A caminho da crase IV – Estação final

Ficou fresco esse troço aí em cima, né? Ah, mas eu gostei! Me deixa! 😀

Antes de começar este post, deixo uma perguntinha clássica:

Qual é o correto: Vai à merda ou vai para a merda?

Resposta no final deste post. Mas leia tudissaqui antes pra entender o porquê, né?

… Eis que eu terei, sim, a pretensão de publicar aqui a explicação de-fi-ni-ti-va para a crase.

Tadinha, uma menina tão útil, tão prestativa, tão femininamente acumuladora de funções, e nego faz pouco caso e desdenha dela! Vou sair por aí acusando geral de sexismo, hein? 😉

Vamos começar perguntando o que tio Antônio (Houaiss) tem a dizer sobre essa mocinha tão mal-compreendida. Tio Antônio, conta aqui pra gente: o que é crase?

 

Crase

n substantivo feminino

1 na gramática grega, fusão ou contração de duas vogais, uma final e outra inicial, em palavras unidas pelo sentido, e que é indicada na escrita pela corônis

2 Rubrica: fonética, gramática.
fusão de duas vogais idênticas numa só, que ocorre, p.ex.:, na evolução das línguas român. (lat. colore ‘cor’ > port. coor > cor)

3 Rubrica: gramática.
contração da preposição a com o artigo a ou com o pronome demonstrativo
(à = a + a; àquele = a + aquele)

4 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: gramática.
acento grave que marca na escrita a contração

 

Tio Antônio foi lá no intestino da coisa pra explicar direitinho! Se você pensa que crase é artigo mais preposição e tá tudo bem, você tem tudo pra errar a brincadeira, zifio!

Vamos entender aqui:

Quando, numa frase, logo após a preposição a vem outro a, o acento grave lhe poupa de escrever o a duas vezes. Quem diz que crase é artigo mais preposição é um Zé Ruela preguiçoso que acha que esta é aformamaisdidáticaeadequadadeexplicarcorretamente blablabla whiskas sachê pereré pão duro os negózdi crase. E não é.

 

A preposição perseguida

Entenda: a crase é SEMPRE UMA PREPOSIÇÃO seguida de um a. Se você pensar em crase como uma preposição com umas coisinhas mais, é meio caminho andado pra entender a bagaça. (E, se você não sabe como usar o a como preposição, aprenda no primeiro post da saga da crase aqui ou, se você estiver lendo a página especial sobre a crase, lá em cima).

Aliás, se nego entende as coisas quando tem besteira no meio, vou criar um slogan  para a crase: A PREPOSIÇÃO PERSEGUIDA. Pronto! Agora você vai ficar com preposição na cabeça toda vez que pensar em crase! #numpresto #numvalhonada 😀

Mas eu falava de preposição perseguida. Em 99,9999% dos casos, a preposição é perseguida por um artigo a. Mas, como nos mostrou tio Antônio, esse a perseguidor de preposição pode ser o a inicial de um pronome demonstrativo aquele (esse é um dos 0,0001% dos casos)! Mas vamos aos poucos, vamos nos prender aos 99,9999% dos casos primeiro, e depois eu explico O OUTRO. (num é nem exceção, coitado…)

Ah, dona Bruxa, esse troço é muito complicado, dirá você.

É nada, direi eu! 😀

Por exemplo: nossa missão aqui é dizer que  fulano resolveu tomar banho de mar na praia. Como a gente diz?

É. Ficou MUUUUUITO fresco. Mas eu curti, dá licença? 😀

Fulano foi para a praia.

Certo? Certo!

Reparem aí nessa frase a preposição para junto do artigo a. Vamos, então, substituir a preposição para pela preposição a? Cuméquifica?

Fulano foi a a praia

Certo? Tá certo, mas… pode ficar marfácil, né?

Fulano foi à praia <– e esse à indica que tem um a em cima do outro, fazendo dupla jornada no texto como preposição e artigo. RÁ!

E digo mais: a crase não é dispensável, não! Se você diz:

Foi a polícia

você está acusando a polícia de ter aprontado alguma. Mas se você diz

Foi À polícia

você afirma que alguém tomou o rumo da delegacia. Tá vendo como a crase é importante?

Acredite, a crase foi criada para ajudar a outrem. Ela simplifica a vida do autor da frase pra que ele não tenha que escrever um a em cima do outro.  E simplifica a vida do leitor para que ele entenda a mensagem em firulas como essa daí de cima.

Já viu, então, que a crase não foi feita pra encher o seu saco, né?

