Quase um bom comercial

Daí, estou eu a assistir TV quando me enfiam goela abaixo este comercial. Meudeusdocéu, como é que pode tanta gente junta deixar um troço desses quicando pelas ondas de TV, do cabo e do youtube? Eu não pedi pra ver esse troço! Fui obrigada! Estava até conversando com o meu marido na hora, mas eu reconheci um texto cujo título é quase, e fui parar pra botar reparo no que uma peça publicitária que se vale de uma palavra que ameaça se concretizar mas não se concretiza (quase) tem a dizer. Teria que ser realmente genial pra passar bem o recado. Teria. Porque não foi feliz na tentativa, não.

Quer dizer então que os alunos da facu gostaram do conceito do Quase da menina Sarah Westphal? Como assim, meus filhos? (as amebas publicitárias andam em bandos, conforme eu já provei nas categorias, aí no cantinho direito do meu caldeirão).

É complexo por vocês terem quase passado pra uma universidade pública? Ou por quase conseguirem um texto genial pra campanha publicitária da facu? Ou por quase trabalharem de forma legal a ideia da quase-vitória?

Aliás, seria essa instituição de vocês de qualidade quase boa?  Porque vocês usaram um texto que quase foi do Veríssimo por muito tempo! É um texto que, embora seja até bonzinho, tem um quê de falso, coitado…

Na boa, quem achou que esse troço ficou bom achou errado. O comercial institucional dá margem a tantas interpretações paralelas e gracejos inúteis como este que eu estou fazendo, que tira completamente a atenção (OK, esses alunos devem chamar isso de foco. Mas quem tem foco é lente. A não ser que eles prefiram ser lentes, e não publicitários, mas deixa prá lá) do objetivo principal da peça publicitária: valorizar a sua facu.

Continuem assim, meninos, e vocês vão aprender a fazer peças publicitárias quase geniais. Mas, se vocês não conseguirem, liguem não. Vocês quase chegaram lá.

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