Objetivando modernizar (ou Porra, Folha!)

Gente, tadinha da Folha! O Eliézer Ambrósio dos jornais impressos tá perdidinho da silva! Num sabe quemcossô, oncotô, proncovô

Culpa dessa menina Internéte, que desvirtuou o belo caminho dos excelsos jornais impressos brasileiros. Agora, qualquer um tem acesso a qualquer tipo de notícias em qualquer lugar, a qualquer hor… CRISTORREIMESALVA! SAIPRALÁ, CLICHÊ!!!!

Ai, mals aê, galera! É que o texto de apresentação do novo (sic) formato da Folha de São Paulo é de uma ruindade contagiante. Ruindade não no sentido de maldade, é no sentido de troço ruim, mesmo!

As idéias estão concatenadas de forma a se desconectarem, e o texto se conclui num mega-chavão pra deixar bem claro que a Folha é e sempre será essa publicação… por assim dizer… smartona.

Senão, vejamos o texto disponível neste link aqui. E quando você se dá conta de que o autor é simplesmente o EDITOR-EXECUTIVO DO JORNAL a vontade de chorar só faz crescer. Mas vamos lá:

Informação exclusiva de cara nova [Tá bom. Então é só a informação exclusiva que vai ganhar roupagem nova? A informação que sair publicada na Folha e em todos os outros jornais do Brasil – quiçá do mundo – vai ficar com cara velha?]
SÉRGIO DÁVILA
EDITOR-EXECUTIVO [brrrrrrrrrrrrrrrr…. perdão, correu um arrepio por toda a minha espinha agora. só de pensar que o editor executivo do jornal escreve assim… brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr]
A Folha mudou [Taí um verbinho perigoso de se usar assim, intransitivo… suscita interpretações mil! Mas deixemos minha ansiedade de lado, dotô Sérgio vai se explicar. (Vai?)]. O jornal que você tem em mãos neste domingo traz as letras cerca de 12% maiores, em um formato e com uma diagramação que deixam a leitura mais fácil [as entrelinhas dizem: Leitor, você é cego, disléxico e burro. Pra quebrar o seu lado, aumentamos a letra. Na próxima reforma, vamos usar apenas desenhinhos, combinado?]. Os títulos são mais fortes [donde se conclui que os títulos anteriores eram fracos (leia-se uma bosta)] , a hierarquização das reportagens é mais clara [ai, que lindo isso! hierarquização clara de reportagens! É de comer ou de beber? E QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PRO LEITOR, CÁSPITA?!?!?!?!?!?!?!?!?] , a identidade entre os cadernos [impressão minha ou ele disse aqui que todos os cadernos de diferentes editorias são idênticos entre si? ou seja: economia, política e cinema têm tratamento igual? Reparem que nós estamos na TERCEIRA FRASE DO TEXTO!!!] , mais evidente. As fotos ficaram maiores e os quadros informativos, mais limpos e didáticos.[lido nas entrelinhas: já estamos ensaiando a próxima reforma, viu leitor? Os desenhinhos estão ganhando espaço!]
As mudanças também são editoriais. O noticiário político passa a ser agrupado sob o título de Poder, o caderno de economia é rebatizado como Mercado [aproveito para parafrasear Luis Fernando Verissimo e lembrar que os cadernos poderiam se chamar Maria Helena e Luíza Renata, não faria diferença. O que importa é o conteúdo. Cadê o conteúdo? qual a diferença do conteúdo antigo pro conteúdo atual?], Esporte ganha formato tabloide [e isso lá é mudança editorial? zifio, essa informação deveria estar no parágrafo anterior ou, então, retrabalhada aqui, porque você começou este parágrafo com ênfase nas mudanças editoriais – que, diga-se de passagem, inda num deram as caras no seu texto…], menor e mais ágil [COMO ASSIM UM CADERNO É MAIS ÁGIL? ELE CORRE? TEM PERNAS? DOMINA A ARTE DO TELETRANSPORTE?!?!?!?! AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH, FUJAM PARA AS MONTANHAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSS], Tec reunirá às quartas-feiras tendências [TAVA DEMORANDOOOO!!! CHEGOU A TENDÊNCIAAAA!!! CADÊ O BONDE PRAS MONTANHAS QUE NÃO CHEGOU, DEUSDOCÉU?!?!?!?!?!] do mundo digital e o jornal estreia um novo suplemento, a Ilustríssima, que trará aos domingos o melhor em cultura, ensaios e reportagens de mais fôlego [é isso aí! Enquanto o caderno de esportes está mais ágil, o caderno Ilustríssima ganha mais fôlego! Mal posso esperar pra saber quem é o personal trainer dos cadernos da Folha!] .
Além disso, 29 novos colunistas passam a escrever no jornal. São nomes como o de Fabio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Banco Santander no Brasil, a atriz Fernanda Torres, que comentará as eleições presidenciais, a jovem escritora Vanessa Barbara, que resenhará programas de TV, e o cadeirante Jairo Marques, um sucesso do meio on-line.
O caçulinha João Montanaro, de 14 anos, levará o traço precoce de seu cartum à nobre página 2 do jornal, onde ocupará um espaço que já foi de Glauco (1957-2010), será vizinho de feras como Angeli e integrará um time de ilustradores que conta com Laerte, Adão Iturrusgarai e Caco Galhardo.
Eles vêm se juntar ao maior e mais eclético [vou poupar meus leitores de piadinhas e trocadilhos com este eclético daí, OK?] grupo de colunistas da imprensa brasileira, nomes conhecidos do leitor, gente como José Simão, Clóvis Rossi, Carlos Heitor Cony, Eliane Cantanhêde, Gilberto Dimenstein, Janio de Freitas, Danuza Leão, Mônica Bergamo, Barbara Gancia e Tostão.