E ó, fui ver o Manual do Estadão, espécie de oráculo a quem eu quase sempre corro pra pedir penico ajuda, e descobri que a explicação especial sobre crase tá uma bosta, cheidi contradição! Vou ter que me virar sozinha cocêis tudo aqui! Mas vamos lá!

Antes de prosseguir (é, eu ameaço seguir mas paro e volto! De vez em quando baixa um caboclo ficadô em mim, liguem não! 😀 ), vou ensinar a cêistudo o macete DE-FI-NI-TI-VO pra ver se a crase é enfiável ou não.

Seguinte: crase é um bicho facilmente comprovável por substituição. Ou você troca a preposição a por outra preposição, ou troca a palavra feminina depois da crase por uma palavra similar masculina, e vê se você fez tudo direitinho ou se fez bosta. Vamos aplicar esse macetinho aí nosembaixo:

Onde NÃO usar crase

Pois bem. Estávamos nós casando preposição a com outras palavras que começam com a. Ajuda a pensar que, devido à síndrome dos 99,9999%, a palavra depois da crase terá que ser feminina. Ajuda muito, mas essa prescrição é que nem remédio controlado: você pode ficar viciado nela e não saber a hora de parar de usar. Mas vamos nos ater a esse viciozinho legaus… 😀

E vamos combinar outra coisa: em quase todos os casos do uso errado de crase, se você pensar só mais dois segundos vai perceber que tentou enfiar um artigo onde ele não deve ser enfiado. Quer ver só?

Vejamos, pois, a situação do verbo: não é nem feminino nem masculino. O coitado, de tão obrigado a lidar com suas desinências modo-verbal, e número pessoal, e tempos, e modos, e conjugações, e principalmente seus defeitos, não tem nem tempo nem saco pra escolher se quer ser masculino ou feminino. Às vezes, forçado por mais entendidos e/ou poetas, ele diz que é macho.  Mas deixemos a masculinidade do verbo prá lá. Isso não é da nossa conta. Então, como eu dizia, se verbo não é feminino nem masculino, ele não pede artigo antes dele, só preposição. Traduzindo: NUM ENFIA CRASE ANTES DE VERBO, AMEBA!

Vamos comprovar, então, pela substituição, por que não existe crase antes de verbo:

Exemplos:

Não temos nada à temer <– TÁ ERRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAADOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Vamos enfiar outra preposição na frente do verbo temer

Não temos nada para temer <– cadê artigo depois da preposição para pra justificar a craseança?

Entenderam? Querem que eu desenhe de novo? Pois não:

Ainda temos salgadinhos à fritar <– paporra, que esse óleo deve estar todo saturado, os salgadinhos vão ficar uma bosta! Troca a preposição, ameba! Vê se tem artigo depois?

Ainda temos salgadinhos para fritar <– Viu? Viu? Viu? Viu? Num tem! Se ferrou! Rá!

 

Outra forma de NÃO se usar a crase: antes de pronome reto. Pronome reto é outra classezinha que nunca se deu bem com o artigo (dizem que foi caso de traição conjugal, mas isso já é fofoca da minha parte, deixa prá lá). Quer ver só? Na frase:

Joana é legal

vamos substituir Joana pelo pronome reto Ela:

Ela é legal.

Agora me diga: NAONDE que cê vai enfiar artigo antes de ela, zifio? Não seja malcriado, fazfavõ! Essa palavrinha que você pensou tem duas letras. O artigo a tem uma letra só e ela tem três letras. Num cabe, sô! 😀 (#numpresto #numvalhonada)

Pra você não ter dúvida nenhuma de que ANTES DE PRONOME RETO (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) NÃO VAI CRASE:

Fulano entregou um presente a ela – Se você usar aquele macetinho que eu ensinei de trocar o a preposição por outra preposição, teremos:

Fulano entregou um presente para ela <– cadê artigo? Tem não! Se num tem artigo, num tem companhia pra preposição; sem companhia pra preposição, num tem crase!

Fulano entregou um presente a ele – merma coisa se substituirmos a preposição: Fulano entregou um presente para ele. <- Cadê artigo? Tem não! Ele não pediu artigo, então não tem! E mesmo que pedisse, ele é macho, porra! 😀

 

É sempre legal fazer o teste da troca de preposição. Se a outra preposição pedir um artiguinho do lado pra acompanhá-la num chopinho, esta é a prova de que precisávamos para saber que, se usarmos a preposição a, temos que enfiar a crase na benedita.

Vamos ver o exemplo lá dosencima. Na frase

foi à polícia

se o caboclo quis dizer que o sujeito da frase rumou na direção da polícia, ele diria, com outra preposição,

foi para a polícia.

Viu a preposição para mais o artigo a tomando o chopinho juntinhos? Então, devolve o a preposição pra frase e craseia o benedito!

