Os magos patológicos do Copom (1)

[Aviso: post longo. Fuja enquanto é tempo…]

Enquanto bruxa praticante de bruxarias, nunca tive saco pra aturar papinho pedante de magos. Incluo nessa categoria os auto-intitulados semideuses do Conselho de Política Monetária do Banco Central, aquela assembleia que todo brasileiro conhece como Copom.

Uai, eles são magos, sim… nunca parou pra botar reparo nesses detalhes, não? Então, espie só: eles se reúnem em intervalos de 45 dias, durante dois dias cabalísticos, numa sala desconhecida e isolada. A reunião rola em caráter secretíssimo… Dizem que ela acontece no prédio do Banco Central, mas há quem jure de pés juntos que existe um lugar nos arredores de Brasília, região que tem uma energia especial para encontros esotéricos, onde os magos se reúnem com seus caldeirões para conjurar os ensinamentos dos antigos druídas e…. ora, deixemos essas questões mágicas prá lá. Isso aqui não é lugar pra falar de cabalismos. Falemos de textos mal escritos, pois!

Enfim, como eu dizia, sempre me apoquentei com essa turminha dos magos do Copom. Se acham o máximo, mas com todo seu poder, não são capazes de perceberem a influência do feitiço Faça-se a bosta! em seus textos – e em seus atos (ou suas atas, como queira), mas deixa prá lá. Pois é. São o supra-sumo das amebas escreventes: as amebas escreventes com pedigrée.

Descobri isso ao ler, no blog Escrevinhador, do Rodrigo Vianna, o texto Morte ao coponês, do José Paulo Kupfer. O link pro texto do Kupfer é este aqui.

A ata do Copom, como diria o pessoal do Te dou um dado?, me deu Vergonha Alheia. Os membros do Copom são seres supostamente iniciados, técnicos, especialistas no que fazem. Mas no afã de empolarem o texto para escreverem bonito, acabam trocando os pés pelas mãos. E se esquecem que a redação desse texto é crucial para o futuro dos caminhos da economia do país – portanto, a ata do Copom deve ser escrita de forma simples, precisa, concisa, objetiva e direta. Sem mais delongas. E sem nenhum rococó. As palavras empregadas devem ser as mais simples possíveis, para que não haja margem para duplas interpretações. Não é? Pelo visto, não é assim que os senhores doutores economistas entendem a bagaça… eles se esmeram tanto em empolar o texto que nem as consultorias em economia conseguem entender do que se trata. Afinal, decidiram que vai ser verde ou amarelo?

A seguir, vou pinçar partes do texto do Kupfer para fazer comentários de minha própria lavra, dentro dos meus queridos colchetes azuis. Mais uma vez, não vou tentar reescrever este troço de maneira inteligível. Este é um caso típico de devolver o texto pro autor e mandar o sujeito reescrever tudo, desta vez em português fluente! Mas em outro post, para que vocês não me acusem de verborragia terminal…

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