 1.175 no País

Subiu para 1.175 o número de casos confirmados da gripe suína no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmadas outras 148 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde a última sexta-feira. Este número se refere aos casos passados [casos passados? Não seriam casos informados ou relatados? Ou você quis dizer casos transmitidos, casos infectados? Ah, deixa prá lá. Hoje acordei boazinha, não vou implicar muito…] pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o País até a manhã de hoje. O ministério alerta que a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está se recuperando.

Estes últimos casos ocorreram nos Estados de São Paulo (55), Rio de Janeiro (17), Bahia (17), Paraná (13), Minas Gerais (8), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (6), Distrito Federal (5), Pará (5), Rio Grande do Norte (4), Santa Catarina (3), Alagoas (2), Roraima (2), Maranhão (1), Mato Grosso (1) e Piauí (1). Outros 3.926 casos suspeitos esperam o resultado da análise laboratorial. Quase 2 mil casos da gripe foram descartados.

[Acompanhou a quantidade de números, até aqui, né? Agora, olha o que a ameba me apronta a seguir:] Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte da contaminação das pessoas infectadas com a doença ocorreram fora do Brasil (55,2%)

[suspiro]

Prá começar, a redundância aqui tá sofrível. Contaminação das pessoas infectadas? O que que a fofura queria? Contaminação de pessoas não-infectadas?

E depois vem essa concordância nominal safada. Quando se fala em maior parte, ou em maioria, o verbo vai pro singular: é uma parte (tudo bem que é a maior, e isso implica mais de uma pessoa, mas ainda assim é só uma parte) ou a maioria (a maioria é uma só. Por mais que tenha o maior número de pessoas, a maioria é uma só.)

Por isso, vou reescrever só o último parágrafo. Vamos combinar que o “passados” do primeiro parágrafo virou “relatados”, OK?

Até o momento, quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no País. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte das pessoas infectadas contraiu o vírus fora do Brasil (55,2%)

Mais uma vez, obrigada à Rafaela pelo link da notícia! (Gente, os ectoplasmas suínos estão pululando aqui!! Que tuuuudooo!!!


A dor latejante do verbo trazer

terça-feira, julho 14th, 2009

Temo muito a irmã Selma que vive dentro de mim. Eu penso numa coisa e ela acontece.

Tava aqui lamentando que há muito tempo não tenho maus exemplos de textos de assessorias de imprensa. E não é que acaba de me aparecer um? Este aqui fala sobre um cabeleireiro que foi a Nova Iorque em busca de tendências. Acompanhem:

Cabeleireiro Tal trás [Cristorreimesalvaaa!!!! A ameba mistura o verbo trazer com o advérbio atrás!!!!! Dona ortografia acaba por levar uns safanões por tabela, coitada!] tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Bom, eu prefiro grafar essa cidade como Nova Iorque, mas o Manual do Estadão diz que a cidade dos EUA é grafada como Nova York, enquanto a cidade homônima localizada no Maranhão é que recebe a grafia Nova Iorque. Argumento risível, mas fazer o quê?].

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos [dois pontos aqui] curto, médio, longo, desfiado [aqui faltou uma vírgula] leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e [em vez de um e aqui, o melhor seria um ponto. Mas nada grave aqui] o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua [shampoos e condicionadores têm proteção solar em suas fórmulas fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.

As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada [olha, aqui eu até consideraria distraçãozinha, errinho de dedo etc. Mas esse texto tá tão nas coxas que a sensação é de que o erro foi doloso, não culposo!] , com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, [aqui não tem negociação. É ponto e pronto!] este ano a tendência será menos contraste [a tendência será menos contraste? Masquefrasezinhadebostaaa!] , na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê [aqui vale o conjunto da obra, né? Primeiro, a falta da vírgula depois do finalizar; depois, o esmalte mais solicitados, e para fechar com chave de papelão, a falta de vírgula total] .

O que mais doi nesse texto A dor que começa a latejar no texto é a amebice com relação ao verbo trazer. A raiz dele é traz-. Ora, o faz parte da raiz do verbo, por mais irregular que ele seja (e essa praga de irregularidade é epidêmica em seu irmão espanhol traer). Nas conjugações de trazer, o é substituído por xisou érre.

Por falar em conjugações do verbo trazer, você já respondeu à enquete sobre a primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo trazer? Ah, por favor, me ajude!!! (/ironia). Mas, enfim, no presente do indicativo, temos as conjugações eu trago, tu trazes, ele traz.

A palavra trás é preposição ou advérbio. Segundo o Aurélio (Tio Antônio, tamo juntoooo!!! Tô com saudadesss! Mande notícias! Beijo, me liga!):

Trás
Prep. e adv. 1. Atrás, Detrás.  2. em seguida, após.

Enfim, ‘bora reescrever a bagaça:

Cabeleireiro Tal traz as tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York [Ah, deixa com Y e K, mesmo! Essas letras voltaram com tudo no alfabeto, são tendência na nova coleção ortográfica Nossa Língua Portuguesa…]

(…)

Os cortes podem ser de todos os tamanhos-dois pontos: curto, médio, longo, levemente desfiado [obrigada, Rafaela! Mas vamos combinar que “desfiado leve”, como dizem as amebas-pelo-cortantes,  não pode, né? Levemente desfiado fica beeem melhor!], ondulado-ponto. O importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento-ponto. O mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em suas fórmulas e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles superbronzeadas (e sem espaços), com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays e pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados-ponto. Este ano-vírgula, a tendência será de cores com menos contraste-ponto. Na boca-vírgula, os destaques ficam com os batons rosaclaro e cor de boca.
Para finalizar-vírgula, os esmaltes mais solicitados serão toda a variedade de tons de rosa, desde o Pink Neon até o Rosa bebê.

Atualização do dia 15/7 às 18:20:

Mais um comentário pertinente. Desta vez foi a Rafela quem fez a observação. E só por causa dessa observação, vou alterar o texto em azul, aí em cima.
Eu imagino que a ameba queria realmente dizer “desfiado leve”. É uma expressão comumente usada nos salões que freqüento ou já freqüentei (desculpe-me pelo trema, mas para mim é muito doloroso abandoná-lo… Aos poucos, eu consigo). Refere-se ao desfiado só nas pontas, não deixando as camadas repicadas muito visíveis.
Rafaela, não se lamente pelo trema. Eu também acho ele fofo demais pra ser abandonado e desprezado assim, de uma hora pra outra. e, como meu sobrenome não é Müller, tenho que me valer de freqüências e ungüentos, por exemplo… Obrigada pela observação, e volte sempre!

RW trás tendências de verão direto da Feira Internacional de Beleza em Nova York
Para finalizar as dicas de esmalte mais solicitados serão rosa e toda a variedade de Pink Neon ao Rosa bebê das marcas Dior e Chanel.
(…)
Os cortes podem ser de todos os tamanhos curto, médio, longo, desfiado leve, ondulado, o importante é que  os cabelos apresentem  bastante movimento e o mesmo vale para a coloração, tom sobre tom, sem contraste. Os lançamentos para o cabelo são shampoos e condicionadores já com proteção solar em sua fórmula e finalizadores com aroma de frutas para brilho e realce da cor.
As novidades nas maquiagens ficam por conta das peles super bronzeada, com produtos iluminadores, que deixam o corpo como bronzeado, além de sprays, pó compacto, entre outros. Os olhos ganham destaques com cílios grandes (cílios postiços) e tons de pretos levemente esfumaçados, este ano a tendência será menos contraste, na boca os destaques ficam com os batons rosa claro e cor de boca.

