Chana muda de nome

novembro 9th, 2011

Tava fazendo um post sobre a importância do cujo na vida dos lusofalantes, mas encontrei essa notícia que, se por um lado é triste, por outro é delicioso ver como o moço redatô se esforça pra fugir do palavrão.

A história é a seguinte: era uma vez uma montadora chinesa chamada Changan. Em 2006, ela resolveu vir para o Brasil e – não me pergunte por que – decidiu que aqui seria conhecida como Chana. A coisa ficou ainda mais errada se você observar aqui que o logotipo da Chana era meique contraditório. Eu sei que muitos de vocês podem não estar acreditando no que estão vendo, mas a Chana foi tão real no Brasil que até jingle (não ria! É sério!) teve! E, por só vender miniutilitários, caminhõezinhos e quetais, seu primeiro slogan foi: ” … um grande mercado esperando de portas abertas pra você entrar… ” (para de rir, que coisa! Tô falando sério!!! Clica aí no vídeo abaixo que você vai ver!!!)

Mas depois de cinco anos no Brasil, Chana mudou de nome. Provavelmente não suportou o bullying.

Enfim, vejam como o site da Auto Esporte se esforçou pra não dar destaque ao palavrão – vale até mudar o gênero da Chana:

Em 2006, a Changan foi a primeira marca chinesa a chegar ao Brasil. Mas decidiu adaptar seu nome ao mercado local, e virou Chana [Eu também não entendi qual a lógica de adaptar o nome ao mercado local e batizar a empresa de Chana. Aceito teorias – pouco viajantes, por favor)]. Agora, cinco anos depois daquele [Só eu percebi o sarcasmo sob esse daquele enfiado no texto?] Salão do Automóvel de São Paulo, a montadora decidiu adotar o nome original da companhia. A importadora [peraê! Foi a importadora ou a montadora? A montadora decidiu e a montadora acatou? é isso?] não informou o motivo da mudança [Cejura? Por que será, néam?], mas muitos especulam [Muitos = o autor desse texto, eu, você e todos os que lerem o nome Chana associado a uma montadora de automóveis] se não seria pelo trocadilho infeliz [trocadilho OK, tudo bem. Mas acho que infeliz não é um bom adjetivo não, viu? Divertido fica melhor, né não?] que o nome tem aqui no Brasil.

O presidente da Tricos Districar, no entanto, [Traduzindo: a montadora é legal com nóis, e nóis num pode ficar mal na fita. Vamos melhorar o tom do texto e elogiar a empresa?] defendeu que a marca foi bem aceita no país [aêêêêê!!! Muito bem!!!]“Ao contrário dos comentários iniciais sobre o nome [iniciais, finais, de meio, de cima, de baixo…. seja qual for a posição dos comentários, os comentários serão os mesmos], à época de sua apresentação no Salão do Automóvel de 2006[eu trocaria esse a craseado, viu? Em vez de à época, escreveria “desde a época”. Tipos: mais realidade, saca?] , entendemos que o consumidor brasileiro aceitou muito bem os veículos do Chana[O Chana? Pra disfarçar o palavrão o negócio é trocar o gênero da… perseguida Chana? Então, tá!]   ”, explica Abdual Ibraimo. “Mas é chegado o momento da mudança[Leia-se: as piadinhas tavam ficando insuportáveis] , até porque, ao adotar Changan, vamos utilizar o fato desta montadora ser a 1ª da China em miniutilitários e a quarta entre os construtores de veículos daquele país”, completou o presidente.[Aí você arremata com uma numeraiada corporativa, fica bem na fita da empresa e desconversa o trocadilho]

Além do nome, [Sentiu que o nome é a coisa mais importante a ser apresentado na feira, né? Geral usa feira pra lançar produto novo, relançar produto velho e dizer que é novo e tals, mas o mais importante dessa empresa é anunciar NOME novo!] a Tricos Districar apresentará também na 18º edição da Fenatran (Feira Internacional do Transporte) as linhas de miniutilitários, [ e aqui começa o blablabla whiskas sachê pereré pão duro].

Enfim, eu achei por bem compartilhar isso aqui com vocês. Um cadim de diversão faz mal a ninguém, né?

E pra encerrar, uma foto da Chana:

(P.S.: Pensando num trocadilho com Chana? Acho que alguém já teve essa idéia….)



Quem fumou o quê?

novembro 9th, 2011

Aí você lê um troço desses publicado aqui (que me foi enviado pela dileta e ravissante professora Ju Sampaio, a Dora Avante deste caldeirão 😀 ) e fica pensando quem fumou o quê, por exemplo?

Ou, melhor: o que realmente faz mal aos neurônios?

 



Raridade…

novembro 7th, 2011

Recebi o link para esta verdadeira obra literária via Twitter. E faço questão de compartilhar com vocês, porque é muito raro encontrar textos desse nível num jornal diário, ainda mais produzido por um repórter.

A redação é de uma leveza doce que te leva no colo com todo carinho, linha por linha, até o fim.

E você acaba de ler esse texto com um sorriso no rosto, e uma leveza n’alma…

Ele foi publicado originalmente aqui. O autor da obra chama-se Christian Carvalho Cruz. Eis sua obra:

Aos cuidados do Chacrinha
O porteiro de poucas palavras disse a Lula tudo o que tinha para dizer: ‘O senhor está bem?’

É baixinho e todo quebrado o jeito de o Osvaldo falar. Um acaipirado doce nos erres que ele inventa, nos esses que ele esquece, nas concordâncias que ele deixa pra lá. E de uma economia desgramada. Palavra, ponto. Palavra, outra palavra, ponto. Silêncio. Ponto. Quer ver só? Como foi de Finados, Osvaldo? “Iguar”, ele diz. O que você fez? “Fui na campa”. No cemitério? “É. De Vargem Grande.” E quem fica lá? “Tenho seis gaveta.” Mas quem está nelas? “Ninguém. Tudo vazia.”

Aos engasgos, e chegando o ouvido bem pertinho dos sussurros dele, você vai sabendo que o Osvaldo não tem a menor intenção de fazer esse passeio em definitivo. Mas gosta de ir ver o lugar onde um dia, absolutamente contra sua vontade, passará mais tempo do que já passou na portaria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Dos seus 83 anos, há 52 ele trabalha ali. Nenhum dos 3.740 colegas, incluindo os 155 médicos, tem mais tempo de casa. Tampouco tem o cargo do Osvaldo: capitão-porteiro Osvaldo Luiz de Melo. Assim ele foi contratado em 1958, assim ele permanece, único – mesmo 17 anos depois de oficialmente aposentado. Não está na hora de descansar, Osvaldo? “Não, senhor.” Por que não? “Descansá cansa. Mió trabaiá.”

Então lá está o Osvaldo trabalhando. Boa parte do tempo ele fica do lado de fora do saguão, sentado. Ele, o quepe dele e a corrente de vento. “Tá frio, mas tá gostoso.” Recebe os pacientes, abre a porta do carro para eles, ensina os caminhos, pega a cadeira de rodas, volta, empurra até o andar desejado, pega o carrinho de malas, empurra também, elevador. Vai num jeito meio bambo de andar por causa da artrose na coluna e ligeiro quanto pode dentro do seu terno azul-marinho com camisa branca e gravata de nó grande. Sempre quer saber: “Como o senhor se sente?” E sempre tranquiliza: “A senhora não se preocupe. Os médico aqui são tudo bão, a senhora logo fica boa”. Se custa um pouco a chegar paciente, ou se os outros quatro colegas encarregados dessa primeira assistência lhe tomam a frente, o Osvaldo se impacienta.

“Vou lá dentro ver se precisam de mim.” Aí o mandam buscar alguém que recebeu alta. “Marca aí”, ele pede, apontando o dedo pro Ubirajara Américo, funcionário que comanda o vaivém na portaria. O Ubirajara Américo explica: “Quando eu designo um assistente para um serviço em outro andar eu anoto o horário da ida e da volta. Não tenho que fazer isso com o Osvaldo, mas ele fica bravo se não faço, briga comigo, diz que desse jeito vão achar que ele está se encostando”.

Duro o Osvaldo se encostar. Nem sentar nos sofazões de couro da recepção ele senta. Jamais. Se você insistir muito, muito mesmo, ele se abanca no máximo no braço de um deles. Daí não passa. O Osvaldo, que mora em Cotia, a uns 30 quilômetros do Sírio, trabalha dia sim, dia não, em turnos de 12 horas. Pega às 8h e larga às 20h. “Ele chega 15 minutos mais cedo e fica ao lado do relógio de ponto até dar o horário correto”, conta a Marina Muto, gerente de atendimento do Sírio e chefe do Osvaldo. É ela que às vezes, com muito jeito, pede pro Osvaldo diminuir o número de broches que ele gosta de pendurar no paletó. Corinthians, Palmeiras, PT, PSDB, Unimed, TFP, United Steelworkers (o sindicato dos metalúrgicos americanos) – todos convivem numa harmonia de dar gosto na lapela do Osvaldo. E isso tem pouco a ver com a boa-pracice radical dele, ou com um desejo inconsciente de agradar a todo mundo. Os pins são um momento íntimo do Osvaldo, uma rara conversa dele com ele mesmo sobre o desempenho de sua missão. São as suas medalhas – que ele conquista e exibe como prova dos bons serviços prestados. “O trabalho é a vida dele”, conta o José de Melo, o filho que leva e traz o Osvaldo, de carro. Não há metáfora aí: “Se tirarmos o trabalho dele, estaremos tirando a vida dele.”

O clínico geral Alfredo Salim Helito, o único médico do Sírio – e, portanto, do mundo – cujas recomendações o Osvaldo segue (em relutantes doses homeopáticas), assina embaixo. “Se ele não morrer no trabalho vai ser vindo ou voltando dele.” Diabético, hipertenso e com a severa artrose na coluna, por ordem do doutor Salim o Osvaldo deveria carregar apenas papéis. Nada de malas. “Só que eu canso de surpreendê-lo em flagrante delito pelos corredores do hospital. Ele sorri, eu o repreendo e sei que ele vai reincidir”, diz o médico, bem-humorado. Nos irritantes dias de folga, o Osvaldo fica em casa mexendo e remexendo no álbum de recortes, fotos e recordações do Sírio que ganhou da família no aniversário de 80 anos. “Ele não lê, não ouve música, não assiste à TV. Quando muito, vai ao portão à tardezinha olhar a rua.

Basicamente, ele espera o dia seguinte chegar para ir pro trabalho de novo”, conta o José. Se pudesse você moraria no hospital, Osvaldo? “Sim, senhor.” Por quê? “O senhor me acompanhe.” O Osvaldo me conduz até a portaria antiga do hospital, hoje transformada em memorial, com fotos e bustos de bronze dos fundadores. Foi ali que ele começou como porteiro, depois de ter sido pedreiro numa das obras de expansão do Sírio. “Meu pai”, ele aponta para um retrato a óleo pendurado na parede. É o doutor Daher Cutait, diretor clínico do Sírio por quase 40 anos, que só deixou o posto quando faleceu, em 2001. O Osvaldo olha para ele e quer ser eloquente desta vez: “Em 1994, quando me aposentei, o dotô Daher reuniu a turma e falou: ‘O Osvaldo se aposenta hoje, mas vai continuar aqui. Enquanto eu viver, ninguém mexe com ele. E depois que eu morrer, se vocês me consideram, também não’. Então eu tô aqui. Admiro o dotô Daher”. Mas o palavrório durou pouco, porque o Osvaldo voltou à sua quietude tão logo se viu cercado por duas entusiasmadas funcionárias dispostas a sapecar bicotas nas bochechas dele. “Tá famoso, hein Chacrinha?! Vai sair no jornal…” Chacrinha, Osvaldo?! “Apelido.” Como assim?! “As piada que eu contava.” Sei. “E também porque ele foi sempre desse jeitinho, baixinho, redondinho, fofinho”, explica melhor a auxiliar de enfermagem Estela Regina Rita dos Santos, 35 anos de Sírio, uma das beijoqueiras.

Médico o Osvaldo nunca quis ser. Chegou a sonhar com os filhos (duas meninas e um menino, que lhe deram quatro netos e quatro bisnetos) metidos no jaleco branco, mas a realidade não permitiu. Em vez disso, ele e d. Maria Marieta, com que está casado há 60 anos, passaram a vida dando um jeito aqui e ali para conseguir internações e consultas com os médicos do Sírio para os vizinhos mais precisados. O Osvaldo conhece todas as especialidades e especialistas do hospital, e não se enrosca na hora de orientar os pacientes que chegam meio perdidos. “Dotô fulano? Médico da pele.” “Dotô sicrano? Médico do olho.” “Dotô Beltrano? Médico dos instestino.” E assim vai. “Uma vez um paciente que eu nunca tinha visto me bateu à porta do consultório. Contou que precisava de uma cirurgia delicada e tinham me indicado para realizá-la”, relembra o gastroenterologista Raul Cutait, filho do doutor Daher Cutait. “Eu quis saber quem havia feito a indicação e ele respondeu: ‘Aquele senhor de quepe lá da portaria. Pela cabeça branca, supus que ele trabalha há muito tempo aqui e fui lhe perguntar quem era bom nesse hospital para cuidar do meu problema. Ele me garantiu que com o doutor Raul Cutait eu estaria em boas mãos’.” Um craque.

Você gosta de futebol, Osvaldo? “Não, senhor.” Por quê? “Caus da veiz que o Pelé internou aqui.” O que aconteceu? “Ele chamou tudo nóis de trouxa, aí parei.” Chamou quem de trouxa? “Disse que os torcedô parece trouxa, que fica brigando de soco no campo. Aí parei.” E você fuma? “Não, senhor.” Bebe? “Só uma vez.” Quando foi? “Era criança.” Se sentiu mal e nunca mais bebeu? “Nem tonto fiquei, mas o patrão viu.” E finalmente eu entendi um pouco a relação do Osvaldo com o trabalho. Quando ele tinha 15 anos e trabalhava numa fazenda em sua cidade natal, Paraíso Garcia, perto de Curralinho, em Minas, o filho do patrão o convidou para fazer uma visita ao alambique da propriedade. O amigo entornou até cair. O Osvaldo diz que só deu um gole e precisou carregar o sinhozinho para casa.

Chegando lá, o pai do menino o chamou de canto: “Osvaldo, você entra na minha casa, toma conta das minhas filhas, conhece tudo aqui. É quase da família. Agora bebendo, como é que eu posso confiar em você? Ponha-se daqui pra fora”.

