Arquivo pela categoria 'Traz a bula, por favor'

Ah, as distrações…

domingo, dezembro 12th, 2010

Cabei de me lembrar de um causo de minha saudosa avó.

Ela contava que uma amiga havia morrido de distração. Estava mal do estômago e foi na farmácia (primeira metade do século XX) comprar um remédio. Distraiu-se e, em vez de pedir sal amargo, pediu sal azedo. Pra quem não entendeu, a zifia trocou um singelo sal de frutas por soda cáustica. Tomou tudo e morreu, coitada…

Me lembrei desse causo no momentto em que o dileto Mário Abramo me enviou o link para esta tetéia (com acento) da Agência Estado. Mas não se avexe: eu também levei um tempinho pra identificar qual o errinho (colossal, depois de identificado) cometido pelo zifio-redatô:

São Paulo – Seis casas foram interditadas ontem à noite, em Jandira, no interior de São Paulo, após o trecho de uma rua desmoronar. O trecho da Rua José Bonifácio, no bairro Ouro Verde, é uma curva junto a um barranco. Pelo menos 25 pessoas desalojadas foram para a casa de parentes e vizinhos. Hoje, peritos da Polícia Civil e do Instituto Geológico farão uma inspeção na área para verificar quais serão as procedências, segundo informações da Defesa Civil.

Descobriu qual o erro, não? Ah, tio Antônio conta pra ssuncê:

Procedência
n substantivo feminino
1 ato ou efeito de proceder; processão
2 característica do que é procedente
3 lugar de onde provém (algo ou alguém); proveniência, origem, fonte, processão
Ex.: produtos de boa p.
4 característica daquilo que procede, que tem base; fundamento
Ex.: acusação sem p.
5 Rubrica: termo jurídico.
base sólida que legitima ou autoriza alguma coisa; fundamento

Procedimento
substantivo masculino
ato ou efeito de proceder
1 maneira de agir, modo de proceder, de portar(-se); conduta, comportamento
2 modo de fazer (algo); técnica, processo, método
Ex.: p. de análise química
3 Rubrica: termo jurídico.
forma estabelecida por lei para se tratarem as causas em juízo e para o cumprimento dos atos e trâmites do processo
Ficamos combinadíssimos, portanto, de jamais discutir propriedades dos sais com o redator da tchutchuca daí de cima. O erramos póstumo pode ser indigesto…
(E reconheçamos, também, que esse tipo de erro é de outra classe, sofisticado purdimais pra se enquadrar num porra, folha!, por exemplo… 😉 )

O misterioso caso do tucano da Vila Cruzeiro

sexta-feira, novembro 26th, 2010

Ao que a reportagem indica, a ave em questã tem nome composto

Táqui a historinha acima. Né invenção minha, não.

Fui alertada por um pio do Rodrigo Vianna no Twitter, e corri pra ver do que se tratava. Logo imaginei que a brasileira ave da história fosse aparentada de dona suçuarana, que teve sua Grande São Paulo operada, lembram dela?

Mas a história desse tucano tá tão malcontada, mas tão malcontada, que é realmente impossível saber qual é a desse tucano e como ele foi parar literalmete no meio do fogo cruzado. Pelo que explica o primeiro parágrafo, aparentemente ele se chama Fabiano Atanásio, é chefe do tráfico local e foi quem, pessoalmente, derrubou um helicóptero da polícia no morro dos Macacos.

Um duplo sentido duzinferno.

Se foi de propósito, pegaram pesado. Muito pesado.

Se foi sem querer, PORRA G1! QUE MERDA!

Daí, é só trocar de

A ave estava na casa do chefe do tráfico na comunidade, acusado de ser o responsável pela queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte.

Para

A ave estava na casa de Fabiano Atanásio -vírgula, chefe do tráfico na comunidade, acusado de ser o responsável pela queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte.

que aí fica claro que o bichinho pertence ao Fabiano, e não é um político do PSDB.

Duplo sentido, R7?

domingo, outubro 17th, 2010

Aí, você lê essa notinha na home do R7

E se pergunta se ele estava falando dos colegas de A Fazenda mesmo ou se já estava se referindo à profissão que…

deixa prá lá…

Coisa feia, hein, R7?

Blog Poder Online e o salto triplo carpado verbo-temporal

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

E claro que isso tinha que acontecer.

Tudo começou quando o ministro do Superior Tribunal Federal, Dias Toffoli, resolveu pedir vistas do processo pra dar seu parecer sobre a Lei Ficha Limpa. Traduzindo: num li direito, vou levar pra casa e ver se consigo ler direito e entender esse negózdilei. Ou quero ir pra casa mais cedo, bora ler o texto de novo, coleguinhas?

Mas falando sério, o ministro encrencou com o tempo verbal da lei Ficha Limpa, cuja íntegra vocês encontram aqui. O meritíssimo abespinhou-se com o fato de a expressão tenham sido ter sido substituída pela expressão que forem sem que o Congresso tenha sido consultado sobre isso.

(Imagine agora o Tiririca dizendo qual expressão cabe melhor no texto de lei, e por quê. Imaginou? Pronto, de nada por estragar o seu sono.)

Até aí tudo bem, isso faz parte das funções do STF.

O Correio Braziliense contou a história certinha, como vocês podem conferir.

Mas o Blog Poder Online, hospedado no Ig, se embananou-se todo com a explicação, e confundiu o que o ministro acabou por definir como salto triplo carpado hermenêutico (post logo aqui abaixo, ou numa nova janela, se você clicar no link que eu dei). E, por sua vez, criou o salto triplo carpado verbo-temporal. Ó só o que o texto diz do questionamento do ministro:

(…) uma emenda de redação aceita na tramitação pelo Senado Federal, que alterou o tempo do verbo no texto do projeto – do particípio passado [tenham sido é particípio passado, OK] para o pretérito futuro [Oi? Pretérito futuro? Passado futuro? como é que rola o passado de uma coisa que inda num aconteceu? Alguém desenha, por favor?].

Particípio passado, tudo bem. a expressão está de fato nesse tempo verbal.

Mas o pretérito futuro é, por si só, uma contradição entre termos. Pretérito é passado, que é antônimo de futuro.  O moço estaria, por acaso, a referir-se ao futuro do pretérito? (eu seria, tu serias, ele seria…) Mas o texto alterado na lei em questão adotou a expressão que forem… e agora, comofas?

Tio Antônio, ajuda a desvendar essa conjugação?

Verbo ser, futuro do subjuntivo, terceira pessoa do plural

Valeu, tio Antônio!

Agora vejam vocês que eu tava aqui me preparando pra encerrar este texto com um PORRA, FOLHA!, e me dou conta de que desta vez a Folha é inocente!

PORRA, IG! COMETE UM ERRO DESSES E AINDA ME IMPEDE DE XINGAR A FOLHA?!?!?! PORRA, PORRA, PORRA!!!

Pronto, passou.

A puta falta de sacanagem e a safadeza oculta são filhas do salto triplo carpado hermenêutico?

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Gente, estou totalmente inlóvi com essas expressões que pululam Internet afora…

A primeira foi a puta falta de sacanagem. Surgiu num vídeo no qual um grupo de adolescentes aguardava um show de rock que acabou não acontecendo. No vídeo daí de cima, aos 1:35 aparece a menina proferindo a pérola. Puta falta de sacanagem é uma sacanagem exacerbada, né? O fato é que a expressão, por assim dizer, agregou valor (Ok, me crucifiquem) à já combalida sacanagem pura e simples.

Aí chegamos na safadeza oculta.

Tadinha, gente! Um protótipo de Madrasta do Texto Ruim, com hormônios à flor da pele! A menina num aprendeu a relevar os errinhos de dedo que esta que vos fala já ignora. Quer dizer, uma pessoa que escreve esotu em vez de estou não pode falar mal de quem escreve RDB no lugar de RBD, né? Pô, tava querendo ganhar dinheiro em vez de ir a show de banda adolescente, uai…

O fato é que a mocinha daí de cima cunhou uma nova e deliciosa expressão: safadeza oculta (aos 20 segundos). Mais uma vez, agregou valor (meus pulsos, podem cortá-los) à safadeza pura e simples, já tão banalizada neste país e aqui eu interrompo meu raciocínio pra não cair na esparrela do lugar-comum.

Pois então nós saímos do universo adolescente, repleto de hormônios e exageros e exacerbações e coisas do tipo, e após breve planagem sonífera, caímos estatelados por sobre o Supremo Tribunal Federal deste país, cujas paredes ouviram coisa muito mais complexa.

Porque quando você ouve puta falta de sacanagem, ou safadeza oculta, você pode até levar um tempinho pra entender como usar, mas basta dizer em voz alta duas ou três vezes que você já fica íntimo das expressões, e começa a usá-las sem pestanejar.

Mas quando o presidente do Supremo Tribunal Federal, durante sessão plenária pra dizer se, no frigir dos ovos, a lei da Ficha Limpa tá valendo ou não tá, questiona a constitucionalidade por causa de um tempo verbal e ouve do colega Ayres Britto que o argumento dele é um salto triplo carpado hermenêutico, geral se arrepia e fica com medo da coisa, né?

Mas calma que esta bruxa que vos fala vai pedir ajuda ao tio Antônio. Vamos partir do princípio que o togadíssimo magistrado valeu-se de imagens de ginástica artística para construir seu neologismo. Então, todos sabemos que salto triplo é um salto dificílimo de dar.

Daí, vamos pedir ajuda pro tio Antônio explicar o que que acontece se o salto triplo fica carpado:

Carpado

executado com o corpo dobrado nos quadris, pernas esticadas sem flexão dos joelhos e pés distendidos (diz-se, p.ex., de salto ornamental)

Quer dizer, eu já me estrebuchei no chão e quebrei o pescoço. A manobra que já era difícil contraiu ares impossíveis.

E o hermenêutico? É pra travar a língua? Bom, tio Antônio avisa que hermenêutico é tudo o que for relativo à hermenêutica, que, por sua vez, é…

Hermenêutica

ciência, técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos ou filosóficos, esp. das Sagradas Escrituras

2 interpretação dos textos, do sentido das palavras

3 Rubrica: semiologia.

teoria, ciência voltada à interpretação dos signos e de seu valor simbólico

4 Rubrica: termo jurídico.

conjunto de regras e princípios us. na interpretação do texto legal

Ou seja: é tudo interpretação de textos… (ufa!)

Quer dizer, então, que o salto triplo carpado hermenêutico é um texto cuja interpretação difícil ficou mais difícil ainda?!?!?!  Ou é uma tentativa de complicar o que seria simples?

Ou seria um melangê de jenessequá? (do francês melangé de je ne sais quoi, ou mistura de não-sei-quê – copyright Madrasta do Texto Ruim. Autorizada a reprodução dessa expressão! 😀 )

Ah, desisto de entender. Mas nasceu hoje nesta terra de Cabral mais uma expressão recauchutada, o salto triplo carpado hermenêutico. Que, por sua pompa e circunstância, é pai (talvez avô, bisavô ou trisavô) das irmãs quase gêmeas puta falta de sacanagem e safadeza oculta. Os três adoráveis – ainda que o vôzinho seja meio estranho e de difícil… er… hermenêutica? 😉 Ainda assim, a-moooooooooo!

Mas aprecie com moderação.

Expressões temerosas

sexta-feira, agosto 6th, 2010

Saquei tudo, gente.

O negócio é prestar atenção ao tipo de expressão que o seu interlocutor usa. Porque tem gente que diz uma coisa e quer dizer muito mais, né? Repara só:

Tomemos como exemplo a frase: Você tem dois quilos de banana?

Faça essa pergunta a um paulistano. Se a resposta que você receber começar com auqele tipico entâo (assim mesmo, com acento circunflexo. O ã dos paulistanos tem som de â. e isso não é preconceito, isso é uma constatação. Assim como os éssex finaix dox cariocaix tem som de xix).

Mas você estava perguntando pelas bananas do paulistano. Daí, você ouve o típico entâo. Zifio, fuja.

Entâo é prenúncio de desgraça. Fatalmente a resposta do paulistano para a sua pergunta de banana culminará com um não. Mas até chegar a esse não, você v ai ouvir algum entrevero: entâo, o dono do caminhão que carrega as bananas ficou de pôr diesel no carro, mas se confundiu e botou álcool, daí o motor fundiu, e ele perdeu o caminhão, e…

Aqui em Brasília o entâo dá lugar ao no caso. E o no caso dos brasilienses é muito mais grave. é mais ou menos assim:

Você tem dois quilos de banana? – você foi claro, específico e preciso em sua questão

No caso você estaria querendo aquela coisa vermelha ali do canto? – Seu interlocutor aponta para as maçãs. Ou seja: ele não tem a menor idéia do que faz perambulando pelo planeta Terra, não sabe o valor de dois, não entende o que é quilo e tem a menor noção do que pode vir a ser uma banana. Em duas sílabas, zifio: fu-deu.

Mas você tenta. Afinal de contas, o diálogo se dá em Lingua Portuguesa (aquela coisa que, de acordo com uma comentarista que graçadeus nunca mais deu as caras por aqui, é “um monte de questionamento sem sentido”):

Nâo, moço, eu quero banana, sabe? Aquela fruta amarela e comprida?

Pois não. No caso (iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh), amarelo é essa cor aqui, né? E aponta pro abacate.

Você perde a paciência, encontra as bananas no meio da banquinha do cidadão e diz: Não, banana! Isso aqui!

Aaaaahhh, é isso aí que você quer? Perfeitamente!

Portanto, zifio, aceite o conselho desta bruxa. Se você estiver em Brasília, fizer alguma pergunta e ouvir um no caso no começo da resposta, disfarça, aponta pro céu e grita:

OLHA O ZEPELIN!

Aí, você aproveita e foge.

UOL e a imigrantofagia

terça-feira, julho 27th, 2010

Gente, na boa… existe um limite entre duplo sentido e mau gosto na hora de se fazer uma manchete.

Dizer que limitação a imigrantes ameaça culinária britânica e ilustrar essa frase com carnes cruas penduradas dá a entender que a função dos imigrantes é alimentar com sua carne os britânicos…

Ou isso ou eu estou muito abalada com as manchetes policiais dos últimos dias….

Mas não posso perder o hábito: PORRA, UOL!!!

Interpretando textos com a Madrasta do texto Ruim – aula nº 2: objetivando analisar observações acadêmicas

quarta-feira, julho 14th, 2010
Este post é um serviço público especialmente dedicado à Aninha Arantes.
Ela acaba de pedir auxílio para uma breve interpretação de texto. Que, como vocês poderão ver, deve ser analisado a partir de suas entrelinhas – até porque as linhas estão meio nebulosas.
Enfim, eis o que o diletíssimo orientador de nossa amiga lh’a escreveu:
(…) De qualquer modo, fica uma banca muito redundante. Já sabemos o que todas essas pessoas pensam e já dá até pra prever o que vão dizer [tradução: veja lá o que você vai escrever, hein? tu já sabe que tipo de bosta se passa pelos neurônios desses caras, é uma raça que pensa tudo ingoal, num vai provocar!] (…) mas imagino que os candidatos ficam mais tranquilos com bancas previsíveis do que com uma possível banca imprevisível [E tu ainda reclama? Jogue suas mãos para os céus e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que… (oops, né isso não, é outra coisa). jogue as mãos para os céus e agradeça a dádiva de ter lhe concedido uma banquinha de meia tigela! Agora vai ser facim, facim aprovar!]. E, além disso, não há muitas pessoas imprevisíveis que estejam disponíveis pra uma banca como essa. [só deu pra arranjar professor medíocre. Professor inteligente num quer saber de você, não! E não reclame! Também, com uma banca dessas cê queria o quê?]
Em outras palavras, zifia: os professores bons, que fazem você ralar até o tacho e te obrigam a pensar e fazer um bom trabalho ou não estão disponíveis ou fizeram pouco caso do seu trabalho. durma com um barulho desses.
Mas aproveite que com essa banquinha de meia pataca você será aprovada facim, facim! E não reclame, não! Levante as mãos aos céus e dê Graças a Deus porque, pelo visto, essa banca que ssuncê descolou foi o melhor que pôde lhe acontecer!
Mas seria o caso de perguntar ao prófi o que que ele pensa que se passa pelos seus neurônios…
Certa de ter colaborado para tão importante esclarecimento, subscrevo-me.

Somatório diferenciado traz novo conceito em pesquisa e inaugura um novo olhar matemático sobre as eleições presidenciais (Ah, eu não resisto) ou PORRA, IBOPE!

sábado, julho 3rd, 2010

NAONDE QUE 39+39+10+6+7 = 100 ?!?!!?!?!?!

Taqueopa… vou ter que dar aula de matemática de novo, é?

OK, crianças. Esta é mais uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa. Se você ainda não sabe o que é uma ___ aula de jornalismo para a ___ imprensa, clique aqui. Último item. Mas volte logo, por favor.

Pra começo de conversa, jornalista deve ser isento. Se, por algum acaso, ele resolve não ser mais isento, deve pelo menos disfarçar a cara-de-pau de forma eficiente, eficaz e matematicamente confiável, ou a casa cai.

Ou isso ou ele deve ter competência o suficiente pra apontar possíveis erros de apuração, e descobrir onde está o erro, por que o erro foi cometido, e como corrigir.

Porque, né? Instituto de pesquisa é uma coisa (não achei palavra melhor pra definir. Se você achar, os comentários aí embaixo são a serventia da casa!) que se respalda por números. E número é outra coisa que não suscita muita dúvida (Se você pensou em dizer “Os números não mentem jamais”, faça-se o favor de parar de pensar em clichês!). Pra manipular números, é bom pelo menos saber o que e como fazer.

Daí eu digo que se o erro não foi do Ibope, os cabras do G1 precisam trabalhar com uma calculadorazinha dando um rélpi, sabe? (diquinha da bruxa: clique em “iniciar” no windows, e digite “calc” na linha “executar. Tcha-ram! uma calculadora con-fi-á-vel!!)

Senão, vejamos o que diz esta pesquisa aqui:

Pesquisa Ibope mostra empate entre Serra e Dilma, ambos com 39%
Tucano tinha 35% no levantamento anterior. Dilma estava com 40%.[tá. o legal aqui é mostrar o crescimento do Serra e a queda da Dilma. Um cresceu três pontos percentuais, e a outra caiu um. Então, tá. Mas com isso outro monte de número cai no meio deste melangê de jenessequá matemático. Há quem diga que esses números ajudam o leitor a entender (sic) e comparar o crescimento / queda dos candidatos blablabla whiskas sache blablabla. Eu acho que confunde. Se for pra esclarecer, faz um gráfico e não enche o saco, pô!]
Marina Silva (PV) aparece com 10%. Margem de erro é de dois pontos.
(…)
Pesquisa Ibope sobre a intenção de voto para presidente da República, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo[Tem sempre um mané pra endossar a esparrela…], aponta empate em 39% entre os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.[começaram a calcular? Seguinte: a soma de todos os percentuais aqui tem que dar 100, a despeito da margem de erro para mais ou para menos, OK?]
(…)
Marina Silva (PV) se manteve em 9% nas três pesquisas desde abril e agora tem 10%. Com a margem de erro, estaria entre 8% e 12% [quatro valores distintos aqui pra confundir inda mais nossas cabecinhas. Mas o número a ser anotado lá embaixo é 10. É quanto a Marina conseguiu nesta pesquisa. próximos números, por favor!]. Brancos e nulos somaram 6% e indecisos, 7%.[Ou seja, temos 39+39+10+6+7.]

