Arquivo pela categoria 'Rolando o lero'

Pérolas de relatórios rurais

terça-feira, março 22nd, 2011

Tenho horror daqueles e-mails do tipo “pérolas dos vestibulandos” por um motivo muito simples: não tenho como confirmar a veracidade do conteúdo.

Além do quê, chega uma hora em que as pérolas dos vestibulandos passam a ter uma linha de raciocínio de escárnio muito similar (traduzindo: fica parecendo que algum humorista “deu um tapa” de estilo ali).

E sei que nada será capaz de superar o relato de Stanislaw Ponte Preta de um relatório de um delegado do Mato Grosso sobre um crime político (Febeapá, pág. 17):

“A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio.”

Mas isso tudo daí de cima é pra introduzir uma série de pérolas que eu consegui. Ah, dona Bruxa, olha a incoerência! Vai postar coisa que você não acredita, é? Vou não, zifios! É que neste caso daqui a veracidade do conteúdo tá confirmadésima.

Seguinte: um banco (cujo nome não fornecerei) er… por assim dizer brasileiro, e com sede em Brasília (hum? hum?) possui um departamento de crédito agrícola. Uma das funções desse setor é fiscalizar o uso e o benefício ou não dos empréstimos feitos para os setores agrícola e pecuário. Essa fiscalização é feita por funcionários do próprio banco,  que fazem visitas às propriedades rurais em questão e fazem relatórios técnicos (temo muito quando alguém me diz que qualquer coisa tem linguagem técnica) da situação.

Daí o que fica arquivado nos anais (ui!) do banco são coisas desse nível (aviso: textos transcritos exatamente conforme os originais).

Visitamos o açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio. Pessoa esforçada, com intenções claras de valorizar o salário que ganha.

Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal. pelo visto, a coisa é mesmo íngreme, né?

Na minha opinião, acho bom o banco suspender o negócio do cliente para não ter aborrecimentos futuros. Sei. Viagra e fritas acompanham?

Sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro, as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram. Uma conclusão conclusiva, néam?

‘Cobra’ – comunico que faltei ao expediente do dia 14 em virtude de ter sido mordido pela peçonhenta epigrafada. um dia esse dái via aprender a diferença entre veneno e peçonha. Mas deixa prá lá, né?

Os anexos seguem em separado. anexou mas separou! Legal, zifio! Eu sigo no aguardo, então, tá bom?

Se não fosse o sol, tudo indica que a chuva aumentasse a safra. outra conclusão bem conclusiva.

Cliente aguarda a capilaridade pluviométrica da zona para plantar a mandioca em local macio e úmido. er… medo de perguntar que tipo de especialista mandou plantar essa mandioca, viu?

A casa de farinha nunca foi para frente porque o mutuário que fez o empréstimo deu para tráz trás, bosta! é trás!] e nunca mais se levantou. O zifio morreu, é isso?

Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo fiquei sabendo, ninguém quer comprá-la e sim explorá-la. Diz que você tá falando da fazenda, diz!

Imóvel de difícil acesso. O mato tomou conta de tudo, deixando passagem só para animal rasteiro. Próxima vistoria deve ser feita por fiscal baixinho. <– exemplo de escárnio

A máquina elétrica financiada é toda manual e velha. Fazendeiro financiou a máquina elétrica mas fez todo o trabalho braçalmente e animalmente. Imediatamente a gentemente pensamente que o sujeitamente não entendemente como utilizarmente advérbiosmente de modomente, némente?

Gado está gordo e forte, mas não é financiado e sim emprestado somente para fins de vistoria. O filho do fazendeiro está passando férias na Disney. #euri

Trajeto feito a pé porque não havia animal por perto, só o burro do fazendeiro. Despesa de locomoção grátis. patrocínio: lombo do fazendeiro

Contrato permanece na mesma situação da vistoria anterior, isto é, faltando fazer as cercas que não ficaram prontas. aham…

Mutuário adquiriu aparelhagem para inseminação artificial mas um dos touros holandeses morreu. Sugerimos treinamento de uma pessoa para tal função. não sei se imagino a dor do touro morrendo por causa disso, ou se imagino qaue o próximo inseminado será da espécie humana… Ai!

Tempo castigou a região. O sol acabou com a farinha e chuva com feijão. Que lindo! Esse conseguiu inté rimar!

As garantias permanecem em perfeito estado de abandono. Cliente vive devidamente bêbado e devendo aos bares e a Deus e ao mundo. tem como não amar essa sinceridade quase naïf?

A erradicação da plurieuforbiácea carece das condições pluviométricas. Só quero saber se o zifio em questão entendeu o que escreveu. Fazer-se entender  prá quê, né?

A euforbiácea foi substituída pela musácea sem o consentimento e autorização de nosso querido banco. Deve ter sido o memso autor da frase de cima. Inda puxou o saco da chefia…

 

Curti muito isso. quando tiver mais, eu publico! \o/

Você sabe com quem está falando? Então, descubra quem é seu público-alvo pra não passar vergonha!

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

Quando eu era aluna de jornalismo na UFRJ, fui assistir à prova de seleção para professor da Escola de Comunicação, a querida e estuprada Eco (vou nem falar que na minha época não havia site da Eco, porque eu comecei a navegar na Web ainda na faculdade, tá?). Dinossaurices à parte, estava eu na prova de seleção desse professor para o curso de jornalismo. Eram dois candidatos. Um, ruim. Outro, péssimo. Fiquei bege com a leniência dos cardeais teóricos da Faculdade com tamanha incapacidade de percepção jornalística das coisas.

Uma das questões da prova de ingresso era apresentar um projeto de jornal científico. O candidato queridinho dos cardeais da Eco (acho que as cartas já estavam marcadas, só pode) apresentou uma coisa linda: um jornal científico com seções lheeeandas, cartas dos leitores (leiam os parênteses do primeiro parágrafo e voltem rápido. Pronto!), novidades científicas, editorias de biologia, química, física, etcetcetc pereré pão duro, whiskas sachê blablabla. Eu, com o queixo caído, falei baixinho com a professora que babava pelo novo colhéga: “Mas Raquel, ele não determinou se esse jornal é voltado pra comunidade científica ou pras velhinhas evangélicas de Pirambeira do Assaré de Jesus! Como avaliar se o projeto é pertinente sem se determinar o público-alvo?

A Raquel me respondeu com um “psssit! Cala a boca, menina!” E eu calei. Fosse hoje, eu falaria em voz alta, na cara dura, e deixaria o idiota com cara de tacho na frente dos cardeais. (e me foderia ainda mais do que me fodi na época).

O indivíduo em questão foi o aprovado. E me deu aulas. Óbvio que eu jamais tive um pingo de respeito por esse cidadão, muito embora a totalidade de meus colegas (que não assistiram à prova) babassem um ovo descomunal por ele: “olha, o Fulano me deu um cinco!” eu dizia: “grandes merdas, ele não sabe nem o que faz da vida, quanto mais qual a nota que você deve ter”.

E, mais óbvio ainda, ele me reprovou. Grandes merdas número dois: no semestre seguinte, tive aulas na disciplina bombada com ninguém menos do que Muniz Sodré. Que me aprovou com um 8 e elogiou o meu texto.

Esse narigão de cera todo foi pra introduzir o texto enviado por uma querida ectoplasma suína de um blog muito bem escrito e bem acessado de cosmética e beleza. Só pra vcs terem uma idéia, há uns dois anos marromeno o blog contava com 2.000 (ou seriam 200.000? Ah, num sei! Só sei que é muito!) acessos diários. Desde então, é referência entre os blogs do segmento, e as meninas que nele escrevem mantêm uma coluna na revista TPM (#prontoentreguei).

Aparentemente, uma discípula do supracitado (ai, como eu adoro escrever essa palavra! Acho chyque!) professor da Eco resolveu assombrar o e-mail da querida ectoplasma suína. Enviou à blogueira esse texto com total ausência de noção ou de público-alvo (o que, neste caso, é a mesma coisa). Não resisto e vou comentar:

Prezado(a) sr(a).,
Um blog é um tipo de site [Cejura? Olha, eu sou blogueira há anos e não sabia disso! Muito obrigada por me passar esta informação, viu? Meu dia mudou após tão relevante notícia!] (assim como os flogs, páginas colaborativas desenvolvidas em wordpress, joomla etc. – pois todos se sustentam em pré-programações para que leigos possam expor seus conteúdos na web) [ai, que tudo! tão bom saber coisa que eu vivo diariamente e não preciso receber explicação inútil! Mas qual é o propósito desse seu e-mail inútil, mesmo?], ainda que muitas vezes de forma amadora [ó, zifia, eu sou a rainha-mestra dos parênteses escapulidores de tema central. Mas, como toda tagarela que se preza, eu faço questão de falar tudo o que me dá na telha por inteiro. O que não foi o seu caso, né? porque vamos combinar que você foi falar de flog e dar mais uma aula magna de definições e conceitos básicos à blogueira, e se perdeu no meio do caminho, né? Tá faltando pedacim de texto aqui, cáspita!] e sem estrutura. [Cejura (nº2) que blog é um troço amador e sem estrutura? Quem te contou isso? Foi o Estadão ou a Folha? E o blog em questão é amador? Sem estrutura? Cejura (nº3) que você vai querer ser contratada após chamar a autora do blog de amadora?]
Como seu blog/site não possui apenas impressões pessoais, pois apresenta cunho financeiro [Sei, sei. O blog não possui apenas impressões pessoais, e tem cunho financeiro! Nossa, você percebeu os anúncios aí? Ah, como você é esperta! Parabéns! Vai ganhar um doce!] (vide anúncios de iPhones, produtos Vichy, portal iG (anúncio camarão) etc.) estou certa de que interessa financeiramente sim, a despeito  de sua subclassificação [cejura (nº4) que você quer ser contratada? Chamou esse blog de subclassificado e a autora de amadora, e ainda quer ser contratada? Senta lá, Cláudia!] , aumentar o número de visitantes e, consequentemente os lucros gerados por essa iniciativa na web. [ai, que lindo! Agora você vai cagar regra ditar normas e me ensinar a ganhar dinheiro com o blog – coisa que eu já faço faz tempo! Puxa, muito obrigada mesmo, hein?]
Assim sendo [e ainda escreve assim sendo? Olha, eu emociono fácil, não faz isso não!] , como é o nosso trabalho [Cejura (nº jámeperdi) que esse é o seu trabalho? tem certeza?] , podemos gratuitamente explicar para o(a) sr(a). as diferenciações e similaridades de elementos da web [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH, QUE TUDOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Sou uma amadora subclassificada, e você vai me ensinar GRA-TUI-TA-MEN-TE diferenciações e similaridades? Puxa, que maravilha! Posso te ensinar a falar português fluente, posso? Então, diferenciações e similaridades é a $%&¨¨%&$&¨%$%&¨%$%¨%$, entendeu?] , bem como quais são as estratégias corretas para ganhar mais dinheiro e visibilidade com seu site (blog). [senão vejamos: você já me chamou de amadora desclassificada. Pra eu ganhar dinheiro, de acordo com sua inominável sapiência, devo chamar minhas leitoras de escrotas e imbecis? ou o xingamento tem que ser mais bonitinho?]
Mesmo que não fosse comercial, ainda assim [Aaaaahhhh! Não satisfeita com o Assim sendo, ela escreve ainda assim!] é sempre bom aumentar a visibilidade do que se coloca na Internet, a despeito de sua qualidade e profissionalismo [tradução: cê pode continuar a escrever a merda que você escreve. Eu vou é vender essa merda que você faz. Vergonha alheia master]. Afinal, se escreve para que alguém leia. [Cejura? Cejura? Cejura?]
Encontramo-nos inteiramente à disposição para sanar outras dúvidas que possam haver em relação à sua comunicação e sua classificação.[Classificação? Prá quê? Eu já fui subclassificada, mesmo!]

Inquestionável ectoplasma suína que é, a blogueira em questão respondeu à tchutchuca assim:

Gatinha, se vc tivesse mesmo entrado no [linkdoblog] veria que se trata de um BLOG, e não de um SITE.

Caso tenha alguma dúvida sobre a diferença entre ambos, podemos explicar sem custo nenhum.

E mais não conto, porque estou com pena da cidadã em questão.

Moral da história, zifios: em se tratando de redação de textos, o você sabe com quem está falando? não é uma forma de reduzir ou elevar artificialmente ninguém. É apenas a receita básica pra você não passar vergonha na frente dos outros. Até porque o vigário sabe de há muito como rezar o padre-nosso.

(P.S.: Adivinhem em que Avenida fica a empresa da ameba sem-noção de público-alvo? Acertou quem disse Luis Carlos Berrini!)

Verbinho irrelevante, texto nem tanto

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

Bruxa, repita: Não devo negligenciar minha caixa postal. Não devo negligenciar minha caixa postal. Pronto! Agora pára de perder tempo repetindo idiotice e bora gerar conteúdo com os troço que geral te manda por e-mail! E larga de ser preguiçosa!

Enfim, recebi esta tetéia por e-mail. Como o querido ectoplasma suíno não se manifestou a respeito, vou seguir o procedimento padrão e não identificá-lo.

O negócio é que ameba se amarra num neologismo idiota e sem sentido para tirar o dar sentido a seu texto dela. Dessa lavra de criatividade duvidosa e mau gosto inconteste surgiram expressões assombrosas como o verbo objetivar (com um gerúndio passível de substituição por uma singela preposição) e o disponibilizar. Eu ao menos arranjei alguma utilidade pra essas aberrações, e batizei o meu caldeirão com elas.

O dileto ectoplasma suíno do e-mail identificou outro rococó-empolêixon de ameba escrevente neste site aqui. Olha só a tchutchuca:

Daí eu fui ter com tio Antônio, pra saber se esse negócio inzeste (não se dê ao trabalho de me avisar, eu sei! Tanto que pintei de vermelho!) mesmo ou se é invenção da ameba. Tio Antônio foi, pra variar, um gentleman ao identificar a ameba:

Fosse eu, diria: Verbete irrelevante. Quem foi o imbecil que escreveu isso? Mas tio Antônio é classudo. Eu é que sou uma bruxa.

Mas eu fui ver de que se tratava o texto em questão, e se a ameba criadora do neologismo imbecil era da espécie acadêmica (essas adouram um neologismo sem sentido, dá até medo ler os textos delas!). E olha que o acadêmico não é ameba, não! Ele fala em português claríssimo. Sai o

Acadêmico irreleva termo controle social (…)

e entra o

Não interessa que termo ou conceito seja empregado (a íntegra do texto táqui)

Quer dizer: é ameba pretensamente jornalística o autor dessa aberração.

Zifio, te digo só uma coisinha: esse verbo é irrelevante para a vida e saúde da Língua Portuguesa. Esqueça-o. Grata.

De conversas e tempos perdidos

quarta-feira, janeiro 19th, 2011

Cabei de ver esta tetéia aqui, enviada pelo @Aluizcosta e pelo @altinomachado no Twitter.

O texto retumba por entre os neurônios dos leitores com o seguinte abre-alas:

Quem gosta de um papo inteligente não perde tempo conversando com Sibá Machado (PT/AC).

Aí você fica na dúvida se o cabra curtiu conversar com Sua Excelência ou saiu da conversa crente que  o tempo dele foi investido  num papo meique idiota.

Minha dúvida agora é o motivo deste duplo sentido no texto. Seria o autor em questão um autêntico ectoplasma suíno (espírito de porco) que não curte petistas e resolveu tirar uma da cara de Senhor Sibá, ou será que ele realmente saiu satisfeito da conversa que teve com o deputado eleito, e não viu que a construção de sua frase dava motivos a interpretações outras?

Ai, meu Deus! Como é que eu vou dormir hoje com tanta dúvida?

Advogados especializados em canibais (ou seriam canibais especializados em advogados? Xi! confundiu!)

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Recebi o link para esse escritório de advocacia no Twitter. Esses meninos são uns fanfarrões! Crentes de que o estoque universal de piadas de advogados não é suficiente, resolveram prestar sua humilde contribuição e acrescentar alguns trocadilhos de sua própria lavra.

Duas coisas vieram à minha mente ao descobrir que o nome do escritório de advocacia em questão é “Comi Advogados”: canibais e temperos em geral.

Pensa que acabou? Nããããããããoooo! O primeiro parágrafo do histórico do escritório também é uma jóia do estilo rococó empolêixon, aquele típico do mundo corporativo:

Desde março de 1992, a Comi Advogados Associados nasceu como um escritório pautado em padrões de excelência técnica em variadas áreas do Direito. Algumas características foram importantes, como defender todos os direitos dos clientes, agir honestamente e com integridade, desenvolver melhorias contínuas e cultivar ambientes de trabalho participativos, eficientes e produtivos.

Tá certo que foram importantes para o sucesso do escritório características como agir íntegra e honestamente, e mesmo trabalhar para que tudo ficasse ainda melhor, mais eficiente, mais produtivo, e tals. Mas um escritório de advocacia dizer que “defender todos os direitos dos clientes” é uma característica importante sua, vamos combinar que não soou bem. É algo como um hospital ter como importante característica tratar doentes, ou um professor ter como importante característica ensinar alunos.

Tipos, a expressão característica sine qua non deveria dizer muito a eles, né?

No mais, gostaria de acrescentar que a frase Podemos dizer que a Comi Advogados cresceu de forma sustentável desde a sua fundação me fez imaginar um lauto banquete de canibais que curtem o deguste de advogados especialmente embrulhados em blanquet de gravatas de seda.

Sei não, acho que comi muito nas festas de fim de ano…

Expressões temerosas

sexta-feira, agosto 6th, 2010

Saquei tudo, gente.

O negócio é prestar atenção ao tipo de expressão que o seu interlocutor usa. Porque tem gente que diz uma coisa e quer dizer muito mais, né? Repara só:

Tomemos como exemplo a frase: Você tem dois quilos de banana?

Faça essa pergunta a um paulistano. Se a resposta que você receber começar com auqele tipico entâo (assim mesmo, com acento circunflexo. O ã dos paulistanos tem som de â. e isso não é preconceito, isso é uma constatação. Assim como os éssex finaix dox cariocaix tem som de xix).

Mas você estava perguntando pelas bananas do paulistano. Daí, você ouve o típico entâo. Zifio, fuja.

Entâo é prenúncio de desgraça. Fatalmente a resposta do paulistano para a sua pergunta de banana culminará com um não. Mas até chegar a esse não, você v ai ouvir algum entrevero: entâo, o dono do caminhão que carrega as bananas ficou de pôr diesel no carro, mas se confundiu e botou álcool, daí o motor fundiu, e ele perdeu o caminhão, e…

Aqui em Brasília o entâo dá lugar ao no caso. E o no caso dos brasilienses é muito mais grave. é mais ou menos assim:

Você tem dois quilos de banana? – você foi claro, específico e preciso em sua questão

No caso você estaria querendo aquela coisa vermelha ali do canto? – Seu interlocutor aponta para as maçãs. Ou seja: ele não tem a menor idéia do que faz perambulando pelo planeta Terra, não sabe o valor de dois, não entende o que é quilo e tem a menor noção do que pode vir a ser uma banana. Em duas sílabas, zifio: fu-deu.

Mas você tenta. Afinal de contas, o diálogo se dá em Lingua Portuguesa (aquela coisa que, de acordo com uma comentarista que graçadeus nunca mais deu as caras por aqui, é “um monte de questionamento sem sentido”):

Nâo, moço, eu quero banana, sabe? Aquela fruta amarela e comprida?