O Osvaldo engoliu a humilhação, mas nunca a digeriu por completo. O episódio está dentro dele ainda, e parece ter norteado o resto de sua vida. A lição pra ele é bem simples: “Se ocê quer trabaiá nessa vida, tem que ter a confiança do patrão”. Na última terça-feira, alguém que conhece bem as idiossincrasias do capitalismo mandou chamar o Osvaldo. Era o ex-presidente Lula, que, de partida depois de sua primeira sessão de quimioterapia, queria se despedir. O Osvaldo, muitas outras vezes com Lula (nas internações do ex-vice José Alencar e da presidente Dilma Rousseff), manteve o protocolo: “O senhor tá se sentindo bem?”, quis saber. “Tô bem, querido”, devolveu Lula. Então fizeram o retrato que sairia nos jornais e que o Osvaldo, dois dias depois, ainda levava dobrado no bolso do paletó – junto de uma cópia do boletim médico que anunciava a alta do ex-presidente.

Você é feliz, Osvaldo? “Sim, senhor.” O que te faz feliz? “Tô trabaiando, converso, ninguém me aborrece. Se fico em casa não vai ninguém…” E você gostaria de morrer no Sírio? “Claro, uai.” Por que claro? “Se morro em casa é um trabaio danado conseguir atestado de óbito. No Sírio os médico tem que se virar. Não vão me deixar ficar mais aqui por muito tempo”, conclui o Osvaldo, não levando em conta os planos do doutor Raul Cutait de propor um busto de bronze seu para o memorial.



Perfume para pessoas ou Pessoas? Terráqueo pode usar?

novembro 7th, 2011

Cabei de receber este spam e-mail marketing troço no meu e-mail.

Tive um troço só de ler as primeiras linhas. Claro, fiz questão de compartilhar aqui cocêis:

Perfume que deixa as Pessoa  sexo oposto atraida por você [Entenderam o porquê agora? Primeiro quero conhecer esse zifio chamado Pessoa. Fernando é que não deve ser, cer-te-za! Se for, ele está assobiando em seu túmulo, pra que ninguém pense nele neste momento tão delicado… Enfim, para que este perfume realize as promessas, precisamos encontrar uma pessoa de nome Pessoa. Alguém tem idéia de onde encontrá-la? Será Pessoa homem ou mulher? Apenas uma certeza tenho: trata-se de só um (porque um só pode dar a impressão de que é um solitário mas deixa prá lá não vou divagar agora). Porque, né? As Pessoa só pode ser um. Ou não? Ih! Me perdi todinha! E olha que estamos no título!]

Este perfume existe

Acaba de chegar no Brasil Eros Magnifique Essence [pra quê vírgula, né mesmo? Só porque aqui é necessário separar duas orações…]  um afrodisíaco aprovado cientificamente [Por britânicos, né?]  para atrair pessoa do sexo oposto [Hummmm…. aqui Pessoa não é mais uma pessoa especial, apenas uma pessoa qualquer…. mas é do sexo oposto! Trata-se de relacionamentos heterossexuais, devo entender isso?]
O nosso [nosso? é meu também? Cejura? afff…] perfume Eros Magnifique Essence de Androstenona é exatamente isso![Uau! Que tudo, né? Ferormônio pra atrair o sexo oposto! Nossa, quanta inovação! Pensando bem, que ano é hoje? Aliás, que século é hoje?]

As Pessoas [ó! Aqui Pessoa voltou a ser um nome de pessoa, e tornou-se plural! Já temos mais pistas, gente! Trata-se de várias pessoas de nome Pessoa! (Mas que mãe batizaria um filho de Pessoa? pré-nome, não nome de família….] subconscientemente detectam este cheiro e sentem-se instantaneamente atraídas por você! [são os feromônios que [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo]]

Agora você vai atrair qualquer Pessoa [Pronto! Voltamos à confusão! Com esse milagroso perfume, se você quiser atrair Maria ou José, você NÃO CON-SE-GUE! Só vai atrair Pessoa, mesmo… desiste, zifio!] sem mudar absolutamente nada em você. Terá mais pessoa fazendo contatos visuais[GAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Pessoa é um extraterrestre que faz contatos visuais com terráqueos? Isso é perigoso? Esse perfume atrai ETs?!?!?!? ômopai….], admirando e conversando com você [ETs que fazem contaot visual, contato conversacional, contato admiral…. ai, que perfume perigoso!!!!!]
O Eros Magnifique Essence vai ajudar você a atrair novas pessoas [quer dizer, você vai conseguir atrair novas pessoas, independentemente do nome delas! Mas elas são todas ETs! Ai, que confusão….] ou a melhorar a sua vida amorosa.

Usando Eros Magnifique Essence, Você [Eparrê-iansã! Entrou mais um sujeito na parada. Um tal de Você. Não se sabe ao certo se é homem ou mulher. Porque se o texto estivesse a se referir a você, leitor, o faria em letras minúsculas, né? NÉ, CACETE? Aguardo mais detalhes!]  sentira [A se tomar por referência o nível do português do zifio, muito mais fácil entender que este verbo é o verbo sentir no futuro do presente sem o acento devido do que o verbo sentir no pretérito mais que perfeito..] o grande poder [Me lembrou que certa feita Paulo Henrique Amorim disse no blog dele que “o poder pode tudo”. Mas deixa isso prá lá.] da atração ! Agora, nenhum pessoa [… e voltamos à estaca zero! No caso, a pessoa em questão pode ou não se chamar Pessoa, mas não se sabe ao certo se é singular, plural, masculino ou feminino- quiçá terráqueo! Aqui, aparentemente, só estamos falando de seres do sexo masculino (existe ET macho e ET fêmea? Ai, a coisa só piora!). Entendi isso pelo nenhum. Tô certa?] estará fora do seu alcance! 
Você terá romance e sexo de uma maneira que ja mais pensou que fosse possível![Sei, não… tô achando que a parada envolve extraterrestres….]

Esse texto deu medo. Só espero que ele seja uma piada de rélouim meique atrasada….



Exercícios da Bruxa

novembro 6th, 2011

Queridos ectoplasmas suínos:

Inauguro com pompa e circunstância uma nova modalidade de post neste caldeirão. Exercícios da Bruxa.

Como vocês são muito espertalhões e sabem identificar os herros de hortografia melhor do que eu, identifiquem abaixo as aberrações produzidas pelas amebas fornecedoras de conteúdo da Peugeot do Brasil.

Eu encontrei pelo menos três (colinha básica: o erro mais gritante tem outro embutido, mais sutil. O terceiro é um verbo fidamãe conjugado que nem a cara da mãe do sujeito que escreveu essa excrescência em forma de texto).

Não pensem vocês que o primeiro a responder esta maravilhosa enquete irá ganhar um maravilhoso [insira aqui o seu brinde preferido] porque estas são épocas de vacas magras no caldeirão. Se alguma lhynda empresa resolver me patrocinar, aí a gente brinca feito gente grande (Brincar? Feito gente grande? Oi?)

Mas por enquanto, vale entrar na página do Facebook da Peugeot e  torrar a paciência das amebas fornecedoras de conteúdo do sáitchy em questão….

E se você não aguenta de curiosidade, selecione com o mouse o trecho abaixo para ver a resposta deste intrigante (ah, deixa eu valorizar o meu texto, dá licença?) e excitante (ah, me erra, sô!) quiz (ok, aqui vocês podem me xingar! Deixa eu trocar a palavra) concurso! \o/

Erro nº1: Verbo prever, 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo:

Muitos prevIram, com iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii caceteeeeeeeeee!!!

Erro nº2 – e o mais gritante de todos, por Tutátis!

CampEão se escreve com E, E de Energúmeno!!!

Erro nº3, que tá junto do erro nº2: todos os prefixos que indicam multiplicação de números juntam-se à palavra sem hífen, e formam um novo vocábulo. Mais explicações aqui. Portanto, Cacá Bueno é tetracampeão.



Quero matar alguém

novembro 5th, 2011

Por causa disso.

Aceito sugestões.



Olha o dedo, Ego!!!

novembro 3rd, 2011

Todos vocês estão carecas de saber que eu relevo erro de digitação. Se eu escrevo esotu ao invés de estou, por que haveria de cobrar correção etc e tal whiskas sachê pereré pão duro.

Mas desta vez não dá, viu? Alertada pelo post da Polly do Te dou um dado?, fui ver se a tetéia ainda tava lá no Ego. E não é que tava?

A intenção do moço redatô era escrever “seUs”. Esbarrou no I na hora de digitar o U, posto que I e U estão ali do ladinho no teclado. Não viu que esbarrou errado e publicou do jeito que estava.

Mas seis seios é um cadim demais, né não, Ego?

(vou nem entrar no mérito de que zona sul se escreve com minúsculas. É assunto assaz avançado pro Ego, deixa prá lá…)



“Cedrilhas” “diferenciadas” no Acre

novembro 1st, 2011

O quê? Você vai ter coragem de criticar o pobre coitado do meu título só porque eu abusei do direito de usar aspas?

Então, dá um’olhadinha neste outdoor de restaurante em Rio Branco (no Acre). Vamos combinar de não fazer piadas sobre a existência do Acre (porque, né? Se o Acre não existe, cedilha antes de e e i também não, então este post está automaticamente anulado…)

Até porque esta tetéia me foi enviada pela @zozoletinha, do blog Acreano e Acriano:

Lembrem-se, crianças: tia Maricota ensinou um pouquinho diferente, mas a Bruxa aqui vai falar a mesma coisa, só que num formato diferenciado: o só faz cocô (ç) antes do a, o e u. As vogais e e i dão prisão de ventre ao cê!

Quer dizer: pode ser algum problema na água do Acre que dá esse desarranjo intestinal ao cê, né?

OK, parei.

PS1: E PELAMORDEDEUS, eu escrevi “cedrilhas”, sim. Tá errado, foi de propósito. O certo é cedilha!

PS2: Outro convite: vamos não reparar no dedo malcriado da moça? OK, valeu! #numprestamos #numvalemosnada



Luan Santana – he can fly! \o/

novembro 1st, 2011

Olhos retinhos, gente! Naonde que esse menino pode ser vesgo? 😛

Não sei quanto a vocês, mas bateu nostalgia agora, sabe? Me lembrei do meu irmão molecote assistindo aos jogos da NBA com o Michael Jordan, e repetindo a fala do narrador: “Jordan for three… he-can-fly!” (algo como: Jordan [vai tentar um arremesso] de três [pontos] Esse homem consegue voar!“)

Porque, né? Ao menos alguma boa lembrança uma lambança destas suscitou:

Uma simples alteração de sujeito resolvia a bagaça: “Aeronave com Luan Santana a bordo faz pouso técnico após falha“.

Mas não. Teve que botar o Luan de sujeito da frase. Certas lambanças tornam o voo humano (sem acento) possível, né?

O que mais me deixou mesmerizada foi o autor da lambança! PÔ, ESTADÃO?!?!?!!? BAIXOU UMA FOLHA BÁSICA, É?!?!?!?!



A “hortografia pobremática” e a identificação da Folha

outubro 29th, 2011

Seguinte, Folha:

Eu poderia gastar aqui horas de pesquisa e mostrar a origem etimológica da palavra identificar pereré pão duro blablablá whiskas sachê. Mas diante desta tetéia,

 

serei breve e brava:

PORRA, FOLHA! BANDO DE ANALFABETOS!

VAI, PROCESSA O PRIMEIRO QUE FIZER UMA TROCADILHO COM O SEU NOME E TE CHAMAR DE FALHA DE SÃO PAULO!!!

(Oh, wait!)

(com agradecimentos aos queridos ectoplasmas suínos que frequentam o caldeirão 😀 )

P.S.: Se identificado sai desse jeito, imagine as exceções

 



Reinaldo Azevedo e a obsessão em ficar de um lado só

outubro 23rd, 2011

Eu não deveria estar aqui postando. Deveria estar fazendo zilhões de outras coisas. Mas não resisto.

Eis que Reinaldo Azevedo, em sua obsessão para ficar de um lado só da situação, sem nem se dar ao trabalho de considerar as ponderações do outro lado, escorregou no quiabo. Sério. Foi um autêntico Ectoplasma Suíno que me contou.

Olha só o que ele publicou:

Ah, dona Bruxa, não tem nada de mais aí em cima, dirá você. e eu sou obrigada a concordar. Agora tá certinho – ele já corrigiu.

Mas o dileto ectoplasma suíno que me enviou o link rezou aos deuses do print-screen:

Quer dizer: em seu erro de digitação, seu inconsciente deixou bem claro que Reinaldo Azevedo é homem de um lado só (um destiladeiro, por assim dizer). Ou, então, ele tava na mó manguaça, pensando em destilar cachaça (ou destilar veneno, vai saber)…



Didática do trauma nº 5: O spam de CD-ROM e por que não usar a palavra “necessidade” como se fosse bosta

outubro 21st, 2011

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula traumatizante desta bruxa que vos fala.

Marido recebeu um spam e-mail marketing com um texto tão horroroso que eu não vou deixar passar. Não me digam que spam e-mail marketing é tudo igual, porque este é diferente: é pra vender um CD-ROM com aulas de… redação e gramática! Entenderam por que eu não posso deixar passar em branco?

Pois eu vou aproveitar esse spam tenebroso que baixou por aqui pra aplicar mais uma didática do trauma. Acompanhem mais este trauma proposital da Bruxa, amebas!!!

Enfim, como eu dizia, marido recebeu spam e-mail marketing para venda de um produto. Produto à venda: CD-Rom com aulas de gramática, novas regras ortográficas e redação. Fui ler, claro. Afinal de contas, meus instintos suínos me diziam que COM TODA A CERTEZA DO MUNDO a apresentação não seria das melhores.  E não é que eu tava certa? Ó o texto que acompanha a bagaça:

Nosso material foi desenvolvido a partir das necessidades [Pronto! Já descobri o erro crasso de produção: o material foi desenvolvido a partir de necessidades, e não a partir de fontes acadêmicas de ensino de Língua Portuguesa. Fora que eu já comentei isso por aqui, quando eu leio que um torço surgiu a partir das necessidades de alguém, imagino esse alguém sentado no troninho, com IPhone em mãos jogando Angry Birds ou tuitando (sou moderna, me deixa!) enquanto…er… satisfaz as necessidades. Papel higiênico acompanha, claro!] que eram encontradas [Agora que eu já deturpei sua imagem de a partir das necessidades, imagine só por um momento uma pessoa a caminhar tranquilamente pela rua e encontrando uma grande necessidade no meio do caminho! Pronto, de nada por acabar de vez com seus ímpetos de usar a palavra necessidades a esmo.] por aqueles que desejavam aprender a escrever de forma profissional [o que seria escrever de forma profissional? zifio quer se tornar escritor? Ou o zifio quer escrever corretamente os textos produzidos em seu ambiente profissional? Neste caso, melhor seria dizer aprender a produzir textos com finalidades profissionais, ou coisa do tipo, né?]   ou necessitavam [Se necessidades = cocô, então necessitar = (complete com a expressão adequada). Em outras palavras: nego decretou que o verbo PRECISAR deve ser abolido do dicionário, depois não sabe mais o que fazer quando se embanana pra dizer que geral PRECISA.] analisar adequadamente produções textuais diversas [uau, que troço pomposo! Acho que é isso o que eu faço aqui, né? OK, tirem o adequadamente da frase.], encontrando-se [BINGO!!!! OLHA O ENCOSTO GERUNDOL DANDO AS CARAS!!! Gerúndio desnecessário num texto é prenúncio de fez-se a bosta. Vamos acompanhar?] atualizado [E voilà! O sujeito desta frase é aqueles. Todos os verbos anteriores – desejavam e necessitavam – estavam no plural. O atualizado escapuliu! com as novas regras do acordo ortográfico da língua portuguesa”[Deu medo nocê também, né?]