Ah, moleque!

terça-feira, julho 14th, 2009
Crases traquinas

Crases traquinas

A dica foi da Lele num pio Twitter afora. A foto acima traz o detalhe (detalhezinho bobo, fútil, sabe?) de um anúncio de página inteira dos chocolates Garoto, publicado na revista Veja desta semana. J-A-M-A-I-S que eu iria comprar revista Veja, ainda mais pra mostrar anúncio mal-redigido. Aproveitei que tinha um exemplar no consultório hoje  e tirei a foto.

OK, tia Maricota ensinou láááááááá no segundo grau: para saber se o a leva o famigerado acento grave (`), temos que conferir duas coisas:

1- Depois do a tem palavra feminina? OK e OK, respectivamente.

2- Se a palavra feminina em questão for substituída por uma palavra masculina, o a que vem antes dela vira ao? Bom, pra conferir vamos substituir paixão e razão por carvão e tropeção, só pra rimar:

Para os corações movidos a carvão: um delicioso chocolate.

Para os corações movidos a tropeção: um poderoso oxidante.

É, não deu. O a continuou intacto, sem chamar um mísero artiguinho o prum chopinho básico. Então, AS DUAS CRASES ESTÃO ERRADAS, CÁSPITAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Se o chocolate em questão faz bem ao coração, como afirma o anúncio, o texto que o introduz faz mal ao fígado e à Língua Portuguesa.

E ainda tem piada pronta: o nome do chocolate em questão é… TALENTO!!! Justamente o que faltou para a elaboração do anúncio (que, só de veiculação, custou mais de 200 merréis, como a Nádia informa aí nos comentários…)

Mas quem redigiu a tetéia (com acento) daí de cima? Ah, uma agenciazinha pequetitita de nada, uma tal de… W !!!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!

Me preocupo demais com as amebas, viu? Nunca antes na história deste país (/Lizinacio) as amebas se proliferaram tanto e com tanta desenvoltura por terrenos outrora exclusivos dos ectoplasmas suínos…

Atualização das 12:30 – Vou copiar e responder aqui o comentário do Diego, porque a observação dele foi bem pertinente:

Pesquisei o uso de crase e encontrei isso:
Usa-se o acento grave sobre o “a” quando ele equivale a: “para a” , “na” , “pela” , “com a”…
No caso, o “a” não estaria no lugar do “pela”? Veja:
Para os corações movidos “pela” paixão: um delicioso chocolate.
Para os corações movidos “pela” razão: um poderoso antioxidante.

Diego, no caso a preposição a pode ser substituída apenas por outras preposições: ou com ou por, sem que qualquer artigo se intrometa. Movidos por paixão / movidos com emoção.

E explico o porquê:

As frases do anúncio dão a entender que os corações são movidos por paixões ou razões genéricas, sem maiores explicitações, assim como um carro é movido a gasolina ou a álcool. A adição de um artigo, no caso, pediria um complemento: movidos pela paixão DE VIVER, por exemplo. Nesse caso, a preposição a já não seria a mais indicada para complementar o verbo mover, e precisaria ser substituída pela combinação da preposição por + artigo (pelo, pela, pelos, pelas).

Essa é a nossa Língua Portuguesa: repleta de firulas que fazem uma diferença danada. E que o autor da peça daí de cima deveria saber, posto que lida diariamente com isso!

Obrigada pela sua observação. Espero que minha explicação tenha ficado bem clara. E volte sempre! 🙂

Mas de novo?!?!?!

sexta-feira, julho 10th, 2009
Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Preconceito contra o acento grave! Só pode ser!

Olha, já que o Luciano Huck promete mundos e fundos a quem o seguir no Twitter, que tal prometer um “Manual Básico de Crase” ao marido de Angélica Taxista, pra ver se ele aprende a escrever direito?

Porque se a gente substituir a frase tetéia (com acento) daí de cima pela frase Engraçado ver a ficção misturada AO mundo real, esse AO é uma combinação, mistura de artigo com preposição. Portanto, o a daí de cima é craseado!

Então, oh, Luciano SoleNtrando, o que você tem contra o  acento grave, hein?

(Valeu pela dica, Edu!)

Língua Portuguesa erra o Caminho das Índias

sexta-feira, julho 10th, 2009

Daí o Edu Ferrari me copiou este link, “de bandeja”, depois que a @rosana piou ele pra tuitosfera. Fui botar reparo.

Acompanhem comigo. Eu não levava muita fé no dito, até que…

“Caminho das Índias”: Ao [por quê maiúscula nesse Ao? A frase já começou lá no “Caminho”… Mas e daí? Um shiftzinho apertado sem querer? Quem vai crucificar alguém por causa disso? justo eu, que aperto o shift e as maiúsculas não aparecem (como agora), e eu deixo prá lá?  Eu quero é saaangue! :o) ] descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem [ela tem / elas têm. E esse acento não caiu com a reforma ortográfica. Mas isso não é lá motivo pra se abespinhar tanto, né? um errinho de dedo, só e nada mais. Perdoável.] data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias” [as consequências têm data marcada para acontecerem? Hummm… ficou feio, né? E eu tenho cá comigo que esse acontecerem é infinitivo não declinável, mas nunca fui muito boa em declinação de infinitivos. Ah, eu reescreveria a bagaça até ficar mais bonitinho. Mas não vou me abespinhar. Oh, Edu, quando é que os erros crassos vão começar a aparecer?] . Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto a fidelidade [Opa! Faltou a crase aqui! E falta de crase é pior que falta de classe :o) ! Se a desconfiança de Abel fosse quanto AO amor, esse amor já ganhou um artigo e uma preposição. Portanto, se a desconfiança é quanto à fidelidade, essa fidelidade quer mais é ganhar uma crase! Mas ainda tá faltando alguma coisa pra justificar este texto aqui no caldeirão… o que poderá ser?] de Norminha vão começar [ACHOOOOOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUUUU!!!! A desconfiança vão começar? Socorrrrrooooo!!!!] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado [Ah, que legal! Eu fico tão feliz quando isso acontece! A desconfiança começa e ele fica… desconfiado!!! Que tuuuudoooo!!!] , o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências [pois eu recomendo ao guarda municipal não acreditar nesta redação de bosta. Ficadica.].

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, [e essa vírgula aqui tá mais pra dispensável] aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

‘Bora reescrever a bagaça:

“Caminho das Índias”: Ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha
As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) já tem data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).
A desconfiança de Abel quanto a fidelidade de Norminha vão começar quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, o guarda municipal procura Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.
O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça, segundo informou o jornal O Dia desta quinta-feira (9).
“Caminho das Índias” é exibida de segunda a sábado, às 21h.