Pois não. No caso (iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh), amarelo é essa cor aqui, né? E aponta pro abacate.

Você perde a paciência, encontra as bananas no meio da banquinha do cidadão e diz: Não, banana! Isso aqui!

Aaaaahhh, é isso aí que você quer? Perfeitamente!

Portanto, zifio, aceite o conselho desta bruxa. Se você estiver em Brasília, fizer alguma pergunta e ouvir um no caso no começo da resposta, disfarça, aponta pro céu e grita:

OLHA O ZEPELIN!

Aí, você aproveita e foge.

Interpretando textos com a Madrasta do texto Ruim – aula nº 2: objetivando analisar observações acadêmicas

quarta-feira, julho 14th, 2010
Este post é um serviço público especialmente dedicado à Aninha Arantes.
Ela acaba de pedir auxílio para uma breve interpretação de texto. Que, como vocês poderão ver, deve ser analisado a partir de suas entrelinhas – até porque as linhas estão meio nebulosas.
Enfim, eis o que o diletíssimo orientador de nossa amiga lh’a escreveu:
(…) De qualquer modo, fica uma banca muito redundante. Já sabemos o que todas essas pessoas pensam e já dá até pra prever o que vão dizer [tradução: veja lá o que você vai escrever, hein? tu já sabe que tipo de bosta se passa pelos neurônios desses caras, é uma raça que pensa tudo ingoal, num vai provocar!] (…) mas imagino que os candidatos ficam mais tranquilos com bancas previsíveis do que com uma possível banca imprevisível [E tu ainda reclama? Jogue suas mãos para os céus e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que… (oops, né isso não, é outra coisa). jogue as mãos para os céus e agradeça a dádiva de ter lhe concedido uma banquinha de meia tigela! Agora vai ser facim, facim aprovar!]. E, além disso, não há muitas pessoas imprevisíveis que estejam disponíveis pra uma banca como essa. [só deu pra arranjar professor medíocre. Professor inteligente num quer saber de você, não! E não reclame! Também, com uma banca dessas cê queria o quê?]
Em outras palavras, zifia: os professores bons, que fazem você ralar até o tacho e te obrigam a pensar e fazer um bom trabalho ou não estão disponíveis ou fizeram pouco caso do seu trabalho. durma com um barulho desses.
Mas aproveite que com essa banquinha de meia pataca você será aprovada facim, facim! E não reclame, não! Levante as mãos aos céus e dê Graças a Deus porque, pelo visto, essa banca que ssuncê descolou foi o melhor que pôde lhe acontecer!
Mas seria o caso de perguntar ao prófi o que que ele pensa que se passa pelos seus neurônios…
Certa de ter colaborado para tão importante esclarecimento, subscrevo-me.

Objetivando bater as tchecas (Oi?)

sábado, maio 29th, 2010

Daí você está quieto, calmo, tranquilo, na sua, navegando e respirando, com neurônios quase a zero, e dá de cara com essa manchete:

Juliana e Larissa batem tchecas e vencem a segunda na etapa de Roma

Tem como não pensar em besteira?

MasAntes que seus neurônios continuem a se inflamar em conjecturas de duplo, triplo, quádruplo sentido, você começa a ler a notícia. E descobre que…

As brasileiras Juliana e Larissa passaram por mais um desafio na etapa de Roma do Circuito Mundial de vôlei de praia. Na manhã desta quarta-feira, a dupla venceu as tchecas Klapalova e Hajeckova por 2 a 0 (parciais de 21-13 e 23-21) em 38 minutos de jogo.

…você tem a mente imunda.

Agora, adivinha de onde veio essa notícia? Dica: de um portal que começa com U e termina com OL…

…noves fora não chega a meia

sexta-feira, maio 28th, 2010

Ainda da resenha do livro daí de baixo:

0,4 é a média de letras da palavra na frase de língua portuguesa.

Ou eu não entendi direito (grandes novidades! Texto da Folha, dona Bruxa! Parece que não aprende…) a coisa ou o texto diz que, em média, as palavras em frases escritas na Língua Portuguesa não conseguem chegar nem a meia letra!

Pobrezinha da Língua Portuguesa! Além de inculta é bela é incompleta? Ela não é nem maneta nem perneta, é… letreta?

Eu sei. Foi péssima.

(cof, cof) Fórmula mágica (cof, cof) para escrever um texto (cof, cof, cof) per-fei-to (morri de tuberculose)

quinta-feira, maio 27th, 2010

Me lembrei na hora deste trecho do filme Sociedade dos Poetas Mortos (aos 2 minutos mais ou menos), em que o professor interpretado pelo Robin Williams manda os alunos rasgarem a parte do livro que ensina como identificar o nível de excelência de uma poesia. Tudo bem que a reação do personagem do Robin Wiliams é digna, mas se professora de português e literatura fosse, eu ensinaria meus alunos a rirem da cara do sujeito que escreveu tal baboseira.

É mais ou menos o que eu vou fazer aqui com meus diletos leitores. Porque é possível sempre absorver alguma coisa positiva deste livro, né?

Primeiro, vamos separar as dicas realmente aproveitáveis das autoras:

1- Frase curta é o que há. Deixa o texto simples e claro, e não embola azidéia no meio da frase.

Eu vou, inclusive, provar para vocês que um texto entremeado de vírgulas, dispostas de forma a separar as idéias de cada frase, não é uma boa idéia para se construir um texto, porque você vai acabar socando um monte de idéias e conceitos, todos juntos numa mesma frase e, lá pelas tantas, vai acabar precisando de um gerúndio pra ligar uma idéia à outra e, se bobear, você ainda caba falando, dentro da mesma frase, de coisas que não têm nada a ver, como o pênalti que o Baggio perdeu pro Brasil na copa de 1994, que deu o título de tetracampeã à seleção canarinha.

Entenderam que vírgula não é uma boa idéia? Prefira o ponto, zifio. O ponto diz pro seu leitor dar uma paradinha na leitura. Essa paradinha ajuda ele a processar a informação recém-lida. Algo comparável ao botão de enter do computador.  Com isso, ele apreende seu texto em doses homeopáticas. E não vai pensar que a vírgula do Baggio entremeada na construção do texto deu o tetracampeonato à seleção canarinha, por exemplo.

2- Adjetivo é legal quando o texto não é jornalístico. Mesmo assim, deve ser usado com parcimônia. Isso vale, por exemplo, pra textos corporativos.

Infelizmente, não tenho em mãos o exemplo mais genial de texto repleto de adjetivos. Está no meio dos caixotes da mudança. Trata-se da coletânea de tirinhas do Fagundes, o puxa-saco. Assim que eu encontrar esse texto, copio ele aqui. ele deixa bem claro que o abuso de adjetivos deixa seu texto (e sua idéia) um tanto ou quanto ridícula. Fico na dívida para com meus diletos leitores.

3- Assim como frase cheia de vírgula, frase cheia de polissílabos (palavras com quatro sílabas ou mais) também não ajuda. O exemplo clássico é a frase que motivou a criação deste blog: objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando, (blablabla wiskas sachê blablabla).

Escreva o texto de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Por mais que seu texto vá preencher as páginas de sua monografia de conclusão de curso, escrevê-lo de forma simples vai mostrar ao seu professor, por exemplo, que você não só domina o assunto sobre o qual está escrevendo como consegue explicá-lo sem grandes firulas. Fiz isso com uma prima que me pediu pra revisar a monografia do curso de ciências contábeis. O texto tava cheio de frases do tipo objetivando disponibilizar.  Expliquei a ela como simplificar o texto:  “empregue na construção do seu texto as palavras que você usaria pra explicar o assunto para a sua sogra durante uma partida de canastra.”  Ela seguiu o meu conselho e, modéstia à parte, tirou dez no trabalho. (A vaca nem pra me convidar pra formatura, mas deixa prá lá. Sei que já espalhei o bem por aí.)

Mas, oh, carambolas, este texto tá positivo e educativo purdimais. Vamos pro recreio, criançada!

Comecei este post pra falar do livro A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto. O livro é meio surtado, sabe? Lá pelas tantas, ele ensina como (cof, cof) mensurar (cof, cof)  a (cof, cof) excelência (cof, cof) de um texto. Vou citar a resenha do livro:

Um trecho interessante está na página 51 [piada pronta. O trecho interessante está na página 51. Mal posso esperar pra ler a página 24 – ou a 69…] , na qual as autoras ensinam como testar a legibilidade de um texto [caaaaaalma! Respira fundo e continua a ler a coisa! você vai rir mais!!!]. Elas reproduzem uma receita do jornalista Alberto Dines.
São seis passos: 1. Conte as palavras do parágrafo. 2. Conte as frases (cada frase termina por ponto) [viram, crianças? cada frase termina por ponto! Não confunda: o ponto é este sinal: .  Já a vírgula é este daqui: , Se aparecer este sinal, não é fim de frase, viu? OK, parei de zombar!] . 3. Divida o número de palavras pelo número de frases [Ah, você inda num pegou a calculadora?]. Assim, você terá a média de palavra/frase do texto. 4. Some a média da palavra/frase do texto com o número de polissílabos [Agora, comece a cantar: e todos dançam o pega, estica e puxa / e viva a festa da Xuxa! Melhor trilha sonora não há!] . 5. Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de língua portuguesa). 6. O produto da multiplicação é o índice de legibilidade [A esta altura, você já chegou naquela parte que diz: O dengue conta de um até três, as brincadeiras começam de uma vez, e se perdeu na conta, né? Ah, puxa, que pena… malzaê por tirar a sua concentração, viu?].
[Pensa que acabou? Nãããããããããoooo!!! Aqui tem a análise dos resultados da sua conta: ] Possíveis resultados: 1 a 7: história em quadrinhos. 8 a 10: excepcional. 11 a 15: ótimo. 16 a 19: pequena dificuldade. 20 a 30: muito difícil. 31 a 40: linguagem técnica. Acima de 41: nebulosidade.
O livro dá exemplos práticos da eficácia desse teste: “Se o resultado ficou acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Você tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparoxítonas dar umas voltinhas por aí. O melhor: abuse de ambos.” [Eu indicaria mais dois caminhos: a) o texto ficou uma bosta. Joga fora e começa do zero, é o melhor a se fazer; b) esqueça a calculadora e abra um dicionário. Ele costuma ser um grande companheiro de redações e redatores. Outro excelente auxiliar na redação de um texto é o Manual de Redação e Estilo do Estado de SPaulo. A única coisa prestável produzida pela empresa do clã dos Mesquita.]

Mas esse texto prima mesmo é pelo conjunto da obra de piadas prontas. Pensa que o melhor do livro é o fato de ele começar a ficar bom na página 51 (hic! :D)? Claro que não! O melhor dele é descobrir que você pode comprá-lo na… Livraria da Folha – o Eliéser dos jornais impressos brasileiros…

É uma piada pronta atrás da outra…

Se a coisa continuar nesse nível serei obrigada a criar uma nova catiguria no caldeirão: PORRA, FOLHA!

Antes de terminar este post, mais duas observações. A primeira: PORRA, ALBERTO DINES!!! NAONDE QUE VOCÊ TIROU ESSA IDÉIA DOIDA DE CÁLCULO DE LEGIBILIDADE DE TEXTO? PÁRA DE TOMAR CHOPE COM ENGENHEIRO PORQUE ESSA RAÇA NÃO SABE ESCREVER DIREITO, CARA!!!!

A segunda: Meus agradecimentos ao Cardoso pelo link enviado.

Objetivando modernizar (ou Porra, Folha!)

domingo, maio 23rd, 2010

Gente, tadinha da Folha! O Eliézer Ambrósio dos jornais impressos tá perdidinho da silva! Num sabe quemcossô, oncotô, proncovô

Culpa dessa menina Internéte, que desvirtuou o belo caminho dos excelsos jornais impressos brasileiros. Agora, qualquer um tem acesso a qualquer tipo de notícias em qualquer lugar, a qualquer hor… CRISTORREIMESALVA! SAIPRALÁ, CLICHÊ!!!!

Ai, mals aê, galera! É que o texto de apresentação do novo (sic) formato da Folha de São Paulo é de uma ruindade contagiante. Ruindade não no sentido de maldade, é no sentido de troço ruim, mesmo!

As idéias estão concatenadas de forma a se desconectarem, e o texto se conclui num mega-chavão pra deixar bem claro que a Folha é e sempre será essa publicação… por assim dizer… smartona.

Senão, vejamos o texto disponível neste link aqui. E quando você se dá conta de que o autor é simplesmente o EDITOR-EXECUTIVO DO JORNAL a vontade de chorar só faz crescer. Mas vamos lá:

Informação exclusiva de cara nova [Tá bom. Então é só a informação exclusiva que vai ganhar roupagem nova? A informação que sair publicada na Folha e em todos os outros jornais do Brasil – quiçá do mundo – vai ficar com cara velha?]
SÉRGIO DÁVILA
EDITOR-EXECUTIVO [brrrrrrrrrrrrrrrr…. perdão, correu um arrepio por toda a minha espinha agora. só de pensar que o editor executivo do jornal escreve assim… brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr]
A Folha mudou [Taí um verbinho perigoso de se usar assim, intransitivo… suscita interpretações mil! Mas deixemos minha ansiedade de lado, dotô Sérgio vai se explicar. (Vai?)]. O jornal que você tem em mãos neste domingo traz as letras cerca de 12% maiores, em um formato e com uma diagramação que deixam a leitura mais fácil [as entrelinhas dizem: Leitor, você é cego, disléxico e burro. Pra quebrar o seu lado, aumentamos a letra. Na próxima reforma, vamos usar apenas desenhinhos, combinado?]. Os títulos são mais fortes [donde se conclui que os títulos anteriores eram fracos (leia-se uma bosta)] , a hierarquização das reportagens é mais clara [ai, que lindo isso! hierarquização clara de reportagens! É de comer ou de beber? E QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PRO LEITOR, CÁSPITA?!?!?!?!?!?!?!?!?] , a identidade entre os cadernos [impressão minha ou ele disse aqui que todos os cadernos de diferentes editorias são idênticos entre si? ou seja: economia, política e cinema têm tratamento igual? Reparem que nós estamos na TERCEIRA FRASE DO TEXTO!!!] , mais evidente. As fotos ficaram maiores e os quadros informativos, mais limpos e didáticos.[lido nas entrelinhas: já estamos ensaiando a próxima reforma, viu leitor? Os desenhinhos estão ganhando espaço!]
As mudanças também são editoriais. O noticiário político passa a ser agrupado sob o título de Poder, o caderno de economia é rebatizado como Mercado [aproveito para parafrasear Luis Fernando Verissimo e lembrar que os cadernos poderiam se chamar Maria Helena e Luíza Renata, não faria diferença. O que importa é o conteúdo. Cadê o conteúdo? qual a diferença do conteúdo antigo pro conteúdo atual?], Esporte ganha formato tabloide [e isso lá é mudança editorial? zifio, essa informação deveria estar no parágrafo anterior ou, então, retrabalhada aqui, porque você começou este parágrafo com ênfase nas mudanças editoriais – que, diga-se de passagem, inda num deram as caras no seu texto…], menor e mais ágil [COMO ASSIM UM CADERNO É MAIS ÁGIL? ELE CORRE? TEM PERNAS? DOMINA A ARTE DO TELETRANSPORTE?!?!?!?! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH, FUJAM PARA AS MONTANHAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSS], Tec reunirá às quartas-feiras tendências [TAVA DEMORANDOOOO!!! CHEGOU A TENDÊNCIAAAA!!! CADÊ O BONDE PRAS MONTANHAS QUE NÃO CHEGOU, DEUSDOCÉU?!?!?!?!?!] do mundo digital e o jornal estreia um novo suplemento, a Ilustríssima, que trará aos domingos o melhor em cultura, ensaios e reportagens de mais fôlego [é isso aí! Enquanto o caderno de esportes está mais ágil, o caderno Ilustríssima ganha mais fôlego! Mal posso esperar pra saber quem é o personal trainer dos cadernos da Folha!] .
Além disso, 29 novos colunistas passam a escrever no jornal. São nomes como o de Fabio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Banco Santander no Brasil, a atriz Fernanda Torres, que comentará as eleições presidenciais, a jovem escritora Vanessa Barbara, que resenhará programas de TV, e o cadeirante Jairo Marques, um sucesso do meio on-line.
O caçulinha João Montanaro, de 14 anos, levará o traço precoce de seu cartum à nobre página 2 do jornal, onde ocupará um espaço que já foi de Glauco (1957-2010), será vizinho de feras como Angeli e integrará um time de ilustradores que conta com Laerte, Adão Iturrusgarai e Caco Galhardo.
Eles vêm se juntar ao maior e mais eclético [vou poupar meus leitores de piadinhas e trocadilhos com este eclético daí, OK?] grupo de colunistas da imprensa brasileira, nomes conhecidos do leitor, gente como José Simão, Clóvis Rossi, Carlos Heitor Cony, Eliane Cantanhêde, Gilberto Dimenstein, Janio de Freitas, Danuza Leão, Mônica Bergamo, Barbara Gancia e Tostão.
A nova forma e o conteúdo renovado são resultado do esforço [pode ser preconceito meu, mas esforço é uma palavra que sempre me remete a prisão de ventre…] de centenas de profissionais, que trabalharam por milhares de horas durante os últimos 12 meses, sob orientação de Otavio Frias Filho, diretor de Redação, seguindo o projeto visual da designer gráfica Eliane Stephan, com a coordenação de Fabio Marra, editor de Arte do jornal, e do jornalista Naief Haddad. [Tá. Mas CADÊ AS MUDANÇAS EDITORIAIS PROMETIDAS, CRISTORREI?!?!?!?!?! Ou vai me dizer que a grande novidade aqui é o personal trainer dos cadernos?!?!?!?!?!]
A mudança acontece num momento em que a Folha promove a fusão orgânica [Alguém desenha, por favor? Como a Folha promoveu esse troço de fusão orgânica? Estou com medo disso… meus neurônios fervilham com as imagens de José Simão se fundindo organicamente com Eliane Catanhêde, ou Gilberto Dimenstein fundindo-se organicamente com Barbara Gancia… tô quase apostando que a Folha misturou Activia nessa fusão! Lembrem-se que esse troço todo é resultado do esforço da galera…] entre suas equipes de jornalistas do meio on-line e do impresso, o primeiro grande jornal brasileiro a fazer isso de fato.[HEIN?!?!?!? OS OUTROS JORNAIS JÁ FUNDIRAM JORNALISTAS?!?!?!?! COMO? POR QUÊ? PRÁ QUÊ?]
A ideia é transformar a Redação num centro captador de notícias que funcione 24 horas por dia e produza informação de qualidade para qualquer plataforma [Grito nº1:  E A FOLHA CHAMA ISSO DE FUSÃO ORGÂNICA?!?!?!?! TRAGAM UM PROFESSOR DE FÍSICA QUÂNTICA, PELAMORDEDEUS!!!! Grito nº2: E SÓ AGORA A FOLHA RESOLVEU TER UMA REDAÇÃO QUE PRODUZ NOTÍCIAS DE QUALIDADE?!?!?!?!!?!?! Meu Deus, será que ela vai conseguir tal feito? Ah, tô aqui na torcida, viu?] , seja ela o papel, que é e continuará a ser a vitrine [#facepalm. Tio, vou desenhar: papel é feito de celulose. Vidro é ooooooooooooooooooutra coisa, feita de sílica. O papel não é vitrine. Aliás, qualquer vitrinista sabe que papel serve pra TAPAR VITRINES. Ai, gente, sério que o editor executivo da Folha de SPaulo escreve com essa clareza âmbar?] principal da marca Folha, o on-line, agora rebatizado de Folha.com, ou em smartphones e tablets, por torpedos e e-mails e o que mais for inventado [quer dizer que até agora o que a Folha vinha fazendo na Internet era obra de amadores?].
[Preparem-se porque o âmago do quemcossô-oncotô-proncovô está no parágrafo que começa agora:] Parte dos textos está mais enxuta, maneira de resumir os acontecimentos da véspera sem fazer o leitor perder tempo e paciência [hhmmmpfff… sério que vocês vão conseguir isso? Ó, na boua, tô torcendo aqui pra vocês, viu?]. Parte está mais analítica [EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPPPPPPPPPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! A Folha tá bipolar? O texto tá enxuto mas tá analítico? o texto enxuto é resumido e não irrita o leitor, daí vem o analítico pra irritar o leitor, e tirar tempo e paciência dele?!?!?!?!?! Doctor Jeckyll and Mr. Hyde? Ou caberia aqui uma explicação mais delongada, mais pormenorizada, sobre como, onde e por quê (olha o lead aí geeeente!) os textos serão assim e/ou assado, né, senhor-doutor-editor-executivo? Taqueopa….], um dos pilares [iiiiiiiihhhhhhh…. um dos pilares… olha a clichetaria grudando no texto!] do projeto novo, que priorizará a contextualização e a interpretação do fato conhecido. [contextualização e interpretação do fato conhecido! vinte sílabas em seis pomposas palavras pra dizer um troço que é pura obrigação de todo e qualquer jornalista, quer ele escreva prum jornal de renome nacional ou um bilhetinho pra namorada!]
O leitor escolherá seu caminho [Ai, jura? Puxa, obrigada, viu? Cês são legais paca!], o mais rápido, mas de qualidade, ou o mais profundo, mas compreensível [leitura das entrelinhas: caberá à Folha largar o leitor na encruzilhada! Eparrê-iansã!] ; ambos serão contemplados pelo jornal.
Uma coisa, porém, não muda: o compromisso diário da Folha de buscar a informação exclusiva [rufar de tambores… preparem-se para a retumbância tonitruante do chavão dos chavões de toda e qualquer reforma editorial ou visual de veículo de imprensa…] , o furo de reportagem [a expressão cláááááááááááássica que aparece cada vez que surge um novo veículo de comunicação na face da Terra. Não, não é o furo de reportagem.] , o enfoque único [Tá chegaaando! Olha o enfoque único abrindo alas pro Uber-Deus de todos os chavões jornalísticos, gente! (Ai, eu até me emociono nessas horas!) é ele, oooooooooooooooooooo….], o olhar diferenciado [YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! – NOT!]. A matéria-prima do jornalismo de qualidade é a informação única. Que você passa a receber de cara nova.
Novíssima! [Naonde, zifio? Naonde? Esse texto é espuma pura! Cadê o conteúdo?!?!?!?!?!?]
Tá pensando em acordar mais cedo pra comprar jornal com cara nova e notícia velha e bipolar? Dica: puxe o edredom pra cima da orelha, vire pro outro lado e estique o seu soninho. Vai por mim. Cê sai no lucro.
PORRA, FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!!!!