Daí, a gente soma (pegue você também sua calculadora, pra ver se a soma sai diferente aí. Se sair, me avisa, por favor!!!!)

39+39+10+6+7 = 101 CENTO E UUUUUUUUUUUUUMMMMMMM

E se você ouvir o Ibope dizer que “esse resultado é perfeitamente factível (querem apostar quanto que a expressão factível estará no comunicado do Ibope?) dada a margem de erro de dois pontos percentuais”, esqueça. Essa margem de erro é a diferença entre o valor apurado pela pesquisa do Ibope e o suposto resultado de uma ainda mais suposta eleição que fosse realizada no período de apuração da pesquisa. Com margem de erro de dois pontos percentuais ou de cinquenta e nove pontos percentuais, os valores apurados no resultado de uma pesquisa eleitoral têm que somar 100 pontos percentuais. Porque os  números não mentem jamais (Pronto! Enfiei seu clichê aqui!).

Ou isso ou a álgebra foi comprada pelo mensalão do governo. Quer dizer, tá tudo dominado…

[Ai, que vergonha dos coleguinhas…]

As datas aprazadas e a efetuação da cópula

terça-feira, junho 29th, 2010

Daí que eu me lembrei desta historinha que aconteceu há algumas eras com um certo marido, e tenho que compartilhá-la por aqui…

Estava o tal do marido a atualizar o site da empresa onde ele trabalhava. Ele precisava incluir informações sobre pagamentos de dívidas blablabla whiskas sache blablabla. O público-alvo da e-missiva (adooooro essa e-xpressão! 😀 ) eram autoridades que, embora autoridades fossem, não eram lá muito amigas do vernáculo. Amebas, portanto.

E o que me abespinha nessas horas é perceber que ameba é uma raça que não sabe se inter-comunicar. Elas têm uma dificuldade de conversarem entre si que é uma coisa. Pensando bem, não fosse assim não seriam amebas, né?

Maseutavafalandode… ah, sim! O texto que o tal do marido recebeu! Foi sofrivelmente escrito por uma ameba escrevente, cheio de gerúndios e clichês e, lá pelas tantas, falava em pagamento dos títulos nas “datas aprazadas”.

Tá certo que aprazar é verbo registrado por tio Antônio, que diz que:

Aprazar
n verbo
transitivo direto
1 marcar (tempo ou prazo) para realização de alguma coisa
Ex.: resolveram a. imediatamente o encontro
transitivo direto e bitransitivo
2 restringir, delimitar (o prazo, a duração) de
Exs.: era preciso a. o fim da obra
aprazou um ano para o término da dissertação
Mas se você pensar direitinho, e com a cabeça do público-alvo do texto (/amebas), chegará à conclusão que esse verbim daí não é de muita felicidade, não. Inda mais se o leitor em questão tiver inteligência suficiente para  entender que a palavra em questão foi fruto de um erro de digitação: em vez de aprazadas, deveria ser atrazadas. Porque, claro, atrazado se escreve com zê, né? (NÃO! É COM ÉSSE!!)

Então, o marido em questão resolveu trocar a expressão “datas aprazadas” por “datas combinadas”. E o autor do texto, ao refazer a releitura da redação antes de a bendita ser carregada para a página da empresa, voltou para a expressão original: “datas aprazadas”. E justificou:

– Isso é uma expressão técnica. Quem lê tem a obrigação de entender isso.

Argumento falho, fraco e errado, por alguns poucos mas excelentes motivos:

1- A obrigação maior e principal para a compreensão do texto é a do autor da redação. É ele quem tem que se fazer entender, sem dar margens a duplos sentidos ou duplas interpretações. Se você disser “bolinhas amarelas” e o seu leitor entender “listras azuis”, o erro foi principalmente seu por não saber como fazer o seu leitor entender “bolinhas amarelas”.

2- Aprazar não é expressão técnica. É apenas um verbo metido a besta, que pode – e deve – ser substituído por outro de maior clareza sempre que possível.

Mas o marido em questão não tinha autonomia pra alterar o texto. E a missiva em questão foi levada à página web da empresa com a expressão rococó empolêixon “datas aprazadas”.

Cansado, triste e frustrado, o marido em questão desabafa com a mulher, que costuma exorcizar textos mal-escritos (disse que fui eu? Então, não conclua coisas que eu não disse, detetivões! 😛 ), e conta a história de “datas aprazadas” ter virado “linguagem técnica”.

A esposa do marido, então, ensinou-lhe o seguinte:

– Meu amor, da próxima vez que alguém insistir em enfiar linguagem técnica onde não deve, diga a essa pessoa: “Fulano, efetue cópula”. Daí, quando o Fulano perguntar o que é “efetuar cópula”, você explica que é “vá se foder” em linguagem técnica…

Infelizmente, o marido nunca disse isso pro autor das “datas aprazadas”. Ah, o excesso de educação….

😉

Mundial de futebol ou volta ao mundo?

sábado, junho 19th, 2010

Tá bom, eu sei que quando um evento é muito longo, todas as notícias por ele geradas tendem a ter as mesmas palavras, e é função do jornalista variar um pouquinho os verbos pra que o troço não fique ainda mais repetitivo do que já é.

Mas daí a

Parece que estamos falando de, sei lá, volta ao mundo de barco…

Claro, a manchete é do UOL…

Objetivando bater as tchecas (Oi?)

sábado, maio 29th, 2010

Daí você está quieto, calmo, tranquilo, na sua, navegando e respirando, com neurônios quase a zero, e dá de cara com essa manchete:

Juliana e Larissa batem tchecas e vencem a segunda na etapa de Roma

Tem como não pensar em besteira?

MasAntes que seus neurônios continuem a se inflamar em conjecturas de duplo, triplo, quádruplo sentido, você começa a ler a notícia. E descobre que…

As brasileiras Juliana e Larissa passaram por mais um desafio na etapa de Roma do Circuito Mundial de vôlei de praia. Na manhã desta quarta-feira, a dupla venceu as tchecas Klapalova e Hajeckova por 2 a 0 (parciais de 21-13 e 23-21) em 38 minutos de jogo.

…você tem a mente imunda.

Agora, adivinha de onde veio essa notícia? Dica: de um portal que começa com U e termina com OL…

…noves fora não chega a meia

sexta-feira, maio 28th, 2010

Ainda da resenha do livro daí de baixo:

0,4 é a média de letras da palavra na frase de língua portuguesa.

Ou eu não entendi direito (grandes novidades! Texto da Folha, dona Bruxa! Parece que não aprende…) a coisa ou o texto diz que, em média, as palavras em frases escritas na Língua Portuguesa não conseguem chegar nem a meia letra!

Pobrezinha da Língua Portuguesa! Além de inculta é bela é incompleta? Ela não é nem maneta nem perneta, é… letreta?

Eu sei. Foi péssima.

(cof, cof) Fórmula mágica (cof, cof) para escrever um texto (cof, cof, cof) per-fei-to (morri de tuberculose)

quinta-feira, maio 27th, 2010

Me lembrei na hora deste trecho do filme Sociedade dos Poetas Mortos (aos 2 minutos mais ou menos), em que o professor interpretado pelo Robin Williams manda os alunos rasgarem a parte do livro que ensina como identificar o nível de excelência de uma poesia. Tudo bem que a reação do personagem do Robin Wiliams é digna, mas se professora de português e literatura fosse, eu ensinaria meus alunos a rirem da cara do sujeito que escreveu tal baboseira.

É mais ou menos o que eu vou fazer aqui com meus diletos leitores. Porque é possível sempre absorver alguma coisa positiva deste livro, né?

Primeiro, vamos separar as dicas realmente aproveitáveis das autoras:

1- Frase curta é o que há. Deixa o texto simples e claro, e não embola azidéia no meio da frase.

Eu vou, inclusive, provar para vocês que um texto entremeado de vírgulas, dispostas de forma a separar as idéias de cada frase, não é uma boa idéia para se construir um texto, porque você vai acabar socando um monte de idéias e conceitos, todos juntos numa mesma frase e, lá pelas tantas, vai acabar precisando de um gerúndio pra ligar uma idéia à outra e, se bobear, você ainda caba falando, dentro da mesma frase, de coisas que não têm nada a ver, como o pênalti que o Baggio perdeu pro Brasil na copa de 1994, que deu o título de tetracampeã à seleção canarinha.

Entenderam que vírgula não é uma boa idéia? Prefira o ponto, zifio. O ponto diz pro seu leitor dar uma paradinha na leitura. Essa paradinha ajuda ele a processar a informação recém-lida. Algo comparável ao botão de enter do computador.  Com isso, ele apreende seu texto em doses homeopáticas. E não vai pensar que a vírgula do Baggio entremeada na construção do texto deu o tetracampeonato à seleção canarinha, por exemplo.

2- Adjetivo é legal quando o texto não é jornalístico. Mesmo assim, deve ser usado com parcimônia. Isso vale, por exemplo, pra textos corporativos.

Infelizmente, não tenho em mãos o exemplo mais genial de texto repleto de adjetivos. Está no meio dos caixotes da mudança. Trata-se da coletânea de tirinhas do Fagundes, o puxa-saco. Assim que eu encontrar esse texto, copio ele aqui. ele deixa bem claro que o abuso de adjetivos deixa seu texto (e sua idéia) um tanto ou quanto ridícula. Fico na dívida para com meus diletos leitores.

3- Assim como frase cheia de vírgula, frase cheia de polissílabos (palavras com quatro sílabas ou mais) também não ajuda. O exemplo clássico é a frase que motivou a criação deste blog: objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando, (blablabla wiskas sachê blablabla).

Escreva o texto de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Por mais que seu texto vá preencher as páginas de sua monografia de conclusão de curso, escrevê-lo de forma simples vai mostrar ao seu professor, por exemplo, que você não só domina o assunto sobre o qual está escrevendo como consegue explicá-lo sem grandes firulas. Fiz isso com uma prima que me pediu pra revisar a monografia do curso de ciências contábeis. O texto tava cheio de frases do tipo objetivando disponibilizar.  Expliquei a ela como simplificar o texto:  “empregue na construção do seu texto as palavras que você usaria pra explicar o assunto para a sua sogra durante uma partida de canastra.”  Ela seguiu o meu conselho e, modéstia à parte, tirou dez no trabalho. (A vaca nem pra me convidar pra formatura, mas deixa prá lá. Sei que já espalhei o bem por aí.)

Mas, oh, carambolas, este texto tá positivo e educativo purdimais. Vamos pro recreio, criançada!

Comecei este post pra falar do livro A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto. O livro é meio surtado, sabe? Lá pelas tantas, ele ensina como (cof, cof) mensurar (cof, cof)  a (cof, cof) excelência (cof, cof) de um texto. Vou citar a resenha do livro:

Um trecho interessante está na página 51 [piada pronta. O trecho interessante está na página 51. Mal posso esperar pra ler a página 24 – ou a 69…] , na qual as autoras ensinam como testar a legibilidade de um texto [caaaaaalma! Respira fundo e continua a ler a coisa! você vai rir mais!!!]. Elas reproduzem uma receita do jornalista Alberto Dines.
São seis passos: 1. Conte as palavras do parágrafo. 2. Conte as frases (cada frase termina por ponto) [viram, crianças? cada frase termina por ponto! Não confunda: o ponto é este sinal: .  Já a vírgula é este daqui: , Se aparecer este sinal, não é fim de frase, viu? OK, parei de zombar!] . 3. Divida o número de palavras pelo número de frases [Ah, você inda num pegou a calculadora?]. Assim, você terá a média de palavra/frase do texto. 4. Some a média da palavra/frase do texto com o número de polissílabos [Agora, comece a cantar: e todos dançam o pega, estica e puxa / e viva a festa da Xuxa! Melhor trilha sonora não há!] . 5. Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de língua portuguesa). 6. O produto da multiplicação é o índice de legibilidade [A esta altura, você já chegou naquela parte que diz: O dengue conta de um até três, as brincadeiras começam de uma vez, e se perdeu na conta, né? Ah, puxa, que pena… malzaê por tirar a sua concentração, viu?].
[Pensa que acabou? Nãããããããããoooo!!! Aqui tem a análise dos resultados da sua conta: ] Possíveis resultados: 1 a 7: história em quadrinhos. 8 a 10: excepcional. 11 a 15: ótimo. 16 a 19: pequena dificuldade. 20 a 30: muito difícil. 31 a 40: linguagem técnica. Acima de 41: nebulosidade.
O livro dá exemplos práticos da eficácia desse teste: “Se o resultado ficou acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Você tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparoxítonas dar umas voltinhas por aí. O melhor: abuse de ambos.” [Eu indicaria mais dois caminhos: a) o texto ficou uma bosta. Joga fora e começa do zero, é o melhor a se fazer; b) esqueça a calculadora e abra um dicionário. Ele costuma ser um grande companheiro de redações e redatores. Outro excelente auxiliar na redação de um texto é o Manual de Redação e Estilo do Estado de SPaulo. A única coisa prestável produzida pela empresa do clã dos Mesquita.]

Mas esse texto prima mesmo é pelo conjunto da obra de piadas prontas. Pensa que o melhor do livro é o fato de ele começar a ficar bom na página 51 (hic! :D)? Claro que não! O melhor dele é descobrir que você pode comprá-lo na… Livraria da Folha – o Eliéser dos jornais impressos brasileiros…

É uma piada pronta atrás da outra…

Se a coisa continuar nesse nível serei obrigada a criar uma nova catiguria no caldeirão: PORRA, FOLHA!

Antes de terminar este post, mais duas observações. A primeira: PORRA, ALBERTO DINES!!! NAONDE QUE VOCÊ TIROU ESSA IDÉIA DOIDA DE CÁLCULO DE LEGIBILIDADE DE TEXTO? PÁRA DE TOMAR CHOPE COM ENGENHEIRO PORQUE ESSA RAÇA NÃO SABE ESCREVER DIREITO, CARA!!!!

A segunda: Meus agradecimentos ao Cardoso pelo link enviado.

Objetivando modernizar (ou Porra, Folha!)

domingo, maio 23rd, 2010

Gente, tadinha da Folha! O Eliézer Ambrósio dos jornais impressos tá perdidinho da silva! Num sabe quemcossô, oncotô, proncovô

Culpa dessa menina Internéte, que desvirtuou o belo caminho dos excelsos jornais impressos brasileiros. Agora, qualquer um tem acesso a qualquer tipo de notícias em qualquer lugar, a qualquer hor… CRISTORREIMESALVA! SAIPRALÁ, CLICHÊ!!!!

Ai, mals aê, galera! É que o texto de apresentação do novo (sic) formato da Folha de São Paulo é de uma ruindade contagiante. Ruindade não no sentido de maldade, é no sentido de troço ruim, mesmo!

As idéias estão concatenadas de forma a se desconectarem, e o texto se conclui num mega-chavão pra deixar bem claro que a Folha é e sempre será essa publicação… por assim dizer… smartona.

Senão, vejamos o texto disponível neste link aqui. E quando você se dá conta de que o autor é simplesmente o EDITOR-EXECUTIVO DO JORNAL a vontade de chorar só faz crescer. Mas vamos lá:

Informação exclusiva de cara nova [Tá bom. Então é só a informação exclusiva que vai ganhar roupagem nova? A informação que sair publicada na Folha e em todos os outros jornais do Brasil – quiçá do mundo – vai ficar com cara velha?]
SÉRGIO DÁVILA
EDITOR-EXECUTIVO [brrrrrrrrrrrrrrrr…. perdão, correu um arrepio por toda a minha espinha agora. só de pensar que o editor executivo do jornal escreve assim… brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr]
A Folha mudou [Taí um verbinho perigoso de se usar assim, intransitivo… suscita interpretações mil! Mas deixemos minha ansiedade de lado, dotô Sérgio vai se explicar. (Vai?)]. O jornal que você tem em mãos neste domingo traz as letras cerca de 12% maiores, em um formato e com uma diagramação que deixam a leitura mais fácil [as entrelinhas dizem: Leitor, você é cego, disléxico e burro. Pra quebrar o seu lado, aumentamos a letra. Na próxima reforma, vamos usar apenas desenhinhos, combinado?]. Os títulos são mais fortes [donde se conclui que os títulos anteriores eram fracos (leia-se uma bosta)] , a hierarquização das reportagens é mais clara [ai, que lindo isso! hierarquização clara de reportagens! É de comer ou de beber? E QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PRO LEITOR, CÁSPITA?!?!?!?!?!?!?!?!?] , a identidade entre os cadernos [impressão minha ou ele disse aqui que todos os cadernos de diferentes editorias são idênticos entre si? ou seja: economia, política e cinema têm tratamento igual? Reparem que nós estamos na TERCEIRA FRASE DO TEXTO!!!] , mais evidente. As fotos ficaram maiores e os quadros informativos, mais limpos e didáticos.[lido nas entrelinhas: já estamos ensaiando a próxima reforma, viu leitor? Os desenhinhos estão ganhando espaço!]
As mudanças também são editoriais. O noticiário político passa a ser agrupado sob o título de Poder, o caderno de economia é rebatizado como Mercado [aproveito para parafrasear Luis Fernando Verissimo e lembrar que os cadernos poderiam se chamar Maria Helena e Luíza Renata, não faria diferença. O que importa é o conteúdo. Cadê o conteúdo? qual a diferença do conteúdo antigo pro conteúdo atual?], Esporte ganha formato tabloide [e isso lá é mudança editorial? zifio, essa informação deveria estar no parágrafo anterior ou, então, retrabalhada aqui, porque você começou este parágrafo com ênfase nas mudanças editoriais – que, diga-se de passagem, inda num deram as caras no seu texto…], menor e mais ágil [COMO ASSIM UM CADERNO É MAIS ÁGIL? ELE CORRE? TEM PERNAS? DOMINA A ARTE DO TELETRANSPORTE?!?!?!?! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH, FUJAM PARA AS MONTANHAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSS], Tec reunirá às quartas-feiras tendências [TAVA DEMORANDOOOO!!! CHEGOU A TENDÊNCIAAAA!!! CADÊ O BONDE PRAS MONTANHAS QUE NÃO CHEGOU, DEUSDOCÉU?!?!?!?!?!] do mundo digital e o jornal estreia um novo suplemento, a Ilustríssima, que trará aos domingos o melhor em cultura, ensaios e reportagens de mais fôlego [é isso aí! Enquanto o caderno de esportes está mais ágil, o caderno Ilustríssima ganha mais fôlego! Mal posso esperar pra saber quem é o personal trainer dos cadernos da Folha!] .
Além disso, 29 novos colunistas passam a escrever no jornal. São nomes como o de Fabio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Banco Santander no Brasil, a atriz Fernanda Torres, que comentará as eleições presidenciais, a jovem escritora Vanessa Barbara, que resenhará programas de TV, e o cadeirante Jairo Marques, um sucesso do meio on-line.
O caçulinha João Montanaro, de 14 anos, levará o traço precoce de seu cartum à nobre página 2 do jornal, onde ocupará um espaço que já foi de Glauco (1957-2010), será vizinho de feras como Angeli e integrará um time de ilustradores que conta com Laerte, Adão Iturrusgarai e Caco Galhardo.
Eles vêm se juntar ao maior e mais eclético [vou poupar meus leitores de piadinhas e trocadilhos com este eclético daí, OK?] grupo de colunistas da imprensa brasileira, nomes conhecidos do leitor, gente como José Simão, Clóvis Rossi, Carlos Heitor Cony, Eliane Cantanhêde, Gilberto Dimenstein, Janio de Freitas, Danuza Leão, Mônica Bergamo, Barbara Gancia e Tostão.
A nova forma e o conteúdo renovado são resultado do esforço [pode ser preconceito meu, mas esforço é uma palavra que sempre me remete a prisão de ventre…] de centenas de profissionais, que trabalharam por milhares de horas durante os últimos 12 meses, sob orientação de Otavio Frias Filho, diretor de Redação, seguindo o projeto visual da designer gráfica Eliane Stephan, com a coordenação de Fabio Marra, editor de Arte do jornal, e do jornalista Naief Haddad. [Tá. Mas CADÊ AS MUDANÇAS EDITORIAIS PROMETIDAS, CRISTORREI?!?!?!?!?! Ou vai me dizer que a grande novidade aqui é o personal trainer dos cadernos?!?!?!?!?!]
A mudança acontece num momento em que a Folha promove a fusão orgânica [Alguém desenha, por favor? Como a Folha promoveu esse troço de fusão orgânica? Estou com medo disso… meus neurônios fervilham com as imagens de José Simão se fundindo organicamente com Eliane Catanhêde, ou Gilberto Dimenstein fundindo-se organicamente com Barbara Gancia… tô quase apostando que a Folha misturou Activia nessa fusão! Lembrem-se que esse troço todo é resultado do esforço da galera…] entre suas equipes de jornalistas do meio on-line e do impresso, o primeiro grande jornal brasileiro a fazer isso de fato.[HEIN?!?!?!? OS OUTROS JORNAIS JÁ FUNDIRAM JORNALISTAS?!?!?!?! COMO? POR QUÊ? PRÁ QUÊ?]
A ideia é transformar a Redação num centro captador de notícias que funcione 24 horas por dia e produza informação de qualidade para qualquer plataforma [Grito nº1:  E A FOLHA CHAMA ISSO DE FUSÃO ORGÂNICA?!?!?!?! TRAGAM UM PROFESSOR DE FÍSICA QUÂNTICA, PELAMORDEDEUS!!!! Grito nº2: E SÓ AGORA A FOLHA RESOLVEU TER UMA REDAÇÃO QUE PRODUZ NOTÍCIAS DE QUALIDADE?!?!?!?!!?!?! Meu Deus, será que ela vai conseguir tal feito? Ah, tô aqui na torcida, viu?] , seja ela o papel, que é e continuará a ser a vitrine [#facepalm. Tio, vou desenhar: papel é feito de celulose. Vidro é ooooooooooooooooooutra coisa, feita de sílica. O papel não é vitrine. Aliás, qualquer vitrinista sabe que papel serve pra TAPAR VITRINES. Ai, gente, sério que o editor executivo da Folha de SPaulo escreve com essa clareza âmbar?] principal da marca Folha, o on-line, agora rebatizado de Folha.com, ou em smartphones e tablets, por torpedos e e-mails e o que mais for inventado [quer dizer que até agora o que a Folha vinha fazendo na Internet era obra de amadores?].
[Preparem-se porque o âmago do quemcossô-oncotô-proncovô está no parágrafo que começa agora:] Parte dos textos está mais enxuta, maneira de resumir os acontecimentos da véspera sem fazer o leitor perder tempo e paciência [hhmmmpfff… sério que vocês vão conseguir isso? Ó, na boua, tô torcendo aqui pra vocês, viu?]. Parte está mais analítica [EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPPPPPPPPPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! A Folha tá bipolar? O texto tá enxuto mas tá analítico? o texto enxuto é resumido e não irrita o leitor, daí vem o analítico pra irritar o leitor, e tirar tempo e paciência dele?!?!?!?!?! Doctor Jeckyll and Mr. Hyde? Ou caberia aqui uma explicação mais delongada, mais pormenorizada, sobre como, onde e por quê (olha o lead aí geeeente!) os textos serão assim e/ou assado, né, senhor-doutor-editor-executivo? Taqueopa….], um dos pilares [iiiiiiiihhhhhhh…. um dos pilares… olha a clichetaria grudando no texto!] do projeto novo, que priorizará a contextualização e a interpretação do fato conhecido. [contextualização e interpretação do fato conhecido! vinte sílabas em seis pomposas palavras pra dizer um troço que é pura obrigação de todo e qualquer jornalista, quer ele escreva prum jornal de renome nacional ou um bilhetinho pra namorada!]
O leitor escolherá seu caminho [Ai, jura? Puxa, obrigada, viu? Cês são legais paca!], o mais rápido, mas de qualidade, ou o mais profundo, mas compreensível [leitura das entrelinhas: caberá à Folha largar o leitor na encruzilhada! Eparrê-iansã!] ; ambos serão contemplados pelo jornal.
Uma coisa, porém, não muda: o compromisso diário da Folha de buscar a informação exclusiva [rufar de tambores… preparem-se para a retumbância tonitruante do chavão dos chavões de toda e qualquer reforma editorial ou visual de veículo de imprensa…] , o furo de reportagem [a expressão cláááááááááááássica que aparece cada vez que surge um novo veículo de comunicação na face da Terra. Não, não é o furo de reportagem.] , o enfoque único [Tá chegaaando! Olha o enfoque único abrindo alas pro Uber-Deus de todos os chavões jornalísticos, gente! (Ai, eu até me emociono nessas horas!) é ele, oooooooooooooooooooo….], o olhar diferenciado [YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! – NOT!]. A matéria-prima do jornalismo de qualidade é a informação única. Que você passa a receber de cara nova.
Novíssima! [Naonde, zifio? Naonde? Esse texto é espuma pura! Cadê o conteúdo?!?!?!?!?!?]
Tá pensando em acordar mais cedo pra comprar jornal com cara nova e notícia velha e bipolar? Dica: puxe o edredom pra cima da orelha, vire pro outro lado e estique o seu soninho. Vai por mim. Cê sai no lucro.
PORRA, FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!!!!

O ciso e o acordo celado

sábado, maio 22nd, 2010

Carambolas! Patavinas! Pantufas! Será possível que essas amebas celibritivas não me deixam nem fazer mudança em paz?

Eu tentei ignorar o ciso operado do Luciano Huck no twitter. Esse já é caso perdido, meus exorcismos não têm poder sobre a hortografia pobremática do narigudo marido de Angélica. Mas o fato é que perdi a imagem desse pio, esqueci de orar aos deuses do print-screen na ocasião.

Mas não dá pra ignorar um acordo celado, né?

e o negócio inda tá no ar, aqui!

Alguém avisa ao Yahoo Notícias da existência do verbo selar, por favor?

Selar
n verbo
transitivo direto
1 apor sinete em; marcar
transitivo direto
2 Derivação: por extensão de sentido.
colocar estampilha, selo ou carimbo em
Ex.: s. uma carta
transitivo direto
3 Derivação: por analogia.
reproduzir figuras, estampas etc. em; estampar, imprimir
Ex.: s. um tecido
transitivo direto
4 cerrar, fechar (hermeticamente)
Ex.: s. um cofre
transitivo direto
5 Derivação: por metáfora.
tornar efetivo por meio de um sinal qualquer; confirmar, validar
Ex.: s. um contrato
transitivo direto
6 Derivação: por metáfora.
concluir, pôr fim a
Ex.: s. a tese
transitivo direto e pronominal
7 tornar(-se) sujo; emporcalhar(-se), sujar(-se), manchar(-se)
Exs.: s. a roupa
s.-se com tinta fresca
pronominal
8 aceitar de bom ou mau grado; submeter-se, sujeitar-se
Ex.: s.-se à realidade de uma situação difícil
transitivo direto
9 Derivação: por analogia (da acp. 2). Rubrica: futebol.
m.q. carimbar

Porque, quando perguntei ao Tio Antônio sobre o verbo celar, ele foi bem educado:

Pronto!

Aproveito para agradecer à Gabriela, dileta ectoplasma suína que me enviou o link celado.

Agora, amebas, pelamordedeus, comportem-se, porque eu tenho que acabar a minha mudança!

Ricardo Noblat e o suposto moonwalking de dona candidata

terça-feira, abril 27th, 2010

Daí que o Noblat mandou essa no twitter dele e eu fui ver de que se tratava.

noblat

Me empolguei por dois motivos:

1- Volta do retrocesso é, no mínimo, um passo de dança típico de moonwalking. Creio que ela seja irmã da famosa virada de 360 graus que dizem que a vida dá de vez em quando.

2- OBA! Vou exorcizar a campanha da Dilma!!!

Daí eu fui ler o post no Blog do Noblat e vi que a Dilma só falou em volta “do atraso” e da “política da roda presa”. Volta do retrocesso foi por conta do Noblat.

É por isso que, com todo meu amor e carinho, eu dedico este singelo vídeo ao Ricardo Noblat:

E eu sou uma bruxa frustrada. Inda num consegui jogar a Dilma no meu caldeirão. Carambolas! Palafitas!

[OD 1 ano] O ectoplasma mesmítico

segunda-feira, abril 26th, 2010
Ah, vou comemorar o primeiro ano de vida do meu caldeirãozinho!
Vou republicar os posts que mais me divertiram nestes doze meses! Portanto, aos costumes!
Este post foi oiriginalmente Publicado em: 23 de abril de 2009 às 22:41

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O problema da raça dos que não sabem escrever bem é que todos eles são cheeeios de boas intenções </inferno tá cheio>. Começam a elaborar o texto com a ideia de que não podem repetir uma só palavra porque repetir palavras em demasia fica feio. Vocês repararam no adendo? Repetir palavras EM DEMASIA fica feio. Se repetir só um pouquinho, não tem problema – muito pelo contrário, ajuda o texto a ficar mais claro. Já trabalhei com uma entidade que, para não repetir a preposição sobre, substituía a palavra por acerca. Que cerca, minha fia? Olha o cacófato!!!

Mas eles não param por aí. Esquecem-se das aulas de português que tiveram lááááááááá no primário, com a tia Maricota. Ela ensinou que, quando você não quer repetir o nome de alguém, mas quer referir-se a esse alguém, tem uma classe de palavras feita sob medida para as suas necessidades básicas: o pronome pessoal do caso reto! Lembra não? Ah, deixa eu ligar o nome à pessoa:  Eu, Tu, Ele; Nós, Vós, Eles.

Lembrou, né? Poi zé. Daí, no parágrafo:

João não foi à feira. João preferiu ir ao supermercado.

Fica feia a repetição, né? Este é o caso típico em que os pronomes pessoais do caso reto se aplicam como uma luva. Ó só:

João não foi à feira. Ele preferiu ir ao supermercado.

Você já tá imaginando como as amebas escreventes compõem essa frase, né? Isso mesmo:

João não foi à feira. O mesmo preferiu ir ao supermercado.

Agora, me digam: como classificar o mesmo? Pronome pessoal? É só conferir na listinha acima. Não, não é.
Pronome relativo? Também não. Eis a escalação desse time: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos, quantas, que, quem, onde.

Isto posto, para não ser obrigada a classificar o mesmo como “porra nenhuma“, porque não é bonito, sugiro uma nova classificação de palavras: o ectoplasma mesmítico!

Sua função é assombrar textos, expressões, pessoas e coisas com a ameaça de sua presença.

Disfunção erétil + falta de noção = duplo sentido idiota

sexta-feira, abril 23rd, 2010
PORRA, SBU! PORRA, PORRA, PORRA!!

PORRA, SBU! PORRA, PORRA, PORRA!!

Se tem uma raça que tem que entender direitinho o que, por que e, principalmente, como falar com seu público-alvo, essa raça é a dos urologistas (aqueles médicos que cuidam do… er… daquele órgão masculino que tem por hábito erigir-se). Urologistas e proctologistas (aqueles que cuidam do… er… lá de trás!). O público-alvo dos urologistas é preconceituoso, descuidado, desligado e foge desses médicos mais do que o diabo foge da cruz.

Então, toda comunicação dos urologistas com a sociedade tem que ser pensada direitinho. Há que se medir as palavras usadas para, principalmente, evitar o duplo sentido na frase – ou, pelo menos, amenizar esse duplo sentido. E, se o duplo sentido é inevitável, que ele seja trabalhado de forma a conquistar o público-alvo, e não afastá-lo, certo?

Daí vem a Sociedade Brasileira de Urologia e me lança esta campanha aqui, com o lema:

Não vire as costas para a disfunção erétil

Não percam o vídeo da campanha neste link aqui.

Sério mesmo que a SBU tá dizendo que homem brocha não deve ir ao proctologista? Tá, eu sei que não é isso que está escrito aí em cima, mas é isso que dá a entender a frase!!! Ora, carambolas e palafitas, esse troço daí de cima foi pensado por um publicitário, que deveria ter previsto essa dupla interpretação!!!

Aí vocês por favor me digam o que a SBU tá querendo dizer com isso, hein? O que a SBU quer com essa campanha? Atrair pacientes? A campanha diz, em outras palavras “Homem, se você brochou, não vire as costas que pode ser pior!” e ELES QUEREM ATRAIR PACIENTES?!?!?!?!

Que moral a SBU tem pra falar em conscientização da população, se não tem consciência do duplo sentido sem noção do lema da campanha?!?!?!?!

Eu me sinto tentada a arriscar um trocadilho com dedos, mas vou me abster. Deixo a SBU sozinha na tarefa de afastar pacientes dos consultórios.

Contas erradas e gritarias no gerúndio

quarta-feira, abril 7th, 2010

Nota-se que quem teve a idéia de jênio do site Dois Gritando, do jornal O Globo, nunca participou de movimento estudantil. No máximo vai protestar de vez em quando na orla carioca aos domingos. Se tivesse participado do movimento estudantil, teria o tique nervoso de aumentar sempre o número de participantes de protestos e passeatas, e não passaria por esta web-vergonha aqui:

doisgritando

Senão vejamos:

Nós = primeira pessoa do plural. E plural, até ontem à noite, era aquela coisinha que é sempre mais de um, né? (Tô numa fase meio tatibitati, reparem não). Isto significa que as pessoas do plural (nós, vós e eles) têm que ser, no mínimo, duas. Ou viram singular. Daí, a gente pode até chegar a esta mirabolante e elaboradíssima equação matemática, que obviamente confundiu a cabeça dos jênios do Globo:

Nós e você = nós + você = 2+1 = 3

Portanto, temos três gritando (esse gerúndio assusta… será que ao menos vão respeitar a lei do silêncio?!?! Será que esses três gritando param em algum momento? Putz, isso dá dor de garganta!!).

Mas o Globo não conta uma das três pessoas… seria essa terceira pessoa o mesmo, aquele ser que encontra-se no andar enquanto a gente espera o elevador?

De qualquer forma, por favor, providenciem uma calculadora p’a galera do Globo. Eles tão precisados…

A politização da vírgula (ou a teoria do Fagundes)

sábado, abril 3rd, 2010
As imagens acima também foram "adquiridas" no blog do Nassif. O link pro post tá aí embaixo no texto

As imagens acima também foram "adquiridas" (/cara de pau) no blog do Nassif. O link pro post original tá aí embaixo no texto

Daí que um dileto ectoplasma suíno passou por estas bandas e me avisou deste post no blog do Nassif. Tô com pressinha agora, depois eu baixo as imagens e copio aqui.

Mas, pra quem tá com preguiça de clicar no link, segue o resumo da ópera (bufona). Resumão bem tatibitati, porque, né, trata-se da Folha de São Paulo, o Eliéser dos jornais brasileiros. A história é a seguinte:

1- Folha de São Paulo faz manchete política para edição impressa.

2- Folha de São Paulo faz manchete sobre mesmo assunto para edição online.

3- Folha de São Paulo mexe mal nas vírgulas e faz lambança.

4- Folha de são Paulo remenda a lambança na edição online.

As manchetes das edições impressa e online ficaram, respectivamente, assim:

Serra critica roubalheira e Dilma, viúvas da estagnação (edição impressa)

Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação (edição online)

Se eu fosse preguiçosa, me limitaria a lincar aqui a explicação que o professor Pasquale já deu sobre a vírgula e a conjução e. Mas não vou me furtar a tecer minha própria teoria da conspiração. Vamlá.

Pra começo de conversa, vamos falar com base em dona Gramática. Essa manchete da Folha é a prova final, definitiva e indiscutível de que conjunção aditiva pede, sim, vírgula, pra não embananar a compreensão da frase. Então, galera, vamos cortar aquele papinho furado de que conjunção aditiva liga frase e por isso não pode jamais ser precedida por uma vírgula blablabla whiskas sachê blablabla. Como já disse, o Professor Pasquale concorda comigo.

A frase da edição impressa, sem a vírgula antes da conjunção aditiva, tem apenas um sujeito (Serra) e dois objetos diretos (Dilma e a roubalheira). Do jeito que ficou, a frase afirma que Serra criticou tanto a roubalheira quanto a Dilma,  e afirmou que ambas (Dilma e roubalheira) são viúvas da estagnação. Reparem no viúvAs, no feminino.

Já a frase da edição online conta com dois sujeitos, Serra e Dilma, que cometeram a mesma ação (criticar) contra objetos diretos diferentes (o de Serra é a roubalheira; o de Dilma, os viúvOs da estagnação. Viúvos, no masculino, reparou?).

Isto posto, minha teoria é de que esse texto foi feito às pressas, no meio da madrugada, no fechar de uma edição. O caboclo tava com sono, e tava mais preocupado com dona Gramática do que com dona Tendência Política. Aprendeu na escola que antes de conjunção aditiva não tem vírgula nunca, jamais, em tempo algum, e tirou a dita de lá. Apertou o print das rotativas, virou as costas e foi-se embora dormir, pra dar margem a toda sorte de interpretações escabrosas e maledicências por parte dos blogs petralhas (huahuahuahua, como é divertido zoar com todas as tendências políticas!), que começaram a imaginar até mesmo que, dadas suas ligações escusas com o prédio da Barão de Limeira, (aqui começa a viagem legal) foi o próprio Serra foi o autor dessa frase. Não seria de espantar. José Serra tem mesmo habilidade pra fazer cagadas desse tipo com a Língua Portuguesa. Daí os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

Mas eu tenho outra teoria: essa manchete foi feita de propósito, e pra sacanear a direção da Folha. Algo bem Fagundes, o Puxa-Saco: E aí chefinho, ficou boa a manchete? Viva o Serra, e abaixo a Dilma, né, chefinho? Daí, o cabra chutou o pau da barraca e fez essa lambança na edição impressa. Então, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

A terceira teoria é a menos plausível de todas: o autor da manchete é um jornalista sem conhecimentos básicos de Português. Mas nessa teoria eu não aposto, não. Naonde que a Folha de São Paulo se prestaria a publicar textos mal-escritos, né, gente? Pô, se tem um jornal que preza pela clareza dos textos e da concordância com as regras gramaticais da Língua Portuguesa é a Folha de São Paulo!!! (*) Ainda assim, ao lerem a magnífica manchete da edição impressa, os caboclos da edição online viram a bosta e passaram papel higiênico pra limpar.