“Caminho das Índias”: ao descobrir traição, Abel dará uma surra em Norminha

As consequências da traição de Norminha (Dira Paes) vão começar a acontecer têm data marcada para acontecerem nos próximos capítulos de “Caminho das Índias”. Ao ser flagrada agarrando Indra (André Arteche), a moça apanhará de Abel (Anderson Muller).

A desconfiança de Abel quanto à fidelidade de Norminha vai surgir começar [pra não repetir a mesma locução. Não há essa necessidade.] quando algumas cartas anônimas chegarem. Desconfiado, O guarda municipal resolve procurar Ashima (Mara Manzan), que lhe recomenda não acreditar nas correspondências.

O rapaz não dá atenção e decide seguir a namorada. Quando a encontra-sem vírgula, aos beijos com Indra, ele perde a cabeça e surra a moça (…)

Saaaaaaaangueeeeeeeeee… eu quero é saaaaaaaaaanngueeee!!!! (Consegui! Valeu, Edu! 🙂 )

Três em um

sexta-feira, julho 10th, 2009
O que o UOL tem contra o plural?

O que o UOL tem contra o plural?

Né por nada, não, mas o UOL tá cansando meu caldeirão… Reincidência em menos de 12 horas é caso de polícia!

Agora, eles juntaram três tipos de câncer num só e transformaram o plural obrigatório em singular!

Amebas uolantes, repitam com dona Bruxa:

Cânceres de ovário, mama e próstata são os mais mortíferos para negros.

E que Nossa Senhora da Concordância Nominal ilumine o dia de vocês!

Da série "quem foca é lente"

quarta-feira, julho 8th, 2009
Quem foca é lente, bosta!

Quem foca é lente, bosta!

Esse troço daí de cima tá na home do UOL.

Quem frequenta este caldeirão sabe muito bem o quanto o verbo focar usado no sentido de destacar me irrita.

Mas o caso daí de cima é a prova final de que focar é uma gambiarra dos diabos (e de suas fiéis asseclas, as amebas) na Língua Portuguesa.

Afinal de contas, o cabra vai focar no cliente ou focar o brasileirão? O verbo é transitivo direto ou indireto?!?!?!

Nessas horas, respiro fundo e falo com tio Antônio (/Houaiss). Tio Antônio é sábio, e muito mais paciente e sutil do que esta bruxa que vos fala. Confiram o que ele define como verbo focar:

Focar
Datação
1899 cf. CF1

Acepções
■ verbo
transitivo direto
m.q. focalizar

Etimologia
foco + -ar; ver fog-

Sinônimos
ver sinonímia de salientar

Homônimos
foca(3ªp.s.), focas(2ªp.s.)/ foca(s.f.s.2g.) e pl.; foco(1ªp.s.)/ foco(s.m.)

Gramática
a respeito da conj. deste verbo, ver -ocar

Eu sou menos sutil, sabe? Digo logo: Porra, ameba, fala salientar e não enche o saco! Mas reparem que tio Antônio recomenda que, já que focar é inevitável, que o seja sem preposição.

Mas eu não perco o hábito: QUEM FOCA É LENTE, BOSTA!

Reforma ortográfica

segunda-feira, julho 6th, 2009

Resumão sobre como eram e como ficam algumas palavras com a reforma ortográfica. Saiu na Folha de SPaulo, mais precisamente aqui.

O desenhinho explica

Só uma coisinha: AQUI, Ó, QUE EU VOU ESCREVER BENFEITO, BENQUERER ou BENQUERIDO!

 

 

 

A suposta ênclise de Borges

segunda-feira, julho 6th, 2009
colocação pronominal (também Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis borges:
“Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me”
considerando que, no original em espanhol, a frase deve ter sido algo como  No puedo suplicar que mir errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo Yo me puedo salvar

Essa frase surgiu no Twitter, supostamente creditada ao argentino Jorge Luis Borges. O original para sua citação é este aqui. E a frase em questão é a seguinte:

Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me

Considerando que no original espanhol não tem chororô e tudo quanto é pronome vai pra frente do verbo, a frase no original deve ter sido algo como

No puedo suplicar que mis errores me sean perdonados; el perdón es un acto ajeno y tán solo yo me puedo salvar.

Esse -me no final da frase em português tá me irritando…

Daí, vamos ver o que a Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante, tem a nos dizer sobre as relações entre verbos e pronomes. Se não me engano, em certas posições, dói e é meio desconfortável 😉 :

Ênclise, próclise e mesóclise

No estudo da colocação pronominal (também chamada topologia pronominal), são fundamentais os conceitos de próclise, ênclise e mesóclise.

a) Ênclise – Ocorre quando o pronome átono está colocado depois do verbo que complementa. É, no português europeu, a colocação mais normal, como nos exemplos:  Disseram-me a verdade / Conheci-os há pouco / a rapariga sentou-se à mesa.

b) Próclise – Ocorre quando o pronome átono está colocado antes do verbo que complementa. É a tendência do português brasileiro: Não nos disseram a verdade / a moça se penteou. / Eu te prometo sinceridade absoluta.

c) Mesóclise – Ocorre com as formas verbais do futuro do presente e futuro do pretérito, em que o pronome surge no interior do verbo: Dir-se-ia que tal construção é desusada no Brasil.  Contar-me-ão a verdade quando lá chegar.

Isto posto, concluo que, se Borges disse mesmo a supracitada frase (se tem cabra copiando essa frase da Internet, é sinal de que Borges não necessariamente é de fato o autor da frase) e ela foi traduzida para o português brasileiro, melhor ficaria assim:

Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso me salvar.

Ou seja: a posição ênclise dói em português brasileiro; quando transam, os pronomes brasileiros preferem ficar com os verbos na posição próclise. Deve ter algo a ver com a relação com o eixo do Equador, não sei ao certo. O que funciona lá pros portugueses aqui embaixo nos soa muito estranho…

Digo isto porque eu brigava quase que de foice com uma ameba com quem trabalhei (já falei dela… ela substituía a preposição sobre por acerca, “pra não repetir a palavra”. E que se dane o cacófato, né, santa?). Ela era a editora, eu uma mera repórter, então o texto saía do jeito que ela bem mal entendia.

Nas publicações por ela editadas, pululavam frases do tipo O twitter está-se tornando uma febre. Tão preocupada estava em decorar a regrinha estúpida que aprendeu, ela não entendia que estava ligando o pronome ao verbo auxiliar (que, como o próprio nome diz, só tá lá pra ajudar), e não ao verbo ao qual ele de fato pertencia. Sua justificativa? “O pronome não pode ficar solto entre dois verbos porque isso é totalmente errado. Vocês não estudaram isso na escola, não?” Eu respondia que, infelizmente, eu aprendi português no Brasil, não em Portugal. E ela ficava fula da vida comigo. Mas, como ela era a chefe babaca, vencia.

