Arquivo pela categoria 'Hortografia pobremática'

Inda perco o dedo com um título desses…

terça-feira, julho 26th, 2011

Digo duas coisas:

1- Adoro ler revista de fofocas. É minha leitura preferida no salão, onde faço minhas unhas.

2- Se sou eu que pego um troço desses, desavisada, no salão de beleza, sou capaz de processar a publicação que cometeu o título daí de baixo. Meu surto ao ver esse título vai ser tão assustador que, sem querer, a manicure pode cortar meu dedo fora! /o\

Não sei qual publicação cometeu esse título. A foto foi enviada pela @drispaca via Twitter.

E obsessiva se escreve assim. Não me venham com a história de mas e a reforma ortográfica, Madrasta, porque o alicate tá aqui pertinho…

PIG faz de tudo para acabar com a credibilidade de Rodrigo Vianna

sexta-feira, julho 15th, 2011

É. Também achei. Ficou super sensacionalista e tendencioso esse título, né? Mas me diga uma coisa: você começou a ler esse texto por causa do título? Então não reclama, continua a ler e aprenda a manipular informações, ó ameba:

Tava eu aqui quieta no meu canto, cabando de ver o último capítulo de Vale Tudo e quase desligando o computador quando bato ozolho num pio que a Li mandou. Clico no link em questão e me dou de fuça com essa coisa lheeeaaannnda daí, que já deve ter sido remendada pelos revisores pouquinha coisa mais atentos (ainda que a prova tenha sido guardada para toda a eternidade pelos deuses do print-screen):

Quer dizer, eu vi o título e pensei na hora: ah, foi pressa de digitar, daqui a pouco tá corrigido. Não é despendem, é despedem!

Mas aí eu vi o nome do autor da tetéia (com acento, não me mexam nesses acentos que eles valem até dezembro!) é hórmônio homônimo do muso escrivinhador blogueiro progressista ex-globo-atual-record, enfim, do Rodrigo Vianna. (um fofo esse menino, mexeu no meu texto e ficou ótemo. Bom mesmo seria se o texto tivesse sido publicado na carta principal e não como moçãozinha, porque né mas estou me desviando do assunto deixa isso prá lá.)

Se ao menos o zifio que foi ver o bruxo de Hogwarts soubesse escrever que nem o hormônio homônimo-muso, isso não teria acontecido.

Mas e aí, amebas? Entenderam como manipular informação?

Fundeu

terça-feira, maio 24th, 2011

Pra quem não entendeu e precisa de explicação, selecione o espaço em branco abaixo:

Existem dois verbos em questão. O verbo fundir = derreter metal e o verbo foder = praticar ato sexual.

A mesa ganhou o particípio passado do verbo errado. E o título deste post foi um trocadilho com a… er… troca de verbos.

#prontoexpliquei.

(Com agradecimentos à @Madycris, ao @jampa e ao @danielperrone por me enviarem esta tetéia via twitter)

Realeza remontada – ou a Real Vergonha Alheia

sexta-feira, abril 29th, 2011

Daí que neste dia de casório real lá pelas terras inglas (copyright Barão de Itararé) de dona Elizabeth, recebo via twitter do @ramiro_fc o link para o site da Família Real Brasileira. Se você começou a rir só de ler o título, você vai chorar ao clicar no link. Porque para um tema do qual só se espera pompa e circunstância, o nível do português é de xurraxcão na laje. Isso, claro, é preconceito meu, porque aposto que frequentadores de churrascos em lajes devem falar português muito mais castiço do que o dos Orleans e Bragança versão brasileira.

Só pra dar uma idéia do nível da bagaça, permitam-me esculhambar reescrever o texto sobre a Casa Imperial brasileira, que pode ser lido aqui (antes de ler, reparem na quantidade de texto vermelho, original, e na quantidade de texto azul, minhas observações. Isso da idéia da quantidade de bosta que eu enfrentei…):

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial, [Vossas Altezas vão me desculpar, mas essa vírgula foge ao protocolo. Ponto funcionaria melhor, sabe?] os poucos que conhecem conheceram [conhece ou conheceram? As Altezas, certas de sua superioridade dinástica, furtaram-se ao simples ato de releitura e correção de uma redação? afff!] a face desta família, que fora construida [Aê, Altezas: vamos coroar esse verbo com um acentinho básico? Acento esse que, claro, é muito inferior à imperial Coroa – mas obrigação protocolar, sabe? cons-tru-Í-das. Grata.] sobre o imaginário republicano[não entendi como pode uma família real construir-se sobre o imaginário republicano, mas né? Diz o protocolo que não se deve questionar reis e rainhas – tampouco dizer HEIN? ACUMA? IXPLICA? E como eu não estou aqui pra quebrar protocolos, calo-me]. Depois de 114 Anos de República, e tendo nossa Pátria resistido os mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. [com todo o respeito, mas eu acho que Vossas Altezas não entenderam direito como se pontuam frases em bom Português. O ponto é como se fosse uma tecla de enter, pra jogar a informação da frase pra dentro do cérebro. Já a vírgula é pra arrumar as idéias dentro de uma mesma frase. Portanto, oh, altezas, esse ponto ficaria melhor se fosse vírgula, OK?] A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação [Aham, Altezas. Mas deixa isso prá lá. Não quero entrar no mérito do conteúdo do texto. Tô aqui pra corrigir a gramática e a pontuação…] . Nossos príncipes remontam a […, caso da crase faltante desse a aí do lado] época da Indepêndencia do Brasil, e poucos sabem que na realidade remontam a Hugo Capeto (940-996) que fora Rei da França em 987 [tá, geral na Família Imperial é tudo remontado, isso deu pra entender. Mas se vossas Altezas aceitassem um reinado de precisão redacional em vossos altivos neurônios, teriam explicado que a Casa Real Brasileira inaugurou-se na época da independência com a coroação de D Pedro I, monarca oriundo de uma linhagem (esta sim) que remonta a Hugo Capeto. Vou nem questionar vossos altivos conhecimentos de história. Tô só colocando os pingos no  is, OK? e ó, vou creditar como esbarrão de dedo: indepenDÊNcia tá com o acento na sílaba errada. tem que ver isso aí – Obrigada pelo aviso, Ana! 😀 ] . Isto a precisamente a 1017 Anos [Olha, Vossas Altezas que me perdoem a expressão chula, mas preposição a pra indicar tempo passado É O CARALHO vosso altivo membro peniano!! E ainda dizem “precisamente”!!! Atenção, portanto, monarcas e plebeus luso-parlantes: tempo passado é indicado com o verbo haver; tempo futuro é indicado com a preposição a. Juro por Deus que vou fazer um post especial só sobre isso! Mas o lance do Hugo Capeto foi HÁ precisamente 1017 anos!!!! Vou nem entrar no mérito de Anos grafado com maiúscula, nem que números maiores que 1.000 precisam desse pontinho pra separar as ordens de grandeza] !!
Tendo [eu TENHO uma implicância especial com frases iniciadas por gerúndio] na sua árvore genealogica, [Façam o favor de rapar fora essa vírgula daí que ela não serve pra nada?: Gradicida! E genealÓgica tem acento, ô coisa! (deu pra reparar que eu tô perdendo paciência, pompa e circunstância com esse povinho, né?)] obviamente a Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI [contradição detectada: como pode a família real brasileira “remontar-se” à época da independência, e o parágrafo seguinte listar na família real Brasileira D. João VI, que nunca foi imperador do Brasil, mas do REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVE? Coerência histórica, a gente não vê por aqui!]. Os príncipes do Brasil tem em linha varonil direta, [Não sei se me irrito mais com essa vírgula mal colocada ou com a linha varonil direta… tô aqui imaginando uma vara de quase 800 anos de comprimento, mas deixa isso prá lá. E eu fiquei tão impressionada com a vara de 800 anos 😮 que nem reparei que os príncipes do Brasil tÊm. Não fosse uma leitora pra avisar, passaria em branco! ] São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) pela parte Orleans. Pela parte Bragança remonta a Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que se casou com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal [Condestável? Pedi socorro pra tio Antônio Houaiss, que me contou que condestável é um posto militar que só perde em importância pro rei. Mas isso não aplacou minha sana por trocadilhos infames, ah, não aplacou!] .
[MA CHEEEE! Quebrou parágrafo por quê? O assunto continua o mesmo…. Outra coisa: começar frase com conjunção aditiva E não é pra qualquer um, não! Eu faço isso direto, mas releio meu texto e vou trocando sempre que possível! Esse e daí ficou HOR-RO-RO-SO!] E também pela parte Wittelsbach remontando [ô fixação por montaria, viu? Ticontá…] a Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). [De novo! Esse ponto daí não tem nada a ver com o andamento do texto! Taca vírgula, ô coisa! <– é, meu protocolo foi-se todo] Vemos bem que a nossa família imperial remonta a muito mais tempo do que imaginamos [eparrê-iansã! Essa frase tá tão mal construída, mas tão mal construída (culpa da fixação por montaria), que esse a daí tá mais pra verbo haver. Ou não? Na dúvida, melhor reescrever!] !
É sendo assim que com orgulho [<– É sendo assim que com orgulho? Esse texto deu foi Vergonha Alheia, isso sim!] divulgamos a nossa Causa [Ok, este trocadilho eu não perco: é pra divulgar a casa ou a caUsa? QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA prontopassou] , que é pela Restauração da Monarquia no Brasil [mentira, não passou, não! vou rir de novo aqui: QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA], interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do Exército na aquela época [na aquela época? G-zuz! Mas enfim, aham, altezas. Acho só que vossas imperialezas já se esqueceram do plebiscito de 1993… tsk, tsk, tsk, memória seletiva, que coisa mais feia…] . Erram, e erram feio [e ó: aqui caberia uma vírgula, sabe? Cadência, elegância…] aqueles que pensam que a República fora [ai, que mais-que-perfeito feioso!] um regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes esta “democracia” fora[Pros que não entenderam a ironia, a palavra certa pra definir o mais-que-perfeito aqui e na outra frase não é “feioso”. É “errado’, mesmo!] interrompida por golpes, mandos e desmandos ! E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram aqueles que queriam a continuação do Regime Escravocrata. Sendo assim vamos libertar o Brasil de um jugo que ha 114 Anos [tá. Agora Vossas altezas podem explicar POR QUE AQUI VOCÊS USARAM O VERBO HAVER INDICANDO PASSADO CORRETAMENTE (ainda que sem o acento), E LÁ EM CIMA USARAM ERRADO? E por quê Anos foi grafado com letra maiúscula? Consistência, a gente não vê na Família Imperial!] o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Bom, vou só lembrar a Família Real que o Capítulo III, Artigo 13 da Constituição Federal determina que A Língua Portuguesa é o idioma da República Federativa do Brasil. Entendo que as altezas não reconheçam o país como uma República, mas CACETE, DÁ PRA ENTENDER QUE É NECESSÁRIO FALAR PORTUGUÊS FLUENTEMENTE PRA REINAR POR AQUI, DÁ?