Agora olhe para o parágrafo daí de cima e compare a quantidade de caracteres vermelhos (o texto original) e a de caracteres azuis (minhas esculhambadas). Seguinte, zifio: quando o texto estiver mais azul do que vermelho, é sinal de que ele ficou tenebroso!!!!

 

E ELES QUEREM ME CONVENCER A COMPRAR ISSO?!?!?!?!?!



Homem morto até a morte

outubro 19th, 2011

Como disse muito bem a Marlena nos comentários deste blog, ao me passar o link pra tetéia que eu compartilho com todos, ” a praga é mundial”.

Traduzam do jeito que quiserem. O fato é que o Zifio foi morto até a morte. A MINHA tradução para a frase da legenda do noticiário de TV está no título deste post.

Enfim, mortos mortos até a morte à parte, eu só consigo pensar numa outra coisa: quem foi que disse pro zifio daí de cima que a gravata e a camisa combinaram bonito?

(P.S.: vamos dar o desconto que o sujeito que escreveu esse troço daí de cima tava trabalhando às 4:30 da matina. Devia estar podre de sono…)



Morto acreano dá depoimento a jornal

outubro 19th, 2011

Olha, eu desisto de deixar de falar de morto amestrado. Esses mortos estão aprontando mil e uma confusões, como diria texto de programação da TV Globo. Então, acho que até 2 de novembro, dia de finados, tá valendo.

Essa foi enviada pela querida AcrEana (que se recusa a virar acrIana em janeiro, no que conta com meu total apoio) Fernanda Ramalho. Na verdade, essa tetéia (cujo acento eu também vou me recusar a cortar a partir de janeiro) está disponível neste blog aqui.

Não é lindo, gente? O Zifio tropeça, cai, a motosserra passa pelo pescoço dele e ele ainda conta a história todinha pro moço repórti?

Esse morto só perde Pra Jorge Luis Borges, que baixou no Rio Grande do Sul pruma palestra 23 anos depois de desnascer, como diriam os espíritas.

E se você levar em consideração que o Acre não existe, aí sim é que a coisa fica ainda mais legal e o trabalhador braçal degolado fica ainda mais interessante por ser um morto que não existe! QUAAAAAAAAAAAAAA

(Ah, sim! Aprendam com a Fernanda Ramalho: “é EM Rio Branco, NO Acre”.)

 

 



Presídio para cavalos

outubro 18th, 2011

Para que não haja dúvidas a respeito, vamos pedir a ajuda de tio Antônio.

Tio Antônio, o que é uma cela, com cê?

Cela

1  diminuto quarto de dormir; alcova, recâmara

2  nos conventos, aposento de um religioso

3  nas penitenciárias e estabelecimentos afins, compartimento de prisioneiro(s)

4  Derivação: por extensão de sentido. qualquer cômodo de reduzidas dimensões

5  Derivação: por extensão de sentido. pequena casa; casinhola

Tá. E sela, com ésse, o que é?

Sela

peça de couro posta sobre o lombo da cavalgadura, sobre a qual senta o cavaleiro e na qual são presos outros apetrechos dos arreios

Então, se o jornal Folha Popular, de Poços de Caldas, diz isso aqui:

Posso entender que o presídio abriga cavalos?

(Beijos pra querida amiga Ju Sampaio, que me enviou a tetéia em questã)



Deu dó dos ETs…

outubro 18th, 2011

(Dica da Fabiane Lima)

Eu pensei em começar este post tentando defender o sujeito que escreve um troço desses. Um brasileiro que deve viver nos cafundós dos Estados Unidos, e que há muito tempo não pratica o português com a fluência devida etc e tal, e por isso o pobrezinho deve ter cometido esse erro medonho pereré pão duro blablablá whiskas sachê….

(Duvida de mim? Clicaqui!)

Mas lembrei que sou uma bruxa, e já tratei de incluir a Fox nas minhas juras de hemorróidas (todas com acento, que é pra doerem mais).

No mais, rogo aos ETs que não tomem esses sujeitos como regra, tá? Tem gente legal aqui no planeta Terra…



Corram, mortos! Já chegou outubro!!!

outubro 14th, 2011

Daí que eu tava comemorando que chegou outubro, e os mortos surtados ficaram para trás em setembro, e….

Vem o jornal O Dia e me traz quatro atrasadões:

Mó-rreu!

Só me resta avisar aos mortos mortos que morreram no jornal O Dia que corram pra se juntar aos mortos mortos que foram morridos em setembro. Corram que ainda dá tempo, ectoplasmas!

(Valeu pela dica, Alan!)

(P.S.: div irtam-se nos comentários com os 25 feriados que também… er… perderam as vidas!)



Omenajem a Esteve Jobs

outubro 7th, 2011

Texto originalmente postado no Te dou um dado?, mais precisamente aqui.

Seguinte: tô exausta demais pra exorcizar este texto. Mas como soltei boas gargalhadas, faço questão de compartilhar a tetéia aqui cocêis tudo.

Se tiver tempo/forças, prometo exorcizar depois.

Mulher maca faz uma dedicatoria a Esteve jobs presidente da apple falecido.

Gracy Kelly a mulher maca se sentiu tocada com a morte de Esteve Jobs. Ela acredita que boa parte de seu sucesso nacional e principalmente internacional tem haver com o simbolo da apple que vem a ser uma maca . No ano em que comecou a aparecer na midia como a mulher maca por coincidencia foi o mesmo da ascencao da empresa americana. Mesmo nunca tendo conhecido esse genio inventor de grandes modernidades ela se sente profundamente agradecida pelo maca vir a ser o simbolo da empresa que vem a ser seu apelido desde adolescente. Ela promete fazer uma nova tatuagem com o simbolo da apple para eternizar o seu agradecimento.

Pronto! depois eu volto!



(chegou de morto surtado, né?)

outubro 5th, 2011

shhh… fala baixo!

Só passei aqui no caldeirão porque acabo de me dar conta de que já é outubro.

Os mortos de setembro já pararam de surtar, né?

shhh… tchau!



A bênção, Chiquinho! \o/ Parabéns!

outubro 4th, 2011

Hoje, 4 de outubro, é dia de São Francisco de AssisMeu grande amigo lá nosencima. Ele quebra meus galhos lá em cima, e eu quebro os galhos dele aqui embaixo, na medida do possível. Ajudo os bichinhos, procuro um lar pros abandonados, ajudo as amigas a cuidarem bem de seus bichos… enfim, é o que as amebas chamariam de parceria de sucesso 😀

Mas em homenagem ao Grande Chiquinho do meu coração, deixa eu postar aqui uma letra liiiiiiiinda do Vinícius de Moraes (ah, não! Vocês queriam a Oração de São Francisco? Coisa mais batida!) Enfim, curtam a sutileza do dizendo ao fogo saúde irmão. De Vinícius de Moraes e Paulo Soledade (magistralmente interpretada por Ney Matogrosso):

 

 

São Francisco

Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.

Lá vai São Francisco
De pé no chão
Levando nada
No seu surrão
Dizendo ao vento
Bom-dia, amigo
Dizendo ao fogo
Saúde, irmão.

Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesuscristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Pros passarinhos.



Letrinha igual e agá. Só então o hífen dá as caras!

outubro 2nd, 2011

Se vocês fuçarem as entranhas deste caldeirão vão ver o quanto eu já estrebuchei e estrebucho contra a reforma ortográfica. É contraproducente, mais desagradou do que agradou, vai levar um bom tempo até que todo mundo se acostume, e que negócio é esse de micro-ondas agora ter hífen e….

EPA! Eu entendi qual é a lógica do hífen, e vou aqui explicar pra cêistudo! Gente, é a coisa marfácil deste mundo! E eu dedico esta aula ao querido professor Sério Nogueira Duarte, que sempre esteve incluído nas minhas preces, jamais nos meus despachos. Pois foi ele quem explicou o negózdi hífen que ficou claro e límpido aqui nazidéia…

Primeiro, vou explicar como era a regra do hífen na minha cabeça:

quando aparecer alguma expressão com os prefixos

ANTE ANTI ARQUI AUTO CIRCUM CO CONTRA ENTRE EXTRA HIPER INFRA INTER INTRA SEMI SOBRE SUB SUPER ULTRA

ou os falsos prefixos

AERO FOTO MACRO MAXI MEGA MICRO MINI NEO PROTO PSEUDO RETRO TELE

(antes de fazer a pergunta: mas bruxa, qual a diferença entre falso prefixo e prefixo? Pergunte-se: ´necessário eu saber essa diferença? Eu já te respondo: não é necessário saber diferença entre falso prefixo e prefixo, então, vamos nos ater ao como escrever a bagaça, sim?)

Enfim, como proceder com esses prefixos?

Na minha cabeça, era só correr pro Manual do Estadão. a regra ficava clarinha, clarinha pra mim. (#numpresto #numvalhonada)

Mas eu tenho que tirar o chapéu pra reforma ortográfica, que simplificou horrores a tacação de hífen. Agora é assim, ó:

1- Olhe a letra final do prefixo e olhe a letra inicial da palavra à qual ele vai se ligar.

2- Se a letra final de um e inicial de outro forem iguais, taca hífen. Se a palavra seguinte começar com agá, taca também.

 

Gente, tem como ser mais fácil? (Ah, sim: lembre-se que quando necessário devem ser feitos os ajustes, como dobrar ésses e érres, tá?)

daí, nós temos: microssaia, minissaia, mini-indústria, mini-herói, anti-imperialista, anti-inflamatório, arqui-inimigo, microempresa. E temos semi-interno, antimachista, micro-ondas, micro-humano, super-herói, hiper-realismo, hipermercado etcetcetc.

Tá tão fácil que dá pra guentar até uma exceções, né? então vamos a elas:

* prefixo CO-

Pra entender o que houve com o prefixo co- e o hífen, pensem em José Dirceu. Pronto? Agora, pensem em Roberto Jefferson. Lembraram-se do eu repilo? Então, pronto! Negósseguinte: o prefixo co brigou com o hífen, repele ele (tá, eu sei que deu cacófato, mas vou deixar!) e só se junta às palavras sem hífen. Nem que para isso tenha que se acabar com o agá!

Por isso temos: copiloto, coerdeiro (fala-se do cara que também é herdeiro), coabitar, coocupante, coordenador.

* prefixo SUB-

Ah, bruxa, eu entendi! O prefixo sub só ganha hífen se a palavra seguinte começar com bê ou agá, né?

Isso mesmo, encosto! Mas no caso do sub, dona eufonia também fez lobby, e conseguiu ter sua reivindicação aprovada!

(antes que perguntem, e isso é importante saber: eufonia = som agradável. É aquela parada que faz com que os fonemas das palavras se ajeitem bonitinho e fique agradáveis aos nossos ouvidos. Se não entenderam direito, tio Antônio explica: qualidade acústica favorável da emissão e/ou da audição de um significante pela articulação de certos fonemas No domínio fônico, a eufonia procura evitar sons estranhos, contrastantes, discordantes, repetições desagradáveis; em fonética, explica certas mudanças, podendo ser fator de assimilação ou de dissimilação. 2     som ou combinação de sons agradáveis ao ouvido 3     a sensação auditiva resultante da combinação desses sons)

Mas eu falava do lobby de dona eufonia. Por conta disso, e só por conta disso, as palavras que querem se ligar ao prefixo sub e que começam com érre também ganham hífen. Exemplo: sub-rei. (Tudo pra evitar que nego leia em voz alta subrei em vez de subirrei, entenderam?)

Isto posto, tem também os prefixos que JAMAIS vão abrir mão dos seus bons hífen: 

ALÉM AQUÉM EX GRÃ GRÃO RECÉM SEM SOTA/SOTO VICE/VIZO.

Também entram nessa lista os prefixos PRÉ e PÓS tônicos e BEM (lembre-se: é bem-feito ou benfeito de acordo com a sua religião, mas bendizer, bendito, benquisto).

 

Enfim, é isso. Espero conseguir tempo de voltar a esse ponto com exercícios pra vocês fixarem bem a idéia da coisa toda. Não prometo, porque tô atolada de coisa pra fazer.

 

 

 

 

 



Momento irmã Selma

setembro 24th, 2011

Tô bege, gente. Essa irmã Selma que vive em mim, que pensa numa coisa – e ela acontece – é muito sinistra!

Vocês leram meu post da queda do satélite da Nasa?

Lembram que eu sugeri que jogassem no carneiro, porque 26 ( = número de pedaços sinistros do satélite) no Jogo do Bicho é carneiro?

Ó só o bicho que deu hoje, sábado, dia da queda do satélite, às 14h. Peguei neste site aqui, com os resultados do Rio de Janeiro:

Se lhe servir de consolo, eu também não joguei.

Vamos dormir?



A Nasa e os objetos sobreviventes

setembro 22nd, 2011

É oficial: setembro é o mês dos mortos aqui no caldeirão!

Hoje ainda é dia 22, e eu não aguento mais falar de mortos vivos por aqui. Até objeto resolveu adquirir vida!

Qué dizê, eu poderia estar estudano, eu poderia estar trabalhano, mas não, estou aqui exorcizano texto ruim. Dá licença, mas agora eu TENHO que exorcizar esta tetéia ininglix.

Daí que um tal satélite da Nasa vai cair na Terra. E a Agência Espacial Americana (=Nasa) publicou em seu site um estudo (!!!) que analisa o potencial perigo de esse satélite ingressar de volta na atmosfera terrrestre.  A página 4 da tal publicação deixa bem claro que a margem de erro das previsões é de 12.000 quilômetros – para mais ou para menos,(o que queira que isto venha a significar, como diria o outro).

Mas o legal mesmo tá na página 8 do documento.