(Tudo bem que, certa madrugada, eu baixei um esporro nela daqueles de ecoar no andar inteiro. Ela havia mencionado aeronaves da marca McDonald-Douglas num texto. Mas eram aviões McDonnell-Douglas. Argumento dela: eu não tenho obrigação de falar inglês. (Claro que não, santa! Você só escrevia para uma publicação de informática, falar inglês prá quê?)

Sub-twitter, sub-promoção

segunda-feira, julho 6th, 2009

Aiomeucaldeirão…

Tô tentando levantar o rabo desta cadeira para esquentar o meu almoço, mas as amebas estão impossíveis hoje!

Não é de espantar que o @cardoso queira esganar o autor desta coisa até polpificar (miacaaaabo com o Cardoso!)

A idéia do site tal [não vou fazer propaganda gratuita de ideia de bosta] se realiza com site destinado à assuntos [em primeiro lugar: NÃO EXISTE CRASE ANTES DE PALAVRA MASCULINA!!!! em segundo lugar: SE A PALAVRA ESTÁ NO PLURAL, POR QUE A CRASE FICOU SEM O ÉSSE?!?!?!?!] relacionados [ante a iminência do ponto desta frase, eu vaticino: quefrasezinhadebosta, porra!] . Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto [é impressão minha ou a ameba está escrevendo que nem texto em inglês daqueles produtos que inspiram as Organizações Tabajara?].

Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo [Tá bom. Agora alguém pode me explicar porque a palavra tempo tem que vir precedida de espaço ou de período? Cáspita, tempo é tempo, não precisa de muletas!!!!] estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir [heeeeeeiiin? Agora você pode interagir com… temas? E tema virou gente, com quem você pode interagir?!?!?Socoorrrrooooooooo!!!!!] assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado [aaaaaaahhhhhhhh… então é isso!?!?! As pessoas descobrem os temas que as outras estão a postar, e daí interagem… com os temas, né? aimeudeusdocéu…a Veja tinha razão quando publicou na capa desta semana que tuiteiro é tudo um bando de solitário…] .

Com a ferramenta [taí outra palavrinha que eu o-dei-o. Mas sua substituição é praticamente impossível, de tão arraigada que ela está em nossos neurônios!] Tal você pode dar destaque a [Porra, ameba! Aqui tem crase! Não tacou por quê, hein?] sua forma de pensar, interagir através [suspiro. Interagir através?!?!?!] de assuntos relacionados [Ah, e se eu quiser interagir através de assuntos não-relacionados? Tipo: o que você pensa sobre a morte de Michael Jackson? R.: Acho que Ronaldo estava impedido, mas o juiz não marcou porque no momento ele olhava para a arquibancada.] formar grupos de amigos com fácil percepção [COM-PRO-VA-DO! A FERRAMENTA É PARA AMEBAS!!!! Os grupos a serem formados devem ser obrigatoriamente compostos de amigos com fácil percepção!!!] de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar [aiomeusacooooooooo… quanto lugar-comum!!!!]

Divirta-se!

Pensou, Falou… (nome do site)![não satisfeita com o lugar-comum, a ameba ainda nos brinda com um sloganzinho-prá-lá-de-batido-qualquer-nota]

E lá vou eu tentar melhorar a bagaça… embora, na verdade, esteja a sonhar com o macarrão que me aguarda na cozinha… obrigações primeiro, almoço depois!

Tudo começou com a ideia de um site para assuntos relacionados. Daí surgiu o lshidfksd.com. Lá, você escreve o assunto de seu interesse, encontra e é encontrado por quem esteja discutindo aquele mesmo assunto.

Por exemplo: você quer falar sobe cinema brasileiro? Faça o post da frase e imediatamente o sistema lista outras pessoas que, naquele mesmo  momento, estão postando assuntos relacionados a “cinema brasileiro”. Você pode escolher temas para discussão e pessoas com quem interagir. [é, sei que não ficou lá grandes coisas, mas foi o que deu pra arranjar. Tô com fome, bosta!]

Com a ferramenta Tal você pode dar destaque à sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.

Divirta-se!

Pensou, Falou… [nome do site]!

Cardoso, ficadica: após a polpificação, despeje uma garrafa de vinagre daquele bem barato, por favor. O ácido acético ajuda a eliminar amebas e bactérias. Se precisar de ajuda, tamosaí, viu?

Se você quiser ver a cara da ameba que teve essa ideia, clica aqui. Por sua conta e risco, claro!

E dá licença, vou almoçar!

A idéia do ualah.com se realiza com site destinado à assuntos relacionados. Escreva o que interessa conversar e facilmente encontre ou seja encontrado por pessoas que estão falando sobre o mesmo assunto.
Como exemplo, em uma ocasião você quer falar “Gosto muito do cinema Brasileiro”. Faça o post desta frase e imediatamente o sistema listará outras pessoas que naquele curto espaço de tempo estão postando assuntos relacionados ao seu. Desta forma você poderá escolher temas com quem interagir assim como outras pessoas poderão fazer o mesmo com seu assunto postado.
Com a ferramenta ualah.com você pode dar destaque a sua forma de pensar, interagir através de assuntos relacionados, formar grupos de amigos com fácil percepção de afinidades, e mais que tudo, compartilhar a forma de ser, socializar.
Divirta-se!
Pensou, Falou… UALAH!

Ricardo Freire e a reforma ortográfica

sexta-feira, julho 3rd, 2009
Se foram, tadinhos... (esta imagem também foi copiada do blog do Ricardo Freire. quando eu faço isso, dou os créditos e passo o link do original!

Se foram, tadinhos... (esta imagem também foi copiada do blog do Ricardo Freire. Quando eu faço isso, dou os créditos e passo o link do original!)

Gostei muito desta crônica que o Ricardo Freire postou hoje no blog dele, e está também nas páginas da edição de hoje do Guia do Estadão.

Ricardo, eu concordo contigo. Acho que uma tetéia sem acento perde todo o seu charme, ou mesmo sua razão de ser. E o trema, tadinho, ele enchia o saco quando existia, mas agora que ele morreu a gente tem saudades, né?

Os portugueses têm (aaaiii! Com ou sem?) todos os motivos do mundo para abominarem esse estupro às regras ortográficas!

Mas, enfim, segue abaixo o texto (muito bem escrito) do Ricardo:

In memoriam

Esta semana fez seis meses que o Brasil – de maneira unilateral – adotou a reforma ortográfica. Você provavelmente já se acostumou. Tudo o que na estreia parecia uma má ideia foi gradualmente absorvido. A falta de circunflexo em algumas palavrinhas já não lhe causa mais enjoo. E você já dorme tranquilo sem fazer questão daquele sinalzinho rastaquera, o trema.

Aviões caíram, a nova gripe se alastrou, os escândalos do Senado não param de pipocar, Michael Jackson morreu – ninguém mais tem tempo ou paciência para discutir acento diferencial e regra do hífen. Só os muito conservadores, muito saudosistas e muito pentelhos ficam lamentando o fim do acento agudo no tritongo aberto.

Presente!

Sim, eu sou um desses cricris que não se conformam e se vestem de preto e mandam rezar missa toda sexta-feira em memória do chapeuzinho de “voo”. E a rapidez com que todos os que estão à minha volta aceitam tudo isso só faz aumentar a minha depressão.