Tucanaram a mãe!

domingo, maio 9th, 2010

Peguei o dito no Blog da Ju há um ano. Esqueci de publicá-lo, então. Publico agora.

Já tinha recebido este texto em forma de Power Point. É bonitinho, lindinho, engraçadinho, tem mensagenzinha, etc, etc.

Mas depois de ler esse benedito, eu só consigo pensar numa coisa: Tucanaram a mãe!

Ainda assim, Feliz dia a todas as Mães! (*)

**********

Uma mulher foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
“O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu o funcionário.
“Claro que tenho um trabalho”, exclamou . “Sou mãe”.
“Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar Dona de casa”, disse o funcionário friamente.
Não me lembrei dessa história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu, obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona da situação.
“Qual é a sua ocupação?” Perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
“Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.”
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
“Posso perguntar”, disse-me ela com novo interesse, “o que faz exatamente?”
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
“Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24!!!).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3 anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!
Maternidade… que carreira gloriosa!
Assim,
as avós deviam ser chamadas “Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”.
As bisavós: “Doutora-Executiva-Sênior”.
E as tias: “Doutora-Assistente”.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras.
Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!

(*)Repare, não… tô meio piegas, sim!
Ah, vá, dá um desconto! Meu primeiro dia das mães com o feiticeirinho fora da minha barriga, né?

[OD 1 ano] O futuro do gerúndio e o novo conceito em modo verbal (2)

terça-feira, abril 27th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi originalmente Publicado em: 24 de abril de 2009 às 21:08

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Nos áureos tempos de escola, ensinou-nos tia Maricota sobre os modos verbais. Refresco-vos os neurônios, desta vez com o auxílio da Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa, de José de Nicola e Ulisses Infante:

Modo Verbal
As flexões de modo, tempo e voz são características do verbo. A flexão de modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia.
Quando a atitude é de certeza (eu amo/eu amei), o fato é ou foi uma realidade. Essa atitude caracteriza o modo indicativo.
Quando a atitude é de incerteza, dúvida (se eu amasse/quando eu amar), exprime uma condição, uma realidade. Essa atitude caracteriza o modo subjuntivo.
Nos casos em que se exprimem ordens (ame você/não amem), ou desejos, ou vontades, temos o modo imperativo.
Além desses três modos, os verbos apresentam as formas nominais: infinitivo (amar); gerúndio (amando) e particípio (amado).

<começa a ironia>

Este é o velho conceito. No novo conceito de modo verbal, o gerúndio rebelou-se. Deixou de ser forma nominal e revelou-se um novo modo verbal: o modo telemarketing. Esse novo conceito em modo verbal expressa atitudes de enrolação misturada com dúvida, desinformação, falta de noção, desculpas esfarrapadas e falta de compromisso total do falante com seu interlocutor (que pode ser um consumidor, uma pizza ou uma pedra, tanto faz).

O legal neste novo conceito em modo verbal é que você pode juntar quantos verbos auxiliares quiser para formar sua locução (capenga) verbal:

“Eu posso vir a estar tentando disponibilizar o serviço, senhor!” (cinco verbos!)

Senhora, a senhora poderia estar objetivando anotar o número de protocolo, por favor? (quatro verbos!)

Certa feita eu consegui juntar seis verbos numa locução só. Mas não me lembro mais como fiz tal aberração. Se você quiser, tente nos comentários produzir uma locução verbal com mais de quatro verbos juntos…

<acaba a ironia>

Sim, isso é errado. E não, crianças, não repitam isso na escola nem na vida real, porque é muito feio! E isso vale pros adultos também!

Mas há casos em que o futuro do gerúndio é possível, sim, na Língua portuguesa. Sabe a historinha da concomitância? É só jogar no futuro:

“No próximo domingo, enquanto o Corinthians estiver jogando contra o Santos, o Botafogo vai estar jogando contra o Flamengo”

Viu? Duas ações ocorrendo ao mesmo tempo, no futuro!

[OD 1 ano] O futuro do gerúndio e o novo conceito em modo verbal (1)

terça-feira, abril 27th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi originalmente Publicado em: 24 de abril de 2009 às 20:41

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Nada contra o gerúndio. É um tempo verbal muito útil. Denota concomitância. OK, sei que denotar e concomitância são duas palavras que não constam dos dicionários das amebas escreventes, mas insisto na expressão. E explico: indica duas ações acontecendo ao mesmo tempo, ou ainda uma ação que ocorre neste exato momento: eu estou escrevendo. Das línguas latinas, o francês é o mais radical com relação ao gerúndio: só aceita no caso de concomitância, e ainda assim torce o nariz.

O problema é que, em inglês, o present progressive é usado pra lavar, passar, cozinhar, chuletar, serve o cafezinho no final e ainda pergunta se foi bom pra você também. Vai com tudo – e com todos, esse permissivo. O inglês é uma língua que junta trocentos auxiliar verbs, ou verbos auxiliares, pra modificarem o tempo e o modo de um único verbo principal. Coisa de língua bárbara. Mas tem lá (e não aqui) suas regras. É um tal de I would be going, I shall be released, I’d rather be going to Florida prá tudo quanto é lado. Um verdadeiro desfile verbal.

Daí, o caboclo escrevente que fala ingrêis resolve replicar em português todos esses casos em que o present progressive é usado na língua de seu William </Shakespeare> at the foot of the letter
(Desvio de prosa número 1: literalmente, ao pé da letra. Só que a expressão em português  ao pé da letra, traduzida corretamente para o inglês, é literally. At the foot of the letter é uma tradução típica de Falcão, mas quem cunhou essa expressão deliciosa foi meu amigo João Bonassis, o Boninha. Mas voltemos à minha defesa de tese.)

Pronto. Está feito o melangê de jenessequá*.
(Desvio de prosa número 2: sei que classifico isso de macaquice, mas é que essa é bonitinha… criei essa expressão de minha própria alcunha, a partir do francês melangé de je-ne-sais-quoi. Melangé é mistura; je ne sais quoi, “não-sei-o-quê”. Ficou bonitinho, né? Ah, vá… é melhor que “chiclete com banana” – com duplo sentido, por favor! )

Daí, um desses caboclos tradutores pegou manuais de telemarketing em inglês, salpicados de progressives pra tudo quanto é lado, e traduziu como gerúndio tudico de tudo. Fez-se a bosta. Foi um festival de vamos estar resolvendo, ou vamos estar falando, e danou-se o caldo. A coisa evoluiu pra esculhambação a ponto de muita gente achar chique falar no futuro do gerúndio.

Isso sem contar com as locuções verbais que mais parecem aqueles castelinhos de benjamin montados sobre uma tomada para aumentar o número de plugues da dita. O que me fez desenvolver uma teoria </ironia>. Explico-a. A seguir, porque este post tá muito longo!

A criatividade dos escribas brasileiros

terça-feira, abril 20th, 2010

Copiado e colado da coluna de hoje da Monica Bergamo, aqui (só pra assinantes, mas não lamente, lembre-se que é a Folha de SPaulo…):

O CRIATIVO
O slogan “o Brasil pode mais”, repetido por José Serra (PSDB-SP) em suas últimas aparições públicas, foi usado por Geraldo Alckmin em 2006, quando ele perdeu a eleição presidencial para Lula. “O Brasil pode mais, porque você pode mais”, disse Alckmin no penúltimo programa eleitoral de sua campanha na TV. O marqueteiro dos dois é Luiz Gonzalez.
O CRIATIVO 2
A incrível coincidência já tinha sido identificada em outro slogan, usado na eleição que escolheu os dirigentes do Santos F.C., no ano passado. “O Santos pode mais” era o slogan da chapa vencedora -da qual fazia parte Fábio Gonzalez, irmão do marqueteiro dos tucanos.

O CRIATIVO

O slogan “o Brasil pode mais”, repetido por José Serra (PSDB-SP) em suas últimas aparições públicas, foi usado por Geraldo Alckmin em 2006, quando ele perdeu a eleição presidencial para Lula. “O Brasil pode mais, porque você pode mais”, disse Alckmin no penúltimo programa eleitoral de sua campanha na TV. O marqueteiro dos dois é Luiz Gonzalez.

O CRIATIVO 2

A incrível coincidência já tinha sido identificada em outro slogan, usado na eleição que escolheu os dirigentes do Santos F.C., no ano passado. “O Santos pode mais” era o slogan da chapa vencedora -da qual fazia parte Fábio Gonzalez, irmão do marqueteiro dos tucanos.

Me lembrou de três coisinhas:

1- Uma agência de publicidade que existia em priscas eras da Internet, a Plus Comunicação. O site deles (putz, não abre mais, que pena!) era um mafuá multimídia, tinha um olho (globo ocular, bem entendido!) que olhava pra tudo quanto era canto, pra cima, pra baixo e pros lados, e, ao fundo (juro por Deus! Eu vi e ouvi isso!!!) o arquivo midi de Missão Impossível tocando sem parar – e sem um botão de calabocapelamordedeus no site!) Justiça seja feita, a Plus Comunicação foi a pioneira no (mau) uso da palavra diferencial. Usava em T-U-D-O quanto era canto. Pra T-U-D-O quanto era cliente. Tenho cá pra mim que os irmãos Gonzalez Y Gonzalez trabalharam nessa agência de comunicação. Daí a reciclabilidade de seus slogans, né?

2- uma notinha lida Internet afora (acho que foi no Blue Bus, mas não encontrei nenhum link que me comprovasse a memória) sobre a concorrência que o IBGE fez para contratar uma agência de publicidade para divulgar seu trabalho etc. e tal, e quase todas as concorrentes fizeram algum trocadilho com o verbo contar para o slogan. algo como: “IBGE, conte com a gente!”

Eu sou a primeira a defender trocadilhos. Acho que um trocadilho calado pode fazer muito mal à pessoa, pois ele vira toxina. O negócio é falar logo e botar o trocadilho pra fora antes que ele te contamine. Mas também não é pra levar o trocadilho a sério, né, gente?

3- O Paulo Henrique Amorim comentou no site dele já ter trabalhado com um revisor (foi no Jornal do Brasil, Paulo Henrique?) que recomendava cautela ou até mesmo que se evitasse o uso da palavra poder, porque ‘o poder pode tudo’.* Aí vem o PSDB e… deixa prá lá.

Tudo isso pra dizer que eu ainda espero um mínimo de criatividade (da sinceridade já abri mão de há muito!) nessa campanha eleitoral que já se vislumbra ao horizonte….

* Pra quem não entendeu: no início do século passado, o fonema da letra F era produzido pelas letras “PH” (como em pharmacia). Agora, imaginem o poder com PH. Então, preciso desenhar ou tá de boa?

Interpretando textos com a Madrasta do Texto Ruim – um olhar realista para destacar as entrelinhas

quarta-feira, abril 14th, 2010

O título daí de cima é pra ser lido com sarcasmo, fazfavô. Porque eu jamais, em sã consciência, começaria um título com um gerúndio, muito menos lançaria mão da expressão um olhar assim assado. Além de sarcasmo, o título acima ainda contém 3 taças de vinho. Favor dar o desconto.

Mas não tô aqui pra justificar meus títulos. Vim para ajudar meus diletos leitores a lerem as entrelinhas dos textos que lhes chegam às mãos. Outro dia mesmo tava aqui aprovando um comentário que falava de texto em entrelinhas.

Enfim. Marido recebeu uma dileta cartinha da TIM(ganei) junto com a conta do celular. A missiva é simpática e educada, mas contém uma série de informações que não foram ditas com todas as palavras. Escancará-las-ei, portanto:

Prezado cliente,

Visando a melhoria constante nos processos de atendimento a você, cliente TIM, estamos aprimorando os nossos sistemas de faturamento, responsáveis pela geração de sua conta.[Achamos por bem mexer no sistema que gera nossas cobranças]

Diante disso, a conta deste mês (Abril/2010) não contempla as chamadas locais e de longa distância. [deu um pau ferrado no sistema, a gente perdeu um monte de coisa, mas se Deus quiser o backup vai funcionar] Estas chamadas serão apresentadas na próxima conta com vencimento em maio/2010. [Até o mês que vem a coisa tem que voltar aos eixos, com a ajuda dos deuses]

ATENÇÃO: Caso exista utilização de chamadas locais excedentes ao seu pacote de minutos, realizadas no período de 1/3/2010 a 31/03/2010 (Período do vencimento de Abril/2010), ou chamadas de longa distância deste mesmo período, estas serão cobradas e apresentadas na conta do mês de maio/2010. [aparentemente, perdemos os registros de suas chamadas excedentes e/ou de Longa distância. Mas estamos rezando pra recuperar tudo, viu? Aguarde notícias mês que vem!]

Essa reprogramação está sendo feita em caráter excepcional, não causará a cobrança de encargos financeiros adicionais e respeita os prazos determinados pela Anatel (Agência nacional de Telecomunicações). [Tamos virando noites e noites pra resolver o quiproquó, o chefe não larga do nosso cangote, e a gente tem que consertar a bosta homérica o mais rápido possível. Inda bem que a Anatel entende que esse tipo de bosta acontece, né?]

Adicionalmente, o vencimento da sua conta deste mês será prorrogado e o pagamento poderá ser realizado até 22/04/2010, sem incidência de multa e juros. [Tamos quebrando o teu galho. Reze por nós!]

Atenciosamente,

TIM Brasil.

Eu ri muito ao ler esta carta. Espero ter compartilhado os motivos de meus risos com vocês. E vamos ver o que vai acontecer mês que vem!

A politização da vírgula (ou a teoria do Fagundes)

sábado, abril 3rd, 2010
As imagens acima também foram "adquiridas" no blog do Nassif. O link pro post tá aí embaixo no texto

As imagens acima também foram "adquiridas" (/cara de pau) no blog do Nassif. O link pro post original tá aí embaixo no texto

Daí que um dileto ectoplasma suíno passou por estas bandas e me avisou deste post no blog do Nassif. Tô com pressinha agora, depois eu baixo as imagens e copio aqui.

Mas, pra quem tá com preguiça de clicar no link, segue o resumo da ópera (bufona). Resumão bem tatibitati, porque, né, trata-se da Folha de São Paulo, o Eliéser dos jornais brasileiros. A história é a seguinte:

1- Folha de São Paulo faz manchete política para edição impressa.

2- Folha de São Paulo faz manchete sobre mesmo assunto para edição online.

3- Folha de São Paulo mexe mal nas vírgulas e faz lambança.

4- Folha de são Paulo remenda a lambança na edição online.

As manchetes das edições impressa e online ficaram, respectivamente, assim:

Serra critica roubalheira e Dilma, viúvas da estagnação (edição impressa)

Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação (edição online)

Se eu fosse preguiçosa, me limitaria a lincar aqui a explicação que o professor Pasquale já deu sobre a vírgula e a conjução e. Mas não vou me furtar a tecer minha própria teoria da conspiração. Vamlá.

Pra começo de conversa, vamos falar com base em dona Gramática. Essa manchete da Folha é a prova final, definitiva e indiscutível de que conjunção aditiva pede, sim, vírgula, pra não embananar a compreensão da frase. Então, galera, vamos cortar aquele papinho furado de que conjunção aditiva liga frase e por isso não pode jamais ser precedida por uma vírgula blablabla whiskas sachê blablabla. Como já disse, o Professor Pasquale concorda comigo.

A frase da edição impressa, sem a vírgula antes da conjunção aditiva, tem apenas um sujeito (Serra) e dois objetos diretos (Dilma e a roubalheira). Do jeito que ficou, a frase afirma que Serra criticou tanto a roubalheira quanto a Dilma,  e afirmou que ambas (Dilma e roubalheira) são viúvas da estagnação. Reparem no viúvAs, no feminino.

Já a frase da edição online conta com dois sujeitos, Serra e Dilma, que cometeram a mesma ação (criticar) contra objetos diretos diferentes (o de Serra é a roubalheira; o de Dilma, os viúvOs da estagnação. Viúvos, no masculino, reparou?).

