Objetivando Disponibilizar





Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse

É assim:

Este, esta e isto são pronomes demonstrativos referentes à própria pessoa que está falando, ou a coisas de propriedade da pessoa que enuncia a frase. Exemplo:

Você aponta para o seu filho e diz: “Este é o meu filho”. 

Esse, essa e isso são pronomes demonstrativos referentes à pessoa a quem o enunciador da frase está falando. Exemplo:

Você aponta para o filho do seu amigo e diz: “Esse é o seu filho”.

(Tá, eu sei que existem várias outras hipóteses corretas a serem empregadas na frase acima com esse e este, mas atenhamo-nos por enquanto a essa observação genérica daí de cima.)

Ainda tá difícil? Complicado? OK, concordo contigo. Vamos pegar um exemplo mais prático.

Imagine que você é um advogado. E recebeu uma acusação contra a empresa que você defende. O texto, redigido pelo advogado de outra empresa, diz:

Esta empresa não cumpre com seus contratos! Esta empresa é corrupta! Esta empresa está inadimplente! etcetcetc.

Você redige sua defesa pura e simplesmente:

Sr. Juiz, nada temos a fazer se o  digníssimo advogado da outra empresa resolveu acusar a própria empresa para a qual ele trabalha.  Não tenho nem como encerrar minha defesa, posto que não foi necessário iniciá-la.

O que é mais ou menos o que aconteceu ontem com o digníssimo (cof, cof) governador goiano (que me perdoem os goianos se esse adjetivo soou pejorativo) Marconi Perillo.

perillo

Prezado governador Perillo: devemos convocar CPI pra apurar a sua denúncia contra seu próprio governo?

Por que o senhor se considera um canalha? Sua mãe concorda com o senhor?

Por que o senhor fala de si na terceira pessoa? O Sr. também vive a dicotomia Edson/Pelé? 

Enfim, não vou me dar ao trabalho de ofendê-lo. O senhor sabe fazer isso sozinho.

E você, ameba: traumatizou? Ah, vá! Mais um trauma didático! 😀 \o/

Então, lembre-se da cara do Perillo na hora de usar S ou T e falar/escrever este/esse de forma adequada.

De nada. (mas agradeço ao Luis Carlos pela imagem oferecida no fêice! 😀 )



8 comentários sobre “Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse”

  1. ANA comentou:

    Bela, valeu a tentativa, mas… se você apontar para o filho, que seja seu, terá 3 possibilidades: este é o meu filho, se ele estiver perto da pessoa que fala; esse é o meu filho, se ele estiver perto da pessoa com quem se fala e aquele é o meu filho, se estiver distante das duas pessoas do discurso.
    abraços

  2. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Sim, Ana! Você está certa! Eu fui propositadamente genérica no meu primeiro exemplo….

  3. carlinhos medeiros comentou:

    “Esse” canalha foi comprado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, está correto?

  4. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Depende, Carlinhos! Quem é o canalha em questão? Você? 😀 #numpresto

  5. Vandra comentou:

    Ih, Madrasta, esta análise tornou-se interdisciplinar: olha a parapraxia aí, geeente! Com a palavra, Dr. Freud.

  6. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    [madrasta assobia como se não fosse com ela…] 😉

  7. Emanoel Messias comentou:

    Por favor, ajude-me, continuo com dúvida:Esse canalha é corrupto?

  8. Madrasta do Texto Ruim comentou:

    Depende do referencial… 😛

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