Miguel, o anjo faxineiro, também colou meleca na cruz

Daí que um dos frequentadores deste caldeirão não é um mero ectoplasma suíno. Não, senhor! O Miguel foi promovido a anjo, e faz uns bicos de faxineiro aqui no Objetivando Disponibilizar. Toda vez que encontra uma minúscula onde deveria ter uma maiúscula, lá vai o Miguel espanar a sujeira! Ele é um chaaaaaaaaaaaaaato – mas quem sou eu pra reclamar? Eu também sou!

Só reclamo quando ele implica com o cachorro – meu cachorro é quem manda em casa, oras bolas!

Mas, enfim, na vida real Miguel já foi revisor, num passado cujas memórias não lhe são agradáveis. Esta é a meleca que ele colou na cruz. Pelo menos serve pra gente se divertir. Ouçamo-lo (BLEARGH! QueÊncliseHorrorosaaaaaaaaaaaa), pois:

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria “Jura que é isso que você quis dizer?”. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:
“A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres”. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que: a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneado por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)
Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?
Chega.
Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Então, Dona Bruxa, eu tava à toa, daí resolvi passar uma vista d’olhos nos fundão do seu blog. E eis senão quando deparo-me com a categoria Jura que é isso que você quis dizer?. Quase tive uma síncope: é que essa era a categoria que eu mais odiava nos nada saudosos tempos em que, duro, liso, leso e tendo perdido a namorada pra outro, eu era obrigado a me prostituir fazendo revisão de textos. Pois é. Dessa época inglória restaram-me algumas lembranças péssimas, mas tão indeléveis quanto os primeiros olhares dos primeiros amores a que me lancei, à bolina. Uma dessas lembranças quero dividir com você. Originou-se da mente conturbada de uma professora doutora em História da UFRJ. O texto dela, posto que bem embasado, era um cipoal de coisas estranhas e sem nexo. Limitei-me a corrigir gramática e sintaxe e mandei a semântica às favas. Ao exemplo, pois:

A elite senatorial romana alimentava-se de elementos eqüestres. Como diz a Íris, minha filha (foi ela que me mostrou seu blog primeiro): Não é meigo? A moça da UFRJ disse que os senadores romanos comiam cavalos. Nada de mais, se ela não pretendesse dizer que a elite senatorial romana era composta por homens oriundos da ordem eqüestre. Abre parênteses pra reclamação: (Na época eqüestre tinha trema, essa coisinha graciosa e útil que um bando de senhores gagás, capitaneados por Tio Antônio, achou por bem eliminar. Fecha parênteses.)

Ah, desculpe. Eu só quis dividir com vc minhas memórias do caos. Qualquer dia te falo do tipo pedante e ininteligível que escreveu umas seiscentas páginas sobre uns tais caracteres de Fohi, interpretados por Hegel. Coisa de filósofo que cheirou todas (e eu revisei, mein Gott! Foi o fim da minha carreira de revisor, claro)… Sem contar um livro de Luhmann, um alemão que não diz coisa com loisa, que fui obrigado a ler para um seminário. Eu só conseguia anotar nas margens: Bebeu o quê? Cheirou o quê? Bebeu e cheirou o quê?

Obrigado por me ouver, dona Freud. Expurguei um bocado de fantasma aqui.

Como vocês podem ler, acho melhor eu reunir um mutirão para faxina de meleca de cruz. Só assim a gente expurga os fantasmas do passado, e se livra das amebas escreventes…

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