O que dói mais (com acento, felizmente) é o fato de todo esse quelelê (e aí? Pronuncia-se o “u” ou não?) ser absolutamente inútil. Os portugueses não vão aderir a esse acordo nem aqui nem em Macau.

Se para (preposição) nós a reforma é uma chateaçãozinha menor, para (preposição) os lusos é a última das humilhações. Pense bem: que moral temos eu e você, que não sabemos escrever sem o corretor do Word, para (preposição) obrigar os caras a aposentar de uma vez todas as consoantes mudas que eles escrevem no automático, sem nem pensar a respeito?

O acordo extingue uma das peculiaridades mais bonitas da ortografia lusa, que é o uso do acento agudo para diferenciar o presente (“gostamos”) do passado (“gostámos”). Não é que os portugueses apenas escrevam assim; eles falam assim também. Por que aceitariam tamanho empobrecimento?

Enquanto isso, nós aceitamos sem nenhuma resistência que, em pleno 2009, o português escrito por aqui ganhe mais um verbo defectivo. Refiro-me ao verbo “parar”, que já não se pode mais conjugar em várias situações. Eu paro, nós paramos, eles param – mas a gente interrompe, você freia e ele dá uma paradinha.

Devia ser como o serviço militar, de onde você pode escapar alegando objeção de consciência. Se a Bahia pode ficar de fora do horário de verão, por que eu não posso ficar de fora do acordo? Estou montando um dossiê. Em 2012, quando escrever do jeito antigo der cana, vou pedir asilo ortográfico à França.

O banco com problemas existenciais

sexta-feira, junho 26th, 2009

Não sofro mais com a conta negativa nem com as taxas de juros do banco do qual sou correntista. Sofro de me arrancar os cabelos é com as amebas escreventes que reinam naquela instituição financeira. E parece que elas fazem esses textos pra me afrontar, porque sabem que eu vou ler tudo – sério, os textos escritos pelas amebas do meu banco estão me causando alergias que se manifestam em forma de manias de perseguição!!!

Daí que quem quiser pode entrar numa das agências desse banco (propaganda gratuita? Nem vem que não tem!) e pegar um caderninho simpático, lindo e quase ecologicamente correto, pois foi confeccionado em papel reciclável (se totalmente correto fosse, pelo texto que contém deveria ter sido impresso em papel higiênico) e informa –  não, palavra muito forte; avisa – também não, pq essa toba pode não funcionar de uma hora pra outra; relata – não, não é relatório lista (pronto, acho que deu!) as formas de os correntistas usarem as facilidades (embora eles prefiram falar em funcionalidades) do banco. Eu ia colocar a foto da tetéia aí em cima, mas achei melhor digitar o texto todo pra meter o meu sarrafo costumeiro em canetas azul e vermelha.

Voltando à vaca fria, o livretinho abre com um típico texto fez-se a bosta!:

Pensando em proporcionar [Primooooooooooo!!!  Uai, vocês não sabiam, não? O Pensando em proporcionar é primo do Objetivando disponibilizar! Cresceram juntos, os dois, uma gracinha!! A diferença é que o Pensando (…) ganhou uma preposição e ficou mais gorduchinho, enquanto o Objetivando (…), por começar com um O maiúsculo, dispensou a preposição por se considerar fofucho o suficiente!] comodidade, conforto, agilidade e segurança aos nossos clientes [ai, como eles são bonzinhos, não? Fico tocada com tamanha prestatividade!] , o banco Tal coloca à disposição [ponto positivo! Não falou disponibilizar, merece ponto positivo!] diversos canais de atendimento, cada qual para atender suas necessidades [taqueospa… primeiro o texto tasca um atender necessidades, macaquice-muleta de ameba escrevente. Segundo, porque láááááááá em cima, ele fala em nossos clientes, e aqui embaixo, resolve atender suas necessidades! Quer dizer, os clientes são nossos, mas as necessidades são suas de quem, cara pálida? Dos Canais de Atendimento? Se o banco está com problemas existenciais, que vá resolvê-los no divã do analista – ou bote as amebas escreventes pra correrem de lá, oras!] de produtos e serviços bancários.

Você pode realizar a maioria de suas transações nos canais de atendimento disponibilizados [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!! DEVOLVAM O PONTO POSITIVO DO PARÁGRAFO ANTERIOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!] pelo banco Tal, além do [agora, preparem-se porque vai começar a sessão comédia. Segurem o riso:] bom atendimento prestado por profissionais capacitados em nossas agências. [palavras deles, não minhas].

Melhorar essa bagaça é algo como o Super-Homem estar com uma mochila de criptonita nas costas e ter que lutar contra o Lex Luthor. Mas vamos tentar:

O Banco Tal oferece a você diversos canais de atendimento para facilitar a sua vida. Nosso ideal é proporcionar comodidade, conforto, agilidade e segurança, para que você possa usar tranquilamente nossos produtos e serviços bancários.

A maioria de suas transações bancárias pode ser efetuada/feita nos Canais de Atendimento oferecidos pelo Banco Tal. Mas não se esqueça que em nossas agências você também encontra profissionais capacitados à sua disposição para lhe prestar um excelente atendimento [quem disse que não é possível mentir e escrever direito ao mesmo tempo?]

Viu? Não doeu, e ainda ficou mais próximo e simpático do queridocliente. Agora, façam o favor de tirar essa criptonita daí que ela tá pesandoooooooooooooooooo?!?!?!

A mosca da sopa e um novo conceito em interpretação de textos

sexta-feira, junho 26th, 2009
Mosca que pousou na sopa ou metamorfose ambulante?

Mosca que pousou na sopa ou metamorfose ambulante?

Gente, vamos combinar o seguinte: falem o que quiserem de quem quiserem, mas façam-no com credibilidade e competência. Querem acusar este ou aquele governo disso ou daquilo? Ótemo! Viva a democracia! Valham-se do artigo 5º da Constituição Brasileira e sentem o sarrafo!

O que não pode é um jornal dito cheio de credibilidade estampar essa coisa daí de cima em suas vetustas páginas impressas – e na edição online (disponível apenas para assinantes. Mas acredite, não vale a pena clicar).

Senão vejamos: O título da matéria começa com uma grande e terrível acusação [rufar de tambores]: Sob Lula, Petrobras elevou salário da direção [Ooooh. Que coisa, não?]; a seguir (eu disse a seguir, o que significa que estamos falando da frase seguinte, não é uma frase que está láááá do outro lado do texto, não, está logo depois do título), a ressalva (?!?!): remuneração é menor se comparada às das grandes empresas privadas“.

Pelo que eu entendo há mais de 30 anos de interpretação de textos em Língua Portuguesa, infiro que a segunda frase anula a primeira – o que, por tabela, anula a… er… notícia (palavrinha forte essa, não?) da mosca pousada na minha sopa, mais conhecida como Folha de SPaulo. 

Este blog não vai entrar em searas políticas. Não pretende defender ou acusar nenhum governo, seja municipal, estadual ou federal. O alvo deste blog é e sempre será a defesa da Língua Portuguesa e os textos que Dela se valem para serem escritos.