Lá, a Nasa explica que existem cerca de 26 componentes maiores no tal do satélite que podem não se desmantelar quando entrarem na atmosfera, e… bem… cair na sua cabeça (isso num tá dito, tá só subentendido). Mas a maneira como a Nasa se refere a esses componentes é que é o motivo principal da criação deste post. Ó só:

“Objects expected to survive” = Objetos que podem sobreviver 

Human casualty = acidentes com humanos*

****

Atualização: Alertada pelo Igor Senna, fui ver uma tradução mais precisa para casualty. Essa palavra pode ser traduzida como 

acidente
baixa
sinistro
perdas
desastre
infortúnio
Em outras palavras: não tucanaram as mortes humanas. Malzaê!
****

quer dizer, os objetos podem sobreviver, mas o que acontecer com seres humanos (ou quaisquer outros seres… como dizer? Vivos? é, acho que é essa a palavra! Vivos!) será apenas um acidentchy.

Acho bom que você tome as devidas providências:

1- Não saia de casa sem um  guarda-chuva. Pode ajudar.

2- Procure uma banca de jogo do bicho e jogue no carneiro (26 = carneiro)

3- Se você for acertado por um pedaço de satélite, arranje um jeito de processar a Nasa. Pode lhe render uns bons trocadinhos! 😀

 

P.S.: segundo esse documento da Nasa, todos os cálculos foram realizados por um software específico pra analisar queda de objetos na Terra (não pergunte, por favor), chamado de Ferramenta de Análise de Sobrevivência de Reentada de Objetos (UEPAAA! Do inglês Object Reentry Survival Analysys Tool), ou Orsat – quase Tarso lido de trás pra frente. enfim, eu tinha que dividir essa abobrinha aqui com cêistudo. Pronto, passou!)



Quando o som fede a suor – ou quando o suor fica barulhento: a história da namorada mala

setembro 20th, 2011

Não consigo entender como as pessoas conseguem fazer confusão com esses dois pobres verbinhos.

Suar, com u, significa produzir suor, gerar CC nas axilas.

Soar, com o, significa produzir som, tocar – no sentido de fazer barulho.

Portanto, amiguinhos, por favor, todas as vezes que vocês forem citar a ação de produzir suor, não temam em fazê-lo sempre com ésse-u (su), porque este é o certo: Eu SUO; Ela SUA; Nós SUAMOS; Eles SUAM.

E os sinos, então? Os sinos e campainhas deste lindo planeta que Deus nos deu são das poucas peças que têm o direito de SOAR. E não, sino não tem glândula sudorípara, então não sabe como fazer pra suar. Portanto, sempre que você for falar de um objeto que faz barulho, conjugue o verbo com ésse-ó (so): o sino SOA, os sinos SOAM, os sinos SOARAM, os sinos SOARÃO; os sinos SOARIAM.

Essa é a regra. Ah, Bruxa, toda regra tem exceção, certo? Certo! Mas eu também conheço a exceção. E é aqui que começa a historinha (Rá!) 😀

A personagem principal desta historinha é a (graçadeus ex-) namorada do meu primo.

A coisa falava pelos cotovelos. Sobre o que devia e sobre o que não devia. Na hora certa e na hora errada. Bem e mal. E muito. Sempre muito. Nunca pouco.

Daí que a coisa voltou de uma corrida, com muito suor pelo corpo. Virou-se para mim e disse: Ah, eu sôo muito.

Minha prima, pobre cunhada da coisa, olhou pra mim pra ver se eu iria comentar sobre o erro de português da coisa. Mas eu contestei veementemente minha prima:

Como assim, tá errado? Me diga se em algum momento essa coisa parou de soar desde que chegou nesta casa?

Minha prima foi obrigada a concordar comigo. A coisa era a exceção à regra dos verbos Soar x suar.

Enfim, achei por bem compartilhar esta linda historinha aqui com vocês….



O “enferno” da Veja

setembro 18th, 2011

E EU VOU IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNIZAR VOCÊS, BANDO DE ANALFABETOS!

É IIIIIINFERNO, COM IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

INFERNO SE ESCREVE COM I

I DE IDIOTA

I DE IGNORANTE

I DE IMBECIL!

Vocês podem fazer o jornalismo de merda que vocês quiserem. O problema é de vocês. Percam quantos leitores vocês quiserem.

Mas a única coisa que vocês têm a obrigação é de ESCREVER AS PALAVRAS COM A GRAFIA CORRETA, CACETE!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINFERNOOOOOOOOO!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIDIOTAS!!!

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIMBECIS!

IIIIIIIIIIIIIIIIIGNORANTES!

 

Me desculpem, mas eu tenho que surtar.

Uma revista que se assume arrogante e superior escrever “enferno” é pra arder no inferno.

(Com o i enfiado lá naquele lugar que vocês estão pensando, mas eu não sou malcriada de escrever aqui).

(E obrigada ao Chico Capeta por avisar deste troço via Twitter)



Cantiga por Luciana

setembro 16th, 2011

 

Estou muito feliz com o nascimento da minha priminha Luciana. Por isso, vou celebrar aqui com a letra liiiinda interpretada orignalmente pela Evinha (mas a Sandy também já cantou essa música, e tá me fazendo chorar litros aqui!)
Mas vamos à letra da canção, de autoria de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, composta em 1969, e campeã do 4º Festival Internacional da Canção):

Manhã no peito de um cantor
cansado de esperar só.
Foi tanto tempo que nem sei
das tardes tão vazias
por onde andei.
Luciana, Luciana,
sorriso de menina
dos olhos de mar…
Luciana, Luciana
abrace essa cantiga
por onde passar.
Nasceu na paz de um beija-flor,
em verso, em voz de amor,
já desponta, aos olhos da manhã,
pedaços de uma vida
que abriu-se em flor.



É oficial: os mortos surtaram!

setembro 15th, 2011

Agora me digam: prá quê eu fui lamentar aqui que os mortos tavam sem aparecer no meu caldeirão há quase dois anos? O negócio tá virando peregrinação, gente!

Recebi esta imagem ontem, via Twitter, da Molise Magnabosco, a quem agradeci e agradeço de novo! Eu só não fiz esse post ontem pra vocês não pensarem que eu obcequei com morto amestrado. Deixei pra hoje, pra ao menos ter uma via que vai dar lugar a um matagal entre os mortos deste caldeirão. Mas vejam só que gracinha:

Jornal de Umuarama (PR), edição de 14/9/2011

 

Senão vejamos:

– O cara é acusado de suicídio. Legal, isso! Estou pra ver outro caso de suicídio em que o acusado, bem ou mal sucedido,  vai pra cadeia depois do… atentado. Pronto, atentado!

– Daí ele morreu depois do suicídio? Mas espere! Aparentemente, o suicídio funcionou – caso contrário, o zifio seria acusado de TENTATIVA de suicídio. Então ele se suicidou (não reclamem do excesso de suicídios em duas linhas! Num tem muito o que fazer, não!) e depois foi encontrado morto?

Daí, hoje eu pensei ter perdido a imagem e voltei ao link que a Molise enviou ontem, e encontrei a capa da edição de ontem devidamente corrigida, de volta ao mundo da noção e da lógica redacional:

AAAAAAAAHHHHHHHHHHH, então tá certo!

 

Assim, pódji, né, Arnaldo?

eu bem que desconfiava que o morto de Umuarama tava amestrado demais, até mesmo pra um DVD…



Quando a ordem dos tratores altera a rodovia

setembro 14th, 2011

Vamos dar um tempo aos mortos. Mas não pensem que os mortos estão dando um tempo, não! Eles estão surtando que é uma coisa – só encontro explicações para isso na fase de lua cheia. Mas vamos falar de outras esdrovengas redacionais de corar de vergonha o mais falecido dos seres humanos.

Cer-te-za que você já ouviu de um professor de matemática a frase a ordem dos fatores não altera o produto. Poi zé. Aí, você também já deve ter ouvido a variante engraçadinha dessa frase, a ordem dos tratores não altera o viaduto.

Mas ó, zifio, vou te contar que teve ameba escrevente que conseguiu alterar a ordem dos tratores de forma tal que destruiu um rodovia lheeeanda e pôs um matagal no lugar dela (e quem descobriu a tetéia foi a Deize Fonseca, que me enviou o link via Twitter). Quer ver só?

O fenômeno deu-se neste site aqui, obra (com trocadilho, pelamordedeus!) do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Preciso dizer que a expressão dará lugar a  pressupõe uma coisa que sai de cena e para ser substituída por outra?

Vou ter que explicar que do jeito que a ameba escrevente deixou essa legenda, ela acabou por dizer que a rodovia vai sair dali e no lugar dela vai ficar o matagal?

Será necessário revelar que a frase mais adequada pra essa legenda seria “comemora a chegada da nova via que vai ocupar o lugar do matagal”?

Isto posto, só me resta agora vislumbrar um balão de pensamento de história em quadrinhos apontando para a cabeça do zifio da foto, e… ah, vamos escrever aqui nos comentários o que o Zifio da foto tá pensando, vamos?

Muah! Um beijo! 😀

************

Atualização:

Comentário do dileto Manoel, frequentador assíduo deste caldeirão:

Manoel

Bruxa! Substituíram a legenda no link original e colocaram uma bem parecida com a sua…

E lá vou eu ver como ficou:

conclusões:

1- Esta Bruxa está fazendo bem ao texto mal-escrito dos outros.

2- Os deuses do print-screen não falham nunca!

3- Texto sempre dá pra melhorar. Mas a cara do zifio continua a mesma, coitado!



Comemorar coisa triste: pode mas não pode!

setembro 9th, 2011

Daí que geral estrebuchou no twitter por causa disso aqui:

Eu concordo. O Fantástico errou. Mas acertou também! Calma que eu explico:

Primeiro, vamos ver a definição de Tio Antônio para

Comemorar:

 transitivo direto

1 trazer à lembrança; recordar, memorar

Ex.: os textos comemoravam datas históricas

 transitivo direto

2 fazer comemoração, realizar cerimônia de evocação de (um fato, um acontecimento, uma pessoa etc.)

Ex.: c. o centenário de uma cidade

Daí vai aparecer um idiota e vai dizer: “viu só? Está certo! Por isso que o dicionário é o pai dos burros e explica direito e blablabla whiskas sachê etc. e tal.

Esse discursinho é típico de quem não entende como se comunicar. E não entende que comunicar-se é fazer a mensagem chegar até o receptor sem ruídos. Porque se geral ao ouvir o verbo “comemorar” só pensa na definição nº 3 de Tio antônio:

3 Derivação: por extensão de sentido.

celebrar com festa; festejar

Ex.: ele comemorou seu aniversário numa casa noturna 

Então, se você diz As comemorações dos dez anos do 11/9, por mais certo que você esteja, sua frase será entendida de forma errada pelo seu leitor. E se o seu leitor entendeu errado um troço que você escreveu, em boa parte dos casos a culpa é sua e você sempre pode ser mais claro. Portanto, larga de preguiça, para de cagar sabedoria (geral dizendo olha quem tá falando em 5,4,3…) e reescreve esse texto sem que ele tenha margem a interpretações outras:

O mundo se lembra dos dez anos do 11/9

Combinado?

 



Bom motivo para cometer suicídio

setembro 9th, 2011

Seguinte, zifio:

Se você conseguiu:

– Passar no vestibular pra PUC

– Sobreviver a sete semestres na faculdade

– Pagar mensalidades da PUC durante sete semestres sem ir à bancarrota

E depois de tudo isso decide apresentar um trabalho com este cabeçalho

Pode se matar. Tá perdoado.

Mas faça-me apenas um favor: se o seu professor aceitou ler esse trabalho, me dê nome e RG dele, por favor. Tenho que fazer uns trabalhos de juras de hemorróidas por aqui…

(Imagem enviada pelo dileto encosto @masenfim )



Mortos inovadores: estes vêm com trava-línguas! (e um ônibus falante de brinde!) \o/

setembro 3rd, 2011

Gente, os mortos surtaram! E a coisa começou em julho! A dica foi da Aline Rodrigues nos comentários do blog:

Leiam só este texto publicado no Globo Online, aqui:

Ônibus que atingiu oito motos e matou três mortos invadiu contramão
SÃO PAULO – O ônibus que atingiu pelo menos oito motos, causando a morte de três pessoas, na Avenida Cupecê, na Zona Sul de São Paulo, invadiu o corredor exclusivo na contramão. O motorista disse aos policiais que perdeu o freio. Ele disse também que o banco onde estava correu para trás e ele perdeu o controle do veículo. Nenhum dos passageiros do ônibus se feriu.
(…)

Agora, responda sem consultar o texto:

– As motos foram mortas?

– Os mortos que o ônibus matou já estavam mortos quando morreram? Chuck  Norris sabe disso?

– Os mortos das motos eram motes?

– Mateus meteu o mate na mata?

– As motos foram enfiadas no título pra disfarçar a morte dos mortos?

Enfim, quando um texto levanta mais dúvidas do que esclarece, sinal de que ficou uma bosta, né?

Mas sou obrigada a reconhecer que curti o trava-línguas: “mortes de mortos em motos”! 😀

***********

Atualização de 5/9

gente, olha só por que eu amo tanto meus leitores! coemtnário de ontem:

Silvana Persan

Calma, tem mais. A legenda da foto (tem que clicar na imagem para a legenda aparecer): “Ônibus DIZ ter perdido o freio”.

vou correr pra ver

 

Então temos praticamente uma notícia de contos de fada! um ônibus falante e mortos que morrrem depois de mortos!

Os porquinhos, claro, são os ectoplasmas suínos que denunciaram o feito.

a bruxa má é esta que vos fala!

Tá faltando uma princesinha e um príncipe!



Mortos amestrados

setembro 1st, 2011

Agora bateu uma nostalgia aqui, sabe?

Faz bem uns dois anos que os mortos não aprontavam tanto! Lembro de ter publicado neste caldeirão em 2009 sobre as peripécias de vários mortos. tudo começou com os mortos catarinenses, aqueles hipocondríacos. Parece que foi ontem que eu terminei esse post pedindo por manifestações dos mortos argentinos – o que ocorreu cinco dias depois, aqui (eu e meu lado irmã Selma! Tenho medo quando ssascoisa acontecem!). Isso sem contar dos mortos que foram todos mortos (é isso mesmo que você leu!)  nesta nota do Globo.

Daí, a presuntaiada (é ficou horroroso, mas veja só a quantidade de mortos que já tem no parágrafo de cima! Uma carnificina só! Deixa eu variar um cadim a expressão!) sossegou um pouco em 2010. Mas neste segundo semestre, eles resolveram… er… voltar do mundo dos mortos (viu? num dá pra escapar! êta palavrinha safada, viu?) pra nos assombrar! Ó só:

Primeiro foi o morto da Oscar Freire que ressuscitou no UOL e foi posar com Lea T. (tudo bem que só uma mexidinha no tempo verbal pra Modelo morto em SP HAVIA POSADO com Lea T. não faria com que o zifio ressuscitasse só pra posar com Lea T. Mas o que ferrou de vez foi o lá nosencima: “após assassinato!” Experiência mediúnica perde!).