Quando a palavra depois do a em questão for masculina, quase sempre não se tem crase (é o caso do remédio controlado, mas vamos nos ater a esse viciozinho por ora!). Quer ver só? Vamos trocar polícia por barbeiro, na frase de exemplo.

Se o caboclo quer dizer que quem fez o cabelo dele foi o barbeiro, ele diz exatamente isso:

foi o barbeiro. <- artigo masculino. Puro e simples.

Mas se ele quiser dizer que ele dirigiu-se para o barbeiro, a frase fica assim:

foi ao barbeiro.

Reparou? Em palavras masculinas, o a preposição gruda-se bem grudadinho com o artigo masculino. É um caso típico de combinação. Lembre-se desse macetinho na hora de crasear um a. Substituição é o caminho para a resposta! (E crase não deixa de ser uma forma de combinação, né?)

Outra coisa: não custa lembrar que o artigo que tem que vir depois da preposição pra justificar uma crase tem que ser, obrigatoriamente, DEFINIDO E FEMININO, né? A e AS, fazfavô. Portanto, DESISTA DE ENFIAR CRASE ANTES DE ARTIGO INDEFINIDO, POR MAIS FEMININO QUE ELE SEJA! Uma coisa é você dizer

Beltrano foi à festa de Narcisa (ao se substituir a preposição, temos: Fulano foi para a festa de Narcisa. Tem preposição, tem artigo definido, então tem crase!)

e outra coisa é você dizer

Beltrano foi a uma festa qualquer. (ao se substituir a preposição, temos: Fulano foi para uma festa qualquer. Tem preposição seguida de artigo indefinido. A crase entra NAONDE? Olha a educação! 😀 )

Existe apenas um caso em que é possível crase antes da palavra uma. Mas aí esse uma não é mais artigo, virou horário:

Fulano saiu do escritório à uma hora da tarde.

e por falar em crases e horários e dias, vamos falar de…

Crase para indicar dia e horário – use com cuidado, raciocínio e parcimônia

Então, o professor Zé Ruela te ensinou a regrinha: antes de horas tem sempre crase. MANÉ! ZÉ RUELA! CARA DE CHUCHU! ORNITORRINCO! (#prontoxinguei). Não é bem assim…

Se você quer indicar com precisão o horário ( = momento do dia ou da semana) de um troço, é bom usar crase:

O show de Paul McCartney será às 22 h.

Suas aulas de inglês são às terças e quintas-feiras.

Marquei com meu namorado às sete.

Perfeito. A crase vai em tudissaí de cima. (quer substituição? Troque pela preposição em! Fica feio, mas cabe: O show será nas 22 h; As aulas são nas terças e quintas etc.)

Daí você chega e quer dizer, por exemplo, que a festa deve durar 22 horas e então acabar definitivamente, ou que determinado medicamento perde efeito deois de dez horas de tomada a primeira dose, ou que as aulas ocorrem em dias não específicos. E aí, comofas?

Reparem a diferença entre:

A festa acaba após 22 horas <– Isto significa que, se a festa começou às (olha a crase! Tá indicando precisão no horário) sete da noite de hoje, ela deve durar até cinco da tarde de amanhã.

A festa acaba às 22 horas <– quer dizer: não importa a que horas começou a festa. Deu dez da noite, cabô: A festa acaba após as 22 horas.

Também é evidente a diferença entre:

Se você tomar remédio contra febre, sua ação é eficaz de seis a oito horas. <– Contagem do tempo. Tomou o remédio ao meio dia? O efeito pode passar às seis ou às oito horas da noite.  Mas, se você tomar às duas da tarde, o efeito pode passar às oito ou às dez horas da noite. Quer dizer: o efeito dura de seis a oito horas, ou de 360 a 480 minutos.

Você deve tomar remédios às seis e às oito horas. <– você tá tomando um bandi remédio, e tem doses a tomar nesses horários aí ao lado.

Mas aí, quando você diz

Tenho aulas de segunda a sexta-feira. <– Repare que suas aulas vão DE – A. Mas você também pode dizer

Tenho aulas da segunda à sexta-feira <– Nesse caso, repare que suas aulas vão DA – À (ou até + a), e você está especificando A segunda e A sexta-feira.

 

São firulas, mas é importante entender como e por que se deve usar crase assim e não assado.

Por falar em firulas, eu já expliquei aqui a história de filé à Luis XIV e saída à francesa. E, pelamordedeus, preste atenção pra não repetir o erro vergonhoso cometido pelo fritador de fígados, sim?