(*) Pros desavisados de plantão: Esse parágrafo foi irônico, tá?

Pneus recauchutados, português careca (ou com a cara enfiada na terra feito avestruz por causa da vergonha alheia que o texto causou, vai saber…)

quinta-feira, março 18th, 2010
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Já vou avisando: esse post é forte demais para pobres corações desavisados.

Resolvido a me chocar, marido me mostra este site aqui [aviso da bruxa: ao clicar no link fornecido, certifique-se de que você não tem canivetes ou facas por perto, porque a vontade de cortar os pulsos será incontrolável], de uma empresa que faz recauchutagem de pneus para veículos pesados.

Vou nem entrar no mérito do uso do Flash, nem dos desenhos, nem de nada do que ainda está te chocando (e por favor, pare de pensar em facas nos pulsos!). Vou direto pro texto em destaque aí em cima (que, justiça seja feita, está à altura do site):

Fundada em 1.973, a Centro Sul pneus surgi, no mercado, atuando no seguimento de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagme de Pneus, nos Sistemas á quente e a frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.
A Vulcanização á Frio, também conhecido como, Pré moldados, é controlado pôr sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade

Fundada em 1.973 [De acordo com o Manual do Estadão:  “Escreva os algarismos, de 1.000 em diante, com ponto: 1.237, 14.562, 124.985, 1.507.432, 12.345.678.543, etc. Exceção. Na indicação de anos não há ponto: 1957,1996, ano 2000“. Como se esse fosse o maior dos erros desse texto!], a Centro Sul pneus surgi [Ai. É surgEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, com EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE], [e essa vírgula aqui?!?!?!!?!? É pra separar o quê de quem, Deusdocéu? Entre sujeito e predicado LÍNGUA NENHUMA DO MUNDO ACEITA VÍRGULA!!!!] no mercado, atuando no seguimento [é nisso que dá confiar cegamente em corretor automático de texto! Seguimento inté inzeste, como diriam os matutos, mas não serve pra falar o que o seu moço quis dizer não! Aqui, o correto seria segmento, mesmo!] de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos Sistemas á [aê, meu tio! Sabe aquele botãozinho no teclado que tem uma setinha apontando pra cima? ele é conhecido como botão de shift! (lê-se xífite). é parecido com o botão de maiúscula da máquina de escrever. Então, se o senhor apertar o xífite e o botãozinho dos acentos ao mesmo tempo, o senhor consegue o acento da crase. Mas não se avexe em corrigir o acento, porque esse a não tem nem acento pra esquerda nem pra direita, num visse?] quente e a [se o cabra acentuou o “á quente”, por que este daqui não foi acentuado? pô, se é pra errar que mantenha ao menos um padrão, oras…] frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.

A Vulcanização á [Já contei lá em cima a historinha do botão do xífite. Mas aqui também não tem acento, viu, meu tio?] Frio, também conhecido [Cristorrei… A vulcanização é conhecidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!] como, [e essa vírgula daqui também foi excesso, tá?] Pré moldados, é controlado pôr [ô, meu tio! Na ortografia da língua portuguesa que em vigor estará até 2012, pôr com acento é verbo! Nesse caso daqui, você usou uma preposição! Num carece de acentuar, não! E, pelo que me indica tio Antônio, a Nova Ortografia mantém essa regrinha, num visse?] sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial [Certo, certo… grande diferencial, né? Três mamilos acompanham?] em nossa atividade.

Será que tem jeito? Vamos recauchutar esse texto: (Aiomeucagalho! o @#$%$%¨$%¨$% do WordPress não tá mais marcando palavras cortadas! ‘Bora refazer a correção, porque eu dei “publicar” e nem fui no site ver como ficou depois… malzaê, galera! Ofereço minhas costas para açoite por três segundos! 😀 )

Fundada em 1973, a Centro Sul pneus atua no segmento de Recondicionamento de pneumáticos (Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos sistemas a quente e a frio), nos quais emprega tecnologia totalmente automatizada e de última geração.

A vulcanização a frio, também conhecida como pré-moldados, é um processo controlado por sistema informatizado (3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade.

Pronto! Agora, o veículo pesado pode rodar quantos quilômetros quiser, que não derrapa mais nas curvas da ortografia nem da gramática! Vá em paz, e que São Cristóvão e nossa Senhora do Bom Texto lhes iluminem os caminhos!

E que Nossa Senhora dos Erros de Revisão ilumine meu aplicativo WordPress, porque o troço tá batendo pino aqui!!!!

Didática do trauma: por que não usar a palavra “diferencial”

quinta-feira, março 11th, 2010

Sei nem por onde começar.

No final das contas, acho que esta obra-prima do Ego, que pode ser encontrada aqui, me deu uma idéia: a didática por trauma.

Não gosto, jamais gostei e nunca admirarei (viu como fugir do cacófato nunca-gosto?) a expressão diferencial. É um modismo ridículo. As amebas escreventes usam porque a palavra é bonita e chama a atenção. Acabam por usá-la adequadamente, mas com intenções erradas.

Sei disso porque, certa feita, uma ameba perguntou pro meu marido por que ele havia retirado o diferencial do texto dela. Marido disse que não havia necessidade da palavra no texto porque não fazia nem falta nem diferença, e a ameba perguntou: Ué, mas diferencial não significa que o serviço ficou melhor? NÃO, AMEBA, NÃO SIGNIFICA!!!

Vamos lá, tio Antônio! Explica pra gente:

Diferencial

n adjetivo de dois gêneros
1 relativo a ou em que há diferença

2 que estabelece ou indica diferença
Ex.: traço d.

3 Rubrica: análise matemática.
que envolve derivadas
Ex.: cálculo d.

n substantivo masculino

4 aquilo que constitui diferença; diferença
Ex.: o d. entre eles é que um é presidencialista e o outro não

5 Rubrica: engenharia mecânica.
num automóvel, conjunto de engrenagens que transmite às rodas motrizes o movimento do motor, permitindo que, nas curvas, elas se movam com velocidade diferente uma da outra

n substantivo feminino

6 Rubrica: análise matemática.
função linear que associa a cada número o produto da derivada pelo número

Ah, dona Bruxa, a senhora é muito malvada! Se eu quero indicar que existe alguma diferença, eu posso usar diferencial, sim! Foi tio Antônio quem disse! dirá você.

Certo, certo.  Tio Antônio disse que pode usar, então você quer usar, né, ameba? Fique à vontade. Mas antes de te conceder autorização total e definitiva, vamos ao inovador método da Didática por Trauma recém-criado pela Madrasta do Texto Ruim!

Antes de escrever diferencial no seu texto, ameba, lembre-se desta manchete (e vamos às minhas canetadas):

elileso

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial para conquistar a mulherada
Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral será mantida pelo engenheiro agrônomo.
(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.
“É interessante falar sobre isso. Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.
A quase imperceptível anomalia foi citada por Elíeser logo na primeira semana de confinamento, durante uma conversa ocasional com Elenita e Angélica. Na ocasião, o paranaense explicou que o terceiro mamilo não o incomodava.

Mamilo triplo de Eliéser vira diferencial [Pronto! Táqui! Viu só um exemplo CORRETO de uso do diferencial? Vai fundo, ameba, usa no seu texto…] para conquistar a mulherada

Apresentado nacionalmente no ‘BBB 10’, a anatomia peitoral [e lembre-se também que, para não repetir “mamilo triplo“, o redator do Ego substituiu a expressão por anatomia peitoral. E esqueceu-se de mudar o gênero do “apresentado” que abre a frase, coitado… tava indo tão bem!] será mantida pelo engenheiro agrônomo.

(…) o paranaense Eliéser falou com muito bom humor se pretende ou não fazer uma cirurgia estética para a retirada do seu terceiro mamilo.

“É interessante falar sobre isso. [espero que a frase a seguir lhe convença de uma vez por todas a nunca mais usar o diferencial na sua vida. Bisserve:] Acho interessante ser um cara com três tetas, é um diferencial no mercado. Não penso em operar, é uma coisa minha que não tiraria. Quero manter”, explicou o engenheiro agrônomo.

Pronto! E agora, continua curtindo falar em diferencial? Ah, não? De nada.

Hein? Você quer que eu reescreva esse texto? Carece, não! O objetivo de ele estar copi-colado aqui foi única e exclusivamente para lhe chocar, irritar e traumatizar! Grata.

De parônimos e enfrentamentos

domingo, fevereiro 28th, 2010

Ectoplasma suíno fresco por estas bandas me contou algumas deliciosas porém indigestas histórias de amebas escreventes. Como a de um cidadão que concedeu, via e-mail, autorização a seu subordinado para executar determinada tarefa:

Fulano,
Enfrente
!

Lindo, não?
A ameba quis dizer em frente, mas escreveu enfrente. Tentei imaginar o que se passou pela cabeça da ameba na hora em que ela escreveu enfrente, mas desisti. É, eu sei que eu insisto em sempre partir do princípio de que coisas desse tipo não só têm cérebro como sabem ler fluentemente.

Daí que eu desconfiava que esse fenômeno de palavras com som igual mas escrita e significados completamente diferentes tinha um nome específico. Tio Antônio me contou:

Parônimos

adj.s.m. (1858) gram ling 1 diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia 1.1 diz-se de ou palavra cujos fonemas podem se confundir com os de outra(s), por razões etimológicas ou simplesmente tônicas (p.ex.: deferir: diferir, descrição: discrição, emigrar: imigrar etc.)

Quer dizer, domingo à tarde, e a ameba me faz ir ao dicionário pra ver o que é um parônimo!

Se eu recebesse o supracitado e-mail, eu obederia cegamente à ordem!

Iria à sala do meu chefe, chamá-lo-ia (a mesóclise é minha e eu a enfio onde dona Gramática me autorizar!) pra briga durante dez segundos (E aí, mermão? Vai encarar? Tu num é de nada, não! Vem cá pra tomar uns tabefes pra tu ver o quanto é bom) e, logo em seguida, com a maior cara de Fagundes, o puxa-saco, diria: e aí, chefinho, enfrentei de acordo com suas expectativas?

Porque eu sou cínica! E me lembrei deste causo, que não tem nada a ver com parônimos – só com enfrentamentos… 😀

No último lugar onde eu trabalhei, o chefe da redação me mandou, certa feita, o seguinte e-mail:

Dê um pulinho aqui!

Eu não conversei nem questionei: fui até a sala dele, pedi licença, dei um pequeno salto na frente dele, depois fiz cara de Fagundes e disse com sua licença, chefinho!, virei as costas e fui embora.

Ele riu da situação e me chamou pra tomar um cafezinho…

(Não, eu não fui demitida! O chefe que viu que me deu margem pra piadinha sem graça, e aceitou a brincadeira numa boa!)

Chá com pleonasmo na Terra do Lugar-Comum

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Mais um e-mail de assessoria de imprensa. Desta vez, sobre chá-mate. Não bastasse o festival de clichês, o chá foi adoçado com pleonasmo. Duvida? Ó só:

MATTE LEÃO INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS
No primeiro semestre de 2010, Matte Leão, marca líder no mercado de chás, traz inovações
São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante e Matte Leão Zero: os dois novos produtos que a partir deste mês, já estão disponíveis no mercado brasileiro.
O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto. Matte Leão é uma bebida preparada a partir das folhas desta planta, que são especialmente selecionadas e tostadas para resultar no seu sabor único e inigualável.
Matte Leão, bebida consumida quente ou gelada, tem espaço nas variadas ocasiões: em momentos de lazer, para matar a sede, junto às refeições ou nas reuniões de trabalho.
Matte Leão, autêntica marca brasileira, validada através das gerações, lidera o mercado de chás prontos para beber. De acordo com o Instituto AC Nielsen, em 2009 foram consumidos 60 milhões de litros de chás prontos para beber no Brasil. Neste mesmo ano, a taxa de crescimento do mercado foi de 12%.
Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.
“Nossos lançamentos vêm contribuir para acelerar o crescimento deste mercado, fortalecer a marca Matte Leão e enriquecer o portfólio da Leão, líder absoluta desde 1901 e maior conhecedora de chás e infusões do Brasil”, comenta Renato Fukuhara, diretor de Marketing da Leão Jr.
Lançamentos:
MATTE LEÃO CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE
Em 2009 a marca Matte Leão agrega em sua linha e aposta em mais uma novidade: o Matte Leão Concentrado, que já vem adoçado.
O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade para mais uma inovação: Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante.
Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Matte Leão e ausência de açúcar e adoçante, proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.
“O Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante foi especialmente desenvolvido para se assemelhar ao máximo ao sabor do Matte Leão preparado em casa – aquele feito a partir da erva-mate à granel. Cada família tem a sua receita e a repassa de geração em geração”, comenta Renato Fukuhara.
A proposta, “Faça do seu jeito”, aliada à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.
Além de oferecer sabor, o Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros e atender a toda a família.
Matte Leão Concentrado sem açúcar e sem adoçante será distribuído para os principais pontos de venda de todo o Brasil.
MATTE LEÃO ZERO
A marca Matte Leão renova seu portfólio de chás prontos para beber com o lançamento de Matte Leão Zero: zero açúcar, zero caloria.
Segundo o Instituto AC Nielsen, o segmento de baixa caloria já representa 23,8% do mercado de chás prontos para beber no Brasil. Entre os anos de 2008 e 2009, este segmento apresentou aumento de 17,2%.
Atuante desde 1901, a Leão é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca Matte Leão, sendo sinônimo de qualidade e tradição. No segmento diet, light e zero, não é diferente. Matte Leão Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.
Matte Leão Zero vem para substituir o Matte Leão Diet no portfólio da Leão. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Matte Leão.
“Este lançamento é o resultado de um ano de pesquisa, com o objetivo de chegarmos ao produto perfeito: o autêntico sabor de Matte Leão com zero açúcar, deliciosamente leve e refrescante.”, diz Renato Fukuhara.
Matte Leão Zero pode ser encontrado nos principais pontos de venda do país, nos sabores natural e limão, nas versões copo (300ml), lata (335ml) e pet (330ml, 500ml e 1,5 litro).
MATTE LEÃO ORGÂNICO
“O Matte Leão Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis”, afirma Renato Fukuhara, diretor de marketing da Leão.
O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Walmart. O Matte Leão Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.
O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera. A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.
As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.
O Matte Leão Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da Leão no município de Fazenda Rio Gande (Paraná) e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.
Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura, que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente, ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade. Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.
“O Matte Leão Orgânico é um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta”, ressalta Fukuhara.

Chá mate Tal INVADE O MERCADO COM NOVOS LANÇAMENTOS [PLEONASMOOOOOOOOOOOOO!!! Pleonasmo é aquela figura de estilo que sobe pra cima, desce pra baixo, entra pra dentro e sai pra fora. Como um novo lançamento, por exemplo. Muito açúcar, não dá nem pra engolir!]

No primeiro semestre de 2010, o mate Tal, marca líder no mercado de chás, traz inovações [Lugar-comum! Clichê! Falta do que falar, então inventa uma firula qualquer! O mate em questão poderia trazer um novo conceito, ou uma funcionalidade diferenciada, que pouca diferença iria fazer. Pelo menos conjugou direito o verbo trazer.]

São Paulo, 23 de Fevereiro de 2010 – Mate Tal Assim sem açúcar e sem adoçante e Mate Tal Zero: os dois novos produtos que [deveria haver uma vírgula aqui…] a partir deste mês, [já que esta vírgula entrou aqui. Caso não quisesse colocar a vírgula ali, também não colocasse aqui. É um típico caso de pague duas,  leve as duas, coloque-as no lugar certo e não amola!] já estão disponíveis no mercado brasileiro.

O mate é uma erva nativa, consumida pelos índios antes mesmo do Brasil ser descoberto (…) Bla bla bla whiskas sachê bla bla bla (…)

Mate tal, autêntica marca brasileira, validada através das gerações [o que diabos a tchutchuca quis dizer com validada através de gerações? o que esse validada tá fazendo aí? Por acaso o aprovada ou o consumida quebraram a perna e não puderam comparecer ao texto?], lidera o mercado de chás prontos para beber. (…) mais blablabla whiskas sache blablabla (…)

Apesar do crescimento apresentado, a importância dos chás dentro do universo de bebidas prontas para beber é ainda muito insipiente [Tocam as sirenes do reino dos dicionários! Palavra certa escrita errada, que trouxe um significado completamente diferente ao texto. Socorro, Tio Antônio!]no país, se comparada a países onde a categoria é mais madura, como no Japão, nos Estados Unidos e alguns países da Europa, por exemplo.

Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[então, vamos falar rapidim com tio Antônio:

InSipiente: 1  não sapiente; ignorante <os empregados que conseguiu eram todos i., sem qualificação>  2  tolo, néscio 3  sem juízo; insensato, imprudente

X

InCipiente: que inicia, que está no começo; inicial, iniciante, principiante ¤ etim lat. incipiens,entis part.pres. de incipère ‘começar, dar princípio’ ¤ sin/var ver sinonímia de primeiro.

Ou seja: a tchutchuca quis dizer que o negócio ainda tá no começo, mas disse que o troço é burro. Legal, né? Bom, adiante, por favor…]

Lançamentos:

Mate  CONCENTRADO SEM AÇÚCAR E SEM ADOÇANTE

Em 2009 a marca Tal  agrega em sua linha [mais um irritante verbinho da moda. Por que agrega, e não reúne, traz para? Aliás, o que é agrega em sua linha? Tem uma grega pisando em cima da linha do chá, é isso? ô, textinhohorrorosooooo!]  e aposta em mais uma novidade: o Mate tal  Concentrado, que já vem adoçado. [e aintes que você tenha uma síncope porque o título falou em sem açúcar e este parágrafo falou em adoçado: este já foi lançado em 2009, é notícia velha…]

O produto é sucesso entre os consumidores e apresenta a oportunidade [Agora imagine você, meu caro leitor, minha cara leitora, a seguinte cena: O produto que é sucesso aparece no meio de um picadeiro de circo gritando: Respeitável público! Venho por meio deste apresentar uma… Oportunidade! Daí, entra no picadeiro dona Oportunidade, uma anã barbada. Ou uma king-konga cuspidora de fogo, sei lá… só sei que me veio à cabeça esta cena agora, achei legal dividir com vocês…] para mais uma inovação [Nem anã nem king-konga! quem adentrou o picadeiro deste sinistro texto foram duas gêmeas siamesas (ou seria uma só, posto que são siamesas? enfim…): Oportunidade e Inovação! Filhas do sr.  Lugar-Comum com a sra. Polissílaba. A Sra. Polissílaba tem esse problema, coitada… de tanto ficar fazendo palavrinhas com mais de três sílabas, de vez em quando vem um par de siamesas… Dizem que dona Polissílaba é filha bastarda do sr. Trocadilho, mas isso não ficou comprovado ainda… é, tá um circo este texto…] : Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante.