Depois, foi o tal do quase-morto escapado da Espanha que não escapou de morrer depois (dica do Leomar Moreira, por e-mail).

O que mais me causou espécie nessa história é que eu li o texto bem-escrito (NO SITE DA FOLHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!). Mas a France-Presse não perde a oportunidade de dar suas patacoadas (falo de cadeira: já trabalhei lá, conheço aquele povo!)

Antes de falar da construção do texto em si, deixa eu esclarecer a história:

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que resolveu sair ele mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Tava os três na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou eles tudo. (sim, esse trechinho tá repleto de errinhos de português. divirta-se consertando esse parágrafo! Exercício da Bruxa! Aqui abaixo eu colei o texto “consertado”. Confere (do verbo conferir, mesmo! checar pra ver se ficou igual!) aí embaixo. O texto tá em branco, se você selecionar com o mouse consegue ler!)

Zifio caminhoneiro espanhol sofreu acidente com seu possante. Quase morreu. No hospital, foi consertado e sobreviveu. Ficou tão grato pelo ocorrido que saiu com mais duas tias em peregrinação para a Virgem dos Milagres de Caión.  Os três estavam na estrada rumo a Caión, veio um carro, cataplof, e matou todos eles.

A AFP contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, também falecidas, em direção a Caión, a 30 quilômetros de Ordes, informou a prefeitura.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas com menos de um quilômetro de peregrinação o grupo foi atropelado.

Pelo horário da publicação da história, imagino quem tenha feito a tradução do texto em espanhol (que deveria estar ainda pior!). Mas deixa isso prá lá que eu não sou de ficar fazendo fofoca (faz de conta que você acredita em mim, vai? 😉 ). Mas enfim. Quarenta minutos depois, a Folha deu uma melhorada no texto da AFP, e contou a história assim:

O caminhoneiro espanhol de 40 anos seguia a pé por uma estrada secundária com um grupo, no qual estavam duas tias, que também morreram, em direção a Caión, a 30 km de Ordes.

Ele caminhava para agradecer por ter sobrevivido a um acidente de trânsito, mas, com menos de um quilômetro de peregrinação, o grupo foi atropelado. Os três familiares não resistiram aos ferimentos e morreram.

Aparentemente, as amebas escreventes da Folha estão sucumbindo à clareza redacional.

Mas é bom ver que, volta e meia, os mortos voltam à ativa. eu me divirto muito com eles! 😀



O Reino da Grande Chave

agosto 26th, 2011

Este post é mais uma Kibada portuguesa desta que vos fala. Foi publicado pelo dileto @klaxonsbc em seu brógue. O texto foi publicado mais exatamente aqui.

O jornalista americano Av Westin escreveu o livro How TV Decides the News. Não sei de tradução para o português. Nele, Westin teve a pachorra de criar a Land of the Common Place (A Terra do Lugar Comum), salpiacada de locais como “rios de sangue”, “montanhas íngremes a escalar” e coisas do tipo. Meu sonho é reencontrar esse livro e fazer a tradução desse mapa. Se alguém por aí encontrar esse livro e o mapa da Land of the Common Place e enviar a esta bruxinha, eu vou agradecer horrores!

Mas vamos ao post do Klaxonsbc:

Chavão abre porta grande

(Itamar Assumpção e Ricardo Guará)

O mantra “nosso” de cada dia:

“O mercado tá nervoso”; “Não tem que dar o peixe, tem que ensinar a pescar”; ”É necessário fazer a lição de casa (cortes de gastos públicos, desoneração da folha…)” ”O Estado não pode estar em determinadas áreas, mas tem que fiscalizar estas áreas, mesmo que ele náo tenha nenhum poder sobre elas”;

“Os maiores racistas são os próprios negros”; “Eu também quero a minha cota, sou filho de pobre”; “Dia do Orgulho Hétero”;   “Eu sou um antiracista convicto, mas no futebol meu time tem que entrar em campo com raça”; “Ele é veado, mas é meu amigo”;

“…mas lá (longe) a Justiça funciona”;  ”Nós trabalhamos para eles receberem bolsas”; “O Estado é totalmente incompetente e corrupto, mas eu sou a favor da pena de morte”; “Não existe país mais corrupto que o Brasil, já rodei vários países na Europa, fiquei quinze dias em cada um e não vi nada do que vejo aqui”;

“Eu nunca uso transporte público, não funciona mesmo e não adianta reclamar…”; “Corredor exclusivo para ônibus atrapalha o trânsito”; “Eu peguei metrô uma duas vezes na vida, em Paris e em NY, em São Paulo não tenho coragem”; “eu contribuo de qualquer forma para melhorar o trânsito, só não me peçam pra deixar o carro em casa”;

“As reinvidicações são até justas, apesar do discurso ideologizado”; “Não existe mais esquerda, direita ou centro (mantra neoliberal)”; “Acabou a guerra fria, agora é guerra ao terror (do outro)”; “vamos destruir o povo e suas cidades para lhes dar a liberdade e a democracia”;

“Globalização é o fim da fronteira local em nome do universal (só não mexa no que é meu)”;

“Eu não voto em mais nínguem”; “Todos os políticos são corruptos”; “Eu não tenho nada a ver com isso, apesar de ter votado…”;”Não me envolvo com política, sou apolítico, a política é suja”;

“Nínguem (eu?) respeita as leis nesta cidade”; “Para quê leis, se elas não são cumpridas?”; “Existem leis que pegam e aquelas que não pegam” ;

“Pra quê Copa do Mundo aqui? Primeiro teria que resolver educação, saúde…” ; “A seleção brasileira é um lixo, a promessa agora é a Croacia…”; “Jogador de futebol ganha muito pra não fazer nada (a Nike agradece)”;

“O que falta para as pessoas é Deus no coração (em geral o “Deus” exclusivo da pessoa)” ; ‘Religião, política e futebol não se discutem (basta ignorar a opinião do outro); “O seu direito acaba onde começa o meu (ou a negação da dialética)”;

“O acesso ao livro é fundamentais (não importa onde, quando e como ele vai ser lido); “Informação é poder (e como tal privilégio de poucos)”; “Vivemos a era da informação…distorcida, tendenciosa, manipulada…”; Política cultural é um assunto complexo (quando se inaugura a discussão…?).

Eu poderia ficar horas a pensar, pensar, escrever, escrever, mas creio que cada qual identifica seus vários chavões de portas grandes…e o dos outros…



Da arte de fazer trocadilhos com intenções nojentas

agosto 24th, 2011

Eu adoro trocadilhos. Não, eu amo trocadilhos. Acho uma deliciosa perda de tempo que faz os neurônios trabalharem em prol da Língua Portuguesa.

Claro que por trás de todo trocadilho existe uma segunda intenção. Às vezes, é possível encontrar terceiras, quartas, quintas intenções…

…. e chegamos à manchete de hoje do Globo. Fui avisada da dita pelo Fernando, nos comentários deste blog, e o Aldo Augusto, mais conhecido no Twitter como @Man_Tecapto, e a @nunes_cintia, me enviaram a prova do crime.

Eis uma das manchetes de hoje do Globo (manchete da edição impressa, notinha ridícula, lá nosembaixo, no canto que fica embaixo do dedo que vira a página!):

Mas cadê o trocadilho, Madrasta?

Eu já chego lá! Antes de chegar lá, chamo-lhe a atenção para o título. Você deve estar pensando: Ah, o Guido Mantega é fazendeiro, latifundiário? E o MST invadiu as terras do petista do Mantega? Mas aí você começa a ler o texto, e descobre que o MST não invadiu nenhuma fazenda, mas o Ministério da Fazenda, cujo titular é Guido Mantgega.

Como eu já disse lá em cima, eu adoro trocadilhos. Não, eu amo trocadilhos. Mas neste caso, além de a intenção por trás dele ser espúria, o trocadilho ainda foi desinformativo. Vergonhoso.

Mas se você for reclamar com os sujeitos que fizeram essa manchete, o argumento deles será: “O erro foi seu que não reparou que Fazenda está em maiúscula, o que portanto caracteriza referência ao ministério, e não a uma propriedade rural”. E eu repito: Vergonhoso. Transmitem uma informação truncada e jogam a culpa pela percepção enviesada do enunciado na falta de atenção do leitor.

Enfim, o que esperar de um jornal cuja seção de correção de erros é intitulada autocrítica? (é, só eles que podem se criticar. Você não tem o direito de cirticá-los, porque eles têm uma seção especial pra isso! Taqueopa….)



Se um jornalista te pedir pra “conferir”, cuidado: ele quer que você faça o trabalho dele! (ô, raça!)

agosto 24th, 2011

A coisa já vinha me incomodando há algum tempo. Pensei em fazer um post a respeito, mas preferia sempre enviar o link pra obra-prima do Hector Lima. Mas já que ele me autorizou, deixa eu kibar o texto dele. Kibada portuguesa: copio o texto, colo aqui, cito a fonte e dou o link pro site original, claro! 😀

Enfim, ponha só uma coisa na sua cabeça: se alguém te pedir pra conferir alguma coisa, tá pedindo pra você verificar por conta própria se a coisa tá certa. Se um jornalista te pede pra fazer isso num texto, o que ele diz em síntese é o seguinte: ó, listei esses troço tudo aqui mas não conferi nada. Confira o que abre e o que fecha nesse feriado, porque eu não fiz o meu trabalho direito!

Mas deixemos que zifio Hector aborde o assunto:

Campanha pelo fim do ‘Confira’

Por Hector Lima [27.11.2009]

Esses dias um de nossos colaboradores perguntou por que eu havia editado seu texto e mudado o “confira” pra “veja”. Essa é uma questão que estou pra abordar faz tempo aqui na Goma, e vivia adiando pra não parecer chato nem metido, mas é algo importante para a saúde e o bem estar da população – então vamos lá:

Pare de usar o verbo CONFERIR no imperativo.

“Tá maluco, Hector?” Sim, maluco de amor pelos meus olhos e ouvidos. Eles sangram toda vez que ouço ou leio o verbo “conferir” ser usado no sentido de “veja”, “leia” ou “olhe” e afins.

No Jornalismo em geral é muito comum ele ser usado assim. Na TV não tem um dia em que eu não ouça pelo menos uma vez. Nas mídias impressa e digital a mesma coisa, talvez mais ainda. Mas o verbo ‘conferir’ não tem esse sentido. Veja:

Conferir

v.t. Verificar, ver se está certo.

Comparar, confrontar.

Dar, conceder, outorgar (prêmios, honrarias).

V.i. Estar exato, conforme: a cópia e o original conferem.

Sinônimos de Conferir

certificar, confirmar, corrobar, reconhecer e verificar

Dizer confira o texto [as imagens, a matéria etc] é a mesma coisa que dizer verifique pra ver se está certo. E não é isso que você está querendo dizer, né? Você não quer que seu leitor \ telespectador \ ouvinte seja um conferidor de uma lista de itens. Quer que ele “veja” ou “leia” aquilo que você quer apresentar.

Se o seu mundo caiu, sua cabeça explodiu e o chão parece ter sumido abaixo de seus pés, mal aê. Mas é isso. ‘Confira’ não deve ser usado para dizer ‘veja’, mas infelizmente muita gente faz esse uso errado. Nossos irmãos d’além-mar concordam.

Momento Prof. Pasquale: tudo bem… o uso, mesmo errado, força informalmente que certos casos tornem-se aceitos porque a língua evolui conforme o uso, não conforme as regras formais. O uso sempre causa a transformação. Isso rolou com ‘suporte técnico’, ‘liga pro suporte’, que é uma tradução literal do ‘support’ inglês. O certo seria usar ‘apoio’, ‘assistência [técnica,em alguns casos]‘. Mas com o uso acabou virando o sentido comum e aceito.

No caso do ‘conferir’ isso também pode acontecer e eu sou a favor da informalidade sempre, do popular, isso você já sabia. Mas no caso do ‘conferir’ isso é tão feio que eu não resisto. Morre um animal em extinção a cada vez que algum jornalista fala isso na TV, ou escreve em algum texto. É frescura minha, sim, mas é mais forte que eu, me recuso a aceitar.

Assim como todo mundo parou de usar “risco de vida” e trocou pra “risco de morte” é muito fácil fazer essa mudança – só começar a usar do jeito certo. Então é isso: pare de usar “confira”, prefira usar “veja”, “leia” e afins. Até “óia” tá valendo. Seu público e a Goma agradecem.



Não precisa esculhambar, né?

agosto 16th, 2011

Não, né?

Tá certo que errinhos de digitação acontecem.

Tá certo que eu adoro relevar esses errinhos, até porque eu sou mestra em escrever esotu ao invés de estou, por exemplo.

Tá certo que esses errinhos são fruto de distração ou de correria, e não de falta de raciocínio.

Mas também não precisa esculhambar, né, Estadão?

(Agradeço ao Beto Mafra e à Silvia Kochen pelo aviso da tetéia)

A não ser, é claro, que a intenção do Estadão seja fazer um trocadilho. Pensando bem, nem assim. Fica feio prum… “órgão de grande penetração” como o Estadão, né?



♥ Tem como não amar? ♥

agosto 14th, 2011

Aaaaaaaaiiiiiii, derreti todinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Tô quase chorando de emoção, viu, gente?

São comentários como esse que eu acabei de receber, do João Paulo Ferreira de Assis, que fazem valer cada segundo usado para fazer este blog, viu? Vou nem perder tempo explicando o porquê! Deixo que ele conte tudo:

 

Enviado em 13/08/2011 as 1:21 PM

Tomo a liberdade de propor uma sugestão:

Como a escola onde leciono, no interior de Minas Gerais aderiu ao movimento de greve dos professores estaduais, eu sugeri aos meus alunos que tivessem dúvidas sobre Gramática da Língua Portuguesa, que consultassem esse blog. Sugiro então que facilite aos meus alunos a pesquisa pelo seu blog, que considero um dos melhores do gênero, dispondo para consulta os links correspondentes. Grato pela atenção.
Cordialmente, João Paulo Ferreira de Assis

Eu respondi:

Enviado e14/08/2011 as 1:53 AM | Em resposta a João Paulo Ferreira de Assis.

Em primeiro lugar, muito obrigada, zifio! Fico lisonjeadíssima por saber que sou recomendada em sala de aula por professores! \o/
Em segundo lugar, te pergunto: quantos anos têm os seus alunos? Te pergunto isso pq eu não tenho lá muito controle com minhas expressões, escrevo palavrão mesmo! Tá tudo bem com isso? Se não, me avisa que eu JUUURO que eu tento me controlar!
Em terceiro lugar, tem um campo de busca no canto direito desse blog. Vou facilitar a vida docêis tudo: vou subir esse campo de busca e deixá-lo bem no alto do lado direito do blog, OK?
Em quarto lugar, quais seriam os links correspondentes a que vc se refere?