Crase com os verbos ir e vir

Daí a fidumaégua da crase começa a exigir um cadim mais de raciocínio. Desistir, nunca; render-se jamais! Se você costuma ir até o fim nos videogames, por que desistir no meio da crase?

Seguinte: alguns nomes geográficos ou de lugares pedem preposição mais artigo; outros pedem só preposição (lembre-se: você vai pra Europa com um passaportezinho básico, e vai pros Estados Unidos com passaporte, visto, foto, autorização, carta de recomendação e duas trancinhas da Alcione. Há lugares que pedem o básico, outrs pedem um pouco mais. Mas isso é besteira. Ignorem esses parênteses.)

Por isso, temos:

Vou à Bahia

Vou a Brasília

Vou à França

Vou a Paris

Ah, bruxa! como eu sei quando tem e quando não tem crase?

É fássio! Vamos trocar de verbo! Sai o verbo ir, entra o verbo vir:

Venho DA Bahia <– Olha outra combinação aí, gente! Preposição de + artigo a. Se tem preposição MAIS artigo, vai ter sempre crase!

Venho DE Brasília <– cadê artigo pra justificar a crase? A preposição de ficou sozinha, coitada! Abstêmia, num vai tomar chopinho!

Venho DA França

Venho DE Paris.

 

Pra você não esquecer mais isso, vale aprender a seguinte trovinha:

Se quando eu venho, eu venho da,

quando eu vou craseio o a,

Se quando eu venho, venho de,

Crase no a pra quê?

 

Isso me lembra de um diálogo que eu travei com minha prima. Tadinha, ela provavelmente queria fazer alguma pegadinha comigo, esperando que eu estivesse desprevenida, mas não deu. Virou-se para mim e disse:

Qual o correto, vai à merda ou vai para a merda?

Eu respondi inocentemente, sem nem pensar no que dizia, crente que ela estava apenas a tirar uma dúvida comigo:

Se você crasear o a, tanto faz querida. Vai nas duas!

Tadinha, ela ficou de queixo caído, sem ter nem o que responder…

 

Crase antes de palavra masculina? Explica….

E finalmente chegamos aos 0,0001% dos casos. Crase antes de palavra masculina. Naonde que isso acontece?

Vamos acompanhar a evolução do meu raciocínio:

1- Fulano foi à confeitaria <- certim. Troca-se a preposição, Fulano foi para a confeitaria, temos preposição + artigo a, então temos crase. Próxima, por favor!

2- Fulano foi àquela confeitaria que sua namorada lhe recomendou. <- Epa! Pode isso, Arnaldo?

Pode, sim! A regra é clara: Temos uma preposição seguida não de um artigo, mas de um pronome demonstrativo! (Ah, mas você disse lá em cima que não pode crase antes de pronome! (ô, ameba! Eu disse que era pronome RETO, e citei eles! Lê direito e não me estressa, saco!) Vamos substituir a preposição?

Fulano foi para aquela confeitaria que sua namorada lhe recomendou.

O que eu quero mostrar aqui é que os pronomes demonstrativos são uma classe que admite combinação:

Encontrei beltrano naquela situação (em+aquela = preposição + pronome demonstrativo). E, se admite combinação, admite crase, oras! então,

Fulano foi àquela confeitaria

pódji, simssinhô!

3- Fulano foi para aquele lugar. <- Epa de novo! Temos uma preposição, mas a palavra seguinte é masculina! Ah, eu não vou botar crase antes de palavra masculina porque eu aprendi que não pódji!

E eis que é chegado o momento de você largar seus remedinhos tarja preta e abandonar aquele vício que eu mesma incentivei lá em cima. Aqui é possível crase antes de uma palavra masculina, ameba! Você está diante de uma das raras situações em que isso é permitido! Vamos, pode escrever! Confie nesta Bruxa!

Fulano foi àquele lugar.

Viu? Não doeu nada! A crase atendeu a todas as exigências do mercado e necessidades do cliente! \o/

 

Espero de coração que você tenha entendido TUDO de crase. Se não, faça o favor de clicar aí nos comentários e encher esta Bruxa de dúvidas, perguntas e sugestões.

Eu juro que atualizo este post!