A nova forma e o conteúdo renovado são resultado do esforço [pode ser preconceito meu, mas esforço é uma palavra que sempre me remete a prisão de ventre…] de centenas de profissionais, que trabalharam por milhares de horas durante os últimos 12 meses, sob orientação de Otavio Frias Filho, diretor de Redação, seguindo o projeto visual da designer gráfica Eliane Stephan, com a coordenação de Fabio Marra, editor de Arte do jornal, e do jornalista Naief Haddad. [Tá. Mas CADÊ AS MUDANÇAS EDITORIAIS PROMETIDAS, CRISTORREI?!?!?!?!?! Ou vai me dizer que a grande novidade aqui é o personal trainer dos cadernos?!?!?!?!?!]
A mudança acontece num momento em que a Folha promove a fusão orgânica [Alguém desenha, por favor? Como a Folha promoveu esse troço de fusão orgânica? Estou com medo disso… meus neurônios fervilham com as imagens de José Simão se fundindo organicamente com Eliane Catanhêde, ou Gilberto Dimenstein fundindo-se organicamente com Barbara Gancia… tô quase apostando que a Folha misturou Activia nessa fusão! Lembrem-se que esse troço todo é resultado do esforço da galera…] entre suas equipes de jornalistas do meio on-line e do impresso, o primeiro grande jornal brasileiro a fazer isso de fato.[HEIN?!?!?!? OS OUTROS JORNAIS JÁ FUNDIRAM JORNALISTAS?!?!?!?! COMO? POR QUÊ? PRÁ QUÊ?]
A ideia é transformar a Redação num centro captador de notícias que funcione 24 horas por dia e produza informação de qualidade para qualquer plataforma [Grito nº1:  E A FOLHA CHAMA ISSO DE FUSÃO ORGÂNICA?!?!?!?! TRAGAM UM PROFESSOR DE FÍSICA QUÂNTICA, PELAMORDEDEUS!!!! Grito nº2: E SÓ AGORA A FOLHA RESOLVEU TER UMA REDAÇÃO QUE PRODUZ NOTÍCIAS DE QUALIDADE?!?!?!?!!?!?! Meu Deus, será que ela vai conseguir tal feito? Ah, tô aqui na torcida, viu?] , seja ela o papel, que é e continuará a ser a vitrine [#facepalm. Tio, vou desenhar: papel é feito de celulose. Vidro é ooooooooooooooooooutra coisa, feita de sílica. O papel não é vitrine. Aliás, qualquer vitrinista sabe que papel serve pra TAPAR VITRINES. Ai, gente, sério que o editor executivo da Folha de SPaulo escreve com essa clareza âmbar?] principal da marca Folha, o on-line, agora rebatizado de Folha.com, ou em smartphones e tablets, por torpedos e e-mails e o que mais for inventado [quer dizer que até agora o que a Folha vinha fazendo na Internet era obra de amadores?].
[Preparem-se porque o âmago do quemcossô-oncotô-proncovô está no parágrafo que começa agora:] Parte dos textos está mais enxuta, maneira de resumir os acontecimentos da véspera sem fazer o leitor perder tempo e paciência [hhmmmpfff… sério que vocês vão conseguir isso? Ó, na boua, tô torcendo aqui pra vocês, viu?]. Parte está mais analítica [EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPPPPPPPPPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! A Folha tá bipolar? O texto tá enxuto mas tá analítico? o texto enxuto é resumido e não irrita o leitor, daí vem o analítico pra irritar o leitor, e tirar tempo e paciência dele?!?!?!?!?! Doctor Jeckyll and Mr. Hyde? Ou caberia aqui uma explicação mais delongada, mais pormenorizada, sobre como, onde e por quê (olha o lead aí geeeente!) os textos serão assim e/ou assado, né, senhor-doutor-editor-executivo? Taqueopa….], um dos pilares [iiiiiiiihhhhhhh…. um dos pilares… olha a clichetaria grudando no texto!] do projeto novo, que priorizará a contextualização e a interpretação do fato conhecido. [contextualização e interpretação do fato conhecido! vinte sílabas em seis pomposas palavras pra dizer um troço que é pura obrigação de todo e qualquer jornalista, quer ele escreva prum jornal de renome nacional ou um bilhetinho pra namorada!]
O leitor escolherá seu caminho [Ai, jura? Puxa, obrigada, viu? Cês são legais paca!], o mais rápido, mas de qualidade, ou o mais profundo, mas compreensível [leitura das entrelinhas: caberá à Folha largar o leitor na encruzilhada! Eparrê-iansã!] ; ambos serão contemplados pelo jornal.
Uma coisa, porém, não muda: o compromisso diário da Folha de buscar a informação exclusiva [rufar de tambores… preparem-se para a retumbância tonitruante do chavão dos chavões de toda e qualquer reforma editorial ou visual de veículo de imprensa…] , o furo de reportagem [a expressão cláááááááááááássica que aparece cada vez que surge um novo veículo de comunicação na face da Terra. Não, não é o furo de reportagem.] , o enfoque único [Tá chegaaando! Olha o enfoque único abrindo alas pro Uber-Deus de todos os chavões jornalísticos, gente! (Ai, eu até me emociono nessas horas!) é ele, oooooooooooooooooooo….], o olhar diferenciado [YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! – NOT!]. A matéria-prima do jornalismo de qualidade é a informação única. Que você passa a receber de cara nova.
Novíssima! [Naonde, zifio? Naonde? Esse texto é espuma pura! Cadê o conteúdo?!?!?!?!?!?]
Tá pensando em acordar mais cedo pra comprar jornal com cara nova e notícia velha e bipolar? Dica: puxe o edredom pra cima da orelha, vire pro outro lado e estique o seu soninho. Vai por mim. Cê sai no lucro.
PORRA, FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!!!!