E foi exatamente por isso que este texto veio parar aqui no caldeirão: os tios não sabem o que fazer nem como fazer para defender um ponto de vista, cáspita? Onde foi parar aquele hipotético jornalista da piadinha, que perguntava: é para escrever sobre Jesus Cristo, mas contra ou a favor?

Por que as pessoas estão ficando cada dia mais medíocres, o que gera jornalistas incapazes até de manipular direito um texto (o que equivaleria a um engenheiro químico que não sabe como combinar elementos para produzir uma nova fórmula química)? E, pelamordedeus, ONDE FOI PARAR O BRILHANTISMO DA FOLHA DE SÃO PAULO QUE EU COSTUMAVA LER?!?!?!?!!?

E OS CABRAS AINDA RECLAMAM DO BLOG DA PETROBRAS?!?!?!?!?!?!?!?!?!

Ah, meus tios, apertem F5… se atualizem, oras…

 

Atualização das 19:18

Tão baratinada que fiquei com a falta de coerência entre uma frase e outra, não percebi os erros de concordância enumerados pelo Jairo no comentário abaixo. Deixemos ele falar, pois:

A madrasta até que foi bondosa, uma vez que não criticou os dois erros de concordância que me foi possível observar numa rápida passada de olhos pelo texto (observações um pouco mais demoradas dos textos do matutino em questão costumam causar reações alérgicas).
Pela ordem, eles são: logo nas duas primeiras linhas “os gastos da Petrobrás (…) cresceu” e, perto do final, “os vencimentos médios de seus empregados subiu”. (…)

Jairo, sou obrigada a confessar que eu não li o resto do texto com a mesma atenção que você. Tudo bem que você deu uma passad’olhos apenas, mas eu estava em busca de alguma coisa que justificasse a contradição entre frases do título e da “bainha” do título.  Obrigada pelo comentário, e volte sempre! Ademais, não deixe que um xerife pseudo-vitaminado tire o mérito do seu diploma de jornalista. Esse troço daí de cima, que alguns chamam de notícia, depõe muito mais contra qualquer canudo do que as falastrices do xerife Gigi…. Abração!

Professora Ju e a ameba mininstrante

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Se Luis Fernando Verissimo vez que outra recebe cartas da ravissante Dora Avante, eu recebo missivas da não menos importante  porém verdadeira-de-carne-e-osso professora Jurema Sampaio – que colou meleca na cruz, tadinha dela…

Desta vez, nossa querida acadêmica enfiou-se pelos bravios mares de um curso de criatividade nas aulas de arte. Permitam-me transferir a palavra a ela, porque a historinha é deliciosa… Juzinha é ectoplasma suína de carteirinha – e eu miacaaaaaaaaaaabo com as historinhas dela! E depois, vamos falar com tio Antônio sobre a dúvida da ameba mininstrante

Ok, amiga, eu pedi… Com um título destes [Criatividade nas Aulas de Arte] só podia dar em bosta, mas fui…

Na primera aula, a coisa (Professora sou eu… aquilo era uma coisa mesmo…) que mininstrava (segundo a própria…) as aulas, começou a PRIMEIRA aula com o tema Ilusão de ótica. No título do ppt da criatura estava escritinho assim: ILUSÃO DE ÓTICA. A criatura leu o título (como se fôssemos todos analfabetos, mas, enfim…) e, em seguida, fez o comentário mais fantástico que já ouvi sobre o tema: Olha, gente, em diversos livros vocês vão encontrar escrito de formas diferentes. Varia de ótica e óptica… Eu acho que nos antigos estava escrito óptica porque era a maneira de escrever antigamente, nos livros mais novos se escreve ótica mesmo.

Menina, a coisa me incomodou e, meio sem graça, interrompi dizendo (Ok, eu e minha enorme boca… assumo…) que não era bem isso, não… Que ótica, sem o p, refere-se a ouvido, e com o p, óptica, refere-se aos olhos. Não tem nada a ver com a idade do livro…

A coisa não gostou da minha interferência e, desafiadora, me perguntou: Escuta aqui, você é professora? Eu disse que sim… e ela continuou … de português? Respondi que não, sou professora de arte. Ela, triunfante (Como se por ser professora de arte eu tivesse que desconhecer o idioma…), disse: e como você sabe disso?

Sério, não me segurei mais mesmo e lasquei “bom, sei disso porque fui alfabetizada e não sou burra… só isso… [miacaaaaaaaaaaaaaaabo com a Juzinhaaaaa!!]

A dona-coisa amarrou uma tromba, não respondeu e seguiu a aula. Pelo início, você pode imaginar a série de bobagens que se seguiram, né? Nem preciso dizer que, das oito aulas previstas para o fantástico curso, eu só assisti a meia. Ou melhor, quase meia… No intervalo do café eu saí à francesa e nunca mais voltei…

Ando com uma gastura pra burrice que pelamordeDeus! Fala sério, sou eu quem está muito exigente ou os povo anda abusando do direito de falar bosta? Hum?

Beijocas grandes pra todos da família!
Ju

Olha, Ju, as amebas estão cada vez mais se reproduzindo, seja por bipartição ou por contaminação de burrice, mesmo… o que mais me espanta é que a tchutchuca daí de cima consultou um monte de livros sobre arte para ver a diferença entre ótica e óptica, mas não se deu ao trabalho de consultar o mais fundamental dos livros, que viria a esclarecer de vez a dúvida dela (ela merece esse cacófato, então deixa escrito assim): o DICIONÁRIO!

Será que o processo de desaprendizado dos reles mortais está em estágio tão metastático que os cabras já não sabem mais nem como usar um dicionário?!?!!? Esse maravilhoso compêndio do saber iria inclusive mostrar a ela que mininstrante não pode! (Cara, não teve UMA vez que eu não tivesse que reescrever essa palavra! É tão difícil escrever mininstrar errado que você tem que prestar atenção dobrada!!)

Vamos conversar com tio Antônio (/Houaiss) a seguir, justamente sobre as diferenças entre ótico e óptico. Passei pro masculino, e você vai entender o porquê ao ler o post a seguir.

(P.S.: por um acaso você sabe se sua ameba mininstrante também dá aulas sobre premícias da bruxaria? Será que é a mesma, ou a coisa vareia?)

Mãos adiante!

segunda-feira, junho 8th, 2009
Mãos ao alto! (Hein? Como?)

Mãos ao alto! (Hein? Como?)

São coisas que a gente só consegue acreditar depois de ver. Quem me enviou esta tchutchuca foi uma querida amiga, que de há muito comporta-se como ectoplasma suína. Há quem diga, inclusive, que ela faz algumas incursões pelo ramo da bruxaria. Mas isso não vem ao caso. Atenhamo-nos ao que ela nos enviou.