Isto posto, minha teoria é de que esse texto foi feito às pressas, no meio da madrugada, no fechar de uma edição. O caboclo tava com sono, e tava mais preocupado com dona Gramática do que com dona Tendência Política. Aprendeu na escola que antes de conjunção aditiva não tem vírgula nunca, jamais, em tempo algum, e tirou a dita de lá. Apertou o print das rotativas, virou as costas e foi-se embora dormir, pra dar margem a toda sorte de interpretações escabrosas e maledicências por parte dos blogs petralhas (huahuahuahua, como é divertido zoar com todas as tendências políticas!), que começaram a imaginar até mesmo que, dadas suas ligações escusas com o prédio da Barão de Limeira, (aqui começa a viagem legal) foi o próprio Serra foi o autor dessa frase. Não seria de espantar. José Serra tem mesmo habilidade pra fazer cagadas desse tipo com a Língua Portuguesa. Daí os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

Mas eu tenho outra teoria: essa manchete foi feita de propósito, e pra sacanear a direção da Folha. Algo bem Fagundes, o Puxa-Saco: E aí chefinho, ficou boa a manchete? Viva o Serra, e abaixo a Dilma, né, chefinho? Daí, o cabra chutou o pau da barraca e fez essa lambança na edição impressa. Então, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

A terceira teoria é a menos plausível de todas: o autor da manchete é um jornalista sem conhecimentos básicos de Português. Mas nessa teoria eu não aposto, não. Naonde que a Folha de São Paulo se prestaria a publicar textos mal-escritos, né, gente? Pô, se tem um jornal que preza pela clareza dos textos e da concordância com as regras gramaticais da Língua Portuguesa é a Folha de São Paulo!!! (*) Ainda assim, ao lerem a magnífica manchete da edição impressa, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

(*) Pros desavisados de plantão: Esse parágrafo foi irônico, tá?

Sem as bênçãos de Nossa Senhora da Concordância Verbal…

quinta-feira, abril 1st, 2010
É cultivam, Serra! Cultivam!!!

É cultivam, Serra! Cultivam!!!

Alguém avisa lá em cima pra algum santo abençoar e proteger a candidatura de José Serra à Presidência da República?

Nossa Senhora da Concordância Verbal já refugou, coitada…

Pô, primeiro dia de campanha, o ex-governador de São Paulo solta esta magavilha:

Aqui não se cultiva escândalos, mal-feitos, roubalheira…

Ô, Zé! O certo é cultivam, zifio! Vê se melhora seu entrosamento com os santos gramaticais, senão a coisa vai ficar feia pro seu lado!

Até porque as más línguas dizem que quem fala errado neste país é Lizinácio, e ele nem candidato mais é…

(Também, quem mandou o Paulo Henrique Amorim ficar reparando nas suas concordanças, né?)

Trubisco e fuzilico

terça-feira, março 30th, 2010

Tô aqui com a minha amiga slinguista Marília Mercer no MSN. Ela tá me contando umas historinhas ótimas sobre invenções de palavras…

Quando ela se esquece do nome da coisa à qual ela quer se referir, ela chama o negócio de trubisco ou de fuzilico.

Ih, Dona Bruxa, o que é isso e pra que serve?

Bem, ouçamos as palavras da própria Marília:

é qulquer coisa que não lembro o nome
tem fuzilico, fuziliquinho, fuzilicão
trubisco trubisquinho e trubiscão
é que as vezes não dá tempo de lembrar o nome das coisas
e com os improvisos o povo entende e até me lembra o nome!
por exemplo, em radiologia usamos muito o espessômetro
mas na correria, eu esquecia o nome, virava pra estagiária, pega o fuzilico ali pra mim?
termos técnicos!

É qulquer coisa de cujo nome não me lembro. Tem fuzilico, fuziliquinho, fuzilicãotrubisco trubisquinho e trubiscão

Às vezes não dá tempo de lembrar o nome das coisas, e com os improvisos o povo entende e até me lembra o nome!

Por exemplo, em radiologia usamos muito o espessômetro. Mas, na correria, eu esquecia o nome, virava pra estagiária e dizia: “pega o fuzilico ali pra mim”?

Termos técnicos!

É legal, ela aprendia que tinha que sempre medir com o espessômetro sem eu ter que ser a chata que dava aula disso na frente do paciente

Miacaaaaaaaaaaaaaaaaabo com essas expressões doidonas que acabam por soar simpáticas aos nossos ouvidos?

Quando eu era criança pequena lá na Escola de Comunicação da UFRJ, os colhégas falavam em isdruves e isblau. Também dois verbetes muito importantes na arte de não dizer nada mas mesmo assim conseguir se expressar.

E você, também já inventou um neologismo quando se esquecia da palavra correta pra ocasião?

(Em tempo: antes de se apressar e traduzir sling por tipóia, visite o site da Marília. Sling, ou carregador de bebê, é um dos melhores trubiscos já inventados para se carregar um bebê desde… ah, sei lá desde quando! E slinguistas são as pessoas que fazem os slings. A Marília é uma trubisqueira de mão cheia! 😀 )

De parônimos e enfrentamentos

domingo, fevereiro 28th, 2010

Ectoplasma suíno fresco por estas bandas me contou algumas deliciosas porém indigestas histórias de amebas escreventes. Como a de um cidadão que concedeu, via e-mail, autorização a seu subordinado para executar determinada tarefa:

Fulano,
Enfrente
!

Lindo, não?
A ameba quis dizer em frente, mas escreveu enfrente. Tentei imaginar o que se passou pela cabeça da ameba na hora em que ela escreveu enfrente, mas desisti. É, eu sei que eu insisto em sempre partir do princípio de que coisas desse tipo não só têm cérebro como sabem ler fluentemente.

Daí que eu desconfiava que esse fenômeno de palavras com som igual mas escrita e significados completamente diferentes tinha um nome específico. Tio Antônio me contou:

Parônimos

adj.s.m. (1858) gram ling 1 diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia 1.1 diz-se de ou palavra cujos fonemas podem se confundir com os de outra(s), por razões etimológicas ou simplesmente tônicas (p.ex.: deferir: diferir, descrição: discrição, emigrar: imigrar etc.)

Quer dizer, domingo à tarde, e a ameba me faz ir ao dicionário pra ver o que é um parônimo!

Se eu recebesse o supracitado e-mail, eu obederia cegamente à ordem!

Iria à sala do meu chefe, chamá-lo-ia (a mesóclise é minha e eu a enfio onde dona Gramática me autorizar!) pra briga durante dez segundos (E aí, mermão? Vai encarar? Tu num é de nada, não! Vem cá pra tomar uns tabefes pra tu ver o quanto é bom) e, logo em seguida, com a maior cara de Fagundes, o puxa-saco, diria: e aí, chefinho, enfrentei de acordo com suas expectativas?

Porque eu sou cínica! E me lembrei deste causo, que não tem nada a ver com parônimos – só com enfrentamentos… 😀

No último lugar onde eu trabalhei, o chefe da redação me mandou, certa feita, o seguinte e-mail:

Dê um pulinho aqui!

Eu não conversei nem questionei: fui até a sala dele, pedi licença, dei um pequeno salto na frente dele, depois fiz cara de Fagundes e disse com sua licença, chefinho!, virei as costas e fui embora.

Ele riu da situação e me chamou pra tomar um cafezinho…

(Não, eu não fui demitida! O chefe que viu que me deu margem pra piadinha sem graça, e aceitou a brincadeira numa boa!)

Chá com pleonasmo na Terra do Lugar-Comum

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Mais um e-mail de assessoria de imprensa. Desta vez, sobre chá-mate. Não bastasse o festival de clichês, o chá foi adoçado com pleonasmo. Duvida? Ó só:

MATTE LEÃO INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS
No primeiro semestre de 2010, Matte Leão, marca líder no mercado de chás, traz inovações
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante e Matte Leão Zero: os dois novos produtos que a partir deste mês, já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto. Matte Leão é uma bebida preparada a partir das folhas desta planta, que são especialmente selecionadas e tostadas para resultar no seu sabor único e inigualável.
Matte Leão, bebida consumida quente ou gelada, tem espaço nas variadas ocasiões: em momentos de lazer, para matar a sede, junto às refeições ou nas reuniões de trabalho.
Matte Leão, autêntica marca brasileira, validada através das gerações, lidera o mercado de chás prontos para beber. De acordo com o Instituto AC Nielsen, em 2009 foram consumidos 60 milhões de litros de chás prontos para beber no Brasil. Neste mesmo ano, a taxa de crescimento do mercado foi de 12%.
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
“Nossos lançamentos vêm contribuir para acelerar o crescimento deste mercado, fortalecer a marca Matte Leão e enriquecer o portfólio da Leão, líder absoluta desde 1901 e maior conhecedora de chás e infusões do Brasil”, comenta Renato Fukuhara, diretor de Marketing da Leão Jr.
Lançamentos:
MATTE LEÃO CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Matte Leão agrega em sua linha e aposta em mais uma novidade: o Matte Leão Concentrado, que já vem adoçado.
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade para mais uma inovação: Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Matte Leão e ausência de açúcar e adoçante, proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.
“O Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante foi especialmente desenvolvido para se assemelhar ao máximo ao sabor do Matte Leão preparado em casa – aquele feito a partir da erva-mate à granel. Cada família tem a sua receita e a repassa de geração em geração”, comenta Renato Fukuhara.
A proposta, “Faça do seu jeito”, aliada à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.
Além de oferecer sabor, o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros e atender a toda a família.
Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante será distribuído para os principais pontos de venda de todo o Brasil.
MATTE LEÃO ZERO
A marca Matte Leão renova seu portfólio de chás prontos para beber com o lançamento de Matte Leão Zero: zero açúcar, zero caloria.
Segundo o Instituto AC Nielsen, o segmento de baixa caloria já representa 23,8% do mercado de chás prontos para beber no Brasil. Entre os anos de 2008 e 2009, este segmento apresentou aumento de 17,2%.
Atuante desde 1901, a Leão é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca Matte Leão, sendo sinônimo de qualidade e tradição. No segmento diet, light e zero, não é diferente. Matte Leão Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Matte Leão Zero vem para substituir o Matte Leão Diet no portfólio da Leão. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Matte Leão.
“Este lançamento é o resultado de um ano de pesquisa, com o objetivo de chegarmos ao produto perfeito: o autêntico sabor de Matte Leão com zero açúcar, deliciosamente leve e refrescante.”, diz Renato Fukuhara.
Matte Leão Zero pode ser encontrado nos principais pontos de venda do país, nos sabores natural e limão, nas versões copo (300ml), lata (335ml) e pet (330ml, 500ml e 1,5 litro).
MATTE LEÃO ORGÂNICO
“O Matte Leão Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis”, afirma Renato Fukuhara, diretor de marketing da Leão.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Walmart. O Matte Leão Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera. A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Matte Leão Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da Leão no município de Fazenda Rio Gande (Paraná) e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente, ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade. Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
“O Matte Leão Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta”, ressalta Fukuhara.

Chá mate Tal INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS [PLEONASMOOOOOOOOOOOOO!!! Pleonasmo é aquela figura de estilo que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como um novo lançamento, por exemplo. Muito açúcar, não dá nem pra engolir!]

No primeiro semestre de 2010, o mate Tal, marca líder no mercado de chás, traz inovações [Lugar-comum! Clichê! Falta do que falar, então inventa uma firula qualquer! O mate em questão poderia trazer um novo conceito, ou uma funcionalidade diferenciada, que pouca diferença iria fazer. Pelo menos conjugou direito o verbo trazer.]

São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Mate Tal Assim sem açúcar e sem adoçante e Mate Tal Zero: os dois novos produtos que [deveria haver uma vírgula aqui…] a partir deste mês, [já que esta vírgula entrou aqui. Caso não quisesse colocar a vírgula ali, também não colocasse aqui. É um típico caso de pague duas,  leve as duas, coloque-as no lugar certo e não amola!] já estão disponíveis no mercado brasileiro.

O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto (…) Bla bla bla whiskas sachê bla bla bla (…)

Mate tal, autêntica marca brasileira, validada através das gerações [o que diabos a tchutchuca quis dizer com validada através de gerações? o que esse validada tá fazendo aí? Por acaso o aprovada ou o consumida quebraram a perna e não puderam comparecer ao texto?], lidera o mercado de chás prontos para beber. (…) mais blablabla whiskas sache blablabla (…)

Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente [Tocam as sirenes do reino dos dicionários! Palavra certa escrita errada, que trouxe um significado completamente diferente ao texto. Socorro, Tio Antônio!]no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.

Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[então, vamos falar rapidim com tio Antônio:

InSipiente: 1  não sapiente; ignorante <os empregados que conseguiu eram todos i., sem qualificação>  2  tolo, néscio 3  sem juízo; insensato, imprudente

X

InCipiente: que inicia, que está no começo; inicial, iniciante, principiante ¤ etim lat. incipiens,entis part.pres. de incipère ‘começar, dar princípio’ ¤ sin/var ver sinonímia de primeiro.

Ou seja: a tchutchuca quis dizer que o negócio ainda tá no começo, mas disse que o troço é burro. Legal, né? Bom, adiante, por favor…]

Lançamentos:

Mate  CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE

Em 2009 a marca Tal  agrega em sua linha [mais um irritante verbinho da moda. Por que agrega, e não reúne, traz para? Aliás, o que é agrega em sua linha? Tem uma grega pisando em cima da linha do chá, é isso? ô, textinhohorrorosooooo!]  e aposta em mais uma novidade: o Mate tal  Concentrado, que já vem adoçado. [e aintes que você tenha uma síncope porque o título falou em sem açúcar e este parágrafo falou em adoçado: este já foi lançado em 2009, é notícia velha…]

O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade [Agora imagine você, meu caro leitor, minha cara leitora, a seguinte cena: O produto que é sucesso aparece no meio de um picadeiro de circo gritando: Respeitável público! Venho por meio deste apresentar uma… Oportunidade! Daí, entra no picadeiro dona Oportunidade, uma anã barbada. Ou uma king-konga cuspidora de fogo, sei lá… só sei que me veio à cabeça esta cena agora, achei legal dividir com vocês…] para mais uma inovação [Nem anã nem king-konga! quem adentrou o picadeiro deste sinistro texto foram duas gêmeas siamesas (ou seria uma só, posto que são siamesas? enfim…): Oportunidade e Inovação! Filhas do sr.  Lugar-Comum com a sra. Polissílaba. A Sra. Polissílaba tem esse problema, coitada… de tanto ficar fazendo palavrinhas com mais de três sílabas, de vez em quando vem um par de siamesas… Dizem que dona Polissílaba é filha bastarda do sr. Trocadilho, mas isso não ficou comprovado ainda… é, tá um circo este texto…] : Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante.

Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Mate tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Mate Tal e ausência de açúcar e adoçante [Tá, meu filho! Isso a gente já entendeu! Agora fala qual é o borogodó desse produto!], proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.[ou seja: nada. ‘bora ficar com o produto original, porque se você precisa de uma bebida para lhe proporcionar liberdade, mermão, cê tá ferrado, hein?]

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[Dai você pensa que não é possível que o texto diga mais besteira em relação ao produto e aparece este parágrafo:] A proposta, “Faça do seu jeito”, [duas vírgulas erradas que foram abstraídas, OK?] aliada [quando uma coisa se alia a outra no meio de um texto sobre lançamento de produtos, pode ter certeza que o redator dançou o enrolêixon pra escrever a peça]à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.[uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo! E pronto! Mundo contemporâneo é a nova agulha, e o mate concentrado é a opção que se alinha na agulha! Mas que saquinho este texto, hein? E o que é pior: eu ainda não entendi qual é o grande lance do tal do mate concentrado!]

Além de oferecer sabor, o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros [Ufa! Até que enfim! Obrigada por passar uma informação nova, útil e concreta no DÉCIMO-SEGUNDO PARÁGRAFO DO TEXTOOOOOOOOOOOOOOO] e atender a toda a família.

(…)


MATE tal ZERO

A marca tal [O nariz de cera do primeiro produto falava que a marca Tal agrega em sua linha. O deste produto fala em….] renova seu portfólio [BLEARGH!]de chás prontos para beber com o lançamento de Mate Tal Zero: zero açúcar, zero caloria.

(…) Parágrafo com mais dados de mercado (…)

Atuante desde 1901, [Parágrafo que começa com ordem inversa, ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal, é sinal de que não vem boa coisa por aí…] a empresa tal é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca tal, sendo sinônimo de qualidade e tradição [Viu? Se a marca atua no mercado desde 1901, prá quê, meu Deus, eu vou repetir, prá quê dizer que é sinônimo de qualidade e tradição?!?!?! OK, eu tenho a resposta: é porque eles não conseguiram pensar em coisa melhor pra falar. E olha que o produto é bom, ou então não estaria disponível nas prateleiras há 109 anos!] . No segmento diet, light e zero, não é diferente. Mate Tal Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.

Mate Tal Zero vem para substituir o Mate Tal Diet no portfólio da empresa Tal. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Mate Tal.

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente (…)


MATE Tal ORGÂNICO

[ai-meu-deus. Abriu com aspas. Lá vem declaração do queridocliente…] O Mate Tal Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado [E pron-to! Mais uma palavrinha da moda! O mate orgânico em questão é exímio matemático, e sabe como fazer cálculo diferencial. Portanto, já tem esse resultado e apresenta-se como diferenciado! Grunf!] e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis” [Mais um festival de palavras polissílabas, que totalizam 34 sílabas, e nada dizem], afirma o queridocliente.

O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Sbryfs. O Mate Tal Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação [tradição e inovação? Juntas? Explique como!] em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.[e isso é inovação? então, os índios que já tomavam mate antes de Cabral aportar por aqui, plantavam a erva com defensivos agrícolas e adubos químicos? Ah, já sei! é um novo conceito em inovação! Só pode ser! Grunf…]

O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera[o máximo que o índio poderia fazer pra emitir CO2 na atmosfera seria… nem isso, porque é gás metano] . A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.

As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.

O Mate Tal  Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da empresa num município do Paraná e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.

Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura,  [Outro parágrafo que começa com ordem inversa ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal…] que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente [… com direito a uma terceira idéia que atrasou a apresentação da idéia principal!] , ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade [Aceito desenhos. Se alguém conseguir me explicar como se faz pra utilizar um aspecto diferencial de sustentabilidade, eu vou ficar muito feliz!] . Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.

[Agora eu vou deixar pra vocês verem o que é um queridocliente a falar obviedades num press-release. Prestem atenção à quantidade de clichês que serão ditos nesta frase] “O Mate Tal Orgânico é  um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta [O predicado, sublinhado, contém 12 palavras e 4 clichês (33%, portanto)]”, ressalta Fulano.

Melhorar este texto vai dar tanta dor de cabeça que eu me recuso a fazer isso. Não agora… só sei que estava tomando mate, e esse texto me deu uma sede tão grande que agora vou beber água …

Quem sabe mais tarde?

Conjunto da obra perde

sábado, fevereiro 20th, 2010

Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!

Quem recebeu essa pérola por e-mail foi a Lelê do Te dou um dado?. E, como ela foi uma pessoa BOUA de compartilhar a coisa com os leitores do blog dela, eu também vou cometer idêntico ato de bondade.

Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:

Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!

Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]

Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk

Quaso acha [De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever…) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…

Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa

JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]

O que dizer então?

Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!

Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:

Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão

Geisy Arruda dainício à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para

o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão)  – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk


Caso haja interesse, obrigada…


Assessoria de Imprensa

JENIFER ARRUDA!

Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!

Mais uma _________________ aula de jornalismo para a ______________ imprensa: Merval Pereira em Múcio, o opinador

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Já até perdi a conta de quantas ___ aulas de jornalismo para a ___ imprensa eu publiquei aqui no caldeirão. Desta vez, o culpado foi o Merval Pereira, editorialista d’O Globo (as vítimas somos sempre nós, leitores).

Quem cantou a bola desse texto foi o Luis Nassif, eu seu blog. Nassif foi sutil e elegante ao solicitar “tecla SAP ou tradução simultânea”, porque o texto opinativo chega a várias conclusões contraditórias.

Ao ler trechos do texto de Merval no blog do Nassif, me lembrei do Múcio, o Opinador (velha é a #$%#$%¨#$!!!!), um personagem que o Jô Soares fazia nos tempos do Viva o Gordo (é a sua mãe, cretino! Eu sou novinha!), um cara que nunca conseguia fechar numa opinião só, sempre era convencido do contrário. Lembra não? Clica aí em cima, uai!

Então… parece que o texto (cof, cof) opinativo (cof, cof) abaixo foi escrito pelo Múcio! Fui à cata da íntegra na web, e encontrei aqui. Espiem, só:

Folia eleitoral
Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua
decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. Resta agora superar
obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio
Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.
Embora não seja totalmente verdade, o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro
Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.
Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e
Dilma.
O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais.
O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que
Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.
Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo,
hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma).
O fato, porém, é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no
PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.
O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a
candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos.
Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do
Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.
O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas
mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição.
Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing
permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas.
Em contrapartida, o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura.
Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória.
Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos, em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança
entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada
com a desistência de Ciro à disputa presidencial.
Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que
Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.
Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do
partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.
Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer.
A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa
sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada.
Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra?
É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.
Mas não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito. Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do
governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador,
com o apoio do PT e do PMDB.
Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no
Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente.
Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia. E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como
vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão.
Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam
grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos

Folia eleitoral [Texto escrito numa quarta-feira de cinzas. Começa a falar de como foi o carnaval dos virtuais candidatos à Presidência da República. Criativo o título, né? É, eu também não achei. Tentei ser cínica. Perdão.]

Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. [Tá. Merval soube de fontes fidedignas que Serra vai ser candidato e que o PSDB tá fechadinho com ele, né?] Resta agora superar obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.[não, veja bem, não é bem assim. A coisa tá mais pra meio assado… nem todo mundo é a favor de Serra dentro do PSDB.]

Embora não seja totalmente verdade [tenho cá pra mim que embora não seja totalmente verdade equivale, num texto, a uma pirueta numa coreografia], o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.

Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e Dilma.

O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais. [Ah, não, não é tão assado, não… tá meio assim… Eles são contrários mas eles são minoria! Não liga não!]

O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.

Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo, hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma). [Tudo Zé Ruela, que acha que o Serra não vai crescer mas ele tem tudo pra crescer ainda mais! Certo?]

O fato, porém [Pronto! Fez-se a bosta! Tem um porém aqui! A coisa toda voltou ao ponto do assim (ou do assado? Sei lá, já me perdi!], é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.

O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos. [viu que beleza?! Dilma é organizadíssima! O Serra é que tá todo desorganizado, indeciso, não sabe oncotô, proncovôquemcossô…]

Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.

O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição. [Aí ferrou tudo! O PSDB não tem chances!]

Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas. [Lascou-se! Não tem nadica de nada de chance!]

Em contrapartida [Em contrapartida é o irmão mais comprido do mas e do porém. Mais pirueta!], o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura. [Mas é claro que o candidato do PSDB é forte, gente! Vai chegar de candidatura turbinada!]

Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória. [e poderoso! Precisa ter nervos de aço! (eu me pergunto se dentes e cara de vampiro entram nesse pacote, mas isso é maldade minha. Deixemos isso de lado.) enfim, o candidato do PSDB é O-QUE-HÁ!]

Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos [Mas também não é assim tão poderoso, porque em alguns estados ele é instável, gente!] , em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada com a desistência de Ciro à disputa presidencial.

Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.

Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.

Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer. [Viu só? A candidata do PT é que é forte! ela cresceu muito!]

A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada. [pois é, né? Vamos trocar de candidato, porque o nosso é fraquinho? Ele não deve ter nervos de aço, não… (a tese da cara e dos dentes de vampiro fica mantida, porque ela é minha. Mas deixa isso prá lá porque isso continua a ser maldade minha.)]

Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra? [Eu também me pergunto isso porque isso é uma incógnita! Como ficará Minas?]

É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.

Mas [E o irmão do porém entra em campo abrindo o parágrafo! Vamos acompanhar.] não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito [Como é que é? O mais importante é o Aécio perder a eleição nacional porque ele perde mas o Serra ganha? E ele prefere perder a eleição a ver o Serra ganhar? Ou será que ele prefere ganhar a eleição e ver o Serra perder? Oi? quem disse? eu disse! quem disse eu? Eu disse eu!] . Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador, com o apoio do PT e do PMDB. [não, gente! Aécio é fraco! Foi só aventar a possibilidade e ele dançou! Fraquinho, num tem como não…]

Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente. [Viram só? O Serra é poderosíssimo, gente! Vence Aécio, vence Dilma, vence o Galo da Madrugada, vence a minha paciência… (só não vence enchente no estado que ele deveria estar governando, mas deixa isso prá lá.)]

Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia [viu? é uma fraca essa mulher! Fracote! Bu! Bu!] . E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão. [É o PT que tá ra-cha-di-nho da silva! (Tudo bem que o PRI-MEI-RO parágrafo desse texto dizia que quem estava rachado era o PSDB, mas deixa isso prá lá, né?]

Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos.

Donde se conclui que…. o candidato do PSDB é forte mas é fraco; e a candidata do PT é forte mas é fraca. Mas eles ainda não são candidatos. Portanto, dois candidatos assim-assim meio fortes e meio fracos, a eleição tende a empatar na base do fifiti-fifiti!

Será que eu consegui decifrar o texto do Merval Pereira? Ou ele é que dançou o Rebolêixon prá ficar bem na fita do Serra? Quantas piruetas tem nesse texto? Eu perdi a conta. E tenho medo de recontar, vou me perder de novo!

Quem acabou por ficar mal na fita, no papel, na web, em tudo quanto é canto, foi esse textinhodebosta, viu? Decida-se, pô! Da próxima vez, arrume todos os prós numa parte do texto e todos os contras em outra parte, oras! Pelo menos, vai inspirar mais credibilidade…

Terceira ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa: Veja e os textos classe C-cedilha

sábado, fevereiro 6th, 2010

numerospares_impares

É, a coisa vai ficar feia…

À medida que outubro se aproxima, aumenta a quantidade de notícias políticas mal-escritas. Desta vez (Minto. Não foi desta vez. Isso já vem ocorrendo de há muuuuuuito tempo! Desta vez eu resolvi reproduzir aqui no caldeirão, só isso) foi a revista Veja.

É lamentável o que aconteceu com essa publicação. Já foi uma das maiores – e melhores – do mundo, e contou com nomes brilhantes em seus quadros, como Mino Carta e Luis Fernando Verissimo. Tinha um texto delicioso, bem escrito, que fazia carinho enquanto era lido por você.

Agora ela é escrita por um conjunto de ogros sutis feito um Scania, com um estilo grosso, estúpido e extremamente torpe, que agride a inteligência de quem lê o texto. e eu não esotu falando desta ou daquela tendência política. Estou falando de leveza de estilo!

E na coluna Radar desta semana, temos um exemplo de como a Veja é torpe na hora de manipular informações. Acompanhe o texto do subprojeto de jardineiro. Repare em como ele fornece os números:

Um país classe C
A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C. Com a marolinha, 0,5% deles retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.

Um país classe C

A classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer [Muito bem. Vamos aos números!]. Entre 2003 e setembro de 2008, 31 milhões de brasileiros ascenderam à classe C [Número absoluto – revelou a quantidade total de brasileiros que subiram. Próximo]. Com a marolinha [Pronto! olha o texto tendencioso! Se ele soubesse ser mais elegante pouquinha coisa, teria posto um itálico nesse marolinha, que ficaria até simpático. Mas não. Enfim, sigamos!], 0,5% deles [Como assim, 0,5% deles? De repente, virou percentual? E o que aconteceu com o valor absoluto fornecido lá em cima? Por que não calcular quanto é 0,5% de 31 milhões e fornecer esse número também?] retornaram a um patamar abaixo. Agora, a boa-nova que será anunciada nos próximos dias pelo pesquisador Marcelo Néri, da FGV/RJ: entre setembro e dezembro de 2009, mais 2,6 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.[Putz! Voltamos aos números absolutos!!!! Por que cargas d’água só aquele valorzinho lá de cima foi apresentado em percentual?]

Calculadora do lado, vamos ver quanto vale 0,5% de 31.000.000: (31000000 * 0,5 / 100 = 155.000) Resultado: 155 mil brasileiros. Ele poderia até mesmo ter comparado esse valor com o tamanho desta ou daquela cidade. Se tivesse jogado no Google, saberia que Itu (SP) cabe direitinho nesse valor! Tem 155 mil habitantes! Mas ele nem precisa disso, basta tocar no vizinho de redação, o Almanaque Abril, que ele consegue os valores perfeitinhos!

Agora, vamos brincar de novo de números absolutos e números relativos: quantos somos nós? qual é a população brasileira? Resposta no site do IBGE: Somos 183.987.291 brasileiros, na contagem de 2007. Se esse valor equivale a 100% da população, então temos que 31 milhões equivale a (31000000*100 / 183987291 = 16,84898 que arredondado chega a) 16,85% da população brasileira. Como diria a @poalli, “regra de três é para sempre”!

Custa apresentar números absolutos e relativos devidamente relacionados, custa?

Segunda ___aula de jornalismo para a ___ imprensa: Estadão irricuperável

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

lion_facepalm

(Se você quiser entender o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. É o último item. Mas volte logo, sim?)

Eu já disse milhões de vezes aqui que não vou partidarizar este blog. Outros milhões de vezes tive que me justificar, porque os coleguinhas não colaboram. Desta vez foi o Estadão. Nesta tetéia daqui, tentou mostrar que o atual governo só faz bosta no campo internacional, mas o texto tropeça tanto nos argumentos que chega a dar pena. Em três parágrafos, assassina sua própria reputação. Confiram só que coisa:

Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor
O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato.
Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero avalia que, no terreno internacional, Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida. Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente no caso de eleição de José Serra (PSDB) ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos considerados mais tocadores de obras que Lula e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo que o atual presidente.

Lula deixa atritos diplomáticos para o seu sucessor [Ok. Atritos diplomáticos. Vamos ver.]

O sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdará na política externa brasileira uma agenda tão ativa que camuflou omissões, como nas relações com os Estados Unidos e no aprofundamento do Mercosul. Lula deixará de herança pelo menos oito imbróglios que tendem a piorar ao longo deste último ano de mandato. [OK de novo. Essa é a tese do Estadão. E agora, quem vai corroborar essa teoria? Alguém? Alguém? Já sei, Batman! Vamos falar com Rubens Ricúpero! Temos alguém!]

[O-oh, Batman! Temos um problema! Como apresentar Ricúpero sem mencionar a frase da antena parabólica? Não se preocupe, Robin! Eu tenho a solução:] Observador atento da política externa, o embaixador Rubens Ricupero [e pronto! Observador atento da política externa é o novo aspone! Foi só eu que senti Vergonha Alheia pelo Ricúpero?] avalia que, no terreno internacional [Ah, sim! Esse texto tem um mérito! Do ponto de vista ortográfico e de estilo, ele está muito bem redigido! e é por isso mesmo que a argumentação vai num crescendo de non-sense que você chega ao fim dele com a sensação de ter lido uma esquete do Zorra Total! Vamos acompanhar a inevolução:], Lula foi favorecido por sua personalidade carismática e por sua história de vida [Santo bom-mocismo, Batman! Temos que reconhecer que Lizinácio é bom de público, ou então esse texto fica descaradamente contra o governo! Precisamos disfarçar e deixá-lo com ares neutros!! Mas como fazer para depreciar Lizinácio de forma pretensamente imparcial? Calma, Robin! Acho que eu tenho novamente uma saída para nossa sinuca de bico:] . Mas o presidente igualmente teve a sorte de atuar em um período de escassez de figurantes emblemáticos na cena global [QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA…. (Peraí que eu ainda não acabei de rir) QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Pronto. Quer dizer, Barack Obama nem tchuns, né? Ah, impossível esse texto ficar melhor, né? Claro que não! Para Batman e Robin, não existe missão impossível! Bisservem só:]. O quadro, entretanto, tende a mudar especialmente [Sentiram o drama desse pobrezinho desse advérbio de modo? Tadinho desse especialmente, gente! Ele tem a função de destacar um ponto muito – eu disse muito – importante logo a seguir nesse texto, que é…] no caso de eleição de José Serra (PSDB) [vocês já sentiram vergonha alheia de um advérbio de modo? Eu já. Meus sentimentos para com o especialmente dessa frase! Oremos…] ou de Dilma Rousseff, pré-candidatos [Pronto! Enfia a Dilma aí que é pra disfarçar a bagaça!] considerados mais tocadores de obras que Lula [Será que eu devo pedir pro texto ser mais específico no conceito de mais tocadores de obras que Lula? Não, né? Xapralá…] e menos dotados do gosto retórico e do protagonismo [Traduzindo: ambos não são dados a falar pelos cotovelos, e são apagaaados que dá dó! Mas vamos combinar que menos dotados do gosto retórico soou bem às pampas, né? Cer-te-za que o Robin-redator foi ironiquinho aqui, cer-te-za…] que o atual presidente.

[Mas o próximo parágrafo tripudia e pisa em cima do Ricúpero. Senti mais Vergonha alheia agora. Eles abriram umas aspas safadas por causa da necessidade de citação e talz, padrão do manual de redação do Estadão, blablabla whiskas sachê. Reparem só:]

“Sem desconhecer seu mérito pessoal, Lula tem jogado sozinho. Todos os atores da cena internacional, inclusive no Oriente Médio, são meia-tinta” [Tá. Isso já foi dito no parágrafo acima. Mas olha só como nego identificou o pobre infeliz do Ricúpero:], afirma Ricupero, que atuou como embaixador do Brasil em Washington e Genebra e hoje dirige a Faap [Quer dizer: um dia ele foi alguém na noite. Hoje, ele só dirige a Faap (não é nem a Usp, coitado! É a Faap! Faap!). E o tripúdio não acabou, gente! Nem pra canetar a fala do Ricúpero o Robin-redator se prestou!:] . “Qualquer que seja seu sucessor, o pêndulo voltará a pender [Podia escrever o pêndulo irá se voltar para que ficaria liindo. Mas não. Deixou tripudiado. Pisou em cima. Tadinho, o único mané entrevistado disponível e o Estadão trata desse jeito! Infortúnio…] para uma política externa [E o final da declaração do Ricúpero evidencia por que ele não é membro da USP:] mais normal. Ou seja, menos ativista[Mediocridade? Sim, trabalhamos! O senhor vai estar querendo quantos quilos? ] , completou.

[A seguir, a reportagem reproduz entrevista com o José Botafogo Gonçalves, outro diplomata vedete (pra usar uma expressão bem Eliane Catanhêde) dos anos de ouro de FHC e que agora tá encostado aqui. E eu não consegui conter o meu riso diante do trocadilho (acidental? Não creio.) inserido pelo Robin-redator. Aparentemente, foi o Botafogo Gonçalves quem disse a frase a seguir. Mas não parece… espiem só!] “Nesse sentido, a herança deste governo é ruim. Mas não é catastrófica nem irrecuperável.”

E foi assim que, em três parágrafos, o Estadão sabotou dois entrevistados e algumas teses. O texto continua por muitos e muitos parágrafos, mas não vou reproduzi-los aqui, não. Por um motivo muito simples: a partir daqui, é impossível respeitar o texto. Ficou patético!

Né por nada não, mas independentemente desta ou daquela posição política, nunca antes na história deste país (miacaaaaabo com essa frase!) jornalista foi uma raça tão incapaz de defender teses e argumentos de forma crível, viu?

As eleições prometem… [aimeudeus]

Mamãe, eu tenho tradutor automático

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Putz! Há não sei quanto tempo eu ameacei criar outra categoria neste caldeirão, intitulada justamente Mamãe, eu tenho tradutor automático. Ela iria cair como uma luva para este texto que pode ser encontrado aqui, e que me foi enviado via Twitter pela Lizandra Silva (@maopequena), a quem agradeço pelo link.

Mas vejamos o estilo robô caminhando que impregna o texto.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.
Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.
A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.
Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.
No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.
Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.

Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.

A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.

Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.

No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.

Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Vamos retrabalhar o estilo?

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Um pesquisador de segurança de redes de computadores descobriu uma falha no site do Twitter que torna as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers. Ele já informou o problema à empresa que administra o microblog, e pediu que ele seja corrigido.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, contou que a falha em questão explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe. Ele disse ter informado a falha ao Twitter, e acredita serem necessárias apenas algumas horas para a correção do problema.

A tal vulnerabilidade da linguagem flash foi descoberta pela Adobe em 2006, e informada aos programadores. Mas muitos sites não haviam respondido aos alertas.

Com o aumento de sua popularidade, o Twitter torna-se alvo cada vez mais cobiçado de hackers com planos de distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do microblog.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar o caso.

No mês passado, um hacker “sequestrou” o controle do site do Twitter por um curto período. O tráfego do microblog foi redirecionado a um site que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstraou que ele talvez estivesse vulnerável a ataques há pelo menos um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha da linguagem Flash.

A análise da falha de segurança do Twitter feita por Bailey serão apresentados na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Ainda assim, tá uma bosta. Perdão, mas pau que nasce torto é difícil de endireitar….

Cientistas britânicos estudam medidas contra supostos terroristas alados

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Notícia da Agência EFE, que baixou em meu inbóquis graças a uma querida ectoplasma suína:

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem
Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.
O primeiro-ministro, Gordon Brown, compareceu na Câmara dos Comuns para informar as medidas, um mês depois da suposta tentativa de atentado do jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um avião em pleno voo da companhia aérea Delta quando estava prestes a aterrissar em Detroit, nos Estados Unidos.

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem

Puxa vida! Infelizmente eu não tenho como auxiliar as autoridades londrinas! Nessa eu passo! Tenho estudos apenas para excorcizar amebas escreventes! Meus feitiços são todos voltados para o bom uso da Língua Portuguesa, não sei como fazer pra evitar que terroristas saiam voando por aí! Aliás, nem sei como os terroristas alaram-se, assim, do nada!

Mas, ó: ainda bem que a história se passou na Inglaterra, a terra dos cientistas britânicos! Esses seres quase mitológicos, que fazem pesquisas escalafobéticas para concluírem Deus sabe o quê (se sapos nascidos na lua cheia têm mais incidência de verrugas no lado esquerdo do queixo, por exemplo), são o tipo de entidade perfeita pra descobrir como listar os “supostos terroristas alados”…

Daí, você lê o primeiro parágrafo e descobre que a notícia em questão nada mais é do que o governo britânico estar preparando uma listinha negra pras companhias aéreas evitarem certas pessoas em seus vôos.

Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.