14 comentários sobre “A caminho da crase IV – Estação final”

  1. Carla comentou:

    Campeã de crase! Outra medalha o/

  2. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  3. Anelise comentou:

    Oba, favoritado 🙂 Também aprendi com versinho uma parte só que era assim: Se vou a e volto da, nesse caso crase há.Se vou a e volto de nesse caso crase pra que? Bjinho bruxinha e obrigada por mais essa contribuição priceless :))

  4. Mario Abramo comentou:

    9,999999999999.
    O que faltou pro dez foi a utilização do malditofilhotedecruzcredocruzadejacarécomcobrad’águamalparido do “e/ou”. Mas xápralá que essa batalha já perdi… sniff, sniff, sob, sob, buá, buá. Santo Boole que me perdoe…
    Próxima encomenda: vírgula. Tem gente que escreve, depois pega um punhado num potinho e sapeca no texto. Onde pegar, gruda. Juro que num guento mais povo asmático que lasca vírgula com cada arfada.
    []s

  5. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Mas, zifio, e/ou num tem nada que ver com dona crase, uai…

  6. Mario Abramo comentou:

    humpf. Se eu não tivesse num pau sozinho com Foucault, Lacan, Deleuze, Derrida e Lyotard (turminha covarde, só vêm em grupo), demonstrava q tem tudo a ver.

  7. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    huahuahuahuahua
    zifio, ssuncê é um pândego… 😀

  8. Mario Abramo comentou:

    Zifia,
    Sabia que se procurasse (ok, ok, é vício meu, eu sei, incurável, infelizmente…) encontrava buraco. Não sei se vc versou sobre o assunto nos outros tópicos, mas deu preguiça de procurar.
    O buraco não é realmente um buraco. É o buraco: “buraco à 10 metros” ou “buraco a 10 metros”? Já tentaram me dizer que cai na linha “sushi à califórnia” (horror!!!!), mas não fiquei muito convencido.
    E tb não tou muito convencido de “cara a cara” e “face a face”.
    Bjs e []s ao feiticeiro e feiticeirinho

    PS: Há que ver que deve haver muito a ver entre “a craseado” e “e/ou”. Em sintaxe de computês(existe isso sim), ambos são operadores sobrecarregados. Mas um deles é redundante.

  9. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    eu falei desse buraco no segundo post da série. Nego que não entende como o a funciona como preposição não pode entender de crase…
    Se trocar o a por “em” (fica feio, mas ajuda na prova), teremos: buraco em 10 metros. Num tem artigo, então não tem crase!
    E vc faça o favor de tomar uns passes, pq esse negózdi lingua de computaqdor tá te dando nó nos neurônio! 😛

  10. Eli comentou:

    Gente…Amei viu…A forma expressada é a melhor, rsrs…

  11. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    ♥♥♥
    Obrigada, Eli!
    😀

  12. Érika Aires comentou:

    Olha só o que inventei, só não sei se há erros ortográficos! Haha, fiz quando estava furiosa com a gramática.

    O Porquê anda enfezado!
    Está revoltado com tanta firula!
    Numa hora tem chapéu e não sabe por quê;
    Noutras sem ter por que, deixam-lhe com a careca exposta!
    Juntam-lhe, porque o querem.
    Separam-lhe por que é necessário…
    “Mas que diabos! Deixe-me ser como quero!”
    E lá se vem o Porquê com um novo companheiro,
    agora ele está unha e cutícula com o “a”.
    Diz esse outro que rejeita ser craseado,
    “Que mal eu fiz pra carregar tal peso?”
    Juntaram-se para abdicar direitos,
    fizeram um punhado de cartazes:
    “De afrescalhado basta-nos o grupinho do “k, w, y”,
    “Abaixo a gramática ditatorial”.
    Os chefões nem ligaram, em desdém lhes disse que o coloquialismo estah ai pra aceitá elis.
    E foi então que os dois disseram que iriam sumir do português se acaso não fossem mudados.
    Fizeram greve!
    E os escritores passaram fome,
    as cartas ficaram incompletas e
    a língua ficou a míngua.
    Só aí os poderosos resolveram ouvir seus pedidos:
    O Porquê, além de proibir tirarem-lhe o chapéu, pediu também sua eterna junção.
    O “A” pediu novo designer e pediu o enforcamento da maldita crase.
    Foram acatados e em poucos dias seria assinado um novo acordo ortográfico.
    Mas de nada adiantou,
    logo o Porquê viu-se desiludido:
    É que dia desses se encontrou com a trema, que por decreto foi expulsa da gramática:
    “Você não devia estar em nomes estrangeiros?” Perguntou.
    “Eles não acatam os acordos ortográficos, as pessoas não lembram que a linguiça me perdeu…” Respondeu.
    Ao saber disso de imediato o “A” muito malandro refugiou-se na matemática.
    Deixou o pobre Porquê ao léu que inconformado ficou gritando:
    “ESTA CULPA NÃO É DA LÍNGUA, E SIM DOS HUMANOS!”

  13. MaxPowertub comentou:

    Download missing dll from http://founddll.com/ntdll-dll/ page. Fix your error now!

  14. EJcax comentou:

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