13 comentários sobre “Objetivando modernizar (ou Porra, Folha!)”

  1. Tatiana comentou:

    O mesmo lero lero de sempre, pra dizer que nada mudou, mas eles fizeram uma bela maquiagem em tudo e chamaram de inovação, não é? Só tô esperando pra saber o que a Fernanda Torres tá fazendo aí como comentarista dos presidenciáveis. É uma coluna de humor? Ou o troço é sério???

  2. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Quando alguém fala em olhar diferenciado eu já sei que não tem nada de mais, mesmo… quanto à Fernanda Torres, me fiz a mesmíssima pergunta…
    Bjoqiunhas – nos vemos em Brasília! 😀 \o/

  3. A “grande mudança” da Folha « Ionosfera da Mídia comentou:

    […] Morte ao texto mal escrito! O editorial de Sergio Dávila chegou a causar ira. Há um bocado de exagero, mas com uma boa dose de […]

  4. Victor Amatucci comentou:

    Você faz isso muito bem!

    Mas os editoriais da Falha são completamente ilógicos, em geral. Hoje, por exemplo, ao comentar a recente descoberta científica sobre reproduzir o DNA de uma bactéria, o cara me faz uma comparação com um computador que troca de HD!!!

    Porra Folha! Porra! Porra! Porra!

    rsrs

    []’s

  5. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    quer dizer, então, que o zifio da Folha consegue, se necessário, estabelecer uma comparação entre cadeiras e melancias? Exercício de rococó embromêixon? Vixemaria…

  6. Jussara Simões comentou:

    E aí, garota? Obrigada pela visita. Saudades de mim? 😉

  7. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Olá! Quem agradece a visita sou eu, oras… como andas? Tá mais calminha com o fim do Big Brother?
    Resolveu respeitar o direito de os outros assistirem o que quiserem, ainda que o que os outros apreciam não seja o que lhe apraz?

  8. Jefferson comentou:

    Só tenho uma coisinha pra dizer da tua análise: Perfeita!

    Não tem jeito, sempre me delicio com ótimas observações sobre textos malucos e malacabados quando venho aqui, isso é certo.

  9. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    \o/ Pois seja sempre bem-vindo, zifio! 😀
    Obrigada pela visita!

  10. Jussara Simões comentou:

    Todos têm o direito de assistir o que bem entenderem, contanto que não venham me contar em capítulos o que se passa nesses programas. Eu não incomodo ninguém contanto em minúcias os livros que leio, incomodo? Eu tenho o direito de ler os meus livros, mas NÃO TENHO o direito de incomodar ninguém contando o que há nos livros.

  11. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Você leu porque quis…

  12. Jussara Simões comentou:

    Já vi que você é daquelas que jogam lixo na rua. Só vê quem quer, não é mesmo? Quem não quiser o seu lixo, que se mude. Não sei mesmo o que você foi fazer no meu blogue se lá não tem cenas explícitas de voyeurismo.

  13. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Acho que quem não entendeu como usar o twitter foi você.
    E não sei de onde vc tirou que eu tenho ido ao seu blogue…

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