Santo duplo sentido, Batman! Em breve, os terroristas terão asas próprias!

(P.S.: Vou nem ligar pro “diante do Parlamento”…)

Ah, o politicamente correto…

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Daí você recebe um e-mail com o assunto:

BAND-AID® ESTÁ MAIS SUSTENTÁVEL

e pensa que o curativo resolveu grudar melhor na sua pele, né? Mas eis que você se anima e lê o resto do e-mail (que o seu Outlook, sabiamente, taxou como “spam”), que diz:

Agora, o Band-Aid® que o consumidor compra na farmácia ou nos supermercados é mais sustentável. As embalagens do produto foram reduzidas em 18%, sem alteração no volume de tiras, consumindo menos matéria-prima, diminuindo o volume de resíduos sólidos e aumentando a capacidade de transporte. Além disso, 30% de material reciclado pós-consumo foi adicionadoblablabla whiskas sachê blablabla

MORTE AO POLITICAMENTE CORRETOOOOOOOOO!!!!

E MORTE DUPLA QUANDO ELE VIER ACOMPANHADO DE ENCOSTO GERUNDOL!!!!

CNT ameaça: O amanhã é para sempre

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

PAREM AS MÁQUINAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSS!!!

Gente, só de curiosidade resolvi digitar www.cnt.com.br, até pra ver se esse troço ainda tá no ar. E não é que a CNT ainda existe?

Não só existe como transmite novela! Novela, não: novelaSSSSS!

Agora, vê se dá pra aguentar com uma página dessas, gente! Miacaaaaaaaaaaaaabo!

Reparem no detalhe meigo do burrico! A-mey! Agora vejam que coisa de paixão que é a sinopse da novela:

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com
direção geral de Nicandro Diaz.
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo
final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções.
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e
Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo
é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo,
apesar das diferenças de classes sociais.
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e, sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente,
a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco.
Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal.
Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente.
Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto
é enviado para um internato na cidade.
As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e
ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer.
Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada.
Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica.
Posteriormente, Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa.
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar.
Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e, com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá.
Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado
nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue
entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por
ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser
vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é
quando se descobre o grande segredo da trama.

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!

Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com direção geral de Nicandro Diaz.[tipos, vamos dar um desconto, né, gente? TV pobrezinha, com falta de recursos… o cabra resolveu economizar nas vírgulas!]

A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue [foi só eu que senti um arrepio de excitação me percorrer toda a coluna?] e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções. [arf, arf, arf… e vamo que vamo! Já tão vendo que vai ser difícil chegar ao fim desse texto sem desfalecer por falta de ar antes, né?]

Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e Dominika Paleta entre outros.

No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo, apesar das diferenças de classes sociais. [Deixa eu adivinhar: eles vão crescer, se apaixonar, mas os pais serão contra o relacionamento porque pobre não póóóóde.]

Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.

Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e [pô! Tava rolando um padrão de falta de vírgula! Aqui começou a aparecer vírgula fora do lugar?], sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente, a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco. Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal. Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.

As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente. Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto é enviado para um internato na cidade. [Cara! Do nada, o texto começou a ficar compassado, bem escrito, claro, bem redigido… qq houve? o primeiro redator pediu as contas e o chefe foi acabar o trabalho?] As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles [é isso que dá elogiar texto da CNT. Crase antes de palavra masculina…]. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.

O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer. Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada. Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica. [cara, eu tô perdendo essa novela? isso é pra se assistir comendo pipocas!!!]

Posteriormente [Das duas, uma: ou o redator desse texto é muuuuuuuuuuuito fodão ou o texto foi traduzido direto do espanhol. Só assim para esse posteriormente surgir do nada], Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa [junta diretiva? Traduzido do espanhol. Esquece.].

Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar. Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e [Pronto! Voltou pro redator que põe vírgula no lugar errado…] , com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá [“com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá”. Minhanossassenhora, que frasezinhadebosta, credo! Mais mexicanamente dramático – ou dramaticamente mexicano, o que vc preferir – impossível] . Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício [suplício? Texto mexicano!] que tem vivido e ele jura fazer justiça.

Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis [Setor de cobranças, em que posso ajudar?] de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.

Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é quando se descobre o grande segredo da trama.

Neste janeiro estou a viver intensamente meu lado trash, viu? É BBB de um lado, CNT de outro… mas sabem que é divertido? Tô morrendo de curiosidade de acompanhar essa novela!

Sério, gente. Tô que é só amores por essa novela… vou acompanhar!

Sarcasmo em um caractere

sábado, janeiro 16th, 2010

Imagine a situação: um americano ixxperto, cansado de ser mal-compreendido pelas American amoebas (leia-se amíbas, as amebas estadunidenses…), teve um estalo (não sei por que, mas acho que isso ocorreu no banho):

Eu deveria ganhar dois dólares por cada idiota que não entende o meu sarcas… mas espere! Por que eu não posso ganhar dois dólares em cima de cada idiota incapaz de compreender meu sarcasmo? Até porque, todo idiota tem potencial para ser otário!

Daí, esse americano ixxperto sentou-se em frente ao computador e fez um desenho qualquer. Batizou esse desenho de Sarcmark, ou ponto de sarcasmo. Deu-se ao luxo de registrar a coisa, o que lhe rendeu o direito de enfiar um símbolo ® de marca registrada ao lado, e está vendendo o caractere do sarcasmo por duas doletas pra qualquer otário pessoa com acesso à Internet.

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Duvidam? A notícia saiu ontem no Daily Telegraph, mais precisamente aqui.

Deixa eu traduzir a coisa:

Now a US firm has come up with an ingenious solution to this very real problem – a new item of punctuation.
The SarcMark, as it has been named, is designed to be used in the same way as an exclamation or question mark.
Anyone concerned that the irony of their email or text message might not be appreciated by its recipient can use the symbol to close their sentence, thereby avoiding awkward misunderstandings.
The symbol – a dot inside a single spiral line – can be installed onto any PC running Windows 7, XP or Vista, as well as Macs and Blackberry mobile devices.
It can then be used in Word documents, instant messenger conversations, Outlook email and other programmes, just by pressing Ctrl and the full stop button.
The Michigan company behind the SarcMark have applied for a patent to protection their invention.
They have even published a sample list of sentences that would benefit from a SarcMark, including the words of British woman who was awarded only half of her National Lottery jackpot by a court after the winning ticket fell from her pocket and was claimed by someone else.
It appears that the irony of her statement – “It’s jolly decent of them to let me have a half share of my win” – was lost on some readers.
Paul Sak of the firm said that the new punctuation mark was not a gimmick and had serious potential applications, such as allowing deaf people to pick up sarcasm in subtitles.
The symbol currently costs $1.99 to download – a price that many may think deserves a SarcMark of its own.

Uma empresa americana surgiu com uma solução bem bolada para um problema bem real – um novo símbolo de pontuação.

O ponto de sarcasmo (em inglês the SarcMark), como foi batizado, foi criado para ser usado como um ponto de exclamação ou de interrogação.

Quem se preocupa com o fato de a ironia de sua mensagem não ser devidamente compreendida por seus interlocutores pode usar o ponto de sarcasmo para concluir sua frase, e assim evitar maiores equívocos.

O símbolo – um ponto dentro de uma linha em espiral – pode ser instalado em qualquer PC que rode Windows 7, XP ou Vista, Macs ou aparelhos Blackberry.

Esse ponto pode ser usado em em documentos Word, mensagens instantâneas, e-mails do Outlook e outros programas, com o atalho CTRL + ponto (CTRL+.)

A empresa que desenvolveu o símbolo tem sede em Michigan, e já solicitou patente para proteger sua invenção. Também aproveitou para publicar uma série de frases que se beneficiariam do ponto de sarcasmo, como as palavras de uma britânica que foi brigar na justiça pelo prêmio do bilhete de loteria que caiu do bolso dela e foi resgatado por outra pessoa, e acabou por ganhar do tribunal metade do prêmio.

Aparentemente, a ironia de sua declaração (ah, que bom que eles tiveram a decência de me permitir ter metade do que eu ganhei) não foi compreendida por alguns leitores.

O funcionário da empresa proprietária do ponto do sarcasmo, Paul Sak, afirmou que o novo caractere não é factóide, e que tem uma série de aplicações potenciais, como ajudar deficientes auditivos a compreenderem o sarcasmo das legendas.

O símbolo está disponível para download a U$1.99 – valor que muitos crêem merecer um ponto de sarcasmo.


Cara, o que que houve com o senso de noção do mundo? Quando eu era pequena, havia a expressão ler nas entrelinhas. E todo mundo sabia ler nas entrelinhas! Quando o Veríssimo escrevia um texto em tom de ironia, por exemplo,  todo mundo entendia. Agora, vira e mexe ele se vê obrigado a pedir desculpas aos que não entenderam a ironia de seus textos, e ainda tem a elegância de dizer que se um texto não é bem compreendido, é porque não está bem escrito.

Oh, querido Luis Fernando, isso não é verdade! Muitos textos bem escritos caem em mãos de amebas que não sabem ler entrelinhas. E é esse tipo de gente que começa a estragar a compreensão do mundo num tanto que nego se sente à vontade pra criar um troço como o ponto de sarcasmo – e cobrar por isso!

Uma sugestão à Microsoft: faça com que, nas próximas versões do Windows, a instalação do ponto de sarcasmo seja artigo opcional, disponível a partir da tela de acessibilidade (comandos especialmente desenvolvidos para os menos capacitados). Pra quem não entendeu, essa frase foi sarcástica!

Pensando bem, o americano que teve essa idéia é um gênio. Gênio. Vai faturar horrores às custas dos idiotas. Porque todo idiota tem potencial para ser otário a ponto de pagar dois dólares por um troço desses.

(E nego ainda vem me falar da relevância e do senso de oportunidade da Twittess…)

Se alguém achar que eu preciso de um ponto de sarcasmo, vou mandar fazer um curso de interpretação de textos! Volta pra escola e aprende a ler entrelinhas, ameba!

Amo esse menino!

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

megale

Gente, tem como não amar Luiz Margarete* Megale?

(Em julho de 2009, Luiz Guilherme Megale disse ao vivo na Rádio Band News FM que, se o Fluminense não caísse para a segunda divisão, ele passaria a se chamar Margarete. Acabou o campeonato Brasileiro, o Fluminense não caiu, e tudo o que ele pediu foi que sua nova alcunha terminasse com te, e não com th. Atendido, pois!)

Café cultural

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais uma de ectoplasma suíno.

Esse aviso leeendo está coladinho na máquina de café espresso da empresa onde a supracitada ectoplasma trabalha.

Vamos sorvê-lo aos poucos, como se um delicioso expresso fosse:

orly

Aí eu fico pensando: será que tem gente que acredita que, ainda que se use o aparelho de forma inadequada, ele vai funcionar direito? Tenho medo de pensar que tem gente que acredita nisso, viu?

Até porque, a correta utilização de QUALQUER aparelho leva a seu bom funcionamento (à exceção dos computadores, mas deixa isso prá lá).

Segundo que a expressão espresso é correta em italiano, mas não o é em português.

A palavra expresso (ex + presso) também pode significar retirado sob pressão. Querem ver só?

Falaí, tio Antônio:

Ex-

1) da prep.lat. ex/e ‘movimento para fora, tirado de’, (…);

2) do pref.prep.gr. eks- ‘fora de’ (conexo com ec-): exantema;

Daí que eu quero ver algum dicionário aceitar o espresso. Se aceitar eu chamo no braço!!!

E vai logo tomar seu café antes que esfrie, oras!!!

O pretérito perfeito e o futuro equivocado

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais lá pra baixo, eu falava das amebas acorrejentes que cismam em corrigir os corrão, leião e vejão. E expliquei como identificar um texto em que esses verbos são usados de forma irônica, certo?

Pois bem, hoje a aula é inversa. Vou mostrar um caso em que o verbo foi conjugado errado, mesmo. E não tem ironia, não, tem inguinhorânça, mesmo! Pode ser conferido neste link aqui. E olha que eu elogiei horrores esses dois meninos há alguns meses. Mas não retiro uma linha do que disse. Deus e eu no sertão é a coisa marlinda do mundo. O assessor de imprensa deles é que precisa tomar vergonha na cara…

Mas vamos ao texto-tetéia:

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu o ano com o show da famosa dupla, Victor e Leo, no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14 [Repararam o recebeu, né? Pretérito perfeito. Claro, uma vez que hoje é dia 15 e o feito ocorreu dia 14, o verbo está correto.]

A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu [Outro verbo no pertérito. Perfeito.] o ano com o show da famosa dupla, [aaaaaaaaahhhhhhhh!!! Virgula aqui NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! ]Victor e Leo, [aqui também nããããããããoooooooooooo] no dia 14.

Na apresentação para 5 mil pessoas estavam [de novo. pretérito. perfeito.] presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.

Os irmãos tocarão [AQUIIIIIIII!!!!!! AQUIIIIIIIIIIII! AQUIIIIIIIIIII! NÃO TEM IRONIA NO TEXTOOOOO!!! A ameba deveria ter escrito tocaram, mas equivocou-se, coitada!] hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Entenderam, crianças, como é fácil identificar um erro autêntico?

Eu avisei…

sábado, janeiro 9th, 2010

Boca de bruxa não falha nunca!

Lembram da previsão para 2010 que eu fiz no dia 30 de dezembro? Copio aqui:

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

Agora, ó só o que tá na home do UOL, lá nosembaixo:

uololhar

Viu? Eu avisei…

Ah, o UOL…

terça-feira, janeiro 5th, 2010

UOL

Tem como não amar, gente?

As amebas uolantes fizeram a teteia de cima (salva pelos deuses do printscreen, via @jessykabr – obrigada, Jessyka!)

Pena que já consertaram!

É por errinhos desse naipe que não dá pra desprezar o UOL, gente! O R7 vai ter que comer muito feijão com arroz pra fazer bostinhas desse nível…

Feliz ano novo! 😀

(P.S.: Estou me divertindo apenas, sim?)

Enqueteeeeeeeeeeeeeeeeeee

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

enqueteee cópia

Primeiro deixa eu ver como eu faço pra colar a enquete aqui. (Não cola, Bruxa, tem um zigfrido pra adicionar enquetes no menu direito do blog! Pronto, enquete adicionada! Mas bah! Eu também consigo enfiar a benedita dentro do post! enfiatum est!)

Mas o assunto é o seguinte: estava eu a ler os pios do Noblat, quando me chamou atenção um que diz que a “Dilma mimetiza até mesmo os discursos de Lula. Claro, matéria da Folha de SPaulo.

Daí que eu cliquei no link pra matéria. Se você não conseguir abrir esse link por não ser assinante UOL, clicaqui que tem um resuminho no blog do Noblat.

Na matéria, o repórter conversou com linguistas que analisaram as mudanças no tom do discurso da presidenciável do PT para conquistar simpatizantes blablabla whiskas sache blablabla.

O que me fez criar este post aqui foi justamente a última frase no resumo do Noblat que me remeteu à matéria completa:

“Quando se tem um interlocutor real, isso desencadeia elementos que ajudam a acessar uma fala mais popular”

Mas o que diabos quer dizer isso, meudeusdocéu? Como assim, interlocutor real? Se o interlocutor não é real, ele é o quê?

Então, eu resolvi parar de bater cabeça com texto de bosta da folha de SPaulo e vim aqui pedir sua humilde ajuda.

Você pode, por favor, votar na enquete de dona Bruxa?

[poll id=”3″]

Gradicida, viu?

Equipe do cursinho Anglo “figurativiza” texto de Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

Peraí que eu ainda não acabei de gritar:

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

VOU CORTAR OS

PULSOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSS

Eu juro que eu sou inocente. Estava aqui, no aconchego de meu computador, respirando e lendo a correção da prova de português da Fuvest, realizada ontem, domingo.

Ainda estou meio passada com o fato de nego considerar o tema da redação difícil. Eu faria umas vinte redações com esse tema proposto. Mas não vou me tomar como base, e não é nem por soberba, não, é porque eu sou tagarela, falo (e, por tabela) escrevo mais do que deveria, e…

Viram só? Já comecei a falar da redação, mas deixa a redação prá lá.

Caí da cadeira ao ler a correção da questão 3 sugerida pela equipe do cursinho Anglo. Gente, o texto grifado na imagem abaixo foi escrito por UM-PRO-FES-SOR! EU DISSE UM-PRO-FES-SOR!!!!!!!

Espiem só o estilo-quiabo do cidadão que respondeu à questão. Na boua, se eu sou da banca de correção da Fuvest, mando um cabra desses ir ofender a vovozinha dele…

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Aí, os alunos desses caras saem do cursinho e começam a escrever objetivando disponibilizar um novo conceito em figurativização das funcionalidades, crentes que estão abalando Bangu, e a gente é obrigado a ler essas bostas…

Tio Antônio nem sabe me dizer o que significa figurativizar…. quase me botou de castigo, porque pensou que eu estivesse a xingar sua pessoa dele…

Bom, deixa eu ajudar o senhor professor do anglo a responder de forma menos ivizante à questão da Fuvest:

O trecho em destaque pode ser entendido em seu sentido literal, mas ao fazer isso o leitor deixará de perceber o charme do estilo de Luis Fernando Verissimo. Ao saborear com prazer o texto proposto, o leitor sente que meias e água-de-colônia barata adquiriram uma conotação diferente. Tornaram-se itens reles, sem importância, com os quais se presenteia aqueles a quem se tem pouca estima. As expressões, portanto, adquiriram nova extensão de sentido, além do literal.

Tá bom assim ou quer que embrulhe?

O servo-elevador

sábado, janeiro 2nd, 2010

DSC03004

Se alguém conseguir decifrar o que quer dizer essa placa adicionada acima dos elevadores de um determinado prédio no centro antigo de São Paulo, fique à vontade para me esclarecer. Mas que não pairem dúvidas: o bendito trabalha, viu?

Ah, sim: Feliz ano novo!

Galicismo é temdemssia para 2010

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

(Aviso, amebas: temdemssia está escrito errado de propósito. O certo é tendência. Mas não usa não, porque ô palavrinha batida, viu?)

Drummond chinês

terça-feira, dezembro 29th, 2009

Já dizia o Barão de Itararé que é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo, ainda mais se o mentiroso em questão for manco. Pois eu acho que recebi um belo exemplo de mentiroso coxo, manco e maneta.

As intenções são as melhores possíveis. Desejar um feliz ano novo. Mas pobrezinha da Língua Portuguesa. E ainda mais pobrezinho do Carlos Drummond de Andrade que, no anonimto da Internet, é obrigado a assinar cada bosta que vou te contar, viu?

Vejam como é fácil provar que Carlito não escreveria uma bosta como esta aqui, ó:

FELIZ OLHAR NOVO
O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da nossa história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo queima, o pneu fura, chove demais.
Mas… Pensa só: tem graça viver sem rir, sem gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei.
Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem.
2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões… Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas… Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou…Normal.
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,
a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí?
Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora,
não deveria ser a melhor coisa pra esse momento.
Me lembro sempre de uma frase que adoro:
‘Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade’.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso.
Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade,
as coisas ficam diferentes ……
Desejo pra todo mundo esse olhar especial……
2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial… Pode ser puro orgulho.
Depende de mim! De você!
Pode ser. E que seja!!!
Que a virada do ano não seja somente uma data,
mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos,
afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!
Autor: Carlos Drumond de Andrade

FELIZ OLHAR NOVO [Olhar novo? Olha pra onde? De onde? Como? Quando? Por quê? Ou seria esse olhar novo aquele galicismo apontado pelo Ruy Castro na Rádio Band News FM e esse título, em francês, ficaria un nouveau regard? Seja lá como for, o Carlos Drummond de Andrade autêntico, aquele de Itabira do Mato Dentro (MG), não escreveria isso jamais. Ou porque ele teria idéia melhor ou porque ele teria mais o que fazer…]

Autor: Carlos Drumond de Andrade [É um Dlumon zenélico, né? Made in China total! Aceita Bladesco, como diria o José Simão?]

