Didática do trauma. Aula nº2: por que evitar “inovações”

Acho que o tranco funcionou da outra vez, e geral entendeu por que não se usar diferencial num texto.

Hoje a aula será para que se evite usar a palavra inovação.

Gente, nada contra inovações. Pelo contrário, elas são não apenas válidas como necessárias para nossa evolução.

Mas é que essa palavra vem sendo usada de forma tão vulgarmente frequente que enfraquece seu sentido.

Hoje em dia qualquer um diz que tá inovando. e, não raro, o substantivo inovação ou o verbo inovar são perfeitamente cortáveis e evitáveis na frase.

Quer um exemplo?

Objetivando disponibilizar um novo conceito em funcionalidade, a empresa tal, sempre inovando (…) 12 palavras para se iniciar uma frase sem nada dizer, apenas introduzir a grande novidade – e geralmente essa grande novidade não tem nada de mais.

Ah, dona Bruxa, eu gosto muito de inovar. Acho que essa palavra valoriza meu texto e vou continuar usando, dirá você, ameba.

E é neste momento que eu entro com minha didática do trauma.

Quer inovar, ameba? Fique à vontade. Mais uma vez, junte-se ao Ego (gente, o Ego tá se tornando meu parceiro de didática de traumas, hein?) :

Solange Gomes não para de inovar[Nuoooooooooooooooooooooossssaaaaaaaa! Ela não só inova como não para de fazer isso! Mal posso esperar pra ver qual a inovação implementada pela mocinha!]. Depois de participar de um reality show transmitido pela internet[Viram? Essa foi a inovação número um!] , a modelo ataca de atriz[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH A MODELO ATACA DE ATRIIIIIIIIIIIIIIIIIZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!! Mó inovação, hein? Hum?] . Ela foi convidada para participar do curta[trocadilhos com curta/longo? Não, deixa prá lá, não é o caso…] “Tensão Misteriosa”, dirigido pelo humorista Charles Daves. Nele, Solange vive Amália, uma empresária bem-sucedida que perde sua fortuna por ser viciada em jogos de azar.

Então, funcionou de novo?

Próxima vez que você escrever inovação ou qualquer palavrinha dessa família você vai se lembrar de Solange Gomes.

E aí, continua curtindo usar inovação de qualquer jeito? Ah, não? De nada.

(Pensar que ela foi aluna de química do Amedeo, e de matemática do Zilmar…)



Um comentário sobre “Didática do trauma. Aula nº2: por que evitar “inovações””

  1. Ju comentou:

    Dona Bruxa…

    Primeiro, um protesto explícito (ou seria pura ranzinzisse minha?)! Eu fui aluna de química do Amedeo (Portanto, por motivos óbvios, sua veterana de CIC! heheh) e, PLISI, nosso amadíssimo professor nada tem com o fato das criaturinhas não terem neurônios, né? hehe

    Mas, escrevo este comentário para contribuir (Inovar? hehe) com este respeitabilíssimo espaço de conhecimento,diria eu, de utilidade pública!

    Ando repensando, e muito, a inclusão digital, viu… Por quê? Veja o recebi, hoje, por e-mail… Dá uma lida:

    “Oi gaticima voçê paresse ser uma mulhér muito sençual nao quer me conhesser???? podemos se divertir muito junto!!!!!!!!!!!!!!”

    Uma AMÉBA ACÉFALA semianalfabeta como esta deveria ser proibida de usar um computador, não concorda? Fala sério…

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