E, como estou boazinha, vou reescrever essa coisorrorosa daí de cima, pra ver se vai ornar com um mínimo de classe e elegância típicos de um português bem escrito.

A Família Imperial Brasileira

Muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil existe uma família imperial. Os poucos que conhecem a face desta família percebem-na a partir de uma imagem constituída em épocas republicanas, ao longo de 114 anos nos quais nossa pátria vem resistindo aos mandos e desmandos de infelizes mandatários que se estendem até os dias de hoje. A Família Imperial Brasileira ainda é tida como a reserva moral da nação. A fundação da Família Real brasileira ocorreu ainda na época da Independência do Brasil, com a coroação de D Pedro I Imperador do Brasil. Nosso primeiro monarca vem de uma linhagem real que começa em Hugo Capeto (940-996), Rei da França em 987 – uma linhagem de 1.017 anos!

A árvore genealógica da família brasileira divide-se em três ramos. Os atuais herdeiros descendem diretamente da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro I e Dom João VI. Pelo lado Orleans, os príncipes do Brasil têm em linha varonil direta São Luiz (Luiz IX) Rei Cruzado da França (1214-1270) e, pela parte Bragança, seu primeiro membro foi Dom Afonso, Primeiro Duque de Bragança, que casou-se com a filha de Dom Nun’Alvares Pereira, Condestável de Portugal. O terceiro ramo da família real brasileira liga-se aos Wittelsbach, até Oto de Wittelsbach (Conde Palatino da Baviera em 1156). Percebe-se que nossa família imperial é muito mais tradicional do que se imagina!

Portanto, é com orgulho que divulgamos a nossa causa da Restauração da Monarquia no Brasil, interrompida por uma quartelada que não chegava a representar 1% do exército àquela época.

Erram, e erram feio, aqueles que pensam que a República foi o regime que trouxe a democracia ! Vejam quantas vezes essa “democracia” foi interrompida por golpes, mandos e desmandos!

E lembrai-vos que aqueles que quiseram a República eram os que queriam a continuação do Regime Escravocrata.

Portanto, vamos libertar o Brasil de um jugo que há 114 anos o entorpece em seu crescimento e sua soberania como nação.

Ainda assim, vamos combinar que esse estilo de redação é sofrível.

Tá “quereno pegá”…

terça-feira, abril 12th, 2011

Depois de ser devidamente avisada via Twitter por Vange calada noite preeeeta, noi-te-pre-taaaaa Leonel , fui conferir parte (pq pra conferir na íntegra só se eu estiver com insônia) da entrevista de Fernandenrique ao Blog Poder Online.

Lá penas tantas, éfe agá afirma o seguinte sobre a presidente presidenta líder e não enche, bosta! Dilmavana:

Poder Online – E como o senhor classificaria o estilo Dilma?
Fernando Henrique Cardoso – Vê-se que a presidente entendeu que no mundo contemporâneo a imagem conta muito: apresenta-se elegante e sorridente, não se poupando de pousar para os fotógrafos. E no lugar da carrancuda e autoritária Dilma aparece uma senhora quase bonachona, embora cortante quando necessário

Isto posto, só posso concluir duas coisas:

Ou éfe agá foi vítima de hortografia pobremática por parte do blog em questã, ou ele tá a fim de pegar traçar faturar comer namorar flertar ah, você sabe o que ele tá a fim de fazer, pô!, enfim, com Dilmavana.

Só isso explica ele comparar nossa líder a um avião.

Porque, né? Pessoas costumam posar pra fotos. quem pousa pra foto é avião, passarinho, disco voador…

Aprendizado visual x aprendizado racional

sexta-feira, março 25th, 2011

Num guento mais explicar e nego continuar errando a bagaça. Agora, vou quase desenhar a coisa:

Verbo trazer, presente do indicativo:

Eu trago

Tu trazes

Ele/ela traz

 

Preposição:

ficar para trás

olhar para trás

 

Certa de ter ajudado a todos, subscrevo-me.

Pasto ruim

terça-feira, março 1st, 2011

A culpa é de Dilmavana, nossa presidente presidenta líder (chame Dilmavana do jeito que você quiser).

Soube que ela deu uma entrevista para a edição de hoje do programa da Ana Maria Braga (OK, eu espero você procurar o seu Dramin…. continuo esperando? Ah, cansei! Vamos voltar ao texto, vai!) e, como sei que esse programa reprisa à tarde no canal Viva,  convoquei o doutor Google pra me fornecer alguma grade de programação do tal canal.

… e foi assim que eu me deparei com esta tetéia, com acento e tudo:

 

 

Eu sempre sofro junto com o zê do verbo trazer, sabe? Sei lá, acho que sinto pulsar em meu peito a rejeição que ele sofre, sabe? É uma letra que já aparece num verbo todo irregular, quer dizer, não é sempre que ela é convocada pra conjugar (pense no pretérito perfeito do verbo trazer – mas pense mesmo, bota o neurônio pra funcionar – que você vai entender o drama do zê do verbo trazer), então já se sente inferiorizada. Daí, quando ela tem que aparecer, nego vem e troca ela por um ésse, e transforma o verbo em preposição. Dói isso, viu? Esse desprezo, esse desdém, esse pouco caso…

Aí, eu nem me refaço do desgosto compartilhado com a letra zê e encontro esse neologismo Padre Quevedo (isso non ecziste!) do devolta

Portanto, amebas, aprendam de uma vez por todas: pensou em verbo trazer, tacou um zê. ESQUEÇAM DO ÉSSE NO VERBO TRAZER, PELAMORDEDEUS!!!!

Minhas tese sobre o título daí de cima: foi uma vaca ansiosa por um pasto quem escreveu esse troço. Daí foi falar de Rei do Gado, acabou por se empolgar e… fez-se a bosta!

A crase correta que faz mal ao fígado

quarta-feira, fevereiro 23rd, 2011

(com agradecimento ao dileto @knownees pea foto enviada via Twitter)

Eu já falei sobre crase aqui, há priscas eras. Vou republicar e melhorar esse post, porque explicar essa bichinha tão mal interpretada nunca é demais.