Disponível no mercado a partir de Fevereiro, Mate tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é ideal para os amantes do autêntico sabor do mate.  Sua formula, composta pelo puro extrato de Mate Tal e ausência de açúcar e adoçante [Tá, meu filho! Isso a gente já entendeu! Agora fala qual é o borogodó desse produto!], proporciona a mais completa liberdade para que os consumidores personalizem e adaptem a bebida ao próprio paladar.[ou seja: nada. ‘bora ficar com o produto original, porque se você precisa de uma bebida para lhe proporcionar liberdade, mermão, cê tá ferrado, hein?]

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente

[Dai você pensa que não é possível que o texto diga mais besteira em relação ao produto e aparece este parágrafo:] A proposta, “Faça do seu jeito”, [duas vírgulas erradas que foram abstraídas, OK?] aliada [quando uma coisa se alia a outra no meio de um texto sobre lançamento de produtos, pode ter certeza que o redator dançou o enrolêixon pra escrever a peça]à facilidade e rapidez no preparo, transformam o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante em uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo.[uma opção absolutamente alinhada ao mundo contemporâneo! E pronto! Mundo contemporâneo é a nova agulha, e o mate concentrado é a opção que se alinha na agulha! Mas que saquinho este texto, hein? E o que é pior: eu ainda não entendi qual é o grande lance do tal do mate concentrado!]

Além de oferecer sabor, o Mate Tal Concentrado sem açúcar e sem adoçante é econômico. O produto, que vem em embalagens de 1 litro pode render até 6 litros [Ufa! Até que enfim! Obrigada por passar uma informação nova, útil e concreta no DÉCIMO-SEGUNDO PARÁGRAFO DO TEXTOOOOOOOOOOOOOOO] e atender a toda a família.

(…)


MATE tal ZERO

A marca tal [O nariz de cera do primeiro produto falava que a marca Tal agrega em sua linha. O deste produto fala em….] renova seu portfólio [BLEARGH!]de chás prontos para beber com o lançamento de Mate Tal Zero: zero açúcar, zero caloria.

(…) Parágrafo com mais dados de mercado (…)

Atuante desde 1901, [Parágrafo que começa com ordem inversa, ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal, é sinal de que não vem boa coisa por aí…] a empresa tal é líder absoluta no mercado de chás prontos para beber com a marca tal, sendo sinônimo de qualidade e tradição [Viu? Se a marca atua no mercado desde 1901, prá quê, meu Deus, eu vou repetir, prá quê dizer que é sinônimo de qualidade e tradição?!?!?! OK, eu tenho a resposta: é porque eles não conseguiram pensar em coisa melhor pra falar. E olha que o produto é bom, ou então não estaria disponível nas prateleiras há 109 anos!] . No segmento diet, light e zero, não é diferente. Mate Tal Diet lidera este mercado de chás de baixa caloria.

Mate Tal Zero vem para substituir o Mate Tal Diet no portfólio da empresa Tal. O lançamento vem com formulação e embalagens novas para atender aos consumidores que optam por produtos zero açúcar, mas que não abrem mão do autêntico sabor de Mate Tal.

Mais Blablabla declaração do queridocliente blablabla declaração do queridocliente (…)


MATE Tal ORGÂNICO

[ai-meu-deus. Abriu com aspas. Lá vem declaração do queridocliente…] O Mate Tal Orgânico não é apenas um produto sustentável: ele é diferenciado [E pron-to! Mais uma palavrinha da moda! O mate orgânico em questão é exímio matemático, e sabe como fazer cálculo diferencial. Portanto, já tem esse resultado e apresenta-se como diferenciado! Grunf!] e capaz de unir atributos de excelência e responsabilidade ambiental com qualidade e sabor insuperáveis” [Mais um festival de palavras polissílabas, que totalizam 34 sílabas, e nada dizem], afirma o queridocliente.

O novo produto, apresentado em embalagens de 100g, será comercializado em seus primeiros meses, exclusivamente pelas bandeiras da rede Sbryfs. O Mate Tal Orgânico combina harmoniosamente tradição e inovação [tradição e inovação? Juntas? Explique como!] em um chá saboroso, feito a partir de erva-mate orgânica sem uso de defensivos agrícolas ou adubos químicos.[e isso é inovação? então, os índios que já tomavam mate antes de Cabral aportar por aqui, plantavam a erva com defensivos agrícolas e adubos químicos? Ah, já sei! é um novo conceito em inovação! Só pode ser! Grunf…]

O transporte da matéria-prima do campo à fábrica é realizado por “caminhões ecológicos”, abastecidos com biodiesel, o que reduz as emissões de CO2 na atmosfera[o máximo que o índio poderia fazer pra emitir CO2 na atmosfera seria… nem isso, porque é gás metano] . A caixa de embarque é feita de papelão proveniente de florestas sustentáveis, certificadas pelo FSC  Forest Stewardship Council – garantindo o bom uso da terra, controle do desmatamento e manutenção da biodiversidade local.

As embalagens são feitas com papel 100% reciclado e redução de 90% no uso de tinta para impressão. A caixinha do chá traz mensagens de educação ambiental e descreve todas as etapas do produto, de forma a esclarecer e conscientizar o consumidor a respeito dos aspectos envolvidos na fabricação de um produto orgânico e sustentável.

O Mate Tal  Orgânico é produzido na recém inaugurada fábrica “verde” da empresa num município do Paraná e que em breve poderá ser a primeira fábrica brasileira a receber a certificação da LEED – Leadership Energy and Environmental Design, concedida pelo Green Building Council.

Planejada de acordo com os princípios de bioarquitetura,  [Outro parágrafo que começa com ordem inversa ou com uma frase puxando para si o holofote que deveria pertencer à frase da idéia principal…] que visam causar o menor impacto possível no meio ambiente [… com direito a uma terceira idéia que atrasou a apresentação da idéia principal!] , ela foi cuidadosamente concebida para utilizar aspectos diferenciais de sustentabilidade [Aceito desenhos. Se alguém conseguir me explicar como se faz pra utilizar um aspecto diferencial de sustentabilidade, eu vou ficar muito feliz!] . Em seu terreno de 110 mil metros quadrados, sendo apenas 20 mil de área construída, são utilizados recursos e tecnologia que respeitam e preservam a natureza.

[Agora eu vou deixar pra vocês verem o que é um queridocliente a falar obviedades num press-release. Prestem atenção à quantidade de clichês que serão ditos nesta frase] “O Mate Tal Orgânico é  um produto único em excelência e compromisso com o nosso planeta [O predicado, sublinhado, contém 12 palavras e 4 clichês (33%, portanto)]”, ressalta Fulano.

Melhorar este texto vai dar tanta dor de cabeça que eu me recuso a fazer isso. Não agora… só sei que estava tomando mate, e esse texto me deu uma sede tão grande que agora vou beber água …

Quem sabe mais tarde?

Conjunto da obra perde

sábado, fevereiro 20th, 2010

Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!

Quem recebeu essa pérola por e-mail foi a Lelê do Te dou um dado?. E, como ela foi uma pessoa BOUA de compartilhar a coisa com os leitores do blog dela, eu também vou cometer idêntico ato de bondade.

Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:

Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!

Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]

Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk

Quaso acha [De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever…) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…

Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa

JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]

O que dizer então?

Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!

Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:

Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão

Geisy Arruda dainício à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para

o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão)  – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk


Caso haja interesse, obrigada…


Assessoria de Imprensa

JENIFER ARRUDA!

Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!

Promessas promissoras e promissórias

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

exorciza

Eis que adentra meu e-mail solicitação de uma ectoplasma suína que, segundo consta, teve os globos oculares queimados diante de tamanho disparate. Ela recebeu a pérola acima por e-mail marketing. A pobrezinha destacou apenas o item que queimou seus olhos, mas o material acima merece com louvor ser classificado como conjunto da obra. Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Pra começar, abespinhou-me o nome da Faculdade, que está à beira de uma expressão imprópria. Joguei na web pra ver se é alguma abreviatura, e encontrei a deliciosa explicação:

O nome da instituição tem origem na grande amizade que nasceu entre eles [os fundadores da faculdade]: Epírito Santo Uniu Dois Amigos).

Lindo, lindo mesmo. Mas ainda bem que a grande amizade que uniu os dois não desembocou na frase Todo o Espírito Santo Uniu Dois Amigos, né? Tudo bem que essa abreviatura não supera o Encontro Regional de Jornalistas e Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro (Erejai), nem o Movimento em Defesa do Ensino de Comunicação Social, que nasceu Fórum em Defesa do Ensino de Comunicação Social (Modecs / Fodecs). Mas tá no páreo.

Agora vamos à frase-bombril que abre o texto. Repare que o nome da área em questão está em negrito, ou seja, ele pode ser (e é) substituído por qualquer (eu disse qualquer, quê, u, a, éle, quê, u , é, érre) coisa. Repare só: troque Recursos Humanos por Informática, Recursos regionais... Viu só como cabe direitim?

Agora, divirta-se: troque Recursos Humanos por Tráfico de drogas, Contrabando de Armas ou Prostituição Internacional, por exemplo. Viu como ficou per-fei-to? Mas tudo bem, isso é coisa típica de e-mail marketing. O caboclo prepara um texto que serve pra tudo, e o adapta de acordo com as necessidades do cliente. Eu curto mesmo é ver o lado mau dessas frases que servem a gregos e troianos.

Me fez lembrar de uma entrevista que um cara da Globo (era o Wolf Maia? Não sei, pode ser…) deu pro Vídeo Show, falando de determinada pessoa:

Ah, Fulana é Fulana, é essa pessoa maravilhosa que ela é!

Não é maravilhoso? Você não sabe se a frase é ou não um elogio, e ela serve pra todos os seres humanos da face da Terra! quer ver só?  Troque Fulana por Papa João Paulo II ou por Adolf Hitler. Funciona da mesma maneira, impressionante! Eu uso essa frase direto quando preciso ser cínica e elogiar alguém que não merece ser elogiado…

Daí que nós finalmente chegamos ao ponto de queima do globo ocular da supracitada ecotplasma suína. Eu tenho cá pra mim que no lugar de promissória,  palavra certa seria promissora. Vamos conferir com tio Antônio?

promissor
\ô\ adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete 2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>  3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur 4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor; ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

Promissor \ô\

adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete
2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>
3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur
4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor;
ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

É, então eu tava certa! A palavra adequada pra essa frase é mesmo promissora.

Mas, tio Antônio, por que esse promissórias aí não tá de bom tom?

Promissória

s.f. jur  red. de nota promissória ¤ etim fem. substv. de promissório

Daí que neste site aqui você descobre direitinho o que é uma nota promissória:

A nota promissória é um título de crédito emitido pelo devedor, sob a forma de promessa de pagamento, a determinada pessoa, de certa quantia em certa data. A nota promissória, portanto, é uma promessa direta e unilateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente-devedor ao promissário-credor.

Ou seja, pelo que tá escrito ali, a área de Recursos Humanos está lhe devendo alguma coisa, e vai pagar algum dia. E você que espere. Enquanto isso, você que pague duas parcelinhas de R$ 170, no cheque ou no cartão, faça o curso e viva com as promessas da área em questão.

(Mas será que a tal faculdade aceita o pagamento em nota promissória?)

Mais uma _________________ aula de jornalismo para a ______________ imprensa: Merval Pereira em Múcio, o opinador

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Já até perdi a conta de quantas ___ aulas de jornalismo para a ___ imprensa eu publiquei aqui no caldeirão. Desta vez, o culpado foi o Merval Pereira, editorialista d’O Globo (as vítimas somos sempre nós, leitores).

Quem cantou a bola desse texto foi o Luis Nassif, eu seu blog. Nassif foi sutil e elegante ao solicitar “tecla SAP ou tradução simultânea”, porque o texto opinativo chega a várias conclusões contraditórias.

Ao ler trechos do texto de Merval no blog do Nassif, me lembrei do Múcio, o Opinador (velha é a #$%#$%¨#$!!!!), um personagem que o Jô Soares fazia nos tempos do Viva o Gordo (é a sua mãe, cretino! Eu sou novinha!), um cara que nunca conseguia fechar numa opinião só, sempre era convencido do contrário. Lembra não? Clica aí em cima, uai!

Então… parece que o texto (cof, cof) opinativo (cof, cof) abaixo foi escrito pelo Múcio! Fui à cata da íntegra na web, e encontrei aqui. Espiem, só:

Folia eleitoral
Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua
decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. Resta agora superar
obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio
Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.
Embora não seja totalmente verdade, o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro
Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.
Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e
Dilma.
O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais.
O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que
Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.
Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo,
hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma).
O fato, porém, é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no
PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.
O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a
candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos.
Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do
Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.
O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas
mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição.
Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing
permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas.
Em contrapartida, o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura.
Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória.
Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos, em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança
entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada
com a desistência de Ciro à disputa presidencial.
Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que
Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.
Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do
partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.
Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer.
A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa
sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada.
Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra?
É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.
Mas não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito. Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do
governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador,
com o apoio do PT e do PMDB.
Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no
Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente.
Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia. E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como
vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão.
Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam
grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos

Folia eleitoral [Texto escrito numa quarta-feira de cinzas. Começa a falar de como foi o carnaval dos virtuais candidatos à Presidência da República. Criativo o título, né? É, eu também não achei. Tentei ser cínica. Perdão.]

Depois do périplo carnavalesco pelo Nordeste, não há mais dúvidas de que o governador paulista José Serra será o candidato tucano à sucessão de Lula. Sua decisão pessoal já foi tomada; ele não colocaria aquele chapéu no Galo da Madrugada em Recife se não fosse por uma causa extrema. [Tá. Merval soube de fontes fidedignas que Serra vai ser candidato e que o PSDB tá fechadinho com ele, né?] Resta agora superar obstáculos internos ainda resistentes. Nos últimos dias surgiram boatos de que haveria uma pesquisa feita pelo instituto do cientista político Antonio Lavareda, ligado historicamente aos tucanos e ao DEM, que mostraria um cenário futuro desanimador para a candidatura Serra.[não, veja bem, não é bem assim. A coisa tá mais pra meio assado… nem todo mundo é a favor de Serra dentro do PSDB.]

Embora não seja totalmente verdade [tenho cá pra mim que embora não seja totalmente verdade equivale, num texto, a uma pirueta numa coreografia], o fato é que ainda alguns setores do partido consideram que somente uma candidatura nova, como a do governador mineiro Aécio Neves, seria capaz de conter o ímpeto da candidatura oficial.

Esse retorno de uma disputa que parecia estar decidida começou a surgir depois da pesquisa CNT/Sensus, que mostrou uma redução da diferença entre Serra e Dilma.

O interessante é que, para esse grupo minoritário dentro do PSDB, não é suficiente o governador paulista continuar à frente de todas as pesquisas eleitorais. [Ah, não, não é tão assado, não… tá meio assim… Eles são contrários mas eles são minoria! Não liga não!]

O que eles compram é a mesma interpretação que anima os petistas, a de que Serra estaria em trajetória decadente, ou estagnada na melhor das hipóteses, e que Dilma teria uma trajetória ascendente que a levará à vitória inexorável.

Na pesquisa de Lavareda, Serra está dez pontos percentuais à frente de Dilma (38% a 28%) com o cenário de quatro candidatos. A saída de Ciro Gomes de campo, hipótese cada vez mais provável, leva essa diferença a aumentar para doze pontos (43% Serra e 31% Dilma). [Tudo Zé Ruela, que acha que o Serra não vai crescer mas ele tem tudo pra crescer ainda mais! Certo?]

O fato, porém [Pronto! Fez-se a bosta! Tem um porém aqui! A coisa toda voltou ao ponto do assim (ou do assado? Sei lá, já me perdi!], é que Dilma tem apoios organizados, já definidos, em todos os estados, e dificilmente essa aliança política que está sendo armada, com base no PMDB, será quebrada no início da corrida sucessória. E ela se saiu muito bem do teste do carnaval.

O mais provável é que a aliança com o PMDB se mantenha, e os demais partidos da base aliada continuem apostando na popularidade de Lula. Com isso, a candidata petista terá quase o dobro de tempo de televisão de Serra – 11 minutos e pouco contra 6 minutos. [viu que beleza?! Dilma é organizadíssima! O Serra é que tá todo desorganizado, indeciso, não sabe oncotô, proncovôquemcossô…]

Por isso, o PSDB tenta fechar acordo nacional com o PSC, para aumentar alguns segundos de televisão. Mas nesse pacote virá o provável candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz, a matriz de todos os escândalos que está surgindo na capital.

O pior cenário para o PSDB é que, no período entre maio e junho, quando serão apresentados os programas de televisão da maioria dos partidos, as pesquisas mostrem uma subida forte de Dilma, abalando a autoconfiança nas possibilidades de vencer a eleição. [Aí ferrou tudo! O PSDB não tem chances!]

Os programas do PSDB e de seus aliados DEM e PPS serão os últimos a serem transmitidos, próximo das convenções partidárias no fim de junho. Esse timing permitirá que o PT e seus aliados façam propaganda maciça, chegando às convenções animados com os resultados das pesquisas. [Lascou-se! Não tem nadica de nada de chance!]

Em contrapartida [Em contrapartida é o irmão mais comprido do mas e do porém. Mais pirueta!], o candidato do PSDB chegará à convenção logo depois do programa, o que provavelmente lhe dará uma turbinada na candidatura. [Mas é claro que o candidato do PSDB é forte, gente! Vai chegar de candidatura turbinada!]

Será preciso ter “nervos de aço” para superar as crises e pressões que separarão esses dois momentos na campanha sucessória. [e poderoso! Precisa ter nervos de aço! (eu me pergunto se dentes e cara de vampiro entram nesse pacote, mas isso é maldade minha. Deixemos isso de lado.) enfim, o candidato do PSDB é O-QUE-HÁ!]

Além disso, o PSDB tem situações instáveis em dois estados importantíssimos [Mas também não é assim tão poderoso, porque em alguns estados ele é instável, gente!] , em que não sabe o que vai acontecer. No Ceará, dada a peculiaridade da aliança entre o senador Tasso Jereissatti, uma das principais lideranças do partido, e o deputado Ciro Gomes, há uma dificuldade política que deverá ser simplificada com a desistência de Ciro à disputa presidencial.

Mas Tasso será candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes, que apoiará Dilma. Para resolver seu caso específico, o melhor para Tasso seria que Aécio fosse o candidato tucano, pois ele teria o apoio de Ciro Gomes.