Trata-se de uma – aparentemente – inocente página de Internet sobre um festival de rock que aconteceu em Ribeirão Preto (SP) no último sábado, 6 de junho. Esta aqui, para ser mais precisa. Ao se clicar no link “CNA”, surge a cartinha daí de cima. Creio eu que seja uma tentativa de assalto à gramática, à lógica, à ortografia, à sinonímia, enfim, a todo mundo. Só que a ameba, em vez de dizer pra levar as mãos ao alto, pediu para que se deixasse as mãos adiante… essa é a única explicação que eu encontrei. Se alguém tiver outra mais plausível, por favor, os comentários estão à disposição.

Diante mão, gostaríamos de parabenizar (…)

Mas para que se fique bem claro qual foi o erro do tchutchuco, vamos falar com o tio Antônio:

antemão
Datação
1363 cf. IVPM
Acepções
■ advérbio
Estatística: pouco usado.
com antecedência; antecipadamente, previamente
Locuções
de a.
m.q. antemão
Ex.: de a. comunicaram que os ingressos estavam esgotados
Etimologia
ante- + mão; ver man(i/u)-; f.hist. 1363 amtemaão
Uso
mais empr. nesta locução

Então, ameba, escreva corrtetamente corretamente [aimeudeus… viram só o que faz uma ameba irritada? Me rogou uma praga, e eu escrevi errado! Vou ter que reforçar meus passes anti-amebas (ou então, revisar o texto com mais calma antes de postá-lo… foi mals] :

De antemão, gostaríamos de parabenizar (…)

E, se vocês me dão licença agora, eu volto aos meus afazeres. Acho que este caldeirão vai ficar caladinho até amanhã de tardinha. (Todas as vezes que eu tentei fazer isso, não rolou, né? Mas desta vez, eu juro que eu vou tentar!)

Indiana do funk desiste de pontuar frases

sexta-feira, junho 5th, 2009

Genteeeeeeeeee!!! Recebi mais notícias da Indiana do Funk! (/colei meleca na cruz). Mas eu tenho cá pra mim que o assessor de imprensa da moça ou não sabe como pontuar frases ou pensa ter criado um novo conceito (/analfabeto) em telegrama.

Senão vejamos:

A indiana do funk quer ser convidada para assistir ao treino no CT do São Paulo isso depois que o técnico Muricy Ramalho deu uma declaração no programa globo esporte da rede globo  dizendo que a dançarina deve ser boa no que faz [arf, arf, arf, arf… e isso não é o Muricy babando feito cachorro em cima da… hã.. cachorra. Isso sou eu com falta de ar por ler três linhas direto, sem nem uma virgulinha sequer]. A bela diz que Muricy  é o único que poderá vê-la sem o véu.

Se corretamente pontuada fosse, a supracitada (adoro essa palavrinha!?! É feia, mas é meio metida a besta! Tem personalidade…) frase assim ficaria:

A indiana do funk quer ser convidada para assistir ao treino no CT do São Paulo-ponto. Isso depois que o técnico Muricy Ramalho deu uma declaração no programa globo esporte-vírgula, da rede globo -vírgula, dizendo que a dançarina deve ser boa no que faz. A bela diz que Muricy  é o único que poderá vê-la sem o véu.

Lógica e Língua Portuguesa (…) 2, a missão

quinta-feira, junho 4th, 2009

…e o Cardoso fez o apanhadão geral das amebices escritas sobre o voo da Air France.

Confiram que tá imperdível. Mas leiam com sal de frutas ao lado, vocês vão precisar… o link é este aqui.

JB abre Buraco Negro para explicar voo da Air France [cadê os meus sais?]

quarta-feira, junho 3rd, 2009

Eu tava me arrumando pra ir pro cinema (tem mostra Jacques Tati no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, segundo me informou minha amiga Letícia). Mas tive que ler o Twitter. Eu não aprendo…

Outro link que o Cardoso postou no Twitter dele. Esta obra-prima é do Jornal do Brasil. Que já foi O melhor jornal deste país. Agora, como muito bem disse o Cardoso, em versão online não serve nem de papel higiênico, coitado (do JB, não do Cardoso).

Enfim, lá vou eu comentar de azul… 

Ambientalista baiana diz que buraco negro engoliu o avião [ã-rrã… sei…]

SALVADOR – A ambientalista Telma Lobão, engenheira agrônoma e funcionária do estado da Bahia, tem uma tese para o desaparecimento do Airbus da AirFrance que fazia a rota Rio Paris. Segundo ela, o avião pode ter sido engolido por um buraco negro.

– Não há explicação para este sumiço – diz ela. [Minha filha, decida-se! Ou você sabe que o avião foi parar num buraco negro ou você diz que não há explicação para o sumiço! As duas ao mesmo tempo, não dá!]

Segundo Telma, Buracos Negros são portas que se abrem e se fecham para uma outra dimensão, e são responsáveis pelo desaparecimento de milhares de pessoas e objetos na face da Terra[taquiopariu…]. Essas pessoas e esses objetos desaparecem do nada, sem testemunhas e para sempre, como se desaparecessem na ar [Oi? O avião estava no ar quando caiu!!]. Eles podem existir em qualquer lugar do Planeta Terra, e pode ser o responsável [aqui o puxão de orelha vai pro jornalista (ô, raça!) que redigiu a toba… tchutchuco, repare que o parágrafo começou falando de buracoS NegroS, no plural e, de repente, não mais que de repente, virou singular?: O ésse foi-se junto com o avião da Air France, é?] pela desaparecimento [aaaiiii… tá bom, vou relevar. Isso é o tipo de errinho que passa despercebido. E, pelo visto, ninguém mais releu o texto pra tomar atento pra esse pelA desaparecimentO. Deixa prá lá!] do avião francês. Ao passar por esta porta que poderia se abrir e fechar a qualquer momento, os corpos desaparecem para sempre. O Triangulo das Bermudas seria a área onde existiria [GGGAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!1 ALGUÉM MANDA UM LIVRO DE GEOGRAFIA PRA AMEBA ESOTÉRICA, PELAMORDEDEUUSSSSSSSSSSS!!! Quérida, o Triângulo das Bermudas fica mais em cima, próximo ao Arquipélago das…. Bermudas!] mais Buracos Negros na Terra. Para alguns estudiosos [estudiosos? Tem nego que perde tempo com isso? Tá bom, então…] a matéria se desintegra, para outros as pessoas e os objetos são levados para uma outra dimensão. Há desparecimentos de navios.[Sei, sei… fofa, vamos combinar o seguinte: você tá vendo muito Lost… como diria a tia da Letícia, isso é falta de louça pra lavar! Se você tivesse bastante louça na pia, não falaria tanta besteira junta… vai lavar a louça da sua pia!]

Ai, chega! Tchau! Vou tomar um banho de cultura, inteligência e bom gosto! Jacques Tati est tout! Letícia, me espera que eu tô chegando!!!

Mas nem o Tutty escapa!

terça-feira, junho 2nd, 2009
As mesmas andam de elevador com o Geraldo Alckmin?

As mesmas andam de elevador com o Geraldo Alckmin?

Socoooooooooooooooorrrooooooooooooooo!!!  O ectoplasma mesmítico atacou o Tutty Vasques!!!