Uma das regrinhas de crase que ficou faltando naquele post, e vai ter que entrar, é a seguinte:

Quando as palavras forma, moda ou maneira estiverem implícitas na frase, o a recebe o acento grave da crase.

Entendeu nada, né? Calma que eu desenho!

A crase deve ser usada nesses casos daí de baixo:

Fulano cortou o cabelo à (moda/maneira/forma) francesa.

Fiz um arroz à (moda/maneira/forma) grega

Provamos a lagosta à (moda/maneira/forma) Themidor
(ainda que alguns escrevam “Lagosta AO Themidor”, mas deixa isso prá lá, não vou entrar nesta polêmica senão não explico o meu caso).

Então, vamos todos combinar que, seguindo esse raciocínio daí de cima, a tetéia daí de baixo (com acento) estaria correta.

Isso se não fosse por um único porém….

Não existe uma maneira/forma/moda “cebolado”.  O que existe é um alimento que, em alguma fase de seu preparo, foi temperado/decorado/whatever com cebolas, ou seja, foi acebolado

Entenderam por que a crase é tão mal interpretada, coitada? Essas terríveis livres interpretações da crase só perdem em desespero para as terríveis livres interpretações da palavra de Jesus Cristo…

Se me disserem que a crase já foi crucificada, não vou me espantar nem um pouquinho, não vou não….

R7 invade o reino do UOL

domingo, janeiro 2nd, 2011

Brasil acentuado. Legal, né?

Que que eu fiz a Deus, vocês podem me dizer?

Tava lá eu quieta no meu canto, sem fazer nada de mais. Só tava aqui na casa da tia do marido, esperando o almoço da família sair… (Enquanto isso, eu pego a pirralhada pelas canelas e viro de cabeça pra baixo pra oxigenar o cérebro. Pra deleite das crianças e alívio geral dos adultos, já que elas sossegaram um pouco…)

Aí o marido me chama e diz que o César Cardoso me mandou um pio avisando desta obra prima do R7. Gente, o R7. O portla que vivia nas minhas graças, issonão pode!!!

Daí eu pensei : ora, acento, em português de Portugal, é o equivalente ao brasileiro sotaque, então vai ser legal, Portugal quer imprimir um quê de Brasil à ONU e….

Nada disso! É hortografia pobremática, mesmo!!!!

Guardem bem esta data: 2 de janeiro de 2011. O dia em que o R7 invadiu o reino do UOL.

R7, aprenda:

Acento, com cê, ou é o equivalente português de sotaque ou são os símbolos ^ ´e `.

Assento, com dois ésses, é cadeira, lugar para se (as)sentar.

(E pensar que a autora dessa tetéia não quis me contratar pra trabalhar com ela…. Olha só Deus castigando, olha só!)

Madrasta do Texto Ruim exorciza hortografias pobremáticas para que elas não cheguem a 2011

quarta-feira, dezembro 22nd, 2010

(Agradeço a @bicmuller pela inspiração e a todos os que colaboraram com sugestões para este post! \o/ )

Adivinhem quais as duas palavrinhas erradas do título? (Dica: estão logo no começo porra, bruxa! Altera o título e não altera a piadinha escrota?! bem no meio! 😀 )

Enfim, o ano chega ao… (enfim o ano chega ao fim? Putaquepariu, dona bruxa, que merda de texto é essa?) er…  ah, o ano acaba! Pronto! E você, romântico como sempre, começa com as resoluções de ano novo. Aquelas que você nunca executa ao longo dos 12 meses vindouros: vou emagrecer, vou gastar menos, vou ser mais organizado(a), vou beber menos (primeiríssima resolução a ser quebrada!) etc, etc, etc…

Mas eis que esta bruxa que vos fala vem neste post propor um novo conceito (cortem os meus pulsos, por favor) em resoluções de ano novo: que tal escrever corretamente? Que tal abandonar a hortografia pobremática em 2011?

Porque, como muito bem lembrou @bicmuller, assim como papai noel, há uma lista de palavrinhas que não existem. Se você escreve as beneditas dessa forma, zifio, você sofre de hortografia pobremática.

Muitos casos de hortografia pobremática são de falsos parônimos (palavras que têm  som parecido mas que se escrevem de forma diferente, como em frente e enfrente, por exemplo). Mas isso eu vou explicar abaixo.

Então, vamos à listinha básica de palavras com hortografia pobremática:

  • Concerteza – trata-se de um caso de verbete Padre Quevedo (isso non ecziste!). Escreva com certeza. Separado e com eme, pelamordedeus.
  • Derrepente – mais um caso pro Padre Quevedo. O certo, faz favor, é de repente. Separado e com um érre (quando escrevo érre quero me referir à letra do alfabeto. Conjugação do verbo errar não tem acento, antes que você pergunte!) só. Ou, se você preferir um 2011 com ainda mais classe, troque-o por repentinamente.
  • Encomodar – eparrê-iansã! Se você disser pra Iemanjá que não a quer encomodar em 2011, cuidado: você pode ser vítima de encostos mal-intencionados enviados pela entidade! Acredite, se em 2011 você incomodar, com i, vai incomodar bem menos os outros. Porque incomodar já é, por si só, er…. um incômodo (é, bruxa, incomodar é um incômodo! E não enche o saco, vai ficar assim mesmo!) . Se seus interlocutores ainda forem obrigados a ler a malfadada palavrinha escrita com e, aí é que você vai ficar mal-visto… Faz isso, não, zifio…
  • Admnistração – zifio, fonemas mudos têm limites! A palavra administração é formada pelo prefixo Ad + ministração. E tio Antônio explica que o prefixo ad- vem da preposição em latim ad (‘em direção a, aproximação: adjungir, advogado, administrar). Então, faça o favor de aplicar um i entre o eme e o ene, sim? Seja um bom administrador ortográfico em 2011! (reparem que eu estou meio auto-ajudante, liguem não…)
  • Se admnistração não existe, que dirá adevogado. Faz isso com o profissional, não, zifio! Chame o dito cujo de advogado. Esse, sim, com direito a sonzinho mudo! 😀
  • Outra palavrinha que, se você escrever devagarinho no início de 2011, vai chegar a dezembro nos trinques: esqueça o iorgute, porque ele faz mal, tá estragado. Prefira o ioGURte. Joga o érre pra segunda síliaba e corra pro abraço de todos os lactobacilos vivos! 😀
  • Tudo haver: num enfie o verbo haver onde ele não é chamado, zifio, porque ele não gosta dessa falta de cerimônias. A expressão certa é tudo a ver, ou seja: uma visão em comum. Lembre-se sempre dessa coisa de visão em comum, que você acerta o verbo e não enche os pacovás do haver!
  • Anciedade / anciozo: aprenda, de uma vez por todas. É an-si-e-da-de. Quando o ésse vem depois de uma consoante não precisa virar dígrafo, porque tem som de cobrinha (sssss).  Diga-se de passagem, quem me ensinou isso foi a tia Maria Augusta, quando eu era alfabetizada. Sua professora de alfabetização não te contou isso, não? Deveria, viu? Naquela época, meus neurônios eram uma esponja de informações, guardavam tudo o que contavam a eles. E guardam até hoje! Lembre-se: ansiedade.

Atualização sugerida pela Ana Pettres:

  • Simplis / simplismente: Sério que você escreve isso? E não se envergonha da barbaridade, zifio? Vossuncê num  tem pena da pobre professorinha que te alfabetizou, não? Isso dá desgosto, zifio! Escreva simplEs. E simplEsmente. As duas palavras com é (sou carioca, falo é. Se você fala ê, problema seu.). Não, não pergunte por que se escreve assim. Apenas aceite o fato de que É (verbo, não vogal) assim. E (conjunção, não a vogal paulistana) que você está errado.
  • Seje: Xuxa, minha filha, sei que você é rica, linda e tals, mas vamos inovar em 2011? Que tal falar português fluentemente? Tomemos como exemplo o verbo SER. Sabia você, Xuxa, que não existe seje? Eu juro! Olha só:

Verbo Ser – presente do subjuntivo:

eu seja
tu sejas
ele seja
nós sejamos
vós sejais
eles sejam

Verbo ser – imperativo afirmativo:


seja
sejamos
sede
sejam

Palavras de tio Antônio Houaiss. Então, Xuxa e todos os outros, aceitem de uma vez por todas o fato de que SEJE NÃO EXISTE ,PORRA! O CERTO É SEJA!

  • Aliás, tudo o que você ouvir que termina em oso ou osa, entenda: escreve-se com ésse. É o caso de gostoso (gostosa), belicoso, monstruoso, formoso, etc, etc, etc. Se você escreve gostozo, saiba que tem gente reparando que você faz coisa feia.