Saudações, e avante companheiro, a luta continua! Que Nossa Senhora da Concordância Verbal lhe ilumine os caminhos para exorcização de amebas escreventes! Transforme seus alunos todos em ectoplasmas suínos! :D

Abraços da
Bruxa

E aproveito pra avisar:

1- O campo de busca já foi devidamente “subido”. É o Procure aqui, zifio! Tá aí no canto direito —>

2- Aproveitem este post daqui pra conversarem com a Madrasta do Texto Ruim, crianças! Façam seus comentários e aguardem. Pelo menos uma vez por dia eu entro no blog pra aprovar o que vocês escrevem (Tão pensando o quê? Quem manda aqui sou eu!), e posso ou tirar as dúvidas de vocês pelos comentários, ou criar novos posts a respeito. Mas não se preocupem: todos terão resposta!

3- Declaro que, mesmo sem jamais ter conhecido o zifio, fui muito com a cara do professor de vocês, meninos! E decreto a partir de agora a sacrossantidade do professor João Paulo Ferreira de Assis. Se algum aluno sacanear ele, JÁ ESTÁ JURADO DE HEMORRÓIDAS, ENTENDERAM BEM?

4- Entrem no blog da Hillé, o Manual Prático de Bons Modos em Livrarias, sempre que encherem o saco do meu caldeirão. Lá vocês também vão dar boas gargalhadas!

5- Divirtam-se! \o/



Era uma vez uma bruxinha estudante (ou: estudar vale a pena, sim senhor! \o/)

agosto 12th, 2011

então houve ontem uma blogagem coletiva sobre a importância e a necessidade de se estudar?

Céus, ainda dá tempo de participar!? Espero que sim! Vou republicar um post de novembro, que eu adorei fazer! Ah, que gostoso foi relembrar meu tempo de escola! Espero que vocês curtam! (Mas vai estourar umas pipoquinhas, poreque esse texto é loooongo purdimais! 😀 )

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Juro por Deus – a entrada da escola era assim mesmo! Um sonho!

Tô sendo influenciada por essa blogosfera de Deus a fugir da linha editorial deste blog. Primeiro foi o Pannunzio que me inspirou a contar do dia em que o marido ficou preso do lado de fora de casa.

Agora é a Conceição Oliveira, do blog Maria Frô. Ela contou aqui sobre suas primeiras lembranças da escola primária. Os traumas com professoras sem-noção e as satisfações de uma menina a descobrir o mundo, as letras, os saberes, as receitas de feijão… 😀
Me peguei pensando na minha alfabetização e nas primeiras tias…
Ah, vou contar!
A primeira tia de que me lembro foi a tia Cema, ainda no Jardim de Infância. Uma senhora, cabelos tingidos de louro, rabo de cavalo. Devia ter seus 50 anos, no Colégio Professor Monteiro Barbosa, no subúrbio do Méier, no Rio de Janeiro. Eu morava em Higienópolis, Rio de Janeiro. Sabe Higienópolis, São Paulo? Pois é. Não. A rua principal desse bairro era (acho que ainda é) a Estrada Velha da Pavuna. Se você ainda não jogou no Google Maps, te digo que hoje a Linha Amarela cruza essa rua duas quadras depois de onde eu morava. O lado pobre da Linha Amarela, bien sûr.

Joguei no Google pra ver se encontrava mais informações sobre o Colégio Professor Monteiro Barbosa, e achei a bendita, gente!

Interior do colégio Professor Monteiro Barbosa       Eu brinquei muito aí!

Me acabei de chorar ao ver pelas fotos que o pátio, a cantina, continua tudo igualzinho ao que era quando eu estudei lá há… uma semana! O passado remoto aconteceu sempre na semana passada! 😀 reparem na piscina à esquerda. Também fiz natação lá! Gente, quanta emoção!

Mas eu falava da tia Cema. Lembro que certa feita ela contou pra minha mãe que, pela manhã, ela lavava fraldas de pano. Ou será delírio meu? De qualquer forma, minhas lembranças da tia Cema são iletradas e raras. Apenas muito carinho. Isso foi em 1978 marromeno. (velha é você!) Mas eu tô pensando aqui, e ligo muito a tia Cema à imagem da Hebe Camargo… (não, é a tua mãe que é velha, seu sem-educação!)

Fui me alfabetizar no ano seguinte ainda no Monteiro Barbosa. O Sonho de Talita foi minha cartilha. Me lembro do desenho da Talita, e hoje me dou conta por que, anos mais tarde, fui tomada por uma ternura inexplicável pela imagem da Mafalda, do Quino. Gê-me-as. 😀

O Sonho de Talita – Livro de Exercícios (que eu nem lembrava que tinha)

Minha professora: tia Maria Augusta. Em minhas memórias, não era bonita. Cabelo maltratado, rosto espinhento. E suas motivações eram regadas a lápis: fez o dever bonito? Ganha um lápis! Chegou cedo? Ganhou um lápis! tirou 100 na prova? Adivinha? Lápis! Um lápis simples, preto… que eu cobicei muito!
O contrário do lápis preto era o ficar em pé na frente da sala diante do quadro negro, e todos os coleguinhas olhando pra sua cara. Fiquei uma vez, porque me esqueci de fazer o dever de casa. Chorei até não poder mais. Hoje acho que foi injusto, mas será que essa reprimenda não funcionou?
Modéstia à parte, acho que era uma das melhores alunas. Era ávida e ansiosa por aprender a ler tudo o mais rápido possível. A turma inda tava no ma-me-mi-mo-mu e eu já tava nos dígrafos de cachorro. Só fui descobrir que diachos era um dígrafo quando a tia Augusta explicou, mas àquela altura eu já havia inferido que ch tinha som de x. Aliás, por quê fomos aprender o x de xadrez e o z de zebra só no final do livro, no último bimestre? Eu já tinha chegado lá em junho!
O Sonho de Talita - livro principal

O Sonho de Talita – livro principal

Por falar em reprimendas, me lembro como se fosse hoje de quando comecei a estudar os dígrafos lha-lhe-lhi-lho-lhu. Naquele fim de semana, a família se reuniu na casa da minha madrinha. Na hora do cafezinho, me ofereci toda sestrosa para escrever numa lista quem iria querer cafezinho. Escrevi os nomes com todo o cuidado e, ao entregar o papelzinho à minha madrinha, ela riu com gosto da minha cara: “ô, minha filhinha! TiaAmélia não se escreve com éle agá!” Eu escrevi Tia Amélha. E juro por Deus, todas as vezes que escrevo ou digito a palavra Amélia, me lembro desse momento. Isso me ajudou – e muito – a me esforçar para jamais errar na grafia de uma palavra.

Mas eu ia pra escola de ônibus. Havia três “linhas” de ônibus, todas da escola: a vermelha, a azul e a verde. Eu ia no ônibus vermelho, dirigido pelo tio Joel. Meu irmão tinha 2 anos, e me acompanhava fascinado naquele ritual de acordar, fazer o dever de casa, tomar banho, almoçar, vestir o uniforme e esperar pelo ônibus do tio Joel, que me levava pra aula.

A carteirinha do meu primeiro ano no     Monteiro Barbosa

Um belo dia, pedi à minha mãe que me comprasse outro caderno, pois o meu estava acabando. Meu irmão pediu na hora: “eu também quelo!” e minha mãe trouxe dois cadernos. Quando o ônibus chegou e buzinou, eu desci correndo pra pegá-lo. Meu irmão, trajando apenas um shortinho, descalço e sem camisa, mas com o caderno novo e uma caixinha cheia de cotocos de lápis em mãos, disse com toda a autoridade: “Eu também vou! Eu tenho caderno!

Eu e meu irmão com o tio Joel. Nesse ano, eu estava sendo diplomada na alfabetização; ele ganhou o diploma de “adeus às fraldas” 😀

Naquela tarde, minha mãe conteve meu irmão – que chorou até pegar no sono. E ligou pra diretora da escola (que, anos mais tarde, seria acusada de tramar o assassinato do marido,o tio Lindáureo, mas  deixa isso prá lá), de cujo nome não me lembro. E a diretora disse que meu irmão poderia, sim, frequentar a aula do maternalzinho. Minha mãe então saiu pra comprar um uniforme pro meu irmão.

No dia seguinte, meu irmão não cabia em si de felicidade. Quando o ônibus do tio Joel chegou, ele subiu, deu um grande aceno a todos no ônibus e disse: oi, pessoal, hoje eu vou também! E correu pro fundo do ônibus. “E nem pra me dar um beijinho!”, chorou minha mãe ao telefone com meu pai, minutos depois da partida.
Eu fazia balé e, no final do ano, havia apresentação. Fiz duas apresentações, lá. Uma coma música dos Gatos dos Saltimbancos (nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres…) e outra da Emília (Pobre de mim Emília me traga uma notíca boa Pirlimpimpim, se não chover É vento ou é garoa). E ainda me lembro de parte das coreografias. Gente, a Cher (meu neurônio) é poderosa e vitaminada, viu?

Não me lembro dos livrinhos que eu lia nessa época. Mas me lembro que lia muita revistinha do Walt Disney e da Mônica – com o tempo, meu gosto foi se refinando e meu coração foi possuído pelo Zé Lelé 😀 . Mas o ano em que me alfabetizei foi também quando comecei a me interessar por Monteiro Lobato – por causa do Sítio do Pica-pau Amarelo que passava na Globo.

No ano da apresentação da Emília. à minha direita, o Yaro.

Aliás, duas grandes frustrações da minha infância: eu falava que nem a Emília faz de conta mesmo que não sei o quê não sei o que lá – PIRLIMPIMPIM, PIRLIMPIMPIM, PIRLIMPIMPIM! – eu dizia pirlimpimpim três vezes e não acontecia na-da comigo. Isso e eu me empolgar com o convite do Daniel Azulay: vamos lá, amiguinho, você consegue desenhar que nem eu – e o meu desenho invariavelmente ficava uma boooooosta. Desses dois traumas eu acho que jamais me recuperei.
Me lembrei de um coleguinha que sempre sentava a meu lado no ônibus, o Yaro. Nós brincávamos que éramos dois extraterrestres navegando em nossa espaçonave (oi?), a Puquixa e o Puquixo. Agora, de onde eu desenterrei essa memória, não sei. Sei que googlei o Yaro e acho que ele virou tatuador. Acho.
Em 1980, minha família se mudou para Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, e eu fui estudar no Educandário Logosófico González Pecotche. Minha professora da primeira série primária era a tia Gláucia. Ela morava a uma quadra de onde eu morava, ambas perto da escola, que fica logo no começo da rua Mena Barreto, em Botafogo (que ainda se chama Álvaro Rodrigues) – ou no final da General Polidoro, seus fundos.
A tia Gláucia era muito legal. Jovem, esperta, falante, se mexia muito pra falar – via nela uma irmã mais velha. Décadas mais tarde (oi? eu disse décadas? Que nada! Apenas uma semana se passou!) eu a reencontrei. Já cursava faculdade de jornalismo na UFRJ. Entrei num auditório da Praia Vermelha e a vi, rodeada de colegas. Acho que cursava alguma pós em pedagogia. Eu a interpelei:
– Oi, você se chama Gláucia, né?
Ela se encolheu um pouco na cadeira e fez que sim com a cabeça. Prossegui:
– Sabe por que eu sei? (ela se encolheu um pouco mais e aguardou a resposta) É porque você foi minha professora na primeira série, em mil novecentos e [conteúdo censurado], no Logosófico, ali na Mena Barreto, lemb…
– Aaaaaaaahhhhhh! Eu tava com medo que você dissesse isso! Mas eu me lembro de você! Você é a fulana, filha da Iolanda, irmã do Paulo! Me lembro de você como se fosse hoje! Nossa, que primor de aluna! Tem doze anos e já está na faculdade, né?
Assim como eu, tia Gláucia também tem problemas com o passar do tempo…
Engraçado que da tia da segunda série eu tenho poucas lembranças. Tia Denise ou tia Cristina? Não lembro. Lembro apenas que ela odiava ser chamada de tia.
– Sou irmã do pai? Sou irmã da mãe? Então, por que você me chama de tia?
Porque eu fui ensinada a chamar professora de tia no maternal, tia!

Tenho grandes e deliciosas lembranças do Santo Amaro. Tenho, sim!

Terceira Série, e eu mudei de escola. O Logosófico era muito fraco, minha mãe tava incomodada com o fato de a professora não ter chegado nem à metade do livro de matemática. Fui parar na 3ª série B, da tia Tereza, no colégio Santo Amaro, que fica na rua 19 de fevereiro, também em Botafogo.
Tia Tereza tá lá até hoje. Vira e mexe eu a vejo. Ela abre um grande sorriso pra mim, mas sei que ela não se lembra de mim. É que o séquito de ex-alunas que falam com ela com um grande sorriso nos lábios é grande, ela apenas cumpre o dever de ser educada. Tenho medo de pensar quantos anos de magistério tia Tereza tem nas costas. Mas é uma excelente profissional.
Lembro que foi ela quem me ensinou os tempos verbais no modo indicativo. Ainda vejo em minhas retinas o quadro negro cheio de tabelas repletas de verbos conjugados no presente, pretéritos perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito e futuros do presente e do pretérito do Indicativo. Acho que foi ela quem ensinou subjuntivo e imperativo, também.
Eu conjugava todos os verbos no meu caderno, ávida por saber de tudo. E adorava o fato de ter tanta coisa nova a aprender e desbravar. Tinha um grande prazer em pegar a régua e desenhar no meu caderno as linhas que separavam os tempos verbais. Será que as crianças de 8 anos ainda têm direito a ter o prazer de saber e de aprender gramática?
Acho melhor parar por aqui, porque eu tô me lembrando de todos os professores de português que eu tive – alguns brilhantes, outros mediocremente lamentáveis. Mas sei que, desde cedo,
(   ) nossa Linda flor do Lácio
(   ) nossa língua inculta e bela
(   ) nossa Língua Portuguesa
[escolha acima seu chavão preferido para se referir ao português]
sempre me fascinou, me entreteve e me trouxe muito prazer no aprendizado.
A ponto de eu encher o saco de vocês por aqui!
Pronto! Lembrei!
E tô aqui me acabando com meus recuerdos…
Ah, conta pra mim e pra Maria Frô as suas lembranças da escola…
Divirtam-se aí embaixo nos comentários! E eu prometo dar uma canetadinha nos textos muito grandes, sem nem falar nada! :D’
(e então? Vale a pena estudar? 😉 )


Duff McKagan: roqueiro, colunista e pai de família

agosto 10th, 2011

Ele era assim...