Além disso, o senador Tasso Jereissatti teme que Serra tenha chegado ao seu teto, e disse isso recentemente, em um encontro em Minas, para o presidente do partido, Sérgio Guerra, na presença do governador de Alagoas Teotonio Vilela.

Tasso acha que Dilma cresceu muito e que é perigoso fazer uma campanha que favorece o plebiscito que Lula tanto quer. [Viu só? A candidata do PT é que é forte! ela cresceu muito!]

A conversa de Sérgio Guerra e Teotonio Vilela em Minas, que seria para tentar convencer o governador mineiro a ser vice na chapa de Serra, virou uma conversa sobre a possibilidade de a candidatura Aécio ser retomada. [pois é, né? Vamos trocar de candidato, porque o nosso é fraquinho? Ele não deve ter nervos de aço, não… (a tese da cara e dos dentes de vampiro fica mantida, porque ela é minha. Mas deixa isso prá lá porque isso continua a ser maldade minha.)]

Aí entra a outra grande incógnita dos tucanos: como se comportará o eleitor mineiro diante do fato de Aécio não ser candidato e não querer ser vice de Serra? [Eu também me pergunto isso porque isso é uma incógnita! Como ficará Minas?]

É fato que o governador de Minas, Aécio Neves, prefere ser candidato a presidente, mesmo tendo menos chance que Serra, a ser seu vice.

Mas [E o irmão do porém entra em campo abrindo o parágrafo! Vamos acompanhar.] não há nenhum indício de que preferirá perder a eleição nacional a ver Serra eleito [Como é que é? O mais importante é o Aécio perder a eleição nacional porque ele perde mas o Serra ganha? E ele prefere perder a eleição a ver o Serra ganhar? Ou será que ele prefere ganhar a eleição e ver o Serra perder? Oi? quem disse? eu disse! quem disse eu? Eu disse eu!] . Mesmo porque sua liderança em Minas está sob fogo cerrado do governo, que já mostrou todo o apetite para derrotá-lo quando aventou a possibilidade de lançar a candidatura do vice-presidente José Alencar a governador, com o apoio do PT e do PMDB. [não, gente! Aécio é fraco! Foi só aventar a possibilidade e ele dançou! Fraquinho, num tem como não…]

Assim também o senador Tasso Jereissatti, mesmo sendo favorável à candidatura de Aécio, deve fazer campanha para Serra, que passou no teste carnavalesco no Nordeste, na região onde Lula é mais forte eleitoralmente. [Viram só? O Serra é poderosíssimo, gente! Vence Aécio, vence Dilma, vence o Galo da Madrugada, vence a minha paciência… (só não vence enchente no estado que ele deveria estar governando, mas deixa isso prá lá.)]

Dilma, por sua vez, tem problemas com o PMDB no Rio, em Minas Gerais e na Bahia [viu? é uma fraca essa mulher! Fracote! Bu! Bu!] . E, se vingar mesmo a tentativa de Lula de se livrar de Michel Temer como vice, pode haver uma dissidência no partido que impediria a formalização da aliança, tirando do PT os preciosos minutos de propaganda política na televisão. [É o PT que tá ra-cha-di-nho da silva! (Tudo bem que o PRI-MEI-RO parágrafo desse texto dizia que quem estava rachado era o PSDB, mas deixa isso prá lá, né?]

Os dias que faltam até o prazo final de desincompatibilização, no início de abril, e os que levam até as convenções partidárias em final de junho, reservam grandes surpresas, numa eleição que ameaça ser das mais disputadas dos últimos tempos.

Donde se conclui que…. o candidato do PSDB é forte mas é fraco; e a candidata do PT é forte mas é fraca. Mas eles ainda não são candidatos. Portanto, dois candidatos assim-assim meio fortes e meio fracos, a eleição tende a empatar na base do fifiti-fifiti!

Será que eu consegui decifrar o texto do Merval Pereira? Ou ele é que dançou o Rebolêixon prá ficar bem na fita do Serra? Quantas piruetas tem nesse texto? Eu perdi a conta. E tenho medo de recontar, vou me perder de novo!

Quem acabou por ficar mal na fita, no papel, na web, em tudo quanto é canto, foi esse textinhodebosta, viu? Decida-se, pô! Da próxima vez, arrume todos os prós numa parte do texto e todos os contras em outra parte, oras! Pelo menos, vai inspirar mais credibilidade…

Mamãe, eu tenho tradutor automático

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Putz! Há não sei quanto tempo eu ameacei criar outra categoria neste caldeirão, intitulada justamente Mamãe, eu tenho tradutor automático. Ela iria cair como uma luva para este texto que pode ser encontrado aqui, e que me foi enviado via Twitter pela Lizandra Silva (@maopequena), a quem agradeço pelo link.

Mas vejamos o estilo robô caminhando que impregna o texto.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança
23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post
Por Reuters
Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.
Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.
Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.
A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.
Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.
“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.
Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.
No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.
Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.
Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Uma falha no site do Twitter deixou as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers, de acordo com um pesquisador de segurança que pediu à companhia de mídia social que corrigisse o problema.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, disse ter descoberto o problema, que explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe.

Bailey disse ter informado a falha ao Twitter e que somente algumas horas sejam necessárias para mudar a forma pela qual o site é programado.

A Adobe já informou a programadores como corrigir a vulnerabilidade, inicialmente constatada em 2006, ele acrescentou, mas disse que os operadores de muitos sites não haviam respondido aos alertas da Adobe.

Com o aumento da popularidade do site de microblogs, ele se tornou alvo primário de hackers que desejam distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do Twitter.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar.

No mês passado, um hacker “sequestrou” por um breve período o controle do site do Twitter, redirecionando o tráfego para uma página da Web que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstrava que ele talvez estivesse vulnerável a ataques já há um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha no software Adobe.

Ele vai discutir suas pesquisas sobre o problema do Twitter na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Vamos retrabalhar o estilo?

Usuários do Twitter estão vulneráveis a falha de segurança

23 de janeiro de 2010| 17h22| Tweet este Post

Por Reuters

Um pesquisador de segurança de redes de computadores descobriu uma falha no site do Twitter que torna as credenciais de login dos usuários vulneráveis a hackers. Ele já informou o problema à empresa que administra o microblog, e pediu que ele seja corrigido.

Mike Bailey, analista sênior de segurança na Foreground Security, contou que a falha em questão explora uma vulnerabilidade muito conhecida na linguagem de programação Flash, da Adobe. Ele disse ter informado a falha ao Twitter, e acredita serem necessárias apenas algumas horas para a correção do problema.

A tal vulnerabilidade da linguagem flash foi descoberta pela Adobe em 2006, e informada aos programadores. Mas muitos sites não haviam respondido aos alertas.

Com o aumento de sua popularidade, o Twitter torna-se alvo cada vez mais cobiçado de hackers com planos de distribuir softwares maliciosos aos milhões de usuários do microblog.

“O ataque é muito simples, mas eu encontrei diversos exemplos dele”, disse Bailey.

Executivos do Twitter e da Adobe não foram localizados para comentar o caso.

No mês passado, um hacker “sequestrou” o controle do site do Twitter por um curto período. O tráfego do microblog foi redirecionado a um site que dizia representar um grupo chamado Iranian Cyber Army. Essa invasão, ainda que muito alardeada, não comprometeu as credenciais dos usuários do Twitter; o responsável roubou as credenciais que o Twitter emprega para direcionar seu tráfego.

Bailey disse que sua análise do site do Twitter demonstraou que ele talvez estivesse vulnerável a ataques há pelo menos um ano, mas que não era possível determinar se os hackers exploraram de fato a falha da linguagem Flash.

A análise da falha de segurança do Twitter feita por Bailey serão apresentados na conferência de segurança na computação Black Hat DC, que começa dia 2 de fevereiro em Washington.

Ainda assim, tá uma bosta. Perdão, mas pau que nasce torto é difícil de endireitar….

Cientistas britânicos estudam medidas contra supostos terroristas alados

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Notícia da Agência EFE, que baixou em meu inbóquis graças a uma querida ectoplasma suína:

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem
Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.
O primeiro-ministro, Gordon Brown, compareceu na Câmara dos Comuns para informar as medidas, um mês depois da suposta tentativa de atentado do jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab contra um avião em pleno voo da companhia aérea Delta quando estava prestes a aterrissar em Detroit, nos Estados Unidos.

Londres cria lista de terroristas suspeitos para evitar que voem

Puxa vida! Infelizmente eu não tenho como auxiliar as autoridades londrinas! Nessa eu passo! Tenho estudos apenas para excorcizar amebas escreventes! Meus feitiços são todos voltados para o bom uso da Língua Portuguesa, não sei como fazer pra evitar que terroristas saiam voando por aí! Aliás, nem sei como os terroristas alaram-se, assim, do nada!

Mas, ó: ainda bem que a história se passou na Inglaterra, a terra dos cientistas britânicos! Esses seres quase mitológicos, que fazem pesquisas escalafobéticas para concluírem Deus sabe o quê (se sapos nascidos na lua cheia têm mais incidência de verrugas no lado esquerdo do queixo, por exemplo), são o tipo de entidade perfeita pra descobrir como listar os “supostos terroristas alados”…

Daí, você lê o primeiro parágrafo e descobre que a notícia em questão nada mais é do que o governo britânico estar preparando uma listinha negra pras companhias aéreas evitarem certas pessoas em seus vôos.

Londres, 20 jan (EFE).- O Governo britânico elaborará uma lista com nomes de suspeitos de terrorismo para evitar que viajem em aviões com origem ou destino ao Reino Unido, dentre uma série de medidas antiterroristas anunciadas hoje diante do Parlamento.

Santo duplo sentido, Batman! Em breve, os terroristas terão asas próprias!

(P.S.: Vou nem ligar pro “diante do Parlamento”…)

Ah, o politicamente correto…

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Daí você recebe um e-mail com o assunto:

BAND-AID® ESTÁ MAIS SUSTENTÁVEL

e pensa que o curativo resolveu grudar melhor na sua pele, né? Mas eis que você se anima e lê o resto do e-mail (que o seu Outlook, sabiamente, taxou como “spam”), que diz:

Agora, o Band-Aid® que o consumidor compra na farmácia ou nos supermercados é mais sustentável. As embalagens do produto foram reduzidas em 18%, sem alteração no volume de tiras, consumindo menos matéria-prima, diminuindo o volume de resíduos sólidos e aumentando a capacidade de transporte. Além disso, 30% de material reciclado pós-consumo foi adicionadoblablabla whiskas sachê blablabla

MORTE AO POLITICAMENTE CORRETOOOOOOOOO!!!!

E MORTE DUPLA QUANDO ELE VIER ACOMPANHADO DE ENCOSTO GERUNDOL!!!!

CNT ameaça: O amanhã é para sempre

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

PAREM AS MÁQUINAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSS!!!

Gente, só de curiosidade resolvi digitar www.cnt.com.br, até pra ver se esse troço ainda tá no ar. E não é que a CNT ainda existe?

Não só existe como transmite novela! Novela, não: novelaSSSSS!

Agora, vê se dá pra aguentar com uma página dessas, gente! Miacaaaaaaaaaaaaabo!

Reparem no detalhe meigo do burrico! A-mey! Agora vejam que coisa de paixão que é a sinopse da novela:

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!
Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com
direção geral de Nicandro Diaz.
A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo
final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções.
Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e
Dominika Paleta entre outros.
No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo
é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo,
apesar das diferenças de classes sociais.
Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.
Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e, sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente,
a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco.
Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal.
Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.
As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente.
Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto
é enviado para um internato na cidade.
As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e
ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.
O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer.
Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada.
Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica.
Posteriormente, Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa.
Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar.
Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e, com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá.
Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado
nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício que tem vivido e ele jura fazer justiça.
Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue
entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por
ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.
Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser
vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é
quando se descobre o grande segredo da trama.

Porque o verdadeiro amor supera todos os obstáculos!

Sucesso recente no México e Estados Unidos, a novela AMANHÃ É PARA SEMPRE é uma produção da Televisa escrita por Pablo Bustamente com direção geral de Nicandro Diaz.[tipos, vamos dar um desconto, né, gente? TV pobrezinha, com falta de recursos… o cabra resolveu economizar nas vírgulas!]

A história é um remake da telenovela colombiana Puro Sangue [foi só eu que senti um arrepio de excitação me percorrer toda a coluna?] e teve sua estréia no México no dia 20 de outubro de 2008 e seguiu até o capítulo final no último dia 14 de junho 2009 totalizando 169 capítulos onde os protagonistas mexeram com todas as emoções. [arf, arf, arf… e vamo que vamo! Já tão vendo que vai ser difícil chegar ao fim desse texto sem desfalecer por falta de ar antes, né?]

Silvia Navarro e Fernando Colunga encabeçam o elenco dessa novela que traz ainda Lucero, Rogelio Guerra, Sergio Sendel e Dominika Paleta entre outros.

No enredo da novela, Fernanda é a filha caçula do fazendeiro Gonzalo Elizalde, dono de uma grande companhia leiteira, e Eduardo é filho de Soledad, a governanta da familia Elizalde. As duas crianças crescem juntas unidas por um amor inocente e justo, apesar das diferenças de classes sociais. [Deixa eu adivinhar: eles vão crescer, se apaixonar, mas os pais serão contra o relacionamento porque pobre não póóóóde.]

Gonzalo vive feliz com sua esposa Montserrat e seus cinco filhos, sem suspeitar que um inimigo implacável acerca os seus negócios.

Artemio Bravo sente um ódio intenso e amargo de Gonzalo, que tem corroido sua mente e [pô! Tava rolando um padrão de falta de vírgula! Aqui começou a aparecer vírgula fora do lugar?], sua única meta é destruir, lenta e dolorosamente, a toda a família Elizalde. Para isso, utilizará de uma jovem sem escrúpulos que chega à empresa de Gonzalo com o nome de Bárbara Greco. Sua inteligência causa boa impressão em Gonzalo, que a contrata como sua assistente pessoal. Pouco a pouco e com muita astúcia, Bárbara obtém total confiança.

As primeira vítimas de Bárbara são Eduardo e Fernanda, que os descobre beijando inocentemente. Muito sutil e venenosa, Bárbara convence Montserrat de que Eduardo pode ser um perigo para a menina e o garoto é enviado para um internato na cidade. [Cara! Do nada, o texto começou a ficar compassado, bem escrito, claro, bem redigido… qq houve? o primeiro redator pediu as contas e o chefe foi acabar o trabalho?] As cartas dos meninos chegam às mãos de Soledad e ela, com muita dor, decide não entregá-las à eles [é isso que dá elogiar texto da CNT. Crase antes de palavra masculina…]. Isso faz com que Fernanda se sinta esquecida por Eduardo.

O próximo passo no plano de Artemio é fazer com que Bárbara seja a esposa de Gonzalo, e isso significa que Montserrat deve morrer. Bárbara a asfixia com uma almofada e faz com que a filha mais velha do casal, Liliana, seja a culpada. Gritando por sua inocência, a desesperada adolescente acaba sendo internada em uma clínica psiquiátrica. [cara, eu tô perdendo essa novela? isso é pra se assistir comendo pipocas!!!]

Posteriormente [Das duas, uma: ou o redator desse texto é muuuuuuuuuuuito fodão ou o texto foi traduzido direto do espanhol. Só assim para esse posteriormente surgir do nada], Gonzalo se casa com Bárbara e a nomeia membro da junta diretiva da empresa [junta diretiva? Traduzido do espanhol. Esquece.].

Soledad é a única que sabe até onde pode chegar a maldade de Bárbara, mas tem que se calar. Vive um inferno durante anos, sentindo saudades de seu filho Eduardo e [Pronto! Voltou pro redator que põe vírgula no lugar errado…] , com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá [“com eterno temor de que Bárbara cumpra sua ameaça de que ele morrerá”. Minhanossassenhora, que frasezinhadebosta, credo! Mais mexicanamente dramático – ou dramaticamente mexicano, o que vc preferir – impossível] . Os anos passam e Eduardo, depois de ter se formado nos Estados Unidos, volta à fazenda e encontra sua mãe muito doente. Ela conta do suplício [suplício? Texto mexicano!] que tem vivido e ele jura fazer justiça.

Bárbara utiliza seu novo cúmplice Damián para que se apaixone por Fernanda e se case com ela. Eduardo, com o nome de Franco Santoro, consegue entrar na empresa com a intenção de descobrir e fazer pagar os responsáveis [Setor de cobranças, em que posso ajudar?] de suas desgraças. Fernanda sente uma forte e inexplicável atração por ele, e surge novamente entre os dois aquele grande amor que nunca morreu.

Soledad, sentindo que a morte a cerca, entrega a Liliana o cofre com o segredo de seu sofrimento, com a esperança de que algum dia ela possa ser vingada da injustiça que pesa sobre ela. Pouco depois, com a ajuda de Eduardo, Liliana denuncia Bárbara que, por sua vez, se desfaz de Artemio e é quando se descobre o grande segredo da trama.

Neste janeiro estou a viver intensamente meu lado trash, viu? É BBB de um lado, CNT de outro… mas sabem que é divertido? Tô morrendo de curiosidade de acompanhar essa novela!

Sério, gente. Tô que é só amores por essa novela… vou acompanhar!

Geografia da Folha de SPaulo

domingo, janeiro 17th, 2010

Miacaaaabo com a geografia da Folha de SPaulo!

Encontrei essa tetéia no site do Azenha, aqui.

Agora aguardo ansiosamente pelo erramos. (Vejam como estou positiva hoje, gente! Eu estou partindo do princípio de que vai haver erramos!)

angra

Sarcasmo em um caractere

sábado, janeiro 16th, 2010

Imagine a situação: um americano ixxperto, cansado de ser mal-compreendido pelas American amoebas (leia-se amíbas, as amebas estadunidenses…), teve um estalo (não sei por que, mas acho que isso ocorreu no banho):

Eu deveria ganhar dois dólares por cada idiota que não entende o meu sarcas… mas espere! Por que eu não posso ganhar dois dólares em cima de cada idiota incapaz de compreender meu sarcasmo? Até porque, todo idiota tem potencial para ser otário!

Daí, esse americano ixxperto sentou-se em frente ao computador e fez um desenho qualquer. Batizou esse desenho de Sarcmark, ou ponto de sarcasmo. Deu-se ao luxo de registrar a coisa, o que lhe rendeu o direito de enfiar um símbolo ® de marca registrada ao lado, e está vendendo o caractere do sarcasmo por duas doletas pra qualquer otário pessoa com acesso à Internet.

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Sarcmark, ou a marca do sarcasmo (!!!)

Duvidam? A notícia saiu ontem no Daily Telegraph, mais precisamente aqui.