Outras coisinhas a serem lembradas:

  • Mal é o contrário de bem, e mau é o contrário de bom. Saiba onde enfiar o éle e o u, pelos deuses!!! É bem-humorado e mal-humorado, e bom humor e mau humor! Não vá me enfiar o éle no lugar errado, hein?
  • O verbo trazer escreve-se com zê. Reprima, portanto, todos os ímpetos de escrever com ésse conjugações desse verbo. Aproveite para se lembrar que o particípio passado de trazer é trazido, por  favor. Trago é presente do indicativo! Eu trago boas notícias!  O particípio passado é eu havia TRAZIDO boas notícias.
  • E, se você ainda não descobriu qual a diferença existencial entre um verbo e uma preposição, guarde apenas o seguinte: atrás, detrás por trás é tudo com ésse. E, por mais que você queira, aceite o fato de que elas nada têm a ver (Viu? Ter a ver!) com o verbo trazer.

Além disso, é bom lembrar que, se conjugações verbais soem (ah, vá no dicionário direto pro verbo soer. Não vou ficar aqui de babá de analfabeto, não! Pronto! Fiquei malcriada!) ser escritas na terminação AM, e o certo é escrever vejam, corram, leiam etc, etc, etc, por outro lado é bom lembrar que isso todo mundo já sabe. E, quando escreve errado, é de propósito! Então, antes de corrigir quem escreve vejão, corrão, leião, verifique se a hortografia pobremática foi cometida de propósito ou se foi, de fato, um lapso (iiiihhhh… vai me dizer que você não sabe o que é lapso?).

Esses são os meus votos de feliz (e ortograficamente correto) 2011 para você e todos os seus!

Vá em paz e que todos os deuses te acompanhem, zifio! 😀

Objetivando disponibilizar posts terceirizados – Obrigada, Globo Esporte! \o/

domingo, outubro 17th, 2010

Este post daqui foi publicado hoje no site do Globo Esporte.

Mas poderia ter sido feito por esta que vos fala.

Por isso mesmo, limito-me a fornecer o link apenas.

Essas coisas me enchem de orgulho, viu?

Madrasta do Texto Ruim fazendo escola! A-mey! \o/

Obrigada, Globo Esporte!

Pão de bunda

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Ufa!

Há quanto tempo não me aparecia uma hortografia pobremática de raiz! Finalmente, tava começando a ficar com saudades..

Favor notarem a diferença entre glúteos e glúten.

Assim que eu estiver no computador onde Tio Antônio mora, vou atualizar este post com as devidas definições, OK?

(Vou nem entrar no mérito de que o verbo conter, nas conjugações do plural, recebe acento circunflexo. Traduzindo: não é os produtos contém, é os produtos contêm)

/o\ Brasil, daqui há pouco, será cede da Copa do Mundo /o\

terça-feira, setembro 7th, 2010

Gente, absurdo essa minha falta de tempo, viu?

Tô aqui com um mondi e-mail de ectoplasma amigo e não consigo postar!

Este aqui é do Megale, âncora das manhãs da BandNewsFM são Paulo (e rede) e personal galo de estimação 😉

O pobrezinho me passou este e-mail em junho, e fica parecendo que eu esnobei! claro que não, zifio! Esnobei, nada!

Daí que o galo de estimação dos ouvintes paulistanos da Band News FM recebeu por e-mail um daqueles releases maravilhosos que reproduzem opiniões [bocejo] de formadores [boceeeeeejo] de opinião. Este, em questão, trazia azidéia de uma especialista em tributos sobre a organização da copa do mundo de 2014 blablabla whiskas sachê blablabla.

O problema da tchutchuca é opinião de mais e ortografia e gramática de menos.

Será possível que ninguém avisou pra moça que o verbo haver só se usa pra falar de tempos passados, e pra se referir ao futuro a gente usa a preposição a? Ou seja: daqui a um mês ou mais, né, minha tia?!?!?!

E que diabos significa cediar? alguém por favor manda a dona economista de volta pra escola, pq ela tá pensando demais em tributos e de menos em ortografia?

Alguém, por exemplo, O ASSESSOR DE IMPRENSA QUE ENVIOU ESSE TEXTO SEM LER DIREITO E VER A BOSTA QUE APRONTOU?!?!!?

Porque dona tia não marcou touca sozinha, não marcou, não…

Taqueopa…

Cuidado, Deus é petista

terça-feira, agosto 31st, 2010

Não, não me acusem de ser petista. Não me digam que estou defendendo o PT. Não tenho poderes para isso (felizmente ou infelizmente, o advérbio de modo fica a seu critério). Já tem um tempo que eu defendo a tese de que não só Deus é brasileiro como ele carrega uma estrelinha vermelha na lapela.

Porque, né? Eu, na qualidade de Madrasta do Texto Ruim, tenho alguns parcos poderes para exorcizar textos mal escritos. Mas só Ele, que tudo vê e a tudo assiste, tem poderes de castigar os outros.

Deus já defendeu PT e Lizinácio de poucas e boas, viu? Já deixou nego escapar daquela história do mensalão (malcontado bagarai, né? Confesso que eu não entendi lhufas do que aconteceu, em parte por que a primeira pergunta que eu fiz quando começou o quiproquó – “Como assim Roberto Jefferson?!?!?!” – nunca me foi respondida. Fiquei sem entender a novela…), daí quando começou a ameaça de apagão Deus fez chover nas cabeceiras dos rios e acabou a ameaça de apagão, daí veio a crisona internacional braba que, no frigir dos ovos, foi-nos uma marolinha mesmo, e…

… e finalmente chegamos ao texto do Ig.

Quem manda sacanear sindicalista protegido por Deus? Pois o Altíssimo castigou, e castigou feio…

Confiram o que aconteceu na sequência dos parágrafos:

Segundo Roberto Santiago, coordenador sindical da campanha de Marina, deputado federal e consultor da UGT, a candidata do PT diz que é “amiga do movimento sindical, mas não é”. Santiago também atacou Serra e disse que o tucano tem “aljeriza” [Ooops! coisa feia, zifio! O certo é ojeriza, companheiro!] (sic) [daí vem o texto da reportagem do Ig e, corretamente, indica que trata-se de reprodução das palavras de terceiros, e que a expressão não é do redator do texto em questão. OK. Correto. Identificou um erro de português e destacou. Poonto positivo!] pelo movimento sindical.

O sindicalista Temístocles Marcellus, dirigente do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), também não polpou [aí vem o parágrafo seguinte e a zifia redatora marca uma touca dest’amanho, e decide que o verbo poupar e todas as suas conjugações se escrevem com a letra éle. Aham, sei… viu que castigo, zifia? Isso é coisa de Deus, cuidado…] críticas à candidatura de Dilma Rousseff.(…)

Ojeriza é uma palavrinha sacana e safada, que em espanhol é escrita com agá e em português não é (tem outra que é assim também, mas não me lembro agora qual é)

[plim, plim!]

Mensagem do Luiz Zampollo clareia os neurônios desta que vos fala e lembra qual a outra palavra que em português não tem agá mas ganha a referida letrinha na língua espanhola: “ Umidade – Humedad.”).

Voltemos ao texto do post, pois…

[plim, plim!]

E não é lá tão usada assim, nego tem o direito de, vez que outra, escorregar (é, tô tomando partido, sim, tá pensando o quê? Cês querem que eu brigue com DEUS?!?!?! TÁLOKA, SANTA?!?!!?!).

Mas o verbo poupar é pouquinha coisa mais usado que ojeriza, né?

Enfim, quem sou eu para brigar com Deus, né? só servi aqui de canal de fofoca, mesmo….

Quer dizer, eu não. Quem me mandou esse e-mail foi o Jefferson Alves… eu só servi de…. de quê, mesmo? 😉

Acentos separados, por favor…

sexta-feira, julho 16th, 2010

Comprei passagens aéreas pra primaiada vir me visitar aqui em Brasília. Porque, né? Ninguém na família sabe andar de vassoura e tals.

Em conversa pelo MSN com a prima, confirmei a compra das passagens. E ela me perguntou:

– Os acentos são juntos?

Fui obrigada a responder:

– De forma alguma! Acento é um por palavra! Num exagera, menina…

Tivesse ela me perguntado

– Os assentos são juntos?

Eu teria respondido, ato pronto:

– Claro que sim! Janelinha e corredor, fileiras 8 e 9, lado direito!

Mas eu sou uma mala, mesmo….

O índio militar, ou o dia em que o R7 capitulou

quinta-feira, julho 1st, 2010

Ó, tô de luto. Tô com desgosto da vida. Culpa do R7. E também do Serra. E do DEM. E do PSDB. Ah, do mundo!