Imagine a seguinte história: o cara foi membro de uma das bandas que mais ganhou dinheiro na década de 1990 Fumou, cheirou, bebeu e injetou todas. Chegou ao ponto de, no auge do vício, comprar uma casa em sua cidade natal, Seattle, olhar para o forro de cedro que colocou no teto da casa e dizer: esse teto vai durar uns 25 anos, mais do que eu. Seria uma história com um final triste, se ele não estivesse sóbrio desde 1994 e se dando conta de que, 17 anos depois, tá na hora de trocar o forro.

É nessa linha que o ex-baixista do Guns n’Roses, Duff McKagan, escreve suas colunas toda quinta-feira na Seattle Weekly. Ele consegue falar de um puta drama (largar as drogas) a partir de um detalhe banal do cotidiano (tenho que trocar o telhado desta casa). Do cacete. Simplesmente. Aí ao ler os textos deliciosamente bem-escritos, você descobre que o sujeito largou as drogas, mas não largou o rock’n’roll. Virou pai babão de duas meninas pré-adolescentes, tem um casamento que já dura seus bons 15 anos, viaja pra cima e pra baixo com a banda Loaded, adora o cachorro que tem e nunca vai se esquecer da labradora que já teve. Rala pra caramba pra manter a família e a banda – e reclama dos dias em que a mulher liga pra ele levar leite pra casa e ele está de moto.

Teminhas triviais, bobinhos, tolinhos, dirá você. Mas o Duff escreve bem pra caramba. E você acaba se divertindo ao descobrir que esse roqueiro heavy metal leva as filhas aos show s de Justin Bieber (foram três colunas de Justin Bieber!) e Britney Spears. Ou do dia em que ele resolveu que a família iria se divertir no verão se fossem acampar todos juntos. Eu ri pra valer quando ele contou o que vai fazer com o primeiro namoradinho da filha. Ou como manter a sanidade sendo o único homem numa casa repleta de hormônios.

Por outro lado, ainda quando os temas da coluna se resvalem em assuntos pesados como o lado difícil e complicado de largar as drogas, o texto é leve e simplesmente flui. E você acaba suando frio junto com ele quando ele conta como foi a primeira vez em que ele foi sóbrio ao supermercado, depois de ficar duas semanas no hospital se recuperando de uma cirurgia de emergência no pâncreas (que não guentou a vida de viciado e pediu as contas). Foi a virada de que ele precisava.  Mas quando ele lamenta a morte de Amy Winehouse, você sente as dores dele e da Amy. E se dá conta do quanto a moçoila deve ter sofrido.

Em outra coluna, você vibra quando, ao citar Joe Strummer, ele dá uma lição de humildade não só para roqueiros, mas pra qualquer profissional que se acha o fodão.

... e ficou assim!

Mas há textos menos pessoais, nos quais ele analisa o atual mercado fonográfico, ou do dia em que o Obama foi eleito.

É, galera, malzaê. Obcequei com Duff McKagan. Mas a culpa é toda do Axl Rose. O ex- não, ele ainda é, só não avisaram pra ele que a banda acabou, mas deixa isso prá lá vocalista do Guns n’Roses andou falando bem da economia brasileira dia desses, mas eu tinha lido qualquer coisa há eras sobre não o vocalista, mas o baixista do Gun n’Roses, Duff McKagan, ter se matriculado numa faculdade de economia. Meus neurônios reclamaram a informação correta, e lá fui eu jogar o Duff no Google.

Por isos nem vou contar pra vocês que o cabra já escreveu sobre economia pra Playboy americana. Tambpem não vou contar que ele precisou de alguns parágrafos pra destruir ideologicamente o Tea Party.

Tudo isso pra dizer que eu recomendo dicumforça os textos do Duff. Toda quinta-feira, aqui. (aviso: tudo ininglix. Tem um site brasileiro que faz uma ou outra tradução, mas vale a pena mesmo ler no original!)

Só lembro de um roqueiro brasileiro chegar perto do que são as acolunas do Duff: o João Gordo era colaborador da revista eletrônica NoMínimo. Os textos dele eram igualmente leves e divertidíssimos. Ele também foi a um show da Sandy (“você descobre que vai precisar de alguns anos de análise no dia em que os fãs da Sandy não só te reconhecem como pedem pra tirar foto contigo“).
Também contou de como foi sua experiência num spa (ele contou que o melhor do spa foi ter se internado lá na mesma época em que o William Bonner estava por lá, porque o Bonner jogava videogame ao lado dele e, quando morria durante os joguinhos, falava palavrão no timbre do boa noite do Jornal Nacional.  Daí o João Gordo, que também tava tentando jogar o game dele, caía na na gargalhada e desistia de jogar).

Infelizmente os arquivos da No Mínimo não estão mais disponíveis na web, porque os textos do João Gordo eram maravilhosos.



O dia em que o jornalismo das Organizações Globo ficou melhor que Zorra Total

agosto 7th, 2011

(Sugiro que antes de ler este texto você estoure umas pipocas. Juro que vai ficar mais divertido! 😀 )

Eis que na noite deste sábado as esferas digital e real do Brasil foram sacudidas pela publicação dos Princípios editoriais das Organizações Globo. Fui ver de que se tratava. Dei boas gargalhadas, pois só fui me lembrando de comparar a teoria com a prática.

O… texto troço negócio documento tratado, pronto, o tratado! Enfim, o tratado é longo pra dedéu. Tá superbem escrito (nesse ponto pouco há para se falar das Organizações Globo, eles ao menos escrevem direito NÉ, FOLHA?.). Mas é de uma arrogância argentínica que causa muitos risos a quem o lê. E ó: vou tentar nem entrar em confusões e quiproquós de edição de último debate do Lula em 1989 ou de cobertura das Diretas Já e o povo não é bobo abaixo a Rede Globo blablabla whiskas sachê que é pra não partidarizar este blog. Porque, né? A gente inté tenta arrespeitá azidéia dos dotô filho de Roberto.

Enfim, vamos à primeira parte do texto que desbancou o Zorra Total, como muito bem lembrou o Caribé. Mas antes, minha cara de #cejura? ao ler o texto:

CEJUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA?

 

BREVE DEFINIÇÃO DE JORNALISMO [brevinha, brevinha! Só duas páginas!]

 

De todas as definições possíveis de jornalismo, a que as Organizações Globo adotam é esta: [rufar de tambores….] jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas [cejura? Olha, ficou bonito isso, viu? Deixa eu pensar só um cadim, então: monditroço que eu faço dentro de certos princípios e regras, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas? Então, deixa eu fazer um jornalismo global aqui: minha atividade é: analisar texto ruim, mal escrito ou contraditório. O seu texto escapou da primeira e da segunda. Mas caiu lindo e bonito no alçapão da terceira definição, zifio! Esse primeiro conhecimento produzido sobre esse texto daqui não foi dos melhores. Será que dá pra melhorar a situação? Prossigamos, pois!]. Qualquer fato e qualquer pessoa [Aimeudeusdocéu! Qualquer, qualquer, qualquer? Cejura que é qualquer? Tipos: moradores de favelas de são Paulo que vira e mexe encaram um incendiozinho doido no local? Ou, quem sabe, uma subcelebridade na fila do caixa eletrônico?]: uma crise política grave, decisões governamentais com grande impacto na sociedade, uma guerra, uma descoberta científica, um desastre ambiental, mas também a narrativa de um atropelamento numa esquina movimentada, o surgimento de um buraco na rua, a descrição de um assalto à loja da esquina, um casamento real na Europa, as novas regras para a declaração do Imposto de Renda ou mesmo a biografia das celebridades instantâneas.[aaaahhhh, viu só? Qualquer é qualquer, mesmo!]

Vamos então a um exemplo prático do que um veículo das Organizações globo entende por jornalismo?

 

Definição de jornalismo para as Organizações Globo


[Duvida de mim? Então, clicaqui que você vê que eu não tô inventando nada! Mas voltemos à (cof, cof) brilhante (cof, cof) definição de jornalismo desse compêndio das definições ululantes]:

O jornalismo é aquela atividade que permite um primeiro conhecimento de todos esses fenômenos, os complexos e os simples, com um grau aceitável de fidedignidade e correção, levando-se em conta o momento e as circunstâncias em que ocorrem. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade. [Pois não! No caso ilustrado acima, então, ficou faltando uma análise mais precisa, sabe?

– O que Preta Gil foi fazer no caixa eletrônico? Sacar dinheiro? Por quê? Ela consultou o extrato? Retirou folhas avulsas de cheques? Refez seus investimentos? Mas a pergunta que eu realmente faço é: o que me interessa a relação de Preta Gil com o caixa eletrônico? Ou: em que o relacionamento de Preta Gil com uma máquina vai interferir na minha vida? Porque quem definiu esse texto como jornalismo foram vocês, não fui eu!]

Antes, costumava-se dizer que o jornalismo era a busca pela verdade dos fatos. Com a popularização confusa de uma discussão que remonta ao surgimento da filosofia (existe uma verdade e, se existe, é possível alcançá-la?) [boceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo] , essa definição clássica passou a ser vítima de toda sorte de mal-entendidos [como diria o Tutty Vasques: ô, raça! Bando de desocupado que fica atrás do jornalismo dos outros tentando apontar contradição, né? Melhor nem dar bola pra esses inúteis!]. A simplificação chegou a tal ponto que, hoje, não é raro ouvir que, não existindo nem verdade nem objetividade, o jornalismo como busca da verdade não passa de uma utopia. É um entendimento equivocado [Cejura? Por quê?]. Não se trata aqui de enveredar por uma discussão sem fim, mas a tradição filosófica mais densa dirá que a verdade pode ser inesgotável, inalcançável em sua plenitude, mas existe [nós é que não somos competentes pra chegar até ela, né? Mas espere! Nós temos as Organizçaões Globo que fazem isos pra gente! Zás! Que marravilha!!!] ; e que, se a objetividade total certamente não é possível, há técnicas que permitem ao homem, na busca pelo conhecimento, minimizar a graus aceitáveis o subjetivismo [Tô dizendo! Vocês são todos uns iluminados! Mas eu sou obrigada a perguntar só um trocinho aqui: qualquer coisa sobre qualquer pessoa é a verdade dos fatos? Como se dá isso: Ixplica?].

É para contornar essa simplificação em torno da “verdade” que se opta aqui por definir o jornalismo como uma atividade que produz conhecimento [aaaaaaaaaaaahhhhhh, saquei! Que se dane a verdade! O importante é como a gente fica sabendo das parada!]. Um conhecimento que será constantemente aprofundado, primeiro pelo próprio jornalismo, em reportagens analíticas de maior fôlego [E eu aqui elogiando o texto! Esse negócio de reportagem com fôlego vocês aprenderam com a Folha de SPaulo, né? Contrataram o mesmo personal trainer deles pra dar fôlego às histórias? Porque, né? A tendência é essa! Personal trainer nas reportagens e publicações jornalísticas para dar mais fôlego e agilidade! Taqueopa….] , e, depois, pelas ciências sociais, em especial pela História. Quando uma crise política eclode, por exemplo, o entendimento que se tem dela é superficial, mas ele vai se adensando ao longo do tempo, com fatos que vão sendo descobertos, investigações que vão sendo feitas, personagens que resolvem falar. A crise só será mais bem entendida, porém, e jamais totalmente, anos depois, quando trabalhada por historiadores, com o estudo de documentos inacessíveis no momento em que ela surgiu [E aí vem a vergonha alheia: Como é que aqueles manés daquele jornal puderam escrever esse bando de baboseira a respeito da economia? O que passava pela cabeça daquela moça de cabelos indomados que tinha coluna no jornal e na TV? Será que ela não percebia que tava falando besteira? Ela tinha trauma de marola?]. Dizer, portanto, que o jornalismo produz conhecimento, um primeiro conhecimento, é o mesmo que dizer que busca a verdade dos fatos, mas traduz com mais humildade o caráter da atividade. E evita confusões.[para tudo que quem não entendeu nada agora fui eu! Lá em cima vocês diziam que é melhor dizer que  o jornalismo produz conhecimento. Depois, vocês ponderaram que não é bem assim, que ele também é a verdade dos fatos. Aqui vocês concluem que produzir primeiro conhecimento é buscar a verdade? Misturou tudo na coqueteleira e mandou ver? Pô, ao menos bota um runzinho aí pra dar liga, né?]

Dito isso, fica mais fácil dar um passo adiante [Malvados! Tacaram rum no texto e querem que eu saia andando! OK, vamos lá, eu sou uma lady!]. Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar [Manual de funcionamento de máquinas e aparelhos entram nessa definição?] . O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica [Tá. E vocês se inserem em qual definição? Aceito a resposta do press-release e a resposta sem hipocrisia! Prometo identificar as duas adequadamente!] . Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda [Cejura? Cejura? E qual é o partido das Organizações Globo? Deixa ver… é um partido que acha que o Chávez não presta, que o Lula não fez um bom governo, que a Dilma é faxineira e que o Jobim é um gênio da raça. E um partido que acha importante o fato de Preta Gil sacar dinheiro no caixa eletrônico! Puxa, ficou difícil traçar uma linha político-ideológica, né?] . Algo bem diverso de um jornal generalista de informação: este noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas. Produz conhecimento. As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar.[Cejura? Mas cejura mesmo? E ao produzir esse conhecimento, não haveria a necessidade comercial de vesti-lo com um viés consumível? Quer dizer, não seria importante tornar a notícia interessante e sedutora ao público? Ou não existe isso de o jornal ser um produto comercial? Iiiiihhhh, confundiu tudo agora, né?]

É claro que um jornal impresso, uma revista, um telejornal, um noticiário de rádio e um site noticioso na internet podem ter diversas seções e abrigam muitos gêneros: o noticiário propriamente dito, os editoriais com a opinião do veículo, análises de especialistas, artigos opinativos de colaboradores, cronistas, críticos. E é igualmente evidente que a opinião do veículo vê a realidade sob o prisma das crenças e valores do próprio veículo [Epa! Um veículo tem crenças e valores? Uai, mas lá em cima você disse que só partido político que tinha esses troço daí… num tô entendendo mais nada! Quer dizer, então, que um partido ter opinião e ideologia é propaganda, mas um veículo ter opiniões e crenças e valores é válido, e essas opiniões, crenças e valores são sempre e inquestionavelmente melhores do que as deste ou daquele partido político? Então, vocês são o quê? Semideuses? Também quero essa carteirinha! Onde consegue?]. Da mesma forma, um cronista comentará a realidade impregnado de seu subjetivismo, assim como os articulistas convidados a fazer as análises. Livre de prismas e de vieses, pelo menos em intenção, restará apenas o noticiário. Mas, se de fato o objetivo do veículo for conhecer, informar, haverá um esforço consciente para que a sua opinião seja contradita por outras e para que haja cronistas, articulistas e analistas de várias tendências. [Aham, Rodrigo Vianna! Senta lá!]

Em resumo, portanto, jornalismo é uma atividade cujo propósito central é produzir um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas.