O grande barato da vida [Drummond escreveria O grande barato da vida? Acho que não, hein?] é olhar pra trás [Hummm… Drummond não mandaria ninguém olhar pra trás. Ou seria sacaneado na ABL. coitado! Todos os imortais diriam pra ele olhar pro derrière dele…] e sentir orgulho da nossa história.

O grande lance [Um grande lance logo após um grande barato? Hein? Isso lá é estilo de Drummond, meu Deus?] é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA! [Hummm… receitas de felicidade típicas de livros de auto-ajuda? Não, não é Drummond.]

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo queima, o pneu fura, chove demais.


Mas… Pensa só [Pensa só? Pensa só? Grunf!] : tem graça viver sem rir, sem gargalhar pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? [NAONDE que Drummond iria se preocupar com uma discussão na ida pro trabalho? Ah, ameba, me economize, pelamor!]

Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei.[e ainda por cima é ameba feminina! Porque, por mais intelectual que seja, se algum homem já leu Polyanna, não vai admitir em público. E jamais, eu disse JAMAIS que um poeta iria usar a vida de uma hiena pra ilustrar um texto seu, né? Vamos combinar!].

Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem.

2009 foi um ano cheio [Olha o coxo manco! Carlos Drummond de Andrade morreu em 1987. VINTE E DOIS ANOS ANTES DE 2009 ACONTECER!!!!!!!!!! NAONDE que ele sabia que 2009 foi um ano cheio?]. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões… Normal. [Cristorreimesalva! Quelugarzinhocomumdebosta, credo! Cheio de coisas boas e realizações? Quinze em cada oito textos (sim, eu sei que a conta tá errada. Foi de propósito!) de avaliação de anos findados têm essa construção! Nunca que Drummond iria escrever uma bosta destas!]

Às vezes se espera demais das pessoas… Normal.

A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou…Normal.

2010 não vai ser diferente [A não ser, é claro, que a ameba seja psicógrafa de Drummond, e ele esteja fazendo essas previsões. Ainda assim, ameba, lamento informar mas você recebeu um espírito fake! Ele disse que é Drummond mas, no máximo, é um ex-gerente de marketing de filial brasileira de multinacional, cujos escritórios ficam na Av. Berrini, em São Paulo (meu ameba locator tem conexões com o Google maps, por isso eu chuto essas coisas…) ] . Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,

a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? [E aí? E aí? Definitivamente, não é Drummond.]

Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! [Espírito desencarnado de gerente de marketing que trabalhava na Berrini. Cer-te-za!]

Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.

Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.[Mais precisamente umA gerente de marketing. Que desencarnou após viver (ou, como ela deveria dizer, experiencializar) uma grande desilusão amorosa.]

Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.

Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega.

Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza [Beleza? Só um Dlumon zenélico seria capaz de escrever isso…] , não tava [Não tava? Tava? O Poeta não comeria um ES do verbo estar, não, senhor…]na hora,

(…)

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. [Viu? É mulher!]

Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade,

as coisas ficam diferentes ……[Se olhar o outro com generosidade as coisas ficam diferentes? Mas bota zenélico nisso, hein? Aliás, que frasezinha mais generalista de bosta, credo!]

Desejo pra todo mundo esse olhar especial…… [Pé de pato, mangalô três vezes! Eu não quero isso pra mim, não!]

2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente.

Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.

Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2010 pode ser o bicho[eu tava me segurando pra não gritar, mas dá licença que não agüento mais: GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! O BICHO? O BICHO?!?!?!?!!?!? PREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENDAM ESSA AMEBA ZENÉLICAAAAAAAAAAA!], o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial… Pode ser puro orgulho.

(…)

E não, eu não vou consertar essa bosta. Só espero que, da próxima vez, o espírito de meia-luz e meia-boca que escreveu isso identifique-se adequadamente, e não macule em vão a obra e a memória de Carlos Drummond de Andrade.

Sinceramente, desejo que o nosso 2010 seja genial, maravilhoso e cheio de saúde. Isso basta, né?

Como é mesmo o nome, meu filho?

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

Jura que esse negócio vermelho é um pê maiúsculo? Não tem nada de mais aí, não?

Jura que esse negócio vermelho é um pê maiúsculo? Não tem nada de mais aí, não?

Cara, tem coisas que só acontecem comigo. Acho que eu atraio ameba, só pode ser!

Cá estou eu no litoral de São Paulo, a visitar a sogra. Na esquina da casa dela, coitada, tem uma igreja evangélica. Até aí tudo bem, a Constituição Brasileira garante que todos os cidadãos deste país têm o livre direito de professar a religião que quiserem [sabiamente corrigido pelo Sr. Anônimo Covarde. Muito obrigada, sim?].

Mas religião passa a ser problema deste Caldeirão a partir do momento em que a igreja em questão chama-se Igreja Peniel. Atentem para o pê maiúsculo do logotipo da igreja.

Abespinhada com a possibilidade de neopastores criarem umnovoconceito em Deus (não sei se os digníssimos transformaram Deus num grande e exuberante falo – nossa, isso é até pecado, cruzes!), fui em busca de explicações para o nome Peniel. Vai que sou eu que estou pensando besteira e não é nada disso, né?

Mas o texto do Quem somos não ajudou muito a iluminar meu Caminho em Busca da Verdade, não… Pelo contrário, o Caminho Deles Para a Verdade percorre esburacadas estradas de Língua Portuguesa.

Confiramos, pois, o texto peniano peniel:

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regado sempre pela oração e proporcionando muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.
O Ministério Peniel tem na sua liderança , pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.
Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP ,onde ficam o presidente do ministério pr. Newton Gloria Lobato Filho e sua esposa Maura Braga Lobato .
A igreja Peniel tem por objetivo desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério, que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.
O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta na rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV  aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar  para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.
O ministério Peniel  está face a face com DEUS e  esperando a sua visita para abençoar a sua vida .

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que tem [olha, seu pastor, o senhor vai me desculpar, mas o Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa estabelece em um de seus Mandamentos que o verbo Ter, quando conjugado nas primeira, segunda e terceira pessoas do plural, ganha um acento circunflexo indicativo de plural, OK? Amém!] por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística [Temo muito visões evangelísticas. Mas tio Antônio já me disse que não preciso temer, não, porque evangelístico é uma palavra à qual ele dá fé.] de adoração e louvor a Deus, regado [temo ainda mais quando A visão evangelística em questão é regadO. A Língua Portuguesa costuma ser meio homossexual nessas horas, sabe? É menina com menina e menino com menino. então, A visão é regadA, e O olhar é regadO. Agora e sempre. Amém.] sempre pela oração e proporcionando [Eles levaram duas linhas pra enfiarem um encosto gerundol aqui. Nem posso reclamar muito, não…] muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.[E essa tão bela família tem como padrinho Sigmund Freud? Hein? Quem? Esquece.]

O Ministério Peniel tem na sua liderança , [O Caminho da Verdade Suprema da Língua Portuguesa professa em seus primeiros mandamentos que é EXPRESSAMENTE PROIBIDO O USO DE VÍRGULAS para separar sujeitos de predicados. Agora e sempre. Amém.] pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado [são dois tipos de liderança, como vocês podem perceber. A liderança física e a liderança de caráter. Não sei qual delas manda mais. Nem vou tentar saber, OK?] que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização. [Mas ambas tomam contas das vidas e das famílias. Na minha terra isso se chama fo-fo-ca. Mas não vou polemizar].

Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP [Globalização é isso. O resto é pecado.],onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.

A igreja Peniel tem por objetivo [Lá em cima era a finalidade. Cá embaixo é o objetivo. Sei, sei…] desenvolver múltiplos ministérios na área de ensino desenvolvendo [curto muito os filhos de Deus que desenvolvem desenvolvendo. É uma atitude de extrema redundância, saca?] vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que é o ponto forte do ministério [Se as células é o ponto forte do ministério, cer-te-za que o ponto fraco é a Língua Portuguesa. Cer-te-za.] , que visa o pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.

O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta na rede Santa Cecília as 9h da manhã, na rede VTV  aos sábados 13h30 e domingos 8h que vai ao ar  para todo litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas [Tem coisa que vai pra rede TV que não vai pra VTV, e tem coisa que vai pra VTV que não vai ao ar em Botucatu, por exemplo. Só não sei qual é qual. Senhor Pastor não explicou direito]. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação ( Internet) [Não sei quanto a vocês, mas eu ge-lei e prendi a respiração aqui. Por um instante cheguei a pensar que o Senhor Pastor fosse dono da Rede Mundial de Comunicação] através do site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.[curto muito os sites que ficam no ar 24 horas por dia. Lembro da professora Ju que, certa feita, prometeu a um queridocliente que queria seu site no ar de segunda a sexta, no horário comercial, que ela faria uma promoção especial pra ele: site no ar de domingo a domingo por preço de horário comercial. O queridocliente assinou contrato na-ho-ra… o maior negócio da vida dele, né?]

O ministério Peniel  está face a face com DEUS [Mas será que eles encaram Deus assim, olho no olho, mesmo depois de tanto erro de português junto? Ah, sei lá, eu ficaria envergonhada…] e esperando a sua visita para abençoar a sua vida . [O senhor me desculpe, Senhor Pastor, mas eu não posso visitar o senhor. Minha religião não permite que eu me misture com pessoas que usam tão mal a Língua Portuguesa. Fique em paz e que o Senhor vos acompanhe – Graças a Deus!]

Ó, Senhor Pastor, permite que eu pavimente teu Caminho da Verdade com impecável e impoluto asfalto gramatical que, com as bênçãos da Língua Portuguesa, ajudar-te-á a evangelizar teu rebanho. Agora e sempre. Amém.

Impoluto e impecável, ó Senhor Pastor, teu texto fica assim, ó:

O Ministério Peniel é uma organização religiosa composta por Igrejas Batistas Peniel , que têm por finalidade dar continuidade a uma visão evangelística de adoração e louvor a Deus, regada sempre pela oração e que proporciona muita comunhão para os irmãos que compõem esta família denominada família Peniel.

O Ministério Peniel tem na sua liderança sem vírgula , pastores, missionários, obreiros de formação teológica , bem como um caráter cristão altamente qualificado que visam cuidar das famílias e vidas que têm se filiado a essa organização.

Possui sua sede Internacional na cidade de São Vicente –SP,onde ficam o presidente do ministério pr. Fulano e sua esposa dona Beltrana.

A igreja Peniel tem por objetivo criar múltiplos ministérios na área de ensino, que por sua vez desenvolvem vários projetos sociais. Além disso, realiza trabalhos com os jovens e adolescentes como:  AJOP – Jovens ( Ação Jovem Peniel)  , Revolution e Impacteen ( trabalhos voltados para a  participação dos adolescentes) ,  S.I.M ( Linguagem de Libras para deficientes auditivos), Casados para sempre, Cultos infantis ( realizados com as crianças no decorrer dos cultos e as células, que são o ponto forte do ministério-ponto. Elas visam ao pastoreio, comunhão , evangelismo e edificação das vidas que ali se encontram.

O ministério Peniel desenvolve ainda na área de comunicação um programa de TV que vai ao ar diariamente de segunda a sexta às 9 da manhã pela rede Santa Cecília-ponto e vírgula; aos sábados às 13:30 pela VTV; e aos domingos, às 8 da manhã, o programa vao ao ar para todo o litoral Sul e Norte, Vale do Ribeira e região de Campinas. O ministério possui também a TV pela Rede Mundial de Comunicação (Internet), no site www.portalpeniel.com que permanece 24 horas no ar.

O ministério Peniel  está face a face com DEUS e esperando a sua visita para abençoar a sua vida.

E eu não consegui descobrir qual a origem e o destino da palavra Peniel. Acho melhor desencanar…

Seis dicas para começar 2010 de mal com a Língua Portuguesa

segunda-feira, dezembro 21st, 2009

Engraçado descobrir que fim de ano só muda mesmo o número do ano que está acabando e do que está começando. O resto fica igualzinho. É Simone, Ivan Lins e John Lennon tocando nos alto-falantes dos shoppings e supermercados, você doida pra esfolar vivos os dois primeiros e ressuscitar o terceiro pra esfolar vivo também, de tão irritantes que soam essas musiquinhas batidas de natal…

E nas publicações? Putz! As revistas femininas publicam aquelas reportagens sobre a ceia dos seus sonhos, ou como decorar sua casa para o Natal (e você fica fula da vida quando descobre na prática da decoração mal-feita que você é um ser humano normal, e não produtora de fotografias), ou o lugar-comum dos lugares-comuns: metas para o ano que vem.

Jamais caí na esparrela de estabelecer metas pro ano que vem. Sei que não vou cumprir mesmo, então chego ao mês de dezembro do ano seguinte com alguns pesos a menos na consciência. E nem me sinto tão imperfeita.

Mas isso não vem ao caso. Vamos falar aqui de mais uma historinha tchutchuca de metas pro ano que vem. Esta pode ser encontrada aqui, no Terra.

De acordo com essa reportagem, pra você ter um bom plano de metas para o ano seguinte, você precisa ter…. FOCO!! GAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! Espiem só a obra:

1)Revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar [e que em 2010 você abra mão de ser mulher e se torne uma lente teleobjetiva!] e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar)[porque você vai ter um lado teleobjetiva e um lado lixeira, claro!] por ordem de importância. Reflita sobre os cinco primeiros itens e detalhe um plano de ação em sua agenda.

2) Organize uma agenda, onde possa centralizar todos os seus planos [e que se dane sua vida pessoal, sua casa, sua família, seu emprego…. o importante são seus planos no centro da sua agenda. Pensando bem, deixe os planos no centro da agenda, e não da vida. Pronto! Resolvido!]. Assim, não tem como se esquecer do que pretende conquistar em 2010.

3) Não tenha muitas metas. É melhor focar em poucos objetivos [hummm… se vai focar em poucos objetivos, então você pode realmente ser uma teleobjetiva, sem crises existenciais! Nada de tentar ser uma grande angular, hein?], sempre relevantes e viáveis.

4) Crie pontos de controle da seguinte maneira: a cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo [Vai fundo! Agende a reunião! Mas não se esqueça de remarcar a reunião porque você não poderá estar consigo mesma no momento marcado… taqueopa!] com o intuito de revisar suas metas e o que deve descartar. Isso diminui o risco de que as promessas sejam deixadas de lado.

5) Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança, que o ajude a manter a motivação. Questione a pessoa escolhida sobre seus planos.[Per-fei-to! Questione a pessoa escolhida sobre os seus planos! Fulano, por que eu não emagreci? Fulano, por que eu ainda não entrei pra academia? Excelente idéia pra manter sua consciência livre e tranquila!]

6) Dedique tempo a você em 2010, o que colabora na tarefa de ter energias para executar suas metas. Portanto, inclua atividades de lazer em sua rotina com uma periodicidade ao menos quinzenal.

Então, queridos, que em 2010 o ato de focar seja ação exclusiva das lentes! Concentre-se, dedique-se, preste atenção, mas não foque jamais! Tenham o trabalho de adquirir máquinas fotográficas com foco automático e sejam felizes!

Que em 2010 vocês dêem um passo de cada vez, sempre com a Língua Portuguesa a seu favor.

Felicidades!

Objetivando estar alinhado

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Resolvi acabar com a sua noite também. Ou, então, lhe proporcionar algumas gargalhadas. Ou ainda, quem sabe, lhe trazer aquele momento de incredulidade, ao lhe fazer pensar: Meu Deus do céu! Sério que nego escreve um troço desses e acha que tá abafando?

Acompanhe mais alguns trechinhos do e-mail que eu recebi e que disse ter deletado (desculpa, menti!). Agora sim, devidamente apagado. Vejam a quantidade de alinhavos incluídos no texto. Ô mania que esse povo tem de alinhar as coisas, credo!!

Criar valor é estratégico e faz parte do intangível da organização. As empresas de consultoria atuam como facilitadoras na criação de valor para as organizações por meio da transformação do conhecimento tácito em explícito. O conhecimento tácito é aquele intrínseco ao ser humano, de difícil transmissão e o conhecimento explicito é o que está mais visível, de fácil recuperação.
O segredo para o sucesso está em oportunizar um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível
As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

(…)

O segredo para o sucesso está em oportunizar [o que queira que isto venha a significar, como diria o outro…] um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada [1] a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível [é pra fazer o quê, mesmo, hein?]

(…)

As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada [2] ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

Da série “Colei meleca na cruz”

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

Isso aqui chegou agora no meu e-mail. Calma, que só vou copiar o primeiro parágrafo:

O Balanced ScoreCard é considerado um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos operacionais que direcionam comportamentos e performance.

Resolvi não me aporrinhar. Adivinha qual botãozinho do meu teclado eu apertei?

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Boa noite! Vai dormir!

O que queira que isto venha a significar, ou o dia em que o tradutor alemão jogou a toalha

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Era uma vez uma pobre jornalista que pagava seus pecados pré-editando uma revista sobre operações industriais de corte de metal. Não, não é heavy metal. É ferro fundido, aço inoxidável, aço carbono (uma toba que nem Deus sabe se tem ou não hífen)… assuntos deveras excitantes, e tão técnicos e específicos quanto…. sei lá, mecânica de supersônico?

Mas, enfim. Voltemos à nossa pobre jornalista. O momento mais excitante do mês (u-huuu) era quando ela tinha que editar os artigos de pauta (aqueles que saíam publicados custasse o que tivesse que custar). Ah, os artigos de pauta. Chegam a brotar lágrimas dos olhos de nossa amiguinha jornalista só por ela se lembrar da temática.

Os artigos eram originalmente mal escritos em alemão. Língua que, desconfio eu, não segue uma lógica racional. Para se escrever qualquer palavra em alemão, basta pegar um monte de consoantes, jogar tudo pra cima e arrumar as letrinhas do jeito e na ordem que elas caíram em cima do papel.

Mas eu falava que os artigos eram escritos em alemão. Depois, eram (cof, cof) traduzidos (cof, cof) para o português por um nativo do país europeu que, por falar alemão desde pequenino, já não era lá muito certo das idéias. A seguir, a tradução sofria uma revisão técnica. Na verdade, a voz do verbo precisa de um pouquinho de adaptação aqui: a tradução impingia sofrimento profundo ao revisor técnico. Os textos do tradutor eram tão escalafobéticos que, quando um parágrafo inteiro fazia sentido, havia certa comemoração do igualmente pobre revisor técnico. Naquela redação todos eram muito pobres.

Eis que eu dizia que os artigos eram mal escritos no original. Certa feita, o parágrafo não fazia sentido nem em alemão – se é que alguma coisa faz sentido em alemão. Daí que, na (cof, cof) tradução (cof, cof) para o português, o conjunto de frases desconjuntadas foram lançadas a esmo, e agrupadas em forma de parágrafo que concluía-se com a pérola: o que queira que isto venha a significar.