Vocês sabem o quanto eu me orgulhava do portal da Rede Record, né?

Pois é. Hoje meu mundo caiu.

Olha a tetéia digna de UOL que o R7 me aprontou aí em cima!

Porra, R7! isso é coisa que se faça?!?!?!!? A formação é de CARTEL, CAR-TEL!!!

Quartel num tem nada a ver com isso daí de cima, não, pô!!!

Falaê, tio Antônio!

Cartel
n substantivo masculino
1 carta que se envia a alguém para desafiá-lo; provocação
2 mensagem pública; anúncio, aviso, cartaz
3 relação de vitórias, títulos ou premiações obtidos por uma pessoa, uma entidade ou uma obra
Ex.: o c. de um lutador de boxe
4 Rubrica: comércio.
acordo comercial entre empresas, visando à distribuição entre elas das cotas de produção e do mercado com a finalidade de determinar os preços e limitar a concorrência
5 Rubrica: termo militar.
acordo realizado entre chefes militares beligerantes relativo à troca de interesses, em particular à troca de prisioneiros

Quartel
substantivo masculino
1 a quarta parte de um todo; quarta
Ex.: poupa anualmente um q. de seu salário
1.1 Derivação: frequentemente.
a quarta parte do ano; trimestre
1.2 Derivação: frequentemente.
a quarta parte de uma semana de trabalho
2 qualquer espaço de tempo; período, época
Ex.: costumavam reunir-se no último q. do dia
3 Rubrica: metrologia. Regionalismo: São Paulo.
alqueire (‘unidade de medida agrária’)
4 Rubrica: termo de marinha.
cada uma das seções desmontáveis de assoalho, tampo ou plataforma de uma embarcação
5 Rubrica: termo de marinha.
seção de amarra, de 12 ou 15 braças de extensão
6 Rubrica: termo de marinha.
m.q. alheta (‘parte curva’)

Mas acho que isso é vingança de tucano, viu? Pô, tava aqui gargalhando com a saga brancaleônica dos tucanos em busca de um vice-presidente pra compor a chapa com o Serra! O festival de piada pronta fervia meus neurônios! Primeiro foi o vice Dias que durou algumas horas; depois, geral começou a dizer que não há vice como Rubinho Barrichello. Tava quase apostando que o PSDB iria desistir do Brasil e chegar a Aurocastro (Não entendeu a história de Aurocastro? então, clicaqui. Mas eu recomendo mesmo clicar aqui e ver o filme todo. Imperdível. Até porque eu tenho cer-te-za que, no final do filme, você vai gritar: “Gente, o Brancaleone é o meu chefe!!!”).

Daí os tucanos vêm e rogam praga pra eu ficar com desgosto.

Magoei.

As datas aprazadas e a efetuação da cópula

terça-feira, junho 29th, 2010

Daí que eu me lembrei desta historinha que aconteceu há algumas eras com um certo marido, e tenho que compartilhá-la por aqui…

Estava o tal do marido a atualizar o site da empresa onde ele trabalhava. Ele precisava incluir informações sobre pagamentos de dívidas blablabla whiskas sache blablabla. O público-alvo da e-missiva (adooooro essa e-xpressão! 😀 ) eram autoridades que, embora autoridades fossem, não eram lá muito amigas do vernáculo. Amebas, portanto.

E o que me abespinha nessas horas é perceber que ameba é uma raça que não sabe se inter-comunicar. Elas têm uma dificuldade de conversarem entre si que é uma coisa. Pensando bem, não fosse assim não seriam amebas, né?

Maseutavafalandode… ah, sim! O texto que o tal do marido recebeu! Foi sofrivelmente escrito por uma ameba escrevente, cheio de gerúndios e clichês e, lá pelas tantas, falava em pagamento dos títulos nas “datas aprazadas”.

Tá certo que aprazar é verbo registrado por tio Antônio, que diz que:

Aprazar
n verbo
transitivo direto
1 marcar (tempo ou prazo) para realização de alguma coisa
Ex.: resolveram a. imediatamente o encontro
transitivo direto e bitransitivo
2 restringir, delimitar (o prazo, a duração) de
Exs.: era preciso a. o fim da obra
aprazou um ano para o término da dissertação
Mas se você pensar direitinho, e com a cabeça do público-alvo do texto (/amebas), chegará à conclusão que esse verbim daí não é de muita felicidade, não. Inda mais se o leitor em questão tiver inteligência suficiente para  entender que a palavra em questão foi fruto de um erro de digitação: em vez de aprazadas, deveria ser atrazadas. Porque, claro, atrazado se escreve com zê, né? (NÃO! É COM ÉSSE!!)

Então, o marido em questão resolveu trocar a expressão “datas aprazadas” por “datas combinadas”. E o autor do texto, ao refazer a releitura da redação antes de a bendita ser carregada para a página da empresa, voltou para a expressão original: “datas aprazadas”. E justificou:

– Isso é uma expressão técnica. Quem lê tem a obrigação de entender isso.

Argumento falho, fraco e errado, por alguns poucos mas excelentes motivos:

1- A obrigação maior e principal para a compreensão do texto é a do autor da redação. É ele quem tem que se fazer entender, sem dar margens a duplos sentidos ou duplas interpretações. Se você disser “bolinhas amarelas” e o seu leitor entender “listras azuis”, o erro foi principalmente seu por não saber como fazer o seu leitor entender “bolinhas amarelas”.

2- Aprazar não é expressão técnica. É apenas um verbo metido a besta, que pode – e deve – ser substituído por outro de maior clareza sempre que possível.

Mas o marido em questão não tinha autonomia pra alterar o texto. E a missiva em questão foi levada à página web da empresa com a expressão rococó empolêixon “datas aprazadas”.

Cansado, triste e frustrado, o marido em questão desabafa com a mulher, que costuma exorcizar textos mal-escritos (disse que fui eu? Então, não conclua coisas que eu não disse, detetivões! 😛 ), e conta a história de “datas aprazadas” ter virado “linguagem técnica”.

A esposa do marido, então, ensinou-lhe o seguinte:

– Meu amor, da próxima vez que alguém insistir em enfiar linguagem técnica onde não deve, diga a essa pessoa: “Fulano, efetue cópula”. Daí, quando o Fulano perguntar o que é “efetuar cópula”, você explica que é “vá se foder” em linguagem técnica…

Infelizmente, o marido nunca disse isso pro autor das “datas aprazadas”. Ah, o excesso de educação….

😉

O ciso e o acordo celado

sábado, maio 22nd, 2010

Carambolas! Patavinas! Pantufas! Será possível que essas amebas celibritivas não me deixam nem fazer mudança em paz?

Eu tentei ignorar o ciso operado do Luciano Huck no twitter. Esse já é caso perdido, meus exorcismos não têm poder sobre a hortografia pobremática do narigudo marido de Angélica. Mas o fato é que perdi a imagem desse pio, esqueci de orar aos deuses do print-screen na ocasião.

Mas não dá pra ignorar um acordo celado, né?

e o negócio inda tá no ar, aqui!

Alguém avisa ao Yahoo Notícias da existência do verbo selar, por favor?

Selar
n verbo
transitivo direto
1 apor sinete em; marcar
transitivo direto
2 Derivação: por extensão de sentido.
colocar estampilha, selo ou carimbo em
Ex.: s. uma carta
transitivo direto
3 Derivação: por analogia.
reproduzir figuras, estampas etc. em; estampar, imprimir
Ex.: s. um tecido
transitivo direto
4 cerrar, fechar (hermeticamente)
Ex.: s. um cofre
transitivo direto
5 Derivação: por metáfora.
tornar efetivo por meio de um sinal qualquer; confirmar, validar
Ex.: s. um contrato
transitivo direto
6 Derivação: por metáfora.
concluir, pôr fim a
Ex.: s. a tese
transitivo direto e pronominal
7 tornar(-se) sujo; emporcalhar(-se), sujar(-se), manchar(-se)
Exs.: s. a roupa
s.-se com tinta fresca
pronominal
8 aceitar de bom ou mau grado; submeter-se, sujeitar-se
Ex.: s.-se à realidade de uma situação difícil
transitivo direto
9 Derivação: por analogia (da acp. 2). Rubrica: futebol.
m.q. carimbar

Porque, quando perguntei ao Tio Antônio sobre o verbo celar, ele foi bem educado:

Pronto!

Aproveito para agradecer à Gabriela, dileta ectoplasma suína que me enviou o link celado.