Tutty…  fazassim, ó: em vez de

A euforia de Lula com o resultado das últimas pesquisas esbarra na felicidade de Geraldo Alckmin com as mesmas.

Tente

As últimas pesquisas trouxeram euforia para Lula e felicidade para Geraldo Alckmin.

Fica tão melhor…

[Ai, fico tão triste quando um dos meus ídolos é assombrado por um encosto de fez-se a bosta! 🙁 ]

Lógica e Língua Portuguesa também estão entre as vítimas do voo da Air France

terça-feira, junho 2nd, 2009
     
Sinceramente, não sei o que é pior. Se é o drama de todas as famílias que perderam seus entes queridos no acidente do voo AF 447 da Air France, ou a quantidade monumental de besteiras que são ditas sobre o assunto. Já falei aqui da vergonha alheia (VA) que eu senti dos âncoras da Globonews ontem de manhã. Agora, o Cardoso, um dos maiores ectoplasmas suínos do Twitter 😉 , resolveu ler todos os comentários deixados na matéria da Folha de São Paulo sobre o assunto, e fez um breve apanhado do que ele batizou de salsinhas aéreas no Twitter dele.

Vejamos algumas pérolas que as amebas escrevem por lá. Por motivos de VA, resolvi omitir o nome das ditas.

  • comentário enviado dia 1º/6, às 14:31. Melangê de jenessequá define: A verdade é que as tempestades que antes nãoserrubavam avião [Ok, vou relevar. Erro de dedo no teclado], hoje com a mudança climática as máquinas voadoreas [idem] tem que serem [o tem sem acento eu relevo, mas essa flexão de infinitivo, não dá não…] revistas com novas tecnologias para novos tempos.AS turbulencias não são mais as mesma que as máquinas suportam. [Sei, sei… mas com isso você quis dizer exatamente que…. (preencha aqui o que a ameba quis dizer)?]
  • comentário enviado dia 1º/6, às 19:04. Ameba com mestrado em engenharia: Srs, sou doutorando do ITA [yessssssssssss!!! Uma ameba da engenharia!!!!] e digo que os sistemas eletronicos a bordo faz [os sistemas faz? Jura que os sistemas faz?] com que o aviao seja mais seguro e nao ao contrario….entao vamos parar de bla blabla e dizer besteiras sobre que [“dizer besteiras sobre que”? uai, quem é mesmo que está dizendo besteira aqui?]  a maquina nao pensa e etc.[também vou relevar a falta de pontuação geral. O engenheiro em questão deve ter incluído isso na margem de erro permitida no projeto, né? Além do quê, a ameba deixou bem claro que quem pensa, aqui, é a máquina… Tadinha da máquina…]
  • comentário enviado hoje, 2/6, às 9:30. Vejam como a ameba é solícita: Estou fazendo várias buscas a horas [para indicar tempo passado, o indicado mesmo é o verbo haver (), e não a preposição a, que indica futuro. Mas deixemos isso de lado, né? Afinal de contas, o tchutchuco está auxiliando nas buscas!!! Mas como ele está fazendo isso? Ah, não percam as próximas palavras…], revezando com meus filhos, mas realmente está dificil encontrar sobreviventes e destroços no Google Earth [GAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!!!!!! ABAIXO A INCLUSÃO DIGITAAAAAAAAAALLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!] . Paz para as famílias dos passageiros [para os seus neurônios também, ameba!]
  • Comentário enviado dia 1º/6, às 12:49. Outra ameba solícita, porém com menos noções de geografia do que a ameba do dia 2. E que escreve em miguxês (bleargh!): entaum ontem por volta das 20:30 passou uma avião com as luzes todas acesas [ainda bem, não? ele viu o avião passando, e estava todinho aceso! Pane elétrica descartada, portanto! Avisem ao Cindacta!] e muito baixo aki na região onde eu moro em mongagua indo pro sentido de praia grande e santos [Mongaguá, Praia Grande, Santos?!?!?!] ,talves nao seja este avião desaparecido [Jura por Deus que esse não é ao avião desaparecido? Tem certeza? Olha, sugiro que você faça uma extensa investigação a respeito! Até porque, o fato de o avião da Air France ter decolado do Rio-de-Ja-nei-ro rumo à EUROPA não significa lá grandes coisas, né?] , mas tbm parecia que ele estava com problemas tipo sem rumo nao sabia pra onde ia! [Coitado…. um avião-Hamlet! Ser ou nao ser, eis a questão! E eu ainda arrisco que ele veio de Minas Gerais! Ao sobrevoar a região da casa da ameba, estava a divagar (OK, amebas podem pensar que ele não estava rápido, né?) Então, ele estava a pensar lá com os botões dele: “estou aqui, sobrevoando Mongaguá, passando por Santos, mas não sei muito bem quemcossô, oncotô, proncovô…”]

Há casos que eu só acredito… veiiindo!, como diriam as frequentadoras do auditório do Silvio Santos. Eu vi todos esses casos, não inventei nenhum. Pode ir lá no link da Folha procurar por eles…

Aimeudeus… esse mundo tá perdido!

bom, acompanhem a cobertura completa das salsinhas aéreas no Twitter do Cardoso. Porque produção de ameba é pior que poço sem fundo…

… e Deus fugiu para as montanhas

quinta-feira, maio 28th, 2009
Deus, me dê Dramin! AGORAAAAAAAAAAAA!!!

Deus, me dê Dramin! AGORAAAAAAAAAAAA!!!

 

Tudo culpa do Cardoso. Que, por sua parte, culpou o Pedro Vanzella. O caso é que eles deram o link (já aviso antes: se você clicar estará por sua conta e risco!) para este troço daqui. não vou entrar no mérito do nome dos integrantes da banda. Nem vou mencionar o fato de que o pagode deles é uma mistura de axé com forró (de má qualidade). Não, deixemos isso de lado.Vou apenas citar que o nome de uma… [er… composição? Não! Palavra forte demais. Deixa eu tentar de novo… música? Também não, a definição de música não se encaixa aqui… Acho que troço vai bem!] enfim, vou apenas citar o nome de um dos troços que fazem parte do CD deles: Deus mim deu você pra mim.

Aí, eu cliquei no troço amarelo e magenta e azul e verde e vermelho que é o cartaz de um dos shows que a turma deles faz por aí. E descobri que eles pregam uma vida… ambundante!  (Meu pai sempre me disse que ambundante era a bunda da ambulância…) AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!

Nessas horas, sinto pena de Deus. Além de carregar o mundo nas costas, ainda tem que aturar isso! Será que esse povo tem salvação?

Daí, eu fico pensando… Pô, a Bíblia é bem escrita. O texto das Sagradas Escrituras tem uma certa cadência, é bem pontuado, rico em novas palavras e em sentidos figurados tanto no Velho como no Novo Testamento, que ajudam cristãos (ou não) a aprenderem direitinho interpretação de textos.

Então, por que diabos raios um sujeito auto-intitulado evangélico escreve ambundante ou Deus mim deu? Será que eles não lêem a Bíblia, não?

Ah, que Deus tenha piedade dessas almas. e que não terceirize para Jesus a salvação delas!

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