Nossa pobre jornalista tinha um truque na manga: ela copiava o texto original do alemão, colava nesta página do Google* e traduzia do alemão para o inglês E do alemão para o francês. E tentava captar algum sentido no texto, nem que fosse na base do cheiro. O processo beirava a psicografia, mas às vezes funcionava.

Daí que nossa pobre jornalista copiou o parágrafo original que, em português, terminava em o que queira (…) para o Google. Traduziu para o inglês. Não fez sentido. Traduziu para o francês. Chongas. Mas uma coisa chamou a atenção de nossa amiga: não havia nem cheiro da frase o que queira que isto venha a significar. Ou seja: nem o tradutor alemão, que já não era lá muito certo das idéias, conseguiu se conter diante de texto tão mal escrito!!!!

Sabem o que aconteceu com nossa pobre jornalista? Virou bruxa, e exorciza ameba que escreve texto ruim!

Prazer, Madrasta do Texto Ruim! 😀

E o parágrafo que terminava em o que queira que isto venha a significar foi sumariamente limado do texto. Pelo bem de todos e felicidade geral da redação.

(*) Amiguinhos, não tentem fazer isto em casa, ou vocês podem se machucar: além de ser um péssimo tradutor, os textos gerados por essa ferramenta do Google, por serem traduzidos por uma máquina, não costumam primar pelo sentido lógico do raciocínio humano. Eu fazia isso por puro e simples desespero – o desespero de ter um Google Translator humano trabalhando para a revista.

Síndrome do corretor de imóveis

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

Meu irmão que detectou essa. Repare que toda vez que um corretor de móveis vai te mostrar um produto dele, aponta pro local que obviamente é a sala e diz: Esta é a sala; mais adiante, num cômodo com pia e espaço para um fogão, vaticina: aqui é a cozinha – como se pudesse ser outra coisa. E por aí vai.

Mais ou menos o que o UOL fez com a Madonna nessa legenda aqui:

Tem como ser o da esquerda?

Tem como ser o da esquerda?

O lugar-comum arrumadinho

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Esse daqui já veio com o aviso [SPAM] do meu Autilúquio.

Um festival de lugar-comum e falta de estilo tão gritante que chega a dar pena. De tão redundante, o texto quase que entra em loop. Vou tentar melhorar:

Uma nova profissão que acompanha as necessidades da vida moderna
A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.
Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge uma luz no fim do túnel: Divas Escritório de Organização.
Divas é uma empresa nova que oferece um conceito em serviços de organização que proporciona, através de metodologias específicas para cada caso, uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos. Composta por uma equipe de experientes organizadoras pessoais, a Divas soluciona problemas de espaço (ou falta dele), otimizando melhorar a vida de cada um.
Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, tempo é dinheiro. Pensando nisso, a Divas atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável.
E a empresa não trabalha somente com o serviço de organização. A Divas oferece pacotes de manutenção do trabalho executado, assim como serviços para fins específicos, como assessoria de mudança, orientação de empregados domésticos, organização de pequenos eventos e os pacotes especiais para noivos e futuras mamães.
Como se vê, as Divas são a solução para a desorganização da sua vida, pois têm as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina.

Uma nova profissão que acompanha as necessidades da vida moderna [o que seria dessas pessoas se a palavra necessidade, junto com seu plural, fosse banida, execrada, limada da Língua Portuguesa? Eles saberiam se virar pra escrever um texto claro?]

[Já começo por convocar minha cara de interessada pra ler o texto] A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.[hum-hum, sei… interessante o texto, não? Não!]

Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge uma luz no fim do túnel: Escritório de Organização Tal.[Típico caso de texto que começa no segundo parágrafo!]

A Tal é uma empresa nova que oferece um conceito [AAAAAAAHHHHHHHH!!!! Por que oferece conceito? por que não oferecer produtos, serviços, trabalhos? Como se mede um conceito? Em pencas? Quilos? Isos 9001?] em serviços de organização que proporciona, através [ai… ele proporciona através…] de metodologias específicas para cada caso[taí! A tchuca não disse que atende às necessidades específicas de cada cliente, mas falou igual! Gostei!] , uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos [a generalização aqui foi tão ampla que beirou o infinito… me senti num seriado de ficção científica agora!]. Composta por uma equipe de experientes organizadoras pessoais, a Tal soluciona problemas de espaço (ou falta dele), otimizando melhorar [a carência de estilo aqui é tão gritante que o encosto gerundol recaiu sobre o verbo errado!] a vida de cada um.

Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, [que rufem os tambores! Sabemos o quê?] tempo é dinheiro [GAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!! LUGARCOMUUUUUUUUUUUUUUUUMMMM!!!]. Pensando nisso, a Tal atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável. [aimeudeus! A reincidência do lugar-comum é tão insistente que eu acho que eu vou vomitar!]

(…)

Como se vê, a empresa Tal é a solução para a desorganização da sua vida, pois tem as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina. [tudo aquilo que você sempre abominou na sua mãe, você paga para ter!]

‘Bora melhorar a bagaça:
Um novo serviço para a atribulada vida moderna

A organização nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje, quando se vive em constante luta contra o tempo. Seja ela em casa ou no trabalho, a necessidade de pôr ordem no ambiente resulta em inúmeros benefícios para todos que freqüentam esses recintos.
Para ajudar os desorganizados por natureza ou aqueles que não têm muito espaço para guardar seus pertences, surge a empresa Tal.
Trata-se de uma empresa nova que oferece um amplo portifolio  de serviços de organização que, depois de executados e concluídos, conferem uma vida mais saudável de maneira simples e ao alcance de todos.
A empresa Tal resolve problemas de excesso ou falta de espaço, para melhorar e otimizar a vida de seus clientes.
Os benefícios da organização doméstica não são apenas estéticos. Em meio à bagunça, perde-se tempo, e como sabemos, tempo é dinheiro. Pensando nisso, a Divas atua com métodos exclusivos visando melhorar a vida de seus clientes como um todo, desde a parte prática até a qualidade de vida, pois um ambiente organizado também é saudável.
(…)
Como se vê, as Divas são a solução para a desorganização da sua vida, pois têm as ferramentas para organizar qualquer ambiente, trazendo para a vida de seus clientes organização, limpeza e autodisciplina.

E vai já tirar os sapatos que você largou espalhados na sala, menino!

Umnovoconceito em óculos escuros – eu mereço!

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Vamos começar pelo mais recente.

Esse troço daí invadiu minha caixa postal. Foi uma assessoria de imprensa que mandou, juro Purdeus! Se você não entende por que o novoconceito me irrita sobremaneira, clicaqui.

Eu costumo ocultar o nome do queridocliente, mas desta vez nem isso dá pra poupar. Ou você compraria óculos escuros da marca Fuckwear? É um novoconceito em óculos escuros, djenti. Espia só a obra:

FUCKWEAR: UM NOVO CONCEITO EM ÓCULOS ESCUROS [Suspiro. profundo.]

Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, não é nada fácil. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros, a FuckWear, que traz muitas opções aos seus clientes.
Com modelos modernos e muito alternativos, a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”, afirma o empresário Alessandro Damasceno.
A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos: depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.
A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará, também, via internet por ‘e-commerce’, além de um departamento comercial integrado para lojistas. Seus produtos variam de R$ 55,00 a R$ 75,00, são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan: ‘Made with love in China’.

Óculos escuros são um dos acessórios mais requisitados, e isso todos já sabem [Ainda bem que própria tetéia tem noção de que começou o texto com um monumento ao lugar-comum]. Mas encontrar aquele modelo específico e que combine com o seu estilo, [péim! Essa vírgula aqui tá errada!] não é nada fácil [no meu caso foi facinho, facinho: na loja da Dior da Rodeo Drive, em Beverly Hills (joga no Google!), todos os modelos que eu provei ficaram di-vi-nos no meu rosto. Só não trouxe uns três ou quatro por um único motivo: são caros que só!]. Por isso, chega ao mercado um novo conceito de óculos escuros[Ok, vamos por partes: o que é um novo conceito em óculos escuros? São óculos escuros com lentes claras? Óculos escuros sem lentes? Óculos escuros que não são óculos? Onde entra o conceito do novoconceito aí? Alguém, pelamordedeus, mixplica qual o sentido de se ilustrar uma frase com um novo conceito em?], a FuckWear[quero saber que tipo de bosta passou pela cabeça do cidadão que teve a idéia de jênio de batizar seu empreendimento de FuckWear. Se for o Oscar Maroni, OK, tá perdoado. Ecompreendidíssimo. Mas avisa, né? Ou será que o novoconceito dos tais óculos escuros reside justamente no fato de os óculos escuros serem fuckwear? Aliás, fuckwear poderia ser traduzido por modelito motel?] , que traz muitas opções aos seus clientes.[Ah, eu fico tão feliz com isso! Um novo conceito que traz muitas opções aos clientes! Faltou dizer que os óculos atendem às necessidades específicas de cada cliente!]

Com modelos modernos e muito alternativos[tá vendo? Tô dizendo que esse troço é modelito motel… alternativo define!], a FuckWear passa ao seu público um conceito descolado [aiopingolimqueeunãotenho! O conceito é novo e já se descolou? Então, é um conceito de qualidade duvidosa, é isso?] para os jovens e para quem tem estilo. “É um conceito ‘out-sider’ [aaaaaaaahhhhhhhhhh, entendi! É um conceito perdido! Ele não sabe quemcossô, oncotô, proncovô… por isso é um out-sider! “O que queira que isto venha a significar”, como diria um tradutor maluco alemão-português que um dia cruzou o meu destino.] e a marca foi criada para quem realmente tem estilo e está antenado nas novas tendências”[U-au! Se você reside no lugar-comum da moda mundial, seu óculos é fuckwear! se você tem estilo e está antenado às novas tendências, você… é uma vítima do consumismo enlouquecido! (Aimeudeus… onde é que eu fui amarrar a minha égua?)] , afirma o empresário [por motivos de Vergonha Alheia omito aqui o nome do culpado pela coisa. Mas garanto que não é o Maroni!]

A própria apresentação da marca reflete a descontração de seus produtos[Sei, sei… Acho que vou convocar minha cara de interessada pra continuar a ler este texto!] : depois de uma bem sucedida exposição no Mercado Mundo Mix e eventos do calibre do ‘Skol Beats’, ‘GAS Festival’ e ‘Planeta Terra’, [hummm… ou a tchutchuca tira o depois do começo da frase, ou acrescenta um objeto direto aqui, senão o texto fica sem… estilo, sem personalidade, saca? Tá bom, fica sem sentido, mesmo!] garantiu à marca seu espaço no mercado alternativo.

A empresa possui hoje mais de 120 modelos de óculos escuros e os disponibilizará[Eu sa-bi-a que iria pulular um disponibilizar no meio desse texto! O cheiro da ameba ja me anunciava isso!], também, via internet por ‘e-commerce’[Ai, que beleza! Via Internet os produtos serão vendidos por…. e-commerce! Parafraseando Stanislaw Ponte Preta, queremos crer que tal inovação revolucionará o conceito de mercado de e-commerce via internet!] [Mas o melhor vem agora:] (…)  Seus produtos (…) são 100% chineses e contam com garantia de um ano. Com destaque, a FuckWear mostra seu valor através do slogan: Made with love in China.[Eu fui a única a ver a cara do cidadão que fabrica os óculos com amor chinês?]
Então, ficamos combinadíssimos assim: se você é descolado e se amarra num lugar-comum, você usa o modelito motel, certo?
Permitam que eu me abstenha a tentar melhorar esse texto. Redação sobre a marca FuckWear já está fadada à vergonha alheia antes mesmo de ser pensada!

“Quem não se comunica, se trumbica”

terça-feira, dezembro 1st, 2009
Por mais incomparáveis que seja, a rádio Saara dá de mil no boletim radiofônico da Price Waterhouse Coopers. e eu provo!

Por mais incomparáveis que sejam, a rádio Saara dá de mil no boletim radiofônico da Price Waterhouse Coopers. E eu provo!

Vou ousar comparar alhos com bugalhos neste texto. Espero que vocês compreendam o que eu quero dizer. Pra começar, já aviso que entendo perfeitamente que são duas realidades diferentes, de mundos diferentes, enfim, comunicações diferentes pensadas, feitas e executadas para públicos absurdamente diferentes. Mas ainda assim, se compararmos cada uma delas dentro de seu mundinho, veremos que uma é infinitamente mais eficaz que a outra.

Sim, crianças. Eu vou comparar o boletim de rádio da Price Waterhouse Coopers com a Rádio Saara, do Rio de Janeiro. O primeiro fala com a classe AAAAAAAA (insira quantos As você quiser aí). A segunda, com as classes C, D, E, F (…), W, X, Y e Z. Mas no quesito “vamos vender o peixe”, a banquinha da Saara é bem melhor, viu?

Explico: ouço toda manhã o ” Boletim Price Waterhouse Coopers” na Rádio Bandnews FM (na verdade, eu quero é ouvir o José Simão, mas o boletim da PWC é marromeno junto). É, junto com o jingle da Santil (Vamos cantar o jingle da Santil? é assim: ***-***, material elétrico é na Santil!”, repetido ad nauseum. Os asteriscos referem-se ao número do telefone dessa loja que eu ME RECUSO A FORNECEEEERRRRR!!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!), as duas coisas que muito me irritam na programação da rádio. Mas como isso é culpa do departamento comercial deles, e não do jornalismo, relevo.

O boletim PWC é um conjunto diário de erros que não compensam seu conteúdo. É um texto que, muitas vezes, não deveria nem ser lido com os olhos, quanto mais escutado. Ele é narrado por um conssultô que, invariavelmente, não tem voz para fazer locução, muito menos dicção para falar um texto no rádio.

Infelizmente, não tenho exemplos desses áudios disponíveis web afora. Mas o texto lido pela voz xôxa, com entonação zero e empolgação menos vinte, é mais ou menos assim:

As empresas qsprens fazer fusões e aqsções encontram um patamarfavrável nos próxmossmestres. é o que indicam estdos eftados pelasmprsas qstão diznvolvendo etc, etc, etc, etc…

Chato, enfadonho, irritante, praticamente moribundo. Não seduz a sua atenção e, se você por um acaso estiver prestando atenção, vai se irritar por não conseguir entender a dicção do sujeito. Em outras palavras: é um trabalho feito com quase nenhum profissionalismo.

Se fosse um troço bem feito, a PWC teria contratado um redator que transformaria o conjunto de abobrinhas consulto-econômicas em português falável mais um locutor decente que saberia dar a ênfase certa a cada palavra, de forma a melhorar a compreensão do texto. A redação do sinhô conssultô adquiriria um aspecto no mínimo mais interessante.

Mas eu até imagino o sujeitinho de terno e gravata impecáveis justificando o…. formato atual do boletim PWC, me dizendo que trata-se de um produto cost-effective. Que, em bom português, significa: ah, a gente paga um troquinho lá, e fica um troço qualquer feito de qualquer jeito (de qualquer jeito = sem profissionalismo). Parece que nunca ouviram os sábios conselhos do senhor Abelardo Barbosa, que dizia, lá no alvorecer (credo, que figura de estilo horrorooooooooooooosa!) início do século XX: Quem não se comunica, se trumbica.

Ponto parágrafo.

Daí, você vai ao Rio de Janeiro e resolve visitar o mafuá que é a região da Saara. Olha aí em cima na foto (que eu peguei aqui) que você vai entender o que eu estou falando. Trata-se de uma região repleta de lojas que vendem produtos a preços acessíveis (ou, como diria o sinhô conssultô, cost-effective…), sempre repletas de gente indo e vindo e voltando e, o que é pior ainda, parando no meio do caminho pra ver as promoções. Com gerúndio e tudo! O barulho é de ensandecer.

Mas na Saara, região que compreende as ruas da Alfândega, Senhor dos Passos, Conceição, Buenos Aires e adjacências, existem altos-falantes espalhados no alto por cima das cabeças dos transeuntes. Que só propagam comerciais locais.

(Pausa para os créditos. Baixei os comerciais abaixo lincados neste blog aqui, na categoria som das ruas).

E aí, como fazer para se destacar auditivamente nesse mafuá, e ainda falar diretamente com seu público-alvo?

Bom, se o que você quer é comprar cristais Svarowski, por exemplo, não pode perder este spot aqui. Ou este.

O spot da fulana que se veste feito um par de jarras é de doer na alma. Beira a Vergonha Alheia.

Os comerciais veiculados vendem ainda uniformes, meias, comida

Imagine, então, você a andar pelas ruas da Saara e ouvir uma cidadã berrar o quanto ela ama Svarowski, ou mesmo Lizinacio a anunciar o maravilhoso cardápio do Macedônia Grill. Sua atenção é conquistada, você entende tudo o que é dito (por mais horrorosa que seja a voz da locução) e, no mínimo, fica curioso pra conhecer a loja. Nem que seja pra ver a cara do cidadão que contratou um comercial desse naipe. E, se estiver de bom humor como eu, ainda cai na gargalhada ao ouvir que a moça quer uma canga indiana (desculpem, mas esse spot eu não encontrei).

E aí, quem vende melhor? O sinhô conssultô ou o pessoal da Rádio Saara?

Sabe quanto custa um comercial na rádio Saara? Clique aqui e descubra.  Sabe quanto custa uma consultoria da Price Waterhouse Coopers? Melhor nem saber… E então, quem se trumbicou?

E pelamordedeus, não me clique aí nos comentários pra me dizer que são produtos para públicos diferentes, por que EU-SEI-DISSO! Comecei esse texto falando justamente isso! E eu ainda ressalvei que, guardadas as respectivas diferenças de públicos, um se comunica bem melhor com seu alvo do que o outro… (entendeu ou preciso desenhar?)

Entrei no mailing list! Vivaaaa!!

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Bom dia pra você! Trago alvíssaras!

Acho que o assessor de imprensa da Guerrilheira do Funk me adicionou ao mailing list dele!!!

Reparem que falta de estilo inconfundível:

SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO
Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo, promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra Cheerleaders Brasil e convidadas entre estas Cléo Cadillac, cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada” declara Cacau Oliver organizador do evento.

SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO [com ou sem trocadilho?]

Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo, promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra Cheerleaders Brasil e convidadas entre estas Cléo Cadillac, cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada” declara Cacau Oliver organizador do evento. [arf, arf, arf, arf, arf… a ausência de ponto é característica marcante da ameba escrevente em questão! Tô aqui quase me matando por não respirar direito!]

Ah, fiquei tão feliz de ser incluída no mailing list que vou consertar o texto:

SEXY DOLLS E CHEERLEADERS BRASIL FAZEM A MELHOR PELADA DO ANO

Um jogo de futebol diferente aconteceu no fim da tarde de ontem em São Paulo-ponto. Promovido por um jornal carioca e uma agencia de São Paulo, o jogo reuniu as meninas do Sexy Dolls Brasil e o grupo As Apimentadas contra o time Cheerleaders Brasil e convidadas-vírgula, dentre elas Cléo Cadillac e a cantora country Fabiana Carvalho e outras. “O jogo foi uma ação para mostrar que as mulheres também amam uma boa pelada”-vírgula, declara Cacau Oliver-vírgula organizador do evento.

Cacau não gosta de pontos. Provavelmente, deve achá-los mui dramáticos. Mas acredite, Cacau: eles funcionam! E eles te amam viu? Que nem eu! :o)

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