Agora, amebas, pelamordedeus, comportem-se, porque eu tenho que acabar a minha mudança!

O dia em que o revisor do R7 ficou com sono

quarta-feira, abril 7th, 2010

Vocês sabem muito bem que eu forço a barra pra incluir alguma coisa do R7 aqui no caldeirão. Vou fazer de novo. Não sem antes agradecer ao Cardoso por mais uma cantada de bola.

Pô, foi só um errinho de dedo, coitado! Nada de grave, como erro de concordância ou erros ortográficos berrantes. Mas é que coisas desse tipo são raras de acontecer no R7, e têm que ser sorvidas como se fossem caviar.

Enfim, o erro tá aqui. Se, quando você clicar nesse link, não encontrar mais nada, eis aqui o presente dos deuses do printscreen:

Twem nem o que corrigir...

Tem nem o que corrigir...

Foi só um sobriviveu de nada, mais um notócias. Errinho bobo de digitação. Provavelmente obra de quem tá com sono, doido pra ir pra casa, e ainda tem que ficar falando de Glória Perez às onze da noite de uma terça-feira (coisa que ninguéééééééééééééééém merece!)

Pois vá em paz, zifio, cê tá perdoado! Nem sei se você vai gostar de meus votos, mas que Nossa Senhora da Boa Ortografia lhe ilumine os caminhos, inclusive na hora de muito sono, sim?

E, se quiser figurar neste caldeirão com toda a pompa e circunstância, sugiro um cursinho básico c’os povo daqui

Pneus recauchutados, português careca (ou com a cara enfiada na terra feito avestruz por causa da vergonha alheia que o texto causou, vai saber…)

quinta-feira, março 18th, 2010
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Já vou avisando: esse post é forte demais para pobres corações desavisados.

Resolvido a me chocar, marido me mostra este site aqui [aviso da bruxa: ao clicar no link fornecido, certifique-se de que você não tem canivetes ou facas por perto, porque a vontade de cortar os pulsos será incontrolável], de uma empresa que faz recauchutagem de pneus para veículos pesados.

Vou nem entrar no mérito do uso do Flash, nem dos desenhos, nem de nada do que ainda está te chocando (e por favor, pare de pensar em facas nos pulsos!). Vou direto pro texto em destaque aí em cima (que, justiça seja feita, está à altura do site):

Fundada em 1.973, a Centro Sul pneus surgi, no mercado, atuando no seguimento de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagme de Pneus, nos Sistemas á quente e a frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.
A Vulcanização á Frio, também conhecido como, Pré moldados, é controlado pôr sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade

Fundada em 1.973 [De acordo com o Manual do Estadão:  “Escreva os algarismos, de 1.000 em diante, com ponto: 1.237, 14.562, 124.985, 1.507.432, 12.345.678.543, etc. Exceção. Na indicação de anos não há ponto: 1957,1996, ano 2000“. Como se esse fosse o maior dos erros desse texto!], a Centro Sul pneus surgi [Ai. É surgEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, com EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE], [e essa vírgula aqui?!?!?!!?!? É pra separar o quê de quem, Deusdocéu? Entre sujeito e predicado LÍNGUA NENHUMA DO MUNDO ACEITA VÍRGULA!!!!] no mercado, atuando no seguimento [é nisso que dá confiar cegamente em corretor automático de texto! Seguimento inté inzeste, como diriam os matutos, mas não serve pra falar o que o seu moço quis dizer não! Aqui, o correto seria segmento, mesmo!] de Recondicionamento Pneumático ( Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos Sistemas á [aê, meu tio! Sabe aquele botãozinho no teclado que tem uma setinha apontando pra cima? ele é conhecido como botão de shift! (lê-se xífite). é parecido com o botão de maiúscula da máquina de escrever. Então, se o senhor apertar o xífite e o botãozinho dos acentos ao mesmo tempo, o senhor consegue o acento da crase. Mas não se avexe em corrigir o acento, porque esse a não tem nem acento pra esquerda nem pra direita, num visse?] quente e a [se o cabra acentuou o “á quente”, por que este daqui não foi acentuado? pô, se é pra errar que mantenha ao menos um padrão, oras…] frio) utilizando tecnologia totalmente automatizada de última geração.

A Vulcanização á [Já contei lá em cima a historinha do botão do xífite. Mas aqui também não tem acento, viu, meu tio?] Frio, também conhecido [Cristorrei… A vulcanização é conhecidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!] como, [e essa vírgula daqui também foi excesso, tá?] Pré moldados, é controlado pôr [ô, meu tio! Na ortografia da língua portuguesa que em vigor estará até 2012, pôr com acento é verbo! Nesse caso daqui, você usou uma preposição! Num carece de acentuar, não! E, pelo que me indica tio Antônio, a Nova Ortografia mantém essa regrinha, num visse?] sistema informatizado ( 3ª pressão), um grande diferencial [Certo, certo… grande diferencial, né? Três mamilos acompanham?] em nossa atividade.

Será que tem jeito? Vamos recauchutar esse texto: (Aiomeucagalho! o @#$%$%¨$%¨$% do WordPress não tá mais marcando palavras cortadas! ‘Bora refazer a correção, porque eu dei “publicar” e nem fui no site ver como ficou depois… malzaê, galera! Ofereço minhas costas para açoite por três segundos! 😀 )

Fundada em 1973, a Centro Sul pneus atua no segmento de Recondicionamento de pneumáticos (Recapagem e Recauchutagem de Pneus, nos sistemas a quente e a frio), nos quais emprega tecnologia totalmente automatizada e de última geração.

A vulcanização a frio, também conhecida como pré-moldados, é um processo controlado por sistema informatizado (3ª pressão), um grande diferencial em nossa atividade.

Pronto! Agora, o veículo pesado pode rodar quantos quilômetros quiser, que não derrapa mais nas curvas da ortografia nem da gramática! Vá em paz, e que São Cristóvão e nossa Senhora do Bom Texto lhes iluminem os caminhos!

E que Nossa Senhora dos Erros de Revisão ilumine meu aplicativo WordPress, porque o troço tá batendo pino aqui!!!!

De parônimos e enfrentamentos

domingo, fevereiro 28th, 2010

Ectoplasma suíno fresco por estas bandas me contou algumas deliciosas porém indigestas histórias de amebas escreventes. Como a de um cidadão que concedeu, via e-mail, autorização a seu subordinado para executar determinada tarefa:

Fulano,
Enfrente
!

Lindo, não?
A ameba quis dizer em frente, mas escreveu enfrente. Tentei imaginar o que se passou pela cabeça da ameba na hora em que ela escreveu enfrente, mas desisti. É, eu sei que eu insisto em sempre partir do princípio de que coisas desse tipo não só têm cérebro como sabem ler fluentemente.

Daí que eu desconfiava que esse fenômeno de palavras com som igual mas escrita e significados completamente diferentes tinha um nome específico. Tio Antônio me contou:

Parônimos

adj.s.m. (1858) gram ling 1 diz-se de ou cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia 1.1 diz-se de ou palavra cujos fonemas podem se confundir com os de outra(s), por razões etimológicas ou simplesmente tônicas (p.ex.: deferir: diferir, descrição: discrição, emigrar: imigrar etc.)

Quer dizer, domingo à tarde, e a ameba me faz ir ao dicionário pra ver o que é um parônimo!

Se eu recebesse o supracitado e-mail, eu obederia cegamente à ordem!

Iria à sala do meu chefe, chamá-lo-ia (a mesóclise é minha e eu a enfio onde dona Gramática me autorizar!) pra briga durante dez segundos (E aí, mermão? Vai encarar? Tu num é de nada, não! Vem cá pra tomar uns tabefes pra tu ver o quanto é bom) e, logo em seguida, com a maior cara de Fagundes, o puxa-saco, diria: e aí, chefinho, enfrentei de acordo com suas expectativas?

Porque eu sou cínica! E me lembrei deste causo, que não tem nada a ver com parônimos – só com enfrentamentos… 😀

No último lugar onde eu trabalhei, o chefe da redação me mandou, certa feita, o seguinte e-mail:

Dê um pulinho aqui!

Eu não conversei nem questionei: fui até a sala dele, pedi licença, dei um pequeno salto na frente dele, depois fiz cara de Fagundes e disse com sua licença, chefinho!, virei as costas e fui embora.

Ele riu da situação e me chamou pra tomar um cafezinho…

(Não, eu não fui demitida! O chefe que viu que me deu margem pra piadinha sem graça, e aceitou a brincadeira numa boa!)