Deixa eu traduzir a coisa:

Now a US firm has come up with an ingenious solution to this very real problem – a new item of punctuation.
The SarcMark, as it has been named, is designed to be used in the same way as an exclamation or question mark.
Anyone concerned that the irony of their email or text message might not be appreciated by its recipient can use the symbol to close their sentence, thereby avoiding awkward misunderstandings.
The symbol – a dot inside a single spiral line – can be installed onto any PC running Windows 7, XP or Vista, as well as Macs and Blackberry mobile devices.
It can then be used in Word documents, instant messenger conversations, Outlook email and other programmes, just by pressing Ctrl and the full stop button.
The Michigan company behind the SarcMark have applied for a patent to protection their invention.
They have even published a sample list of sentences that would benefit from a SarcMark, including the words of British woman who was awarded only half of her National Lottery jackpot by a court after the winning ticket fell from her pocket and was claimed by someone else.
It appears that the irony of her statement – “It’s jolly decent of them to let me have a half share of my win” – was lost on some readers.
Paul Sak of the firm said that the new punctuation mark was not a gimmick and had serious potential applications, such as allowing deaf people to pick up sarcasm in subtitles.
The symbol currently costs $1.99 to download – a price that many may think deserves a SarcMark of its own.

Uma empresa americana surgiu com uma solução bem bolada para um problema bem real – um novo símbolo de pontuação.

O ponto de sarcasmo (em inglês the SarcMark), como foi batizado, foi criado para ser usado como um ponto de exclamação ou de interrogação.

Quem se preocupa com o fato de a ironia de sua mensagem não ser devidamente compreendida por seus interlocutores pode usar o ponto de sarcasmo para concluir sua frase, e assim evitar maiores equívocos.

O símbolo – um ponto dentro de uma linha em espiral – pode ser instalado em qualquer PC que rode Windows 7, XP ou Vista, Macs ou aparelhos Blackberry.

Esse ponto pode ser usado em em documentos Word, mensagens instantâneas, e-mails do Outlook e outros programas, com o atalho CTRL + ponto (CTRL+.)

A empresa que desenvolveu o símbolo tem sede em Michigan, e já solicitou patente para proteger sua invenção. Também aproveitou para publicar uma série de frases que se beneficiariam do ponto de sarcasmo, como as palavras de uma britânica que foi brigar na justiça pelo prêmio do bilhete de loteria que caiu do bolso dela e foi resgatado por outra pessoa, e acabou por ganhar do tribunal metade do prêmio.

Aparentemente, a ironia de sua declaração (ah, que bom que eles tiveram a decência de me permitir ter metade do que eu ganhei) não foi compreendida por alguns leitores.

O funcionário da empresa proprietária do ponto do sarcasmo, Paul Sak, afirmou que o novo caractere não é factóide, e que tem uma série de aplicações potenciais, como ajudar deficientes auditivos a compreenderem o sarcasmo das legendas.

O símbolo está disponível para download a U$1.99 – valor que muitos crêem merecer um ponto de sarcasmo.


Cara, o que que houve com o senso de noção do mundo? Quando eu era pequena, havia a expressão ler nas entrelinhas. E todo mundo sabia ler nas entrelinhas! Quando o Veríssimo escrevia um texto em tom de ironia, por exemplo,  todo mundo entendia. Agora, vira e mexe ele se vê obrigado a pedir desculpas aos que não entenderam a ironia de seus textos, e ainda tem a elegância de dizer que se um texto não é bem compreendido, é porque não está bem escrito.

Oh, querido Luis Fernando, isso não é verdade! Muitos textos bem escritos caem em mãos de amebas que não sabem ler entrelinhas. E é esse tipo de gente que começa a estragar a compreensão do mundo num tanto que nego se sente à vontade pra criar um troço como o ponto de sarcasmo – e cobrar por isso!

Uma sugestão à Microsoft: faça com que, nas próximas versões do Windows, a instalação do ponto de sarcasmo seja artigo opcional, disponível a partir da tela de acessibilidade (comandos especialmente desenvolvidos para os menos capacitados). Pra quem não entendeu, essa frase foi sarcástica!

Pensando bem, o americano que teve essa idéia é um gênio. Gênio. Vai faturar horrores às custas dos idiotas. Porque todo idiota tem potencial para ser otário a ponto de pagar dois dólares por um troço desses.

(E nego ainda vem me falar da relevância e do senso de oportunidade da Twittess…)

Se alguém achar que eu preciso de um ponto de sarcasmo, vou mandar fazer um curso de interpretação de textos! Volta pra escola e aprende a ler entrelinhas, ameba!

A ameba acorrejente

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Corrão!, Vejão!, Leião! e coisas do gênero já se tornaram uma espécie de gíria na Internet.

Quem usa essas expressões sabe, de cara, que está errado. O correto é vejam, leiam, corram etc, etc, etc…

Além disso, quem usa essas expressões o faz com cinismo e ironia. Como eu, o Cardoso ou as meninas do Vende na Farmácia?, que sabemos escrever direitinho, graças a Deus.

Se você for uma pessoa com meio neurônio funcionando bem, percebe que um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, no qual o português flui que é uma beleza, e que se conclui com um “CORRÃO!” está sendo irônico nessa última palavrinha.

Mas esse tipo de ironia sempre (eu disse SEMPRE, ésse, é, ême, pê, érre, é – sou carioca, meu e tem som de é) atrai um sujeito que, além de não perceber a ironia contida na expressão, ainda faz questão de se mostrar douto, e corrigir o seu texto nos comentários do blog.

Confirão o que a Loo do VNF? me enviou via Twitter. A tchutchuca pode ser conferida neste link aqui.

aimeudeus

Doravante, esses seres serão por mim denominados as amebas acorrejentes.

E aí, vai corrigir o meu acorrejente?

Pênis duplos

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Presente de uma ectoplasma tão suína mas tão suína que chega a berrar!

Isto é uma tetéia. Com acento.

Porque, né? Você começa a ler o texto e, lá pelas tantas, encontra a seguinte duplicação peniana no meio de metadados:

Analisará os metadados e duplicará-los em formato mais aproveitável

Nãio sei a tchutchuca quis dizer

Irá analisar os metadados e os duplicará em formato mais aproveitável

ou, então,

Analisará os metadados e os duplicará em formato mais aproveitável

Ou mesmo numa pedante porém deliciosa mesóclise

Analisará os metadados e duplicá-los-á em formato mais aproveitável

Só sei que, do jeito que está, ficou um tanto ou quanto fálica. Para o bem ou para o mal.

(P.S: Marido comenta: Um agá aí faria estrago, hein? E eu replico: e precisa de agá?)

Menor vítima da matemática básica

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Porra! Agora vou ter que ficar corrigindo matemática também, é?

Problema de Matemática de segunda série primária. Aula da tia Julinha:

Tessália engravidou aos 16 anos e teve uma menina, Valentina. Tessália tem, atualmente, 22 anos. Portanto, Valentina tem___ anos.

Se você respondeu SEIS anos, acertou as contas. Mas o Ego conseguiu errar até essa! Publicou que a menina tem QUATRO ANOS!!!!

Porra, Ego! Ou a Valentina tem seis anos ou a Tessália engravidou aos 18 anos! Apuração e matemática coastumam andar juntas, viu?

Não satisfeitos em chamar a Lady Francisco de Lady Gaga (ao menos esqueceram do acento), agora se mostram incapazes até mesmo de somar e subtrair?

Ah, o UOL…

terça-feira, janeiro 5th, 2010

UOL

Tem como não amar, gente?

As amebas uolantes fizeram a teteia de cima (salva pelos deuses do printscreen, via @jessykabr – obrigada, Jessyka!)

Pena que já consertaram!

É por errinhos desse naipe que não dá pra desprezar o UOL, gente! O R7 vai ter que comer muito feijão com arroz pra fazer bostinhas desse nível…

Feliz ano novo! 😀

(P.S.: Estou me divertindo apenas, sim?)

Enqueteeeeeeeeeeeeeeeeeee

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

enqueteee cópia

Primeiro deixa eu ver como eu faço pra colar a enquete aqui. (Não cola, Bruxa, tem um zigfrido pra adicionar enquetes no menu direito do blog! Pronto, enquete adicionada! Mas bah! Eu também consigo enfiar a benedita dentro do post! enfiatum est!)

Mas o assunto é o seguinte: estava eu a ler os pios do Noblat, quando me chamou atenção um que diz que a “Dilma mimetiza até mesmo os discursos de Lula. Claro, matéria da Folha de SPaulo.

Daí que eu cliquei no link pra matéria. Se você não conseguir abrir esse link por não ser assinante UOL, clicaqui que tem um resuminho no blog do Noblat.

Na matéria, o repórter conversou com linguistas que analisaram as mudanças no tom do discurso da presidenciável do PT para conquistar simpatizantes blablabla whiskas sache blablabla.

O que me fez criar este post aqui foi justamente a última frase no resumo do Noblat que me remeteu à matéria completa:

“Quando se tem um interlocutor real, isso desencadeia elementos que ajudam a acessar uma fala mais popular”

Mas o que diabos quer dizer isso, meudeusdocéu? Como assim, interlocutor real? Se o interlocutor não é real, ele é o quê?

Então, eu resolvi parar de bater cabeça com texto de bosta da folha de SPaulo e vim aqui pedir sua humilde ajuda.

Você pode, por favor, votar na enquete de dona Bruxa?

[poll id=”3″]

Gradicida, viu?

Equipe do cursinho Anglo “figurativiza” texto de Luis Fernando Verissimo

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

Peraí que eu ainda não acabei de gritar:

GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

VOU CORTAR OS

PULSOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSS

Eu juro que eu sou inocente. Estava aqui, no aconchego de meu computador, respirando e lendo a correção da prova de português da Fuvest, realizada ontem, domingo.

Ainda estou meio passada com o fato de nego considerar o tema da redação difícil. Eu faria umas vinte redações com esse tema proposto. Mas não vou me tomar como base, e não é nem por soberba, não, é porque eu sou tagarela, falo (e, por tabela) escrevo mais do que deveria, e…

Viram só? Já comecei a falar da redação, mas deixa a redação prá lá.

Caí da cadeira ao ler a correção da questão 3 sugerida pela equipe do cursinho Anglo. Gente, o texto grifado na imagem abaixo foi escrito por UM-PRO-FES-SOR! EU DISSE UM-PRO-FES-SOR!!!!!!!

Espiem só o estilo-quiabo do cidadão que respondeu à questão. Na boua, se eu sou da banca de correção da Fuvest, mando um cabra desses ir ofender a vovozinha dele…

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Ô, tio! Fala "ilustra" que é mais bonitinho....

Aí, os alunos desses caras saem do cursinho e começam a escrever objetivando disponibilizar um novo conceito em figurativização das funcionalidades, crentes que estão abalando Bangu, e a gente é obrigado a ler essas bostas…

Tio Antônio nem sabe me dizer o que significa figurativizar…. quase me botou de castigo, porque pensou que eu estivesse a xingar sua pessoa dele…

Bom, deixa eu ajudar o senhor professor do anglo a responder de forma menos ivizante à questão da Fuvest:

O trecho em destaque pode ser entendido em seu sentido literal, mas ao fazer isso o leitor deixará de perceber o charme do estilo de Luis Fernando Verissimo. Ao saborear com prazer o texto proposto, o leitor sente que meias e água-de-colônia barata adquiriram uma conotação diferente. Tornaram-se itens reles, sem importância, com os quais se presenteia aqueles a quem se tem pouca estima. As expressões, portanto, adquiriram nova extensão de sentido, além do literal.

Tá bom assim ou quer que embrulhe?

O servo-elevador

sábado, janeiro 2nd, 2010

DSC03004

Se alguém conseguir decifrar o que quer dizer essa placa adicionada acima dos elevadores de um determinado prédio no centro antigo de São Paulo, fique à vontade para me esclarecer. Mas que não pairem dúvidas: o bendito trabalha, viu?

Ah, sim: Feliz ano novo!

Cocada do coco do coqueiro do coqueiral

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
" A redundância está para a comunicação assim como o bife está para a bisteca" - Aluízio Trinta

" A redundância está para a comunicação assim como o bife está para a bisteca" - Aluízio Trinta

O Jairo fez o seguinte comentário neste post daqui:

Minha cara, aqui vai uma legenda de conhecido matutino da alameda Barão de Limeira
que, se até hoje não foi publicada, algum dia certamente será:
Pelé (à esquerda), Xuxa (no centro, de óculos escuros) e Jô Soares (à direita, de paletó
e gravata borboleta), durante ato público realizado ontem à tarde na Praça da Sé (zona
central de São Paulo).

Minha cara, aqui vai uma legenda de conhecido matutino da alameda Barão de Limeira

que, se até hoje não foi publicada, algum dia certamente será:

Pelé (à esquerda), Xuxa (no centro, de óculos escuros) e Jô Soares (à direita, de paletó

e gravata borboleta), durante ato público realizado ontem à tarde na Praça da Sé (zona

central de São Paulo).

Não à toa, o UOL nasceu em berços da Barão de Limeira…

Mas essa legenda ululantemente óbvia me lembrou de duas célebres frases. A primeira já está na legenda da foto acima. É de autoria do professor Aluízio Trinta, da Escola de Comunicação da UFRJ, que me deu aulas de Teoria da Comunicação.

A segunda é uma de autoria do Senhor Meu Pai (não, não é @ocriador). Às vezes, dependendo do seu interlocutor, você tem que ser redundante até não poder mais para ser bem claro. Não adianta pedir cocada, por exemplo. Tem que pedir cocada de coco do coqueiro do coqueiral do seu Manoel.

Aqui em casa há até pouco tempo trabalhou uma entidade com quem eu precisava me comunicar nesses termos. E o que é pior: eu pedia a tal da cocada do coco do coqueiro do coqueiral e ganhava pudim de leite:

– Fulana, faz um purê de batata, prepara uma carne moída refogada e bota a carne por cima do purê, numa tigela, pra dar um saborzinho a mais ao purê!

– Ah, sim, dona Bruxa, eu entendi perfeitamente (ele entendia tudo perfeitamente, e isso me estressava sobremaneira)! Boto a carne e depois o purê, certo?

– Não, Fulana, bota primeiro o purê, e a carne por cima!

– Ah, certo… então, no caso, o purê vai por cima?

Levei uns dez minutos pra que ela entendesse o esquema de montagem do prato…

Objetivando estar alinhado

quarta-feira, dezembro 16th, 2009
Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Agulha e linha devidamente... er.... alinhadas! #prontofalei

Resolvi acabar com a sua noite também. Ou, então, lhe proporcionar algumas gargalhadas. Ou ainda, quem sabe, lhe trazer aquele momento de incredulidade, ao lhe fazer pensar: Meu Deus do céu! Sério que nego escreve um troço desses e acha que tá abafando?

Acompanhe mais alguns trechinhos do e-mail que eu recebi e que disse ter deletado (desculpa, menti!). Agora sim, devidamente apagado. Vejam a quantidade de alinhavos incluídos no texto. Ô mania que esse povo tem de alinhar as coisas, credo!!

Criar valor é estratégico e faz parte do intangível da organização. As empresas de consultoria atuam como facilitadoras na criação de valor para as organizações por meio da transformação do conhecimento tácito em explícito. O conhecimento tácito é aquele intrínseco ao ser humano, de difícil transmissão e o conhecimento explicito é o que está mais visível, de fácil recuperação.
O segredo para o sucesso está em oportunizar um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível
As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

(…)

O segredo para o sucesso está em oportunizar [o que queira que isto venha a significar, como diria o outro…] um clima organizacional favorável à criação de valor alinhada [1] a uma gestão orientada por processos que permita a geração deste valor, transformando o intangível em tangível [é pra fazer o quê, mesmo, hein?]

(…)

As empresas de consultoria atuam no mercado facilitando o processo de implantação de uma cultura de gestão moderna, inovadora, alinhada [2] ao atendimento de necessidades das stakeholders ampliando os ativos intangíveis e a percepção do valor agregado aos produtos e serviços.

Da série “Colei meleca na cruz”

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

Isso aqui chegou agora no meu e-mail. Calma, que só vou copiar o primeiro parágrafo:

O Balanced ScoreCard é considerado um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir a estratégia em objetivos operacionais que direcionam comportamentos e performance.

Resolvi não me aporrinhar. Adivinha qual botãozinho do meu teclado eu apertei?

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Uma dica: linha de baixo, primeiro à esquerda...

Boa noite! Vai dormir!

O que queira que isto venha a significar, ou o dia em que o tradutor alemão jogou a toalha

sexta-feira, dezembro 11th, 2009

Era uma vez uma pobre jornalista que pagava seus pecados pré-editando uma revista sobre operações industriais de corte de metal. Não, não é heavy metal. É ferro fundido, aço inoxidável, aço carbono (uma toba que nem Deus sabe se tem ou não hífen)… assuntos deveras excitantes, e tão técnicos e específicos quanto…. sei lá, mecânica de supersônico?

Mas, enfim. Voltemos à nossa pobre jornalista. O momento mais excitante do mês (u-huuu) era quando ela tinha que editar os artigos de pauta (aqueles que saíam publicados custasse o que tivesse que custar). Ah, os artigos de pauta. Chegam a brotar lágrimas dos olhos de nossa amiguinha jornalista só por ela se lembrar da temática.

Os artigos eram originalmente mal escritos em alemão. Língua que, desconfio eu, não segue uma lógica racional. Para se escrever qualquer palavra em alemão, basta pegar um monte de consoantes, jogar tudo pra cima e arrumar as letrinhas do jeito e na ordem que elas caíram em cima do papel.

Mas eu falava que os artigos eram escritos em alemão. Depois, eram (cof, cof) traduzidos (cof, cof) para o português por um nativo do país europeu que, por falar alemão desde pequenino, já não era lá muito certo das idéias. A seguir, a tradução sofria uma revisão técnica. Na verdade, a voz do verbo precisa de um pouquinho de adaptação aqui: a tradução impingia sofrimento profundo ao revisor técnico. Os textos do tradutor eram tão escalafobéticos que, quando um parágrafo inteiro fazia sentido, havia certa comemoração do igualmente pobre revisor técnico. Naquela redação todos eram muito pobres.

Eis que eu dizia que os artigos eram mal escritos no original. Certa feita, o parágrafo não fazia sentido nem em alemão – se é que alguma coisa faz sentido em alemão. Daí que, na (cof, cof) tradução (cof, cof) para o português, o conjunto de frases desconjuntadas foram lançadas a esmo, e agrupadas em forma de parágrafo que concluía-se com a pérola: o que queira que isto venha a significar.

Nossa pobre jornalista tinha um truque na manga: ela copiava o texto original do alemão, colava nesta página do Google* e traduzia do alemão para o inglês E do alemão para o francês. E tentava captar algum sentido no texto, nem que fosse na base do cheiro. O processo beirava a psicografia, mas às vezes funcionava.

Daí que nossa pobre jornalista copiou o parágrafo original que, em português, terminava em o que queira (…) para o Google. Traduziu para o inglês. Não fez sentido. Traduziu para o francês. Chongas. Mas uma coisa chamou a atenção de nossa amiga: não havia nem cheiro da frase o que queira que isto venha a significar. Ou seja: nem o tradutor alemão, que já não era lá muito certo das idéias, conseguiu se conter diante de texto tão mal escrito!!!!

Sabem o que aconteceu com nossa pobre jornalista? Virou bruxa, e exorciza ameba que escreve texto ruim!

