Pensa que só eu implico, é?

Esse texto foi publicado ontem, no Blue Bus. Foi escrito por Bob Gueiros. O link para o texto está aqui.

No fundo, no fundo, nós temos vergonha do nosso idioma?

Falar inglês é o máximo, artigo de primeira necessidade. A língua não tem culpa, é o idioma do Mundo. Mas o número de peças que veiculam ao som do inglês beira o exagero. Por que será esta impulsão de trilhas cantadas em inglês nos comerciais mais bem produzidos do horário nobre? É de chamar atenção.

Afinal de contas, o brasileiro médio e o não tão médio, mal se equilibram no português – que dirá a maioria da população, que quase não se reconhece ali? Os comerciais são cada vez mais exuberantes, no entanto o recado acaba sendo para poucos. No fundo, no fundo, seria vergonha da língua. Com tanta competência nesta área, que tal pensarmos um pouco mais nisto?

 Bob Gueiros é um dos diretores de arte mais respeitados do mercado do Rio de Janeiro

É isso aí, Bob. O brasileiro tem vergonha de si, sim. E acaba reproduzindo o idioma de seu William (/Shakespeare) em macaquices, como se fossem o máximo do chique.
O texto daí de cima começava com a frase “só para publicitários”, mas eu acho que esse mal não aflige apenas os publicitários, não. Atinge à totalidade das amebas escreventes. E falantes também!

Nunca vou me esquecer de um cidadão  com quem eu conversava sobre os vários modelos de sistema operacional Unix… certa hora, eu perguntei a ele algo como: “Mas como lidar com os vários sabores de sistemas Unix?” Resposta da ameba: “É, como você mesmo disse, o Unix tem vários flavours“. NÃO, AMEBA, EU NÃO DISSE ISSO! EU FALEI SABORES! SA-BO-RES! É tão mais claro, tão mais direto…

Mas neguinho insiste em usar o inglês como amuleto muleta…
(Infortúnios duplos!! Infortúnios múltiplos!!!Eu pensei em muleta e escrevi amuleto!! Ah, CHIBATA NO MEU LOMBOOOO!! EU MEREÇOOOOOOOOOOOO!!!)

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