Conjunto da obra perde

sábado, fevereiro 20th, 2010

Tá. Fiquem à vontade pra me acusar! Eu sei muito bem que quando essas coisas não vêm atrás de mim eu vou atrás delas. Mas fazer o quê? Eu preciso compartilhar com vocês!

Quem recebeu essa pérola por e-mail foi a Lelê do Te dou um dado?. E, como ela foi uma pessoa BOUA de compartilhar a coisa com os leitores do blog dela, eu também vou cometer idêntico ato de bondade.

Eis o que a acessoria de imprensa da Geisy Arruda (Uniban / vestido rosa horroroso / expulsa / subcelebridade… ligou? Não? Então, joga no Google! Mas corre que daqui a pouco ninguém mais sabe quem é ela, nem o cache do Google!) enviou aos jornalistas:

Quaso venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.
Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão
Geisy arruda da´ra inicio a sua participação no quadro “Vai dar namoro co famosos”,
onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram seus videos para
o link abaixo.
http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/
Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais não pode ser ciumento…kkk
Quaso acha interesse obrigada…
Acessoria de Imprensa
JENIFER ARRUDA!

Quaso [a quantidade de neurônios necessária para eu entender que a cidadã pretendeu escrever Caso aqui foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu para cometer este texto!] venha a interessar,tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da rede record televisão [Como ela diz rede recórdi, abstraiu a preposição de e que se dane!]

Geisy arruda da´ra [Aqui foi erro de dedo. Deveria relevar, mas o troço tá tão feito embaixo das coxas que não dá! Se ela relesse o que escreveu (sim, parto do princípio de que a tchutchuca sabe ler!), esse errinho de digitação não teria sido enviado!] inicio [aqui também faltou acento, bosta!] a [Crase? Hein? O que é isso? Se escreve com ésse ou zê?] sua participação no quadro “Vai dar namoro co [Viram que isso é relaxamento? viram que este troço foi feito de qualquer jeito?] famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo faram suas inscrições e mandaram [corrããããooo!!! Fujããããõooo!!!!] seus videos para o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy arruda procura seu “Principe Encantado”,romantico,brincalhão,há mais [Ok. Ela perdeu a aula de Ronald Golias sobre as diferenças entre mas, mais e más!]. não pode ser ciumento…kkk

Quaso acha [De novo. A quantidade de neurônios que eu gastei pra entender que a tchutchuca quis dizer Caso haja (é, vamos combinar que haja é deveras elaborado pra moça escrever…) foi inversamente proporcional à quantidade de neurônios que ela dispendeu pra cometer este texto!] interesse obrigada…

Acessoria [E arrematou com chave de latão!] de Imprensa

JENIFER ARRUDA! [deve ser irmã da Geisy]

O que dizer então?

Muito obrigada, Supremo Tribunal Federal, pelo fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo!

Tá bom, tá bom, eu conserto a bagaça:

Caso venha a interessar,-espaço tenho uma nota a ser divulgada.

Hoje no programa “Melhor do Brasil”,da Rede Record de Televisão

Geisy Arruda dainício à sua participação no quadro “Vai dar namoro com famosos”,

onde rapazes do Brasil e do mundo farão suas inscrições e mandarão seus vídeos para

o link abaixo.

http://rederecord.r7.com/vai-dar-namoro/

Geisy Arruda procura seu “Príncipe Encantado”-dois pontos: romântico,-espaço brincalhão (travessão)  – ah! Mas não pode ser ciumento…kkk


Caso haja interesse, obrigada…


Assessoria de Imprensa

JENIFER ARRUDA!

Mas estou com dúvidas agora… acho que este e-mail é a prova concreta de que Geisy Arruda tem uma Acessoria, com cê mesmo – diqualidádi!

Promessas promissoras e promissórias

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

exorciza

Eis que adentra meu e-mail solicitação de uma ectoplasma suína que, segundo consta, teve os globos oculares queimados diante de tamanho disparate. Ela recebeu a pérola acima por e-mail marketing. A pobrezinha destacou apenas o item que queimou seus olhos, mas o material acima merece com louvor ser classificado como conjunto da obra. Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Pra começar, abespinhou-me o nome da Faculdade, que está à beira de uma expressão imprópria. Joguei na web pra ver se é alguma abreviatura, e encontrei a deliciosa explicação:

O nome da instituição tem origem na grande amizade que nasceu entre eles [os fundadores da faculdade]: Epírito Santo Uniu Dois Amigos).

Lindo, lindo mesmo. Mas ainda bem que a grande amizade que uniu os dois não desembocou na frase Todo o Espírito Santo Uniu Dois Amigos, né? Tudo bem que essa abreviatura não supera o Encontro Regional de Jornalistas e Assessores de Imprensa do Rio de Janeiro (Erejai), nem o Movimento em Defesa do Ensino de Comunicação Social, que nasceu Fórum em Defesa do Ensino de Comunicação Social (Modecs / Fodecs). Mas tá no páreo.

Agora vamos à frase-bombril que abre o texto. Repare que o nome da área em questão está em negrito, ou seja, ele pode ser (e é) substituído por qualquer (eu disse qualquer, quê, u, a, éle, quê, u , é, érre) coisa. Repare só: troque Recursos Humanos por Informática, Recursos regionais... Viu só como cabe direitim?

Agora, divirta-se: troque Recursos Humanos por Tráfico de drogas, Contrabando de Armas ou Prostituição Internacional, por exemplo. Viu como ficou per-fei-to? Mas tudo bem, isso é coisa típica de e-mail marketing. O caboclo prepara um texto que serve pra tudo, e o adapta de acordo com as necessidades do cliente. Eu curto mesmo é ver o lado mau dessas frases que servem a gregos e troianos.

Me fez lembrar de uma entrevista que um cara da Globo (era o Wolf Maia? Não sei, pode ser…) deu pro Vídeo Show, falando de determinada pessoa:

Ah, Fulana é Fulana, é essa pessoa maravilhosa que ela é!

Não é maravilhoso? Você não sabe se a frase é ou não um elogio, e ela serve pra todos os seres humanos da face da Terra! quer ver só?  Troque Fulana por Papa João Paulo II ou por Adolf Hitler. Funciona da mesma maneira, impressionante! Eu uso essa frase direto quando preciso ser cínica e elogiar alguém que não merece ser elogiado…

Daí que nós finalmente chegamos ao ponto de queima do globo ocular da supracitada ecotplasma suína. Eu tenho cá pra mim que no lugar de promissória,  palavra certa seria promissora. Vamos conferir com tio Antônio?

promissor
\ô\ adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete 2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>  3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur 4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor; ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

Promissor \ô\

adj. (1899) 1  que faz promessas; que promete
2  que promete ser bom, feliz, bem-sucedido; propício <um negócio p.> <uma carreira p.>
3  que traz boas novas; auspicioso <notícias p.>  n adj.s.m. jur
4  m.q. promitente ¤ etim lat. promissor,óris, do rad. de promíssum, supn. de promittère ‘lançar, atirar longe’ ¤ sin/var prometedor;
ver tb. sinonímia de favorável ¤ ant ver antonímia de favorável

É, então eu tava certa! A palavra adequada pra essa frase é mesmo promissora.

Mas, tio Antônio, por que esse promissórias aí não tá de bom tom?

Promissória

s.f. jur  red. de nota promissória ¤ etim fem. substv. de promissório

Daí que neste site aqui você descobre direitinho o que é uma nota promissória:

A nota promissória é um título de crédito emitido pelo devedor, sob a forma de promessa de pagamento, a determinada pessoa, de certa quantia em certa data. A nota promissória, portanto, é uma promessa direta e unilateral de pagamento, à vista ou a prazo, efetuada, em caráter solene, pelo promitente-devedor ao promissário-credor.

Ou seja, pelo que tá escrito ali, a área de Recursos Humanos está lhe devendo alguma coisa, e vai pagar algum dia. E você que espere. Enquanto isso, você que pague duas parcelinhas de R$ 170, no cheque ou no cartão, faça o curso e viva com as promessas da área em questão.

(Mas será que a tal faculdade aceita o pagamento em nota promissória?)

Café cultural

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais uma de ectoplasma suíno.

Esse aviso leeendo está coladinho na máquina de café espresso da empresa onde a supracitada ectoplasma trabalha.

Vamos sorvê-lo aos poucos, como se um delicioso expresso fosse:

orly

Aí eu fico pensando: será que tem gente que acredita que, ainda que se use o aparelho de forma inadequada, ele vai funcionar direito? Tenho medo de pensar que tem gente que acredita nisso, viu?

Até porque, a correta utilização de QUALQUER aparelho leva a seu bom funcionamento (à exceção dos computadores, mas deixa isso prá lá).