Prazer, Madrasta do Texto Ruim! 😀

E o parágrafo que terminava em o que queira que isto venha a significar foi sumariamente limado do texto. Pelo bem de todos e felicidade geral da redação.

(*) Amiguinhos, não tentem fazer isto em casa, ou vocês podem se machucar: além de ser um péssimo tradutor, os textos gerados por essa ferramenta do Google, por serem traduzidos por uma máquina, não costumam primar pelo sentido lógico do raciocínio humano. Eu fazia isso por puro e simples desespero – o desespero de ter um Google Translator humano trabalhando para a revista.

Desafio aceito

segunda-feira, novembro 23rd, 2009
Tadinho do feiticeirinho! Tão novinho e já sente Vergonha Alheia! Também, olha o texto que ele foi obrigado a ler!!!

Tadinho do feiticeirinho! Tão novinho e já sente Vergonha Alheia! Também, olha o texto que ele foi obrigado a ler!!!

Pobrezinho do meu feiticeirinho… ficou chocado!

O blog “Não Salvo” postou aqui o desafio de decifrar o troço escrito em caracteres a esmo (não, isso não pode ser classificado nem como tentativa de português!) que eu copiei aí em cima.

Dispenso o tal do Polystation, meu caro.

Vamos primeiro para a tradução básica, do miguxês para o português meia-boca. Porque, antes de mais nada, é preciso entender o que a ameba escreveu, né?

Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas

seja quem for que fez este tema, você é o cara. Este é o melhor tema que eu já vi. Não [tem, existe] tema melhor do que este. é tudo o que eu queria para um tema para o meu [windows] XP, porque eu já baixei quase todos no [site] ‘baixaki” [www.baixaki.com.br] e [ou mesmo em] outros sites, mas este foi o melhor que eu já vi. Quem for baixar, chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o temaque você está usando no seu XP. Há, moleque!

Agora, do português meia-boca pro português minimamente culto. Agora, sim, sinto-me à vontade para imprimir um mínimo de estilo e normas ortográficas e gramaticais na joça. Vamos lá:

Muito bom merecer mais do que essas cinco estrelas

Quem quer que seja o autor deste tema[de decoração do windows XP], você é o cara. Trata-se do melhor tema que eu já vi. Não existe tema melhor do que este. É tudo o que eu queria em se tratando de um tema para o meu [windows] XP. Já baixei quase todos os temas de XP no site www.baixaki.com.br, ou mesmo em outros sites. Mas este foi o melhor que eu já vi. A quem for baixar este tema, um conselho: chame aquele seu vizinho chato e gabe-se muito, porque o seu PC é mais bonito que o dele e, o melhor, não está lento com o tema que você está usando no seu XP. Ah, moleque!

E, para que não pairem dúvidas a respeito do assunto, o cidadão curtiu muito o tema do windows que ele baixou, OK?

UOL e o colisor de Hádrons da tamarutaca

sexta-feira, outubro 16th, 2009

hadrons

Daí que estava eu a navegar pelo (sempre ele!) UOL, e me deparei com uma manchete sobre um tal de colisor de hádrons ficar mais gelado que o espaço profundo, e resolvi clicar.

Claro, sexta-feira à noite, quando você vê alguma coisa relacionada a gelado, pensa logo na geladeira de cerveja (isso se você não for Sheldon Cooper). Por isso, resolvi ler a bagaça.

Não estou exatamente interessada em saber que diabos é um hádron (oras, essa informação não me será muito útil, a não ser que eu participe do Show do Milhão), mas vamos combinar que a legenda daí de cima não tem nada a ver com a foto, né?

E, se você ficou curioso, isto aqui é uma tamarutaca.

Enfim, sexta-feira, onze da noite. Um brinde, UOL!

Futebol obsceno

terça-feira, outubro 13th, 2009
aconteceu o quê, meu filho?

Aconteceu o quê, meu filho?

Tá, ainda não é esse o post que eu tava preparando. Mas ele vai sair, aguardem. Quer dizer, a minha parte tá pronta, só falta a Letícia preparar a parte dela. Texto a quatro mãos, sabe como é, né?

Mas vamos ao que interessa (??) neste post aqui.

Daí que o marido acompanhava o jogo do Palmeiras pelo iPhone, por esse aplicativo fornecido por uma marca de cerveja (não vou dizer qual é, dãããã…).

E eu gostaria, sinceramente, de saber se sou só eu que vejo que o texto daí de cima, ainda que ínfimo, foi de uma infelicidade dupla, ou se textos desse naipe são o padrão em se tratando de futebol.

Quer dizer então que o Obina ganhou uma enfiada pela direita, não se sabe de quem, e o Vagner Love ganhou a enfiada do Cleiton, é isso? Devo perguntar se doeu ou se alguém gostou da enfiada? A manobra foi aprovada?Os moços pretendem repetir a enfiada? E, principalmente, pegaram o número do telefone de quem enfiou, meudeusdocéu?

Olha, eu estou aqui na maior torcida para que tudo dê certo, viu?

Qualquer maneira de amor vale a pena, já dizia sei lá quem…

Míriam Leitão não é ectoplasma suíno

sábado, setembro 12th, 2009

Tô pra postar isso aqui desde a manhã do dia 11, mas o feiticeirinho entrou em modo bezerro, só queria saber de mamar. Finalmente consegui tempo pra acabar esse texto aqui!

Eu jurei pra mim mesma que não iria emitir opinião política ou ideológica neste blog. Mas a mediocracia jornalística brasileira está fazendo tanta estripulia que eu não posso evitar jogar alguns deles aqui neste caldeirão. Então, que se danem! Tenho mais é que sacanear o texto deles!

Pra começar, é bom avisar aqui que eu não leio Míriam Leitão pra não ter ganas de suicídio. Penso nela como a irmã depressiva da Funérea. Por isso que corri pra ler o link que o Cris Dias (a quem agradeço horrores) piou hoje de manhã:

Sujeito e predicado não combinam, né?

Sujeito e predicado não combinam, né?

Daí que eu me decepcionei. O link dá prum texto tipicamente miriamleitonês. Trata-se de uma notinha no blog em que ela diz que o país saiu da recessão mas a conjunção administrativa das autarquias trimestrais da indústria decrescente associadas à quarta lua cheia de um ano bissexto levam a crer não sei bem o quê. Ainda assim, o título da nota nos faz crer que o remedinho antidepressão da mais suína das amebas jornalísticas tá começando a fazer efeito. Mas ainda tem muito do feitiço fez-se a bosta! nesse textinho, viu?

Lizinácio pode até não ter reparado, mas nunca antes na história deste país (atooooron essa frase!) os (cof, cof) jornalistas (cof, cof) usaram tanto vírgula-mas pra redigir seus textos: Fulana está linda-vírgula-mas tem meleca no nariz; a economia do país vai bem-vírgula-mas os números indicam o contrário; morri-vírgula-mas posso ressuscitar. E uma das que mais usam os quatro supracitados caracteres é dona Leitoa. Mas não é só isso que se sobressai no amebístico texto em questão. Espiem só:

(…) Em outras palavras: o país produziu mais no segundo trimestre do que no primeiro, mas quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado [não é ectoplasma mesmítico (o mesmo que encontra-se parado no andar enquanto você espera o elevador) mas é primo dele. A jornalistaiada adora escrever mesmo como sinônimo de igual – o que não procede. Uma coisa é você dizer os gêmeos usavam roupas iguais; outra é você dizer os gêmeos usavam a mesma roupa. Na primeira frase, ficou claro que os irmãos idênticos usavam dois exemplares de um mesmo modelo de roupa; no segundo caso, o que se deu a entender é que os irmãos dividiam o mesmo exemplar de vestimenta. Portanto, o correto aí em cima seria dizer igual período do ano passado. Mas sigamos, que esse texto ainda nos reserva deliciosas surpresas…] ainda está negativo em 1,2%. O primeiro semestre deste ano cresceu menos 1,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado. [GAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!! OS SEMESTRES DE DONA LEITOA SÃO PASSÍVEIS DE CRESCIMENTO E ENCOLHIMENTOOOOOOOOOOOOO!!!! Imaginem vocês, portanto, que os semestres de dona Leitoa não totalizam seis meses – devem estar algo em torno de 5,914 meses. Acho que dona Leitoa aplica o cálculo diferencial aqui pra descobrir o quão diferenciados são os semestres da economia brasileira, né? Além do quê, começo a desconfiar que os semestres crescidos de dona Leitoa tenham chegado ao planeta Terra na mesma (e não em igual) espaçonave que chegaram os dias informados que o ectoplasma suíno me mostrou lá em abril. Caso de investigação científica, sem sombra de dúvidas… mas a bipolaridade deste texto de dona Leitoa chega a ser excitante. Dois vírgula-mas e dois parágrafos repletos de números depressivos depois, nossa estupefante jornalista brinca de Ying-yang. Ó só:]

(…)

Já que não foi possível evitar a recessão, pelo menos é bom saber que o Brasil está entre os primeiros que saem. O consumo das famílias continua crescendo. Aliás está assim há 23 trimestres. Excelente número. [Bipolaridade define. Os dois parágrafos anteriores foram re-ple-tos de números tão lamentáveis sobre a indústria nacional que você tem quase vontade de dar um trocadinho pro queridoempresáriobrasileiro. Mas aí ela resolve contar que, há 23 trimestres (vamos combinar aqui que eu não vou ousar perguntar pra dona Leitoa quanto tempo duram 23 trimestres no planeta dela, OK?) a família brasileira está consumindo mais e mais. Ying-yang, preto-branco, números de-Míriam Leitão). Mas espere! A coisa ainda não acabou!Compare a última frase deste parágrafo com a primeira frase do parágrafo seguinte:]

A queda foi forte. [Na boa, como é que alguém ainda leva a sério uma pessoa capaz de escrever um texto desses? Ela simplesmente não sabe dizer se a coisa vai bem ou se vai mal!] No terceiro trimestre do ano passado quando se comparavam os ultimos quatro trimestres contra os quatro trimestres anteriores, o país estava crescendo a 6,3%. [Pega o teu trimestre, junta com o trimestre do vizinho, soma com o da professora, totaliza com o do empresário e divide pelo das famílias. Aí, pega o primeiro, passa pra frente, joga o último pra trás arrematando com o do meio. O que foi? Ah, me desculpem! Estou ajudando dona Leitoa a dar um nó na cabeça de seus queridosleitores... Mas eu também tô perdida aqui nessa trimestrança toda.] Agora a mesma conta [Iiiiihhhhh!! Pronto! A conta é a mesma ou é igual? Não me perguntem, tô mais perdida que aluno que não gosta de matemática sem uma calculadora pra ajudar os neurônios! E quando você pensa que dona lógica não poderia ficar mais perturbada com as explanações Porcínicas, dona Leitoa vaticina:] (…) O Brasil encolheu dois trimestres e agora voltou a crescer.[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!! NAONDE QUE O BRASIL ENCOLHEU?!?!!?!?!?!? Primeiro que, quando eu aprendi na escola, o Brasil tinha 8.511.965 km quadrados. Agora, o site do IBGE diz que o território brasileiro aumentou para 8.514.876,599 km quadrados. E dona Leitoa me chega e diz que o Brasil encolheu dois trimestres? Ma che!! Agora, o ano brasileiro dura só seis meses? E quanto valem esses seis meses que ainda tão valendo? Quem disse eu?] Vai crescer também nos proximos dois trimestres [Ufa! Se vai crescer mais dois trimestres, então teremos um ano inteiro! Ou não? Começo a achar que essa histornha do Tutty Vasques, de que “vai haver outubro”, não é exagero não, viu?] apesar de o ano terminar com um número que é na melhor das hipóteses estagnação [Ai, não! O ano vai acabar em 31 de dezembro? E depois, vai haver primeiro de janeiro de 2010, ou o ano que vem já começa em 19 de julho?]. O Brasil sentiu o baque da recessão global e esse baque chegou aqui há exatamente um ano quando quebrou o Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008. [Hummm… então foi isso! O Lehmann Brothers ficou com os trimestres brasileiros e, como faliu, não tem como devolver?]

Me recuso a remendar essa toba daí de cima!Pra fazer isso, vou ter que consertar as lamparinas do juízo de dna Leitoa – e essa capacidade eu não tenho! Não, senhor!


Já que não foi possível evitar a recessão, pelo menos é bom saber que o Brasil está entre os primeiros que saem. O consumo das familias continua crescendo. Aliás está assim há 23 trimestres. Excelente número.
A queda foi forte. No terceiro trimestre do ano passado quando se comparavam os ultimos quatro trimestres contra os quatro trimestres anteriores, o país estava crescendo a 6,3%. Agora a mesma conta mostra um número de apenas 1,3%. Mas é bom saber que o pior ficou para trás. O Brasil encolheu dois trimestres e agora voltou a crescer. Vai crescer também nos proximos dois trimestres apesar de o ano terminar com um número que é na melhor das hipóteses estagnação. O Brasil sentiu o baque da recessão global e esse baque chegou aqui há exatamente um ano quando quebrou o Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008.

Vamos lavar louça com a tia Iná?

terça-feira, setembro 8th, 2009

Sinceramente, não sei por que tanto oba-oba em torno de dona Tessália. qualquer coisa que ela diga vira um tsunami no Twitter.

Eu não sabia do que se tratava; após inteirar-me do assunto, percebi a falta de o conteúdo da moça, e resolvi ignorar. Simples e pacificamente.

Mas a Folha de SPaulo eu não ignoro, não! Como se não bastasse o conteúdo de odor questionável, a redação adicionou mais bosta ao caldo. Nesta página aqui está a história completa sobre a polêmica* (?!?!?!) do uso de scripts no Twitter (blablabla whiskas sachê blablabla pedaçinhos blablabla humano analfabeto blablabla). Mas vamos acompanhar a sopa de bosta:

* Minha tia tem uma teoria muito boa pra esses casos: “Isso é falta de louça! Se esse pessoal tivesse louça pra lavar em casa, não ficaria se preocupando com inutilidades!” Miacaaaaaaaaaaaabo com a tia Iná (Não, ela não é dicionário…)!!!
É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.
Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço de tempo –esperando que os internauta retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.
“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”
“Silicone”
“Sou contra [o uso de ‘script’]. A melhor definição provém do [apresentador] Marcelo Tas: é um silicone do Twitter. Você sabe que é falso, que não nasceu ‘peituda’. É como misturar massa com banana. Um milhão de seguidores com script não equivalem a um milhão de seguidores obtidos naturalmente”, observa o blogueiro Cris Dias, 36. A analogia, entretanto, é de autoria da blogueira e apresentadora Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net).
De acordo com ele, no caso de Tessalia, alguns usuários pensam que se trata de “uma ‘siliconada’ que se acha naturalmente gostosa”. “Ela fala como especialista em mídias sociais, e isso irrita algumas pessoas”, observa. “Eu não tenho opinião própria sobre o caso dela, vamos ver o que ela vai trazer de novo”. O blogueiro tem mais de 12 mil seguidores no seu perfil.
Mesmo assim, ele não acha que deva existir uma ferramenta que “monitore” o uso de scripts que inflam os seguidores. “Se eu te sigo no Twitter, não estou preocupado no seguidores, estou preocupado com o seu conteúdo”, analisa.
Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

(…)

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que, àqueles que entendem o real uso do Twitter, sou vista como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz. [é o tipo de frase que quem sabe escrever pouquinha coisa melhor vai tentar reescrever até ficar, no mínimo, menos dúbia. A tchutchuca que escreveu essa toba (Twitess ou autora da reportagem? Quem dá mais? A-rrá!) tava crente que tava abafando no àqueles com crase, mas crase não se aprende com scripts.]

Ela usou o método do “script” que adiciona muitas pessoas em um curto espaço [Harebaba!! Harebaba!! Tempo não se mede como superfície! Não existe espaço de tempo, o que existe é período! Pe-río-do! E não há necessidade de dizer período de tempo, viu? Isso já é pleonasmo!] de tempo –esperando que os internauta [Taí uma forma de fazer com que eu não implique com um gerúndio desnecessário. É SÓ ERRAR NA CONCORDÂNCIA, PORRAAAAAAAAAAA!!!] retribuam o ato. Hoje, seu perfil segue [Aiomeusaco!!! Perfil segue, é? Serve cafezinho, também?] mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

“Quanto às pessoas que me criticam pelo uso do script [Né por nada não, mas aquele àqueles lá de cima tá me cheirando a Twitess. Se ela craseou aqui embaixo, deve ter craseado lá em cima porque… sei lá, simetria? Beleza plástica? Mas essa crase daqui tá certa. Lá nos imrriba é que mora o problema!], digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts [Se considerarmos que script é uma entidade que segue, faz cafezinho, lava, passa, cozinha e chuleia, por que ele não haveria de se tornar consumidor numa sociedade capitalista, né?] . E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar” [hummm… crítica construtiva, né? que bom que ela aprende assim… ENTÃO APRENDE A ESCREVER, AMEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!] , afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter [é uma forma de ensinar aos scripts as prendas do lar, né?] . E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais. [Genteeeeeeeeeee!!! A twitess é uma moça booooouuuuuuuuaaaaaa!! Ela testa as coisas para outrem! Ah, quérida, eu tenho aqui um chazinho que não sei se tem arsênico ou não. Testa pra mim, por favor?]

(…)

Já Tessalia diz que enxerga problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas, com o tempo, e o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa deixarão de serem tidas como ‘monstros’ [Taí um caso de simetria de bosta! o texto tá mal-escrito lá em cima e encerra com chave de ouro prata bronze Galvão Bueno latão! e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

‘Bora reescrever a bagaça:

É o caso da publicitária Tessalia Serighelli, 22, que planeja abrir uma agência de mídias sociais. “Acredito que os que entendem o real uso do Twitter me vêem como visionária, sem medo de experimentar, errar, e finalmente, acertar a fórmula”, diz.

Ela usou o método do “script”-vírgula, que adiciona muitas pessoas em pouco tempo na esperança de que os internautaS retribuam o ato. Hoje, ela segue, em seu perfil, mais de 66 mil. Quase 70 mil seguem ela de volta.

Aos que me criticam pelo uso do script, digo que uma hora ou outra os anunciantes vão precisar usar scripts. E graças às críticas dessas pessoas eu vou saber o que usar e como usar”, afirma. “Criei meu Twitter para fazer testes, saber o que posso e o que não posso fazer. O @twittess é uma maneira de entender o comportamento humano no Twitter. E a única forma de aprender isso é testando. Coisa que as grandes agências e as grandes marcas têm medo de fazer. Eu criei uma personagem, e testei de tudo, e ainda vou testar muito mais.”

(…)

Já Tessalia problemas em “pessoas que não sabem usar [o ‘script’]. Mas-sem vírgula com o tempo-sem vírgula e com o amadurecimento das mídias sociais no Brasil, ferramentas como essa não mais serão tidas como ‘monstros’-vírgula, e passarão a fazer parte do nosso dia-a-dia virtual”.

E aí, quem vai lavar louça com a tia Iná?

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