Aguardem para os dias vindouros as análises dos outros pontos do compêndio. Esse foi só o preâmbulo!



Resultado do exame via web: texto turvo, cor amarelo-citrino

julho 27th, 2011

Dileta ectoplasma suína me envia e-mail fofo:

Fui acessar o resultado de um exame clínico no site do laboratório e ao clicar no link da ajuda, pulou da tela um texto que mais confundiu do que esclareceu!

Pois vejam o que confundiu a zifia (aviso: o festival de caixas altas e baixas são originais do autor, tenho nada a ver com isso. E não me peçam explicações para o fenômeno, tampouco as tenho!):

Informo, [Essa vírgula aí faz o quê, zifio?] que todos resultados INDIVIDUALIZADOS por paciente, [Se os resultados são divulgados por paciente, então por definição eles são individualizados. Prá quê a explicação enfática de que eles são individualizados? Não entendi! Como também não entendi a função da vírgula depois de paciente] podem ser visualizados e impressos via WEB, onde na etiqueta de cod. de barras [vaiveno a gênese da confusão! O negócio é via web onde na etiqueta. Só eu que entendi que a tal da etiqueta de código de barras está na Web?], qual o PACIENTE RECEBE QUANDO EFETUA A COLETA [Não! Aqui vem a explicação: a etiqueta com código de barras é entregue ao paciente no momento em que ele colhe material para exame! Mas de onde, por que e para que surgiu esse qual eu não sei explicar, não senhores!], QUE ESTA ANEXADA NO CANTO DIREITO DO PROTOCOLO DE RETIRADA DE EXAMES [Aí ferrou de novo: é a coleta que está anexada no canto direito do protocolo? Que que tem a ver protoocolo com coleta com código de web? Quem disse eu?] , onde [Segunda vez que aparece um onde pra confundir azidéia da coisa! Reparem que ponto que é bom ainda não deu as caras!] o numero maior ali constante (que contem dez algarismos), e o USUÁRIO (logim)[logim eu não conheço, nunca ouvi falar. Conheço login. Mas deixa prá lá, não vou ficar procurando confusão num texto que já é auto suficiente no quesito!] e, o numero menor, no final da etiqueta, de 05 algarismos e a SENHA [Eu tenho cá pra mim que uma dessas conjunções e na verdade é o verbo ser: é. Sem acento! Mas qual é qual, não sei. só sei que o festival de vírgulas aí só se explica se o autor, no fundo no fundo, acreditar que assim ficou bonitinho!],  PODENDO [tava faltando um gerúndio sem necessidade pra dar a liga final nesse textinho de bosta! Agora não falta mais nada!] ATRAVÉS DO SITE:WWW.labclim.com.br, RETIRAR SEU RESULTADO [quem pode retirar o seu resultado? é seu de quem?]

Pra variar, dá pra perceber o índice de ruindade do texto (ruindade = texto ruim, e não texto malvado) pela quantidade de azul da mancha do parágrafo daí de cima. Quanto mais azul, pior está o texto. Mas olha só como os cabra se amarra em complicar uma coisa tão fácil:

Acesse e imprima o resultado dos seus exames via web, em nosso site www.labclim.com.br.

Para isso, basta digitar no site os números que constam no canto direito do protocolo de retirada de exames: usuário (o número com dez algarismos) e senha (de cinco algarismos).

Viu só? Duas linhas e meia, duas frases.

Mas nego compliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiica….



Inda perco o dedo com um título desses…

julho 26th, 2011

Digo duas coisas:

1- Adoro ler revista de fofocas. É minha leitura preferida no salão, onde faço minhas unhas.

2- Se sou eu que pego um troço desses, desavisada, no salão de beleza, sou capaz de processar a publicação que cometeu o título daí de baixo. Meu surto ao ver esse título vai ser tão assustador que, sem querer, a manicure pode cortar meu dedo fora! /o\

Não sei qual publicação cometeu esse título. A foto foi enviada pela @drispaca via Twitter.

E obsessiva se escreve assim. Não me venham com a história de mas e a reforma ortográfica, Madrasta, porque o alicate tá aqui pertinho…



Manual prático de bons modos em livrarias

julho 22nd, 2011

Parei um pouco de ler esse blog pra recuperar meu diafragma.

O Manual prático de bons modos em livrarias é o relato dramático de uma pobre livreira obrigada a lidar com amebas consumidoras de livros e afins (“Tem o DVD do Repórter 6?” E o sujeito queria era o DVD do Harry Potter. sentiram a linha editorial, né?).

Quer dizer, o drama é da livreira. Eu estou é me acabando de rir com os textos!

Dica deliciosa do Cardoso que vai entrar aí no cantinho direito deste caldeirão.

E na minha lista de páginas que se abrem automaticamente a cada sessão de meu navegador.

Agora, licença. Já peguei mais lencinhos pra acompanhar a leitura (tô chorando de rir, sério) e vou ler todos os posts, desde o início do blog.



O benfeito é bem-feito. Calma que eu explico!

julho 21st, 2011

Adoro esses quiproquós do Twitter!

*** aqui começa um breve nariz de cera. Leia se tiver saco***

Agorinha há pouco a Rosana Hermann tava reclamando que bem-feito a partir de janeiro deverá ser escrito benfeito. Daí que várias pessooas reclamaram da nova ortografia pereré pão duro blablablá todas discute no Twitter (por favor, não corrija o português, sei que está errado, foi de propósito). Eis que a Marinilda (já disse que curto horrores a Marinilda? Gente, curto horrores a Marinilda, viu?) bateu o pé e disse que benfeito não existe nem jamais existirá. Daí que esta anta que vos fala foi ver o que Evanildo Bechara tem a dizer a respeito. E num é que a Marinilda tá certa, sô?

*** aqui termina o breve nariz de cera. Pode ler daqui pra baixo!***

Enfim, que eu fui ver qual é a desse negózdi bem-feito. Diz a 2ª Edição ampliada e atualizada pelo Novo Acordo Ortográfico da Gramática Escolar da Língua Portuguesa, de Evanildo Bechara (p. 611):

Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado ao segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte quando o significado dos termos é alterado:

  • bendito (= abençoado),
  • benfazejo,
  • benfeitor,
  • benquerença e afins:
  • benfazer,
  • benfeitoria,
  • benquerer,
  • benquisto,
  • benquistar,
  • benfeito (substantivo; = benefício); cf. bem-feito (adjetivo = feito com capricho, harmonioso), e
    bem-feito! (interjeição)

Em língua de gente, é o seguinte:

Quando você quiser dizer “troço feito direito”, pode escrever bem-feito, assim, com hífen. Vai na fé de Bechara e seja feliz.

Mas se a sua intenção é dizer que o negócio é um benefício, aí você junta tudo, troca o eme pelo ene (porque aquele papinho de antes de p e b só se usa m não vai morrer tão cedo), escreve benfeito, entende que é substantivo e se agarra dicumforça em Evanildo Bechara pra se garantir na história toda.

Porque se você se agarrar a Tio Antônio Houaiss, ele vai te dizer que benfeito é como você deve escrever bem-feito de agora em diante.

(Prevejo confusão, brigas, balbúrdia e desentendimentos em janeiro de 2012 por causa desse (des)acordo ortográfico. Inda bem que em dezembro de 2012 o mundo acaba…)



Didática do trauma. aula nº4: por que não usar a expressão vis-à-vis

julho 18th, 2011

(Antes de começar o post, deixa eu pedir ajuda pro tio Antônio pra ele explicar que negózdi vis-à-vis é esse:)

vis-à-vis:
advérbio
1 em face; defronte
Ex.: sentamo-nos v. 

n preposição
2 em frente a
Ex.: uma janela v. à Baía de Guanabara
3 em relação a; em comparação com
Ex.: ativo bancário v. passivo anual

n substantivo de dois gêneros e dois números
4 pessoa que está colocada à frente de outra
Exs.: meu v. na quadrilha foi Virgílio
no escritório, meu v. é papai
5 tipo de carruagem cujos ocupantes se sentam face a face

Olá, amebas! Sejam bem-vindas a mais uma aula da Madrasta do Texto Ruim.

Daí você curte horrores dar um tchan, um élan ao seu texto, e usa a expressão vis-à-vis, né?

A Madrasta do Texto Ruim avisa: faz isso não, zifio! Ssuncê num sabe que ssascoisa fica feio?

De jeito nenhum, Madrasta! é uma expressão chique e elegante, vou usá-la! – dirá você, ameba.

Aí eu venho e provo pra você que você num tá na melhor das companhia, não, zifio…

Digo marnada…

 



Dilma é presa mas não grava depoimento para novela do Sílvio

julho 15th, 2011

Eparrê-iansã! Hoje as amebas surtaram!

Pô, já é o TERCEIRO POST NUM SÓ DIA! Cristorrei me dê Fendi!

Porque, né? Em dia de surto de ameba escrevente, a Folha tem que marcar presença, né? Hoje, vamos de coluna Outro Canal. Gentilmente enviada pelo Cardoso.

Uma das notas informa que o SBT não vai mais exibir depoimentos reais na novela Amor e Revolução e ninguém sabe o porquê blablabla whiskas sachê. Tudo seria apenas mais uma SBTice, mas aí vem a Folha e rouba a cena do nonsense bem no último parágrafo:

Vale lembrar que na época da estreia de “Amor & Revolução”, em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff (PT) entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou nada para a novela.

Ô frasezinha infeliz, viu?

Não seria melhor dizer:

Dilma era militante política e chegou a ser presa na época da ditadura militar, mas não gravou nada para a novela. ?

Custa ser um pouquinho mais claro, custa?

E não me venham falar de espaço para o texto, porque a coisa foi publicada no blog, essa desculpa de espaço non ecziste!

 

 



Ig e o adubo étnico

julho 15th, 2011

Agora me digam: ao ler um troço desses, oo que é que vocês pensam?

Tem gente desenvolvendo adubo étnico, é isso?

Aí, você lê o intertítulo (a linha de baixo) e descobre que trata-se de fertilização de óvulos humanos.

Mas como faz com pessoas como eu que, ao verem a foto do Roberto Carlos logo abaixo, voltaram a pensar em adubos étnicos?

Gente, essa dicotomia do discurso do Ig tá foda hoje, viu?



PIG faz de tudo para acabar com a credibilidade de Rodrigo Vianna

julho 15th, 2011

É. Também achei. Ficou super sensacionalista e tendencioso esse título, né? Mas me diga uma coisa: você começou a ler esse texto por causa do título? Então não reclama, continua a ler e aprenda a manipular informações, ó ameba:

Tava eu aqui quieta no meu canto, cabando de ver o último capítulo de Vale Tudo e quase desligando o computador quando bato ozolho num pio que a Li mandou. Clico no link em questão e me dou de fuça com essa coisa lheeeaaannnda daí, que já deve ter sido remendada pelos revisores pouquinha coisa mais atentos (ainda que a prova tenha sido guardada para toda a eternidade pelos deuses do print-screen):

Quer dizer, eu vi o título e pensei na hora: ah, foi pressa de digitar, daqui a pouco tá corrigido. Não é despendem, é despedem!

Mas aí eu vi o nome do autor da tetéia (com acento, não me mexam nesses acentos que eles valem até dezembro!) é hórmônio homônimo do muso escrivinhador blogueiro progressista ex-globo-atual-record, enfim, do Rodrigo Vianna. (um fofo esse menino, mexeu no meu texto e ficou ótemo. Bom mesmo seria se o texto tivesse sido publicado na carta principal e não como moçãozinha, porque né mas estou me desviando do assunto deixa isso prá lá.)

Se ao menos o zifio que foi ver o bruxo de Hogwarts soubesse escrever que nem o hormônio homônimo-muso, isso não teria acontecido.

Mas e aí, amebas? Entenderam como manipular informação?



O dia em que a Folha resolveu analisar a velocidade dos imóveis

julho 10th, 2011

Bosta, viu?

Tava toda contente aqui de voltar aos braços do Álvaro e tals, e planejava deixar Álvaro aqui nosencima do blog por um bom tempo, aí vem a Folha e fode com os meus planos.

PORRA, FOLHA!

Porque, né? Esse jornalzinho pede pra vir parar aqui pra ser exorcizado!

Senão, me digam: qual outra publicação da língua portuguesa consegue juntar as palavras imóvel e velocidade numa mesma frase com tamanha idiotice imbecilidade babaquice imprecisão maestria ?

Aí, você se pergunta: O imóvel tá andando mais devagar? Mas ora raios, ele não é imóvel, como ele se move então?

Ou então: Poxa, o imóvel é novo mas já vem com defeito no motor?

Ou ainda: Será que o Detran baixou norma pra reduzir a velocidade dos imóveis?

e eu respondo: não, ameba! É a folha que não sabe fazer títulos!

PORRA FOLHA! PORRA, PORRA, PORRA!

AGORA VAI E PROCESSA O LINO BOCHINNI, VAI!

Taqueopa….

 

Muito bem lembrado por um encosto via Twitter: o subtítulo segue a linha antológica (=lógica da anta)  do título: As unidades (…) são vendidOs.

Fiquei tão passada com o título que nem vi a merda do sub…

Valeu pela dica, Francisco!



“Vamos ouvir as belas vozes…”

julho 9th, 2011

Adoro quando me bate saudades do Álvaro, e eu pego Havia uma Oliveira no Jardim para reler. Há quem faça isso com o Minutos de Sabedoria, e sinta que sempre é possível descobrir uma bela mensagem dos céus pereré pão duro blablabla whiskas sachê. Me desculpe, mas se pra você a referência de mensagens bonitas é o Minutos de Sabedoria, eu só posso ter pena de você e da sua alma repleta de lugares-comuns. (Até porque é muito mais gostoso garimpar em Havia uma Oliveira…)

Álvaro tem aquele filtro típico dos mais belos poetas. Ele sabe filtrar as coisas feias da vida, e sempre perceber a beleza. Das palavras, da Natureza, de uma cena banal, até mesmo de Deus.

Opa? Eu disse Deus? Mas Álvaro era comunista! Como ele percebia Deus?

Assim, ó (Havia uma Oliveira no Jardim, p. 107):

Vozes… tantas… desde as primeiras que soaram no mundo. Por que não as escutamos? A voz de Deus depois da criação disse que tudo era bom. Mais tarde, Jesus disse aos homens: Amai-vos uns aos outros. Mais tarde, Francisco de Assis, que ouvira essa voz, disse: Senhor, abençoado sejas, com todas as tuas criaturas!

Vozes… tantas. De Santos e de pecadores. Agora mesmo a voz de Goethe passou por mim: Quando não se fala das coisas com uma parcialidade plena de amor, o que se fala não deve ser repetido

Vamos ouvir as belas vozes…

E aí, ameba? Você sabe ouvir as belas vozes?

 



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