Segundo que a expressão espresso é correta em italiano, mas não o é em português.

A palavra expresso (ex + presso) também pode significar retirado sob pressão. Querem ver só?

Falaí, tio Antônio:

Ex-

1) da prep.lat. ex/e ‘movimento para fora, tirado de’, (…);

2) do pref.prep.gr. eks- ‘fora de’ (conexo com ec-): exantema;

Daí que eu quero ver algum dicionário aceitar o espresso. Se aceitar eu chamo no braço!!!

E vai logo tomar seu café antes que esfrie, oras!!!

Da série “trocadilhos acidentais”

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Dica de uma ectoplasma suína, claro.

Lembram quando a Fátima Bernardes perguntou pro César Cielo como era atingir o alto do topo, e eu resolvi creditar essa na cateogria trocadilhos acidentais?

Pois tem mais uma notícia que se enquadra nessa categoria. Pô, sacanagem que o eme tá lá do ladim do ene… olha só o que Senhor Redator aprontou aqui:

zona morte

Falo mais nada.

O pretérito perfeito e o futuro equivocado

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Mais lá pra baixo, eu falava das amebas acorrejentes que cismam em corrigir os corrão, leião e vejão. E expliquei como identificar um texto em que esses verbos são usados de forma irônica, certo?

Pois bem, hoje a aula é inversa. Vou mostrar um caso em que o verbo foi conjugado errado, mesmo. E não tem ironia, não, tem inguinhorânça, mesmo! Pode ser conferido neste link aqui. E olha que eu elogiei horrores esses dois meninos há alguns meses. Mas não retiro uma linha do que disse. Deus e eu no sertão é a coisa marlinda do mundo. O assessor de imprensa deles é que precisa tomar vergonha na cara…

Mas vamos ao texto-tetéia:

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14
A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu o ano com o show da famosa dupla, Victor e Leo, no dia 14.
Na apresentação para 5 mil pessoas estavam presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.
Os irmãos tocarão hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Villa Country recebeu Victor & Leo e famosos dia 14 [Repararam o recebeu, né? Pretérito perfeito. Claro, uma vez que hoje é dia 15 e o feito ocorreu dia 14, o verbo está correto.]

A maior e mais tradicional casa country e sertaneja do Brasil, Villa Country, abriu [Outro verbo no pertérito. Perfeito.] o ano com o show da famosa dupla, [aaaaaaaaahhhhhhhh!!! Virgula aqui NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! ]Victor e Leo, [aqui também nããããããããoooooooooooo] no dia 14.

Na apresentação para 5 mil pessoas estavam [de novo. pretérito. perfeito.] presentes Latino, Marco Luque, Rogério Morgado, Nadja Haddad, entre outros.

Os irmãos tocarão [AQUIIIIIIII!!!!!! AQUIIIIIIIIIIII! AQUIIIIIIIIIII! NÃO TEM IRONIA NO TEXTOOOOO!!! A ameba deveria ter escrito tocaram, mas equivocou-se, coitada!] hits como “Borboletas” “Deus e eu no sertão”, além dos sucessos do novo CD Ao vivo e em cores, como “Estrela Cadente”.

Entenderam, crianças, como é fácil identificar um erro autêntico?

A ameba acorrejente

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Corrão!, Vejão!, Leião! e coisas do gênero já se tornaram uma espécie de gíria na Internet.

Quem usa essas expressões sabe, de cara, que está errado. O correto é vejam, leiam, corram etc, etc, etc…

Além disso, quem usa essas expressões o faz com cinismo e ironia. Como eu, o Cardoso ou as meninas do Vende na Farmácia?, que sabemos escrever direitinho, graças a Deus.

Se você for uma pessoa com meio neurônio funcionando bem, percebe que um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, no qual o português flui que é uma beleza, e que se conclui com um “CORRÃO!” está sendo irônico nessa última palavrinha.

Mas esse tipo de ironia sempre (eu disse SEMPRE, ésse, é, ême, pê, érre, é – sou carioca, meu e tem som de é) atrai um sujeito que, além de não perceber a ironia contida na expressão, ainda faz questão de se mostrar douto, e corrigir o seu texto nos comentários do blog.

Confirão o que a Loo do VNF? me enviou via Twitter. A tchutchuca pode ser conferida neste link aqui.

aimeudeus

Doravante, esses seres serão por mim denominados as amebas acorrejentes.

E aí, vai corrigir o meu acorrejente?

Sem esperanças

terça-feira, janeiro 12th, 2010

Hoje acabaram-se todas as minhas esperanças no ser humano luso-parlante.

Este link foi passado pela Mariana Belém via Twitter. Vejam como ele exterminou minhas esperanças:

auta

Oremos.

Galicismo é temdemssia para 2010

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Sinto que em 2010 o novo conceito vai ceder o lugar a um novo olhar.

Repara só a quantidade de novos olhares que começam a pulular nos textos das amebas escreventes…

Bem que o Ruy Castro avisou

(Aviso, amebas: temdemssia está escrito errado de propósito. O certo é tendência. Mas não usa não, porque ô palavrinha batida, viu?)

Seis dicas para começar 2010 de mal com a Língua Portuguesa

segunda-feira, dezembro 21st, 2009

Engraçado descobrir que fim de ano só muda mesmo o número do ano que está acabando e do que está começando. O resto fica igualzinho. É Simone, Ivan Lins e John Lennon tocando nos alto-falantes dos shoppings e supermercados, você doida pra esfolar vivos os dois primeiros e ressuscitar o terceiro pra esfolar vivo também, de tão irritantes que soam essas musiquinhas batidas de natal…

E nas publicações? Putz! As revistas femininas publicam aquelas reportagens sobre a ceia dos seus sonhos, ou como decorar sua casa para o Natal (e você fica fula da vida quando descobre na prática da decoração mal-feita que você é um ser humano normal, e não produtora de fotografias), ou o lugar-comum dos lugares-comuns: metas para o ano que vem.

Jamais caí na esparrela de estabelecer metas pro ano que vem. Sei que não vou cumprir mesmo, então chego ao mês de dezembro do ano seguinte com alguns pesos a menos na consciência. E nem me sinto tão imperfeita.

Mas isso não vem ao caso. Vamos falar aqui de mais uma historinha tchutchuca de metas pro ano que vem. Esta pode ser encontrada aqui, no Terra.

De acordo com essa reportagem, pra você ter um bom plano de metas para o ano seguinte, você precisa ter…. FOCO!! GAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! Espiem só a obra:

1)Revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar [e que em 2010 você abra mão de ser mulher e se torne uma lente teleobjetiva!] e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar)[porque você vai ter um lado teleobjetiva e um lado lixeira, claro!] por ordem de importância. Reflita sobre os cinco primeiros itens e detalhe um plano de ação em sua agenda.

2) Organize uma agenda, onde possa centralizar todos os seus planos [e que se dane sua vida pessoal, sua casa, sua família, seu emprego…. o importante são seus planos no centro da sua agenda. Pensando bem, deixe os planos no centro da agenda, e não da vida. Pronto! Resolvido!]. Assim, não tem como se esquecer do que pretende conquistar em 2010.

3) Não tenha muitas metas. É melhor focar em poucos objetivos [hummm… se vai focar em poucos objetivos, então você pode realmente ser uma teleobjetiva, sem crises existenciais! Nada de tentar ser uma grande angular, hein?], sempre relevantes e viáveis.

4) Crie pontos de controle da seguinte maneira: a cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo [Vai fundo! Agende a reunião! Mas não se esqueça de remarcar a reunião porque você não poderá estar consigo mesma no momento marcado… taqueopa!] com o intuito de revisar suas metas e o que deve descartar. Isso diminui o risco de que as promessas sejam deixadas de lado.

5) Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança, que o ajude a manter a motivação. Questione a pessoa escolhida sobre seus planos.[Per-fei-to! Questione a pessoa escolhida sobre os seus planos! Fulano, por que eu não emagreci? Fulano, por que eu ainda não entrei pra academia? Excelente idéia pra manter sua consciência livre e tranquila!]

6) Dedique tempo a você em 2010, o que colabora na tarefa de ter energias para executar suas metas. Portanto, inclua atividades de lazer em sua rotina com uma periodicidade ao menos quinzenal.

Então, queridos, que em 2010 o ato de focar seja ação exclusiva das lentes! Concentre-se, dedique-se, preste atenção, mas não foque jamais! Tenham o trabalho de adquirir máquinas fotográficas com foco automático e sejam felizes!

Que em 2010 vocês dêem um passo de cada vez, sempre com a Língua Portuguesa a seu favor.

Felicidades!

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